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Por que votar em fulano de tal?

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 28/08/2020 - 11:37Atualizado em 28/08/2020 - 11:39

Hoje atendo ao amigo Valdir Sarmento que me pediu, data vênia, voltasse ao assunto do candidato ideal às eleições de novembro do corrente ano, isto é, que alinhavasse respostas à perguntas deste tipo:

Por que votar em fulano de tal, qual o critério para tal escolha?

Já disse e repito, não há eleição mais envolvente do que a que se vota nos candidatos a prefeito e vereador. Das urnas deste pleito, brotam duas lideranças muito próximas de nós às quais teremos de aturar, ou não, durante 4 anos.

Eleger outros dignitários não deixa de ser empolgante, mas atente: o deputado estadual toma posse, aluga um apartamento na capital – aluguel pago por nós – e, se tiver disposição, de vez em quando vem à cidade. Da mesma forma, o deputado federal – respeitadas honrosas exceções (e nós as temos regionalmente. Ver um senador se torna mais difícil: chega a ser tarefa de gincana.

Mas, o prefeito e o vereador, não. Aliás, com o prefeito e o vereador ocorre exatamente o contrário: se ele não aparecer, a gente aparece, isto é, se ele se esquecer de nós, nós vamos ao seu encontro: é ali, na prefeitura. É ali, na Câmara.

Se, de um deputado ou senador é difícil fazer a cobrança, o mesmo não ocorre com o prefeito e com o vereador e, de modo especial, com o vereador: este nós conhecemos, sabemos onde mora, sabemos onde trabalha, conhecemos sua família... 

São observações que nos facilitam a escolha, tendo-se presente, sempre, que o vereador é o representante do eleitor junto ao organismo fazedor das leis do Município.

Um candidato a vereador com um rosário de propostas para defender no parlamento deve ser olhado com cuidado: quem cuida de tudo acaba cuidando de nada. O preferível é optar por um que nos apresente uma pauta de bandeiras menor porque desta ele cuidará com mais apego, com mais tempo, com mais profundidade.

Dou mais fé no candidato que diz “Quero me eleger para cuidar do trânsito caótico da nossa cidade, sem descuidar de outros assuntos”. Do outro que afirma: “Quero me eleger para cuidar especialmente do problema da falta de calçadas descentes no centro urbano da cidade”. De um terceiro que afirma: “Vou centrar minhas ações no sentido de ser implantado o ensino integral em todas as escolas da rede municipal de ensino”. E assim, teremos candidatos específicos de diversas áreas, fator que facilitará nossa escolha, dependendo das necessidades de cada um.

Candidato a prefeito que promete resolver todos os problemas do município, deve ser olhado com desconfiança. E se prometer construir e pavimentar estradas, elevados e viadutos, escolas, centros comunitários, praças e parques, feiras livres, postos de saúde e até hospitais, vigilância noturna no centro urbano e nos principais bairros, e obras afins, e não mostrar as fontes de receita, isto é, onde vai buscar o dinheiro para custear isso tudo, cuidado: não cumprirá um décimo do que promete.

Prefiro aquele que diz “Serei o prefeito das calçadas” sem descuidar dos demais problemas da cidade. Ou “Quero ser o prefeito das calçadas e do despertar da cultura e do turismo”, cuidando de outros aspectos da administração.

Enfim, candidato a prefeito deve nos apresentar duas ou três propostas bem sedimentadas, cuidadas e defensáveis. E o candidato a vereador, observada a determinação legal de que não pode apresentar projetos que onerem os cofres públicos, deve se caracterizar como O Vereador das Calçadas, o Vereador do Esporte, o Vereador das Escolas, o Vereador do Transporte Coletivo, e daí pra frente.

Acho que atendi ao Sarmento!

E que todos comecemos o dia como queremos termina-lo! Bom dia!

4oito

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