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DEIXE AQUI SEU PALPITE PARA O JOGO DO CRICIÚMA!
* as opiniões expressas neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do 4oito
Por Alex Maranhão 09/02/2026 - 08:18 Atualizado em 09/02/2026 - 09:08

Tainá Maranhão é campeã da Supercopa Feminina 2026 pelo Palmeiras. A atleta Criciúmense e revelada pelas Meninas Carvoeiras sob o comando da competente Bina Cássol, voltou a levantar um título com a camisa alviverde ao vencer o Corinthians nas penalidades. E como o futebol gosta de histórias bem escritas, foi justamente Tainá quem converteu o último pênalti, aquele que decide, aquele que fica para sempre.

Não é acaso. Tainá vem se destacando há algumas temporadas e hoje já é uma das melhores da sua posição na elite do futebol feminino nacional. Ousada, habilidosa, personalidade forte em campo. Tem Neymar como ídolo, sonha alto e, sem perceber, já inspira outras meninas a acreditarem que é possível.

Natural de Criciúma, filha de ex-atletas, ela segue com os pés no chão e a cabeça no lugar certo. O foco é claro: evoluir, representar cada vez mais o país com a camisa da Seleção e levar o nome de Criciúma ao topo do esporte nacional e internacional.

Chegar ao topo é difícil. Mas permanecer lá é ainda mais. A competitividade é enorme, o nível cresce a cada temporada e o futebol feminino brasileiro está cada vez mais forte. “Tem muitas meninas boas por aí, o segredo é seguir trabalhando muito todos os dias para merecer estar aqui”, finaliza a atleta do Palmeiras e da Seleção.

Como pai, como criciumense e como apaixonado por esporte, é impossível não misturar alegria, orgulho e gratidão. Gratidão pelo dom que Deus lhe deu. Orgulho por vê-la levar alegria a tanta gente. Alegria por testemunhar uma trajetória construída com trabalho, caráter e paixão pelo jogo.

Dias melhores para o futebol feminino.

E vida longa à nossa craque.

Alex Maranhão

Esporte & Negócios

Por Alex Maranhão 06/02/2026 - 08:14 Atualizado em 06/02/2026 - 12:00

O Criciúma não vence uma eliminatória em Chapecó desde 2008. O desafio é grande, pesado, daqueles que testam a Fé. Mas está longe de ser impossível. Desde que o time de Eduardo Baptista execute o plano com disciplina e concentração máxima.

Jogar em Chapecó nunca é simples. Campo mais apertado, torcida empurrando do primeiro ao último minuto, pressão constante, estádio cheio. A Chapecoense está na Série A e, mesmo vivendo altos e baixos, segue viva. Como diz o ditado dos gaúchos: enquanto há bambu, há flecha.

Para o Tigre, o jogo pede erro zero. Especialmente no sistema defensivo. É fundamental atuar compacto, com meio-campo e defesa bem próximos, e a última linha defensiva sem espaçamentos excessivos. É justamente ali, no corredor central entre zagueiro e lateral, que mora o maior perigo. As transições rápidas e os facões internos  que a chape faz que costumam castigar quem vacila. O time de Gilmar Dal Pozzo é especialista nisso. Usa e abusa dessa dinâmica, com meias pifando e jogadores como Marcinho, Ítalo, Bolasie e companhia atacando os espaços com agressividade.

Se Jean Irmer e Eduardo Debiasi conseguirem competir em alto nível no meio campo, vencer duelos e reduzir o tempo de tomada de decisão da Chape, o Criciúma já dá um passo importante. Na frente, o trio Jonathan Robert, Diego Gonçalves e Nicolas vai precisar estar inspirado. Jogo de decisão exige protagonistas. Exige gente que chame a responsabilidade e decida. Se essas peças funcionarem em sintonia, o Tigre tem totais condições de voltar de Chapecó classificado e mostrar, mais uma vez, do que é capaz quando é desafiado no limite.

O torcedor vive um misto de ansiedade, receio e esperança. Mas a confiança existe. A crença de que o maior tricolor do Sul do mundo pode repetir 2008 e eliminar a Chapecoense em seus domínios.

Que seja um jogo de entrega, inteligência e coragem. Oremos.

E boa sorte ao nosso Tigrão.

Alex Maranhão

Esporte & Negócios

Por Alex Maranhão 02/02/2026 - 08:00 Atualizado em 02/02/2026 - 15:16

O Criciúma perdeu para a Chapecoense por 2 a 1, em casa, num jogo truncado, pesado, com cara de decisão. Um daqueles confrontos em que cada detalhe pesa. E pesou. Mais uma vez, o Tigre sofreu defensivamente, foi castigado por erros que já viraram rotina e agora terá de buscar sua melhor versão em Chapecó para seguir vivo.

O clima tenso já era esperado. A Chapecoense veio com uma proposta clara: linhas baixas, bloco compacto e transições rápidas. O Criciúma até começou bem. Pressionou forte nos primeiros 15 minutos, empurrou o adversário para trás, mostrou intensidade. Mas parou aí.

Depois disso, a Chape passou a controlar o jogo no primeiro tempo. O primeiro gol nasce exatamente do que se previa: bola longa nas costas da defesa, transição rápida e finalização precisa. Aula de contra-ataque. O segundo veio pelo alto, em jogada aérea, com a defesa do Tigre batendo cabeça dentro da área. Em menos de um tempo, 2 a 0 no placar e um roteiro indigesto para quem jogava em casa.

A missão ficou ainda mais complicada com a expulsão de Gui Lobo. Na minha visão, cartão vermelho exagerado. Não há movimento claro de cotovelada, o contato do braço no rosto do atleta da Chape é mínimo e sem força desproporcional. Rodrigo errou na dosagem, foi extremamente criterioso e Jogar uma decisão com um homem a menos muda tudo.

Mas é importante separar as coisas. A expulsão pesa, claro, mas não apaga o problema central. O Criciúma tem um grande ajuste a fazer, e ele passa pelo setor defensivo. Os erros se repetem, os gols sofridos se acumulam e isso vem minando o trabalho de Eduardo Batista. Para um time que sonha em chegar à final, ser uma das defesas mais vazadas do campeonato é simplesmente inadmissível.

Agora, o cenário é claro. O Tigre vai precisar ativar sua melhor versão para buscar a classificação fora de casa, contra uma Chapecoense organizada, confiante e que sabe jogar com o regulamento debaixo do braço. Em decisão, não há margem para erro. Especialmente atrás.

Ou o Criciúma resolve seu calcanhar de Aquiles, ou o sonho do título vai ficar pelo caminho. 


Alex Maranhão 

Esporte & Negócios 

Por Alex Maranhão 28/01/2026 - 14:00 Atualizado em 28/01/2026 - 18:20

O EC Próspera vive um momento decisivo da sua história. Não se trata apenas de uma simples mudança de gestão, mas de uma transformação profunda de mentalidade, visão e propósito. O clube inicia um novo ciclo sustentado por um modelo moderno, disruptivo e, acima de tudo, responsável.

A proposta é clara: consolidar o Próspera como um clube-família, com foco absoluto na formação. Formação de atletas, mas principalmente de cidadãos. Um clube que volte a representar com orgulho a comunidade da Próspera e a cidade de Criciúma, resgatando a confiança abalada por gestões anteriores.

O novo modelo de gestão prioriza princípios e valores como base de todas as decisões. Disciplina, caráter, educação e responsabilidade social passam a caminhar lado a lado com o futebol. O campo continua sendo essencial, mas deixa de ser o fim e passa a ser o meio.

Dentro desse conceito nasce o Próspera Academy, um projeto estruturado com padrão internacional, inspirado em modelos consolidados do futebol europeu. A academia contará com parcerias estratégicas com clubes da Espanha e prevê estágios de intercâmbio para atletas Sub-15 em Madrid, ampliando não apenas o nível técnico, mas também a visão cultural, social e humana desses jovens.

O objetivo vai além de revelar talentos. A missão é restaurar jovens, devolver ao esporte atletas de alto nível,  mais preparados e entregar à sociedade cidadãos melhores. Um projeto que enxerga o futebol como ferramenta real de transformação social.

À frente desse novo desafio está Mazinho Oliveira, CEO do EC Próspera. Ex-atleta profissional e hoje investidor esportivo com longa vivência no futebol profissional, Mazinho assume o comando do clube com plena consciência do peso dessa responsabilidade e do compromisso de conduzir um projeto sólido, transparente e alinhado com a reconstrução do Próspera dentro e fora de campo.

Honrado, orgulhoso e ciente do desafio que tem em mãos, Mazinho reconhece que decisões equivocadas em gestões passadas geraram desconfiança na sociedade criciumense e na comunidade da Próspera. O compromisso agora é claro: elevar o nível do clube ao seu máximo potencial, formar não apenas atletas, mas cidadãos preparados para o mundo.

Com fé em Deus, muito trabalho e o apoio da comunidade, o EC Próspera inicia uma nova etapa da sua história. Uma fase que exige responsabilidade, união e visão de longo prazo.

Mazinho estará em breve em Criciúma para iniciar encontros estratégicos com empresas, investidores e parceiros que desejam fazer parte dessa nova fase. O clube se abre novamente à comunidade, ao empresariado e a todos que acreditam no futebol como agente de transformação.

O desafio é grande. A responsabilidade é enorme. Mas a direção é clara.

O EC Próspera não quer apenas voltar a competir. Quer voltar a representar.

Dias melhores ao clube da raça e toda comunidade da Próspera.

Alex Maranhão 

Esporte & Negócios 

 

Por Alex Maranhão 26/01/2026 - 07:39 Atualizado em 26/01/2026 - 08:28

Foi daqueles jogos que seguram o torcedor na ponta da cadeira do primeiro ao último minuto. Criciúma e Brusque empataram em 3 a 3 num verdadeiro jogaço. Teve intensidade, teve golaço, teve emoção. Mas, no meio de tudo isso, ficou um recado claro, quase em tom de aviso: o sistema defensivo do Tigre liga um sinal de alerta.

O Criciúma foi melhor em boa parte da partida, especialmente no primeiro tempo. Controlou ações, pressionou alto, empurrou o Brusque para o próprio campo e viu, mais uma vez, seu sistema ofensivo funcionar. O trio de ataque voltou a marcar. E o camisa 10, Jhonata Robert, segue jogando um campeonato de altíssimo nível. Pede a bola, chama a responsabilidade, decide. Protagonista.

Mas não bastou. Do outro lado havia um Brusque organizado, competitivo e muito bem treinado. Um time que soube sofrer quando precisou, leu o jogo com inteligência e castigou cada erro oferecido. As transições ofensivas eram a arma principal.  E é exatamente aí que mora o problema da noite carvoeira.

O Criciúma voltou a falhar defensivamente. Não foi um erro isolado, foi padrão. Dificuldade na recomposição, falhas de leitura e, principalmente, problemas claros nas transições defensivas. O lado direito virou pesadelo . O corredor entre Marcinho e César Martins foi explorado à exaustão. Um calcanhar de Aquiles que já apareceu em outros jogos e começa, de fato, a preocupar.

Os números não mentem. O Tigre tem hoje a segunda defesa mais vazada entre os classificados, com (oito gols sofridos). Um dado que não conversa com quem pensa grande, com quem quer ir longe na fase decisiva. Falta ajuste fino. Uma Pressão pós-perda mais eficiente para evitar a bola longa nas costas da defesa. Melhor temporização dos zagueiros no momento do bote, dando tempo para a recomposição encaixar. São detalhes, mas detalhes que separam quem briga pelo título de quem fica pelo caminho.

E o próximo desafio sobe o nível. O Criciúma encara a Chapecoense, uma das favoritas ao título, cascuda nesse tipo de confronto e com a vantagem de decidir o jogo de volta na Arena Condá. Será jogo de margem mínima. Errar pouco. Defender melhor. E manter a força ofensiva que tem sido a grande virtude da equipe.

É hora de atenção máxima, leitura fria e ajuste de estratégia. O ataque entrega, o time compete. Mas sem estancar a sangria defensiva, o caminho fica bem mais curto.

Alex Maranhão

Esporte e Negócios

 

Por Alex Maranhão 23/01/2026 - 07:34 Atualizado em 23/01/2026 - 08:46

O Criciúma assumiu a liderança do Campeonato Catarinense ao vencer o Camboriú fora de casa por 2 a 1. Mais do que o resultado, o jogo confirmou algumas leituras que vêm se repetindo rodada após rodada.

O Tigre não fez nada de extraordinário. E isso, curiosamente, é um elogio. Foi um time seguro, equilibrado, organizado e consistente em todos os setores. Controlou o jogo, criou oportunidades em volume e mostrou um lado direito agressivo, com William Lepo e Vaguinho levando vantagem com frequência. Faltou capricho. As chances perdidas poderiam ter transformado um jogo controlado em um placar mais tranquilo.

Ainda assim, vencer pela segunda vez seguida e fora de casa, manda um recado claro: o Criciúma entrou de vez no campeonato. Há caminho. Há identidade sendo construída.

E aí surge o fato novo. Ou melhor, a boa surpresa. Octávio, zagueiro canhoto formado na base, ganhou espaço e não sentiu o peso. Boa saída de bola, passe qualificado, leitura de jogo e, principalmente, personalidade. Daquelas que não se ensinam fácil. Jogador moderno, que entende o jogo desde trás e joga com coragem. Em um clube que, na temporada passada, não tinha nenhum atleta da base como titular absoluto, isso diz muito.

Ao lado dele, João Carlos também chamou atenção, com duas assistências e participação decisiva. Os dois foram protagonistas. Mas Octávio, em especial, acende um alerta positivo. É jogador que pede cuidado, investimento e acompanhamento mais próximo. Trabalho individualizado, foco em evolução técnica e física e mental. Não para ser apenas “mais um bom zagueiro”, mas para, quem sabe, se transformar no próximo grande nome da base carvoeira. O "novo Nino", guardadas as proporções.

A vitória foi justa. O momento é bom. E, talvez, a principal mensagem venha de dentro de casa: oportunizar quem é formado no clube não é discurso bonito. Pode ser solução real para um setor que tanto foi cobrado nos últimos anos.

O Criciúma lidera. E, mais importante, começa a convencer. Segue o líder.

Alex Maranhão

Esporte & Negócios

Por Alex Maranhão 20/01/2026 - 07:00

O Tigre venceu o Concórdia por 3 a 1 em uma noite chuvosa, daquelas que lavam a alma. Especialmente a do torcedor carvoeiro, que vinha ressabiado, desconfiado e carente de sinais mais claros de evolução dentro de campo.

 

E os sinais vieram.

Eduardo Baptista, desta vez, parece ter ouvido os deuses da bola. Abriu mão do excesso de cautela, saiu do conforto dos três zagueiros e apostou em uma linha de quatro mais funcional. Marcinho voltou à sua posição de origem, mais seguro, participando da construção desde trás e não apenas defendendo. À sua frente, Vaguinho atacava a profundidade com inteligência, enquanto Nicolas e Diego Gonçalves formavam o duo ofensivo.

 

Mas a noite tinha dono.

Com a camisa 10 nas costas, Jhonata Robert foi protagonista. Foi quem mais tentou, mais buscou o jogo, mais assumiu riscos. Arriscou jogadas difíceis, chamou a responsabilidade e deu trabalho constante ao sistema defensivo do Concórdia e foi coroado com um gol e uma bola na trave.


O Tigre foi amplamente superior. Impôs qualidade, intensidade e, sobretudo, seriedade. Pressionou o Galo do Oeste do primeiro ao último minuto, comandou as ações e se comportou como um time grande deve se comportar diante de um adversário menor: com autoridade, concentração e fome de resultado.

 

Essa atuação segura devolve algo essencial ao futebol: confiança. O torcedor, que andava desconfiado, volta para casa com a sensação de que há mais ali. Muito mais. Que essa equipe ainda pode render, crescer e, principalmente, assumir o protagonismo esperado na busca pelo título.

 

Não foi apenas uma vitória.

Foi um recado.

E, talvez, um recomeço.

 

Alex Maranhão

Esporte & Negócios

 

Por Alex Maranhão 16/01/2026 - 08:43 Atualizado em 19/01/2026 - 12:12

O Criciúma foi até Joinville e saiu com um ponto que não empolga, não convence e não satisfaz. Produziu pouco, criou menos ainda e, honestamente, não fez por merecer algo além do empate.

O clássico Norte x Sul, que já entregou noites memoráveis ao futebol catarinense, desta vez passou longe disso. Joinville e Criciúma frustraram os pouco mais de cinco mil torcedores que foram ao estádio esperando um jogo pegado, intenso, com alma de clássico. O que se viu foi um jogo morno, frio, burocrático e com raríssimas chances claras. Em nenhum momento lembrou os confrontos que marcaram época.

O cenário era claro. O JEC vive a pior crise técnica e esportiva de sua história. Um time inseguro, pressionado, sem confiança. E justamente por isso o Criciúma tinha a obrigação de se impor. Não aconteceu. Faltou coragem. Faltou ambição. Faltou vontade real de vencer o jogo.

A equipe de Eduardo Baptista foi previsível. Um time excessivamente burocrático, que se resumiu a cruzar bolas na área sem critério. O meio-campo, que no papel tem talento e qualidade, ainda não encaixou. Já são três jogos e a trinca segue desconectada, sem fluidez, sem controle e sem capacidade de acelerar o jogo quando precisa.

Marcelo Hermes foi quem mais levou perigo, com dois chutes ao gol. E aqui está o dado que escancara o problema: o Criciúma atuou por cerca de 80 minutos com um falso nove e terminou o jogo sem um único chute de centroavante na direção do gol. Zero.

Esse detalhe preocupa. E muito. Porque o Criciúma entrou no campeonato com status de protagonista, mas até agora isso não se traduziu dentro de campo. A inoperância ofensiva é evidente e começa a gerar inquietação no torcedor, que percebe um time com posse, mas sem agressividade, sem fome e sem contundência.

Empatar fora de casa, em clássico, nem sempre é mau resultado. Mas o contexto importa. E nesse contexto, o Criciúma perdeu uma grande oportunidade de mostrar força, personalidade e ambição.

O campeonato está no início, é verdade. Mas o sinal de alerta já acendeu.

É preciso evoluir. E rápido.

Alex Maranhão

Esporte & Negócios 

Por Alex Maranhão 14/01/2026 - 07:03 Atualizado em 14/01/2026 - 07:45

A vitória sobre o Avaí deveria ter trazido alívio. Mas bastou um dia para o torcedor do Criciúma voltar a sentir aquele frio conhecido na espinha.

O diretor financeiro Deloir Brunelli confirmou: o clube fechou 2025 com déficit de R$ 7 milhões.E tem dificuldades financeiras. Os salários de dezembro estão quitados, é verdade, mas ainda há pendências com empresários, ex-jogadores e impostos. A promessa é regularizar tudo até o fim de janeiro.

No futebol, como nos negócios, existe uma máxima, quase um clichê, mas absolutamente verdadeira: "O Caixa é Rei"

E o momento financeiro do Tigre é o retrato perfeito disso.

O Criciúma começou 2025 com cerca de R$ 20 milhões em caixa. Um colchão respeitável, capaz de sustentar uma temporada que, no papel, parecia controlada. O que veio depois é o que assusta: R$ 70 milhões em gastos e um rombo de R$ 7 milhões no fechamento do exercício.

Algo saiu muito do trilho. É preciso ser muito honesto com o torcedor: houve má gestão de recursos, sim. Houve erros claros de planejamento e contratações, também. Isso não é opinião, é matemática. Nenhuma empresa saudável começa o ano no azul, dobra o orçamento e termina no vermelho sem consequências.

E aqui está o ponto mais sensível.
Em qualquer empresa da vida real, um CEO ou diretor financeiro que estoura o orçamento nesse nível é cobrado, responsabilizado e, muitas vezes, afastado. No futebol brasileiro, porém, seguimos vivendo a era da gestão sem CPF. As decisões passam, os prejuízos ficam, e ninguém responde por eles.

O contraste é cruel. Filipinho foi expulso contra o Cuiabá, o Tigre perdeu o acesso, e o jogador virou símbolo do fracasso. Nunca mais pisou no Heriberto Hülse. Enquanto isso, uma gestão que gastou o dobro do previsto, comprometeu o caixa e deixou uma herança pesada para 2026, segue envolta em panos quentes. No futebol, como dizia o ditado antigo, vão-se as carroças, ficam os bois.

O Criciúma é o CNPJ mais conhecido da região, patrimônio emocional de uma cidade inteira. Quando ele termina um ano no negativo, isso não é detalhe contábil. Isso impacta elenco, planejamento, competitividade e, principalmente, o futuro esportivo. O torcedor não pede milagre. Pede coerência, responsabilidade e verdade.

Enquanto isso, o maior tricolor do Sul do mundo segue colecionando “acasos”, pagando o preço de decisões erradas e tentando, mais uma vez, sobreviver entre o campo e o caixa.

Que venham dias melhores para o Tigre. 

Alex Maranhão

Esporte & Negócios

Por Alex Maranhão 06/01/2026 - 11:49 Atualizado em 06/01/2026 - 13:46

A venda do ônibus do Criciúma Esporte Clube não é apenas uma decisão logística. É um recado claro. E ele não é confortável para o torcedor.

 

Quando um clube abre mão de um ativo próprio para reduzir custos operacionais, o sinal é evidente: falta caixa, falta fôlego e falta margem para erro. A conta chegou. E chegou cedo demais. A justificativa oficial passa pelo alto custo de manutenção e operação do veículo. É válida. Racional. Mas o pano de fundo é outro.

O Criciúma não tem hoje gordura financeira para sustentar escolhas equivocadas feitas em 2025. E aqui é preciso ser direto. O que foi feito na gestão financeira do clube ao longo de 2025 foi, no mínimo, IRRESPONSÁVEL.

Luvas elevadas, comissões infladas, empréstimos desnecessários e decisões tomadas sem lastro real de receita, que não trouxeram retorno sangraram o caixa.

 

O clube foi entregue no início de 2025 com cerca de R$ 22 milhões em caixa e um orçamento anual projetado em R$ 37 milhões. Ao final da temporada, a realidade era outra: um orçamento que explodiu para a casa dos R$ 70 milhões  sem o retorno esportivo algum que justificasse esse risco.

 

O resultado é um só: fora de campo, a crise chegou antes mesmo do apito inicial de 2026. De referência nacional em gestão esportiva-  modelo citado, respeitado e referido o Criciúma passa a conviver com dificuldades para fechar a conta. Algo que, até pouco tempo atrás, parecia impensável para um clube desse porte.

Hoje, o cenário assusta:

• Não há patrocinador master definido
• O clube corre contra o tempo para equilibrar fluxo de caixa
• Empréstimos voltam a ser alternativa
• Ativos são vendidos para manter a operação funcionando

Tudo isso caiu no colo do presidente Pedro Paulo Canella, que agora precisa administrar uma herança pesada, em um ambiente de pressão, cobrança e desconfiança.

 

O torcedor sente. E sente porque entende. Vender o ônibus não é o problema. O problema é o que levou o Criciúma a precisar vendê-lo.

O Tigre sempre foi sinônimo de gestão responsável, pés no chão e decisões  sustentáveis. O desafio agora é reconstruir essa credibilidade, estancar a sangria e devolver ao clube o equilíbrio que sempre foi sua marca.

 

- O tempo é curto.

- O calendário não espera.

- E o futebol, como se sabe, não perdoa erros fora de campo.

Dias melhores ao nosso tricolor 

 Alex Maranhão - Esporte & Negócios 

Por Alex Maranhão 31/12/2025 - 08:55 Atualizado em 31/12/2025 - 09:21

 

O Criciúma Esporte Clube atravessa um momento de transição. Não apenas de ciclo esportivo, mas de mentalidade. Depois de um 2025 aquém do que o torcedor carvoeiro esperava — com o acesso ficando pelo caminho — o Tigre inicia um novo capítulo, sustentado por planejamento, responsabilidade financeira e uma visão clara de futuro.

 

À frente desse processo está Éder Citadin, executivo de futebol do clube, ídolo da torcida e hoje uma das figuras centrais na reconstrução do futebol carvoeiro. Em conversa com Alex Maranhão, Éder compartilhou com franqueza o diagnóstico do último ano e, principalmente, o caminho que o Criciúma pretende trilhar em 2026.

 

“2025 não foi o ano que o clube planejou. Fizemos um esforço muito grande, inclusive financeiro, mas o futebol nem sempre devolve na mesma proporção. O acesso era um objetivo claro e não foi alcançado”, admite Éder. Apesar da frustração esportiva, o executivo faz questão de destacar que o clube não abriu mão de princípios fundamentais. O Criciúma, segundo ele, escolheu crescer sem comprometer o próprio futuro.

“Existe um trabalho sério sendo feito. A comissão técnica, liderada pelo Eduardo Baptista, tem total respaldo. É um profissional de altíssimo nível. Temos um elenco comprometido, que entende o peso da camisa e o tamanho da instituição que representa.” A mudança mais profunda, no entanto, não está apenas no elenco ou nas peças de campo. Está na mentalidade. Éder fala com convicção sobre a necessidade de construir uma cultura vencedora, sustentável e alinhada à realidade financeira do clube.

 

“Queremos implementar uma mentalidade vencedora. Isso passa por organização, por respeito às finanças e por decisões responsáveis. Não adianta buscar resultados imediatos sacrificando o amanhã.”

 

Nesse processo, o papel da diretoria é central. O presidente Canella e Matheus Benetton são citados como pilares de uma gestão que trabalha incansavelmente para gerar recursos, equilibrar contas e dar o suporte necessário ao futebol.

“O presidente e o Mateus têm sido incansáveis. Existe muito cuidado com as finanças do clube, e isso precisa ser respeitado. O Criciúma só vai crescer se continuar honrando seus compromissos e planejando com responsabilidade.”

 

Para 2026, o discurso é claro: competitividade, organização e ambição na medida certa. O torcedor pode esperar um Tigre forte no Campeonato Catarinense e preparado para uma Série B dura, longa e extremamente exigente.

“Teremos um Estadual forte e uma Série B muito competitiva. Esse é o compromisso. Não prometemos milagres, prometemos trabalho, entrega e seriedade”, reforça.

 

Voltar ao Criciúma em um cargo estratégico carrega, para Éder tem um peso emocional que vai além da função executiva.
-É pertencimento.

-É identidade.

-É responsabilidade.

“Estar de volta ao comando do futebol do clube é uma alegria imensa. Poder colaborar, fazer parte desse processo, me orgulha e me motiva a entregar sempre o meu máximo em prol da instituição.” E deixa um recado direto ao torcedor carvoeiro, que conhece como poucos:

 

“É isso que o torcedor pode esperar de cada profissional que estiver aqui: compromisso, respeito e entrega total. O Criciúma é maior que qualquer nome. É uma causa.” O Tigre não promete atalhos. Promete caminho. Planejamento. Trabalho duro. E uma reconstrução feita com os pés no chão e os olhos no futuro.

 

Que 2026 seja o ano em que o Criciúma transforme aprendizado em força. E movimentos estratégicos em resultados.

 

Vida longa ao maior Tricolor do Sul do mundo.E boas festas a todos.

 

Alex Maranhão

Esporte & Negócios

 

Por Alex Maranhão 29/12/2025 - 08:11 Atualizado em 29/12/2025 - 08:15

O futebol brasileiro vive hoje uma realidade inflacionada. Salários anuais milionários, luvas fora da curva, comissões agressivas e uma lógica perigosa que se repete nos bastidores: “resolve agora, a conta a gente vê depois”.

Esse modelo já derrubou clubes grandes.
E o Criciúma precisa estar muito atento para não repetir em 2026 os erros cometidos em 2025. O ano passado tinha tudo para ser tranquilo para o Tigre. Busca pelo tri Catariense, Copa do Brasil e acesso, com Elenco competitivo, ambiente favorável, planejamento possível, margem para ajustes pontuais.
Mas o que se viu na prática foi diferente.Contratações equivocadas.
Pouco retorno técnico.
Nenhum salto de performance coletiva. Alguns vexames inesquecíveis pelo torcedor.  E, em contrapartida, um peso significativo nas finanças do clube.

Sem citar nomes - porque o debate aqui é gestão, não pessoas, houve pelo menos 04 casos de atletas contratados com cifras muito acima do mercado, salários acima dos 100 mil reais mensais, cujo retorno esportivo ficou aquém do esperado.

São bons jogadores?
Sim.
Têm mérito?
Claro que têm.

O problema nunca foi o porquê das contratações.
O problema sempre foi como elas foram feitas. Valores descolados da realidade do clube, sem lastro esportivo proporcional e sem margem de erro financeiro.

Lembro de uma conversa franca que tive com um ex-presidente do Criciúma e ótimo Gestor Vilmar Guedes. Na época, o clube estava bem na Série A, organizado, com dinheiro em caixa. Eu questionei sobre investir mais pesado no elenco.

Ele respondeu com uma frase que ficou marcada:
“Maranhão, precisamos ser prudentes. Senão, em pouco tempo, voltaremos a passar o pires.”

Confesso: na hora, discordei.
Achei que aquele era o momento de investir forte em material humano de qualidade  para manter o clube na elite.

Um ano e meio depois, ele estava certo.Hoje, o Criciúma vive uma realidade bem diferente. Dificuldade para fechar contas, cenário desafiador e decisões que precisam ser ainda mais cirúrgicas.

Salários acima de 100 mil reais não são proibidos. Mas precisam ser exceção, não regra.Se forem feitos, que sejam para atletas realmente diferenciados, com números atuais, impacto imediato e capacidade de resolver problemas dentro de campo.Mesmo assim, desde que não comprometam a saúde financeira do clube.

Esse precisa ser o critério:
➡️ desempenho acima da média
➡️ custo compatível com a realidade
➡️ risco controlado

Espero, sinceramente, que a gestão liderada pelo presidente Canella, Éder e sua equipe - pessoas apaixonadas pelo Criciúma, faça uma análise profunda, responsável e corajosa.Que se evitem armadilhas já conhecidas.
Que se oportunizem mais jovens.
Que o clube volte a errar menos fora de campo para competir melhor dentro dele.

Porque futebol não se ganha só com paixão.Se ganha com decisão certa, na hora certa.

-Pessoas melhores.
-Decisões melhores.
-Resultados diferentes.

É isso que o torcedor espera do maior Tricolor do Sul do mundo em 2026 boas festas a todos!

Alex Maranhão
Esporte & Negócios 

Por Alex Maranhão 25/12/2025 - 08:13 Atualizado em 25/12/2025 - 08:26

Nos bastidores do futebol e dos grandes negócios, o Criciúma Esporte Clube articula um movimento estratégico que pode marcar uma nova era em sua história. Trata-se da aproximação com Ricardo Faria, o Rei do Ovo empresário com raízes profundas em Criciúma e integrante da lista da Forbes entre os 21 homens mais ricos do Brasil.

A construção dessa possível aliança é liderada pelo ex-presidente Anselmo Freitas e pelo diretor de Novos Negócios do Tigre, Gilmar Cechet, com um objetivo claro e bem definido: apresentar a Ricardo Faria o enorme potencial que uma parceria comercial master com o Criciúma pode gerar em posicionamento de marca, visibilidade nacional e valor estratégico para a Granja Faria.

 

Do ponto de vista empresarial, o encaixe é evidente. O futebol segue sendo uma das plataformas mais poderosas de branding, conexão emocional e presença popular no Brasil. Para a Granja Faria, associar-se a um clube tradicional, com torcida fiel e identidade forte no Sul do país, representa a oportunidade de um salto relevante em percepção de marca, fortalecimento institucional e expansão de mercado em escala nacional.

 

Para o Criciúma EC, o impacto seria ainda mais profundo. Além do fortalecimento financeiro, essencial para competitividade esportiva, estabilidade administrativa e planejamento de longo prazo, a entrada de Ricardo Faria no ecossistema do clube abre portas para novos negócios, conexões estratégicas e projetos estruturantes. Vale lembrar: Faria é amigo pessoal de (Ronaldo Fenômeno), um dos maiores players do esporte-negócio global. Caso essa engrenagem passe a girar, o Tigre passa a dialogar, de fato, com o seleto grupo dos grandes negócios esportivos do Brasil, elevando sua marca a patamares jamais vividos no Heriberto Hülse.

Ao torcedor carvoeiro, resta agora uma esperança mais concreta e fundamentada de que o apoio master do Rei do Ovo se torne realidade. Se acontecer, será muito mais do que um patrocínio: será um divisor de águas para a alavancagem esportiva, a criação de um colchão financeiro sustentável e a expansão definitiva da marca Criciúma Esporte Clube no cenário nacional.

 

Que venham dias melhores para o Tigre

E que eles sejam Grandes!

 

Por Alex Maranhão 22/12/2025 - 08:09 Atualizado em 22/12/2025 - 10:52

A notícia caiu como um balde de água fria: Criciúma Esporte Clube e a UNESC não renovarão o contrato de patrocínio para as próximas temporadas.

No futebol de alto nível, onde a régua financeira é cada vez mais exigente, decisões duras fazem parte do jogo. O argumento econômico é compreensível. Mas o futebol,  quando visto com profundidade nunca foi só planilha.É preciso olhar o macro. Olhar a história. Olhar o contexto.

Foram cinco anos de parceria, iniciados nos tempos de vacas magras, quando permanecer ao lado do clube exigia mais convicção do que retorno imediato. A Unesc não era apenas uma marca na camisa. Era presença estrutural. Era parceria de verdade.

O Criciúma é, sem dúvida, a instituição esportiva mais conhecida do nosso estado . A Unesc, uma das maiores universidades de Santa Catarina. Juntas, construíram algo raro no futebol brasileiro: uma ponte sólida entre esporte e educação.

O aporte financeiro, muitas vezes, era o detalhe. Atletas das categorias de base tornaram-se bolsistas. Estudaram. Formaram-se. Estagiaram. Prestaram serviços ao clube, reduziram custos operacionais e, sobretudo, ampliaram horizontes. O jovem deixava de ser apenas atleta e passava a ser cidadão com futuro, com profissão, com dignidade além das quatro linhas. Esse valor não cabe em contrato. É intangível.

Quando essa união se encerra, não perde só o clube.Perde o esporte.Perde o jovem. Perde a região.

O futebol brasileiro precisa, urgentemente, reaprender a valorizar parcerias de longo prazo. O Mirassol Futebol Clube deu uma aula recente ao recusar uma proposta milionária de uma casa de apostas para manter o relacionamento com a Cimentos Poty, parceira fiel há 15 anos  desde a segunda divisão paulista até a vitrine máxima da Série A( como seu patrocinador master) Isso é visão. Isso é gratidão. Isso é estratégia.

Criciúma e Unesc representavam exatamente isso: dois gigantes caminhando lado a lado, entregando à sociedade algo que ia muito além do resultado de domingo. Entregavam oportunidade. Entregavam formação. Entregavam transformação.

O fim dessa parceria deixa um alerta claro para todo o ecossistema esportivo: futebol forte não se constrói apenas com dinheiro novo, mas com alianças leais, visão de longo prazo e compromisso com pessoas.Porque, no fim, o verdadeiro jogo é fora das quatro linhas. E ali, educação e esporte sempre jogaram no mesmo time.

Dias melhores ao nosso Tigre- Vida longa a Unesc.

Alex Maranhão 

Esporte & Negócios 

Por Alex Maranhão 15/12/2025 - 07:40 Atualizado em 15/12/2025 - 07:54

No futebol, resultados costumam ser o argumento final. No Criciúma, ao que parece, nem isso é suficiente. Gabriel Carvalho foi demitido mesmo sendo o responsável pela melhor campanha da história do clube nas categorias de base. Um fato. Documentado. Mensurável. Incontestável.

Nos últimos dias, as demissões no corpo técnico e diretivo do Criciúma EC se espalharam pela cidade acompanhadas de um discurso conhecido: renovação, mudança de mentalidade, redução de gastos. Palavras fortes. Bonitas. Necessárias, muitas vezes.

Algumas saídas, como as de Wilsão  e Serginho Lopes, até se enquadram nesse contexto. Profissionais competentes, mas que estavam há muito tempo nos cargos. E sejamos justos: a última grande safra de jogadores realmente preparados para o time principal foi entregue ainda em 2018, com Nino e Claudinho. Até aqui, o debate é racional. O que foge completamente à lógica esportiva é a demissão de Gabriel Carvalho.

Jovem, preparado, estudioso. Um treinador alinhado ao futebol moderno, atento às exigências táticas, físicas e comportamentais que o jogo atual impõe, especialmente na formação de atletas. Os resultados não deixam espaço para interpretação:

  • Tricampeão Catarinense Sub-20
  • Terceiro lugar na Copa São Paulo, a melhor campanha da história do Criciúma na competição
  • Acesso à Série A do Campeonato Brasileiro Sub-20.
  • Não se trata de promessa. Trata-se de entrega.

Em qualquer clube com visão de futuro e até fora do futebol , um profissional com esse histórico estaria sendo promovido, protegido e valorizado. No Criciúma, foi desligado. Na prática, o clube optou por abrir mão de um ativo estratégico em um dos setores mais sensíveis e carentes de evolução: a base.

E aqui está o ponto central. A base não é custo.A base é investimento, identidade e sustentabilidade. É ela que reduz gastos no profissional, forma atletas alinhados à cultura do clube e gera receita. Enfraquecê-la não é modernizar. É andar para trás.

Demissões fazem parte do futebol. Decisões duras também.Mas quando se demite quem entrega resultado, qualifica o processo e aponta para o futuro, o problema não é o profissional.É a escolha.

O Criciúma tinha em Gabriel Carvalho um treinador pronto para crescer junto com o clube. Optou por interromper esse caminho.E tentar explicar essa decisão como parte de um processo de renovação é, no mínimo, justificar o injustificável.

O futebol moderno exige capacidade de tomada de decisão acertiva. E o tigre vai precisar aprender a jogar esse jogo.

Alex Maranhão 

Esporte&Negócios 

Por Alex Maranhão 05/12/2025 - 07:48 Atualizado em 05/12/2025 - 08:17

O Criciúma Esporte Clube trabalha nos bastidores para concretizar um movimento que pode redefinir o posicionamento comercial do clube a partir de 2026. A diretoria articula a aproximação com a Baly Energéticos para assumir o posto de Patrocinadora Master, em uma negociação que carrega todos os elementos de uma aliança empresarial de alto impacto.Mais do que um contrato de exposição de marca, o que se desenha é um encontro estratégico entre duas potências catarinenses.

A Baly, reconhecida como a “Rainha dos Energéticos” em Santa Catarina, é hoje a maior produtora do segmento no estado e uma das marcas que mais crescem no Sul do Brasil. Com sede em Tubarão  vizinha direta de Criciúma,  a empresa construiu sua trajetória com base em inovação, expansão agressiva de mercado e cultura empresarial sólida. Valores estes que convergem de forma natural com o DNA guerreiro, resiliente e vencedor do Tigre que carrega 17 mil sócios apaixonados como ativo e uma marca valiosa.

Segundo o novo diretor comercial do Criciúma, Gilmar Cechet, a proposta oficial será apresentada até o dia 15 à presidente da Baly, Daiane Titon, que surge não apenas como CEO da companhia, mas como a peça-chave de um elo que pode se tornar histórico no Esporte  catarinense. Daiane personifica uma nova geração de liderança empresarial: estratégica, moderna e orientada a crescimento exponencial.

Caso a parceria seja confirmada, estamos diante de um dos movimentos mais inteligentes do futebol sulista nos últimos anos. Marca e clube passam a compartilhar não apenas espaço em camisa, mas valores, território, narrativa e propósito.É o futebol se conectando com a indústria.É a marca se conectando com emoção.É a força comercial encontrando paixão popular.

Mais do que um patrocínio, trata-se de um projeto de posicionamento de marca, expansão regional e fortalecimento mútuo de reputação. A Baly ganha palco nacional. O Criciúma ganha musculatura comercial. O Sul do Brasil ganha um case de branding esportivo moderno e audacioso.

Se concretizado, não será apenas um contrato. Será um símbolo de uma nova era no marketing esportivo catarinense.

Alex Maranhão

Esporte e Negócios 

Por Alex Maranhão 27/11/2025 - 08:04 Atualizado em 27/11/2025 - 08:28

O Criciúma entra em um novo capítulo da sua história com a posse de Pedro Paulo Canella como presidente. Mais do que uma mudança administrativa, o clube vive agora uma transição simbólica: chega ao comando alguém que pensa como gestor, mas sente como torcedor.

Canella não herda apenas um cargo. Assume uma missão. A de liderar um clube tradicional em um momento que exige mais do que paixão, exige visão, método e inteligência de gestão. Trata-se de um presidente que conhece o peso da camisa e, ao mesmo tempo, entende o valor das decisões fora das quatro linhas.

Enxergo esta etapa com bons olhos, sobretudo pelo modelo de diretoria que se forma no Criciúma. Há uma clara renovação em curso. Nomes como Lucas Farias, no Conselho, e Matheus  Beneton, na vice-presidência, simbolizam uma geração de dirigentes conectada à realidade do futebol moderno, com ambição de mostrar seus serviços e consciente de que clubes hoje são, também, grandes empresas esportivas.

Essa nova composição traz conceitos atuais de governança, profissionalização e visão estratégica pilares fundamentais para qualquer clube que busque sustentabilidade e competitividade real no cenário nacional.

Outro ponto decisivo é o respaldo fora de campo. O suporte de empresários como Anselmo Freitas e Gilmar Sechet  amplia o campo de atuação da gestão e fortalece o clube institucionalmente. No futebol moderno, planejamento caminha lado a lado com credibilidade e capacidade de articulação.

Com uma diretoria bem composta e o apoio certo nos bastidores, Canella tem todos os elementos para cumprir o papel mais complexo de um presidente: traduzir o sentimento do torcedor em decisões inteligentes e que levem a bons resultados no campo.

O desafio está posto. E o objetivo também: conduzir o Tigre, com responsabilidade e ambição, aos seus grandes sonhos em 2026. O Criciúma começa um novo ciclo. E, desta vez, tem no comando alguém que não apenas preside- representa o seu maior patrimônio o Torcedor.

 

Da-lhe  Tigre!

Por Alex Maranhão 24/11/2025 - 08:16 Atualizado em 24/11/2025 - 10:15

O sonho de voltar à Série A em 2025 terminou. E terminou de um jeito que machuca: não pelo jogo de ontem, mas por tudo o que ele simbolizou.

“O Criciúma não perdeu o acesso ontem. Ele perdeu quando não teve capacidade de fazer sua parte contra Volta Redonda, Paysandu, Amazonas e Ferroviária. A bola pune… E puniu dolorosamente. Mas o time tem o dever e a chance  de aprender com isso.”

O jogo em Cuiabá foi ruim. Sabíamos que não seria fácil e não foi. Mas a queda não aconteceu sob o sol de 40 graus na tarde de ontem. Ela começou nos tropeços que pareciam pequenos, mas custaram um ponto que faria toda a diferença. O futebol é cruel assim. Não perdoa distrações. Não tolera desatenção .E como já disse Muricy Ramalho: a bola pune. Pune sem dó, pune sem hora marcada. E, desta vez, puniu um clube que tinha o sonho na mão, mas não teve capacidade de fazer sua parte e segurá-lo até o fim.

O Criciúma sai de 2025 sabendo o que funcionou. Sabendo quem tem que ficar. Sabendo o que precisa ser melhorado. E, principalmente, sabendo que não existe atalho no futebol. E, às vezes, no futebol como na vida, é a dor que pavimenta a estrada das grandes voltas por cima. O Tigre está em processo rumo a algo muito maior, e esse caminho tem dor, lágrimas e vitórias na linha de chegada.

O torcedor… Ahhh, o torcedor! Aquele que coloriu a cidade de amarelo, branco e preto. Que vestiu a camisa e mostrou seu orgulho em ser carvoeiro. Ele fez a sua parte. E esse clube vai precisar e muito do seu maior patrimônio em 2026: a sua fanática torcida.

Dias melhores ao nosso Tricolor.
Um 2026 cheio de alegrias e conquistas é o que desejo.

Dale, Tigre!

 

Por Alex Maranhão 21/11/2025 - 08:34 Atualizado em 21/11/2025 - 08:40

Domingo em Cuiabá.Calor beirando os 40 graus.Última rodada. Vale acesso.É aquele tipo de cenário que separa quem apenas joga… de quem decide.

 

O Criciúma chega para esse confronto carregando a alma de uma cidade inteira nas costas.É tensão? É. Complicado e muito. Mas decisão nunca foi um lugar confortável.

Decisão é palco de quem encara o peso, abraça o risco e transforma pressão em performance.

O Cuiabá vem sem pressão alguma , perna leve, intensidade.Mas o Criciúma precisa ter aquilo que define campeonatos: cabeça fria, coração fervendo e Fé no pé.Esse é o jogo mental.O nível de exigência é altíssimo e cada detalhe pode decidir. O Tigre sabe o tamanho do que está em jogo.Uma vaga na elite do futebol brasileiro não se conquista… se toma.E, para tomar, é preciso fazer o simples com perfeição: vencer. Sólido defensivamente, letal na frente  é dia do grande jogador brilhar.

 

Se vencer, devolve ao Sul de Santa Catarina um capítulo que vai atravessar gerações.

A direção fez o que podia.A cidade abraçou.O torcedor viajou, orou, vibrou, acreditou.Agora, é com eles — os guerreiros dentro da arena, onde não existirá outra oportunidade.É deixar tudo, absolutamente tudo, dentro de campo.Perna, suor, raça, estratégia, alma.Estar a 100% não basta. Domingo precisa ser 120%.

E pensar que esse time saiu da vice-lanterna.Repito: da vice-lanterna.E chega ao último capítulo com chance real de subir. Se isso não é roteiro, então nada mais é. Daria uma série na Netflix sem tirar nem pôr uma vírgula.

Domingo promete ser histórico.A cidade está pronta.A torcida está pronta.E o Tigre?O Tigre nasceu para dias assim.

 

Vamos juntos. Domingo é dia de Criciúma.

E dá-lhe Tigre

Alex Maranhão!

 

Por Alex Maranhão 17/11/2025 - 08:13 Atualizado em 17/11/2025 - 08:16

O Criciúma venceu o Botafogo-SP em uma tarde que não foi apenas de futebol,  foi de alma.Foi de amor.Foi de pertencimento.

O Heriberto Hülse viveu um daqueles capítulos que fazem a história pulsar. Mais de 19 mil torcedores transformaram o Majestoso em um caldeirão de energia, empurrando o Tigre para uma vitória do tamanho da paixão que essa cidade tem pelo seu clube. Uma festa viva, quente, vibrante  daquelas que marcam época.

E dentro de campo, o Criciúma correspondeu. Jhonata Robert, o capitão Rodrigo e João Carlos foram os grandes nomes da tarde, representando a resiliência de um elenco que entendeu o peso da responsabilidade. Não era um jogo comum. Era decisão. Era vida ou morte na Série B mais disputada da década. Era vencer para seguir respirando.

O Tigre suportou a pressão, encarou a ansiedade, carregou a obrigação da vitória e, acima de tudo, fez sua parte. Ganhou com autoridade, competência e entrega absoluta. Foi grande quando mais precisava ser.

E agora? Agora o clube chega à última rodada vivo, forte, confiante, com o sonho do acesso pulsando mais alto do que nunca. A equação é simples, mas carregada de drama: basta vencer o Cuiabá — ou empatar, desde que a Chapecoense não pontue — para transformar esperança em realidade.Será uma semana de emoções extremas. De expectativa.De fé. De tensão.De confiança.

 

A última página está pronta para ser escrita.E o Tigre, mais uma vez, mostrou que sabe brigar até o fim.

Dá-lhe, Tigre!

Alex Maranhão

 

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