Ir para o Conteúdo da página Ir para o Menu da página
Carregando Dados...
CORONAVÍRUS - Saiba mais aqui
* as opiniões expressas neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do 4oito
João Nassif
Por João Nassif 11/12/2019 - 22:31

Novamente uma reunião do Conselho Deliberativo do Criciúma foi de uma pobreza que não sinaliza nada diferente para 2020.

A ausência do presidente do clube, Jaime Dal Farra, já explica a falta de compromisso que poderia ecoar os anseios dos torcedores amargurados com o caos estabelecido no futebol do Criciúma, pelo menos para dar até uma ilusão do que será na próxima temporada.

O presidente mandou subalternos para cumprir a pauta da reunião. E depois quando alguns ainda questionaram, o presidente do Conselho encerrou a sessão numa visível falta de respeito para com o pequeno contingente de conselheiros presentes na ACUC, local da reunião.

As pessoas, torcedores, vão se acomodando por nenhuma possibilidade de mudar o roteiro em função de um contrato que foi redigido na época Antenor Angeloni e não retificado quando da sucessão. Uma coisa é deixar o clube nas mãos do Antenor de tantos serviços prestados ao Criciúma e outra é dar ao Jaime, simples torcedor os mesmos poderes.

Mesmo que amarrado às letras do contrato o Conselho poderia ao menos mostrar indignação sobre o atual destino do clube, mas não, fica como que protegendo a figura do atual presidente que fala quando bem entende e não aparece na primeira reunião após a queda para a série C.  Talvez não tenha vindo para a reunião por não ter o que dizer da mesma forma quando se manifestou há uma semana. 

Está colocado um ponto de interrogação sobre o futuro do Criciúma. E que não insistam com a história de repetir 1991. A insistência é como que uma total falta de respeito a quem deu ao Criciúma sua maior glória.   
 

João Nassif
Por João Nassif 11/12/2019 - 09:13

O ano de 2005 não foi dos melhores para o Criciúma que mesmo conquistando o campeonato catarinense fez uma terrível segunda parte a temporada que culminou com o rebaixamento para a terceira divisão do campeonato brasileiro.

Havia necessidade de uma recuperação imediata e o presidente Moacir Fernandes promoveu uma reformulação no elenco contratando jogadores com status mais elevado e montou um time para conseguir retornar rapidamente à série B.

O começo da temporada não foi como se esperava e no campeonato catarinense o Criciúma não passou da primeira fase sendo eliminado num grupo de seis onde quatro se classificavam.

Contratado como técnico ainda na pré-temporada, Paulinho Criciúma durou apenas quatro jogos no campeonato estadual e foi substituído por Edson Gaúcho que assumia o Criciúma pela terceira vez.

Em meio à competição estadual o Criciúma disputou a Copa do Brasil e avançou até a terceira fase quando foi eliminado pelo Vasco da Gama. Jogou uma partida histórica na segunda fase no confronto contra o São Caetano. Foi derrotado no primeiro jogo no ABC paulista por 4x1 e na volta conseguiu a classificação ao vencer no Heriberto Hülse por 4x0.

Logo após o campeonato estadual o Criciúma disputou o Campeonato Catarinense da Divisão Especial e ficou na segunda colocação perdendo a decisão para o Marcílio Dias.

Com o goleiro Fabiano, os zagueiros Luciano, Rodrigo, Cláudio Luiz, o lateral Fernandinho, os volantes Leandro Guerreiro, Alex Sandro, os meias Douglas, Marcelo Rosa, os atacantes Delmer, Dejair, Beto Cachoeira, entre outros e ainda sob o comando do Edson Gaúcho o Criciúma iniciou sua caminhada de retorno à série B do campeonato brasileiro.

Amanhã vou recordar a primeira fase disputada pelo Criciúma na série C do campeonato brasileiro de 2006.
   

João Nassif
Por João Nassif 10/12/2019 - 09:25

A partir de hoje vou trazer para os próximos Almanaques da Bola a trajetória do Criciúma na série C do campeonato brasileiro. Pela primeira vez em 2006 depois da reformulação do calendário pela CBF o Criciúma disputou a terceira divisão. 

O rebaixamento em 2005 foi traumático, pois a CBF havia proposto um regulamento onde 22 clubes jogariam entre si na primeira fase, somente com partidas de ida e a classificação seria em pontos corridos com o rebaixamento dos seis últimos.

Criciúma x Marília em 2005

O Criciúma terminou na penúltima colocação com 19 pontos conquistados por seis vitórias e um empate, sendo derrotado 14 vezes. O ataque marcou 24 gols e a defesa sofreu 45.

Junto com o Criciúma foram rebaixados o Vitória da Bahia, o Bahia, o Anapolina de Goiás, a União Barbarense de Santa Bárbara D’Oeste-São Paulo e o Caxias, último colocado.

A série C de 2006 foi disputada por 63 clubes, divididos em 16 Grupos sendo que um deles teve apenas três. O Criciúma foi colocado no Grupo 16 com o Brasil de Pelotas, o Novo Hamburgo e o Marcílio Dias.

O outro catarinense na terceira divisão em 2006 foi o Joinville.

Pelo regulamento os dois primeiros de cada grupo avançariam para a segunda fase. O Criciúma ficou na segunda posição atrás do Brasil.

No Almanaque de amanhã contarei de que forma o Criciúma enfrentou a temporada de 2006 se preparando para disputar a série C e conseguir retornar à segunda divisão do futebol brasileiro.
 

João Nassif
Por João Nassif 09/12/2019 - 09:45

Depois de 1990 a CBF decidiu novamente extinguir a disputa da série C e os clubes que jogariam a quarta edição do campeonato foram todos alinhados na segunda divisão que foi disputada por 64 clubes em 1991.

Desta forma a quarta edição do campeonato brasileiro da série C foi disputada em 1992 com a participação de 31 clubes. A CBF não sabia como resolver o impasse criado em função de ter criado uma Divisão Classificatória que seria uma segunda divisão sem nenhum tipo de subsidio.

Muitos clubes desistiram e a entidade se viu obrigada a criar uma terceira divisão que foi chamada de série B, perceberam a confusão?

Depois de muito ir e vir com relação ao número de participantes, finalmente foram confirmados 31 que disputaram a primeira fase. A Chapecoense foi a única representante de Santa Catarina no campeonato. 

Foram formados sete grupos e somente os primeiros colocados passaram para a fase seguinte. Havia a promessa, não cumprida que os classificados na primeira fase jogariam a Segunda Divisão em 1993.

Os sete classificados na primeira fase foram divididos em dois grupos, um com três e outro com quatro clubes.

Num grupo o primeiro colocado foi o Tuna Luso de Belém do Pará e no outro o Fluminense de Feira de Santana da Bahia.

Prevaleceu a melhor campanha do Tuna Luso em todo campeonato, pois perdeu o primeiro jogo na Bahia por 2x0 e venceu em Belém por 3x1.

Tuna Luso, campeão brasileiro da série C de 1992.
 

João Nassif
Por João Nassif 08/12/2019 - 12:35

O presidente Jaime Dal Farra assumiu a GA no final da temporada 2015 em pleno campeonato brasileiro da série B. Quando trouxe Roberto Cavalo para o comando do time faltavam apenas oito jogos para terminar o campeonato e o Criciúma ocupava a 15ª posição com 36 pontos e 10 pontos acima do Z-4.

Depois dos oito jogos o Criciúma deu um salto na classificação pelos 13 pontos conquistados e terminou a série B em 12º lugar.

Para a temporada seguinte foi mantido o técnico que trabalhou nos 38 jogos da segunda divisão e o aproveitamento foi melhor. O time terminou em oitavo com 56 pontos fazendo a melhor temporada na série B desde o advento Jaime Dal farra.

Em 2017 o Criciúma terminou a série B em 13º com 48 pontos apenas quatro acima do Z-4. Uma troca insana de técnicos quase derrubou o time para a série C. Começou o campeonato com Deivid no comando substituído depois de três rodadas pelo Luiz Carlos Winck que foi demitido mesmo com 54% de aproveitamento. Para o seu lugar foi contratado Beto Campos que durou até a penúltima rodada quando foi improvisado Grizzo em seu lugar.

Em 2018 nova agonia para escapar do rebaixamento. A série B começou com Argel Fucks que havia livrado o Criciúma do rebaixamento no campeonato catarinense. Depois de cinco jogos sem vitória Argel foi demitido e contratado Mazola Júnior com a missão de salvar o Criciúma. Deu certo, mesmo que a salvação tenha sido resolvida na última rodada. Mazola fez o básico, fechou o time na defesa e usou a bola parada como grande trunfo com destaque para o volante Liel que com seus oito gols fez o time ganhar pontos importantes para escapar do rebaixamento.

De tanto procurar, finalmente agora em 2019 o Criciúma encontrou a série C. Com uma campanha lamentável sob o comando de Gilson Kleina, Wilsão, Waguinho Dias e Roberto Cavalo, não teve jeito. 

O caminho para a série C foi sendo pavimentado ano a ano e mesmo com uma infraestrutura invejável, a falta de um planejamento profissional derrubou o time e mais, um clube de tanta história e tradição no futebol catarinense e brasileiro.

NÚMEROS: Sob a gestão do Jaime Dal Farra o Criciúma disputou 160 jogos pela série B do campeonato brasileiro. Conseguiu 51 vitórias, 50 empates e foi derrotado em 59 jogos que dão 42,3% de rendimento. Marcou 175 gols e sofreu 185.
 

João Nassif
Por João Nassif 08/12/2019 - 09:02

A terceira edição do campeonato brasileiro da série C foi disputada em 1990. A CBF depois da segunda edição em 1988 havia eliminado a competição do calendário por ser deficitária, por isso não houve o campeonato em 1989.

Voltou em 1990 com a participação de 30 clubes que foram divididos na primeira fase em seis grupos, cada qual com cinco clubes. Santa Catarina não teve representante na série C de 1990, pois Criciúma, Blumenau e Joinville disputaram a série B.

A competição marcou a primeira participação do Paraná Clube em competições nacionais após a fusão do Colorado e Pinheiros.

Os primeiros colocados de cada grupo se classificaram para a fase seguinte. Pelo Grupo A o classificado foi o Paysandu-PA, pelo B o América de Natal, pelo C o América Mineiro, pelo D o Atlético de Goiás, pelo E o Bangu e pelo Grupo F o Paraná Clube. 

Para completar os oito clubes que disputaram as quartas de final foram também classificados os dois melhores segundos colocados, Gama e Fortaleza.

Nas quartas de final o América de Minas eliminou o Paysandu, o América de Natal passou pelo Fortaleza, o Atlético de Goiás superou o Gama e o Paraná Clube eliminou o Bangu.

Nas semifinais o Atlético de Goiás eliminou o América de Natal e o América Mineiro despachou o Paraná Clube.

Na decisão depois de dois empates em 0x0 o Atlético Goianiense foi o campeão derrotando por 3x2 o América Mineiro na cobrança de pênaltis. 
 

João Nassif
Por João Nassif 07/12/2019 - 08:28

Somente sete anos depois voltou a ser disputado o campeonato brasileiro da série C. A primeira edição havia acontecido em 1981 e pela dificuldade da CBF em acertar o calendário do futebol brasileiro, o advento Clube dos 13 em 1987 gerou ainda mais confusão e a entidade resolveu implantar um ano depois a Copa União, dividindo os clubes em três divisões. Portanto, em 1988 voltou a disputa da série C.

Houve uma novidade no regulamento das três divisões. Uma vitória no tempo normal passou a valer três pontos. Jogo que terminasse empatado provocaria uma disputa por pênaltis com o vencedor ganhando dois pontos e o time derrotado ficaria com apenas um. Time derrotado no tempo normal não somaria ponto.

União São João-campeão em 1988

A série C de 1988 foi disputada por 43 clubes divididos na primeira fase em 12 grupos, uns com quatro, outros com três e até com dois clubes em cada um. Os dois primeiros de cada grupo passaram para a segunda fase.

Santa Catarina teve dois representantes no Grupo 11, Figueirense e Brusque e ambos se classificaram, e também no Grupo 12 com a classificação de Blumenau e Marcílio Dias.

Na segunda fase os 24 classificados foram alinhados em seis grupos de quatro e somente o vencedor passou para a fase seguinte. Entre os catarinenses apenas o Marcílio Dias conseguiu se classificar. 

Os seis clubes que ultrapassaram a segunda fase foram divididos em dois grupos de três e o primeiro colocado de cada um disputou o título. O Marcílio Dias terminou na segunda posição no grupo que teve o União São João de Araras como vencedor.

O clube paulista disputou a final com o Esportivo de Passos, Minas Gerais. No primeiro jogo em Passos houve empate em 1x1 e no segundo em Araras outro empate por 2x2.

Por ter somado maior número de vitórias em todo campeonato o União São João foi declarado campeão da série C de 1988.
 

João Nassif
Por João Nassif 06/12/2019 - 09:51

A primeira edição do campeonato brasileiro da série C foi disputada em 1981. A CBF até então não conseguia organizar com critérios o futebol brasileiro em suas divisões e a maioria das competições eram improvisadas atendendo interesses que passavam longe dos interesses técnicos do futebol.

Em 1981 o campeonato brasileiro da terceira divisão foi denominado Taça de Bronze e disputado por 24 clubes que apenas cumpriam tabela com todos sabendo que não haveria rebaixamento e muito menos acesso à segunda divisão.

Na primeira fase os clubes foram divididos em 12 chaves com os vencedores de cada mata-mata se classificando para a fase seguinte. O Figueirense foi o único representante de Santa Catarina e ultrapassou a primeira fase eliminando o Matsubara. O Figueirense venceu em Cambará no Paraná por 1x0 e empatou em Florianópolis em 0x0.

Na segunda fase os vencedores da primeira foram divididos em seis grupos com duas equipes em cada um, O Figueirense foi eliminado pelo São Borja do Rio Grande do Sul e mesmo vencendo em Florianópolis por 1x0 foi derrotado por 3x0 em São Borja.

Na terceira fase foram formados dois grupos com os vencedores da fase anterior, cada grupo com três clubes e os que chegaram em primeiro em cada grupo decidiram o título.
Num grupo o primeiro colocado foi o Olaria do Rio de Janeiro e no outro o Santo Amaro de Recife, Pernambuco.

O Olaria venceu em casa por 4x0 de mesmo derrotado em Recife por 1x0 se tornou o primeiro campeão brasileiro da história da série C.
 

João Nassif
Por João Nassif 05/12/2019 - 09:46Atualizado em 06/12/2019 - 06:49

O campeonato brasileiro da série C é uma competição equivalente a terceira divisão e é disputado desde 1981.

Desde o primeiro campeonato houve várias mudanças no regulamento até que a CBF em 2009 padronizou a competição que passou a ser disputada por 20 clubes divididos em dois grupos com 10 em cada um e regionalizada da melhor forma possível.

Este novo padrão deveu-se à criação da série D, a quarta divisão, para que pudesse ser implantado o regime de acesso e descenso. Nos primeiros campeonatos eram formados quatro grupos com cinco clubes, formato que durou até 2014 quando foi implantado o formato atual.

Os quatro primeiros na primeira fase de cada grupo da série C se classificam e se cruzam para as quartas de final. Os vencedores desta fase estão automaticamente classificados para a série B no ano seguinte.  

Os dois últimos colocados de cada grupo são rebaixados para a série D.

Desde o primeiro campeonato brasileiro da terceira divisão em 1981 foram disputadas 29 edições. No início em alguns anos o campeonato não foi disputado por questões muito mais políticas e pelo inchaço das divisões principais atendendo outros interesses que não o futebol em sua essência.

Somente a partir de 2001, depois da virada de mesa com a disputa da Copa João Havelange no ano anterior, é que o campeonato passou a ser disputado regularmente.

Dois clubes, Vila Nova e Atlético, ambos de Goiás são os maiores vencedores da série C com dois títulos cada um. Santa Catarina teve três campeões, Avaí, Joinville e Criciúma que venceram uma vez o campeonato.

O maior artilheiro numa única edição da série C é Túlio Maravilha que marcou 27 gols em 2007 quando atuava pelo Vila Nova de Goiás. 
 

João Nassif
Por João Nassif 04/12/2019 - 09:19

Um dos clubes mais arraigados nas tradições do futebol é o Queen’s Park, o mais antigo clube da Escócia fundado em 1867. O Queen’s Park foi criador do futebol arte, nos tempos em que o jogo era praticado na base de chutões e correria. 

Os Spiders, como são conhecidos, são os donos do Hampden Park, o estádio da seleção escocesa que foi durante muito tempo foi o maior estádio do mundo até a inauguração do Maracanã em 1950.

Queen's Park em 1867

O charme do Queen’s Park foi manter um estatuto amador sem se render ao profissionalismo nem quando o futebol começou sua expansão. Mesmo com seu caráter amador o clube integra a Liga de Futebol da Escócia desde 1900.

Disputa regularmente o campeonato escocês oscilando entre a terceira e quarta divisões. Numa decisão histórica tomada no mês passado por seus sócios o Queen’s Park depois de 152 anos se tornou profissional.

Um fator essencial à mudança do estatuto é o próprio estádio que foi construído em 1873 e reconstruído no início do século passado para ampliação das arquibancadas. Em 1997 a Federação realizou uma ampla reforma no local e se tornou administradora do estádio, custeando as obras e garantindo um aluguel ao clube. O contrato de concessão termina em 2020 e a Federação não se mostrou disposta a renovar.

Sem o aluguel do estádio o Queen’s Park precisa de novas receitas e a forma de encontra-las foi tomar o caminho do profissionalismo para manter seus elencos e não tornar seu apequenamento ainda maior.  
 

João Nassif
Por João Nassif 03/12/2019 - 20:52

Parodiando o Rei Juan Carlos da Espanha ao então presidente da Venezuela Hugo Chávez, remeto a frase ao presidente do Criciúma que foi um desastre em sua primeira aparição depois do vexame do rebaixamento.

Cobrei durante muito tempo sua manifestação sobre os erros que cometeu em sua péssima gestão no comando do clube e confesso, fiquei frustrado com o que ouvi. E não foi meu privilégio, ouvi muitos torcedores que ficaram estarrecidos com a série de frases desconexas com a realidade, sem nenhum arrependimento pelos erros cometidos e projetando um futuro baseado apenas na torcida que foi o único segmento que mostrou amor ao clube na reta final da série B.

Transferiu responsabilidades aos profissionais que contratou, mas não disse em momento algum que todos foram dependentes de sua chancela na questão financeira que limitou contratações de mais peso. 

Não fez o pronunciamento que era esperado e ficou aberto às perguntas que como sabemos não vão direto ao ponto. O que os torcedores queriam saber não era quem será o técnico ou diretor executivo, todos queriam saber de que forma o clube pretende resgatar sua autoestima e sua própria história. 

Teve muito mais, sempre no sentido de exaltar sua paixão pelo clube, pelo choro em função do rebaixamento, os erros de arbitragem e sempre a exaltação aos torcedores que inclusive foram alçados ao patamar de maior torcida do Brasil. Lamentável.

Projetar 2020 num cenário parecido com o elenco de 1991 é um sonho inalcançável, o futebol mudou totalmente durante este tempo e somente com os pés no chão e o entendimento dos dias de hoje é que o presidente poderá iniciar uma volta por cima. Não parece o caso.

Mas, para ele e para a cúpula do Conselho do clube que tem como prerrogativa cuidar apenas do patrimônio está tudo certo. O presidente Jaime Dal Farra afirmou com todas as letras que o patrimônio está preservado, inclusive as torneiras do estádio e do CT estão funcionando.
 

João Nassif
Por João Nassif 03/12/2019 - 09:30

O formato da série C de 2020 é o mesmo deste ano, com dois grupos de 10 clubes cada um e a classificação dos quatro primeiros após a disputa em turno e returno em pontos corridos. Os clubes se enfrentam em seus próprios grupos.

Quer dizer, cada clube jogará 18 partidas na primeira fase e além dos quatro primeiros passarem às quartas de final, os dois últimos de cada grupo serão rebaixados para a série D em 2021.

Tombense adversário do Criciúma em 2020

A CBF procura regionalizar o máximo a montagem dos grupos para evitar maiores despesas com viagens, haja vista que na série C não tem cota de televisão e a entidade subsidia apenas translado, hospedagem e alimentação para um número limite de membros de cada delegação.

Agora em 2019 havia mais clubes do Norte, Nordeste e Centro-Oeste do país, por isso o grupo com as equipes do Sul e Sudeste teve a participação de clubes de outros centros para complementação dos 10 no grupo. 

Ypiranga de Erechim, Juventude de Caxias do Sul, São José de Porto Alegre, Volta Redonda do Rio de Janeiro, Boa e Tombense de Minas Gerais foram os clubes do Sul e Sudeste que jogaram o Grupo B este ano. Completaram o grupo três clubes do Norte, Atlético Acreano, Remo e Paysandu, ambos do Pará e a Luverdense do Mato Grosso, estado da região Centro-Oeste. 

Como o Juventude conseguiu o acesso o Grupo B de 2020 terá os remanescentes Ypiranga, São Jose, Volta Redonda, Boa e Tombense, além do Londrina, São Bento e Criciúma que foram rebaixados e mais o Ituano e Brusque que vieram da série D.
 

João Nassif
Por João Nassif 02/12/2019 - 09:24

Com o rebaixamento da Chapecoense duas rodadas após a queda do Avaí, Santa Catarina ficará em 2020 sem um único representante na série A do campeonato brasileiro desde que foi implantado o sistema de pontos corridos.

A primeira edição da série A depois que acabou o formulismo e foi adotado o sistema universal de todos jogarem contra todos em turno e returno a classificação passou a ser por pontos corridos foi realizada em 2003. 

Santa Catarina estava representada por Figueirense, remanescente do ano anterior e pelo Criciúma que havia sido campeão da série B em 2002.

Todos os times grandes do estado já estiveram na série A e em 2015 Santa Catarina estava com quatro deles na elite do futebol brasileiro. Figueirense, Avaí, Chapecoense e Joinville e só não teve o quinto pelo rebaixamento do Criciúma no ano anterior.

Entre acessos e descensos o Figueirense foi o clube catarinense que esteve mais vezes na série A com 11 participações nas 17 edições do campeonato por pontos corridos.

Chapecoense e Avaí que foram rebaixados agora em 2019 participaram seis vezes cada um da série A do campeonato brasileiro.  O Criciúma esteve presente em quatro edições em 2003, 2004, 2013 e 2014 e o Joinville em apenas uma em 2015. 
 

João Nassif
Por João Nassif 01/12/2019 - 18:45

Thiago Ávila *

A 70ª temporada da Formula se encerrou neste final de semana, com uma corrida morna em Abu Dhabi. As Mercedes, que dominam o circuito desde 2014, mantiveram o controle nesta última corrida.

Os treinos iniciaram com um grande desempenho de Max Verstappen, e chegara ao Q3 como um dos favoritos, ao lado de Hamilton, para conquistar a pole. Com Leclerc sendo atrapalhado por Vettel e mais dois carros, a atrapalhada Ferrari formou a segunda fila do grid. Bottas fez o segundo melhor tempo, mas com uma punição por trocar o motor, largou de último. Por fim, a pole position acabou nas mãos do britânico da Mercedes, sua primeira desde a volta das férias.

No domingo, uma corrida sem nenhum brilho, mas com um grande momento: o duelo entre Leclerc e Verstappen pela segunda colocação. O monegasco largou muito bem e assumiu a segunda vice-liderança, já o holandês quase perdeu posição para Vettel. Recuperado, Max manteve-se seguro no top-3. As Ferraris pararam mais cedo, na volta 12, o holandês parou mais tarde, na 25. Na volta dos boxes, Max foi à caça de Charles e ganhou a posição em uma manobra espetacular, passando um retardatário e o piloto da Ferrari.

Outro destaque vai para a atuação de Vatteri Bottas, que de último foi ultrapassando diversos carros volta a volta até chegar no top-6. Fez uma ótima estratégia, parando apenas na volta 29. Aproveitou que Vettel fez uma segunda parada e ganhou mais uma posição. Na reta final foi excelente ao ultrapassar Alexander Albon e na última volta já estava a menos de um segundo de Charles Leclerc, que não ultrapassou por pouco.

O pódio simbolizou os três grandes nomes da temporada. O melhor de todos Lewis Hamilton, e em seus lados, o talentosíssimo e veloz Max Verstappen e a promessa da Ferrari Charles Leclerc.

Infelizmente, agora teremos de esperar até março do ano que vem para vermos de volta os carros na pista. Vai dar saudade...

* Thiago Ávila, Estudante de Jornalismo da PUCRS
 

João Nassif
Por João Nassif 01/12/2019 - 13:40

Hoje terá início a sexta edição da Copa Libertadores de Futsal Feminino. Nas cinco vezes anteriores os clubes brasileiros foram campeões mostrando a superioridade do Brasil entre os países da América do Sul. 

Unochapecó campeã em 2013 e 2017, Barateiro de Brusque campeão em 2015 e 2016 e as Leoas da Serra de Lages campeãs no ano passado. Pela primeira vez o torneio será disputado no Brasil e terá como sede Balneário Camboriú.

Mantendo o regulamento das disputas anteriores a Copa Libertadores de Futsal Feminino terá a participação de 10 equipes, todas campeãs de seus respectivos países. Foram formadas dois grupos de cinco com a classificação das duas primeiras de cada um para as semifinais.

No Grupo A jogarão o Cianorte Futsal representando o Brasil, o Aviced do Equador, o Independiente da Colômbia, o Coquimbo Unido do Chile e a Universidad São Marcos do Peru.

No Grupo B estarão se enfrentando o Cerro Porteño do Paraguai, o Atlantes da Bolívia, o Kimberley da Argentina, o Estudiantes de Caracas da Venezuela e o Peñarol do Uruguai,

O Comitê Organizador Local da CONMEBOL atendendo pedido do presidente da Federação Catarinense de Futebol confirmou que a entrada será gratuita em todos os jogos que serão disputados no Barra Multieventos Hamilton Cruz Linhares em Balneário Camboriú.

O torneio começa hoje e terá o encerramento no próximo domingo dia 08.
 

João Nassif
Por João Nassif 30/11/2019 - 19:25

A frase serve para todos nós, já foi refrão de samba enredo e ouvida muitas vezes no futebol. E cabe perfeitamente ao Criciúma nesta temporada quando mais uma vez disputou a série B.

Primeiro o sonho do acesso foi alimentado pelas palavras do presidente Jaime Dal Farra que garantiu o time na série A em 2020. Já no primeiro jogo contra o Cuiabá no Heriberto Hülse o sonho foi se transformando numa pequena perspectiva de se se tornar realidade.

Com o passar dos jogos e a presença constante no Z-4 veio o segundo sonho, o de permanecer na série B com a troca de comando, com um discurso muito mais sentimental do que técnico pela quantidade de jogos em casa. O ínfimo aproveitamento como mandante o sonho se transformou em pesadelo e o rebaixamento foi inevitável.

E eis que de repente surgiu a possibilidade de muitos sonharem com uma virada de mesa pela situação possivelmente irregular do Figueirense. O terceiro sonho foi alimentado por dirigentes, técnico e até jogadores após o jogo em Barueri na última rodada. Mas, os jogos de sábado disseram o contrário e as vitórias do Londrina e São Bento deixou o Criciúma numa humilhante penúltima colocação acabando com o sonho de conquistar no tapetão a permanência da segunda divisão. 

Sonhar não custa nada, mas estes sonhos alimentados ao longo do ano custaram a decepção de uma grande torcida, além da marca Criciúma ser cada vez mais dilapidada por uma gestão omissa e sem noção, cujo presidente não tem a coragem de vir à público e confessar seus erros.
 

João Nassif
Por João Nassif 30/11/2019 - 10:01

O futsal feminino vai aos poucos tentando se aproximar do masculino com a formação de várias equipes pelo mundo e principalmente na América do Sul com várias competições onde vão se destacando os times de todo continente.

O futsal feminino tem o domínio completo dos times brasileiros que venceram todos os cinco torneios organizados pela CONMEBOL que levam o nome de Copa Libertadores de Futsal Feminino. Todos os torneios são disputados em sede única.

Unochapecó campeã da Libertadores

O regulamento é o mesmo desde início, são 10 clubes envolvidos, os campeões dos países que compõe a CONMEBOL. São formadas duas chaves com cinco clubes com os dois primeiros colocados de cada chave indo para as semifinais. Os vencedores das semifinais decidem o título 

A primeira Libertadores foi realizada em 2013 e teve o Chile como país anfitrião. Na decisão o time da Unochapecó derrotou o San Lorenzo da Argentina por 5x1 e ficou com o título.

Na segunda edição da Libertadores de Futsal Feminino em 2015 o campeão foi o Barateiro de Brusque que venceu a final contra o Santiago Morning do Chile por 11x0. O torneio foi novamente no Chile.

O Barateiro se sagrou bicampeão novamente no Chile em 2016 vencendo na final o Estudiantes de Guárico da Venezuela por 7x2.

A Unochapecó recuperou o título em 2017 no Paraguai ao derrotar na final os donos da casa, o Sport Colonial por 4x2.

E no ano passado outro clube brasileiro e também no Paraguai venceu a quinta Libertadores de Futsal Feminino. As Leoas da Serra de Lages derrotaram o Sport Colonial por 4x0.

Resumindo, domínio completo das meninas do Brasil na Libertadores de Futsal Feminino na América do Sul. Venceram todas as cinco edições já realizadas do torneio.

A sexta Libertadores terá início amanhã e pela primeira vez disputada no Brasil. A sede do torneio será em Balneário Camboriú. 
 

João Nassif
Por João Nassif 29/11/2019 - 09:32

Continuando com o histórico de seleções que ocupam as últimas posições no ranking da FIFA, hoje é dia de falar sobre a seleção das Ilhas Virgens Americanas que ocupa a posição de nº 207 entre as 209 filiadas à entidade.

As Ilhas Virgens Americanas disputam as competições da CONCACAF, Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe.

As Ilhas Virgens Americanas são colônias americanas no Caribe, tem população de pouco mais de 100 mil habitantes e sua capital é Charlotte Amalie. O arquipélago ocupa a parte ocidental das Ilhas Virgens, a leste de Porto Rico. O território inclui três ilhas principais, São Tomé, São João e Santa Cruz e cerca de 50 ilhotas desabitadas. Seu relevo é de origem vulcânica.

A Federação de Futebol das Ilhas Virgens Americanas foi fundada em 1989, mas por falta de campos de futebol adequados às competições estreou oficialmente somente em 1998. O futebol não é o esporte mais popular nas Ilhas, ao contrario do basquete e do beisebol.

Começou a jogar as eliminatórias visando a Copa do Mundo de 2002 e em cinco participações, as Águias Elegantes, como é chamada a seleção das Ilhas Virgens Americanas disputou 15 jogos com três vitórias e 12 derrotas. Seu ataque marcou oito gols e a defesa sofreu 80.
 

João Nassif
Por João Nassif 28/11/2019 - 09:42

Ontem falei aqui no Almanaque da Bola sobre seleção de Anguilla, que ocupa a posição 209 e é a última colocada no ranking da FIFA. Anguilla fica no Mar do Caribe e está filiada à CONCACAF, Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe.

Pela pontuação do ranking oficial divulgado em outubro a seleção de San Marino que disputa as competições oficiais na Europa está empatada com Anguilla na última posição e já foi assunto aqui no Almanaque.

Hoje é dia de falar das Ilhas Virgens Britânicas, também filiada à CONCACAF cuja seleção ocupa a posição de nº 208.

Ilhas Virgens Britânicas

As Ilhas Virgens Britânicas à exemplo de Anguilla é um território britânico ultramarino e fazem parte da Ilhas Virgens assim como as Ilhas Virgens Americanas e as Ilhas Virgens Espanholas que pertencem a Porto Rico. 

O arquipélago é composto por cerca de 40 ilhas, das quais somente 11 são habitadas. Sua capital é Road Town e a população de pouco mais de 27 mil habitantes.

A Associação de Futebol das Ilhas Virgens Britânicas foi fundada em 1974 e somente 20 anos depois se filiou à FIFA. Jamais se classificou para uma Copa do Mundo, nem para uma edição da Copa Ouro, sendo eliminada nas fases preliminares.

Participou das eliminatórias pela primeira vez para a Copa do Mundo de 2002 e de lá até agora disputou todas eliminatórias. Realizou um total de 10 jogos e não venceu nenhum, conseguindo apenas três empates e foi derrotada em sete jogos. Marcou sete gols e sofreu 34.

que Pela Copa Ouro da CONCACAF, no mesmo formato da Copa América e da Eurocopa, a seleção das Ilhas Virgens Britânicas até hoje não conseguiu classificação para a fase final do torneio. 
 

João Nassif
Por João Nassif 27/11/2019 - 09:55Atualizado em 27/11/2019 - 15:07

Anguilla é um território britânico ultramarino que fica localizado no Mar do Caribe e compreende a Ilha de Anguilla e algumas ilhotas próximas. Sua população é de pouco mais de 13.500 habitantes com densidade demográfica de aproximadamente de 132 hab/km2.

Sua capital é The Valley e com o tempo tornou-se um paraíso fiscal. Por não ter ganhos de capital, patrimônio, lucro ou outras formas de tributação direta, a administração introduziu uma taxa de 3% sobre as aplicações, portanto foi a primeira forma do imposto de renda da ilha.

Praia de Anguilla

Como o assunto aqui no Almanaque da Bola é esportes, vou registrar a participação da seleção de Anguilla em torneios da FIFA e da CONCACAF.

A Associação de Futebol de Anguilla foi fundada em 1990 e se filiou à FIFA seis anos depois. Participou das eliminatórias para a Copa do Mundo pela primeira vez buscando classificação para o Mundial de 2002 compartilhado pela Coréia do Sul e Japão. Não conseguiu.

A partir daí sempre disputou as eliminatórias pela Confederação de Futebol da América do Norte, Central e do Caribe, a CONCACAF sendo sempre eliminada na primeira fase.

No total a seleção de Anguilla disputou 10 partidas valendo pelas eliminatórias ao Mundial e não conseguiu nenhuma vitória. Empatou apenas uma partida e perdeu as outras nove. Nestes 10 jogos marcou somente dois gols e sofreu 41. Ocupa a posição de nº 209 no ranking da FIFA, é a última seleção no ranking da entidade.

Pela Copa Ouro da CONCACAF, no mesmo formato da Copa América e da Eurocopa, Anguilla até hoje não conseguiu classificação para a fase final do torneio.