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* as opiniões expressas neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do 4oito
João Nassif
Por João Nassif 15/01/2021 - 15:18

Os clubes catarinenses estão se mobilizando para conseguir junto ao governo estadual a volta de público nos estádios. De novo, tenho a obrigação de insistir que assim como foi prematuro, e fui contra o reinício das atividades, vejo como sem nenhum sentido este pleito, num momento em que o número de infectados aumenta a cada dia no estado.

Compreendo perfeitamente a agonia dos clubes que sem receita sofrem para cumprir suas obrigações, mas o histórico das competições pelo país tem mostrado surto de COVID em vários clubes e criando desequilíbrio técnico pela necessidade dos dirigentes da CBF e Federações de cumprir um calendário que pela pandemia se tornou espremido.

As viagens de jogadores se aglomerando em aviões, restaurantes, hotéis, toda logística que requer os deslocamentos para os jogos não têm importância para as autoridades que em nome, repito, do calendário obrigam todos envolvidos num jogo a correr riscos de infecção.

Se bem lembro, na primeira rodada da série A o Goiás com vários infectados conseguiu adiar a partida que realizaria contra o São Paulo. O time paulista, inclusive já estava no gramado pronto para o jogo.

Mas, o caso mais emblemático foi no jogo Palmeiras x Flamengo que com vários jogadores positivados para o vírus chines tentou o adiamento e a CBF confirmou a realização do jogo.

A partir daí não houve mais nenhuma situação de cancelamento de jogos em todas as séries do campeonato brasileiro, mesmo que vários clubes tenham ficado desfalcados por um surto de COVID.

Podemos lembrar do jogo do Criciúma contra o São Bento quando o time paulista entrou em campo com apenas um jogador na reserva, justamente um goleiro que entrou na linha no final do jogo.

E mais recente, ontem o Guarani com quase 20 infectados teve que chamar às pressas um jogador que estava em Campinas e chegou no estádio minutos antes do início do jogo contra o Cuiabá.

Muitos atletas do Bugre saíram negativados de Campinas e testaram positivo na chegada à capital do Mato Grosso. Certamente viajaram aglomerados dentro do avião colocando em risco outros passageiros.

Enfim, não adianta criticar, os que mandam no futebol brasileiro querem porque querem jogos, o que para eles menos conta é a saúde dos envolvidos.
  
 

João Nassif
Por João Nassif 10/01/2021 - 11:19

Faltava o Criciúma no currículo do técnico Hemerson Maria para fechar o ciclo de trabalho nos cinco maiores times de Santa Catarina.

Hemerson Maria
Foto; Polidoro Júnior

Depois de iniciar a carreira pela base do Figueirense, atravessou a ponte e foi parar no sub-20 do Avaí. Foi efetivado nos profissionais em 2012 e daí em diante trabalhou no mesmo Figueirense, no Joinville e na Chapecoense, além do comandar diversos clubes do futebol brasileiro. 

Hemerson Maria sempre foi especulado pelo Criciúma, mas por circunstâncias do próprio futebol não foi contratado, mas agora com o clube sob nova direção o casamento foi confirmado.

Legenda

Penso que foi uma boa iniciativa dos novos gestores do clube, pois o Hemerson é um técnico que conhece profundamente o futebol catarinense e poderá ser de grande utilidade para o primeiro desafio do Criciúma, o campeonato estadual que terá início no final de fevereiro.

Além de ter prestado bons serviços por onde trabalhou. Terá participação junto com a direção na montagem do plantel para este início de temporada, afinal o Criciúma está com as poucas opções que sobraram da antiga gestão. 

Os campeonatos brasileiros nas divisões B, C e D estão chegando ao final e jogadores não faltarão no mercado, portanto é obrigatório capacidade para fazer um grupo forte e torná-lo vencedor. Hemerson Maria tem competência para conduzir a retomada do Criciúma após uma temporada de completo desastre.
 

João Nassif
Por João Nassif 09/01/2021 - 11:17

Estou em minha segunda passagem por Criciúma, no final do mês que vem irei completar 19 anos desde meu retorno. A primeira durou nove, de 1986 até 1995.

Nestes períodos acompanhei de perto a gestão de alguns presidentes e posso avaliar, de acordo com meus conceitos qual foi o pior deles. 

Foto: TripAdvisor

Vou tomar como parâmetro o desempenho dos times, que teve alguns vitoriosos como Moacir Fernandes multi campeão, Dorly Naspolini campeão em 1993 e acesso para a primeira divisão do brasileiro, Antenor Angeloni campeão estadual em 2013 e um acesso para a série A conquistado em 2012. Estes ficaram marcados na história de forma positiva.

Ainda de acordo com minha avaliação, dois foram os piores. Edson “Cascão” Burigo e Jaime Dal Farra. Derrubaram o clube para a série C do campeonato brasileiro. Podem argumentar que em 2005 Moacir Fernandes também foi rebaixado para a terceira divisão. Verdade, mas os títulos que conquistou superam em muito este tropeço.

Edson Burigo pegou um clube em precária situação financeira, teve a seu lado apenas alguns abnegados e não fosse o retorno do Antenor Angeloni, possivelmente o Criciúma teria encerrado seu ciclo no futebol.

Diferente do Cascão, quando Jaime comprou o clube do próprio Antenor ficou a expectativa de uma gestão moderna e profissional no futebol. Foi exatamente o contrário. 

Uma gestão totalmente falida, sem critérios, com contratações que não vingaram, diretores executivos capacitados, técnicos renomados, jogadores que não produziram. Pelos currículos todos estes contratados já prestaram e continuam prestando bons serviços por onde andam.

Se os profissionais que vieram eram capazes o motivo de não produzirem o esperado só pode ser justificado pela péssima gestão no período. Se o patrimônio do clube foi preservado por força de um contrato o futebol e a marca CRICIÚMA EC foi jogada na lata do lixo.

Por isso, Jaime Dal Farra foi, em minha opinião, o pior presidente da história do Criciúma. Que Anselmo Freitas possa resgatar muito do que foi perdido pelo outrora maior clube de Santa Catarina.

João Nassif
Por João Nassif 04/01/2021 - 13:58Atualizado em 04/01/2021 - 14:02

GOL LE...GAL- O grito de Mário Vianna ecoava pelo Maracanã e em grande parte do país pelas ondas da Rádio Globo do Rio de Janeiro. Mário Vianna foi árbitro de futebol, técnico e o primeiro comentarista de arbitragem no rádio brasileiro. Criou este bordão, mas certamente servia apenas como folclore, pois tantos narradores como comentaristas, repórteres e torcedores sabiam identificar um gol legítimo ou confirmado com um erro de arbitragem. Mário Vianna era perfeitamente dispensável nesta função.

Mário Vianna

O tempo passou e entre uma ou outra investida de alguns veículos de comunicação, chegamos à geração atual.

O que tem mais tempo nesta atividade é Carlos Simon dos canais Fox Sports. Tem o poder nos jogos em que trabalha de elogiar ou criticar a atuação dos árbitros. Seu histórico enquanto árbitro mostra erros capitais em jogos que mudaram a história de campeonatos e copas. Está escorado no fato de ter atuado em três Copas do Mundo, mas agora com o advento do VAR fica sem sentido sua participação. Apontar erros e acertos, qualquer um que acompanha futebol sabe diferenciar. É perfeitamente dispensável.

A Rede Globo inventou a tal Central do Apito, colocando em suas transmissões quatro ex-arbitros que também tiveram erros clamorosos quando estavam com o apito na boca. Se julgam os oráculos da arbitragem e a toda hora ouvimos: “Eu marcaria”, “Eu não marcaria”, Ëu aplicaria o cartão”, Ëu não aplicaria o cartão”, enfim poucos estão interessados em saber suas opiniões. Narradores e comentaristas têm ciência dos lances, mas não podem exprimir opinião ficando à mercê das “autoridades” na Central do Apito.

Não quero tirar o emprego de ninguém, mesmo porque não tenho autoridade para tanto, mas apenas exprimo minha opinião sobre esta “jabuticaba” que só existe no jornalismo esportivo do Brasil.   
 

João Nassif
Por João Nassif 03/01/2021 - 19:29

No dia 13 de março de 1938 a Alemanha ocupou e anexou a Áustria, evento que foi um dos estopins para a Segunda Guerra Mundial. Assim, era o final do Wunderteam ou Time Maravilha que encantou o mundo durante a década.

A Áustria que vencera a Letônia pelas eliminatórias não mais poderia disputar o Mundial da França por não existir mais como país na época da competição. 

Wunderteam

A FIFA chegou a oferecer a vaga para os ingleses que recusaram e negou a classificação aos letões, preferindo deixar a Áustria na tabela mesmo sem ela poder jogar.

Pelo regulamento do Mundial de 1938 as 16 seleções classificadas formaram por sorteio oito chaves com jogos em eliminatórias diretas. 

A tabela marcava para o dia 05 de junho a realização em Lyon do jogo entre Áustria e Suécia que não aconteceu. Foi a primeira e única vez que uma seleção foi derrotada por W.O. em uma Copa do Mundo.

No Mundial seguinte em 1950 no Brasil algumas seleções desistiram após o sorteio dos grupos, mas os jogos que as envolviam não são considerados como vencidos por desistência nas estatísticas oficiais das Copas.  

Após a anexação alguns dos principais clubes da Áustria passaram a disputar a Liga Alemã não sem antes passar por uma “limpeza étnica” em seus dirigentes e jogadores.

Em relação à seleção germânica a ideia era montar uma equipe imbatível, incluindo craques austríacos, excluídos os judeus.

Porem alguns dos principais jogadores do Wunderteam recusaram-se a atuar pela seleção alemã. Matthias Sindelar, o melhor jogador austríaco alegou lesões e idade avançada, mas na verdade sempre foi opositor do nazismo.

Outro que não atuou pelo time alemão foi Josef Bican que após a anexação optou pela cidadania tcheca e somente não jogou a Copa por questões burocráticas.   

João Nassif
Por João Nassif 02/01/2021 - 07:57

O jogo final da Copa do Mundo da Rússia em 2018 foi o de nº 900 em toda história do torneio. O primeiro jogo da história aconteceu no longínquo 1930 entre França e México em Pocitos no Uruguai.

Nos 900 jogos que já foram realizados, três confrontos foram os mais repetidos.

Brasil x Suécia em 1958

Brasil e Suécia disputaram sete jogos nos 21 Mundiais já realizados com cinco vitórias brasileiras e dois empates. A seleção brasileira venceu em 1938 por 4x2, em 1950 por 7x1, em 1958 por 5x2, em 1990 por 2x1 e em 1994 por 1x0. Também no Mundial de 1994 houve empate em 1x1 e o outro empate também em 1x1 foi na Copa de 1978.

Outro confronto que aconteceu sete vezes na história dos Mundiais foi entre a Alemanha e a Iugoslávia/Sérvia. Foram quatro vitórias da Alemanha, em 1954 por 2x0, em 1958 por 1x0, em 1974 por 2x0 e em 1990 por 4x1 e duas derrotas por 1x0 em 1962 e por 1x0 em 2010, além de um empate em 1998 por 2x2.

Outro confronto que aconteceu sete vezes em Copas do Mundo foi entre Alemanha e Argentina. Quatro vitórias da Alemanha, em 1958 por 3x1, em 1990 por 1x0, em 2010 por 4x0 e novamente por 1x0 em 2014. Houve apenas uma vitória da Argentina em 1986 por 3x2 e dois empates, 0x0 em 1966 e 1x1 em 2006.

Em sete jogos Brasil e Suécia decidiram o título somente uma vez em 1958.

Já Alemanha e Argentina também em sete jogos decidiram o título duas vezes, em 1986 e 2014.
 

João Nassif
Por João Nassif 31/12/2020 - 09:03

O ano está por um fio, daqui a poucas horas entraremos em 2021 e agora temos que deixar para trás todas as mazelas que deixaram o Criciúma nesta situação vexatória machucado em sua história e olhar o futuro na perspectiva de uma retomada que possa com competência se tornar vitoriosa.

Uma nova administração começará seu trabalho nos próximos dias, novo presidente que espero tenha ciência das dificuldades que é comandar um clube essencialmente de futebol. Que possa dinamizar o departamento com profissionais capazes de formar um plantel qualificado e com jogadores comprometidos na busca da retomada tão sonhada por toda comunidade do sul catarinense.

Existe uma questão a ser resolvida com a saída da G.A., o distrato terá que se enquadrar nas normas da FIFA o que será um pepino a ser descascado pelo Conselho Deliberativo que pelo histórico não mostrou conhecimento para lidar com as diretrizes determinadas pelo órgão máximo do futebol mundial.

Mas, virada a chave, que este Ano Novo possa trazer boas notícias para o Criciúma EC que terá a pouco menos de dois meses seu primeiro desafio na luta pelo título do campeonato estadual. Independente, o foco maior será o retorno à série B do campeonato brasileiro, competindo numa série C que certamente terá disputa mais acirrada que a desta temporada. 
 

João Nassif
Por João Nassif 28/12/2020 - 09:32

Ainda não é um balanço sobre o ano do futebol catarinense que farei na quinta-feira, último dia do ano, mas hoje merece destaque o Marcílio Dias que está somente a dois jogos de conquistar o acesso para a série C em 2021.

O time é treinado por Waguinho Dias que foi campeão da D em 2019 pelo Brusque e pode repetir o acesso este ano mesmo que o Marcílio Dias não seja o campeão.

Comemoração pela classificação na primeira fase. Vitória sobre o Pelotas
Foto: NSC total

Pelo regulamento da série D, as quartas de final, serão disputadas pelos oito times vencedores na fase anterior e os confrontos obedecerão, pela ordem, o rendimento conquistado pelo somatório de todas as fases anteriores.

O Marcílio Dias é o de pior rendimento entre todos e por isso enfrentará o Altos do Piauí que foi o melhor somadas todas as fases.

O time de Itajaí foi o quarto colocado em sua chave na primeira fase. Estava no Grupo 8 e somou 21 pontos com cinco vitórias, seis empates e três derrotas. Marcou 14 e sofreu oito gols.

No primeiro mata-mata, valendo pela segunda fase eliminou a Ferroviária com vitória por 2x1 em Itajaí e empate em 0x0 em Araraquara.

Nas oitavas de final a vítima foi o Goianésia. O Marcílio venceu em casa por 2x1 e ontem eliminou o time goiano em Goianésia depois de um empate em 1x1.

Agora o maior desafio que é enfrentar o time de melhor campanha em toda série D. O primeiro jogo será em Itajaí e a decisão da vaga para a série C em Altos, interior do Piauí.

Waguinho Dias está próximo de outra consagração.
 

João Nassif
Por João Nassif 24/12/2020 - 07:40

Dois dias após o início do campeonato brasileiro de 2020, em 10 de agosto, a CBF anunciou o calendário da próxima temporada.

O ano 2021 do futebol brasileiro terá início em 28 de fevereiro com os campeonatos estaduais que têm reservadas 16 datas, tendo entre estas datas as primeiras fases da Copa do Brasil e o início das eliminatórias para a Copa do Mundo de 2022.

A Federação Catarinense antecipou o início do estadual para 24 de fevereiro ganhando assim mais uma data. Os catarinenses na série B do brasileiro terminarão o campeonato de 2020 no final de janeiro, portanto abrindo a possibilidade de mais uma data para o estadual que tem encerramento previsto em 23 de maio.

Até aí, tudo bem. O problema de um calendário apertado fica escancarado a partir do final dos estaduais. 

Uma semana depois começam os campeonatos brasileiros e a seleção do técnico Tite tem compromissos pelas eliminatórias e para a disputa da Copa América. Certamente vários jogadores em atividade no país serão convocados e os clubes sofrerão desfalques em meio as competições o que irá alterar o equilíbrio dos campeonatos. Sem contar que nas datas FIFA as seleções das categorias de base também irão desfalcar os clubes de jogadores importantes.

Por isso sou totalmente contrário a realização dos campeonatos estaduais com tantas datas disponíveis, alterando para pior a sequência do calendário. Santa Catarina inchou seu campeonato, 12 clubes é um exagero, com 10 o prejuízo financeiro dos clubes já era enorme, imaginem com 12. Sem contar a qualidade da competição. 

Mas os clubes quiseram assim, a Federação precisa de jogos para viabilizar sua estrutura e a CBF cuida da seleção em detrimento de seus filiados. 

É um dos motivos do futebol brasileiro ficar a anos batendo palmas para as seleções e Ligas do primeiro mundo.
 

João Nassif
Por João Nassif 15/12/2020 - 07:33

A seleção húngara será sempre lembrada pela equipe histórica dos anos 1950 quando conquistou a medalha de ouro nas Olimpíadas de 1952 em Helsinki na Finlândia e o vice-campeonato na Copa do Mundo de 1954 na Suíça.

 

Seleção húngara pisando em Wembley

A Hungria foi a primeira equipe não britânica que venceu a Inglaterra em solo inglês no Estádio de Wembley, em jogo com resultado de 6x3 em novembro de 1953. Na revanche em Budapeste, pouco antes do Mundial de 1954, outra goleada, a Hungria venceu 7x1.

Na partida de Wembley a ovação de 105 mil torcedores presentes consagrou a seleção húngara e viram nascer o 4-2-4 de jogo rápido, envolvente e eficiente que destruiu o esquema WM inglês (3-2-2-3) implantado em 1925 e que viveu seu último ato naquele dia.

A goleada marcou o início do processo de transformação do futebol, começando pelo preparo físico e pelo esquema tático, duas armas letais daquele inesquecível time húngaro. 

Mesmo com duas goleadas impostas, 9x0 sobre a Coréia do Sul e 8x3 sobre a Alemanha Ocidental a fantástica seleção húngara não conquistou a Copa de 1954, a exemplo da Holanda em 1974 e do Brasil em 1982, outras duas seleções que também não foram campeãs, mas fizeram história na disputa dos Mundiais de Futebol.   
 

Tags: Hungria Wembley

João Nassif
Por João Nassif 12/12/2020 - 10:50

Agora é definitivo e o caminho é sem volta. Anselmo Freitas que já passou pelo clube há alguns anos, mas sempre esteve presente no patrocínio da camisa será eleito vice-presidente administrativo, sucessor de Jaime Dal Farra que irá renunciar no final do mês.

Anselmo Freitas

Anselmo Freitas anunciou sua candidatura ontem no final da tarde e informou que Waldeci Rampinelli será seu diretor de futebol. O cargo não é eletivo, simplesmente da confiança do futuro presidente. Rampinelli teve duas passagens vitoriosas na função, em 2002 e 2012.

Participei ainda ontem da entrevista do Anselmo no programa Ponto Final da Som Maior FM e duas questões que considero delicadas foram respondidas pelo futuro presidente, além da promessa de finalmente abrir o clube para seus torcedores.

Uma questão de maior relevância é a contratação de um diretor executivo para juntamente com Rampinelli montar o projeto futebol buscando a reabilitação do clube no cenário nacional e porque não, resgatar a imagem fortemente desgastada nos últimos anos. É necessário um profissional da área com conhecimento e relacionamento, exigências do futebol atual. Anselmo afirmou que vai buscar este profissional.

Outra questão é a gestão financeira. Anselmo pretende buscar parceiros, não investidores, mas que coloquem recursos no clube e sejam remunerados com taxas de juros que serão combinadas. Ninguém participará do projeto visando lucro, toda receita de eventuais negociações será revertida exclusivamente para o Criciúma EC.

Creio que está pavimentado um ótimo caminho e o clube comandado por velhos conhecidos poderá viver uma nova etapa em sua existência.
 

João Nassif
Por João Nassif 10/12/2020 - 18:30Atualizado em 10/12/2020 - 18:41

Thiago Ávila *

Nesse domingo, a Porsche Cup encerrou sua temporada 2020 com os 500 km de Interlagos. Em uma prova de 117 voltas, a equipe Farben, que é da região, mandou muito bem. Eles fizeram a pole position no sábado e lideraram mais da metade da corrida no domingo. O criciumense Jeff Giassi, que corre no simulador, fez sua estreia num carro real, e foi muito bem. Ele fez a volta mais rápida na classificação da 3.8 e até chegou a ficar em primeiro na classificação geral da prova.

 

A Farben só terminou em quinto pela entrada do carro de segurança na parte final da prova e também uma punição que Dimas Pimenta, outro integrante da equipe, cometeu ao cruzar a linha de saída dos boxes. Mesmo assim, a equipe do carro 14 subiu ao pódio, lembrando que este é formado pelos cinco primeiros colocados. Além de Jeff e Dimas, Enzo Elias, atual vice-campeão do Sprint da Porsche, fechou o trio.

Conversamos com Giassi, bicampeão brasileiro do campeonato virtual da marca, de provas no simulador, ele conta como foi sua experiência correndo num carro oficial da Porsche, fala das semelhanças entre correr no virtual e no real e explica a situação do Safety Car que acabou com suas chances de vitória.

THIAGO ÁVILA – Como foi a experiência de correr num carro real da Porsche?
JEFF GIASSI – Foi excepcional! O Enzo fez um coach excelente. Ele tem muita experiência, deu toda assistência para mim e para o Dimas, o Edu Bassani [chefe de equipe] fez toda a estratégia, sem falar do apoio da Farben e da Porsche, o carro é um foguete, é muito rápido.

TA – Além dos pilotos, quem também fazia parte da equipe Farben?
JG – A gente tinha dois mecânicos, o engenheiro, o estrategista, mas também tem o Dener Pires, que é o dono da Porsche Cup. Para se ter uma noção, tem muita gente envolvida. Todo mundo da Farben também, é uma equipe enorme.

TA – Quais são as diferenças de correr no virtual e real?
JG – Quando eu corri, eu reparei muito mais nas semelhanças do que nas diferenças, porque quando você sai do simulador e vai para o carro de verdade, as diferenças acabam fluindo muito naturalmente. Pelo fato de você estar ali, no equipamento, o próprio ambiente torna essas diferenças mais automáticas. O que ajuda muito são as semelhanças, então uma hora que eu estava numa disputa, eu pensava “quando estava no simulador numa disputa como essa eu freava aqui”, e funcionava. “Em uma situação de corrida que eu fiz no campeonato virtual eu tomei tal decisão” e quando eu consegui encaixar a mesma decisão no carro real acabou surtindo o mesmo efeito. Sobre as diferenças, o freio é um pouco diferente, a questão do consumo de pneus... As diferenças vêm de forma natural, não é um choque. E a questão de estratégia é muito parecido com o virtual, na análise de dados, telemetria, o estilo de pilotagem...

TA – Vocês fizeram a pole no sábado e lideraram boa parte da corrida, mas aí o Safety Car no final da corrida e ainda teve a punição. O que afetou mais o resultado?
JG – O que aconteceu no Safety Car, foram duas voltas que a gente não pode entrar nos boxes, por conta da estratégia, era praticamente obrigatório que a gente ficasse duas voltas a mais na pista. Por conta disso não deu para parar antes, e isso fez a gente sair uma volta atrás do líder, que era o Gaetano [Di Mauro], e aí veio a punição e a gente acabou ficando mesmo uma volta atrás, então foi um somatório de fatores.

TA – Então o Safety Car já havia tirado a vitória de vocês antes mesmo da punição.
JG – Sim, independente da punição, o Safety Car já havia tirado as chances de vitória, e eu sabia disso, eu estava na pista, vi o pessoal entrando nos boxes e eu perguntei “posso entrar”, eles me disseram “você não pode entrar agora, depois eu te explico”. Quando eu cheguei eles me disseram que pelo regulamento a estratégia que a gente montou eu tinha que dar mais duas voltas. Mas foi excepcional! Ficar entre os cinco primeiros na corrida de estreia é algo que eu não poderia esperar.

TA – Tem planos para correr na Porsche Cup ano que vem?
JG – Com certeza pretendo voltar, gostei muito de correr com toda a equipe que eu corri, foi um clima muito bom, um ambiente muito bacana. A questão é que depende mais de fatores externos do que minha decisão, então por mim com certeza iria de novo, agora tem que ver se terei oportunidade para estar de volta ano que vem.
 
*Jornalista

João Nassif
Por João Nassif 07/12/2020 - 19:25

Thiago Ávila *

Esse final de semana tivemos a penúltima corrida de 2020 da Formula 1, no circuito quase oval do Sakhir. O mexicano, Sérgio Pérez, depois de dez anos na categoria, conseguiu sua primeira vitória na carreira.

O piloto da Racing Point se aproveitou de erros bobos das Mercedes e venceu bem a corrida. Ele ainda se envolveu num acidente na largada com Charles Leclerc e Max Verstappen, e teve uma retomada espetacular para sair de último para primeiro.

Quem também correu foi Pietro Fittipaldi. O brasileiro fez sua estreia substituindo o lesionado Romain Grosjean na Haas. Ele largou em último e terminou em 17º, um desempenho de fato bem abaixo do companheiro Kevin Magnussen, mas que pelo menos botou o Brasil no radar da Formula 1 depois de três anos. Ele deverá estar de volta também em Abu Dhabi para a última corrida da temporada.

Em contrapartida, o heptacampeão Lewis Hamilton ficou de fora. Ele foi positivado com a COVID-19 e não pode participar. George Russell foi quem substituiu, e fez muito bonito, liderando praticamente toda a prova. O britânico de 22 anos só não venceu, porque teve problemas nos boxes e um pneu furado a sete voltas do fim.

Além da Pérez, Esteban Ocon e Lance Stroll fecharam o pódio. O outro estreante, Jack Aitken, na Williams, ficou na 16ª colocação.

A Formula 1 volta semana que vem com o GP de Abu Dhabi.

* Jornalista
 

João Nassif
Por João Nassif 06/12/2020 - 10:45

O Criciúma deve mandar uma mensagem agradecendo ao Ituano por ter sido decisivo na permanência do clube na série C do campeonato brasileiro.

O Criciúma não teve competência em fazer sua parte, não conseguiu vencer o Brusque e a vitória do Ituano em Sorocaba foi a salvação de uma campanha medíocre, certamente a pior do Criciúma em toda sua história.

Como já frisei em outros comentários, em tempos passados o clube sofreu rebaixamentos e revezes, mas em situações diferentes de agora. Lá atras o próprio clube gerenciava seu futebol, mesmo entre grandes conquistas a falta de recursos não permitia estabilidade, por isso algumas de más temporadas.

De uns tempos para cá com uma empresa comandando o futebol ficou de forma eloquente o fracasso, mesmo com investimentos que não seguiram um roteiro de bom planejamento e capacidade para colocar o time em outro patamar. Por isso a agonia de uma catástrofe na última rodada desta terceira divisão.

Fosse outro o regulamento e entre as 20 equipes das duas chaves da série C com a queda dos quatro últimos na classificação geral o Criciúma estaria rebaixado. Sim, o Treze, penúltimo colocado na chave A caiu com a mesma pontuação do Criciúma, antepenúltimo na chave B, mas com melhor saldo de gols.

Pelo regulamento e pelo Ituano o Criciúma foi salvo na última rodada.
 

João Nassif
Por João Nassif 05/12/2020 - 09:46Atualizado em 05/12/2020 - 09:47

O Criciúma entrará em campo hoje no começo da noite para jogar sua partida mais importante do século. Explico!

Tivemos outras partidas que marcaram a vida do clube como a decisão de 2002 contra o Fortaleza, a vitória sobre o Vitória por 6x0 confirmando o acesso de 2006, os jogos memoráveis da série B de 2012, as partidas finais dos campeonatos estaduais de 2005 e 2013.

Mas, nenhuma como a de hoje que representará a falência total do clube caso seja rebaixado para a quarta divisão do futebol brasileiro. Por isso esta partida é revestida da importância e dramaticidade sem precedentes, mesmo se compararmos com as disputas da série C em 2006, 2009 e 2010. Todas estas participações foram bem absorvidas pelo momento de fragilidade financeira do clube.

Agora não, com investidor há mais de cinco anos, a cada temporada com perspectivas alcançar a elite do futebol brasileiro, mas com planejamento equivocado, com erros em cima de erros na montagem do plantel e com total omissão do Conselho Deliberativo que no mínimo deveria zelar pela marca CRICIÚMA, o clube chegou ao fundo do poço.

Mesmo não vencendo o time pode escapar, mas aí dependendo do resultado de um outro jogo, não dá para confiar. Todos, jogadores, comissão técnica, têm que pensar apenas em vitória e saber que logo mais à noite o time entrará em campo para o jogo mais importante de sua história neste século.
 

Tags: Criciúma EC

João Nassif
Por João Nassif 04/12/2020 - 08:17

Thiago Ávila *

Neste domingo a Porsche Cup encerrará sua temporada 2020 com a última etapa do campeonato de Endurance, em Interlagos. Será a prova mais longa do ano, com 500km de distância e cinco paradas obrigatórias, tendo aproximadamente 4 horas de duração.

Jeff Giassi

Para essa última etapa, a equipe da Farben, daqui da região, teria os criciumenses Jeff Giassi e André Gaidzinski sob o volante do carro 14. Mas Gaidzinski foi positivado com a COVID-19 e não irá participar da corrida. “Foi um baque. Nessa quarta recebemos o resultado do laboratório, foi positivo. Mas fisicamente estou bem, psicologicamente que estou arrasado, frustrado por não poder trabalhar e ajudar a equipe”, lamentou o piloto. Ele ficará em quarentena em sua residência em Florianópolis.

Jeff, entretanto, fará sua estreia no carro da Porsche. Ele vem do simulador, é bicampeão brasileiro do campeonato virtual da marca e agora terá a chance de fazer uma corrida completa com um carro real. 

“Eu treinei bastante para essa corrida, tanto na parte física quanto psicológica, no carro, no simulador, alimentação, exercícios físicos, enfim tudo o que envolve a competição. O máximo que eu pude estar no carro eu fiquei, tudo o que eu pude acompanhar de outras pessoas andando para ter referência também. Então por mais que vai ser minha primeira corrida no carro, estou muito preparado para o nível de experiência que eu tenho”, destacou o motivado piloto.

A Farben também conta com o brasiliense Enzo Elias, de 18 anos. Ele foi campeão ano passado da classe 3.8 e é atual vice-campeão da classe 4.0. Ele será um grande reforço para a equipe da casa.

O substituto de André ainda não foi divulgado, há a possibilidade de a Farben correr com apenas dois pilotos. 

O treino classificatório começa sábado às 15:30 e a largada no domingo à 13:20 com transmissão dos canais SporTV.

*Jornalista

João Nassif
Por João Nassif 02/12/2020 - 15:57

Thiago Ávila *

Esse final de semana tem Fórmula 1, tem o GP do Sakhir. A prova será no mesmo autódromo do domingo passado, a diferença é que será usado o anel externo da pista, o que lembra um oval.

Pietro Fittipaldi

São três longas retas e apenas 11 curvas, o que configura uma pista extremamente veloz em que o vácuo será essêncial, algo muito comum em provas norte-americanas, e por isso o apelido de pista oval do Bahrein.

Como confirmado essa semana, o brasileiro Pietro Fittipaldi fará sua estreia na Fórmula 1 pela equipe Haas, substituindo Grosjean, que sofreu um grave acidente no último domingo.

Quem também fica de fora é Lewis Hamilton. O heptacampeão testou positivo para o COVID-19 e será substituído pelo jovem George Russell, que estava correndo pela equipe Williams. Russell tem 22 anos e chega a Mercedes como um dos candidatos à vitória, juntamente com Valtteri Bottas.

Para a vaga sobrando na Williams, Jack Aitken, piloto da Fórmula 2, foi chamado e também irá estrear na categoria.

João Nassif
Por João Nassif 01/12/2020 - 21:50

Thiago Ávila *

Esse final de semana, Alex Cé disputou a terceira etapa do campeonato de Turismo Nacional, no autódromo de Tarumã. Correndo pela equipe Yazigi Racing ao lado do parceiro Guto Rota, foram seis corridas entre sábado e domingo com altos e baixos.

No sábado, Rota ficou em segundo na primeira prova e quarto na segunda. Na terceira, Cé assumiu o volante. Ele largou mal, mas se recuperou bem para terminar na quarta posição.

No domingo, as coisas não saíram tão bem. Na corrida 4, o carro apresentou problemas mecânicos e Cé terminou apenas em 9º. Em seguida, com o carro melhor, Rota pôs a Yazigi  novamente na segunda colocação. Por fim, na última prova do dia, o carro quebrou logo na largada e Alex não pode pontuar. 

O resultado pôs a dupla em segundo no campeonato, porém a mais de 140 pontos de desvantagem sobre Richard Heidrich e terão que somar o máximo de pontos possíveis para sair com o título na quarta etapa que acontece em janeiro do ano que vem.

* Jornalista
 

João Nassif
Por João Nassif 01/12/2020 - 08:52Atualizado em 01/12/2020 - 12:09

Não bastassem as lambanças promovidas pelo Conselho Deliberativo do Criciúma que tem mostrado total desconhecimento do Estatuto do clube, sua omissão para com o futuro do time e da marca, a diretoria executiva que é a mesma do parceiro (G.A.) confirma neste final de mandato toda sua incompetência na condução do futebol.

Na coletiva pós jogo contra o São José o técnico Itamar Schülle desabafou e escancarou a questão Andrew que se recusou jogar por questões que envolvem seu empresário. 

Ninguém do clube, inclusive os diretores Edson Gaúcho e Ocimar Bolicenho e muito menos o presidente trataram a questão que foi em parte resolvida pelo técnico. Itamar afirmou que teve que convencer o atleta para treinar e jogar pela necessidade de seu futebol.

Ninguém da diretoria se manifestou sobre o episódio mostrando que a relação com o plantel não é saudável o que pode comprometer de vez o resultado do jogo decisivo contra novo rebaixamento.

Estamos ou não assistindo um verdadeiro fim de feira?
 

João Nassif
Por João Nassif 30/11/2020 - 08:51

ATÉ NO CAOS DÁ HAMILTON

Numa corrida marcada por um acidente gravíssimo, Lewis Hamilton chegou à marca de 95 vitórias na Fórmula 1.

A noite de domingo no Bahrein já iniciou no susto. Logo na largada, Romain Grosjean se envolveu num acidente com Kvyat. O francês acertou o muro em cheio e seu carro incendiou. O veículo chegou a dividir ao meio e Grosjean rapidamente escapou do cockpit. Ele teve queimaduras nas mãos e sem nenhuma fratura no corpo.

Uma hora e meia depois a corrida recomeçou. Hamilton largou na frente e se manteve na liderança de ponta a ponta, sem ser ameaçado uma única vez. Logo atrás vinha Verstappen, andando o máximo que podia para manter a distância da liderança ou tentando alguma estratégia que revertesse o resultado.

Ao final, o heptacampeão cruzou a linha de chegada sob Safety Car, seguido do holandês e Alex Albon para fechar o pódio.

Essa é a 11ª vitória de Lewis no ano, que agora está a mais de 130 pontos na frente de Bottas no campeonato.


 

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