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* as opiniões expressas neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do 4oito
João Nassif
Por João Nassif 02/04/2020 - 10:08

A final da Copa do Mundo de 1954 foi certamente a mais surpreendente entre todas realizadas até agora.

A FIFA escolheu a Suíça para sediar o V Mundial da história pela sua neutralidade na Segunda Guerra Mundial e por isso poupada da destruição que o conflito impôs a outros países. Foi a primeira Copa do Mundo na Europa depois da guerra.

Alemanha Ocidental campeã em 1954

A Hungria dominava o futebol europeu quando da época do Mundial, estava invicta a quatro anos e chegou à Suíça como a grande favorita. E foi logo confirmando seu favoritismo impondo duas goleadas na primeira fase, 9x0 contra a Coréia do Sul e 8x3 sobre a Alemanha Ocidental. Os alemães jogaram com meio time de reservas.

Depois nas quartas de final despachou a seleção brasileira na vitória por 4x2 e vencendo o Uruguai nas semifinais também por 4x2.

Os alemães foram mais modestos e antes da goleada sofrida contra a Hungria já haviam vencido a Turquia por 4x1. Pelo regulamento foram obrigados a fazer um jogo desempate com a mesma Turquia e venceram por 7x2.

Nas quartas de final a Alemanha Ocidental derrotou a Iugoslávia por 2x0 e nas semifinais a Áustria por 6x1.

Na grande final a Hungria como já havia feito nos jogos anteriores começou com força total e com oito minutos já faziam 2x0. Os alemães diminuíram dois minutos depois e aos 18 empataram o jogo.

Aos poucos foi prevalecendo o preparo físico e o fato da Alemanha Ocidental ter poupado titulares no jogo da fase de grupos foi preponderante para que no final vencesse por 3x2. O gol da vitória foi marcado aos 39 do segundo tempo.

A Hungria foi vítima do favoritismo que havia derrotado a seleção brasileiro na Copa do Mundo de 1950.

João Nassif
Por João Nassif 01/04/2020 - 10:48

Não causou nenhum impacto o pronunciamento do presidente Jaime Dal Farra. Falou o óbvio, tudo que já sabíamos em razão do noticiário do dia a dia.

Ficou clara mais uma vez a necessidade de buscar ajuda na CBF num movimento de todos os clubes das quatro séries do campeonato brasileiro. Os clubes estão em dificuldades para cumprir suas obrigações com atletas e funcionários.

O CT está à disposição da prefeitura e o Heriberto Hülse do Exército. No site do clube algumas ações em cooperação com as entidades que trabalham no combate ao vírus.

As perguntas feitas on-line mostraram a preocupação dos repórteres com relação ao futuro, contratos terminando no final do mês, futuro do campeonato catarinense, enfim tudo girando na questão financeira. A FIFA está estudando as questões contratuais.

Deu a impressão que o presidente tinha necessidade de se manifestar e ouvindo atentamente seu pronunciamento e respostas não percebi nenhuma novidade. 

Infelizmente  
 

João Nassif
Por João Nassif 01/04/2020 - 09:54

Assim como os jogos Olímpicos, as Copas do Mundo também são integração de povos dos mais variados cantos do planeta Terra. Se nas Olímpiadas quase todos os atletas defendem os países em que nasceram, nos Mundiais de Futebol com suas 32 seleções muitos jogadores que não nasceram no país defendem as cores da terra de origem de seus pais que por um motivo imigraram para outras nações. 

Na Copa do Mundo de 2018 disputada este ano na Rússia, o Marrocos é um exemplo desta situação, pois dos 23 jogadores inscritos apenas seis nasceram no país.

Os outros 17 são filhos de pais imigrantes que se esparramaram por vários países do continente europeu e encontraram no futebol a possibilidade de se tornarem alguém e manter o sustento de seus familiares. Muitos atuam em equipes de ponta nas várias Ligas europeias.

Oito dos “estrangeiros” nasceram na França, cinco na Holanda, dois na Espanha, um no Canadá e outro na Bélgica.

Todos os jogadores marroquinos que atuam pelo mundo estão bem espalhados pelas diversas ligas europeias, são raros os que atuam nos campeonatos africanos e asiáticos.

Esta diversificação de clubes, mostra que apenas dois jogadores atuam num mesmo time, este time é o Feyenoord da Holanda. Não há mais na relação dos 23 que disputaram a Copa do Mundo dois jogadores num mesmo time.

Nos grandes da Europa um o zagueiro Hakimi pertence ao Real Madrid, o zagueiro Benatia joga na Juventus da Itália e o atacante Ziyech no holandês Ajax. Os demais jogam em clubes de menor expressão do futebol europeu.

João Nassif
Por João Nassif 31/03/2020 - 09:53

A Inglaterra é o país que mais cultiva a tradição nas participações em Copas do Mundo. Afinal, os inventores do futebol dificilmente convocam jogadores que jogam em outros campeonatos que não seja a Premier League.

Este conceito foi literalmente aplicado na relação de convocados para o último Mundial disputado na Rússia. O técnico Gareth Southgate, também inglês relacionou os 23 jogadores permitidos pelo regulamento, todos eles jogando o campeonato da terra da Rainha.

Além dos clubes de ponta da Premier League, foram convocados alguns jogadores de times menores do campeonato inglês. Stoke City, Burnley, Crystal Palace são os pequenos times ingleses que tiveram jogadores no grupo que foi à Rússia.

O Everton e o Leicester, times de porte médio também tiveram jogadores convocados, inclusive Pickford do Everton foi o goleiro titular e uma das atrações do torneio. O Leicester campeão inglês há duas temporadas teve dois convocados, o zagueiro titular da seleção Maguire e o atacante Vardy o artilheiro do time.

A lista dos 23 teve cinco jogadores do Tottenham, quatro do Manchester City, outros quatro do Manchester United, dois do Liverpool, além de um do Arsenal e outro do Chelsea.

A seleção brasileira apresentou somente três jogadores que atuavam no país. Dois do Corinthians, o goleiro Cássio e o lateral Fágner e o zagueiro Geromel do Grêmio.

O Manchester City da Inglaterra foi quem cedeu o maior número de jogadores entre os outros 20 que atuam na Europa. O goleiro Ederson, o lateral Danilo, o volante Fernandinho e o atacante Gabriel Jesus. 

João Nassif
Por João Nassif 30/03/2020 - 09:22

Depois da espetacular campanha na série B em 2002 que culminou com a conquista do título o Criciúma no ano seguinte retornou à elite do futebol brasileiro.

A participação na série A depois de cinco temporadas pode ser considerada razoável com o time ficando na 14ª posição num campeonato de 24 times jogando por pontos corridos em turno e returno.

Criciúma no Brasileirão de 2003

O Criciúma realizou 46 jogos obtendo 17 vitórias, nove empates e perdendo 20 jogos. Seu ataque marcou 57 gols contra 69 sofridos pela defesa. Conquistou um total de 60 pontos.

Em meio ao primeiro turno o time comandado pelo saudoso Lori Sandri emendou uma sequência de seis vitórias que deram alento à campanha.

A série começou depois de uma derrota em São Januário por 2x0. Primeiro venceu o Paysandu por 2x0 no Heriberto Hülse. Em seguida foi ao Ceará e ganhou do Fortaleza por 1x0 no Presidente Vargas. A terceira vitória consecutiva foi em casa, 1x0 no Atlético Mineiro.

Depois do Atlético o Criciúma recebeu o Juventude e venceu por 3x0. O quinto jogo foi espetacular. Uma vitória sofrida sobre o Flamengo por 4x3 depois de ter feito 4x0 somente no primeiro tempo perante mais de 18 mil torcedores.

Finalmente a série teve fim no antigo Estádio Olímpico em Porto Alegre com uma vitória contundente por 2x0 sobre o Grêmio.

No jogo seguinte os inesperados do futebol deram as caras. Dois atletas, pilares da campanha tiveram que ser substituídos por lesão ainda na primeira etapa. As contusões do zagueiro Cametá e do volante Paulo César, o PC, desarticularam o time que teve quebrada sua espetacular série invicta.  

João Nassif
Por João Nassif 29/03/2020 - 12:22

Está registrado na história que o primeiro jogo da seleção brasileira aconteceu no dia 21 de julho de 1914 contra o Exeter City da Inglaterra vencido pelos brasileiros por 2x0.

Antes há o registro de vários jogos envolvendo seleções regionais contra times estrangeiros que vinham de passagem pelo Brasil.

O primeiro destes jogos foi realizado no dia 30 de outubro de 1903 no Campo dos Mártires em Salvador na Bahia. Foi o primeiro jogo internacional disputado em Salvador entre um time formado por marinheiros que estavam na cidade e um combinado anglo-brasileiro. A partida terminou empatada em 0x0. 

Em 21 de outubro de 1901, Zuza Ferreira, cidadão baiano improvisou um campo de futebol no Campo da Pólvora que era chamado de Campo dos Mártires, demarcando o espaço do gol com duas pedras gigantes com 10 metros entre uma e outra.

O Campo da Pólvora, nome definitivo a partir de abril de 1905 não tinha arquibancadas e se tornou oficial com a realização dos jogos da Federação Baiana de Esportes Terrestres. 

O público se posicionava pelos quatro cantos do campo que era cercado por cadeiras onde as senhoras se sentavam. Além disso todos tinham que se vestir a rigor, pois o futebol naquela época era feito para a elite.

Atualmente o Campo da Pólvora não existe mais. Em seu lugar foi construída uma estação de metrô da capital baiana. A Estação Campo da Pólvora sob o Largo do Campo da Pólvora.

João Nassif
Por João Nassif 28/03/2020 - 09:08

Os Estados Unidos são os maiores vencedores de provas olímpicas de todos os tempos. Nas 27 Olimpíadas em que estiveram presentes os americanos abocanharam 1.022 medalhas de ouro nos mais diversos esportes.

Além das medalhas de ouro os americanos abocanharam 794 medalhas de prata e 704 de bronze, perfazendo um total de 2.520 medalhas em toda história dos Jogos Olímpicos.

O segundo país mais contemplado em Olimpíadas é a antiga União Soviética com suas 1.010 medalhas em nove participações. Quando foi extinta em 1991 deixou a Rússia como sucessora. Rússia que disputou seis Jogos Olímpicos e ganhou um total de 446 medalhas. Somando as duas nações o total é de 1.456 medalhas.

Deste total 544 são de ouro, 395 da União Soviética 149 da Rússia. 455 são de prata, 319 da União Soviética e 136 da Rússia e são 457 medalhas de bronze, 296 da União Soviética e 161 da Rússia.

Em terceiro pelo número de medalhas conquista está a Grã-Bretanha que participou 28 vezes das Olimpíadas. Os britânicos ganharam 263 de ouro, 295 de prata e 289 de bronze, num total de 847 medalhas.

Na quarta posição está a China que participou de apenas 10 Jogos Olímpicos. Os chineses têm até agora 227 medalhas de ouro, 164 de prata e 152 de bronze. No total a China já conquistou 543 medalhas em Olimpíadas.

Fechando o top-cinco vem a França que também esteve presente em 28 Jogos Olímpicos e ganhou 212 medalhas de ouro, 241 de prata e 260 de bronze, total 713 medalhas.

Vale o registro que a posição dos países no ranking olímpico é definida pelo número de medalhas de ouro conquistadas.

O Brasil está numa modesta 35ª colocação com um total de apenas 128 medalhas olímpicas em 22 participações. São 30 de ouro, 36 de prata e 62 de bronze. 

João Nassif
Por João Nassif 27/03/2020 - 09:42

A Copa das Nações da Oceania é disputada por 11 países filiados a Confederação de Futebol da Oceania.

O torneio é disputado desde 1973 e já foram realizadas 10 edições, portanto não há uma frequência definida e os torneios acontecem em países da Oceania ou eventualmente em algum próximo do continente.

Seleção do Taiti-2012

Não existe fase classificatória na Copa das Nações da Oceania. As seleções se dirigem à uma sede e lá são disputados os jogos que apuram o campeão.

A Nova Zelândia conquistou a Copa cinco vezes e a Austrália venceu em quatro oportunidades, são, portanto, os maiores vencedores. Somente o Taiti furou este predomínio e sua seleção foi campeã em 2012, conquista que lhe deu o direito de disputar a Copa das Confederações no Brasil em 2013.

Nova Caledônia, Papua Nova-Guiné e Ilhas Salomão são outros países cujas seleções disputaram uma final na Copa das Nações da Oceania.

Em 2006 a Austrália migrou para a Confederação Asiática deixando somente a Nova Zelândia como a grande potencia do futebol da Oceania.

A disparidade de forças permite que a Copa das Nações da Oceania registre algumas das maiores goleadas do futebol mundial.

Em 2000 na cidade de Papeete na Ilha do Taiti a Austrália venceu as Ilhas Cook por 17x0. Dois anos antes na cidade de Brisbane a Austrália, em casa, novamente goleou as Ilhas Cook, desta feita por 16x0.
 

João Nassif
Por João Nassif 26/03/2020 - 10:14

Como uma final de campeonato brasileiro o país inteiro assiste uma partida entre duas equipes com estilos totalmente diferentes.

De um lado um time de craques (governadores, prefeitos) que coordenados propõe um jogo (quarentena social=vida) que grande parte da torcida (opositores e mídia) adora na certeza da vitória.

Do outro lado um time com poucos jogadores (Governo Federal) que tem apenas um atleta (Presidente) com característica de brucutu que é vaiado sempre que pega na bola e que tenta impor seu estilo (quarentena vertical=vida+empregos) afirmando que busca a vitória no final e será aplaudido por toda torcida (povo).

O jogo já está sendo jogado com o COVID-19 como árbitro com resultado final imprevisível.   
 

João Nassif
Por João Nassif 26/03/2020 - 09:35

A Copa Ouro é o principal torneio da Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe, cuja sigla é CONCACAF. 

O primeiro campeonato da CONCACAF foi disputado em 1963 substituindo um torneio que de 1941 a 1961 tinha apenas seleções da América Central e das Ilhas do Caribe. A este torneio foi integrado outro que era disputado apenas pelas seleções da América do Norte.

Entre 1973 até 1989 não aconteceu nenhum torneio entre as seleções da CONCACAF e era considerado campeão continental o país melhor colocado nas Eliminatórias para a Copa do Mundo. Finalmente em 1991 foi criada a Copa Ouro integrando todas as seleções filiadas à CONCACAF.

O primeiro torneio teve como sede os Estados Unidos que foram os campeões derrotando a seleção de Honduras nos pênaltis.

A Copa Ouro que está em sua 14ª edição é disputada a cada dois anos e por questões eminentemente financeiras tem como sede os Estados Unidos. Depois da fase de classificação quando todas as seleções da CONCACAF disputam jogos eliminatórios e quase sempre os mesmos jogam a fase final, por isso as seleções mais tradicionais são as vencedoras do torneio.

O México foi campeão em sete vezes oportunidades, os Estados Unidos venceram seis vezes e o Canadá tem apenas um título conquistado no ano 2000 quando venceu a Colômbia na decisão.

Aí perguntam por que a Colômbia que é país sul-americano? Disputou como convidada, assim como o Brasil que foi convidado em 1996 e 2003 quando terminou as duas vezes em segundo lugar perdendo as decisões para a seleção mexicana. 

João Nassif
Por João Nassif 25/03/2020 - 09:14

A Copa das Nações Asiáticas foi disputada pela primeira vez em 1956 e de lá para cá vem numa sequência de quatro em quatro anos.

Com a inscrição de 20 nações, a fase eliminatória foi dividida em três zonas. O sorteio realizado em Hong Kong ainda em 1955 definiu que a Zona Oeste tivesse a participação de oito seleções: Burma, Nepal, Índia, Irã, Afeganistão, Ceilão, Paquistão e Israel.

Israel passou para a fase final, pois todas as outras sete seleções, por questões políticas se recusaram a enfrentar a seleção israelense. Depois de várias tentativas frustradas da Confederação Asiática no sentido de demover os países a aceitarem Israel, este foi informado que estava classificado para a fase final.

Na Zona Central a classificada foi a seleção do Vietnã do Sul e na Zona Leste a Coréia do Sul foi para a fase final.

Portanto, os finalistas da 1ª Copa das Nações Asiáticas foram Israel, Vietnã do Sul, Coréia do Sul e a anfitriã Hong Kong. A decisão foi disputada em turno único com todas as seleções se enfrentando.

A Coréia do Sul chegou na frente com duas vitórias e um empate. Venceu Israel por 2x1 e Vietnã do Sul por 5x3. O empate foi com os donos da casa que terminou em 2x2.

Os sul-coreanos foram os campeões da 1ª Copa das Nações Asiáticas.

Até hoje foram disputas 16 torneios das Nações na Ásia e o Japão é o maior vencedor com quatro títulos. Irã e Arábia Saudita ganharam o torneio em três oportunidades. 

João Nassif
Por João Nassif 24/03/2020 - 09:06

A Copa Africana das Nações foi disputada pela primeira vez em 1957 sendo, portanto, um torneio mais antigo que a Eurocopa e é realizada a cada dois anos, 

Depois de começar com poucas seleções, com o passar do tempo foi agregando outras nações e hoje é disputada por todas seleções filiadas à Confederação Africana de Futebol.

Egito-primeiro campeão africano
 

A primeira Copa Africana das Nações foi disputada por apenas por quatro países e teve como sede a cidade de Khartum no Sudão.

As quatro seleções começaram a disputa já na fase semifinal e na primeira delas o Egito eliminou os donos da casa vencendo por 2x1.

Não aconteceu a outra semifinal que seria entre a Etiópia e a África do Sul. A política do apartheid do governo sul-africano proibiu que uma seleção multirracial fosse enviada ao torneio.

Os organizadores sugeriram que fosse realizado um torneio entre as três seleções remanescentes, mas os etíopes não concordaram e assim foram declarados vencedores da semifinal por W.O.

De nada adiantou. Na final do torneio a Etiópia foi massacrada pelo Egito que venceu de forma inapelável por 4x0. 

O Egito é o maior vencedor da Copa Africana das Nações. Venceu sete das 32 edições do torneio que já foram realizadas. Em segundo lugar no número de conquistas vem Camarões que já venceu cinco vezes. A última edição em 2019 foi conquistada pela Argélia. 
 

João Nassif
Por João Nassif 23/03/2020 - 16:51

Nestes tempos de absoluta reclusão tenho trabalhado muito em pesquisas, principalmente sobre Copas do Mundo e preparando nova edição do Almanaque das Copas para publica-lo no final de dezembro de 2021.

Como a fixação em escalações, artilharias e outros itens necessários para uma completa informação causa um desgaste muito grande, me permito intervalos para assistir um filme, conferir o noticiário, conversar com a patroa e procurar no Youtube algo de maior relevância.

E não é que vasculhando encontrei disponibilizado pela FIFA um vídeo com a reprise completa do jogo Brasil e Alemanha pela semifinal do Mundial de 2014.

Já havia revisto várias vezes os gols que marcaram a pior derrota da seleção brasileira em todos os tempos. À época discutimos bastante o ambiente festivo que tomava conta do país com a possibilidade do hexa, a falta de equilíbrio emocional dos jogadores estampada dias antes no choro do capitão Thiago Silva a falta que fez o Neymar e a própria escalação proposta pelo técnico Luiz Felipe Scolari.

O vídeo começa com a entrada em campo das duas seleções, a brasileira em fila indiana com os jogadores esticando o braço nos ombros do que estava à sua frente num ritual que pretendia mostrar a unidade do grupo.

Na hora do Hino Nacional que todos cantavam a capela, os jogadores gritavam mostrando seu amor à Pátria e David Luiz, o capitão de plantão estendeu a camisa nº 10, homenagem ao craque ausente.

Gol de Mueller começando a goleada

E veio o jogo, aos 10 minutos na cobrança de um escanteio com um erro mortal de marcação foi permitido a Tomas Müeller marcar o primeiro gol.
Com uma linha defensiva com Maicon, David Luiz, Dante e Marcelo, com dois volantes Fernandinho e Luiz Gustavo, uma linha de três mais a frente com Bernard (o da alegria nas pernas) pela direita, Oscar centralizado e Hulk pelo lado esquerdo e apenas Fred mais avançado, o Brasil não teve capacidade de criação e muito menos força ofensiva para buscar o empate.

Até que o Brasil inteiro parou para acompanhar a catástrofe que se fez presente. Tive o cuidado e a paciência de detalhar o que foram os 06min41seg da maior tragédia do futebol brasileiro. O relógio que marcava o tempo de jogo foi implacável.

Eram passados 22min08seg quando a Alemanha fez o segundo gol. Num bote errado do Fernandinho na faixa central da intermediaria permitiu que os alemães fizessem uma linha de passe e fossem área adentro para Toni Kross chutar tirando de Júlio César. 

O relógio marcava 23min57seg quando nova linha de passe por dentro da zaga brasileira Miroslav Klose marcava o terceiro gol e seu 16º em Copas do Mundo superando Ronaldo Fenômeno para maior desespero dos torcedores brasileiros.

E tinha mais, aos 25min06seg outra linha de passe permitiu que novamente Toni Kroos aparecesse sem marcação para estampar a goleada no placar do Mineirão.

E não parou por aí, outra jogada combinada pela direita da defesa brasileira e aos 28min49seg Sami Khedira completou a goleada no primeiro tempo. Os alemães visivelmente constrangidos não quiseram manter o ritmo demonstrando respeito por seleção mais vezes campeã mundial.

O jogo se arrastou no segundo tempo e parece que não avisaram Andre Schueller no lugar de Klose e foi logo enfiando mais dois gols na perdida zaga brasileira. O gol de Oscar no finalzinho do jogo não minimizou a hecatombe.

Em 06min41seg a Alemanha marcou quatro gols, que descontado o tempo de comemoração, afirmar seguramente que com a bola rolando os gols foram marcados em pouco mais de 03 minutos. 
 
 

João Nassif
Por João Nassif 23/03/2020 - 12:20

Por todo o planeta são disputadas Copas entre seleções em que cada Confederação que compõe a FIFA coloca em atividade seus filiados no continente.

Na América do Sul é disputada a Copa América, na Europa a Eurocopa, na América do Norte, Central e Caribe a Copa Ouro e as Copa das Nações Africanas, Copa Asiática das Nações, e Copa da Oceania.

URSS campeã da primeira Eurocopa

A Eurocopa é a segunda maior competição no mundo entre seleções, pois é disputada, entre outras, por cinco seleções que já conquistaram um total de 11 Copas do Mundo. 

Alemanha, Itália, França, Espanha e Inglaterra estão presentes no torneio a cada quatro anos, sem contar outras seleções como Holanda e Portugal com muita tradição nos Mundiais de Futebol.

A Eurocopa foi realizada pela primeira vez em 1960. A fase final foi disputada na França e teve como campeã a antiga União Soviética. Foi o único título conquistado por uma seleção do leste europeu.

A União Soviética derrotou na final a Iugoslávia por 2x1 no Estádio Parc des Princes em Paris.

Na decisão do terceiro lugar, no Velodrome em Marseille a Tchecoslováquia derrotou os donos da casa por 2x0.

O caminho dos soviéticos para chegar ao título ficou marcado pela desistência da Espanha em enfrentar os futuros campeões nas quartas de final. 

A Espanha vivia sob a ditadura do general Francisco Franco que proibiu a delegação espanhola de viajar até Moscou e de entrar em campo em Madrid para disputar as quartas de final.

Pela ausência as vitórias foram dadas à União Soviética por W.O. que já chegando em Paris derrotou a Tchecoslováquia na semifinal também por 3x0.  

Tags: Eurocopa URSS

João Nassif
Por João Nassif 23/03/2020 - 08:10

Thiago Ávila *

Semestre passado concluí minha faculdade de jornalismo e também depois de muito trabalho finalizei meu TCC. Trabalho com um tema que não pude escolher outro senão algo relacionado ao automobilismo. De tanto pensar em assuntos, me veio em mente uma das maiores rivalidades da Formula 1: Niki Lauda vs. James Hunt.

Esse embate já havia sido mostrado nas telonas com o filme Rush – No limite da emoção, mas pensei em tratar de uma forma diferente, indo mais a fundo, pesquisando a rivalidade por outros olhares - em livros, documentários, jornais – pois todo aquele enredo de Hollywood, apesar de excelente, não me era tão convincente.

Corrida para a Glória, um livro de Tom Rubython, Clash of the Titans, uma série documental da BBC, e o próprio filme Rush foram as obras que me ajudaram a construir a pesquisa. Recomendo a todos os leitores a lerem e assistirem essas obras nessa quarentena.

Vamos então a história:
Um era austríaco, rabugento, frio, metódico. Outro era britânico, badboy, mulherengo, corria por hobby. O auge desse duelo se fez no ano de 1976, onde os dois finalmente tiveram condições iguais para lutar pelo título.

Niki Lauda corria pela Ferrari, era atual campeão. James Hunt tinha sido recém contratado pela McLaren, vindo da pequena Hesketh. O austríaco era o piloto do momento, era o nome a ser batido no grid. O britânico havia chegado com muitas ressalvas, como um piloto imaturo, que batia muitas vezes, apelidado de The Shunt (uma expressão inglesa que quer dizer acidente).

Mas ambos os pilotos desde a primeira corrida no Brasil se mostraram os principais nomes do campeonato. Hunt fez a pole, mas acabou tendo diversos problemas na prova, inclusive seu acidente na reta final da corrida e Lauda acabou levando a melhor.

Na Espanha, Hunt foi magistral e venceu de ponta a ponta, mas os fiscais desclassificaram o piloto da corrida porque as rodas estavam 1,8 centímetro acima das normas técnicas do regulamento, algo que claramente não influenciava no desempenho do carro, tanto que a Ferrari nem se queixou.

A escuderia italiana, de Lauda e Clay Regazzoni, saíram bem na frente no campeonato: Foram seis vitórias nas seis primeiras corridas. Hunt praticamente não existia no campeonato, era uma derrota acachapante: 51 x 6 para o austríaco em pontos.

Mas aí veio a remontada. Depois de ser prejudicado na Espanha, a McLaren foi forçada a reconstruir o carro do zero e demorou quatro corridas para recoloca-la entre as favoritas.

James voltou a fazer uma pole na França e venceu uma série de três corridas consecutivas, incluindo Silverstone e Alemanha. Além disso, a FIA julgou o recurso utilizado pelos britânicos e retornou à vitória na Espanha para Hunt.

Chegou o grande ápice da temporada, o GP da Alemanha, na temível pista de Nurburgring, o chamado de o ‘inferno verde’. Era a pista mais comprida do calendário, com 22 km de extensão, a volta mais rápida foi feita em 6min58s por Lauda. Uma pista de extrema velocidade em retas e curvas de todos os tipos, inclusive no anel norte, conhecida por ser a segunda área de maior acidentes fatais do automobilismo.

Logo na segunda volta da corrida, com a pista secando da forte chuva que cessara, Niki volta dos boxes com pneus de pista seca e perde o controle do carro na saída de um ‘S’. Em seguida é acertado por mais dois carros e seu carro entra em chamas. Um dos acidentes mais chocantes da história da F1. Por um milagre, o austríaco ainda saiu vivo.

Foi nesse período em que a rivalidade entre os dois se apertou. Lauda e Hunt eram muito amigos, algo diferente do que conta o filme. Segundo Niki, James foi o primeiro a ligar para o hospital para saber como ele estava. Mas Lauda sentiu que começava a perder espaço quando assistia da televisão, o britânico vencer o GP da Holanda.

Dois pontos apenas separavam os dois pilotos. O britânico, praticamente morto no início do campeonato, parecia mais vivo que Lauda (perdão pela analogia). Niki se viu forçado a sair do hospital, mesmo sem condições, e voltar as pistas, se não quisesse perder o campeonato.

Dois meses depois do acidente, Lauda estava de volta, para o GP da Itália. Nas vésperas da corrida, a Ferrari alegou que a McLaren utilizava gasolina irregular, o que levou alguns membros da equipe a ficarem presos por algumas horas. Hunt foi totalmente prejudicado por algo que era devidamente uma jogada dos italianos para levarem a melhor em casa.

Em sua volta, Lauda foi quarto, aplaudido de pé por todos por seu retorno fenomenal. Para piorar a situação de James, a sua vitória em Silverstone foi retirada após decisão judicial da FIA. O que foi alegado é que o piloto não fez o traçado correto para voltar aos boxes na corrida maluca que ocorreu. 

Depois de um acidente na largada envolvendo o piloto e Regazzoni, a prova foi refeita e o britânico deveria estar fora por conta do ocorrido. Mas pela pressão da torcida e da própria McLaren, o liberaram para correr. No fim, quebraram as regras, e a FIA foi forçada achar algum erro para puni-lo, e a tal “entrada errada nos boxes” foi o motivo.

Agora a distância era de 17 pontos, e com apenas três provas para o fim, era uma margem absurda para querer pensar em título. Hunt correu como nunca no Canadá e Estados Unidos, venceu as duas e diminuiu a distância para três pontos.

Nada melhor para um filme de Hollywood do que um desfecho com chuva. Foi assim que o GP do Japão foi disputado, caiu como uma luva para fazer o clímax de Rush. A corrida teve um atraso de três horas, os pilotos não queriam correr, as equipes pediam para cancelar a prova – com exceção da McLaren, claro – mas isso era algo inviável. Bernie Ecclestone, então presidente da FOM (Formula One Management), vendeu os direitos de transmissão para o mundo inteiro. Todos os olhos estavam atentos para assistir o duelo entre Lauda e Hunt.

Foi dada a largada, Lauda desistiu da corrida logo na primeira volta. Ele não estava capacitado para correr uma corrida toda na chuva intensa. Mais tarde, o próprio Lauda afirmou que nunca deveria ter voltado a correr naquele ano, não tinha condições e o risco de sofrer outro acidente era enorme.

Hunt estava com a prova e o título nas mãos, um terceiro lugar já bastava. Era líder, folgado o mais rápido da pista. Mas como todo bom filme de Hollywood, nunca um desfecho é tão fácil assim. A chuva tinha parado e pista estava secando. James começou a perder aderência por conta do desgaste dos pneus, ele não havia se tocado que precisava passar nas poças para manter a temperatura. Com muita demora, o britânico entrou nos boxes. Um erro tremendo de comunicação entre piloto e equipe quase destruiu as chances do título.

Hunt voltou em quinto, há três voltas do fim. Conseguiu ainda ultrapassar Regazzoni e Alan Jones e foi a terceiro.

No fim, o painel mostrava o piloto em quinto, ou seja, bye bye campeonato. E depois de alguns bons minutos, a direção de prova confirmou o terceiro lugar. Hunt foi campeão por apenas um ponto de vantagem. Lauda perdeu o título depois de 15 corridas na liderança.

Há quem diga que Niki foi derrotado por conta do acidente, há outros que Hunt ganhou mesmo tendo sido prejudicado múltiplas vezes. O que eu posso dizer é que foi uma rivalidade e tanto, e que às vezes é de se lamentar por pouco termos visto aqui no Brasil.

*Esse texto foi baseado nas obras Corrida para a Glória, de Tom Rubython e Clash of the Titans, da BBC

* Jornalista
 

João Nassif
Por João Nassif 22/03/2020 - 08:56

A política em todos os tempos sempre procurou se intrometer no futebol afim de capitalizar em razão da paixão dos torcedores, principalmente em Copas do Mundo.

Por exemplo, em 1934 quando da disputa do segundo mundial da história, a Itália anfitriã vivia sob o jugo do fascismo e teve o ditador Benito Mussolini interferindo pessoalmente nas escalas dos árbitros em jogos Itália que acabou vencendo sua primeira Copa do Mundo. 

Em 1978 a Argentina vivia sob a ditadura dos militares e chegou ao título cercada da polemica partida contra o Peru que anos depois ficou comprovada o acerto entre as duas Confederações.

São situações históricas mais escancaradas no envolvimento da política no mundo do futebol.

Pelo futebol brasileiro temos o exemplo de 1970 quando o país também vivia um regime militar o presidente de plantão, Garrastazu Médici teve ingerência direta na CBD exigindo a demissão do técnico João Saldanha que era comunista declarado que havia vencido os seis jogos que o Brasil disputou pelas eliminatórias. Foi substituído pelo Zagallo que conquistou o tri.

Outro exemplo gritante vivido no Brasil foi a escolha para a sede do Mundial de 2014. Ainda se investiga o uso de propina para os cardeais da FIFA decidirem pelo Brasil com um forte lobby do governo brasileiro que teria que retribuir às grandes empreiteiras com a construção de estádios quase todos com superfaturamento que se revelaram sem qualquer utilidade. 

E por aí vai, quem tiver curiosidade e tempo que procure tantas outras ligações do futebol com a política que certamente todas virão cheias de escândalos. 

João Nassif
Por João Nassif 21/03/2020 - 09:42

Ontem falei sobre os confrontos entre Brasil e Alemanha que juntos têm nove títulos de Copas do Mundo. Hoje é a vez de Brasil e Itália, também são nove títulos de Copas do Mundo. Junto com a Alemanha as três seleções dominam os Mundiais já realizados.

Brasil e Itália já se enfrentaram 16 vezes entre jogos oficiais e amistosos. O primeiro confronto aconteceu na França pela semifinal da Copa do Mundo de 1938 e os italianos venceram por 2x1.

Brasil x Itália em 1982

Este jogo em 1938 foi o primeiro de cinco partidas em que as seleções se encontraram valendo pelos Mundiais de futebol.

Em todas estas cinco partidas nenhuma seleção tem vantagem, foram duas vitórias brasileiras, duas italianas e um empate na decisão da Copa de 1994 que terminou em 0x0 e o Brasil foi campeão na disputa por pênaltis.

As duas vitórias brasileiras foram conseguidas no México por 4x1 na final de 1970 e na Argentina por 2x1 em 1978 na decisão do terceiro lugar.

A Itália além da vitória no primeiro confronto venceu também em 1982 na Espanha por 3x2 na segunda fase do torneio eliminando da Copa a seleção brasileira. 

A vitória na final da Copa de 1970 foi o maior placar nos 16 jogos entre as duas seleções. Outro 4x1 a favor do Brasil foi também registrado num amistoso em 1976 disputado nos Estados Unidos.

Nos 16 jogos entre as duas seleções a brasileira venceu oito, a italiana cinco e aconteceram três empates. O Brasil marcou 30 gols e a Itália 23.

João Nassif
Por João Nassif 20/03/2020 - 09:53

Brasil e Alemanha têm somados nove títulos mundiais, cinco e quatro respectivamente e junto com a também tetracampeã Itália dominam as 21 Copas do Mundo que já foram realizadas.

A seleção brasileira principal ao longo da história enfrentou 23 vezes os alemães, confrontos que tiveram início em 1963 num amistoso vencido pela seleção brasileira em Hamburgo na então Alemanha Ocidental.

Final do Mundial de 2002

Apesar de serem as seleções que mais disputaram jogos em Mundiais, os dois se encontraram somente duas vezes em Copas do Mundo.

A primeira foi na final em 2002 em Yokohama no Japão com vitória brasileira por 2x0 e a segunda em Belo Horizonte na Copa de 2014 com o fatídico 7x1 enfiado pelos alemães na disputa das semifinais.

Aliás, este resultado foi a maior goleada nos 23 confrontos. A seleção brasileira venceu por placar elástico em duas oportunidades. Primeiro foi um 4x1 na disputa da Copa Ouro dos Campeões Mundiais disputada no Uruguai em 1981. Na segunda o Brasil venceu por 4x0 em Guadalajara no México em 1999 pela Copa das Confederações.

No total dos 23 confrontos a seleção brasileira venceu 13 jogos, os alemães cinco e ocorreram cinco empates. O Brasil marcou 41 gols e a Alemanha 31.

João Nassif
Por João Nassif 19/03/2020 - 09:24

Ontem destaquei a conquista pelo Criciúma do Torneio Paralelo em 1986 e seu consequente acesso para a primeira divisão do campeonato brasileiro. Com 36 equipes classificadas para a segunda fase da competição o Criciúma foi colocado numa chave com outras oito equipes que disputaram quatro vagas em regime de turno e returno.

O primeiro jogo do Criciúma na chamada elite do futebol foi contra o Corinthians em pleno Pacaembu que terminou em 1x1 com gol de Casagrande para o time paulista e o gol de empate foi marcado por Edemílson. 

 

Criciúma x Corinthians

Além do Corinthians o Criciúma enfrentou o Atlético Mineiro, o Vasco da Gama, o Internacional, o Ceará, o Rio Branco do Espírito Santo, o Nacional de Manaus e o Sobradinho do Distrito Federal.

Ficou classificado para as oitavas de final depois de disputar 16 jogos com sete vitórias, cinco empates e quatro derrotas. Foi o quarto colocado do grupo marcando 14 gols e sofrendo 13.

O último jogo foi o mais emocionante. O Criciúma chegou na rodada final na quarta posição um ponto à frente do Internacional e precisava de uma vitória simples para se classificar. Iria enfrentar o já rebaixado Nacional lá em Manaus, enquanto o colorado gaúcho jogaria também fora de casa contra o Sobradinho.

O Inter terminou seu jogo com vitória tranquila por 3x0 e bola continuava rolando em Manaus. No meio do segundo tempo o goleiro Luiz Henrique do Criciúma defendeu um pênalti. O empate desclassificava o Criciúma até que no último minuto Rached sofreu pênalti que Osmair cobrou para selar a classificação para as oitavas de final.

O Criciúma foi eliminado pelo Fluminense. Venceu no Heriberto Hülse por 2x1 e foi derrotado por 1x0 no Maracanã. 
 

João Nassif
Por João Nassif 18/03/2020 - 09:36

O ano de 1986 foi o primeiro que pode ser chamado de magico pelo Criciúma EC. Foi campeão estadual pela primeira vez e em seguida ao título disputou um torneio que o levou, também pela primeira vez à elite do futebol brasileiro.

Este torneio classificatório, chamado de “paralelo” foi disputado por nove equipes dos três estados do sul do país. 

A caminhada rumo à primeira divisão nacional começou 07 de setembro com uma vitória em casa sobre o Novo Hamburgo por 2x0. Novamente em casa venceu o Avaí por 1x0.

Fez na sequência dois jogos como visitante, empatando com o Marcílio Dias em 1x1 de vencendo o Brasil por 2x1. Em seguida venceu o Londrina por 3x1 no Heriberto Hülse e também o Pinheiros por 2x1 em Curitiba.

Seguindo com a invencibilidade terminou o torneio com vitória em casa sobre o Juventude por 1x0 e um empate em 0x0 jogando em Cascavel no dia 05 de outubro.

Resumindo, disputou oito jogos em 28 dias e terminou invicto com seis vitórias e um empate. Esta campanha deu ao Criciúma o direito de continuar no campeonato brasileiro, agora enfrentando alguns dos principais times do país.

O Criciúma entrou na segunda fase do campeonato composta por 36 equipes divididas em quatro chaves com nove em cada uma. Ficou no grupo com Atlético-MG, Internacional, Corinthians entre outros e conseguiu se classificar para as oitavas de final.

A primeira participação do Criciúma entre os grandes do futebol brasileiro será meu destaque de amanhã neste espaço.
 

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