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* as opiniões expressas neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do 4oito
Por Renato Matos 21/10/2021 - 11:28Atualizado em 21/10/2021 - 11:31

Acompanhamos centenas de pacientes com Covid. O medo costuma acompanhar a internação, numa doença que, até alguns meses, tinha - e, agora, em não vacinados, ainda tem - um curso imprevisível.
A piora da falta de ar, o aumento da necessidade de oxigênio, a persistência da febre e, pior, a transferência para a UTI, são eventos devastadores. Tanto para o paciente, como para os familiares.

Na UTI, os sinais de melhora costumam ser lentos, geralmente, medidos em semanas. Tempo de tortura psicológica imensa para todos os envolvidos. Marcou-me, em especial, um caso que não acompanhava como médico.  Mas o irmão do paciente, que conhecia desde a adolescência, ligava com certa frequência para obter informações de como o quadro poderia evoluir. Certo dia, mandou uma mensagem de voz em que relatava a surpreendente melhora do irmão, já com alta prevista para o dia seguinte. Entrou nos detalhes dos preparativos que a filha de 11 anos vinha fazendo, esperando com ansiedade a volta do pai, que já estava longe há semanas. Explodindo de alegria, preparou a casa com carinho, quase uma festinha de aniversário: balões coloridos, cartazes de boas-vindas, docinhos. O pai morreu naquela noite.
Sempre penso nela quando vejo pessoas recusando a vacina pelos mais absurdos motivos. Seus filhos não merecem passar por isso.

Por Renato Matos 18/10/2021 - 07:56Atualizado em 18/10/2021 - 07:56

Faço, mais uma vez, uso das palavras do professor Mario Rigatto, agora para saudar todos aqueles que, como nós, foram privilegiados em poder exercer a medicina.
Coisa de médico de antigamente?
Medicina também é uma arte, e, quando de qualidade, não envelhece.
A necessária atualização não prescinde da sensibilidade do artesão, mesmo com o aumento dos intermediários, humanos e tecnológicos.

Vamos ao mestre:

“Estranha profissão é a de médico. 
Dele se pede toda a sensibilidade que um ser humano pode abrigar. 
Para que entenda a linguagem da dor, da angústia, do medo, da desesperança e do sofrimento. 
Para que fale com a alma de seus pacientes. 
Para que transforme tênues fímbrias de esperança no lenho ardente da vontade de viver. 
De pessoa assim tão rica de sentimentos se pede, paradoxalmente, o mais frio domínio das emoções. 
Para que um franzir de cenhos ou um arquear de boca não semeiem, no espírito do paciente, dúvidas e opressões. 
Para que o tremer da mão não imprima, ao bisturi, o erro milimétrico que separa a vida da morte. 
Para que o marejar dos olhos não o prive da clareza meridiana que se pede ao diagnosticista. 
Para que o embargo da voz não roube credulidade a sua mensagem de fé. 
Sempre me pareceu difícil reunir, num mesmo indivíduo, tão nobre textura e tão rude couraça."

Parabéns a todos os colegas.
Continuamos juntos.

Por Renato Matos 12/10/2021 - 08:06

O governo norte-americano afirmou, no dia 8 passado, que vai permitir a entrada de viajantes internacionais que tenham tomado qualquer uma das vacinas aprovadas pela Organização Mundial da Saúde.
Das 6 vacinas autorizadas pela OMS, agora passaporte vacinal para passear na Disney, 4 estão em uso no Brasil: Pfizer, AstraZeneca, Janssen e, também, a injustiçada CoronaVac.

Mais uma evidência de sua eficácia.
Mais um detalhe: terceira dose não é exclusiva para quem recebeu a Coronavac. Os países que basearam sua vacinação com a Pfizer e a AstraZeneca também estão aplicando a terceira dose para idosos e imunossuprimidos.

Por Renato Matos 11/10/2021 - 08:35Atualizado em 11/10/2021 - 08:36

Foi publicado em preprint, há poucos dias, no MedRxiv, “Avaliação de diferentes tipos de máscaras faciais para limitar a disseminação do SARS-CoV-2 – Um Estudo de Modelagem”. 
O estudo foi feito por pesquisadores do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC) e avaliou o impacto de diferentes tipos de máscaras na incidência de Covid e mortalidade pela doença nos EUA.
A análise mostrou que as máscaras faciais estão associadas a reduções nas taxas de infecção por Covid-19: de 69% (máscaras de tecido) a 78% (máscaras cirúrgicas).
Quando foi avaliado o impacto sobre a mortalidade, houve redução de 82% para as máscaras de tecido comum e 87% para as máscaras cirúrgicas, no período considerado no estudo – 6 meses.
Esses dados reforçam os diversos estudos epidemiológicos, de modelagem matemática e de laboratório, realizados durante a pandemia. 
Máscaras faciais de diversos materiais têm o potencial de reduzir substancialmente a transmissão do SARS-CoV-2, sua eficiência dependendo do tipo e ajuste da máscara e da adoção percentual na população.

E máscaras não reduzem apenas os casos de Covid. 
Segundo a revista Nature, os Estados Unidos registraram apenas 646 mortes por gripe na temporada 2020-21 - a média anual está na casa das dezenas de milhares — e houve apenas uma morte por gripe pediátrica. A Austrália não teve mortes sazonais por gripe até agora em 2021, em comparação com entre 100 e 1.200 em anos anteriores.
Na situação de incerteza que ainda vivemos, o uso de máscaras, associado à vacinação e ao distanciamento físico em lugares pouco ventilados, ainda é fundamental.

Por Renato Matos 04/10/2021 - 07:42Atualizado em 04/10/2021 - 07:43

O Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, foi diagnosticado com a Covid no dia 21 de setembro, quando estava em Nova York com a comitiva presidencial.
E, por que, segundo o noticiário, o ministro não pode viajar de volta para o Brasil?
Primeiro, lembrar que o ministro não está cumprindo quarentena, como habitualmente é dito.  
Quarentena é a regra que se aplica a pessoas que tiveram contato próximo e sem medidas adequadas de segurança com alguma pessoa infectada – tradicionalmente de 14 dias, mas já com outros protocolos mais curtos.

Como infectado, o ministro precisa cumprir os dias de isolamento: 10 para casos leves, como parece ser o seu caso.
O problema é que para entrar em aviões comerciais, dependendo da regra do país de destino, é necessário que se apresente um teste negativo de PCR para o SARS-CoV 2, realizado 72 horas antes do embarque.
Séries de literatura mostram que 9,5% dos pacientes permanecem com PCR positivo 30 dias depois do teste inicial e, em alguns casos, a positividade chega a alcançar 3 meses – ou talvez um pouco mais.
Dentro dos conhecimentos atuais, depois de 3 meses, a possibilidade de reinfecção deve ser fortemente considerada.

O PCR para Covid, teste altamente sensível, detecta a presença do material genético do vírus nas secreções respiratórias, mas nada diz a respeito da sua viabilidade – podem ser apenas restos de vírus mortos.
Se o país de destino – ou de retorno – exigir o PCR com antecedência ao embarque, será muito difícil explicar na companhia aérea que aquele é um positivo “residual”.
E caso você se infecte durante a viagem, mesmo assintomático, vai ter que ficar de molho, como o ministro.

Considere esses riscos quando estiver planejando sua próxima viagem.

Por Renato Matos 30/09/2021 - 14:44Atualizado em 30/09/2021 - 14:45

Há pouco o New England Journal of Medicine trouxe a experiência israelense sobre a administração de uma dose adicional de vacinas em pessoas que já haviam recebido 2 doses da vacina da Pfizer.
Israel foi um dos primeiros países a alcançar altos índices de vacinação entre seus habitantes. Em março deste ano, metade de sua população já estava “completamente” vacinada.
A incidência da Covid-19 caiu de aproximadamente 900 casos por milhão por dia, em meados de janeiro de 2021, para menos de 2 casos por milhão, em junho de 2021.

No entanto, o surgimento de novas variantes de preocupação (especificamente, a variante delta) levou a um ressurgimento, tanto da infecção confirmada, quanto da doença grave. 
No início de junho, menos de 20 casos de Covid-19 eram diagnosticados por dia. 
Até o final de agosto, mais de 10 mil casos eram confirmados diariamente e mais de 600 pessoas com casos graves estavam internadas.

Em 30 de julho de 2021, a administração de uma terceira dose (“booster”) da vacina Pfizer-BioNTech foi aprovada em Israel para pessoas com mais de 60 anos e que haviam recebido uma segunda dose da vacina pelo menos 5 meses antes.

O trabalho publicado na New England avaliou dados de 1.137.804 pessoas com 60 ou mais anos que haviam sido completamente vacinadas e receberam a dose de reforço contra aqueles que não receberam o reforço. 

Após pelo menos 12 dias depois da dose de reforço, aqueles que receberam a dose adicional tiveram aproximadamente 11 vezes menos infecções confirmadas.
A taxa de doença grave foi menor por um fator de 19,5 vezes. 

Números substancialmente menores, num estudo populacional, que mostram que nessa faixa etária a revacinação é adequada.

Por Renato Matos 27/09/2021 - 08:39Atualizado em 27/09/2021 - 08:39

Por definição, surto de Covid-19 é a identificação de pelo menos 3 casos confirmados, associados a uma reunião de pessoas que não morem juntas, sem medidas de proteção e com vínculo temporal, ou seja, casos que ocorreram no intervalo de até de 14 dias.
Numa situação dessas, como deveriam, do ponto de vista sanitário, se comportar os envolvidos?

Antes de mais nada, lembrar que quanto melhor a situação epidemiológica, mais importantes são as medidas de isolamento e quarentena, a fim de identificar e interromper, oportunamente, as possíveis cadeias de transmissão, prevenindo a ocorrência de uma nova onda de casos.
Conforme as normas em vigor, uma pessoa é considerada “contato próximo” se teve exposição ao infectado, sem uso de máscaras, em ambiente fechado, por quinze minutos, ou mais, no período de 24 horas – esses 15 minutos podem ser consecutivos ou em blocos ao longo do dia.

A regra para os infectados é bem conhecida: devem se manter isolados durante 10 dias, desde que permaneçam sem febre nas últimas 24 horas e tenha havido remissão dos sintomas respiratórios.
Imunossuprimidos e casos graves devem manter isolamento de 20 dias

No quesito quarentena – o isolamento daqueles que tiveram exposição ao infectado – há variações.

A recomendação clássica continua sendo os 14 dias depois do último contato, sem necessidade de realizar nenhum exame.

Mas já são considerados outros cenários de encerramento antecipado da quarentena entre os comunicantes assintomáticos:  10 dias sem necessidade de realização de testes ou 7 dias se o teste (PCR ou teste de antígeno), realizado após o quinto dia do último contato sem proteção com o infectado, mostrar-se negativo.

Essas são as recomendações do CDC e já constam em documento da ANVISA.

Ainda está em discussão se mudará o tempo de quarentena para os completamente vacinados, já que mesmo assintomáticos ainda podem transmitir o vírus.

Por Renato Matos 22/09/2021 - 07:41Atualizado em 22/09/2021 - 07:42

Há dois dias, a Pfizer anunciou os resultados do estudo que mostrou um perfil adequado de segurança, tolerabilidade e robusta resposta imune em crianças de 5 a 11 anos de idade vacinadas contra a Covid-19 com seu imunizante.

A dose utilizada pelos 2.268 pequenos participantes foi de 10 microgramas, bem abaixo dos 30 microgramas utilizados naqueles acima dos 12 anos.
A Pfizer e sua parceira BioNTech levarão esses dados para serem avaliados pelas agências regulatórias dos EUA (FDA), da União Europeia (EMA) e, “tão logo quanto possível”, para outras. 
Mas as crianças têm um sistema imunológico maduro para tomar essas vacinas?

Lembrar que os recém-nascidos, de preferência ainda no hospital, recebem a vacina BCG, contra a tuberculose, e a primeira dose da vacina contra a hepatite B.
Até os 6 meses, seguindo o calendário da Sociedade Brasileira de Imunizações, as crianças devem ser vacinadas contra sarampo, cachumba, rubéola, Haemophilus influenza, poliomielite, rotavírus, pneumocócica conjugada, meningocócicas conjugadas ACWY/C e B.

Ao completarem 6 meses, já podem receber a vacina contra a Influenza.
Certamente, um sistema imunológico em construção, mas completamente apto a responder a estímulos vacinais.
Inclusive contra a Covid.

Por Renato Matos 20/09/2021 - 07:59Atualizado em 20/09/2021 - 08:00

A estratégia do governo Biden, que pretendia iniciar imediatamente a aplicação de uma terceira dose de vacinas para todos os norte-americanos que haviam sido totalmente vacinados há 8 meses, foi rejeitada por um painel de especialistas convocados pelo FDA, que é equivalente à nossa ANVISA.
O placar da votação não deixa dúvidas sobre o posicionamento atual dos membros do comitê: “16 a 2” contra um reforço da Pfizer para pessoas com 16 anos ou mais, sem comorbidades.
"Não está claro que todos precisam ser revacinados, além de um subconjunto da população que claramente estaria em alto risco para doenças graves", disse o Dr. Michael G. Kurilla, membro do comitê e funcionário do Instituto Nacional de Saúde.

Dr. Paul A. Offit, um dos membros do comitê e diretor do Centro de Educação de Vacinas do Hospital Infantil da Filadélfia, questionou se doses extras fariam muito para mudar o curso da pandemia. "Todos concordamos que, se realmente queremos impactar essa pandemia, precisamos vacinar os não vacinados", disse ele.
No entanto, o painel votou por unanimidade a favor da revacinação de idosos, imunossuprimidos ou outros com alto risco de formas graves da Covid.
Os membros do Comitê salientaram também a importância de revacinação dos profissionais de saúde, socorristas e outros trabalhadores mais expostos a Covid.
A FDA tem a palavra final sobre aprovações de vacinas e, embora não seja obrigada a seguir as recomendações do comitê, normalmente o faz.
A reunião "colocou a FDA de volta no banco do motorista", disse a Dra. Luciana Borio, ex-cientista-chefe da agência. O painel de especialistas, disse ela, "foi autorizado a manter sua independência científica. Ele entendeu que havia limitações significativas com os dados apresentados e que a FDA precisa rever os dados cuidadosamente antes de tomar uma decisão."


Adolescentes

Enquanto os norte-americanos discutem se estaria na hora de revacinar com uma dose adicional toda a sua população – os adolescentes, inclusive – aqui tivemos, na semana passada, a infeliz declaração do cardiologista e atual ministro da saúde, Marcelo Cartaxo Queiroga, que ao invés de se desculpar por não ter vacinas suficientes, levantou dúvidas sobre a segurança da vacina da Pfizer em adolescentes.
Sua fala trouxe imediatos protestos de diversas entidades médicas, como a Sociedade Brasileira de Infectologia, Sociedade Brasileira de Pediatria, Associação Brasileira de Alergia e Imunologia e a Sociedade Brasileira de Imunizações.
Técnicos da ANVISA, órgão máximo na certificação das vacinas, que já haviam aprovado as vacinas da Pfizer para uso de adolescentes em 12 de junho de 2021, levantaram a possibilidade de renúncia caso a posição do ministro não seja revista.
Frente à escassez de vacinas em nosso país, a prioridade de doses adicionais, aqui considerada a dose de reforço, deve ser dada a grupos com maior risco de complicações - como idosos e imunodeprimidos - e maior exposição ao vírus nos seus locais de trabalho, como os profissionais de saúde, seguindo, logicamente, suas faixas etárias.
Mas logo que tenhamos doses suficientes, que vacinemos o mais rapidamente possível nossos adolescentes. 
E, quando aprovadas – já existem estudos avançados - nossas crianças.
Só assim poderemos quebrar a corrente de contágios que nos devolverá a uma vida mais normal..

Por Renato Matos 13/09/2021 - 07:47Atualizado em 13/09/2021 - 07:48

O Reino Unido está se preparando para ser um dos primeiros grandes países do mundo a iniciar um programa de reforço vacinal usando vacinas diferentes – o “mix and match” – combinando vacinas diferentes.
Segundo matéria do Financial Times, de 10 de setembro, os britânicos devem receber uma terceira dose diferente das suas 2 doses iniciais, levando em consideração os estudos que mostram que essa vacinação heteróloga promove uma proteção maior contra a Covid-19.
A decisão leva em conta pesquisas que indicam que a proteção contra infecção sintomática gerada pelos imunizantes da BioNTech/Pfizer e da Oxford/AstraZeneca diminui de quatro a seis meses após a segunda dose.
O programa britânico inicial de vacinação usou preferencialmente a vacina da AstraZeneca, que tem sido menos eficaz contra a variante Delta do que a vacina da Pfizer, apesar de sua proteção declinar mais lentamente. 
Estudos preliminares realizados pela Universidade de Oxford, publicados em junho, realçaram que pessoas que receberam a primeira dose da vacina da AstraZeneca e a segunda da Pfizer tiveram títulos de anticorpos nove vezes maiores do que aqueles apresentados por quem recebeu as duas doses da AstraZeneca.

Israel e Estados Unidos, que tem seus programas de vacinação baseados no imunizante da Pfizer, apostam numa terceira dose do mesmo imunizante.
A Turquia e Tailândia, cuja vacinação foi baseada na Coronavac, devem oferecer uma dose adicional da Pfizer.

Seguindo a tendência britânica, nosso Ministério da Saúde já anunciou que as doses de reforço serão feitas preferencialmente com a vacina da Pfizer.
Na falta dessa, Janssen ou AstraZeneca.
   

Há controvérsias

A mostrar que as decisões sobre vacinas não são unânimes, a Professora Sarah Gilbert, da Universidade de Oxford, que liderou o desenvolvimento da vacina AstraZeneca, disse na quinta-feira que uma terceira dose é desnecessária para a maioria das pessoas.
Na visão da cientista, que ficou conhecida do grande público ao ser aplaudida de pé pela torcida durante a partida de abertura de Wimbledon, as doses de reforço devem ser priorizadas apenas para os imunocomprometidos e idosos, porque na maioria das pessoas, a imunidade de duas doses está se mantendo. "Precisamos levar vacinas para países onde poucas pessoas foram vacinadas até agora", disse ela. "Temos que fazer melhor nesse sentido. A primeira dose tem mais impacto."

Por Renato Matos 06/09/2021 - 09:07Atualizado em 06/09/2021 - 09:08

O assunto entrou na pauta após o relato de um cantor sertanejo que, pelas redes sociais, divulgou ter sido submetido ao procedimento, aparentemente satisfeito com o resultado.
A Clínica de Blumenau, que realizou a intervenção, já tem uma longa fila de espera, com cirurgias sendo marcadas somente para outubro.
Frente à repercussão do caso, o que dizem as Sociedades de Especialidades?

As Câmaras Técnicas de Urologia e Cirurgia Plástica do Conselho Regional de Medicina de Santa Catarina revisaram as evidências científicas relacionadas aos procedimentos médicos de aumento peniano.
Em nota conjunta, os especialistas consideraram que “embora seja uma queixa que mereça atenção dos médicos quando procurados, as opções de tratamento descritas até hoje são consideradas ineficazes ou muito arriscadas e inseguras para serem realizadas com finalidade exclusivamente estética, em homens cujos pênis têm dimensões consideradas normais”.

Nesse sentido, já existe um parecer prévio da Sociedade Brasileira de Urologia.
“Várias técnicas de alongamento e/ou aumento da espessura peniana têm sido descritas, mas nenhuma se mostrou efetiva e segura”
“O índice de complicações (como fibrose peniana, disfunção erétil ou mesmo infecções graves) e insatisfações com estes procedimentos de aumento peniano é bastante alto”.
“A orientação ética e honesta é não operar estes pacientes, e sim tratar seu transtorno psicológico/emocional”. 

Mesmo numa época de desconsideração por evidências científicas, cuidado com promessas milagrosas.
Afinal de contas, se der problema...

Por Renato Matos 02/09/2021 - 07:43Atualizado em 02/09/2021 - 07:44

Convenção-Quadro é um instrumento legal, sob forma de um tratado internacional, no qual os estados signatários concordam em empreender esforços em conjunto para combater determinadas ameaças às suas populações.

A Convenção-Quadro da Organização Mundial da Saúde para Controle do Tabaco foi o primeiro tratado internacional de saúde pública da história da OMS. 
Representa um instrumento de resposta dos 192 países membros à epidemia do tabagismo em todo mundo. 
O Brasil faz parte desse tratado.

Considerada um marco histórico para a saúde pública mundial, a Convenção-Quadro da OMS determina a adoção de medidas intersetoriais nas áreas de propaganda, publicidade, patrocínio, advertências sanitárias, tabagismo passivo, tratamento de fumantes, comércio ilegal, preços e impostos.

Na última sexta-feira (27/08), a Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados realizou uma audiência pública com entidades médicas, incluindo a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), com o objetivo de debater a inclusão do imposto seletivo sobre o tabaco na reforma tributária.
“Atualmente, a arrecadação de impostos sobre produtos do tabaco gera uma renda para o governo de R$ 12 bilhões por ano. Porém, a conta não fecha. Como se trata de uma substância lesiva para a saúde e o meio ambiente, é preciso aumentar essa tributação e equilibrar os gastos de saúde pública com o tabagismo, que atualmente são de R$ 125 bilhões por ano”, explica o coordenador da Comissão de Tabagismo da SBPT, dr. Paulo Corrêa, que representou a Sociedade na reunião.

A ideia é destinar o valor arrecadado para ações de prevenção e tratamento do tabagismo, que é responsável pelo desenvolvimento de mais de 60 tipos de doenças e que causa a morte de aproximadamente 428 pessoas todos os dias no Brasil.

Vamos acompanhar qual lobby terá mais força.  

Saúde ou “forças do mercado”?

Por Renato Matos 30/08/2021 - 08:19Atualizado em 30/08/2021 - 08:22

As evidências estão ficando mais claras: estudos populacionais bem conduzidos têm mostrado que, ao longo dos meses, a proteção induzida pelas vacinas contra o SARS-CoV2 decai. 
Essa queda se faz mais marcada em pessoas acima de 70 anos e em imunossuprimidos, como é habitual também com outras vacinas.

A campanha de vacinação contra a Covid-19 iniciou-se no Brasil em meados de janeiro pelos grupos mais vulneráveis e profissionais de saúde, força de trabalho essencial para a manutenção dos atendimentos – já se vão 7 meses desse início. 

A vacinação tem sido um sucesso, com apoio de todos os imunizantes utilizados. 

Apesar do relaxamento das importantes medidas sanitárias, temos observado uma marcada redução do número de internação e mortes em todo o país.

Os hospitais de Criciúma, que passaram os últimos meses com aproximadamente 200 internados com a doença, têm se mantido nos últimos dias com menos de 20.

Apesar da elevada cobertura vacinal com doses completas da população idosa e dos imunossuprimidos, eles continuam sendo os que mais têm apresentado quadros graves da doença.

Assim sendo, o Ministério da Saúde optou por adotar a administração, a partir de 15 de setembro, de uma dose de reforço da vacina para todas as pessoas acima de 70 anos e para aqueles com alto grau de imunossupressão – há lista detalhada anexada ao documento.

O estado de Santa Catarina quer iniciar este reforço já no início de setembro.

Essa dose adicional deverá ser administrada 6 meses após a última dose do esquema vacinal (segunda dose ou dose única da Janssen), independente do imunizante aplicado.
Pelo plano do Ministério da Saúde, a vacina a ser utilizada para a dose adicional deverá ser, preferencialmente, da plataforma de RNA mensageiro (Pfizer) ou, de maneira alternativa, vacina de vetor viral (Janssen ou AstraZeneca).

Alguns pesquisadores defendem que profissionais da área de saúde acima de 60 anos, trabalhando no atendimento direto a pacientes com Covid-19, também deveriam ser contemplados. 
Não por mérito pelos serviços prestados, mas por estarem muito mais expostos ao vírus no seu dia de trabalho.

Por Renato Matos 23/08/2021 - 08:12Atualizado em 23/08/2021 - 08:14

"Estamos planejando distribuir coletes salva-vidas extras a pessoas que já têm colete salva-vidas, enquanto estamos deixando outras se afogarem", afirmou Mike Ryan, diretor do programa de emergência de saúde da OMS.

Essa declaração reforça o posicionamento da Organização Mundial da Saúde, que é contra a administração de terceiras doses da vacina contra a Covid-19 enquanto ainda existir um número substancial da população mundial sem acesso às primeiras doses. Mas além do aspecto ético, o que temos de evidências sobre a aplicação da terceira dose?
A dificuldade começa na quantificação da dita “perda da imunidade”.Não temos ainda exames que deem essa informação com segurança – os chamados correlatos de proteção, quando determinado exame indiscutivelmente reflete a resposta vacinal.
Temos apenas pressuposto de proteção, quando essa relação não está bem estabelecida ou comprovada – como as desaconselhadas dosagens de anticorpos.A informação populacional de aumento de casos entre os vacinados também pode ter diversas interpretações, entre elas o abandono das máscaras e a volta de grandes aglomerações.
A variante Delta, mais transmissível, tirou a tranquilidade daqueles países que achavam que já haviam vencido o SARS-CoV-2 e que poderiam voltar à vida normal.
Israel, com um dos maiores índices de vacinação completa do mundo (mais de 70% entre os maiores de 12 anos), enfrenta uma nova e severa onda de Covid-19, que atinge – saliente-se – principalmente aqueles que não estão completamente vacinados.
Esse percentual aproximou Israel da imunidade coletiva contra a cepa original, mas não contra a Delta.
Talvez o caminho imediato seja reforçar as doses da vacina, principalmente entre aqueles mais suscetíveis a formas graves da doença.
Mas devemos ter clareza de que essa não é a solução definitiva.
Países com baixos índices de vacinação podem ser criadores de novas variantes, que, como a Delta, afastarão o fim da pandemia.
Se não vacinarmos, para valer, todo o mundo, viveremos correndo atrás de reforços vacinais.

Por Renato Matos 16/08/2021 - 07:54Atualizado em 16/08/2021 - 08:02

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA, em manifestação, no dia 13 de agosto, passou formalmente a recomendar uma dose adicional de vacina contra Covid-19 para pessoas que tenham seu sistema imunológico debilitado de forma moderada a severa .

Essa diretriz surgiu da análise de estudos que existe que essa população, sabidamente mais vulnerável a formas graves da doença, responde pior às doses habituais das vacinas.
Já há pesquisas mostrando que uma grande proporção de pacientes internados após estarem com as doses completas da vacina são imunocomprometidos e que essas pessoas têm maior probabilidade de transmitir o vírus para comunicantes domiciliares.

Importante saliente que as recomendações do CDC são exclusivas para aqueles que receberam mRNA vacinas, como a da Pfizer e da Moderna.
Não existe, até o momento, aconselhamento semelhante para aqueles vacinados com Janssen, AstraZeneca ou Coronavac.

Apesar da ausência de evidências mais definitivas para a mistura de vacinas, esse é um assunto que está na linha de frente das pesquisas e parece ser promissor.
Aqui no Brasil, inclusive, já estamos tendo essa experiência em grávidas que tomaram a primeira dose da vacina da AstraZeneca, mas trouxemos uma segunda dose da Pfizer.

Além disso, no sábado passado, 14 de agosto, o Ministério da Saúde autorizou os municípios a aplicarem a vacina da Pfizer como substituta para a segunda dose da AstraZeneca. Apesar de já haver um trabalho realizado no Reino Unido comparando a intercambialidade entre essas duas vacinas, o que realmente motivou esta nota técnica foi a escassez no produto da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford.
Salientamos que não há nenhuma recomendação por parte do CDC de doses de reforço para qualquer outra população, nem mesmo para os idosos.
As indicações são extremamente restritas a grupos especiais de imunodeprimidos, relacionados no documento da agência americana.

Em documento anexo, o CDC deixa bem claro que testes para avaliar uma resposta humoral (a) ou celular, fora do contexto de pesquisa, não são recomendados nesse momento nos EUA, nem mesmo entre os imunossuprimidos.
Citam como justificativas:    
- A utilidade de testes para avaliar uma resposta imune às vacinas contra o SARS-CoV-2 não está escolhido;
- A exata correlação entre os dados de conteúdo e proteção contra a Covid-19 atual incerta;
- Os kits comerciais para avaliação da imunidade celular e humoral podem não ser consistentes entre diferentes laboratórios.

Para animar nossa segunda-feira

Foi postada no Twitter, pelo cardiologista Christopher Cannon, professor da Harvard Medical School, uma proporção de pessoas hospitalizadas em San Diego, cidade de pouco mais de 3 milhões de habitantes, no sul da Califórnia, no período de 12 de julho a 10 de agosto , considerando seu estado vacinal.

 

Por Renato Matos 09/08/2021 - 07:57Atualizado em 09/08/2021 - 08:01

O Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC) estima que a variante Delta do SARS-CoV-2, surgida na Índia, é responsável por mais de 82% dos casos nos Estados Unidos. Ela tornou-se dominante em outros países também. De acordo com a Organização Mundial da Saúde  a variante Delta foi responsável por 75% ou mais dos casos na Austrália, Bangladesh, Botsuana, China, Dinamarca, Índia, Indonésia, Israel, Portugal, Rússia, Cingapura, África do Sul e Reino Unido. 

Já circula em pelo menos 132 países. 
Em nosso país a maioria dos estados já apresenta casos de transmissão comunitária, inclusive Santa Catarina.
No Estado do Rio de Janeiro, segundo dados confirmados pela Secretaria Municipal de Saúde, a variante já representa 45% das amostras analisadas. 

As vacinas em uso protegem contra formas graves da doença, desde que a pessoa tenha sido completamente vacinada – no nosso caso, duas doses da AstraZeneca, Coronavac ou Pfizer, ou uma dose da Jansen.
Nos EUA mais de 97% das pessoas que estão sendo internadas com Covid-19 não estão vacinados.
Lá a taxa de doentes entre aqueles completamente vacinados fica bem abaixo de 1% em todos os estados, variando de 0,01% em Connecticut a 0,29% no Alaska.
A preocupação vem para aqueles não vacinados ou com doses incompletas. Estudo recente publicado no New England Journal of Medicine mostrou que uma dose da vacina da Pfizer ou da AstraZeneca alcançou eficácia de apenas 30%, contra aproximadamente 80% naqueles com duas doses.

Como estamos com pouco mais de 20% da nossa população completamente vacinada, ainda temos  80% de suscetíveis a formas mais graves da doença caso sejam infectados pela variante Delta.
Estamos numa situação parecida com a que vivemos em fevereiro deste ano, quando tínhamos apenas 20 pessoas de Criciúma hospitalizadas, com a sensação de que a pandemia estava indo embora.
Chegou então a variante Gama (P1), surgida em Manaus, e tivemos os piores meses desde o início da pandemia.

Não vamos errar novamente. 
Como diz Márcio Bittencourt, epidemiologista de USP: “ainda não é hora de ficarmos brincando de normalidade”.

Por Renato Matos 05/08/2021 - 07:53Atualizado em 05/08/2021 - 07:54

O presidente dos EUA, Joe Biden, anunciou em 29 de julho, novas orientações para mais de 4 milhões de funcionários federais e centenas de milhares de empreiteiros que trabalham em instalações federais em todo o mundo, com o objetivo de aumentar as taxas de vacinação contra a Covid-19 entre a força de trabalho do país e influenciar outros empregadores.

Conforme o site da Universidade John Hopkins, que atualiza as informações sobre a Covid-19, “embora não seja considerado um mandato de vacina, todos os trabalhadores federais serão obrigados a assinar formulários atestando que estão totalmente vacinados para SARS-CoV-2 ou enfrentar inconvenientes em suas vidas diárias de trabalho”.

Os trabalhadores não vacinados "serão obrigados a usar máscara no trabalho, não importando sua localização geográfica, distância física de outros funcionários e visitantes, além de serem obrigados a realizar teste de triagem semanal ou duas vezes por semana e estarem sujeitos a restrições nas viagens oficiais".

Além disso, o presidente Biden sugere que os governos locais, usando o financiamento federal que receberam, paguem US$ 100 a quem estiver totalmente vacinado. Também solicitou que o Departamento de Defesa dos EUA implemente rapidamente uma política de uso de máscaras para os militares, alguns relutantes em se submeter à vacinação.
Felizmente, acostumados com o Zé Gotinha, temos menor resistência à vacinação por aqui.

Com o risco de chegada da variante Delta, precisamos rapidamente de doses para vacinar de forma completa nossa população.

Por Renato Matos 02/08/2021 - 08:37Atualizado em 02/08/2021 - 08:39

Em meio a um aumento nacional de casos de Covid-19, hospitalizações e mortes atribuídas à variante Delta, o Centro para Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC) emitiu novas orientações sobre o uso de máscaras, recuando de recomendações prévias, que liberavam o seu uso para indivíduos totalmente vacinados. 
Em áreas onde o número de casos vem aumentando ou que estão com altas taxas de transmissão, volta a ser indicado o uso de máscaras em ambientes internos, mesmo entre aqueles totalmente vacinados.
Os EUA já tiveram 34,7 milhões de casos de Covid-19 e 609.853 mortes. A incidência diária continua aumentando, agora chega a 66.606 novos casos por dia, o que é quase 6 vezes maior do que os números de 19 de junho. A mortalidade diária também continua aumentando, chega a 296 óbitos por dia, 78% maior do que as mortes observadas em 10 de julho (166).
O CDC também volta a recomendar o uso universal de máscaras por professores, funcionários e alunos que retornaram às escolas primárias e secundárias, independentemente de sua situação vacinal.
De acordo com a diretora do CDC, Dra. Rochelle Walensky, a agência reestabeleceu suas recomendações de uso de máscaras em ambientes internos com base em novas pesquisas, cujos resultados mostram que pessoas vacinadas infectadas com a variante Delta carregam cargas virais semelhantes às de pessoas que não foram vacinadas.
As boas notícias são que as pessoas totalmente vacinadas raramente apresentam doenças graves e as reinfecções entre elas permanecem incomuns. 
Hospitalizações e mortes ocorrem quase que exclusivamente entre as pessoas não vacinadas.

Por aqui, com um percentual ainda pequeno de pessoas completamente vacinadas e com o risco da chegada da variante Delta, certamente não é hora de deixarmos as máscaras de lado.

Por Renato Matos 26/07/2021 - 07:05Atualizado em 26/07/2021 - 07:06

A Associação Médica Brasileira, a Sociedade Brasileira de Infectologia e a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia avaliaram criticamente as evidências existentes sobre o tratamento da Covid-19 leve – aqueles a serem tratados sem necessidade de internação - e publicaram seus resultados neste mês de julho.

O Projeto Diretrizes, uma iniciativa da Associação Médica Brasileira, visa combinar informações da área médica para padronizar as condutas e para auxiliar no raciocínio e na tomada de decisões dos médicos.
Foram avaliados os ensaios clínicos randomizados fase 3, aqueles que fornecem as melhores evidências, assim como as revisões sistemáticas desses estudos, dentro da melhor metodologia atualmente disponível.
Aos interessados, a totalidade das informações está disponível num encorpado documento no site da Associação Médica Brasileira.

Vamos à síntese desses estudos:
- Não há evidência baseada em ensaios clínicos randomizados (ECR) disponíveis no momento que suporte a indicação de antibioticoterapia profilática ou terapêutica específica para pacientes com quadro de Covid-19 leve.
- Não há diferença em hospitalização e óbitos ao se comparar grupos que usaram Hidroxicloroquina (HCQ) com controles sem a HCQ.
- Além disso, o uso de profilático de HCQ aumenta o risco de eventos adversos em 12%, quando comparado aos controles.
- Não há evidência consistente disponível que suporte o uso de Ivermectina, seja em pacientes sob risco de Covid-19 ou em pacientes com doença leve. Não há diferença no risco de hospitalização, na mortalidade ou em eventos adversos quando comparado com o uso de placebo.
- Não é recomendado o uso de Colchicina no tratamento de pacientes com quadro de Covid-19 leve, devido a uma razão nula entre benefício (hospitalização) / dano (eventos adversos graves).
- Os esteroides, em pacientes com quadro de Covid-19 leve, também não devem ser utilizados.
Ao contrário do encontrado na medicina de WhatsApp, nada de novas evidências que suportem esses tratamentos.

Por Renato Matos 22/07/2021 - 07:55Atualizado em 22/07/2021 - 07:56

A edição de ontem, 21, do New England Journal of Medicine traz um artigo original sobre a efetividade das vacinas da Pfizer e AstraZeneca, no Reino Unido, contra a nova variante Delta, surgida na Índia.
A efetividade das duas vacinas foi muito semelhante quando avaliada naqueles indivíduos que receberam apenas a primeira dose: apenas cerca de 30%.
Quando foram estudados aqueles que já haviam recebido as 2 doses, a eficiência subiu muito: 88% para os vacinados com a Pfizer, 67% para quem foi imunizado com a AstraZeneca.
Não há ainda estudos populacionais equivalentes com a Coronavac.
Segundo o diretor do Instituto Butantan, Bruno Covas, a Coronavac mostrou resultados “muito animadores” quando testada em laboratório na China. 
Apesar de já apresentar circulação comunitária no país – há casos detectados inclusive em Gramado - não sabemos ainda se essa variante vai se tornar predominante em nosso meio.
Como tradicionalmente temos um atraso de 6 a 8 semanas em relação às ondas ocorridas no hemisfério norte, devemos ficar atentos.
E, o mais rapidamente possível, avançar na vacinação completa da nossa população, principalmente dos mais vulneráveis.

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