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João Nassif
Por João Nassif 09/08/2019 - 10:28

Algumas seleções que participaram de Copas do Mundo não participam mais como representantes de Estados que não existem mais. Iugoslávia, Tchecoslováquia, Alemanha Ocidental, União Soviética, Índias Holandesas e Zaire.

A Iugoslávia foi desmembrada em seis países, Croácia, Bósnia e Herzegovina e Sérvia que se classificaram para outros Mundiais, além da Eslovênia, Macedônia Montenegro.

Tchecoslováquia vice-campeã em 1962 no Chile

A Tchecoslováquia que foi vice-campeã em 1962 quando perdeu a final para o Brasil foi dividida em duas: Eslováquia e República Tcheca que disputou a Copa de 2006 e foi desclassificada na primeira fase.

A Alemanha Ocidental que era simplesmente Alemanha nos primeiros Mundiais, passou a existir após a Segunda Guerra e participou das Copas do Mundo de 1954 até 1990 quando a partir daí voltou a ser Alemanha.

A União Soviética disputou seu primeiro Mundial em 1958 e a partir de 1994 passou a jogar como Rússia.As Índias Holandesas participaram apenas de uma edição de Copa do Mundo. Foi na terceira edição do torneio disputado na França em 1938. Foi a primeira seleção asiática a disputar um Mundial. Com sua independência em 1945 se tornou Indonésia e tem disputado sem sucesso apenas as eliminatórias asiáticas. 

Finalmente o Zaire que também jogou apenas um Mundial. Em 1974 os africanos foram derrotados nos três jogos da primeira fase quando inclusive enfrentaram a seleção brasileira. Em 1971 adotou o nome de República Democrática do Congo.
 

João Nassif
Por João Nassif 08/08/2019 - 10:06

A Copa do Mundo de 1994 disputada nos Estados Unidos foi um grande sucesso de organização e presença de público mesmo com o futebol não sendo o primeiro esporte na preferência dos norte-americanos.

Pela primeira vez na história apareceram os nomes dos jogadores nas camisas das seleções. A medida foi tomada pela FIFA para agradar ao público norte-americano, uma vez como era costume antigo de suas ligas esportivas.

A competição também ficou caracterizada por diversos fatos marcantes como o forte calor do verão americano que castigou os jogadores em jogos disputados em horários inconvenientes. 

Saeed Al-Owairan

Ficou marcado na história o golaço de Saeed Al-Owairan da Arábia Saudita contra a Bélgica, gol lembrado até hoje como o mais bonito dos Mundiais. Foi também em 1994 que o russo Oleg Salenko bateu o recorde das Copas com cinco gols marcados num único jogo, contra Camarões na primeira fase.

Foi em 1994 que pela última vez uma Copa do Mundo foi disputada com 24 seleções. A partir de 1998 na França a FIFA aumentou para 32 o número de seleções, quantidade que persiste até hoje, mas já com sinalização que em 2026 o Mundial terá 48 seleções em sua primeira fase.
 

João Nassif
Por João Nassif 07/08/2019 - 12:35

O Campeonato brasileiro da série B de 2012 foi o mais disputado e o mais empolgante de todos os tempos. 

Das 20 equipes que iniciaram a competição cinco foram disputando ponto a ponto a busca do acesso que teve no final a maior pontuação desde que a CBF colocou regras claras de acesso e descenso no futebol brasileiro.

O Goiás que havia sido rebaixado em 2010 foi o primeiro clube a ser promovido conseguindo o acesso na 36ª rodada após vencer o Grêmio Barueri no Serra Dourada por 3x1. No final o Goiás conquistou 78 pontos.

O Criciúma se garantiu na 37ª rodada ao empatar no Heriberto Hülse com o Atlético Paranaense e chegou ao final com 73 pontos na segunda colocação.

Na rodada final o mesmo Atlético Paranaense e o Vitória da Bahia empataram respectivamente com Paraná e Ceará e com 71 pontos cada um também foram promovidos para a série A.

Incrível a campanha do São Caetano que na última rodada venceu o Guarani em Campinas, foi a 71 pontos, mas não conseguiu o acesso por ter uma vitória e menos que Atlético Paranaense e Vitória.

No total dos 380 jogos foram marcados 1.051 gols com a média de 2,77 gols/jogo.

O Criciúma teve o ataque mais positivo com 78 gols e o artilheiro do campeonato Zé Carlos do Criciúma com 27 gols.
 

João Nassif
Por João Nassif 06/08/2019 - 10:15

Depois de perder a Copa do Mundo de 1954, desclassificada que foi nas quartas de final pela Hungria, a seleção brasileira se reuniu novamente em 1955 para a disputa de troféus que eram comuns naqueles tempos. Jogou primeiro contra o Chile e venceu o Troféu O’Higgins, depois derrotou o Paraguai conquistando a Taça Oswaldo Cruz, tudo isso em 1955.

Seleção brasileira contra o Paraguai em 1955

Em 1956 participou de um torneio sul-americano extra no Uruguai e terminou em quarto lugar. Ainda em 1956 a seleção brasileira realizou uma excursão à Europa enfrentando algumas seleções como Itália e Inglaterra buscando experiencia para disputar a Copa do Mundo na Suécia.

Antes das eliminatórias para o Mundial de 1958 o Brasil disputou o campeonato Sul-Americano em 1957 e ficou na segunda posição com a Argentina sendo a campeã. O torneio foi disputado em Lima no Peru.

Permanecendo no Peru a seleção brasileira disputou o primeiro jogo valendo pelas eliminatórias empatando em 1x1 com os donos da casa. O atacante Índio do Flamengo marcou o gol brasileiro.

No jogo da volta no Maracanã o Brasil derrotou a seleção peruano por 1x0, gol marcado pelo meia Didi que à época era jogador do Botafogo.

Classificação garantida o Brasil se preparou pela primeira com muito profissionalismo para conquistar seu primeiro título Mundial na Suécia em 1958.
 

João Nassif
Por João Nassif 05/08/2019 - 11:40

Se vocês quiserem um campeonato brasileiro disputado num formulismo típico da época, vou voltar no tempo e apresentar para quem não lembra o de 1973 que teve o Palmeiras com campeão, aliás bicampeão pois havia vencido também em 1972.

Em 1973 o campeonato foi disputado por 40 clubes. Na primeira fase, correspondente ao primeiro turno os clubes foram divididos em duas chaves com 20 em cada uma. No segundo turno nova divisão, em quatro chaves de 10 clubes cada.

Campeão brasileiro de 1973

Classificaram-se para a segunda fase os 20 melhores clubes na classificação geral dos dois turnos da primeira fase.

Na segunda fase disputada em turno único os 20 clubes foram divididos em duas chaves com a classificação dos dois primeiros de cada chave para a fase final.

O quadrangular final foi disputado em turno único, sendo proclamado campeão o time que terminou o quadrangular na primeira posição. Entenderam? O campeonato começou no dia 25 de agosto de 1973 e só foi terminar em 20 de fevereiro do ano seguinte.

O campeonato brasileiro de 1973 teve realizados 656 partidas com a marcação de 1.266 gols, média de 1,93 gols/jogo. O atacante Ramon do Santa Cruz de Recife foi o artilheiro com 21 gols. O Santos teve o ataque mais positivo com 39 gols marcados e o Palmeiras a melhor defesa com apenas 11 gols sofridos.

O Palmeiras foi o campeão, o São Paulo chegou em segundo, o Cruzeiro ficou em terceiro e o Internacional foi o quarto colocado.
 

João Nassif
Por João Nassif 05/08/2019 - 08:15

Thiago Ávila *

O GP da Hungria deste domingo mostrou o quão na frente estão Max Verstappen e Lewis Hamilton dos demais concorrentes. Max, por sua vez, ainda conseguiu um triunfo histórico: sua primeira pole na carreira, mesmo já com sete vitórias no bolso. Já Lewis voltava a mostrar porque é pentacampeão mundial e faz jus por ter o melhor carro.

E mesmo para os mais fanáticos fãs holandeses de Verstappen, a vitória do britânico foi de tirar o chapéu. Com certeza não será apenas mais uma para ele, mas sim uma de suas corridas mais brilhantes em seus 13 anos de F1.

Ultrapassagem final na Hungria

O holandês fez uma excelente classificação, uma ótima largada, aguentou muito bem a pressão do britânico, correu mais do que podia com um motor inferior ao da Mercedes, mas perdeu na estratégia. Os dois se destoaram tanto dos demais que Vettel, que era terceiro colocado, ficou a mais de um minuto dos dois líderes. Uma disputa tão intensa que mereciam ter seus pontos dobrados.

Sim, Vettel, Leclerc e Bottas também tiveram seus bons momentos esse ano, mas ninguém se aproxima do nível desses dois.

Um destaque nessa corrida também vai para Carlos Sainz e George Russell. O espanhol largou em oitavo e superou seu companheiro de equipe Lando Norris e Pierre Gasly e conseguiu o quinto lugar pela segunda vez consecutiva. Já o inglês conseguiu colocar a Williams (a pior equipe do grid com sobras) em 16º lugar na classificação e na corrida chegou a estar em 13º. Terminou na posição que largou, ainda na frente de Stroll e Giovinazzi, mas isso já mostra um interessante crescimento da equipe de Grove.

Agora vem as férias. Momento crucial para sentar na fábrica e ver o que dá para melhorar no carro. A Ferrari e a Williams são as que mais tem de fazer essa análise, estão muito atrás de seus rivais no campeonato. O carro vermelho continua rápido de reta, mas perdem muito nas curvas. A Red Bull conseguiu corrigir bem isso durante a temporada e pode-se esperar que os austríacos voltem no mesmo nível da Mercedes, e principalmente tentar ajudar Gasly, que vai perdendo muita distância dos verdadeiros rivais e está sofrendo contra as McLaren.

Já a Mercedes basta aguardar, é líder com folga, tem um ótimo carro e um excelente piloto nas mãos. Basta fazer o que já vem fazendo a cinco anos.

A F1 volta dia 1º de setembro na perigosa Spa-Francorchamps, na Bélgica.

* Estudante de Jornalismo da PUCRS

João Nassif
Por João Nassif 04/08/2019 - 18:45

Um jogador mais confiante percebe o goleiro adiantado avançado e dispara um chute do meio-campo sem perder um segundo de tempo. A bola viagem para o alto, descreve uma parábola e o estádio todo prende a respiração. O goleiro desesperado tenta voltar correndo para o gol, mas não tem tempo e a bola entra sem perdão.

Os narradores entusiasmados emitem o grito de gol e acrescentam, foi o gol que Pelé não fez. A referência foi o chute de Pelé no primeiro jogo da seleção brasileira na Copa do Mundo de 1970.

O Rei do meio-campo percebeu o goleiro Viktor da Tchecoslováquia fora de posição e arriscou o chute da linha central errando o gol por centímetros. Se a bola tivesse entrado seria um dos maiores gols de todos os Mundiais.

A ousadia de Pelé e a expressão de susto do goleiro Viktor, combinados com o caprichoso desvio da bola eternizaram a tentativa da mesma forma.

Outro lance de Pelé que também ficou eternizado foi contra o Uruguai na semifinal do mesmo Mundial. O drible sem tocar na bola no ótimo goleiro Mazurkiewicz que também gerou um outro quase-gol.

E teve mais, um arremate de bate pronto rebatendo um tiro de meta do mesmo Mazurkiewicz e a cabeçada impecável para a defesa histórica do inglês Gordon Banks. 

Os não-gols de Pelé são quase tão célebres quanto os mais de mil gols que marcou. Somente um Rei poderia proporcionar este conjunto de jogadas espetaculares que não resultaram em gols.  
 

João Nassif
Por João Nassif 04/08/2019 - 12:18

Longe os tempos em que o Criciúma era dono de seu estádio e assustava os adversários que chegavam aterrorizados para os jogos.

Depois de sofrer durante quase uma década desde que o Comerciário retornou ao futebol em 1976, não conseguindo derrubar o Joinville em vários campeonatos estaduais e fazendo campanhas ruins nas antigas Taças de Prata, finalmente em 1986 encontrou uma forma de fazer futebol e aos poucos ir adquirindo o respeito do mundo do futebol brasileiro.

Time campeão do primeiro título da história

Muito a ver com alguns empresários abnegados que olhavam o clube como representante maior da cidade, por exemplo, Jorge Zanatta o maior deles que sempre presente resolvia os problemas financeiros naturais que envolvem o futebol. Sob o comando do presidente Moacir Fernandes o clube foi se fortalecendo até atingir seu patamar máximo com a conquista da Copa do Brasil até hoje lembrada em todos os cantos do país.

Entre sucesso e fracassos, mas sempre mantendo a áurea do Heriberto Hülse iluminada o clube foi alcançando conquistas que lhe deram durante vários anos o título de maior time de Santa Catarina. Até a metade da década passada quando a mudança na presidência mudou os rumos do clube que esteve à beira da insolvência. 

Com a entrada novamente do Antenor Angeloni o clube foi saneado e saiu de uma série C para retornar em 2013 à elite nacional depois de uma campanha fantástica na série B no ano anterior. O título de campeão catarinense em 2013 foi o último grande momento na história do Criciúma.

Com a venda do clube para a G.A. começou a queda que foi sendo acelerada nos anos seguintes. Uma nova gestão entrou em 2015 e de lá para cá o Criciúma somente acumulou fracassos. 

Depois do título estadual o Criciúma não conseguiu disputar nenhuma final do catarinense, a partir de 2015 e pior, nos últimos anos ficou lutando contra o rebaixamento. Foi apenas coadjuvante na série B do brasileiro na maior parte das rodadas namorando as últimas colocações e este ano está afundado numa crise que vai adquirindo proporções que pode resultar em tragédia.

O Criciúma perdeu a capacidade de usar o Heriberto Hülse como seu grande aliado. Lembram que o mestre Telê Santana declarou em 1992 que jogar aqui era um grande risco. Até o grande técnico, talvez o maior na história do futebol brasileiro respeitava e temia jogar em Criciúma.

O que se vê hoje em dia é qualquer time, mesmo os menores do futebol brasileiro enfrentar o Criciúma em sua casa e sem nenhum respeito e temor ganham jogos com a maior naturalidade.

A torcida arredia não se faz presente, o outrora caldeirão virou salão de festas para os adversários e a direção do clube e do próprio Conselho Deliberativo não mostram indignação colocando a gloriosa história do Criciúma na lata do lixo.
 

João Nassif
Por João Nassif 03/08/2019 - 09:30

A FIFA anunciou para 2021 um novo formato do torneio Mundial de Clubes que terá a participação de 24 times. Ainda não se sabem de que forma os times irão se classificar para o torneio.

Neste novo formato o Mundial de Clubes será disputado de quatro em quatro anos, portanto a última edição no formato atual que reúne os campeões das Confederações filiadas à FIFA será disputada em 2020.

Este novo formato encontra resistência da UEFA, União Europeia de Futebol e dos clubes que europeus que compõe a ECA, Associação de Clubes Europeus,

O presidente da ECA, Andrea Agnelli foi categórico na posição da entidade afirmando que os clubes europeus se opõem terminantemente à criação de um Mundial de Clubes com 24 times e exigem menos datas FIFA.

Na verdade, a FIFA tem sinalizado com alterações no calendário mundial, seja com este projeto de novo formato no Mundial de Clubes como também com mudanças em torneios envolvendo seleções, como maneira de esvaziar a força da UEFA que organiza os principais torneios de clubes do planeta, a Champions League, a Liga Europa e também de seleções com a Eurocopa e a Liga das Nações.  
 

João Nassif
Por João Nassif 02/08/2019 - 12:35

O campeonato brasileiro da série B de 2005 teve um dos desfechos mais emocionantes da história do futebol brasileiro.

O campeonato foi disputado por 22 clubes que jogaram entre si em turno único com os oito primeiros classificados passando para fase seguinte. Na segunda fase foram formados dois grupos com quatro clubes cada um e os dois primeiros de cada grupo disputaram o quadrangular final que daria duas vagas para a série A em 2006.

Anderson o herói dos Aflitos

Cumpridas as duas primeiras fases, Santa Cruz, Grêmio, Náutico e Portuguesa decidiram o acesso.

A rodada final foi toda disputada em Recife, com Santa Cruz e Portuguesa jogando no Arruda e Náutico e Grêmio no estádio dos Aflitos.

Este jogo até hoje provoca lagrimas nos torcedores do Grêmio, pelas incríveis circunstancias que marcaram o desenrolar da partida. O Santa Cruz em sua casa derrotou de virada a Portuguesa por 2x1 e com uma vitória simples o Náutico confirmaria o acesso. E teve todas as condições para vencer. O Grêmio jogava pelo empate.

O Náutico perdeu um pênalti no primeiro tempo e o Grêmio de tanto bater teve um jogador expulso. Faltando 20 minutos para o final do jogo, novo pênalti para o Náutico e mais uma expulsão.

Os jogadores gremistas se revoltaram, mais dois jogadores expulsos e os dirigentes do time gaúcho invadiram o campo. Confusão generalizada. Com um pênalti contra e quatro jogadores a menos parecia o fim, mas a partir daí deu-se a sucessão de milagres.

O goleiro Galatto defendeu o pênalti com as pernas, a bola chegou no meia Anderson que provocou a expulsão de um jogador do Náutico. Em seguida conduziu a bola em jogada individual e marcou o gol da vitória.

Com três jogadores a menos o Grêmio segurou a vantagem por 10 minutos e sagrou-se campeão da série B de 2005.

O jogo ficou na história como a “Batalha dos Aflitos” com direito a um DVD produzido dois anos depois.
 

João Nassif
Por João Nassif 01/08/2019 - 09:15

O falecido técnico de futebol Cláudio Coutinho classificou a seleção brasileira no Mundial de 1978 como “campeã moral”. Isto porque a seleção não foi derrotada em nenhum dos sete jogos que disputou ficando apenas com o terceiro lugar.

Pelo regulamento daquela Copa do Mundo as 16 seleções classificadas foram divididas em quatro grupos com as duas primeiras de cada grupo passando para a segunda fase.

"Campeã moral" em 1978

Nesta segunda fase as oito seleções voltaram a ser divididas, agora em dois grupos com os primeiros colocados indo para a decisão do título e os segundos colocados disputariam o terceiro lugar.

A seleção brasileira na primeira fase ficou em segundo no seu grupo depois de empatar com a Suécia em 1x1 na estreia. No segundo jogo empatou com a Espanha em 0x0 e na rodada final venceu a seleção da Áustria por 1x0. Os austríacos ficaram na primeira posição, pois venceram seus outros dois adversários.

O Brasil começou a segunda fase vencendo o Peru por 3x0, na segunda rodada empatou com a Argentina em 0x0 e fechou a fase derrotando a Polônia por 3x1. Terminou em segundo lugar para a Argentina que foi a primeira colocada pelo saldo de gols. 

Na decisão do terceiro lugar a seleção brasileira venceu a Itália por 2x1.

A França em 2006 foi outra seleção que terminou invicta o Mundial depois de sete jogos. A diferença com o Brasil de 1978 foi que os franceses foram derrotados pela Itália nos pênaltis na partida final da Copa do Mundo disputada na Alemanha.
 

João Nassif
Por João Nassif 31/07/2019 - 10:31Atualizado em 31/07/2019 - 10:35

Na primeira década do século passado os atletas de remo do Flamengo disputavam a atenção das garotas do Rio de Janeiro com os rapazes que jogavam futebol pelo Fluminense. Eram os esportes da moda com o futebol crescendo assustadoramente em popularidade.

Em 1911 uma briga entre os jogadores do time titular do Fluminense provocou uma dissidência. Os rebeldes queriam ir para o Botafogo, mas a rivalidade entre os clubes na época impediu o acordo.

Primeiro Fla-Flu da história

Foi então que surgiu a ideia de formar um time de futebol dentro do Flamengo. E ela foi aprovada. A rebelião de alguns jogadores do Fluminense foi determinante para o surgimento do Flamengo. 

No primeiro jogo entre eles, o Fluminense mesmo desfalcado de jogadores importantes pela dissidência do ano anterior venceu o recém-criado Flamengo por 3x2 em julho de 1912.

Estava consumado o clássico Fla-Flu, o mais charmoso clássico do futebol mundial.

 

Foram realizados até agora 422 jogos com 153 vitórias do Flamengo, 131 do Fluminense e 138 empates. O Flamengo marcou 610 gols e o Fluminense 556.

Zico é o maior artilheiro do confronto com 19 gols.

A maior goleada do Flamengo foi um 7x0 no dia 10 de junho de 1945 e do Fluminense um 5x1 em 24 de março de 1943.  
 

Tags: Fla-Flu

João Nassif
Por João Nassif 30/07/2019 - 23:55Atualizado em 31/07/2019 - 10:36

A Champions League da temporada 2012/2013 terminou de maneira inédita, pois pela primeira vez na história teve uma final alemã em pleno estádio de Wembley em Londres.

Os dois finalistas, Bayern Munique e Borussia Dortmund chegaram à final depois de despacharem gigantes europeus como Real Madrid e Barcelona com goleadas históricas. 

Bayern x Borussia na final da Champions

O Bayern buscava a taça que havia escapado de suas mãos na temporada anterior quando perdeu para o Chelsea da Inglaterra numa decisão por pênaltis. Para chegar em Wembley superou grandes adversários como o Barcelona num placar agregado por 7x0. 

O Borussia que havia sido campeão europeu em 1997 buscava o bicampeonato com um futebol ofensivo tido até como irresponsável sob o comando do então desconhecido técnico Jurgen Klopp que pelo caminho goleou o Real Madrid no agregado por 4x1.

A decisão, sem favorito, promoveu uma nova invasão alemã em Londres no dia 25 de maio de 2013. Mais de 86 mil pessoas lotaram Wembley, o templo do futebol mundial.

No primeiro tempo o Borussia foi mais ofensivo parando nas mãos do grande goleiro Neuer. O Bayern começou melhor o segundo tempo quando assumiu o controle do jogo e marcou o primeiro gol com Mandzukic.

O Borussia empatou em seguida de pênalti com o volante Gundogan. Quando tudo indicava prorrogação, aos 44 minutos o holandês Robben definiu a vitória do time de Munique.

Em campo nesta decisão muitos jogadores que fariam história na Copa do Mundo do ano seguinte disputada no Brasil: Neuer, Lahm, Schweinsteiger, Thomas Müller, Hummels, entre outros.
 

João Nassif
Por João Nassif 29/07/2019 - 14:15

O Estádio Zenit em Kiev na Ucrânia, hoje abandonado, ainda tem uma coluna localizada nos arredores do gramado. No alto deste totem, há a estátua de um homem musculoso, nu. O herói chuta uma bola ao mesmo tempo em que pisa em uma águia, símbolo dos nazistas.

Durante os últimos anos o antigo palco de futebol da cidade passou a ser utilizado pela população para a prática de atividades físicas o que não significa uma boa manutenção.

FC Start x Flakelf (de branco)

Mais de setenta anos antes, o Estádio Zenit abrigou aquele que ficou eternizado como o ‘Jogo da Morte’. Durante a invasão da União Soviética pelos nazistas, em plena Segunda Guerra Mundial, o futebol teria sido um dos refúgios da população de Kiev. 

Antigos jogadores do Dynamo e mais alguns do Lokomotiv Kiev, que passaram a trabalhar em uma fábrica de pães, formaram o FC Start. E o time se transformaria em um símbolo, ao enfrentar dentro de campo os militares estrangeiros e representações colaboracionistas ucranianas.

O FC Start venceu todos os dez jogos que disputou, quase sempre por goleada. No mais famoso deles, em 9 de agosto de 1942, aceitou a revanche do Flakelf – composto por membros da brigada antiaérea da Luftwaffe, a força aérea germânica – após o triunfo por 5 a 1 no primeiro confronto. 

Mesmo sob supostas ameaças, a equipe ucraniana derrotou os oponentes por 5 a 3 no reencontro. Sinal maior da humilhação, quando poderia ter feito o sexto gol, com a meta adversária aberta, um dos jogadores locais teria afastado a bola para o meio de campo. Foi a deixa para que o árbitro apitasse o final antes dos 90 minutos.

A partir de então, o FC Start transformou-se em um mito poderoso e a escultura nos arredores do Estádio Zenit serve de monumento ao nacionalismo ucraniano.   
 

João Nassif
Por João Nassif 29/07/2019 - 11:10

Thiago Ávila *

Quem acompanhou o GP da Alemanha em Hockenheim neste domingo pode presenciar a corrida mais movimentada desde o Azerbaijão 2017, e ouso a dizer que foi a melhor dos últimos cinco anos. Uma corrida ao estilo Nascar, em que basicamente o treino de sábado não serviu para muita coisa.

E na verdade parecia ser mais um final de semana trágico para a Ferrari. Vettel não conseguiu marcar tempo por problemas no motor e Leclerc teve problemas não revelados na última sessão de classificação e teve que largar em décimo. Desespero tremendo para a equipe de Maranello, que vinha sendo o melhor carro nos treinos livres, e ainda teve que aguentar mais uma pole de Lewis Hamilton.

Domingo chegou, e chuva intensa. Vettel tentando se redimir da tragédia do ano passado, em que, sobre pista molhada, perdeu a prova em casa que era praticamente certa. As Mercedes largaram bem e se mantiveram em P1 e P2. Verstappen, que largou em segundo, demorou demais para sair e caiu para quarto, ficando atrás até da Alfa Romeo de Raikkonen.

O espectador não podia tirar os olhos da corrida sequer um minuto. Logo na segunda volta, Perez roda sozinho e lá vem o primeiro Safety Car. Praticamente todo grid para no box e na volta, Hamilton, Bottas e Verstappen são os três primeiros. Leclerc aparece logo em seguida, Vettel já em oitavo.

Max Verstappen no GP da Alemanha

Uma briga no pelotão intermediário se criava, Vettel e Raikkonen disputam roda a roda a sétima posição. Carlos Sainz e Max Verstappen rodam, mas se mantém vivos na pista, sem danos. Charles Leclerc pula para segundo com a troca ruim de Bottas e a rodada de Max. Mas a felicidade do monegasco dura pouco quando passa reto na penúltima curva e acerta o muro, imitando a infelicidade de Vettel em 2018. Uma volta depois, sob comando do Safety Car, Hamilton erra na mesma curva, bate no muro próximo a Charles, mas consegue chegar aos boxes, passando por cima da grama.

Todos vão ao box de novo, e Verstappen toma a posição de Bottas na saída. Lewis cai para quinto e Sebastian é o nono. Os pilotos da Mercedes, atrás de Hulkenberg e Albon, conseguem retomar tranquilo o segundo e o terceiro posto. Mas aí o alemão da Renault acerta o mesmo muro que Leclerc e Hamilton, e mais uma vez o Safety Car é acionado.

Os carros param no box pela quinta vez para colocar pneus de pista seca, com exceção de Lance Stroll e Daniil Kvyat, que já haviam posto um composto macio mais cedo. Na volta, o canadense era líder, Verstappen caía para segundo e o russo fechava o top-3. Bottas vinha logo atrás, Vettel voltava em nono e Hamilton, cumprindo uma punição por cortar o caminho dos boxes, já era o 12º.

Não durou muito tempo com Stroll na liderança e o holandês voador pega a ponta. Kvyat também não tem dificuldades para passar Lance. O finlandês da Mercedes parte para cima do canadense para pegar um lugar no pódio e pega a parte molhada na curva 1. Ele roda, acerta forte no muro e quebra as duas suspensões dianteiras, além do bico. Mais uma vez o carro de segurança entra na pista.

Na relargada, Vettel é quinto e tem na sua frente Carlos Sainz, que se recuperou bem da batida, Lance Stroll e Daniil Kvyat, além claro de Verstappen, que sumia na frente. A Ferrari #5 não tem dificuldades e passa um a um nas últimas três voltas. 

A mancha laranja que invadiu o autódromo de Hockenheimring faz barulho para comemorar a segunda vitória no ano do holandês voador. Festa também é para a torcida ferrarista, que vibrou demais com o segundo lugar de Seb, se redimindo da melhor forma possível frente ao seu fiel torcedor. A Toro Rosso que curtiu demais o pódio, foi a primeira vez desde Vettel em 2008 que um piloto da escuderia não aparecia no top-3.

No fim das contas, a Mercedes, dona da casa, patrocinadora do evento, que completava 125 anos de corridas, fez o pior resultado desde o GP da Áustria no ano passado. Nem a pintura clássica dos flechas prateadas da década de 30 resolveu.

Mesmo assim, Hamilton segue tranquilo na liderança, pelo jeito não há alguém este ano que tire o hexa do britânico. Verstappen próximo de Bottas vem se tornando o cara do campeonato. E a Ferrari é esperado uma melhora, principalmente depois do excelente desempenho de Vettel.

* Estudante de Jornalismo da PUCRS

João Nassif
Por João Nassif 28/07/2019 - 08:20

O Natal de 1914 ficou marcado na história por um jogo de futebol inusitado que sempre será lembrado como o “Jogo da Trégua”. 

Foi o momento em que os exércitos deixaram as trincheiras da Primeira Guerra Mundial para jogar futebol em pleno front.

Este episódio foi um dos inspiradores do Natal, pois é difícil imaginar soldados correndo atrás de uma bola em uma terra pela qual se matavam. Infelizmente as peladas aconteceram somente em algumas trincheiras e o futebol era um elemento a mais em meio a músicas, cigarros e histórias compartilhadas.

Em uma das trincheiras a história conta que o duelo entre a Alemanha e o Reino Unido foi vencido pelos germânicos por 3x2. Há certeza de momentos de trégua no front Ocidental, como já havia acontecido em momentos anteriores. Eram acordos informais, oportunidade para recuperar feridos, enterrar os mortos e reconstruir proteções.

Um dos militares que viveram o confronto afirmou que foi um momento em que a humanidade prevaleceu sobre a guerra e se apenas os soldados fossem capazes de seguir em frente, talvez aquela trégua marcasse o início do final da guerra.
 

João Nassif
Por João Nassif 27/07/2019 - 08:05

Um dos jogos mais tensos da história do futebol aconteceu nas Olimpíadas de 1952 que teve a Finlândia como sede. O futebol olímpico não era valorizado como deveria em suas primeiras edições após a Segunda Guerra Mundial.

Se o amadorismo travava os países que muitos anos antes haviam aderido ao profissionalismo, os jogadores dos países comunistas eram oficialmente amadores e seus craques se destacavam no cenário olímpico.

Iugoslávia x União Soviética em 1952

A concorrência por medalhas era pesada e o exemplo maior foi exposto nas oitavas de final na Finlândia numa partida entre Iugoslávia e União Soviética, duas grandes forças do futebol daquela época.

O confronto ganhou conotações muito além do gramado. Desde o final da década anterior, soviéticos e iugoslavos haviam rompido relações. O orgulho nacional de Josip Tito pesou e ele não aceitou fazer de seu país um satélite da União Soviética, peitando Joseph Stalin.

Antes da partida na Finlândia, tanto a delegação iugoslava como a soviética receberam telegramas assinados por Tito e Stalin. Ninguém falava sobre táticas ou futebol, somente em política. Era como todos os jogadores estivessem prestes a batalhar e não a jogar futebol.

O jogo foi tenso disputado perante 17 mil espectadores na cidade de Tampere. A Iugoslávia deu um passeio no primeiro e terminou com a vantagem de 3x0. Um clima de terror tomou conta dos soviéticos.

Na volta do intervalo a Iugoslávia foi logo fazendo o quarto gol, os soviéticos diminuíram e viram em seguida o quinto gol dos iugoslavos. O relógio marcava 30 minutos do segundo tempo e o resultado de 5x1 dava como definitiva a vitória da Iugoslávia.

Um medo terrível se apoderou dos soviéticos que passaram a jogar loucamente que passaram a jogar acima da capacidade e do próprio conhecimento. Foram diminuindo a contagem até que aos 44 minutos marcaram o gol de empate.  

Ainda havia a disputa da prorrogação que terminou em 0x0. Tampere entrou para o hall da fama do futebol. A partida extra para definir o classificado foi também disputada em Tampere e a Iugoslávia venceu por 3x1.

Como punição pela derrota o estado soviético dissolveu o time do CSKA Moscou que era o clube do exército, base da seleção da União Soviética.

Na sequência a Iugoslávia derrotou a Dinamarca por 5x3, a Alemanha Ocidental por 3x1, mas não resistiram a Hungria na final sendo derrotada por 2x0.
 

João Nassif
Por João Nassif 26/07/2019 - 11:02

A Copa Sul foi um torneio criado pela CBF em 1999 o qual dava vaga ao campeão para disputar no mesmo ano a Copa CONMEBOL.O torneio foi disputado apenas por clubes dos três estados do Sul do país, cada qual com quatro representantes.

Entraram no torneio pelo Paraná: Atlético, Coritiba, Grêmio Maringá e Paraná. Por Santa Catarina: Avaí, Criciúma, Figueirense e Tubarão e pelo Rio Grande do Sul: Caxias, Grêmio, Internacional e Juventude. 

Os 12 clubes foram divididos em três chaves com quatro times cada um com a classificação dos dois primeiros para a fase seguinte quando foram formadas duas chaves com três times em cada uma e somente os primeiros colocados disputariam o título. 

Passaram para a fase seguinte Coritiba e Grêmio pelo Grupo A, Internacional e Paraná pelo Grupo B e Atlético Paranaense e Juventude pelo C.

Depois de divididos em dois grupos de três, sobraram para a decisão Grêmio e Paraná.

A final seria disputada em dois jogos, mas como cada qual venceu uma vez, foi necessária uma terceira partida para se apurar o campeão.

O jogo de ida foi disputado no Estádio Olímpico em Porto Alegre e o Grêmio venceu por 2x0. No segundo jogo em Curitiba deu Paraná que venceu por 2x1 no Couto Pereira.

O terceiro e decisivo jogo foi também em Curitiba, mas no Estádio Pinheirão e o Grêmio venceu por 1x0, tornando-se campeão da primeira e única Copa Sul do calendário do futebol brasileiro.
 

Tags: Copa Sul

João Nassif
Por João Nassif 25/07/2019 - 11:29

A Copa Intercontinental de 1981 foi a segunda na história disputada em jogo único no Japão. Até 1980 o modelo de disputa era outro com os campeões da América do Sul e da Europa decidindo em dois jogos nos dois continentes.

A decisão de 1981 colocou frente a frente Flamengo e Liverpool, duas equipes com ambições diferentes na competição.

Os ingleses tinham como objetivo mostrar a superioridade do futebol britânico. O Liverpool ganhava vários títulos na época de ouro de sua história, havia conquistado um tri campeonato europeu e parecia que não tinha adversários à sua altura.

O Flamengo foi à campo querendo provar que não era somente o “time do Maracanã”, visto que os principais títulos que conquistou foram no então maior do mundo. 

Se o Flamengo tinha em Zico sua grande estrela, o Liverpool era comandado por Kenny Dalglish. Os dois são até os dias de hoje os maiores jogadores da história dos dois clubes.

O jogo histórico aconteceu no Estádio Nacional de Tóquio no Japão no dia 13 de dezembro de 1981 com arbitragem do mexicano Rúbio Vazques perante 74 mil espectadores.

O Flamengo fulminou o Liverpool no primeiro tempo marcando 3x0, resultado final do jogo. Nunes duas vezes e Adílio sacramentaram a vitória. Zico foi eleito o melhor jogador daquela Copa Intercontinental.

O time campeão treinado por Paulo César Carpegiani era formado pelo goleiro Raul, a zaga com Leandro, Marinho, Mozer e Júnior, no meio campo Andrade, Adílio, Tita e Lico e no ataque Nunes e Zico. 

O Flamengo foi o terceiro clube brasileiro a ganhar um Mundial de Clubes. O primeiro foi o Palmeiras em 1951, o segundo foi o Santos de Pelé, bicampeão em 1962/1963.
 

João Nassif
Por João Nassif 24/07/2019 - 12:32

O futebol tem suas superstições que muitas vezes se transformam em maldições que afetam o imaginário das pessoas, sejam jogadores, dirigentes e torcedores.

Uma das maldições que ficou na história foi o envolvimento dos jogadores da seleção da Austrália com um feiticeiro africano. Depois de não conseguirem classificação para a Copa do Mundo de 1966 na Inglaterra os jogadores australianos contrataram o tal feiticeiro para conseguirem jogar a Copa seguinte no México.

Seleção australiana

O trabalho do feiticeiro, na verdade uma maldição consistia em impedir que as outras equipes vencessem a Austrália durante a fase eliminatória para o Mundial de 1970

E a Austrália começou bem as eliminatórias vencendo a seleção da Rodésia, hoje Zimbábue por 3x1. A maldição tinha um preço, mil libras, valor que os jogadores não tinham em mãos.

O feiticeiro então inverteu a maldição e os australianos não se classificaram nem para a Copa do México e nem para a seguinte na Alemanha Ocidental em 1974. 

E seguiu a maldição que só foi quebrada em 2004 quando um jornalista leu a biografia de Johnnie Warren, um dos jogadores envolvidos na contratação do bruxo, viajou até o Zimbábue e conheceu outro feiticeiro que anulou o que havia sido feito.

Curiosamente a Austrália se classificou para a Copa do Mundo de 2006 e foi segunda colocada no grupo do Brasil, sendo depois eliminada pela Itália nas oitavas de final.
 

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