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* as opiniões expressas neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do 4oito
Por João Nassif 14/08/2022 - 19:45 Atualizado há 12 horas

A derrota no último sábado provocou um manifesto da principal torcida do Criciúma cobrando de maneira forte o desempenho do time nos últimos jogos, principalmente contra o Novorizontino.

O alvo principal da revolta dos torcedores é o técnico Cláudio Tencati, além do diretor Juliano Camargo, cobrado por contratações. A “lei” brasileira é madrasta dos que comandam o futebol e as cobranças são consequência dos maus resultados.

 

O manifesto pede urgência na demissão do técnico. Entendem os torcedores que cumpriram sua parte se associando num volume espetacular que rendeu uma forte arrecadação e não está vendo a contrapartida por parte do clube.

Enquanto os resultados foram sendo favoráveis apesar do fraco desempenho do time, a torcida se mostrou solidária criando uma empatia muito forte com os jogadores, comissão técnica e a própria diretoria.

Os quatro jogos recentes sem vitória, são três empates e uma derrota escancaram a falta de qualidade e a saída do Marquinhos Gabriel foi um grande componente neste sentimento de frustração, tipo a gota d’água e por isso a forte cobrança da Barra Os Tigres.

Como afirmei, manifestação de torcedores faz parte da cultura brasileira e vai depender exclusivamente dos dirigentes a forma de como administrar a situação. Não devem tomar medidas por pressão da torcida, tem que haver entendimento e capacidade para não deixar o futuro ainda mais complicado.

Só para emitir minha opinião, não entendo como prudente trocar o comando, não vejo o Tencati como único responsável pelo mau futebol. Os jogadores têm sido solidários com o técnico, mas não conseguem jogar num nível melhor. Qualquer mudança não garante melhora na qualidade, apenas um choque cujo efeito não pode ser medido.
 

Por João Nassif 11/08/2022 - 07:25

A reação da torcida “Os Tigres” ao final do jogo de ontem foi sinal da decepção que o Criciúma tem provocado em quem está fazendo mais que o possível para que o time encontre um caminho de vitórias e principalmente de boas atuações.

O esforço dos jogadores é reconhecido, tanto que até em algumas derrotas os jogadores saem de campo aplaudidos pelo fato de terem muita transpiração e os resultados muitas vezes não são condizentes com o resultado do esforço. 

Mas, ontem novamente o time mostrou vontade e a busca da vitória, mas esbarrou no que tem sido a realidade do atual plantel. Falta de qualidade. Esta certamente é a maior decepção dos torcedores.

Tenho focado muito neste quesito e na falta do planejamento necessário para o clube enfrentar duas competições que já se sabia seriam sobrepostas. A sequência de jogos foi anunciada com o acesso no final da temporada passada. Por isso não vale como justificativa pelos maus resultados dentro do Heriberto Hülse. 

Não sou especialista no assunto, mas chama atenção o alto número de jogadores com lesões musculares. Má preparação física? Depois de quase cinco meses sem jogos o Criciúma no começo do campeonato brasileiro mostrou dificuldades no aspecto físico que aos poucos foi se estabilizando, ainda não o suficiente para impedir desfalques importantes por lesões musculares e que vem também sendo motivo de explicações pelos maus resultados.

Enfim, a pontuação não é das piores e está dentro do objetivo que é a permanência na série B do brasileiro. Mas, deve ter sido ligado o sinal de alerta, pois somente empatar fora de casa é muito bom, desde que vença os jogos no Heriberto Hülse.
 

Por João Nassif 09/08/2022 - 00:26

Quem como eu tivesse pensado em dois jogos fáceis contra o Guarani da Palhoça quebrariam a cara, pois o Criciúma que passou até com certa tranquilidade pelo primeiro, ganhou o segundo pela espetacular atuação do goleiro Alisson.

Numa noite fria e chuvosa o Guarani se mostrou uma equipe muito bem treinada, comandou grande parte do jogo e foi eliminada porque afinal o adversário foi o Criciúma, potência do futebol catarinense.

Pelo que pude ver do time comandado pelo velho conhecido Luiz Carlos Cruz se tivesse outro adversário pela frente certamente passaria de fase e se o emparceiramento ajudasse poderia até alcançar o acesso. 

Foi o último colocado entre os classificados e o regulamento colocou a sua frente o Criciúma, primeiro colocado na fase de classificação.

Deixando o Guarani de lado, vi um Criciúma totalmente reserva fazer um jogo muito ruim, sem imaginação com seus jogadores correndo atrás do bom toque de bola do adversário e somente saiu com a vitória pelo goleiro que até pegou um pênalti.

Vou descontar a falta de entrosamento, pois creio que o time não tem treinado com esta configuração e com dois garotos de muito potencial que somaram pouco na organização do time.

O lateral Kayke fez o segundo gol que salvou sua atuação. O outro, Rodrigo Souza ficou posicionado mais na segunda linha defensiva e apareceu somente no final com um belo chute de muito longe, sua especialidade.

Mas, repetindo um chavão que tem sido muito falado sobre o Criciúma na temporada. “O resultado superou o desempenho”.

E amanhã, teremos outro Guarani no Heriberto Hülse. Este sim num jogo importante para consolidar a caminhada do time na série B. O time campineiro habita desde o início a zona de rebaixamento.


 

Por João Nassif 07/08/2022 - 12:15

O Guarani de Palhoça foi o adversário ideal para que dois jogadores do Criciúma desencantassem e voltassem a fazer os gols que há muito tempo eram pedidos pela torcida.

Que Thiago Alagoano e Caio Dantas são artilheiros ninguém discute, foram contratados por seus históricos recentes de fazedores de gols por onde jogaram e foram saudados por todos que entendiam o Criciúma resolvendo seus problemas ofensivos.

Por questões muitas vezes inexplicáveis ambos viviam períodos de seca que chegou a colocar dúvidas em suas contratações. O futebol permite que seja mínima a distância entre o amor e o ódio, sentimentos que ficam estampados entre as pessoas que lidam com o futebol, principalmente os torcedores. Saíram do jogo de sábado como heróis no calor da torcida.

Os gols na Palhoça foram produtos de dois cruzamentos, assistências, há muito não eram vistos encontrando Thiago Alagoano livre dentro da área e uma jogada espetacular do Caio Dantas que mostrou sua capacidade de artilheiro.

Podemos levar em conta a fragilidade do adversário, sim. Mas, neste momento é importante que sejam exaltadas as qualidades de cada um que deram sinais de que podem retomar o grau de confiança necessário para fazer o Criciúma definir seu objetivo no catarinense e ter um crescimento no brasileiro.  
 

Por João Nassif 03/08/2022 - 07:52

Outro empate que mostra a falta de apetite do Criciúma em buscar a vitória em jogos fora de seu reduto. Em Recife, depois de virar em vantagem para o segundo tempo foi formatada uma retranca que por pouco não garantiu a vitória. Tomou o empate quando faltavam menos de 10 minutos para o final do jogo.

Por mais que o técnico Cláudio Tencati tenha tentado explicar na coletiva a razão de ter colocado um zagueiro no lugar do Lohan que sentiu uma indisposição no início do segundo tempo, a troca sinalizou para os próprios jogadores em campo que era para prevalecer o modo retranca para garantir a vitória.

A justificativa foram as mudanças do técnico do Sport que colocou dois atacantes de área e por isso a necessidade de fortalecer a linha final do setor defensivo. Até teria sentido, mas até então o Sport não conseguia ultrapassar a barreira da marcação imposta à frente da área com o Criciúma defendendo quase sempre com nove jogadores, apenas com Marquinhos Gabriel avançado.

Enfim, poderia ficar aqui desfilando o comportamento do time quando joga fora de casa que apesar de desempenho discutíveis vai acumulando pontos e neste início de returno está numa situação confortável se olharmos a parte final da classificação.

Resumindo, o que vale são os pontos conquistados independente do rendimento técnico. Depois de 22 rodadas foram raros os jogos em que o Criciúma conseguiu jogar alguma coisa parecida com bom futebol.

Mesmo em casa os pontos conquistados foram muito mais em função da força da torcida do que pelo desempenho. Os torcedores irão continuar enchendo o Heriberto Hülse e terão parcela importante na manutenção do clube na série B do campeonato brasileiro.

 

Por João Nassif 31/07/2022 - 09:50

Quem sou eu para duvidar do Claudio Tencati quando ele afirma que qualquer pontinho conquistado fora de casa é bem-vindo, desde que seu time faça o dever de casa empurrado por uma imensa e barulhenta torcida.

Até aí, tudo bem, inclusive a comemoração do empate em Londrina, produto de um espetacular gol contra do zagueiro adversário. Novamente e quase sempre o resultado superou o desempenho do time que tem esbarrado em suas próprias deficiências, para não bater na tecla da falta de qualidade.

De novo, o planejamento. Com duas competições simultâneas a divisão do grupo de jogadores é necessária para que se consiga formar dois times para atuar em dois dias consecutivos. O Criciúma tem perdido tempo para trabalhar melhor a questão técnica que poderia dar outro rendimento nas duas competições.

Não que seria a solução, mas ajudaria bastante no confronto com outras equipes que também carecem de qualidade, tanto no brasileiro como principalmente no estadual.

Mas, é assim que tem que ir levando, atras dos dois objetivos, voltar a primeira divisão catarinense e se garantir no brasileiro para a série B em 2023.

Por João Nassif 28/07/2022 - 22:06 Atualizado em 28/07/2022 - 22:06

A CBF só pode estar de brincadeira mexendo com o futebol brasileiro que tenta atingir um estágio profissional para no mínimo ser igual ao que é praticado nos países de primeiro mundo.

Os erros existem tanto lá como cá, a diferença é que lá os campeonatos têm credibilidade, pois mesmo com os erros naturais das arbitragens não existe interferência sistemática dos árbitros de vídeo e todas as decisões tomadas não são contestadas pelos personagens dos jogos.

Aqui além da pressão dos jogadores, técnicos e torcedores, com as intervenções do VAR inventaram uma Central do Apito com ex-árbitros que quando em atividade cansaram de cometer erros absurdos, com alguns decidindo campeonatos.

O que foi visto no jogo do meio de semana pela Copa do Brasil entre Flamengo e Athletico-PR foi uma vergonha e os áudios divulgados pela CBF escancaram a falência das arbitragens do futebol brasileiro. 

Luiz Flávio de Oliveira e Wagner Reway, respectivamente árbitro de campo e operador do VAR erraram tanto que a própria Comissão de Arbitragem da Confederação teve que afastá-los como forma de dar satisfação a todos pelos absurdos que cometeram durante o jogo

Estou me referindo a este jogo, mas ao longo da temporada os erros nas decisões das arbitragens foram flagrantes e macularam de forma muito forte tanto os campeonatos brasileiros como a Copa do Brasil.

Afastamento resolve? Creio que não. Não só esta dupla, mas todos os árbitros de forma geral são incompetentes e enquanto a CBF não profissional a arbitragem e formar técnicos que não sejam árbitros para operar o VAR, teremos outros erros que podem decidir torneios e campeonatos.

Por João Nassif 26/07/2022 - 04:27 Atualizado em 26/07/2022 - 08:48

O início do jogo na primeira rodada do returno foi eletrizante com o Criciúma perdendo dois gols praticamente na cara do goleiro e na sequência sofreu o gol, antes do quinto minuto do jogo.

Esbarrando novamente na falta de precisão nos arremates e na dificuldade na criação, permitiram que a estratégia do CSA fosse soberana, um time programado para contra-atacar pela velocidade de seus atacantes e num destes contra-ataques, Osvaldo, um veterano ponteiro, chegou frente a frente com Gustavo que impediu o segundo gol. 

Até que por volta dos 27 minutos, com a intervenção do VAR, um zagueiro do CSA foi expulso, num lance infantil de agressão fora da bola, o jogo mudou por inteiro. Mas ainda sem qualidade, o Criciúma não conseguiu ao menos a igualdade até o fim do primeiro tempo.

Na segunda parte, o jogo foi de uma equipe só atacando e a outra, com um jogador a menos, montada no setor defensivo.

O técnico Cláudio Tencati foi fazendo mudanças, tirou volante e lateral colocando jogadores de ataque, tirou o Marcelo Hermes que fez sua pior partida desde que entrou no time para entrada do Hélder que começou a mudar a história do jogo.

Foi seu cruzamento que encontrou Marquinhos Gabriel no segundo pau para empatar o jogo. Depois de outra bola levantada na área o mesmo Marquinhos apareceu livre de frente para o gol e a virada estava consolidada.

O Criciúma escapou de uma tragédia e passou o restante do jogo trocando passes sem a ambição de aumentar o resultado. Até sofrer o primeiro gol, o CSA ainda tinha um resto de energia que acabou quando foi a virada.

O placar poderia ser maior, mas esta minha opinião fica de lado pela grande festa feita pelos quase 12 mil torcedores que saíram empolgados do Heriberto Hülse.

Por João Nassif 23/07/2022 - 12:56

O Criciúma conseguiu interromper uma sequência de resultados negativos combinando as duas competições que está disputando neste momento da temporada.

A vitória em casa sobre o Blumenau era mais que obrigatória, para mostrar aos demais concorrentes na série B do catarinense que o clube mais forte, da camisa da pesada finalmente chegou para confirmar seu favoritismo ao acesso.

Os reforços que estrearam mostraram condições de brigar pela titularidade no grupo principal e esta é uma ótima notícia, assim o técnico terá mais opções para conduzir o time sem maiores susto no campeonato brasileiro.

O nível desta competição não é dos melhores e a busca pelo objetivo de permanecer na competição, alvo maior do clube, poderá ser alcançado.

Estou confiando que este incremento no plantel seja suficiente para o desenvolvimento de melhor desempenho no segundo turno, pois mesmo com boa pontuação na primeira parte do campeonato, o time sofreu com a baixa qualidade em muitos jogos. 

Mesmo tendo domínio, mais posse de bola e sendo mais intenso que os adversários a falta de gols resultaram em algumas derrotas que poderiam ter sido evitadas, mas justamente a falta de gols escancaram a baixa qualidade tanto na armação como na execução final para a conquista dos gols.

A partida de segunda-feira contra o CSA no Heriberto Hülse poderá nos dar a dimensão exata do que será o Criciúma no returno desta série B. No catarinense a classificação e o acesso estão encaminhados.   
 

Por João Nassif 22/07/2022 - 07:45

O encerramento do primeiro turno da série B do campeonato brasileiro mostra uma tendência, apenas tendência, nada definitivo com relação à classificação final com todas as rodadas do segundo turno a serem realizadas.

Na ponta de cima da tabela os quatro primeiros colocados terminaram a primeira fase sobrando, o Grêmio quarto colocado teve um rendimento de 57%, percentual que garante o acesso comparando com o campeonato de 2021 quando o quarto colocado foi o Avaí com 56% de rendimento.

Apenas como tendência neste comparativo subiriam Cruzeiro, Vasco da Gama, Bahia, além do Grêmio.

Na zona do rebaixamento a situação está indefinida comparando com 2021. São três times com rendimento igual abrindo o Z-4. Operário, Ituano e CSA tiveram no primeiro turno um rendimento de 35%. Este rendimento está abaixo do Remo que atingiu 37% e foi o 17º colocado no ano passado.

Apenas como tendência neste comparativo cairiam um destes três na companhia do Náutico, Guarani e Vila Nova.

Sobre o Criciúma, vinha com ótima campanha até a 16ª rodada quando estava em quinto a apenas três pontos do G-4. Nos três jogos até o término do turno, perdeu para o Vasco, empatou com a Ponte Preta e foi derrotado pelo Tombense na última rodada. Dos nove pontos em disputa ganhou apenas um e assim despencou para a 11ª colocação ao final do primeiro turno.
 

Por João Nassif 20/07/2022 - 09:46

Falando um pouco de futebol o jogo do Criciúma contra o Tombense foi de uma pobreza como muitos nesta série B de 2022. Foi feita a previsão que seria a maior da história pela presença de muitos campeões brasileiros, mas o que estamos assistindo é um festival de jogos de baixa qualidade e a falta de times que possam confrontar estes campeões.

Claro que temos um ou outro jogo que ficam fora da curva, mas no geral o favoritismo dos campeões acaba prevalecendo. Por isso cinco deles ocupam as primeiras posições na classificação, exceção é o Guarani que não sai da zona de rebaixamento.

Feitam estas considerações, vamos enfocar o jogo do Criciúma. Novamente o time teve supremacia sobre o adversário no segundo tempo, teve iniciativa em quase todos os 90 minutos, mais posse de bola, mais chutes a gol e novamente não conseguiu um golzinho sequer. 

A surpresa do campeonato é o Tombense que chegou aos 28 pontos na quinta posição ao final do primeiro turno e pelo que mostrou contra o Criciúma deixa a certeza que só o futebol permite que um time de baixíssima qualidade possa ocupar lugar de destaque numa competição depois de 19 rodadas.

E o Criciúma que me induziu a afirmar rodadas atrás que brigaria pelo acesso, sem qualidade deve se dar por satisfeito ficar numa zona intermediaria, seu principal objetivo no campeonato. 

Pode ser que as contratações e o retorno de alguns jogadores saindo do DM podem melhorar o rendimento, mas a tendencia é que mesmo assim fique somente livre qualquer possibilidade de rebaixamento.


 

 

 

 

Por João Nassif 20/07/2022 - 04:37

Outro dia após uma derrota o técnico Cláudio Tencati foi deselegante com o repórter que lhe questionou sobre a falta de gols do time tanto no brasileiro como no catarinense.

Ontem após nova derrota o próprio técnico puxou o assunto e disse que o acúmulo de jogos tem causado problemas, pois não sabia que a série B do catarinense tinha prazo para o encerramento.

E disse mais, que havia sido informado pela direção do Criciúma que no conselho técnico do estadual foi prometido que a FCF manobraria as datas do campeonato para não coincidir o campeonato brasileiro. Das duas uma, ou ele entendeu errado ou foi o clube que não entendeu. 

A verdade é que o planejamento para a temporada foi feito de forma equivocada. O Criciúma sabia desde o descenso em 2021 que teria que jogar duas competições simultâneas. Que haveria sobreposição de jogos, pois o campeonato estadual seria disputado em meio ao brasileiro.

A FCF mudou algumas datas de jogos do Criciúma, fazendo o possível para não prejudicar os outros nove participantes. Seria um absurdo privilegiar o Criciúma e mudar o planejamento do demais que contrataram jogadores cujo vínculos seriam encerrados no final da competição definida no conselho técnico.

O Criciúma sabia que viriam lesões, suspensões num campeonato longo como a série B do brasileiro e não se precaveu para enfrentar com tranquilidade as duas competições. 

E agora de nada adianta reclamar, tem que seguir com o que tem, alguns reforços ainda não estrearam e são necessárias novas contratações para que não haja maiores prejuízos, tanto numa como noutra competição.
 

Por João Nassif 18/07/2022 - 07:17

Dos 10 jogos que o Criciúma disputou em casa no primeiro turno, conquistou 15 pontos, quer dizer, teve um rendimento de 50%. Fora de casa, faltando ainda o jogo de amanhã para completar o primeiro turno, portanto em oito jogos conseguiu nove pontos, rendimento de 37,5%. No total até agora são 24 pontos em 18 jogos com aproveitamento de 44,4%.

Estes números mostram que a campanha atual com o time na oitava posição é exatamente o reflexo da capacidade que foi mostrada nesta primeira parte da série B.

Nos confrontos contra os times que hoje estão na zona de acesso, dos 12 pontos disputados o Criciúma ganhou apenas um, empate contra o Grêmio em Porto Alegre. Foi derrotado pelo Cruzeiro e Vasco da Gama em casa e pelo Bahia em Salvador. Teve também o empate em casa contra o Sport que hoje é o quinto colocado.

Que fique bem claro que os confrontos com estes clubes não é o campeonato que o Criciúma disputa. Seu campeonato é contra os times que hoje do meio para baixo na tabela e contra estes o Criciúma tem boa vantagem, tanto dentro como fora do Heriberto Hülse.

Os números atuais mostram que o objetivo está próximo de ser alcançado com o Tigre mantendo a presença na série B em 2023.
 

Por João Nassif 15/07/2022 - 11:45 Atualizado em 15/07/2022 - 23:36

Existem alguns tipos de repórteres, os que trabalham com as informações da política, outros do esporte, outros do entretenimento e por aí vai.

Quero me fixar no repórter esportivo que são os que fazem o meio de campo entre os personagens do esporte e o público em geral. Existem modalidades que não mexem com a paixão das pessoas e as que tocam diretamente na paixão dos torcedores. O futebol é um destes caso e tenho muito orgulho de seguir nesta profissão.

A função do repórter é perguntar e o entrevistado responde ou não, ficando a seu critério. Tipo assim o repórter tem o dever de perguntar e o entrevistado responde se quiser. Esta é a lógica de uma entrevista no dia a dia entre dois ou mais personagens.

O que houve após o jogo de ontem no Heriberto Hülse contrariou totalmente a lógica do bom relacionamento.

O técnico Cláudio Tencati respondeu uma primeira pergunta e enfatizou o fato do Criciúma estar disputando simultaneamente duas competições e disse que mesmo assim teria que haver cuidados para que o grupo de atletas não perdessem o foco em ambas, pois afinal de contas o Criciúma tem a obrigação de terminar o catarinense com o acesso.

Imediatamente após seu discurso, pois cada resposta é uma verdadeira aula sobre o jogo, foi perguntado pelo repórter Ênio Bis da Rádio Som Maior FM sobre o baixo aproveitamento dos dois times nos últimos jogos das duas competições.

A resposta foi um xilique com o técnico dizendo que não falaria sobre o campeonato catarinense. Como afirmei, o entrevistado responde como bem entender, mas o tom do técnico é preocupante, pois beirou a falta de educação, quero ficar por aqui, aos ouvidos de milhares de torcedores.

Quero cumprimentar o repórter que elegantemente mudou a pergunta e assim seguiu a coletiva. Sempre que posso afirmo que não sou corporativista, apenas registro meu desagrado pelo destempero do técnico.

Por mais que tentasse explicar, seu time não jogou nada, apenas muita força de vontade e o empate foi resultado por ter achado um gol no final do jogo.


 

Por João Nassif 15/07/2022 - 07:45 Atualizado em 15/07/2022 - 08:23

Depois de muitas reclamações, o Criciúma resolveu fazer o correto, que foi buscar um acordo junto a Federação para o ajuste de datas nas duas competições que o clube está envolvido.

O presidente da FCF entrou em cena e, junto com seu diretor de competições, alterou a data dos jogos do clube nas três rodadas finais da fase de classificação da Série B.

O jogo contra o Blumenau, aqui em Criciúma, ficou para o dia 22, contra o Guarani, em Palhoça, dia 27, e o jogo da rodada final, contra o Tubarão, também no Heriberto Hülse, no dia 31, faltando apenas a definição do horário.

Esta possibilidade só foi possível pelo pedido do presidente Rubens Angelotti à CBF para que fosse alterado o dia do jogo contra o CSA e de comum acordo a partida mudou do dia 23 para o dia 25.

Tudo resolvido. Agora, é o técnico Cláudio Tencati e os jogadores para manutenção da campanha no campeonato brasileiro e a necessária recuperação no catarinense. 
 

Por João Nassif 13/07/2022 - 04:59

Não concordo com a transferência para a Federação dos fracassos do Criciúma na série B do catarinense. Desde o início do ano passado o clube já sabia que haveria acúmulo de jogos pela participação em duas competições.

Faltou planejamento, pois havia por parte de todos que a segunda divisão do catarinense seria uma barbada. Não tem sido assim, o Criciúma está jogando um futebol de acordo com a competição e os resultados são muito ruins. 

Vai se classificar para as decisões e certamente irá retornar à série A, agora não aceito a justificativa de rompimento de um acordo que o campeonato poderia se estender. O presidente da Federação não poderia firmar qualquer acordo sem a anuência dos demais clubes.

Não é o fato do Criciúma ser o maior time da série B do estadual, nem que seja o que tem disparado a melhor média de público, que dê um grande lucro para a Federação que justificaria um privilégio em detrimento dos demais. A incompetência jogou o time na segunda divisão e está pagando por isso.

Então que o técnico Cláudio Tencati que sabendo do calendário aceitou a renovação de contrato depois do acesso em 2021, fale de acordo com o rendimento de seu time e não insista em colocar na conta da Federação os péssimos resultados do time e o horrível rendimento nos confrontos contra times de qualidade muito inferior.

Um mau planejamento não justifica o xororô. 

Por João Nassif 12/07/2022 - 08:00

O grupo da série B favorito para o acesso já vai se distanciando quando estamos chegando ao final do primeiro turno. Ainda faltam duas rodadas para o encerramento da primeira parte da temporada.

Pela ordem, Cruzeiro com 38 pontos, Vasco da Gama com 34, Bahia com 30 e Grêmio com 29 são os quatro primeiros colocados com 17 rodadas já realizadas. O Sport, outro que também podemos dizer que é favorito está em quinto lugar com 25 pontos, mesma pontuação do Tombense, calouro na divisão.

Criciúma, Novorizontino, CRB vêm na sequência com 23 pontos. É interessante notar que o Tombense, Criciúma e Novorizontino são clubes que este ano vieram da série C. Dos quatro que subiram apenas o Ituano ficou para trás com18 pontos.

Este o retrato do momento. O que mais nos interessa é o Criciúma que tem como primeiro objetivo permanecer na segunda divisão do futebol brasileiro. 

A marca buscada por todos para escapar do rebaixamento é 45 pontos, portanto o Criciúma já alcançou metade do necessário, podendo chegar aos 26 na próxima rodada jogando em casa contra a Ponte Preta, sem contar o jogo final do turno contra o Tombense.

Mantendo o ritmo atual, mesmo sem grandes exibições e com os reforços que poderão ser aproveitados a partir da semana que vem quando abrir a janela de transferências, o Tigre pode tranquilamente alcançar a pontuação necessária para escapar do rebaixamento.

A possibilidade é real se o técnico Cláudio Tencati conseguir melhorar a defesa que sofreu 16 gols, a maior entre os sete primeiro colocados. Em contrapartida o ataque com seus 18 gols é o segundo melhor da competição junto com outros cinco times.

Se a defesa não está entre as melhores, os zagueiros e meio campistas são responsáveis por 13 dos 18 gols marcados. Completando a artilharia os atacantes marcaram apenas três gols e os outros dois foram gols contra. 
 
 

Por João Nassif 10/07/2022 - 09:59 Atualizado em 11/07/2022 - 09:02

O jogo de ontem ficará marcado pelo excepcional público presente no Heriberto Hülse. Foi o maior desde muito tempo, quase 20 mil torcedores fizeram do estádio uma casa de espetáculo, pois as duas torcidas fizeram a festa num jogo sem muito brilho e com grande frustração da imensa maioria.

O Criciúma sucumbiu logo nos primeiros minutos por um pênalti indiscutível que deu ao Vasco a vantagem que perdurou até o apito final. Por mais que o Criciúma tivesse insistido com sua força habitual quando dentro de casa, a falta de qualidade ofensiva não permitiu outro resultado.

Sem entrar no mérito dos procedimentos do técnico Cláudio Tencati e sua comissão, os treinos finais foram fechados por força da escalação do adversário e quando foi comprovada as ausências de Nenê e Gabriel Pec, os dois melhores do Vasco, o Criciúma mudou sua escalação e estratégia e o vácuo deixado no meio campo foi decisivo para a derrota.

Renunciando aos três volantes, o Rômulo foi sacado para entrada do Fellipe Matheus o time se desarticulou, os volantes Léo Costa e Arilson não conseguiram produzir e o meia talvez tenha jogado sua pior partida no campeonato.

As mudanças no intervalo com o retorno de Rômulo e a entrada do Claudinho deram ao time nova dinâmica, mesmo com o Fellipe Matheus não produzindo, mas novamente com o fracasso ofensivo e derrota dentro de casa foi inevitável.

Com a derrota e outros resultados o Criciúma ficou em sétimo lugar ao final de rodada 17. Nada que preocupa, o Tigre não disputa o campeonato do Vasco, por isso o seu planejamento está sendo cumprido e na sequencia tem todas as condições de chegar à seu objetivo de permanecer na série B.  
 

Por João Nassif 07/07/2022 - 05:57

Não vou ficar aqui no clichê comentando que uma competição menor não dá aos jogadores a força necessária para vencer, principalmente quando se trata de um clube que surgiu há pouco e não colocava medo no poderoso Criciúma.

A conversa de que não existe mais bobo no futebol não pode ser aplicada se tratando do Criciúma numa segunda divisão do futebol catarinense.
Todos que acompanham o futebol e têm um mínimo de bom senso tinham por obrigação de exigir do Criciúma vencer todos os adversários e conquistar o acesso sem qualquer tropeço. 

Mesmo quando coloca em campo um time reserva com alguns poucos titulares que por um motivo ou outro não são unanimidade no time que disputa o campeonato brasileiro.

O que estamos vendo é o Criciúma com um plantel limitado, carente de opções e quando joga com a maioria de jogadores poucos aproveitados no time principal as dificuldades são enormes e o resultados beirando o ridículo.

É inadmissível que o enfrentamento contra adversários emergentes o time não consegue convencer empatando com o Caravaggio e sendo derrotado em casa pelo Nação.

Pergunto, quem é o Nação? Com todo respeito, por mais que venha com o proposito de se defender soube explorar a deficiências do Criciúma, com um time reserva sem a força do principal.

Não posso esquecer que a vitória contra o Metropolitano em casa foi produto de um gol contra o zagueiro adversário.

O Criciúma vai subir? Certamente, mas tem que jogar com entendimento de uma série B do futebol catarinense. Caso contrário, mesmo com a certeza do acesso vai padecer e continuar ouvindo o grito de repúdio de uma torcida fiel e solidária que comparece em um número inimaginável para o tipo de competição que o Criciúma se meteu.    
 

Por João Nassif 05/07/2022 - 05:41

Depois de 16 rodadas o campeonato da série B nesta temporada apresenta o Cruzeiro como líder disparados com seus 37 pontos. A distância já é grande para o 5º colocado, o Criciúma com 23.

Mas, não tem sido bem assim. Fui pesquisar um recorte das primeiras 16 rodadas dos três últimos campeonatos e encontrei na liderança em 2019 o então Bragantino com 31 pontos, em 2020 o Cuiabá com 32 e no ano passado o Náutico com 30 pontos.

No G-4 em todos estes campeonatos houve com muito equilíbrio com pouco menos da metade das rodadas disputadas. Em 2019 o Coritiba tinha 29 pontos, o Atlético-GO 28 e a Ponte Preta 26. Em 2020 a segunda colocada era a Chapecoense com 30 pontos, o América-MG com 29 e a Ponte Preta com 27. E em 2021 na perseguição ao líder Náutico vinha o Coritiba com os mesmos 30 pontos, mas com menor saldo de gols, o CRB com 28 e o Goiás com 27.

Em 2019 três dos quatro primeiros conseguiram o acesso, o Sport que estava com o mesmo número de pontos da Ponte Preta também subiu. Em 2020 novamente os três primeiros depois de 16 rodadas também subiram com a companhia do Juventude que na 16ª estava com 24 pontos.

Finalmente em 2021 somente o Coritiba que estava no G-4 depois de 16 rodadas conquistou o acesso na companhia do Avaí que era o 5º colocado com 27 pontos e a seguir Botafogo e Vasco da Gama, ambos com 25 pontos.

Todo este apanhado foi para concluir que apesar da disparada do Cruzeiro, do Vasco da Gama com 31 pontos e da oscilação do Bahia que está com 29 e do Grêmio com 26, o Criciúma com seus 23 pontos tem grandes chances de entrar no G-4 até o final do primeiro turno daqui a três rodadas. 
 
 

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