Ir para o Conteúdo da página Ir para o Menu da página
Carregando Dados...
CORONAVÍRUS - Saiba mais aqui
* as opiniões expressas neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do 4oito

Qual será o próximo brasileiro na F1?

Talentos na busca de espaço
João Nassif
Por João Nassif 12/04/2020 - 01:10

Thiago Ávila *

Essa é a pergunta que todo mundo me faz. Se eu tivesse a resposta para isso e apostasse, certamente ganharia muito dinheiro. Por isso hoje faremos uma breve análise dos postulantes a próximo candidato tupiniquim a ingressar na Formula 1, mostrando seus pontos fortes e seus agravantes para chegar até lá.

SERGIO SETTE CAMARA

Pontos positivos: O mineiro de 21 anos é filho do presidente do Atlético Mineiro, já tem um aporte financeiro para pegar alguma vaga. Atualmente é piloto reserva da Red Bull e AlphaTauri e conseguiu a superlicença pelos razoavelmente bons resultados na Formula 2 nos últimos dois anos. Ou seja, é o 5º piloto da marca de energéticos, qualquer um que der mole ou se lesionar, ele entra.

Pontos negativos: Ele não está sozinho nessa. Além de torcer para que um dos quatro Red Bulls se der mal, ele tem um outro concorrente que também quer roubar sua vaga. Trata-se do estoniano Juri Vips. Ele já está na academia júnior do time desde 2018, há um bom tempo tendo bons resultados na F3 e F4. Este ano será adversário direto do brasileiro na Super Formula Japonesa. A Red Bull deve estar muito de olho neles, quem tiver os melhores resultados na temporada deve pegar a vaga na AlphaTauri em 2021.

PIETRO FITTIPALDI

Pontos positivos: Neto de Emerson, Pietro é protegido da Haas há dois anos e a equipe faz questão de dizer que o brasileiro é um ótimo piloto de testes. Além de tudo, tem sobrenome, e ter um Fittipaldi de volta é tudo o que a F1 quer. Além de tudo conseguiu a superlicença no início deste ano, ao ficar em quinto na Toyota Racing Series

Pontos negativos: É ruim. Desculpem-me pachequistas, mas ele é muito fraco. Em 2017 foi o último campeão da Formula V8 3.5, mas num grid inteiramente de pilotos pagantes. Ano passado no DTM foi horroroso! Ele foi disparado o pior das Audi – que era o melhor carro do grid – e ainda terminou atrás de uma Aston Martin – que é a Williams da categoria alemã. Quem achar justo que ele entre na F1 é extremamente hipócrita, o Stroll fez mais por merecer do que ele. Outro problema é a idade, 23 anos e um currículo nada satisfatório, passou da validade.

PEDRO PIQUET

Pontos positivos: Filho de Nelson, Pedro teve resultados bons na GP3 2018 e na F3 no ano passado. Agora vai correr na F2, na busca para conseguir a superlicença. Tem sobrenome.

Pontos negativos: O grid da Formula 2 para esse ano é um dos mais fortes dos últimos anos. Piquet terá muitas dificuldades para se destacar. Ele já tem 21 anos, daria no máximo dois anos para mostrar que merece alguma vaga. Outra é que ele não está ligado a nenhuma equipe de F1, isso nos dias atuais é praticamente matar uma carreira próspera.

FELIPE DRUGOVICH

Pontos positivos: Tem 19 anos e já está no grid da F2. Se mostrar bons resultados logo de cara poderá chamar atenção de algumas equipes. Tem tempo, dá para ir se adaptando aos poucos na categoria.

Pontos negativos: Não tem nenhuma relação com equipes da F1. Na Formula 3 ano passado não teve resultados expressivos e mesmo assim achou um lugar na F2. Tenho mais certeza que ele migre a carreira para a Stock Car.

ENZO FITTIPALDI

Pontos positivos: Neto de Emerson, tem apenas 18 anos e uma carreira vitoriosa. Venceu a F4 Italiana em 2018 e foi vice-campeão da F3 Regional em 2019. Além disso há tempos está na academia júnior da Ferrari. Esse ano disputa o mundial de Formula 3 como um dos postulantes ao título. Se há alguém com futuro praticamente garantido na Formula 1 é Enzo.

Pontos negativos: Ainda tem uma longa jornada. Se for bem na F3, ainda terá que passar pela F2, onde terá pelo menos uns outros três membros da academia Ferrari lutando por alguma vaga na Alfa Romeo.

IGOR FRAGA

Pontos positivos: O nipônico-brasileiro foi terceiro na F3 Regional no ano passado, foi campeão da Toyota Racing Series este ano e ainda teve bons desempenhos em categorias de base da Indy. Mês passado ainda ingressou na academia júnior da Red Bull.

Pontos negativos: Já tem 21 anos, está atrasado em relação a outros concorrentes. A Formula 1 de hoje não tem mais espaços para experientes. As equipes querem novos Verstappens, novos Leclercs, jovens de no máximo 22 anos. Mesmo se Fraga tiver uma ascensão meteórica ganhando a F3 e a F2 seguidamente, já terá 24 anos, e a idade vai pesar contra.

GIANLUCA PETECOF

Pontos positivos: O jovem piloto de 17 anos já faz parte da academia júnior da Ferrari. Faz uma carreira praticamente aliada à de Enzo, mas sempre algumas posições mais atrás. Ano passado foi vice na F4 Italiana e esse ano vai disputar a F3 Regional.

Pontos negativos: Os mesmo de Enzo, com um adicional de não ter um sobrenome de peso.

CAIO COLLET

Pontos positivos: Fechamos a lista com um dos nomes mais promissores do automobilismo. Aos 18 anos, o paulistano já é piloto de desenvolvimento da Renault e tem sua carreira gerenciada pelo empresário Nicolas Todt, o mesmo que administra as carreiras de Charles Leclerc e Felipe Massa. Ano passado foi quinto colocado na Formula Renault Eurocup.

Pontos negativos: É bom se apressar, senão o tempo passa. Outro problema é que a Renault não é o melhor lugar para hospedar jovens garotos. Qual foi a última revelação dos franceses? Jolyon Palmer? Romain Grosjean?

E aí? Quem será o próximo brasileiro na Formula 1?

* Jornalista

4oito

Deixe seu comentário