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* as opiniões expressas neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do 4oito
Por Arthur Lessa 16/07/2021 - 12:50 Atualizado em 16/07/2021 - 12:53

Caracterizado pela baixa volatilidade, os Fundos de Investimento Imobiliário (FII) registrara duas grandes oscilações nos últimos 30 dias por conta das discussões sobre a Reforma Tributária. 

Sobre esse mercado, conversei com Rodrigo Colombo, especialista e investidor de FIIs há mais de uma década, deu detalhes do que viu nesses movimentos e como tem acompanhado o cenário atual do setor.

Confira abaixo a entrevista completa

Por Arthur Lessa 01/07/2021 - 18:46 Atualizado em 02/07/2021 - 09:40

Há exatos dois anos, em 28 de junho de 2019, US$ 1 custava R$ 3,82. Se viajarmos 12 meses para a frente, para 26 de junho de 2020, o dólar estava em R$ 5,48. Valorização de 43,5% frente ao Real. Ou desvalorização de 30% do Real frente ao dólar.

Essa alta da moeda americana em 2020, que teve seu pico de R$ 5,94 em 14 de maio daquele ano, chamou atenção de muitos investidores para a ideia de dolarização da carteira, que consiste em ter parte de seus investimentos em outra moeda (normalmente o dólar) para compensar as possíveis perdas causadas pela desvalorização do Real, no caso do brasileiros.

O problema é que, graças a vieses comportamentais humanos, tal ideia se mostra uma boa ideia na hora errada. Pensar em dolarizar a carteira quando o dólar está batendo na porta dos R$ 6 é muito pior que fazê-lo quando cada Washington verdinho valia menos de R$ 4. Mas nossa cabeça funciona assim. É o mesmo que achar uma grande ideia fazer seguro do carro assim que batemos num poste. Boa ideia, péssimo timing.

Mas por que eu trago esse assunto agora? Porque alguns acontecimentos recentes têm puxado o dólar para baixo dos R$ 5. O futuro é incerto, mas podemos dizer categoricamente que o momento agora é melhor que no último ano para este movimento. So move your butt!

Um “vale” chamado BDR

Brazilian Depositary Receipts, ou BDRs, são o que o nome diz: Recibos Brasileiros de Depósito. É como se fosse uma espécie de “vale um quentão” de festa junina, só que o quentão é uma ação da Tesla (TSLA34), da Disney (DISB34), do Google (GOGL34), Mercado Livre (MELI34) ou outra que tenha essa modalidade no Brasil. Há também empresas de outros países, como a britânica Unilever (ULEV34) e a japonesa Toyota (TMCO34).

Confira no fim do texto uma tabela com alguns dos principais BDRs da B3

Em poucas palavras, um BDR surge quando uma instituição financeira compra uma quantidade de ativos na bolsa de origem (NYSE ou Nasdaq, por exemplo) e lança recibos desses papéis na B3. Com esse recibo, a ação ou parte dela (explico logo mais) é sua propriedade, até que você a passe para frente, assim como funciona com as ações.

A primeira característica você já deve ter notado, que são os números no fim de cada ticker, que podem variar de 32 a 35. Esse número é relacionado ao fato de ser um BDR patrocinado ou não, de nível I, II ou III. Essa questão é mais complexa e não vou aprofundar nesse momento. Na prática, muda pouca coisa para o pequeno investidor.

Uma segunda questão importante de saber é que cada BDR não significa, obrigatoriamente, uma stock (ação em inglês) inteira. Muitos sofrem uma espécie de desdobramento, como é o caso do GOGL34, atrelado às ações do Google na Nasdaq. Cada BDR representa 0,00666... GOOGL (ticker da empresa na Nasdaq). Ou seja, para ter uma GOOGL inteira na carteira, você precisa adquirir 150 GOGL34.

Isso é necessário por conta das regras de cada bolsa. Enquanto no Brasil temos os lotes padrão (nossas jabuticabas) de 100 ações e o fracionário para comprar ações unitárias, nos EUA é possível comprar frações ação. Por conta disso, não é necessário fazer desdobramentos de ação para gerar liquidez. Essa flexibilidade faz com que os valores nominais das ações lá sejam como da Amazon (cerca de US$ 3.400) ou Google (cerca de US$ 2.450). Se não houvesse esse fracionamento, cada BDR estaria custado algo em torno de R$ 17 mil (hoje, na fração de 1/157, está um pouco acima de R$ 105).   

Um exemplo da necessidade de desdobramento no Brasil aconteceu recentemente com a Magazine Luiza, que dividiu cada ação em 32 desde agosto de 2019, em dois desdobramentos. Se não o fizesse, hoje cada ação MGLU3 estaria custando quase R$ 700, com cada lote movimentando R$ 70 mil.

Os BDRs já existem há muito tempo no Brasil e não são exclusividade tupiniquim. A versão americana se chama ADR e existem da Petrobrás, da WEG, da Vale, entre outras. O que mudou recentemente foram novas regras de 2020 que tornaram esse ativo acessível a todos os investidores, e as novas opções de BDRs que surgiram depois dessa nova regra.

Então, se o que te impedia de investir nas empresas americanas que nos rodeiam era estar no Brasil, seus problemas acabaram!

De quem vamos ser sócios? Musk, Gates, Zuckerberg,...

 

Por Arthur Lessa 14/04/2021 - 12:58 Atualizado em 14/04/2021 - 12:59

Tem uma anedota famosa no mercado financeiro que diz que todo dia saem de casa um trouxa e uma malandro. Quando eles se encontram, sai negócio.

Esse raciocínio normalmente é lançado para ilustrar situações como cair em golpes de bilhete premiado, propagandas com promessas de retornos irreais e cursos milagrosos de day trade.

É inevitável pensar, quando se tem notícia de alguém que sofreu um revés num caso desses, “tava na cara que era golpe” ou “como fulano pode cair nisso?”. 

Mas e se o golpe acontece no maior mercado financeiro do mundo e atinge alguns dos mais poderosos investidores e bancos do planeta?

É sobre isso que trato nesse texto: Bernard Madoff, ex-presidente da bolsa eletrônica Nasdaq e conselheiro de investimentos dos mais conceituados de Wall Street na virada de século.

A história começa em 1960, quando aos 22 anos, com dinheiro emprestado pelo sogro e US$ 500 de suas economias, Bernard Madoff fundou a Bernard L. Madoff Investment Securities.

Seus primeiros negócios vieram das “sobras” do Goldman Sachs e do Bear Stearns, que posteriormente foi comprado pelo JP Morgan.

No fim dos anos 80, Madoff estava enriquecendo, chegando a ganhar mais de US$ 100 milhões ao ano. Aos poucos, ele ia ganhando a atenção do mercado oferecendo retornos estáveis de 15% a 20% que, conforme insiste em afirmar para a revista New York, eram perfeitamente legais. 

No final da década de 80, início dos anos 90, a recessão econômica já era uma realidade. Foi nessa época que o esquema começou de fato.

Madoff passou a usar o capital dos novos investidores para pagar “retornos sólidos” para os velhos. Apesar de falsos, as demonstrações de resultado que divulgava exibiam ganhos de 15%. Esses retornos faziam propaganda de si mesmos e cada vez mais dinheiro novo chegava. 

Conseguiu sustentar o esquema até 2008 quando, em meio à crise financeira, diversos investidores solicitaram a retirada do dinheiro dos fundos. Mas ele não tinha esse dinheiro em conta e tentou sua “última tacada” se reunindo com diversos investidores para tentar levantar capital suficiente para pagar os que estavam retirando dinheiro. 

Ele devia US$ 7 bilhões em resgates, mas só conseguiu US$ 700 milhões, valor que poderia ter mantido o esquema em funcionamento ainda por algumas semanas. Cansado, decidiu abrir o jogo no dia 10 de dezembro de 2008, três meses depois que o mercado acionário americano desabou, reunindo a família no escritório da casa.

Réu confesso, Madoff foi indiciado em 2009 a 150 anos de prisão e US$ 117 milhões de indenização. 

Estima-se que as fraudes de Madoff resultaram na perda de US$65 bilhões de dólares. Porém, como envolvia bancos, instituições de caridade, pequenos e grandes investidores, o valor pode ser ainda maior.

Algumas famílias perderam o patrimônio de suas vidas. Houve pelo menos quatro suicídios ligados ao esquema Ponzi de Madoff. Sendo três de suas vítimas, um aristocrata francês que supostamente enviou clientes para Madoff, um condecorado veterano do Exército que faliu pela fraude e um executivo de fundo de hedge que perdeu milhões. E o filho de Madoff, Mark Madoff, que também se matou em 2010.

Madoff enganou não só pequenos investidores, como também entidades bancárias e grupos de investimento. Foram cerca de 37 mil vítimas em 136 países.

[olho] Se você quiser conhecer melhor essa história, sugiro o filme O Mago das Mentiras, com Robert De Niro no papel de Madoff.

De acordo com o The Wall Street Journal, os investidores com maiores perdas incluíam:

  • Fairfield Greenwich Advisors: US$ 7,5 bilhões;
  • Tremont Capital Management: US$ 3,3 bilhões;
  • Banco Santander: US$ 2,87 bilhões;
  • Bank Medici: US$ 2,1 bilhões;
  • Ascot Partners: US$1,8 bilhão;
  • Access International Advisors: US$1,4 bilhão;
  • Fortis: US$ 1,35 bilhão;
  • Union Bancaire Privée: US$1 bilhão;
  • HSBC: US$ 1 bilhão.

Mais de 10 anos depois da prisão de Madoff, o ressarcimento das vítimas ainda não foi concluído.

Dois fundos foram estabelecidos pelo Departamento de Justiça americano compreendendo confiscos de vários processos criminais de Madoff para pagar as indenizações.

Além de liquidar a firma Madoff, os bens e objetos pessoais do operador financeiro foram leiloados.Até o momento, US$ 14,40 bilhões foram recuperados. (Dados de janeiro de 2021).

Tags: piramides

Por Arthur Lessa 17/02/2021 - 11:24 Atualizado em 09/06/2023 - 11:07

Nunca li um livro tão rápido pelo puro prazer de acompanhar a história!

Depois que ajustei, na minha cabeça, que livros são como séries e cada capítulo é um episódio, posso dizer que “maratonei” o Na Raça, da Maria Luíza Filgueiras. Esse livro, de 208 páginas, é uma biografia de tripla. É centrado na vida profissional de Guilherme Benchimol, CEO e fundador da XP Inc., mas também conta o nascimento e crescimento da XP Investimentos e a implementação de um modelo de negócio que virou de pernas para o ar o mercado financeiro brasileiro.

A resenha do livro você encontra em qualquer lugar na internet. Não é o que vou apresentar aqui. Vou falar do que me chamou atenção.

- Como Guilherme Benchimol criou a XP e revolucionou o mercado financeiro brasileiro (VÍDEO)
- Confira a edição 016 do Toda Sexta

- Se interessou pelo livro "Na Raça"? Compre aqui

Começando pelo personagem, o estilo do Guilherme me surpreendeu. Ao contrário da pessoa calma, carismática, com fala de fácil compreensão e sem pretensão de ser o dono da verdade. Parece alguém que naturalmente entrou no mercado financeiro, teve uma grande ideia e investiu nela. Mas não! A desconfiança do pai, que é médico e queria o mesmo para o filho, foi boa parte do combustível que impulsionou o foguete XP.

Pelo começo difícil, inclusive psicologicamente, não surpreende, no andamento do livro, que vá se formando um líder com perfil de trator (ele recebe esse adjetivo em algumas passagens do livro), com o foco no objetivo e arrastando a todos e a tudo que fosse necessário para que chegassem ao checkpoint definido (tanto de lucro, tantos clientes, uma aquisição, a entrada de um investidor,...). Vencer com a XP era questão de honra. Representava para Benchimol a validação de que era capaz, de que tinha escolhido o caminho certo, de que tudo que tinha passado teria valido a pena.

Ainda na linha de trator, entram os tombos pessoais necessários para que a empresa chegasse onde chegou, que são, de certa forma, admiráveis. Muitos envolvidos, entre sócios, investidores e colaboradores, ficaram pelo caminho de maneira forçosa. Não há relatos de ninguém que tenha sido passado ou tenha tentado passa-los pra trás. As rupturas eram sempre questão de envolvimento, dedicação, alinhamento de ideias ou desempenho.

É necessário desprendimento para esses “cortes na carne”. Lembra uma regra antiga (mas sempre válida) de que não se deve contratar ninguém que não possa demitir. Não são poucos os exemplos (principalmente em empresas familiares) em que existem as tartarugas nas árvores, que são aquelas pessoas que pouco contribuem, mas seguem na empresa por decisão da diretoria, seja por alguma relação pessoal próxima, seja por serviços prestados. Na XP, para Benchimol, vale o quanto entrega e enquanto entrega.

Falando em entrega, vamos pra resultado e, de resultado, vamos para um jargão/ferramenta/estratégia do mercado de renda variável que é aplicado na corretora: stop loss. A linha de criação de implementação de produtos e práticas era baseada em “stop curto”, ou seja, põe em prática, vê se funciona e, se não funcionar, elimina rápido. Isso não significa agir sem pensar, sem planejar, mas agir quando é necessário, reduzindo perdas. Com essa estratégia, um dos pontos destacados no livro é que a XP nunca teve prejuízo e nunca se alavancou.

Por fim, fica a lição do conservadorismo financeiro do Guilherme e da XP. No começo sofrido, era aperto financeiro, venda de patrimônio particular e criatividade. Nas evoluções, os novos recursos entravam com novos sócios e/ou investidores. Sem empréstimos, sem gastar mais do que tem, sem dar passos maiores que a perna. Essa última vale pra pessoa, pra família, pras empresas e pros Governos (lição difícil!).

Ao contrário do que dizem os influencers, isso é sim uma recomendação de investimento. Recomendo a leitura, principalmente aos empreendedores e possíveis empreendedores, que vão acompanhar as partes boas e ruins da evolução de um negócio que começa do zero.

[o texto acima foi publicado originalmente na edição 016 do Toda Sexta, em 15/01/2021]

Por Arthur Lessa 27/11/2020 - 17:22 Atualizado em 27/11/2020 - 17:39

Mais uma empresa catarinense encaminha abertura de capital da Bolsa de Valores de São Paulo (B3). A Intelbras enviou à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) pedido para realizar uma oferta pública inicial primária e secundária de ações, conhecido como IPO. 

Segundo o site MoneyTimes, o prospecto preliminar informa que a companhoa pretende utilizar os recursos da oferta para acelerar seu crescimento através de aquisições, além de expandir capacidade de produção de fábricas em Manaus e Minas Gerais, bem como em sua nova unidade em Santa Catarina, focada em produtos de energia.

Sediada em São José, na Grande Florianópolis, a Intelbrás produz e comercializa produtos e soluções em segurança eletrônica, controles de acesso, redes, comunicação, energia e energia solar. A companhia conta hoje com quatro unidades fabris no Brasil, além de um centro de pesquisa e desenvolvimento na China.

A principal fonte de receita da Intelbrás atualmente é unidade de segurança eletrônica, que representa cerca de 53% do total, com R$ 777 milhões no acumulado do ano. O restante é dividido entre os setores de comunicação, responsável por 37% da receita, e de energia, que gerou 9,7% do faturamento.

Em se tratando de resultados, de janeiro a setembro de 202 a receita operacional líquida da companhia totalizou R$ 1,46 bilhão, com aumento de 20,2% em relação ao mesmo período de 2019. Já o lucro líquido no período foi de R$ 121,2 milhões, alta de 2,6% em relação à mesma etapa de 2019.

O IPO da Intelbrás é coordenado por Santander (SANB11), BTG Pactual (BPAC11), Itaú BBI e Citigroup.

Confira o prospecto na matéria do site MoneyTimes

Por Arthur Lessa 08/11/2019 - 16:38 Atualizado em 08/11/2019 - 16:45

Horas após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) contrária à execução de pena em 2ª instância, o ex-presidente do República Luiz Inácio Lula da Silva deve voltar a liberdade a qualquer momento desta sexta-feira (8).

O juiz Danilo Pereira Júnior, da 12ª Vara Criminal Federal de Curitiba, aceitou o pedido da defesa do Lula e o autorizou a deixar a carceragem da Polícia Federal, em Curitiba, onde está preso há 580 dias.

Logo após pedir o alvará de soltura, Cristiano Zanin, advogado de Lula, afirmou que “a decisão da Suprema Corte confirma aquilo que nós sempre dissemos, que não havia a possibilidade de execução antecipada da pena”.

Condenado em duas instâncias no caso do triplex, Lula ficou 1 ano e 7 meses preso na Superintendência da Polícia Federal (PF) de Curitiba. Agora, ele terá o direito de recorrer em liberdade e só vai voltar a cumprir a pena de 8 anos, 10 meses e 20 dias após o trânsito em julgado.

A defesa disse que espera agora a “nulidade de todo o processo, com o reconhecimento da suspeição do ex-juiz Sérgio Moro”.

Por Arthur Lessa 03/10/2019 - 19:05 Atualizado em 03/10/2019 - 19:10

O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Santa Catarina (Setpes) pediu, e conseguiu, uma liminar expedida pela Justiça Federal de Santa Catarina proibindo viagens do aplicativo Buser com chegada ou saída do Estado. A informação está no blog do jornalista Anderson Silva.

Na decisão, o juiz federal substituto Diógenes Tarcísio Marcelino Teixeira determinou que a empresa "se abstenha de divulgar, comercializar e realizar as atividades de transporte rodoviário interestadual de passageiro, com ponto de partida ou de chegada no Estado de Santa Catarina, em desacordo com as autorizações que as empresas cadastradas em sua plataforma possuem".

A reclamação do Sindicato é de que o serviço estaria oferecendo viagens clandestinas e, pelo preço sensivelmente mais baixo, a empresa estaria oferecendo concorrência desleal.

Em comunicado oficial (íntegra no final do texto), a Buser afirma que a decisão não impede que a empresa preste seu serviço, que promover “o fretamento compartilhado, conectando pessoas que pretendem fazer uma viagem e empresas de fretamento de ônibus”, mas sim determina “que a ANTT fiscalize as empresas de fretamento, o que a agência já faz”.

Sobre a acusação do Setpes de transporte clandestino, a startup ressalta que “essa alegação é inverídica e já foi afastada pela Justiça Federal de São Paulo, em sentença, e também em liminar do Supremo Tribunal Federal (STF), proferida pelo Ministro Edson Fachin”.

Confira a nota oficial da Buser sobre a liminar

A Buser está autorizada a funcionar como empresa de tecnologia que promove o fretamento compartilhado, conectando pessoas que pretendem fazer uma viagem e empresas de fretamento de ônibus. Nesse sentido, só aceita em sua plataforma empresas de ônibus que estão regulares com a ANTT, fiscalizadas e com plena segurança.

A sentença proferida pela 3ª Vara Federal de Florianópolis não desautoriza ou impede a atividade da Buser. A decisão tão somente atende a solicitação da autora para determinar que a ANTT fiscalize as empresas de fretamento, o que a agência já faz.

As ações judiciais que a Buser enfrenta são movidas por empresas concessionárias de transporte que alegam que a startup pratica transporte clandestino; no entanto, essa alegação é inverídica e já foi afastada pela Justiça Federal de São Paulo, em sentença, e também em liminar do Supremo Tribunal Federal (STF), proferida pelo Ministro Edson Fachin.

A Buser é uma empresa da nova economia, que fomenta o mercado de turismo, garantindo economia financeira, conforto, e a segurança de viajarem em ônibus mais novos e confortáveis. Além disso, os usuários estão cobertos por seguros mais abrangentes que os das empresas tradicionais.

Não há, portanto, nenhum ponto em que os passageiros que optarem por contratar suas viagens via aplicativo da Buser estejam em desvantagem em comparação com as empresas tradicionais do setor de transportes.

Por Arthur Lessa 15/05/2019 - 19:11 Atualizado em 15/05/2019 - 19:12

Depois de protagonizar o maior "Oi, Sumido!" dos últimos anos na música brasileira - fazendo lembrar o saudoso Belchior -  com o lançamento do novo álbum "Reconstrução", Tiago Iorc volta a ser o ponto central de um importante retorno: o Acústico MTV.

A confirmação da empresa Viacom, proprietária da MTV, foi publicada hoje pelo site da revista Meio & Mensagem, que afirmou que "as negociações com marcas para as cotas de patrocínio iniciaram esta semana", o show será gravado ainda em maio, para convidados, e a estreia ainda não tem data definida.

Encerrado em 2012 no Brasil, o formato criou registros históricos de bandas como Titãs, Cássia Eller e Charlie Brown Jr. No caso dos irmãos Sandy & Júnior, que estão preparando um breve retorno para os próximos meses, a atração marcou o fim de 17 anos de carreira como dupla e início das carreiras independentes dos filhos de Xororó.

Nos Estados Unidos não é menos importante, com destaque para o antológico MTV Unplugged do Nirvana, principal registro do trio encerrado em 1994 com a morte de Kurt Cobain. 

Por Arthur Lessa 16/04/2019 - 18:49 Atualizado em 16/04/2019 - 19:13

Foi-se o tempo em que os videogames eram uma brincadeira de criança baseada em desenhos básicos e de pouca definição. A hoje milionária indústria dos games chegou a um ponto tecnológico em que, além de criar mundos inteiros em alta definição de imagem, replica com fidelidade quase total cenários reais. E essa fidelidade pode ajudar na reconstrução da Catedral de Notre Dame, incendiada na última segunda-feira (15).

Segunda reportagem do site The Enemy, na época de lançamento do game Assassin's Creed Unity, baseado na Revolução Francesa (1789 - 1799), a artista Caroline Miousse comentou sobre a reprodução da Catedral. Ela usou inúmeras fotos para conseguir que arquitetura fosse exata, além de trabalhar com artistas de textura para que cada tijolo estivesse como deveria. Ela foi ajudada até por historiadores, para saber quais as pinturas exatas que estavam nas paredes.

A promessa do presidente da França, Emmanuel Macron, é de que a reconstrução da Catedral de Notre-Dame seja concluída em até cinco anos. O incêndio levou nove horas para ser controlado e causou grandes danos à catedral, que teve todo o telhado e toda a armação destruídos, além da queda de parte da abóbada e da "flecha".

As investigação trabalham prioritariamente com a hipótese de que o episódio foi causado por acidente.

Veja reprodução da Catedral de Notre Dame no game Assassin's Creed Unity:

 

Por Arthur Lessa 04/04/2019 - 16:22 Atualizado em 04/04/2019 - 16:30

Faleceu no início da tarde desta quinta-feira (4), o empresário e professor de física Marco Antonio Jerry, aos 55 anos, vítima de câncer. 

Um dos grandes nomes do Colégio Energia de Criciúma, onde lecionou por 15 anos e foi sócio por boa parte desse período, Jerry ensinava desde 2012 no Curso e Colégio Poliedro de São José dos Campos, interior de São Paulo. 

Com histórico saudável, amante da prática de corridas, o professor não deixou as salas de aulas mesmo enfrentando a doença. "Ele deu aula até o fim, porque era isso que ele amava", afirma uma pessoa próxima.

Além do jeito inovador de dar aulas, que era o diferencial do Energia, com descontração e dinamismo, Jerry encantava alunos e colegas com seu carisma e energia. "O Jerry era muito humano e de bom coração", afirma a psicóloga Grayce Balod, colega por mais de 10 anos na instituição.

Nos últimos meses, em suas redes sociais, Jerry vinha mostrando sua perseverança e fé na batalha, sempre com um sorriso no rosto.

Por Arthur Lessa 22/11/2018 - 11:01 Atualizado em 22/11/2018 - 11:01

Serginho Zappelini não é mais presidente da Fundação Cultural de Criciúma. A decisão de antecipar a saída foi tomada na manhã desta quinta-feira (22) pela Prefeitura de Criciúma, que já comunicou Zappelini. A exoneração será publicada na próxima edição do Diário Oficial do Município.

O Secretário Geral da Prefeitura de Criciúma, Arleu da Silveira, confirmou que os fatos veiculados na imprensa nos últimos dias foram determinantes para a demissão de Zappelini, com destaque para a peça fálica exposta na Casa da Cultura, na Praça Nereu Ramos, que teve péssima repercussão na Câmara Municipal e nas redes sociais e culminou no anúncio de saída do presidente da Fundação. 

A situação se agravou, e a decisão de antecipar a saída se deu, por conta da entrevista, concedida na manhã desta terça-feira (22), no Programa Adelor Lessa, da Rádio Som Maior, na qual o ainda presidente  da FCC criticou com veemência a administração atual do município, reclamando de falta de investimentos e falta de visão do prefeito Clésio Salvaro para a cultura.

Serginho Zappelini pediu para permanecer na função até janeiro para cumprir compromissos firmados frente a Fundação, mas não teve seu pedido atendido.

Por Arthur Lessa 05/11/2018 - 17:32 Atualizado em 05/11/2018 - 17:40

Jair Bolsonaro é, sem dúvida, a grande surpresa dos últimos anos na política nacional. Ele, que apareceu como um maluco, começou a encontrar eco para suas ideias nas redes sociais, criou uma base de seguidores, aumentados pelo sentimento de inconformismo da população, iniciou o ano como "onda" e a eleição como "tsunami".

E como um tsunami que se preze, foi "carregando" muitos pelo caminho. Entre esses está o polêmico Olavo de Carvalho, alçado aos holofotes como "guru" do então pré-candidato e com forte atuação nas redes sociais e, principalmente pelo You Tube. E foi com esse gancho, de conselheiro não-oficial do presidente eleito, que o filósofo foi entrevistado pelo jornalista David Coimbra, da Rádio Gaúcha. 

Nessa entrevista, sincera e sem floreios, Olavo de Carvalho fala sobre o que espera do novo Governo, o que precisa ser feito no próximo mandato, sua relação com Jair Bolsonaro, Sérgio Moro no Ministério da Justiça e sobre economia, quando afirma que "existe economia liberal e economia fascista. Economia socialista não existe. O que eles fazem é economia fescista".

Ouça abaixo a entrevista:

 

Por Arthur Lessa 22/10/2018 - 14:58 Atualizado em 22/10/2018 - 17:11

Um dos principais personagens do segundo turno das eleições presidenciais de 2018, o empresário catarinense Luciano Hang, das Lojas Havan, foi o convidado desta segunda-feira (22) do programa Pânico, da Jovem Pan de São Paulo, falou sobre sua participação ativa na campanha por Jair Bolsonaro (PSL) e lembrou da ligação que recebeu do então pré-candidato, logo depois da entrevista coletiva que concedeu nos primeiros dias de 2018, depois de uma semana de suspense e especulações.

Em certo momento da entrevista, registrada no vídeo abaixo, o empresário citou um jornal do Sul, qu "soltou" um dia antes da tal coletiva que seria candidato ao Governo. O jornal, no caso, é A Tribuna, que foi publicada com essa informação na coluna de Adelor Lessa.

Veja no video abaixo o momento da entrevista em que ele fala sobre Bolsonaro e sua experiência, quando jovem, no PMDB.

Em outro dado momento do programa, Hang faz piada sobre a denúncia, divulgada na Folha de São Paulo na última semana, de uso de "caixa 2" para contratação de pacotes de mensagens por parte de empresários em favor de Bolsonaro (PSL).

 

Por Arthur Lessa 16/10/2018 - 16:13 Atualizado em 16/10/2018 - 16:14

A equipe de Jair Bolsonaro (PSL) não perdeu tempo e incluiu Cid Gomes, irmão do ex-presidenciável Ciro Gomes (PDT), em seu programa eleitoral para atacar o PT, partido do adversário Fernando Haddad.

Em evento de apoio a Haddad, realizado na noite desta segunda-feira (15), em Fortaleza (CE), o ex-governador e senador eleito pelo Ceará atacou fortemente o Partido dos Trabalhadores, afirmou que "será bem feito" se o partido perder a eleição e chamou apoiadores presentes de babacas.

À colunista da Folha de São Paulo, Mônica Bergamo, Cid Gomes afirmou que não autorizou o uso de sua imagem na campanha e tomará as medidas judiciais cabíveis.

Assista abaixo ao vídeo, que deve ir ao ar às 20h30 na televisão e já circula nas redes sociais.

 

 

Por Arthur Lessa 16/10/2018 - 11:59

Depois de imitar todos os candidatos à Presidência da República das eleições de 2018 (e dois candidatos ao Governo do Rio, já que O Globo é carioca), o humorista Marcelo Adnet lançou, nesta terça-feira (16), no canal do jornal O Globo no You Tube, mais um vídeo da série de candidatos, mas agora indo ao passado.

Dessa vez Adnet apresenta alguns ilustres competidores, como Leonel Brizola e Enéas Carneiro, o presidente Michel Temer, o ex-presidente Fernando Collor e o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (O Globo é do Rio).

Assista ao video: 

 

Por Arthur Lessa 11/10/2018 - 16:29 Atualizado em 11/10/2018 - 16:40

Mesmo antes da retomada do Horário Eleitoral Gratuito às rádios e televisões, que acontece nesta sexta-feira (12), os combatentes do segundo turno pelo comando da República, Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL) tem trabalho batalhas de ping pong pelos meios de comunicação, sejam os tradicionais, sejam as redes sociais.

Nesta quarta-feira (10), durante uma coletiva, o petista questionou os motivos pelos quais o adversário não irá ao debate desta sexta-feira (12), na Band, e afirmou que iria até a enfermaria para debater com Bolsonaro.

Clique na imagem e veja o vídeo:  

A resposta a Haddad veio no mesmo dia, por meio de uma live do candidato do PSL com o empresário catarinense Luciano Hang, da rede Havan. Além de reiterar os motivos pelos quais foi vetado de participar do embate, Bolsonaro questionou se fará o debate com o próprio Haddad ou com um porta-voz de Lula.

Veja o vídeo:

 

Por Arthur Lessa 08/10/2018 - 19:10 Atualizado em 08/10/2018 - 19:14

O Instituto Datafolha registrou, na última quarta-feira (3), o questionário da pesquisa BR-00214/2018 com foco nas intenções de votos para a Presidência da República. Os números devem ser apresentados nesta terça-feira (9), no Jornal Nacional, na TV Globo.

De acordo com o registro, a pesquisa é do tipo quantitativo, por amostragem, com aplicação de questionário estruturado e abordagem pessoal em pontos de fluxo populacional. O conjunto do eleitorado brasileiro com 16 anos ou mais foi tomado como universo da pesquisa.

Entre os focos das perguntas, além de saber em quem o entrevistado está inclinado a votar, estão as possíveis influências dos apoios de Marina Silva, Ciro Gomes e Geraldo Alckmin e em quem o eleitor votou no primeiro turno da eleição.

 

Por Arthur Lessa 21/09/2018 - 18:26 Atualizado em 21/09/2018 - 18:51

Nós, catarinenses, aprendemos na escola que a nossa capital, Florianópolis foi uma homenagem a Floriano Peixoto. Mas quantos sabem quem foi e o que fez este presidente?

E você sabia que houve, há muito tempo, no apagar das luzes do Século 19, um atentado contra o presidente Prudente de Morais? E, ainda mais interessante, é que o autor da tentativa de assassinato se chamava Marcelino Bispo (sim, Bispo, igual o esfaqueador de Juiz de Fora) e, durante o ato, matou o Ministro da Guerra?

Pois então... O quanto conhecemos da nossa história? E quanto deveríamos conhecer?

Como diria o grande Millôr Fernandes, em Dicionário de Ideias Imediatas, “Passado: é o futuro, usado”.

Ou, como diria Jorge Santaya, “Quem não recorda o passado está condenado a repeti-lo”.

Pensando nisso, conversei com o jornalista Rodrigo Vizeu, da Folha, que apresenta desde abril o podcast Presidente da Semana, que é, em resumo, uma série de aulas sobre a história política do Brasil, desde Deodoro da Fonseca e a Proclamação da República, até hoje.

É a oportunidade pra quem não lembra ou, simplesmente, não tinha cabeça pra prestar atenção nas aulas de historia...

 

Por Arthur Lessa 13/09/2018 - 19:07 Atualizado em 13/09/2018 - 19:08

Em uma eleição marcada pelo conflito de informações e disseminação de fake news, surgem iniciativas de fact-checking (checagem de fatos, em inglês), que trabalham de maneira colaborativa em busca de dados que consolidem pela veracidade ou falsidade de uma notícia viralizada. 

Um exemplo desse trabalho foi publicado no 4oito nesta quinta-feira (13), com a confirmação de que a foto do abdomen suturado é do candidato Jair Bolsonaro (PSL)

Tive a oportunidade de conversar com Sérgio Lündtke, editor do Comprova, sobre o projeto, que tem como objetivo conferir a veracidade das informações que circulam nas redes sociais e sites em todo o país, diferenciando o que é fake news, o que está mal contextualizado ou o que é real. 

Ouça a entrevista na íntegra:

Capitaneado pela Abraji, o Comprova conta com 24 veículos parceiros como Folha, Uol, Estadão, Band News, Correio do Povo, AFP e SBT.

Por Arthur Lessa 13/09/2018 - 15:54 Atualizado em 13/09/2018 - 15:55

Nos dias atuais a grande questão existencial dos nossos bolsos é "ter carro ou andar de uber (ou similares)?". É o novo "caso ou compro uma bicicleta?". O problema é encontrar uma resposta confiável pra essa questão. São diversos custos para calcular nas duas situações. 

Aí vem o próprio Uber e lança uma ferramenta que, matematicamente, responde essa importante questão, se vale a pena comprar (se não tem) e manter um carro ou vender e usar apenas aplicativos de carona. Em 14 passos, o usuário passa informações como ano e modelo do carro, distância percorrida no dia, valor do financiamento, rendimento de combustível, gastos com estacionamento, multas e seguro, além de questões subjetivas como o estresse gerado e o tempo investido dirigindo.

E o melhor de tudo é que o sistema é sincero, respondendo inclusive quando não vale a pena trocar o carro pelo aplicativo. Os níveis de peso do carro no seu orçamento variam em sete níveis, indo de mochila, que não pesa e é companheira, até a lua (sim, aquela que faz o cabelo crescer mais rápido).

Tá na dúvida? Faça o teste!

* Não é conteúdo patrocinado... Só achei muito legal mesmo! Mas tamo aí, Uber! 

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