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* as opiniões expressas neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do 4oito
Por Thiago Silva 20/05/2022 - 18:36 Atualizado há 39 minutos

O esporte em muitos casos é uma paixão passa de pai para filho. No futebol, o time do coração é quase que uma herança familiar, no automobilismo isso não é diferente. A era de ouro do automobilismo brasileiro, principalmente na década de 80 quando tínhamos Nelson Piquet e Ayrton Senna, plantou na cultura brasileira a paixão pela velocidade, que mais tarde daria frutos nas novas gerações de pilotos e categorias de automobilismo brasileiro.

Augusto Freitas e Thiago Freitas são mais um exemplo dessa paixão plantada na década de 80. Os irmãos nascidos e criados em Criciúma-SC, desde pequenos acompanhavam a Fórmula 1 com o pai. Segundo eles, o pai os acordavam de madrugada para assistir o GP de Suzuka, e com as outras etapas não era diferente. Os irmãos cresceram, e não seguiram carreira no automobilismo. Ambos constituíram família, abriram empresas e continuaram como meros expectadores do automobilismo. Porém, o amor deixado pelo pai não se apagou. No final de 2021, surgiu a oportunidade de competir numa recém-criada categoria brasileira, a Copa HB20.

Thiago e Agusto Freitas na Copa HB20
 

Com um regulamento aberto, a Copa HB20 faz parte da Confederação Brasileira de Automobilismo. Os irmãos viram uma oportunidade de pela primeira vez, sentir na pele a adrenalina de viver essa paixão deixada pelo pai. E assim aconteceu, na temporada de 2022 eles estrearam na Copa Shell HB20.

Já na primeira etapa do ano no templo do automobilismo brasileiro, Thiago Freitas conquistou um pódio. Sem dúvidas uma estreia perfeita. Antes da terceira etapa do ano que iria ocorrer em Velocitta — SP, os irmãos deram mais um passo na categoria. Como dito, eles dividiam o carro, porém por serem de alturas e pesos diferentes, era difícil acertar os ajustes do carro para os dois pilotos.

Sendo assim, o que era apenas um carro, virou uma equipe. Thiago Freitas assumiu o novo carro de número 206, que segundo ele foi uma homenagem à esposa que nasceu no dia 20/6. Augusto permaneceu no primeiro carro da equipe, de número 4, é aí que a brincadeira começou a ficar séria.

Na etapa de Velocitta que ocorreu no último fim de semana, eles simplesmente dominaram a categoria. A pista conhecida por ser bem desafiadora não foi um obstáculo. Correndo pela categoria super, nos treinos classificatórios fizeram P1 com Thiago Freitas e P2 com Augusto Freitas.

A corrida permaneceu como o classificatório, eles lideraram o pelotão boa parte da corrida de número 1, caminhavam até para uma dobradinha, mas a roda traseira esquerda do carro 206 de Thiago Freitas, simplesmente escapou. O piloto teve que abandonar a corrida, porém o time manteve a ponta até a bandeira quadriculada.

Augusto Freitas levou o carro número 4 até a vitória. A primeira vitória de uma carreira que há poucos meses nem sequer existia. Simplesmente um daqueles momentos em que o esporte nos mostra que não se trata apenas de talento, técnica, treino ou até mesmo dinheiro, certos momentos exigem coração.

A temporada só está começando, teremos corridas na Copa Shell HB20 até novembro desse ano, e novamente no final de julho outra etapa em Interlagos. Assim como na Copa Truck, com Danilo Alamini e na Porsche Cup, com André Gaidzinsk e o Time Farben, Santa Catarina nos dá mais dois pilotos vencedores.

Seguimos acompanhando essa jornada dos irmãos Freitas, que certamente só está começando. Ainda veremos muito esses dois orgulhando o pai dentro das pistas. 

Por Thiago Silva 02/05/2022 - 10:27 Atualizado em 02/05/2022 - 11:41

A Copa Truck realizou a terceira etapa do ano, dessa vez no templo do automobilismo brasileiro, Interlagos- SP.  A Copa Truck conta com duas categorias. A categoria principal chamada de Copa Truck, onde temos pilotos como o Felipe Giaffone, comentarista de Fórmula 1 na Band. E a categoria Super Truck, que é a categoria de acesso. Porém todos os pilotos correm juntos na pista, disputando pontos cada um em suas respectivas categorias. O catarinense Danilo Alamini atualmente corre a bordo do caminhão Volkswagen de número #00, pela Super Truck. Nesse domingo, Danilo Alamini entrou na pista em busca da liderança na sua categoria.

Catarinnse Danilo Alamini faz ótimo início de temporada na Copa Truck
Catarinense Danilo Alamini faz ótimo início de temporada na Copa Truck 

O campeonato que começou com duas etapas em Santa Cruz do Sul – RS colocou o catarinense na segunda colocação geral do campeonato. Na corrida de número 1, Danilo Alamini largou de 11° lugar, e liderou a Super Truck com tranquilidade. Conquistou um sétimo lugar no grid geral, e se habilitou para uma boa posição de largada na corrida 2 com o grid Invertido.

Danilo Alamini Vence a corrida 1 da Super Truck
Danilo Alamini vence a corrida 1 da Super Truck

Na corrida 2, logo na saída do S do Senna, um acidente envolvendo pelo menos 10 caminhões mudou totalmente  o grid na pista. Danilo Alamini aproveitou a oportunidade e assumiu a ponta. Porém por conta da quantidade de óleo que foi derramado na pista após o acidente, o Safety Truck esteve presente até a última volta. Já na última volta, Danilo Alamini escapou  com o caminhão logo na entrada da junção do traçado de Interlagos, foi ultrapassado por Wellington Cirino e terminou em segundo lugar na categoria principal, e mais uma vez vencendo a corrida pela Super Truck.

Acidente na corrida 2 provocou varios abandonos e óleo na pista
Acidente na corrida 2 provocou  abandonos e óleo na pista
Caminhão Volkswagen de número #00, Danilo Alamini liderou a corrida 2 na categoria principal
Caminhão Volkswagen de número #00, Danilo Alamini liderou a corrida 2 na categoria principal

Danilo Alamini
Danilo Alamini beia o troféu de segundo colocado na categoria principal, Copa Truck
Danilo ALamini comemora ao lado de Wellington Cirino
Danilo Alamini comemora ao lado de Wellington Cirino

Após o segundo lugar na categoria principal na corrida 2, Danilo subiu novamente ao pódio para receber o troféu de vencedor da categoria Super Truck

Com esses resultados em Interlagos, Alamini agora é o líder da Super Truck com 103 pontos. A próxima etapa da Copa Truck será em Goiânia no próximo dia 5 de Junho.

Por Thiago Silva 25/04/2022 - 10:59 Atualizado em 25/04/2022 - 11:47


A segunda etapa da Porsche Cup aconteceu em São Paulo no circuito de Velocitta. Santa Catarina estava bem representada com o Time Automotivo Farben, e o piloto criciumense André Gaidzinski.  A etapa contou com corrida dupla nas categorias Carrera Cup e Sprint Challenge.  Já no sábado a emoção foi em dose dupla. Pela categoria principal da Porsche Cup, a Carrera Cup, o Time Automotivo Farben conquistou a vitória com o piloto brasiliense, Enzo Elias. Após uma etapa conturbada em Goiânia, dessa vez ele largou em terceiro, aproveitou o vacilo dos líderes da corrida para assumir a ponta até a bandeira quadriculada.

Enzo Elias vence a corrida 1 em Velocitta
Enzo Elias ( Time Automotivo Farben) vence a corrida 1 em Velocitta


“A gente sabe que a largada no Velocitta é bem apertada”, explicou Elias. “E agora, com os carros sem o ABS, ia ser mais complexo, eu tentei administrar a freada o máximo possível para fazê-la bem forte e não travar a roda. Consegui um buraco ali, fui para cima, consegui assumir a porta logo no começo e imprimi um ritmo mais forte no começo para tentar abrir uma diferença, quando eu vi que estava um pouco mais controlado, o Paludo e eu entramos no mesmo ritmo, eu comecei a administrar”. Completou Enzo Elias, piloto do Time Automotivo Farben. 


Na categoria Sprint Challenge Sport, o piloto de Criciúma, André Gaidzinski,  já havia comentado no programa Som Maior Esportes na última quarta-feira, que gostava muito dessa pista de Velocitta. Os resultados confirmaram isso. Já no sábado um segundo lugar na corrida 1, ficando atrás somente de Guilherme Bottura. 

André Gaidzinski conquista o segundo lugar na corrida 1 da Sprint Challenge Sport
André Gaidzinski ergue o troféu  na corrida 1 da Sprint Challenge Sport
Com o carro número 14, Gaidzinski alcança ótimos resultados em Velocitta
Com o carro número 14, Gaidzinski alcança ótimos resultados em Velocitta


Na corrida do domingo, André manteve novamente o bom ritmo, conquistou mais um segundo lugar na sua categoria. O piloto André Gaidzinski conversou com o portal 4oito, e disse como foi essa segunda etapa do ano.” Foram duas corridas com muita superação, garra e escalada de posições. Um P2 no sábado e um P2 no Domingo. Tivemos um final de semana intenso e agradeço muito a nossa equipe por superar problemas com motor quinta e sexta, setup do carro e deixar competitivo para as duas corridas. Que nos leva para segundo no campeonato. Muito obrigado pelo apoio e a torcida”. 

André Gaidzinski exibe a bandeira de Santa Catarina no pódio da Porsche Cup
André Gaidzinski exibe a bandeira de Santa Catarina no pódio da Porsche Cup

O piloto que conta com o patrocínio das marcas Telec Solutions, Vitru Educação e Fanatic, está na vice-liderança do campeonato com 31 pontos, apenas 7 pontos atrás do líder Ramon Alcatraz. Um ótimo início de campeonato nas primeiras etapas do ano em direção ao título da categoria. André já havia conquistado outro pódio em Goiânia, na primeira etapa do ano da Porsche Cup C6 Bank Brasil. 

Confira como fica a classificação completa da categoria Sprint Challenge Sport

POS PILOTO PONTOS GO GO VC-2 VC-2 A-DEFINIR A-DEFINIR D
1 50 Ramon Alcaraz 38 0 0 08 10 10 10 0
2 14 André Gaidzinski 31 0 0 10 8 5 8 0
3 117 Guilherme Bottura 28 0 0 12 4 12 0 0
4 77 Josimar Jr 24 0 0 5 6 8 5 0
5 7 Piero Cifali 17 0 0 6 5 3 3 0
6 33 Gustavo Zanon 14 0 0 7 0 6 1 0
7 71 Sang Ho Kim 11 0 0 - 0 7 4 0
8 21 Miguel Mariotti 6 0 0 0 0 0 6 0
9 99 Nasser Aboultaif 6 0 0 4 0 0 2 0
10 78 Rafael Cardoso 4 0 0 - 0 4 0 0

A Porsche Cup C6 Bank Brasil retorna no dia 28 de maio, ainda sem local definido. 
 

Por Thiago Silva 21/04/2022 - 14:23 Atualizado em 21/04/2022 - 15:41

Após a invasão da Rússia na Ucrânia, empresas e marcas do país sofreram sanções ao redor do mundo. Não foi diferente com o oligarca russo Roman Abramovich - que era o proprietário do Chelsea desde o início dos anos 2000-, que colocou o clube a leilão para que as sanções sofridas por ele não respingassem no clube.

Segundo o Jornal The Mirror, o britânico Lewis Hamilton se juntou a outros atletas como a tenista Serena Williams e o campeão olímpico Sebastian Coe para fazer uma oferta de compra ao clube. Esses atletas estariam aportando cada um o valor de £10 milhões, o equivalente a R$60 milhões. Esse aporte entraria na proposta feita por Martin Broughton, ex-presidente da companhia aérea British Airways, e atual presidente da confederação internacional de atletismo.

Serena Williams e Lewis Hamilton seriam os possíveis investidores na compra do Chelsea
Serena Williams e Lewis Hamilton seriam os possíveis investidores na compra do Chelsea

O clube inglês interessa também ao co-proprietário do LA Dodgers, Todd Boehly, e a família Rickets, proprietária do Chicaco Bulls. O valor estimado do Chelsea gira em torno de £1 bilhão, mas que após investimentos na infraestrutura e melhorias do clube, o valor pode chegar a £2,5 bilhões.

Lewis Hamilton está na Itália se preparando para o Grande Prêmio da Emília Romagna, que irá ocorrer nesse fim de semana, não se pronunciou a respeito dessas notícias.

Por Thiago Silva 18/04/2022 - 09:54 Atualizado em 18/04/2022 - 10:21

Na etapa do circuito de terra em Bristol, a Nascar mostrou mais uma vez porque é a casa da emoção do automobilismo. A corrida contou com as suas características já conhecidas, onde os carros andam de lado nesse circuito de terra. Enquanto os outros circuitos de asfaltos tradicionais a aderência não permite essas derrapagens, em Bristol, ela é necessária para manter a velocidade nas curvas desse circuito oval. 


Uma vitória que parece ter saído do roteiro de algum filme hollywoodiano. O piloto Kyle Busch (Toyota #18) vinha garantindo um satisfatório terceiro lugar, já que os líderes da prova, Tyler Reddick (Chevrolet #8) e Chase Briscoe (Ford #14), estavam segundos à frente. 


Tyler Reddick segurava a liderança contra Chase Briscoe, até que na última volta, faltando alguns metros para o final, os dois pilotos se tocaram e rodaram na pista. Enquanto tentavam se recuperar, Kyle Busch aproveitou a oportunidade e cruzou a linha de chegada em primeiro, 0,333s a frente de Tyler Reddick que conseguiu colocar o carro de volta na pista. Chase Briscoe abandonou a prova após o acidente. 

Kyle Busch comemora a vitória emocionante na etapa de Bristol 2022
Kyle Busch comemora a vitória supreendente no circuito de Bristol 2022


Outro que também aproveitou a oportunidade foi Joey Logano (Ford #22), que chegou em terceiro lugar, 4,004s atrás do vencedor da prova. Com essa vitória, Kyle Busch conquista a sua 60° vitória na categoria. Veja o vídeo a seguir!


 

Por Thiago Silva 08/04/2022 - 11:24 Atualizado em 08/04/2022 - 11:49

Que o brasileiro gosta de inovar, todos nós sabemos, porém continuamos nos surpreendendo a cada dia. O Rio de Janeiro volta a ser palco da velocidade no país após 10 anos de hiato. Desde a demolição do Autódromo Internacional Nelson Piquet em 2012, para a construção do parque olímpico, o estado do Rio de Janeiro esteve de fora do mapa da velocidade no Brasil e no mundo, só que dessa vez, o Rio de Janeiro está de volta e em grande estilo. O GP do Galeão irá trazer a terceira etapa do campeonato, num circuito adaptado dentro da pista de pouso do Aeroporto do Rio de Janeiro, o Galeão. 

Foto - Duda Barros


O projeto da pista trouxe um circuito que carrega o nome do carioca e pentacampeão de Stock Car, Cacá Bueno. A pista tem um design que irá priorizar as retas de velocidade, em um endereço bem peculiar, O Aeroporto Internacional Tom Jobim será o primeiro a sediar uma competição de automobilismo. O projeto precisou não só destinar áreas da pista de pouso para o circuito de corridas, mas também criar as áreas para os boxes, públicos e vias de entrada e saída de pessoas que não atrapalhassem as atividades normais do aeroporto. 

O traçado irá contar com 3.225 metros de extensão, com sete curvas de média velocidade, tudo isso em um asfalto de concreto, diferente do asfalto de circuitos tradicionais, que provavelmente irá modificar as estratégias de parada e troca de pneus durante as corridas. O circuito está posicionado ao nível do mar, o que pode gerar mais atrito do carro com os ventos presentes nessa região. Todo esse cenário cria a expectativa de um grande fim de semana na principal categoria de automobilismo do país. 

Legenda


O projeto do Circuito Cacá Bueno contou com incentivos fiscais da prefeitura do Rio de Janeiro, através da Lei de Incentivo ao Esporte. Será a volta do Rio de Janeiro ao mapa da velocidade, que poderá futuramente contar com outras categorias nacionais e internacionais. Confira abaixo os dias e horários para as corridas do GP do Galeão e a classificação da Stock Car Pro Series após duas rodadas.

SÁBADO – 09/04/2022

08:50 – STOCK CAR – Shakedown

09:55 – STOCK CAR – 1º Treino Livre

12:50 – STOCK CAR – 2º Treino Livre – YOUTUBE

15:40 – STOCK CAR – Classificação – YOUTUBE | SPORTV (2 ou 3)

DOMINGO – 10/04/2022

13:20 – STOCK CAR – Corrida 1 – BAND | SPORTV (2 ou 3) | YOUTUBE

13:57 – STOCK CAR – Corrida 2 – BAND | SPORTV (2 ou 3) | YOUTUBE

 

 

 

Classificação após duas rodadas

  1. Gabriel Casagrande (63 pontos)
  2. Thiago Camilo (62)
  3. Rubens Barrichello (56)
  4. Daniel Serra (54)
  5. Cesar Ramos (46)
  6. Gaetano Di Mauro (41)
  7. Júlio Campos (40)
  8. Rafael Suzuki (38)
  9. Ricardo Zonta (31)
  10. Ricardo Maurício (28)
  11. Marcos gomes (28)
  12. Galid Osman (28)
  13. Bruno Batista (28)
  14. Tony Kanaan (28)
  15. Átila Abreu (27)
  16. Diego Nunes (24)
  17. Allan Khodair (22)
  18. Sérgio Jimenez (19)
  19. Nelson Piquet Jr (17)
  20. Pedro Cardoso (15)
  21. Guilherme Salas (13)
  22. Denis Navarro  (13)
  23. Cacá Bueno (12)
  24. Felipe Baptista (11)
  25. Felipe Massa (6)
  26. Felipe Lapena (5)
  27. Rodrigo Baptista (4)
  28. Lucas Foresti (3)
  29. Gustavo Frigotto (2)
Por Thiago Silva 28/03/2022 - 11:40 Atualizado em 28/03/2022 - 12:03

O GP da Arábia Saudita mais uma vez começou com a dúvida em relação a segurança do circuito para o bom andamento da prova. Após Mick Schumacher sofrer um acidente pesado no treino classificatório que o tirou da corrida, a equipe Haas decidiu correr com apenas um carro e não restaurar o carro danificado para que outro piloto realizasse a corrida. Sergio Perez marcou a primeira pole position da história do México, um momento marcante na vida do piloto que largou muito bem na primeira colocação, com o companheiro de equipe Max Verstappen assumindo a terceira colocação de Carlos Sainz. 

Largada do GP da Arábia Saudita de 2022


Lewis Hamilton largou de um incômodo décimo sexto lugar enquanto seu companheiro de equipe, George Russel, largou em quinto. A corrida foi bem difícil para o britânico que teve que lidar com congestionamento em um circuito estreito, uma estratégia diferente para tentar alcançar o pelotão da frente e problemas com as bandeiras amarelas (que nesse circuito são quase que obrigatórias). 


Sergio Perez vinha fazendo uma boa corrida, largou de pneus médios, criou uma vantagem segura para o segundo colocado Charles Leclerc, até que iria receber o golpe de azar (ou sorte para a Ferrari). Na volta de número 16, Perez parou para trocar os pneus, voltando na quarta colocação atrás de Carlos Sainz, o mexicano iria recuperar a posição quando os três carros da frente também parassem para trocar os pneus. Logo na volta 17, Nicolas Latifi bate o carro da Williams no muro provocando uma bandeira amarela com safety car virtual, e nesse momento os três carros a frente de Sergio Perez aproveitam para trocar os Pneus, o que derrubou a vantagem do mexicano que agora estava em quarto lugar, correndo contra  adversários também de pneus novos. 

O canadense Nicolas Latifi (WILLIAMS) se chocou com o muro do circuito de Jeddah


Hamilton iniciou a prova de pneus duros para que permanecesse por mais tempo na pista e assim conquistando posições, após as primeiras paradas já na volta 25, assumiu a quinta colocação, e na volta 37 quando Ricciardo e Alonso abandonam a corrida, viu a chance de trocar os pneus e se manter no pelotão da frente, porém o pit lane fechou por conta da posição em que o carro de Fernando Alonso estava parado. Na volta de número 40, Lewis Hamilton trocou os pneus duros, e caiu para o décimo segundo lugar. 


A partir da volta 41 iriámos presenciar belas disputas entre o líder Charles Leclerc e o segundo colocado, Max Verstappen, que até iria conseguir a primeira posição,  mas que seria recuperada logo em seguida pelo monegasco Leclerc. A perseguição continuou com os dois disputando cada metro do circuito, cada vácuo e abertura de asa móvel disponível, até que na volta de número 46, Max Verstappen ultrapassa novamente e faz valer a potência do motor Red Bull, que o carregou até a bandeira quadriculada. 

Charles Leclerc e Max Verstappen disputam a primeira colocação do GP da Arábia Saudita


Na volta de número 49, outra bandeira amarela com um acidente envolvendo Alex Albon, outro carro da Williams. O Circuito de Jeddah mais uma vez sediou um evento perigoso, com inúmeras pausas, e assim como em 2021 foi salvo pela genialidade dos pilotos que disputaram a ponta da corrida. 


O campeonato ganha mais uma promessa de duelo Verstappen x Leclerc, e a esperança de dias melhores para as Mercedes, principalmente com Lewis Hamilton. 
 

Por Thiago Silva 25/03/2022 - 11:08 Atualizado em 25/03/2022 - 11:20

A Fórmula 1 iniciou o ano cheia de surpresas, além do novo regulamento e dos novos carros, as equipes que vinham dominando a categoria nos últimos anos tiveram problemas já no primeiro GP. Equipes como Mercedes, Maclaren e Red Bull, tiveram um início de ano ocupando o lugar de coadjuvantes na festa ferrarista, que além de marcar a pole position, terminaram a corrida com uma dobradinha. 

Charles Leclerc e Carlos Sainz comemoram a dobradinha da Ferrari no GP do Bahrein de 2022!


As equipes Haas e Alfa Romeo que utilizam o motor Ferrari tiveram resultados incríveis, como o quinto lugar para a Haas de Kevin Magnussen, que segundo o chefe de equipe Gunther Steiner, para eles, esse resultado soou como uma vitória, e um sexto lugar para Valtteri Bottas guiando a Alfa Romeo. 

Equipe americana, Haas, comemora o surpreendente quinto lugar na primeira etapa do ano!


O “bom” resultado da Mercedes com Lewis Hamilton no pódio e o estreante da equipe, George Russel, em quarto lugar, vieram com um grande asterisco, esses resultados só foram possíveis devido ao abandono duplo da Red Bull, ambos por problemas de motor. Esses resultados ligam o alerta em ambas as equipes. 

Max Verstappen abandonou o GP do Bahrein faltando 3 voltas para o final, quando estava em segundo lugar no grid!

A Mercedes tem a convicção de que não pode depender sempre de maus resultados dos adversários, e a Red Bull precisa corrigir esse problema técnico com urgência, o carro mostrou desempenho, assim como o motor que atingiu altas velocidades na pista do Bahrein, porém o campeonato é decidido na consistência e confiabilidade do carro ao decorrer do ano. 


O Circuito de Jeddah abre a segunda etapa da temporada de 2022 após ter sediado a penúltima etapa do ano de 2021. Naquela ocasião, além do grave acidente sofrido pelo brasileiro Enzo Fittipaldi na Fórmula 2, na Fórmula 1 tivemos uma corrida recheada de acidentes, bandeiras amarelas e até vermelhas que ocasionaram uma relargada. 
O circuito de Jeddah por ser estreito, qualquer toque ou acidente exige a presença do safety car, e o trabalho da direção de prova para limpar os destroços que se espalham na pista, o que compromete o bom andamento da corrida nas três categorias presentes. 


Além dos problemas citados, tivemos o embate épico entre Max Verstappen e Lewis Hamilton, que após várias disputas perigosas, Max ao tentar devolver a posição a Hamilton, freou bruscamente na pista, que fez Hamilton chocar com a traseira do carro da Red Bull. Hamilton não teve danos graves no carro, continuou a prova até a vitória, e Max recebeu uma punição de 5 segundos. Após a insatisfação com essas decisões de prova, Max Verstappen disse ao rádio que “Isso não é Fórmula 1”, uma declaração que marcou o GP da Arábia Saudita de 2021. 

Lewsi Hamilton vence o GP da Arábia Saudita de 2021, enquanto o inconformado Max Verstappen, ficou em segundo!


Se não bastassem todas essas incertezas em relação ao circuito, a cidade de Jeddah foi alvo de bombardeios, mísseis que tinham como destino a cidade, foram interceptados, o que levantou dúvidas com relação a segurança do local para sediar a corrida, aparentemente essas arestas foram reparadas, e o GP da Arábia Saudita está confirmado. 
Aguardamos muita emoção, muitas disputas, novos rostos no pódio, e claro, aguardamos aquilo que a F1 tem de melhor, MUITA VELOCIDADE!
 

Por Thiago Silva 19/03/2022 - 13:59 Atualizado em 19/03/2022 - 19:39

É hora de dar as boas-vindas à nova Fórmula 1. O treino classificatório para a primeira etapa do ano no Bahrein, já mostrou sinais de que esse ano a F1 trará um roteiro bem diferente do que foram os últimos 9 anos de domínio total da equipe Mercedes. No último treino livre onde as equipes fazem simulações de voltas rápidas, a Ferrari já dava sinais de que estava forte diante de resultados tímidos da Mercedes e boas exibições do sempre veloz e atual campeão do mundo, Max Verstappen. 

Ferrari dominou os treinos classificatórios - Foto: XPB Images


Além do bom desempenho ferrarista, outros sinais de que a Ferrari vinha realmente forte eram as boas voltas de suas equipes clientes, como sabemos que a Haas e a Alfa Romeo utilizam o motor Ferrari, o bom desempenho dessas equipes que vêm sofrendo com maus resultados nos últimos anos, já sinalizava esse novo grid se formando. Já no Q1 tivemos as primeiras surpresas da temporada, Kevin Magnussen de volta a equipe Haas figurando facilmente entre os 10 primeiros colocados, e em certos momentos até mesmo na frente das Mercedes. Valtteri Bottas mostrou que permanece em forma, levou a Alfa Romeo ao top 10 deixou para trás a Maclaren, que teve um início decepcionante com Daniel Ricciardo ,que não conseguiu alcançar o Q2 e vai largar do 18° lugar do grid. 

Valtteri Bottas supreendeu na estreia da temporada alcançando o 5° lugar no grid de largada - Foto: Alfa Romeo


A briga estava desenhada entre Max Verstappen e Charles Leclerc, e essa parece ser a sina do piloto holandês de sempre estar em disputa sozinho contra dois carros, assim como foi contra Mercedes, agora encara as ferraris de Leclerc e Sainz.  Já no Q3, Max Verstappen utilizou a primeira volta para criar vácuo e ajudar o companheiro de equipe Sergio Perez, e após essa tentativa frustrada, realizou a volta rápida que não foi suficiente para impedir a décima pole position da carreira do monegasco Charles Leclerc. 

Charles Leclerc, da Ferrari, garantiu primeira pole position do ano, no GP do Bahrein da F1 2022 — Foto: Dan Istitene - Formula 1 via Getty Images


As Mercedes tiveram um início de temporada bem diferente dos que estavam acostumadas, Hamilton conseguiu um esforçado quinto lugar, a frente do ex- companheiro de equipe Valtteri Bottas que larga na sexta colocação. Início empolgante e que promete muitas disputas pra amanhã durante a corrida, e assim ficou o grid de largada para o GP do Bahrein de 2022.
 

Grid de largada para o GP de Bahrein de 2022

 

Por Thiago 14/03/2022 - 12:38 Atualizado em 18/03/2022 - 17:27

*Por Thiago Silva*

A temporada da copa Truck 2022 está aberta, a categoria que é formada por duas divisões, a divisão de acesso chamada Super Truck, na qual o catarinense Danilo Alamini participa, e a categoria principal, Copa Truck, que conta com nomes de peso como o comentarista de Fórmula 1 da Band, Felipe Giaffone. O circuito de abertura foi o de Santa Cruz do Sul no Rio Grande do Sul, com duas etapas no sábado dia 12, e domingo dia 13, com corridas duplas em cada etapa, com 20 minutos de duração.

Está aberta a temporada de 2022 da Copa Truck - FOTO: Duda Barros


As primeiras corridas do sábado foram um tanto conturbadas, alguns pilotos tiveram problemas para se manter na pista, e já na segunda corrida do sábado tivemos um acidente que tirou 5 caminhões da disputa em uma batida envolvendo os pilotos, Augusto, Roberval Andrade e Felipe Tozzo. Wellington Cirino e Paulo Salustiano venceram as corridas do sábado, com Danilo Alamini conquistando 27 pontos e um pódio de 4° lugar na segunda corrida. 


O domingo foi de fato especial para o catarinense, após a líder Débora Rodrigues se envolver em um toque já na largada da segunda corrida, Danilo pulou pra 4° colocação geral, e liderou a categoria Super Truck de ponta a ponta. A ótima exibição lhe rendeu o segundo lugar na disputa do campeonato com 63 de 100 pontos disputados. 
 

Danilo alamini vence a segunda corrida do domingo pela categoria Super Truck - FOTO: Alencar da Rosa
Danilo Alamini conquista o 4° lugar na categoria principal da Copa Truck - FOTO: Alencar da Rosa 

A terceira etapa da Copa Truck irá ocorrer no dia 1 de maio no autódromo de Interlagos, ao todo a temporada irá contar com 9 etapas que irão ocorrer até o més de novembro na última etapa em brasília, até la, Danilo Alamini disponta como um dos postulantes ao título da Super Truck de 2022.

Por Thiago 10/03/2022 - 11:01 Atualizado em 19/03/2022 - 13:27

*Por Thiago Silva*

Está! a equipe americana, Haas, escolheu o piloto titular para a temporada de 2022, um rosto já conhecido, o dinamarquês Kevin Magnussen, que já passou pelas equipes Maclaren (2014-2015), Renault (2016) e Haas (2017-2020), para onde retorna nessa temporada após ter sido dispensado ao lado do francês, Romain Grosjean em 2020. Um nome que até então não era cogitado pela grande mídia justamente por não ter muita lógica nessa suposição. 


Após a saída de Mazepin a Haas se não há dilema de escolha por pilotos experientes, que trouxeram uma resposta dentro da pista, que fornecessem um porte da categoria financeira e identificação da equipe com os fãs da categoria. Magnussen não era a primeira opção em nenhuma dessas perguntas. Quando imaginávamos um piloto que pudesse arcar com um aporte financeiro, pensávamos no italiano Antonio Giovinazzi, se a fosse fosse por desempenho e experiência, o nome da vez era do alemão Nico Hulkenberg e se a opção fosse um piloto jovem com apelo midiático e identificação com a equipe, certamente o escolhido seria Pietro Fittipaldi. 


Não temos em consideração que Kevin único era o piloto que levava muito perigo um pouco de cada um dos fatores. 120 GPs disputados e com uma bagagem enorme dentro da categoria GPs disputados .  

Kevin Magnussem esteve na Haas entre as temporadas 2017-2020


Magnussem talvez fosse a escolha do público que semper escolheria por novos critérios numa categoria de brilho quando o assunto que já tivesse rosto não tivesse, e ver um antigo piloto sem muito esportivo retornar ao grid, foi um banho fria água em toda a comunidade, principalmente em nós brasileiros. 


Kevin Magnussem era uma escolha lógica, porém desagradável para quem torce por uma categoria mais disputada, o que deixa a Haas em uma posição incômoda aos olhos dos fãs da Fórmula 1, a equipe americana demonstra com clareza que busca apenas a sobrevivência e não a evolução. Se observarmos as escolhas de pilotos da equipe nos últimos anos, mostram que pilotos pagantes possuem lugar garantido e o fator desportivo permanece em segundo plano, essa prática reflete o desempenho da equipe dentro da pista, que figurou nas últimas colocações sem o mínimo esboço de reação a tal cenário. 

Os jovens estreantes Nikita Mazepin e Mick Schumacher dividiram equipe em 2021 obtendo resultados desanimadores


Ao brasileiro Pietro Fittipaldi esta notícia surge como um ponto final em qualquer chance de um dia figurar no grid principal da Fórmula 1. Pietro já se aproxima de uma idade em que precisa inserir em alguma categoria do automobilismo, mesmo que um grande feito esteja em uma equipe de Fórmula 1, todo o piloto precisa estar em contato com a competição na pista, e essa decisão da equipe brasileira só confirma que sem o apoio financeiro não haverá espaço para o dentro da equipe. Pietro é um piloto com enorme potencial e com certeza irá representar muito bem o nosso país em outras categorias do automobilismo, assim como a família Fittipaldi tem feito desde a década de 60. 

Irmãos Wilson e Emerson Fittipaldi fundaram a primeira e única equipe brasileira de Fórmula 1, a CoperSucar na década de 70


 

Por Thiago 08/03/2022 - 11:50 Atualizado em 19/03/2022 - 13:27

*Por Thiago Silva*
Desde que o portal alemão Sky Sports anunciou na última quinta-feira dia 3 de março que a equipe americana já teria decidido romper contrato com o piloto russo Nikita Mazepin, devido às sanções esportivas aplicadas à Rússia, e com isso, Pietro Fittipaldi atual piloto reserva, seria promovido para a vaga titular. A primeira notícia se confirmou, a Haas encerrou os contratos com Mazepin e o patrocinador, porém Pietro ainda não foi efetivado e as declarações vindas de dentro da equipe soam negativas para o brasileiro. 


Com a Fórmula 1 ainda em pré-temporada, Pietro seria piloto nos testes do Bahrein, cumprindo com a sua função de piloto de testes. O proprietário da equipe, Eugene Haas comentou sobre as especulações a respeito do novo piloto para a temporada de 2022, “Pietro definitivamente estará nos testes. É para isso que ele está ali, ele é nosso piloto de testes. Estamos analisando vários candidatos, vendo quem está disponível e com o que temos que lidar, mas teremos alguém até quarta-feira. Certamente gostaríamos de alguém com um pouco mais de experiência de verdade, mas precisamos ver o que há para nós.” Afirmou o americano.

Gene Haas, proprietário da equipe Haas de Fórmula 1


Com essa declaração nomes como o do italiano Antonio Giovinazzi e o alemão Nico Hulkenberg, entraram na pauta por serem pilotos com uma considerável experiência dentro da categoria, Giovinazzi com 54 GPs e Hulkenberg com 184. Pietro conta com a preferência do chefe da equipe, Gunther Steiner, que ainda o enxerga como o principal nome para assumir a vaga em aberto na equipe. 

Pietro Fittipaldi e Gunther Steiner, equipe Haas


A comunidade brasileira se movimentou com essas especulações, a hashtag #PietroOnHaas esteve em primeiro lugar nos tópicos mais comentados do Twitter. Essa mobilização midiática era também uma forma de chamar a atenção de possíveis marcas e empresas brasileiras que pudessem patrocinar a participação do brasileiro no grid da Fórmula 1. 


Pietro mesmo sendo um piloto jovem, possui uma vasta experiência dentro do automobilismo em geral, com participações na Stock Car, Fórmula Indy e a Euro Le Mans Series, o brasileiro também já esteve em duas etapas da Fórmula 1 em 2020, quando substituiu o francês Romain Grosjean após um grave acidente no Bahrein daquele mesmo ano. 

 

Pietro nesse exato momento não é o piloto que oferece o melhor aporte financeiro, nem a maior bagagem como piloto na F1, olhando por esse ângulo não encontramos nenhum motivo que o credencie para tal vaga, mas precisamos levar em conta que Pietro é sem dúvidas o piloto que mais conhece a equipe, o carro, o modo de trabalhar e ainda conta com uma legião de fãs vinda da comunidade dos esportes eletrônicos liderada pelo Streamer  Alexandre (Gaules), hoje um dos maiores do mundo nesse seguimento, dessa maneira Pietro é um piloto com muito engajamento entre o público jovem, que é o público que a Fórmula 1 vem tentando reconquistar nos últimos anos. 


As cartas estão na mesa, em breve termos o anúncio definitivo vindo da Haas, mas não podemos deixar de enxergar toda essa comoção como um indício de que o brasileiro ainda se interessa com a F1, e aguarda ansiosamente a chance de voltar a torcer nas nossas manhãs dominicais. 
 

Por Thiago 04/03/2022 - 10:48 Atualizado em 19/03/2022 - 13:28

*Por Thiago Silva*

A seca de brasileiros na Fórmula 1 persiste desde 2017, o último ano de Felipe Massa na categoria. Desde então nunca mais tivemos nem a mera esperança de voltarmos ao grid, as participações brasileiras se restringiam a pilotos de testes, pilotos reserva, como é o caso de Pietro Fittipaldi hoje reserva da equipe Haas, e como foi o caso de Sergio Sette Câmara que compôs a equipe Maclaren como piloto de testes.

Os fatores que levaram o Brasil a essa escassez podem ser considerados culturais, quando que criamos o mau costume de não valorizar os pilotos pós Senna que não obtiveram os mesmos resultados do ídolo nacional, e fatores econômicos, ao passo em que a categoria foi ficando cada vez mais cara e a moeda brasileira se desvalorizou com o tempo, o que tornou impossível a competição com os grandes empresários que patrocinavam os pilotos de fora.

No grid atual temos exemplos de pilotos pagantes, o russo Nikita Mazepin é filho do bilionário Dimitryi Mazepin, principal acionista na UralKali, empresa de fertilizantes russa, que se tornou a principal patrocinadora da equipe americana, Haas,  que além de ceder a posição de titular da equipe ao piloto Mazepin, modificou a própria pintura do carro para as cores da bandeira russa, o que nos dá a noção do tamanho da participação financeira desse grupo russo dentro da equipe.

Carro da equipe Hass, exibindo as cores da bandeira russa 

Como o desenrolar da invasão e dos ataques da Rússia contra a Ucrânia, os países do ocidente se uniram para aplicar sanções econômicas e diplomáticas que se estenderam também ao mundo esportivo. A seleção de futebol russa foi desclassificada da copa do mundo, tivemos o cancelamento do GP da Rússia desse ano, atletas e comissões sofreram baixas em diversas modalidades esportivas. No automobilismo não foi diferente, além da remoção do nome do patrocinador, a Haas também removeu a pintura do carro, e mesmo que a FIA tenha concordado em autorizar a participação do russo Mazepin que iria correr defendendo uma bandeira neutra, alguns países estão proibindo a participação de pilotos russos, mesmo que em bandeiras diferentes, como foi o caso do Reino Unido, que vetou a participação de Mazepin para o GP de Silverstone.

Após os ataques da Rúsia, Haas correu sem a pintura e o nome do patrocinador durante os testes de Barcelona

A Sky Sports anunciou que a equipe Haas já teria tomado a decisão de romper com Mazepin, e teria escolhido o brasileiro Pietro Fittipaldi, que carrega o nome do avô, Emerson Fittipaldi, bicampeão mundial de fórmula 1, para assumir a vaga deixada por Mazepin.

Nikita Mazepin e Pietro Fittipaldi ganharam as principais capas dos noticiários de automobilismo

Essa Informação levantou a expectativa de termos o Brasil de volta ao grid, e a dúvida com relação a veracidade dessa informação, visto que Pietro não conta com um aporte financeiro tão alto vindo de seus patrocinadores.

Seria uma chance incrível de o Brasil voltar a ter representantes no grid, se apaixonar novamente pela categoria e reaprender o valor de apoiar nossos pilotos não apenas em momentos de glórias. Além de todas essas conquistas, o mundo do automobilismo teria a chance de assistir dois nomes históricos da categoria dividindo a mesma equipe, Mick Schumacher e Pietro Fittipaldi, certamente seria um presente a todos nós.

A equipe Haas ainda não se pronunciou a respeito das notícias, cabe a nós a torcida para que possamos ver nossa bandeira apontando novamente em um grid de Fórmula 1.

Por Thiago 08/02/2022 - 09:35 Atualizado em 19/03/2022 - 13:28

Por Thiago Silva*

O evento que será o abre alas da temporada de 2022, a Stock Car irá trazer no próximo dia 13 de fevereiro a corrida de duplas que será formada pelos pilotos titulares da categoria e um convidado especial. O evento será realizado em Interlagos, o templo do automobilismo brasileiro, e será uma ótima oportunidade para os fãs da categoria presenciarem uma corrida de alto nível, e claro, assistir grandes nomes do automobilismo acelerando na Stock Car Brasil.

Entre as principais atrações já confirmadas, Rubens Barrichello anunciou seu filho, Dudu Barrichello, pai e filho irão dividir o volante do carro de númeo #111 da equipe Full Time. Outro nome importante do automobilismo brasileiro que também irá reunir a família na pista, são os irmãos Piquet, o ex-piloto de Fórmula 1 e campeão mundial de Fórmula E, Nelsinho Piquet, irá dividir o carro com o irmão, o jovem piloto Pedro Piquet.

O anúncio talvez mais surpreendente foi o de Felipe Massa, o brasileiro anunciou que a sua dupla para esse domingo será o ex-piloto da Fórmula 1, Timo Glock, que depois de ter sido apontado como um dos responsáveis pela perda do título mundial de Felipe Massa em 2008, se encontraram pessoalmente depois de 13 anos no GP do Brasil de Fórmula 1 em 2021. Ambos tiveram a chance de conversar e esclarecer os detalhes daquele GP de interlagos em 2008. Na ocasião Timo Glock trouxe para Felipe Massa um vídeo do onboard de seu carro na última curva de interlagos em 2008, na filmagem foi possível enxergar que o alemão já não tinha mais condições de defender posições no grid com pneus gastos de pista seca em uma pista húmida, e um carro visivelmente inferior aos demais. Esclarecido o ocorrido, os dois pilotos terão a chance de selar de vez a paz dividindo o carro da Lubrax Podium.

Felipe Massa, Lubrax Podium

O Campeão de Fórmula Indy e 500 Milhas de Indianápolis, Tony Kanaan, convidou Pietro Fittipaldi, atual piloto reserva da equipe Hass na Fórmula 1. Os dois irão dividir o carro da Texaco Racing. "Fiquei bastante honrado quando recebi o convite da Texaco Racing para participar da Corrida de Duplas e queria agradecer demais a todos da equipe, em especial ao Tony (Kanaan) e ao Maurício (Ferreira, chefe de equipe). Em Curitiba, corri contra todos os titulares e agora será uma experiência diferente, competindo contra outros convidados e em uma pista incrível como Interlagos. Vou trabalhar bastante para trazermos um grande resultado para o time em São Paulo", disse Pietro Fittipaldi.

Pietro Fittipaldi, Texaco Racing

Você fã de automobilismo terá um prato recheado de atrações para curtir nesse fim de semana, que mesmo sendo um evento entre amigos e grandes nomes do esporte a motor, ninguém vai querer perder essa oportunidade de vencer em casa ao lado de seu convidado.

Por Thiago 04/02/2022 - 10:07 Atualizado em 19/03/2022 - 13:28

Por Thiago Silva*

Estamos nos aproximando de mais uma temporada da categoria Fórmula 1, mais uma vez sem brasileiros no grid, realidade que se repete desde 2018 após Felipe Massa se aposentar pela Williams em 2017. A Fórmula 1 começou a ser encarada como um mero esporte, muito diferente daquela relação apaixonada que aprendemos a criar dentro da categoria ao ligar a TV nas manhãs dominicais e torcer por nossos pilotos brasileiros, que sempre foram bons, incríveis, geniais ou foram Ayrton Senna.

Não só Ayrton Senna nos acostumou mal, antes dele Piquet e Fittipaldi já haviam dominado a categoria, porém em épocas que o aparelho de TV ainda não era um produto de fácil acesso a grande parte da população brasileira, essa realidade começa a mudar no final dos anos 80, coincidentemente o período em que Senna dominou a Fórmula 1.

Senna e Piquet, GP do Brasil 1986

Assistir Ayrton Senna ganhando corridas na tela da Globo, com narração de Galvão Bueno e o hino da vitória tocando de fundo, se tornou um ritual cultural do brasileiro. Todo esse engajamento precisava ser canalizado para a produção de futuros talentos do automobilismo, e de fato eles surgiram. Logo após o falecimento de Senna, entramos na era Rubens Barrichello, que mesmo se tratando de um piloto extraordinário, tinha papel de coadjuvante ao alemão Michael Schumacher. Anos mais tarde estaríamos assistindo Felipe Massa duelar com o ainda jovem Lewis Hamilton, pelo título mundial de 2008.

Felipe Massa e Rubens Barrichello

O protagonismo massacrante de Ayrton Senna nunca mais retornou as nossas telas de TV, já era de se esperar, pilotos como Ayrton surgem uma vez a cada década, e nem sempre com a mesma nacionalidade. O brasileiro nunca soube entender a Fórmula 1 como um esporte extremamente competitivo, as glórias passadas foram encaradas como acontecimentos de rotina, e as conquistas menores foram menosprezadas e em alguns casos até ridicularizadas.

A desvalorização dos pilotos brasileiros no pós-Senna, fez com que o público continuasse a acompanhar as corridas, porém sem o mesmo afinco, sem a mesma paixão, que corrobora com a falta de entusiasmo comercial com as categorias de base dentro do país. 2022 chegou e desde então a Fórmula 1 está totalmente diferente de tempos atrás, apenas pilotos muito bons ou muito ricos conseguem se sentar entre os 20 do grid, e encaramos a realidade de não termos fortes marcas disponíveis a dar algum respaldo econômico a nível Fórmula 1, e também não temos nenhum jovem talento que fuja da curva a ponto de despertar o interesse de alguma equipe, unicamente pelo seu talento extraordinário.

Temos sim talentos surgindo, Pietro Fittipaldi, ocupa hoje a reserva da equipe Hass, seu irmão Enzo Fittipaldi, corre pela F2, Felipe Drugovich que gera grandes expectativas no público brasileiro, também possui lugar na categoria de acesso da Fórmula 1. O que nos desanima é imaginarmos que dado o cenário atual onde boa parte das equipes da F1 já possuem um projeto de crescimento com algum jovem piloto, Red Bull com Verstappen, Mercedes com George Russel, Maclaren com Lando Norris, Ferrari com Leclerc, Alpine com Esteban Ocon, a equipe Hass conta com Schumacher vindo da escola de pilotos Ferrari, a Alpha Tauri com Pierre Gasly, e logo em seguida temos pilotos pagantes como Lance Stroll, Mazepin e Nicholas Latifi. Dificilmente iremos ver essas cadeiras vazias nos próximos 5 anos.

Esse triste cenário ainda irá nos acompanhar no decorrer dessa década, a luz no fim do túnel surge esse ano com a temporada inaugural da Fórmula 4 no Brasil. Finalmente uma categoria homologada pela FIA irá residir no país, o que irá possibilitar o surgimento de novos pilotos que agora terão acesso direto às categorias de acesso da F1, com pontuações válidas para a super licença e um caminho claro e definido de acesso à categoria principal, um passo gigantesco para a mudança dessa escassez de pilotos na categoria principal do automobilismo.

Cabe então aos fãs e apaixonados do esporte o esforço de acompanhar e prestigiar essa categoria, para que nomes possam despertar o interesse de grandes marcas, talentos possam ser descobertos e quem sabe um dia, o hino nacional brasileiro volte a ser tocado no pódio da F1.

Por Thiago 01/02/2022 - 09:54 Atualizado em 19/03/2022 - 13:28

Texto de Thiago Silva*

Como já era de se esperar, o GP de Abu Dhabi em 2021 não iria terminar após a bandeira quadriculada. As decisões de prova tomadas pela equipe de Michael Masi já vinham sendo contestadas ao decorrer da temporada, principalmente em confrontos diretos entre os postulantes ao título, Lewis Hamilton e Max Verstappen. O título de 2021 foi decidido na última volta após decisões da direção de prova terem beneficiado o holandês Verstappen, obviamente que esperávamos protestos vindos por parte da equipe Mercedes, porém não esperávamos que essa derrota seria capaz até de fazer o maior campeão da história repensar sua estadia na categoria.

Desde o dia 12 de dezembro Hamilton se manteve em silêncio, porém notícias de bastidores que surgem na mídia do esporte a motor especulam que Hamilton cogitou seriamente se retirar da categoria, e com isso a pressão sobre o atual diretor geral de prova se intensificaram e, uma demissão é mais do que provável. O secretário geral da Fórmula 1, Peter Bayer, deu declarações a respeito dos ataques sofridos por Michael Masi através dos veículos de Imprensa. “Como oficial de polícia, você raramente recebe simpatia. O que se tonou insuportável foram as reações nas mídias sociais, que não pararam por nada, como foi visto nas ameaças de morte ao (Nicholas) Latifi, da Williams” disse Bayer ao jornal austríaco Die Presse.

Hamilton chega aos seus 37 anos de idade, com inúmeros recordes em seu currículo e ainda em busca do maior de todos, o octacampeonato mundial. Mesmo com idade já avançada no esporte, a temporada de 2021 mostrou que o britânico ainda vive o auge de sua performance esportiva, a exibição no GP do Brasil comprovou isso, portanto não haveria nenhum motivo que o impedisse de acreditar em um título para essa temporada de 2022, novos carros, novo companheiro de equipe, George Russel, porém a confiança na lisura da categoria está extremamente abalada. Hamilton já deixou claro em diversas declarações que não concordava com os rumos que a categoria estava tomando, onde cada vez mais o dinheiro tem se tornado o protagonista dentro da pista.

Hamilton, GP do Brasil de 2021

O britânico já havia declarado no ano de 2015 que planejava se aposentar com 37 anos, a idade que tem hoje, porém essa ideia mudou ao renovar seu contrato com a Mercedes por mais duas temporadas no final de 2020. Disse Hamilton em 2015: “Quando penso em que ano eu provavelmente acabaria parando, seria com cerca de 37 (anos), talvez”. Na ocasião Hamilton também declarou. “Quero aproveitar o meu período de tempo porque acho que mereci estar aqui, mas não quero exagerar porque sei que em todos os anos que fico lá, um jovem pode perder sua oportunidade, porque fiquei a sua oportunidade pode ter passado. Por isso, a dada altura, vou estar consciente disso” concluiu o até então bicampeão mundial à época.

O GP de Abu Dhabi do dia 12 de dezembro de 2021, deixou a comunidade de fãs dividida, opiniões controversas irão surgir, mas nada disso irá mudar o fato de que Max Verstappen foi o campeão mundial. Hamilton não precisa provar mais nada dentro da categoria, suas conquistas são incontestáveis, e mesmo que algum diretor de prova não tenha o agradado em suas decisões, a velocidade ainda corre em suas veias, e duvido muito que irá perder a oportunidade de vivenciar a nova era da Fórmula 1, que promete ser tudo aquilo que sempre idealizou, carros mais competitivos, pilotos talentosos em todas as equipes, promessa de um campeonato mais justo com o teto de gastos, tudo indica que será uma das maiores temporadas da história, Hamilton não pode ficar de fora, e ele sabe disso.

 

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