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DEIXE AQUI SEU PALPITE PARA O JOGO DO CRICIÚMA!
* as opiniões expressas neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do 4oito
Por Arthur Lessa 21/04/2025 - 11:39 Atualizado em 21/04/2025 - 11:49

Empreender não precisa ser sinônimo de abrir um negócio do zero. No Brasil, milhares de pessoas iniciam a jornada empresarial com uma franquia.

Entre os pontos positivos estão o modelo de negócio já validado, custo incial altamente previsível, os padrões e processo já estabelecidos e a marca já consolidada. Mas também existem os pontos negativos, como a pouca flexibilidade imposta pelos padrões da marca, que devem ser seguidos à risca.

Não é a toa que esse mercado conta com mais de 195 mil pontos de operação de mais de 3 mil marcas, gera mais de 1,7 milhões de empregos diretos e representa pouco mais de 2% do pib brasileiro, com cerca de R$ 273 bilhões de faturamento em 2024.

Para saber mais sobre franquias, e como escolher aquela que mais encaixa no seu perfil, confira a minha conversa com André Belz, fundador da Rockfeller Idiomas e diretor regional da Associação Brasileira de Franchising

 

Por Arthur Lessa 11/04/2025 - 10:27 Atualizado em 11/04/2025 - 10:30

Em meio à "Guerra Fria Tributária" travada entre EUA e China, conversei com Ricardo Schweitzer sobre investimentos internacionais e em small caps, focos de duas das carteiras recomendadas oferecidas em seu portfolio. A carteira Internacional, inclusive, foi lançada em janeiro de 2025 e grande parte do patrimônio em Renda Fixa.

Com passagens por Sicredi, Empiricus e Nord Research, Ricardo Schweitzer é analista de investimentos CNPI.

Confira a entrevista completa abaixo (estreia às 12h15 de sexta)

 

Por Arthur Lessa 04/04/2025 - 11:38 Atualizado em 04/04/2025 - 11:43

Renda fixa não é um investimento sexy, mas no "País do Rentismo", pode ser um ótimo negócio se bem feito. Pra explicar como levar a Renda Fixa para esse nível mais elevado de rentabilidade, conversei com a Glenda Ferreira, sócia da Sparta Investimentos, uma das principais gestoras de fundos de Renda Fixa do Brasil.

Em 40 minutos de conversa, ela apresenta as vantagens dos fundos listados frente aos fundos "normais", o que faz com que o objetivo de rentabilidade seja maior naqueles negociados na bolsa. Além disso, ela explica quando (e porque) fundos de investimento se fecham para captação, e também quando eles reabrem para novos investimentos.

Confira abaixo a entrevista completa

 

Por Arthur Lessa 20/03/2025 - 10:29 Atualizado em 20/03/2025 - 13:23

O Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) decidiu, nesta quarta-feira (19), elevar a Taxa Selic em 1 p.p, firmando em 14,25% ao ano e prevendo nova alta em 7 de maio, próxima reunião do Comitê. Foi a quinta reunião em sequência que termina decisão de aumento.

Olhando pra trás, notei que faz quase uma década a última vez que a taxa básica de juros chegou a esse patamar. E, seguindo o raciocínio do escritor Mark Twain de que "a história não se repete, mas rima por vezes", é importante relembrar como estava o Brasil entre 29 de julho de 2015, quando a Selic chegou a 14,25%, e 19 de outubro de 2016, quando iniciou o ciclo de baixa encerrado (com algumas manutenções no meio do caminho) em agosto de 2020, aos 2% ao ano em meio à Pandemia.

IPCA

JULHO/15 - A inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor - Amplo) subia mensalmente desde 2013 e registrava naquele momento o acumulado de 8,89% ao ano, sofrendo impacto principalmente das inflação dos alimentos e bebidas (9,60%) e dos serviços (7,90%). Vendo a inflação chegando ao dobro da meta, que era de 4,5% ao ano, "o Copom decidiu, por unanimidade, elevar a taxa Selic em 0,50 p.p., para 14,25% a.a., sem viés".

OUTUBRO/16 - Passados 14 meses com a Selic estacionada em 14,25% ao ano, a inflação oficial estava praticamente no mesmo patamar, registrando 8,48% no acumulado dos 12 meses, mas agora em movimento de queda depois de atingir a máxima de 10,71% em janeiro de 2016. Sob comando de Ilan Goldfaijn, "o Copom decidiu, por unanimidade, pela redução da taxa básica de juros para 14,00% a.a., sem viés".

Dólar

JULHO/15 - O dólar chega ao fim de julho de 2015 cotado a R$ 3,34, tendo começado o ano em R$2,66 para fechar em R$ 3,95, numa alta de 48,5%. Em 2014 a moeda americana já havia valorizado 12,78% em relação ao real.

OUTUBRO/16 - Durante esses 14 meses, o dólar chega a "passear" em janeiro acima dos R$ 4,00, mas chega em outubro de 2016 cotado a R$ 3,18.

Banco Central

JULHO/15 - Com passagem pelo Fundo Monetário Internacional, o economista Alexandre Tombini foi escolhido pela reeleita Dilma Rousseff para substituir Henrique Meirelles no comando do Banco Central do Brasil, onde ingressou por concurso em 1998 e desempenhou diversas funções, como diretor de Normas e Organização do Sistema Financeiro, a partir de janeiro de 2015.

OUTUBRO/16 - Nascido em Israel (veio com a família para o Brasil aos 13 anos), Ilan Goldfajn foi indicado pelo então ministro da Fazenda Henrique Meirelles e assume em junho de 2019, no lugar de Alexandre Tombini, o Banco Central em meio à crise econômica iniciada em 2014 e com a missão de controlar a inflação. 

Governo Federal

JULHO/15 - Dilma Rousseff estava na metade do segundo mandato seguido, após dois de Lula, e sofria com a avaliação do seu governo, como apontava a pesquisa Ibope de junho de 2015, que registrava 9% de avaliação Bom/Ótimo e 68% de Ruim/Péssimo. Um ano antes, eram 31% em Bom/Ótimo e 33% de Ruim/Péssimo.

OUTUBRO/16 - Iniciado em dezembro de 2015, um processo impeachment cassa o mandato de Dilma Rousseff em agosto de 2016, quando o vice Michel Temer assume a Presidência da República e segue no cargo até 31 de dezembro de 2018.

Conclusão

Voltando no tempo, vemos que realmente algumas características presentes naquela época "rimam" com a situação vista em 2025, com destaque para a inflação sendo fortemente impacta pelos setores de alimentos e serviços. Além dos números, esses tipos de inflação são as que mais incomodam a população. 

A consequência desse incômodo aparece na avaliação do Governo, que é o outro ponto de "rima", já que vemos na pesquisa Ipsos-Ipec, divulgada em 13 de março, a avaliação de Lula em 27% Bom/Ótimo e 41% em Ruim/Péssimo. Em março de 2023, os número eram invertidos, com 41% de aprovação e 24% de reprovação.

Falando em impeachment, não acredito que haja "clima" nem tempo hábil (falta praticamente 1,5 ano de mandato) para tal processo. O que se constrói para o futuro é um cenário cada vez mais improvável de reeleição.

Mas, a partir de agora, é acompanhar e torcer para que o cenário mude e a equipe de Galípolo tenha condições de não cumprir o novo aumento anunciado para maio. Caso contrário, teremos que viajar para 2006...

Por Arthur Lessa 17/03/2025 - 10:57 Atualizado em 17/03/2025 - 11:12

Intitulado "Todo o lucro da XP depende do que insiders chamam de 'esquema Ponzi tipo Madoff'", o relatório publicado pela Grizzly Research na última quarta-feira (12) deixou o mercado financeiro brasileiro se perguntando: A XP é uma Pirâmide Financeira?

Por conta da polêmica criada, no 60 Minutos desta segunda-feira (17) estarei ao vivo pelo YouTube explicando as acusações feitas pela casa de análise e a resposta da corretora sobre o tema.

Assista e participe!

 

Por Arthur Lessa 11/02/2025 - 08:40 Atualizado em 11/02/2025 - 08:48

A Itaúsa (ITSA4), uma das queridinhas da bolsa brasileira, fez seus mais de 937 mil investidores pessoa física (quase 1 para cada 5 investidores da B3) dormirem mais felizes nesta segunda-feira.

A holding das famílias Itaú, que investe em empresas como Dexco (DXCO3), CCR (CCRO3) e Alpargatas (ALPA3), anunciou ontem pagamento de R$ 0,71685 por ação, entre JCPs e Dividendos, referentes aos resultados de 2024, divididos em três pagamentos, nos dias 07/03, 01/04 e 22/04. Isso representa um yield de 7,5% sobre o valor de fechamento do último pregão, de R$ 9,57.

No mesmo comunicado, a empresa anunciou também o lançamento de pouco mais de 149 milhões de ações com preferência de compra aos acionistas, ao preço de R$ 6,70 por ação, calculado com base na média das cotações das ações preferenciais negociadas entre 09/10/2024 e 06/02/2025, além de um deságio de 30%.

O direito de compra dessas ações com desconto será calculado na proporção de 1,3766678% com base na posição de 17/02/25. Ou, em plavras simples, a cada 72,64 ações que o investidor tiver em carteira no dia 17, ele recebe o direito a comprar uma ação da Itaúsa com desconto. 

O objetivo desse follow on é aumentar o capital da empresa em R$ 1 bilhão, de R$ 80,189 bilhões para R$ 81,189 bilhões. O valor arrecadado será destinado a reforço de caixa e ampliação do nível de liquidez da Companhia.

Esse foi um comunicado... No outro, a Itaúsa anunciou, como de praxe, as datas com e de pagamento dos proventos trimestrais de 2025, pagos na forma de Juros Sob Capital Próprio. Serão pagos R$ 0,02 liquidos por ação nos dias 01/04, 01/07, 01/10 e 02/01/26. A soma desses valores, pela cotação de fechamento de ontem, representa um yield de 0,84%.

Então, somando os dois anúncios apenas, já temos um retorno de capital sobre o investimento de mais de 8%. Isso é bastante coisa!   

Por Arthur Lessa 31/12/2024 - 15:36 Atualizado em 31/12/2024 - 16:05

Ultimamente eu tenho ouvido muito a seguinte pergunta: 

Por que algumas pessoas conseguem fazer coisas por um longo tempo, ou diversas coisas ao mesmo tempo, como se fosse algo fácil, mas boa parte das pessoas não consegue?

Eu, por exemplo, gosto de ler. Muita gente gosta de ler. Mas são poucos os que conseguem ficar 10 horas num dia lendo. Eu gosto muito de estudar,  mas tem gente que consegue pegar um tema e ficar estudando por meses, sozinho, definindo e cumprindog seu próprio cronograma para ficar 8 ou 10 horas por dia estudando. Principalmente os concurseiros. Esses fazem muito bem isso.

Como alguém consegue correr 42 km? E pra correr os 42 km, essa pessoa tem que correr 2 quilômetros, depois 5 quilômetros, depois 10 quilômetros. E na semana da corrida de 42 quilômetros, ela corre 40 quilômetros. Ou, às vezes, corre 45 km, que é para dar uma margem de segurança antes da prova. 

Como essas pessoas tem essa mente preparada, essa concentração, essa consistência, essa disciplina?

Então, vindo da praia para Criciúma ontem, eu ouvi a resposta. Eu ouvi a resposta em um dos vários podcasts que gosto de ouvir sobre finanças. E esse, com o Adriano Almeida, com passagem por vários fundos de investimento no Estados Unidos. Ele trouxe a resposta mais direta e mais simples possível sobre isso. Nesse caso, era sobre leitura.

Ele escreveu um livro e, no processo de escrever o livro, ele lia 12 horas por dia. Como? Lendo com um propósito

Você pode trocar o "leia" por qualquer outra coisa que você quiser. 

  • Estude com um propósito, como um concurseiro; 
  • Corra com um propósito, como um maratonista; 
  • Coma com um propósito; para ganhar massa muscular, ficar mais forte, ou comer menos e resistir às tentações para emagrecer. 

Invista com um propósito

É muito mais fácil investir com um objetivo que investir por investir. Porque investir é chato! Você pega um dinheiro com o qual poderia estar comprando algo prazerose e deixa lá parado. E você fica olhando, ele está ao seu alcance, é só ir lá e pegar. Se forem ações na Bolsa, em dois dias aquele dinheiro está an conta. 

Mas se você tem um propósito, esse dinheiro fica lá tranquilamente. Ele fica no modo NM², que é Não Mexe Nessa M*

E hoje, dia 31 de dezembro de 2024, eu acho um bom dia para a gente falar sobre propósito.

Então, para 2025, coloque essa palavra no canto da sua agenda, perto da sua cama, no fundo de tela do seu computador: Propósito

Faça as coisas com o propósito que elas ficarão muito mais fáceis. Na hora que a motivação cair, o propósito te lembra por que você está fazendo o que você está fazendo.

Por Arthur Lessa 17/12/2024 - 14:47 Atualizado em 17/12/2024 - 17:13

Há menos de uma semana, o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) decidiu elevar de 11,25% para 12,25% a taxa Selic, ou seja, um aumento imediato de 1%. Esse é um movimento bastante forte se tratamos de taxa básica de juros, principalmente se levarmos em conta que a expectativa do mercado há 12 meses era de estarmos hoje com uma Selic de algo em torno de 9% ao ano.

Além desse aumento já realizado, o próprio Copom deixou claro em seu comunicado que, mantidas as mesmas condições econômicas e fiscais de hoje, veremos mais duas altas igualmente intensas, de 1% por reunião. Confirmado esse cenário, e os aumentos previstos, chegaremos em março com a Taxa Selic no patamar de 14,25% de juros, algo inédito desde o período de setembro de 2015 a agosto de 2016, quando aconteceu o impeachment de Dilma Rousseff.

E vale ressaltar que a Selic é uma taxa definida, escolhida, praticamente imposta. Na prática do dia a dia há outros fatores definem o custo do dinheiro e, na situação atual de pouca credibilidade da gestão financeira do Governo Federal, os juros "de verdade" estão variando de 13,84% a.a. (vencimento em 6 meses) a em 15,43% (vencimento em 30 meses).

Em resumo, estamos num momento em que se endividar está muito caro e ficará ainda mais. E isso afeta, principalmente, pequenas empresas e famílias que já estão com problemas financeiros e, caso não encontrem solução, poderão quebrar.
 
Por isso estou muito preocupado com o Brasil e seus mais de 80% de endividados.

E nesse caos é momento de investir?

Tem uma frase que aprendi numa das primeiras aulas que tive sobre bolsa de valores, por volta de 2010 ou 2011: "Enquanto uns choram, outros vendem lenços".

Quando falo, repetidamente, no 60 Minutos, no Programa do Avesso, no Programa Adelor Lessa, nas palestras e cursos que o melhor investimento que existe é não precisar do dinheiro dos outros, é em cenários como esse que eu penso. É nessa hora que o investidor/poupador respira fundo e aproveita a tranquilidade de ter feito bem a lição de casa.

Como se a tranquilidade da alma não fosse suficiente, são momentos assim, nos quais há uma sensação de fim do mundo, de terra arrasada, quando se ouve ao longe os gritos de "corram para as montanhas!" que apresentam as grandes oportunidades de investimento, que podem representar os maiores ganhos da jornada do investidor.

Uma dessas oportunidades tem sido oferecidas pelo próprio Governo Federal, que, precisando de dinheiro para dar conta das despesas contratadas, se vê obrigado entregar retornos como estes abaixo, oferecidos na tarde desta terça (17).

Taxas oferecidas pelo Tesouro Direto às 14h desta terça

Trocando em miúdos, ao investir em uma taxa de 15% ao ano, você dobra o seu dinheiro em cinco anos. Se quiser ser mais preciosista e descontar o imposto de renda, a dobra do valor acontece em seis anos.

E, se o Governo, que é o menor risco de calote, imagine quanto estão oferecendo os CDBs, LCIs, LCAs, Debêntures,...

Não é só na renda fixa

Muitas vezes esquecida, ou mal vista, a Bolsa de Valores também oferece oportunidades impressionantes em tempos sombrios como esses. E a explicação é bem simples e baseada em risco e retorno: 

Se consigo garantir praticamente sem risco um retorno de mais de 15% ao ano no Tesouro, preciso que uma ação me entregue mais rendimento para compensar o risco sensivelmente maior que vou enfrentar. 

E, como ações não contam com as taxas de juros da renda fixa, o retorno vem por meio de lucro e dividendos. Então, se uma ação custa R$ 50 e paga R$ 5 de dividendo no ano, é um retorno de 10%. Mas, como preciso de 20% para valer a pena o risco e a empresa não pode simplesmente "inventar" mais R$ 5 anuais de dividendos por ação, o que muda é a outra ponta, do preço, que precisa descer até R$ 25 para entregar o retorno buscado (25 x 20% = 5).   

O exemplo acima, com desvalorização de 50% no preço de uma ação, é apenas ilustrativo (mesmo que possível), mas ser para explicar o que estamos vendo nos preços de ações de empresas estáveis e saudáveis, caindo 25% ou mais nos últimos 12 meses. Boa parte delas não vai quebrar, não estão em crise e muitas, por outro lado, seguem aumentando seus lucros. São apenas os investidores que tem sido mais exigentes.

E você? Está preocupado ou está investindo?

Por Arthur Lessa 13/12/2024 - 11:18 Atualizado em 13/12/2024 - 11:30

O conjunto de aumento da longevidade e redução da natalidade tem deixado a população mundial mais... velha. E esse movimento que começou em países mais antigos, principalmente na Europa, inevitavelmente chegou ao Brasil e coloca em dúvida o futuro das aposentadorias. Mas , enquanto a pirâmide etária se torna menos piramidal, o que deve ser feito para manter a sustentabilidade da Previdência Social? 

Para aprofundar essa questão, conversei com um dos maiores especialistas do tema no Brasil, o economista Fábio Giambiagi, que, em parceria com Paulo Tafner, publicou há poucos meses o livro A Reforma Inacabada: o Futuro da Previdência Social no Brasil , no qual aborda pontos que não foram resolvidos na Reforma da Previdência de 2019, seja por questões políticas, seja pelo simples fato de que o envelhecimento da população demandará periódicas reformas das reformas com o objetivo de manter a sustentabilidade do sistema.

Confira entrevista completa no YouTube

Por Arthur Lessa 27/11/2024 - 16:03 Atualizado em 27/11/2024 - 16:16

Está marcada para as 20h30 desta quarta-feira (27) a apresentação do tão aguardado "plano de corte de gastos" do Governo Federal. Pelo menos essa é a informação que circula nos corredores do Palácio do Planalto, em Brasília (DF), sobre o tema do pronunciamento em rede nacional de Fernando Haddad, Ministro da Fazenda, na noite de hoje. 

Segundo apuração do Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), nos 7 minutos e 118 segundos de duranção da manifestação, Haddad deve apresentar, entre outras medidas, mudanças no abono salarial, na política de reajuste do salário mínimo, nas regras do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e na previdência e pensão de militares.

Outro anúncio que deve ser feito pelo Ministro é o de isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, uma das principais promessas de campanha do presidente Lula.

O pacote fiscal a ser apresentado nesta noite será viável? Será efetivo? Será "para inglês ver"? 

Veremos mais tarde...

Por Arthur Lessa 25/10/2024 - 12:14 Atualizado em 25/10/2024 - 12:17

Home office, trabalho híbrido, inteligência artificial,... Nada disso deve ser o foco da preparação das empresas para o futuro do trabalho, mas sim a relação das pessoas com suas expectativas, paciência e engajamento com as funções que exercem em cada organização, desde os CEOs e líderes em geral até os estagiários.

Para aprofundar esse tema, conversei com Alexandre Pellaes, pesquisador, consultor e especialista em modelos flexíveis de gestão. Confira no vídeo abaixo.
 

 

Por Arthur Lessa 18/10/2024 - 10:57 Atualizado em 18/10/2024 - 11:16

Na entrevista especial desta semana, conversei com o professor Ricardo Humberto Rocha*, autor do livro "Esticando a Mesada". Nos quase 40 minutos de conversa, exploramos a importância de incluir a mesada na rotina dos filhos, discutindo quando e como fazê-lo de maneira eficaz.

Além disso, a conversa aborda temas essenciais como a escassez do dinheiro, a relação entre dinheiro e trabalho, e a importância do investimento para o futuro das crianças. Uma conversa cheia de insights valiosos para pais e educadores!

*Ricardo Humberto Rocha é professor do Insper, mestre em Administração pela PUC-SP, doutor em Administração pela FEA-USP, além de consultor da ANBIMA, FEBRABAN, B3, Fundação Carlos Chagas e Planejar – Associação Brasileira de Planejadores Financeiros. Possui 7 livros publicados. Atua na área de Finanças nos temas Finanças de Mercado, Finanças Corporativas, Gestão de Riscos e Educação Financeira.

Por Arthur Lessa 16/09/2024 - 13:09 Atualizado em 16/09/2024 - 15:34

Segundo o dicionário Michaelis, a definição de Confisco é "Ato ou efeito por parte do Estado, em período de guerra, de se apoderar, durante uma operação militar, de propriedade privada, a fim de que o inimigo não tome posse dela".

Lembro de falar várias vezes no 60 Minutos que não acreditava ser possível a execução de um novo confisco de dinheiro dos brasileiros, como o Confisco da Poupança de março de 1990, no início do Governo Collor. Desde a semana passada, já acho possível e, mais que isso, provável

O Projeto de Lei 1.847/24, votado na Câmara Federal na madrugada de quarta-feira (11) para quinta-feira (12), e diversas medidas  autoriza o Governo Federal a absorver para o Tesouro Nacional R$ 8 bilhões do chamado "dinheiro esquecido" de pessoas físicas e jurídicas, hoje depositado no Banco Central, além de R$ 12 bilhões de depósitos de processos contra o Governo ou estatais. Para esclarecer o tema, conversei com o advogado tributarista Zelei Crispim da Rosa. Confira aqui a entrevista

A autorização de apropriação do dinheiro do cidadão pelo Governo está no Capítulo VIII do PL, intitulado "DOS RECURSOS ESQUECIDOS", do qual o artigo 45 dá detalhes (os destaques são meus):

Art. 45. Os recursos existentes nas contas de depósitos, sob qualquer título, cujos cadastros não foram objeto de atualização, na forma da Resolução do Conselho Monetário Nacional nº 4.753, de 26 de setembro de 2019, somente poderão ser reclamados junto às instituições depositárias até 30 (trinta) dias após a publicação desta Lei.

          § 1º A liberação dos recursos de que trata este artigo pelas instituições depositárias é condicionada à satisfação, pelo reclamante, das exigências estabelecidas na Resolução do Conselho Monetário Nacional nº 4.753, de 26 de setembro de 2019. 

          § 2º Decorrido o prazo de que trata o caput, os saldos não reclamados remanescentes junto às instituições depositárias passarão ao domínio da União e serão apropriados pelo Tesouro Nacional como receita orçamentária primária para todos os fins das estatísticas fiscais e da apuração do resultado primário a que se refere o § 4º do art. 2º da Lei Complementar nº 200, de 30 de agosto de 2023.

          § 3º Uma vez que os saldos não reclamados remanescentes forem apropriados pelo Tesouro Nacional na forma do § 2º, o Ministério da Fazenda providenciará a publicação, no Diário Oficial da União, de edital que relacionará os valores recolhidos, indicará a instituição depositária, a agência e a natureza e o número da conta do depósito e estipulará prazo de 30 (trinta) dias, contado da data de sua publicação, para que os respectivos titulares contestem o recolhimento efetuado.

          § 4º Do indeferimento da contestação cabe recurso, com efeito suspensivo, no prazo de 10 (dez) dias, para o Conselho Monetário Nacional.

          § 5º Decorrido o prazo de que trata o § 3º, os valores recolhidos não contestados ficarão incorporados de forma definitiva ao Tesouro Nacional na forma do § 2º.

Ou seja... O dinheiro é seu, mas, se você não buscar rápido o suficiente ou não reclamar a tempo, o Governo pega pra ele de maneira definitiva. Me lembra a política de achados e perdidos de clubes e escolas, que avisam que objetos não reclamados em um período X serão descartados.

E, agora que você sabe que a "mão do Estado" está rodeando seu bolso, deve estar pensando no que fazer para não sair no prejuízo. E eu te respondo: PEGUE AGORA O SEU DINHEIRO!

Que dinheiro é esse?

Apesar do termo usado popularmente, é importante saber que esse dinheiro não é exatamente esquecido pelo cidadão, como pode parecer, mas sim pelos bancos e financeiras. São valores que normalmente ficam pra trás em um fechamento de conta corrente, por exemplo, e acabam num "limbo" em que não são patrimônio do banco mas não podem ser enviados para o titular, que não tem mais conta naquele banco. 

Como resgatar meu "dinheiro esquecido" no Banco Central?

Antes de resgatar, você precisa saber se e quanto tem a receber. Para isso, você deve acessar o site Valores a Receber (link aquie clicar em Consulte Valores a Receber. Para consultas de Pessoa Física, é necessário ter em mãos o CPF e a Data de Nascimento. No caso de Pessoas Jurídicas, o CNPJ e a Data de Abertura da empresa. 

Caso apareça que há valores a receber, volte ao site Valores a Receber (link aqui) e clique em Acesse o Sistema de Valores a Receber. Aqui é usada a sua conta gov.br (nível prata ou ouro) para saber como solicitar o valor ou verificar protocolos de solicitação. Se você tem mais de R$100 para receber você deve ativar o duplo fator de autenticação. Saiba como aqui.

Em março de 2023, quando o SVR (Sistema de Valores a Receber) foi reativado, o próprio Banco Central publicou o vídeo abaixo ensinado a consultar e resgatar os valores.

Resgate de valores de falecidos

Existem valores retidos no Banco Central como "esquecidos" também de pessoas falecidas e também é possível resgatá-los seguindo alguns passos a mais que no processo anterior. Para entender melhor, assista ao tutorial produzido pelo Banco Central (clique aqui para assistir), que explica cada etapa da consulta e do resgate dos valores. 

Por Arthur Lessa 14/08/2024 - 08:38 Atualizado em 15/08/2024 - 16:18

Atualizada em 15/08/24, às 15:41

Na reta final do período de definição das candidaturas para as Eleições 2024, já surgem no sistema de transparência do TSE os registros oficiais das campanhas. Então aproveitei para analisar as declarações dos quatro candidatos à Prefeitura de Criciúma: Arlindo Rocha, Jorge Godinho, Julio Kaminski, Jose Paulo Ferrarezi, Ricardo Guidi e Vaguinho.

>> Entenda as regras para declaração de bens dos candidatos ao TSE

Arlindo Rocha

O patrimônio de R$ 2.314.090,04 de Arlindo Rocha é composto por principalmente por imóveis, com um apartamento e dois terrenos somando R$ 938.500,50, seguido pela surpreendente quantia  R$ 800 mil em espécie e dois automóveis, que somam R$ 471.280,00. Falando em investimentos, Rocha declara R$ 96.309,54 entre um consórcio e um plano de previdência.

Jorge Godinho

O patrimônio de R$ 750.000,00 de Jorge Godinho é composto por dois imóveis, um residencial de R$ 600.000,00 e uma casa de praia de R$ 100.000,00, além de um carro de R$ 50.000,00. Não consta na declaração nenhum tipo de investimento ou bem financeiro.

Jose Paulo Ferrarezi

Entre os candidatos registrados até as 10h desta quinta-feira, 15, Jose Paulo Ferrarezi tem o menor patrimônio declarado entre os candidatos à Prefeitura de Criciúma, com dois terrenos e dois carros, sendo um Gol e um Corsa, totalizando R$ 237.500,00. Não há declaração de investimentos, saldo em conta bancária ou participação societária em empresa.

Julio Kaminski (corrigido)

O patrimônio de R$ 449.460,49 declarado por Julio Kaminski é composto por R$ 330.460,46 em imóveis, sendo um apartamento residencial, um apartamento no Balneário Rincão e uma fração de terreno, além de um veículo avaliado em  R$ 119.000,00. Não há declaração de investimentos, saldo em conta bancária ou participação societária em empresa.

ERRATA: Por conta de uma instabilidade no sistema do TSE, o registro do candidato Julio Kamisnki apresentava "Não há bens a declarar". Após atualização, foi possível acessar a declaração preenchida

Ricardo Guidi

O patrimônio de R$ 2.693.565,84 de Ricardo Guidi é composto em quase 2/3 por imóveis, sendo 18 terrenos em Criciúma, Içara, Imaruí e Urussanga, um apartamento e uma casa em Criciúma, totalizando R$ 1.757.591,54. As participações societárias somam R$ 586.000,00, enquanto os investimentos estão em R$ 345.971,47 em ações e R$ 262,28 em renda fixa, além de R$ 3.740,55 em conta corrente. Nenhum automóvel foi declarado por Guidi.

Vaguinho

Com a declaração mais enxuta (até o momento), Vaguinho declara patrimônio de R$ 300.000,00, apenas com um apartamento declarado. Não foi declarado nenhum automóvel, investimento ou ativo financeiro.  

Confira a segmentação dos patrimônios declarados

  Arlindo Rocha Jorge Godinho Jose Paulo Ferrarezi Julio Kaminski Ricardo Guidi Vaguinho
Imóveis 938.500,50 700.000,00 180.000,00 330.460,49 1.757.591,54 300.000,00
Automóveis 471.280,00 50.000,00 57.500,00 119.000,00 x x
Empresas 8.000,00 x x x 586.000,00 x
Investimentos 96.309,54 x x x 346.233,75 x
Dinheiro 800.000,00 x x x 3.740,55 x
Patrimônio 2.314.090,04 750.000,00 237.500,00 449.460,49 2.693.565,84 300.000,00

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Por Arthur Lessa 06/08/2024 - 13:55 Atualizado em 06/08/2024 - 14:38

Além de escrever seu nome definitivamente na história olímpica mundial e ser reverenciada pela, até então, referência mundial da ginastica artística, a brasileira Rebeca Andrade preparou pra si um bom futuro financeiro ao garantir a soma de R$ 826 mil pelas quatro medalhas conquistadas nos Jogos de Paris 2024. Mas, levando em conta que ela seja responsável e invista bem, quanto esse dinheiro pode render?

Mas, antes de irmos aos cálculos, é importante deixar claro que as medalhas em si (objetos brilhantes) não sofrem nenhuma tributação. Então aqui vamos falar do dinheiro que será pago pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) à atleta. Entendeu? Espero que sim...  

R$ 226 mil pro "Leão"

Antes de calcularmos o rendimento, é preciso levar em conta que o desconto do Imposto de Renda deverá ser de R$ 226.265,03. Uma "bocada" do Leão de quase 27,5%. Assim, ela terá em mãos R$ R$ 599.734,97 para usar. Esse é o valor de base que vamos usar nos exemplos.

Renda Mensal

FIIs - Uma ótima classe de ativos para geração de renda é a dos Fundos Imobiliários que conta com pagamentos mensais regulares de proventos. Estes valores, que simulam os aluguéis de imóveis, ainda contam com a vantagem de isenção de imposto. Para definir o valor de 0,8% do patrimônio a ser pago mensalmente (ou 9,58% ao ano), tomei como base a carteira recomendada de FIIs do Ricardo Schweitzer.

Tesouro Selic - Ótimo para reserva de emergência e com muita rentabilidade por conta da manutenção da Selic em 10,5% ao ano. Vale ressaltar que para esta renda mensal, a Rebeca teria que resgatar mensalmente os juros, que tem incidência da tabela regressiva de Imposto de Renda (de 22,5% a 15%, dependendo do período investido). 

Tesouro IPCA + 6% - Levando em conta a taxa oferecida nesta terça-feira (06/08) para o Tesouro IPCA+ 2035 com juros semestrais, que é de 6% além da inflação, e a inflação em 4% (patamar atual), a rentabilidade anual é de 10%. Como os juros são pagos a cada 6 meses, dividi o valor líquido (após desconto de IR) de cada pagamento em seis parcelas.

Poupança - A aplicação mais tradicional e conhecida do brasileiro é a que rende menos neste cenário. Apesar de ser isenta de qualquer imposto, a rentabilidade da Poupança é de 70% da Selic, com limite de 6,17% ao ano. Por conta disso, rende sensivelmente abaixo dos investimentos que oferecem 100% do CDI que, em caso de desconto máximo do IR, ainda retornam 77,5% "limpo".   

Mas, atenção...

Vale ressaltar que esses exemplos, mesmo completamento factíveis, são hipotéticos e não devem ser tomados como garantia de rentabilidade. Além disso, não levam em conta a inflação futura que, reduz o poder de compra ao longo do tempo e, por isso, o ideal é que parte dos juros e proventos sejam reinvestidos para compensar esse efeito.

Por Arthur Lessa 02/08/2024 - 12:30

Ser empreendedor, principalmente no Brasil, é um ato de coragem e, tanto quanto, dedicação. E essa dedicação normalmente é apresentada em turnos de 16 ou 18 horas de trabalho diário e participação ativa, com "mão na massa", em todos os setores da empresa. O que normalmente é visto com bons olhos pode, na verdade, ser a âncora que impede o crescimento de uma negócio.

"Esses donos de empresa são centralizadores e fazem um trabalho operacional. E pelo fato de serem centralizadores e fazerem um trabalho operacional, ele se torna gargalo do negócio", explica Marcelo Germano, mentor de negócios e fundador do Programa EAG - Empresa Autogerenciável, que estará em Criciúma no dia 8 de agosto com o Workshop EAG Presencial.

Germano defende que, ao contrário do que imaginamos quando se fala de empreender, muitas horas de trabalho do empresário não são uma rotina sustentável no longo prazo, seja para a pessoa, seja para a empresa. Segundo ele, é preciso sair do operacional e focar no trabalho estratégico, definindo as metas, objetivos, necessidades e processos, gerando valor para o negócio. E, para isso, o empresário precisa ter tempo para pensar, estudar e analisar.

Esse é um dos pontos principais apresentados na entrevista que Marcelo Germano concedeu ao 60 Minutos. Confira a entrevista na íntegra no vídeo abaixo

 

Por Arthur Lessa 24/06/2024 - 09:59 Atualizado em 24/06/2024 - 10:05

Em um exemplo indiscutível de "se não pode vencê-los, una-se a eles", a Magazine Luiza comunicou, na manhã desta segunda-feira, o acordo firmado com a chinesa Aliexpress para venda de seus produtos no marketplace da varejista brasileira, além do seu próprio.

Além de o Aliexpress, do grupo Alibaba, passar a vender seus produtos na "vitrine" da Magalu, esta passará a oferecer produtos do seu estoque próprio na plataforma brasileira do Aliexpress.

Confira o comunicado da Magazine Luiza

COMUNICADO AO MERCADO

MAGAZINE LUIZA S.A. (“Companhia” ou “Magalu”) vem a público comunicar aos seus acionistas e ao mercado em geral que celebrou um acordo com o Aliexpress, plataforma de marketplace internacional do Alibaba International Digital Commerce Group (“Aliexpress”), para a listagem e venda de seus produtos em ambos os marketplaces.

O Aliexpress passará a vender como seller do marketplace do Magalu (3P), oferecendo milhares de itens da sua linha Choice – serviço de compras premium, incluindo produtos com o melhor custo-benefício e velocidade de entrega.

Serão disponibilizados produtos das mais diversas categorias, totalmente complementares às disponíveis atualmente no e-commerce do Magalu. Com isso, a Companhia amplia de forma significativa o sortimento oferecido, acelerando a sua estratégia de diversificação de categorias e de aumento da frequência de compra. Os pedidos realizados no Magalu serão importados por meio do programa Remessa Conforme, impulsionando a operação cross border da Companhia.

Ao mesmo tempo, o Magalu oferecerá produtos do seu estoque próprio na plataforma brasileira do Aliexpress, também complementando o sortimento oferecido por eles. Serão vendidos, inicialmente, itens das categorias de bens duráveis, nas quais o Magalu é líder de mercado no Brasil, com capilaridade logística e multicanalidade, fortalecendo também as vendas do e-commerce com estoque próprio (1P) da Companhia. 

A parceria potencializa duas das maiores audiências do e-commerce brasileiro, com mais de 700 milhões de visitas mensais nas duas empresas, e possibilita que o consumidor final tenha acesso a um amplo portfólio de produtos, com curadoria e serviço de qualidade. 

Um acordo desse tipo é inédito para ambas as empresas. É a primeira vez que o Alibaba, por meio do Aliexpress – uma das maiores empresas de e-commerce do mundo – faz um acordo estratégico com uma empresa fora da China. Para o Magalu, é a primeira vez que seus produtos serão listados e vendidos por meio de outra plataforma de marketplace.

São Paulo, 24 de junho de 2024.

Roberto Bellissimo Rodrigues
Diretor Financeiro e de Relações com Investidores

 

Por Arthur Lessa 14/06/2024 - 12:24 Atualizado em 14/06/2024 - 14:20

No mercado desde 2007, a TRX Investimentos é uma gestora que chama atenção pelo foco. Ao contrário de outras assets, que contam com vários fundos de investimento no portfolio, muitas vezes em setores e mercados diversos, a equipe da TRX foca em apenas um: o fundo imobiliário (FII) TRX Real Estate (TRXF11).

O TRXF11 é registrado como um fundo híbrido, que pode investir em diversos tipos de ativo, mas atualmente tem boa parte do patrímonio investido em imóveis locados para empresas varejistas dos setores de supermercado, atacado e material de construção.

Para entender melhor a estratégia e as rotinas de gestão da TRX e do TRXF11, conversei com Gabriel Barbosa, gestor, sócio e membro do comitê de investimentos da gestora. Entre os destaques da conversa estão o foco em um único fundo e a escolha pelo setor do varejo.

Por Arthur Lessa 12/06/2024 - 11:46 Atualizado em 12/06/2024 - 11:47

Uma questão que incomoda muitos pais investidores é "como e quando tratar de dinheiro com os filhos".

Eu tenho passado por isso também. E algo que aprendi com a minha pequena de 10 anos é a importância de separar os conceitos de Matemática, Economia e Juros Compostos.

A Economia e, principalmente, a Matemática, por ser matéria de escola e não ser tangível, causam reação negativa e impedem que a cabeça esteja aberta para o dois conceito mais interessante (e importante) deles: os Juros Compostos. Não mostre no papel, com fórmulas, como os investimentos multiplicam patrimônios. Mostre da maneira mais palpável e concreta que for possível.

Plantando dinheiro

Um exemplo que eu gosto muito é mostrar como uma fruta, quando plantada, cria uma “máquina” de gerar mais frutas. Depois você explica que a semente é o dinheiro que você deixou de gastar (comer) e investiu (plantou).

Assim como acontece no início da jornada de investimento, no primeiro momento você não vê nada sendo criado. Nem mesmo a fruta original, que está plantada embaixo da terra.

Demora alguns dias, no caso de um pé de tomate-cereja, por exemplo, pra aparecer o primeiro raminho verde furando a terra. A partir daí, devagar e sempre, a criança acompanha o crescimento da planta. E, um tempo depois, entre dias de folhas mais firmes e outros de folhas mais murchas, essa mesma planta começa a mostrar seus dividendos. Digo… Seus frutos.

É lúdico. É simples. É divertido. É educativo.

E, como numa boa carteira de investimentos, para que esse processo dê certo é preciso cuidado, seja regando e oferecendo sol à planta, seja reinvestindo e estudando seus investimentos.

Por Arthur Lessa 07/12/2023 - 18:17 Atualizado em 07/12/2023 - 18:45

Se eu falar para você de Magazine Luiza, você pensa em geladeira, eletrodoméstico ou bolsa de valores?

Até pouco tempo atrás, além de grande destaque do varejo nacional, a Magalu era o Messi da Bolsa de Valores brasileira. Os investidores, desde os mais iniciantes até alguns analistas com tempo de estrada, repetiam o mantra: quem será a próxima Magalu?

Essa adoração pelas ações da empresa eram motivadas pela meteórica valorização de suas ações, tiveram seu preço valorizado em 68.725% novembro de 2015 a novembro de 2020. Sim…. Você não ouviu errado. Quase 70.000% em cinco anos. Ou, em outros termos, uma multiplicação de 687 vezes do dinheiro investido.

Se no lugar de comprar um iPhone 6 por R$ 3.500,00, preço em 2015, o investidor hipoteticamente tivesse investido esse dinheiro em ações da Magazine Luiza e sacado em novembro de 2020, teria que saber o que fazer com os mais de R$ 2 milhões que sobrariam limpos na mão depois de pagar o Imposto de Renda sobre o lucro.

O termo hipoteticamente pode ter passado despercebido antes, mas é importantíssimo no raciocínio que estamos construindo aqui. Porque, na vida real, no cotidiano do investidor, seja ele iniciante ou experiente, ao mesmo tempo que não existe bola de cristal, existe o fator humano, com suas ansiedades e incertezas.

Pouca gente investiu em ações da Magalu em 2015, por diversos motivos. Havia poucos CPFs na Bolsa naquele ano, eram 557 mil, pouco mais de 10% dos 5,3 milhões registrados na última pesquisa da B3. Além disso, o Brasil passava por momentos turbulentos economica e politicamente, que culminaram no Impeachment da presidente Dilma Rousseff no ano seguinte.

E, não menos importante, a própria empresa enfrentava uma situação crítica em 2015, em meio a um processo de reestruturação que, anos depois, se mostrou bem sucedido e levou aqueles que acreditaram (ou apostaram) nessa recuperação, a lucros impressionantes. Mas, com certeza, não de 68 mil por cento.

Vários investiram depois de 2015 e outros vários resgataram seus investimentos antes de 2020. Afinal, você não faria ao ver que seu dinheiro multiplicou 100 ou 200 vezes? O nome disso é “realizar o lucro”.

Mas por que eu estou contando essa história?

Para incentivar você a buscar empresas em situação complicada, mas com grande possibilidade de recuperação e, assim, ficar milionário com um golpe de sorte? Não! Pra isso eu indico mais a aposta na Mega Sena, que tem um custo menor, já que uma aposta de R$ 5 pode lhe render R$ 50 milhões, ou seja, valorização de 1.000.000.000%.

A história da valorização astronômica das ações da Magalu é, na verdade, uma armadilha para os entrantes da Bolsa de Valores. Esse tipo de coisa não acontece o tempo todo e, quando acontece, não é previsível. Só se tem certeza olhando pra trás, depois que aconteceu. E, ao olhar pra frente, não se sabe o que vai acontecer.

Mas eu te digo o que aconteceu...

Depois do BOOM do e-commerce motivado pelo isolamento da pandemia, a empresa, que era vista como empresa tech, comparada à Amazon, por exemplo, passou a ser avaliada como empresa de varejo, o que muda muito os critérios de precificação de ações. Além disso, com a alta da Selic, que escalou de 2% a 13,75% ao ano em poucos meses, o publico-alvo da varejista passou a ter mais dívidas e comprar menos itens não essenciais.

Por isso, desde o pico de 6 de novembro de 2020 até 6 de novembro de 2023, três anos passados, as ações de Magalu se desvalorizaram 95%. Usando o mesmo exemplo, aqueles R$ 3.500,00 teriam retornado ao investidor R$ 175. Não são 175 de lucro… São 175 que sobreviveram.

Com isso, a lição de hoje é calma!

Principalmente no começo, não é raro que as primeiras ações investidas tenham uma grande valorização. O importante é ter em mente que isso pode mudar e, principalmente, que você não é o novo gênio do mercado financeiro.

Paciência e calma não fazem mal ninguém.

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