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* as opiniões expressas neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do 4oito
João Nassif
Por João Nassif 26/10/2019 - 09:27

Na Europa o Benfica de Portugal conseguiu quebrar a hegemonia do Real Madrid que havia conquistado cinco títulos na Taça dos Campeões Europeus de Futebol, na América do Sul o Peñarol venceu novamente a Taça Libertadores que em 1961 realizou sua segunda edição.

Os dois se credenciaram para disputar a segunda edição da Taça Intercontinental.

Para ser bicampeão da América o Peñarol derrotou na final o Palmeiras que foi o primeiro brasileiro a participar de uma final da Libertadores.

O torneio começou com nove clubes, campeões dos países filiados à CONMEBOL, exceção da Venezuela que não esteve presente.

Foi necessária uma fase preliminar para alinhar os times para a disputa das quartas de final. O Independiente Santa Fé da Colômbia eliminou o Barcelona de Guayaquil, Equador.

Nas quartas de final o Olímpia do Paraguai eliminou o Colo-Colo do Chile, o Peñarol passou pelo Universitário do Peru, o Palmeiras eliminou o Independiente da Argentina e o Independiente Santa Fé eliminou o Jorge Wilstermann da Bolívia.

No cruzamento das semifinais o Palmeiras passou pelo time colombiano e o Peñarol pelo Olímpia.

O primeiro jogo da decisão foi em Montevideo e o Peñarol venceu por 1x0 no Estádio Centenário com mais de 64 mil torcedores. O segundo jogo foi no dia 11 de junho de 1961 no Pacaembu em São Paulo e terminou em 1x1.

Peñarol e Benfica disputaram a Taça Intercontinental que será nosso assunto de amanhã.
 

João Nassif
Por João Nassif 25/10/2019 - 09:50

A sexta edição da Taça do Campeões Europeus de Futebol correspondendo à temporada 1960/1961 foi disputada por 27 clubes, inclusive com o Real Madrid campeão da edição anterior. O desafio de 26 times era superar o Real Madrid campeão de todas as edições disputadas até então.

Wankdorf Stadium em Berna-Suíça

O destaque da fase preliminar foi o Stade Reims da França que havia disputado duas das cinco finais do torneio. O time francês eliminou o Jeunesse Esch de Luxemburgo com duas goleadas, 6x1 na França e 5x0 em Luxemburgo.

Na primeira fase da Taça o Real Madrid que participou como campeão da edição anterior enfrentou o Barcelona, campeão espanhol. Depois de empate em 2x2 no primeiro jogo em Madrid o pentacampeão foi eliminado pelo seu maior rival com a derrota por 2x1 no Camp Nou.

Numa das semifinais o Benfica de Portugal eliminou o Rapid Wien com vitória por 3x0 em Lisboa e empate de 1x1 na Áustria. Na outra semifinal o Barcelona se classificou ao vencer em casa o Hamburgo da Alemanha por 1x0 e mesmo derrotado na Alemanha por 2x1, foi para a final por ter feito um gol fora casa.

A final da Taça dos Campeões de Futebol da Europa na temporada 1960/1961 foi jogado no Wankdorf Stadium em Berna na Suíça no dia 31 de maio de 1961.

O Benfica que foi base da seleção portuguesa que disputou em 1966 pela primeira vez uma Copa do Mundo venceu o Barcelona por 3x2 e quebrou a hegemonia do Real Madrid conquistando o torneio pela primeira vez.

Com o título o Benfica se credenciou para disputar a segunda edição da Copa Intercontinental com o Peñarol do Uruguai, bicampeão da Taça Libertadores da América.  
 

João Nassif
Por João Nassif 24/10/2019 - 10:17

A primeira edição da Copa Intercontinental ocorreu em 1960. Foi disputada em duas partidas entre o campeão europeu e o sul-americano, Real Madrid da Espanha e Peñarol do Uruguai, respectivamente.

O Real Madrid ganhou o direito de participar da primeira edição da Copa Intercontinental depois de vencer o Eintracht Frankfurt, da Alemanha, na final da quinta edição da Taça dos Clubes Campeões Europeus. O time espanhol havia ganho as cinco primeiras edições da competição.

Campeão da primeira Copa Intercontinental

O Real Madrid venceu na final o Eintracht Frankfurt por 7 a 3, sendo citado pela imprensa como a maior final realizada até aquela data, de modo que o campeão seria o representante da UEFA no torneio que definiria o melhor time do mundo. 

O Peñarol ganhou o direito de participar da primeira edição do torneio, depois de vencer o Olimpia, pela primeira edição da Copa Libertadores da América, que indicou o melhor clube da América do Sul. 

Após a disputa das duas partidas, o Peñarol venceu a final no placar agregado de 2 a 1, sendo campeão da Libertadores e sendo indicado pela CONMEBOL para disputar o torneio que definiria o melhor time do mundo.

A decisão da primeira Copa Intercontinental foi jogada em duas partidas. No primeiro jogo em Montevideo houve empate em 0x0.

Após esse empate sem gols, a decisão foi para Madrid. Com aproximadamente 120 mil torcedores no Santiago Bernabeu o Real Madrid conquistou o primeiro título intercontinental ao golear o Peñarol por 5x1. 


 

João Nassif
Por João Nassif 23/10/2019 - 10:47

A Copa Libertadores da América de 1960 foi a primeira edição da competição que em todos os anos é organizada pela CONMEBOL, Confederação Sul-Americana de Futebol.

Nesta edição inaugural sete países participaram com suas equipes campeãs nacionais em 1959. O representante do Brasil foi o Bahia campeão da Taça Brasil. Equador e Venezuela não tiveram clubes no torneio e o Universitário do Peru que estava inscrito desistiu de participar.

O primeiro jogo da história da Libertadores foi entre o Peñarol do Uruguai e o Jorge Wilstermann da Bolívia com vitória dos uruguaios por 7x1 no dia 19 de abril de 1960.

O Bahia enfrentou o San Lorenzo na primeira fase e foi eliminado mesmo vencendo o jogo de volta na Fonte Nova por 3x2. O San Lorenzo havia vencido o primeiro jogo por 3x0 jogando em Buenos Aires.

Além do Peñarol e San Lorenzo, foram às semifinais o Millonarios da Colômbia que eliminou a Universidad de Chile e o Olímpia do Paraguai com a desistência do Universitário do Peru.

Nas semifinais o Peñarol eliminou o San Lorenzo e o Olímpia despachou o Millonarios com uma goleada de 5x1 no segundo jogo em Assunção.

A final sul-americana, diferente da europeia é disputada em dois jogos e na primeira edição da Libertadores o Peñarol foi o campeão depois de vencer por 1x0 em Montevideo e empatar em 1x1 em Assunção.

Com a conquista o Peñarol se credenciou para disputar com o Real Madrid, campeão da Liga dos Campeões da Europa a Taça Intercontinental de 1960.
 

João Nassif
Por João Nassif 22/10/2019 - 10:06

A quinta edição da Liga dos Campeões de Futebol da Europa correspondeu a temporada 1959/1960 do calendário europeu. O Real Madrid que havia vencido as quatro anteriores completou nesta edição sua quinta vitória.

A Liga nesta temporada teve e a participação de 27 clubes, sendo que o campeão grego disputou a competição pela primeira vez. O representante da Grécia foi o Olympiakos.

Na fase preliminar o Eintracht Frankfurt da Alemanha se classificou com a desistência do Kuopion da Finlândia. A maior goleada nesta fase foi do Gotemborg da Suécia que jogando em casa venceu o Linfield da Irlanda do Norte por 6x1.

Numa das semifinais o Eintracht Frankfurt eliminou o Rangers da Escócia com duas goleadas, primeiro em Frankfurt por 6x1 e a segunda em Glasgow por 6x3.

Na outra semifinal o Real Madrid passou pelo Barcelona com duas vitórias por 3x1. O primeiro jogo foi no Santiago Bernabeu e o segundo no Camp Nou.

A final foi disputada no Hampden Park em Glasgow, Escócia, e o Real Madrid perante mais de 127 mil espectadores derrotou o Eintracht Frankfurt por 7x3 se tornando o pentacampeão da Liga dos Campeões da Europa.

O time espanhol ganhou o direito de disputar com o Peñarol do Uruguai, campeão da primeira edição da Copa Libertadores da América, a Copa Intercontinental de 1960.
 

João Nassif
Por João Nassif 21/10/2019 - 10:12Atualizado em 21/10/2019 - 10:19

E segue a série que registra os torneios mais importantes do planeta, a Liga dos Campeões de Futebol da Europa e a Taça Libertadores da América. Hoje será abordada a temporada 1958/1959 do futebol europeu, pois a Libertadores ainda não havia sido iniciada.

O torneio europeu começou com 26 representantes, dois a mais que na edição anterior, com os representantes da Finlândia e Turquia. O Olympiakos, campeão grego, estava inscrito, mas desistiu por questões políticas antes do primeiro jogo. 

Francisco Gento-jogador do Real Madrid tetra campeão europeu


O Manchester United foi convidado a participar, pois sua participação no campeonato da Liga Inglesa foi prejudicada pelo desastre aéreo de Munique que matou vários jogadores, mas também desistiu.

O destaque da fase preliminar ficou por conta da goleada de 8x0 aplicada pelo Atlético Madrid sobre o Drumcondra Dublin da Irlanda.

Numa das semifinais o Stade Reims, da França, eliminou o Young Boys, da Suíça. No primeiro jogo em Berna, a vitória foi do Young Boys por 1x0, mas na volta em Paris o time francês venceu por 3x0.

No primeiro jogo do confronto espanhol, na outra semifinal, o Real venceu o Atlético por 2x1 no Santiago Bernabeu. No jogo de volta o Atlético em casa venceu por 1x0. Foi necessária uma partida extra disputada em Zaragoza e o Real Madrid se classificou para sua quarta final consecutiva.

Novamente contra o Stade Reims o time espanhol conquistou o tetra campeonato da Liga dos Campeões de Futebol da Europa vencendo por 2x0 em Stuttgart, na Alemanha, perante 72 mil espectadores.

João Nassif
Por João Nassif 20/10/2019 - 11:47

Continuando com a série registrando os torneios mais importantes do mundo, a Liga do Campeões de Futebol da Europa e a Taça Libertadores da América, chegamos ao torneio da temporada 1957/1958 do futebol europeu, pois a competição sul-americana ainda não havia começado.

A terceira edição da Liga dos Campeões começou em 1957 com 24 participantes, dois a mais que na edição anterior com as presenças da Irlanda, Irlanda do Norte e Alemanha Oriental enquanto a Turquia não enviou representante.

Palco da final da Liga dos Campeões 1957/1958

Foram disputados oito confrontos na fase preliminar com destaque para o Estrela Vermelha da Iugoslávia que em Belgrado goleou por 9x1 o Dudelange de Luxemburgo.

Na primeira fase, as quartas de final, o Borussia Dortmund foi o único time que precisou de uma partida extra para se classificar. Depois de vencer em casa por 3x1 e ser derrotado pelo Steaua de Bucareste, Romênia, conseguiu a classificação com vitória por 3x1 em Bolonha na Itália.

Numa das semifinais o Real Madrid eliminou o Vasas da Hungria com vitória por 4x0 na Espanha e derrota por 2x0 em Budapeste. Na outra, o Milan foi derrotado na Inglaterra pelo Manchester United, mas conseguiu se classificar com vitória por 4x0 em Milão.

A partida final foi disputada em Bruxelas na Bélgica e o Real Madrid venceu o Milan por 3x2 se tornando tricampeão nas três primeiras edições da Liga dos Campeões de Futebol da Europa.
 

João Nassif
Por João Nassif 19/10/2019 - 20:20

O Almanaque da Bola segue a cronologia das duas maiores competições de clubes do planeta. Como a Libertadores ainda não havia começado, hoje é dia de darmos alguns detalhes da segunda edição da história da Liga dos Campeões da Europa, disputada na temporada 1956/1957.

A temporada anterior contou com campeões de 16 países, na segunda edição a UEFA aumentou para 22 o número de participantes. 

A Liga Inglesa não permitiu a participação do Chelsea na primeira edição, continuou com a posição que a competição era uma distração para os torneios locais, mas o Manchester United, campeão inglês da temporada contrariou a Liga e participou do torneio.

Como campeão da primeira edição, o Real Madrid foi convidado a defender o título, por isso a Espanha teve dois representantes, além do Real, o Athletic Bilbao participou como campeão espanhol.

Depois de uma fase preliminar começaram as oitavas de final e a sequência dos mata-mata para se apurar o campeão. 

A maior goleada do torneio foi aplicada ainda na primeira fase pelo CSKA Sofia da Bulgária, que venceu o Dínamo Bucareste da Romênia por 8x1 em jogo disputado na capital búlgara.

Numa das semifinais a Fiorentina da Itália eliminou a Estrela Vermelha da Iugoslávia, com vitória em Belgrado por 1x0 e empate de 0x0 em Florença.

Na outra, o Real Madrid eliminou o Manchester United ao vencer em casa por 3x1 e empatar em 2x2 na Inglaterra.

A final foi disputada no Estádio Santiago Bernabeu, em Madrid, e o Real conquistou o bicampeonato da Liga dos Campeões da Europa ao derrotar a Fiorentina por 2x0 perante 124 mil espectadores. 

Tags: Fiorentina

João Nassif
Por João Nassif 19/10/2019 - 12:15Atualizado em 19/10/2019 - 13:03

“Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade”. Frase lapidar de Joseph Goebbels, ministro da propaganda nazista.

“O Criciúma E.C. rebaixado fará muito mal à cidade”. Já ouvi esta frase milhares de vezes e por ser uma grande mentira muitos acreditam que seja verdade. 

Esta frase sobre rebaixamento voltou a ser atual, pois, o clube está no grupo de risco no Campeonato Brasileiro e já ouvi de diversos torcedores o mal que fará para a cidade este possível rebaixamento.

Por que não concordo com esta frase? O Criciúma já foi rebaixado em outras temporadas e ninguém deixou de trabalhar, de estudar, de ir ao supermercado, de curtir os finais de semana, de fazer suas atividades diárias e a cidade não parou. 

Hoje está muito próxima a queda para a Série C e se percebe no semblante dos torcedores resignação, pois, todos sabem que a gestão foi catastrófica e que somente um milagre fará o time escapar do rebaixamento. 

Por isso na segunda-feira, mesmo triste com a falta de vitórias e à espera do milagre, é vida que segue e as pessoas e a cidade continuarão com o sempre viveram.

João Nassif
Por João Nassif 19/10/2019 - 06:56Atualizado em 19/10/2019 - 11:42

Os jogos de ontem mostraram a diferença que existem entre dois gestores de futebol. 

Um experiente, há muitos anos na ativa, sempre em clubes de pouca expressão, mas que foi adquirindo experiência e aprendeu como motivar um time para escapar do rebaixamento.

Outro ainda novato, deslumbrado com o cargo e como um torcedor sem experiência para administrar um clube de tradição e história muito fortes, não sabe como motivar seu time que caminha a passos rápidos para o rebaixamento. 

Sérgio Malucelli, experiente, dono do Londrina, no fim de semana passado deu uma entrevista que viralizou na rede se auto acusando de incompetente por ter contratados jogadores que não tinham a mínima condição de vestir a camisa do clube. Fez um mea culpa e dispensou os alvos de sua entrevista.

Jaime Dal Farra, novato e somente torcedor, dono do Criciúma, está vendo o time ir para a Série C e não tem coragem de vir a público dar explicações sobre a possibilidade de ser responsável pela tragédia que se avizinha. Há alguns dias dispensou sem maiores explicações vários jogadores desfalcando um plantel que não ofereceu reposição e apostou apenas na base para resolver sua incompetência. Não sabe nem como chutar o balde. O técnico Roberto Cavalo, seu porta voz, constrangido, dá explicações pós jogos e se percebe, tenta blindar o presidente com explicações que em momento algum convencem.

Resultado, na noite de sexta-feira o Londrina venceu o Vitória fora de casa e o Criciúma foi derrotado pelo CRB em pleno Heriberto Hülse.

João Nassif
Por João Nassif 18/10/2019 - 09:47

A partir de hoje aqui no Almanaque da Bola vou reviver a história das duas maiores competições de clubes do planeta. Ninguém duvida que os dois continentes que praticam o melhor futebol do mundo são a Europa e a América do Sul. 

Por isso irei relembrar ano a ano a Liga dos Campeões e a Taça Libertadores cujos vencedores disputaram a Copa Intercontinental e de uns anos para cá o Mundial de Clubes da FIFA.

A Liga dos Campeões começou primeiro com a primeira edição na temporada europeia 1955/1956. O torneio com o nome de Taça dos Campeões Europeus de Futebol teve a participação de 16 equipes. Foi um torneio rápido com a primeira fase formada por oito chaves, quer dizer já começou nas oitavas de final.

Na primeira fase foram registradas algumas goleadas como a do Rapid Vienna da Áustria por 6x1 sobre o PSV Eindhoven da Holanda e a do Real Madrid que derrotou o Servette da Suíça por 5x0. O MTK da Hungria impôs um 6x3 no Anderlecht da Bélgica.

O Milan da Itália nas quartas de final goleou o Rapid Vienna por 7x2 jogando em Milão. Foi a maior goleada nas quartas de final.

Uma das semifinais foi entre Stade de Reims da França e o Hibernian da Escócia. Os franceses venceram as duas partidas, a primeira por 2x0 em Paris e a segunda por 1x0 em Edinburgh na Escócia.

A outra semifinal foi chamada de decisão antecipada da Taça dos Campeões. Real Madrid e Milan se enfrentaram e no primeiro jogo o time espanhol venceu em casa, no Santiago Bernabeu por 4x2.

O segundo jogo foi no San Siro em Milão e os italianos venceram por 2x1, mas insuficiente para classificação, pois no placar agregado os espanhóis fizeram 5x4 e foram para a final.

A decisão do torneio foi jogada em partida única no Parc des Princes em Paris e o Real Madrid que venceu por 4x3 se tornou o primeiro campeão da Taça dos Campeões Europeus de Futebol, cuja segunda edição será meu assunto de amanhã.
 

João Nassif
Por João Nassif 17/10/2019 - 08:54

Apesar de ter se consolidado como o esporte preferido dos brasileiros já na década de 1920, o futebol não foi visto com bons olhos durante sua popularização pelo país. As mais pesadas críticas vieram de setores da elite intelectual. 

O escritor Graciliano Ramos escreveu em sua crônica "Traças a Esmo" que o futebol era a prova da superioridade europeia sobre o brasileiro, afirmando que sua popularidade seria apenas passageira pelo frágil biotipo dos que habitavam o Brasil. Graciliano Ramos terminava a crônica de forma irônica:

“    Os verdadeiros esportes regionais estão aí abandonados: o porrete, o cachação, a queda de braço, a corrida a pé, tão útil a um cidadão que se dedica ao arriscado ofício de furtar galinhas, a pega de bois, o calto, a cavalhada, e o melhor de tudo, o cambapé, a rasteira. A rasteira! Esse sim é o esporte nacional por excelência!    ”

As críticas mais contundentes, contudo, partiram do escritor Lima Barreto. Barreto via no futebol um fator de dissensão, e nos clubes, agremiações comandadas por descendentes dos senhores de escravos. 

Em seu artigo "Como Resposta, Careta", na publicação "Marginalia", o escritor afirma ser o futebol "primado da ignorância e da imbecialidade". Por tais opiniões Lima Barreto chegou a criar a ""Liga Contra o Foot-ball", no qual tentava a proibição do esporte no país usando como justificativa supostos malefícios da prática do mesmo, como brigas e mortes. 

Apesar de nunca ter sido proibido no Brasil, chegaram a ser discutidas limitações para o exercício do futebol. Em 1916, a Academia Nacional de Medicina estudou a hipótese da proibição do jogo para menores de 18 anos. Em 1919 a prática foi vetada no Colégio Pedro II, do Rio de Janeiro. 
 

João Nassif
Por João Nassif 16/10/2019 - 11:40

Com 29 jogos disputados o Criciúma ocupa a 18ª posição com apenas 21 gols marcados. É o segundo pior ataque da série B somente com mais gols que o Vila Nova, 17º que marcou um gol a menos. Figueirense, 19º e Guarani, 13º, também marcaram 21 gols.

Desses 21 gols que o Criciúma marcou três foram de pênaltis, dois do Daniel Costa e um do Léo Gamalho. Na verdade, o time marcou 20, pois um foi marcado pelo zagueiro Cléber Reis do Oeste, contra.

 

Léo Gamalho artilheiro do Criciúma na série B

Os atacantes do Criciúma marcaram nove vezes, seis com o Léo Gamalho e uma vez com Reis, Julimar e Vinícius. Os volantes e meias marcaram sete gols sendo três do Daniel Costa, três do Foguinho e um do Liel. E os defensores foram responsáveis por quatro dos 21 marcados, dois do Sandro, um do Thales e outro do Léo Santos que foi o primeiro do time em Campinas contra a Ponte Preta.

Somente no jogo contra o Oeste (3x1) no Heriberto Hülse o Criciúma conseguiu marcar três gols, quer dizer, marcou dois e o outro foi contra. O time marcou dois gols três vezes, contra Coritiba (2x1), Botafogo (2x0) e Brasil (2x2), todos estes jogos em casa.

No mais foram seis jogos que terminaram empatados em 1x1, nove jogos com placar de 1x0 e o Criciúma jogou quatro partidas que terminaram em 0x0. O Criciúma ficou em 13 jogos com o zero no marcador.

No Heriberto Húlse o Criciúma marcou 15 gols e fora de casa apenas seis. Juntamente com o Guarani tem o pior ataque como visitante.

João Nassif
Por João Nassif 16/10/2019 - 10:52

O São Paulo Athletic Club foi a primeira equipe de futebol do Brasil, formada em 1894 por Charles Miller. Já o Associação Atlética Mackenzie College foi o primeiro time voltado para brasileiros, em 1898. 

O primeiro clube destinado só ao futebol foi o paulista Sport Club Internacional, fundado em 1899 e já extinto. Logo depois, no mesmo ano, foi fundado o Sport Club Germânia pelo alemão Hans Nobiling, hoje com o nome de Esporte Clube Pinheiros.

Devido a extinção do departamento de futebol do Germânia, o Sport Club Rio Grande é considerado primeiro clube de futebol, ainda em atividade, a ser fundando no Brasil. 

Está localizado na cidade do Rio Grande no Estado do Rio Grande do Sul. Em homenagem ao clube, a extinta CBD (hoje CBF), em 1976, instituiu a data de fundação do clube - 19 de julho - como o "Dia do Futebol".

A Associação Atlética Ponte Preta (AAPP) de Campinas, São Paulo, é o clube mais antigo em atividade depois do Sport Club Rio Grande, fundado em 11 de Agosto de 1900, 23 dias depois.

Em 1901 o primeiro confronto entre paulistas e cariocas, que viria a ser consolidado em 1933 com o surgimento do Torneio Rio-São Paulo

No mesmo ano foi fundado a Liga Paulista de Football, em 19 de dezembro. Em 1902, foi realizado o primeiro campeonato oficial no Brasil, o Campeonato Paulista de Futebol, onde o extinto São Paulo Athletic Club sagrou-se campeão. 

Pouco a pouco, novos clubes foram surgindo no estado paulista, como o SC Americano, AA São Bento, SC Internacional, Ypiranga e o Paulistano, clubes este que tiveram forte atuação nos primeiros anos do século XX, mas logo deixaram de praticar o futebol em São Paulo.

Este texto conta um pouco da história dos primórdios do futebol brasileiro.
 

João Nassif
Por João Nassif 15/10/2019 - 08:52

Meu amigo Geraldo Caciatori tem me servido como fonte de informação sobre algumas passagens importantes do futebol catarinense, principalmente da história do futebol de Criciúma.

Lembra que o título do Comerciário em 1968 foi comemorado duas vezes. A primeira quando terminou a competição que era por pontos corridos e o Comerciário chegou na frente ganhando o título.

O campeonato terminou em dezembro e um mês depois o Internacional de Porto Alegre veio à Criciúma para um amistoso contra o Comerciário como pagamento do passe de Chiquinho. Neste jogo o time gaúcho colocou nos jogadores do Comerciário as faixas de campeão estadual.

Algumas semanas depois o Comerciário perdeu um ponto no TJD e com esta perda o time terminou empatado com o Caxias de Joinville na primeira posição do campeonato de 1968, havendo, portanto, a necessidade de uma disputa extra.

A decisão começou no dia 08 de junho de 1969 e houve empate em 0x0 no Ernesto Schellem Sobrinho. O segundo jogo aconteceu no dia 15 de junho no Heriberto Hülse e houve novo empate, desta feita em 1x1.

O jogo decisivo foi para Florianópolis, Estádio Adolfo Konder, campo neutro, no dia 29 de junho de 1969. E novamente o Comerciário confirmou a conquista de 1968 com vitória por 2x0, gols de Darlan e Jair.

Por isso, o Comerciário precisou confirmar numa decisão extra para comemorar pela segunda vez seu primeiro título estadual. 
 

João Nassif
Por João Nassif 14/10/2019 - 18:25

Posso até entender que muitos contestam a presença do goleiro Luiz como titular do Criciúma. Teve muitas falhas, mas no somatório seu saldo é positivo, pois foi responsável por muitas vitórias ao longo dos anos, inclusive quando faltou, como agora, qualidade ao time que há tempos joga as competições para escapar do rebaixamento.

Vejo uma perseguição sistemática de alguns torcedores que fazem muito barulho nas redes sociais enxergando falhas onde não existem como no gol sofrido sábado passado em Curitiba. 

Estava no estádio acompanhando o jogo com o Timaço da Som Maior. Na hora não percebi falha do goleiro e sim da zaga que marcou o Rodrigão e ninguém cobriu a segunda trave. Isso que o Criciúma estava naquele momento com três zagueiros após a expulsão do Foguinho.

O goleiro não poderia sair do gol, pois veio uma bola rápida na direção do atacante que tinha dois zagueiros na marcação e um terceiro fora do lance. Caso Rodrigão conseguisse a cabeçada, Luiz sobre a linha do gol teria chances de defesa. Como a bola passou pelo atacante e com velocidade pegou o Robson sem marcação para mergulhar para o gol.

Muitos contestam o fato do Luiz ter feito um contrato de muitos anos com o clube ganhando acima do teto proposto pelo dono da G.A. Inveja, talvez, mas com certeza má vontade que gera perseguição.
 

João Nassif
Por João Nassif 14/10/2019 - 09:48

A Copa Intercontinental foi organizada pela FIFA a partir de 1960, numa disputa entre o campeão europeu, vencedor da Liga dos Campeões e o campeão da Libertadores da América. 

O primeiro campeão foi o Real Madrid que derrotou o Peñarol e no ano seguinte o time uruguaio foi o vencedor derrotando Benfica de Portugal.

Em 1962 o Santos como campeão da Libertadores conseguiu seu primeiro título na Copa Intercontinental vencendo o duas vezes o Benfica, por 3x2 no Maracanã e por 5x2 no Estádio da Luz em Lisboa.

Na edição de 1963 o Santos precisou de jogar uma terceira partida para conquistar o bicampeonato da Copa Intercontinental.

O primeiro jogo foi disputado no Estádio San Siro e o Milan, campeão europeu foi o vencedor por 4x2. Neste jogo Pelé que marcou os dois gols do Santos se contundiu e ficou fora da segunda partida. 

Este segundo jogo foi disputado no Maracanã e Almir Pernambuquinho o substituto de Pelé marcou apenas um gol, mas foi decisivo para a vitória santista por 4x2.

Com os times empatados depois dos dois confrontos foi necessária uma partida extra para se apurar o campeão mundial de 1963.

O jogo desempate foi disputado no dia 16 de novembro, também no Maracanã com mais de 120 mil torcedores o Santos venceu por 1x0 com o gol sendo marcado pelo lateral Dalmo cobrando pênalti.     

João Nassif
Por João Nassif 13/10/2019 - 09:28

A Taça Libertadores da América de 1963, originalmente denominada Copa dos Campeões da América pela CONMEBOL, foi a quarta edição do torneio. Participaram as equipes de 8 países. Não houve representantes da Bolívia e Venezuela.

O torneio teve início em 1960 e nas duas primeiras edições o campeão foi o Peñarol do Uruguai. Quebrando este domínio uruguaio o Santos de Pelé & Cia conquistou o bicampeonato em 1962/1963. 

Santos x Botafogo confronto em 1963

A campanha de 1963 foi realizada de maneira invicta com o Santos derrotando o Boca Juniors na decisão.

O Brasil teve dois representantes na edição de 1963, além do Santos campeão da Libertadores e da Taça Brasil do ano anterior o Botafogo, vice-campeão do torneio brasileiro também disputou a Libertadores.

Na primeira fase o Botafogo ficou em primeiro no seu grupo derrotando o Alianza de Lima e o Millonarios da Colômbia. Peñarol e Boca Juniors foram os vencedores dos outros dois grupos.

O Santos como campeão da edição anterior entrou somente nas semifinais e eliminou o Botafogo depois de empatar em 1x1 no Pacaembu e vencer por 4x0 no Maracanã.

Na outra semifinal o Boca Juniors derrotou o Peñarol com duas vitórias, 2x1 em Montevideo e 1x0 em Buenos Aires. 

Na primeira partida da decisão o Santos derrotou o time argentino por 3x2 no Maracanã perante mais de 63 mil torcedores. No jogo da volta na Bombonera com 50 mil pessoas o time santista venceu por 2x1. Coutinho e Pelé marcaram os gols do bicampeonato do Santos na Libertadores. 
 

João Nassif
Por João Nassif 12/10/2019 - 07:23

A Taça Libertadores da América, é a principal competição de futebol entre clubes profissionais da América do Sul, organizada pela Confederação Sul-Americana de Futebol (CONMEBOL) desde 1960. O nome do torneio é uma homenagem aos principais líderes da independência das nações da América do Sul: José Artigas, Simón Bolívar, José de San Martín, José Bonifácio de Andrada e Silva, D. Pedro I do Brasil, Antônio José de Sucre e Bernardo O'Higgins.

Independiente campeão em 1984

A competição teve vários formatos diferentes ao longo de sua história. No início, apenas os campeões nacionais participavam, tanto que nos seus primórdios a competição era chamada de Copa dos Campeões da América, e recebeu o nome atual somente em 1965. 

Em 1998, as equipes do México foram convidadas a competir até 2017, quando a CONMEBOL instituiu uma reforma no certame que desencorajou os mexicanos a continuar disputando o torneio. Hoje, pelo menos quatro clubes por país competem na Liberadores, enquanto que a Argentina e o Brasil têm seis e sete clubes representantes, respectivamente. 

O vencedor da Libertadores se classifica para a disputa da Copa do Mundo de Clubes da FIFA (como representante da CONMEBOL) e na Recopa Sul-Americana do ano seguinte.

O Independiente é o recordista de títulos na competição, com sete conquistas. A Argentina é o país com o maior número de conquistas, com 25 títulos, enquanto que o Brasil é o país com a maior diversidade de times vencedores, com um total de 10 clubes diferentes que ergueram a taça.

O troféu foi conquistado por 25 clubes diferentes, sendo que treze ganharam o torneio mais de uma vez e seis o venceram de forma consecutiva.
 

João Nassif
Por João Nassif 11/10/2019 - 21:45

Não creio que as modificações que o técnico Roberto Cavalo/Wilsão fez para o jogo em Curitiba sejam as melhores. Por força das suspensões do lateral Carlos Eduardo e do volante Eduardo, Andrew e Jean Mangabeira foram os escolhidos para iniciar o jogo contra o Coxa Branca.

A improvisação do Andrew numa lateral direita ofusca o garoto Claudinho do qual dizem maravilhas e é jogador da função. E deixar o Liel de fora é inexplicável, pois o Criciúma tem apenas como jogada ofensiva a bola aérea na qual o volante é especialista.

Com relação ao Claudinho o argumento é não queimar o jogador. Ora, se está relacionado é sinal que está apto para jogar, então por que não desde o começo? E o Liel visivelmente não é do agrado do parceiro do Roberto Cavalo, tanto que quando o Wilsão assumiu sua primeira providência foi sacar o volante titular do Gilson Kleina.

Vou à Curitiba com o Timaço para conferir mais um jogo do Criciúma pela série B, outro jogo importantíssimo para a fuga do rebaixamento.

 
 

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