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* as opiniões expressas neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do 4oito
Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 31/08/2020 - 12:45

Busco, na edição que circulou na semana de 3 a 10 de abril de 1965, do nosso saudoso semanário Tribuna Criciumense, os tópicos de publicações que dão um mergulho no passado e se transformam na Crônica da Cidade de hoje. 

TÁVORA PERCORREU A BR-59 – Para inspecionar os trabalhos de abertura da BR-59, visitou o estado catarinense, no último domingo, o ministro da Viação e Obras Públicas Juarez Távora. Exatamente às 9h00 o avião da FAB que transportava o Marechal pousou no aeroporto de Joinville onde era aguardado por autoridades e populares. Foi recepcionado pelo governador Celso Ramos, deputado Álvaro Catão, deputado Ivo Silveira, presidente da Assembleia Legislativa, secretário Aroldo Pederneiras, Annes Gualberto e outras autoridades. Imediatamente pôs-se à inspeção percorrendo o trecho Joinville-Itajaí. O almoço foi em Balneário Camboriú. Em Florianópolis, por articulação do deputado Álvaro Catão, o ministro se reuniu com lideranças empresariais e políticas do sul catarinense. Pois então: o trecho norte da atual BR-101 já recebia pavimentação asfáltica e o sul ainda não tinha concluído a sua implantação.

SINDICATO DOS MINEIROS – Tribuna Criciumense recebeu ofício do Sindicato dos Mineiros de Criciúma comunicando que, por Portaria do Delegado Regional do Ministério do Trabalho e Previdência Social, foram designados para dirigirem o referido sindicato, Manoel Satiro Bittencourt, presidente, Almor José Teixeira, Secretário e Odorico Salvatino Alexandre, Tesoureiro.

MISS BRASIL EM CRICIÚMA – O City Clube, sábado, dia 24 de abril, irá movimentar a nossa sociedade, com mais uma grandiosa promoção que deverá sublinhar, a traços de ouro, início da sua bem elaborada jornada social de 1965. Um grande baile, cadenciado pelo Conjunto Ravena, de Laguna, receberá sua majestade, Ângela Vasconcelos, miss Brasil 1964. E o City fez história com tais promoções: anualmente trazia a miss Brasil para participar de um baile. Inclusive a Miss Mundo, Ieda Maria Vargas, também esteve no nosso clube de jovens.

GRÊMIOS ESTUDANTIS COM NOVAS DIRETORIAS – Eleitos em seus respectivos estabelecimentos escolares, assumiram a direção de seus grêmios: na Escola Técnica de Comércio, no Grêmio Castro Alves, assumiram Anselmo Raimundo, presidente; Cláudio Aristeu Garcia e Enor Rocha, vices-presidentes. No grêmio estudantil Rachel de Queiroz: presidente Evilásio Amador, Vice-Presidente Dominizio Freitas Sobrinho.  No grêmio Madre Teresa Michel assumiram: Tânia Piacentini, presidente; Linei Regina Conti vice-presidente; Marlene Coral e Zulmira Benedet na secretaria; Marilina Búrigo e Maria Bernardete Castelan na tesouraria.

Esta e as demais crônicas vão ao ar na Rádio Som Maior. E eu retornarei amanhã. Até lá amigos e um abraço do meu tamanho!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 31/08/2020 - 09:35

Lá se foi o mês oito, agosto, para alguns o mês do desgosto. Pelo sim e pelo não foi no agosto de 1954 e de 1961 que, respectivamente, Getúlio suicidou-se e Jânio renunciou à presidência da República. 
Será?

Por diversas vezes, tenho me pronunciado sobre o embate eleitoral do dia 15 de novembro deste ano. Em nossa região, lá pelas 18h30, desse dia, teremos os nomes de todos os prefeitos, vices prefeitos e vereadores eleitos naquela data. 

Neste sentido – o da rapidez das apurações – a justiça eleitoral do Brasil dá de relho no mundo inteiro, diria um amigo meu. E é verdade! 

Aquela expectativa de pleitos anteriores, quando as apurações varavam infindáveis dias, e até noites, uma semana, inclusive, aqui em Criciúma, deu lugar a uma explosão de sentimentos que, mal fechadas e lacradas as urnas, a contagem final passa a ser conhecida por todo o município, que passa a digerir os respectivos resultados. 

Sentimentos de alegria e de tristeza, dependendo da voz das urnas.

Por diversas vezes, também, tenho me manifestado sobre o perfil do candidato que eu gostaria de votar, tanto para prefeito quanto para vereador. O vice prefeito não conta, haja vista que temos, nessa escolha, uma escolha de cabresto: votando no candidato a prefeito estamos votando, automaticamente, no candidato a vice prefeito que com ele foi registrado. E isto frustra muitos eleitores: há os que gostariam de votar naquele vice, mas são impedidos porque não confiam no candidato a prefeito. E vice-versa. 

A indecisão de concluir a pesquisa para saber quem merecerá o nosso voto define, de pronto, em quem não votaremos. Nisso nós todos somos perfeitos, e rápidos!

Com menor frequência, tenho me ocupado do sistema eleitoral brasileiro e condenado a prática da reeleição. Especialmente quando se observa que o candidato quer a reeleição como arma, ou trampolim, para se candidatar a um outro posto nas eleições imediatamente subsequentes, aquelas que serão feridas daqui a dois anos. 
Ridículo! 
O indivíduo se candidata à reeleição e já faz uma composição eleitoral que vincula o apoio, do partido do candidato a vice prefeito, ao compromisso deste – o vice - concluir o mandato, haja vista que, em tempo hábil, renunciará ao posto para o qual foi eleito, isto é, o de prefeito, para se candidatar a um grau mais elevado. 

Assim, na maior! 
Fácil assim!

Manobrando com o eleitor como se maneja o gado ao matadouro.

A função pública é um ato de alta significância para o dignitário e para os seus eleitores. E o eleito não poderia, na minha ótica, trair a confiança que o eleitor lhe conferiu, auto reduzindo o seu mandato pela metade, renunciando ao mandato, para satisfazer a ganância pelo poder. 

É preciso que estejamos atentos a tais desideratos.

Digo-lhes, com absoluta convicção, que prefeito que busca a reeleição, como trampolim para galgar postos mais elevados nas eleições seguintes, deveria ficar na estrada. Se é para se candidatar com data marcada para renunciar, deveria rodar no primeiro turno, esse turno aí do dia 15 de novembro.

E que todos comecemos o dia como queremos termina-lo!
Bom dia!

 

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 28/08/2020 - 11:37Atualizado em 28/08/2020 - 11:39

Hoje atendo ao amigo Valdir Sarmento que me pediu, data vênia, voltasse ao assunto do candidato ideal às eleições de novembro do corrente ano, isto é, que alinhavasse respostas à perguntas deste tipo:

Por que votar em fulano de tal, qual o critério para tal escolha?

Já disse e repito, não há eleição mais envolvente do que a que se vota nos candidatos a prefeito e vereador. Das urnas deste pleito, brotam duas lideranças muito próximas de nós às quais teremos de aturar, ou não, durante 4 anos.

Eleger outros dignitários não deixa de ser empolgante, mas atente: o deputado estadual toma posse, aluga um apartamento na capital – aluguel pago por nós – e, se tiver disposição, de vez em quando vem à cidade. Da mesma forma, o deputado federal – respeitadas honrosas exceções (e nós as temos regionalmente. Ver um senador se torna mais difícil: chega a ser tarefa de gincana.

Mas, o prefeito e o vereador, não. Aliás, com o prefeito e o vereador ocorre exatamente o contrário: se ele não aparecer, a gente aparece, isto é, se ele se esquecer de nós, nós vamos ao seu encontro: é ali, na prefeitura. É ali, na Câmara.

Se, de um deputado ou senador é difícil fazer a cobrança, o mesmo não ocorre com o prefeito e com o vereador e, de modo especial, com o vereador: este nós conhecemos, sabemos onde mora, sabemos onde trabalha, conhecemos sua família... 

São observações que nos facilitam a escolha, tendo-se presente, sempre, que o vereador é o representante do eleitor junto ao organismo fazedor das leis do Município.

Um candidato a vereador com um rosário de propostas para defender no parlamento deve ser olhado com cuidado: quem cuida de tudo acaba cuidando de nada. O preferível é optar por um que nos apresente uma pauta de bandeiras menor porque desta ele cuidará com mais apego, com mais tempo, com mais profundidade.

Dou mais fé no candidato que diz “Quero me eleger para cuidar do trânsito caótico da nossa cidade, sem descuidar de outros assuntos”. Do outro que afirma: “Quero me eleger para cuidar especialmente do problema da falta de calçadas descentes no centro urbano da cidade”. De um terceiro que afirma: “Vou centrar minhas ações no sentido de ser implantado o ensino integral em todas as escolas da rede municipal de ensino”. E assim, teremos candidatos específicos de diversas áreas, fator que facilitará nossa escolha, dependendo das necessidades de cada um.

Candidato a prefeito que promete resolver todos os problemas do município, deve ser olhado com desconfiança. E se prometer construir e pavimentar estradas, elevados e viadutos, escolas, centros comunitários, praças e parques, feiras livres, postos de saúde e até hospitais, vigilância noturna no centro urbano e nos principais bairros, e obras afins, e não mostrar as fontes de receita, isto é, onde vai buscar o dinheiro para custear isso tudo, cuidado: não cumprirá um décimo do que promete.

Prefiro aquele que diz “Serei o prefeito das calçadas” sem descuidar dos demais problemas da cidade. Ou “Quero ser o prefeito das calçadas e do despertar da cultura e do turismo”, cuidando de outros aspectos da administração.

Enfim, candidato a prefeito deve nos apresentar duas ou três propostas bem sedimentadas, cuidadas e defensáveis. E o candidato a vereador, observada a determinação legal de que não pode apresentar projetos que onerem os cofres públicos, deve se caracterizar como O Vereador das Calçadas, o Vereador do Esporte, o Vereador das Escolas, o Vereador do Transporte Coletivo, e daí pra frente.

Acho que atendi ao Sarmento!

E que todos comecemos o dia como queremos termina-lo! Bom dia!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 28/08/2020 - 06:58Atualizado em 31/08/2020 - 10:40

Continuo buscando, na edição que circulou na semana de 27 de março a 3 de abril de 1965, do nosso saudoso semanário Tribuna Criciumense, os tópicos de publicações que dão um mergulho no passado e se transformam na Crônica da Cidade de hoje.

USIMINAS: A MAIOR EMPRESA DO PAÍS – Notícia vinda do Rio de Janeiro diz que, telegrama de Belo Horizonte, informa que a Usiminas transformou-se na maior empresa do país, ao elevar o seu capital de 18 para 150 bilhões de cruzeiros, em decisão de assembleia geral extraordinária de acionistas. A proposta, apresentada pela diretoria, recebeu aprovação unânime dos acionistas brasileiros e japoneses que terão o prazo de 30 dias para o direito de preferência para subscrição dos 132 bilhões de cruzeiros, em novas ações. O engenheiro Amaro Lanari Júnior, presidente da empresa, historiou as negociações entre os dois grupos de acionistas: o brasileiro, representado pelo BNDE, pelo Estado de Minas Gerais e pela CVRD, e o japonês, concluídas com assinatura de acordo, em Tóquio, em janeiro de 1966. Pois então: poucos temos presente de que Usiminas já foi a maior empresa do país. E, menos ainda, de que os japoneses são acionistas da grande usina. E também, de que documentos de tal importância eram assinados na capital japonesa. Alguém aí sabia?

MANCHETES DE ESPORTES – ARILDO NÃO VAI PARA O MARCILIO, dando conta de que o jogador do Metropol, Arildo, dificilmente assinaria contrato com o time de Itajaí. CLÁSSICO DA MONTANHA, discorrendo sobre o clássico a ser jogado no dia seguinte, em Siderópolis, reunindo as equipes do Itaúna e do Treviso. TABAJARA COM PASSE LIVRE - dizendo que o jogador do Próspera, Tabajara, com passe livre, deverá ser contratado pelo Águas Verdes, de Curitiba. PAULO SOUZA E ZEQUINHA. O jogador do Metropol, Paulo Souza, com um pé no estádio Olímpico, do Grêmio e Zequinha poderá entrar na negociação e vir a jogar no clube da Metropolitana.

OUTRAS NOTAS DE FUTEBOL – O ponteiro direito, Hélio, do Comerciário, incorporado ao time do Hercílio Luz, deverá fazer sua estreia amanhã, em Blumenau, contra o Olímpico. O Ouro Preto está interessado na contratação de Fumanchu para técnico do time. Jango, que foi jogador do Boa Vista, não agradou aos prosperanos que declinaram de sua contratação. Almerindo renovou contrato com o Comerciário. O lateral direito Vadinho não acertou com o Atlético Operário e viajou a Belo Horizonte: jogará pelo Atlético Mineiro.

FRISULCA JÁ ESTÁ COMPRANDO EQUIPAMENTOS – A notícia dá conta de que o Frigorifico Sul Catarinense S/A, construído em Forquilhinha, já estaria adquirindo máquinas e equipamentos para iniciar suas atividades. Em Criciúma, foi uma das maiores iniciativas empresariais da década de 1960. 

Esta e outras crônicas vão ao ar na Rádio Som Maior. E eu retornarei segunda-feira. Até lá amigos e um abraço do meu tamanho!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 27/08/2020 - 10:16Atualizado em 27/08/2020 - 16:06

Eleição é mudança. E ninguém entende mais de mudança do que a Lemos Mudanças. Faz isso há mais de 40 anos. Sabe tudo de mudanças. Mudanças, é com a Lemos Mudanças.

Estavam inscritos - para votar – 151 eleitores. Todos homens, alfabetizados. Todos maiores de 21 anos. Nenhum sacerdote, nenhum policial, nenhuma mulher. E é mentira afirmar que eram todos homens de posse, ricos! Não o eram, necessariamente! E isso tudo era da lei, da lei eleitoral de então.

A eleição se deu nas dependências do Clube Seis de Janeiro, na Praça Nereu Ramos. Numa sala, um dos mesários chamava o nome do eleitor inscrito. Este se apresentava e o presidente da Mesa coletora de votos perguntava em quem ele queria votar. O eleitor manifestava o seu desejo e o voto era registrado num livro e foi assim que se deu a primeira eleição para os cargos públicos do município de Criciúma. Isso remonta a dezembro de 1925.

Evidentemente que a chapa oficial era acatada pela quase unanimidade. Poucos – quando não nenhum – se aventurava em votar contra o sistema.

Daqueles 151 eleitores, nove deixaram de comparecer. Os restantes, 142, optaram por eleger Marcos Rovaris, prefeito, José Gaidzinski e Francisco Meller prefeitos adjuntos. À época prefeito era chamado de Superintendente e os vices, de superintendentes adjuntos. 

No mesmo pleito, foram escolhidos os cinco vereadores, chamados de conselheiros, pasmem: com o mesmo número de votos, 100 cada um, a saber: Fábio Thomaz da Silva, Gabriel Arns, Henrique Dal Sasso, Olivério Nuernberg e Pedro Benedet. Ficaram na suplência: João Zanette, João de Luca e Amaro Cardoso, cada um com 42 votos.

Isto demonstra que o acerto preliminar, feito nos bastidores, era honrado pela massa eleitora e que os líderes de então lideravam mesmo. Evidentemente que, num município em formação, ninguém se encorajava a remar contra o sistema. A população era pequena, todos se conheciam. E o número de eleitores era menor do que, hoje, os habitantes de um edifício de poucos pavimentos.

Evidentemente que, se a eleição fosse secreta, como o são atualmente, os resultados poderiam ter sido outros, mas a história nos conta de que foi assim que aconteceram aquelas feitas em 1925.

De lá para cá mudou muita coisa. Basicamente, a introdução da cédula, já democratizou um pouco mais as escolhas. Veio o voto da mulher. Veio o voto do clérigo. Veio o voto do policial. A idade deixou de ser 21 anos para ser 18 e, agora, 16 anos. Analfabeto já vota, também. A cédula, que fora individual, passou a ser única e o voto teve que ser escrito, por nome ou por número do candidato. Vieram as corruptelas do voto carbonado, do voto formiguinha, do voto camarão, do voto sei lá do quê, tudo no sentido de eleger quem o partido forte queria.

As apurações, que levavam dias para serem concluídas – nas quais foram eleitos muitos candidatos, por ação de mesários desonestos - passaram a ser instantâneas, com o advento da urna eletrônica. Demos um passo gigante na direção da democratização da escolha de nossos governantes.

Falta fazer duas correções: primeiro: Acabar com o Fundo Eleitoral, esse escandaloso sistema pagador de campanhas eleitorais com o dinheiro do povo. Segundo: acabar com o sistema da reeleição. São duas aberrações que o Brasil moderno não pode mais aturar. Não sei qual o pior, mas os dois nefastos à democracia aqui praticada.

Não tem dinheiro para bancar sua eleição? Não se candidate!
Reeleição da maneira como se pratica, hoje, aqui e algures, é covardia. As armas do duelo precisam ser uniformes. Armar um contendor com pistola automática contra o outro com um arcabuz é pura covardia.

E que todos comecemos o dia como queremos termina-lo! Bom dia!

 

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 26/08/2020 - 09:22Atualizado em 26/08/2020 - 09:23

Embarco no ritmo das eleições. O período pré-eleitoral está meio comprometido em função da pandemia que castiga a humanidade e, por mais ousado ou apressado que seja o pré-candidato, os limites impostos por esse mal temível, faz a diferença das campanhas de anos pretéritos.

De outubro passaram para novembro e oitenta dias nos separam do pleito mais disputado quando se fala em eleições.

Por aqui, por ali, por lá, por tudo, essa fase é a mais produtiva quando se fala em prestação de serviços públicos. É tão produtiva que, sob esta ótica, o recomendável deveria ser uma eleição dessas por ano: o vereador que busca um novo mandato deixa o seu escritório e avança o sinal por todos os recantos do município: onde houver eleitor ele ali comparece, para se mostrar, para conversar, para se oferecer a patrocinar a busca de solução de qualquer problema e, final e principalmente, para pedir o voto da recondução. 

Aquele que postula, uma cadeira no Poder Legislativo, ainda que já tenha participado, como candidato de outras eleições, apresenta-se com o apetite aguçado eis que vislumbra a possibilidade real de ser um dos 17, aqui em Criciúma, a sentar-se à cadeira de representante da comunidade.

O candidato a prefeito, por sua vez, faz das tripas o coração para mostrar serviço. Temos exemplos, aí, que fogem do normal: o prefeito governa em “banho maria”, durante os três primeiros anos do seu mandato, e só põe as máquinas na rua no ano da busca da reeleição. Para se reeleger, vale tudo. Aliás, vale tudo para o correligionário, para o pessoal que lhe apoia. E o inverso também é verdadeiro: se não somar com ele - e pra ele - a solução de qualquer problema fica postergada para o próximo ano, ou para a próxima eleição.

Aqui em Criciúma, por onde se trafega, há “homens na pista”, isto é, há alguém, ou alguma equipe, ou um equipamento, operando em conserto a anomalias prejudiciais ao transeunte. Ficou tudo para o ano das eleições, ou melhor, ficou tudo para o período pré-eleitoral. Por isso a minha afirmação: deveríamos introduzir no calendário nacional uma eleição por ano: se a tivéssemos os problemas, com certeza, seriam minimizados ao extremo.

Pois bem: os partidos políticos estão às voltas com a preparação de suas convenções municipais, nas quais são homologadas as suas candidaturas a prefeito, vice-prefeito e vereadores. Em algumas agremiações, candidatos demais para vagas de menos. Em outras, seus coordenadores - de lanterna em punho - em busca de pessoas que se disponham a concorrer, pois não as possuem, naturalmente, em função de liderança exercida em qualquer setor da comunidade. 

E a partir deste ano, não há mais a possibilidade de coligação para eleger vereador. Cada partido terá que buscar votos necessários para a colocar seu representante na Casa do Povo. E, se não estiver equivocado, a soma de tais votos ultrapassa a fantástica coma de 7 mil votos, partindo deste raciocínio: temos 146 mil eleitores. Destes devem comparecer às urnas uns 120 mil. Cento e vinte mil divididos por 17 cadeiras resulta na espetacular soma de sete mil votos, em números redondos, para eleger um vereador. Como não há mais coligação, o partido que, somando os votos de todos os seus candidatos, não chegar à casa dos 7 mil, não elegerá nenhum dos seus disputantes. Neste sentido, 15 de novembro nos presenteará uma eleição de verdade.

E que todos comecemos o dia como queremos termina-lo! Bom dia!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 25/08/2020 - 10:28Atualizado em 25/08/2020 - 10:31

Hoje é o Dia do Soldado, uma data comemorativa brasileira que homenageia o dia do nascimento de Luís Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias, que nasceu no dia 25 de agosto de 1803. Hoje é o patrono do Exército Brasileiro. É conhecido como "o pacificador" após sufocar muitas rebeliões contra o Império.

Na manhã daquele 25 de agosto de 1961, ele foi à esplanada dos ministérios, assomou o palco montado para as autoridades, presenciou o desfile dos militares alusivo ao Dia do Soldado, retornou ao palácio da Alvorada, chamou Quintanilha Ribeiro, o seu ministro da Justiça, e entregou-lhe uma pequena folha de papel endereçada ao senador Áureo Soares de Moura Andrade, presidente do Congresso Nacional. Quintanilha atendeu ao pedido. Áureo poderia ter ligado perguntando se aquilo não poderia ser postergado, ou coisa do gênero, mas não: imediatamente convocou os senadores e deputados para conhecerem o teor da missiva. Era a renúncia de Jânio Quadros. Os desdobramentos são de todos conhecidos. Hoje faz 59 anos. Tenho isso tudo bem presente, ainda. O Brasil, tomado de susto e estupefação, avançaria por outro rumo.

Diferentemente da Lemos Mudanças, tradição em mudanças há mais de 40 anos. Sempre com muita qualidade, muita responsabilidade, muito empenho em atender bem. Jânio renunciou à presidência. A Lemos Mudanças não renuncia uma vírgula do seu empenho de bem servir, com perfeição e muita responsabilidade.

As redes sociais entopem nossas vistas e ouvidos com muita coisa ruim, originada em cabeças que não têm o que fazer e ficam atrapalhando a vida de terceiros. Todavia, como no deserto temos os oásis, aqui também, com raridade, é bem verdade, são postadas matérias interessantes e que fazem bem a quem navega pelas referidas redes. 

Ontem eu recebi, do meu amigo José Augusto Moreira Pimentel, do Balneário Rincão, um texto que julguei muito interessante, especialmente para uma terça-feira. A autora é Rita Maidana. 
Diz assim: 

“Eu venho de lá, onde o bem é maior!
De onde a maldade seca, não brota!
De onde é Sol, mesmo em dia de chuva e a chuva chega como bênção!
Lá, sempre há uma casa, um abrigo para proteger do vento e das tempestades!
Eu venho de um lugar que tem cheiro de mato, água de rio logo ali, e passarinhos em todas as estações!
Eu venho de um lugar em que se divide o pão, se divide a dor e se multiplica o amor!
Eu venho de um lugar onde quem parte fica para sempre, porque só deixou boas lembranças!
Eu venho de um lugar onde criança é anjo, jovem é esperança e os mais velhos são confiança e sabedoria!
Eu venho de um lugar onde irmão é laço de amor, e amigo é sempre abraço!
Onde o lar acolhe para sempre, como o coração de mãe!
Eu venho de um lugar que é luz, mesmo em noite escura!
Que é paz, fé e carinho!
Eu venho de lá e não estou sozinho: sou catador de lindezas!
Sobrevivo de encantamento, me alimento do que é bom, do bem!
Procuro bonitezas e bem querer, sobrevivo do que tem clareza e só busco o que aprendi a gostar!
Não esqueço de onde venho e vou sempre querer voltar!
Meu lugar se sustenta do bem que encontro pelo caminho, junto a maços de alfazema e alecrim!
Assim, sou como passarinho carregando a bagagem de bondade, catando gravetos de cheiro para esquentar e sustentar o ninho!
...
Talvez a vida tenha feito você acreditar que esse lugar não existe. Mas, digo-lhe: existe sim, e é fácil encontrar.
Silencie, respire, desarme-se, perceba, é pertinho!
Esse lugar que pulsa amor é dentro da gente, é essência, está em cada um de nós! Sejamos catadores de lindezas!”

E que todos comecemos o dia como queremos termina-lo! Bom dia!

 

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 25/08/2020 - 07:09Atualizado em 25/08/2020 - 07:10

No dia de hoje, há 59 anos, Jânio da Silva Quadros renunciava a presidência da República. E jogou o país numa das suas mais severas crises.

Continuo buscando, na edição que circulou na semana de 20 a 27 de março de 1965, do nosso saudoso semanário Tribuna Criciumense, os tópicos de publicações que dão um mergulho no passado e se transformam na Crônica da Cidade de hoje. 

BRASIL VAI VER COPA DO MUNDO – Se até o fim do ano for montada a estação brasileira do sistema mundial de telecomunicações, os brasileiros poderão acompanhar, pela televisão, os jogos do Brasil no campeonato mundial de futebol, em Londres. A informação foi dada pelo presidente do Conselho Nacional de Telecomunicações, Almirante José Cláudio Beltrão, acrescentando que “tudo dependerá do recebimento do equipamento da estação, cuja montagem está calculada em 50 mil dólares. A estação brasileira ficará no Rio e distribuirá, pela rede nacional de telecomunicações, as mensagens e as imagens colhidas através de um satélite que ainda será lançado ao espaço. 

ABRIL TRARÁ NOVAS MOEDAS – Serão lançadas, no princípio de abril próximo, cerca de cem milhões de cruzeiros em moedas de 10, 20 e 50 cruzeiros, segundo acaba de informar o diretor da Casa da Moeda, Sr. Nelson de Almeida Bruna. No mês seguinte, maio, serão lançadas as moedas de 100 e 200 cruzeiros. Essas moedas serão cunhadas com 75% de cobre e 25% de níquel. As moedas de 500 cruzeiros só deverão sair no segundo semestre do corrente ano. As novas moedas serão distribuídas em todo o pais, através das agências do Banco do Brasil e das Delegacias Fiscais do Tesouro Nacional. Interessante: não me consta ter conhecido moedas de 100, 200 e 500 cruzeiros. Será que esqueci ou nunca foram cunhadas?

CONVÊNIO DE AUTOFINANCIAMENTO EMPOLGA – Grande aceitação está tendo, em todo o sul catarinense, o plano de autofinanciamento promovido pela Transportadora Criciumense S. A., concessionária dos veículos Volkswagen, na região carbonífera, e que tem como finalidade um carro sedan aos seus participantes. Martinho Zacharias Gomes, proprietário da concessionária, era um visionário. E lançou um consórcio para sortear, pelo menos um automóvel, Fusquinha, por mês, entre os seus participantes. Geralmente eram consórcios de cem pessoas, fez muito sucesso e cada sorteio era comemorado por toda a cidade. Fez o primeiro, com total sucesso. Lançou o segundo, o terceiro, o enésimo... Adquirir automóvel era muito difícil, e o consórcio facilitava a compra, para todos. Possuir um fusquinha era privilégio de poucos.

Esta e as demais crônicas vão ao ar na Rádio Som Maior. E eu retornarei amanhã. Até lá amigos e um abraço do meu tamanho!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 24/08/2020 - 14:08

No dia de hoje, em 1954, com um disparo em seu próprio peito, deixava a presidência da República e o mundo dos mortais, o presidente Getúlio Vargas.
Busco na edição que circulou na semana de 20 a 27 de março de 1965, do nosso saudoso semanário Tribuna Criciumense, os tópicos de publicações que dão um mergulho no passado e se transformam na Crônica da Cidade de hoje. 

MÁS ESTRADAS – Uma das grandes dificuldades das prefeituras interioranas reside na falta e na deficiência de máquinas e, sem estas, pouco ou nada se constrói nos dias atuais. Abrir uma rua, retificar traçados, executar calçamento, deixaram de ser trabalho do braço humano para serem transferidos para os pesados tratores, rolos compressores, e outras máquinas que, hoje, estão custando uma verdadeira fortuna e, por isso mesmo, devem ser conservadas da melhor maneira possível. Infelizmente isto não vem acontecendo. Há meses, ou quase um ano, está, um desses custosos engenhos, abandonado em plena via pública. Qualquer pessoa poderá constatar este fato bastando, para isso, ir até a Rua Vidal Ramos, onde se encontra um grande rolo compressor que, fora de uso ou com algum defeito, foi deixado ali. Não sabemos se é de propriedade do Estado ou do Município. Dificilmente, contudo, pertença a particulares. Uma coisa é certa: o equipamento está sendo depenado, diversas peças já foram surrupiadas e seria interessante que os responsáveis tivessem mais cuidado com o patrimônio público.

MANCHETES ESPORTIVAS – ZEQUINHA NA CIDADE, dando conta de que o jogador do Grêmio veio à cidade e visitou o E.C. Metropol. HELIO DISPUTARÁ AS FINAIS PELO HERCILIO, dizendo que o jogador Hélio Zeferino está com um pé no time tubaronense pelo qual disputaria as partidas finais do campeonato catarinense. METROPOL EM CAXIAS DO SUL, falando da participação do clube da Metropolitana num triangular na Serra Gaúcha contra o Flamengo e o Juventude. RUBENS NA MIRA DO GRÊMIO, foi a manchete que noticiou o interesse do time porto-alegrense no ponteiro esquerdo do Comerciário. ENCERRADO O CONTRATO COM VANDERLEI – dando conta de que o goleiro Vanderlei, do Hercílio Luz, estava às portas de encerrar seu contrato e que, provavelmente, seria contratado pela Associação Tupy, de Joinville.

CRUZEIRO DO SUL, NOVA DIRETORIA – Em assembleia geral realizada dia 11 do corrente foi eleita a nova diretoria da Sociedade Musical Cruzeiro do Sul, gestão 1965. Os novos mandatários da nossa Banda são: Presidente, Romeu Lopes de Carvalho; Vice-Presidente, Gilberto Machado Vieira; Secretários, Manoel José Gaspar e Humberto Machado Vieira; Tesoureiros, Francisco Faraco e Ernandes João Scott; Orador, Dr. Ernesto Bianchini Góes; Fiscal, Manoel Alfredo Dias.
Esta e as demais crônicas estão no meu blog, no Portal 4oito.com.br. E eu retornarei amanhã. Até lá amigos e um abraço do meu tamanho!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 24/08/2020 - 10:15Atualizado em 24/08/2020 - 10:18

Em 1954, no dia 24 de agosto, com um disparo de arma de fogo acionada por si, em seu próprio peito, partia para a eternidade o presidente Getúlio Dorneles Vargas. Eu era aluno do curso particular Póvoas Carneiro preparando-me para a admissão ao curso ginasial. Tenho presente o momento em que a professora Zulcema Carneiro adentrou à sala de aula e, chorando copiosamente, deu-nos a informação.

Hoje quero falar de um grande mal entendido, para alguns!

Não é novidade que a maioria, a grande maioria – reforço - das pessoas, não gosta de ler. Nem nos livros, nem nas revistas, nem nos jornais e, principalmente, nas redes sociais. Nestas, quando o texto for grande a resposta que abunda é esta: “Ah, vou esperar o filme”, ou meia dúzia de palminhas, ou do dedo apontando positivo – ou negativo – ou carinha de desconfiança.

Uns apressados leem duas ou três linhas e se dão por satisfeitos imaginando o desfecho do texto. E aí, quebram a cara.

Fiz um teste, publicando, na minha homepage, no face, um texto que nem é meu. Foi às 22h de sexta-feira. Na texto é dito que dia 1º de setembro o Brasil será trocado – pelo signatário - por Portugal, país onde passará a residir. Afirma que o projeto é antigo e que tudo foi esquematizado silenciosamente para que não houvesse possibilidade de qualquer entrave.

Discorre sobre a impossibilidade de despedida pessoal dos amigos, razão pela qual se despede via virtual. Promete que, talvez em cinco anos, esteja de regresso.

A síntese é essa aí.

Mas termina dizendo: esse texto não é meu, esta mensagem foi escrita por um tal de Bastião Silva. Gostei da narrativa e quis compartilhar com os amigos. Boa viagem Tião!

Não fazes ideia do que aprontei divulgando isso na minha página do face book. Houve muito kkk, centenas de curtidas, pessoas informando terem levado um susto, outras protestando por eu deixar o Brasil e, uma grande maioria, me desejando sucesso na nova empreitada.

Dio Madonna! Um conterrâneo, lá de Lisboa, falando do seu contentamento em me receber. Um outro patrício, de Roma, reclamando e perguntando: por que não na Itália? Um terceiro lamentando que eu tivesse brigado com o Lessa e deixado a emissora. Muitos lamentando a minha saída do teu programa onde me ouvem diariamente.

Digo-te, Dênis, que a pandemia do Covid-19 é a responsável por eu ter abortado um projeto nessa direção mas, agora, devidamente acomodado aqui e em Balneário Camboriú, tal proposta está depositada num dos boxes da Lemos Self Storage.

Esta é a prova provada de que não gostamos de ler. Nem sei se o tal de Bastião Silva existe e, se existir, se viajará mesmo, dia 1 de setembro para Portugal.

Evidentemente que fiquei lisonjeado com tantas manifestações, inclusive de algumas que me desejaram boa viagem no sentido de me verem longe daqui. Mas somo com os que defendem a necessidade de só nos reportarmos a qualquer texto depois lido integralmente. Exatamente por falta disso é que se originou essa barafunda toda.

Agora texto bem lido e bem compreendido é este: estocar documentos antigos, móveis em desuso, utensílios inservíveis, é com a Lemos Mudanças que cobra um preço justo para guardar isso tudo, com o máximo de cuidado contra pragas e o máximo de segurança, sem burocracia, sem impostos, e com monitoramento permanente. Lemos Mudanças.

E que todos comecemos o dia como queremos termina-lo! Bom dia!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 21/08/2020 - 10:46Atualizado em 21/08/2020 - 10:56

Busco na edição que circulou na semana de 13 a 20 de março de 1965, do nosso saudoso semanário Tribuna Criciumense, os tópicos de publicações que dão um mergulho no passado e se transformam na Crônica da Cidade de hoje. 

COMPUTADOR ANALISARÁ O CUSTO DE VIDA – Um computador eletrônico que deverá ser instalado nos próximos meses, no ministério do Trabalho, calculará, com precisão, a taxa de elevação do custo de vida em todos os pontos do país, segundo acaba de revelar o ministro Arnaldo Sussekind. O computador vai substituir as máquinas de contabilidade e será utilizado, também, para o preparo e controle do pagamento de pessoal, e ainda prestar os mais diversos serviços estatísticos. Segundo relevou o ministro, a compra do computador facilitará, ao governo, tanto em eficiência como em rapidez, estar a par da situação econômica de cada estado. Pois então! Era 1965: a compra de um computador gerava notícias como essa. Quase vinte anos depois aluno da Esag, o professor Wilson Kleinübing nos levou a conhecer o centro de processamento de dados da Celesc, em Florianópolis. Dois computadores tomavam praticamente todo o espaço de uma sala, tão enormes os eram. Isso era fantástico!

CURSO CIENTÍFICO – A Associação de Pais e Mestres do Ginásio Marista – Aspamegim – fez efetuar, na noite de ontem, sexta-feira, uma reunião informal com o objetivo de promover démarches que permitirão a coordenação dos trabalhos com vista à instalação do curso científico em nossa cidade. Participaram da reunião, além dos membros da referida Associação, diversas autoridades e componentes dos clubes de serviço, Câmara Júnior, Associação Comercial e outros. O ouvinte talvez nunca perguntou, mas em 1965, o ensino médio, em Criciúma, era representado pela Escola Normal Madre Teresa Michel e pela Escola Técnica de Comércio. Mais nada!

E alcançamos a edição de Tribuna Criciumense que circulou na semana de 20 a 27 de março de 1965 que trouxe, na capa, dentre outras, a seguinte notícia:

NOVO CHEFE DO NÚCLEO DA CPCAN – O núcleo regional da Comissão do Plano do Carvão Nacional vem de ser preenchido, na sua chefia, pelo Coronel Engenheiro João Luiz que, de imediato, tem procurado conhecer profundamente os problemas da indústria para melhor desenvolver o seu trabalho. A subchefia, que vinha sendo exercida pelo Geólogo Fernando Gouveia, não sofreu alteração. Assim, o núcleo de Criciúma conta com dois técnicos e a indústria carbonífera com dois valiosos colaboradores como os profissionais investidos nesses cargos.

Esta e as demais crônicas vão ao ar na Rádio Som Maior. E eu retornarei segunda-feira. Até lá amigos e um abraço do meu tamanho!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 20/08/2020 - 12:26

Busco na edição que circulou na semana de 13 a 20 de março de 1965, do nosso saudoso semanário Tribuna Criciumense, os tópicos de publicações que dão um mergulho no passado e se transformam na Crônica da Cidade de hoje. 

PREÇOS EM CRICIUMA – UMA VERDADEIRA BALBÚRDIA – Se existe cidade onde não há fiscalização e onde ninguém mais entende o comércio, é Criciúma. Existe uma total disparidade no custo de um produto de uma loja para outra, de uma banca ao balcão vizinho e, na variação, quem sofre sempre é o consumidor, porque, queira ou não, é obrigado a comer, a vestir-se, a procurar colocar um pouco de conforto dentro de sua casa. Assim é que, o quilo da banana, do arroz, do feijão, possui diversas cotações, conforme o armazém. Existe variação com o mesmo produto e mesma procedência. Isso aí, prezado ouvinte, é de 1965. A diferença maior, hoje, é que os armazéns foram substituídos por supermercados, mas a discrepância continua.

VERBAS CONSEGUIDAS PELO DEPUTADO FEDERAL DIOMÍCIO FREITAS – Estudos e levantamento da linha de transmissão de energia ligando Lages a São Joaquim, 30 milhões de cruzeiros; para as obras da Sotelca, quatro milhões de cruzeiros; para o serviço de captação e distribuição de água em Criciúma, 100 milhões de cruzeiros; Prefeitura de Araranguá para atividades agropecuárias, dois milhões de  cruzeiros; Prefeitura de São Joaquim para a Exposição Agropecuária, cinco milhões de cruzeiros; Granja do educandário Nossa Senhora das Dores, de Turvo, um milhão de cruzeiros; Patrulha mecanizada de Turvo, 30 milhões de cruzeiros; Prefeitura de São Ludgero para atividades agropecuárias, dois milhões de cruzeiros; para a prefeitura de Sombrio, com a mesma finalidade, três milhões de cruzeiros; para a escola agrícola São Defende, de Siderópolis, quatro milhões de cruzeiros; para a escola industrial de Capivari, cinco milhões de cruzeiros. Interessante o destino das verbas destacadas no orçamento da União pelo deputado Diomício Freitas. Ele tinha, na seriedade e destino honesto do dinheiro público, um dos seus esteios basilares.

MANCHETES ESPORTIVAS – HERCÍLIO LUZ NAUFRAGOU EM JOINVILLE, onde perdeu, para o Caxias, por 6 a 2. ITI TENTANDO A SORTE NO METROPOL, registrando que o jogador Iti, dispensado pelo Atlético Operário estava tentando contrato com os metropolitanos. NILZO EMPRESTADO AO METROPOL, discorrendo que Dite Freitas conseguira o empréstimo do grande jogador Nilzo, junto ao Internacional de Porto Alegre. SITUAÇÃO DE ALMERINDO DEFINIDA, dando a notícia de que Almerindo assinará contrato com o Comerciário Esporte Clube.

Esta e as demais crônicas vão ao ar na Rádio Som Maior. E eu retornarei amanhã. Até lá amigos e um abraço do meu tamanho!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 20/08/2020 - 10:31Atualizado em 20/08/2020 - 10:33

Tenho falado de eleições nos últimos dias. E hoje falo delas novamente. Porque há uma eleição que foi ganha por unanimidade: a da escolha da melhor empresa de mudanças em Criciúma e Região. Estou falando da Lemos Mudanças, a preferida de 10 entre dez mudancistas aqui do sul catarinense. E nem poderia ser diferente: registre-se que a preferência resulta de mais de 40 anos de trabalho sério quando o assunto é mudança. Mudanças? Lemos Mudanças, a eleita do povo.

Mas, falando em eleições, torço, aqui com os meus botões, para que os egressos do pleito de 15 de novembro, aqui da região, se acordem para o potencial turístico que se oferece de graça e não é explorado.

Para começo de conversa, nossa macrorregião está espremida entre a Serra Geral e o Oceano Atlântico e isso já desperta, no mercado turístico, uma curiosidade incrível.

E daí vamos juntando: a mais empolgante estrada construída à beira de precipícios, a do Rio do Rastro, em Lauro Müller. Não se conhece, no mundo, quem não tenha curiosidade de transitar por sua serpentina pista carroçável como a da Serra do Rio do Rastro. 

Em Orleans, dois monumentos à cultura e à história de nossa gente: o Paredão Bíblico de Zeca Diabo e o Museu ao Ar Livre, o único no Brasil, mostrando como foi a colonização italiana neste pedaço de Santa Catarina.

Urussanga mostra, na sua igreja matriz, uma réplica perfeita da estátua Pietá, de Michel Ângelo, cópia autêntica da obra prima do grande escultor italiano. Sem falar na Festa do Vinho e no Parque Addo Cassetari Vieira e na estação ferroviária e na estação experimental da Epagri.

Em Siderópolis, a Barragem do Rio São Bento, monumento vivo da moderna engenharia nacional, uma das maiores obras de arte de nosso estado e uma das maiores barragens do sul do Brasil.

Nova Veneza, com o eixo gastronômico da melhor comida italiana, as casas de pedra, os capitéis da Via Sacra de Jesus Cristo, a romântica gôndola, além do Santuário de Caravaggio, no distrito de igual nome. 

Forquilhinha com suas casas no mais autêntico estilo enxaimel alemão. Içara, com a sua apicultura e com o Santuário do Sagrado Coração Misericordioso de Jesus. O Balneário Rincão, com os seus lagos, as plataformas, o calçadão, as dunas. Morro da Fumaça com sua indústria cerâmica vermelha. Cocal do Sul, mostrando uma das maiores cerâmicas de revestimentos da América. E Criciúma, com a história do carvão mineral mostrada na sua escondida Mina de Visitação – que clama por ser lembrada -, seu setor terciário da economia em franco desenvolvimento, sua rede hoteleira, seus restaurantes, a Universidade, a catedral diocesana, a escola industrial da Satc, os condomínios residenciais horizontais, seus parques, a réplica do primeiro templo católico da cidade e o Criciúma Esporte Clube com seu majestoso estádio.

Dificilmente o turista virá a cada uma das cidades citadas para conhecer o referencial aqui descrito. Mas, com certeza, caravanas seriam formadas, Brasil afora, para vir conhecer isso tudo, num pacote turístico tão em evidência por toda parte, envolvendo todas essas atrações. Tendo Criciúma como ponto de partida - e seu dormitório - as excursões permaneceriam pelo menos uns três dias na região e isso representa incremento à nossa economia.

Agora, é preciso que, das urnas de 15 de novembro, nasçam cérebros voltados à exploração do turismo, a indústria que mais evoluiu, no mundo, nos últimos anos. Nossa região tem o que mostrar. Falta a iniciativa da organização, com inteligência e profissionalismo.

E que todos comecemos o dia como queremos termina-lo! Bom dia!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 19/08/2020 - 09:28

Continuo na esteira do pleito eleitoral de 15 de novembro do ano em curso que, como todos afirmamos, é o grande evento sócio-político de 2020.

Os partidos políticos estão às voltas com a indicação de seus candidatos a prefeito municipal em todos os 5.570 municípios do Brasil. Em alguns deles, com composições que atravessam décadas. E aqui cabe a observação: quanto menor o município, maior a disputa entre duas ou três agremiações políticas. Como nos velhos tempos de UDN e PSD Brasil afora; ou, como Arena e MDB, nos tempos mais contemporâneos. Aquela UDN e aquele PSD, aquela Arena e aquele MDB enferrujaram e hoje são peças da História Política do país. E deles, da Arena e do MDB, surgiram todas as agremiações que, subdividindo-se aleatoriamente, originaram essas mais de 30 siglas partidárias presentes nos pleitos eleitorais de agora.

As ideologias ao tempo de PSD, UDN, PTB e, mais tarde, Arena e MDB, também deixaram de existir. Ficou tudo mais ou menos igual.  Tínhamos aí duas ou três agremiações que se diferenciavam: o PT e os partidos comunistas. Mas o tempo e os seus dignitários se encarregaram de apagar tais diferenças e o que vemos, agora, são coligações que deixaram a ideologia de lado e aderiram ao vale tudo para alcançar o Poder. E então é certo afirmar: o que menos se leva em conta nas atuais eleições é o partido a que pertence o candidato.

Eleições para prefeito, vice-prefeito e vereador. 

Ontem, suscintamente, lembrei os predicados que me levam a escolher aquela pessoa que me representará na Câmara. 

Hoje eu faço a pergunta: votar em quem, para prefeito, e por quê?

É provável que, aqui em Criciúma, alcancemos quantidade aproximada de até dez pretendentes ao Paço Municipal. E isto nos permite a afirmar que facilita a nossa escolha. Se, dentre tantos, não despontar um ‘melhor’ para votarmos, poderemos optar pelo ‘menos pior’ dos postulantes.

Eu, particularmente, estarei atento a alguns compromissos, como estes: como o candidato encara o ensino integral nas escolas do município? Como o candidato desenha a solução do problema da mobilidade urbana num sistema viário tão deficiente quanto o nosso? Como o candidato pinta a saída da pandemia sócio econômica que derrubou Criciúma da linha de frente dos grandes municípios catarinenses? Qual a proposta concreta para o soerguimento do nosso potencial industrial? Qual a proposição de busca de investimentos, de empreendedores nacionais e internacionais, para o nosso território – ainda que seja microrregional?

São perguntas cujas respostas nos darão o Norte para a criação de emprego e renda de nossa gente e o fortalecimento fiscal do orçamento municipal.

Outra resposta que me deixará atento na seleção do candidato que levará meu voto é a que o candidato dirá sobre a Mina de Visitação Octávio Fontana. Está ali uma fonte imensurável de injeção de recursos à cidade, se bem explorada, com vias de acesso civilizadas, com o entorno urbanizado, com divulgação extra divisas e até fronteiras territoriais.
O que estou tentando dizer é que a escolha do candidato ideal dependerá das respostas a perguntas deste feitio que devemos fazer a cada candidato.

E que todos comecemos o dia como queremos termina-lo! Bom dia!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 19/08/2020 - 07:05

Busco na edição que circulou na semana de 13 a 20 de março de 1965, do nosso saudoso semanário Tribuna Criciumense, os tópicos de publicações que dão um mergulho no passado e se transformam na Crônica da Cidade de hoje. 

PREFEITO DE CRICIUMA SERÁ SABATINADO – Numa das próximas reuniões a Câmara Júnior de Criciúma contará c om a presença do prefeito Arlindo Junkes que, na oportunidade, será sabatinado sobre diversos assuntos e problemas relativos à administração municipal. Dentre os temas a serem abordados estão: água, mudança dos trilhos, calçamento e conservação de ruas e estradas, iluminação de vias públicas, educação e finanças. Por outro lado o presidente da Câmara Júnior do Brasil enviou carta à Cajucri na qual tece considerações de elogio à publicação do informativo Diálogo com o qual os juniores de Criciúma se comunicam com a comunidade. A Câmara Júnior, um organismo internacional que reúne pessoas jovens de 18 a 40 anos de idade, deixou saudades!

EM CRICIÚMA O MAIOR CINEMA DO SUL – Após uma semana de paralização foram reiniciadas as obras de construção do Cine Ópera. Como nos recordamos a obra foi embargada, pela prefeitura, uma vez que o Centro de Saúde não se pronunciara sobre a mesma. Para decidir a questão a prefeitura nomeou uma comissão de engenheiros a qual examinou as plantas daquela casa de espetáculos e nada constatou contra a referida obra. Deve-se destacar que o Cine Ópera será o maior e mais moderno do sul do estado. Será dotado de 1.200 poltronas estofadas e o espaço, entre as fileiras, será de 95cm. Mil e duzentas poltronas que, aos domingos à noite, eram disputadas acirradamente pelos aficionados da sétima arte. Lembremo-nos de que o sinal de televisão que chegava à cidade era de péssima qualidade e que o lazer dominical era representado pelo futebol, à tarde, e o cinema, à noite.

ESTRADA CRICIÚMA-SIDERÓPOLIS – As chuvas que tem caído na região tem deixado nossas estradas em lastimável estado. Entre as piores situa-se a que liga Criciúma a Siderópolis. Volta-se, então, a falar da nova rodovia que unirá os dois municípios, que está com suas obras paralisadas. A nova estrada encurtará o trajeto em seis quilômetros, perfazendo, na sua totalidade, 13km, evitando as incômodas subidas e as perigosas curvas. Informações chegadas através de um diário de Florianópolis dão conta de que o prefeito Hugo Stopazzolli manteve contato com o secretário Haroldo Pederneiras que prometeu convênio para transferência de recursos a fim de apressar a conclusão das obras. 

Esta e as demais crônicas vão ao ar na Rádio Som Maior. E eu retornarei amanhã. Até lá amigos e um abraço do meu tamanho!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 18/08/2020 - 11:40Atualizado em 18/08/2020 - 11:42

A verborréia está prestes a começar. Aliás, já teve seu início. Estamos recebendo pelas redes sociais uma série enorme de mensagens de pessoas que se autoproclamam pré-candidatas a postos eletivos às eleições de 15 de novembro. Tanto de Criciúma quanto dos municípios por ela polarizados.

Diversos signatários são figuras carimbadas de cada pleito. Sempre que houver eleição, seus nomes figuram entre os candidatos. Outros, de pessoas conhecidas que pretendem adentrar à nação dos políticos portando a bandeira da renovação. Há os terceiros dos quais nunca ouvimos falar, e como os temos.

Já falei em comentários pretéritos que, de todos os pleitos, o mais charmoso, o mais discutido, o mais disputado, o que desperta o maior interesse é esse deste ano, a eleição para prefeito, vice-prefeito e vereador. E a seleção já vai sendo feita na medida em que são ouvidas as pretensões de cada um. Pelo rol de promessas o eleitor já vai tomando a sua decisão de que em quem não votar.

Há candidatos a prefeito completamente despreparados. Não sabem sequer distinguir os limites dos poderes constituídos no município que pretendem administrar. E fazem declarações e promessas impossíveis de serem cumpridas, eis que avançam competência de que não são do Poder Executivo.

Para a Câmara Municipal, então, a ignorância cresce geometricamente. E aqui eu somo com os que defendem que a Justiça Eleitoral, ou sei lá que organismo, deveria ministrar aulas a pré-candidatos ao Legislativo, preparando-os sobre a conjugação do verbo verear, a competência do Legislativo, as particularidades do processo legislativo, a técnica legislativa, os desdobramentos do poder de legislar.

Não podemos exigir uma Câmara composta apenas por profissionais liberais. Não. A Câmara é a representação da população eleitoral do município, e nessa população há pessoas semi-analfabetas, há os que cursam nível médio, há os que são graduados e pós-graduados no ensino superior. Então, se a Câmara é a representação do povo, há que se compreender que todas as frações sociais da população devam marcar presença na edilidade. Agora, isso não representa dizer que o candidato não deva saber o básico do papel de uma Câmara de Vereadores.

Para sintetizar: o meu candidato a vereador deve saber igual ou mais do que eu, haja vista que ele me representará. Deu para entender?

E que todos comecemos o dia como queremos termina-lo. Bom dia!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 18/08/2020 - 06:58

Busco na edição que circulou na semana de 6 a 13 de março de 1965, do nosso saudoso semanário Tribuna Criciumense, os tópicos de publicações que dão um mergulho no passado e se transformam na Crônica da Cidade de hoje. 

PREFEITURA ATRAVESSA GRAVE CRISE FINANCEIRA – Grave crise financeira atravessa a nossa municipalidade. Aliás, o mesmo sucede com os demais municípios da Região. Acontece que, justamente nos primeiros meses do ano quando não foi iniciada a fase maior das arrecadações, o nosso Município não tem recebido a percentagem sobre o carvão que, nos anos anteriores, sempre ajudou a equilibrar a balança. Até outubro adotou-se um critério através do qual os cofres municipais recebiam a sua cota parte, o royalty. A 12 de outubro de 1964 foi aprovada a lei do imposto único sobre minerais que, porém, não foi posta em execução imediatamente, devendo ser regulamentada nos noventa dias após a sua publicação. A extração do carvão mineral rendia uma boa fatia aos cofres do município minerador, era o royalty sobre o valor de sua comercialização. Em outubro de 64, todavia, foi aprovada a Lei do Imposto Único Sobre Minerais e aquele royalty desapareceu. E deixou os municípios do carvão em situação de penúria.

EMBARGADAS AS OBRAS DO NOVO CINEMA – A majestosa construção do novo cinema de Criciúma teve suas obras paralisadas uma vez que o Posto de Saúde não se pronunciou e, oficialmente, comunicou à prefeitura que, no entender da autoridade sanitária o cinema deveria possuir portas laterais com saída para o exterior, o que não ocorre com a obra em questão. O Sr. Prefeito, objetivando dar uma solução, designou uma comissão composta pelos engenheiros Ayrton Brandão, Ijair Conti e Hélio Costa que, após apreciar a questão, opinará sobre o assunto. E o Cine Ópera foi construído sem as portas de saída de emergência.

MANCHETES DE FUTEBOL – METROPOL TROCARÁ IDÉZIO POR NILZO, DO INTERNACIONAL – VALMIR VIRÁ PARA O METROPOL – GAIOLA JÁ PERTENCE AO MARCILIO DIAS – SÉRGIO, DO FIGUEIRENSE, NA MIRA DO COMERCIÁRIO – TUDO CERTO ENTRE SILVIO E A TUPY – RIO BRANCO INTERESSADO EM DORINHO – MAURO VAI PROCURAR CLUBE – PAULINHO RENOVOU COM O ATLÉTICO. INTER, DE LAGES, E HERCILIO, DE TUBARÃO, AMEAÇAM SE RETIRAR DO CAMPEONATO. 

Esta e as demais crônicas vão ao ar na Rádio Som Maior. E eu retornarei amanhã. Até lá amigos e um abraço do meu tamanho!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 17/08/2020 - 10:51Atualizado em 17/08/2020 - 10:56

Podes procurar aí no amansa-burro a definição para caolho, e terás como resposta "cego de um olho, que não possui um olho, zarolho, que possui estrabismo, falta de paralelismo nos eixos visuais, estrábico, vesgo", em outras palavras, aquele que enxerga de uma só maneira.

Foi assim que eu classifiquei a mídia brasileira, quando entrevistado no programa de TV do Mano Dal Ponte, respondendo a pergunta que me foi formulada sobre o governo de Jair Messias Bolsonaro.

Respondi que a mídia é caolha, enxerga com um olho apenas. E fiz imediatamente a correção, não a mídia, no seu todo, mas fragmentos consideráveis da mídia, principalmente o representado pela Rede Globo, Jornal Folha de São Paulo, Estadão, Revista Veja além de outros, embora não citados.

Essa mídia, quando não enxerga uma deficiência do atual governo, fabrica. E não poupa espaços para explorar à exaustão as deficiências encontradas.

Nos seus noticiosos, quando o tempo não é usado para divulgar o andamento da pandemia de Covid-19, é para criticar algum aspecto do Governo Federal, centrando ódio na família Bolsonaro, que deve ter lá seus percalços, claro, mas o fazendo com tanta veemência que nos transmitem a impressão de que enquanto não noticiar a prisão de alguém de sobrenome Bolsonaro, não haverá trégua.

Agora mesmo, a Folha de São Paulo, por seu instituto de pesquisa de opinião pública, mediu a avaliação dos brasileiros ao governo de Bolsonaro, e publicou o resultado da pesquisa que mostra franca ascensão à aprovação. A curva das coordenadas cartesianas do gráfico ilustrador da pesquisa mostra que os brasileiros acreditam cada vez mais nas ações do nosso presidente.

E se o prezado ouvinte estiver atento, verá que tanto a TV quanto o jornal diminuíram o volume do massacre ao que condenaram Jair e os Bolsonaro.

A minha leitura é de que tais empresas de comunicação sentiram que estavam atirando no próprio pé, e que para não passarem atestado de idiotice, não divulgado aspectos positivos do governo que administra a Nação brasileira, aliviaram os ataques curvando-se à latente aprovação dos tupiniquins.

A ira dos caolhos está centrada na constatação de que nada foi encontrado, que pudesse rotular Bolsonaro de corrupto. Isto deixa os caolhos furibundos, destilando rancor e ódio pelos poros.

O Brasil mudou, e os benfazejos ares da mudança devem soprar ainda mais fortes. É o que esperamos, os brasileiros.

E que todos comecemos o dia como queremos termina-lo. Bom dia!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 17/08/2020 - 08:12Atualizado em 17/08/2020 - 08:15

Continuo buscando na edição que circulou na semana de 27 de fevereiro a 6 de março de 1965, do nosso saudoso semanário Tribuna Criciumense, os tópicos de publicações que dão um mergulho no passado e se transformam na Crônica da Cidade de hoje. 

MANCHETES ESPORTIVAS – Nas páginas de esportes, sob a responsabilidade de Emirênio dos Santos e Jurecy Martins, encontramos diversas notícias retratadas nestas manchetes: JOGO FRACO DA VILA PERMINOU COM A VITÓRIA DO ROLO, falando sobre o jogo entre o Atlético Operário que jogou contra o Próspera e venceu por 1 a zero. SILVIO COM UM PÉ NA TUPY, discorrendo sobre a provável contratação de Silvio, do Metropol, pela Associação Atlética Tupy, de Joinville. METROPOL PERDEU MAIS UMA, falando sobre o jogo em que os metropolitanos perderam para o Olímpico, de Blumenau por 2 a 1. ITI FARÁ TESTES NO METROPOL, dando conta de que Iti, Vadinho e Antoninho foram dispensados pelo Atlético Operário e que o Metropol tinha interesse no concurso de Iti. ARI EM TESTES NO FERROVIÁRIO: o time das Oficinas estaria contratando o ex-jogador do Atlético Operário. Ari assegura que, até segunda-feira, o negócio será ultimado.

SOCIEDADE DOS MOTORISTAS DO SUL CATARINENSE – No dia 8 de fevereiro foi fundada, em Criciúma, a Sociedade dos Motoristas do Sul Catarinense, com sede na Rua João Zanette, edifício Lacombe, sala número 6, cuja diretoria está assim composta: Presidente, João de Sá; Vice-Presidente, Adílio Ferreira dos Santos; 1º Secretário, Ady Philipe de Sá; 2º Secretário, Oswaldo Rocha; 1º Tesoureiro, Aníbal Belolli e 2º Tesoureiro, Abel Ghedin.

E chegamos à edição que circulou na semana de 6 a 13 de março de 1965 que, na capa, em destaque, noticiava a morte de meu pai, Archimedes Naspolini, ocorrida dia 3 de março daquele ano. A nota diz assim: MORRE UM CRICIUMENSE DE VALOR - 1965 tem sido um ano triste para Criciúma. Tem levado embora muita gente boa e de valor. Nesta semana sofremos mais uma grande perda com o falecimento, vítima de um colapso cardíaco, do Sr. Archimedes Naspolini, conhecido industrial de nossa terra. Exemplar pai de uma família numerosa o Sr. Naspolini deixou sua esposa Eleonora Búrigo Naspolini, 16 filhos, 51 netos, quatro genros e cinco noras. Contava, o extinto, 66 anos de idade e, desde tenra idade, mostrou-se um trabalhador incansável. Em suas atividades foi suplente de vereador em nossa Câmara Municipal tendo exercido por duas vezes o mandato. Fundador da Sociedade Recreativa e Esportiva Naspolini e muito trabalhou para a construção da capela Nossa Senhora Aparecida. Expressivo número de pessoas compareceu aos seus funerais.

Esta e as demais crônicas vão ao ar na Rádio Som Maior. E eu retornarei amanhã. Até lá amigos e um abraço do meu tamanho!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 14/08/2020 - 11:15

Não raras vezes os marqueteiros de diversas empresas estão utilizando a praga do coronavirus para propagar seus produtos, personalizando a marca empresarial em máscaras, que distribuem ao leo. Agora, sugerir que o Gaeco entregue máscaras personalizadas com sua logotopia, num certo paço municipal, é sacanagem!

Somo contigo, meu caro Dênis: é um escândalo num país de tantas deficiências sociais, pagarmos a conta das campanhas eleitorais deste ano, com a espetacular soma de dois bilhões de reais. Sabes como é que se escreve tal importância? Essa soma a gente escreve assim: 2.000.000.000,00. Dois bilhões.

Mas não nos iludamos. Nosso bolso é assaltado duas vezes para satisfazer o apetite dos políticos: É o Fundo eleitoral, esse aí, de dois bilhões de reais e o Fundo Especial de Assistência Financeira aos Partidos Políticos, conhecido como Fundo Partidário. No ano passado, esse Fundo afundou o tesouro nacional em 927 milhões de reais.

Enquanto o Fundo Eleitoral, o de dois bilhões, paga despesas com as eleições de prefeitos e vereadores, o Fundo Partidário se encarrega da manutenção dos partidos políticos registrados no Tribunal Superior Eleitoral. Esse Fundo serve, por exemplo, para pagar salário a líderes partidários com ou sem mandato eletivo. E até para políticos cassados e presos.
As despesas cotidianas dos partidos, inclusive das suas Fundações Político Eleitorais, são pagas por esse Fundo. Isto é, quem paga essas contas todas somos nós, os contribuintes brasileiros, os pagadores de impostos.

A legislação em vigor estabelece que 5% do total do Fundo Partidário devem ser distribuídos, em partes iguais, a todos os partidos que tenham seus estatutos registrados no Tribunal Superior Eleitoral. Outros 95% do total do fundo são repartidos às legendas na proporção dos votos obtidos por cada uma delas na última eleição geral para a Câmara dos Deputados, respeitados os requisitos de acesso da chamada cláusula de desempenho.

Já o Fundo Eleitoral, ou Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) foi criado depois de proibidas as doações de pessoas jurídicas e tornou-se a principal fonte de receita para que os partidos realizem as campanhas eleitorais de seus candidatos. Mas escuta, Denis, quem não tem competência, que não se estabeleça. Não pode pagar a conta da campanha, não seja candidato!

Constituído por dotações orçamentárias da União em ano eleitoral, o montante dos recursos do Fundo Eleitoral é distribuído da seguinte forma: 2% igualmente entre todos os partidos; 35% entre os partidos com ao menos um deputado federal; 48% entre os partidos na proporção do número de deputados; 15% entre os partidos na proporção do número de senadores.

E isso tudo, meu caro ouvinte, criado por lei com tramitação nas duas Casas do Congresso, votado pelos deputados federais e pelos senadores da República. Na maior cara de pau! Nenhum deles ficou rubicundo votando pela criação e pelo valor da dotação. Deitam e bordam a seu favor (a favor deles), pois o dinheiro não é deles. A conta quem paga é o contribuinte.

Em resumo: as despesas dos candidatos a prefeito e vereador, no corrente ano, serão pagas por nós: por ti aí que me ouves, por mim e por milhões de brasileiros. E as despesas de organização partidária de todos os partidos políticos do Brasil, igualmente são pagas por nós, através de nossos impostos.

No popular: não dá raiva?

Eu não disse, ontem, que esta é uma República Velhaca?

E que todos comecemos o dia como queremos termina-lo! Bom dia!

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