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* as opiniões expressas neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do 4oito
João Nassif
Por João Nassif 12/05/2020 - 13:39

A Premier League foi formada em 20 de fevereiro de 1992 após decisão dos clubes que disputavam a Primeira Divisão do Campeonato inglês, à época denominada Football League que havia sido fundada em 1888.

A decisão foi tomada para que os clubes pudessem aumentar suas receitas com os direitos de televisão que atualmente rendem cerca de 2,4 bilhões por ano para transmissões domesticas e internacionais.

Manchester United-campeão da primeira Premier League

A Premier League é a liga mais popular do planeta transmitidas por oitenta redes de televisão para mais de 200 países.

Na última temporada, 2018-2019, a média de público da competição foi de 38.176, sendo a segunda mais alta em ligas profissionais, atrás apenas da Bundesliga, a Liga de Futebol da Alemanha.

Desde 1888, 24 clubes foram campeões do sistema de futebol inglês. Desde a criação da liga em 1992, 49 clubes já estiveram na Premier League, dos quais o Manchester United é o maior vencedor com 13 títulos. 

Em seguida vem o Chelsea que conquistou cinco campeonatos seguido do Manchester City com quatro títulos e do Arsenal que foi campeão três vezes. O Arsenal foi o único clube a conquistar uma Premier League de forma invicta.

Blackburn Rovers e Leicester City conseguiram superar os grandes e ganharam um título cada um. O Liverpool é o único dos grandes times ingleses que não conquistou nenhuma Premier League.
 

João Nassif
Por João Nassif 12/05/2020 - 08:39

É compreensível a aflição dos clubes em retomar as atividades, mesmo que em princípio sejam apenas treinamentos das equipes profissionais e amadoras. A necessidade da retomada dos jogos mais à frente possibilitaria a entrada de recursos para todos, clubes e Federação cumprirem suas obrigações. 

O Governo de SC publicou no dia de hoje um decreto atendendo às reivindicações dos clubes, portanto a partir desta segunda-feira os clubes estão liberados a promover os treinamentos com seus atletas. Foi recomendada pelo Governo uma série de restrições a serem cumpridas para o retorno aos treinamentos.

Continuo não concordando, pois sabemos que não haverá fiscalização eficiente para que seja cumprido todo protocolo de retorno as atividades. Além dos atletas nos treinamentos existe o contato com familiares no retorno às suas casas, ou todos ficarão trancafiados nos clubes e CTs.? Ninguém está definitivamente imune ao contágio.

Outras questões como, por exemplo, os trabalhos serão individuais? Será mantida a distância exigida entre os atletas? E vou ficar aqui fazendo perguntas que certamente nem todas serão respondidas, pois são dezenas de clubes e centenas, milhares de pessoas envolvidas, além dos profissionais seus familiares. 

Por isso não concordo com este decreto, é jogada política. O futebol como muitas atividades paralisadas em razão da pandemia não é prioridade e como tal deveria ser tratado. A vida das pessoas tem que ser preservada.
 

João Nassif
Por João Nassif 11/05/2020 - 09:36

Com a implantação do Campeonato Brasileiro de Futebol em 1971 começou, mesmo que timidamente a organização do futebol brasileiro.

No início havia todo um envolvimento político, pois, o país vivia um regime de exceção e quase sempre os militares davam palpites à então CBD na organização de suas competições.

Heleno Nunes e João Havelange

Ficou célebre a frase do Almirante Heleno Nunes, então presidente da entidade que disse: “Onde a Arena vai mal, um time no Nacional”. 

Por isso os campeonatos eram inchados e pouco se respeitava a questão técnica na montagem dos competidores. Chegou-se ao cúmulo de Campeonatos com quase 100 clubes.

O Almirante foi presidente da CBD de 1975 até 1979 quando por exigência da FIFA a CBD se tornou Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Heleno Nunes dirigiu a nova entidade até 1980 quando houve a eleição vencida por Giulite Coutinho que deixou o cargo em 1986.

Nos dois primeiros anos do Campeonato Brasileiro também foi disputada uma segunda divisão que retornou somente em 1980. No ano seguinte foi criada a terceira divisão e de mudança em mudança no formato dos campeonatos chegamos ao modelo atual com a quarta divisão criada em 2009.

Aos poucos o Campeonato Brasileiro foi sendo enxuto e hoje as séries A, B e C, cada qual com seu regulamento são disputadas por apenas 20 clubes sempre respeitando os critérios de acesso e descenso.

A quarta divisão, mais inchada, tem características regionais e aos poucos também vai adquirindo critérios específicos para se apurar quem sobe para a série C. 

Ainda falta muito, mas quem sabe nos próximos anos teremos um calendário mais competitivo nas divisões menores com a criação de uma série E para dar mais qualidade à própria quarta divisão.

João Nassif
Por João Nassif 10/05/2020 - 11:15

Thiago Ávila *

Nunca a volta do automobilismo americano foi tão aclamada quanto agora. A Nascar e a Indy serão as primeiras categorias de ponta a retornar às pistas.

Domingo que vem a Nascar reinicia suas atividades em Darlington, com portões fechados, e mais seis corridas programadas em 11 dias. Cronograma para o fã de corridas, todos com transmissão ao vivo do Fox Sports:

Grid da Nascar

17/05 (Dom) – Nascar Cup Series – Darlington

19/05 (Ter) – Xfinity Series – Darlington

20/05 (Qua) – Nascar Cup Series – Darlington

24/05 (Dom) – Nascar Cup Series – Charlotte

25/05 (Seg) – Xfinity Series – Charlotte

26/05 (Ter) – Truck Series – Charlotte

27/05 (Qua) – Nascar Cup Series – Charlotte

A Indy também já confirmou sua volta, também sem público, com um calendário completo com 15 corridas, começando dia 6 de junho no Texas. A principal categoria de monopostos dos Estados Unidos terá transmissão do serviço de streaming DAZN.

Falando sobre a Formula 1, o GP da Áustria iniciará as atividades dia 5 de julho, com boas possibilidades de ter uma segunda prova no circuito na semana seguinte. A MotoGP também deve voltar em julho, mas sem definição do local, que deve ser em Jerez ou Catalunha, ambos na Espanha.

* Jornalista

 

João Nassif
Por João Nassif 10/05/2020 - 08:40

Dando sequência ao Almanaque de ontem continuo falando do Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais que teve sua primeira edição em 1922.

O nome oficial do torneio era Campeonato Brasileiro de Futebol que com a implantação do Campeonato Nacional de Clubes em 1971 passou a ser conhecido como Campeonato Brasileiro de Seleções e foi disputado até 1987.

Em 40 anos, de 1922 até 1962 o torneio foi disputado 29 vezes e teve o Rio de Janeiro que também foi a seleção do Distrito Federal com a maior vencedora com 15 títulos.
São Paulo que venceu a primeira e também a segunda edições conquistou 13 vezes a competição.

Minas campeã brasileiro de seleções

Minas Gerais ganhou o torneio uma única vez em 1962 e a Bahia foi campeã em 1934. Este título conquistado pelos baianos foi no torneio organizado pela CBD. Paralelo foi disputado outro torneio organizado pela Federação Brasileira de Football vencido pela seleção da Federação Paulista.

Naquela época o futebol brasileiro dava os primeiros passos na implantação do profissionalismo, por isso existiam duas entidades que organizavam os torneios. A Confederação Brasileira ainda amadora e a Federação Brasileira já profissional.

Depois de 25 anos, em 1987, o Campeonato de Seleções voltou a ser disputado e foi sua última edição. Com a participação de 20 seleções em caráter eliminatório a final foi entre as seleções do Rio de Janeiro e São Paulo com vitória dos cariocas em jogo único por 1x0. O jogo foi no Estádio Godofredo Cruz em Campos dos Goytacazes no Rio de Janeiro.
 

João Nassif
Por João Nassif 09/05/2020 - 09:11

O Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais de 1922 foi a primeira edição deste torneio entre Federações Estaduais do Brasil organizado pela Confederação Brasileira de Desportos. Participaram do torneio sete estados que na fase de classificação foram divididos por zonas.

A Zona Norte com a desistência do Pará e de Pernambuco teve o selecionado baiano se classificou para a fase final.

Paulistas e Cariocas na decisão em 1922

Na Zona Sul a disputa foi entre o Paraná e o Rio Grande do Sul. Os dois jogos foram realizados no Estádio da Baixada do Água Verde em Curitiba e os gaúchos passaram para as finais. No primeiro jogo houve empate em 1x1 e no segundo a seleção gaúcha venceu por 4x2.

Pela Zona Leste em jogo único no Estádio da Rua Paysandu no Rio de Janeiro a seleção do Distrito Federal derrotou a seleção do Rio de Janeiro 2x0. A cidade do Rio de Janeiro, então Distrito Federal fazia parte do Estado do Rio de Janeiro.

E pela Zona Centro, também em jogo único os paulistas massacraram a seleção mineira por 13x0 na Chácara da Floresta em São Paulo.

A fase final, um quadrangular, foi disputado em São Paulo e no Rio de Janeiro, todos jogaram contra todos em turno único e a seleção paulista foi a campeã vencendo todos seus três jogos.

Ganhou de 4x2 do Rio Grande do Sul, 3x0 da Bahia e 4x1 do Distrito Federal. Todos os jogos foram realizados na Chácara da Floresta em São Paulo. A seleção do Distrito Federal foi a segunda colocada. e o atacante paulista Neco foi o artilheiro com 10 gols.
  
 

João Nassif
Por João Nassif 08/05/2020 - 09:42

Depois de várias Federações pelo Brasil terem feitos seus campeonatos estaduais, somente em 1919 foi realizado primeiro Campeonato Gaúcho no Rio Grande do Sul. Organizado pela Federação Rio-Grandense de Desportos, o estado foi dividido em quatro regiões. 

1ª Região: Porto Alegre, São Leopoldo, 2ª Região: Pelotas, Bagé, 3ª Região: Cruz Alta e 4ª Região: Uruguaiana e Livramento. Os campeões de cada Região disputariam o título de campeão gaúcho.

Por não terem feitas as inscrições nos prazos estabelecidos pela Federação deixaram de participar o Nacional representante de São Leopoldo, o Guarany de Bagé, o 14 de julho de Livramento, o Uruguaiana de Uruguaiana e um representante não conhecido de Cruz Alta. 

Sobraram, portanto os representantes de Porto Alegre e Pelotas, campeões de seus respectivos campeonatos citadinos.

O vencedor da Capital foi o Grêmio que venceu o torneio do qual também participavam o Cruzeiro, o Internacional, o Porto Alegre, o São José e o Tabajara,

O campeão da Região de Pelotas foi o Brasil que disputou com o Guarany, Ideal, Pelotas, Rio Branco e União.

Grêmio e Brasil decidiram o primeiro Campeonato Gaúcho de Futebol num jogo único disputado no Estádio da Baixada em Porto Alegre.

No dia 19 de novembro perante 3.500 torcedores o Brasil goleou o Grêmio por 5x1 e sagrou-se campeão. Neste jogo o atacante Proença marcou três gols e se tornou o artilheiro do campeonato.

Pelo título o Brasil foi convidado pela CBD para a disputa do Torneio dos Campeões Estaduais disputado no Rio de Janeiro em 1920. 


 

João Nassif
Por João Nassif 07/05/2020 - 09:40

Quatro anos depois da Liga Paulista de Foot-Ball organizar o primeiro Campeonato Paulista de Futebol, a Liga Metropolitana de Foot-Ball do Rio de Janeiro fez seu primeiro campeonato reconhecido como Campeonato Carioca de Futebol.

Participaram do campeonato seis clubes: Fluminense, Botafogo, Bangu, Paysandu, Rio Cricket e Football Athletic.

Fluminense campeão em 1906

O campeonato foi disputado em turno e returno por pontos corridos e quem somou mais pontos foi campeão. O último colocado disputou com o campeão da segunda o direito de participar do campeonato principal em 1907. Nos primórdios do futebol a vitória valia apenas dois pontos.

Depois de cada time ter realizado 10 jogos o Fluminense foi o primeiro campeão história do Campeonato Carioca. Terminou com 18 pontos conquistados com nove vitórias e apenas uma derrota. Perdeu para o Paysandu por 3x1.

O segundo colocado foi o Paysandu com 14 pontos ganhos e o Football Athletic ficou na lanterna com apenas dois pontos. 

O artilheiro foi Horácio Costa Santos do Fluminense que marcou 18 gols. Edwin Cox, também do Fluminense com 16 gols foi o segundo jogador a marcar no primeiro Campeonato Carioca de Futebol. O ataque do time campeão marcou 52 gols nos 10 jogos que realizou.

Na repescagem por uma vaga no campeonato de 1907 o Football Athletic derrotou por 5x2 o Riachuelo, campeão da segunda divisão. 
 

João Nassif
Por João Nassif 06/05/2020 - 09:27

Quando o futebol no Brasil ainda estava nos primórdios, foi criada a Liga Paulista de Foot-Ball, a primeira entidade fundada no país em condições de organizar um torneio de futebol.

O campeonato da Liga Paulista de Foot-Ball foi reconhecido pela atual Federação Paulista como o primeiro Campeonato Paulista de Futebol. Foi a primeira competição estadual envolvendo clubes que foi realizada no Brasil. 

Decisão do Campeonato Paulista de 1902

O pioneiro Campeonato Paulista de Futebol de 1902 foi disputado por cinco equipes: Associação Atlética MACKENZIE College, Clube Atlético PAULISTANO, SÃO PAULO Athletic Club, Sport Club GERMÂNIA e Sport Club INTERNACIONAL.

O campeonato foi disputado em turno e returno por pontos corridos e o campeão recebeu uma Taça em caráter transitório que ficaria de posse definitiva ao clube que fosse campeão três vezes seguidas.

Depois de cada clube ter disputado oito jogos São Paulo e Paulistano terminaram empatados com 12 pontos ganhos cada um. Ambos tiveram cinco vitórias, dois empates e uma derrota, lembrando que naquela época vitória valia apenas dois pontos.

O Mackenzie ficou em terceiro com nove pontos, o Germânia em quarto conquistou quatro pontos e o lanterna foi o Internacional que somou apenas três pontos. 

Foi necessária uma partida de desempate para que se apurasse o campeão. O jogo foi realizado no dia 26 de outubro de 1902 no Campo do Velódromo e o SÃO PAULO Athletic foi campeão com a vitória de 2x1 sobre o PAULISTANO.

Charles Miller que trouxe o futebol para o Brasil foi o artilheiro do campeonato com 10 gols, além de ter sido autor dos dois gols do título. 

João Nassif
Por João Nassif 05/05/2020 - 09:58

O futebol fez parar a Primeira Grande Guerra no Natal de 1914. Com apenas alguns meses de conflito no dia 25 de dezembro ingleses e alemães pararam de se matar para disputarem um bom jogo de futebol.

“A bola apareceu de algum lugar, não sei de onde, mas veio do lado deles – não do nosso lado. Eu acho que tinha uns 200 soldados participando, não havia juiz nem placar para registro, foi apenas uma pelada”. O depoimento foi do soldado britânico Ernie Williams em 1938 em uma rede de televisão inglesa e descreve um dos momentos mais significativos da Primeira Guerra travada em solo europeu entre 1914 e 1918. 

A Primeira Grande Guerra Mundial tinha de um lado a Tríplice Entente (França, Rússia, Grã-Bretanha além de outros aliados’) e do outro as Potencias Centrais (Alemanha, Áustria-Hungria, Império Otomano e Bulgária).

Dois terços da linha britânica se envolveram em alguma forma de trégua ou confraternização com os alemães. Entre trocas de souvenires, comida, bebida e cânticos natalinos, algumas peladas foram disputadas em vários pontos diferentes do front.

campos eram os espaços entre as trincheiras chamados de Terra de Ninguém.

O cessar fogo durou até os primeiros dias de 1915. Quando as autoridades maiores souberam das notícias as tréguas foram proibidas. Depois de alguns meses a guerra foi ficando mais dura e ficaram na memória somente os dias de paz com o futebol disputado na Terra de Ninguém.

João Nassif
Por João Nassif 04/05/2020 - 21:59

É absolutamente compreensível a ânsia dos dirigentes de futebol em retomar o campeonato o mais rápido para evitar que os clubes se afundem em prejuízos irrecuperáveis. O pleito de clubes e Federação junto ao governo do Estado foi feito com promessas de máximo cuidado com os profissionais envolvidos, mas não obtiveram sucesso e a atividade fica paralisada até segunda ordem. Ainda mais com a chegada do inverno, estação ideal para a propagação do vírus.

Venho afirmando desde o início do confinamento que enquanto houvesse riscos, o retorno das atividades seria inviável, mesmo se fossem obedecidos todos os protocolos de segurança nos pré-jogos. Cheguei a frisar que o risco era enorme e a vida é muito mais importante que qualquer receita que os clubes receberiam para jogar as partidas finais do campeonato. 

Claro que vai haver desemprego, aliás já vem ocorrendo em vários clubes, seja de atletas ou funcionários, mas a pandemia não é seletiva e todos os segmentos da economia sofrem do mesmo problema. O futebol não pode ser diferente e temos que conviver ainda muito com esta tragédia da humanidade, infelizmente. 
 

João Nassif
Por João Nassif 04/05/2020 - 09:02

Depois de seu retorno ao futebol em meados de outubro de 1976 o Comerciário EC no ano seguinte voltou a disputar um campeonato catarinense. Se tornou o único representante de Criciúma no estadual, pois o Próspera único sobrevivente depois que os outros times da cidade encerraram suas atividades, foi rebaixado em 1975 e também fechou seu departamento de futebol. 

O campeonato de 1977 foi disputado por 20 clubes de todo o estado e dividido em várias etapas até a fase final. Como fica muito extenso nomear os clubes em cada fase do campeonato, vamos seguir apenas pelo regulamento.

Na primeira fase os times foram divididos em três grupos, dois com seis e um com oito equipes que apuravam os melhores para a fase seguinte. O Comerciário foi o 5º colocado em seu grupo e foi deslocado para uma repescagem na segunda fase.

Enfrentou na repescagem o Juventus de Rio do Sul, o Paysandu de Brusque, o Operário de Mafra e o Juventus de Jaraguá do Sul, terminando na primeira colocação e se qualificando para a fase seguinte.

Na terceira fase 10 equipes disputaram três vagas para a fase final. Foram classificados Joinville, Avaí e Comerciário. Foi formada nova repescagem que classificou o Paysandu de Brusque para o pentagonal decisivo. A Chapecoense já havia conquistado a vaga por ter sido primeira colocada na primeira fase.

No pentagonal final Chapecoense e Avaí terminaram empatados na primeira colocação e partiram para a decisão em confronto direto com vitória da Chapecoense por 1x0. Jogo único no Índio Condá, pois prevaleceu a melhor campanha.

O Comerciário no seu ano de volta ao campeonato catarinense foi o terceiro colocado.

João Nassif
Por João Nassif 03/05/2020 - 09:23

A Copa Mercosul foi uma competição oficial da CONMEBOL disputada anualmente de 1998 a 2001 por clubes dos países membros do Mercado Comum do Sul. Faziam parte do Mercosul quando da montagem do torneio Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, além do Chile. 

A Copa foi formada com 20 clubes convidados dos países que compunham o Mercosul, somente a Bolívia que também pertencia ao bloco não teve nenhum representante convidado.

Palmeiras campeão da MERCOSUL-1998

Todas as quatro edições do torneio foram disputadas por 20 times que se dividiram em cinco grupos de quatro em cada grupo. Para a segunda fase se classificavam os dois primeiros colocados de três grupos e somente o primeiro dos outros dois grupos.

O regulamento era conhecido de todos antes do sorteio que definiam os times em cada grupo.

O critério para convidados era aleatório e em algumas edições clubes com maior número de torcedores de acordo com pesquisas da época tinham preferencia com outros melhores colocados no ranking técnico da CONMEBOL.

Na primeira edição o SBT teve exclusividade de televisionamento para o Brasil e as últimas três foram exclusivas da Band.

Palmeiras, Flamengo, Vasco da Gama e San Lorenzo da Argentina foram na sequência os campeões das quatro edições da Copa Mercosul.   

João Nassif
Por João Nassif 02/05/2020 - 09:18

O Criciúma voltou a disputar a primeira divisão do campeonato brasileiro em 2003 com a conquista do título da série B em no ano anterior. Entre as 24 equipes que participaram da série A o Tigre ficou na 14ª colocação com 60 pontos, produto de 17 vitórias e nove empates, perdendo 20 jogos dos 46 que disputou.

Foi um campeonato longo que começou no dia 30 de março e só foi terminar em 13 de dezembro. Na estreia o Criciúma derrotou o Fluminense no Heriberto Hülse por 2x0 e pelo mesmo placar foi derrotado pelo Coritiba no Couto Pereira no encerramento da competição.

Grêmio x Criciúma-2003

A permanência na série A teve muito a ver com a série de seis vitórias consecutivas conquistas na parte final do primeiro turno. A sequência de vitórias começou no dia 29 de junho nos 2x0 sobre o Paysandu no Heriberto Hülse. 

Depois de vencer na sequência o Fortaleza por 1x0 no Presidente Vargas na capital cearense o Criciúma voltou para casa e enfrentou três jogos vencendo todos e acumulando cinco vitórias seguidas.

Venceu o Atlético Mineiro por 1x0, o Juventude por 3x0 e o Flamengo por 4x3, depois de ter feito 4x0 no primeiro tempo.

Encerrou a sequência de vitórias no dia 24 de julho quando fez 2x0 no Grêmio em pleno Estádio Olímpico.

Foi a maior série de vitórias consecutivas do Criciúma em toda sua história nos campeonatos brasileiros que disputou.

João Nassif
Por João Nassif 01/05/2020 - 09:01

Enquanto esteve dividida, até 1990, eram duas as Alemanha que disputava as competições oficiais de futebol. De um lado do muro de Berlim a Alemanha Ocidental, do outro a Alemanha Oriental.

Em se tratando de Copa do Mundo a Ocidental disputou o torneio em sete edições e foi campeã em três, enquanto a Oriental esteve presente apenas uma vez sendo eliminada na segunda fase em 1982. Após a reunificação a Alemanha esteve presente em todos os Mundiais e foi campeã apenas uma vez.

Alemanha Oriental-1982

Para efeito da estatística da FIFA a Alemanha Oriental ficou à parte enquanto a Alemanha atual é sucessora da Ocidental, por isso que os alemães são tetracampeões mundiais.

Os títulos foram conquistados na Suíça em 1954, na própria Alemanha Ocidental em 1974 e na Itália em 1990, última Copa do país dividido.

A quarta conquista foi somente 24 anos depois aqui no Brasil quando a Alemanha derrotou a Argentina na final por 1x0, gol marcado na prorrogação.

Nestas quatro edições em que os alemães foram campeões, apenas em uma delas enfrentaram a seleção brasileira. Foi na trágica semifinal de 2014 quando aplicaram o 7x1, a maior derrota do Brasil em Copas do Mundo.

A Alemanha Oriental na única Copa que participou também enfrentou a seleção brasileira. Foi na segunda fase do torneio na Espanha e o Brasil venceu por 1x0.

João Nassif
Por João Nassif 30/04/2020 - 13:01

A 15ª Copa do Mundo de 1994 foi disputada nos Estados Unidos e detém até hoje a maior média de público da história. Estiveram presentes nas nove sedes do torneio um total de 3.587.538 espectadores que assistiram os 52 jogos resultando na média de 68.991 pessoas por jogo.

 

Rose Bowl

O maior dos nove estádios que abrigaram jogos do Mundial é o Rose Bowl, localizado em Pasadena, subúrbio de Los Angeles que recebeu 93.689 espectadores no jogo em que os Estados Unidos derrotaram a Colômbia por 2x1. Foi o jogo de estreia dos anfitriões. 

O zagueiro colombiano Escobar que marcou um gol contra e dias depois foi assassinado em seu país.

A final da Copa entre Brasil e Itália também foi jogada no Rose Bowl. O público presente foi o maior do Mundial, com 94.194 espectadores que viram Roberto Baggio perder o pênalti que deu o tetracampeonato à seleção brasileira. 

O menor público foi registrado no Cotton Bowl na cidade de Dallas. Apenas 44.132 pessoas assistiram a Nigéria derrotar a Bulgária por 3x0.  

Foi o último Mundial com 24 seleções, pois a partir de 1998 a FIFA aumentou para 32 países presentes numa Copa do Mundo. 

João Nassif
Por João Nassif 30/04/2020 - 08:14Atualizado em 30/04/2020 - 08:30

Thiago Ávila *

Na semana passada reuni as cinco melhores equipes dos últimos dez anos, elencando com seu melhor carro, chefe, engenheiro e pilotos. Hoje complementaremos esse grid com as outras cinco filas restantes.

WILLIAMS
A pior década da história da Williams, sem sombra de dúvidas. Apenas uma vitória (bem isolada, inclusive) e no máximo três anos correndo bem. Isso configura o time de Frank em sexto lugar.
- Carro: FW36 (2014). O carro mais lindo da década, praticamente sem bico, foi brilhante no início da era híbrida. Ali parecia ser o reinício de uma das equipes mais vitoriosas do grid. Foram 9 pódios e uma pole histórica com Felipe Massa, que colocaram o time de Grove em terceiro nos construtores.
- Chefe e Engenheiro: Patrick Head e Pat Symonds. Head durou apenas até 2013 na equipe, mas chefiou a única vitória do time, com Pastor Maldonado na Espanha em 2012. Diferente de Claire, que levou uma equipe promissora para o fundo do poço. Já Symonds fez os três melhores carros do time, entre 2014 e 2016 e depois que saiu, a equipe foi por duas vezes a pior.
- Pilotos: Valtteri Bottas e Felipe Massa. A dupla que marcou a melhor época da Williams. O finlandês carregou o time nos quatro anos que passou, que culminou na sua ida a Mercedes. Já Massa foi extremamente importante na reconstrução do time a voltar aos resultados positivos.

FORCE INDIA
A equipe de Vilaj Mallya entrou em falência na metade de 2018 e nesse período conquistou cinco pódios e uma crescente constante que os levou a ser o sétimo lugar da nossa lista.
- Carro: VJM10 (2017). Apesar de nesse ano a equipe não ter conquistado nenhum pódio, foi quando conseguiu os melhores resultados. Foi quarto lugar nos construtores com folga para o restante do grid, com Pérez e Ocon ocupando, respectivamente, os sétimo e oitavo lugares.
- Chefe e Engenheiros: Otmar Szafnauer e Andrew Green. A parceria entre o executivo e o engenheiro iniciou em 2010 com um projeto de colocar a equipe indiana nas cabeças do grid. Não chegou até lá, mas na segunda metade da década, pôs constantemente o nome da equipe entre as cinco melhores equipes do campeonato. A dupla ainda permanece, agora na nova Racing Point, chefiada por Lawrence Stroll.
- Pilotos: Sergio Perez e Nico Hulkenberg. Foram os dois pilotos que mudaram o cenário da Force India. A equipe de fim de pelotão só começou a brigar por pódios graças a essa dupla. Pérez é idolatrado pelo time – tanto pela Force India, quanto pela Racing Point – foi o cara que deu os cinco pódios para a equipe e a grana de seu patrocinador foi o que manteve o time vivo por tanto tempo, já que Mallya era um homem procurado pelo governo indiano com uma longa dívida de 900 milhões de libras. Nico foi uma das primeiras apostas de Otmar e correu bem no período que esteve por lá em 2012 e entre 2014 e 2016.

RENAULT
A Renault conseguiu um feito de sair e voltar da categoria em menos de cinco anos. Nesse período foram quatro pódios, todos na primeira leva da equipe, que configuram no oitavo lugar da lista.
- Carro: 2010. Mais um carro criado por James Alisson. Eu digo, esse cara é um semi-gênio. Os franceses até hoje respiram de uma boa temporada em 2010, na época em que Kubica ainda tinha dois braços para correr e guiava que era uma maravilha. Nesse ano conquistaram três pódios e terminaram em quinto lugar, dois anos antes de ser vendido para a Lotus.
- Chefe e Engenheiro: Cyril Abiteboul e Bob Bell. A dupla foi fundamental no retorno dos franceses à categoria em 2016. Ainda não chegaram aonde queriam, mas o máximo que conseguiram foi terminar em quarto em 2018, um crescimento meteórico para quem tinha acabado de retornar. Apesar disso, ainda existe muitas críticas em relação aos dois, principalmente a Cyril, que constantemente coloca as expectativas acima da realidade.
- Pilotos: Daniel Ricciardo e Robert Kubica. A Renault troca demais seus pilotos. Para se ter uma ideia, em nenhum ano a dupla existiu uma dupla repetida. Escolhi os dois que melhor representa essa instabilidade. Ricciardo teve apenas um ano na equipe e não foi tão mal. O carro era fraco e por isso os resultados podem não ter sido os melhores, mas terminou em nono, atrás apenas de pilotos que correram em carros superiores e de Sainz. Já o polonês também durou apenas um ano e logo já conquistou três pódios para a equipe, além de manter seu desempenho espetacular contra equipes visivelmente mais fortes.

SAUBER
Por agora temos a Sauber, que não viveu suas melhores épocas, tanto que foi comprada duas vezes nesse período. Com quatro pódios conquistados, eles ficam na nona posição da lista.
- Carro: C31 (2012). 2012 foi a temporada mais equilibrada da história da F1. Não é à toa que seis equipes diferentes venceram. A Sauber não foi uma dessas, mas conquistou seus quatro pódios nessa época, com uma das duplas mais promissoras do grid: Sergio Pérez e Kamui Kobayashi.
- Chefe e Engenheiro: Peter Sauber e Matt Morris. O fundador do time até hoje foi o melhor manager que a equipe já teve, o único problema foi manter as contas até 2013. Mas se não fosse por ele e James Key, os resultados em 2012 não seriam tão satisfatórios. Já Morris esteve na equipe em seus melhores anos, entre 2011 e 2013, inclusive fazendo o carro deste último, o resultado mais expressivo do time desde então.
- Pilotos: Kamui Kobayashi e Felipe Nasr. Koba era um excelente piloto, pena que não teve tanta oportunidade depois de 2012. Conseguiu um pódio em casa na época, formando uma das duplas mais promissoras do grid com Sergio Pérez. Já o brasileiro foi o único, além de Leclerc, que teve resultados importantes na pior fase da equipe, com o quinto lugar na estreia, sexto lugar na Rússia...

TORO ROSSO
A equipe B da Red Bull fecha a lista. E só está graças aos dois pódios de 2019, senão perderia para a Haas.
- Carro: STR14 (2019). Não poderia ser outro. Foi a temporada mais competitiva da equipe, ainda mais no segundo ano do motor Honda. Kvyat, Albon e Gasly foram fundamentais para manter a equipe na zona de pontuação em praticamente todas as corridas, ainda conquistando dois pódios.
- Chefe e Engenheiro: Franz Tost e James Key. Essa dupla esteve presente na equipe durante desde 2012 e de lá para cá a equipe só evoluiu. James Key inclusive foi contratado para a McLaren em 2020 para desenvolver o carro deste ano, depois da saída do renomado engenheiro Pat Fry.
- Pilotos: Jean-Éric Vergne e Pierre Gasly. Foi complicado fazer essa escolha, já que a STR já teve dez pilotos em dez anos. Vegne foi escolhido pelos seus bons três anos na equipe, na verdade injustíssimo ter sido preterido por Kvyat em 2015 quando uma vaga na Red Bull surgiu. Poderia ter feito o mesmo sucesso que Ricciardo, já que ambos travaram bons duelos em 2012 e 2013. Já Gasly é o piloto que representa a raça taurina. Quando corria na Red Bull foi péssimo, só foi voltar a dar um carro ruim que o cara faz um pódio, vai entender... E ainda teve seu ano de estreia como titular, quando conseguiu um quarto lugar na segunda corrida.

* Jornalista

João Nassif
Por João Nassif 29/04/2020 - 09:33

Vimos no Almanaque da Bola de ontem que Dario, o Dadá Maravilha, é o maior goleador do futebol brasileiro numa única partida de futebol. Marcou pelo Sport Recife 10 gols na vitória por 14x0 sobre o Santo Amaro pelo campeonato pernambucano de 1976.

Vimos também que Dalmar do Cruzeiro em 1966 marcou nove gols na vitória sobre o Renascença por 16x0 pelo campeonato mineiro.

Depois destes dois vem Pelé com artilharia pesada sobre o Botafogo de Ribeirão Preto. O Rei marcou oito gols em 21 de novembro de 1964 pelo campeonato paulista.

O recorde de gols numa única partida pelo campeonato brasileiro é do atacante Edmundo quando defendia o Vasco da Gama. Em 11 de setembro de 1997 Edmundo marcou todos os seis gols da vitória do Vasco sobre o União São João de Araras em São Januário.

No futebol mundial o recordista de gols em um único jogo é o atacante da Austrália Archie Thompson que marcou 13 gols na partida contra Samoa Americana na vitória da Austrália por 31x0 no dia 11 de abril de 2001. Esta partida foi pelas eliminatórias para a Copa de Mundo de 2002.
 

João Nassif
Por João Nassif 28/04/2020 - 18:54

No pronunciamento de final de tarde o Governador Carlos Moisés atualizou os números dos infectados e mortos pelo COVID-19 e não tocou na questão do futebol que tem deixada aflita a comunidade do esporte em Santa Catarina. 

Federação, clubes, políticos e grande parte da mídia exercem pressão para o retorno do campeonato, invocando a entrada de recursos para os clubes e minimizando o prejuízo que já atinge valores que não conseguimos calcular.

Vamos lá! Retornando o campeonato os clubes irão receber a segunda parcela da televisão, o patrocínio da publicidade estática nos estádios e também na camisa dos atletas. Dá para mensurar o quanto isto representa para cada clube? Possivelmente cada um já tem o cálculo pronto.

Não sei dos valores, mas fui informado pelo presidente da FCF, Rubens Angelotti que os clubes grandes receberão da televisão algo em torno de R$ 200 mil. Não tenho conhecimento das outras receitas que dependem do pagamento dos patrocinadores (anunciantes) que pelo momento não devem estar com bom fluxo de caixa. Penso que o valor total é muito pequeno pelos riscos que todos irão correr.

Os clubes e vejo pelo Criciúma que já dispensou, não renovou com vários atletas, já demitiu um grande número de funcionários tentando se adequar às dificuldades surgidas nos últimos 40 dias. Então, sem futebol, creio que todos já fizeram o enxugamento necessário. 

Sem novas receitas deverão antecipar outras medidas, mas mesmo que o campeonato seja completado, ao final todos ficarão sem calendário. A menos que a CBF atropele o protocolo e faça a bola rolar sem público nos estádios.

Vale a pena o risco?
 
 

João Nassif
Por João Nassif 28/04/2020 - 09:51

No futebol brasileiro o atacante Dario, o Dadá Maravilha, é o autor do maior número de gols em uma partida. 

O recorde foi estabelecido no dia 07 de abril de 1976 na Ilha do Retiro quando Dario defendia o Sport e seu time venceu o Santo Amaro pelo placar de 14x0 em jogo válido pelo campeonato pernambucano. Dario marcou 10 gols neste jogo. O técnico do Sport era Mario Travaglini.

Numa entrevista, anos depois, Dario confessou que conhecia alguns jogadores do Santo Amaro e afirmou que eles trabalhavam durante o dia para jogar à noite e se alimentavam de sanduiches.

O técnico, cheio de táticas, faz isso, faz aquilo e o Dario disse; “Seu Mário, por favor, como é que um time que trabalha o dia todo e se alimenta de sanduiches pode jogar contra a gente? Marcamos por pressão, deu câimbras neles, aí eu fiz 10 gols. Os caras ficaram com fome, abatidos, tadinhos”, disse Dario numa entrevista no Roda Viva da TV Cultura em 1987. 

Em 1976 Dario não conseguiu o título estadual, pois foi vendido para o Internacional de Porto Alegre antes de acabar o campeonato pernambucano.

Depois de Dario o jogador com maior número de gols numa única partida foi Dalmar que em 1966 marcou nove gols contra o Renascença no dia 20 de novembro pelo Cruzeiro em jogo válido pelo campeonato mineiro.

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