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* as opiniões expressas neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do 4oito
Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 10/07/2020 - 11:39Atualizado em 10/07/2020 - 11:41

In primo loco, deixa eu mandar meus cumprimentos especiais ao meu irmão de número três, José Lauro, o Beppi, que hoje completa 93 anos de idade, o m ais longevo do tronco familiar Archimedes-Eleonora. Hoje ele é o patriarca da família. E, certamente, estará reunido com os seus descendentes para receber cumprimentos de todo o nosso condado. Sua irmã gêmea, a Maria Laura, já partiu e recebe a nossa oração fraternal em comemoração à data. Feliz aniversário, fratelli!

Feito este registro, volto a sete de janeiro deste ano. Na oportunidade eu comentava à passagem do 140º aniversário do município, comemorado no campus do Parque Centenário que, naquele dia, recebia o nome do seu construtor, prefeito Altair Guidi. E eu disse, sem qualquer subterfúgio: “falou-se muito em inauguração do Parque. Errado: o Parque já foi inaugurado quando do primeiro mandato do prefeito Guidi. O que se fez agora, foi uma repaginação daquela praça pública”.

E falei sobre as obras inacabadas, embora re-inauguradas naquele dia. E falei do plantio de coqueiros, como se não tivéssemos outros espécimes para ali serem plantados. E falei sobre os contratos celebrados com terceirizados para concluírem as obras e que o alcaide afirmava que seriam cancelados pela inobservância dos prazos estabelecidos. E, por derradeiro eu disse textualmente isto: “Finalmente, merece reparos a fixação dos nomes do prefeito e do vice prefeito – e do seu staff - no painel que oficializa o nome de Altair Guidi ao Parque. Concorre com a própria designação do logradouro. Apelo puramente demagógico e eleitoreiro. As obras devem ser impessoais, diz a lei. E ali isso não foi respeitado.

Competiria ao Ministério Público determinar que a despesa seja glosada e aquele painel pago pelo próprio prefeito, por ter todo o formato de propaganda pré-eleitoral. Ou não?”

Pois o Ministério Público denunciou o que eu comentei e o Juizado da Comarca acatou a denúncia e a transformou em processo. Aliás, mais um na vida do prefeito que dá jeito. Parece que não sabe conviver sem agressão às leis da qual resultam processos que, inclusive, já o condenaram e o tornaram inelegível.

E olha que há outros na fila: essa visita do Gaeco e do Ministério Público e da Polícia Civil ao Paço, há poucos dias, no episódio eletricitário das lâmpadas, terá desdobramentos. Aquelas denúncias feias contra a gestão da Afasc, engavetadas – momentaneamente - por alguns vereadores, também subirá à tona.

E agora somos informados de que o inquilino do Paço está propondo a formação de um grupo de entidades para acompanhar as ações orçamentárias do seu governo, denominando-a de “Uma Controladoria”. Pura demagogia! Puro apelo eleitoral, de novo.  A Lei nº 7.473, de 11 de julho de 2019 (aniversário amanhã), criou a Controladoria Interna e a Controladoria Geral do Município. Portanto, se as coisas estão precisando de acompanhamento de controle não é por falta de controladoria. O que precisa é dar força à Controladoria já existente. 

Chamar entidades para formarem controladoria é pura demagogia e imagino que nenhuma entidade séria seja capaz de ouvir o canto da sereia. Por que não chama os vereadores para fazerem isso? Não são eles, os vereadores, os fiscais das ações do Executivo?

Os caracteres garrafais para citarem seu nome na placa do Parque originam um processo judicial.

As denúncias contra a gestão da Afasc estão na fila.

O curto circuito provocado pelo Gaeco e pelo Ministério Público terá consequências eletrizantes.
É aguardar para conferir.

O que não precisa ser aguardado para se saber ser de excelência é o serviço prestado pela Lemos Mudanças. Ali não há apagão nem curto circuito: é tudo às claras, com muita capacidade, muita tecnologia e muita responsabilidade. Mudanças com embalagens apropriadas, mão de obra especializada e cobertas por apólices de seguro. A Lemos Mudanças faz mudanças há 40 anos o que nos força a garantir: Mudanças é com a Lemos Mudanças.

E que todos comecemos o dia como queremos termina-lo!  Bom dia!

 

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 09/07/2020 - 09:16

Fui presenteado com um comentário que fiz há 13 anos. Foi no dia 31 de maio de 2007. O ouvinte guardou e ontem me presenteou, com uma cópia. O comentário foi este:

“Os escândalos invadem nosso ambiente de trabalho, nossas residências, nossas praças... Não se fala noutra coisa.

E sempre se ouve uma pergunta: sempre se roubou assim, deslavadamente?

A resposta é positiva. Sim, sempre houve corrupção!

Quando Dom João VI, num gesto de covardia, fugia de Portugal sob a ameaça de invasão pelas tropas napoleônicas, determinou a um de seus asseclas para que relacionasse aqueles que deveriam acompanha-lo ao Brasil. E o funcionário saiu de caderno em punho fazendo a seleção: alguns, naturalmente convidados, haja vista o que representavam para a Corte.

Mas outros, tantos outros, só tinham seus nomes relacionados depois do pagamento de alguma propina. Todos queriam fugir de Napoleão!

Aquela gente toda – 10.000 ao total – chegou à Bahia e ao Rio de Janeiro e, se já não houvesse corrupção nas capitanias, a dita cuja se fez presente para nunca mais se ausentar.
E continuou, com mais ou com menos ênfase, infestando todos os governos: desde os primeiro e segundo impérios, à República - tão adjetivada - desde 1889.

A diferença é que hoje a imprensa abre a boca desmesuradamente. 

Pior: o avanço da tecnologia, os meios altamente sofisticados de comunicação, a internet – que acabou com a nossa privacidade – contribuem sobremaneira para que as falcatruas sejam desnudadas e apresentadas ao mundo, como está ocorrendo atualmente.

Microfones de tamanho minúsculo, câmeras de filmagem do tamanho de um botton, telefone celular que ouve, fotografa e filma. Computadores e redes sociais que se encarregam da difusão. 

E os casos são tantos que o do mês passado já foi esquecido porque apareceu o do corrente mês. E o tempo nem é medido em ano, nem em meses, é em dia. Todo dia um escândalo abafa o anterior.

Agora há o seguinte: a falcatrua, o roubo do dinheiro público, o suborno, essa rede incontrolável de comprar privilégios não são defeitos do brasileiro, nem do Brasil, em todas as esferas de governo: o da União, o dos Estados e o dos municípios. 

A corrupção é um rio caudaloso que não se deixa influenciar pelas cheias da maré e está presente em todo o globo terrestre.

Em alguns países a descoberta penaliza o infrator com o decepar de suas mãos; noutros, a forca o espera; nuns terceiros, a prisão simples, mas sem regalias. No Japão, note só o prezado ouvinte, o envolvimento de qualquer executivo público em ato de corrupção faz com que ele próprio tire sua vida, se suicide, num gesto extremo de desmesurada vergonha.

Bom, se tais práticas tivéssemos por cá, não haveria prisão suficiente, muita gente seria maneta, faltaria madeira para construir forcas e cadafalsos, colarinhos brancos se tornariam trapos amarelados nos presídios e muitas viúvas de executivos públicos chorando sua viuvez.

E isso que me foi trazido agora, pronunciado por mim há 13 anos, é relido, agora, porque o lamaçal da corrupção ainda não foi extirpado da vida nacional, especialmente quando nos é transmitida a informação de que governantes inescrupulosos se aproveitam da pandemia do coronavirus pra meter a mão nos dinheiros públicos. Até dinheiro destinado à bibliotecas públicas foi surrupiado”.

E por falar em biblioteca, no momento que a nossa universidade, a Unesc, precisou transportar o acervo bibliográfico de sua biblioteca para outro prédio, não vacilou: chamou a Lemos Mudança. Livros merecem cuidado especial e a Lemos foi buscada porque dá cuidado especial em tudo o que transporta. Aqueles animais empalhados, do nosso museu de anatomia, foram todos transportados pela Lemos Mudanças. A Unesc sabe das coisas. Mudanças é com a Lemos Mudanças.

E que todos comecemos o dia como queremos termina-lo! Bom dia!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 08/07/2020 - 09:18

Diariamente, em jejum, bebo o suco de um limão, recomendação que um médico fez aqui na nossa emissora, faz algum tempo.

Também diariamente, antes de almoçar, bebo um pequeno cálice de cachaça e disto todo mundo sabe porque, sempre que posso, manifesto o meu gosto por essa bebida brasileira. Como todas as pessoas civilizadas, tenho procurado sair o mínimo possível de casa, nestes tempos de pandemia, sempre usando máscara.

Pode até não haver relação nenhuma entre o beber o suco de um limão, beber um traguinho de cachaça antes do almoço, sair de casa o mínimo possível e usar máscara sempre, mas, somo isso tudo para afirmar que, partícipe do grupo de risco mais visado pelo coronavirus, tenho sido e quero continuar imune a essa praga.

Em meio à crise que estamos vivendo, a pessoa, o empresário, o empreendedor que não for esperto e souber criar alternativas para não sucumbir, certamente ficará na estrada, vendo a frota passar.

E eu falava comigo mesmo e me perguntava: como será que estão se virando os nossos alambiqueiros que vivem da de comercialização da cachaça?

Daí, recebo, pelas redes sociais, uma notícia da Associação Catarinense de Produtores de Cachaça e Aguardente de Qualidade, assinada pelo seu presidente, Leandro Batista de Melo Silveira, aqui de Criciúma, revelando as iniciativas da entidade direcionadas às preocupações que acabo de expor. E valho-me de tais informações para afirmar que Santa Catarina é um estado com uma produção bastante consistente de cachaças e aguardentes e que, entre as aqui produzidas, há marcas que se sustentam muito bem, a exemplo de Spézia, Wruck e Bylaardt, de Luiz Alves, e Moendão, de Gaspar. Algumas estimativas indicam um volume de 6 milhões de litros anuais produzidos entre as serras escarpadas e o belo litoral barriga-verde.

Mas, claro, nossos coestaduanos também foram afetados pela pandemia. Justamente por serem fortes no mercado local, cuja principal base são os bares praianos, voltados em boa parte para o hoje paralisado turismo, as cachaças de Santa Catarina foram atingidas ainda com mais força que as de outros estados.

“Os bares fechados, especialmente no nosso litoral, levaram a uma grande dificuldade”, conta Leandro, “mas a gente não pode deixar que o medo supere a esperança”, acrescenta.
Por isso, os catarinenses criaram o Campo ao copo, uma plataforma para venda das cachaças catarinenses, além de outros produtos nos quais o estado se destaca, como as cervejas e os vinhos.

“É uma nova ordem social. E com ela uma mudança drástica na forma como nos comunicamos. Na web surgem novos e velhos negócios. Ou você se conecta ou está fora do mercado”, diz Leandro, que comanda a iniciativa.

Pela loja virtual já é possível encomendar e receber, em casa, em qualquer lugar do país, uma boa variedade de produtos. E, entre as nossas cachaças, as caninhas catarinenses, a oferta é farta, de todas as regiões do estado, como a Aretusa, a Bylaardt, a Borguezan, a Cafundó da Serra, a Casa Petro, a Cachaça Do Conde, a Moendão, a Pinoco, a Xanadu, a Sacca, Multidrink, Spézia, Saint Ludger, Imigrante, Giusepi, Wruck, Refazenda, Imperador, Tessarollo e Fogo da Cana, dentre outras.

Licores, kits especiais e até barris também fazem parte do cardápio. Dá até para comprar um alambique pela internet, se você quiser – mas é melhor deixar a tarefa de produzir para quem sabe, e se concentrar em beber, com moderação.

E o transporte? Lemos Mudanças, claro! Não vamos confiar um produto tão bem elaborado e de tanta qualidade a mãos desconhecidas. O transporte será feito pela Lemos Mudança que oferece, inclusive, o Self Storage, um box personalizado para a guarda de barrís desse precioso líquido, além de móveis e utensílios, livros, quinquilharias, com seguro contra pragas e outras avarias. Mudança? Lemos Mudanças.

E que todos comecemos o dia como queremos termina-lo! Bom dia!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 07/07/2020 - 09:10Atualizado em 07/07/2020 - 10:02

Conforme tenho falado, nos últimos dias, devemos nos preparar para receber o pedido de voto de candidatos a prefeito e a vereador. É fundamental que, a tais candidatos, façamos algumas derradeiras perguntas, partindo-se do pressuposto de que já saibamos de quem se trata, conhecemos parte do seu currículum, sabemos de sua origem e a que partido está filiado.

De quem se trata, devemos saber, eis que – se for candidato a um posto de tamanha magnitude - deve ser um líder, e qualquer líder é conhecido na comunidade. 

O respectivo curriculum é uma decorrência do exercício da liderança que exerce e nele estão inseridas todas as atividades que o credenciam a postular tal posto.

A origem pode ser bi focada: a origem do seu nascimento e a da família de onde provém. Ter nascido aqui ou algures, não nos deve interessar; todavia, a família na qual foi formado, a comunidade na qual habita, são indicadores que podem facilitar a nossa escolha. Sem descuidar de que tal candidato deve conhecer, pelo menos, os esteios da História do Município que quer administrar ou para ele legislar.

Finalmente, o Partido: esse, então, faleceu de vez; a tal ideologia partidária que dava sustento aos credos dos políticos, desapareceu de todo. Estão quase todos nivelados no mesmo apetite da fisiologia e da vantagem fácil. Temos até dois indicativos partidários que devem influenciar o nosso voto: o candidato é da direita ou faz parte da esquerda.

Feitas estas observações, com a eliminação do que não concordamos, e a tarefa da escolha fica facilitada.

Houve um tempo – e os de minha idade se recordam bem – que não se trocava de mulher, nem de religião, nem de time de futebol e nem de partido político. 

Hoje, o casar e descasar são verbos que se conjugam com a mesma intensidade e num varejo assustador. Ah, e o casamento sempre unia um homem a uma mulher, e deu!

A religião, cujos preceitos severos eram buscados e obedecidos, está passando pela periferia da vida. 

O futebol tomou uma direção tal que os sábios e inteligentes dele se afastam a cada momento. 

E o partido político se multiplicou tantas vezes que ninguém mais sabe qual é o quê. De sorte que isso aí tudo se constitui em valores completamente subjetivos no momento de uma escolha.

Então eu diria que nos compete verificar aquela máxima: diga-me com quem andas e direi quem tu és, isto é, notemos quais as companhias de cada candidato. Evidentemente que quem estiver melhor acompanhado terá, hipoteticamente, maiores chances de colher um resultado melhor. Pregar renovação de valores acompanhado de incompetentes, é dar prova de que há outras intenções por detrás de sua máscara. Aliás, agora todos somos mascarados.

Há algumas perguntas, finalizando, que podem nos ajudar na escolha: Quem são as pessoas que dão sustentação a cada candidatura? Qual o volume de sua representatividade? De onde procede cada uma delas? O que cada uma delas tem feito para recomendar o candidato?

Pode parecer que não, mas estão aí indicadores que facilitam a escolha séria que estamos prestes a fazer.

Agora, no campo das escolhas, há uma que dispensa quaisquer perguntas auxiliares: que empresa recomendamos para fazer mudanças? A resposta é uníssona e infalível: Lemos Mudanças. Na Lemos unem-se a capacidade, a competência e a responsabilidade, que resultam em serviço de excelência inquestionável. Pensou mudança, pensou, com certeza, na Lemos Mudanças.

E que todos comecemos o dia como queremos termina-lo! Bom dia!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 06/07/2020 - 17:05

Por definição, vereador é aquele que vereia, aquele que cuida dos interesses do povo.
Na legislação tem-se o vereador como aquele que vota os projetos que tramitam na Câmara Municipal e que fiscaliza os atos praticados pelo Poder Executivo.
Nas eleições, vereador é aquele que se propõe a cuidar da vila, do bairro, daquela rua, dos assuntos populares.
No popular, vereador é aquela pessoa que tenta cuidar do povo mas cuida de si próprio antes de se interessar pela comunidade.

Em outras palavras: dependendo da situação o vereador recebe uma definição.

Fala-se muito sobre o preparo intelectual do vereador tecendo-se severas críticas àqueles que demonstram total falta de cultura. 
Os que assim se pronunciam são, no mínimo, muito exigentes. 
Se o vereador é o representante da sociedade e se a sociedade é formada por vários estratos sociais e culturais é de se imaginar que, também os não aculturados, estejam representados na Câmara.
Agora, todavia, o momento é bem singular. 

O número de nossos representantes foi confirmado em 17 e não há como se abrir mão da escolha por capacidade, por aptidão, por caráter, por compromisso com o futuro.
Somos habitantes de um pequeno território onde convivem mais de 200 mil pessoas. Uma cidade cheia de desafios. Uma cidade que pede urgentes providências para a abertura das avenidas do seu futuro. Uma cidade que exige o rompimento com o empírico. Uma cidade que clama por um governo de gestão pública de resultados. Uma cidade que grita por soluções aos problemas que a estrangulam, faz tempo.
E o vereador é o agente que vai fazer as leis de tais mudanças.

Daí, a necessidade de ser bem escolhido. A premente necessidade de se votado aquele que estiver melhor preparado para enfrentar, de frente, tais desafios.
De 4 de outubro as eleições foram adiadas para 15 de novembro. Estão às portas. Candidatos haverá às centenas nessa pulverização escandalosa de agremiações partidárias. Temos a obrigação de escolher bem. Aquele que merecer a honra do nosso voto será o nosso representante na Casa legislativa do município. Aquele que for merecedor do nosso voto votará em nosso nome no parlamento municipal.

Então, não é porque o candidato seja nosso parente, seja nosso vizinho, seja compadre de meu pai, ou seja o puxador do terço ali na capela, que ele será um bom vereador. Para merecer o meu voto ele terá que ser igual ou melhor do que eu, em tudo. Nosso dever é saber escolher.

A hora é agora.

 

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 03/07/2020 - 09:25

Ontem nossa emissora deu o start para a radiofonização das eleições de novembro nele envolvidos todos os possíveis cenários que o pleito eleitoral enseja. Nomes e temas foram revelados e os ouvintes tiveram a dimensão do que se planeja para cobrir esse importante momento da vida nacional.
Ah, mas as eleições estão a quase cinco meses de distância!
Não importa! O planejamento é o esteio fundamental a que a empreitada dê certo.

E por falar em planejamento, louvo a iniciativa da nossa universidade, a Unesc, que – aproveitando a loucura dessa praga da pandemia do Novo Corona Virus - chamou os municípios da Região do Carvão, para o debate e elaboração de um plano integrado de desenvolvimento.

Temos nessa convocação um dos papéis mais importantes da nossa Unesc. Afora o número de escolas e cursos, a grade curricular aprimorada, professores de qualidade, pesquisa com objetivos claros, chamar as unidades federadas que compõem a microrregião de sua base perimetral, para discutir alternativas de desenvolvimento, é uma das finalidades do celeiro da sabedoria por ela representado.

A Unesc, nesta hora difícil pela qual atravessa a economia local, regional, e nacional, poderia – perfeitamente – chamar o município onde mantém o seu campus, para esse tipo de discussão. Mas não: chamou todos os municípios que lhe rodeiam e tem em mente um planejamento integrado.

Acertou duas vezes: no momento e no envolvimento. No momento da crise, no momento das grandes preocupações, no momento em que se buscam, isoladamente, alternativas para a recuperação. E no envolvimento porque já não se pode pensar num município, isoladamente.

Ela, a Unesc, tem presente que o fator de impulso à economia de Morro da Fumaça, por exemplo, terá repercussões em Criciúma e se espraiará nos demais municípios. Aquilo que ocorrer em Criciúma, na retomada do desenvolvimento, terá repercussão nos municípios que lhe fazem limites.

Com os indicadores que brotarão dessa ampla discussão, nascerá o programa de desenvolvimento integrado, com seus projetos e suas metas estabelecidos.
Teremos, então, a ferramenta capaz de buscar investimentos para a região. Tanto no setor público quanto no privado.
A própria universidade, por sua reitoria de planejamento e desenvolvimento institucional, nos garante que 

 "O desenvolvimento do Plano olhará para o futuro, estabelecendo a identificação dos principais eixos estratégicos da Amrec para os próximos dez anos. Será um projeto capaz de viabilizar o dimensionamento dos principais objetivos estratégicos, de seu sonho de futuro e as principais bandeiras adotadas pelos municípios.”

Quem sabe tenhamos nessa iniciativa o arranco macrorregional à retomada do nosso desenvolvimento. Não podemos mais pensar no isolado, no individual. O futuro – que está logo aí – haverá de cobrar, da nossa geração, as ações que, tomadas ou não, darão ou não impulso ao nosso setor produtivo.

Não é uma notícia boa, talvez a melhor da semana?

Tão boa quanto ao que está fazendo a Mudanças Lemos com o seu serviço de armazenagem estilo self storage. Sabes o que é isso? Olha, temos aí algo que só grandes cidades possuem: o interessado armazena, em boxes individuais, na própria Lemos Mudanças, tudo quanto quiser: por exemplo: arquivo morto, móveis em desuso, mobília doméstica, livros, louças e apetrechos. A Lemos armazena e se responsabiliza pela sua conservação, com segurança e controle de pragas. Self storage da Lemos Mudanças, um negócio futurista presente no presente a nos presentear.

E que todos comecemos o dia como queremos termina-lo! Bom dia!

 

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 03/07/2020 - 07:03Atualizado em 06/07/2020 - 17:04

Continuo buscando, na edição que circulou na semana de 12 a 19 de dezembro de 1964, do nosso saudoso semanário Tribuna Criciumense, os tópicos de publicações que dão um mergulho no passado e se transformam na Crônica da Cidade de hoje. 

DE FUTEBOL – Era a coluna de Milioli Neto que informava: 1. O deputado Álvaro Catão vem conversando o técnico Paraguaio, do Botafogo, para vir trabalhar no Atlético Operário. O problema está nas cifras. Paraguaio ganha Cr$ 240.000,00 no alvinegro. 2. O meia Silvio, do Metropol, contrairá núpcias dia 27 de janeiro e seu contrato terminará dia 1 de fevereiro. Boa hora, hein carioca? 3. O diretor de futebol do Comerciário, Osvaldo Souza, é esperado hoje, de retorno de São Paulo, trazendo novidades sobre vedetes para o mais rico. 4. Alguns jogadores do Boa Vista receberam passe livre: Lico, Iberê e Paulo Binha estão em vias de acertar com o Rolo Compressor. 5. O zagueiro Acioli, Índio, do Comerciário, ameaça romper relações com seus companheiros de equipe se continuarem em dizê-lo casado.

TUPY CAIU EM TUBARÃO – No estádio Aníbal Costa o quadro da Associação Atlética Tupy, de Joinville, foi derrotado pelo Hercílio Luz, pelo marcador de 2 x 1, não merecendo melhor sorte, tendo em vista o fraco rendimento da esquadra, apesar dos grandes nomes que vestem a jaqueta do clube joinvillense.

COMERCIAL DA EDIÇÃO – Vá conhecer de perto as belíssimas camisas esporte, coleção 64/65, na Casa Imperial, com garantia de marcas consagradas como Epson, Lemo, Ban-Tan, Alfred, Tannhauser e Bier. Casa Imperial, Rua Seis de Janeiro, 29, agora, também com um posto de venda, até o natal, na Praça Dr. Nereu Ramos, onde funcionava o Café Ouro Preto. Alguém se lembra da Casa Imperial estabelecida na Rua Seis de Janeiro? Eu não!

IMPOSTO DE RENDA: SC É O SEXTO – Conforme divulga o Boletim Estatístico da Divisão do Imposto de Renda, do ministério da Fazenda, até o mês de setembro o estado de Santa Catarina ocupa o 6º lugar na arrecadação, atrás de São Paulo, Guanabara, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraná. 

RADIOAMADORES, EM JOINVILLE – Como acontece, todos os anos, os radioamadores da 5ª Região, Paraná e Santa Catarina, estarão organizando para 1965, a 10ª Concentração que será realizada na cidade de Joinville. 

Esta e as demais crônicas vão ao ar na Rádio Som Maior. E eu retornarei segunda-feira. Até lá amigos e um abraço do meu tamanho!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 02/07/2020 - 11:00Atualizado em 02/07/2020 - 11:27

O presidente Jair Bolsonaro anunciou na quinta-feira, dia 25, o nome de Carlos Alberto Decotelli como o novo ministro da Educação. Seria o terceiro do seu governo, depois das passagens de Ricardo Vélez Rodríguez e Abraham Weintraub.

Assim como o antecessor imediato, Decotelli é economista, formado em 1980 pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Ele é mestre em Administração pela Fundação Getúlio Vargas.

Na foto, um negrão alinhado, alto, atlético, simpático, irradiando saúde, lembrando o Bataclan, lembram do Bataclan? Bataclan era um negrão que, inicialmente aqui em Criciúma e, depois, em Florianópolis, fazia corridas pelas ruas da cidade, nas frias manhãs de inverno, sem se importar com as condições adversas do clima.

Decotelli surpreendeu. Fez ler um curriculum de mentira e, como mentira tem pernas curtas, caiu ao terceiro dia.

Não era nada daquilo. Os títulos de doutor e pós doutor em universidades da Argentina e da Alemanha não correspondiam. Passou por elas, sim, mas não colou grau.

Aí entrou a mão sábia do presidente Bolsonaro. Chamou Bataclan, quer dizer, Decotelli, e pediu explicações. Humildemente Bataclan, quer dizer, Decotelli, se justificou. Mas não convenceu.
A posse foi suspensa e, no dia em que seria empossado ministro dos negócios da Educação do Brasil, renunciou. Renunciou sem ter assumido. Colaborou em afirmar que a mentira tem pernas curtas e que a verdade poderá ser sepultada, mas ressuscitará ao terceiro dia.

Palmas para Bolsonaro! 

O presidente poderia bater o pé: aqui quem manda sou eu. Com pós doutorado na Argenteina, ou sem ele; com pós doutorado na Alemanha, ou sem ele, o Bataclan, quer dizer, o Decotelli será ministro e não se fala mais nisto. Mas, não! Bolsonaro fez entender ao quase empossando que, sobre mentiras, não se constrói absolutamente nada. E, como ele faz um governo que difere, em tudo, a tudo quanto já se viu no Planalto, Bataclan, quer dizer, Decotelli, dançou. Foi pra casa. 

Deixou uma boa imagem, mas isto não serve: há que haver uma boa imagem de alma que, sobre mentiras, não prospera.

Lembram da lição de Cesar? A mulher de César não precisa ser apenas honesta ela tem que parecer ser honesta.
Decotelli foi pra casa. Provou que, quem vê cara não vê coração.

Agora, antes de partir, meu caro e preclaro amigo, Dênis Luciano, chamou a Lemos Mudanças, aqui de Criciúma, para fazer o transporte de suas coisas para o seu endereço particular. Sabem por quê? Porque não precisa ser pós graduado nem pós doutorado, todos sabem que o profissionalismo da Lemos Mudança faz a diferença. A Lemos faz mudanças para ex-ministros, para quase ministros, para quem assessora ministros e até para puxa-sacos de ministros. A Lemos faz isso há 40 anos! Sempre com responsabilidade! Sempre com qualidade!

E que todos comecemos o dia como queremos termina-lo! Bom dia!

 

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 02/07/2020 - 07:03Atualizado em 02/07/2020 - 15:57

Busco, na edição que circulou na semana de 12 a 19 de dezembro de 1964, do nosso saudoso semanário Tribuna Criciumense, os tópicos de publicações que dão um mergulho no passado e se transformam na Crônica da Cidade de hoje.

REPETIDORAS DE TV MONTADAS – CRICIÚMA CONTRIBUIRÁ COM 9 MILHÕES – Dado o elevado custo da aparelhagem será feito um rateamento entre as comunidades a serem beneficiadas sendo que, para Criciúma, foi atribuído, nas despesas gerais, o valor de 9 milhões de cruzeiros. A Comissão pretende atingir essa quantia e mais um valor excedente que seria destinado ao asilo dos velhinhos. Para isso será promovido um jogo e o sorteio de quatro aparelhos receptores de tv. Foi programado um torneio relâmpago reunindo as quatro equipes da cidade: Metropol, Comerciário, Próspera e Atlético Operário. A arrecadação, segundo os promotores, cobriria os 9 milhões e destinaria eventuais sobras ao Asilo São Vicente de Paula. A matéria termina com esta informação: ANTES DO NATAL TEREMOS TELEVISÃO – A Companhia Siderúrgica Nacional, que se responsabilizará pela parte técnica da instalação das torres repetidoras que estão sendo montadas, a partir de Osório, garante televisão no Natal. Veio, mas trouxe muito chuvisco junto, lembram?

FORMATURAS -  Entre os novos médicos que receberam diplomas dia 6 passado, pela faculdade de Medicina de Porto Alegre, encontramos o Dr. Sérgio Bortoluzzi, filho do benquisto casal Bernardina-Luiz Bortoluzzi. Pela faculdade de Odontologia da PUC, do Rio Grande do Sul, colará grau, dia 17 vindouro, a Srta. Maria Salete Mondardo, filha do casal Vespasiano Mondardo. Entre os novos advogados recém formados pela faculdade de Direito de Santa Maria, encontramos o Sr. Wilson Alano. 

BELO DISCURSO – Muito bem comentado o magnífico discurso proferido pela senhorita Maria Dal Farra, oradora das formadas da Escola Profissional Feminina Lucília Hülse. E quando fala da formatura do Ginásio e da Escola Normal Madre Teresa Michel, Tribuna Criciumense registra: Na referia cerimônia a direção do estabelecimento conferiu o prêmio de honra aos alunos que, durante o ano, mais se dedicaram aos estudos. O primeiro lugar coube à ginasiana Sandra Zanatta que, durante os quatro anos do curso manteve a primeira classificação. As demais alunas que conquistaram o referido prêmio foram: Leniria Medeiros, Maria Peruchi, Célia Caetano, Mirian Zacharias, Delma Mendes, Sandra Balsini, Marilene Coral, Irmã Lúcia Serafim, Dahil Formanski, Bernardete Rocha e Nídia Trento.

Esta e as demais crônicas vão ao ar na Rádio Som Maior. E eu retornarei amanhã. Até lá amigos e um abraço do meu tamanho!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 01/07/2020 - 07:03Atualizado em 02/07/2020 - 15:55

Continuo buscando, na edição que circulou na semana de 5 a 12 de dezembro de 1964, do nosso saudoso semanário Tribuna Criciumense, os tópicos de publicações que dão um mergulho no passado e se transformam na Crônica da Cidade de hoje. 

ASSIS BRASIL INTERROGADO – O ex-general Argemiro de Assis Brasil, que foi chefe do Gabinete Militar do deposto presidente João Goulart, deverá voltar a depor na Dops, o que não ocorreu devido ao estado de saúde de sua esposa. O ex-general foi detido terça-feira última e submetido a longo interrogatório na polícia, com duração superior a oito horas. A o anoitecer teve permissão para se deslocar até sua residência, a fim de jantar, regressando – mais tarde – ao DPC, de onde somente se retirou à meia noite.

UMAS E OUTRAS DO ESPORTE – Em sua coluna semanal Milioli Neto dava conta de que METROPOL, Próspera e Comerciário participarão da grande tarde esportiva cuja arrecadação será revertida a favor do asilo dos velhinhos. O avante MADUREIRA do Metropol, que viajou para a Guanabara, atendendo chamado de familiares, retornará somente em princípios de janeiro. O TORNEIO DA MORTE, com três clubes disputando duas vagas, atingirá seu final na tarde de amanhã. Marcilio e Figueirense já estão, praticamente, classificados, ficando de fora o Ferroviário, de Tubarão. Com o treinador Don André de férias, o Treviso jogou e venceu domingo, em Imbituba, ao time local do Atlético, por 4 x 1. PAULO SOUZA do Metropol, será negociado com o Grêmio Porto-alegrense após o estadual. Além de uma compensação em dinheiro o Metropol receberá, em troca, dois ou três juvenis do tricolor gaúcho.

QUARTEL EM CRICIÚMA – Ocupando a tribuna o deputado federal Diomício Freitas apresentou as razões pelas quais nossa cidade necessita da instalação de um quartel. Entre elas citou o fato de ser, Criciúma, um dos mais importantes municípios do Estado, maios centro de produção carbonífera garantindo, assim, trabalho para centenas de operários e representando o sustento de milhares de famílias. Não obstante Criciúma está isolada. Não há estrada federal e os outros meios de comunicação são deficientes sendo de notar que dista, da capital, em 220km. Para a instalação de um quartel não faltariam áreas suficientes e outras facilidades.  Ao finalizar o seu pronunciamento o deputado afirmou que os catarinenses terão imenso prazer em receber a visita do ministro da Guerra, General Arthur da Costa e Silva e que, caso viesse a visitar a região carbonífera, essa autoridade poderia verificar, de perto, a necessidade de ser instalado um quartel em nossa cidade. Na realidade o que o deputado Diomício Freitas pleiteava era a vinda de uma unidade do Exército Nacional.

Esta e as demais crônicas estão no meu blog, no Portal 4oito.com.br. E eu retornarei amanhã. Até lá amigos e um abraço do meu tamanho!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 30/06/2020 - 11:47Atualizado em 30/06/2020 - 12:01

Eleições, em primeiro turno, dia 15 de novembro. Como já foi, em pleitos passados. Era dia 3 de outubro, passou para 30 de novembro, houve uma a 15 de novembro e assim caminha a nossa combalida República. 4 de outubro, 15 de novembro, faz pouca diferença. O que o povo quer, mesmo, é saber dos candidatos: quem sê-lo-á em cada agremiação ou grupo de agremiações. Quais serão os nomes postos à nossa opção da escolha. Evidentemente que, junto ao nome, a plataforma de seu possível governo.

Eu gostaria de conhecer um candidato potencial à cadeira de Marcos Rovaris que dissesse à cidade: serei o prefeito das calçadas. Minha administração, se o povo me quiser como prefeito, será calçada na calçada, no passeio público, no conforto e segurança do pedestre e nas ciclovias. Muito se fala em mobilidade urbana, viadutos, elevados, pavimentação, asfalto. Se observarmos, tudo voltado para o automóvel, para o veículo automotor. Um elevado, com certeza, encurtará distâncias ao mesmo tempo em que oferecerá um belo visual ao sistema viário local. Viadutos e passagens de nível, também. São intervenções que o poder público executa buscando dar praticidade à mobilidade automotora da cidade.

Tais intervenções, necessárias, com certeza, oneram o erário público com vultosas somas que, na maioria das vezes, precisa de injeção de empréstimos para comportar tais dispêndios. E, se for empréstimo, haverá de ser pago e quem pagará seremos nós. Não obstante o sacrifício, ao fim do processo terá valido a pena. A soma de tais equipamentos, se construídos, contribuirá – com certeza – para a qualidade de vida dos habitantes do município.

Mas há um setor que, com custos bem menos volumosos, dará resposta imediata ao bem estar do contribuinte: são as calçadas. As decantadas calçadas que os administradores teimosamente insistem em fazer vistas grossas à sua necessidade. Calçadas que, teimosamente, o administrador público não obriga o contribuinte a construir. Essa obrigação, nossa, está inserida no contexto do nosso Código de Posturas e penaliza quem não a construir. Só que, ao poder público, 
compete a fiscalização e o chamamento à obrigação de fazê-la.

Elege-se o automóvel em primeiro plano e tudo é feito para o automóvel. E as calçadas, para o pedestre...

Quando executadas não obedecem a um padrão predeterminado, até porque não há padrão a ser seguido. Não raras vezes, o são em desnível. Há, até, algumas que fazem degraus. Noutras a presença de rampas para o acesso de automóvel. Em todas, a presença de postes de rede de energia elétrica, hastes para placas de sinalização, prismas de publicidade comercial, lixeiras e vai por aí afora. Ah, e com ou sem guias para os deficientes visuais. Coitados! A cada bengalada um obstáculo.

E aí entra o ciclista. Este ao sair de casa tem presente o itinerário a ser cumprido até alcançar o seu destino mas lhe falece a certeza de que a ele chegará porque as armadilhas do trânsito, a todo instante, conspiram contra sua segurança.
Evidentemente que cada cidade tem suas peculiaridades. Tem seus costumes. Tem sua cultura. Mas calçadas bem feitas para pedestre possuem a mesma linguagem em mega cidade, em médias cidades, em micro cidades. Com uma diferença: numas a lei é cumprida e as calçadas bem feitas. Noutras, vale tudo e a lei que se exploda!

Concluo confessando que já não tenho mais obrigação de votar, mas espero não morrer sem presenciar um candidato prometendo ações duras nessa direção e calçando seu governo na construção de calçadas, e ciclovias.
E que todos comecemos o dia como queremos termina-lo! Bom dia!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 30/06/2020 - 06:58Atualizado em 02/07/2020 - 15:54

Busco, na edição que circulou na semana de 5 a 12 de dezembro de 1964, do nosso saudoso semanário Tribuna Criciumense, os tópicos de publicações que dão um mergulho no passado e se transformam na Crônica da Cidade de hoje. 

SOTELCA PRONTA PARA FUNCIONAR NO FIM DO ANO – Estando pronta a primeira unidade geradora da Sotelca para funcionar no fim do ano com a capacidade de 50MW, graças ao espírito das autoridades federais e estaduais relacionadas com o empreendimento e ao dinamismo da diretoria composta pelos senhores Eng.º José Eduardo Moritz, presidente, Eng.º. Benjamin Mário Baptista, diretor industrial e Senhor Jaime Sá, diretor comercial. Santa Catarina irá, por certo, escrever uma página na história econômica do nosso país, com mais essa obra monumental que marca a arrancada para o progresso barriga-verde. Os preparativos para tão significativo acontecimento já estão sendo providenciados com muito cuidado tendo, de início, ultimado os entendimentos de acordo com o contrato para a vinda dos engenheiros alemães e suíços que irão instruir sobre o manuseio dos complicados mecanismos de operação, ao pessoal que irá operar a usina e que deverá possuir um certo esclarecimento para entrar em contato com tão delicados e preciosos instrumentos. O ano findaria a 18 dias daquela data e o Jornal, com esses textos inacabáveis, afirmava que a Sotelca entraria em funcionamento até o início do ano seguinte.

CPCAN APLICARÁ 200 MIL DÓLARES – Informou, o Coronel Lauro Cunha Campos, que a Comissão do Plano do Carvão Nacional, contratará um grupo estrangeiro especializado para fazer um estudo planificado dos recursos econômicos do Sul catarinense. Esse levantamento abrangerá o setor do carvão, a possibilidade de instalação de indústrias químicas, de fertilizantes, etc. além das já existentes, incluindo o setor da agricultura, criação, estradas de rodagem, etc. Nesse empreendimento serão gastos, aproximadamente, 200 mil dólares. O redator das notícias de capa dessa edição, hoje, seria despedido: textos enormes, repetitivos, e agressivos à língua nacional.

MENORES ASSALTAM ARMAZÉM – Seria, aproximadamente, uma hora da madrugada do dia 1 de dezembro quando três menores assaltaram o armazém do Sr. Luiz Zanette, na Mina Naspolini, que percebeu ter sido o seu estabelecimento visitado quando, pela manhã, deu falta de mercadorias. Posteriormente buscou informações e apurou que uma vizinha havia visto os menores entrando no armazém. Dentre as mercadorias roubadas figuram alguns quilos de arroz, camisas, toalhas, pasta de dente, escovas, sabão, banha, dois mil cigarros e até 50 bicos.  

Esta e as demais crônicas vão ao ar na Rádio Som Maior. E eu retornarei amanhã. Até lá amigos e um abraço do meu tamanho!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 29/06/2020 - 11:39Atualizado em 29/06/2020 - 11:43

Ao cair da tarde, de ontem, o celular anunciava a chegada de mais uma mensagem e, ao abri-la, me deparei com um texto que – de autor desconhecido – depois de lido, elegi para o meu comentário de hoje, fazendo umas adaptações - evidentemente. 
Diz assim:
Tudo mudou... 

Nascemos nos anos 40, 50, 60... foi barra para mudar todos os conceitos de várias gerações. Faz pouco tempo que apareceu a televisão, o chuveiro elétrico, a declaração dos direitos humanos e a revista Playboy. 
Casar era pra sempre, sustentar filhos era somente até quando eles conseguissem emprego, as certezas duravam a vida toda e os homens eram os primeiros a serem servidos na mesa de jantar. 
As avós eram umas velhinhas, hoje, essas mulheres de 40 ou 50 anos viraram um "mulherão". Todos nos vestimos como nossos filhos. Não existem mais velhos como antigamente. Essa foi uma geração que mudou tudo.

Culpa da guerra, da pílula, da internet, da globalização, do muro de Berlim, da televisão e da tecnologia.

Até morrer ficou diferente. Na minha rua havia um velhinho que morria aos poucos. Ficou uns dez anos morrendo e isto aconteceu logo depois de completar 57 anos. Hoje se morre com 80, 90 ou aos 100 e é um vapt-vupt. 

Com a pílula, a mulher teve os filhos que quis e ela sempre quis poucos. Como não conseguimos mais sustentar uma família, elas foram à luta e saíram para poder pagar a comida congelada, a luz e o telefone. 

Se a coisa não vai bem: é fácil a separação, difícil é pagar a pensão. 

Na realidade, as mães são solteiras com doze anos. Depois serão chefes de família, com muitos filhos de muitos pais. 
Em 50 anos tiraram a filosofia da educação básica, e como o pensamento era reprimido pela revolução, tudo virou libertação. Pedagogia da libertação, Teologia da libertação, Psicologia da libertação. Deu no que deu. Burrice liberada. Burrice eleita. 
Para as pessoas de mais de 70 anos, palhaço era o Carequinha. Hoje o povo inteiro é meio palhaço, meio pateta. 

Ladrão era o Meneghetti e o Bandido da Luz Vermelha; hoje os ladrões tomaram conta dos palácios, da Câmara Federal e de uma cidade que não existia, chamada Brasília. 

Movimento social era reunião dançante. 
Dia da mentira não era data nacional. 
Piercing quem usava era índio botocudo. 
Tatuagem era em criminoso do baixo mundo.
Mansão do lago era algo de filme de terror e não lugar onde ministro divide dinheiro. 
Quadrilha era dança junina e não razão de existir de partido político.

As pessoas de mais de 70 estão assim meio tontas, mas vão levando. Fumaram e deixaram de fumar. Beberam whisky com muito gelo, hoje tomam água mineral. Foram marxistas até descobrir quem era Guevara, e que o marxismo é um grande engodo. 
Ninguém tem mais certeza de mais nada e a única música dos Beatles a tocar é "Help". 

Pára Brasil, que os caras de mais de 70 anos querem descer!
Ao ler esta mensagem dá um aperto no coração só de pensar que tudo isso é verdade!  Que a nossa realidade está de fazer vergonha!  E o pior, será que alguém sabe o que é "vergonha"? 

E que todos comecemos o dia como queremos termina-lo! Bom dia!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 26/06/2020 - 12:10

Busco, na edição que circulou na semana de 28 de novembro a 5 de dezembro de 1964, do nosso saudoso semanário Tribuna Criciumense, os tópicos de publicações que dão um mergulho no passado e se transformam na Crônica da Cidade de hoje. 

TRILHOS DA ESTRADA DE FERRO SERÃO RETIRADOS -  Criciúma poderá contar, em breve, com uma moderníssima avenida, caso seja modificado o percurso da Estrada de Ferro Dona Teresa Cristina e é bem provável que isso aconteça uma vez que nossas autoridades estiveram em Tubarão, onde conversaram com o General Francisco das Chagas Mello Soares, sobre este assunto. O diretor da Estrada de Ferro mostrou interesse, pois ao que tudo indica seria mais econômico para a ferrovia desviar o trajeto do que executar as obras de rebaixamento e alteamento do leito atual que passa no centro da cidade. Visando solucionar esta questão a prefeitura enviou correspondência ao Diretor da Ferrovia pedindo que seja realizado um estudo sobre o novo percurso entre o Pinheirinho e a localidade de Corda Bamba. Registrada em jornal é a primeira citação de que os trilhos da ferrovia Teresa Cristina poderiam deixar o centro da cidade. Isso aí é de 1964, no governo de Alindo Junkes que teve, no sucessor, Ruy Hülse, o realizador inicial da grande obra.

DIFÍCIL O REGISTRO DA FACULDADE DE DIREITO – Antes de ser criada a Fundação Universitária de Criciúma, Fucri, nosso município criou uma faculdade de Direito. Isto ocorreu em 1964 e tinha-se, no programa de instalação, o início do ano letivo para 1965. Mas, segundo o Jornal Tribuna Criciumense, edição epigrafada, o prefeito Alindo Junkes fora ao Rio de Janeiro para se avistar com as autoridades do ministério da Educação e retornou desanimado em função do que ouviu. Na primeira página da edição em tela é detalhado o percurso difícil que a faculdade de Direito de Criciúma teria que percorrer para sua solidificação. Não prosperou.

SANDRA VENCEU EM FLORIANÓPOLIS – Está na Coluna Social de responsabilidade de Beverly Godoy Costa:  Sandra Zanatta, de Criciúma, filha do casal Eleonora-Alcino Zanatta, foi eleita a Rainha das Debutantes de Santa Catarina, no Baile das Orquídeas, realizado sábado último, dia 21, nos salões do Clube Doze, de Florianópolis, quando a sociedade catarinense esteve reunida para recepcionar a belíssima Ângela Vasconcelos, Miss Brasil 1964.

Esta e as demais crônicas estão no meu blog, no Portal 4oito.com.br. E eu retornarei segunda-feira Até lá amigos e um abraço do meu tamanho!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 26/06/2020 - 09:20Atualizado em 26/06/2020 - 09:21

Esta história está relatada na bíblia. O Senhor escolheu Moisés para liderar a saída do povo hebreu do Egito, onde era escravizado. Moisés era hebreu, mas havia sido criado pela filha de faraó, que o encontrou ainda bebê, boiando num cesto, dentro do rio. Durante o processo de insistência de Moisés junto ao faraó para que deixasse o povo partir, o Senhor enviou dez sinais — dez pragas —, com o objetivo de mostrar ao faraó a Sua soberania e que o Deus a quem Moisés e seu povo serviam, era um Deus que ama a liberdade.

Guardadas as proporções e equivalências, estamos vivendo duas dessas pragas, concomitantemente, se é que podemos comparar as 10 pragas do Egito, ao tempo de Moisés às duas pragas que assolam a humanidade no momento.

Lá tivemos as rãs, os mosquitos e as moscas. Se houve infestação de pererecas por aí, ninguém contou, mas moscas e mosquitos! 

Também não tomamos conhecimento de que algum rio tivesse suas águas transformadas em sangue, mas todos conhecemos o estrago que o Homem produz poluindo nossos córregos e rios mundo afora. Aqui mesmo, dois exemplos gritantes: o Rio Criciúma e o Rio Mãe Luzia.

Uma chuva de pedras, granizo, certamente, destruiu a vida animal irracional e toda a vegetação depois de uma galopante e gigantesca praga de úlceras que só alcançava aos egípcios.

Depois vieram os gafanhotos e a televisão está nos mostrando, agora, últimos dias de junho de 2020, o que é uma avalanche desse inseto. Essa teria sido a oitava das dez pragas que se abateram sobre o soberano Egito com as quais Deus se vingava do Faraó que não permitia a saída do seu povo, os hebreus.

Faltam as pragas das Trevas e da Morte dos Primogênitos. Delas nem quero falar.

Mas essa dos gafanhotos me transporta ao final dos anos 1940, início dos da década de 1950, não posso precisar, quando uma onda de gafanhotos varreu Criciúma de ponta a ponta. Ali no meu condado, Bairro Archimedes Naspolini, temos uma visão privilegiada e extensa da Serra Geral e me lembro, embora de tenra idade, que todos fomos despertados a fixar o olhar em direção ao costão serrano para presenciar uma nuvem que, rasteira, ondulava de um lado para outro, como se viesse de Nova Veneza em nossa direção. Não levou tempo e a nuvem chegou ao Bairro encontrando a todos devidamente recolhidos em suas casas. Horas depois acompanhei meu pai e meus irmãos mais velhos à roça de milho que havia aos fundos de nossa casa: não sobrou absolutamente nada. Esse inseto é de uma voracidade imensurável e de uma velocidade inimaginável.

Parece, todavia, que essa encrenca passará à distância, enquanto a praga do corona intensifica e temos mais é que fazer o que determinam as autoridades sanitárias: ficar em casa.

Falei das 10 pragas do Egito, apenas para, didaticamente, lembrar que são pragas demais para o nosso povo já tão sofrido! O Faraó cansou de perseguir e permitiu o traslado dos hebreus que, por ato de Moisés, abrindo o Mar Vermelho, se dirigiu – finalmente - à Terra Prometida. 

E que todos comecemos o dia como queremos termina-lo! Bom dia!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 25/06/2020 - 12:15

Continuo buscando, na edição que circulou na semana de 14 a 21 de novembro de 1964, do nosso saudoso semanário Tribuna Criciumense, os tópicos de publicações que dão um mergulho no passado e se transformam na Crônica da Cidade de hoje. 

BR-59, INDISPENSÁVEL PARA SANTA CATARINA – Intensa campanha vem sendo desenvolvida em todo o estado catarinense, visando a conclusão das obras da BR-59, integrado, nesse movimento, o deputado federal Álvaro Catão que manifestou, na Câmara, a inconformidade e a insatisfação do povo de nossa terra pelo tratamento que o ministério chefiado pelo Marechal Juarez Távora vem dando ao trecho catarinense da referida rodovia. A matéria é extensa. Em 1964 a atual BR-101, no sul do estado, ainda era apenas um risco, um desenho, enquanto a parte do norte já recebia o capeamento asfáltico. O que se fez, para a duplicação, foi retrato daquilo de se fazia para a conclusão da primitiva pista.

UESC – NOVA DIRETORIA – No último final de semana assumiu a nova diretoria da União dos Estudantes Secundários de Criciúma, Uesc, que está assim constituída: Presidente Clayton Rogério Netz, 1º Vice Presidente Heleno da Silveira e 2º Vice Presidente Ana Maria Bristot. Os demais cargos serão preenchidos por escolha do novo presidente.

UMAS E OUTRAS DO FUTEBOL – Milioli Neto informava: O zagueiro Arpino que, recentemente, deixou o Metropol, deverá assinar contrato com o Urussanga F. C.
O Eska Futebol de Salão, campeão da temporada de 64, receberá as faixas que serão entregues aos seus dirigentes e atletas pela equipe convidada: Cometa, de Curitibanos, uma das maiores equipes do salonismo do estado.
Próspera e Itaúna decidirão o certame regional amanhã, em jogo a ser realizado no estádio Mario Balsini.
O  Comerciário caiu de dois a zero frente à equipe do Palmeiras, de Blumenau.

SABAVO COM NOVA DIRETORIA – Foi empossada, no fim de outubro, a nova diretoria da Sociedade Amigos do Bairro Vila Operária, a qual está assim constituída: Presidente, Aníbal Dário, Vice-Presidente, Carlos M. da Silva, 1º Secretário, Neusa Nunes Vieira, 2º Secretário, Hélio dos Santos, 1º Tesoureiro, Acácio L. Bittencourt, 2º Tesoureiro, Antônio Borges de Medeiros, Orador, Domingos Cesconetto. Conselho Fiscal: João Benedet, Salomão Rodrigues e Oscar Guse. A Sabavo era muito forte. Era!

Esta e as demais crônicas vão ao ar na Rádio Som Maior. E eu retornarei amanhã. Até lá amigos e um abraço do meu tamanho!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 25/06/2020 - 10:36Atualizado em 25/06/2020 - 10:41

Nos últimos dias temos sido surpreendidos por movimentos denominados Antinfa objetivando desmontar o governo de Jair Bolsonaro, a quem rotulam de fascista.

Aliás, até uma professora de História aqui da cidade, gravou vídeo aos seus alunos batizando Bolsonaro de fascista. Ela se junta às torcidas organizadas do Corinthians e do Palmeiras que se uniram para criticar a postura do mais alto dignitário nacional, cognominando-o de fascista. 

O ouvinte prestou atenção na união que ela fez, a quem ela apoia para chamar Bolsonaro de fascista?

O movimento Antifa  - antifascismo - surgiu no Brasil durante o período entre-guerras (1918-1939), a partir dos imigrantes italianos e alemães que se manifestavam contra os regimes que estavam instalados em seus países de origem, o Fascismo de Benito Mussolini na Itália e o Nazismo de Adolf Hitler na Alemanha.  Esteve presente em vários períodos da nossa História e, mais recentemente, a partir de 2018, posicionando-se contra a candidatura e a eleição de Jair Bolsonaro.

Aí a professora em questão diz aos seus pupilos sobre fascismo e socialismo e, depois, passa a defender, ardorosamente, ao socialismo. Critica, abertamente, as ações do atual governo e chama seus alunos à reflexão.

Ora, ora, alunos do ‘terceirão’ pisam o último degrau do ensino médio e, com certeza, não possuem ainda - na plenitude - capacidade de discernimento em matéria que, até alguns professores, não dominam.

Ela esqueceu de falar que o grande exterminador de pessoas foi Josef Stalin, o líder maior dos socialistas soviéticos que, na condição de chefe de estado, reunia os governadores de províncias para determinar a quota de extermínio do mês. Ela esquece de informar que o socialismo chinês, desde 1949 – quando foi implantado – não permite, sequer, que os chineses falem em política.

Ela se esqueceu de falar que o socialismo russo, mascarado pela Perestroika, elege – sucessivamente -  o mesmo presidente.
Ela não mencionou que o socialismo cubano condenou o pais caribenho ao maior fracasso econômico do Continente e que, nessa ilha, só é permitida a existência de um partido político, o comunista, que escolhia Fidel Castro para seu chefe maior desde 1959 - até morrer - e que, morrendo Fidel, as rédeas foram transferidas ao seu irmão Raul, sem eleições.
Ela não falou do fracasso do socialismo venezuelano que, implantado, não permitiu a livre iniciativa e nem o livre pensamento político.

E como não conseguiu materializar nenhuma ação antidemocrática do nosso presidente, reconheceu que Bolsonaro é resultado da eleição da maioria do povo brasileiro mas pede que nos insurjamos contra o mesmo porque seus métodos são fascistas.

Pois eu diria que, se o governo brasileiro fosse fascista, como o quer a professora em epígrafe, ela teria perdido o seu cargo de professor em menos de 24 horas depois de pronunciado esse monte de heresias.

Que ensine seus alunos sobre as formas e regimes de governo! Que conte os meandros da História! Mas, sem sectarismo! Pois professor que tenha responsabilidade não pode tomar partido ao ensinar seus alunos. 

Com esta prática, aí sim, pratica o fascismo que condena, porque o fascismo é autoritário, reprime a oposição, busca a hegemonia racial, tem horror à democracia, não permite a pluralização político-partidária.

Diz lá pra eles, professora, que o que mais aterroriza esse pessoal do Antifa é que, no governo, não há mais lugar para corrupção nem roubo. A mamata acabou. Por isso o presidente é “fascista”.

No popular: professora: te liga! Certamente não foi assim que a Universidade te ensinou a lecionar...

E que todos comecemos o dia como queremos termina-lo! Bom dia!

 

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 24/06/2020 - 11:58Atualizado em 24/06/2020 - 12:01

24 de junho! São João!
Vamos dar um mergulho no passado. Convido o prezado ouvinte para retornarmos à década de 1950, na qual me entendi como gente e da qual tenho, ainda, boas lembranças. Uma delas, do dia 24 de junho.

Era uma data esperada. Não na proporção de um Natal, certamente, mas muito esperada. Nossa comunidade, a do meu Condado, se preparava para o dia de São João.

Seu Quintino e dona Augusta tinham, dentre outros, o filho caçula - chamado João. E, em sua homenagem, ou não, promoviam, no terreiro fronteiriço ao casarão onde moravam, uma festa junina para a qual acorria toda a comunidade local e até pessoas da periferia.

As mulheres, especialmente as solteiras, investiam na vestimenta e adereços àquela festa: muitos casamentos resultaram do primeiro contato feito exatamente ali, na festa de São João do Seu Quintino. Elas e eles vestiam-se a rigor. Todos nos figurinos juninos com maior ou menor ênfase no caipira.

Na gaita, o Ângelo, outro filho daquele casal, dava o tom das cantigas e modinhas juninas que entopiam nossos ouvidos na programação radiofônica da única emissora de então.

Dois pontos marcavam soberanamente a festa de São João dos Dal Pont: a fogueira de São João e a dança da quadrilha (que não tem nada a ver com essa quadrilha que comandou o país por alguns governos). Troncos de madeira eram amontoados, obedecida certa simetria, exatamente no centro físico do campus da festa. E a esses troncos era ateado fogo que aquecia os participantes – lembremo-nos que estamos no inverno e a festa é noturna, o frio cresce – até se esvaecer. Quando não havia mais tronco em combustão, espalhavam-se as brasas e acontecia o momento de ‘pular a fogueira’, com os pés descalços porque o fogo do São João não queima. Pois sim!

A quadrilha, dança típica das festas juninas, é carregada de referências caipiras e matutas. Mas sua origem vem de muito longe. Surgiu em Paris, no século XVIII, como uma dança de salão composta por quatro casais.  No Brasil remonta ao tempo do Império e consiste numa dança com participação de casais de dançarinos que obedecem a um líder que determina, a todos os participantes, o próximo movimento.

E ocorria, também, o casamento dos jecas. Um casal desconforme era formado e sacramentado por um dos participantes, obedecida a liturgia apropriada para enlace matrimonial.

Havia o momento das sortes. Desde crendices com cartas de baralho até a vela na bacia. Bacias com água agrupavam as mulheres que, de vela acesa em punho, faziam pingar a cera sobre a água. Os pingos se uniam e formavam uma letra: seria a inicial do nome do seu futuro namorado. 

Na parte gastronômica: muito quentão, muito pinhão, cuscuz, batata doce, aipim, melado e mel, biscoitos diversos, bolos diversos, rapadura, rosca e outros mais.

Acabou, meu caro Dênis! Festa de São João, hoje, é uma página de nossa história. E aquela, do Seu Quintino, em homenagem ao Joanim, seu filho mais novo, hoje empresário na Tijuana, da Travessa Padre Pedro Baldoncini, abriu um enorme vazio eis que, desde muito tempo, não mais aconteceu. E isso ocorria, também, em outras comunidades. Mas, como a do Seu Quintino, nenhuma!

E que todos comecemos o dia como queremos termina-lo! Bom dia!


 

 

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 24/06/2020 - 07:05Atualizado em 25/06/2020 - 10:45

Busco, na edição que circulou na semana de 14 a 21 de novembro de 1964, do nosso saudoso semanário Tribuna Criciumense, os tópicos de publicações que dão um mergulho no passado e se transformam na Crônica da Cidade de hoje.

CONDIÇÕES SOCIAIS DA REGIÃO DO CARVÃO – Os problemas sociais da Região Carbonífera tem merecido atenção do Coronel Lauro da Cunha Campos, presidente da Comissão do Plano do Carvão Nacional que, buscando soluções adequadas enviou, para um estágio de 15 dias em Criciúma, o Dr. Gutemberg F. S. de Souza e a Dra. Antônia da Conceição Rodrigues. O primeiro tomará conhecimento dos processos de lavra e da tecnologia do beneficiamento, percorrendo as frentes de trabalho e as instalações de pré-beneficiamento e beneficiamento de todas as empresas mineradoras, inclusive o lavador de Capivari. A Dra. Antônia deverá inteirar-se da situação real dos empreendimentos de caráter social da coletividade mineira, sob todos os seus aspectos percorrendo, inclusive, todas as empresas mineradoras, pondo-se em contato com as entidades de classe. Essa tal de Dra. Antônia recebeu uma comissão do Clube da Lady e prometeu buscar recursos, na Cpcan, para o término das obras do Asilo São Vicente de Paula. E mais, aos líderes dos mineiros fez ver que estes precisam ocupar melhor o tempo ocioso já que cumprem a jornada de trabalho de seis horas e vão para casa para fazer nada.

CUSTO DE VIDA AUMENTA 20,77% - Publica, o Correio do Povo que, conforme levantamento realizado pelo Instituto de Estudos e Pesquisas Econômicas da Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, o custo de vida, na capital gaúcha, no mês de outubro de 1964, foi de 20,77%. O que mais pesou foi o aumento dos combustíveis: 128,03%. Isso aí foi em Porto Alegre, mas não foi diferente no restante do país. A inflação era galopante, mesmo.

CPCAN ANUNCIA FIM DO ABASTECIMENTO DE ÁGUA – Voltando de sua viagem ao Rio de Janeiro o Sr. Osmar Menezes, chefe da administração regional da Cpcan, informou-nos que manteve contato com o Coronel Lauro da Cunha Campos, presidente da referida Comissão, ocasião em que, aquela autoridade reafirmou o seu propósito de entregar, ou melhor, responsabilizar a municipalidade pela consequência de uma possível paralização no fornecimento de água à cidade, caso a prefeitura insista de não querer, para si, tomar esse encargo. Declarou que está nos cálculos do presidente da Cpcan, fazer cessar o fornecimento d’água a partir de janeiro de 1965. 

Esta e as demais crônicas vão ao ar na Rádio Som Maior. E eu retornarei amanhã. Até lá amigos e um abraço do meu tamanho!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 23/06/2020 - 11:23Atualizado em 23/06/2020 - 11:27

A discussão do momento é o adiamento das eleições municipais deste ano que, marcadas para 4 de outubro, seriam levadas para novembro. Em outubro ou em novembro temos que ter presente a responsabilidade do nosso voto ou, mais especialmente, sobre a responsabilidade da nossa escolha, da nossa opção. É interessante que falemos de nossa terra e de nossa gente.

Para facilitar a escolha do nosso candidato temos que responder a primeira pergunta: que cidade queremos?

In primo loco, com certeza, a nossa resposta será: uma cidade cidadã. Queremos que nossa cidade seja o sujeito dos nossos deveres e dos nossos direitos. Que seja uma cidade que dê igualdade de oportunidade a todas as pessoas que nela nasceram e/ou que nela habitam. Que seja uma cidade que não discrimine, uma cidade que promova a inclusão de todos, que a todos respeite, que a todos abrace.

Respondida esta primeira pergunta ela mesmo provoca um complemento: no espectro dos candidatos apresentados, algum deles pode assumir tais compromissos?

Mas há outras respostas, como esta:

quero uma cidade prazerosa, moderna. Uma cidade atualizada com os valores urbanísticos vistos em todos os quadrantes do mundo. Uma cidade onde eu e todos nós nos sintamos bem. Uma cidade na qual tenhamos vontade de viver, de morar, de executar o nosso projeto de vida. Uma cidade de astral elevado, uma cidade agradável, uma cidade embelezada.

E esta resposta provoca outra curiosidade: no espectro dos candidatos conhecidos, algum deles pode assumir tais compromissos?

E o raciocínio não termina aí e chama uma terceira resposta:

quero uma cidade que proporcione qualidade de vida. Qualidade de vida aos seus moradores, aos que a visitem, aos que dela falarem. Uma cidade humanizada, uma cidade integrada ao meio ambiente, uma cidade que respeite o ir-e-vir dos cidadãos, uma cidade que respeite a natureza, uma cidade ‘de bem com a vida’, uma cidade segura. E esta resposta provoca mais uma indagação: no espectro dos candidatos que conhecemos, algum deles pode assumir tais compromissos?

Finalmente, uma quarta resposta: 

a cidade que quero é uma cidade referência, uma cidade grande, uma cidade pólo. Uma cidade que seja a grande animadora de toda a região.  Uma cidade que faça irradiar, às que a ela fazem limite geográfico, refluxos de acontecimentos importantes. Uma cidade que orgulhe os seus habitantes. Uma cidade que provoque a nossa estima e a estima dos que por ela transitam. Uma cidade que imponha respeito pelas suas qualidades de urbanização e de mobilidade urbana.

No espectro dos candidatos conhecidos, algum deles pode assumir tais compromissos?

Se o prezado ouvinte respondeu a cada um dos questionamentos dando nome a um candidato capaz de satisfaze-lo, a equação eleitoral de outubro, ou de novembro, estará resolvida.

E que todos comecemos o dia como queremos termina-lo! Bom dia!

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