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* as opiniões expressas neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do 4oito
Arthur Lessa
Por Arthur Lessa 12/03/2021 - 06:06

Há na base da cultura brasileira a imagem de lucro e dinheiro vinculada ao pecado e à sujeira. Lucrar é feio, pega mal. A regra implícita no consciente coletivo “confirma” que quem tem patrimônio, roubou, enganou, sonegou ou herdou. Colheu frutos de anos de trabalhado duro? Não!

Muitos dizem que tal diretriz vem de certas linhas do cristianismo que valorizam o sacrifício, a humildade e a pobreza como sinais de alma pura. Há outras, como o judaísmo, que são o oposto, valorizando a riqueza que resulta do trabalho duro e honesto. Mas essa é apenas uma das hipóteses que surgem quando se fala do tabu da riqueza no Brasil. Não vêm ao caso aprofundar mais esse ponto.

O que vamos tratar aqui é a maneira como essa visão distorcida impacta a mente em desenvolvimento de um possível empreendedor, criando algumas travas mentais difíceis de tirar e que impedem o nascimento ou desenvolvimento de muitos bons negócios.

Chega a ser irônico, já que as mesmas pessoas que defendem essa imagem do “empresário explorador” não abrem mão de seus salários, que sempre consideram abaixo do que merecem.

Um exemplo que ilustra bem essa relação vem de uma conversa que eu presenciei. Estava um representante comercial reclamando a um sócio (que não atuava na gestão à época) da empresa onde trabalhava que a comissão que recebia pelas vendas era muito baixa. Dizia que “a empresa fica com muito”. Ele então ouviu desse sócio a lista de despesas, custos e encargos que consomem esse “muito” da empresa. No fim, ele viu que ficava com uma fatia maior que a própria empresa. Mas continuou achando ruim.

- Sugestão de leitura: Como aumentar o seu próprio salário: uma Entrevista Reveladora com o Homem Mais Rico do Mundo
- Confira a edição 023 do Toda Sexta

Esse é um dos grandes fatores que torna o Brasil um país com problemas de interpretação financeira. Eu mesmo demorei muito para moldar a visão que tenho hoje de salário. Mesmo na faculdade (de humanas, onde tais visões são reforçadas), quando se falava de remuneração, salário, auxílios e afins, este dinheiro era subliminarmente envolto em aura de direito. “Eu tenho direito a um trabalho e tal trabalho me dá direito a um salário”. Simples assim. Cumprir o horário, embolsar o salário.

- Ok, Cara Pálida, mas de onde vem o dinheiro que paga o seu salário?

- Sei lá! Cumpri meu horário, me dê meu salário!

Esse é o ponto que distorce o entendimento. Restringir a visão ao “meu lote da cadeia”, como na linha de montagem de Chaplin em Tempos Modernos (1936). Não interessa de onde vem, “o problema não é meu”, “a empresa sempre tem de sobra”.

Como vejo hoje, e como quero que minha filha veja, é que o salário tem que se pagar. Ele entra como custo ou despesa no DRE da empresa. Ele entra também, por consequência, no preço do produto. É uma modelo conversão de tempo/conhecimento/habilidade/esforço em dinheiro. O trabalhador participa da confecção do produto, a empresa vende o produto e, com esta venda, remunera o trabalhador.

Por esse raciocínio sou avesso à frase “ganhar dinheiro”. Não é presente, é recompensa. É melhor como dizem na terra de Biden: “Make money” (fazer dinheiro).

Pense numa padaria. Ela te vende um saco de pão a R$ 5,00. Dentre desse preço estão, no mínimo, a farinha, o fermento, a água, a energia, o aluguel do imóvel, a manutenção do maquinário, os impostos (normalmente maior fatia da conta), o salário do padeiro e a margem de lucro, já que ninguém se esforça sem recompensa. 

O padeiro pode ter a mesma sensação de que fica com muito pouco e resolver eliminar o “intermediário”, abrindo o próprio negócio. Sabe o que vai acontecer? Além de muito mais trabalho e menos estabilidade, ele vai ter que arcar com a farinha, o fermento, a água, a energia, o aluguel do imóvel, a manutenção do maquinário e os impostos (normalmente a maior fatia da conta).

Entendeu o que aconteceu aqui? No lugar de vender uma quantidade pré-definida do seu tempo por um montante de dinheiro também pré-definido, podendo ir para a casa e esquecer da empresa até que recomece seu turno, o individuo aumentou a aposta e investiu boa parte de seu tempo (e, muitas vezes, do próprio dinheiro) na expectativa de receber proporcionalmente mais, mas com o risco de passar por momentos de aperto, dívidas e afins.

Dá inclusive para traçar um paralelo com o mercado de investimentos, onde o trabalho assalariado seria uma Renda Fixa (pouca rentabilidade com pouco risco) e empreender seria o investimento em Ações, que tem potencial de valorização muito superior, mas com muita dor de barriga pelo caminho.

[este texto foi publicado na edição 023 do Toda Sexta, em 05/03/2021]

Arthur Lessa
Por Arthur Lessa 09/03/2021 - 16:40Atualizado em 09/03/2021 - 16:40

No último fim de semana estávamos, minha esposa e eu, conversando sobre dinheiro, reservas de fim de ano e afins. Como ela é autônoma, sem salário fixo, tal planejamento é ainda mais importante para curtir as férias sem preocupações. No meio dessa conversa, a minha filha de 6 anos tira da cartola uma solução mágica:

- Pai, eu sei como conseguir mais dinheiro! Tem um joguinho que você aperta, espera subir uma barrinha e aperta de novo. E pronto! Você ganha dinheiro.

Quando perguntei de onde ela tinha tirado essa ideia, ela respondeu com a calma de quem tem total conhecimento do que está falando: “eu vi numa propaganda do meu jogo”.

Eu não sabia o que falar quando ouvi aquilo. Mil análises diferentes do momento que estamos vivendo de boom de investidores no Brasil em 2020. E ficou ainda mais claro o porque de tanta gente (muita gente mesmo) se deixar iludir no canto da sereia do dinheiro fácil. É porque isenta o receptor da mensagem do esforço de pensar.

A mensagem é tão mastigada, com elementos tão excitantes (carros de luxo, jatinhos, montes de notas de dinheiro empilhadas,...) que até as crianças, que acham que o dinheiro nasce cada vez que você coloca o cartão na máquina, tem vontade de “jogar” nessa aplicativo em que você aperta um botão, espera a barra subir, e aperta de novo pra ganhar dinheiro.

- Sugestão de leitura sobre o assunto: O jeito Warren Buffett de investir: Os segredos do maior investidor do mundo
- Confira a edição 006 do Toda Sexta

Outro exemplo interessante pra mostrar como as ilusões excitantes atraem mais que as verdades trabalhosas fica mais óbvia se compararmos duas lives que aconteceram recentemente.

Uma delas foi no dia 21 de outubro, quando a analista Luciana Seabra entrevistou Luis Stuhlberger, CEO e CIO da Verde Asset, gestora do fundo Verde, que acumula valorização de mais de 15.000% desde o lançamento, em 1997. Por essa rentabilidade impressionante (15.000% é transformar R$ 10.000 em R$ 1,5 milhão), Stuhlberger é um dos mais respeitados gestores, se não um ícone, do mercado financeiro brasileiro. Durante a transmissão, a audiência oscilou próxima de 2 mil pessoas simultâneas. Até a segunda-feira passada, dia 26, este vídeo acumulou mais de 28 mil visualizações. Não é pouco, mas aí vem a comparação.

No mesmo dia Suriel Ports, famoso pela promessa de transformar qualquer pessoa em um “trader de elite” e pelos anúncios em que paga desde croissant até tênis com um trade de segundos (naquele joguinho que citamos há pouco), promoveu uma aula de uma série de treinamento gratuito com seus segredos para ganhar muito e rápido. Apenas durante a transmissão foram registradas mais de 67 mil pessoas simultâneas.

Impressionante, não?

Preocupante, não?

Mas por que? Como diria Warren Buffett, 6º homem mais rico do mundo, “ninguém quer ficar rico devagar! Investir é uma maratona. Requer paciência”.

Mas seria tão bom se fosse como a minha filha imaginou, não?

Barrinhas subindo no toque de um botão ou trades tão irresistíveis quanto um croissant quentinho saindo do forno. Mas não é… sigamos na maratona pois a caminhada é longa, mas recompensadora.

[este texto foi publicado na edição 006 do Toda Sexta, em 30/10/2020]

Arthur Lessa
Por Arthur Lessa 22/02/2021 - 06:31

“Um milhão de reais em barras de ouro, que valem mais do que dinheiro”. Frase célebre do comunicador e empresário Senor Abravanel, o Silvio Santos.

Eu não vou tratar abaixo sobre o motivo de ouro valer mais que as onças, garoupas e, recentemente, lobos que tanto gostamos de receber, mas sim do porquê de o dinheiro valer alguma coisa.

Pra quem tem pressa, resumir a resposta afirmando que “porque sim” pode ser válido. O dinheiro vale porque sabemos que ele vale. Se não soubéssemos, não valeria nada.

Pense na seguinte situação: o dono de uma pizzaria de um pequeno município está atendendo normalmente quando, por uma pizza de R$ 45, recebe de um cliente uma nota de US$ 10. Se ele acompanha os noticiários com certa frequência, atento à oscilação da moeda americana, pode aceitar o “câmbio forçado” por conta do ganho que teria (são R$ 55, se considerarmos uma cotação de R$ 5,50) e da própria popularidade do dólar. Todo mundo conhece, ou já ouviu falar, da principal moeda do mundo.

Porém, se seguirmos o mesmo exemplo, mas no lugar do dólar é lhe oferecida uma nota de 100 kroner (cem coroas norueguesas, cerca de R$ 60), ele aceitaria? Se não estiver planejando uma viagem para os fiordes escandinavos, certamente não. E o motivo é simples: ele nunca viu esse pedaço de papel, não conhece nenhum lugar onde possa trocar por produtos nem quanto vale. Ou seja, é um pedaço de papel bonito, mas sem valor.

Os exemplos acima ajudam a explicar um termo que você já pode ter ouvido, mas não sabe o significado: fiduciário. Segundo os dicionários, é a característica de algo “cujo valor depende somente da confiança a ele dispensada”.

E o motivo para isso é que, se o sistema monetário de um país é lastreado em algum material com valor intrínseco (como ouro), o mesmo que garante validade à moeda engessa o crescimento econômico. Em caso de necessidade de emissão de mais dinheiro para oxigenar a economia - como aconteceu muito recentemente por conta da pandemia - seria necessário encontrar uma nova jazida para minerar mais ouro para lastrear mais moeda.

- Sugestão de leitura sobre o assunto: Crash: Uma breve história da economia
- Confira a edição 006 do Toda Sexta

Talvez você nunca tenha pensado nisso. Possivelmente causou um certo desconforto chegar à conclusão de que uma nota de dinheiro nada mais é que um pedaço de papel que promete um valor, não diferente de um cheque ou uma promissória. E é basicamente isso mesmo.

Ainda sobre o exemplo da pizzaria, para facilitar a visualização, foquei nas notas de dinheiro. Mas mesmo elas estão ficando cada vez menos participativas no giro dos negócios. Hoje nosso dinheiro é contado em sinais elétricos e dados de computador. Sabemos quanto temos de “valor acumulado pra trocar” olhando em aplicativos e sites de internet banking. Pura confiança.

 E tudo indica que, com a inserção cada vez maior das contas digitais, do Pix e das criptomoedas (ainda tão nebulosas para muitos), as próprias notas e moedas tem pouco tempo. Esse movimento deve contribuir para uma mudança importante de relação das pessoas com o dinheiro.

Não foque no dinheiro em si, em cofres cheios onde é possível nadar como o Tio Patinhas, mas sim no esforço que criou este valor. Seja o quanto vale o seu tempo, conhecimento e experiência, no caso do trabalho, e quanto seu estudo e disciplina reverte ganhos nos investimentos.

- Para saber mais sobre a história do dinheiro, recomendo o livro "Crash"

[este texto foi publicado na edição 007 do Toda Sexta, em 06/11/2020]

Arthur Lessa
Por Arthur Lessa 19/02/2021 - 06:22

Meu pai me perguntou, há alguns dias, por que motivo eu estava tão sério, pensativo e com cara de preocupado. Falei um dos motivos pra ele: vendi todas as ações que tinha de uma empresa na carteira e estava pensando se havia acertado na decisão, já que ela deu uma pernada de alta no dia seguinte (mais um belo exemplo da inescrupulosa Lei de Murphy). Ele, quase de bate pronto, me respondeu: “Mas o segredo nesse tipo de negócio é não ‘pessoalizar’ os investimentos, certo?”

Sim e não... O raciocínio que deu origem a essa pergunta dele está correto, mas uns dias depois a construção da frase voltou à minha cabeça (provavelmente estava passeando no meu subconsciente até então), me colocou a pensar de novo (sim... sou daqueles que facilmente se perde dentro da própria cabeça) e me pus a definir a diferença.

O ato específico de “pessoalizar”, que é dar identidade ao sujeito de uma situação (ou ação de uma empresa, nesse caso), é uma das atitudes mais indicadas em qualquer curso introdutório de investimentos, principalmente em renda variável, quando o investidor está vinculando seu dinheiro à gestão de terceiros, na qual não terá poder algum de interferência, e, por conta disso, terá praticamente terceirizado se e o quanto seus recursos (agora convertidos em pedaços da empresa investida) vão ganhar ou perder valor.

Um exemplo contrário é o investimento em um CDB. Você sabe quando e quanto irá receber de volta o dinheiro com a valorização contratada. O único fator a ser acompanhado é o risco de o banco quebrar, que, convenhamos, normalmente é quase nulo.

Dar um nome, pensar no produto ou serviço desta empresa é extremamente importante e, via de regra, define o sucesso de um investimento, tanto pelo momento de entrar (comprar ações) quanto de sair (vender as ações e recuperar o dinheiro). Além de analisar os múltiplos financeiros (lucro por ação, margens de resultado e afins) em busca de barganhas, ou cigar butts (bitucas de charuto, em inglês), como diria Warren Buffett, é importante olhar com atenção a empresa em si. Qual a participação no setor? Quais as perspectivas futuras do mercado em que a empresa está inserida? Quais as vantagens competitivas frente às concorrentes? Quem é que “pensa” a empresa e o que está sendo pensado ali?

- Confira a edição 018 do Toda Sexta
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Há menos de seis anos, a Magazine Luíza era uma rede de lojas que batalhava para se recuperar financeiramente e sobreviver no mercado. Hoje é praticamente o Pelé da B3, já que todos buscam “a Nova Magalu”. Por que? Porque ali tinha a arrojada Luiza Helena Trajano e o inovador (e filho de Luíza) Fred Trajano, hoje referências em varejo no Brasil. Essa história e não se vê em números frios, apenas os resultados gerados. Foram essas pessoas que criaram essa história.

Por outro lado, aí sim entrando no raciocínio correto que captei no termo “pessoalizar” eu ajustaria para “se apegar”. E nesse sentido, sem dúvida, é um mindset imprescindível para o sucesso no campo dos investimentos.

Essa lição aparece recorrentemente no livro Axiomas de Zurique (1985), de Max Gunther, principalmente no terceiro capítulo (O Axioma da Esperança), que começa com a objetiva e didática frase “Quando o barco começar a afundar, não reze. Abandone-o”. Gunther explica que o foco de tudo no investimento é o dinheiro e este não tem carimbo e, se um investimento não teve sucesso e você não tem informações confiáveis de que a situação irá melhorar, encerre a posição, aceite o prejuízo e procure a próxima oportunidade. Se o investimento nas ações da XYZ Chuveiros der prejuízo e não há indicativos de melhora, não faz sentido manter a posição para que o investimento retorne o que “lhe deve”. O mercado não deve nada para ninguém e dinheiro não tem carimbo.

De qualquer maneira, o mais interessante desse texto que você acabou de ler é que nasceu de um diálogo de poucos segundos. Quando me perguntam porque leio tanto sobre investimentos, esse tipo de episódio é um bom exemplo. Assim como muitos assuntos futebol, guerra, pôquer, Big Brother,..), quanto mais se aprofunda no estudo, mais vê exemplos ao seu redor. Investimento, assim como a própria economia, é tanto uma ciência de gente quanto de números.

[o texto acima foi publicado na edição 018 do Toda Sexta, em 29/01/2021]

Arthur Lessa
Por Arthur Lessa 17/02/2021 - 11:24Atualizado em 17/02/2021 - 11:34

Nunca li um livro tão rápido pelo puro prazer de acompanhar a história!

Depois que ajustei, na minha cabeça, que livros são como séries e cada capítulo é um episódio, posso dizer que “maratonei” o Na Raça, da Maria Luíza Filgueiras. Esse livro, de 208 páginas, é uma biografia de tripla. É centrado na vida profissional de Guilherme Benchimol, CEO e fundador da XP Inc., mas também conta o nascimento e crescimento da XP Investimentos e a implementação de um modelo de negócio que virou de pernas para o ar o mercado financeiro brasileiro.

A resenha do livro você encontra em qualquer lugar na internet. Não é o que vou apresentar aqui. Vou falar do que me chamou atenção.

- Como Guilherme Benchimol criou a XP e revolucionou o mercado financeiro brasileiro (VÍDEO)
- Confira a edição 016 do Toda Sexta

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Começando pelo personagem, o estilo do Guilherme me surpreendeu. Ao contrário da pessoa calma, carismática, com fala de fácil compreensão e sem pretensão de ser o dono da verdade. Parece alguém que naturalmente entrou no mercado financeiro, teve uma grande ideia e investiu nela. Mas não! A desconfiança do pai, que é médico e queria o mesmo para o filho, foi boa parte do combustível que impulsionou o foguete XP.

Pelo começo difícil, inclusive psicologicamente, não surpreende, no andamento do livro, que vá se formando um líder com perfil de trator (ele recebe esse adjetivo em algumas passagens do livro), com o foco no objetivo e arrastando a todos e a tudo que fosse necessário para que chegassem ao checkpoint definido (tanto de lucro, tantos clientes, uma aquisição, a entrada de um investidor,...). Vencer com a XP era questão de honra. Representava para Benchimol a validação de que era capaz, de que tinha escolhido o caminho certo, de que tudo que tinha passado teria valido a pena.

Ainda na linha de trator, entram os tombos pessoais necessários para que a empresa chegasse onde chegou, que são, de certa forma, admiráveis. Muitos envolvidos, entre sócios, investidores e colaboradores, ficaram pelo caminho de maneira forçosa. Não há relatos de ninguém que tenha sido passado ou tenha tentado passa-los pra trás. As rupturas eram sempre questão de envolvimento, dedicação, alinhamento de ideias ou desempenho.

É necessário desprendimento para esses “cortes na carne”. Lembra uma regra antiga (mas sempre válida) de que não se deve contratar ninguém que não possa demitir. Não são poucos os exemplos (principalmente em empresas familiares) em que existem as tartarugas nas árvores, que são aquelas pessoas que pouco contribuem, mas seguem na empresa por decisão da diretoria, seja por alguma relação pessoal próxima, seja por serviços prestados. Na XP, para Benchimol, vale o quanto entrega e enquanto entrega.

Falando em entrega, vamos pra resultado e, de resultado, vamos para um jargão/ferramenta/estratégia do mercado de renda variável que é aplicado na corretora: stop loss. A linha de criação de implementação de produtos e práticas era baseada em “stop curto”, ou seja, põe em prática, vê se funciona e, se não funcionar, elimina rápido. Isso não significa agir sem pensar, sem planejar, mas agir quando é necessário, reduzindo perdas. Com essa estratégia, um dos pontos destacados no livro é que a XP nunca teve prejuízo e nunca se alavancou.

Por fim, fica a lição do conservadorismo financeiro do Guilherme e da XP. No começo sofrido, era aperto financeiro, venda de patrimônio particular e criatividade. Nas evoluções, os novos recursos entravam com novos sócios e/ou investidores. Sem empréstimos, sem gastar mais do que tem, sem dar passos maiores que a perna. Essa última vale pra pessoa, pra família, pras empresas e pros Governos (lição difícil!).

Ao contrário do que dizem os influencers, isso é sim uma recomendação de investimento. Recomendo a leitura, principalmente aos empreendedores e possíveis empreendedores, que vão acompanhar as partes boas e ruins da evolução de um negócio que começa do zero.

[o texto acima foi publicado originalmente na edição 016 do Toda Sexta, em 15/01/2021]

Arthur Lessa
Por Arthur Lessa 27/11/2020 - 17:22Atualizado em 27/11/2020 - 17:39

Mais uma empresa catarinense encaminha abertura de capital da Bolsa de Valores de São Paulo (B3). A Intelbras enviou à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) pedido para realizar uma oferta pública inicial primária e secundária de ações, conhecido como IPO. 

Segundo o site MoneyTimes, o prospecto preliminar informa que a companhoa pretende utilizar os recursos da oferta para acelerar seu crescimento através de aquisições, além de expandir capacidade de produção de fábricas em Manaus e Minas Gerais, bem como em sua nova unidade em Santa Catarina, focada em produtos de energia.

Sediada em São José, na Grande Florianópolis, a Intelbrás produz e comercializa produtos e soluções em segurança eletrônica, controles de acesso, redes, comunicação, energia e energia solar. A companhia conta hoje com quatro unidades fabris no Brasil, além de um centro de pesquisa e desenvolvimento na China.

A principal fonte de receita da Intelbrás atualmente é unidade de segurança eletrônica, que representa cerca de 53% do total, com R$ 777 milhões no acumulado do ano. O restante é dividido entre os setores de comunicação, responsável por 37% da receita, e de energia, que gerou 9,7% do faturamento.

Em se tratando de resultados, de janeiro a setembro de 202 a receita operacional líquida da companhia totalizou R$ 1,46 bilhão, com aumento de 20,2% em relação ao mesmo período de 2019. Já o lucro líquido no período foi de R$ 121,2 milhões, alta de 2,6% em relação à mesma etapa de 2019.

O IPO da Intelbrás é coordenado por Santander (SANB11), BTG Pactual (BPAC11), Itaú BBI e Citigroup.

Confira o prospecto na matéria do site MoneyTimes

Arthur Lessa
Por Arthur Lessa 03/04/2020 - 20:53Atualizado em 03/04/2020 - 21:43

A pandemia por coronavirus, que explodiu nos últimos dias de fevereiro , assustou o mundo com as mortes italianas e que mantém isolada socialmente boa parte da população desde a metade do mês de março, também causou uma demanda nunca antes vista por informações confiáveis sobre o tema.

Essa necessidade fez com que o vírus virasse o principal foco da redação, que passou a contar com novas e especializadas fontes de informação, tanto da área médica quanto epidemiológica e econômica, o que deu uma melhor contextualização às informações transmitidas em cada notícia. O 4oito, portal de conteúdo com pouco mais de dois anos de trabalho, conta ainda, e com mais intensidade neste momento de crise, com a colaboração da estrutura de jornalismo da Rádio Som Maior

Vale ressaltar, principalmente, o esforço dos jornalistas envolvidos nesta cobertura, que, conscientes da missão social da imprensa em momento tão crítico, alongaram seus expedientes pela qualidade da informação. Isso resultou na programação jornalística estendida da Som Maior, com programas especiais no sábado e domingo, e a redação do 4oito em regime de plantão permanente.

Esta atitude, em conjunto com a responsabilidade e rotinas criteriosas de apuração das notícias, consolidaram o 4oito como a mais completa e confiável fonte de informação sobre o tema na região Sul de Santa Catarina.

Esta relevância se mostra nos dados de acessos. Segundo o Google Analytics, o conteúdo produzido pela redação do 4oito gerou 1,219 milhões de sessões em março, sendo 949 mil (quase 78% desse fluxo) apenas na segunda quinzena do mês, quando foram decretadas as medidas de restrição do comércio e isolamento social. Em outros números, foram 2,171 milhões de visualizações de páginas no mês, distribuidas em 587 mil usuários.

O pico de acessos ao conteúdo do 4oito durante este último mês foi alcançado no último domingo (29), durante o programa especial matinal da Rádio Som Maior, quando o Governador Carlos Moisés, um dia depois de anunciar flexibilização da quarentena em Santa Catarina, voltou atrás da decisão e anunciou um novo decreto, alongando por mais sete dias o isolamento social e fechamento de boa parte do comércio em todo o Estado.

Frente a esses números, tomo a liberdade de, em nome de toda a incansável equipe do 4oito, agradecer aos nossos leitores pela confiança e reforçar o nosso compromisso de informar da maneira completa, responsável, aprofundade e relevante, com foco sempre no que interfere na vida de quem vive, produz e movimento o Sul de Santa Catarina.

Sigam conosco daí que nós seguimos por vocês daqui.

Tags: Coronavírus

Arthur Lessa
Por Arthur Lessa 03/12/2019 - 16:56Atualizado em 03/12/2019 - 17:09

Em resposta ao deputado Bruno Souza, o ex-governador de Santa Catarina Raimundo Colombo gravou um vídeo indignado com o fato de ser um dos 26 denunciados pelo parlamentar na CPI da Ponte Hercílio Luz, da qual Souza é relator.

Na fala, Colombo afirma que as acusações são mentirosas e chama a atitude do deputado de “política rasteira”.

“O Estado teve toda a precaução e o conhecimento jurídico para inabilitar e retirar a empresa da obra. E aí nós conseguimos encontrar qualificadas que concluíssem essa etapa”, explica o ex-governador, que emendou afirmando que ser denunciado por não excluir a empresa é uma “inverdade”. "Por que essa política rasteira? Por que tentar desconstruir uma vitória tão grande?", desabafou. 

Confira o vídeo na íntegra:

Arthur Lessa
Por Arthur Lessa 26/11/2019 - 17:31Atualizado em 26/11/2019 - 17:32

De fala rápida e carisma irônico, Ricardo Amorim é um dos mais influentes comunicadores do Brasil nas áreas de investimentos e economia e foi um dos destaques do Expert Talks Floripa 2019 resumindo contextualizando para o cotidiano do cidadão comum e, principalmente, dos investidores, os possíveis efeitos de acontecimentos como a guerra comercial, o risco de recessão global, as reformas no Brasil e perspectivas para os mercados. 

Novatos na Bolsa

Em uma conversa rápida, logo depois da palestra, na área de imprensa da XP Inc, conversei com Amorim sobre um movimento que ele citou mais superficialmente na plenária do evento: os novos investidores atraídos pela união da comunicação mais fácil que as redes apresentam com as quedas sucessivas das taxas de juros, que reduzem sensivelmente a atratividade das aplicações em renda fixa.

Nunca se falou tanto de investimentos como hoje em dia, a Bolsa de Valores brasileira nunca teve tantos CPFs cadastrados e ativos e, com essa “descoberta” de que a renda variável (ações e afins) é acessível, e não lotéricas, são muitos os novatos no mercado. E estes precisam estudar, pesquisar e, principalmente, errar pequeno. “Coloque seu dinheiro, e coloque pouco. Porque, se você só acompanhar de longe, você não vai ver como reage na prática nos verdadeiros altos e baixos”, sugere Amorim. 

Sobre investir pouco nos primeiros movimentos, o economista afirma, sem titubear, que é porque os erros virão sem dúvida, e devem vir. “Qualquer coisa na vida a gente aprende errando. E o importante de começar errando com pouco é o custo da lição que você vai ter pra poder ganhar com muito mais depois”.

Além de estudar e começar devagar, Ricardo Amorim também reforçou a importância para os novos investidores de contar com um especialista, ou alguém mais experiente no mercado financeiro, que possa ajudar nos primeiros passos, na própria gestão dos recursos e na busca por oportunidades. “Ao longo do tempo você vai investir cada vez melhor e vai ter resultado cada vez melhores”, explica. 

Efeito dos estreantes do mercado

Numa análise mais ampla, Amorim observa que o efeito que esta nova massa de investidores causa no mercado é o de oscilações mais intensas das ações. Como muitos chegam sem conhecimento prático e a experiência citada acima, acabam sendo levados pelo efeito de manada, ou seja, veem outros operando e acabam fazendo igual. “Esses movimentos de manada, quanto maiores eles são, mais eles levam a bolsa em movimentos bruscos, tanto para cima quanto para baixo. A volatilidade, que é o tamanho das oscilações, tende a aumentar”, coloca. 

Essa edição em Florianópolis, entre os dias 22 e 23 de novembro no Centrosul, foi o primeiro Expert Talks realizado fora de São Paulo (SP). O evento é promovido pela XP Inc., que engloba as corretoras XP Investimentos, Rico e Clear, além da corretora de criptomoedas XDEX e do portal de notícias Infomoney, voltado ao mercado de economia e investimentos. 


 

Arthur Lessa
Por Arthur Lessa 08/11/2019 - 16:38Atualizado em 08/11/2019 - 16:45

Horas após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) contrária à execução de pena em 2ª instância, o ex-presidente do República Luiz Inácio Lula da Silva deve voltar a liberdade a qualquer momento desta sexta-feira (8).

O juiz Danilo Pereira Júnior, da 12ª Vara Criminal Federal de Curitiba, aceitou o pedido da defesa do Lula e o autorizou a deixar a carceragem da Polícia Federal, em Curitiba, onde está preso há 580 dias.

Logo após pedir o alvará de soltura, Cristiano Zanin, advogado de Lula, afirmou que “a decisão da Suprema Corte confirma aquilo que nós sempre dissemos, que não havia a possibilidade de execução antecipada da pena”.

Condenado em duas instâncias no caso do triplex, Lula ficou 1 ano e 7 meses preso na Superintendência da Polícia Federal (PF) de Curitiba. Agora, ele terá o direito de recorrer em liberdade e só vai voltar a cumprir a pena de 8 anos, 10 meses e 20 dias após o trânsito em julgado.

A defesa disse que espera agora a “nulidade de todo o processo, com o reconhecimento da suspeição do ex-juiz Sérgio Moro”.

Arthur Lessa
Por Arthur Lessa 08/11/2019 - 16:33Atualizado em 08/11/2019 - 16:49

A deputada catarinense Caroline De Toni  (PSL) concluiu, na tarde desta sexta-feira (8), na Comissão de Cosntituição e Justiça da Câmara Federal, parecer favorável à PEC da prisão em 2ª instância apresentada pelo colega Alex Manente (Cidadania).

Segundo o site O Antagonista, De Toni afirma que “a decisão de executar a pena privativa de liberdade antes do trânsito em julgado é uma escolha política de uma sociedade” e defende que a medida está dentro da racionalidade jurídica e vai ao encontro ao clamor da sociedade por maior rigor no combate à impunidade.

Segundo a deputada, “cabe ao legislador harmonizar os valores da eficiência da jurisdição e da presunção de inocência, a fim de dar celeridade ao sistema processual criminal e segurança jurídica à população”.

Outro ponto reforçado pela catarinense foi o fato de a discussão sobre o momento em que é permitida a execução de pena “tem passado ao largo das competências deste Congresso Nacional, sendo objeto de flutuantes interpretações levadas a cabo pelo Supremo Tribunal Federal”, causando insegurança jurídica e, segundo ela, “caos jurídico”.

Confira  a íntegra do parecer da deputada Caroline De Toni

 

Arthur Lessa
Por Arthur Lessa 24/10/2019 - 07:30Atualizado em 24/10/2019 - 07:31

A longa reunião de ontem do Fórum Parlamentar Catarinense com o Ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, terminou sem que fossem encaminhadas as mudanças cobradas pela região.

Está mantida para o dia 6 de novembro a previsão de lançamento do edital de concessão do Trecho Sul da BR-101.

E neste edital estão mantidas também as quatro praças de pedágio tão criticadas, pela população, representantes de classe, empresas de transporte e políticos.

Ou seja... Toda aquela comemoração após a reunião com a direção da ANTT, na semana passada, de nada valeu. Alegria momentânea. Foi pelo ralo.

No encontro, os deputados e senadores do Fórum receberam a garantia de que o edital não seria publicado até que a questão tratada com o ministro. Pelo clima positivo, surgiu a esperança de recomeço do planejamento das praças, rediscutindo os investimentos necessários, que influencia o tanto o valor das tarifas quanto o número de postos de cobrança. Era o quadro ideal. Era a vitória perfeita.

Era... Mas não foi.

Deputados e senadores saíram fulos da reunião. Não foram ouvidos pelo ministro, que foi irredutível, seguindo mesma linha de discurso da última sexta-feira, quando o ministério divulgou nota afirmando, em suma, que a reunião com Agência Nacional de Transportes Terrestes foi perda de tempo. 

O argumento apresentado pelo ministro para a manutenção dos termos do edital foi de que a quantidade de pedágios estimula a redução do preço, tendo em vista que há previsão de R$ 7,4 bilhões em investimentos.

Freitas reforçou ainda que, como a concorrência é em formato de leilão pelo menor preço, o valor da tarifa deve ter redução de 40% em relação ao valor base, que é de R$ 5,19. Se confirmada a previsão, a tarifa fica em R$ 3,12. Ainda pesa no bolso.

Tratarei do assunto com mais profundidade no decorrer do Programa Adelor Lessa desta quinta-feira, dia 24 .

Arthur Lessa
Por Arthur Lessa 14/10/2019 - 22:54Atualizado em 15/10/2019 - 08:43

Mesmo com forte mobilização e boa imagem frente à população, o projeto eleitoral do Novo de Criciúma não sobreviveu ao processo seletivo do partido, que confirmou nesta segunda-feira,  14, a ausência do 30 nas urnas da principal cidade do Sul Catarinense em 2020.

O Novo estabeleceu metas para que os diretórios de municípios com menos de 300 mil habitantes pudessem mostrar força local e disputar o pleito. Entre elas estava a exigência de 150 filiados ativos, o que foi conquistado em junho desse ano. Acontece que, no levantamento mais recente, este número caiu para 149, tirando Criciúma do páreo.

Assim ficam confirmadas para 2020 candidaturas do Novo em São José, Jaraguá do Sul e Balneario Camboriú, que atingiram as metas,  além de Joinville e Blumenau,  que superaram a exigência populacional, e a capital Florianópolis.

Independente dos critérios adotados, nota-se que, pelo menos nesta primeira investida municipal, o Novo se reduz à zona "nobre" da política catarinense, que são a Capital e o Norte, já bastante abençoados por gestões recentes. 

Arthur Lessa
Por Arthur Lessa 03/10/2019 - 19:05Atualizado em 03/10/2019 - 19:10

O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Santa Catarina (Setpes) pediu, e conseguiu, uma liminar expedida pela Justiça Federal de Santa Catarina proibindo viagens do aplicativo Buser com chegada ou saída do Estado. A informação está no blog do jornalista Anderson Silva.

Na decisão, o juiz federal substituto Diógenes Tarcísio Marcelino Teixeira determinou que a empresa "se abstenha de divulgar, comercializar e realizar as atividades de transporte rodoviário interestadual de passageiro, com ponto de partida ou de chegada no Estado de Santa Catarina, em desacordo com as autorizações que as empresas cadastradas em sua plataforma possuem".

A reclamação do Sindicato é de que o serviço estaria oferecendo viagens clandestinas e, pelo preço sensivelmente mais baixo, a empresa estaria oferecendo concorrência desleal.

Em comunicado oficial (íntegra no final do texto), a Buser afirma que a decisão não impede que a empresa preste seu serviço, que promover “o fretamento compartilhado, conectando pessoas que pretendem fazer uma viagem e empresas de fretamento de ônibus”, mas sim determina “que a ANTT fiscalize as empresas de fretamento, o que a agência já faz”.

Sobre a acusação do Setpes de transporte clandestino, a startup ressalta que “essa alegação é inverídica e já foi afastada pela Justiça Federal de São Paulo, em sentença, e também em liminar do Supremo Tribunal Federal (STF), proferida pelo Ministro Edson Fachin”.

Confira a nota oficial da Buser sobre a liminar

A Buser está autorizada a funcionar como empresa de tecnologia que promove o fretamento compartilhado, conectando pessoas que pretendem fazer uma viagem e empresas de fretamento de ônibus. Nesse sentido, só aceita em sua plataforma empresas de ônibus que estão regulares com a ANTT, fiscalizadas e com plena segurança.

A sentença proferida pela 3ª Vara Federal de Florianópolis não desautoriza ou impede a atividade da Buser. A decisão tão somente atende a solicitação da autora para determinar que a ANTT fiscalize as empresas de fretamento, o que a agência já faz.

As ações judiciais que a Buser enfrenta são movidas por empresas concessionárias de transporte que alegam que a startup pratica transporte clandestino; no entanto, essa alegação é inverídica e já foi afastada pela Justiça Federal de São Paulo, em sentença, e também em liminar do Supremo Tribunal Federal (STF), proferida pelo Ministro Edson Fachin.

A Buser é uma empresa da nova economia, que fomenta o mercado de turismo, garantindo economia financeira, conforto, e a segurança de viajarem em ônibus mais novos e confortáveis. Além disso, os usuários estão cobertos por seguros mais abrangentes que os das empresas tradicionais.

Não há, portanto, nenhum ponto em que os passageiros que optarem por contratar suas viagens via aplicativo da Buser estejam em desvantagem em comparação com as empresas tradicionais do setor de transportes.

Arthur Lessa
Por Arthur Lessa 24/05/2019 - 10:12Atualizado em 24/05/2019 - 10:33

O Governador Carlos Moisés chegou por volta das 10h na sede da Acic, Associação Empresarial de Criciúma, para o Fórum Parlamentar Catarinense. Acompanham o Governador o Secretário da Casa Civil, Douglas Borba, e o Secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado, Lucas Esmeraldino.

Esmeraldino ,inclusive, antecipou ao repórter Denis Luciano, da Rádio Som Maior, que o Governador traz novidades sobre o Centro de Inovação de Criciúma. "O Centro de Inovação é uma realidade, mas não vou furar o Governador". Quem também se mostrou bastante ansiosa para tratar do tema com o Governador Carlos Moisés foi a reitora da Unesc, Luciane Ceretta.

Para mais informações sobre o Fórum Parlamentar Catarinense, fique ligado na Rádio Som Maior pelo FM 100,7 e pelo 4oito.

Arthur Lessa
Por Arthur Lessa 15/05/2019 - 19:11Atualizado em 15/05/2019 - 19:12

Depois de protagonizar o maior "Oi, Sumido!" dos últimos anos na música brasileira - fazendo lembrar o saudoso Belchior -  com o lançamento do novo álbum "Reconstrução", Tiago Iorc volta a ser o ponto central de um importante retorno: o Acústico MTV.

A confirmação da empresa Viacom, proprietária da MTV, foi publicada hoje pelo site da revista Meio & Mensagem, que afirmou que "as negociações com marcas para as cotas de patrocínio iniciaram esta semana", o show será gravado ainda em maio, para convidados, e a estreia ainda não tem data definida.

Encerrado em 2012 no Brasil, o formato criou registros históricos de bandas como Titãs, Cássia Eller e Charlie Brown Jr. No caso dos irmãos Sandy & Júnior, que estão preparando um breve retorno para os próximos meses, a atração marcou o fim de 17 anos de carreira como dupla e início das carreiras independentes dos filhos de Xororó.

Nos Estados Unidos não é menos importante, com destaque para o antológico MTV Unplugged do Nirvana, principal registro do trio encerrado em 1994 com a morte de Kurt Cobain. 

Arthur Lessa
Por Arthur Lessa 24/04/2019 - 14:00

Aconteceu nesta terça-feira (23), em Porto Alegre, a cerimônia de premiação do 25º Prêmio Açorianos de Literatura de 2018, que registra os livros que mais se destacaram em 2018. A cerimônia foi realizada no Teatro Renascença, pela Secretaria Municipal da Cultura, por meio da Coordenação da Literatura e Humanidades.

Entre as obras premiadas está o livro Hoje Eu Venci o Câncer, do jornalista David Coimbra, do Grupo RBS, gaúcho de nascimento, mas com passagem destacada pelos veículos de imprensa de Criciúma nas décadas de 80 e 90.

O livro, lançado no início de 2018, começou a nascer quando David, diagnosticado com um grave tumor em 2013, foi informado de que teria pouco tempo de vida. Em meio ao turbilhão de sentimentos e com a perspectiva de que teria pouco tempo para ver o desenvolvimento do filho, ele encontrou a literatura como meio de compartilhar dores e esperanças e possibilitar que o pequeno pudesse conhecer quem fora seu pai.

Para conhecer melhor a obra, vale a leitura da matéria públicada no portal GaúchaZH na época do lançamento.

Felizmente, o mundo ganhou uma grande história e não será por ela que o Bê vai conhecer o pai, que, como antecipa o título do livro, venceu o câncer depois de uma dura batalha de anos.

Aproveitando, essa premiação foi citada na terça-feira (23) pelo jornalista Luciano Potter quando foi perguntado sobre o que ouve do colega David Coimbra sobre os tempos de Criciúma (SC).

Veja o trecho do programa, ainda sem data para ir ao ar:

 

Arthur Lessa
Por Arthur Lessa 16/04/2019 - 18:49Atualizado em 16/04/2019 - 19:13

Foi-se o tempo em que os videogames eram uma brincadeira de criança baseada em desenhos básicos e de pouca definição. A hoje milionária indústria dos games chegou a um ponto tecnológico em que, além de criar mundos inteiros em alta definição de imagem, replica com fidelidade quase total cenários reais. E essa fidelidade pode ajudar na reconstrução da Catedral de Notre Dame, incendiada na última segunda-feira (15).

Segunda reportagem do site The Enemy, na época de lançamento do game Assassin's Creed Unity, baseado na Revolução Francesa (1789 - 1799), a artista Caroline Miousse comentou sobre a reprodução da Catedral. Ela usou inúmeras fotos para conseguir que arquitetura fosse exata, além de trabalhar com artistas de textura para que cada tijolo estivesse como deveria. Ela foi ajudada até por historiadores, para saber quais as pinturas exatas que estavam nas paredes.

A promessa do presidente da França, Emmanuel Macron, é de que a reconstrução da Catedral de Notre-Dame seja concluída em até cinco anos. O incêndio levou nove horas para ser controlado e causou grandes danos à catedral, que teve todo o telhado e toda a armação destruídos, além da queda de parte da abóbada e da "flecha".

As investigação trabalham prioritariamente com a hipótese de que o episódio foi causado por acidente.

Veja reprodução da Catedral de Notre Dame no game Assassin's Creed Unity:

 

Arthur Lessa
Por Arthur Lessa 04/04/2019 - 16:22Atualizado em 04/04/2019 - 16:30

Faleceu no início da tarde desta quinta-feira (4), o empresário e professor de física Marco Antonio Jerry, aos 55 anos, vítima de câncer. 

Um dos grandes nomes do Colégio Energia de Criciúma, onde lecionou por 15 anos e foi sócio por boa parte desse período, Jerry ensinava desde 2012 no Curso e Colégio Poliedro de São José dos Campos, interior de São Paulo. 

Com histórico saudável, amante da prática de corridas, o professor não deixou as salas de aulas mesmo enfrentando a doença. "Ele deu aula até o fim, porque era isso que ele amava", afirma uma pessoa próxima.

Além do jeito inovador de dar aulas, que era o diferencial do Energia, com descontração e dinamismo, Jerry encantava alunos e colegas com seu carisma e energia. "O Jerry era muito humano e de bom coração", afirma a psicóloga Grayce Balod, colega por mais de 10 anos na instituição.

Nos últimos meses, em suas redes sociais, Jerry vinha mostrando sua perseverança e fé na batalha, sempre com um sorriso no rosto.

Arthur Lessa
Por Arthur Lessa 13/02/2019 - 18:43Atualizado em 13/02/2019 - 18:43

Demorou menos que uma semana para que a tragédia que vitimou 10 garotos da base do Flamengo, na última sexta-feira (8), desse início a um processo de pente fino nas instalações dos clubes de futebol de todo o país, independente do tamanho.

Exemplos são vários, como em Minas Gerais, onde nem Cruzeiro, nem América-MG contam com os documentos necessários para o pleno funcionamento de seus alojamentos para as categorias de base.

No Rio de Janeiro, onde aconteceu a tragédia, a Polícia Civil interditou o alojamento das categorias de base do Botafogo no Estádio Caio Martins, em Niterói, por conta de rachaduras nas paredes e fiação elétrica inadequada no local.

Vale lembrar que, pelo que avançou até o momento a investigação, um curto-circuito é o provável causador do incêndio no Ninho do Urubu.

Há casos ainda em investigação, como o Corinthians e o Palmeiras, que tem imóveis externos à estrutura própria dos clubes para abrigar os jovens da base. Essas casas vão passar por inspeção da Prefeitura de São Paulo e do Ministério Público do estado.

O próprio Centro de Treinamento do Criciúma deve receber atenção especial nesses dias, seja pela prefeitura, seja pelos bombeiros ou outro órgão responsável.  que seja vistoriado na minúcia.

Tendo algum problema, que seja corrigido em tempo. Não havendo, parabéns à gestão. Mas que tenhamos a certeza.

O que está acontecendo com os clubes de futebol em 2019 aconteceu com os “clubes noturnos” em 2013, no muitas vezes mais fatal incêndio da boate Kiss, em Santa Maria. Fato inclusive, que coincide com o caso recente na presença do fogo e dos gases tóxicos da espuma de isolamento.

Logo depois da Kiss, o mesmo pente fino foi realizado. Investimentos foram feitos nas casas noturnas, materiais foram trocados, novas saídas foram abertas. Alterações que eram realizada de maneira quase compulsória, já era se adequar ou fechar.

Seis anos depois, ainda que com menos ímpeto, a exigência segue maior que antes da Kiss. Eventos de todo tipo, incluindo shows musicais da própria Som Maior FM sofreram alterações de cenário e decoração em prol da segurança anti chamas.

A torcida é para que o mesmo aconteça com as estruturas que abrigam estes garotos, alguns mal entrando na adolescência, “se jogam” na estrada, a milhares de quilômetros de casa, e se aventuram em busca do sonho de jogar futebol profissional e alcançar, além do sucesso, a condição de dar conforto à família.

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