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DEIXE AQUI SEU PALPITE PARA O JOGO DO CRICIÚMA!
* as opiniões expressas neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do 4oito
Por Alex Maranhão 25/03/2026 - 15:20 Atualizado em 25/03/2026 - 15:27

E para Tiago Gasparino executivo de futebol do tigre esse  futuro já começou a ser desenhado.

 

Formar atletas no Brasil custa caro. Estrutura, profissionais, logística, competição… não é um investimento simples. Mas o retorno, quando bem feito, é gigantesco. E isso todo mundo dentro do clube já entendeu: a base precisa gerar retorno técnico e financeiro.

 

Quando você revela um jogador e coloca ele pronto para competir, você ganha mais do que desempenho dentro de campo. Você fortalece identidade, cria conexão com a torcida e, principalmente, gera ativo. E ativo, no futebol moderno, sustenta clube.

 

É aqui que entra a clareza de quem está conduzindo esse processo.

 

Eduardo Baptista não trabalha com improviso. Existe um critério. Não é sobre “dar minutos”, é sobre preparar o atleta para performar. Porque jogar jovem sem estrutura queima. Inserir com inteligência valoriza.

 

Nos bastidores, Tiago Gasparino é peça-chave nessa engrenagem. Esse tipo de mudança não acontece só dentro das quatro linhas. É metodologia, alinhamento e tomada de decisão firme.

 

Um exemplo recente deixa isso claro: o clube recusou uma proposta considerada baixa por um ativo. A mensagem é simples — só sai se fizer sentido financeiro. Caso contrário, fica e valoriza. Isso é mentalidade de clube que pensa grande.

 

O Criciúma começa a caminhar para um modelo mais sustentável. Menos refém do mercado, mais dono do que produz. 

 

Não é sobre pressa. É sobre estratégia.

 

Base exige tempo, maturação e coragem. O erro vai acontecer. Faz parte. Mas o acerto… o acerto muda o patamar do clube.

 

O torcedor precisa entender esse movimento. E mais do que isso, o clube precisa sustentar essa linha mesmo quando a pressão vier.

 

Se houver consistência, o Criciúma não só revela jogadores, como nos casos de Nino, Dodi, Marlon, Roger Guedes e Cia,  Ele constrói valor, fortalece sua identidade e se posiciona com inteligência no cenário nacional.

 

A alavancagem do maior tricolor do sul do mundo passa, inevitavelmente, pela base.

 

Alex Maranhão

Esporte e Negócios

 

Por Alex Maranhão 18/03/2026 - 08:26 Atualizado em 18/03/2026 - 11:08

Enquanto muitos discutem futebol em mesas confortáveis, um criciumense vive o jogo mais difícil da sua vida.

Bruno Ritter, ex-Vasco da Gama e com passagem pelo Caravaggio, hoje atua no futebol árabe e enfrenta uma realidade que vai muito além das quatro linhas.

Morando no Bahrein, ele vive o dilema entre perseguir o sonho de infância e conviver com o medo constante. Sirenes, alertas de mísseis, drones no céu e explosões que quebram o silêncio da noite fazem parte da rotina.

Não é sensacionalismo é vida real.

Bruno relata momentos de tensão extrema. Ataques frequentes, principalmente durante a noite, bombardeios próximos e a sensação de que a qualquer instante tudo pode mudar. Já são centenas de mortos na região, e o clima é de incerteza.

E mesmo assim, ele segue.

Com contrato até maio, mantém a esperança de dias melhores. Sonha com o retorno dos jogos, com a torcida no estádio, com o futebol voltando a ser apenas futebol.

Mas, acima de tudo, mostra algo que vai além do talento: coragem.

O futebol, mais uma vez, revela sua face mais humana. Não é só sobre títulos, dinheiro ou fama. É sobre resiliência. Sobre continuar mesmo quando o cenário é adverso. Sobre não abrir mão do sonho, mesmo quando o mundo ao redor parece desabar.

Bruno representa isso.

Um jovem que saiu de Criciúma para conquistar seu espaço e que hoje enfrenta uma batalha que nenhum atleta gostaria de viver,  mas que encara de cabeça erguida.

Dias melhores virão.

E quando vierem, a história dele será lembrada não apenas como a de um jogador, mas como a de alguém que não desistiu.

Alex Maranhão
Esporte & Negócios

Por Alex Maranhão 17/03/2026 - 07:41 Atualizado em 17/03/2026 - 07:54

Que Neymar é craque, gênio, maior artilheiro da história da Seleção Brasileira e multicampeão… ninguém discute.

Mas o técnico Carlo Ancelotti foi direto, sem rodeio:

só vai quem estiver bem. E esse é o ponto.

A convocação para os amistosos mandou um recado claro para o Brasil inteiro: não existe cadeira cativa.

Vai quem está performando.

Vai quem está entregando.

Vai quem está pronto. O campo fala. E o momento também.

Jogadores como Endrick, João Pedro, Gabriel Sara e Igor Thiago estão vivendo isso na prática. Estão voando em seus clubes… e ganharam uma chance de ouro.

Esses amistosos podem definir muita coisa. Inclusive, quem vai carimbar o passaporte para a Copa do Mundo. E aí chegamos ao ponto mais sensível:

Neymar.

O maior nome.

O cara que ainda carrega a esperança de milhões de brasileiros. Mas hoje… não está pronto.

O camisa 10 do Santos Futebol Clube ainda sofre com a sequência de lesões e está longe da sua melhor forma. E no futebol de alto nível, nome não joga sozinho.

Momento pesa. Performance decide.

Hoje, existem jogadores mais prontos, mais inteiros e entregando mais. Simples assim.

Isso significa que Neymar está fora da Copa? Não. Mas o recado foi dado: Se quiser estar lá… vai ter que merecer.

Porque talento ele sempre teve.

Agora, precisa ter sequência.

E se ele chegar no auge na última convocação… a história pode mudar. O Brasil torce por isso.

Porque quando Neymar está bem… o jogo muda, ele decide e o Brasil impõe respeito.

Vida longa à amarelinha. 

Alex Maranhão 

Esporte  &Negocios 

Por Alex Maranhão 16/03/2026 - 07:21 Atualizado em 16/03/2026 - 07:27

O resultado não foi o esperado. A estreia da ACF – Criciúma Futsal na Série Ouro terminou com derrota por 4 a 2 para a Chapecoense, em um jogo duro, daqueles de muita disputa do início ao fim. Mas quem esteve no ginásio percebeu que o placar não conta toda a história da noite.

O primeiro tempo do time carvoeiro não foi bom. A equipe demorou a entrar no ritmo da partida e encontrou dificuldades diante de um adversário experiente.

Mas no segundo tempo a história mudou.

O Criciúma voltou mais agressivo, pressionou, foi para cima e empurrou a Chapecoense contra a própria quadra. Em vários momentos só deu ACF. O time mostrou intensidade, coragem e, principalmente, vontade de competir.

O ambiente também chamou atenção. O ginásio estava cheio, com a torcida apoiando o tempo todo. A cada jogada, um grito, um incentivo. O futsal voltou a pulsar em Criciúma.

Na arquibancada estavam o prefeito Vaguinho Espíndola e a secretária de esportes Robinalva Ferreira, vibrando a cada lance ao lado do torcedor carvoeiro. Um gesto que mostra que, além do apoio financeiro, o compromisso com o esporte também se faz na presença, no incentivo e na energia compartilhada com a comunidade. Um apoio que vai muito além das palavras.

Nos minutos finais, porém, o jogo ficou marcado por uma arbitragem confusa, que acabou influenciando no desfecho da partida. Com um jogador a mais o bom time da Chapecoense aproveitou o momento e construiu a vitória por 4 a 2.

Mesmo com a derrota, a primeira impressão é positiva.

O Criciúma Futsal mostra ser uma equipe jovem, com muita margem para crescimento e evolução. Um time que joga junto, não se entrega e demonstra fome de vitória. Destaque para o camisa 77, o pivô Saymon. Esse é brabo e joga muito.

Ao final da partida veio o reconhecimento mais importante: o time saiu aplaudido de pé pela torcida.

E talvez esse seja o maior sinal de que algo novo está nascendo.

A torcida começa a cultivar novamente o hábito de ir ao ginásio para empurrar o Tigre.Se o resultado não veio na estreia, a esperança por um futuro brilhante certamente entrou em quadra.

Vida longa ao futsal carvoeiro.

Alex Maranhão

Esporte & Negócios ⚽🐯

 

Por Alex Maranhão 09/03/2026 - 07:59 Atualizado em 09/03/2026 - 09:01

O Criciúma garantiu, nos pênaltis, a conquista da Taça ACESC diante do bom time do Camboriú. Resultado importante. Título é título, vaga garantida e a Copa do Brasil de 2027 assegurada. No papel, missão cumprida.

Mas quem esteve no Heriberto Hülse no sábado, às 18h, viu algo que vai além do resultado.

A expectativa era de domínio do Tigre. De um time que impõe sua força dentro de casa. Do peso de um elenco que custa perto de R$ 4 milhões por mês contra um adversário respeitável, organizado, mas com uma folha salarial em torno de R$ 250 mil que nem de longe tem as condições que detém o Criciúma EC.

Um cenário que naturalmente apontava para um jogo controlado pelo Tigre.

Não foi isso que se viu.

Eduardo Baptista manteve DG no ataque mesmo após quatro jogos sem produzir praticamente nada. Recuou Vaguinho para a ala direita, tirando do jogador justamente o que ele tem de melhor: ataque ao espaço, profundidade e presença no terço final e optou por Sandry como volante que sentiu o o jogo e pouco produziu.  No banco, ficaram peças importantes  como Marcelo Hermes e Jean Irmer, enquanto o time perdia consistência confiança e organização.

O resultado em campo foi claro.

Na primeira etapa, o Camboriú tomou conta do jogo. Emerson e Choco dominaram o meio, controlaram o ritmo e fizeram o time visitante jogar com personalidade no Heriberto Hülse. Em vários momentos, o Criciúma parecia perdido: desorganizado, sem confiança e exposto a contra-ataques perigosos.

A torcida, naturalmente, se irritou.

Foi então que apareceu aquilo que muitas vezes decide jogos: talento individual.

Jonata Robert chamou a responsabilidade. O camisa 10 assumiu protagonismo, mudou o ritmo da equipe e recolocou o Criciúma no jogo. Depois, nas penalidades, o roteiro reservou drama. Alisson, que havia sido vilão alguns momentos recentes, acabou vivendo o papel de heroi da noite defendendo a última cobrança e dando o título ao tigre.

A taça ficou no Majestoso.

E isso importa.

Mas também é impossível ignorar o que o campo mostrou nesse primeiro trimestre da temporada. O desempenho coletivo ainda está abaixo do que o investimento e a camisa do Criciúma exigem.

Se esse nível de futebol aparecer na Série B, o torcedor tricolor dificilmente terá tranquilidade.

O momento pede ajustes de rota. Técnicos, táticos e também internos. Um elenco desse porte precisa entregar mais organização, mais consistência e mais protagonismo dentro de campo.

O título é bem-vindo. Sempre será, a vaga na copa do Brasil ainda mais.

Mas, no futebol, a taça muitas vezes esconde problemas que precisam ser enfrentados antes que se tornem maiores.

E o Criciúma ainda tem tempo para corrigir o rumo ou pagará muito caro na série B.

Dias melhores virão para o nosso tricolor, assim espera o seu torcedor.

Alex Maranhão

Esporte & Negócios 

Por Alex Maranhão 03/03/2026 - 08:08 Atualizado em 03/03/2026 - 08:18

Já dizia Wanderlei Luxemburgo: o futebol brasileiro é uma máquina de moer treinadores. E o caso de Filipe Luís no Clube de Regatas do Flamengo parece seguir exatamente esse roteiro.

Os números falam alto. Mais de 100 jogos, 63 vitórias, cerca de 65% de aproveitamento e cinco títulos. Um treinador jovem, com ideias modernas, respeitado pelo elenco e com leitura tática acima da média. No papel, um trabalho sólido. Na prática, bastou o ambiente político azedar para tudo ruir.

O desgaste com o presidente BAP não começou da noite para o dia. Nos bastidores, a relação já vinha tensionada. Filipe foi  contra à utilização do time principal em um contexto considerado inadequado, priorizando planejamento físico e gestão de elenco com apenas 09 dias de trabalho . Também teria barrado a entrada de torcedores para uma conversa direta com jogadores após resultado ruim — decisão que, do ponto de vista de comando, é coerente: proteger o grupo é função do treinador. Mas, politicamente, isso custou caro.

No Flamengo, como em poucos lugares do Brasil, o técnico precisa vencer jogos e também vencer o ambiente. E quando a relação com a presidência racha, dificilmente há sobrevivência. A decisão final foi de BAP: demissão.

A pergunta que fica é simples. Filipe errou? Pode ter errado em decisões pontuais, como qualquer treinador. Mas foi tratado como vilão por defender convicções técnicas? Ou virou vítima de um modelo onde o cargo de treinador é sempre o elo mais frágil da corrente?

O futebol brasileiro perde um técnico promissor, com identidade, coragem e resultado comprovado. Perde também a chance de amadurecer o debate sobre gestão, autonomia e projeto a longo prazo.

No fim, a frase de Luxemburgo segue atual. Aqui, a paciência é curta. E a máquina trituradora de pessoas no futebol não para.

O 7x1 nunca foi tão atual e explicável.

Alex Maranhão 

Esporte & Negócios 

Por Alex Maranhão 23/02/2026 - 07:06 Atualizado em 23/02/2026 - 07:08

O futebol é simples. Quando a bola entra, o time vence. E a paz volta.

 

O Criciúma precisava dessa resposta. A semana foi barulhenta. Pressão, desconfiança, arquibancada cobrando atitude. O ambiente pedia uma atuação convincente. E ela veio em forma de goleada: 4 a 0 sobre o Concórdia no templo sagrado do sul do mundo, o Majestoso.

Mas vitória assim tem dono. E o dono da noite vestia a camisa 9.

 

Nicolas foi o homem do jogo. Hat-trick de centroavante raiz. Daqueles que não dão descanso para zagueiro, que atacam espaço o tempo todo e finalizam sem pensar duas vezes. Tentou de todo jeito. De cabeça, fazendo pivô, atacando a última linha. E guardou três.


 

O Tigre jogou como time grande. Agressivo, empilhando chances, quase 70% do tempo no terço final. Sufocou. Amassou. Não deixou o adversário respirar. É verdade que o Concórdia ofereceu pouca resistência, mas quem já viveu vestiário sabe: quando a confiança está baixa, até jogo “fácil” vira armadilha. O Criciúma não caiu nela.

 

E fazia tempo que o Majestoso não via três gols de um jogador do Tigre em casa. Desde 2017, naquele 4 a 4 épico contra o Brusque quando este que vos escreve balançou as redes três vezes. Futebol é memória. E memória boa fortalece identidade.


 

A goleada não resolve a temporada. Mas muda o clima. Dá moral ao elenco. Recoloca o artilheiro no Game. Centroavante vive de gol. E quando o camisa 9 está com fome, o time cresce junto.

 

No futebol e nos negócios é igual. Resultado acalma. Performance sustenta. O Criciúma entregou os dois.

 

Se mantiver postura, intensidade e apetite, o Tigre volta a ser temido. E o torcedor volta a confiar.


 

Alex Maranhão

Esporte & Negócios

 

Por Alex Maranhão 18/02/2026 - 08:03 Atualizado em 18/02/2026 - 09:43

Ontem, o futebol voltou a mostrar uma ferida que insiste em não cicatrizar. Em Portugal, no Estádio da Luz, mais um episódio lamentável envolvendo Vinícius Junior.

O jogo era grande. Clima pesado. Arquibancada cheia. O Real Madrid enfrentando o Benfica em um dos palcos mais tradicionais da Europa. Vinícius fez o que sabe fazer: decidiu. Golaço. Personalidade. Celebrou dançando. Recebeu cartão amarelo por comemorar seu gol. Uma Piada!

Depois disso, o que é ainda mais grave. Insultos racistas. Chamado de macaco. Vaias ecoando no estádio. E, mais uma vez, a sensação de impunidade. O sistema aplaude isso.

Infelizmente, isso não é episódio isolado. Está virando rotina. E quando algo vira rotina, é porque o sistema está falhando.

Ou o futebol decide punir de forma exemplar, com multas pesadas, perda de mando, exclusão de competições e suspensão severa dos envolvidos… ou vamos continuar assistindo a esse ciclo se repetir.
Agora, pense comigo. Se a situação fosse invertida? Qual seria a reação? Qual seria o peso da punição? A indignação não é sobre clube. Não é sobre rivalidade. É sobre humanidade.

Racismo não é provocação. Não é “calor do jogo”. Não é opinião. É crime. É atraso. É sinal de uma sociedade que ainda precisa evoluir muito. Minha repulsa total a qualquer ato desse tipo.

Força, Vini. Força a todos que já sofreram esse tipo de ataque. Somos todos iguais. E todos que amam esse esporte precisam refletir sobre isso.

Alex Maranhão

Esporte & Negócios

 

Por Alex Maranhão 12/02/2026 - 21:00 Atualizado em 12/02/2026 - 22:32

O futebol da nossa região acaba de viver um daqueles capítulos que enchem o peito de orgulho. Moisés, filho de Morro da Fumaça e ex-Fortaleza Esporte Clube, foi vendido ao Santos Futebol Clube por R$ 12 milhões. Uma das maiores transações envolvendo um atleta formado na nossa região.

Não é só sobre dinheiro. É sobre trajetória.

Cria da LARM, Moisés começou nos campeonatos amadores, jogando municipais, chamando atenção pela entrega e personalidade. Tentou espaço em clubes locais, ouviu alguns “nãos”, mas não parou. A oportunidade apareceu no Concórdia Atlético Clube. Ele agarrou.

 

Depois veio a Associação Atlética Ponte Preta, onde brilhou. Na sequência, o salto para o Fortaleza. No Pici, virou protagonista. Gols, regularidade, identificação com a torcida. De promessa a ídolo.

 

Agora, o próximo capítulo é na Vila mais famosa do mundo, a Vila Belmiro, casa do time do Rei Pelé ao lado de Neymar.

 

A história de Moisés é simples e poderosa: talento ajuda, mas o que sustenta é trabalho duro, fé e disposição para continuar mesmo quando as portas parecem fechadas.

 

Ele prova que santo de casa faz milagre, sim. Mas é preciso ter olhos atentos para reconhecer os bons valores que nascem aqui.

 

Que essa nova etapa no Santos seja de ainda mais crescimento, maturidade e conquistas.

Morro da Fumaça está no mapa. E o Brasil está vendo.

 

Alex Maranhão

Esporte & Negócios

 

Por Alex Maranhão 12/02/2026 - 08:01 Atualizado em 12/02/2026 - 08:04

O Criciúma Esporte Clube apresentou oficialmente seu novo patrocinador master para a temporada 2026. A marca Bolsa de Aposta assume o espaço mais nobre da camisa tricolor, com ativações previstas no CT e no Estádio Heriberto Hülse. Não é apenas uma troca de logo. É um movimento estratégico.

 

No futebol moderno, discurso não paga folha. Estrutura, elenco competitivo e permanência em alto nível exigem investimento. E investimento relevante vem de parceiros fortes, com capacidade de ativação e visão de mercado.

 

O Criciúma vinha buscando esse perfil de patrocinador. Não alguém para “compor”, mas para sustentar ambição. Quem quer disputar campeonatos grandes precisa pensar grande também fora das quatro linhas.

 

A Bolsa de Aposta, liderada por Netuno, um dos traders mais conhecidos do país, entra no futebol com objetivo claro de expansão nacional. E escolhe o Tigre como plataforma. Isso diz bastante. Marca nenhuma coloca dinheiro pesado onde não enxerga potencial de visibilidade, credibilidade e crescimento.

 

É uma parceria que pode ir além da exposição na camisa. O mercado de investimentos esportivos e apostas segue aquecido no Brasil, cada vez mais profissionalizado. Estar conectado a esse ecossistema amplia networking, abre portas comerciais e fortalece o caixa.

 

No fim do dia, futebol é paixão. Mas também é negócio. E negócio se faz com estratégia, timing e leitura de mercado.

 

Ponto para a diretoria carvoeira, sob comando de Pedro Paulo Canella. Um golaço fora de campo que pode refletir diretamente dentro dele.

 

Alex Maranhão

Esporte & Negócios

 

Por Alex Maranhão 09/02/2026 - 08:18 Atualizado em 09/02/2026 - 09:08

Tainá Maranhão é campeã da Supercopa Feminina 2026 pelo Palmeiras. A atleta Criciúmense e revelada pelas Meninas Carvoeiras sob o comando da competente Bina Cássol, voltou a levantar um título com a camisa alviverde ao vencer o Corinthians nas penalidades. E como o futebol gosta de histórias bem escritas, foi justamente Tainá quem converteu o último pênalti, aquele que decide, aquele que fica para sempre.

Não é acaso. Tainá vem se destacando há algumas temporadas e hoje já é uma das melhores da sua posição na elite do futebol feminino nacional. Ousada, habilidosa, personalidade forte em campo. Tem Neymar como ídolo, sonha alto e, sem perceber, já inspira outras meninas a acreditarem que é possível.

Natural de Criciúma, filha de ex-atletas, ela segue com os pés no chão e a cabeça no lugar certo. O foco é claro: evoluir, representar cada vez mais o país com a camisa da Seleção e levar o nome de Criciúma ao topo do esporte nacional e internacional.

Chegar ao topo é difícil. Mas permanecer lá é ainda mais. A competitividade é enorme, o nível cresce a cada temporada e o futebol feminino brasileiro está cada vez mais forte. “Tem muitas meninas boas por aí, o segredo é seguir trabalhando muito todos os dias para merecer estar aqui”, finaliza a atleta do Palmeiras e da Seleção.

Como pai, como criciumense e como apaixonado por esporte, é impossível não misturar alegria, orgulho e gratidão. Gratidão pelo dom que Deus lhe deu. Orgulho por vê-la levar alegria a tanta gente. Alegria por testemunhar uma trajetória construída com trabalho, caráter e paixão pelo jogo.

Dias melhores para o futebol feminino.

E vida longa à nossa craque.

Alex Maranhão

Esporte & Negócios

Por Alex Maranhão 06/02/2026 - 08:14 Atualizado em 06/02/2026 - 12:00

O Criciúma não vence uma eliminatória em Chapecó desde 2008. O desafio é grande, pesado, daqueles que testam a Fé. Mas está longe de ser impossível. Desde que o time de Eduardo Baptista execute o plano com disciplina e concentração máxima.

Jogar em Chapecó nunca é simples. Campo mais apertado, torcida empurrando do primeiro ao último minuto, pressão constante, estádio cheio. A Chapecoense está na Série A e, mesmo vivendo altos e baixos, segue viva. Como diz o ditado dos gaúchos: enquanto há bambu, há flecha.

Para o Tigre, o jogo pede erro zero. Especialmente no sistema defensivo. É fundamental atuar compacto, com meio-campo e defesa bem próximos, e a última linha defensiva sem espaçamentos excessivos. É justamente ali, no corredor central entre zagueiro e lateral, que mora o maior perigo. As transições rápidas e os facões internos  que a chape faz que costumam castigar quem vacila. O time de Gilmar Dal Pozzo é especialista nisso. Usa e abusa dessa dinâmica, com meias pifando e jogadores como Marcinho, Ítalo, Bolasie e companhia atacando os espaços com agressividade.

Se Jean Irmer e Eduardo Debiasi conseguirem competir em alto nível no meio campo, vencer duelos e reduzir o tempo de tomada de decisão da Chape, o Criciúma já dá um passo importante. Na frente, o trio Jonathan Robert, Diego Gonçalves e Nicolas vai precisar estar inspirado. Jogo de decisão exige protagonistas. Exige gente que chame a responsabilidade e decida. Se essas peças funcionarem em sintonia, o Tigre tem totais condições de voltar de Chapecó classificado e mostrar, mais uma vez, do que é capaz quando é desafiado no limite.

O torcedor vive um misto de ansiedade, receio e esperança. Mas a confiança existe. A crença de que o maior tricolor do Sul do mundo pode repetir 2008 e eliminar a Chapecoense em seus domínios.

Que seja um jogo de entrega, inteligência e coragem. Oremos.

E boa sorte ao nosso Tigrão.

Alex Maranhão

Esporte & Negócios

Por Alex Maranhão 02/02/2026 - 08:00 Atualizado em 02/02/2026 - 15:16

O Criciúma perdeu para a Chapecoense por 2 a 1, em casa, num jogo truncado, pesado, com cara de decisão. Um daqueles confrontos em que cada detalhe pesa. E pesou. Mais uma vez, o Tigre sofreu defensivamente, foi castigado por erros que já viraram rotina e agora terá de buscar sua melhor versão em Chapecó para seguir vivo.

O clima tenso já era esperado. A Chapecoense veio com uma proposta clara: linhas baixas, bloco compacto e transições rápidas. O Criciúma até começou bem. Pressionou forte nos primeiros 15 minutos, empurrou o adversário para trás, mostrou intensidade. Mas parou aí.

Depois disso, a Chape passou a controlar o jogo no primeiro tempo. O primeiro gol nasce exatamente do que se previa: bola longa nas costas da defesa, transição rápida e finalização precisa. Aula de contra-ataque. O segundo veio pelo alto, em jogada aérea, com a defesa do Tigre batendo cabeça dentro da área. Em menos de um tempo, 2 a 0 no placar e um roteiro indigesto para quem jogava em casa.

A missão ficou ainda mais complicada com a expulsão de Gui Lobo. Na minha visão, cartão vermelho exagerado. Não há movimento claro de cotovelada, o contato do braço no rosto do atleta da Chape é mínimo e sem força desproporcional. Rodrigo errou na dosagem, foi extremamente criterioso e Jogar uma decisão com um homem a menos muda tudo.

Mas é importante separar as coisas. A expulsão pesa, claro, mas não apaga o problema central. O Criciúma tem um grande ajuste a fazer, e ele passa pelo setor defensivo. Os erros se repetem, os gols sofridos se acumulam e isso vem minando o trabalho de Eduardo Batista. Para um time que sonha em chegar à final, ser uma das defesas mais vazadas do campeonato é simplesmente inadmissível.

Agora, o cenário é claro. O Tigre vai precisar ativar sua melhor versão para buscar a classificação fora de casa, contra uma Chapecoense organizada, confiante e que sabe jogar com o regulamento debaixo do braço. Em decisão, não há margem para erro. Especialmente atrás.

Ou o Criciúma resolve seu calcanhar de Aquiles, ou o sonho do título vai ficar pelo caminho. 


Alex Maranhão 

Esporte & Negócios 

Por Alex Maranhão 28/01/2026 - 14:00 Atualizado em 28/01/2026 - 18:20

O EC Próspera vive um momento decisivo da sua história. Não se trata apenas de uma simples mudança de gestão, mas de uma transformação profunda de mentalidade, visão e propósito. O clube inicia um novo ciclo sustentado por um modelo moderno, disruptivo e, acima de tudo, responsável.

A proposta é clara: consolidar o Próspera como um clube-família, com foco absoluto na formação. Formação de atletas, mas principalmente de cidadãos. Um clube que volte a representar com orgulho a comunidade da Próspera e a cidade de Criciúma, resgatando a confiança abalada por gestões anteriores.

O novo modelo de gestão prioriza princípios e valores como base de todas as decisões. Disciplina, caráter, educação e responsabilidade social passam a caminhar lado a lado com o futebol. O campo continua sendo essencial, mas deixa de ser o fim e passa a ser o meio.

Dentro desse conceito nasce o Próspera Academy, um projeto estruturado com padrão internacional, inspirado em modelos consolidados do futebol europeu. A academia contará com parcerias estratégicas com clubes da Espanha e prevê estágios de intercâmbio para atletas Sub-15 em Madrid, ampliando não apenas o nível técnico, mas também a visão cultural, social e humana desses jovens.

O objetivo vai além de revelar talentos. A missão é restaurar jovens, devolver ao esporte atletas de alto nível,  mais preparados e entregar à sociedade cidadãos melhores. Um projeto que enxerga o futebol como ferramenta real de transformação social.

À frente desse novo desafio está Mazinho Oliveira, CEO do EC Próspera. Ex-atleta profissional e hoje investidor esportivo com longa vivência no futebol profissional, Mazinho assume o comando do clube com plena consciência do peso dessa responsabilidade e do compromisso de conduzir um projeto sólido, transparente e alinhado com a reconstrução do Próspera dentro e fora de campo.

Honrado, orgulhoso e ciente do desafio que tem em mãos, Mazinho reconhece que decisões equivocadas em gestões passadas geraram desconfiança na sociedade criciumense e na comunidade da Próspera. O compromisso agora é claro: elevar o nível do clube ao seu máximo potencial, formar não apenas atletas, mas cidadãos preparados para o mundo.

Com fé em Deus, muito trabalho e o apoio da comunidade, o EC Próspera inicia uma nova etapa da sua história. Uma fase que exige responsabilidade, união e visão de longo prazo.

Mazinho estará em breve em Criciúma para iniciar encontros estratégicos com empresas, investidores e parceiros que desejam fazer parte dessa nova fase. O clube se abre novamente à comunidade, ao empresariado e a todos que acreditam no futebol como agente de transformação.

O desafio é grande. A responsabilidade é enorme. Mas a direção é clara.

O EC Próspera não quer apenas voltar a competir. Quer voltar a representar.

Dias melhores ao clube da raça e toda comunidade da Próspera.

Alex Maranhão 

Esporte & Negócios 

 

Por Alex Maranhão 26/01/2026 - 07:39 Atualizado em 26/01/2026 - 08:28

Foi daqueles jogos que seguram o torcedor na ponta da cadeira do primeiro ao último minuto. Criciúma e Brusque empataram em 3 a 3 num verdadeiro jogaço. Teve intensidade, teve golaço, teve emoção. Mas, no meio de tudo isso, ficou um recado claro, quase em tom de aviso: o sistema defensivo do Tigre liga um sinal de alerta.

O Criciúma foi melhor em boa parte da partida, especialmente no primeiro tempo. Controlou ações, pressionou alto, empurrou o Brusque para o próprio campo e viu, mais uma vez, seu sistema ofensivo funcionar. O trio de ataque voltou a marcar. E o camisa 10, Jhonata Robert, segue jogando um campeonato de altíssimo nível. Pede a bola, chama a responsabilidade, decide. Protagonista.

Mas não bastou. Do outro lado havia um Brusque organizado, competitivo e muito bem treinado. Um time que soube sofrer quando precisou, leu o jogo com inteligência e castigou cada erro oferecido. As transições ofensivas eram a arma principal.  E é exatamente aí que mora o problema da noite carvoeira.

O Criciúma voltou a falhar defensivamente. Não foi um erro isolado, foi padrão. Dificuldade na recomposição, falhas de leitura e, principalmente, problemas claros nas transições defensivas. O lado direito virou pesadelo . O corredor entre Marcinho e César Martins foi explorado à exaustão. Um calcanhar de Aquiles que já apareceu em outros jogos e começa, de fato, a preocupar.

Os números não mentem. O Tigre tem hoje a segunda defesa mais vazada entre os classificados, com (oito gols sofridos). Um dado que não conversa com quem pensa grande, com quem quer ir longe na fase decisiva. Falta ajuste fino. Uma Pressão pós-perda mais eficiente para evitar a bola longa nas costas da defesa. Melhor temporização dos zagueiros no momento do bote, dando tempo para a recomposição encaixar. São detalhes, mas detalhes que separam quem briga pelo título de quem fica pelo caminho.

E o próximo desafio sobe o nível. O Criciúma encara a Chapecoense, uma das favoritas ao título, cascuda nesse tipo de confronto e com a vantagem de decidir o jogo de volta na Arena Condá. Será jogo de margem mínima. Errar pouco. Defender melhor. E manter a força ofensiva que tem sido a grande virtude da equipe.

É hora de atenção máxima, leitura fria e ajuste de estratégia. O ataque entrega, o time compete. Mas sem estancar a sangria defensiva, o caminho fica bem mais curto.

Alex Maranhão

Esporte e Negócios

 

Por Alex Maranhão 23/01/2026 - 07:34 Atualizado em 23/01/2026 - 08:46

O Criciúma assumiu a liderança do Campeonato Catarinense ao vencer o Camboriú fora de casa por 2 a 1. Mais do que o resultado, o jogo confirmou algumas leituras que vêm se repetindo rodada após rodada.

O Tigre não fez nada de extraordinário. E isso, curiosamente, é um elogio. Foi um time seguro, equilibrado, organizado e consistente em todos os setores. Controlou o jogo, criou oportunidades em volume e mostrou um lado direito agressivo, com William Lepo e Vaguinho levando vantagem com frequência. Faltou capricho. As chances perdidas poderiam ter transformado um jogo controlado em um placar mais tranquilo.

Ainda assim, vencer pela segunda vez seguida e fora de casa, manda um recado claro: o Criciúma entrou de vez no campeonato. Há caminho. Há identidade sendo construída.

E aí surge o fato novo. Ou melhor, a boa surpresa. Octávio, zagueiro canhoto formado na base, ganhou espaço e não sentiu o peso. Boa saída de bola, passe qualificado, leitura de jogo e, principalmente, personalidade. Daquelas que não se ensinam fácil. Jogador moderno, que entende o jogo desde trás e joga com coragem. Em um clube que, na temporada passada, não tinha nenhum atleta da base como titular absoluto, isso diz muito.

Ao lado dele, João Carlos também chamou atenção, com duas assistências e participação decisiva. Os dois foram protagonistas. Mas Octávio, em especial, acende um alerta positivo. É jogador que pede cuidado, investimento e acompanhamento mais próximo. Trabalho individualizado, foco em evolução técnica e física e mental. Não para ser apenas “mais um bom zagueiro”, mas para, quem sabe, se transformar no próximo grande nome da base carvoeira. O "novo Nino", guardadas as proporções.

A vitória foi justa. O momento é bom. E, talvez, a principal mensagem venha de dentro de casa: oportunizar quem é formado no clube não é discurso bonito. Pode ser solução real para um setor que tanto foi cobrado nos últimos anos.

O Criciúma lidera. E, mais importante, começa a convencer. Segue o líder.

Alex Maranhão

Esporte & Negócios

Por Alex Maranhão 20/01/2026 - 07:00

O Tigre venceu o Concórdia por 3 a 1 em uma noite chuvosa, daquelas que lavam a alma. Especialmente a do torcedor carvoeiro, que vinha ressabiado, desconfiado e carente de sinais mais claros de evolução dentro de campo.

 

E os sinais vieram.

Eduardo Baptista, desta vez, parece ter ouvido os deuses da bola. Abriu mão do excesso de cautela, saiu do conforto dos três zagueiros e apostou em uma linha de quatro mais funcional. Marcinho voltou à sua posição de origem, mais seguro, participando da construção desde trás e não apenas defendendo. À sua frente, Vaguinho atacava a profundidade com inteligência, enquanto Nicolas e Diego Gonçalves formavam o duo ofensivo.

 

Mas a noite tinha dono.

Com a camisa 10 nas costas, Jhonata Robert foi protagonista. Foi quem mais tentou, mais buscou o jogo, mais assumiu riscos. Arriscou jogadas difíceis, chamou a responsabilidade e deu trabalho constante ao sistema defensivo do Concórdia e foi coroado com um gol e uma bola na trave.


O Tigre foi amplamente superior. Impôs qualidade, intensidade e, sobretudo, seriedade. Pressionou o Galo do Oeste do primeiro ao último minuto, comandou as ações e se comportou como um time grande deve se comportar diante de um adversário menor: com autoridade, concentração e fome de resultado.

 

Essa atuação segura devolve algo essencial ao futebol: confiança. O torcedor, que andava desconfiado, volta para casa com a sensação de que há mais ali. Muito mais. Que essa equipe ainda pode render, crescer e, principalmente, assumir o protagonismo esperado na busca pelo título.

 

Não foi apenas uma vitória.

Foi um recado.

E, talvez, um recomeço.

 

Alex Maranhão

Esporte & Negócios

 

Por Alex Maranhão 16/01/2026 - 08:43 Atualizado em 19/01/2026 - 12:12

O Criciúma foi até Joinville e saiu com um ponto que não empolga, não convence e não satisfaz. Produziu pouco, criou menos ainda e, honestamente, não fez por merecer algo além do empate.

O clássico Norte x Sul, que já entregou noites memoráveis ao futebol catarinense, desta vez passou longe disso. Joinville e Criciúma frustraram os pouco mais de cinco mil torcedores que foram ao estádio esperando um jogo pegado, intenso, com alma de clássico. O que se viu foi um jogo morno, frio, burocrático e com raríssimas chances claras. Em nenhum momento lembrou os confrontos que marcaram época.

O cenário era claro. O JEC vive a pior crise técnica e esportiva de sua história. Um time inseguro, pressionado, sem confiança. E justamente por isso o Criciúma tinha a obrigação de se impor. Não aconteceu. Faltou coragem. Faltou ambição. Faltou vontade real de vencer o jogo.

A equipe de Eduardo Baptista foi previsível. Um time excessivamente burocrático, que se resumiu a cruzar bolas na área sem critério. O meio-campo, que no papel tem talento e qualidade, ainda não encaixou. Já são três jogos e a trinca segue desconectada, sem fluidez, sem controle e sem capacidade de acelerar o jogo quando precisa.

Marcelo Hermes foi quem mais levou perigo, com dois chutes ao gol. E aqui está o dado que escancara o problema: o Criciúma atuou por cerca de 80 minutos com um falso nove e terminou o jogo sem um único chute de centroavante na direção do gol. Zero.

Esse detalhe preocupa. E muito. Porque o Criciúma entrou no campeonato com status de protagonista, mas até agora isso não se traduziu dentro de campo. A inoperância ofensiva é evidente e começa a gerar inquietação no torcedor, que percebe um time com posse, mas sem agressividade, sem fome e sem contundência.

Empatar fora de casa, em clássico, nem sempre é mau resultado. Mas o contexto importa. E nesse contexto, o Criciúma perdeu uma grande oportunidade de mostrar força, personalidade e ambição.

O campeonato está no início, é verdade. Mas o sinal de alerta já acendeu.

É preciso evoluir. E rápido.

Alex Maranhão

Esporte & Negócios 

Por Alex Maranhão 14/01/2026 - 07:03 Atualizado em 14/01/2026 - 07:45

A vitória sobre o Avaí deveria ter trazido alívio. Mas bastou um dia para o torcedor do Criciúma voltar a sentir aquele frio conhecido na espinha.

O diretor financeiro Deloir Brunelli confirmou: o clube fechou 2025 com déficit de R$ 7 milhões.E tem dificuldades financeiras. Os salários de dezembro estão quitados, é verdade, mas ainda há pendências com empresários, ex-jogadores e impostos. A promessa é regularizar tudo até o fim de janeiro.

No futebol, como nos negócios, existe uma máxima, quase um clichê, mas absolutamente verdadeira: "O Caixa é Rei"

E o momento financeiro do Tigre é o retrato perfeito disso.

O Criciúma começou 2025 com cerca de R$ 20 milhões em caixa. Um colchão respeitável, capaz de sustentar uma temporada que, no papel, parecia controlada. O que veio depois é o que assusta: R$ 70 milhões em gastos e um rombo de R$ 7 milhões no fechamento do exercício.

Algo saiu muito do trilho. É preciso ser muito honesto com o torcedor: houve má gestão de recursos, sim. Houve erros claros de planejamento e contratações, também. Isso não é opinião, é matemática. Nenhuma empresa saudável começa o ano no azul, dobra o orçamento e termina no vermelho sem consequências.

E aqui está o ponto mais sensível.
Em qualquer empresa da vida real, um CEO ou diretor financeiro que estoura o orçamento nesse nível é cobrado, responsabilizado e, muitas vezes, afastado. No futebol brasileiro, porém, seguimos vivendo a era da gestão sem CPF. As decisões passam, os prejuízos ficam, e ninguém responde por eles.

O contraste é cruel. Filipinho foi expulso contra o Cuiabá, o Tigre perdeu o acesso, e o jogador virou símbolo do fracasso. Nunca mais pisou no Heriberto Hülse. Enquanto isso, uma gestão que gastou o dobro do previsto, comprometeu o caixa e deixou uma herança pesada para 2026, segue envolta em panos quentes. No futebol, como dizia o ditado antigo, vão-se as carroças, ficam os bois.

O Criciúma é o CNPJ mais conhecido da região, patrimônio emocional de uma cidade inteira. Quando ele termina um ano no negativo, isso não é detalhe contábil. Isso impacta elenco, planejamento, competitividade e, principalmente, o futuro esportivo. O torcedor não pede milagre. Pede coerência, responsabilidade e verdade.

Enquanto isso, o maior tricolor do Sul do mundo segue colecionando “acasos”, pagando o preço de decisões erradas e tentando, mais uma vez, sobreviver entre o campo e o caixa.

Que venham dias melhores para o Tigre. 

Alex Maranhão

Esporte & Negócios

Por Alex Maranhão 06/01/2026 - 11:49 Atualizado em 06/01/2026 - 13:46

A venda do ônibus do Criciúma Esporte Clube não é apenas uma decisão logística. É um recado claro. E ele não é confortável para o torcedor.

 

Quando um clube abre mão de um ativo próprio para reduzir custos operacionais, o sinal é evidente: falta caixa, falta fôlego e falta margem para erro. A conta chegou. E chegou cedo demais. A justificativa oficial passa pelo alto custo de manutenção e operação do veículo. É válida. Racional. Mas o pano de fundo é outro.

O Criciúma não tem hoje gordura financeira para sustentar escolhas equivocadas feitas em 2025. E aqui é preciso ser direto. O que foi feito na gestão financeira do clube ao longo de 2025 foi, no mínimo, IRRESPONSÁVEL.

Luvas elevadas, comissões infladas, empréstimos desnecessários e decisões tomadas sem lastro real de receita, que não trouxeram retorno sangraram o caixa.

 

O clube foi entregue no início de 2025 com cerca de R$ 22 milhões em caixa e um orçamento anual projetado em R$ 37 milhões. Ao final da temporada, a realidade era outra: um orçamento que explodiu para a casa dos R$ 70 milhões  sem o retorno esportivo algum que justificasse esse risco.

 

O resultado é um só: fora de campo, a crise chegou antes mesmo do apito inicial de 2026. De referência nacional em gestão esportiva-  modelo citado, respeitado e referido o Criciúma passa a conviver com dificuldades para fechar a conta. Algo que, até pouco tempo atrás, parecia impensável para um clube desse porte.

Hoje, o cenário assusta:

• Não há patrocinador master definido
• O clube corre contra o tempo para equilibrar fluxo de caixa
• Empréstimos voltam a ser alternativa
• Ativos são vendidos para manter a operação funcionando

Tudo isso caiu no colo do presidente Pedro Paulo Canella, que agora precisa administrar uma herança pesada, em um ambiente de pressão, cobrança e desconfiança.

 

O torcedor sente. E sente porque entende. Vender o ônibus não é o problema. O problema é o que levou o Criciúma a precisar vendê-lo.

O Tigre sempre foi sinônimo de gestão responsável, pés no chão e decisões  sustentáveis. O desafio agora é reconstruir essa credibilidade, estancar a sangria e devolver ao clube o equilíbrio que sempre foi sua marca.

 

- O tempo é curto.

- O calendário não espera.

- E o futebol, como se sabe, não perdoa erros fora de campo.

Dias melhores ao nosso tricolor 

 Alex Maranhão - Esporte & Negócios 

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