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DEIXE AQUI SEU PALPITE PARA O JOGO DO CRICIÚMA!
* as opiniões expressas neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do 4oito
Por Arthur Lessa 30/08/2017 - 13:48 Atualizado em 30/08/2017 - 13:57

Transtorno Obsessivo Compulsivo é o assunto de hoje do Programa do Avesso.

Um baita tema! Tão interessante que eu me dei a liberdade de invadir o estúdio e participar um pouco.

Aí, quando entrou o intervalo comercial, lembrei de ter visto esse vídeo há alguns meses e como encaixa na discussão.

É um poeta chamado Neil Hilborn, que sofre de TOC e tem uma incrível sensibilidade em traduzir seus sentimentos e confusão em palavras.

No vídeo abaixo, que é por onde eu o conheci, ele fala sobre o quanto a doença o atrapalha na vida amorosa e o quanto se apaixonou por uma garota em certo momento da vida. Paixão que, de tão forte, passou por cima do TOC.

 

Por Arthur Lessa 29/08/2017 - 17:16

“Tu tá me devendo um livro”. Tive que ouvir isso do Marlon, que trabalha aqui na Som Maior, hoje de manhã.

Ele, assim como eu, estava ontem no auditório Jaime Zanatta, na ACIC, assistindo Tim Gallwey sobre o Inner Game.

Vi reações das mais variadas sobre a palestra. Espectadores impressionados, outros nem tanto, e alguns decepcionados.

Eu gostei, e muito! Comprei o livro assim que anunciamos a vinda dele. Coincidiu com o fato de eu voltar a treinar tênis, depois de anos. Juntou o aprendizado sobre o que estávamos anunciando com algo que poderia me ajudar no esporte. Por que não tentar?

Pra mim, o que é apresentado no livro (O Jogo Interior do Tênis) funciona. O método de focar a atenção de modo a distrair o lado julgador do cérebro, a liberdade para que o corpo “jogue sozinho”, funcionou pra mim. Quando me lembro de aplicar, de desligar o medo de errar, melhora o meu jogo. Meu saque, que sempre foi deplorável, está evoluindo.

O que notei, levando em conta livros, palestras e cursos que já tive sobre liderança, coaching e afins foi o “você consegue” ligado ao raciocínio, e não ao sentimento. A palestra trata também de felicidade, de se valorizar, mas o método é focado em eficiência mental.

Na apresentação de ontem, foi apresentado um vídeo de como ele ensina tênis sem dar instruções mecânicas ao aluno. Como aquele era muito longo, segue abaixo um semelhante, em que ele ensina alguém que nunca jogou.

Pra melhor entendimento, ele apenas pede pra que a pessoa fale bounce (quique) quando a bola pega na quadra e hit (bater) quando ela bate na raquete. Primeiro só olhando, depois batendo.

Não... Eu não fico cantando "Da Da Dá"... Não em voz alta...

Por Arthur Lessa 23/04/2025 - 16:50 Atualizado em 23/04/2025 - 17:12

Um estudo do Banco Mundial traduziu em números o que muitos já sabiam: a Previdência Pública está fadado à falência!

O estudo, divulgado pelo Valor Econômico, aponta que a idade mínima para aposentadoria em 2045 será de 72 anos, subindo para 78 anos em 2060.

Porque isso é importante

Segundo levantamento de 2024 da Anbima, mais de 92% dos aposentados brasileiros tem o INSS como principal fonte de renda. Ou seja, se a previdência pública quebrar, os aposentados do Brasil estarão para a miséria ou, no melhor dos casos, dependerão de familiares.

O que fazer?

Estando óbvio que não é responsável depender apenas da Previdência Pública para custear seus gastos na terceira idade, é importante investir o quanto antes em planos de previdência privada. Entre as vantagens desse investimento, estão:

  • Previsibilidade: Pelo sistema de capitalização, o que você investe é seu e estará disponível quando precisar, da maneira que você decidir; 
  • Menos impostos: Além de poder deduzir até 12% da renda bruta no Imposto de Renda, os planos de previdência contam com um tabela regressiva de Imposto de Renda que chega a 10%, enquanto o mais baixo da Renda Fixa é de 15%; 
  • Fugir do inventário: Além da rentabilidade semelhante à dos fundos “normais”, planos de previdência tem caráter de seguro e tem seus recursos transferidos para os beneficiários registrados sem necessidade de inventário e burocracias caras;

Para saber mais

Confira no vídeo abaixo a minha análise sobre o futuro trágico da Previdência Pública e o que você precisa saber sobre planos de Previdência Privada.

 

Por Arthur Lessa 09/12/2024 - 11:39 Atualizado em 09/12/2024 - 11:51

Nos últimos cinco anos, o Brasil viu um aumento rápido no número de pessoas investindo na Bolsa de Valores. Para se ter uma ideia, de 2019 a 2024, o número de investidores cresceu mais de 265%. Passamos de 1,4 milhões para impressionantes 5,1 milhões de CPFs que aplicam seu dinheiro em ações, fundos imobiliários, fundos de índice (ETFs) e afins.

Com tanta gente nova que entra nesse universo, surge uma preocupação: muitos desses investidores são iniciantes e não conhecem bem os riscos e armadilhas do mercado. Por isso, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a “xerife” da Bolsa brasileira, não tendo poder para eliminar os riscos “normais” de mercado, como oscilação de preços e crises, tem atuado de maneira bastante efetiva no combate a práticas antitéticas que podem atrapalhar o caminho do investidor, como as informações desiguais entre grandes investidores (os "tubarões") e os menores (os "sardinhas"), ou até a falta de transparência sobre o comissionamento dos profissionais que intermediam os negócios (também chamado de “rebate”) e conflitos de interesse obscuros.

Quem trabalha pra quem?

Para ajudá-lo a entender melhor essa dinâmica, conversei com o Gerente de Estrutura de Mercado da CVM, Érico Lopes, que reforçou em diversos momentos da conversa que “é importante saber quem trabalha para a corretora, quem trabalha para o banco e quem trabalha olhando apenas para o melhor para o investidor”.

Segundo Lopes, atualmente não é mais tão difundida a ideia de que os assessores e as corretoras trabalham de graça, mas muitos clientes ainda recebem opções de investimento que parecem semelhantes, mas tendo por trás uma com “rebate” de 1% e outra de 5% ao assessor. “Não há nenhuma ilegalidade nisso, mas isso configura um conflito de interesse claro e o investidor deve ter essa informação para tomar a decisão com clareza da situação”, explica o representante da Comissão.

Confira a entrevista completa abaixo

 

Por Arthur Lessa 17/09/2024 - 12:04 Atualizado em 17/09/2024 - 17:57

O Governo Federal realmente está precisando fechar as contas e não pode perder um dia sequer! Provavelmente por isso lançou nesta segunda-feira (16) uma edição extraordinária do DOU (Diário Oficial da União) para publicar a Lei 14.973, sancionada pelo presidente Lula no mesmo dia.

A nova lei confirma a progressividade do fim da desoneração da folha de pagamento, que acontece de 2025 a 2027, e as medidas compensatórias aos cofres da União por não ter extinguido imediatamente a regra estabelecida em 2011 pela lei nº 12.546. E, entre essas compensações, está o confisco dos valores "esquecidos" no Banco Central. 

Mas o que tem a ver a publicação?

O fato de a lei ter sido publicada em edição extraordinária do DOU reduz em um dia o prazo de 30 dias que o cidadão tem para reaver seus valores deixados em bancos e instituições financeiras, normalmente por conta de encerramento de contas, consórcios, empréstimos e afins. Passados esses 30 dias, o dinheiro não é mais seu, mas do Tesouro Nacional (que é o caixa do Governo). Isso vale para pessoas físicas (cidadão comum) e pessoas jurídicas (empresas). 

Em resumo, se você ainda não foi atrás, CORRA! 

O prazo se extingue em 16 de outubro de 2024.

E o relógio está correndo...

TIC
TAC
TIC
TAC 

Por Arthur Lessa 01/06/2023 - 12:25 Atualizado em 09/06/2023 - 11:08

O livro de hoje é tão bom que virou filme. E, provavelmente, você já assistiu a ele ou alguma das sequencias. 

Estrelada por Leandro Hassum, Até que a sorte nos separe é uma comédia que fala de um casal que vivia com as contas apertadas, ganhou R$ 100 milhões na loteria e, sem planejamento e gastando sem dó, acabou perdendo tudo. De tão bem recebido, o filme conta ainda com duas sequencias. 

Esse filme, que é um sucesso do cinema nacional, é baseado no livro Casais inteligentes enriquecem juntos, de Gustavo Cerbasi, que é a indicação dessa semana. Não por acaso, esse é o livro mais vendido dos 16 já escritos pelo Cerbasi.

Além de apresentar os problemas causados pela falta de planejamento financeiro e investimentos com foco no futuro, que são mote principal que marca o filme e outros livros do Cerbasi, nesse ele acrescenta um ingrediente que extremamente subestimado pelos casais: as duas pessoas envolvidas na relação.

Um dos pontos que torna isso importante é o fato de, diferente de tempos passados, em que era comum apenas um membro da família ser o provedor, o que acabava criando uma hierarquia de decisão sobre o que fazer com o dinheiro, atualmente os dois tem suas carreiras, com seus rendimentos e, assim, "direito igual" de decidir o que fazer. E é aí que surgem os impasses.

Baseado nesse impasse, Cerbasi aborda pontos específicos como, por exemplo, se cada um terá o seu dinheiro e vão ratear as despesas do dia a dia, e como dividir esse rateio, ou juntar os recursos e tomar decisões juntos sobre despesas, investimentos, lazer e afins. E, mais do que isso, traz ferramentas de prevenção de problemas que devem ser aplicadas desde a fase do namoro, passando pelo noivado, casamento, nascimento dos filhos e por aí vai. 

Entre testes de conhecimento do casal, autoconhecimento e (juro que tem) horóscopo financeiro do casal, tem uma lição que, por si só, já vale a leitura do livro! Enquanto juntar todo o dinheiro e decidir tudo pensando no melhor para o casal parece ser o raciocínio mais adequado para um casamento com os dois alinhados aos mesmo objetivos, Cerbasi traz uma pulga do tamanho de um elefante para trás da nossa orelha: Se todas as decisões são para os dois, ou para a família, onde fica cada um? Duas pessoas são duas pessoas, com suas individualidades, seu desejos, seus gastos bobos que só ela entende. Esse trecho do livro, inclusive, apresenta uma afirmação que parece desafiar a lógica comum:

Planos comuns jamais serão construídos de modo eficiente se tudo no relacionamento for dividido. Perde-se eficiência, em organização e em resultados.

Muitos casamentos terminam por problemas financeiros. E desses, em muitos nem falta dinheiro, mas sim a rotina da conversa sobre o uso dele naquilo que é importante para cada um.   

Então, se você já passou por algum desses impasses e quer melhorar a parte financeira do seu relacionamento, esse é o livro que você precisa. Se você acabou de casar ou decidiu morar junto com sua cara-metade, é o momento ideal para esse livro.

Me agradeçam depois.

Te convenci a comprar Casais inteligentes enriquecem juntos, de Gustavo Cerbasi? Se sim, clique aqui e compre seu livro.

*DISCLAIMER: Os links para compra apresentados nesse texto me rendem comissões pelas vendas como parte do programa Associados Amazon. Vale ressaltar que o preço final não sofre nenhuma alteração por conta dessa parceria. A única diferença é você entender que se eu mereço ou não ser remunerado pela indicação.

Por Arthur Lessa 02/12/2021 - 09:07 Atualizado em 02/12/2021 - 14:11

Todo investidor que se dá o trabalho de estudar ou pesquisar algo sobre investimentos em Bolsa de Valores se depara, logo cedo, com um dos mais conhecidos mantras do Mercado, atribuído a Warren Buffett: “compre ao som dos canhões e venda ao som dos violinos”.

A frase tem um sentido bastante simples, na verdade: Compre na baixa, venda na alta. Mas, pra simplificar ainda mais, vamos antes falar de uma característica do mercado de renda variável: ele “vareia”. Mais do que isso, se move em ciclos, subindo e descendo. E note pela imagem que são ciclos dentro de ciclos.

Existem diversos fatores que interferem nesse comportamento cíclico da economia, que acontece também nas taxas de desemprego, crescimento de PIB, taxas de juros e tal. Mas o foco aqui são os efeitos deles na psicologia de investimentos. Veja na imagem seguinte que estes ciclos vão do pico da Euforia, quando tudo sobe e os preços dos ativos vão às alturas, ao fosso da Depressão, quando tudo cai todo dia e parece que você nunca deveria ter acreditado nessa história de “apostar na Bolsa”.

No pico tocam violinos, enquanto no fosso só se ouvem canhões.

De 2018 até hoje, o número de investidores se multiplicou em cerca de cinco vezes. Um dos motivos deve ser a valorização de mais de 100% registrada entre o fim de 2017 e o começo de 2020, pouco antes da Crise da Covid-19. De dezembro de 2017 a dezembro de 2018, foram 50% de valorização.

Aí você vê seu vizinho com essa rentabilidade toda, enquanto suas seguras aplicações em renda fixa seguiram uma Selic que derreteu lentamente de 7% para 4,5% ao ano, pouco tempo depois de se manter em 14,25% a.a. por 13 meses (2015/2016). A providência é uma só: “Vou entrar nessa festa!”. Estamos subindo a ladeira para a Euforia.

Tudo bem, tudo bom. A Selic seguiu caindo, passou meses no patamar de 2% a.a., e as excursões para a B3 seguiram mais lotadas. A própria crise trouxe várias barganhas no meio de 2020 e deixou tudo mais atraente. Mas… Malditos ciclos!

Após os sucessivos circuit breaks do primeiro semestre do ano passado, vimos o índice Bovespa dobrando de março de 2020 a junho de 2021 (15 meses) e, desde então, queda de 20%. Depois da festa, estamos na ressaca. Daquelas que, além de acordar mal, você vai piorando nas horas seguintes.

Onde estamos agora no gráfico acima? Não sei ao certo… Nunca sabemos no momento quando chegamos no fundo, na Depressão. Mas acredito que devemos estar perto do Pânico, talvez chegando, talvez já rumando para o Desânimo.

Mas voltemos ao mantra. E como é difícil segui-lo!

Primeiramente porque é preciso tomar atitudes contraintuitivas. O natural é fazer o contrário. É olhar os R$ 10.000 que você converteu em ações virando R$ 15.000 e comprar mais, porque você “sabe” que ele vai crescer. Por outro lado, ao ver o mesmo investimento reduzido a 7.500 você vai vender esses “papéis micados” antes que perca tudo. Aí o movimento é o que a imagem abaixo ilustra.

Agora é a prova de fogo. Se quiser continuar, é preciso pegar o seu dinheiro e investi-lo em algo que provavelmente vai desvalorizar agora, para dar frutos no futuro, no sentido oposto do ciclo. É comprar uma ação enquanto as vozes ao seu redor afirmam que a empresa está em vias de quebrar. Ou a Bolsa vai quebrar. Ou o Brasil vai quebrar!

Os grandes rendimentos só são vistos quando olhamos em retrospectiva, sempre iniciando em momentos de crise, quando os ativos (ações e FIIs) estavam muito baratos porque ninguém queria, quem confiou nas suas convicções colheu os rendimentos.

Como está a sua convicção? Se está em dia, escolha boas empresas, feche o home broker e só abra no Natal (de 2023, 2025 ou um pouco mais...)

Por Arthur Lessa 05/11/2021 - 10:08 Atualizado em 05/11/2021 - 10:18

Em meio às incertezas que assombram a economia nesse fim de 2021, a Wise Investimentos trouxe a Criciúma o economista Álvaro Frasson, responsável pelas análises macroeconômicas e políticas do BTG Pactual, para um painel sobre o cenário atual e expectativa futura da economia brasileira. O evento, para clientes e convidados, aconteceu nesta quinta-feira, 4, no condomínio San Simoni.

Entre os pontos principais abordados por Frasson está a inflação, que não atinge apenas o Brasil, mas o mundo. A diferença, segundo ele, é que cada país sofre um impacto e tem uma atitude diferente frente a essa situação. Ao ser questionado sobre o motivo de um país como os Estados Unidos ter inflação alta com juros baixos e no Brasil ser necessário elevar a Selic para conter a inflação, Frasson destaca dois pontos "eles tem controle sobre o maior lastro do mundo, que é o dólar, e tem investment grade [classificação de segurança para investimentos]".

O investment grade, inclusive, é um dos motivos para o desempenho abaixo do ideal da Bolsa brasileira. "Lá eles tem nota AAA+, aqui temos BB-. Essa diferença tira muito investimento daqui. Quando o Brasil tinha investment grade, até 2013, eles olhavam pra cá e viam um investimento seguro com juros a 12% a.a. e riam", lembra Frasson.

Sobre o câmbio, assunto que abriu a palestra, o economista destacou que o Real é a terceira moeda que mais desvalorizou em 2021 num grupo de 24 países emergentes. "Os outros foram a Aregentina, que nem preciso falar os problemas que tem enfrentado, e a Turquia, onde o presidente troca sempre que quer o presidente do Banco Central. Fora eles, somos a pior moeda". Frente a esse fato, e mesmo após ilustrar o cenário atual brasileiro e o que pode acontecer em 2022 com as Eleições para presidente, Frasson afirmou seguramente que tentar adivinhar o câmbio para um, dois, 10 anos, é "achologia". Existe uma piada no Mercado que diz que 'câmbio' surgiu pra fazer com que os economistas sejam humildes".

 

Por Arthur Lessa 04/11/2021 - 09:23 Atualizado em 04/11/2021 - 12:46

O Nubank é hoje o maior player da nova leva de instituições que tem tirado os bancos tradicionais da zona de conforto. Ao contrário do Banco Inter, por exemplo, o Nubank já nasceu digital e nem gosta de ser chamado de banco, mesmo oferecendo, cada vez mais, serviços bancários (empréstimo, CDB, seguro,...). É uma espécie de suco do Chaves, que é de limão, parece de tamarindo mas tem gosto de groselha.

Com uma estratégia mais que bem sucedida de posicionamento de marketing, apresentando um novo modelo de relação com o cliente e com um base de cerca de 24 milhões de cadastros, a fintech já pode ser consolidada no mercado financeiro e dará o próximo passo: IPO.

Onde abrir capital?

Na ultima segunda-feira (1º), o Nubank anunciou que fez pedido de registro na SEC (Securities and Exchange Commission) para a realização de seu IPO na NYSE (Bolsa de Nova Iorque). Simultaneamente, a empresa entrou com pedido de listagem no Brasil. Com isso, ao mesmo tempo que forem iniciadas as negociações na NYSE, os BDRs começam a circular na B3 (Bolsa de São Paulo), diferente, por exemplo, da XP Inc, que demorou quase dois anos entre os dois movimentos.

Assim como XP, Stone e PagSeguro, o roxinho também fará sua abertura de capital original nos EUA. Mas, ao contrário dos compatriotas, após ser disputado pelas principais Bolsas do país, escolheu a NYSE (New York Securities Exchange), mais tradicional que a NASDAQ, que é focada em tecnologia e conta com Google, Facebook, Uber e afins. Já a Nyse conta com a economia mais "física", com destaques como Bank of America, Boeing, Chevron.

Mais que o Nubank

Vale ressaltar que, assim como o IPO da XP Inc não foi só abertura de capital da corretora de mesmo nome (a empresa tem também as corretoras Clear e Rico, o site Infomoney e a research Spiti), esse IPO será da Nu Holdings Ltd., que  é a empresa-mãe dos vários outros Nus (Nubank Brasil, Nu Colômbia, Nu México, Nu Invest…). 

Tickers

Aproveitando a maior liberdade oferecida no mercado norte-americano (na B3 precisa ter 4 caracteres e um número), nos EUA o ticker do Nubank será NU e a stock deve estrear com preço entre US$ 10 e US$ 11. No Brasil, cada BDR representará 1/6 da NU e o ticker será NUBR33, com preço inicial esperado entre R$ 9,25 e R$ 10,39.

Início das negociações

No prospecto não está claro o início das negociações na NYSE, mas, partindo do principio de que a empresa vai abrir negociação simultânea nos dois países, vamos nos basear no cronograma do BDR, que define:
07/12/21 - Encerramento do período de reservas
08/12/21 - Fixação do preço
09/12/21 - Início das negociações na B3 

BDRs de brinde

O que tem chamado muito a atenção na oferta é a possibilidade de os clientes do Nubank receberem gratuitamente um BDR NUBR33 apenas respeitando alguns requisitos nada restritivos. Segundo o blog da fintech, é preciso "ser um cliente ativo, ter uma conta do Nubank que não esteja bloqueada para transações, não estar inadimplente por mais de oito dias corridos e ter realizado ou recebido pelo menos uma operação em qualquer produto do Nubank nos últimos 30 dias antes de aderir ao programa". 

O pedido poderá ser feito a partir do dia 9 de novembro pelo próprio aplicativo do Nubank. Em comunicado, a empresa reforça também que esses produtos são do Nubank, e não Nu Invest, que é o nome da Easynvest, adquirida em setembro de 2020, desde agosto de 2021.

Esse, inclusive, foi um ponto que criou certa polêmica (descabida, na minha opinião). Muitos analistas e influenciadores, em suas redes sociais, afirmaram que essa prática poderia ser usada para inflar o artificialmente o contingente de investidores da empresa, poderia criar problema para aqueles que receberiam sem querer as ações e não saberiam o que fazer (como declarar IR, por exemplo) e coisas do tipo.

Vale ressaltar que a adesão ao programa não é compulsória, não vai aparecer uma ação na conta do cidadão "do nada". Quem quiser, pede. Provavelmente (saberemos no dia 9) no pedido o investidor apontará em que conta de que corretora deve ser alocado o ativo. Talvez seja necessário que o investidor abra uma conta no Nu Invest, mas a plataforma está "fora" da campanha. 

Para mais informações sobre a campanha, intitulado NuSócios, acesse o Blog do Nubank.

Prospectos diferentes

Ainda sobre os IPOs, agora entrando em algo mais técnico, vale destacar algumas mudanças identificadas pelo site Brazil Journal.

Sobre a relação da cantora e empresária Anitta com a empresa, da qual é conselheira, o prospecto em inglês, encaminhado à SEC, detalha o contrato de R$ 36 milhões com a empresa Rodamoinho, controlada por Larissa Macedo Machado (Anitta), foi fechado em 30 de junho de 2021, com duração de cinco anos, em troca de serviços de marketing e publicidade. Já o prospecto em português economiza palavras e sequer cita o nome de Anitta (ou Larissa).

Outro fato importante que foi amplamente divulgado, mas parece ter sido esquecido nos prospectos, é o tamanho da participação da Berkshire Hathaway, de Warren Buffet, que aportou US$ 500 milhões há poucos meses. Segundo fontes ouvidas pelo Brazil Journal,  "o investimento de Buffett foi na forma de preferred equity [um tipo de dívida com retorno garantido], e não common stock, a ação ordinária, que expõe o investidor 100% ao risco do negócio".

Por Arthur Lessa 05/08/2021 - 18:18

Eu defendo há anos que o caminho para que os cidadãos entendam e participem da gestão pública é voltar alguns passos e simplificar.

A minha simplificação para esse tema é o condomínio, que pode ser um prédio, um loteamento, um grupo de empresas ou até um fundo de investimento. O prefeito é o síndico, a Câmara é o conselho, os contribuintes são os moradores. O mesmo vale para governadores e assembleias; presidente e Congresso.

Ai vão as comparações

O síndico tem como função cotidiana receber a taxa de condomínio de cada unidade (imposto de cada empresa, por exemplo) e administrar os recursos arrecadados para pagar as contas geradas pelos serviços contratados (serviços públicos) para o bom funcionamento do condomínio (cidade). Entre esses serviços está a segurança (polícia), a zeladoria (garis e coleta de lixo), água, energia e outros. Em resumo, deixar tudo funcionando da porta pra fora das unidades, seguindo as diretrizes (leis) do estatuto (constituição / legislação) do grupo.

Na função secundária entra a política interpessoal, com as reuniões de condomínio. Nesses encontros, que podem ser facilmente comparados com as sessões legislativas, são discutidas questões como possíveis mudanças de regras, que pode ser autorizar ou não, como animais de estimação; contratação de serviços como pintura da fachada do prédio; ou definição de padrão para fechamento de sacadas.

E os comparativos seguem

Nessas reuniões pode-se definir, inclusive, que tipo de decisão deve ser tomada apenas pelos membros do conselho (câmara de vereadores) e que decisões precisam ser pautadas em reunião geral (plebiscitos).

Há também decisões que podem atender apenas parte dos contribuintes, como a autorização de instalação de CNPJ em algum apartamento. Mas, se há uma votação que aprova pelos parâmetros definidos em estatuto (maioria simples, maioria absoluta, unanimidade...), faça-se cumprir.

E, é claro, assim como o prefeito, o síndico é eleito pelos contribuintes.

Simples, não? Não é o que esperamos de um gestor público?

Vamos olhar para o Executivo, que vai da prefeitura à presidência. Aí podemos colocar a discussão de tamanho de Estado. Estado Mínimo, atendendo apenas educação, saúde e segurança, ou maior, atendendo também Previdência, FGTS, auxílios sociais, empresas públicas e por aí vai.

Podemos ter uma entrega mínima de serviços públicos, que tende a afetar principalmente quem necessita deles, mas retira dos trabalhadores e empresas poucos recursos, deixando mais para investimento individual. Podemos, por outro lado, ter um Estado que cobra uma fatia grande das receitas geradas, mas entrega muito do que a população demanda, tirando dos orçamentos estes custos fixos, deixando o que resta mais livre para uso. 

O problema que enfrentamos no Brasil atualmente é que pagamos pelo Estado grande e recebemos menos que o Estado Mínimo ofereceria. Pagamos como se recebêssemos educação pública, mas pagamos por escolas particulares. Pagamos pela saúde pública, mas contratamos planos de saúde. Não que não existam os serviços, nem que sejam desnecessários, mas a relação de entrega pelo custo é absurdamente discrepante.

Como resolver então, cara pálida?

Vou sugerir algumas medidas baseado única e exclusivamente na minha experiência profissional e de vida.

Redistribuição de renda

Não entre pessoas, mas entre Executivos. Ninguém mora no Brasil. Ninguém mora em Santa Catarina. As pessoas moram nas cidades. Sendo assim, não faz sentido o pacto federativo atual que define que a maior parte dos impostos vá pra Brasília (que foi fundada no meio do nada para fugir da pressão popular) para depois voltar “descontado” para os Estados e Municípios, sendo que esses precisam pedir com pires na mão migalhas que sobram. É como se você entregasse metade do seu salário para o síndico e precisasse pedir pra ele o suficiente para pagar a luz do seu apartamento.

Simplificação dos impostos

Não tem motivo para o seu síndico saber o que você faz, de onde vem a sua renda, e levar isso em conta para definir a sua taxa de condomínio. O padrão normal é basear o seu pedaço do rateio no tamanho da sua unidade. Em prédios com mais de um tamanho de apartamento, paga mais quem tem o espaço maior. Estamos assistindo a discussão da Reforma Tributária e vendo que a simplificação apresentada ficará muito aquém da prometida. Mais que pagar impostos gigantescos, nem sabemos direito o que estamos pagando.

Meu objetivo nessa semana foi estimular a reflexão, principalmente levando em conta que temos eleições no ano que vem e, assim como na Bolsa, quando deixamos a paixão vencer a razão na escolha, o prejuízo é certo.

 

Por Arthur Lessa 29/07/2021 - 18:06 Atualizado em 29/07/2021 - 18:06

Sem muita convicção sobre o que escrever nessa semana para o Toda Sexta, me peguei agora há pouco montando minha equipe do Cartola FC para a próxima rodada do Brasileirão e lembrei do João Luiz Braga, sócio e analista de investimentos da gestora de fundos Encore Asset. (Talvez eu pense muito em mercado financeiro, mas por enquanto não acho que seja caso para tratamento).

Pra quem não conhece, essa espécie de jogo baseado na realidade consiste em montar uma escalação com 11 jogadores de times que disputam a Série A do Campeonato Brasileiro e torcer para o bom desempenho de cada um deles nos seus jogos. Cada passe, gol, defesa, falta, cartão e afins conta pontos a mais ou a menos para o seu time. Se o Gabigol fizer um gol (+8) e receber um cartão amarelo (-2), ele soma 6 pontos para os “cartoleiros” que o escalaram.

Feito esse esclarecimento, voltamos ao assunto que é o que tem a ver o Cartola com o  mercado financeiro. A resposta é: stock picking (termo em inglês para o ato de escolher a dedo cada ativo que receberá investimento).

Faz anos que participo do fantasy game do Globo Esporte, sem muita disciplina, é verdade. Às vezes esqueço de reorganizar a equipe entre uma rodada e outra. Mas uma prática que sempre mantenho é começar cada equipe do zero.

Antes de preparar o time para a próxima rodada, eu vendo todos os jogadores da rodada anterior, deixando o campinho vazio. A partir daí eu escolho minhas 17 apostas (11 jogadores + técnico + 5 reservas) para os próximos jogos, um a um, posição por posição. É comum que alguns recém vendidos sejam reintegrados. Acontece também que um ou outro se repitam por diversas escalações. Mas a rotina é sempre a mesma. Sai todo mundo e depois eu vejo quem entra.

O Braga, além de um baita nome da gestão de fundos no Brasil, é conhecido pela maneira como a economia comportamental faz parte de suas estratégias, com destaque para os métodos como anula (quando possível) os vieses cognitivos que atrapalham tanto o lado emocional dos investidores.

Uma rotina que adotara em outras gestoras e que é bastante alinhada com essa minha prática cartoleira. Para começar cada dia, os analistas do fundo são orientados a olhar os ativos que tem na carteira e se fazer a pergunta: “se tivéssemos vendido a carteira toda ontem, compraríamos tudo novamente no preço que estão agora?”. Aqueles que forem analisados e a resposta for “sim” devem, de acordo com as premissas da equipe, estar bem precificados e são mantidos. Aqueles que recebem um “não” devem, seguindo as mesmas premissas, estar caros e o ideal é vender para rebalanceamento da carteira.

Obviamente não é possível, como no Cartola, que o investidor venda e recompre carteiras inteiras a torto e a direito, seja por custos de corretagem e impostos, seja pelo trabalho despendido para tal. Mas o raciocínio serve para qualquer tamanho de carteira.

Já tratei de vieses em alguns textos para o Toda Sexta, sendo o mais recente com esse tema o Sobre flores e ervas daninhas, da edição 041. Lá citei Peter Lynch e a ancoragem que nos impede de vender as ações que nos dão prejuízo (como se nos devessem um lucro prometido) e nos incentivam a vender as vencedoras (como se já tivessem cumprido seu papel). Mas ancoragem pode ser platônica também.

Acontece que muitas vezes podemos nos interessar numa ação e não ter convicção (ou dinheiro) para investir naquele momento. Mas o preço fica gravado na mente e vira a âncora de todas as análises futuras. “Eu queria investir na XPTO3 (fictícia), mas quando eu vi, há dois meses, ela estava a R$ 10 por ação. Agora que subiu pra R$ 12 não consigo, perdi o bonde”. Por outro lado, alguém que esteja analisando a mesma ação pela primeira vez (sem âncora) consegue ver que ela está ainda extremamente barata e vale o investimento.

Faça esse exercício. Olhe para o que você tem e se pergunte se compraria de novo pelo preço que vale no mercado. Pode ser com ações, carro, guitarra,...

Só não faça com a esposa ou o marido. Ou faça, mas não me responsabilizo!

Por Arthur Lessa 22/07/2021 - 18:11

Me peguei pensando nisso nessa semana se não estamos assistindo a uma versão 2.0 da Corrida Espacial, sendo que a primeira edição foi protagonizada por Estados Unidos e União Soviética, as duas grandes potências do período seguinte à 2ª Guerra Mundial.

À época o objetivo era imprimir os máximos esforços para superar o outro. Enquanto Iuri Gagarin colocou os soviéticos na dianteira ao ser a primeira pessoa a viajar pelo espaço, em abril de 1961, foram os norte-americanos que levaram o homem à Lua, com Neil Armstrong e companhia em julho de 1969.

Mais de meio século depois, testemunhamos a cores e pela internet, em menos de 10 dias, dois famosos bilionários também levando ao espaço suas ambições. O primeiro foi o britânico Richard Branson, do Grupo Virgin, que teve sua nave VSS Unity “carregada” por um avião até entrar em órbita, onde permaneceu por cerca de 20 minutos e desceu planando de volta à sua base espacial (construída para fins comerciais). Estavam com ele dois pilotos e quatro especialistas. A viagem aconteceu no dia 11 de julho.

Nove dias depois, o americano Jeff Bezos, fundador da Amazon e homem mais rico do mundo, foi parabenizado pelo próprio Branson ao decolar do Texas com um foguete autônomo (sem piloto) e orbitar a Terra por cerca de 10 minutos. Estavam com ele o irmão Mark Bezos, Wally Funk (pioneira do setor aeroespacial de 82 anos) e Oliver Daemen (estudante de física de 18 anos), respectivamente as pessoas mais velha e mais nova a viajar ao espaço.

Várias semelhanças, não?

Primeiramente o fato de estarmos tratando de duas potências. Ao contrário do embate dos anos 60, quando o clima era bélico e as potências eram nações, agora acompanhamos grandes forças financeiras e privadas. Branson tem fortuna avaliada em cerca de US$ 4,3 bilhões, enquanto Bezos acumular patrimônio que supera os US$ 200 bilhões. Ambos podem ser chamados de self-made man, como são chamados aqueles que construíram com os próprios esforços suas fortunas. E por aí vão as semelhanças.

E nem coloquei na conversa o sul-africano Elon Musk, CEO da Tesla e fundador da SpaceX, que já vem lançando foguetes não tripulados há tempos. A disputa na verdade é um triângulo.

Voltando ao período da Guerra Fria, muitos se perguntam por que motivo, depois de chegar na Lua, não fomos (ou a Nasa) mais longe? Depois de tanto esforço para chegar lá, por que se dar por satisfeito?

Ao que tudo indica, o que acontecia era uma guerra de egos. Eram dois machos-alfa medindo forças, trocando ameaças, mostrando suas armas (muitas vezes armas mesmo). Além disso, as pesquisas e desenvolvimento dos foguetes eram extremamente custosos aos cofres públicos.

Agora, pelo que é divulgado, as viagens que assistimos não são o fim em si mesmas, mas o início de planos ambiciosos, mesmo que diferentes.

A Virgin Galactic tem objetivo de trabalhar como uma companhia aérea. Seu voo decolou de uma pista aeroespacial construída por ele mesmo para fins comerciais. Dali devem partir cerca de 400 voos espaciais com passageiros pagantes por ano. Além disso, a Virgin estuda os voos suborbitais para transporte de carga.

Com a Blue Origin, Bezos já adentra mais no que hoje ainda nos soa como ficção cientifica: junto à Nasa, construir assentamentos humanos permanentes na Lua, que orbita a 384 mil quilômetros da Terra.  

Já Musk tem planos parecidos, mas olha mais longe. O objetivo da SpaceX é colonizar Marte, que está a uma distância de cerca de 230 milhões de quilômetros.

Se e como estas três frentes vão evoluir, só o tempo dirá. Mas estamos vendo a história ser escrita. E, diferente de antes, os projetos atuais contam com tecnologia mais avançada e recursos financeiros que não são públicos, não vem de impostos pagos por nenhum povo.

E, se cada um gasta seu dinheiro como quer, melhor viajar para Lua que se empanturrar de caviar e Don Perrignon, não acham?

Por Arthur Lessa 15/07/2021 - 18:02

No mundo do tênis, existe o que podemos chamar de “Santíssima Trindade”, da qual fazem parte o suíço Roger Federer, o espanhol Rafael Nadal e o sérvio Novak Djokovic. 39, 35 e 34 anos, respectivamente. Cada um já conquistou 20 Grand Slams, que são os 4 principais torneios da temporada: Australian Open, Roland Garros, Wimbledon e US Open.  

Cada um tem uma característica marcante. Federer é um jogador clássico, preciso e elegante. Nadal, por outro lado, é conhecido, não à toa, como “Touro Miura”, por ser potente, forte, agressivo. E tem Novak Djokovic, frio, mental, constante. Não grifei a última por acaso. Constância é o foco desse texto.

Assisti com atenção a duas finais com Djokovic nas últimas semanas. Roland Garros e Wimbledon. Os dois Grand Slams mais recentes. No saibro de Paris, o adversário era o grego Stefanos Tsitsipas, de 22 anos. Na grama de Londres o oponente era Matteo Berrettini, de 25 anos. Eis aqui a primeira semelhança: a idade.

Outra semelhança, condizente com a idade, é o fato de serem dois jovens em início de carreira chegam pela primeira vez à decisão de um Grand Slam. Mas o que mais me chamou atenção foi o roteiro dos dois jogos, que começou com número 1 do mundo visivelmente subjulgado pelos “garotos”, ágeis e confiantes.

Tsitsipas começou a tomando conta das jogadas, chegando a ser aplaudido pelo próprio adversário em alguns pontos. Chegou a abrir uma vantagem de 2 sets a 0, o que deixava (aparentemente) óbvio que levantaria o título, já que faltava só mais um para a vitória. Mas o sérvio venceu os três sets seguintes e, numa virada impressionante, foi o campeão.

Berretini não chegou a abrir tanta vantagem, mas também dominou os primeiros pontos do jogo. Rápido, parecia estar em todos os lugares, acertava saques inalcançáveis e era preciso nos golpes. Venceu o primeiro set e foi só. Logo no segundo assistiu Djokovic tomar cada vez mais o controle da partida. 3 sets a 1.

Constância

Tsitsipas e Berrettini chegaram ao topo de suas carreiras até aquele momento. Era a chance da vida, que tinham que agarrar com unhas e dentes. E assim entrar em quadra. Dando tudo de si. E assim colocaram 110% de energia e concentração a cada rebatida. Apresentaram todos os truques assim que possível.

Djokovic, por outro lado, entrou no seu ritmo. Um ritmo impressionante, até pelo jogador que é, mas claramente longe de entregar 100%. A cada set ele se sentia mais à vontade em quadra. A cada período, mais precisão, mais erros forçados do adversário, mais coelhos tirados da cartola. Ao contrário dos adversários, ele guardara os melhores golpes para os momentos de necessidade.

E, o que é mais importante para essa comparação de comportamentos: a cada erro, mais nervosos ficavam os novatos; game após game, Djokovic se mantinha praticamente sem reação, concentrado e fiel à estratégia que já tinha lhe rendido 83 títulos na carreira.

Assim como há corridas que terminam em segundos, demandando potência, uma maratona dura horas. E assim é o tênis. Os garotos entraram no sprint dos 100m rasos. Djokovic entrou no trote dos maratonistas.

E essa mesma constância serve, veja se não, para a disciplina do investimento. Quando começamos queremos colocar nosso dinheiro onde o rendimento for mais intenso, mesmo que o risco seja também maior. Nessa linha muitos entram direto pelo daytrade, opções e afins. Depois de um tempo, muitos desses investidores vão entendendo uma frase bastante conhecida de Charlie Munger, sócio de Warren Buffett: “O dinheiro grande não está em comprar ou vender, mas em esperar”.

O próprio Buffett defende que “o mercado de ações é um dispositivo para transferir dinheiro dos impacientes para os pacientes”.

A lição que tiro de Djoko, Munger e Buffett é simples: calma, foco e constância podem te levar longe!

Por Arthur Lessa 08/07/2021 - 18:14 Atualizado em 08/07/2021 - 18:15

Conta a lenda em Wall Street que Warren Buffet ligou para Peter Lynch (duas grandes referências do mercado financeiro mundial) pedindo para usar uma frase do livro One Up on Wall Street (de Lynch) em seu comunicado anual da Berkshire Hathaway. Esta frase seria: Vender suas ações vencedoras e segurar suas perdedoras é como cortar as flores e regar as ervas daninhas.

Essa frase, bastante repetida quando se fala na estratégia de investimento buy and hold (comprar e segurar), resume em poucas palavras o que o próprio autor considera o pior erro da sua carreira, marcada por rendimentos anuais de quase 30% ao ano por 13 anos gerindo o fundo Magellan.

Lynch menciona exemplos de ações vencedoras que ele vendeu cedo demais. Home Depot (rede de lojas de departamento voltada principalmente à construção) talvez tenha sido a mais memorável. Lynch vendeu a empresa depois que a cotação triplicou, mas a empresa multiplicou por mais de 50 posteriormente.

Eu conheci essa história há pouco tempo, mas pouco antes tive uma experiência bem parecida. E eu vou contar pra você.

Senta que lá vem a história

Como diria Galvão Bueno, o primeiro semestre de 2020 foi “teste pra cardíaco, amigo!”. Em 22 dias entre fevereiro e março o Índice Bovespa (considerado o termômetro da Bolsa brasileira) desvalorizou mais de 45%, com desvalorização registrada de 14% em um único pregão.

Se o Ibovespa caiu, significa que muitas empresas caíram. Se as que compõe o índice são as principais e viram suas ações derreter, as menores então nem se fala. Entre elas está a Portobello, que havia entrada no meu radar no começo desse movimento. Ticker PTBL3. Empresa catarinense, com bom nome no segmento cerâmico.

Em 24 de janeiro de 2020 sua ação fechou valendo R$ 6,34. Em 3 de abril encerrou o pregão a R$ 1,68. Desvalorização de 73,5% em praticamente dois meses. Em uma empresa que não está no meio de uma crise interna ou algo do tipo, pode ser uma oportunidade.

Me interessei enquanto me preparava para cobrir para a rádio a ExpoRevestir, grande feira de revestimentos brasileira. Estudei os múltiplos, conversei com minha arquiteta de confiança (que é a Rafaela, minha esposa), o parecer foi favorável e comecei a colocá-la na carteira.

De fevereiro a maio comprei a ação por preços que variaram de R$ 5,08 a 2,46. Em agosto mais uma parte por R$ 5,43. Preço médio ficou em cerca de R$ 2,84. Não aumentei mais a posição desde então porque achei que ela já tinha valorizado muito quando começou a superar os R$ 7,00 por ação. Por eu ter pago, em média, menos de R$ 3,00 por ação, aquilo parecia um exagero.

Essa percepção é uma das armadilhas que a cabeça prega no investidor. É o chamado viés de ancoragem, que explica por que as primeiras informações recebidas (nesse caso, o preço da ação) servem como base para decisões futuras.

Em abril desse ano, após mais um movimento de boa valorização da empresa, acabei me desfazendo da posição inteira pelo preço de R$ 9,23 por ação, 225% a mais do que eu havia pago. Um rendimento substancial, sem dúvida. Mas foi um erro!

Na última segunda-feira (05/07) a Portobello fechou o pregão valendo R$ 19,28 por ação. Isso é mais que o dobro do preço que pagaram pelas minhas. Se tivesse mantido, aquela posição estaria agora com um rendimento acumulado de 579%. E subindo, provavelmente.

Ganhei, mas perdi

Se por um lado fui bem-sucedido numa operação que gerou lucro, com um rendimento substancial, por outro anulei parte do rendimento futuro do meu patrimônio. A posição dentro da minha carteira nesse caso era bem pequena, algo em torno de 4% ou 5%, mas poderia ser maior e seguir crescendo, tanto por aportes quanto pela própria valorização.

O outro ponto da frase célebre de Lynch que também devemos tratar é “cultivar as ervas daninhas”. Aqui o raciocínio enviesado é o oposto: investimentos ruins dos quais não nos desfazemos. É aquela máxima de “só é prejuízo se vender”, muitas vezes mal interpretada.

Se você é investidor já deve ter notado que tem casos em que você vê que jogou errado mas fica esperando reverter, como se aquela posição te devesse alguma coisa. O investidor cria uma relação de dívida, do ativo com ele. E isso não poderia estar mais errado.

Para esse caso, uma lição que está no Axioma 6 do livro Os Axiomas de Zurique: Numa operação que não deu certo, não se deixe apanhar por sentimentos de lealdade e saudade.

Em resumo, as lições desse texto são bem simples:

1) identifique as suas flores e as regue;

2) identifique as ervas daninhas e as arranque;

3) pare de fazer o contrário das lições anteriores.

Por Arthur Lessa 03/04/2020 - 20:53 Atualizado em 03/04/2020 - 21:43

A pandemia por coronavirus, que explodiu nos últimos dias de fevereiro , assustou o mundo com as mortes italianas e que mantém isolada socialmente boa parte da população desde a metade do mês de março, também causou uma demanda nunca antes vista por informações confiáveis sobre o tema.

Essa necessidade fez com que o vírus virasse o principal foco da redação, que passou a contar com novas e especializadas fontes de informação, tanto da área médica quanto epidemiológica e econômica, o que deu uma melhor contextualização às informações transmitidas em cada notícia. O 4oito, portal de conteúdo com pouco mais de dois anos de trabalho, conta ainda, e com mais intensidade neste momento de crise, com a colaboração da estrutura de jornalismo da Rádio Som Maior

Vale ressaltar, principalmente, o esforço dos jornalistas envolvidos nesta cobertura, que, conscientes da missão social da imprensa em momento tão crítico, alongaram seus expedientes pela qualidade da informação. Isso resultou na programação jornalística estendida da Som Maior, com programas especiais no sábado e domingo, e a redação do 4oito em regime de plantão permanente.

Esta atitude, em conjunto com a responsabilidade e rotinas criteriosas de apuração das notícias, consolidaram o 4oito como a mais completa e confiável fonte de informação sobre o tema na região Sul de Santa Catarina.

Esta relevância se mostra nos dados de acessos. Segundo o Google Analytics, o conteúdo produzido pela redação do 4oito gerou 1,219 milhões de sessões em março, sendo 949 mil (quase 78% desse fluxo) apenas na segunda quinzena do mês, quando foram decretadas as medidas de restrição do comércio e isolamento social. Em outros números, foram 2,171 milhões de visualizações de páginas no mês, distribuidas em 587 mil usuários.

O pico de acessos ao conteúdo do 4oito durante este último mês foi alcançado no último domingo (29), durante o programa especial matinal da Rádio Som Maior, quando o Governador Carlos Moisés, um dia depois de anunciar flexibilização da quarentena em Santa Catarina, voltou atrás da decisão e anunciou um novo decreto, alongando por mais sete dias o isolamento social e fechamento de boa parte do comércio em todo o Estado.

Frente a esses números, tomo a liberdade de, em nome de toda a incansável equipe do 4oito, agradecer aos nossos leitores pela confiança e reforçar o nosso compromisso de informar da maneira completa, responsável, aprofundade e relevante, com foco sempre no que interfere na vida de quem vive, produz e movimento o Sul de Santa Catarina.

Sigam conosco daí que nós seguimos por vocês daqui.

Tags: Coronavírus

Por Arthur Lessa 03/12/2019 - 16:56 Atualizado em 03/12/2019 - 17:09

Em resposta ao deputado Bruno Souza, o ex-governador de Santa Catarina Raimundo Colombo gravou um vídeo indignado com o fato de ser um dos 26 denunciados pelo parlamentar na CPI da Ponte Hercílio Luz, da qual Souza é relator.

Na fala, Colombo afirma que as acusações são mentirosas e chama a atitude do deputado de “política rasteira”.

“O Estado teve toda a precaução e o conhecimento jurídico para inabilitar e retirar a empresa da obra. E aí nós conseguimos encontrar qualificadas que concluíssem essa etapa”, explica o ex-governador, que emendou afirmando que ser denunciado por não excluir a empresa é uma “inverdade”. "Por que essa política rasteira? Por que tentar desconstruir uma vitória tão grande?", desabafou. 

Confira o vídeo na íntegra:

Por Arthur Lessa 26/11/2019 - 17:31 Atualizado em 26/11/2019 - 17:32

De fala rápida e carisma irônico, Ricardo Amorim é um dos mais influentes comunicadores do Brasil nas áreas de investimentos e economia e foi um dos destaques do Expert Talks Floripa 2019 resumindo contextualizando para o cotidiano do cidadão comum e, principalmente, dos investidores, os possíveis efeitos de acontecimentos como a guerra comercial, o risco de recessão global, as reformas no Brasil e perspectivas para os mercados. 

Novatos na Bolsa

Em uma conversa rápida, logo depois da palestra, na área de imprensa da XP Inc, conversei com Amorim sobre um movimento que ele citou mais superficialmente na plenária do evento: os novos investidores atraídos pela união da comunicação mais fácil que as redes apresentam com as quedas sucessivas das taxas de juros, que reduzem sensivelmente a atratividade das aplicações em renda fixa.

Nunca se falou tanto de investimentos como hoje em dia, a Bolsa de Valores brasileira nunca teve tantos CPFs cadastrados e ativos e, com essa “descoberta” de que a renda variável (ações e afins) é acessível, e não lotéricas, são muitos os novatos no mercado. E estes precisam estudar, pesquisar e, principalmente, errar pequeno. “Coloque seu dinheiro, e coloque pouco. Porque, se você só acompanhar de longe, você não vai ver como reage na prática nos verdadeiros altos e baixos”, sugere Amorim. 

Sobre investir pouco nos primeiros movimentos, o economista afirma, sem titubear, que é porque os erros virão sem dúvida, e devem vir. “Qualquer coisa na vida a gente aprende errando. E o importante de começar errando com pouco é o custo da lição que você vai ter pra poder ganhar com muito mais depois”.

Além de estudar e começar devagar, Ricardo Amorim também reforçou a importância para os novos investidores de contar com um especialista, ou alguém mais experiente no mercado financeiro, que possa ajudar nos primeiros passos, na própria gestão dos recursos e na busca por oportunidades. “Ao longo do tempo você vai investir cada vez melhor e vai ter resultado cada vez melhores”, explica. 

Efeito dos estreantes do mercado

Numa análise mais ampla, Amorim observa que o efeito que esta nova massa de investidores causa no mercado é o de oscilações mais intensas das ações. Como muitos chegam sem conhecimento prático e a experiência citada acima, acabam sendo levados pelo efeito de manada, ou seja, veem outros operando e acabam fazendo igual. “Esses movimentos de manada, quanto maiores eles são, mais eles levam a bolsa em movimentos bruscos, tanto para cima quanto para baixo. A volatilidade, que é o tamanho das oscilações, tende a aumentar”, coloca. 

Essa edição em Florianópolis, entre os dias 22 e 23 de novembro no Centrosul, foi o primeiro Expert Talks realizado fora de São Paulo (SP). O evento é promovido pela XP Inc., que engloba as corretoras XP Investimentos, Rico e Clear, além da corretora de criptomoedas XDEX e do portal de notícias Infomoney, voltado ao mercado de economia e investimentos. 


 

Por Arthur Lessa 24/04/2019 - 14:00

Aconteceu nesta terça-feira (23), em Porto Alegre, a cerimônia de premiação do 25º Prêmio Açorianos de Literatura de 2018, que registra os livros que mais se destacaram em 2018. A cerimônia foi realizada no Teatro Renascença, pela Secretaria Municipal da Cultura, por meio da Coordenação da Literatura e Humanidades.

Entre as obras premiadas está o livro Hoje Eu Venci o Câncer, do jornalista David Coimbra, do Grupo RBS, gaúcho de nascimento, mas com passagem destacada pelos veículos de imprensa de Criciúma nas décadas de 80 e 90.

O livro, lançado no início de 2018, começou a nascer quando David, diagnosticado com um grave tumor em 2013, foi informado de que teria pouco tempo de vida. Em meio ao turbilhão de sentimentos e com a perspectiva de que teria pouco tempo para ver o desenvolvimento do filho, ele encontrou a literatura como meio de compartilhar dores e esperanças e possibilitar que o pequeno pudesse conhecer quem fora seu pai.

Para conhecer melhor a obra, vale a leitura da matéria públicada no portal GaúchaZH na época do lançamento.

Felizmente, o mundo ganhou uma grande história e não será por ela que o Bê vai conhecer o pai, que, como antecipa o título do livro, venceu o câncer depois de uma dura batalha de anos.

Aproveitando, essa premiação foi citada na terça-feira (23) pelo jornalista Luciano Potter quando foi perguntado sobre o que ouve do colega David Coimbra sobre os tempos de Criciúma (SC).

Veja o trecho do programa, ainda sem data para ir ao ar:

 

Por Arthur Lessa 31/10/2018 - 18:11 Atualizado em 31/10/2018 - 18:42

Hoje eu quebrei o protocolo na abertura do Ponto Final. E tive um bom motivo para isso.

Hoje comemoramos mais uma vitória.  

Na última sexta-feira, no mesmo Ponto Final, fiz questão de comemorar ao vivo a quebra da barreira dos 400 mil acessos ao 4oito só no mês de outubro.

Essa foi uma vitória!

E hoje, quarta-feira (31), mas um recorde batido. Mais uma baita vitória!

Com pouco mais de um ano de vida, lançado do zero em agosto do ano passado, mas com muito trabalho e dedicação da nossa equipe, estamos passando hoje da marca de 500 mil acessos.

Meio milhão de acessos, só em outubro.

Nunca duvidamos do poder e do potencial dessa ideia, desse veículo, desse jeito diferente de levar conteúdo de qualidade aos leitores e ouvintes do Sul do Estado. Mas isso não tira o orgulho, nem o sentimento de conquista. 

E é daí pra frente, sempre adiante, cada vez melhor e mais empenhados na nossa missão de ser, junto à rádio Som Maior e o jornal A Tribuna, a grande voz, o grande megafone da população do Sul de Santa Catarina.

 

Por Arthur Lessa 28/10/2018 - 13:12 Atualizado em 28/10/2018 - 13:26

Chegou o dia derradeiro das Eleições 2018.

Serão decididos neste domingo o próximo Presidente da República e o próximo governador de Santa Catarina.

Comandante Moisés ou Gelson Merísio. Jair Bolsonaro ou Fernando Haddad.

E, assim como no primeiro turno, em 7 de outubro, a Som Maior e o 4oito te convidam a acompanhar, ao vivo, a partir das 14h, todas as informações do pleito e da apuração.

Estamos com dezenas de repórteres espalhados por Criciúma e municípios da região, além da capital acompanhando Moisés e Merísio.

Fique ligado (a)!

Seu voto elege o seu destino!

 

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