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* as opiniões expressas neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do 4oito
João Nassif
Por João Nassif 28/02/2021 - 12:01

O Art.25 do Regulamento do Campeonato Catarinense é claro ao estabelecer que as partidas somente poderão ser adiadas na hipótese de um clube ficar com menos de 13 atletas registrados na competição.  Este artigo entrou no regulamento em função da possibilidade de jogadores testarem positivo para a COVID-19, por decisão do STJD, baseado no protocolo da UEFA (União Europeia de Futebol).

O Estatuto do Torcedor obriga o clube mandante de uma partida a disponibilizar uma UTI móvel (ambulância) em seu estádio para que o jogo possa ser realizado.

Tivemos nos últimos dias duas ocorrências que não têm ligação, mas um jogo foi adiado e outro marcado sem que o bom senso prevalecesse.

Em Chapecó o jogo entre Chapecoense e Avaí que seria realizado hoje foi adiado sem data definida de acordo com o Estatuto do Torcedor.

O Joinville confirmou na manhã de ontem 19 pessoas que testaram positivo, sendo 12 jogadores e sete do staff do futebol. O clube pleiteou junto a Federação Catarinense o adiamento do jogo contra o Marcílio Dias e a entidade negou o pedido confirmando a partida para hoje a tarde. O Regulamento é claro em seu Art. 25.

O Estado vive um momento crítico com o avanço do vírus, muitas atividades sofrem restrições pelo decreto do governo e o futebol é das poucas atividades não essenciais que segue normalmente. Presta obediência ao Estatuto do Torcedor, mas não contraria seu regulamento.

É uma vergonha, primeiro por não zelar pela saúde dos atletas, o Joinville jogou quinta-feira contra o Próspera e não há garantias de que algum jogador infectado tenha atuado no jogo. E os que tiveram contato com os infectados do JEC estarão no jogo contra o Marcílio.

E segundo a insistência em cumprir o calendário pode afetar muita gente e a conta chegará muito alta.
 

João Nassif
Por João Nassif 27/02/2021 - 20:16

Diferente do que foi na estreia do campeonato e não estou falando do resultado o Criciúma em Jaraguá foi um arremedo de time e a derrota inevitável contra um adversário que entrou no campeonato apenas com espírito voltado contra o rebaixamento.

O técnico Hemerson Maria alterou o sistema em relação ao primeiro jogo e na coletiva tentou justificar a alteração, mas foi tímido quando afirmou que havia treinado com três zagueiros na pré-temporada. Somente no intervalo corrigiu o erro e mesmo assim não conseguiu melhorar o rendimento do time que sucumbiu pela falta de criatividade e muito pela ausência de conclusões.

O Criciúma foi do início com três zagueiros ao final do jogo com quatro atacantes que representou o desespero na busca da virada do marcador. E foi penalizado com uma derrota contundente que não deixou nenhuma dúvida sobre a supremacia do adversário.

Ainda não é hora de terra arrasada, mas se não houver um crescimento e principalmente resultados nos próximos jogos certamente estaremos vendo a repetição de um filme de terror de anos anteriores.
 

João Nassif
Por João Nassif 26/02/2021 - 06:00Atualizado em 26/02/2021 - 07:29

O campeonato brasileiro que terminou nesta quinta-feira ficará na historia como o mais disputado, mas alguns times que poderiam chegar ao título deixaram a impressão que não queriam ser campeões.

O São Paulo em determinado momento sinalizou que venceria depois de muitos anos, chegou a ficar na rodada 27 sete pontos a frente dos segundos colocados, Atlético-MG e Flamengo e a nove do Internacional.

Foi perdendo forças com reflexo na desclassificação na Copa do Brasil e na troca do comando com a demissão do técnico Fernando Diniz. Na rodada 31 foi ultrapassado pelo Internacional e foi gradativamente ficando longe da disputa. Deixou escapar um título que muitos consideravam ganho.

O Internacional assumindo a liderança caminhava forte e consistente para o título. Foi mantendo uma diferença de quatro pontos em relação ao Flamengo até a derrota para o Sport em pleno Beira Rio quando a vantagem despencou para apenas um ponto. 

Até que na penúltima rodada foi ultrapassado pelo time carioca quando perdeu o confronto direto. Chegou na rodada final dois pontos atras, precisando vencer o Corinthians no Beira Rio e torcer para o Flamengo não derrotar o São Paulo no Morumbi.

O Flamengo foi derrotado e o Inter impotente para vencer em casa, assim como aconteceu quando enfrentou o Sport do Recife. Cinco pontos que deixou de ganhar em casa custaram ao Internacional um título que não ganha desde 1979.

E o Flamengo, hem? Veio margeando a liderança durante quase todo o campeonato e somente na penúltima rodada consegui ficar na primeira posição. Não teve capacidade para ganhar um título com as próprias pernas. Perdeu para o São Paulo e ficou alguns minutos na dependência do Corinthians segurar o Inter.

Chegou ao bicampeonato e teve lá seus méritos como qualquer clube vencedor, mas dependeu muito da fragilidade de seus concorrentes na hora da decisão.

Somente o futebol explica tantas alternativas numa competição de 38 rodadas.
 

João Nassif
Por João Nassif 25/02/2021 - 06:00

O gol marcado pelo lateral Léo aos seis minutos de jogo deixou a impressão de que o Criciúma venceria com facilidades um time que veio da série B do campeonato estadual.

Esta impressão ficou mais forte aos 32 minutos com a expulsão do atacante do Hercílio Luz. Até então o Criciúma dominava o jogo, havia perdido alguns gols por erros de finalização, mas estava soberano contra um adversário que não levou nenhum perigo ao gol do Gustavo.

O Hercílio conseguiu controlar a desigualdade numérica, fechou seu setor de marcação e levou o placar para o intervalo.

No segundo tempo o Criciúma continuou perdendo gols e ao mesmo tempo dando campo aos contra-ataques e o jogo foi adquirindo novas formas com o Hercílio conseguindo se impor e criando algumas chances até que por volta de 30 minutos conseguiu o empate.

Foi como uma crônica anunciada, o Criciúma não conseguia matar o jogo e como quem não faz toma, ficou impotente para alcançar a vitória, mesmo continuando a errar nas chances de chegar ao gol.

O técnico Hemerson Maria colocou em campo basicamente o time que havia treinado contra o sub-23 do Grêmio. Mudou duas peças com o mesmo conceito, teve alternativas pelos lados do campo e o empate amargo deveu-se à total incapacidade nas finalizações. Foram várias chances desperdiçadas, problema a ser resolvido sob pena do time sofrer em todo campeonato.

Mesmo com o empate vejo a possibilidade de crescimento, o time foi montado em um mês e necessita de mais tempo de treinamento, tanto físico para alguns como de finalização para outros. 

Hemerson Maria na coletiva apontou os problemas e pediu tempo para um melhor ajuste de suas linhas. Vou dar este tempo ao técnico, sei que é trabalhador, enxerga bem o jogo e saberá como resolvê-los.

Vamos ver sábado em Jaraguá se o time terá o crescimento esperado e volte com um resultado positivo, apagando a frustração da estreia.
 

João Nassif
Por João Nassif 24/02/2021 - 05:41Atualizado em 24/02/2021 - 07:06

O histórico do título do campeonato brasileiro será colocado na conta de três cartões vermelhos que podem ter decidido o campeonato. Dois deles já são realidade, enquanto o terceiro poderá ser visto quinta-feira na rodada final.

Por partes, o primeiro dado a Uendel, lateral do Internacional na partida contra o Sport em pleno Beira-Rio. Com 10 a menos o time gaúcho não confirmou a vantagem de quatro pontos sobre o Flamengo, perdeu o jogo e ficou ao alcance do time carioca.

O segundo, o mais polemico e que será alvo de eternas discussões foi o aplicado ao lateral Rodinei do Internacional que perdeu o jogo e caiu para a segunda colocação ultrapassado pelo Flamengo que assumiu a liderança.

E o terceiro dado ao lateral Reinaldo do São Paulo no jogo de segunda-feira. jogo em que o time paulista foi derrotado pelo lanterna e já rebaixado Botafogo.

O Internacional estava envolvido nas duas primeiras expulsões e não teve forças para vencer e garantir a liderança e possivelmente o título.

Com relação ao São Paulo que também não conseguiu derrotar o lanterna com um a menos, se a situação já era ruim ao perder um de seus principais jogadores fica ainda numa posição mais difícil para conseguir derrotar o líder do campeonato. A expulsão de Reinaldo pode ter um peso considerável.

Por isso é que afirmo, as três expulsões podem contar a história do bicampeonato do Flamengo. 
 
 

João Nassif
Por João Nassif 23/02/2021 - 06:00Atualizado em 23/02/2021 - 07:35

O Próspera depois de 14 anos retorna ao convívio dos grandes times de Santa Catarina e vem credenciado pela sequência de títulos que o trouxe para a primeira divisão. Campeão da série C, da série B e finalmente na A, sonho alimentado durante tantos anos. 

Manteve a base de 2020, contratou diversos jogadores para ampliar e qualificar o plantel, manteve o técnico, campeão nas duas campanhas, reestruturou toda sua gestão e por questões ainda em aberto não vai poder mandar jogos em seu reduto, o Mário Balsini.

Pouco importa, afinal a pandemia não permite jogos com torcida, por isso irá mandar seus jogos no Heriberto Hülse, à exceção da estreia que será em Tubarão.

Fez vários jogos treinos, teve o plantel em movimento e isso é um ponto favorável. Pelo histórico e pela novidade deverá ter como objetivo ficar entre os oito e avançar para a segunda fase.

O Criciúma deixa claro que superou o descenso, mesmo com obsessão do retorno à série B do campeonato brasileiro. Trocou o comando administrativo e com profissionalismo que há muito não se via contratou vários jogadores indicados em sua grande maioria por um técnico experiente e conhecedor do futebol catarinense.

Trabalhou forte na pré-temporada com apenas um jogo treino, mas mostrou contra o sub-23 que o técnico propôs uma forma de jogar adaptada às características dos jogadores, muitos deles já trabalharam com Hemerson Maria em outros clubes.

Como sempre entrará no campeonato para ganhar, mas a concorrência é muito forte. Se chegar à semifinais poderá se considerar vitorioso, pois saiu do zero para encarar uma temporada exigente ao extremo. 
 

João Nassif
Por João Nassif 22/02/2021 - 06:45Atualizado em 22/02/2021 - 07:23

Se concordamos que Rafael Claus é o melhor árbitro do Brasil, tenho a certeza de que todos os outros não tem capacidade para comandar um jogo de futebol. 

O histórico das competições mostra fragilidade dos árbitros e de uns anos para cá a instituição da arbitragem de vídeo deixou a todos com insegurança perdendo a autoridade máxima e demonstrando total dependência do VAR.

O jogo de ontem escancarou esta dependência que muitas vezes induz ao erro o árbitro do jogo. Uma falta, uma chamada do VAR, uma conversa e um cartão vermelho completamente fora de propósito. O próprio jogador que sofreu a falta ficou envergonhado com a expulsão.

O Internacional reclama e muito, a expulsão mudou o curso do jogo e pode ter decidido o campeonato a favor do Flamengo. Só não concordo com a teoria da conspiração declarada por um dirigente colorado.

Faltou critério ao Claus, sem dúvida mas, todos, eu disse todos, os clubes sofreram com erros de arbitragem nestas 37 rodadas até agora no campeonato. Erraram árbitros de campo, assistentes, árbitros de vídeo, enfim todos os componentes de uma arbitragem.

Por isso peço que todos sejam mais bem capacitados o que só será possível se houver a profissionalização em todos os níveis o que parece não ser do interesse da CBF. 

Tags: Rafael Claus VAR CBF

João Nassif
Por João Nassif 21/02/2021 - 06:00

Para Francisco Novelletto, vice-presidente da CBF o Palmeiras tem que enfrentar esta maratona insana de jogos por estar disputando várias competições até o final.

O técnico palmeirense, Abel Ferreira tem reclamado da sequência de jogos e o cartola que é responsável pelo calendário ironizou e mandou perguntar ao presidente do clube se estava satisfeito pela receita, um valor espetacular que recebeu como premiação pelos dois títulos e pela classificação em outras duas competições.

A receita no entender do Novelleto supera qualquer desgaste dos jogadores pelo acúmulo de jogos. Mesmo com plantel recheado e de bom nível técnico os atletas não são máquinas e como vencedores são obrigados a cumprir um calendário definido por pessoas que têm no futebol apenas interesse de promoção pessoal para não falar de outros objetivos. 

Tenho manifestado que sou contra os campeonatos estaduais no modelo atual com 18 datas que engolem o calendário e espremem competições muitos mais importantes como Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil, Libertadores e Sul-Americana.

Mas, os presidentes de Federações que compõe o colégio eleitoral nas eleições para a CBF são agraciados com as datas para suas competições, estas entidades faturam e o cabresto é inevitável.

Somente os clubes, se tiverem coragem para formar Ligas é que poderiam por um fim na forma como os dirigentes das entidades que comandam o futebol brasileiro.
 

João Nassif
Por João Nassif 20/02/2021 - 06:00Atualizado em 20/02/2021 - 08:11

A edição da revista TODA SEXTA, produzida pela equipe de redação da Rádio Som Maior FM e do portal www.4oito.com.br, trouxe excelente matéria sobre os técnicos dos dois times de Criciúma que estarão depois de muito tempo disputando juntos a primeira divisão do futebol catarinense.

O técnico do Criciúma, Hemerson Maria e Paulo Baier comandante do Próspera foram entrevistados pelos repórteres Heitor Araújo e Paulo Monteiro. O Heitor é responsável pela cobertura do dia a dia do Tigre e o Paulo pelo setor do Time da Raça.

São duas ótimas matérias que visam, além do aspecto técnico o lado pessoal de cada um nesta profissão de muitas incertezas pela cultura de resultados do futebol brasileiro.

Hemerson Maria com 20 anos como treinador viveu quase a metade da carreira trabalhando a base de Avaí e Figueirense. Conquistou dois títulos relevantes: campeão catarinense pelo Avaí em 2012 em seu primeiro trabalho no profissional e o campeonato brasileiro da série B pelo Joinville em 2014.

Paulo Baier com carreira mais curta, começou em 2017 no Toledo-PR quando pendurou as chuteiras. Trabalhou em apenas três clubes, além do time paranaense treinou o Brusque e o Próspera em duas oportunidades. E foi com o Próspera que conquistou seus dois únicos, da série C em 2018 e agora em 2020 da série B pelo campeonato catarinense.

São dois técnicos de diferentes gerações que se encontram, ambos com personalidades fortes que agregam humildade, honestidade e trabalho e que certamente darão alegrias para os torcedores dos dois times da Capital do Carvão neste campeonato estadual que está próximo de seu início. 

João Nassif
Por João Nassif 19/02/2021 - 05:40Atualizado em 19/02/2021 - 07:12

 Antes de qualquer competição fazemos um exercício de previsão sobre eventuais favoritos para ganhar o título. É assim no mundo todo, em Ligas com apenas dois, outras com três e muitas com vários candidatos.

O próprio campeonato brasileiro com seus 12 clubes tidos como grandes são candidatos em potencial. Se depurarmos veremos que sobram menos, possivelmente metade que não têm permitido que algum de fora desta elite consiga vencer o campeonato.

Fiz esta divagação para falar especificamente do campeonato catarinense. Hoje são seis, alguns vitoriosos nos últimos anos, outros que não são campeões há muito tempo e tem até novidade com potencial de ser campeão. 

Chapecoense com quatro títulos, Figueirense com dois e Avaí com um são os vencedores nas sete últimas edições. O Criciúma não é campeão desde 2013 e o Joinville não consegue vencer o campeonato desde 2001. A novidade que pelo histórico recente se credencia para o título é o Brusque que foi campeão pela primeira e única vez em 1992.

Tenho muitas dúvidas pelo passado recente e mesmo assim coloquei o Joinville neste pelotão, mas não creio que tenha forças para brigar pelo título.

Mesmo com 12 clubes neste campeonato o campeão deverá sair destes seis ou cinco, sendo que os demais lutarão por vaga na série D e principalmente para se manter na primeira divisão.

Já dei minha opinião sobre um campeonato com 12 clubes. Repito, acho um exagero, haverá desequilíbrio, pois, será disputado em turno único com larga vantagem para os que estão classificados em todas as séries do campeonato brasileiro.

A vantagem que pode ser hipotética pela ausência de público é que Chapecoense, Avaí, Brusque, Criciúma e Figueirense jogarão seis das 11 partidas da primeira fase em seus estádios. Mas, não deixa de ser um privilégio, pois terão menos viagens e por certo um desgaste menor.

Alguém arriscaria um palpite sobre quem será o campeão?
 

João Nassif
Por João Nassif 18/02/2021 - 04:49

Deixando de lado a fragilidade do sub-23 do Grêmio a movimentação proposta pelo técnico Hemerson Maria foi eficiente e mostrou boas alternativas que com mais tempo de trabalho poderá deixar o time mais encorpado tecnicamente.

Foto: Celso da Luz/www.criciuma.com.br

Por questões pessoais assisti somente o primeiro tempo do treino e vi um time comprometido com os jogadores mostrando serviço em busca da titularidade quando a bola começar rolar a valer.

A linha de quatro no setor defensivo teve nos dois zagueiros, Alemão e Marcel, um bom entrosamento, força no combate ao adversário e boa saída de bola. Helder, o lateral pela esquerda também mostrou boa capacidade de marcação apesar de um pouco tímido na parte ofensiva. Emanauel, lateral pela direita não teve o mesmo desempenho, mostrou dificuldades na marcação e insegurança quando precisou apoiar.

 

Na segunda linha com os dois volantes centralizados, Moacir e Eduardo e dois abertos pelas extremas o Criciúma teve o domínio completo do setor e do jogo. Matheus Anderson pela direita e Gabriel pela esquerda cumpriram bem a função, inclusive com boa força de ataque. 

Também me agradou a movimentação dos atacantes Marcos Índio e Uilliam Barros, este o melhor jogador do primeiro tempo do treinamento.

Nada é definitivo, mas o trabalho do técnico até aqui foi satisfatório e mesmo sem jogos mais resistentes, neste contra o Grêmio chamado de time de transição, deixou boa impressão e boas perspectivas para o campeonato que está próximo de seu início.

E para completar, se este time do Grêmio for o da primeira fase do campeonato gaúcho dificilmente conseguirá qualquer classificação. 
 

João Nassif
Por João Nassif 16/02/2021 - 07:43Atualizado em 16/02/2021 - 07:54

Deu a impressão de nunca acabar, mas finalmente está chegando ao término o campeonato da série A da temporada 2020. Ainda faltam duas rodadas cheias e alguns jogos atrasados, mas o confronto do próximo domingo entre Flamengo e Internacional poderá decidir o título.

Fui provocado sobre qual será o campeão e pela análise das últimas rodadas creio que o time gaúcho deverá confirmar o título depois de 41 anos. 

Teve uma arrancada fulminante a partir da rodada 23, empilhou 12 jogos de invencibilidade, assumiu a liderança na 31ª rodada com uma goleada sobre o São Paulo e depois desta série invicta foi derrotado pelo Sport no Beira Rio. Este foi um jogo fora da curva, pois imediatamente após derrotou o Vasco da Gama em São Januário na rodada do final de semana, a 36ª.

O Flamengo nunca liderou o campeonato e oscilou bastante nos momentos decisivos. Tem um time recheado de bons jogadores, muitos em nível de seleção que seguraram as incertezas e chega ao momento decisivo dependendo apenas de suas próprias forças para o bicampeonato.

Com esta avaliação muito pessoal, baseado nas campanhas dos envolvidos, penso que o Inter está mais perto do título, lembrando que na rodada final no próximo dia 25 o Flamengo jogará contra o São Paulo no Morumbi e o Internacional receberá o Corinthians.

Resumindo, se o Inter vencer será o campeão, se houver empate ou vitória do Flamengo a decisão do título ficará para a rodada final. 
 

João Nassif
Por João Nassif 15/02/2021 - 03:58

O futebol penta campeão mundial é comandado por uma CBF que mais parece uma entidade de país de terceiro mundo que não consegue organizar um calendário coerente e muito menos formar árbitros capacitados para dirigir jogos que envolvam clubes de todos os niveis em suas competições. 

O calendário é massacrante, a CBF não consegue conciliar com um mínimo de proteção a seus filiados que são obrigados a cumprir um calendário com competições superpostas que deixam os espetáculos num nível baixo em qualidade e com reflexos no próprio andamento destas competições.

A CBF, milionária sujeita os clubes à maratona insana de jogos, jogos que são dirigidos por árbitros despreparados que não tem o respeito dos atletas e usam da intimidação com cartões e da prerrogativa do apito para conseguir levar as partidas até o final. 

Podem argumentar que o jogador brasileiro é indisciplinado, que simulam, provocam, mas sabem que não são punidos pela fragilidade dos árbitros, que muito mais preservam futuras escalas do que procurar cumprir a lei do jogo em sua essência. São amadores e como tal se comportam.

Enquanto não houver a profissionalização e o desligamento da CBF a arbitragem brasileira continuará se deixando envolver por interesses que fogem à boa prática do futebol.

Calendário mais humano e arbitragem mais capacitada são situações que podem fazer o crescimento do futebol brasileiro e que sabe um dia voltar a ser uma potência mundial e não somente fabricante de mão de obra que abastece o futebol internacional.
 

Tags: CBF Arbitragem

João Nassif
Por João Nassif 14/02/2021 - 09:48

Para onde irá Lionel Messi? É a pergunta que fazem todos os participantes do mundo do futebol mundial e principalmente da Europa.

O contrato do jogador vence no final da temporada europeia, em maio, e Messi ficará livre para decidir seu futuro. As especulações são muitas e vão desde o Manchester City da Inglaterra ao francês PSG e porque não renovar seu contrato com o Barcelona.

Para permanecer na Espanha, se especula que dependerá do novo presidente do Barcelona que será eleito no início de março e do projeto futuro para o clube voltar a ser temido e respeitado com a formação de um grande time. Se não houver um presidente e um projeto vencedor Lionel Messi deverá optar pela saída.

Recentemente foi divulgado o valor do atual contrato do jogador com o Barcelona, são cifras até escandalosas, mas dentro do atual perfil do mercado do futebol e a valorização deste verdadeiro gênio da bola. Somente os milionários Manchester City e PSG têm condições para bancar um contrato deste tamanho ou até maior pelo futebol de Messi.

Minha opinião: Não seria ético Messi vestir outra camisa depois de mais de 20 anos no Barcelona. Se não houver clima para renovação de seu contrato Messi, hoje com 33 anos deveria retornar às origens e assinar com o Newell’s Old Boys de Rosário, clube que o revelou na cidade onde nasceu. E jogando de graça até encerrar sua carreira, pois dinheiro ele tem de sobra.
 

João Nassif
Por João Nassif 12/02/2021 - 07:46Atualizado em 12/02/2021 - 07:53

Qual a diferença em ser vice-campeão ou terceiro colocado ou ficar em quarto lugar no Mundial de Clubes? Se alguém, sem paixão e sem rivalidade me dizer qual é ficarei muito satisfeito. Ou um time é campeão ou somente ficará na história dos adversários que muitas vezes não têm competência para chegar ao torneio.

Quem fica lembrando do Flamengo derrotado pelo Liverpool no Mundial de 2019? Quem fica lembrando do Grêmio derrotado pelo Real Madrid em 2017? E por aí vai somente falando do futebol brasileiro.

Qual time do país foi campeão num torneio continental que garantiu vaga no Mundial de Clubes? Os detratores não se aguentam e partem para a zoação, quase todos torcedores de times que são sacos de pancadas nas competições que disputam.

Já perceberam que estou falando do Palmeiras, campeão da Libertadores que passou pelo Catar depois de mais de 70 jogos numa temporada atípica. Palmeiras, único clube brasileiro que disputou todas as competições que teve pela frente, jogando até o final.

Num calendário massacrante o time paulista sucumbiu ao desgaste, 30 jogos em pouco mais de três meses na temporada, todos os mata-mata imagináveis e ainda mais sete jogos para fechar 2020.

Aos corintianos, são-paulinos, santistas e outros que também torcem para times incompetentes restam apenas secar, zoar pela inveja de um time bicampeão da América.

João Nassif
Por João Nassif 11/02/2021 - 07:55

Dá até a impressão de que tanto o Internacional como o Flamengo não estão fazendo questão de ganhar o campeonato. São vários tropeços desta dupla na reta final que faltando três rodadas para o término da competição o título está totalmente indefinido.

Internacional x Sport
Foto: Ricardo Duarte

O Internacional teve uma sequência de nove vitórias que lhe permitiu chegar à liderança na rodada 31, mas com um empate em Curitiba contra o Athletico e a derrota em casa contra o Sport permitiu uma aproximação perigosa do Flamengo que nunca liderou e agora com apenas um ponto atras entrou com chances reais na briga pelo título.

A instabilidade dos dois ponteiros do campeonato é tanta que não podemos cravar vitórias na rodada do final de semana. O Inter visitará o Vasco da Gama que está no desespero lutando contra o rebaixamento, enquanto o Flamengo receberá o Corinthians que ainda sonha com classificação para a Libertadores.

Caso os dois continuem próximos na pontuação poderão decidir na penúltima rodada quando haverá o confronto direto em jogo no Maracanã.

Outro, o Atlético-MG que poderia ameaçar os dois primeiros colocados também não se ajuda. Mesmo com o alto investimento na temporada acumula muitos resultados negativos e está fora da briga, apesar de ainda ter um pequeno percentual de possibilidade. Deixou passar a chance de sonhar com o título ao empatar com o Fluminense terminando a rodada a cinco pontos do Internacional.

Até agora foram disputados nove jogos na rodada 35 com seis empates registrados. Ainda falta o jogo Coritiba x Palmeiras marcado para a semana que vem. Somente na rodada 12 é que houve o mesmo número de empates.

João Nassif
Por João Nassif 10/02/2021 - 08:06

A pandemia em virtude do coronavírus que bagunçou o calendário do futebol em 2020, atingindo de forma brutal o campeonato brasileiro da série A, além da Copa do Brasil e Libertadores ainda tem efeito direto no próprio calendário de 2021.

Ainda sob efeito da participação do Palmeiras nos jogos do Mundial de Clubes a decisão da Copa do Brasil impactou no calendário da CONMEBOL também pelo fato de ainda não estarem confirmados os clubes brasileiros que disputarão a Libertadores.

Tipo efeito cascata, com a alteração do calendário da CONMEBOL, a CBF e as Federações também se obrigaram a mudar algumas datas que a princípio estavam reservadas para a Copa do Brasil e campeonatos estaduais.

O mais importante é que não haverá extensão de calendário, apenas remanejamento das rodadas sendo, portanto, preservadas as 18 datas destinadas aos estaduais pelo calendário original.

Os 12 clubes do campeonato catarinense deste ano jogarão entre si em turno único com a classificação dos oito primeiros que se enfrentarão no sistema mata-mata até que sobrem dois para a decisão do título.

Sou da opinião que é um exagero tantos clubes numa competição historicamente deficitária, mas como os clubes assim decidiram, assim que seja feito. Sem reclamações posteriores, espero.
 

João Nassif
Por João Nassif 08/02/2021 - 07:55

Finalmente o Criciúma conseguiu contratar um time que já está à disposição do técnico Hemerson Maria. A quase totalidade dos jogadores que chegaram trabalhou com o técnico o que facilita a comunicação e o entendimento técnico e tático para que rapidamente possa ser alcançado o estágio ideal para a disputa do campeonato estadual.

Foto: Criciúma EC

Pela previsão do departamento de futebol ainda faltam uns sete ou oito jogadores para complementação do plantel, portanto se espera que nos próximos dias deverão ser anunciadas outras contratações. 

Não sou muito favorável às indicações de um técnico para um clube contratar, mas até entendo a situação do Criciúma que sem um diretor executivo de relacionamento com o mercado fica dependente daquele que irá comandar o time.

Daí a importância dos reforços darem certo e os novos jogadores mostrarem qualidade. O Criciúma tem um histórico de contratações que não vingaram, o desperdício financeiro foi grande e a qualidade colocou o time na terceira divisão do brasileiro, além da falta de títulos que vai para a oitava temporada.

Com o trabalho administrativo na captação de patrocinadores e parceiros o orçamento poderá ficar do tamanho necessário para o enfrentamento das competições de 2021. São boas as perspectivas com o clube sob nova direção.
 

João Nassif
Por João Nassif 06/02/2021 - 07:25

Faz tanto tempo que nem lembro o ano, mas tenho certeza de que foi no início dos anos 1960. Fui ao Pacaembu assistir um jogo do Palmeiras contra o Botafogo e curioso para ver um duelo entre Garrincha e o Geraldo Scotto, lateral do Palmeiras. A imprensa paulista cantava em prosa e verso que o lateral palmeirense era o único ser que anulava o ponteiro sem dar um único pontapé.

Garrincha

Sem cometer uma única falta Geraldo Scotto foi driblado muitas vezes, o Botafogo venceu não lembro se por 3x1 ou 3x0 e Garrincha foi o dono do jogo.

Este jogo veio à lembrança ontem à noite, assistindo Botafogo x Sport com vitória do time pernambucano que rebaixou novamente o clube da Estrela Solitária, ainda faltando quatro jogos para o final do campeonato.

E não foi somente daquele jogo dos anos 1960, lembrei também da seleção brasileira bicampeã mundial com Nilton Santos, Didi, Garrincha, Zagallo, Amarildo além de tantos outros verdadeiros craques que vestiram o manto preto e branco tão machucado nos dias de hoje.

Todos sabem que não sou torcedor do Botafogo, mas fico triste com seu terceiro rebaixamento neste século e imaginando o sofrimento de alguns amigos como o Dr. Guto Borba, o Nonô e o Mosquito Dario, os Canjicas Sérgio e Jorge, o Marco Burigo, botafoguenses fanáticos.  

Mas, vida que segue, sei muito bem o que é ver seu time do coração rebaixado, mas sempre fica a esperança de uma recuperação rápida e quem sabe um dia reviver as campanhas gloriosas e o sorriso voltar aos rostos dos amigos.
 
 

João Nassif
Por João Nassif 05/02/2021 - 04:56

Ontem no Som Maior Esportes da Rádio Som Maior FM, o vice-presidente de patrimônio do Criciúma, Vilmar Casagrande afirmou a necessidade de se fazer obras de restruturação do estádio e do CT.

Estas obras no CT vão desde o reparo na concentração dos profissionais, além de mexer em muitas outras coisas como disse o próprio dirigente.

Vilmar Casagrande abordou a situação do estádio Heriberto Hülse e a necessidade de dar uma geral em diversas salas que precisam de reparos, consertar forros de madeira em sala de cupim. Foram alguns pontos abordados pelo dirigente.

Certamente outras situações de arrumação do patrimônio serão feitas pela nova gestão. Nem vou falar dos gramados que ficaram sem uso durante muito tempo desde o final da temporada em novembro até quase nos últimos dias.

Mas, voltando à necessidade de obras de manutenção no estádio e no CT, algumas delas dependem de recursos financeiros que hoje o Criciúma não tem. 

A gestão anterior que saiu no último dia do ano, pelo contrato não tinha obrigação de zelar pelo patrimônio do clube? Se verdade esta cláusula contratual, por que somente agora está se falando em obras necessárias para restruturação do patrimônio? Só lembrando que na gestão anterior o vice-presidente de patrimônio era o mesmo de agora.

Sempre foi passado para o torcedor que apesar do fracasso no futebol o patrimônio estava sendo bem cuidado e pelo contrato o Conselho Deliberativo somente poderia interferir se não houvesse rigor na manutenção do patrimônio. Dá impressão que o CD não cuidou bem de sua única competência.

Então, pelas palavras do Vilmar Casagrande, o atual presidente, Anselmo Freitas é que terá que se virar para arrumar recursos e reestruturar o patrimônio do clube. 


 

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