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João Nassif
Por João Nassif 01/11/2018 - 23:41

Thiago Ávila *

Eu sei, não é o melhor time para fazer uma postagem sobre o mais novo pentacampeão Lewis Hamilton, mas o que tem de tão marcante o título deste ano?

Com a conquista, Hamilton se torna o segundo piloto, ao lado de Fangio, com mais títulos mundiais de F1, perdendo apenas para Michael Schumacher, com sete. E esse último foi talvez o mais importante de sua carreira até agora, pois pela primeira vez não teve um carro unanimemente superior.

Respondendo a pergunta do título, sim, Hamilton já pode ser considerado um dos melhores de todos os tempos, diria que está entre os cinco maiores. É inegável que Lewis é o melhor piloto da atualidade, há quem diga que é Alonso, mas já discordo pelo fato de o espanhol, em seu auge, ter quase perdido para o britânico em seu ano de estreia, correndo os dois pela McLaren.

Além disso, a carreira do britânico sempre foi de pouca oscilação, sempre brigando pelo topo da tabela - óbvio que houve aquele período de quase desaparecimento na era Vettel-Red Bull, mas que pelo menos sempre beliscava alguma vitória.

A trajetória de Lewis também se equipara ao de Schumacher. Enquanto o alemão iniciou seus primeiros títulos numa Benetton em ascensão, o britânico deu uma largada sensacional na McLaren. Mesmo consolidado em sua equipe, Schumi partiu para a Ferrari, um desafio novo, e demorou para conseguir transformar aquele carro num hegemônico pentacampeonato. Já Lewis foi para a Mercedes em 2013, numa aposta totalmente ousada, já que a equipe mal era quarta força, e o resto da história vocês já conhecem. Coloco Schumacher ainda um pouco acima pelos sete títulos e por não ter tido um hiato de "desaparecimento" como teve Lewis.

Mas e o Senna, será que o britânico pode passar o brasileiro nessa? Não vejo porque. Na verdade, não consigo ver o brasileiro fazendo uma carreira acima de Lewis. Teve seus bons momentos de Toleman e Lotus, mas foi na McLaren, uma equipe extremamente superior - como a Mercedes nos últimos anos - que conquistou seus três títulos. Tudo bem que Senna teve sua trajetória interrompida por conta de um acidente trágico, e ele estava em seu auge. Mas pegando pelo que se tem de registro de Ayrton, o vejo no máximo do mesmo nível do britânico.

Fechando uma lista de cinco, coloco Fangio e Prost, e fico com pena de ter deixado de fora Piquet, Jim Clark e até Fernando Alonso.

Mas voltando a pergunta do primeiro parágrafo: o que essa temporada tem de tão marcante para Lewis? Hamilton em todos esses anos foi muito criticado por ter ganhado títulos sempre em carros superiores, e ainda mais o seu hiato de cinco anos quase sumido colaborava com a desaprovação. Mas agora, correndo com um carro em diversas ocasiões inferior ao da Ferrari, ganhou o campeonato no braço, e óbvio, contou com uma ajudinha dos erros bobos de Vettel.

Em números, Hamilton e Vettel quase se equiparam, mas no mano a mano, não tem como defender Seb, o britânico é o melhor piloto da década e um dos melhores de todos os tempos.

* Thiago Ávila, Estudante de Jornalismo da PUCRS
 

João Nassif
Por João Nassif 01/11/2018 - 19:42

O ano de 1986 foi o primeiro que pode ser chamado de magico pelo Criciúma EC. Foi campeão estadual pela primeira vez e em seguida ao título disputou um torneio que o levou, também pela primeira vez à elite do futebol brasileiro.

Este torneio classificatório, chamado de “paralelo” foi disputado por nove equipes dos três estados do sul do país. 

A caminhada rumo à primeira divisão nacional começou 07 de setembro com uma vitória em casa sobre o Novo Hamburgo por 2x0. Novamente em casa venceu o Avaí por 1x0.

Fez na sequencia dois jogos como visitante, empatando com o Marcílio Dias em 1x1 de vencendo o Brasil por 2x1. Em seguida venceu o Londrina por 3x1 no Heriberto Hülse e também o Pinheiros por 2x1 em Curitiba.

Seguindo com a invencibilidade terminou o torneio com vitória em casa sobre o Juventude por 1x0 e um empate em 0x0 jogando em Cascavel no dia 05 de outubro.

Campeão catarinense este time ganhou invicto o Torneio Paralelo em 1986

Resumindo, disputou oito jogos em 28 dias e terminou invicto com seis vitórias e um empate. Esta campanha deu ao Criciúma o direito de continuar no campeonato brasileiro, agora enfrentando alguns dos principais times do país.

O Criciúma entrou na segunda fase do campeonato composta por 36 equipes divididas em quatro chaves com nove em cada uma. Ficou no grupo com Atlético-MG, Internacional, Corinthians entre outros e conseguiu se classificar para as oitavas de final.

A primeira participação do Criciúma entre os grandes do futebol brasileiro será meu destaque de amanhã neste espaço.

Tags: Criciúma EC

João Nassif
Por João Nassif 31/10/2018 - 19:37Atualizado em 01/11/2018 - 16:41

Depois de muitas frustrações por não conquistar o ouro olímpico a seleção brasileira finalmente conseguiu em 2014 o único torneio internacional que ainda não havia vencido. 

Em alguns havia chegado muito próximo, disputando algumas finais, mas o de 1988 foi a mais dolorosa quando foi derrotada pela União Soviética numa campanha que sobrou em emoções, faltando apenas a finalização para a conquista do ouro.

Brasil x URSS final olímpica em 1988

Entre outros destaques a seleção treinado por Carlos Alberto Silva contava com Romário e Bebeto iniciando suas caminhadas pelos gramados do planeta, culminando com o título do Mundial de 1994, com Taffarel já mostrando o grande goleiro que em breve seria titular da seleção principal e também campeão do mundo, com Geovane meio campista do Vasco considerado o melhor jogador das Olimpíadas de Seul. 

Na primeira fase o Brasil foi o primeiro colocado em seu grupo com três vitórias sobre a Nigéria por 4x0, Austrália por 3x0 e Iugoslávia por 2x1.

Nas quartas de final despachou a Argentina com vitória por 1x0 e nas semifinais venceu a Alemanha Ocidental nos pênaltis por 3x2. Neste jogo surgiu o fenômeno Taffarel que pegou um pênalti no tempo normal quando o jogo estava empatado em 1x1 e pegou mais dois na decisão.

A final foi contra a União Soviética e nova frustração por não ter conseguido a medalha de ouro. Os soviéticos venceram por 2x1 na prorrogação. 

Com sete gols Romário foi o artilheiro das Olimpíadas de 1988 na Coréia do Sul.   
 

João Nassif
Por João Nassif 31/10/2018 - 08:08Atualizado em 31/10/2018 - 08:08

Foi traumática a eliminação do Grêmio da Libertadores. 

Traumática pelas circunstancias de uma classificação praticamente garantida para a frustração de uma Arena lotada e confiante em mais uma final que poderia gerar um tetracampeonato no torneio.

O futebol tem o poder de fazer resultados quando menos se espera e isso causa um trauma que ficará para sempre marcado na memoria de todos que o acompanha.

Voltando alguns anos no tempo, em 2012 nas quartas de final, Diego Souza, hoje no São Paulo e à época jogador do Vasco da Gama perdeu o gol da classificação cara a cara Cássio e o Corinthians ressuscitou para vencer sua Libertadores. Agora foi a vez do atacante Everton, que na frente do goleiro argentino não conseguiu fazer 2x0 e garantir a classificação.

Mesmo assim o Grêmio tinha o controle do jogo, continuou com sua postura defensiva e não corria riscos até que uma falta quase frontal, uma bola jogada na área foi o início da virada que seria concretizada num pênalti marcado com o auxílio do VAR. 

Até aqui apenas a descrição do que era visto por todos.

Minha opinião, o Grêmio jogou como time pequeno não entendendo o ambiente e o próprio adversário. Se na Argentina jogando para empatar e conquistando uma vitória simples na aposta da bola parada, em casa teria que ter pelo menos mais ambição, não fugir de seu estilo que lhe rendeu avaliação de melhor time do Brasil na atualidade. 

Mas, não. Botou o regulamento debaixo do braço e foi derrotado por um time infinitamente superior no confronto e viu cair por terra o planejamento para levantar outra taça. E não cabe o choro do técnico, responsável pela postura do time e as acusações feitas sobre a arbitragem. Prefiro as palavras do goleiro Marcelo Grohe, sóbrias e reconhecendo o adversário e o acerto na marcação do pênalti.
 

João Nassif
Por João Nassif 30/10/2018 - 22:50

Em números absolutos em duas Copas do Mundo foram registrados o maior número de gols. A primeira em 1998 na França e a outra, a segunda, em 2014 aqui no Brasil. Em ambas foram marcados 171 gols em 64 jogos com média de 2,67 gols por jogo.

Em função do regulamento que foi alterado várias vezes pelo número de participantes em muitos Mundiais a média de gols por jogo também variou assim como o número de gols marcados.

Por exemplo, a Copa com a maior média de gols foi a de 1954 na Suíça quando foram marcados 140 gols em 26 jogos, deu a média de 5,4 gols por jogo.

No terceiro Mundial da história, em 1938 na França em 18 jogos os ataques marcaram 84 gols. Média de 4,67 gols por jogo.

Seleção húngara em 1954

A Hungria em 1954 marcou 27 gols em cinco jogos e carrega até hoje o maior número de gols marcados por uma seleção em uma única edição de Copa do Mundo.

A Copa de 1982 na Espanha que registrou a maior goleada de todos os tempos na vitória da Hungria sobre El Salvador por 10x1 a média de gols ficou em 2,81. Em 52 jogos foram marcados 146 gols. Até agora em 21 Mundiais disputados na história já foram realizados exatos 900 jogos e marcados 2.548 gols o que dá a média de 2,64 gols por jogo.

A seleção brasileira tem o recorde de gols marcados em todos os Mundiais. Marcou 229 gols em 109 jogos.  

João Nassif
Por João Nassif 29/10/2018 - 17:11

O maior artilheiro da seleção brasileira em jogos por eliminatórias às Copa do Mundo é Zico que marcou um total de 11 gols. O Galinho de Quintino disputou três edições das eliminatórias para os Mundiais de 1978, 1982 e 1986.

O jogador que mais marcou numa única edição de eliminatórias foi Tostão com seus 10 gols que ajudaram a seleção na conquista da vaga para a Copa do México em 1970.

Tostão em jogo das eliminatórias em 1969

O Brasil estava numa chave ao lado da Colômbia, Paraguai e Venezuela onde todos se enfrentaram em turno e returno. A seleção brasileira se classificou invicta vencendo todos os seis jogos. 

Começou a caminhada jogando na Colômbia e vencendo por 2x0 com dois gols de Tostão. Foi até a Venezuela e goleou por 5x0 com três gols do atacante e terminou o primeiro turno vencendo em Assunção por 3x0.

No returno fez os três jogos em casa sempre jogando no Maracanã. Foi logo fazendo duas goleadas, 6x2 na Colômbia com dois gols de Tostão que fez mais três na vitória de 6x0 sobre a Venezuela. No último jogo, já classificado a seleção brasileira venceu o Paraguai por 1x0.

Resumindo, Tostão fez 10, quase metade dos 23 gols marcados pelo Brasil em seus seis jogos.
 

Tags: Tostão Zico

João Nassif
Por João Nassif 29/10/2018 - 09:07

Passado o calor das eleições e com os quadros todos definidos, volto a ter olhos para o futebol, principalmente para o Criciúma que tem mostrado toda sua fragilidade nos momentos decisivos da série B.

Depois de emendar sete jogos de invencibilidade, nos últimos quatro o Criciúma obteve dois empates e duas derrotas contra equipes que estão a seu lado na classificação. Quer dizer, em jogos que podemos chamar de “seis pontos”, ganhou apenas dois.  

Destes quatro adversários já foi ultrapassado pelo São Bento, permaneceu atrás de Figueirense e Oeste e viu o Brasil de Pelotas se aproximar. Não que corra riscos de rebaixamento, pois a distancia do Z-4 ainda é folgada, de seis pontos com 15 ainda em disputa, a briga tem que ser pela 12ª colocação que garantirá calendário nacional para a base em 2019.

Pode perfeitamente alcançar esta condição, pois terá três jogos em casa, começando pelo Goiás amanhã. O time goiano dá impressão de ter perdido forças nesta reta final. Depois de uma sequência de três vitórias e dois empates que o colocou na vice-liderança perdeu os dois últimos jogos, caiu para quarto lugar e está ameaçado pelos dois outros times do estado. Atlético e Vila Nova podem ultrapassá-lo na rodada.

Depois enfrentará no Heriberto Hülse, CRB e Sampaio Correa, dois que lutam para não cair. Ainda jogará fora de casa contra Londrina e Vila Nova que brigam pelo G-4. Por isso não se assustem, vai jogar a série B em 2019.

O técnico Mazola Júnior tem afirmado quase sempre que conhece a série B como ninguém, por isso deverá fazer com que o time consiga os pontos que podem levar as categorias de base jogar competições nacionais em 2019.
 

João Nassif
Por João Nassif 28/10/2018 - 07:07Atualizado em 29/10/2018 - 07:10

O ano de 1919 ficou na história do futebol brasileiro, pois pela primeira vez o país organizou uma competição de nível internacional. O Brasil assim como o mundo todo sofria com a epidemia da gripe espanhola conseguiu trazer três seleções sul-americanas para o torneio que teve o Rio de Janeiro como palco.

Argentina, Chile e Uruguai foram os adversários na terceira edição do Campeonato Sul-Americano de seleções. 

No Estádio das Laranjeiras a seleção brasileira goleou o Chile por 6x0, derrotou a Argentina por 3x1 e empatou com o Uruguai em 2x2.

Como os uruguaios haviam vencido a Argentina por 3x2 e o Chile por 2x0 as duas seleções terminaram no final empatadas na primeira posição havendo necessidade de um jogo estra para definir o campeão.

No dia 29 de maio com o Estádio das Laranjeiras lotado com 20 mil torcedores o jogo terminou empatado em 0x0 e foi necessária uma prorrogação. 

Seleção brasileira de 1919

Arthur Friedenreich, o melhor jogador do país marcou no finalzinho do tempo extra o gol que deu ao Brasil o primeiro título da sua história no Campeonato Sul-Americano. 

A seleção brasileira foi campeã do torneio mais duas vezes, em 1922 e 1949, sempre como país sede até que em 1975 a competição passou a ser chamada de Copa América. 

O Brasil foi cinco vezes campeão das 16 edições da Copa América disputadas até hoje.  

João Nassif
Por João Nassif 27/10/2018 - 19:01Atualizado em 29/10/2018 - 07:04

Quando se aproxima uma Copa do Mundo um dado histórico que sempre vem à tona é a goleada da Hungria sobre El Salvador por 10x1, a maior goleada registra nos 21 Mundiais já realizados. O jogo foi realizado em Elche na Espanha no dia 15 de junho de 1982.

Se a partida entre Hungria e El Salvador ficou na história como a maior goleada, em 1954 na Suíça aconteceu a partida com o maior número de gols marcados em um único jogo em todas as Copas já realizadas. No dia 26 de junho a Áustria bateu os anfitriões por 7x5.

Estes placares extravagantes não se comparam ao que aconteceu nas eliminatórias da Oceania para a Copa do Mundo de 2002. Em Coffs Harbour na Austrália os donos da casa massacraram a seleção de Samoa Americana por 31x0.

As Eliminatórias da Oceania foi toda disputada em território australiano com cinco seleções atrás de apenas uma vaga que dava direito ao vencedor de disputar a repescagem intercontinental contra uma seleção sul-americana.

Obviamente a Austrália ficou na primeira posição vencendo seus quatro jogos sem sofrer gols e marcando um total de 66. Além da vitória sobre Samoa Americana os australianos venceram Tonga por 22x0, Samoa por 11x0 e tiveram dificuldades para vencer a seleção de Fiji por apenas 2x0. 

Na repescagem a Austrália perdeu a vaga para o Uruguai mesmo tendo vencido o primeiro jogo por 1x0 em Melbourne. Na partida de volta perdeu em Montevidéu por 3x0. 


 

João Nassif
Por João Nassif 26/10/2018 - 18:13

Argentina e Uruguai dominaram o futebol sul-americano no início do século passado. A hegemonia começou em 1916 com a disputa do primeiro Campeonato Sul-Americano de Seleções vencido pelo Uruguai na casa dos rivais.

O torneio foi um quadrangular que além de Argentina e Uruguai teve também as participações de Brasil e Chile. Jogaram todos contra todos em turno único.

A seleção brasileira empatou com o Chile e Argentina, dois jogos em 1x1 e foi derrotada pelos uruguaios por 2x1.

A tabela marcou para o último jogo o encontro entre os dois rivais com o Uruguai jogando pelo empate. 

Seleçao do Uruguai em 1916

Todas as partidas do torneio foram disputadas no estádio do Gimnasia y Esgrima no distrito de Palermo em Buenos Aires com capacidade para 17 mil espectadores.

A partida final foi interrompida logo aos 5 minutos, pois houve briga generalizada sem condições de segurança para que o jogo tivesse continuidade.

Com a suspensão da partida foi marcado no jogo para o dia seguinte com a mudança de local. O jogo foi para o estádio do Racing em Avellaneda com arbitragem do chileno Carlos Fanta.

Terminou empatado em 0x0 e o Uruguai foi consagrado como o primeiro campeão sul-americano de futebol.

Até a primeira Copa do Mundo de 1930 foram disputados 11 Campeonatos Sul-Americanos com cinco títulos do Uruguai, quatro da Argentina e dois do Brasil, em 1919 e 1922.

João Nassif
Por João Nassif 25/10/2018 - 23:15

A primeira edição da Copa Libertadores da América foi realizada em 1960 com a participação de apenas sete clubes todos campeões dos países convidados pela Confederação Sul-Americana de Futebol.

Um ano antes quando a competição foi anunciada ainda não existia no Brasil um torneio que pudesse indicar o campeão para representar o país na Libertadores.

Por isso a CBD, precursora da CBF resolveu criar ainda em 1959 a Taça Brasil, uma disputa entre os campeões de alguns estados do país. Um total de 16 clubes participaram da primeira edição do torneio, Santa Catarina foi representada pelo Hercílio Luz de Tubarão que havia sido campeão estadual em 1958.

Ainda no embrião a I Taça Brasil foi regionalizada, ainda não havia a facilidade de deslocamentos da atualidade e também a cobertura dos custos, pois o futebol brasileiro ainda engatinhava no profissionalismo.

Na decisão da Zona Norte a disputa foi entre o Bahia e o Sport Recife. Os baianos venceram em casa o primeiro jogo por 3x2 e foram goleados em Pernambuco por 6x0. Como à época não havia saldo de gols no terceiro jogo, também em Recife o Bahia venceu por 2x0.

O Grêmio foi campeão da Zona Sul derrotando na final o Atlético Mineiro duas vezes, por 4x1 em Minas e por 1x0 em Porto Alegre.

O regulamento privilegiava os campeões estaduais em 1958 de São Paulo e Rio de Janeiro, por isso Santos e Vasco da Gama entraram somente nas semifinais. 

Nas semifinais o Santos eliminou o Grêmio com vitória por 4x1 na Vila Belmiro e empate em 0x0 no Olímpico. O Bahia passou pelo Vasco depois de vencer por 1x0 no Maracanã e perder em casa por 2x1. No jogo extra o Bahia foi para a final com vitória por 1x0 na Fonte Nova.

Na decisão deu Bahia sobre o Santos de Pelé. Novamente houve necessidade de um terceiro jogo. No primeiro em Santos o Bahia venceu por 3x2. No segundo deu Santos, 2x0 em Salvador.

No jogo final disputado no Maracanã o Bahia venceu por 3x1 e se tornou o primeiro campeão da Taça Brasil.
 

João Nassif
Por João Nassif 24/10/2018 - 23:59Atualizado em 25/10/2018 - 00:02

Tentar entender o regulamento da Copa João Havelange que substituiu o campeonato brasileiro em 2000 é uma árdua tarefa, pois somente o futebol brasileiro foi capaz que inventar uma competição disputada por 116 equipes divididas em quatro módulos.

Fui em frente e consegui o básico para poder explicar a vocês.

O módulo azul, tipo a primeira divisão foi disputado por 25 clubes classificando-se 12 para a fase final.

No módulo amarelo participaram 36 equipes divididas em duas chaves com a classificação para a próxima fase dos oito primeiros de cada chave. Os 16 times que passaram para a segunda fase disputaram as oitavas de final com a classificação dos dois finalistas mais o de melhor campanha que foi eliminado nas semifinais. Portanto passaram três clubes para a fase final.

Os módulos verde e branco contaram com 28 e 27 clubes, respectivamente e depois de várias fases se misturaram e sobrou apenas um classificado para a fase final.

Portanto, 12 clubes do módulo azul, três do amarelo e um do confronto entre o verde e o branco sobraram 16 que foram para disputa final em busca do título.

A fase final do campeonato começou com as oitavas de final em jogos eliminatórios até o confronto entre Vasco da Gama e São Caetano que sobraram para a decisão do título.

O primeiro jogo foi em São Paulo no estádio Palestra Itália e houve empate em 1x1. A partida final foi disputada em São Januário no dia 30 de dezembro e foi suspensa devido à queda do alambrado que deixou mais de 150 feridos.

Foi marcado novo jogo para o dia 18 de janeiro de 2001 e o Vasco da Gama no Maracanã venceu por 3x1. Foi o quarto título do Vasco no campeonato brasileiro. O time da cruz de malta já havia sido campeão em 1974, 1989 e 1997.

Fiz um resumo da competição que teve 1.065 jogos e a marcação de 2.970 gols com a boa média de 2,79 gols/jogo.

O artilheiro foi o atacante Adhemar do São Caetano que marcou 22 gols. 

João Nassif
Por João Nassif 23/10/2018 - 23:59Atualizado em 24/10/2018 - 00:00

Ontem registrei aqui como surgiu a expressão “rolo compressor”, apelido dado ao time do Internacional que reinou no campeonato gaúcho na década de 1940.

Alguns anos depois a expressão foi repetida com a ascensão do time do Flamengo que em 1953 iniciou a conquista do segundo tricampeonato da sua história.

O ataque rubro negro ganhou a denominação por ter goleado o Vasco da Gama, seu arquirrival, por 4x1 na decisão do campeonato carioca. O jogo foi disputado no dia 10 de janeiro de 1954 no Maracanã com público de 132.500 torcedores.

O título foi conquistado com uma rodada de antecedência, pois na rodada anterior o Fluminense que ainda tinha chances matemáticas para se tornar campeão foi derrotado pelo Bangu deixando o Flamengo a uma vitória do título.

O campeonato carioca daquele ano foi disputado em duas etapas por 12 equipes que jogaram a primeira fase em turno e returno com a classificação dos seis primeiros para a fase final.

Os quatro grandes mais América e Bangu foram para a última etapa do campeonato. O Flamengo terminou a primeira fase na primeira colocação com 36 pontos ganhos.

Na fase final com os seis classificados jogando em turno único o Flamengo foi campeão invicto vencendo todos os jogos que realizou. Por isso foi também chamado de  “rolo compressor”. 

Ganhou do Fluminense por 2x1, do América por 2x0, mesmo placar na vitória sobre o Bangu, fez 4x1 no Vasco e terminou a campanha vencendo o Botafogo por 1x0.

O artilheiro do campeonato foi também do Flamengo, o paraguaio Benitez que marcou 22 gols. 
 

João Nassif
Por João Nassif 23/10/2018 - 10:00

Thiago Ávila *

Pense em um cara emburrado, que nunca sorri, que parece nunca estar satisfeito com nada, mas na verdade está sempre tranquilo. Esse é Kimi Raikkonen e o seu jeito finlandês de ser.

Um piloto que teve um início de carreira interessantíssimo e ascendeu ao seu auge muito cedo. Que depois de três anos de Ferrari e um título decidiu dar um "até logo" à F1 e regressar em 2012 para ajudar a nova equipe Lotus. 

Agora já em reta final de carreira, correndo sem compromisso, Raikkonen chegou a marca de 20 vitórias na carreira, mesmo número de seu compatriota Mika Hakkinen, no GP da Austrália em 2013. Fazendo temporadas consistentes na equipe britânica, a Ferrari trouxe o piloto de volta. Óbvio que seria um ótimo negócio para Kimi... Será?

Negócio ruim não foi, já que dois anos mais tarde a Lotus acabou falindo, mas a brilhante carreira de Raikkonen ficou manchada. Uma péssima temporada de reestreia em 2014 e consecutivos anos sendo mero escudeiro de Vettel - e ele ainda faz questão de continuar sendo apenas o cachorrinho que só late e obedece o dono. Resultado disso tudo: 113 corridas seguidas sem vencer.

Eu mesmo já disse várias vezes aqui no blog ou na rádio que o Raikkonen já estava velho, não tinha mais porque continuar na Ferrari e deixar pilotos muito mais interessantes, como Verstappen e Ricciardo, correndo atrás. E não me arrependo.

Nos Estados Unidos ele estava diferente, era o seu dia. Enquanto todos os olhos estavam vidrados no pole position e no quinto lugar no grid, Raikkonen só via a vitória. 

Kimi Raikkonen no pódio em Austin

É aquela história: quando você está no seu momento, tudo dá certo. Kimi pulou na frente logo na largada e seguiu firme na liderança. Tomou um susto quando Hamilton fez a parada antes dele, mas por sorte dessa vez a Ferrari não errou.

O homem de gelo estava feliz, sorridente como nunca visto antes, satisfeito por cumprir sua jornada com a escuderia que compartilhou a maior glória de sua carreira. 

E que se dane Hamilton x Vettel. Domingo foi o dia dele, o dia em que ele se tornou o melhor piloto finlandês da história.

* Thiago Ávila, Estudante de jornalismo da PUCRS

João Nassif
Por João Nassif 22/10/2018 - 23:30

O termo “rolo compressor” surgiu na década de 1940 quando o Internacional impôs indiscutível superioridade sobre seus adversários no Rio Grande do Sul e frequentes humilhações ao Grêmio, seu maior rival.

O Inter foi hexa campeão de 1940 a 1945 e depois emendou um bicampeonato nas temporadas 1947/1948 e foi tetra entre 1950/1953. Nesta última série já não estavam mais presentes as grandes estrelas do “rolo”, sendo as principais delas os atacantes Tesourinha e Carlitos.

Tesourinha, que mesmo jogando no Rio Grande do Sul, portanto distante dos grandes centros foi eleito o melhor jogador do Brasil numa enquete popular da época, conhecida como “Craque Melhoral”. 

Para muitos jornalistas e historiadores Tesourinha é considerado o melhor jogador do Inter em todos os tempos. Lesionou-se às vésperas da Copa do Mundo de 1950 quando era titular absoluto da seleção nacional.

Carlitos, por sua vez, é até hoje o maior artilheiro da história do clube, tendo marcado 324 gols em 384 jogos entre 1938 e 1951, período em que vestiu a camisa colorada.

O time base do “rolo compressor” era formado pelo goleiro Ivo, os zagueiros Nena e Alfeu, os médios Assis, Ávila e Abigail e os atacantes Tesourinha, Russinho, Villalba, Ruy e Carlitos.

João Nassif
Por João Nassif 22/10/2018 - 07:30Atualizado em 22/10/2018 - 08:30

Apesar de boas disputas nas pontas de cima e de baixo na tabela com briga por títulos, por acesso e pela fuga do rebaixamento, tanto na série A como na B do campeonato brasileiro, o nível das competições está muito abaixo do esperado.

Não que o futebol brasileiro seja recheado de craques e times empolgantes, mas o que temos visto é um futebol pragmático, sem grandes emoções e o reflexo está na baixíssima média de gols mostrada nos dois campeonatos.

Na série A com 298 jogos disputados até hoje foram marcados 661 gols, média de 2,22 gols/jogo. Na B em 320 jogos os ataques marcaram 693 gols com a média de 2,17 gols/jogo.

Muito se deve a cultura implantada pelos treinadores de jogar por uma bola. Como a qualidade é baixa, os times se fecham e esperam um erro do adversário ou uma bola parada para buscar o resultado. 

A prova está que a série A registra 70 jogos terminados em 1x0. Na série B são 79. Quer dizer, 24% dos jogos dos principais campeonatos do Brasil terminam o placar de 1x0. 

Quando são incompetentes para fazer um misero golzinho, na série A são 35 e na B 36 jogos ficam no 0x0, 11% do total.

Estou aí falando em 35% de jogos em que são marcados apenas um gol.

Os treinadores buscam primeiro não perder, pois a falta de resultados no futebol brasileiro significa demissão e por não terem qualidade à disposição armam fortes retrancas para tentar se manter no emprego.

Poucos clubes têm condições de segurar seus melhores jogadores, normalmente os garotos que surgem com potencial vão embora muito cedo. A maioria dos clubes com poucos recursos financeiros não conseguem montar times de melhor nível, por isso, vemos muitos jogos no futebol brasileiro definidos por apenas uma bola.   
 

João Nassif
Por João Nassif 21/10/2018 - 23:35Atualizado em 22/10/2018 - 00:31

O campeonato brasileiro teve sua primeira edição em 1971 e o campeão foi o Atlético Mineiro que derrotou Botafogo e São Paulo no triangular final.

Era época do formulismo a CBF e as Federações mudavam os regulamentos todos os anos e muitas vezes imperava a politica que privilegiava clubes que não conseguiam permanecer nas divisões principais e as viradas de mesa eram constantes.

Em 1975, por exemplo, o campeonato foi disputado por 42 equipes divididas em quatro grupos. Dois o A e o B com 10 cada um e dois o C e o D com 11 na primeira fase. Naquela época não existia o ranking da CBF de clubes e Federações e a divisão dos clubes era aleatória.

Passaram para a segunda fase cinco equipes de cada grupo, portanto 20 se classificaram e foram novamente divididos, agora em dois grupos de 10 times em cada um. Os seis primeiros colocados de cada grupo passaram para a terceira fase.

Os 22 que não conseguiram classificação na primeira fase foram disputar uma repescagem divididos em quatro grupos. Os primeiros colocados se credenciaram para disputar a terceira fase do campeonato.

Chegamos, portanto a terceira fase com 16 clubes, novamente divididos, agora em duas chaves com oito em cada uma. Os dois primeiros de cada chave foram para o enfrentamento na fase semifinal.

Num grupo o primeiro colocado foi o Fluminense com o Cruzeiro em segundo. No outro o Santa Cruz de Recife chegou em primeiro com o Internacional na segunda colocação.

As semifinais foram disputadas em jogo único com os primeiros colocados tendo o privilégio de jogar em casa. O Internacional derrotou o Fluminense no Maracanã por 2x0 e o Cruzeiro venceu em Recife por 3x2.

A decisão foi no Beira Rio e o Internacional ganhou seu primeiro campeonato brasileiro vencendo o Cruzeiro por 1x0 com público de mais de 82 mil pessoas.

João Nassif
Por João Nassif 20/10/2018 - 23:25

Com a popularização do futebol no final do século 19, a Europa viu nascer vários clubes que priorizaram o futebol e foram se tornado potencias no decorrer dos anos.

Espanha, mais precisamente em Barcelona foi fundado um clube que hoje é um dos gigantes do futebol mundial. O Fútbal Club Barcelona.

A ideia da formação do clube na Catalunha foi de um suíço, Hans Gamper que convocou um grupo de torcedores de futebol mediante um anúncio publicado na revista Los Deportes em outubro de 1899. Atenderam a intimação os 12 fundadores do clube, seis espanhóis, três ingleses, dois suíços e um alemão. O mais velho entre eles, o inglês Walter Wild foi escolhido para ser o primeiro presidente.

No dia 29 de novembro foi fundado o FC Barcelona. Dizem os antigos que a escolha do azul e grená foi uma homenagem ao Basel da Suíça, onde Gamper jogou antes de chegar à Catalunha.

No início a dificuldade em encontrar um lugar para treinar e jogar. Durante os 10 primeiros anos o Barcelona perambulou por quatro lugares diferentes, pois a cidade crescia muito e encontrar espaços adequados era de imensa dificuldade.

Somente em 1957 é que foi inaugurado o Camp Nou, estádio que hoje comporta quase 100 mil pessoas e que se tornou a casa do Barcelona.

Os torcedores do Barcelona são chamados de culés desde a década de 1910. Naqueles anos o time jogava no campo de uma indústria e já popular levava grandes públicos ao estádio. Desde a rua se via como estavam sentados, de costas, os torcedores localizados na parte mais alta da arquibancada.

A imagem vista da rua era uma grande quantidade de traseiros (culos em espanhol), por esta razão os torcedores do Barcelona começaram a ser chamados de culés.
 

João Nassif
Por João Nassif 19/10/2018 - 15:43

O campeonato brasileiro de 1996 foi disputado por 24 clubes. O regulamento previa que todos jogariam entre si apenas em partidas de ida com a classificação dos oito primeiros que jogariam a segunda fase, as quartas de final. O primeiro enfrentaria o oitavo colocado, o segundo jogaria contra o sétimo e assim por diante.

Pela ordem a classificação final ficou assim depois de cada time ter feito 23 jogos: Cruzeiro primeiro colocado com 44 pontos, Guarani em segundo com 43 mesma pontuação do Palmeiras que ficou em terceiro por ter uma vitória a menos, o quarto foi o Atlético-PR, em quinto ficou o Atlético-MG seguido do Grêmio sexto colocado,  Goiás em sétimo e finalmente a Portuguesa em oitavo.

O Criciúma ficou em 21º com 23 pontos a frente do Bahia e dos rebaixados Fluminense e Bragantino.

Voltando às quartas de final, os quatro primeiros colocados foram eliminados. O primeiro colocado Cruzeiro foi eliminado pela Portuguesa, o Guarani pelo Goiás, o Palmeiras pelo Grêmio e no confronto dos Atléticos o classificado foi o Mineiro.

Nas semifinais o Grêmio passou pelo Goiás com vitória no Serra Dourada por 3x1 e empate em 2x2 no Olímpico e a Portuguesa eliminou o Atlético Mineiro com vitória no Canindé por 1x0 e empate no Mineirão em 2x2.

A final foi dramática. No primeiro jogo em São Paulo a Portuguesa venceu por 2x0 com gols de Gallo e Rodrigo Fabri.

No jogo em Porto Alegre o Grêmio precisava vencer por dois gols de diferença para confirmar o título. E foi logo abrindo o placar com gol de Paulo Nunes aos três minutos. Daí em diante o Grêmio partiu para o segundo gol e a Portuguesa conseguiu segurar o ímpeto gremista até aos 39 do segundo tempo quando Aílton fez o gol que valeu o campeonato.

Perante mais de 42 mil torcedores o Grêmio treinado pelo Felipão jogou com Danrlei, Arce, Rivarola (Luciano), Mauro Galvão e Roger; Dinho (Aílton), Luiz Carlos Goiano, Emerson (Zé Afonso) e Carlos Miguel; Paulo Nunes e Zé Alcino.   

João Nassif
Por João Nassif 18/10/2018 - 16:53

O dia 13 de dezembro de 1981 ficará gravado para sempre na memoria dos torcedores do Flamengo, pois foi nesse dia que o time ganhou seu primeiro e até agora único título mundial.

O jogo contra o Liverpool foi realizado no Estádio Nacional de Tóquio no Japão perante 74 mil espectadores. O Flamengo venceu por 3x0 com arbitragem do mexicano Rúbio Vazques. A disputa era chamada de Copa Intercontinental, também conhecida como Copa Toyota.

Para chegar ao Japão o Flamengo teve que vencer a Taça Libertadores. Campeão e vice do campeonato nacional de 1980 Flamengo e Atlético Mineiro se encontraram na fase de grupos, a primeira fase da competição.

Houve dois empates em 2x2, no Maracanã e Mineirão. Houve necessidade de um jogo desempate no Serra Dourada em Goiânia. Aos 37 minutos quando ainda estava 0x0 o jogo foi encerrado, pois o Atlético ficou apenas com seis jogadores em campo. Éder, Reinaldo, Chicão, Palhinha e Cerezo foram expulsos pelo árbitro José Roberto Wright.

Na segunda fase, semifinal, o Flamengo passou invicto em jogos de ida e volta contra o Deportivo Cali da colômbia e o Jorge Wilstermann da Bolívia. Na decisão com o Cobreloa o Flamengo ganhou no Rio de Janeiro por 2x1 e foi derrotado em Santiago do Chile por 1x0. Na partida decisiva venceu por 2x0 em Montevidéu.

Na vitória do Mundial no Japão, Nunes marcou dois gols e Adílio fez o outro, todos no primeiro tempo.

O time campeão: Raul, Leandro, Marinho, Mozer e Júnior; Andrade, Adílio e Zico; Tita, Nunes e Lico. O técnico: Paulo César Carpeggiani.
 

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