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* as opiniões expressas neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do 4oito
João Nassif
Por João Nassif 09/07/2019 - 13:02

Já registrei aqui no Almanaque da Bola que todas as 13 seleções que participaram da primeira edição da Copa do Mundo foram convidadas pela FIFA, portanto foi a única vez em que não houve jogos eliminatórios para que as seleções jogassem uma fase final do Mundial.

Todas elas voltaram a disputar Copas do Mundo e a que teve menos participação ao longo da história foi a seleção da Bolívia que disputou apenas três Mundiais de Futebol. 

Os bolivianos além de 1930 no Uruguai voltaram às Copas em 1950 no Brasil novamente como convidada e em 1994 conseguindo via eliminatórias uma das vagas reservadas às seleções da América do Sul.

Bolívia x Brasil na Copa de 1930

Em 1930 a Bolívia disputou duas partidas e perdeu as duas. Fazia parte do grupo com Iugoslávia e Brasil e foi derrotada por ambas pelo placar de 4x0.

Em 1950 caiu no grupo que teve a companhia apenas do Uruguai e no único jogo foi goleada por 8x0.

Nas eliminatórias para o Mundial de 1994 a Bolívia disputou no Grupo 2 junta ao Brasil, Uruguai, Equador e Venezuela. O regulamento previa a classificação para o Mundial das duas primeiras colocadas no grupo. Depois de oito jogos a seleção boliviana ficou na segunda posição, um ponto atrás da brasileira e um ponto à frente da uruguaia.

No Mundial a Bolívia foi eliminada ainda na primeira fase com derrotas para a Alemanha por 1x0 e para a Espanha por 3x1, além de um empate em 0x0 com a Coréia do Sul.

Foi a última aparição da Bolívia numa fase final de Copa do Mundo. Nos seis jogos que realizou em três torneios, perdeu cinco e empatou um. Sofreu 20 gols e marcou apenas um na derrota para a Espanha em 1994. 
 

João Nassif
Por João Nassif 08/07/2019 - 11:23

Hoje completam cinco anos da maior catástrofe protagonizada pelo futebol brasileiro. Foi no dia 08 de julho de 2014 que a seleção comandada por Luiz Felipe Scolari foi impiedosamente massacrada pela Alemanha em pleno Estádio Mineirão em Belo Horizonte.

Quando o árbitro mexicano Marco Antônio Rodríguez apitou o início do jogo valendo pela semifinal do Mundial disputado no Brasil, ninguém poderia imaginar o que seria visto nos minutos seguintes.

A tragédia começou a ser desenhada aos 11 minutos quando o alemão Thomas Müller marcou o primeiro gol. Do minuto 23 até o minuto 29 aconteceu algo jamais visto em jogo valendo pela semifinal de uma Copa do Mundo envolvendo duas seleções supercampeãs mundiais.

Os quatro gols marcados pelos alemães num intervalo de seis minutos jogaram por terra o sonho brasileiro do hexa. Miroslav Klose, duas vezes Toni Kross e Sami Khedira foram os autores do pesadelo brasileiro. 

O gol do Klose lhe deu a marca de maior artilheiro da história dos Mundiais. O alemão marcou um total de 16 gols superando o brasileiro Ronaldo Fenômeno que marcou 15 nas Copas que disputou.

Mesmo desacelerando a Alemanha ainda marcou mais dois gols no segundo tempo com André Schürrle. No finalzinho Oscar marcou para o Brasil o chamado gol de honra. 

O tempo jamais deixará que se apague a maior tragédia da história do futebol brasileiro.
 

João Nassif
Por João Nassif 07/07/2019 - 14:42

A Copa Sul-Americana 2002, foi a primeira edição do segundo mais importante torneio de clubes da Conmebol. 

Participaram vinte e uma equipes de nove países: Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela. Os clubes do Brasil não participaram pela demora da organização do torneio, o que fez com que não houvesse datas no calendário do segundo semestre.

A Argentina participou com quatro representantes mais o San Lorenzo campeão da Copa Mercosul em 2001. Os demais países participaram com dois clubes cada um.

Na primeira fase os grupos foram formados com os representantes de cada país se enfrentando, e teve uma chave extra com o San Lorenzo que enfrentou o Monagas da Venezuela que havia eliminado o Deportivo Tachira no confronto venezuelano.

A partir da segunda fase os confrontos foram sendo disputados no sistema de mata-mata até que foram apurados os dois finalistas.

Numa perna das semifinais o San Lorenzo eliminou o Bolivar e na outra o Atlético Nacional da Colômbia venceu o Nacional do Uruguai.

San Lorenzo campeão da Sul-Americana em 2002

Na decisão deu San Lorenzo que goleou o time colombiano em Medellin por 4x0 e empatou em zero jogando em Buenos Aires.

Este título permitiu ao San Lorenzo disputar a Recopa Sul-Americana diante do Olímpia, campeão da Copa Libertadores 2002.
 

João Nassif
Por João Nassif 06/07/2019 - 23:55Atualizado em 07/07/2019 - 09:41

A Copa Sul-Americana que teve início em 2002, portanto, está em sua 18ª edição tem agora em 2019 a participação de 54 clubes representantes dos 10 países da CONMEBOL, entidade promotora do torneio.

Na primeira edição eram apenas 21 clubes e ano a ano o número de participantes foi sendo alterado até que 2017 a entidade chegou aos 54 participantes atuais.

Participam da Sul-Americana as oito equipes terceiras colocadas na fase de grupos da Copa Libertadores e os dois melhores eliminados na fase preliminar da Libertadores. 

Com seis clubes, Brasil e Argentina são os países com maior número de participantes. Os outros oito países completam a grade com quatro representantes cada um.  

Os confrontos na primeira fase são definidos por sorteio obedecendo os critérios geográficos determinados pela CONMEBOL. No pote 1 são colocadas as equipes da “zona sul”, representantes da Argentina, Uruguai, Bolívia, Paraguai e Chile e no pote 2 os times da “zona norte”, Brasil, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela.

A partir daí, em confrontos no sistema mata-mata os times vão se classificando até o jogo final. Nesta edição de 2019, diferente de outras a decisão será em jogo único, já definido no Estádio Defensores Del Chaco em Assunção no Paraguai. 
 

João Nassif
Por João Nassif 05/07/2019 - 11:30

Ontem abordei aqui no Almanaque da Bola as seleções que foram campeãs Mundiais vencendo todos os jogos que disputou.

Uma série de outras seleções venceram Copas do Mundo de forma invicta conquistando vitórias e empates e só não vou ficar aqui detalhando porque a lista é enorme. Em outras oportunidades irei destacar em pequenos grupos para ficar mais fácil de entender.

Nem todas seleções que terminaram a Copa do Mundo de forma invicta foram campeãs nos respectivos Mundiais. 
Em todos os 21 Mundiais já disputados em apenas um deles todas seleções foram derrotadas, inclusive a campeã Alemanha Ocidental. Foi em 1954 na Suíça, Copa do Mundo disputada por 16 seleções em que todas foram derrotadas ao menos uma única vez.

Seleção escocesa no Mundial de 1974

A primeira vez em que uma seleção saiu invicta de uma Copa do Mundo e não conquistou o título foi em 1974 na Alemanha Ocidental. A Escócia foi eliminada ainda na primeira fase com uma vitória sobre a seleção do Zaire e dois empates contra Brasil e Iugoslávia.

Camarões em 1982 na Espanha, Bélgica em 1998 na França e Nova Zelândia em 2010 na África do Sul se despediram das Copas depois de terminada a primeira fase, invictas, mas empatando seus únicos três jogos.
 

João Nassif
Por João Nassif 04/07/2019 - 11:30

Hoje vou abordar aqui no Almanaque da Bola as seleções que foram campeãs Mundiais vencendo todos os jogos que disputou.

A primeira foi o Uruguai, justamente na primeira Copa do Mundo da história quando venceu todos os quatro jogos que disputou em seu próprio país. Numa Copa com apenas 13 seleções os anfitriões derrotaram a Romênia e o Peru na primeira fase, a Iugoslávia na semifinal e foram campeões contra a Argentina na partida final com vitória por 4x2.

A segunda vez em que uma seleção foi campeã Mundial vencendo todos os seus jogos foi em 1938 na Itália. A Copa contou com 15 seleções e os donos da casa derrotaram quatro adversários, Noruega, França e Brasil na semifinal. Fez a final contra a Hungria e venceu por 4x2.

Depois do Mundial de 1938 somente a seleção brasileira, por duas vezes, conseguiu se sagrar campeã derrotando todos seus adversários. A primeira foi em 1970 na Copa do Mundo do México. 

Seleção brasileira em 1970

A seleção brasileira derrotou na estreia a Tchecoslováquia, ainda na primeira fase venceu a Inglaterra e a Romênia. Nas quartas de final passou pelo Peru, derrotou o Uruguai na semifinal e a Itália por 4x1 na decisão do título.

A segunda vez em que a seleção brasileira ganhou um título Mundial derrotando todos os adversários foi em 2002 na Copa do Mundo compartilhada entre o Japão e a Coréia do Sul.

Na primeira fase derrotou a Turquia, China e Costa Rica. Nas oitavas de final passou pela Bélgica, nas quartas derrotou a Inglaterra e na semifinal venceu novamente a Turquia. 

A decisão foi contra a Alemanha e o Brasil tornou-se pentacampeão com vitória por 2x0. 
 

João Nassif
Por João Nassif 03/07/2019 - 11:34

Na história da seleção brasileira ficou marcado o campeonato sul-americano de 1949 que foi disputado no país com a participação de oito dos 10 países filiados à Confederação Sul Americana de Futebol. Apenas a Argentina e a Venezuela ficaram de fora.

Depois de cada seleção disputar sete partidas entre Rio de Janeiro e São Paulo, nos estádios de São Januário e Pacaembu, Brasil e Paraguai terminaram empatados na primeira colocação com seis vitórias e uma derrota cada um. No jogo desempate a seleção brasileira venceu pelo placar de 7x0 em São Januário perante 55 mil torcedores.

Seleção campeã em 1949

Foi nesta competição que a seleção brasileira imprimiu as duas maiores goleadas entre todos os jogos da sua história.

Na abertura da competição o Brasil venceu o Equador por 9x1 jogando no Rio de Janeiro, com 02 gols de Tesourinha, 02 de Jair, 02 de Simão e um gol de Ademir, Otávio e Zizinho.

Mas, foi no segundo jogo do Brasil que aconteceu a maior goleada de toda história. No Pacaembu no dia 10 de abril de 1949 a seleção venceu a Bolívia por 10x1. Nininho marcou 03 gols, Cláudio, Simão e Zizinho marcaram 02 cada um e Jair completou a goleada.

Com o final de desempate a seleção brasileira marcou 46 gols em 08 jogos com média altíssima de quase 06 gols por jogo o que não era surpreendente no futebol daqueles tempos. A seleção campeã sul americana formou a base para o Mundial de 1950 que também foi realizado no Brasil.

Sob o comando do Flávio Costa o Brasil jogava em 1949 com Barbosa, Augusto e Mauro; Eli, Danilo e Noronha; Tesourinha, Zizinho, Ademir, Jair e Simão, quase todos que estariam presentes na Copa do Mundo.
 

João Nassif
Por João Nassif 02/07/2019 - 11:45

O prêmio Melhor Jogador do Ano, uma promoção da FIFA é uma distinção anual para jogadores considerados como os melhores do mundo. O prêmio é entregue tanto ao masculino como ao feminino.

Criado em 1991, teve em 2009 uma alteração em sua denominação para a premiação masculina, quando anunciou-se a unificação desta com a Ballon d'Or, que fora outrora entregue pela revista francesa France Football, criando assim a FIFA Ballon d'Or. 

A partir 2016, a FIFA e a revista francesa voltaram a realizar premiações separadas: a France Football voltou a realizar o Ballon d'Or e a FIFA voltou a realizar sua tradicional premiação, denominando-a nesta nova fase como The Best FIFA Football Awards. 

A eleição do melhor do mundo é baseada em votos de treinadores e capitães de equipes em vários países. O sistema de votação determina que um treinador tenha três votos com pesos de, respectivamente, cinco, três e um pontos, sendo vencedor o jogador com mais pontos somados.

Em 1991 na primeira edição do concurso o vencedor foi o meia alemão Lothar Matthaus que jogava pela Internazionale de Milão. Em segundo lugar ficou o francês Jean-Pierre Papin jogador do Olympique de Marseille e em terceiro o inglês Gary Lineker do Tottenham Hotspur.

Lothar Matthaus- melhor do mundo em 1991

Nos seus 28 concursos de 1991 até 2018 a premiação teve diversas parcerias e denominações. Todas somadas, deu empate entre os maiores vencedores. Zinedine Zidane, Lionel Messi e Cristiano Ronaldo, cada um ganhou a Bola de Ouro seis vezes. 
 

João Nassif
Por João Nassif 01/07/2019 - 11:27

Ontem relembrei a Taça Brasil de 1964 quando o Metropol representando Santa Catarina foi o campeão da Região Sul, perdendo nas quartas de final para o Atlético Mineiro, mas marcando pela primeira vez a presença do estado em nível nacional.

Quatro anos depois a história se repetiu com o Metropol vencendo a chave da Região Sul da competição e sendo barrado por uma armação da CBD que beneficiou o grande Botafogo do Rio de Janeiro e fez com que por total desgosto o time catarinense encerrasse suas atividades prematuramente.

A Taça Brasil de 1968 teve novamente 22 times na sua fase inicial com o Palmeiras campeão da edição anterior entrando na fase final e repetiu-se a divisão por regiões.

Na chave da Zona Sul o Metropol começou empatando em casa com o Grêmio, também empatou com o Água Verde jogando no Paraná, no returno venceu o time paranaense por 4x0 no Euvaldo Lodi e empatou novamente o Grêmio jogando no Estádio Olímpico. Terminou na primeira posição empatado com o time gaúcho, mas se classificou pelo melhor saldo de gols. 

Metropol na Taça Brasil de 1968

Vieram as quartas de final e os confrontos contra o Botafogo. O primeiro jogo foi no Rio de Janeiro e o time carioca goleou por 6x1. No jogo da volta no dia 08 de dezembro de 1964 a vitória foi do Metropol por 1x0 jogando em casa. 

O desempate, pelo regulamento seria jogado no mesmo local do segundo jogo, portanto em Criciúma. Com a alegação que o estádio do Metropol não oferecia condições de iluminação adequada a CBD transferiu a partida para Florianópolis com o que o Metropol não concordou.

Criado o impasse o torneio ficou paralisado até abril do ano seguinte quando a Confederação mandou jogar a decisão no Rio de Janeiro. Desabou um temporal e o jogo foi suspenso no início do segundo tempo com o placar apontando 1x1. 

Não havia previsão de nova data para a realização do jogo, o Metropol veio de volta para casa e no caminho foi informado que o jogo seria realizado naquele dia. Não havia tempo para o retorno ao Rio de Janeiro e o Botafogo foi declarado vencedor.

Com a paralisação os paulistas Santos e Palmeiras desistiram do torneio o que facilitou para o Botafogo ser o campeão jogando a final contra o Fortaleza.
 

Tags: Metropol CBD

João Nassif
Por João Nassif 30/06/2019 - 12:23

Foi na Taça Brasil de 1964 que o futebol de Criciúma teve seu primeiro grande momento no cenário nacional. Representada pelo Metropol a cidade viveu momentos de extrema emoção, pois alguns dos grandes times do futebol brasileiro vieram para jogar partidas oficiais. 

Até então somente jogos amistosos que visavam apenas arrecadação sem a preocupação de melhor nível técnico.

Em 1964 a Taça Brasil foi disputada por 22 clubes, cada qual campeão de seus estados no ano anterior, sendo que São Paulo tinha um representante a mais, o Santos que havia sido campeão da competição em 1963, quando derrotou o Bahia na final.

O torneio foi dividido em quatro grupos, regionalizados com os times tradicionais, os chamados grandes, entrando apenas nas quartas de final.

Os times da região norte do país foram divididos em dois grupos com o Ceará e o Náutico vencendo cada um deles. O Ceará venceu a decisão da região norte e se classificou para as semifinais da Taça.

O mesmo critério foi usado na região sul. O Metropol eliminou na primeira fase o Grêmio de Maringá e com um empate em 1x1 em Criciúma e uma vitória por 2x1 no interior do Paraná. 

Na final do grupo o Metropol derrotou o Grêmio de Porto Alegre, empatando em 1x1 no Olímpico e vencendo por 2x0 em Florianópolis.

No outro grupo o vencedor foi o Atlético Mineiro que havia eliminado o Rio Branco do Espírito Santo na final. Na decisão da região sul deu Atlético que venceu o Metropol duas vezes, a primeira em Belo Horizonte por 1x0 e a segunda em Florianópolis por 2x1.

O Metropol estava fora da competição, mas ficou marcado como grande time do sul do país.

A Taça Brasil de 1964 seguiu em frente e na final o Santos tornou-se bicampeão derrotando o Flamengo por 4x1 em São Paulo e empatando em 1x1 no Rio de Janeiro.
 

João Nassif
Por João Nassif 29/06/2019 - 23:57Atualizado em 30/06/2019 - 08:22

Hoje completam 61 anos do primeiro título mundial da seleção brasileira na Copa do Mundo na Suécia. Depois da frustração em 1950 no torneio disputado em casa e a derrota em 1954 para a Hungria na Copa do Mundo na Suíça a CBD organizou uma grande estrutura com o intuito de vencer o Mundial.

Com padrão diferenciado do que se fazia naquela época, foi formada a comissão técnica que inclusive continha dentista, cozinheiro e até psicólogo.

Era comum o técnico dos times e seleções fazerem também o trabalho de preparação física, mas a CBD incluiu um preparador físico em sua comissão, mesmo porque o técnico Vicente Feola não tinha condições de acumular os trabalhos.

Primeiro título na Suécia

O Brasil sediado em Gotemburgo começou a Copa vencendo a Áustria por 3x0, empatou em zero com a Inglaterra e derrotou a desconhecida União Soviética por 2x0 revelando para o mundo a dupla Garrincha e Pelé.

Sem ter levado gols na primeira fase a seleção brasileira enfrentou o País de Gales nas quartas de final e venceu por 1x0 com o gol histórico marcado por Pelé.

O maior desafio veio nas semifinais contra a França. Foi o jogo da melhor defesa contra o melhor ataque. E deu Brasil com vitória por 5x2, com três gols de Pelé, um de Vavá e outro de Didi.

E veio a final contra os donos da casa agora em Estocolmo. Nova vitória por 5x2 com dois de Vavá, dois de Pelé e um de Zagallo. 

Veio o título e a consagração de Pelé como Rei do Futebol.

Foi o primeiro de cinco títulos conquistado pelo Brasil em Copas do Mundo. 
 

João Nassif
Por João Nassif 28/06/2019 - 13:02

Com o passar dos anos o futebol brasileiro foi organizando seu calendário que aos poucos foi atendendo ao apelo dos torcedores e da própria mídia para que se tornasse coerente com o melhor que era feito no mundo e acima de tudo tivesse credibilidade.

As competições em nível nacional foram sendo criadas, passando antes por etapas regionais, pois afinal de contas o deslocamento dos times era feito de forma precária com as dificuldades naturais das estradas e dos veículos de locomoção que em tempos antigos impediam maior integração entre os clubes que a cada ano iam surgindo por todo o país.

A primeira competição dita como nacional surgiu em 1933 e por motivos óbvios foi batizada de Torneio Rio-São Paulo. Seu sucessor foi o Torneio Roberto Gomes Pedrosa, embrião do campeonato nacional, com a participação de clubes de Minas Gerais e Rio Grande do Sul, depois estendido com representantes do Paraná, Bahia e Pernambuco.

Palestra Itália (Palmeiras) campeão do Rio-São Paulo de 1933

Em 1971 foi realizada a primeira edição do campeonato nacional que seguiu recheado de fórmulas que eram alteradas a cada ano, até que em 2003 surgiu o campeonato brasileiro da série A, disputada por pontos corridos em turno e returno. 

Começou com 24 times e hoje é disputado com 20, valendo vaga para a Taça Libertadores e Sul-Americana, além do rebaixamento inevitável de quatro equipes para a série B que a partir de 2006 também passou a ser disputada por pontos corridos.

Mesmo com o advento do campeonato nacional e pelo gigantismo do país dividido em várias regiões, são realizados torneios importantes que colocam na disputa equipes dos diversos estados brasileiros.

Agrupados em suas regiões estes times disputaram torneios como a Copa do Nordeste, Copa Centro-Oeste, Copa Norte além da Copa do Brasil integrando mais de 80 clubes de todos os estados do país.
 

João Nassif
Por João Nassif 28/06/2019 - 07:45

Podemos não concordo com a vida do Neymar fora das quatro linhas, mas não podemos negar seu inegável talento para jogar futebol. Por isso é o maior jogador do futebol brasileiro na atualidade sem que haja qualquer outro que consiga chegar perto de seu talento.

Sem Neymar o mais recente candidato a ídolo é o Everton, jogador que se destaca no Grêmio e pode se tornar o melhor jogador em atividade no país. Foi o destaque principal no jogo contra o Peru aproveitando a fragilidade de seu marcador e usando sua habilidade para se projetar e ser especulado pelos principais times do planeta.

Bastou alguns dribles, um gol e pronto, temos um novo ídolo. Cebolinha, seu apelido, passou a ser exaltado por narradores, comentaristas, torcedores como o grande jogador da seleção brasileira.

Assisti o jogo contra o Paraguai pelo SporTV e o narrador começou a mil cada vez que Everton era acionado virava Cebolinha e a torcida delirava esperando maravilhas do jogador.

Com a marcação implacável dos paraguaios aos poucos o narrador foi trazendo o Everton de volta e os torcedores resignados perceberam que não temos o substituto do Neymar. 

Infelizmente.  
 

João Nassif
Por João Nassif 27/06/2019 - 10:40

A Copa do Mundo de Futebol Feminino que está sendo disputada na França é a 8ª edição do torneio que começou em 1991 e acontece a cada quatro anos.

A primeira edição teve a China como sede o campeão foram os Estados Unidos que derrotaram na final a Noruega por 2x1. Diferente do modelo atual com 24 seleções, em 1991 apenas 12 participaram do torneio. 

Estados Unidos-campeões do futebol feminino em 1991

A seleção brasileira ficou na terceira colocação em seu grupo com apenas uma vitória sobre o Japão por 1x0 e duas derrotas. Perdeu para os Estados Unidos por 5x0 e para a Suécia por 2x0.

A melhor colocação do Brasil no Mundial Feminino foi um vice-campeonato em 2007, também na China quando perdeu a final para a Alemanha por 2x0.

Nas sete edições já disputadas do Mundial os Estados Unidos são os maiores vencedores com três títulos. Alemanha duas vezes, Noruega e Japão uma vez cada são outros países que venceram o campeonato.

Nesta Copa do Mundo que está sendo disputada na França a vitória dos Estados Unidos sobre a Tailândia por 13x0 é a maior goleada já registrada num Mundial de Futebol, incluído as Copas do Mundo masculina.

Até então, no Mundial masculino de 1982 na Espanha a maior goleada era da Hungria sobre El Salvador por 10x1. 
 

João Nassif
Por João Nassif 26/06/2019 - 11:46

Em 1970 o campeonato catarinense de futebol foi disputado por 15 equipes por pontos corridos em turno e returno, formato que acabou ficando apenas na lembrança pelo formulismo que foi implantado e que dura até os dias de hoje. 

Com o fechamento ou licenciamento de vários clubes da região, o sul catarinense ficou representado apenas pelo Ferroviário e Hercílio Luz de Tubarão e pelo Próspera de Criciúma.

O curioso é que mesmo com 15 clubes no campeonato foram poucas as cidades envolvidas na competição, quase todas representadas por dois times. Além de Tubarão, Joinville teve dois representantes o América e o Caxias. 

Por Florianópolis jogaram os tradicionais Avaí e Figueirense. De Brusque Carlos Renaux e Paysandu, de Blumenau Olímpico e Palmeiras e de Lages o Internacional e o Guarani. Ainda participaram do campeonato o Almirante Barroso de Itajaí e o Juventus de Rio do Sul.

O campeonato começou no dia 26 de abril e o Ferroviário que se sagraria campeão derrotou o Caxias de Joinville por 1x0 jogando no Domingos Silveira Gonzáles. 

Cada time disputou 28 jogos e ao final o Ferroviário atingiu a marca de 16 vitórias, 07 empates e somente 05 derrotas, perfazendo o total de 39 pontos ganhos, naquela época a vitória valia apenas 02 pontos. 

O vice-campeão foi o Olímpico de Blumenau com a mesma pontuação, mas com uma derrota a mais que o Ferroviário. 

O Hercílio Luz ficou na nona colocação com 27 pontos, depois de ter alcançado 08 vitórias, 11 empates e 09 derrotas.

O título de campeão estadual conquistado pelo Ferroviário foi o último de um clube de Tubarão, cidade que foi três vezes campeã catarinense em toda a história.
 

João Nassif
Por João Nassif 25/06/2019 - 12:39

Em 1958 o Hercílio Luz conquistou seu segundo título no campeonato catarinense, repetindo o que havia conseguido no ano anterior.

O campeonato foi disputado por 16 times num formato diferente do ano anterior, pois foram formadas oito chaves com as equipes jogando partidas eliminatórias em ida e volta na própria chave.

Uma das chaves era formada pelo Hercílio Luz e o Internacional de Lages com o time de Tubarão vencendo o confronto e passando para a fase seguinte.

Nas quartas de final o Hercílio eliminou o Barriga Verde de Laguna, o Marcílio Dias derrotou o Baependi de Jaraguá do Sul, o Comerciário de Criciúma passou pelo Henrique Lage de Lauro Muller e o Carlos Renaux de Brusque eliminou o Figueirense. 

Vieram as semifinais e o Hercílio derrotou o Marcílio Dias nos dois jogos. No primeiro fez 3x1 em Tubarão e no jogo de volta nova vitória, por 2x1 em Itajaí.

Na outra semifinal o Carlos Renaux passou pelo Comerciário com uma vitória por 5x2 em Brusque e um empate de 2x2 em Criciúma. 

À exemplo do ano anterior, Hercílio Luz e Carlos Renaux foram para a decisão do título. E de novo deu Hercílio. 

O regulamento dizia que o campeão seria o time que fizesse quatro pontos nos dois jogos, lembrando que naquela época o time vencedor do jogo ganhava apenas dois pontos.

Pois bem, no primeiro jogo em Brusque o Carlos Renaux venceu por 4x1. Na segunda partida em Tubarão houve empate em 5x5, sendo, portanto necessário um terceiro jogo. As equipes foram decidir o título em Florianópolis no dia 29 de março de 1959 e o Hercílio venceu por 3x1.

Como o Hercílio Luz era dono de melhor campanha foi proclamado campeão catarinense de 1958, vencendo o campeonato catarinense pela segunda vez consecutiva.
 

João Nassif
Por João Nassif 24/06/2019 - 11:02

Hoje aqui no Almanaque da Bola vou registrar os momentos em que o futebol de Tubarão foi vitorioso em nível estadual, pois era muito forte e comportava dois times com duas torcidas fanáticas que fizeram história no futebol catarinense.

O Hercílio Luz sagrou-se bicampeão estadual no final dos anos 1950. Em 1957 na primeira fase envolvendo apenas equipes do sul do estado o Hercílio Luz chegou na frente com o

Ferroviário em segundo, Comerciário em terceiro e o Henrique Lages de Lauro Müller na quarta colocação. 

Como o Hercílio foi o vencedor da zona sul de Santa Catarina foi para a fase final juntamente com o Sadia de Concórdia campeão da zona oeste, Carlos Renaux de Brusque campeão da Zona Leste e o Ypiranga de São Francisco do Sul campeão da Zona Norte.

No cruzamento entre os campeões de todas as regiões estaduais o Hercílio Luz enfrentou o Ypiranga na fase semifinal e venceu os dois jogos. No dia 11 de maio goleou por 5x2 em São Francisco do Sul e no jogo de volta venceu no Aníbal Costa por 3x1.

O adversário na decisão do título foi o Carlos Renaux que havia eliminado o Sadia com duas goleadas, 5x0 em Concórdia e 6x1 em Brusque.

No primeiro jogo da final a vitória foi do Carlos Renaux por 3x1 jogando no Augusto Bauer em Brusque. Na volta o Hercílio Luz venceu em casa por 4x2. Como era comum naquela época, se necessário o terceiro jogo da final do campeonato catarinense era disputado em Florianópolis no campo da Federação. E foi lá que o Hercílio foi campeão estadual pela primeira vez na história. Venceu por 2x0 no dia 08 de junho de 1957.

A escalação do Hercílio: Bateria, Rato, Pinto; Mário, Adir, Ernani; Giovani, Betinho, Waldir, Ernesto e De Lucas.

Nos próximos programas falarei do bicampeonato do Hercílio Luz e do título do Ferroviário em 1970.
 

João Nassif
Por João Nassif 23/06/2019 - 10:10

O campeonato brasileiro de futebol foi disputado pela primeira vez em 1971. Até então a competição mais importante do país era o Torneio Roberto Gomes Pedrosa, disputado pelos grandes times de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Pernambuco, Bahia e Paraná.

Em 1971 a competição que foi denominada em campeonato nacional começou com 20 equipes e o primeiro campeão foi o Atlético Mineiro treinado por Telê Santana.

O campeonato nacional ficou marcado pelas mudanças do regulamento, as famosas viradas de mesa que sempre protegeram os grandes clubes em detrimento dos médios e pequenos. 

Esta mania tipicamente brasileira durou até 2001 quando começou a moralização e o campeonato brasileiro ganhou credibilidade. O regulamento passou a ser respeitado e aos poucos a competição passou a tomar forma até que em 2003 passou a ser disputada com 24 times no sistema de pontos corridos. 

Em 2006 o limite foi diminuído e somente 20 equipes passaram a jogar o campeonato e a cada ano os quatro últimos são rebaixados para a série B.

Também em 2006 foi implantada a série B também com 20 times no mesmo sistema da primeira divisão. No mesmo ano a série C teve grande valorização, afinal de contas jogar a segunda divisão é um grande negócio pela importância e visibilidade.

Ainda por questões financeiras e terceira divisão é disputada por divisão regional, mas vai ganhando visibilidade e certamente num futuro não muito distante será também jogada no mesmo sistema das divisões maiores.

Finalmente em 2009 foi implantada a série D ainda inchada, mas certamente nas próximas temporadas terá seu regulamento parecido com as outras divisões e o campeonato brasileiro que já ganhou credibilidade poderá ter um maior crescimento técnico com as quatro divisões bem definidas pelo país a fora.
 

João Nassif
Por João Nassif 22/06/2019 - 07:32

O saudoso comentarista Luiz Mendes, o mais antigo cronista em atividade no Brasil à época de seu falecimento era dono de um prestígio que ultrapassava a audiência dos cariocas e que se tornou unanimidade nacional. Pelas ondas potentes da Rádio Globo do Rio sua voz foi ouvida em todo país e certamente deixou saudades pela competência como exercia sua profissão, além de ser um ótimo caráter. 

O comentarista da palavra fácil como era chamado teve uma curta passagem pela Rádio Tupi, também do Rio e foi um dos fundadores dos debates esportivos conhecidos como Mesas Redondas na extinta TV Rio.

Luiz Mendes

Apesar de ter feito toda sua carreira no Rio de Janeiro, Luiz Mendes nasceu no Rio Grande do Sul, em Palmeiras das Missões em junho de 1924 e morreu em 2011 com 87 anos.   

Pelo fato de ser gaúcho, Luiz Mendes teve sempre grande carinho pelos profissionais que trabalhavam no rádio do Rio Grande do Sul. Quando eu fazia parte da equipe da Rádio Gaúcha pude conviver com ele em algumas situações e pude desfrutar de seus ensinamentos, adquirindo mais experiência no tratamento do jornalismo esportivo.

Durante a excursão da seleção brasileira pela América do Sul para disputar as eliminatórias para a Copa de 1982, os quase 30 dias que durou a viagem estivemos juntos em várias oportunidades. Como já frisei seu carinho sempre foi claro conosco profissionais do Rio Grande do Sul e como tinha a palavra fácil, nos orientava sobre a maneira correta de enfocar a seleção brasileira, pelo seu peso e penetração no sentimento popular.

Perdemos um grande mestre e um ótimo comentarista, mas tudo vem na sua hora certa. Hoje, mesmo longe durante tantos anos sempre reverenciei seu trabalho e sua postura e a grande contribuição que deu à profissão.

A fila anda.
 

João Nassif
Por João Nassif 21/06/2019 - 08:52Atualizado em 21/06/2019 - 08:55

Depois de termos relembrado nos dois últimos Almanaques do bicampeonato do Metropol, chegamos em 1962, quando foi conquistado o tri, marcando em definitivo a hegemonia do time no futebol catarinense.

O campeonato foi novamente disputado por 26 equipes divididas pelas quatro zonas do estado, sendo que o Metropol e o Marcílio Dias, finalistas no campeonato anterior estavam liberados de disputar a fase de classificação. Aproveitando a folga no começo do estadual o Metropol fez sua excursão à Europa e retornou com mais experiência e mais entrosamento para buscar mais um título e continuar seu reinado em Santa Catarina.

A fase final foi disputada por 10 clubes, sendo que o Flamengo de Curitibanos desistiu do campeonato logo após ter sido derrotado pelo Metropol por 12x1 na primeira rodada da fase decisiva.

A campanha do campeão foi feita em 17 jogos, com 11 vitórias, 4 empates e apenas 2 derrotas. Marcou 44 gols e sofreu 16. Carlos Renaux por 4x1 e Hercílio Luz por 2x1 foram os times que conseguiram vencer o Metropol. Outros resultados expressivos que consta da história foram uma vitória por 6x2 contra o Caxias de Joinville e 4x1 para cima do Guarani de Lages.

Nilzo foi o artilheiro do campeonato com 12 gols, seguido de Waldir Paulo Berg e Hélio Zeferino que marcaram cada um 09 gols.

Fechado o ciclo do tricampeonato, o Metropol voltaria a ganhar mais dois campeonatos estaduais na década, em 1967 e 1969. Criciúma voltou a ser tricampeã estadual, pois entre os dois títulos do Metropol, o Comerciário ganhou seu primeiro campeonato em 1968.

Na década de 1960, Criciúma foi a dona do futebol catarinense.
 

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