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João Nassif
Por João Nassif 20/09/2018 - 18:37

A Copa do Brasil é o torneio mais democrático do futebol brasileiro que permite equipes de níveis médios e pequenos conseguir chegar ao título. É o que está alardeado nos dias de hoje. Mas, não é bem assim.

Se é verdade que equipes desconhecidas de estados sem nenhuma tradição no futebol entrem na disputa, dificilmente estes times ultrapassam a primeira fase. Entram no jogo representantes dos 26 estados do país mais o Distrito Federal.

Quando ainda não participavam os clubes que disputavam a Libertadores ainda havia esperanças de que alguém pudesse repetir o Criciúma de 1991, o Juventude de 1999, o Santo André de 2004 e o Paulista de Jundiaí em 2005.

Em 2013 a CBF resolveu que a partir daí os times brasileiros que jogavam a competição sul-americana entrariam nas oitavas de final fechando os caminhos para os pequenos chegarem ao título.

No início do torneio em 1989 entravam na disputa somente os campeões de cada estado e mais alguns vices de estados mais tradicionais para que 32 times entrassem começassem a competir numa primeira fase com 16 confrontos.

Depois de várias alterações no regulamento, principalmente na relação do número de clubes participantes, com a mudança de 2013 o torneio passou a ser disputado por 86 clubes em várias fases eliminatórias até o confronto final. 

Hoje com a mudança do regulamento da Libertadores que permite a participação de até seis ou sete times brasileiros a Copa do Brasil é disputada por 91 clubes.

Menos mal que a CBF aumentou a premiação dando ao campeão mais de R$ 60 milhões de reais.

Por isso a importância do torneio acentuada pela postura dos clubes que ainda estão na briga pelo título colocando no Campeonato Brasileiro equipes reservas guardando energia para decidir a Copa do Brasil.
 

João Nassif
Por João Nassif 19/09/2018 - 18:55

Carlos Alberto Parreira que comandou a seleção brasileira tetracampeã mundial em 1994 é o técnico brasileiro que esteve mais vezes no comando de seleções estrangeiras. Parreira teve 10 passagens por seis seleções diferentes, inclusive em algumas que sob seu comando participaram de Copas do Mundo. 

Carlos Alberto Parreira é formado em Educação Física pela Escola Nacional do Rio de Janeiro em 1966 e no ano seguinte foi enviado pelo Itamaraty para Gana treinar a seleção local numa missão diplomática onde ficou por um ano.

Em Gana fez alguns contatos com a delegação alemã que foi fazer alguns amistosos por lá e quando terminou sua missão diplomática foi estudar na Alemanha.

Na então Alemanha Ocidental ficou conhecendo o técnico Helmut Schön que viria ser o técnico campeão mundial em 1974. Após um convite do treinador acompanhou alguns treinamentos da seleção alemã e assistiu ao amistoso com a seleção brasileira em 1968 quando reencontrou um velho amigo que lhe fez um convite que mudou o rumo de sua carreira.

Admildo Chirol, preparador físico da seleção brasileira convidou Parreira para fazer parte da comissão técnica que preparava a seleção para o Mundial de 1970 no México.

Campeão do Mundo na campanha do tri, Parreira seguiu carreira e em 1994 foi o comandante do tetra nos Estados Unidos. Foi também técnico do Brasil em 2006 no Mundial da Alemanha quando foi eliminado pela França nas quartas de final.

Além da seleção brasileira Carlos Alberto Parreira foi técnico de seleções em outros Mundiais: do Kuwait em 1982 na Espanha, dos Emirados Árabes em 1990 na Itália, da Arábia Saudita em 1998 na França e da África do Sul anfitriã em 2010.

Treinou também vários clubes grandes do futebol brasileiro: Fluminense, três vezes, São Paulo, Atlético Mineiro, Santos, Internacional e Corinthians.
 
 

João Nassif
Por João Nassif 18/09/2018 - 22:51Atualizado em 19/09/2018 - 14:54

No sul da Inglaterra, um modesto clube da quarta divisão de nome Exeter City, tem como orgulho de seus torcedores o fato de ter enfrentado a seleção brasileira numa excursão que realizou ao país.

Este pequeno time que nunca chegou à elite do futebol inglês possui um lugar de honra na história do futebol brasileiro, pois em 21 de julho de 1914 no Estádio das Laranjeiras no Rio de Janeiro foi o primeiro adversário da Seleção Brasileira de Futebol.

Depois de uma excursão pela Argentina, o Exeter City, representante da terceira divisão inglesa, mas com status de clube profissional o que ainda não existia no Brasil aceitou o convite de Fluminense e Paysandu para realizar um amistoso contra uma seleção da Federação Brasileira de Sports.

A Federação Brasileira representada por um pool de cartolas chamou para o amistoso os melhores jogadores do Rio de Janeiro e São Paulo, fazendo nascer a primeira Seleção Brasileira de Futebol.

O resultado da partida é contestado por alguns jornais ingleses. A história diz que a Seleção Brasileira venceu por 2x0 com gols de Osvaldo Gomes e Osman. A mídia inglesa da época afirma que houve empate em 3x3. 

Mas, prevalece a informação dos jornais do Rio de Janeiro que sacramentou a vitória brasileira por 2x0. Sendo assim, Osvaldo Gomes que viria ser presidente da Federação Brasileira, foi o autor do primeiro gol da história da seleção brasileira. 


 

João Nassif
Por João Nassif 17/09/2018 - 18:54

No dia 21 de junho de 1970, no México a seleção brasileira alcançava o tricampeonato mundial ao bater a Itália por 4x1.

Exatos 16 anos depois, também em 21 de junho, um sábado o Brasil era eliminado do Mundial de 1986 derrotado pela França nas quartas de final na cobrança de pênaltis, acordando do sonho do tetra campeonato.

Lembro bem que já naqueles anos se discutia o calendário do futebol brasileiro, com os gigantismos dos campeonatos nacionais, os conchavos para realização dos campeonatos estaduais e a pouca seriedade dos tribunais esportivos. 

Décadas depois continua o estrangulamento do calendário ainda pelos campeonatos estaduais, os tribunais com leis ultrapassadas continuam atendendo interesses fora do campo de jogo e a principal competição do país sendo esculhambada pela superposição com Copa do Brasil e Libertadores e as datas FIFA que tira dos clubes seus principais jogadores em momentos decisivos das competições.

Seleção brasileira em 1986. Em pé da esq. p/ dir. Sócrates, Josimar, Elzo, Júlio Césdar, Edinho, Branco, Carlos
Agachados: Müller, Júnior, Alemão, Careca. (Foto: CBF)

Voltando a 1986, a seleção brasileira que havia fracassado quatro anos antes na Espanha, tinha todas as condições de buscar mais um título. Mas, quis o destino que ainda no tempo regulamentar Zico perdeu um pênalti deixando o jogo empatado em 1x1 gols de Careca e Platini.

Além do pênalti perdido, Careca e Müller acertaram as traves francesas e nas penalidades máximas Sócrates e Júlio César desperdiçaram para a eliminação da seleção comandada mais uma vez pelo técnico Telê Santana.

A carga pela desclassificação caiu como sempre no colo do treinador, como se as incidências do jogo, pênaltis perdidos e bolas na trave não tivessem nenhuma influencia na eliminação. 

Que a baderna vigente no futebol brasileiro não tivesse alguma culpa, pois a CBF estava acéfala com a renuncia do presidente Giulite Coutinho que saiu por não ter conseguido trazer o Mundial para o Brasil, deixando a entidade nas mãos de seus vices, Nabi Abi Chedid e José Maria Marin.

Enfim, a desorganização do futebol brasileiro impediu que craques como Zico, Sócrates, Júnior para citar os mais talentosos se tornassem campeões mundiais. Há quem diga, por pura maldade, que esta geração tinha nascido para perder.

João Nassif
Por João Nassif 17/09/2018 - 06:55

Thiago Ávila *

Ferrari teoricamente com o melhor desempenho, reinando os últimos treinos, Vettel à 30 pontos de Hamilton com chances claras de voltar à liderança, no campeonato mais disputado dos últimos anos.

O alemão se afobou em Monza e acabou vendo seu adversário disparar ainda mais na frente. Em Singapura a sensação foi a mesma. A Ferrari tem um histórico recente muito bom no circuito, sendo uma das únicas pistas que a Mercedes não tinha total domínio.

Mas se Deus salva a Rainha, Ele também abençoa Lewis Hamilton. Fazendo sessões discretas, o britânico passou com tempos fracos até o Q3. Porém na hora H, o líder do campeonato mostra porque merece o pentacampeonato. Ainda na primeira tentativa, faltando sete minutos para acabar, Hamilton faz uma volta mágica, talvez a mais voadora e importante da carreira, com a marca de 1:36,0, baixando em 1,1s o melhor tempo do Q2. A volta foi tão espetacular que Vertappen, o segundo, foi 0,3s pior. O inconformado Vettel foi apenas o terceiro com 0,6s atrás de seu rival na briga pelo título.

Lewis Hamilson comemorando em Singapura

E como Singapura é um circuito de rua extremamente difícil de ultrapassar, Lewis estava com a vitória na mão desde a largada. E sumiu na frente. Abriu 4s de vantagem sobre Verstappen, que conseguiu tirar depois que Grosjean atrapalhou o inglês, mas logo abriu tudo de novo e terminou a 8 segundos de vantagem. Vettel, fazendo uma péssima estratégia, até chegou a ficar em segundo, mas acabou terminando em terceiro a 39 segundos de Hamilton.

Corrida péssima analisando o Big 6 (seis melhores carros do grid) da F1, sem nenhuma mudança de posição de largada. O que animou a corrida foram as disputas entre Pérez, Sirotkin e Grosjean, que não valeram absolutamente nada. Alonso, o grande destaque do resto, conseguiu por sua McLaren em sétimo.

À 40 pontos na frente, Hamilton já pôs uma mão na taça e, a seis corridas para o fim, só um milagre vai trazer o pentacampeonato para o alemão da Ferrari. E qual lado será iluminado? Seb vai fazer um milagre? Ou Deus vai salvar Hamilton?

* Thiago Ávila, Estudante de Jornalismo da PUCRS

João Nassif
Por João Nassif 16/09/2018 - 23:46Atualizado em 16/09/2018 - 23:47

O primeiro campeonato brasileiro foi disputado em 1971 depois da CBD ter extinguida a Taça de Prata, colocando 20 clubes na competição. Como a moda daquela época era o formulismo, foram formadas duas chaves de 10 com 10 times em cada uma. 

Pelo regulamento na primeira fase os times se enfrentaram si e a classificação era na própria chave. Quer dizer cada time fez 19 jogos com a classificação dos seis primeiros de cada grupo.

Na segunda fase os 12 classificados foram divididos em três grupos de quatro equipes e o enfrentamento foi dentro do próprio grupo com jogos em turno e returno.

Somente os primeiros colocados de cada grupo é que decidiram o título num triangular em turno único.

Telê Santana-primeiro técnico campeão nacional

No grupo A da segunda fase o São Paulo foi o primeiro colocado eliminando Corinthians, América do Rio de Janeiro e Cruzeiro.

No grupo B quem se classificou foi o Atlético Mineiro que deixou de fora Internacional, Santos e Vasco da Gama.

E no grupo C o classificado foi Botafogo com Grêmio, Palmeiras e Coritiba eliminados.

Na decisão do título o Atlético Mineiro derrotou o São Paulo por 1x0 no primeiro jogo com gol do Oldair. O São Paulo venceu o Botafogo por 4x1 e na decisão no dia 19 de dezembro o Galo Mineiro que jogava pelo empate derrotou o Botafogo por 1x0 no Maracanã.

Dario fez o gol do título.

O time do Atlético treinado por Telê Santana foi campeão com Renato, Humberto Monteiro, Grapete, Vantuir e Oldair; Vanderlei e Humberto Ramos; Ronaldo, Lola, Dario e Tião.
 

João Nassif
Por João Nassif 15/09/2018 - 23:05

Poucos sabem a origem do campeonato brasileiro de futebol. 

Tudo começou em 1933 com a criação pelas Federações de São Paulo e do Rio de Janeiro do Torneio Rio São Paulo que com dizia o nome somente participavam clubes dos dois estados.

Depois de ter sido disputado outras duas vezes em 1934 e em 1940, somente a partir de 1950 é que foi inserido no calendário anual das duas Federações. 

Em 1954 passou a ser denominado Torneio Roberto Gomes Pedrosa em homenagem ao ex-goleiro da seleção brasileira que disputou a Copa do Mundo de 1934 e que faleceu em 1954 quando era presidente da Federação Paulista.

Em 1967 o torneio foi ampliado com a participação de clubes de outros estados, abandonando o nome popular de Torneio Rio-São Paulo passando a ser denominado apenas Torneio Roberto Gomes Pedrosa, chamado popularmente de “Robertão”.

Devido a sua ampliação e com caráter nacional, foi encampado pela então CBD passando a ser denominado Taça de Prata e a partir daí passou a ser considerado edições do Campeonato Brasileiro.

Em 1971 a CBD estendeu o direito de participação a todos os estados do país interessados e foi formado o Campeonato Nacional, a primeira competição oficial que premiou os vencedores com o título de “Campeão do Brasil”.

O Campeonato Nacional durou até 1999, pois em 2000 depois de uma longa batalha judicial foi disputada a Taça João Havelange com 108 times divididos em quatro módulos, Verde, Amarelo, Azul e Branco.

Com a normalização em 2001 a competição passou a ser denominada Campeonato Brasileiro que aos poucos foi ganhando credibilidade e hoje é disputado em quatro divisões com acesso e descenso respeitados.
 

João Nassif
Por João Nassif 14/09/2018 - 18:33

Os jogos Pan-Americanos de 1963 foi a quarta edição do evento e teve São Paulo como cidade anfitriã. Participaram dos Jogos 22 países com um total de 1.665 atletas que competiram em 21 modalidades.

A delegação brasileira contou com 385 atletas que conquistaram 52 medalhas, sendo 14 de ouro, 20 de prata e 18 de bronze. O Brasil ficou em segundo lugar na classificação geral somente atrás dos Estados Unidos que conquistaram um total de 199 medalhas.

Uma das medalhas de ouro conquistada pelo Brasil foi no futebol. Competiram apenas cinco seleções, além do Brasil a Argentina, Chile, Uruguai e Estados Unidos que ficaram em último lugar.

Plantel campeão pan-americano em 1963

Não era permitido que profissionais atuassem no torneio, a seleção brasileira era formada por jogadores das categorias de base, quer dizer amadores. O time era basicamente composto por atletas do Rio de Janeiro como Carlos Alberto Torres do Fluminense e Jairzinho do Botafogo que sete anos mais tarde se tornaram tricampeões na Copa do México.

Além deles, outros jogadores como o zagueiro Zé Carlos do Botafogo e os atacantes Airton do Flamengo, além de Arlindo e Othon Valentim também do Botafogo.

O centro avante Airton fez sete gols na partida contra os Estados Unidos e detém até hoje o recorde de gols marcados numa única partida pela seleção brasileira.

A seleção brasileira terminou o torneio invicta vencendo o Chile por 3x0, o Uruguai por 3x1 e os Estados Unidos por 10x0. Empatou em 2x2 com a Argentina que ficou com a medalha de prata.

João Nassif
Por João Nassif 14/09/2018 - 08:15

Entre vários perigos que corre a seleção brasileira para recuperar num futuro imediato a condição de melhor do mundo, o maior é o calendário europeu que a partir deste ano impede que o time da CBF enfrente adversários mais qualificados na preparação para a próxima Copa do Mundo.

As seleções europeias começaram este mês, aproveitando as datas FIFA, para introduzir a Liga das Nações, um torneio que envolve as 55 Federações coordenadas pela UEFA (Confederação Europeia de Futebol).

Os quatro últimos mundiais foram dominados pelos europeus e somente um sul-americano, a Argentina, esteve presente numa final. Nos outros três as decisões foram entre seleções europeias. Este fato mostra o crescimento do futebol num continente que é extremamente comprador de talentos de outras regiões do planeta que ajudam na formação de atletas nascidos em países que compõe a UEFA.

E mais, o crescimento aumenta pelo intercâmbio entre os próprios europeus com competições de alto nível, enquanto seleções de outros continentes não encontram adversários mais competitivos para preparação visando as Copas do Mundo. 

A Liga das Nações limita, por exemplo, que a seleção brasileira detentora de cinco títulos mundiais possa realmente testar sua capacidade para buscar a sexta conquista. Vimos isto no último ciclo do Mundial-2018 com o Brasil soberano nas eliminatórias sul-americanas e mesmo com uma interminável série invicta no pré-Copa, sucumbiu quando enfrentou um adversário mais poderoso nas quartas de final na Rússia. Já havia sido assim nos outros três mundiais anteriores, desde 2002 quando conquistou o penta.

O futuro não deixa uma previsão mais otimista, mesmo com a seleção formada por atletas que são de ponta nas Ligas da Europa, pois uma preparação não se faz apenas com talentos, mas com confrontos que possam realmente testar a capacidade de um grupo individualmente forte, mas com extrema dificuldade coletiva.
 

João Nassif
Por João Nassif 13/09/2018 - 18:04

Conquistar a Taça Libertadores da América de uns tempos para cá virou obsessão dos times brasileiros e certamente de muitos grandes clubes do futebol sul-americano.

Além do prestígio e de alguns dólares, digo alguns se compararmos com a Champions League europeia, a maior competição de clubes do planeta, a Libertadores indica o campeão sul-americano que irá disputar o Mundial de Clubes no final do ano com o gigante campeão europeu. Desde que nenhum africano intruso elimine os favoritos.

Lá nos primórdios da Libertadores não havia tanto desespero dos clubes, principalmente os brasileiros para vencê-la, pois o Mundial de Clubes ainda era incipiente no formato em que o campeão europeu enfrentava o sul-americano em jogos de ida e volta.

Na terceira edição do torneio em 1962 o Santos de Pelé foi o campeão numa decisão contra o Peñarol depois de três jogos intensamente disputado.

Da esq. p/ dir. Em pé: Lima, Zito, Dalmo, Calvet, Gylmar, Mauro.
Agachados: Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé, Pepe

O primeiro jogo foi em Montevideo e o Santos venceu por 2x1 com dois gols do Coutinho contra um de Spencer dos uruguaios.

Quando se esperava uma vitória tranquila dos brasileiros no jogo da volta na Vila Belmiro, o Peñarol conseguiu empatar o confronto vencendo por 3x2. Dorval e Mengálvio marcaram para o Peixe, enquanto Sasia e Spencer duas vezes deram a vitória dos visitantes.

É bom lembrar que Pelé não jogou nestas duas partidas ainda se recuperando da lesão na virilha sofrida na Copa do Mundo do Chile.

O Rei do Futebol voltou para a partida decisiva que foi jogada em Buenos Aires no final do mês de agosto. Com Pelé o Santos fez o Peñarol presa fácil de conquistou sua Libertadores com a vitória por 3x0. Pelé fez dois e o zagueiro uruguaio Caetano marcou contra.

O Santos jogou com Gylmar, Lima, Mauro e Dalmo. Zito e Calvet; Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe.

Na decisão do Mundial o Santos venceu o Benfica de Portugal por 3x2 no Maracanã e por 5x2 em Lisboa sagrando-se o primeiro time brasileiro campeão mundial de clubes.   


 

João Nassif
Por João Nassif 12/09/2018 - 19:48

Entre jogos do campeonato catarinense de 1961 quando buscava o bicampeonato, o Metropol disputava em paralelo o regional da LARM.

No dia 22 de junho de 1961 o Metropol enfrentou o Atlético Operário e nos livros históricos do clube, além da ficha técnica da partida tem o comentário do jogo feito por alguém próximo do clube.

Imagem de jogo do Metropol (Foto: Acervo Nei Manique)

Está escrito o seguinte: “Mais um compromisso foi cumprido pelo Metropol, desta feita pelo campeonato regional da LARM frente ao Atlético Operário, saindo-se vencedora a equipe dos Mineiros da Metropolitana pelo alto escore de cinco tentos a um.

Um marcador que não deixa dúvidas, visto a supremacia do futebol empregado pelo onze dirigido pelo técnico Ivo Andrade. Entretanto, o Metropol, apesar de sobrepujar amplamente o seu adversário, não apresentou aquele bonito futebol que aplicou na equipe da Manchester Catarinense no domingo último.

O Metropol jogou o suficiente para vencer de forma categórica o Atlético Operário que não vem se apresentando muito bem na atual temporada. No final do cotejo Veloso, defensor atleticano foi expulso e Canela saiu do gramado contundido não podendo mais retornar a campo”.

O jogo foi estádio Euvaldo Lodi com uma renda de Cr$ 13.800,00.

O árbitro foi Virgílio Jorge auxiliado por Arnoldo Amboni e Afonso Câmara Ávila.

Metropol: Dorni, Zezinho, Jorge e Tenente (Flázio); Sabiá e Walter; Márcio, Chagas, Waldir, Pedrinho e Canela.

Atlético: Pavei, Veloso, Uca, Monge e Foguinho; Dino e Santinho; Agenor, Aldo, Gelson e Jorginho.

Márcio duas vezes, Pedrinho, Sabiá e Waldir marcaram para o Metropol e Jorginho fez o gol do Atlético Operário.


 

João Nassif
Por João Nassif 11/09/2018 - 19:42

“Botafogo, Botafogo, campeão desde 1910″. A frase composta por Lamartine Babo abre o hino do Botafogo de Futebol e Regatas. 

Este realmente o primeiro título oficial do alvinegro, até que em 1996, foi reconhecido o título de 1907, dividido com o Fluminense.

O título de 1910, que neste mês completa 108 anos, foi conquistado de forma magistral, com nove vitórias em dez jogos. Foram 66 gols marcados contra apenas nove sofridos. 
Entre as goleadas aplicadas, 15 a 1 no Riachuelo e 11 a 0 no Haddock Lobo. O poderio ofensivo se mostrou também na decisão, quando o Fogão atropelou o Fluminense por 6 a 1. O grande destaque do time foi Abelardo de Lamare, artilheiro do campeonato com 22 gols.

Nas manchetes do dia seguinte, estampava o Botafogo como “Glorioso campeão de 1910″. Daí surgiu o apelido que o clube carrega até hoje.

Alceu Mendes de Oliveira Castro, primeiro historiador do Botafogo descreveu assim a vitória do dia 25 de setembro sobre o Fluminense:
“O primeiro tempo teve um sensacional transcurso e Abelardo Delamare, o formidável meia alvinegro, sob o delírio do público, enviou três bolas às redes tricolores. Iniciado o segundo tempo, em uma investida de Cox, Lulu, querendo passar a bola a Coggin, vasa nossas próprias redes. 
O Fluminense se alegra, mas em pura perda, pois o Botafogo reage como um leão, reassume o controle do jogo e mais três bolas magistrais, duas de Décio e uma de Mimi, vão dormir nas redes de Waterman, definindo a estrondosa contagem de 6x1. Estava o Botafogo vencedor e campeão, sob o delírio de uma multidão verdadeiramente alucinada! Nascia, com esta notável façanha, o ‘Glorioso’!” 


 

João Nassif
Por João Nassif 11/09/2018 - 09:25

Ouvi várias críticas e explicações por ter sido contrário a manutenção de Tite no comando técnico da seleção brasileira.

Meus argumentos foram baseados em fatos observados desde que o treinador assumiu em meio as eliminatórias para o Mundial.

Primeiro, enfileirou uma série de jogos de invencibilidade, mas lembro que jogou contra seleções de nível bem inferior, numa disputa sul-americana em que não encontrou nenhuma resistência. Todos entendiam que a classificação do Brasil era esperada e se empenharam muito mais nos confrontos diretos.

Segundo, convocou alguns jogadores de acordo com seu passado vitorioso no Corinthians e deixou subliminarmente que estava agradecendo pelo sucesso alcançado. E mais, montou sua comissão com profissionais identificados com o clube paulista. Só para deixar clara sua paixão pelo Corinthians, num jogo contra o Santos em Itaquera foi flagrado pela televisão vibrando com um gol corintiano. Ridículo.

Terceiro, levou para o Mundial na Rússia jogadores contundidos para recuperação na preparação pré-Copa. Deixou por aqui jogadores saudáveis e em ótimas condições técnicas. Por que não convocou Arthur e Luan do Grêmio e levou, por exemplo, Fred e Taison que nem jogaram?

Finalmente levou um nó tático do técnico da Bélgica na partida que despachou o Brasil da Copa.

Ouvi justificativas dizendo que o treinador merecia nova chance. Que não existem opções no mercado brasileiro e a seleção jamais poderia ser treinada por um estrangeiro. Apenas explicações.

E para culminar o crime na convocação de jogadores que ainda jogam no Brasil desfalcando seus times nas decisões em competições que a própria CBF organiza. O calendário do futebol brasileiro é uma excrecência, privilegiando os campeonatos estaduais em quase um quarto da temporada deixando as competições mais importantes sobrepostas, sem contar as tais datas FIFA.

E mais, colocar a braçadeira de capitão no braço do Neymar é outra piada contada pelo treinador. O brasileiro é alvo de chacota em todo mundo e não tem o minimo perfil de liderança.  

No mundo inteiro as competições nacionais param quando são formadas as seleções, aqui não, além de não parar, o técnico ainda tira dos clubes seus principais jogadores.

Mas, esperar o que de uma entidade e um treinador conivente que um dia assinou um manifesto contra os cartolas instalados no poder do futebol brasileiro e meses depois estava sendo beijado por um Marco Polo Del Nero, hoje ex-presidente acusado de corrupção, mas que ainda tem a chave do poder.
 

João Nassif
Por João Nassif 10/09/2018 - 19:05

Hoje é dia em que vou falar sobre um dos grandes goleiros produzidos pelo futebol brasileiro.

Geraldo Pereira de Matos Filho, conhecido por Mazaropi, nascido em Além Paraíba-MG foi formado na base do Vasco da Gama e prestou serviços em vários clubes do futebol brasileiro.

Depois de 10 anos atuando pelo clube de São Januário, com passagens por empréstimo para Coritiba, Grêmio e Náutico, em 1984 foi contratado em definitivo pelo clube gaúcho onde jogou por sete temporadas.

 Mazaropi

Depois de entrar na política e ser eleito vereador em Porto Alegre, Mazaropi abandonou a Câmara para ser treinador de goleiros no Japão permanecendo por lá por oito anos. Quando retornou ao Brasil foi técnico de alguns times do interior do Rio Grande do Sul e hoje é comentarista na Rádio Grêmio, emissora que transmite todos os jogos do clube. 

Conto estes detalhes da carreira de Mazaropi, pois ele é detentor de um recorde mundial que poucos têm conhecimento. 

Quando ainda goleiro do Vasco da Gama, entre 1977 e 1978 Mazaropi ficou 1.816 minutos sem levar um golzinho sequer. É recorde mundial conquistado em competições oficiais reconhecidas pela FIFA. Na contagem de tempo são considerados apenas os minutos em campo se serem levados em conta intervalos e acréscimos dados nos jogos.

A série começou na penúltima partida do primeiro turno do campeonato carioca de 1977 quando o Vasco venceu o Americano de Campos por 3x0 e só foi quebrada no ano seguinte.

O recorde de Mazaropi é reconhecido pela Federação Internacional de História e Estatísticas de Futebol. 

João Nassif
Por João Nassif 10/09/2018 - 12:30

Cada vez mais longe da zona do rebaixamento o Criciúma vai mantendo bom rendimento neste momento da série B que tem lhe dado esperanças de chegar ao final com tranquilidade, afinal esta foi a proposta da direção e do técnico Mazola Júnior quando assumiu o time na sexta rodada e na 19ª colocação no campeonato.

No princípio o time oscilou em demasia e mesmo dando sinais de melhora somente na penúltima rodada do turno é que conseguiu se safar do Z-4. Muito contribuiu para esta situação a fragilidade de muitos times que teimam em não pontuar e vão dando chances de fuga ao time que agora respira com mais tranquilidade já que está quatro pontos longe do Brasil de Pelotas o primeiro da zona fatal.

Feita a resenha da trajetória do Criciúma tem que ser elogiado o trabalho do técnico e o entendimento dos atletas na proposta de jogo simples de um plantel com limitações onde prevalece a vontade e a entrega de todos.

A força defensiva cresceu muito com a fixação de jogadores mais robustos em se tratando de série B, competição em que prevalece muito mais o esforço do que propriamente a técnica com Nino, único criado na base, que faz um campeonato seguro e eficiente crescendo a cada jogo.

O meio de campo com pouca criatividade tem na recomposição seu ponto forte e sustenta com muito empenho o setor defensivo. Perceberam que tenho destacado o trabalho defensivo do Criciúma, pois é com ele que o time ganhou esta gordura em relação ao rebaixamento.

O ataque tem pouco destaque, mas nos últimos jogos tem compreendido a filosofia de jogo, sempre à espera de uma bola em velocidade ou a tão esperada bola parada.

Enfim, é um Criciúma que ganhou corpo e vai de degrau em degrau atingido seu objetivo e deixando boa expectativa para 2019, desde que seja produto de uma gestão mais ambiciosa e profissional. 
 

João Nassif
Por João Nassif 09/09/2018 - 15:41

A UEFA Champions League, conhecida com Liga dos Campeões da UEFA é o um torneio totalmente europeu disputado pelos principais times de cada um dos países que compõe a Federação Europeia de Futebol.

Começou a ser disputada na temporada 1955/1956 com o nome de Taça dos Clubes Campeões Europeus, com a participação de apenas 16 clubes, todos eles campeões em seus países.

O Real Madrid foi o primeiro campeão e não por acaso, como melhor time da Europa conquistou também os quatro torneios seguintes sendo até os dias atuais o único a conquistar um pentacampeonato. 

Real Madrid nos anos 1950/1960

Com o passar dos anos outros clubes, não somente os campeões de cada país, foram sendo incorporados e a partir da década de 1990 o formato da competição foi expandido e hoje vários clubes das principais Ligas Europeias participam da Champions.

O maior vencedor é o Real Madrid 13 títulos. Além do pentacampeonato nos primórdios do torneio o time espanhol venceu na sequência os três últimos. Além das 13 conquistas o Real Madrid foi três vezes vice-campeão. Participou, portanto de 16 finais nos 63 torneios já disputados.  

Depois do Real Madrid, o italiano Milan foi quem mais venceu, são sete títulos no total sendo o último na temporada 2006/2007.
Por país, a Espanha é a maior ganhadora da Champions com 18 títulos. Além dos 13 do Real Madrid, o Barcelona foi cinco vezes campeão.

O segundo país que mais venceu o torneio é a Itália com 12 conquistas. As sete do Milan, mais três da Internazionale e duas da Juventus.

Cristiano Ronaldo é o maior artilheiro da história da Champions com 121 marcados pelo Manchester United da Inglaterra e pelo Real Madrid.

O argentino Lionel Messi é o segundo maior artilheiro com 100 gols, todos marcados com a camisa do Barcelona.

Ainda este mês vai começar a fase de grupos da 64ª Champions League da história.
 

João Nassif
Por João Nassif 08/09/2018 - 17:54

Ontem aqui no Almanaque da Bola falei de passagem sobre o Campeonato Pan-Americano de 1956 disputado na Cidade do México. O Brasil foi representado por uma seleção com jogadores que atuavam apenas no Rio Grande do Sul. Sob o comando do polêmico técnico Teté o Brasil foi o campeão.

O campeonato que teve a participação de seis seleções: México, Costa Rica, Argentina, Brasil, Chile e Peru foi disputado em turno completo jogando todos contra todos.

Da esq. para a dir. em pé: Valdir, Oreco, Florindo, Odorico, Ênio Rodrigues, Duarte.
Agachados: Luizinho, Bodinho, Larry, Ênio Andrade, Chinesinho 

A seleção brasileira venceu invicta com quatro vitória e um empate. Derrotou o Chile por 2x1, o Peru por 1x0, o México por 2x1 e Costa Rica por 7x1. Empatou apenas seu último jogo em 2x2 com a Argentina que ficou em segundo com sete pontos, dois atrás do Brasil.

O artilheiro da seleção brasileira foi Larry Pinto de Farias que marcou cinco dos 14 gols da seleção.

No jogo contra o Peru um lance inusitado. O Brasil vencia por 1x0 e os peruanos dominavam o jogo no segundo tempo ameaçando a vitória brasileira. O massagista Moura entrara em campo para atender Ênio Rodrigues e ainda estava por perto da área quando o atacante peruano Félix Castillo driblou três brasileiros e estava frente à frente com o goleiro Sérgio na iminência de marcar o gol de empate.

Moura, da linha de fundo, simplesmente lançou sua maleta nas pernas do peruano que caiu e não conseguiu chutar para o gol. A partida foi interrompida, houve socos e pontapés, Moura foi expulso, mas seu gesto anti-desportivo diminuiu o ímpeto dos peruanos e o Brasil manteve a vantagem até o final.
 

João Nassif
Por João Nassif 07/09/2018 - 07:44Atualizado em 08/09/2018 - 07:49

Os tempos eram outros, a seleção brasileira não jogava com a frequência de agora e os jogos eram esperados com ansiedade pela torcida que tinha certeza de ver em campos muitos dos principais jogadores em atividade no país.

Para que todos tenham ideia, após o Mundial de 1954 na Suíça com o Brasil desclassificado nas quartas de final derrotado pela Hungria no dia 27 de junho, a seleção voltou aos gramados somente no dia 18 de setembro do ano seguinte, quer dizer quase 15 meses após a disputa da Copa do Mundo.

Entre partidas oficiais contra Chile e Paraguai valendo as taças Bernardo O’Higgins e Osvaldo Cruz, o Brasil disputou um sul-americano extra no Uruguai terminando em quarto lugar. 

Logo após foi realizado um Campeonato Pan-Americano no México com o Brasil campeão sendo representado por uma seleção gaúcha. 

Em seguida a seleção principal realizou dois amistosos contra Atlético Mineiro e combinado pernambucano para logo após cumprir um roteiro de amistosos pela Europa.

Venceu Portugal, Áustria e Turquia, empatou com Suíça e Tchecoslováquia e foi derrotada pela Itália. Mas o grande desafio viria no último jogo da excursão.

Gol da Inglaterra em 1956

Enfrentar a Inglaterra em pleno Estádio de Wembley era o sonho de qualquer jogador. A seleção treinada por Flávio Costa que reassumiu o cargo, pois havia sido demitido após o fracasso de 1950, foi à campo com Gylmar (Corinthians), Djalma Santos (Portuguesa), Pavão (Flamengo), Zózimo (Bangu) e Nilton Santos (Botafogo); Dequinha (Flamengo) e Didi (Botafogo); Paulinho (Flamengo). Álvaro (Santos), Gino e Canhoteiro (ambos do São Paulo).

A Inglaterra venceu por 4x2 com Paulinho e Didi marcando para a seleção brasileira. Três anos depois viria o troco com a vitória do Brasil por 2x0 no Maracanã. 

Entre estes dois jogos, Brasil e Inglaterra empataram em 0x0 na Copa do Mundo de 1958 na Suécia.
 

João Nassif
Por João Nassif 06/09/2018 - 07:37Atualizado em 08/09/2018 - 07:41

Pouca gente sabe que no final da década de 1940 a Colômbia criou uma Liga Pirata e levou para lá alguns dos principais jogadores de futebol da América do Sul.

O profissionalismo ainda não havia de todo tomado conta do futebol e a própria FIFA ainda engatinhava, por isso os colombianos criaram em 1948 a Liga Dymaior, independente da FIFA que mesmo assim ameaçou os rebeldes com banimento. O apelido Pirata veio logo depois e acabou pegando. 

A movimentação nas contratações de grandes craques sul-americanos e europeus ganhou o nome de El Dorado. Com muito dinheiro para investir o recém-criado Millonarios levou para a Colômbia três dos maiores craques sul-americanos da época: os argentinos Di Stefano, Adolfo Pedernera e Nestor Rossi e com eles venceu quatro títulos nacionais de 1949 a 1953, consagrando a era mais vitoriosa do clube.

Alfredo Di Stefano

Heleno de Freitas, um dos melhores jogadores brasileiros da época também foi contratado, por isso ficou fora da seleção que disputou o Mundial de 1950.

A Liga Pirata deu tão certo que em 1951 a Federação Colombiana resolveu regularizar sua situação junto a FIFA.

Os jogadores estrangeiros até então em situação irregular puderam atuar até 1954 e depois voltaram a seus clubes de origem sem custos. Justamente neste ano a presença de estrangeiros chegou praticamente a zero, dando fim ao El Dorado colombiano. 
 

João Nassif
Por João Nassif 05/09/2018 - 19:31Atualizado em 06/09/2018 - 13:35

Hoje, quero abordar outro tema sobre o Criciúma e sua trajetória coberta de glórias ao longo da história. Houve diversos dissabores que devem ficar no esquecimento, pois os sucessos sempre serão lembrados com muito orgulho pelos torcedores e pela comunidade do sul catarinense.

O jogo contra o Flamengo em 1982 foi sem dúvida o primeiro grande momento na história do clube. O Comerciário ficou alguns anos afastado do futebol profissional e no seu retorno teve as dificuldades naturais de um time desacostumado das competições mais exigentes. Mesmo assim em seu primeiro campeonato estadual disputado depois do retorno ficou na terceira colocação para no ano seguinte trocar de nome com o surgimento do Criciúma E.C..

Sem nenhum brilho nas temporadas seguintes, veio 1982 e o amistoso contra o Flamengo, então o campeão mundial de clubes. E foi uma grande comoção no estado. Com a presença de todos os campeões, com o fanatismo da torcida rubro negra o Heriberto Hülse acolheu o primeiro grande público de sua história e todos puderam ver uma atuação de gala dos comandados de Lori Sandri que venceram por 4x2. Foi a primeira grande vitória do clube que com o passar dos anos se tornaria multi campeão, mas aquela vitória está até hoje no coração de todos quantos tiveram o privilégio de presenciá-la.
 

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