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* as opiniões expressas neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do 4oito
João Nassif
Por João Nassif 16/04/2021 - 06:00Atualizado em 16/04/2021 - 08:11

Então tá! Já abordei ontem aqui a necessidade de Criciúma e Próspera vencer domingo seus jogos que de certa forma estão interligados para efeito de classificação nesta reta final do campeonato catarinense.

Ontem surgiu um fato novo que merece registro que foi o crescimento do Avaí que mesmo ainda na terceira posição não vinha fazendo um bom campeonato. Inclusive, lembrando que somente empatou com o Próspera através um pênalti inventado pela arbitragem.

Mas, qual o fato novo? Ontem pela Copa do Brasil o Avaí mostrou um time completamente diferente, a estreia de alguns jogadores deu muita qualidade, soube se impor contra um adversário. Cascavel, que vamos lá é frágil tecnicamente, mas fez bem o dever de casa conquistando a classificação.

E por que faço esta referência ao Avaí? Por ser o time que pode mexer na classificação olhando pela ótica de Criciúma e Próspera. Domingo o Avaí (14 pontos) já classificado enfrenta o Hercílio Luz (09 pontos) e na última rodada virá ao Heriberto Hülse enfrentar o Criciúma.

A rodada deste final de semana será decisiva para sabermos qual a necessidade dos times na rodada final. Caso o Avaí vença o Hercílio na Ressacada, independente do que acontecer em Concórdia o Criciúma terá a obrigação de vencer o Avaí em casa para depender apenas de suas próprias pernas para fugir do rebaixamento.

Final de uma era

A desclassificação da fase de grupos da Libertadores foi a gota d’água que resultou na demissão do técnico Renato Gaúcho. A direção do Grêmio entendeu que o prazo de validade havia esgotado e optou pela saída do técnico. O time não conseguia mostrar o futebol que lhe rendeu muitos títulos nos últimos anos.

O futebol é imponderável e apresenta situações que mexem com o emocional de muitos. 

Vai explicar por que Renato não aceitou a proposta do Atlético-MG para comandar o time na temporada. Decidiu renovar com o Grêmio e deu no que deu três meses depois. Ficaram na mão o Atlético-MG, o técnico e o Grêmio que terá que se virar para solucionar uma questão que é vital no futebol.

Tags: Avaí Criciúma

João Nassif
Por João Nassif 15/04/2021 - 06:00Atualizado em 15/04/2021 - 07:23

São dois jogos que podem definir o futuro do Criciúma e do Próspera no campeonato. Jogos no mesmo horário que de certa forma estão ligados apesar da distância que ainda separa os quatro times.

Vejamos, o Criciúma (07 pontos) tem confronto direto com o Concórdia (09 pontos) e a diferença de apenas dois pontos será pulverizada caso o Criciúma vença o jogo.

Em sendo assim, vamos para o jogo do Próspera (11 pontos) que também tem confronto direto, irá enfrentar o Figueirense (10 pontos). Vitória do Próspera e classificação para a segunda fase quase que garantida. O Figueirense ficaria na alça de mira do Criciúma desde que este vença seu jogo.

Lembrando que o Próspera jogará em casa, Heriberto Hülse, e o Criciúma em Concórdia. E tem ainda Avaí (14 pontos) x Hercílio Luz (09 pontos) na Ressacada e Joinville (12 pontos) x Brusque (já classificado), jogos que também poderão mexer no futuro dos times de Criciúma.

Na rodada final o Criciúma receberá o Avaí e o Próspera visitará o Brusque, jogos na próxima quarta-feira. 

Maratona insana

É lamentável o calendário do futebol brasileiro. Estamos assistindo a uma superposição de competições que baixa demais o nível, situação que aflige os times, principalmente os grandes que neste exato momento estão envolvidos em três competições.

Campeonato estaduais, Copa do Brasil e Libertadores são os torneios da hora, lembrando que o campeonato brasileiro está chegando e o volume insano de jogos irá continuar, quer dizer, não há perspectivas de melhorar o nível nesta temporada.

Não esquecendo que teremos a Copa América, o brasileiro irá sofrer algumas paralizações e a superposição de competições irá continuar até o final da temporada.

Tenho insistido há muito tempo que o problema está nos campeonatos estaduais que a CBF contempla com 18 datas. Atende as Federações e dá calendário para os times pequenos apesar de todos estes sofrerem um desmanche ao final dos estaduais. 

Louvável esta preocupação com aqueles de menor poder e já que a entidade fica tão preocupada, que invente outra fórmula para que os grandes tenham mais folego e os pequenos um calendário mais longo. 

João Nassif
Por João Nassif 14/04/2021 - 06:00Atualizado em 14/04/2021 - 11:01

Waldeci Rampinelli, o homem forte do futebol do Criciúma deu uma boa entrevista ao Timaço da Som Maior antes do jogo contra o Metropolitano. Passou algumas informações e duas chamaram atenção e merecem comentários.

Primeiro falou da cota de R$ 1,7 milhões a mais conquistados com a passagem para a terceira fase da Copa do Brasil. Somados aos valores adquiridos nas duas primeiras fases da competição a receita beira os R$ 3 milhões.

Rampinelli afirmou que esta receita não será revertida para o futebol e que o valor diminui com o desconto de 5% para o Sindicato dos Atletas e R$ 300 mil pagos como forma de recompensa aos jogadores.

A questão que fica posta é de que forma o Criciúma pretende montar o plantel para o campeonato brasileiro. O grupo atual é insuficiente e o desempenho no estadual escancarou os problemas e a falta de qualidade. 

Não se iludam com a eventual saída do rebaixamento e mesmo que remotamente ainda existe a possibilidade de classificação a campanha tem que ser examinada com carinho também pelo baixo nível dos adversários.

Outra informação passada pelo vice de futebol foi a possível confirmação como efetivo do técnico Wilsão caso o time escape do rebaixamento. O próprio treinador é que definirá se aceita ou não a oferta da diretoria do clube.

Se aceitar o Wilsão sabe dos riscos que irá correr, pois enquanto interino tem emprego garantido. Se optar pela efetividade caso não dê boa resposta poderá ser demitido.

Minha opinião é que aconteça o que acontecer Wilsão não deverá optar pela efetividade. Está consolidado na cidade com emprego garantido no clube e dificilmente sairá da zona do conforto.

 

João Nassif
Por João Nassif 13/04/2021 - 06:00Atualizado em 13/04/2021 - 07:15

De novo o Criciúma não fez um bom jogo, reconhecido pelo próprio técnico Wilsão como muito abaixo da expectativa criada após a classificação na Copa do Brasil.

Se tecnicamente o time novamente deixou a desejar, teve disposição de sobra e uma enorme vontade de buscar a vitória a qualquer custo. Foram algumas boas chances de gol criadas e por erros recorrentes da falta de capricho, tranquilidade ou mesmo qualidade não se traduziram em gols.

 

Ficou clara a imposição física sobre um adversário que segurou enquanto tinha pernas e a na reta final do jogo sucumbiu à pressão e volume de jogo que o Criciúma impôs para aos 30 minutos do segundo tempo fazer o gol que pavimentou a vitória.

O futebol tem muito do imponderável, não estou citando nenhuma novidade e este imponderável foi o fator diferencial da vitória. Pedrinho vinha sendo o mais importante jogador do Criciúma até que passando um pouco da metade do segundo tempo foi substituído pelo Matheus Anderson que depois de alguns jogos como titular foi para a reserva e vinha sendo pouco aproveitado.

Pedrinho saiu chateado e na coletiva pós jogo Wilsão disse que fez a mudança buscando mais intensidade e foi justamente Matheus Anderson o responsável direto pela vitória. Com duas assistências deixou Uilliam Barros e Eduardo em condições de finalização.

A vitória, a primeira na temporada tirou o Criciúma da lanterna, mas ainda na zona de rebaixamento. O primeiro desafio na reta final do campeonato foi ultrapassado, o próximo, certamente mais exigente será no final de semana em Concórdia em outro confronto direto contra a degola.

Somente intensidade poderá não ser suficiente, o time com a diminuição da pressão depois da primeira vitória poderá mostrar crescimento na qualidade técnica e buscar com mais tranquilidade o resultado que será decisivo para a fuga do rebaixamento.

 

João Nassif
Por João Nassif 12/04/2021 - 06:00Atualizado em 12/04/2021 - 07:24

Poderia também ser definido como “Jogo do ano” entre Criciúma e Metropolitano nesta noite no Heriberto Hülse.

Vamos combinar, o Metropolitano veio para o campeonato classificado que foi na série B em 2020 e sua missão principal, possivelmente a única é não ser novamente rebaixado. Sua campanha depois de oito rodadas é muito ruim com apenas uma vitória e dois empates com cinco gols marcados e nove sofridos. É o penúltimo colocado.

 

Por outro lado, o Criciúma entrou no campeonato com elenco em total reformulação e tinha como objetivo ficar entre os oito na primeira fase e ir avançando nos confrontos de mata-mata. Até aqui faz a pior campanha entre os 12 com apenas quatro empates e nenhuma vitória nos oito jogos que já realizou. Marcou apenas quatro gols e sofreu nove, por isso é o lanterna do campeonato.

Vamos examinar o Criciúma que ainda não venceu na temporada. Mesmo classificado para a terceira fase da Copa do Brasil e garantido perto de R$ 3 milhões teve dois empates nas primeiras fases e somente se classificou ao vencer a Ponte Preta na decisão por pênaltis.

Trocou o comando técnico que já trabalhou o time em dois jogos e os resultados foram dois empates. A classificação da última quinta-feira certamente aliviou tanto o caixa como a pressão inevitável pelos maus resultados, mas não garante que o time irá encontrar o caminho para chegar à primeira vitória no ano.

Hoje o Criciúma terá a primeira das três decisões contra o rebaixamento até o final do campeonato, sendo que duas serão confronto direto, com o Metropolitano e na sequência contra o Concórdia fora de casa. O jogo final será contra o Avaí que está a um ponto da classificação.

A vida do Criciúma é dura e o jogo de hoje pode ser o da vida ou continuando nesta campanha o da morte.


 

João Nassif
Por João Nassif 09/04/2021 - 06:00Atualizado em 09/04/2021 - 08:52

Não interessava que o Criciúma fosse exuberante e se impusesse sobre a Ponte Preta. O importante era a classificação que além de dar moral para o campeonato estadual que é o foco principal e de quebra se acontecesse colocar mais R$ 1.700.000,00 na conta do clube.

O jogo foi amarrado dentro das condições técnicas de cada time e a bola parada foi diferencial. Um gol numa cobrança de falta e outro pós escanteio, gols que levaram a decisão para os pênaltis.

Foi justo, sim. O Criciúma dominou o primeiro tempo e esbarrou em suas próprias deficiências para definir o resultado. A Ponte Preta cresceu no segundo tempo, abriu frente no marcador e não teve forças para consolidar a vantagem.

Nem quero mais ficar insistindo no jogo que foi tecnicamente de baixa qualidade, fico cá pensando no futuro do Criciúma no campeonato catarinense. 

Só lembrando que na temporada o time já disputou 10 jogos e ainda não venceu. Foram seis empates e quatro derrotas, não vale decisão por pênaltis e somente cinco gols marcados. A campanha é muito pobre. 

Terá pela frente três decisões para escapar do rebaixamento e o jogo contra a Ponte Preta mostrou mais uma vez a falta de capacidade ofensiva para definir o jogo e precisou da bola parada e de erro do jogador adversário na cobrança do pênalti. Pouco para os desafios que se aproximam. 

Segunda feira o adversário, Metropolitano também luta contra o rebaixamento, quer dizer, é confronto direto. O jogo é em casa e a necessidade de manter o ritmo de ontem e vencer, única forma de ainda respirar no campeonato estadual.


 

João Nassif
Por João Nassif 08/04/2021 - 06:00Atualizado em 08/04/2021 - 07:57

A cota para quem vencer o duelo de hoje a noite no Heriberto Hülse é de R$ 1,7 milhões, que somados aos mais de 1,2 milhões já garantidos dará bela folga no orçamento. 

Não sei qual a despesa mensal do Criciúma, mas certamente esta receita deverá salvar o orçamento da primeira parte da temporada. Esta projeção é feita num momento em que o time passa por uma turbulência sem precedentes e a necessidade da vitória tem como elemento complicador a carestia neste início de ano. O Criciúma ainda não venceu depois de nove jogos já disputados em 2021.

As opções de elenco não são muitas. As contratações feitas para remontagem do plantel não corresponderam e para o jogo de hoje a noite o interino Wilsão projeta alterações para tentar reverter a sofrível campanha que o time está vivendo.

Estou curioso para saber quais serão as mudanças e de que forma os que entrarem poderão dar uma resposta positiva. Até agora já foram tentadas várias formações, algumas mudanças táticas e nada de produtivo.

Além da dificuldade que a Ponte Preta deverá impor o Criciúma tem que virar a chave e buscar muito mais no psicológico a mudança em relação ao campeonato estadual onde a situação é de extrema aflição em se tratando de rebaixamento.

Uma vitória além da questão financeira certamente irá melhorar o emocional para encarar os três jogos que faltam para o término do estadual. São necessárias três vitórias para escapar da degola. 


 

Tags: Ponte Preta

João Nassif
Por João Nassif 07/04/2021 - 06:00Atualizado em 07/04/2021 - 07:24

Os torcedores muitas vezes se escoram no folclore do sapo enterrado, numa macumba, na mula sem cabeça e outras crendices para justificar os resultados negativos do seu time do coração. Eu falei, torcedores, não é o caso daqueles que nos últimos anos têm dirigido o Criciúma EC. Estes têm mostrado há muito tempo que não são do futebol e comprometem toda a história do clube que já foi vencedor.

Não sei medir desde quando o Criciúma não consegue se destacar nos dois cenários, estadual e nacional e com raras exceções em 2005, 2012 e 2013 tem acumulado derrotas, más campanhas mostrando a falta de planejamento num amadorismo e incompetência que salta aos olhos sem nenhuma perspectiva de solução.

Também não tenho o número exato de técnicos e diretores de futebol, sei que podem ser contados na casa das dezenas, mudanças a toda hora que escancara a falta de planejamento.

Já teve um diretor executivo, Cícero Souza campeão em 2013, que foi mandado embora sem nenhuma explicação. Mais recente teve uma comissão de série A, com o diretor João Carlos Maringá e o técnico Gilson Kleina que não tiveram espaço e tempo para trabalhar.

A troca incessante de profissionais, tanto na direção do futebol como no comando técnico não permite que haja sequência no trabalho e os resultados são totalmente negativos.

Quando se esperava que uma nova gestão aplaudida por todos pudesse dar uma guinada no que vinha sendo feito até então, vemos a mesmice, a falta de convicção com contratações que não deram resposta culminando com mais uma troca de técnico. 

O tempo é curto, faltam apenas três jogos para o encerramento da primeira fase do campeonato e o rebaixamento muito próximo poderá sacramentar o pior momento na história de um clube que há muito tempo vive apenas das glórias de um passado muito distante.

 

João Nassif
Por João Nassif 06/04/2021 - 06:00Atualizado em 06/04/2021 - 08:57

Aos poucos vamos nos acostumando com a arbitragem de vídeo que procura corrigir eventuais erros dos árbitros de campo. Também há equívocos no comando do VAR que gera muito mais polemica, pelo fato desses profissionais terem a tecnologia à disposição.

Em jogos sem o VAR fica valendo a decisão de campo e quando os árbitros erram não há como corrigir. Foi o que aconteceu no jogo Marcílio Dias e Criciúma no último domingo em Itajaí. Erros grotescos cometidos por Rodrigo D’Alonso Ferreira que por todos os méritos está muito prestigiado na própria CBF.

Menos pela nota oficial expedida pelo Marcílio Dias, muito mais pela necessidade do campeonato poder seguir seu curso e encaminhar os classificados em todas posições sem que haja contestação no seu término.

O clube de Itajaí poderá ter seu caminho prejudicado apesar de ter sua classificação praticamente garantida. E o Criciúma com o pontinho conquistado pode ainda sonhar, mesmo que remotamente com a permanência da primeira divisão catarinense.

Ontem o Rodrigo D’Alonso foi chamado na Federação e mesmo tendo reconhecido seus erros foi afastado das próximas rodadas voltando possivelmente na segunda fase. Medida correta adotada pelos responsáveis pela arbitragem catarinense.

A arbitragem desastrosa do Rodrigo D’Alonso gerou nas redes sociais uma forte teoria da conspiração. O alvo foi o presidente da FCF, Rubens Angelotti que é de Criciúma, por isso foi feita a ligação dos erros para favorecer ao Criciúma. Enorme bobagem, o Rubinho jamais induziria um árbitro a favorecer quem quer que seja.

E mais, Rodrigo D’Alonso jamais se deixaria influenciar por eventual pedido do presidente ou de outro dirigente, tanto é que pelo seu histórico nas últimas temporadas tem trabalhado em vários jogos da série A do campeonato brasileiro e irá apitar na quarta feira o jogo entre Bahia e Manaus pela Copa do Brasil em Salvador. 


 

João Nassif
Por João Nassif 05/04/2021 - 06:00Atualizado em 05/04/2021 - 08:01

O ano era 2019. O atacante Reis num jogo em Itajaí saiu no contra-ataque da intermediária do Criciúma, correu sem marcação o campo todo e fez o gol que naquele jogo foi o da vitória do Criciúma.

A jogada se repetiu ontem com o atacante João Carlos que partiu de seu campo, correu até a área do Marcílio Dias e fez o gol de empate, pontinho bem-vindo, pois o jogo se encaminhava para mais uma derrota do Criciúma. A diferença, a jogada do Reis foi limpa e a do João Carlos foi precedida por uma falta que o árbitro Rodrigo D’Alonso Ferreira ignorou.

O Criciúma que estava com 10 jogadores pela expulsão do Dudu Figueiredo conseguiu um pontinho que se não resolve muito para escapar do rebaixamento pelo menos deixa o time ainda dependendo de suas próprias pernas para não cair na vexatória série B do campeonato catarinense.

O raio não caiu no mesmo lugar.

Houve na semana a troca de comando, na verdade foram trocadas apenas as moscas, pois o time continua seu calvário, criando algumas chances claras em cada jogo e por pura incapacidade, para não dizer falta de qualidade vai ostentando a lanterna com o pior ataque entre os 12 do campeonato.

O futuro no campeonato é incerto, o Criciúma precisa vencer todos os três jogos que ainda terá pela frente, missão que se torna praticamente impossível pelo histórico do time no campeonato. Não venceu em oito jogos, marcou apenas quatro gols e sem dúvidas a pior média em toda sua existência. 

Metropolitano no Heriberto Hülse, Concórdia no Oeste Catarinense e Avaí em casa, jogos que definirão o futuro de um clube que vive há muito tempo de suas glórias passadas. 

 

João Nassif
Por João Nassif 02/04/2021 - 06:00Atualizado em 02/04/2021 - 09:15

Em 2009 durante a série C do campeonato brasileiro o Criciúma viveu situação semelhante ao que ocorre 12 anos depois. Domingo o Criciúma irá enfrentar o Marcílio Dias em Itajaí precisando tragicamente de uma vitória para pensar em escapar de um rebaixamento.

Lá atras o Criciúma que havia perdido para o Marcílio no Heriberto Hülse no primeiro turno de sua chave por 4x1 foi à Itajaí e milagrosamente venceu por 1x0, gol do meia Glaydson aos 40 minutos do segundo tempo.

Domingo irá precisar de outro milagre, pois até agora não venceu, em sete jogos apenas empatou três, tem o pior ataque com três gols e está na lanterna do campeonato disputado por 12 clubes.

Caiu o técnico Hemerson Maria e o time será comandado por uma dupla da casa que terá que operar uma transformação com apenas dois dias de treinamento, com baixa qualidade individual e com um conjunto lamentável num esquema que até aqui não deu resultado.

Tivemos recente outra situação desesperadora no campeonato brasileiro da série B em 2019 quando Wilsão pegou o time na baixa e conseguiu levantar a moral da tropa conquistando alguns pontinhos, mas teve o trabalho interrompido. Trabalhou no comando em cinco jogos e foi substituído com 53% de aproveitamento. Vieram na sequência Waguinho Dias e Roberto Cavalo e deu no que deu, Criciúma rebaixado para a série C.

Compete agora ao Wilsão na parceria com o Lalo repetir o rendimento de 2019 e salvar o time de um rebaixamento trágico e de proporções inimagináveis. E rezar para que domingo o raio caia duas vezes no mesmo lugar.

Tags: Wilsão Lalo

João Nassif
Por João Nassif 01/04/2021 - 06:00Atualizado em 01/04/2021 - 08:02

A corda foi tanto esticada que uma hora teria que arrebentar. A reunião entre diretoria, técnico e jogadores no dia seguinte à derrota em Joinville terminou em pizza e foi dado um voto de confiança ao treinador para que a direção do clube mostrasse convicção no trabalho que vinha sendo executado. Esta convicção durou até a madrugada de hoje e Hemerson Maria foi demitido.

Apontar culpados é confortável, o futebol tem situações que quando os resultados não aparecem joga-se a culpa no técnico e os dirigentes lavam as mãos como se não fossem também responsáveis.

A montagem do plantel atendeu ao que o mercado oferecia, lembrando que o Criciúma que teve sempre a imagem de bom pagador hoje é time de série C, fator que tira o interesse de muitos jogadores em cair por estas bandas. 

Depois do jogo de ontem a situação ficou insustentável, pois o campeonato vai rumando para o final da primeira fase e a situação do Criciúma é desesperadora na vice lanterna e sem perspectivas de reação, haja vista que além de não ter conquistado nenhuma vitória o time marcou apenas três gols nos sete jogos que realizou.

A torcida aflita deve estar esperando por soluções que mudem o patamar do clube neste campeonato e o pensamento de todos é que Hemerson Maria não teria mais condições de propor algo diferente para mudar o caminho para o rebaixamento. Ele próprio na entrevista mostrou desanimo como que entregando os pontos sabendo que estava sem forças para continuar. Mas, é a vida.

Para domingo em Itajaí o Criciúma terá como técnicos novamente Wilsão e agora assessorado pelo Lalo, ambos da comissão permanente do clube.

Sobre o jogo, o Próspera foi cirúrgico, trabalhou com eficiência anulando um time atrapalhado e com decisões equivocadas, apostando naquela bola bandida que definiu o resultado.

João Nassif
Por João Nassif 31/03/2021 - 06:00Atualizado em 31/03/2021 - 07:21

O jogo de hoje a noite no Heriberto Hülse tem característica de nostalgia, revivendo épocas passadas quando Criciúma, mas muito mais Comerciário e Próspera faziam um clássico que parava a cidade.

Era uma época de ouro do futebol de Criciúma com a quase totalidade de times que representavam as mineradoras que eram à época o motor que movimentava a economia da cidade.

O Comerciário, único intruso no domínio das equipes carboníferas era o time do centro, fundado por abnegados representantes do comércio, profissionais liberais e outros que se colocaram ao redor do azul e branco, o chamado Bacharel.

O Próspera forjado nas minas de carvão da cidade era o time representante dos mineiros que torciam contra os mais poderosos, mas sempre com a vontade dos humildes, tanto é que até hoje mantém o espírito do Time da Raça.

Bons tempos que certamente não mais voltarão, mas que de tempos em tempos um jogo como o de hoje traz a memória os confrontos que ajudaram os times manterem a mística de meados do século passado.

Criciúma x Próspera hoje no Heriberto Hülse vai colocar os dois frente a frente em situações diferentes no campeonato, mas de muita responsabilidade por ser um confronto direto no posicionamento da classificação. Os dois se obrigam a vencer.

Ao Criciúma que ainda não ganhou em seis partidas uma vitória o colocará na possibilidade de sair do rebaixamento dependendo do jogo do Figueirense que joga mais cedo em casa contra o Hercílio Luz. Mesmo se continuar na zona vermelha vencendo a tabela lhe é favorável e poderá lutar pela classificação.

Ao Próspera uma vitória lhe dá um enorme folego para sonhar com a segunda fase do campeonato, mas o mais importante é que dará um passo quase que decisivo para permanecer na série A em 2022. A tabela futura do Próspera é mais complicada, por isso a importância de vitória hoje a noite.
 


 

João Nassif
Por João Nassif 30/03/2021 - 10:01Atualizado em 30/03/2021 - 10:35

Na tarde de ontem o presidente do EC Próspera, Israel Rocha Alves, assinou um ofício encaminhado à FCF protestando com veemência da arbitragem de Gustavo Ervino Bauermann na partida contra o Avaí no último final de semana.

O árbitro assinalou uma penalidade máxima a favor do Avaí, falta inexistente vista por todos no estádio e por quem acompanhava o jogo pela televisão.

 

O Próspera pede encarecidamente que o sr. Marco Antônio Martins evite escalar o referido árbitro para os próximos jogos do time e que também que sejam escalados árbitros mais bem preparados para a sequência do campeonato.

Sugere também que alguns árbitros catarinenses passem por uma profunda reciclagem e orientação sobre as regras do futebol e que sejam definidos os critérios punir reclamações e jogadas violentas, vistas toda hora nas partidas do campeonato.

Normalmente os dirigentes de arbitragem não levam em conta reclamações dos clubes, mas espero que o pedido do Próspera seja acolhido com boa vontade e que sejam tomadas as medidas cabíveis, pois um erro grotesco com aconteceu domingo pode definir o título ou mesmo o rebaixamento na competição.
 

João Nassif
Por João Nassif 30/03/2021 - 06:00Atualizado em 30/03/2021 - 08:02

Mesmo com o volume de resultados negativos neste início de campeonato, a direção do Criciúma aposta numa recuperação e sendo assim manteve o técnico mostrando convicção no planejamento feito para a temporada.

Está correto. Como afirmei ontem uma mudança nesta altura não seria benéfica mesmo porque não há certeza de que um novo comandante poderia tirar o time deste buraco. Havia o problema de adaptação, conhecimento do grupo e outros fatores pertinentes à um treinador recém-chegado.

Hemerson Maria foi contratado até o final do ano com o desafio de montar um elenco esfacelado pela campanha em 2020, partindo do zero e buscando contratações dentro do perfil estabelecido para uma proposta de jogo, além de indicar jogadores de seu conhecimento.

Até agora não funcionou, mas a direção do clube vislumbra um espaço para recuperação e por isso manteve o técnico que agora tem obrigação de fazer este time jogar e buscar os resultados para sair da zona do rebaixamento e ainda com calendário para buscar a classificação.
 

João Nassif
Por João Nassif 29/03/2021 - 06:00

No futebol uma vitória é muitas vezes circunstancial e depende muito das chances criadas ou mesmo que uma única chance transformada em gol pode definir o resultado.

Ontem em Joinville, esperava senão uma vitória circunstancial do Criciúma, pelo menos que o time mostrasse evolução comparando com os últimos jogos. Se na partida anterior contra o Brusque o Criciúma criou e por incapacidade técnica não conseguiu vencer, ontem não criou e muito menos mostrou que evoluiu e a derrota foi circunstancial, pois o Joinville criou apenas uma chance e fez o gol que lhe garantiu a vitória.

Após o jogo muitos ouvintes se manifestaram na Som Maior FM e a maioria pedindo mudança no comando técnico. Natural pela frustração de todos em razão da péssima campanha neste início de campeonato. Já se passaram seis jogos e o Criciúma estacionou nos três pontos, sempre ocupando a zona de rebaixamento. Rendimento de pouco mais de 16%.

Sempre discuti troca de técnico no início de um trabalho. Não sou favorável, pois ninguém garante que outro profissional possa alavancar uma campanha melhor com este grupo de jogadores. O Criciúma começou praticamente do zero em se tratando de plantel, contratou Hemerson Maria para montar e dar estrutura para o time disputar as competições da temporada. 

Foram contratados vários jogadores, muitos indicados pelo técnico e outros pelo departamento do clube, sempre com aval do treinador. E não houve resultados, somente alguns lampejos em poucos jogos que criavam uma expectativa positiva de um acerto definitivo.

Qualquer mudança passa pela direção do clube, desde que mostre convicção, pois se houver a troca de comando a responsabilidade passará a ser novamente de quem contrata. O Criciúma é o próprio exemplo, quantos técnicos vieram e foram embora por não apresentar resultados. Os substitutos também fracassaram e houve nova mudança que não deu em nada e a roda continuou, sempre por falta de convicção.  


 

João Nassif
Por João Nassif 28/03/2021 - 11:27

Recebi hoje pela manhã um contato do presidente do Criciúma afirmando que não promoveu nenhum encontro e sim intermediou a conversa de alguns integrantes da torcida Os Tigres com a comissão técnica e jogadores do clube.

Este seu contato foi devido ao post que coloquei ontem aqui no www.4oito.com.br

Anselmo Freitas entendeu que não haveria nenhum problema que esta conversa acontecesse e por isso fez a intermediação. E disse mais que o CT está aberto para quem da imprensa solicitar uma visita e se colocou a disposição para receber profissionais do Timaço da Rádio Som Maior FM. 

Continuo com a opinião que este encontro torcida/jogadores ou técnico não é salutar, mas ao mesmo tempo entendo a posição do presidente que tem se mostrado aberto aos desejos de todos que querem um Criciúma forte e vencedor.
 

João Nassif
Por João Nassif 27/03/2021 - 15:08

Há forte restrição pela presença de membros da imprensa no Centro de Treinamentos, prioritariamente repórteres que fazem o setor do Criciúma. Compreensível, o momento é de cautela, evitar aglomerações e cada um fazendo sua parte também cuidando de todos.

O clube emitiu na tarde de hoje uma nota oficial onde registra a presença de membros da torcida organizada Os Tigres no CT para uma conversa com a comissão técnica e com Alemão, o capitão do time. Reunião de 45 minutos, amigável de final feliz onde todos se entenderam, inclusive com os torcedores pedindo maior empenho e a busca de melhores resultados.

Não concordo com este tipo de encontro. Sempre externei minha opinião sobre o assunto, pois entendo que os profissionais devam ser preservados em todas as ocasiões, pois temos exemplo de outros momentos quando o time passava por dificuldades e a cobrança era em tom mais alto. Profissionais trabalham e torcedores, apenas torcem sem questionamento.

O que chama atenção é que o encontro foi articulado pelo próprio presidente do clube, Anselmo Freitas. A nota encerra afirmando que o Criciúma sempre teve o maior respeito por sua torcida que é o maior patrimônio do clube.

Não sou eu que questionarei a relação clube/torcida, apenas espero que o mesmo tratamento seja dado a imprensa de Criciúma que sempre esteve ao lado do clube e tem parcela importante na sua história. Ou não?
 

João Nassif
Por João Nassif 26/03/2021 - 06:00Atualizado em 26/03/2021 - 10:35

Finalmente um jogo do Criciúma que posso dizer que jogou bem. Se a vitória não veio foi por circunstâncias da falta de capricho, ou incapacidade, nas finalizações numa partida em que o time foi melhor que o adversário.

Tenho insistido bastante na falta de gols, até ontem havia sido marcado apenas um em quatro jogos apesar de terem sido criadas algumas poucas situações claras de gol e o desperdício colocou o time na zona de rebaixamento.

Ontem o time teve mais volume ofensivo, saiu na frente, tomou a virada, mas soube reagir para chegar ao empate. Não foi o ideal, mas pelo adversário ficou de bom tamanho mesmo com a falta de complementação de várias jogadas ofensivas que com mais capacidade poderiam levar o time do Hemerson Maria à primeira vitória no campeonato.

Estou insistindo na questão ataque que tem três jogadores de velocidade e habilidade que podem fazer a diferença numa competição equilibrada e de baixo novel técnico. As chances são criadas, mas repito, as finalizações têm sido erradas.

Se o setor defensivo tem definido bem seu papel mesmo que ainda precisa de ajustes como, por exemplo a lateral direita deficiente no apoio. A força do time pelo lado esquerdo é nítida com o apoio do lateral e a movimentação de dois dos três atacantes. Foi por ali que o Criciúma criou suas principais chances e teve Pedrinho como seu melhor jogador.

Três pontos em cinco jogos e a permanência na penúltima colocação é preocupante, em contrapartida houve evolução contra um ótimo adversário e a tendencia é o crescimento. Há tempo para completa reabilitação. 


 

João Nassif
Por João Nassif 25/03/2021 - 06:00

Buscando o histórico do início do Criciúma nos campeonatos catarinenses, fiz um recorte da última década e não encontrei nenhum começo parecido com o deste 2021.

Nunca o Criciúma neste recorte, repito nos últimos 10 anos o Criciúma ficou sem vencer nos quatro primeiros jogos do campeonato.

Este começo pode ser resultado da montagem do plantel, sobraram apenas dois jogadores da temporada passada e não se faz um time em pouco tempo. Mas, o Criciúma tem apresentado um futebol pobre, reconhecido pelo próprio Waldeci Rampinell em entrevista ontem no Som Maior Esporte.

O dirigente recomenda prudência e confiança no grupo de jogadores e no técnico Hemerson Maria.
Hoje a parada é contra o Brusque, um dos ponteiros na classificação e pela própria comparação a parada será duríssima. O Brusque virá com um time base de 2020 quando conseguiu o acesso à série B do campeonato brasileiro, contratou reforços pontuais e hoje em Santa Catarina é um dos times a ser batido. O outro é a Chapecoense, único série A do estado.

Ontem o time de Chapecó foi batido em casa pelo Hercílio Luz, que inclusive teve um gol mal anulado, por 1x0. Quem sabe!!!

As opções do Hemerson são poucas, certamente buscará no diálogo pelo curto espaço para treinamentos a melhor formação que encontrar num plantel que ainda inspira pouca confiança.  

Mudando a prosa, o Próspera ontem foi um completo fracasso. Levou em Concórdia a maior goleada do campeonato e o Paulo Baier terá que juntar os cacos para retomar as vitórias que vinham até ontem dando inclusive esperança de classificação.

E atenção, faltam seis rodadas para o final desta fase e o Próspera irá enfrentar os cinco maiores clubes de SC. A gordura é pouca, por isso o esforço será dobrado para alcançar o objetivo de permanecer na série A.


 

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