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* as opiniões expressas neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do 4oito
Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 05/06/2020 - 12:55

Busco, na edição que circulou na semana de 1 a 9 de agosto de 1964, do nosso saudoso semanário Tribuna Criciumense, os tópicos de publicações que dão um mergulho no passado e se transformam na Crônica da Cidade de hoje.

ENSINO DA CONSTITUIÇÃO É OBRIGATÓRIO -  Na edição em epígrafe está publicada a Lei nº 442, de 15 de junho de 1964, que institui a obrigatoriedade do ensino da Constituição da República nas escolas da rede municipal de ensino. Diz o artigo primeiro: É instituído, em todo o território do município de Criciúma, a obrigatoriedade do ensino e pregação da Constituição Federal, nas escolas públicas municipais. Parágrafo primeiro. A pregação e o ensinamento que menciona no presente artigo deverão ser ministrados por professor do estabelecimento escolar, uma vez por semana e durante um período não inferior a 45 minutos. E a lei segue em mais 3 artigos e diversos parágrafos. Como já falei em outras vezes, há leis que pegam e leis que não pegam. Esta aí, não pegou. Ou estaria, eu, equivocado?

ESPORTIVAS – Francisco Milioli Neto escreveu: Comerciário e Marcílio Dias empataram no majestoso. Em Urussanga zero a zero entre o time local e o Hercílio Luz, de Tubarão. Atlético Operário perdeu de 2 x 1 em Itajaí (e não diz para quem). Metropol suou para vencer o Postal Telegráfico: 4 x 3. Ferroviário abateu o Avaí: 3 x 1. Guatá dobrou o Imbituba: 1 x 0. Em Santana, Minerasil e Figueirense empataram em 0 x 0.

E alcançamos a edição de Tribuna Criciumense que circulou na semana de 8 a 15 de agosto de 1964 e que trouxe, como extensa matéria de capa:

DESMENTIDAS AS ACUSAÇÕES DO DEPUTADO WALDEMAR SALLES – Há poucos dias, em entrevista ao jornal Correio Sulino, de Tubarão, o deputado estadual Waldemar Salles declarou, ratificando o que já falara na Assembleia Legislativa do Estado, que os mineradores deviam mais de um bilhão de cruzeiros ao Iapetc, sem qualquer interesse em saldar tais compromissos. O Sindicato Nacional da Industria da Extração do Carvão, Secção de Santa Catarina, conhecendo a matéria do jornal enviou àquele semanário um ofício esclarecendo os fatos e desmentindo o que o parlamentar afirmara. Havia uma disputa de liderança entre Tubarão e Criciúma e o deputado Salles era de Tubarão. Depreciar a velha capital do carvão fazia parte do jogo, mas o deputado se deu mal e teve de retificar o que afirmara. Havia débito, mas não em tal quantia. 

Esta – e todas as crônicas -  vão ao ar na Rádio Som Maior. E eu retornarei segunda-feira. Até lá amigos e um abraço do meu tamanho!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 05/06/2020 - 11:29Atualizado em 05/06/2020 - 11:29

Não há como não admitir, o Brasil e os brasileiros estamos vivendo uma das piores crises econômicas registradas pela História. E qualquer prognóstico sobre o retorno ao processo de desenvolvimento interrompido por essa praga do corona vírus, é mera especulação fruto de nossa imaginação.

Desconhecemos os parâmetros que pudessem estribar a retomada da evolução desenvolvimentista, até porque nos falta a vivência de momentos tão delicados quanto estes deste ano.

Quando eu era criança pequena ali no meu condado não entendia direito o linguajar dos mais velhos que, nas conversas coloquiais, afirmavam “São Paulo não pode parar”. “Lá não há feriado, lá não há repouso dominical, lá, nem se para - para o almoço”. 

Claro que exageravam, mas cresci com essas afirmações povoando minha cabeça; aos poucos fui entendendo o significado de tais falas e, já na escola secundária, me foi transmitido que “São Paulo é a locomotiva do Brasil”. Já na universidade, na primeira aula de

Introdução à Economia, o professor Gevaerd nos transmitiu: “a economia do Brasil gira em torno de São Paulo”, afirmação que norteou todo o curso de administração na sisuda Esag, em Florianópolis. São Paulo não pode parar, São Paulo é a locomotiva do Brasil.

E isto é tão verdadeiro que um fabricante de palmito em conserva, amigo meu, me garantia: não adianta eu colher o palmito, não há como embalar, porque não há vidro nem embalagem para leva-lo ao mercado. Olha só: uma fabriqueta do interior, paralisando sua produção por falta de insumos que são fabricados aonde? Em São Paulo.

Tudo procede de São Paulo. Realmente tudo gira em torno de São Paulo. E, São Paulo parado, representa o Brasil paralisado. 

Então, para antevermos o fim dessa pandemia desgraçada que nos condena à letargia socioeconômica devemos prestar atenção na curva estatística da incidência desse vírus miserável no estado de São Paulo. Não adianta nossos vagões estarem limpos, asseados, prontos para o embarque, se a locomotiva que os impulsiona não tem força para transporta-los. E, pelo que somos informados, não fecharemos o semestre ouvindo o apito de partida desse trem.

E que todos comecemos o dia como queremos termina-lo! Bom dia! 

 

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 04/06/2020 - 09:19

Realmente, em várias oportunidades, temos cometido o erro de generalizar posições de um, dois, ou meia dúzia de órgãos de imprensa classificando-os como ‘a mídia’. 
Errado! Quando falamos assim, generalizando, estamos nos incluindo e isso não é verdadeiro.

Passo a dar nomes aos bois: discordando da posição de qualquer órgão de imprensa não titubearei em citar o nome desse órgão.
E já vou revelando a minha total discordância ao proselitismo radical, cego e até desumano, por parte da TV Globo, ao se referir ao presidente da República.

Se o ouvinte ainda não prestou atenção, peço que o faça a partir de agora. Em todos os noticiosos dessa emissora, o âmago da questão é Bolsonaro. Aliás, o tempo do jornalismo dessa televisão tem sido repartido entre o Covid-19 e o Bolsonaro. Sobra tempo apenas para o cumprimento final: Bom dia, ou Boa tarde, ou Boa Noite.

A parcialidade da TV Globo desmonta com tudo o que aprendemos sobre jornalismo. Só falta ir buscar o chavão criado por aquele conhecido presidiário da República de Curitiba: nós e eles.

Volto ao que já publiquei noutro dia: os brasileiros conheciam o candidato Jair Bolsonaro e tiveram a oportunidade de avaliar o seu comportamento. Poderiam ter se bandeado para os outros candidatos, mas, na maciça maioria, preferiam a ele, com todos os palavrões, com todos os gestos intempestivos, com todos os rompantes, desde que o principal – que foi e é - a limpeza do Estado, dos métodos e da rotina corruptiva dos governos que o precederam, fosse praticada. 

Cortar privilégios, acabar com as tetas volumosas do governo, não dar trégua ao combate à prática do roubo tem encontrado barreiras quase intransponíveis para o presidente. E a TV Globo é incapaz de enxergar uma virtude que seja: só vê as deficiências, muito apropriadas para um governo que se instala.

Há outros veículos, na mídia nacional, tão sectários quanto a Globo. Mas de todos o mais visível, e que faz repercutir com mais velocidade, é a televisão até porque poucos leem jornais ou revistas.

Agora, isso aí é igual a pandemia do Corona: chegará ao final. Não há mal que dure para sempre. 

E o povo está bem antenado com relação a isso. Aqui em Criciúma, mesmo, no último domingo, uma carreata digna de registro mostrou o seu apreço ao presidente que a Globo odeia.
E esse ódio tem explicação: são dois os motivos. O primeiro deles é a frustração da Globo em não encontrar nenhuma falcatrua, ato de improbidade administrativa, ou prática de corrupção atribuídos a Jair Bolsonaro. Isso deixa a Globo louca de raiva. 

Desde a posse, diuturnamente, sem cessar, ela busca pelo menos um indício que possa incriminar Bolsonaro: não encontra. E fica satanicamente enraivecida.

O outro motivo, são as verbas do governo à divulgação de seus atos e campanhas, que foram pulverizadas a todos os demais canais, em igualdade de condições, estancando a prática então costumeira de dar à Globo o maior percentual, incomparável às frações dirigidas às demais emissoras.

Com absoluta precisão: não dá mais para ver e ouvir os tendenciosos noticiários da Globo! Lembro, contudo: não há males que perdurem para sempre.

E que todos comecemos o dia como queremos termina-lo! Bom dia!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 04/06/2020 - 07:01

Busco, na edição que circulou na semana de 1º a 8 de agosto de 1964, do nosso saudoso semanário Tribuna Criciumense, os tópicos de publicações que dão um mergulho no passado e se transformam na Crônica da Cidade de hoje.

CARVÃO MINERAL – NOVA LEGISLAÇÃO – No último dia 21 o Congresso Nacional aprovou e encaminhou à sanção do senhor presidente da República, nova legislação sobre as atividades relacionadas com o carvão mineral. Especial destaque merece o artigo 6º, que diz o seguinte: Ao Conselho da CPCAN compete estabelecer as quotas de produção e consumo do carvão nacional. Deve-se acentuar que o consumo obrigatório de carvão nacional era de 20%, regulado a uma lei ainda da época do Estado Novo. Com a nova legislação espera-se que, em breve, o presidente do Plano do Carvão Nacional, baixe portaria fixando tal consumo em, pelo menos, 40%.

OPERAÇÃO ESVAZIA PNEUS – A operação ‘esvazia pneu’ lançada pelo Coronel Fontenelle, na Guanabara, poderá vir a ser adotada entre nós, conforme informação colhida junto ao Delegado Regional de Polícia Dr. Helvídio de Castro Velloso Filho. Seria uma tentativa de disciplinar o trânsito de nossa cidade. Conforme é do conhecimento geral a cidade cona com uma nova sinalização para o tráfego e estacionamento de veículos, que não está sendo obedecida. Assim, a partir de hoje, a polícia vai ensinar aos motoristas a obediência aos sinais e, depois de seis dias de orientação, vai adotar, sem dó nem piedade, a medida de esvaziar pneus dos veículos infratores.

DEFICIT TEFÔNICO – Segundo o relatório anual da Ericsson do Brasil, o nosso pais, atualmente, está com um déficit de um milhão de linhas telefônicas. Ainda, segundo tal relatório, o governo federal está tomando sérias providências no sentido de ajudar as empresas nacionais a fim de que sejam superados os problemas econômicos contra os quais lutam tais empresas. Possuir uma linha telefônica, em Criciúma, era um privilégio tão grande que o proprietário declarava tal posse na sua declaração do Imposto de Renda.

CONCURSO AGRICULTOR DO ANO – Em Forquilhinha foi realizado o I Concurso para a escolha do Agricultor do Ano. O resultado apontou: em primeiro lugar o Sr. Dionizio Nuernberg, de Forquilhinha, seguindo-lhe Arnoldo Preis, Joaquim Loch, Marino Gava e Arnaldo Nuernberg. É uma pena que tal concurso tenha desaparecido do nosso calendário: o setor agrícola faz por merecer a eleição em tela!

Esta e as demais crônicas estão no ar na Rádio Som Maior. E eu retornarei amanhã. Até lá amigos e um abraço do meu tamanho!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 03/06/2020 - 09:25

Pois então: Um ministro. E um ex-ministro.

Os dois, decanos.
O ministro é Celso Mello, que está se despedindo do Supremo Tribunal Federal com umas atitudes que deixam rubicundos de raiva muitos brasileiros.

O ex-ministro é Sérgio Moro, que foi da Justiça, o primeiro ministério criado nesta fragmentada República. Deixou o governo e contra esse mesmo governo se posiciona diuturnamente.
O decano da Suprema Corte acaba de negar provimento ao que requereram os partidos de oposição a Bolsonaro que queriam a apreensão do telefone celular do mais alto magistrado da República. O inverso, diga-se de passagem, poderia ocasionar estragos imensuráveis à nação.

E aí os brasileiros perguntamos: por que esses partidos, ou quaisquer outras agremiações, não requereram a apreensão dos celulares daquele indivíduo que deu uma facada na barriga do candidato Bolsonaro? 
Que ódio capital é esse? 

Que força é essa que Bolsonaro possui para ser tão odiado por partidos que não comungam com a sua ideologia?
John Kennedy nos ensinou que, para o exercício da política devamos ser leais amigos e bravos adversários. Tudo no campo das ideias. Sem esse ódio que transborda os limites impostos pela civilização.
Sérgio Moro, o ex-decano da atual administração, por sua vez, abriu a perspectiva de que havia muito de ruim a ser mostrado ao Brasil, no governo que o mantinha no ministério da Justiça, depois da qual eu até comentei: a montanha pariu um rato, haja vista que criou uma enorme expectativa sobre o seu efêmero pronunciamento que se esvaziou tipo balão de enfeite de festa de aniversário de criança.

Aliás, Sérgio Moro está bem nesta comparação: um balão de festa infantil, que se soltou e esvazia fazendo barulho mas sem fazer estrago. E as entrelinhas do noticiário asseguram que vem coisa grossa por aí, contra ele.
Aí, agora, o decano Moro, quer trabalhar, na área da advocacia. Mas foi impedido por uma lei que determina que ex-ministros permaneçam em quarentena, desempregados, durante o período de seis meses. Só que, com salário de ministro, pago pelo tesouro nacional - e isto eu não conhecia. 

Dois decanos, duas histórias, duas vidas públicas que calçam pantufas e vestem pijamas.
Dois epílogos desbotados. 

O do Supremo, vivendo seus derradeiros momentos na magna Corte espargindo sentenças dele nunca esperadas, clara e obstinadamente se posicionando contra a pessoa do atual presidente. 
E o da Justiça, indo embora, descoloridamente, atraindo o sentimento de decepção por parte de grande parcela da população brasileira que o tinha acima de qualquer suspeita.

A que ponto chegamos!
Pobre e combalida República!

E que todos comecemos o dia como queremos termina-lo! Bom dia!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 03/06/2020 - 07:04

Busco, na edição que circulou na semana de 25 de julho a 2 de agosto de 1964, do nosso saudoso semanário Tribuna Criciumense, os tópicos de publicações que dão um mergulho no passado e se transformam na Crônica da Cidade de hoje.

VEREADORES ACUSAM E PEDEM O AFASTAMENTO DO PREFEITO – Dos sete vereadores que integram a bancada da UDN à Câmara Municipal de Araranguá, seis ingressaram com uma peça acusatória na qual pedem o afastamento do prefeito José Rocha do exercício do cargo de prefeito municipal. Pretendiam, os acusadores, o imediato afastamento do chefe do Poder Executivo e a tramitação do processo por crime de responsabilidade. Entre outras, estão as acusações de subversão, uso indevido do dinheiro público, apresentação de prestação de contas fora do prazo à Câmara. Constituiu, o Sr. José Rocha, como seus advogados, os Drs. Ernesto Bianchini Góes e Hélcio Bianchini Góes que militam no foro local. Imediatamente esses causídicos impetraram mandado de segurança que teve acolhida por parte do Dr. Rafael P. Ribeiro, Juiz de Direito da Comarca de Araranguá. O prefeito, que está sendo apoiado pelas bancadas do PSD e PTB, já apresentou sua defesa à Câmara. Olha, vamos aguardar para ver o que nos revelam as futuras edições do nosso Jornal, mas se a memória não me falha esse processo deu em nada.

NOVO BAR – NOVO PROGRAMA – Fazer um programa à noite sempre se constituiu num problema para o criciumense que, quando saía de casa era obrigado a ir ao cinema ou dar uma caminhada, uma vez que os bares estão sempre lotados por turmas que se limitam a ficar no cafezinho. Não existia em Criciúma, até hoje, um bar onde se pudesse reunir com amigos para um bom bate-papo ante um copo de chope. Talvez o leitor estranhe quando escrevemos ‘até hoje’, mas sucede que será aberto, no sábado da corrente semana, um novo bar em Criciúma, o Wand Bar. Proprietário o jovem Wandir Garbelotto. Esse bar estava localizado na Galeria Beneton, com frentes para a Praça Nereu Ramos e para a própria Galeria. Tomou o nome de pizzaria. Durou pouco, mesmo porque, logo em seguida, o Wandir trocou Criciúma por Blumenau.

MANCHETES DO SETOR ESPORTIVO – Milioli Neto informava: CATEGÓRICO TRIUNFO DO METROPOL DIANTE DO HERCÍLIO LUZ, DE TUBARÃO – COMERCIÁRIO PASSOU FÁCIL PELO GUATÁ – BARROSO PARADA DIFÍCIL PARA O ROLO – ITAUNA ENFRENTARÁ O OURO PRETO – METROPOL PODERÁ GOLEAR O POSRTAL TELEGRÁFICO.

Esta e as demais crônicas estão no ar na Rádio Som Maior. E eu retornarei amanhã. Até lá amigos e um abraço do meu tamanho!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 02/06/2020 - 11:13Atualizado em 02/06/2020 - 11:19

Ontem cumpri agenda em nossa cidade. Das 8h às 21h eu não parei, a não ser para o almoço, evidentemente. Comecei cedo sentando-me à cadeira do barbeiro Edi, profissional que eu não via há três meses. Já não eram cabelos longos, era uma senhora cabeleira que dificultava fixar o chapéu à cabeça. Aliás, a cabeça já é grande, e com aquela generosa cabeleira tornava-se ainda maior.

Depois fui atender aos demais compromissos, ora de 99, ora de Uber, ora a pé. Entre uns e outros, passava por nosso fantástico cartão postal, a Praça Nereu Ramos. Eita, praça bonita! São poucas as cidades brasileiras com o privilégio de exibir um logradouro público tão bonito quanto a nossa Nereu Ramos.

Ali, na Nereu, há pontos referenciais muito conhecidos como a Catedral Diocesana, a Casa da Cultura, nossa antiga prefeitura, o Monumento ao Mineiro, assim como foram Café Rio e Café São Paulo. Mais recentemente, o Bar do Magagnin e aquele pequeno quiosque, ao lado do ponto de táxi, onde os terceiranistas se reúnem todos os dias, apelidado o quiosque de antesala do crematório.

Quantas histórias essa praça Nereu já contou. Quantas histórias essa praça Nereu está contando. E certamente, quantas histórias a praça Nereu contará.

Desde que ali tivemos o primeiro campo de futebol de Criciúma, onde jogava o nosso primeiro time, o Mampituba Futebol Clube, até hoje ela sempre foi o epicentro dos acontecimentos da cidade. Gente de todas as procedências, de todas as camadas sociais, de todas as idades e ideologias, de todos os gêneros, de todas as raças, de todas as crenças, de todas as origens por ela trafegam e nela têm o seu ponto de encontro.

E de repente a saudade. Não vi uma figura que nela se notabilizou a vida inteira. Quisesse falar com o Filhinho era só ir à praça Nereu Ramos. Só não marcou presença ali quando fora da cidade ou por obediência à quarentena que fomos obrigados a cumprir.

Não vi o Filhinho. Ele não foi à praça. Não o vi pois ele partiu, deixando uma cadeira vazia na antesala do Crematório e em frente ao Café do Magagnin. Era uma presença constante e marcante. Sempre rodeado por muitas pessoas que digeriam as histórias por ele vividas e por ele agora contadas, nesse logradouro, ali na praça.

Deixou uma lacuna que dificilmente será preenchida. Que pena que o Filhinho foi embora. Que pena que a Nereu Ramos perdeu o Filhinho. Que pena.

E que todos comecemos o dia como queremos termina-lo. Bom dia!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 02/06/2020 - 06:58

Busco, na edição que circulou na semana de 18 a 25 de julho de 1964, do nosso saudoso semanário Tribuna Criciumense, os tópicos de publicações que dão um mergulho no passado e se transformam na Crônica da Cidade de hoje.

MINERADORES COM O MINISTRO – E o nosso Jornal informava, em farto espaço de capa, que os mineradores da região viajaram ao Rio de Janeiro a fim de se avistarem com o ministro das Minas e Energia, por convocação do deputado federal Álvaro Catão. Da reunião com o ministro Mario Thibau participaram Dr. Sebastião Neto Campos, Dr. Dino Gorini, Dr. Tasso de Aquino, General Oswaldo Pinto da Veiga, o Coronel Pena, o Coronel Lauro da Cunha Campos, os deputados Álvaro Catão, Diomício Freitas e Joaquim Ramos além de outras autoridades.

EXPOSIÇÃO DE ANIMAIS – A tradicional Festa do Dia do Colono este ano apresentará um atrativo especial: a Exposição de animais e produtos de inseminação artificial. É tida como certa a grande afluência de interessados de Criciúma, Nova Veneza e municípios vizinhos. A exposição ocorrerá dias 25 e 26 de julho em Forquilhinha.

DIOMÍCIO FREITAS – O deputado federal Diomício Freitas está desenvolvendo trabalho objetivando conseguir que a Usiminas salde seus compromissos aos mineradores da região, proporcionando condições à indústria carbonífera de saldar seus compromissos com o Iapetc. Quando não era a Companhia Siderúrgica Nacional era a Usiminas que ficava devendo pagamento ao carvão adquirido no sul catarinense.

ÚLTIMAS DO FUTEBOL – Da coluna de Milioli Neto busquei os seguintes registros: 1) Os jogadores Márcio e Pedroca, do Hercílio Luz, ficarão alguns dias fora dos treinamentos, em virtude do acidente que sofreram no último domingo. 2) O goleiro Catito, do Atlético, recebeu folga do clube, devendo contrair matrimônio no dia de hoje. 3) O zagueiro Nery, decididamente, deixará o Comerciário por algum tempo devendo prestar o serviço militar. 4) A quadra Pedro Benedet receberá grande plateia logo mais à noite, quando a equipe do Jugasa enfrentará o famoso clube Blondyn, de Laguna. 5) O técnico Alípio Rodrigues, do Comerciário, viajou para Porto Alegre e marcou seu regresso para segunda-feira.

COMERCIAL DA EDIÇÃO – Padaria e Biscoitaria Brasil, fabricante dos famosos biscoitos Araré. Rua Coronel Marcos Rovaris, 346 – Criciúma.

Esta e as demais crônicas estão no ar na Rádio Som Maior. E eu retornarei amanhã. Até lá amigos e um abraço do meu tamanho!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 01/06/2020 - 10:18Atualizado em 01/06/2020 - 10:23

Não há como não perceber. Qualquer inteligência menos privilegiada detecta que o mundo está em ebulição. O Brasil está em ebulição. Ministros erram ou são incompreendidos. O presidente solta a boca por não suportar a pressão. Emissoras de rádio encerram suas atividades e a pandemia continua dando as cartas, mas nada se compara ao que a mídia nos mostrou, com imagens incríveis, de uma ação policial contra um homem americano derrubado e asfixiado pela bota de um policial indo a óbito.

E não adiantam as explicações. Ele era negro. Que diabo, cara?! Porque essa rejeição? Porque essa segregação? Aonde é que vamos parar? O radicalismo político e ideológico, até se explica, mas o racismo?

E não sejamos hipócritas em afirmar que no Brasil é diferente. Não é. Evidentemente que aqui não se mata por causa da cor, mas que há discriminação, não tenhamos dúvida. Isabel, a Princesa Redentora, aboliu a escravidão mas esqueceu da Lei da Liberdade, para dar condições a que os alforrados tivessem igualdade de oportunidade. Em vez de melhorar, piorou.

Ouvi um negro afirmar em entrevista, na hora que íamos abrir a porta do caroneiro, o carro acelerou, ficamos na estrada, na lama, na chuva, sem agasalho. E é assim mundo afora. Em alguns países veladamente, como no Brasil. Mas nos Estados Unidos, vergonhosa e criminosamente como acabamos de presenciar, quando George Floyd foi a óbito sob o coturno de um branco selvagem, para o qual a Justiça não deveria se apenar?

Racismo é vergonhoso. É infame. É desumano. É indecente. É deplorável. É desprezível.

E que todos comecemos o dia como queremos termina-lo. Bom dia!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 01/06/2020 - 08:47Atualizado em 01/06/2020 - 08:49

Busco, na edição que circulou na semana de 21 a 17 de julho de 1964, do nosso saudoso semanário Tribuna Criciumense, os tópicos de publicações que dão um mergulho no passado e se transformam na Crônica da Cidade de hoje.

CORREIO DE CRICIUMA FICOU NO ALICERCE – Estão paralisadas as obras da agência dos Correios e Telégrafos. Não se sabe se por falta de verba o fato é que a atual sede está superada e não comporta o volume de serviços. Vamos esperar que a construção continue porque, se era para ficar somente nos alicerces, nem precisava ter começado. A atual agência dos Correios e Telégrafos teve, na sua construção, diversos capítulos, que nem novela. Até ficar pronta os Correios atendiam numa casinha localizada aos fundos da atual catedral diocesana, tinha assoalho de madeira que, com o peso de qualquer pessoa, fazia balançar balcões e mesas: oferecia perigo diuturnamente. 

ESCOTEIROS ACAMPAM EM CRICIÚMA – Aproximadamente 150 escoteiros, jovens seguidores de Baden Powel, estarão acampados no município de Criciúma, na semana vindoura, a partir do dia 16, até o dia 20, tendo como local a fazenda do Senhor Heriberto Hülse, na Primeira Linha. Será o Segundo Acampamento Distrital do sul do estado e participarão escoteiros de Tubarão, Capivari, Lauro Müller, Urussanga e Criciúma. Devemos lembrar que não são estes os primeiros escoteiros da nossa cidade: por volta de 1930, um grupo de jovens comandado pelo então chefe Hercílio Amante, coadjuvado por Antenor Longo, Nilton Rebelo e Aristides Mendes, usaram a farda cáqui e as calças curtas além de participar dos desfiles e zelar pela cidade. Agora renasce o escotismo entre nós sob as ordens do Ginásio Marista, onde foi instalado o Grupo Tangará, e também o Grupo Duque de Caxias, da Próspera. A fazenda do Senhor Heriberto Hülse, na Primeira Linha, serve, hoje, dos serviços do Exército Nacional, seu proprietário, com o 28 GAC.

GOULART SOFREU INFARTO – Notícias procedentes de Montevidéu dão conta de que é estável o estado de saúde do Sr. João Goulart, que sofreu, domingo último, um ataque cardíaco moderado. Antes de embarcar para Montevidéu, seu médico particular Dr. Moacir Silva, declarou que o ex-presidente achava-se em tenda de oxigênio desde domingo.

ÚLTIMAS DO ESPORTE – Milioli Neto escrevia: 1) Pelo futebol de salão, na rodada primeira do campeonato, a Jugasa derrotou ao Noturno por 6 x 1. Galeria Gigante e Sesi empataram em 1 x 1. 2) O paulista Piloto foi reengajado ao plantel do Metropol, depois de solicitar o seu atestado para jogar em São Paulo. 3) O Comerciário brincou em serviço e o zagueiro Nery deixa o majestoso e se encaixa do 14 BC: vai servir ao Exército.

Esta e as demais crônicas vão ao ar na Rádio Som Maior. E eu retornarei amanhã. Até lá amigos e um abraço do meu tamanho!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 29/05/2020 - 12:25

Busco, na edição que circulou na semana de 11 a 17 de julho de 1964, do nosso saudoso semanário Tribuna Criciumense, os tópicos de publicações que dão um mergulho no passado e se transformam na Crônica da Cidade de hoje.

DINAMITADA A CASA DO DELEGADO – Violenta explosão de dinamite sacudiu, na madrugada de sábado, a residência do Delegado Regional de Polícia, Dr. Helvidio de Castro Veloso Filho, causando prejuízos elevados. Com viagem marcada para Florianópolis, a família do delegado se encontrava recolhida quando, por volta das duas horas da madrugada, ocorreu a explosão de um petardo dentro do quarto do delegado. Com a violência da detonação o assoalho do quarto arrebentou bem como o rodapé, tendo sido destruídas, também, as portas dos guarda-roupas e uma máquina de costura. Porém, a imagem de uma santinha que estava sobre um móvel caiu ao chão e não quebrou. Bom, e a nota – que tomou meia página de capa – continua dando detalhes da detonação e a certeza de que a polícia iria encontrar os responsáveis pela explosão. 

ÚLTIMAS DO ESPORTE – O ponteiro Neves, do Atlético Operário, regressará, na próxima semana, de Belém do Pará. Valdir Paulo Berg assinou contrato com o Próspera que pagou ao Metropol a soma de duzentos mil cruzeiros para ficar com o atestado liberatório. O novato atacante João Carlos deixará o Comerciário no próximo mês devendo retornar aos estudos, em Porto Alegre. Abilio Reis, treinador dos juvenis do Internacional, esteve em Criciúma para levar o jovem Ademir, do Atlético, mas o Rolo disse não. O carioca Thomé, que atua como zagueiro central, dificilmente ficará no Mário Balsini, mas Erasmo poderá assinar contrato com os prosperanos. Arpino, do Metropol, viajou para o Rio de Janeiro, atendendo a convite da Portuguesa Carioca. Caso aprove, Arpino receberá 700 mil cruzeiros de luvas e 150 mil cruzeiros mensais.

MUSEU DEVE FUNCIONAR – Poucos habitantes de Criciúma sabem que, por lei, nossa cidade possui museu que, como o setor de planejamento pedagógico e a biblioteca pública, está subordinado à diretoria municipal de Educação e Cultura. Este museu histórico e geográfico foi criado pelo prefeito Addo Caldas Faraco, pela Lei nº 308, de 9 de dezembro de 1950. Infelizmente, como boa parte dos bons projetos, o museu histórico ainda está restrito ao papel porque, de sua instalação e funcionamento, ninguém tem notícias.

Esta crônica vai ao ar na Rádio Som Maior. E eu retornarei segunda-feira. Até lá amigos e um abraço do meu tamanho!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 29/05/2020 - 10:39Atualizado em 29/05/2020 - 10:45

Pois então: 29 de maio, sexta-feira. Saudades daquelas sextas em que se apressava o final do expediente para o encontro com amigos naquele bar e degustar umas geladas consagradoras de mais uma semana vencida. Ficou tudo igual: a segunda e a terça, a quinta e o sábado, tanto faz, e ninguém mais faz postagens lembrando que “sextou”.

Segunda-feira já será junho. 

A velocidade do tempo é imensurável e nos deixa até assustados. 
Pensei que, em virtude do confinamento a que fomos condenados, o tempo se eternizasse semanalmente, haja vista a monotonia das paredes dos poucos cômodos de nossa casa, nos quais passamos a conviver: ledo engano. Meu sentimento é o de que a velocidade foi acelerada e os dias estão passando num piscar de olhos: segunda-feira já será junho, minha gente. Meio ano se contabilizando.

Mas quero aproveitar esta última participação de maio, deste cinzento ano de 2020, para declarar que não estou gostando do que ocorre em nível nacional. 

A disputa do Poder, a falta de harmonia entre os Poderes, a intromissão intransigente e teimosa de ministros do supremo em particularidades do Poder Executivo, a língua desenfreada do nosso presidente, as atitudes pueris dos seus filhos, a alta taxa de desempregos e a antevisão de dias duros para fechar o ano, nos remetem a um raciocínio muito adequado ao caótico status quo econômico e político do país.

Se não houver serenidade, se o radicalismo não der lugar à harmonia – a começar pelos mais altos dignitários da República –, se o patriotismo não aflorar, as nuvens escuras que povoam o céu do Brasil poderão provocar tempestades, indesejáveis pela maioria dos brasileiros.

A cada dia se avoluma o exército dos desempregados, aumenta o número de iniciativas produtivas cerrando suas portas, de empreendedores jogando a toalha.
Sobrará o quê?

A indústria não produz porque não tem a quem vender. O comerciante não adquire mercadorias porque o freguês desapareceu. O desempregado não compra, pois não tem dinheiro. Os ônibus param porque não há passageiros. Às mesas sentam-se pessoas famintas que, desempregadas, não possuem dinheiro para a compra de alimentos.

Saco vazio não para de pé, diz o adágio popular. 

E quando a fome aperta, os horizontes deixam de existir, o racional dá lugar ao estômago que reclama comida e aí o Homem é capaz de tudo.
Não pretendo, não quero, ser o profeta da desgraça, mas urge que nossos governos nos acenem com projetos que nos animem para não esmorecer.

A continuar assim, tudo parado, tudo estagnado e só o número de desempregados aumentando, e entraremos naquela máxima que nos avisa:  salve-se quem puder!

Hoje é sexta-feira. Segunda-feira será junho. Junho de 2020, um ano perdido!
E que todos comecemos o dia como queremos termina-lo! Bom dia!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 28/05/2020 - 12:15

Continuo buscando, na edição que circulou na semana de 4 a 11 de julho de 1964, do nosso saudoso semanário Tribuna Criciumense, os tópicos de publicações que dão um mergulho no passado e se transformam na Crônica da Cidade de hoje.

PROIBIDOS FOGOS DE ARTIFÍCIO – Medida das mais acertadas acabam de ser tomadas por ordem do Sr. Alcides Bastos de Araújo, diretor fiscal de armas, munições e produtos inflamáveis, do município, que proibiu, terminantemente, o uso de fogos de artifício em campo de futebol. Determina, ainda, que os infratores serão punidos na forma da lei e as casas de comércio poderão ter seus direitos comerciais cassados. De pronto aquela determinação foi acatada, mas – logo em seguida – tais normas foram relaxadas e, a cada jogo, havia duas competições: uma no gramado, por conta dos jogadores; outra, na assistência, de torcida contra torcida, no perigoso espetáculo de fogos de artifício.

ODEC NÃO É ASSOCIAÇÃO, É MOVIMENTO – O texto é de Fernando Búrigo e diz assim: Art. 1º A Organização Democrática Estudantil Cristã, fundada em 18 de outubro de 1962, por ocasião do I Encontro Estadual, realizado em Florianópolis, é pessoa jurídica de caráter privado, destituída de preconceitos político-partidários, de cor e de sexo e nacionalidade e se regerá por estatutos próprios.
Art. 2º A Organização Democrática Estudantil Cristã, obedecendo a sigla Odec, tem essência cristã e democrática repudiando qualquer extremismo de ordem socioeconômica e suas diretrizes estão contidas em sua Carta de Princípios. Estes dois artigos mostram, claramente, que a Odec não é uma associação de estudantes e, sim, uma organização de fato. Foi uma época de posições radicais da direita e da esquerda, na política estudantil, tendo, sempre, a assistência de organismos extra escolares, especialmente do clero mantenedor de muitos estabelecimentos escolares em todo o território nacional. 

CIDADANIA HONORÁRIA – E o nosso hebdomadário escreve dois projetos de resolução, assinados por todos os vereadores, concedendo o título honorífico da cidadania honorária de Criciúma para duas autoridades eclesiásticas: Padre Pedro Baldoncini e Dom Joaquim Domingues de Oliveira. O primeiro fora vigário da Paróquia São José e, o segundo, era o arcebispo metropolitano de Florianópolis. Tais projetos eram muito escassos: não mais que dois ou três por legislatura, isto é, a cada quatro anos. Bem diferente dos dias atuais. 

Esta crônica vai ao ar na Rádio Som Maior. E eu retornarei amanhã. Até lá amigos e um abraço do meu tamanho!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 28/05/2020 - 10:10Atualizado em 28/05/2020 - 10:22

Estamos caminhando, com muita velocidade às eleições de 2020. A nossa responsabilidade – que cresce a cada pleito eleitoral – hoje é histórica. Nunca se precisou tanto de homens capazes como nos dias atuais.
Houve tempo em que, independentemente de quem nos governasse, Criciúma só cresceria. Agora é diferente: se não houver competência, visão administrativa e muito planejamento, políticos e eleitores seremos cobrados pelas gerações que nos sucedem. 

Tudo começa no partido político, haja vista que não é admitido, na legislação eleitoral brasileira, a candidatura avulsa, isto é, candidatura sem partido. Então, a agremiação política tem o dever de nos apresentar candidatos à altura de uma cidade que se autoproclama polo macro regional, centro de gravitação de tudo quanto acontece em todo o grande Sul catarinense.

É preciso que os partidos questionem os pretendentes, façam com eles uma sabatina sobre política, com P maiúsculo, sobre conhecimentos gerais, sobre a diferença que há entre o público e o privado, sobre governo calçado em planejamento, sobre a História da cidade.

Aquele que se apresentar sem tais credenciais e/ou sobre estes temas não demonstrar domínio, não merece ser oferecido ao povo para o sufrágio eleitoral.

Está na hora, Criciúma, de elegermos um prefeito comprometido com o amanhã, uma pessoa que governe pensando nas gerações futuras, um prefeito que rompa com o faz de conta, um prefeito que abra o mapa do município à frente dos técnicos e exija-lhes soluções práticas e viáveis para o caos do trânsito, para a educação, para a saúde, para o sistema viário, para os aspectos urbanos da cidade.

É preciso que tenhamos um prefeito que, como qualifica o povo, seja peitudo o suficiente para propor as desapropriações imobiliárias que o progresso reclama a fim de abrir vias públicas alternativas, afim de estimular a construção de edifícios garagens. Um prefeito peitudo, sim, que aceite o desafio de entregar o município ao sucessor com 100% do povo alfabetizados, com 100% das crianças nas escolas, com atendimento nos postos de saúde sem necessidade de marcar consulta e, especialmente, sem estúpidas filas.

Parece utopia, mas não é. Parece que essa pessoa com tais características, não existe. Mas existe. Na década de 1950, Porto Alegre teve Loureiro da Silva. Na seguinte, São Paulo teve Faria Lima. No início deste milênio, Florianópolis teve Ângela Amin. 

Por que o nosso não aflora? 

Os partidos que olhem para dentro de si próprios e nos apresentem candidatos com esse perfil, buscando a renovação de pessoas e métodos de administrar.

Ou não tenho razão?
E que todos comecemos o dia como queremos termina-lo! Bom dia!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 27/05/2020 - 13:49Atualizado em 27/05/2020 - 13:50

O frio às portas. Convite para bebidas quentes e para leitura. Falemos dela, então!

Há uns livros que, a exemplo de alguns filmes, é impossível não ler.  E, quando estamos fazendo a leitura respectiva há um impulso natural que faz a gente enterrar a cabeça no dito cujo querendo, a cada linha, descobrir o que ocorrerá na seguinte.

Li, faz mais de 50 anos, um romance denominado “A Filha do Diretor do Circo”. Era o livro de dorso mais volumoso que a livraria Fátima vendia àquela época. E a leitura decorreu de uma aposta feita comigo mesmo: não acreditava que alguém lesse, de verdade, todas as páginas de um livro de, por exemplo, 200 páginas. Aquele, uma brochura pobre, continha umas 500. Devorei aquela história em menos de uma semana. Ainda recordo os nomes dos personagens principais.

Na festa de final de ano de 1998, com a revelação de amigo secreto, fui presenteado com um livro intitulado Deixados Para Traz. Mais de 300 páginas, folha de gramatura fina, letra com corpo 10, se tanto. Pensei: o vereador Sandro Barcelos Paulo – que fora o meu amigo presenteador – está querendo me castigar com a leitura desse livro. 

Meio ano depois, puxei aquele exemplar da prateleira e fui ler. Só parei ao finalizar e, na mesma semana, adquirir a sequência eis que faz parte de uma série: li até o volume oito e releria cada um deles tão empolgante é a narrativa do seu autor.

Faz 25 anos que tive a grata oportunidade de ler “Pássaros Feridos”. No seu formato editorial incomum às produções rotineiras, contava 470 páginas. Devorei no período compreendido entre 24 a 31 de dezembro. É impossível não recordar a beleza da história nele contida, a saga de uma família imigrante.

Faz alguns anos, depois de quatro dias, dei cabo na história que narra a perseguição havida a um garoto de 12 anos, judeu, ao final da II Guerra Mundial. Refiro-me a “Perseguição Implacável”. Está aí uma obra literária que não nos dá sossego antes de sabermos o final. A cada página, a cada capítulo, numa narrativa eloquente e descomplicada, os detalhes minuciosos de cada passo daquele militar afugentando o pequeno judeu das garras dos nazistas.

Perseguição Implacável entra no índice de bons livros contemporâneos que, com absoluta tranquilidade, recomendo aos prezados ouvintes. Aliás, recomendo os quatro:
Pássaros Feridos, a Filha do Diretor do Circo, Deixados Para Traz e Perseguição Implacável.

Para os dias frios que o inverno anuncia, nada melhor que uma boa leitura.

E que todos comecemos o dia como queremos termina-lo! Bom dia!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 27/05/2020 - 06:59Atualizado em 28/05/2020 - 10:29

Continuo buscando, na edição que circulou na semana de 27 de junho a 4 de julho de 1964, do nosso saudoso semanário Tribuna Criciumense, os tópicos de publicações que dão um mergulho no passado e se transformam na Crônica da Cidade de hoje.

GOVERNO FOI MODERADO NAS CASSAÇÕES – Em rápida entrevista concedida ao nosso Jornal o ex-governador Irineu Bornhausen teceu alguns comentários sobre a situação do país. Sobre as cassações o Sr. Irineu declarou serem elas necessárias e que o governo fora muito moderado em suas listas. Perguntado se esta a posição de um revolucionário Irineu respondeu que se integrava no movimento revolucionário, mas que julgara moderadas as atitudes de nossos militares quanto às cassações. Quanto à sucessão estadual o ex-governador foi de opinião ser muito prematuro fazer-se qualquer previsão, uma vez que teremos de aguardar o novo código eleitoral para saber se as eleições são diretas ou indiretas. Já se pensava em eleger presidente e governadores por colégios eleitorais, mas em 1965 o pleito ainda foi direto, Irineu não concorreu – mas apoiou seu sobrinho Antônio Carlos Konder Reis que perdeu aquela eleição para o deputado Ivo Silveira.

EDITAL Nº 81 – De ordem do Senhor Prefeito Municipal e na forma da lei, faço público a quem interessar possa que está aberta, pelo prazo de quinze dias, a contar desta data, concorrência pública para a aquisição de uma área de terra de dez a quinze hectares, nas proximidades da área urbana de Forquilhinha, por preço não superior a cinco milhões de cruzeiros, destinada à construção de um Posto Agropecuário, em convênio com a secretaria da Agricultura do estado de Santa Catarina. Ass. Adair Lima, Oficial de Gabinete. Era assim, simples assim.

E alcançamos a edição do Tribuna Criciumense que circulou na semana de 4 a 11 de julho de 1964 que, dentre outras matérias, publicou na capa: ESTUDO SOBRE CARVÃO NAS ESCOLAS – Dada a repercussão alcançada pela matéria publicada em nossa última edição passamos a publicar o anteprojeto de lei elaborado pelo nosso colaborador Rodeval José Alves, funcionário do Sindicato dos Mineradores. Art. 1º É obrigatório, nas escolas públicas o Município, o ensino de matéria sobre o carvão mineral e outros minerais do país. E Tribuna publica os demais artigos, em número de oito, disciplinando a matéria. Como falei na edição passada tal assunto não saiu do papel nem naquele 1964, nem nos anos seguintes, até hoje.

Esta crônica vai ao ar na Rádio Som Maior. E eu retornarei amanhã. Até lá amigos e um abraço do meu tamanho!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 26/05/2020 - 09:35

Pax Domini sit semper vobiscum! Era uma das tantas saudações do sacerdote celebrante de missas e outros atos litúrgicos da Santa Madre Igreja, até João XXIII. Dito em latim, a língua oficial da Igreja de Roma, quer dizer: A Paz do Senhor esteja sempre convosco, e disso nos recordamos os que fomos coroinhas de tantos padres.

Devo ter recebido, por baixo, uma centena de mensagens aprovando o comentário aqui pronunciado no programa de ontem, quando falei do vídeo daquela famigerada reunião do ministério do presidente Bolsonaro. É inacreditável a velocidade com que repercutem determinados assuntos. Não mais do que meia hora depois e eu era brindado com manifestações originadas em Portugal, Estados Unidos, México, Itália e França, de brasileiros residentes nesses países. E recebi, também, duas mensagens, criticando o que comentei.

Faz parte do jogo. 

Agradeço aos primeiros e agradeço aos segundos. Antes de tudo a democracia nos ensina isso: ouvir e respeitar a opinião do próximo, ainda que divergente. Ser ouvido pelas duas correntes é um privilégio! E alto e bom som proclamo: Pax Domini sit semper vobiscum!

Mas hoje, meu caro Dênis, quero voltar a um assunto que já está maçante: a pandemia e seus efeitos. E venho fazê-lo para cumprimentar as autoridades do nosso município, Criciúma, que, rápida e responsavelmente – agiram a favor da população.
Foi muito estranho, ainda em março, ou final de fevereiro, recebermos a recomendação de não sairmos de casa e, se o fizéssemos, sempre com máscara escondendo a boca e o nariz. Estranho – mesmo - foi ir à janela, olhar para a rua à frente de nossa casa, e não vermos ninguém e apenas um ou dois automóveis usando sua pista de rolamento.

Junto à perplexidade dessa prática, a mídia mostrando a praga tomando conta do mundo e, consequentemente, causando pânico junto a cada uma das famílias aqui residentes.

E foi prometido que isso duraria até o final de março; depois, até o final de abril; agora, até o final de maio; e há vozes por aí afirmando que entraremos ao segundo semestre convivendo com a pandemia do Covid-19.

E a gente fica olhando para outras cidades do porte - e maiores do que Criciúma - e constatando que, aqui, a encrenca ficou de menor tamanho e não há como não render homenagem - e gratidão - às nossas autoridades municipais que cuidaram de todos os pormenores que pudessem evitar a contaminação e a morte em grande escala.

Aliás, o Acélio Casagrande, com o know-how adquirido em longos anos dedicados à saúde pública, liderando uma equipe altamente qualificada, e com todas as limitações impostas pelo próprio serviço público, mostrou que conhece os meandros da área e nos transfere segurança.

E não deixo de estender cumprimentos ao prefeito do nosso município que se rendeu às sábias orientações do secretário municipal de Saúde, dando-lhe cartas brancas para todas as ações dessa área - deixando mais tranquila a população.

E agora meu propósito é só voltar a falar dessa pandemia satânica quando tudo tiver voltado ao normal. E espero que seja logo!

E que todos comecemos o dia como queremos termina-lo! Bom dia! 

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 26/05/2020 - 07:02Atualizado em 28/05/2020 - 10:28

Busco, na edição que circulou na semana de 27 de junho a 4 de julho de 1964, do nosso saudoso semanário Tribuna Criciumense, os tópicos de publicações que dão um mergulho no passado e se transformam na Crônica da Cidade de hoje.

FABULOSA FORTUNA DO PRESIDENTE DEPOSTO – Publica, o vespertino O Globo, do Rio de Janeiro, a seguinte nota: “O Conselho de Segurança Nacional está realizando, com a colaboração de técnicos do Banco do Brasil, o levantamento de todos os bens do presidente deposto. Os trabalhos se desenvolvem em sigilo; ao que apuramos, pelos cálculos já feitos, sabe-se que a fortuna do Senhor João Goulart ascende a mais de sete bilhões de cruzeiros, incluindo terras de sua propriedade no Rio Grande do Sul, um luxuoso apartamento em Copacabana e diversos outros imóveis. Aqueles cálculos, conforme apuramos, baseiam-se em documentos e escrituras públicas. É provável que, ao final do levantamento, o Conselho de Segurança Nacional faça a divulgação do patrimônio de Jango.” E a nota se estende por mais de meia página da capa da edição em exame.

CARVÃO SERÁ ESTUDO OBRIGATÓRIO – Será apresentado, em breve, na Câmara Municipal de Criciúma, um projeto de lei instituindo o estudo de matéria sobre o carvão mineral e outros minerais do país, nas nossas escola públicas. O projeto ainda prevê que estes estudos seriam exequíveis nas aulas de geografia, que teriam um dia específico no qual as professoras ficariam obrigadas a dar noções sobre a história do carvão em Santa Catarina a importância do mineral para a nação, para o estado e para o nosso município. Essa matéria também é extensa e aqui reproduzimos para lembrar que existem leis que pegam e leis que não pegam. Essa aí, por exemplo, não pegou. E eu concluo que não tenha obtido sucesso por falta de material didático sobre o assunto. Tais conhecimentos não eram do domínio de nossos professores de geografia, como o queria o projeto de lei em referência. Morreu na casca, como diriam os criciumenses de então. Lamentavelmente!

DECRETO Nº 257 – Art. 1º Fica expressa e categoricamente vedado, salvo nas exceções previstas neste decreto, o uso de veículos pertencentes à Prefeitura municipal, em horário estranho ao do expediente normal. Arlindo Junkes queria frear o uso indevido de caminhões que, aos finais de semana, atendiam a pedidos de aterro particular em qualquer lugar do município. Não foi atendido.

Esta crônica vai ao ar na Rádio Som Maior. E eu retornarei amanhã. Até lá amigos e um abraço do meu tamanho!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 25/05/2020 - 10:18Atualizado em 25/05/2020 - 10:20

Honestamente – perguntaram-me – o que achaste do vídeo da reunião ministerial?

Olha – respondi – realmente a liturgia de uma reunião ministerial foi quebrada. Igual a mim, o presidente foi curto e grosso: ou manda ou despede, isto é, ou a sua voz de comando é respeitada e acatada, ou os incomodados que se retirem.
E acrescento: é bem provável que, em reuniões ministeriais de presidentes pretéritos, e não tão longevos, alguns ministros tivessem recebido sinalização para permanecerem no local por mais algum tempo, ao fim delas. E daí, em petit comitê a técnica da corrupção tenha norteado o papo. E ninguém se importou com a liturgia de tais encontros. Liturgia? Pra Portugal de navio, ora pois!

O que é preciso ficar patente, em letras garrafais, é que os tempos são outros e o que se vê foi o que se pediu. Nenhum brasileiro, dos tantos milhões de votos, votaram nele para que continuasse na prática do toma lá dá cá; nenhum eleitor votou nele homenageando os bons costumes; nenhum brasileiro votou nele pensando que, na liturgia de reunião com seus auxiliares, os parâmetros até então estabelecidos fossem respeitados. Nenhuma pessoa maior de 16 anos, que foi às urnas para elegê-lo, o fez para que falasse bonito: não, nenhum deu-lhe o voto para que não usasse palavras de baixo calão quando defendesse o Brasil. Nenhum!

Todos foram conscientes de que, com ele, haveria mudanças. Em tudo. Até na liturgia de uma reunião ministerial.

Temos ali, brasileiros que me honram com a sintonia, um homem angustiado com o próprio tempo: quer soluções imediatas para problemas que atravessam séculos e, apesar do peso mal criado dos seus mandamentos e falas, teimosamente dormem na gaveta do amanhã.
Temos ali um presidente pressionado por todos os meios porque estancou a vazão das fartas tetas mamadas por inescrupulosos que se locupletavam do poder, a favor de seus bolsos. Temos ali um presidente que está pouco se lixando para a liturgia de uma reunião ministerial, especialmente quando ordena e não é obedecido.

Os brasileiros não votamos nele para ele ser mais um. Não! Depositamos o voto a seu favor para que ele acabasse com aquele estado de coisas. 

O que mais incomoda os que criticam a quebra de normas civilizadas para conduzir uma reunião, é que ninguém, do seu gabinete, sai de restaurante carregando mala com um monte de dinheiro, dinheiro de propina; é que ninguém põe a sua digital em licitações viciadas; é que ninguém é denunciado por meter a mão no nosso dinheiro, ali da Petrobras; é que ninguém pode acusa-lo de um mensalão. É que nenhum dos seus ministros guarda fortuna de dinheiro sujo, em seu apartamento, em quantidades absurdas. 

A quebra dessa liturgia é que incomoda os apeados do poder que procuram brechas, desde a posse, para desaloja-lo da presidência da República. Essa prática litúrgica quebrada é que dá o desconforto aos que foram deixados para trás.

Em resumo, os que advogam a obediência à liturgia do favor, votaram noutro candidato e não se conformam com a derrota que lhe impôs um presidente casca grossa que mandou à liturgia de reunião ministerial às favas. Democracia é assim: das urnas sai a vontade da maioria. E a maioria quis o rompimento radical com o modus operandi dos governos anteriores. Cabe ao vencido dar-se por preterido e aplaudir o vencedor: é da democracia.

Obedientes à liturgia reclamada estão os outros que disputaram aquele pleito, o principal deles, lecionando em São Paulo e que, inconformado por ter sido derrotado por um candidato mal criado, quebrador de protocolo, turrão e avesso à liturgias impostas, não raras vezes sai por aí espumando sua raiva e vociferando contra o povo que não o elegeu.

E que todos comecemos o dia como queremos termina-lo! Bom dia!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 25/05/2020 - 06:54

Continuo buscando, na edição que circulou na semana de 20 a 27 de junho de 1964, do nosso saudoso semanário Tribuna Criciumense, os tópicos de publicações que dão um mergulho no passado e se transformam na Crônica da Cidade de hoje.

DE ROUPA NOVA AS RUAS DA CIDADE – Novo e moderno método de sinalização acaba de ser posto em prática na cidade de Criciúma. As ruas estão enfeitadas por postes coloridos, que fazem parte da decisão de nossa polícia de disciplinar, de uma vez por todas, o trânsito na capital do carvão. Este sistema de sinalização é parte de um convênio celebrado pelo governo do Estado com a empresa paulista de publicidade Totó que tem se encarregado desse trabalho em diversos estados. Em Santa Catarina, além de Florianópolis,  outras cidades foram servidas pela empresa Totó: são elas Joinville, Lages, Blumenau e Rio do Sul. Agora, em Criciúma. Será que o ouvinte está pensando o que eu também penso? Empresa Totó? Empresa de publicidade cuidando do trânsito? Muito estranho.

AS ÚLTIMAS DO/ FUTEBOL – Milioli Neto escrevia: a artilharia do campeonato estadual aponta os principais goleadores: Gonzaga do Hercílio Luz, 11 tentos; Tarcísio do Hercílio e Dufles, do Marcilio Dias, 10 tentos; Idézio do Metropol, Ratinho do Marcilio e Zé Paulo do Guatá, com 9 tentos. CLASSIFICAÇÃO POR PONTOS PERDIDOS: 1º Hercílio Luz, com 5 pp; 2º Marcilio Dias, com 7 pp; 3º Barroso de Itajaí, com 8 pp; 4º Comerciário e Metropol, com 9 pp; 5º Ferroviário, de Tubarão, com 10 pontos perdidos.

FUTEBOL DE SALÃO – Está confirmada a realização do campeonato criciumense de futebol de salão, ficando anotado para o próximo dia 3 de julho a efetivação do torneio início que contará com a participação de dez agremiações. Os jogos serão disputados na quadra Pedro Benedet – fundos da Galeria Benetton – e a temporada salonista desde já desperta grande interesse em nosso meio esportivo. Não tínhamos um ginásio de esportes, sequer. Essa quadra aí, além de acanhada, era totalmente descoberta. Era a Quadra do Gita, descendente direto do coronel Pedro. A iluminação era fraca. Mas, cada jogo levava muita gente para assistir. Os jogos começavam por volta das 20h00 e se estendiam, às vezes, até madrugada a dentro.

ESTADUAL DE FUTEBOL: SEGUNDA ETAPA. Após o encerramento do turno, com o Hercílio Luz ponteando a classificação, teremos, na tarde de amanhã, o reinício do campeonato, com sete encontros, assim programados: em Tubarão, Hercílio x Marcilio; em Itajaí, Barroso x Minerasil; em Florianópolis, Postal x Ferroviário; em Guatá, Guatá x Metropol; em Urussanga, Urussanga x Comerciário; em Imbituba, Imbituba x Avaí e, em Criciúma, Atlético x Figueirense.

Esta crônica está no ar também na Rádio Som Maior. E eu retornarei amanhã. Até lá amigos e um abraço do meu tamanho!

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