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* as opiniões expressas neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do 4oito
Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 22/05/2020 - 11:38

Busquei, na edição que circulou na semana de 20 a 27 de junho de 1964, do nosso saudoso semanário Tribuna Criciumense, os tópicos de publicações que dão um mergulho no passado e se transformam na Crônica da Cidade de hoje.

NOVO INCO ABRE SUAS PORTAS – E o nosso semanário discorre em largo espaço de capa sobre a inauguração da nova agência do Banco Indústria e Comércio de Santa Catarina S. A. conhecido pela sigla Inco. Era o Banco da UDN, eis que de propriedade da família Konder Bornhausen. A agência, até então, estava localizada num imóvel da família Bortoluzzi, na rua João Pessoa. Agora seriam inauguradas as modernas instalações, em prédio próprio, na esquina da Rua Cel. Pedro Benedet com a Rua Rui Barbosa, terreno no qual existia a casa de moradia, depois estabelecimento comercial, do próprio Pedro Benedet. Hoje o prédio é de propriedade da Carbonífera Metropolitana e seu térreo é ocupado pela Casas Pernambucanas. A construção levou mais de dez anos para ser concluída.

BANQUETE AO INCO – A Associação Comercial e Industrial de Criciúma, presidida pelo Senhor Wilson Barata, promoveu, em data de ontem, um jantar, no Restaurante Pigalle, em homenagem à diretoria do Banco Inco, em regozijo pela inauguração de sua magnífica sede desta praça.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS DE FUTEBOL – CLÓVIS CUSTOU 150 MIL AO ROLO – O meia Clóvis, ligado ao Irati do Paraná, acaba de ser contratado pelo Atlético Operário pelo valor de 150 mil cruzeiros. BEZERRA desligou-se do Metropol. GIOVAN, ex-juvenil do Vasco da Gama e titular do Olaria, acaba de acertar com o Rolo Compressor. O carioca ALBERTO, que não ficou no Comerciário, acertou com o Itaúna, de Siderópolis. O Comerciário, silenciosamente, quer trazer Hélio de volta: falta apenas o Internacional concordar. VALDIR deixou o Metropol e acertou com o Ouro Preto. O METROPOL JOGARÁ um amistoso com o Ouro Preto e apresentará as duas novidades trazidas por Derval Gramacho, do Rio de Janeiro: Edgar e Fernando. No Ouro Preto, Valdir Paulo Berg, Valter, Sabiá, Zezinho e Flásio que acertaram rescisão com o Verde e Branco da Metropolitana e agora defendem as cores do Fantasma.

SOCIEDADE – Na crônica de Beverly Godoi Costa esta notícia: O casal Vidal de Oliveira convidando para o enlace matrimonial de sua filha Elga com o Sr. Sérgio Cabral, a realizar-se dia 27, às 16h30, na capela do Ginásio Madre Teresa Michel.

Esta crônica está no ar também na Rádio Som Maior. E eu retornarei segunda-feira. Até lá amigos e um abraço do meu tamanho!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 22/05/2020 - 09:20

Hoje serei sucinto. Rápido. 
    1. A conferência havida ontem, entre os chefes do Poder Executivo da União e dos Estados, demonstra que, quando se quer, é possível. Veio em bom tempo.
    2. O Comandante Moisés que ousou pensar que os votos amealhados nas últimas eleições foram por seus méritos pessoais, está vendo que, realmente, há diferença entre gerir um Corpo de Bombeiros e um Estado. Como diria um meteorologista muito conhecido de nós, Moisés está enrascado.
    3. Não confunda Borba Gato com Gato Borba. Borba Gato foi um bandeirante paulista que ajudou a levar a fronteira do nosso país para o Oeste. Gato Borba...

Aí me perguntaram, em tom de deboche: Archimedes, não estás achando que há muito cheiro de militares no governo do Bolsonaro?
Aí me lembrei de um ditado muito usado ali no meu condado: as respostas a provocações devem ter dois pilares a saber: curto e grosso.
De pronto respondi: olha, pode até ser verdadeira esta tua observação, de que há muito cheiro de militares no governo federal, mas 
Prefiro o cheiro dos militares ao perfume dos corruptos. 
Prefiro o cheiro dos militares ao odor dos ladrões. 
Prefiro o cheiro dos militares à fragrância dos dilapidadores do patrimônio público. 
Prefiro o cheiro dos militares ao aroma da quadrilha que foi desbancada do planalto.
Simples assim! De leve! Curto e grosso!
E que todos comecemos o dia como queremos termina-lo! Bom dia!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 21/05/2020 - 09:33

Com tua permissão abro o comentário, in primo loco, enviando cumprimentos especiais ao Mateus Zuchinalle, nosso ouvinte contumaz, para quem deixo um abraço do meu tamanho!
Obrigado pela sintonia, Mateus!

“Quando eu vejo alguns discursos dessas pessoas, falando, quando eu vejo, sabe, essas pessoas acharem bonito que tem que vender tudo que é público, que o público não presta nada… Ainda bem que a natureza, que a natureza, contra a vontade da humanidade, criou esse monstro chamado coronavírus. Porque esse monstro está permitindo que os cegos enxerguem, que os cegos comecem a enxergar, que apenas o Estado é capaz de dar solução a determinadas crises”, disse o ex-presidente Lula.
Falar essa barbaridade, dizer esse disparate, render homenagem à situações ruins, faz parte da linguagem do ex-presidente. O que não se concebe é observar que a mídia nacional, a grande imprensa – rádio, jornal e televisão – não repercutirem essa heresia pronunciada pelo condenado à espera da reclusão.

Apenas pálidas alusões a essa desgraçada fala desse indivíduo que por duas vezes elegemos para nos presidir.

Será que seria esse o comportamento dessa mesma imprensa se isso fosse dito por um outro político?

Ele prega o socialismo, ele propaga o comunismo, zombando dos tombados pela pandemia do Covid-19. “Ainda bem que a natureza criou esse monstro chamado coronavirus” – teve o topete de afirmar.
E as famílias de brasileiros sepultados no anonimato, por causa da praga que ele homenageia, chorando os seus mortos abatidos pela referida pandemia.

E quando prega o comunismo, e quando advoga o socialismo, ele diz que somos um bando de idiotas que não vê o que ocorre em Cuba, na Venezuela, na Bolívia.
Um ex-presidente afirmar que “ainda bem que a natureza criou esse monstro chamado coronavirus” para justificar o socialismo e o comunismo, é estupidamente criminoso, é crime de lesa pátria. E a repercussão junto à grande mídia foi pífia.
E falam em democratizar a notícia! 

Lula, dizendo uma barbaridade dessas, merecia voz de prisão incontinenti. Aliás, ele mesmo reconheceu a barbaridade que pronunciou a ponto de ir ao Correio Brasiliense e pedir desculpas pela insensatez do que afirmou. 
E eu pergunto: receberá o perdão das famílias enlutadas pelas tantas mortes ocasionadas pelo coronavirus que ele abençoa?
“Ainda bem que a natureza, que a natureza, contra a vontade da humanidade, criou esse monstro chamado coronavírus.”

O estranho mesmo, é que a mídia nacional ouviu e achou conforme, deu descolorida repercussão, e daí a parcialidade dos nossos órgãos de imprensa fica evidenciada, escancarada, carimbada: aqui vale tudo, desde que não se critiquem as lideranças de esquerda.
Ainda assim, Brasil, nós não desistiremos de ti!

E que todos comecemos o dia como queremos termina-lo! Bom dia!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 21/05/2020 - 06:57

Continuo buscando, na edição que circulou na semana de 13 a 20 de junho de 1964, do nosso saudoso semanário Tribuna Criciumense, os tópicos de publicações que dão um mergulho no passado e se transformam na Crônica da Cidade de hoje.

MEC PEDE O FIM DA UNE – O ministro da Educação sugeriu ao presidente da República, hoje, a extinção da União Nacional dos Estudantes. O Sr. Flávio Suplicy de Lacerda pediu ao chefe do governo o envio de mensagem ao Congresso Nacional fechando todas as entidades estudantis, de nível superior ou médio, existentes no território nacional. Em um bem fundamentado projeto de lei, o titular da pasta da Educação sugeriu: a) criação de diretórios acadêmicos em cada faculdade; b) diretório central de estudantes em cada universidade; c) diretório estadual de estudantes em cada estado ou território onde haja mais de um estabelecimentos de ensino de grau médio ou superior. A fim de redemocratizar tais representações a proposta do ministro diz que “todo estudante é obrigado a votar sem o que não poderá prestar exames finais, Prevê, ainda, que nenhum estudante reprovado ou dependente poderá exercer cargo de direção nos diretórios e que as representações estudantis não poderá promover manifestação ou propaganda política, nem estimular ou participar de movimentos grevistas de estudantes. Bom, a Une e a UBES acabaram sendo extintas e indo para a clandestinidade. Ainda assim as duas entidades promoviam os seus congressos ocasionando prisões por atacado.

PAULINO BURIGO PERDEU A INVENCIBILIDADE – Vindo de um empate, em casa, contra o Minerasil, o Comerciário foi batido, em Tubarão, pelo Ferroviário quando mais necessitava da reabilitação. Jogando horrivelmente a equipe celeste foi, durante os 90 minutos, uma equipe desencontrada, não merecendo melhor sorte. Conheceu, assim, o treinador Paulino Búrigo, a sua primeira derrota no certame diante de uma esquadra de modestos recursos técnicos, porém voluntariosa ao extremo. Marcaram: Boca e Mauro, este duas vezes. 2 x 1 para o Ferroviário. O Comerciário jogou com Edival, Valtair, Erasmo, Neri e Gerson; Mário Araújo e Leo; Nivaldo, Mauro, Almerindo e Rubens. O Ferroviário: Valdir, Bira, João Carlos, Zilton e Rubens; Ênio e Tóia; Dico, Boca, Bracinho e J. Lima. Eu desconhecia que Paulino Búrigo fora técnico de futebol. Comerciante, sim. Político, deputado estadual, também. Mas técnico de futebol? Novidade!

Esta crônica está no meu blog, no Portal 4oito.com.br. E eu retornarei amanhã. Até lá amigos e um abraço do meu tamanho!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 20/05/2020 - 11:20Atualizado em 20/05/2020 - 11:41

Quero permissão para, in primo loco, mandar um abraço do meu tamanho ao Fefê Damiani, que hoje troca idade! Somos amigos desde 1954, estudando no Curso Particular Póvoas Carneiro. E temos nos visto amiúde por aí e, especialmente, no seu restaurante, o El Camino, da melhor polenta de Nova Veneza. Pra ti, Fefê, filho do Esperandino Damiani, o Seu Ouro, e Dona Loli, os sinceros votos de um feliz aniversário, ao lado da tua Lili! Parabéns, Fefê!

Dito isto, digo também que – ontem - tomei conhecimento de que Geovane de Godoi colocou seu nome à disposição da agremiação partidária a que está filiado para concorrer ao cargo de prefeito municipal de Forquilhinha a 4 de outubro deste ano.
E essa comunicação me trouxe para o Planeta Terra, novamente. Estava alienado, no mundo do novo corona vírus, e já esquecendo de que no Brasil, a 4 de outubro, deste ano, teremos eleições para prefeito e vereador, de todas a mais charmosa, a mais empolgante, a mais discutida, a mais disputada, a mais aguerrida eleição.

A quarentena provocada por essa praga do Covid-19 nos levou a essa letargia: não se fala e nem se ouve nada além do Corona. Desde o alvorecer, das 6horas, até o boa noite final, das 23h: é só corona, máscara, saúde, óbito, internação, cloroquina, roubo em licitações fraudadas, não se fala noutra coisa.

E as eleições municipais de outubro, oh! no esquecimento!

Aterrissei, acordei, despertei, voltei ao mundo dos vivos: teremos eleições, sim senhor! Como falei – preteritamente - a eleição pode até ser adiada para novembro ou dezembro: mas será feita neste ano, com absoluta certeza.
Por onde andam os candidatos? E os Partidos: aonde está a organização para o pleito? Salvo traição da memória as convenções de escolhas desses candidatos começarão a ser realizadas no mês de junho, dentro de poucos dias, portanto. 

Em anos anteriores, no mês de maio, nossos ouvidos já estariam entupidos de tantas informações a respeito do pleito que, como afirmei, é o mais importante e isso se justifica: 
na eleição de presidente vota-se numa pessoa que, dificilmente, teremos a oportunidade de conhecer. 
Quase em iguais condições, as eleições para governador e senador da República. 

Um pouquinho diferente e mais atraente, é a de deputados estadual e federal. O eleitor vota mas sabe que só terá contato com o eleito passados quatro anos.
Agora, a de prefeito, vice-prefeito e vereador, não! O eleitor vota sabendo exatamente em quem está votando: conhece o candidato para cada cargo. Esse candidato mora perto da sua casa, conversa com ele com frequência, sabe da sua vida, acompanha o seu trabalho, e acompanha o desenvolvimento da campanha, tomando parte do staff torcedor desta ou daquela candidatura e é aí que reside a disputa mais eloquente.

E que bom que seja assim!

A notícia que veio de Forquilhinha me trouxe ao mundo dos mortais: neste ano teremos eleições! Eleições que começam a tomar corpo. Eleições para os novos dignitários do nosso município. Nenhuma é mais quente e atraente do que essa.

E que todos comecemos o dia como queremos termina-lo! Bom dia!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 20/05/2020 - 07:02

Busquei, na edição que circulou na semana de 13 a 20 de junho de 1964, do nosso saudoso semanário Tribuna Criciumense, os tópicos de publicações que dão um mergulho no passado e se transformam na Crônica da Cidade de hoje.

DEVASSA E PUNIÇÃO PARA GOVERNADOR PAULISTA – Telegrama procedente de São Paulo informa que, consumada a cassação do mandato e suspensão dos direitos políticos do Sr. Juscelino Kubitschek, tem-se como certo, agora, em círculos revolucionários, que será também ultimado o processo de devassa e punição do Sr. Adhemar de Barros. Comenta-se, nos círculos políticos – anuncia o vespertino A Notícia – que o expurgo atingirá o atual governador bandeirante, apesar de ter, ele, aderido ao movimento de 31 de maço. O dossiê a respeito de sua antiga aliança com os comunistas já se encontra em poder das autoridades militares. Do mesmo modo os inquéritos e processos sobre escândalos no ministério da Saúde ao tempo da administração de Mário Pinotti, que pertencia ao partido de Adhemar, vem sendo detidamente vasculhados e avalizados. E Adhemar de Barros realmente não foi poupado. Seus mandato de governador foi cassado e seus direitos políticos suspensos por dez anos.

NOTÍCIA DE URUSSANGA: ESCRITÓRIO DA ACARESC – Será inaugurado, oficialmente, no próximo domingo, dia 14, o escritório local da Acaresc que terá como sede a antiga coletoria federal. Para o ato estará presente, além das autoridades locais, o diretor executivo desse Serviço no estado, engenheiro agrônomo Glauco Olinger. Será cumprida a seguinte programação: 10h30 bênção das instalações, pelo Monsenhor Agenor Neves Marques, vigário da paróquia de Urussanga; às 11h00 corte da fita inaugural pelo prefeito municipal; 11h30, coquetel aos presentes oferecido pela prefeitura municipal; 12h00 almoço às autoridades, no. Prédio do ginásio municipal, oferecido pela prefeitura local. Como mudaram os tempos: escritório da Acaresc, hoje, não teria essa programação para sua inauguração. Coquetel oferecido pela prefeitura, nem pensar. Almoço oferecido pela prefeitura, hoje, cassa o mandato do prefeito. Os tempos são outros.

COMERCIAL DA EDIÇÃO – Dr. Luiz Fernando Gyrão, cirurgia em geral. Clínica e cirurgia da tireoide. Cirurgia do estômago, das vias biliares e das varizes. Atende das 7h00 às 12h00 no Hospital São José.

Esta crônica está no meu blog, no Portal 4oito.com.br. E eu retornarei amanhã. Até lá amigos e um abraço do meu tamanho!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 19/05/2020 - 10:14Atualizado em 19/05/2020 - 10:15

No dia 4 do corrente mês, neste espaço, descrevi o que vem a ser um Estado de Emergência e alertei sobre os perigos das facilidades impostas por tal estado, citando, especificamente, a prática das compras e contratações – no serviço público – sem licitações.
Fui mais longe e lembrei: a ocasião faz o ladrão.
E agora eu pergunto aos que me acompanham: estão vendo o que está ocorrendo norte a sul do Brasil, nas prefeituras e governos estaduais?
Estão metendo a mão sem dó!

Até na santa, pura, bela e virgem Catarina, a ética foi desbancada. Desavergonhadamente entabularam negociações nos porões palacianos e acabaram acertando a compra de respiradores artificias a preços estratosféricos. Pior: de empresa fictícia.

Ao tempo que prestei serviços ao governo do estado, a Casa Civil fazia parte do Gabinete do Governador. Este era formado pelas Casas Civil e Militar e tudo o que se imagina que possa ocorrer ou que ocorre, nos intestinos governamentais, transita por ali. Portanto, o secretário da Casa Civil, ou o Chefe da Casa Civil, o demissionário, não estava só na encrenca que polarizou.
Mas isso fica a cargo dos senhores deputados que, na assembleia legislativa do estado, trabalham numa Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga, exatamente, o alcance da famigerada aquisição de máscaras, por 33 milhões de reais, fatura já liquidada sem o recebimento da mercadoria. Absurdo dos absurdos.

E a mídia está aí, praticamente em todos os seus informativos, a denunciar a mesma prática – em volumes infimamente inferiores, é bem verdade – sendo repetida em diversos municípios deste e de outros tantos estados brasileiros.
Quando a quadrilha do ex presidente Lula foi desbaratada e o Brasil vestiu a camisa do escândalo, os brasileiros imaginávamos que a corrupção teria sido varrida da administração pública em todos os seus degraus: federal, estadual e municipal. Imaginávamos ter chegado ao fundo do poço com os brutais e escandalosos desvios de dinheiro dos cofres da Petrobras.
Imaginação inocente. 

Claro que em grau menor, evidente que em quantias inferiores, sem dúvida envolvendo menos pessoas. 
Mas a pandemia da corrupção continua presente, aqui, ali e lá, isto é, no município, no estado e na união.

É endêmico – me dizia um amigo – isto faz parte do DNA dos políticos.
Parece que ele tem razão. 

E Bezerra da Silva já nos ensinava, ao som da sua composição musical: se gritar Pega Ladrão, não fica um meu irmão...
Exagerado o Bezerra, não é bem assim. Mas os fatos que vem sendo denunciados aqui e algures nos levam a dar crédito nos versos dele.

Pior de tudo: quando o administrador não mete a mão é taxado de incompetente.
Meu Deus, aonde chegamos!

E que todos comecemos o dia como queremos termina-lo! Bom dia!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 19/05/2020 - 06:59

Busquei, na edição que circulou na semana de 13 a 20 de junho de 1964, do nosso saudoso semanário Tribuna Criciumense, os tópicos de publicações que dão um mergulho no passado e se transformam na Crônica da Cidade de hoje.

DECRETO Nº 256 – Arlindo Junkes, prefeito municipal, no uso de suas atribuições, etc., decreta: Art. 1º São instituídas em todas as escolas primárias, sessões cívicas semanais, a serem realizadas todos os sábados, de conformidade com as instruções baixadas pela secretaria de Educação, Saúde e Assistência Social do município. Isso aí fora recomendação das autoridades militares acantonadas em nossa cidade. Mas, aos sábados, Professor Arlindo!

ESTRADA DE FERRO: NOVO SUPERINTENDENTE – Foi empossado, no Rio de Janeiro, como novo Superintendente da Estrada de Ferro Dona Teresa Cristina, o General Francisco das Chagas Mello Soares que vem substituir o Sr. Rolf Max Becke. O Sr. Rolf Becke foi inteiramente dedicado à solução dos problemas da ferrovia e, durante o seu mandato, apresentou um nítida compreensão dos problemas do Sul catarinense. A Teresa Cristina era interessante: tinha seu diretor empossado no Rio de Janeiro, sua sede em Tubarão, e vivia do transporte de carvão de Criciúma, Siderópolis, Lauro Müller e Urussanga.

JK CASSADO – Logo após ter, a Voz do Brasil, divulgado a cassação do mandato do senador Juscelino Kubitscheck, este distribuiu uma nota aos jornais, nos seguintes termos: “No instante em que a iniquidade se consuma e me obriga ao silêncio, cassando o mandato de senador e retirando-me os direitos políticos, quero pedir aos brasileiros que não se deixem, um só momento, impressionar com as calúnias e as mentiras que os inimigos jurados da democracia certamente hão de atirar sobre mim. Estou pagando o crime de ter lutado indeterminadamente pela independência econômica do meu país; o crime de ter governado isento de ódios; o crime de não ter perseguido quem quer que seja; o crime de ter proporcionado a esta nação cinco anos de paz, de garantias constitucionais, de cuidados administrativos; o crime maior de ter feito nascer, no coração dos brasileiros, a esperança e o sentimento de grandeza. Silenciado pela tirania, restarão documentos irrefutáveis, restará a reparação que a História oferece, dignificando os que forem sacrificados pela má fé, pela incompreensão e pelo ódio. Não aceito o julgamento dos que, agora, me julgam. Só aceito o julgamento do povo, pois nele reconheço o juiz das minhas ações”.

Esse era o presidente Juscelino, agora, senador goiano. Seu maior crime foi aprovar a indicação do seu nome às eleições presidenciais de 1965 que foram suspensas e o presidente passou a ser eleito por colégio eleitoral.
Esta crônica está no meu blog, no Portal 4oito.com.br. E eu retornarei amanhã. Até lá amigos e um abraço do meu tamanho!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 18/05/2020 - 10:50Atualizado em 18/05/2020 - 10:51

Permita que, in primo loco, eu envie meus sinceros cumprimentos ao ex comandante do 28 GAC, Coronel de Artilharia Marcio Cesar Ribas Cerqueira, que conhecemos como Coronel Ribas, o qual, por Portaria do Comandante do Exército Nacional, foi designado para exercer o cargo de Adido de Defesa Naval, do Exército e da Aeronáutica, junto à representação diplomática do Brasil nos Estados Unidos Mexicanos, na cidade do México. Para o Coronel Ribas, os sinceros cumprimentos deste comentarista.

Dito isto, digo-te, também:
quando reclamo que já ultrapassei a casa dos 77 anos, sou acarinhado por terceiros que me asseguram: idoso, sim, mas muito mais sabedoria, muito mais experiência, muito mais capacidade de discernimento. E eu até concordo. Se é verdade que o tempo nos deixa velhos e murchos, também é verdade que o tempo nos acumula com muita experiência e, geralmente, com mais sabedoria.
E isto eu esperava do ministro decano da suprema corte de Justiça da República brasileira.
O respeitável ministro Celso de Mello, o mais antigo do Supremo, poderia ter evitado algumas expressões quando determinou a três ministros do governo, todos ex-militares, para que fossem depor no inquérito que investiga se o presidente Bolsonaro tentou aparelhar, politicamente, a Polícia Federal. No seu despacho, Celso de Mello – é o meu entendimento – foi até grosseiro quando determinou a oitiva de tais ministros, usando a expressão “debaixo de vara”, como quem diz: se não vierem por bem, virão à força, debaixo de vara.
Calma, Dr. Celso: o senhor está falando com três ministros de Estado que, coincidentemente, são generais do Exército embora na reserva. E o senhor sabe, mais do que nós todos juntos, que - para alcançar as estrelas do generalato - há todo um caminho a ser percorrido, sem qualquer favorecimento político -  e em tal patente não cabem incompetentes. Ali, está o coroamento de uma vida de estudos e pesquisas, de comando e de obediência. Em última análise, três defensores da nação brasileira em adjetivos que podemos catalogar no superlativo.
“Debaixo de vara”, senhor ministro Celso Mello?
O senhor escrever uma grosseria desta? Mas logo a generais das nossas gloriosas Forças Armadas?
Afinal de contas, senhor ministro Celso de Mello, sua ordem busca a harmonia entre os poderes ou o senhor é advogado do “quanto pior melhor”?
Sinceramente, os brasileiros não esperávamos uma expressão tão baixa daquele que é o mais antigo ocupante de cadeira da mais alta corte de justiça tupiniquim.

Agora, há o seguinte: com todos esses tropeços e provocações, devemos continuar acreditando nas instituições democráticas, na obediência à Constituição Federal e no regime democrático. Nem que seja “debaixo de vara”.
E que todos comecemos o dia como queremos termina-lo! Bom dia!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 15/05/2020 - 10:17Atualizado em 15/05/2020 - 10:20

Em meio a tanta patifaria, em meio a tantos desmandos, em meio a tanta safadeza – de toda ordem e em todos os sistemas administrativos - o poema de Rui Barbosa, que passo a ler, é de impressionante atualidade. Nosso saudoso governador Antônio Carlos Konder Reis  gostaria de tê-lo ouvido.
Diz assim: 

“Sinto Vergonha de Mim! 
Sinto vergonha de mim, por ter sido educador de parte desse povo, 
por ter batalhado sempre pela justiça, 
por compactuar com a honestidade,  
por primar pela verdade 
e por ver este povo já chamado varonil enveredar pelo caminho da desonra. 

Sinto vergonha de mim,
por ter feito parte de uma era que lutou pela democracia, 
pela liberdade de ser, 
e ter que entregar aos meus filhos, 
simples e abominavelmente, 
a derrota das virtudes pelos vícios, 
a ausência da sensatez no julgamento da verdade,  
a negligência com a família, célula mater da sociedade, 
a demasiada preocupação com o "eu" feliz a qualquer custo, 
buscando a tal "felicidade" em caminhos eivados de desrespeito para com o seu próximo.  

Tenho vergonha de mim, 
pela passividade em ouvir, sem despejar meu verbo 
a tantas desculpas ditadas pelo orgulho e pela vaidade;
a tanta falta de humildade para reconhecer um erro cometido;
a tantos "floreios" para justificar atos criminosos;
a tanta relutância em esquecer a antiga posição de sempre contestar, 
voltar atrás e mudar o futuro.   

Tenho vergonha de mim, 
pois faço parte de um povo que não reconheço, 
enveredando por caminhos que não quero percorrer...
Tenho vergonha da minha impotência, 
da minha falta de garra, 
das minhas desilusões e do meu cansaço.

Não tenho para onde ir, pois amo este meu chão, 
vibro ao ouvir meu hino
e jamais usei a minha bandeira para enxugar o meu suor 
ou enrolar  meu corpo na pecaminosa manifestação de nacionalidade. 
Ao lado da vergonha de mim, 
tenho tanta pena de ti, povo brasileiro!
De tanto ver triunfar as nulidades,
de tanto ver prosperar a desonra, 
de tanto ver crescer a injustiça, 
de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, 
o homem chega a desanimar da virtude, 
a rir-se da honra, 
a ter vergonha de ser honesto!"

E que todos comecemos o dia  como queremos termina-lo! Bom dia!

 

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 15/05/2020 - 06:58

Busquei, na edição que circulou na semana de 13 a 20 de junho de 1964, do nosso saudoso semanário Tribuna Criciumense, os tópicos de publicações que dão um mergulho no passado e se transformam na Crônica da Cidade de hoje.

DECRETO Nº 256 – Arlindo Junkes, prefeito municipal, no uso de suas atribuições, etc., decreta: Art. 1º São instituídas em todas as escolas primárias, sessões cívicas semanais, a serem realizadas todos os sábados, de conformidade com as instruções baixadas pela secretaria de Educação, Saúde e Assistência Social do município. Isso aí fora recomendação das autoridades militares acantonadas em nossa cidade. Mas, aos sábados, Professor Arlindo!

ESTRADA DE FERRO: NOVO SUPERINTENDENTE – Foi empossado, no Rio de Janeiro, como novo Superintendente da Estrada de Ferro Dona Teresa Cristina, o General Francisco das Chagas Mello Soares que vem substituir o Sr. Rolf Max Becke. O Sr. Rolf Becke foi inteiramente dedicado à solução dos problemas da ferrovia e, durante o seu mandato, apresentou um nítida compreensão dos problemas do Sul catarinense. A Teresa Cristina era interessante: tinha seu diretor empossado no Rio de Janeiro, sua sede em Tubarão, e vivia do transporte de carvão de Criciúma, Siderópolis, Lauro Müller e Urussanga.

JK CASSADO – Logo após ter, a Voz do Brasil, divulgado a cassação do mandato do senador Juscelino Kubitscheck, este distribuiu uma nota aos jornais, nos seguintes termos: “No instante em que a iniquidade se consuma e me obriga ao silêncio, cassando o mandato de senador e retirando-me os direitos políticos, quero pedir aos brasileiros que não se deixem, um só momento, impressionar com as calúnias e as mentiras que os inimigos jurados da democracia certamente hão de atirar sobre mim. Estou pagando o crime de ter lutado indeterminadamente pela independência econômica do meu país; o crime de ter governado isento de ódios; o crime de não ter perseguido quem quer que seja; o crime de ter proporcionado a esta nação cinco anos de paz, de garantias constitucionais, de cuidados administrativos; o crime maior de ter feito nascer, no coração dos brasileiros, a esperança e o sentimento de grandeza. Silenciado pela tirania, restarão documentos irrefutáveis, restará a reparação que a História oferece, dignificando os que forem sacrificados pela má fé, pela incompreensão e pelo ódio. Não aceito o julgamento dos que, agora, me julgam. Só aceito o julgamento do povo, pois nele reconheço o juiz das minhas ações”.

Esse era o presidente Juscelino, agora, senador goiano. Seu maior crime foi aprovar a indicação do seu nome às eleições presidenciais de 1965 que foram suspensas e o presidente passou a ser eleito por colégio eleitoral.

E eu retornarei segunda-feira. Até lá amigos e um abraço do meu tamanho!
 

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 14/05/2020 - 10:24Atualizado em 14/05/2020 - 10:27

Ontem precisei ir a duas agências bancárias, aqui em Balneário Camboriú, para saldar compromissos que não vêm ao caso. 
Eram umas 18 horas. Chovia.
Essas agências, para quem conhece esta cidade, estão localizadas na avenida do Estado.
O trânsito intenso, como ocorria antes da praga do Covid-19: as ruas atulhadas de veículos e os transeuntes às centenas. Poucas pessoas sem a máscara ao rosto.

Um fato me chamou a atenção: pedintes às portas dos bancos.
Foi lugar comum, antes da pandemia, vendedores ambulantes disputando espaço à frente de tais estabelecimentos, vendendo de sorvete a pamonha, passando por apostas lotéricas, guloseimas e panos de prato. Isso era normal em qualquer cidade de população igual ou superior a 100 mil habitantes.
Mas, aqui, nunca se viu alguém pedindo esmola. Os esmoleres haviam desaparecido do cotidiano, haja vista que, o desempregado, estava ali vendendo um dos produtos a que me referi, na condição de ambulante.

Agora não!

Esses vendedores ambulantes desapareceram ou, talvez, já não tenham como manter aquela função porque não possuem dinheiro para adquirir tais produtos.
É possível que aqueles ambulantes tenham migrado para a triste situação de esmoler, sem perder o espaço que ocupavam antes do Corona.

E eles estão chegando: uns em plano solo, outros, acompanhados da mulher – sei lá se são casados! – uns terceiros com mulher e filhos e ela com filho ao colo.
Em duas agências bancárias, ontem, por volta das 18h, aqui em Balneário Camboriú, e não deve ser diferente o quadro em Florianópolis, em, Blumenau, em Joinville, em Chapecó, ali em Itajaí e na nossa Criciúma: a recepção está sendo feita por pedintes, de ambos os lados da porta de entrada; não há como não vê-los, nem de ignorar a sua presença. E, pior, nenhum deles usando máscara ao rosto.

A quebradeira temida e cantada em prosa e verso está produzindo os seus efeitos. O desemprego graça. O universo dos desempregados cresce em proporção geométrica, dia a dia. Certamente eles procuram alguma função que lhes remunere. Tais funções até existem, mas não há quem os empregue.

Todos somos obrigados a nos alimentar: pobres, ricos, remediados e miseráveis temos um corpo que reclama alimento. 
Alimento custa dinheiro. 
Dinheiro se busca com trabalho. 
Trabalho não há. 
E o dinheiro passou a ser inacessível. 

Resta o quê, a um ser humano faminto?
Ninguém queremos conviver com esse quadro e a presença de um esmoler nos causa desconforto, sempre, em qualquer situação. 
Mas, resta o quê para esses desgraçados que não tem onde cair mortos? Pedir! Implorar. Chamar por Deus e por tudo o que há de mais sagrado: a fome derruba os conceitos, preconceitos e preceitos.  Tudo falece quando a razão diz que está com fome e pede alimento. 
E é apenas isso que eles pedem à porta das agências a que me reportei: comida.

Senhores, a coisa está ficando séria. Não estamos longe de concordar com a máxima que determina: agora é assim: salve-se quem puder!
E que todos comecemos o dia como queremos termina-lo! Bom dia!

 

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 14/05/2020 - 06:59Atualizado em 14/05/2020 - 10:29

Dou sequência buscando, na edição que circulou na semana de 6 a 13 de junho de 1964, do nosso saudoso semanário Tribuna Criciumense, os tópicos de publicações que dão um mergulho no passado e se transformam na Crônica da Cidade de hoje.

Ainda na capa da edição em epígrafe lemos: RENUNCIOU O PREFEITO DE SIDERÓPOLIS – Constitui-se numa surpresa geral, a renúncia do prefeito municipal de Siderópolis, Manoel Minelvina Garcia, no dia 3 de junho. Conforme a carta que aquela autoridade encaminhou à Câmara de Vereadores, sua atitude foi determinada por motivos de ordem estritamente particulares, problemas de sua saúde e de sua família, acrescidos da necessidade de dedicação mais diretamente à sua vida funcional nos quadros da Companhia Siderúrgica Nacional.  O término do mandato do Senhor Minelvina Garcia estava previsto para o mês de outubro. O novo prefeito de Siderópolis é o Senhor Valmor Freccia. Episódios assemelhados ocorriam em muitos municípios deste Brasilzão. Todos por motivos de ordem “estritamente pessoal” – entenda-se recomendação policial-militar: se fosse do PTB, então, as portas escancaravam-se.

NOTA OFICIAL DO COMANDO DO 5º DISTRITO NAVAL – Tendo em vista as explorações que vem sendo feitas em torno de uma reportagem constante do Correio do Povo, fruto de uma conversa do Comandante do 5º Distrito Naval com um repórter daquele Jornal, este Comando declara que as relações com o governo de Santa Catarina tem sido cordiais, como devem ser as relações entre autoridades investidas em funções públicas. Isto não implica, entretanto, em ações de endosso a ações e omissões por parte do governo ou de elementos a ele ligados. O Contra Almirante Murilo Vasco do Valle Silva, Comandante do temido 5º Distrito Naval, assina esta nota que tem vários outros parágrafos. Dá para ler nas entrelinhas que ele segredara, ao repórter, que Celso Ramos, o governador catarinense, estava por um fio, com cassação iminente. Bem que os militares quiseram o seu afastamento. E o Contra Almirante fez esta confidência a um repórter. E deu no que deu: teve que desmentir e isso ajudou na permanência de Celso Ramos governando Santa Catarina.

Esta crônica está no meu blog, no Portal 4oito.com.br. E eu retornarei amanhã. Até lá amigos e um abraço do meu tamanho!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 13/05/2020 - 18:45Atualizado em 14/05/2020 - 10:21

Hoje vou falar de futebol. 

Pretendo falar do Criciúma Esporte Clube, o nosso “Tigre” velho de guerra, que tantas paixões nos têm provocado. Hoje é o dia dele!

Era igual a tantos até que - incrível! - conquistou um campeonato nacional: a Copa Brasil, do ano de 1991. Aí, pensou que era o “tal” e, num processo decadente, foi disputar a terceira divisão do futebol nacional, em 2000 e parece que gostou, pois retornou à série C 20 anos depois.

Tudo começou em 1924, naquele 18 de maio, quando os rapazes da época, Abílio Paulo, Heriberto Hülse, Hercílio Amante, Aníbal Milioli, Hércules Guimarães, Francisco Meller, Adelpho Garbelotto, Basílio Romancini, Julio Gaidzinski, Elias Angeloni, Otávio Minatto, Adolpho Colle e tantos outros, num total de 54 homens, fundavam, numa sala da Cooperativa Vitória, o Mampituba Futebol Clube. 

A rigor, foi o nosso primeiro clube de futebol. Esse clube, num futuro não muito distante, seria transformado na Sociedade Recreativa Mampituba, conhecida de todos nós. Dali pra frente seriam muitos os clubes de futebol distribuídos no território criciumense.

23 anos depois, a 13 de maio de 1947, um grupo de jovens da cidade, entendeu de fundar um clube de futebol. Foram eles: Antenor Longo, Anísio Cardoso, Carlos Augusto Borba, Clemente Hertel, Eddie Barreiros Mello, Hamilton Prates, Hercílio Guimarães, Homero Vergilio Borba, Jacob Della Giustina, João Antunes, João Batista Brígido, José Carlos Medeiros, Jurê João Borba, Lédio Búrigo, Nelson João Garcia, Nicolau Destri Napoleão, Pedro Canarin, Rui Passavante Rovaris, Salestino Ramos, Sinval Rosário Boherer e Zélia Guimarães Machado. Nascia o Comerciário Esporte Clube que, em 1978, sob a liderança do empresário Antenor Angeloni, trocava as cores azul e branco pelo amarelo, preto e branco e se transformava nesse clube que tantas glórias deu ao nosso povo.

A tradição futebolística, que nasceu com o Mampituba, temperada com os grandes Ouro Preto Futebol Clube, São Paulo Futebol Clube, Esporte Clube Metropol, Atlético Operário Futebol Clube, Esporte Clube Próspera e Comerciário Esporte Clube, representada hoje na garra desse grande Criciúma Esporte Clube, haverá de ser honrada com o nosso “Tigre” resgatando o respeito de que sempre foi merecedor.

Evidentemente que estou lembrado que hoje se comemora a abolição da escravatura. Mas este pedaço eu gostaria que não fizesse parte da nossa história. É vergonhoso mencionar que o nosso país cultivou e foi um dos últimos a abolir essa selvageria.

Fico com o Comerciário Esporte Clube, quer dizer, com o Criciúma Esporte Clube, o clube aniversariante.

 

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 13/05/2020 - 13:29Atualizado em 14/05/2020 - 10:29

Busquei, na edição que circulou na semana de 6 a 13 de junho de 1964, do nosso saudoso semanário Tribuna Criciumense, os tópicos de publicações que dão um mergulho no passado e se transformam na Crônica da Cidade de hoje.

SESI EM EXPANSÃO – Continuando suas tarefas e suas finalidades de servir à classe mineira, o Sesi tem instalado postos de abastecimento junto às companhias, favorecendo, assim, seus beneficiários na aquisição de gêneros de primeira necessidade. Criciúma e arredores já contam com diversos desses postos e, agora, atendendo à solicitação dos moradores da Vila Boa Vista e graças ao trabalho e boa vontade dos diretores da mineradora que lhe empresta o nome e, muito em particular, do gerente do Sesi, senhor Moacir Barbieri, aquele povoado também terá o seu posto de abastecimento. O Sesi mantinha uma linha de armazéns que atendia à classe trabalhadora da indústria, de um modo geral. E esses armazéns praticavam, sempre, preços inferiores àqueles da praça sendo, por causa disso, muito procurados pelos operários. Daí merecer notícia de capa a informação de que Barbieri estava inaugurando um novo armazém do Sesi, na Boa Vista.

RESOLUÇÃO Nº 3/64 – A Câmara Municipal de Criciúma, no uso de suas atribuições, etc., e na forma do que estatui o Ato Institucional e seu decreto de regulamentação, objetivando o fiel cumprimento da Lei de Segurança Nacional, resolve: Art. 1º Ficam cassados os mandatos legislativos dos vereadores Abílio dos Santos e José Martinho Luiz, eleitos na legenda do Partido Trabalhista Brasileiro, para a legislatura de fevereiro de 1963 a fevereiro de 1967. Parágrafo único. Para substituir os vereadores mencionados no presente artigo, serão convocados seus respectivos suplentes, na forma da lei. Art. 2º A culpabilidade dos vereadores referidos no artigo anterior está consubstanciada em documentos fornecidos pelas Forças Armadas, através de Inquérito Policial Militar por elas procedido, constando, ditos documentos, desta resolução. Assinado: Antônio Guglielmi Sobrinho, presidente; Pedro Guidi, Aryovaldo Machado, Fidelis Barato, Tibélio Milaneze, Edgard Cândido da Rosa, Wilmar Peixoto, Fidelis Back e Lafaiete Borba. Aqui erraram em tudo: primeiro, seria um decreto legislativo e não uma resolução; 2º teria que receber apenas as assinaturas do presidente e do secretário; 3º esse inquérito policial militar não produziu documentos capazes de embasar um processo de cassação de mandato; 4º o medo imperava no seio da nossa edilidade.

Eu retornarei amanhã. Até lá amigos e um abraço do meu tamanho!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 12/05/2020 - 10:11Atualizado em 12/05/2020 - 10:16

Ontem recebi um telefonema de uma mãe, angustiada, pedindo ajuda para o seu filhote que, assistindo aulas, em casa, via internet, queria saber por quê este ano é bissexto, o que isso quer dizer?

Ano bissexto: fevereiro com 29 dias.
Por quê?

Eu também, ao tempo da escola de ensino fundamental, ali no meu condado, perguntava por que esse tal de ano bissexto, inclusive porque o nosso colega de turma, o saudoso Dilney Torres, fazia aniversário dia 29 de fevereiro, festejando a data natalícia apenas de quatro em quatro anos. A curiosidade matava.

Certamente há outras pessoas que, com a mesma curiosidade, se perguntam: qual a razão de haver um fevereiro de 29 dias, como ocorreu no fevereiro deste ano?

Então, vamos lá:

São diversos os anos bissextos. De quatro em quatro ano, temos um deles. Foi 2016, é 2020, será 2024, e assim, sucessivamente. 
Foram e serão bissextos os anos múltiplos de 4 e não múltiplos de 100: 2004, 2008, 2012, 2016, 2020, 2024.

Como vemos, 2020 é múltiplo de 4, não é múltiplo de 100 e, ipso facto, se transforma em ano bissexto.
Por que um ano é bissexto?

A razão da existência do ano bissexto é para se corrigir a discrepância entre o ano-calendário convencional e o tempo de translação da Terra em volta do Sol - o ano solar. 

A Terra demora aproximadamente 365,25 dias solares (1 ano trópico) para dar uma volta completa ao redor do Sol, enquanto o ano-calendário comum (por convenção) tem 365 dias solares. Portanto, sobram aproximadamente seis horas (0,25 dia) a cada ano solar. 

Essas seis horas excedentes ficam como que guardadas, estocadas e, a cada quatro anos, somadas, adicionadas ao calendário na forma de um dia (4 x 6h = 1 dia). Este dia extra é incluído no mês de fevereiro, que terá - então - 29 dias.

Finalmente um comentário sem a praga do século: o coronavirus!

E que todos comecemos o dia como queremos termina-lo! Bom dia!

 

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 12/05/2020 - 06:59

Busquei, na edição que circulou na semana de 30 de maio a 6 de junho de 1964, do nosso saudoso semanário Tribuna Criciumense, os tópicos de publicações que dão um mergulho no passado e se transformam na Crônica da Cidade de hoje.

BR 59 – A BR-59 poderá ter suas obras reiniciadas e ser concluída em breve graças aos esforços que vem desenvolvendo, na Câmara Federal, a bancada catarinense. No dia 20, da semana que passou, o deputado Diomício Freitas fez um apelo ao ministro Juarez Távora para que aquela autoridade não deixe a construção da BR-59 sofrer solução de continuidade, evitando grandes prejuízos ao erário público. Mas, em que pese o esforço do deputado Diomício Freitas e da própria bancada catarinense, a BR só seria inaugurada em 1970, já com a atual nomenclatura: BR-101.

ALMIRANTE VAI VENDER A MUSICOTECA – Não há quem não conheça Henrique Foréis, o Almirante, consagrado compositor da música popular brasileira. Pois o Almirante, agora, vai vender, ao governo da Guanabara, por 35 milhões de cruzeiros, o seu arquivo musical iniciado em 1930, único no gênero na América do Sul. O acervo musical compilado pelo artista, compreende 50 mil partituras catalogadas e outras 80 das quais ainda não possui fichas, três mil discos – alguns raríssimos -, biblioteca sobre a música popular brasileira, assim como informações sobre artistas do passado. A única exigência de Almirante, ao aceitar a oferta do governo, foi de que, enquanto for vivo, ele próprio cuide da musicoteca.

INTERNACIONAL PAGA DEZ MILHÕES POR IDEZIO – Os dirigentes do clube gaúcho voltaram a insistir junto ao alto comando do tricampeão, tentando, mais uma vez, a aquisição do comandante Idézio. O Internacional chegou a oferecer a soma de dez milhões de cruzeiros pelo avante e, partindo do patrono Dite Freitas, a resposta foi negativa, recusando, o Metropol, o bom dinheiro ofertado pelo clube rubro dos pampas. Idézio não vai para os Eucaliptos. Idézio foi adquirido pelo Metropol, junto ao Marcilio Dias de Itajaí. E se consagrou no clube alviverde da Metropolitana passando a ser cobiçado por grandes agremiações do futebol nacional. Dite Freitas, todavia, teimava em não ceder às pressões e o artilheiro Idézio permaneceu no Euvaldo Lodi. E já que falamos do Metropol, nessa edição há mais uma nota a seu respeito: BÓRIS NO METROPOL – O tricampeão catarinense de futebol estuda a contratação do ponteiro Bóris, do E. C. Guatá. O assunto estará resolvido na próxima semana. Mas do Guatá?

E eu retornarei amanhã. Até lá amigos e um abraço do meu tamanho!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 11/05/2020 - 10:39Atualizado em 11/05/2020 - 10:43

Durante os primeiros dias de fevereiro uma pálida notícia dava conta de que um vírus estava matando no interior da China. E nós dissemos: e daí?
E daí que, alguns dias passados, a notícia tomou outro tom: esse vírus que está matando na China poderá ser exportado para outras partes do mundo. E nós dissemos: isto é lá para os asiáticos.

Antes de terminar o mês, a Itália botava a boca no trombone para reclamar o número crescente de pessoas que morria, diariamente. E nós dissemos: isso é lá com os italianos; há um oceano de 10 mil quilômetros a nos separar.

E o mês chegava ao fim com a notícia de que, no Brasil, em São Paulo, aquele vírus mal vindo, fazia a primeira vítima brasileira. E nós dissemos: Opa, a coisa está ficando danada!

E a mídia dava a enfadonha notícia: essa praga vai matar muita gente e estará em nosso meio até o mês de abril, com certeza. E nós duvidamos.

E o ministro da Saúde nos mandou ficar em casa, mandamento este repicado pelo nosso governador e pelo nosso prefeito: e, já no dia seguinte, as vias públicas esvaziaram. O medo generalizou e começamos a ver, muito amiúde, pessoas transitando usando uma máscara. Mas poucos dávamos fé de que aquela pandemia pudesse durar até meados de abril.

E o que será do comércio?
E o que será da indústria?
E o que será do taxista? E do restaurante? E da Livraria? E do barbeiro? E do feirante? E da padaria? E da escola? E de tudo?

Pois o comércio fechou, a indústria parou, o taxista foi pra casa, o restaurante fechou e tudo parou. E daí concluímos: se tudo parou, o empregado será despedido. E o empregado foi despedido, pois não havia trabalho para o empregado trabalhar. 

E os brasileiros começamos a nos acostumar com a paralisia geral e a nos perguntar: e agora? Como retomar as atividades? Há casos e casos de comerciantes que já fecharam seus negócios, de indústrias que estão parando, de inadimplências se sucedendo.

E aí voltamos a ouvir: terminará ao final de abril, os ônibus voltarão a rodar, as escolas a receber seus alunos, os restaurantes alimentando seus comensais costumeiros, a turma se reunindo na praça, enfim, ao final de abril tudo voltará à normalidade. Até os governantes nos emprenhavam os ouvidos com a fixação de datas para o retorno às atividades. 

E o governante foi se autodesmentido e adiando a abertura - Deus sabe pra quando - abril foi embora, já estamos entrando na segunda dezena de maio e as perspectivas continuam sombrias.

A desinformação foi o ponto alto dessa quarentena que deixou de ser quarentena e se transforma em semestrena e ninguém sabe quando vai parar. 

O desencontro de ordens e informações até se justifica: por mais que qualquer país quisesse resolver o problema a verdade é que nenhum deles, nem ninguém, estava – ou está – preparado para enfrentar uma pandemia desse tamanho.

A contabilidade do estrago é tão imensurável que somente o tempo dirá qual terá sido o tamanho do prejuízo.

E a infodemia que atormenta a cada um de nós, diuturnamente, eivada de informações de médicos e médicos, de cientistas e cientistas, de políticos e políticos, de curiosos e curiosos parece que já está mais robusta do que a própria pandemia causadora desse caos, não imaginável até o fechamento do ano da graça de 2019.

Dio Madonna, se pelo menos soubéssemos até quando!
E que todos comecemos o dia como queremos termina-lo! Bom dia!

 

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 11/05/2020 - 07:03

Busquei, na edição que circulou na semana de 22 a 30 de maio de 1964, do nosso saudoso semanário Tribuna Criciumense, os tópicos de publicações que dão um mergulho no passado e se transformam na Crônica da Cidade de hoje. E vou direto à página de esportes, de responsabilidade do nosso saudoso colega de trabalho Milioli Neto. E ele escreveu: OSVALDO ROLLA – O Diretor de Futebol do Comerciário, Osvaldo Souza, que esteve na quinta-feira passada em Porto Alegre, com o objetivo de contratar um treinador, regressou depois de deixar entabulada séria conversa com Foguinho que, recentemente, deixou o Cruzeiro da capital gaúcha. O antigo treinador, no Grêmio, ficou de aparecer em Criciúma e é esperado hoje, pela direção do ‘mais querido’. Se Foguinho não chegar hoje não virá mais, foi o que nos adiantou o Diretor. Nesse caso Ipojucan é o nome que poderá ser contratado.

Na edição seguinte, que circulou na semana de 30 de maio a 6 de junho de 1964, Tribuna Criciumense publicou na capa: DESBARATADA QUADRILHA DE LADRÕES DE AUTOMÓVEIS – Está em vias de ser solucionado, pela polícia criciumense, o problema dos furtos de automóveis, uma vez que as autoridades policiais, em diligência realizada quarta-feira à noite, conseguiram deter vários suspeitos e, em investigações posteriores, provavelmente conseguirão desbaratar essa verdadeira gang que age em nossa região. A diligência, que esteve sob o comando do delegado regional, Dr. Helvidio de Castro Velloso Filho e o Comissário Vilmor, contou com a participação do sargento Quintino, dos soldados Moacir, Laércio, Lauro, Joãozinho, da Polícia Militar, e do Cabo Cleomar, e soldados Maurício, Arnaldo e Damiani, do Exército e visitou as cidades de Araranguá e Meleiro. E a reportagem dá conta de que três funcionários públicos estaduais estariam envolvidos no roubo de mais de trinta automóveis. Em Araranguá foram detidas três pessoas.

JUSCELINO CASSADO – O senador Juscelino Kubitschek, a propósito de notícias afirmando sua disposição de retirar sua candidatura à presidência da República, prestou, à imprensa, a seguinte declaração: “Só deixarei de ser candidato pela morte ou pela violência prepotente. Nada tenho a retirar porque a candidatura não me pertence. Representa, ela, neste momento, a própria sobrevivência da democracia. Não me estão visando, mas apenas ao candidato. Confio em que toda esta onda de notícias não passe de guerra de nervos. Mas estou sereno e tranquilo para enfrentar o que for”. O ministro da Guerra, General Costa e Silva, ao desembarcar no aeroporto Santos Dumont, de regresso de São Paulo, declarou: “O Senhor Juscelino faz lembrar o discurso de João Goulart, do dia 30 de março último, como um desabafo em desespero de causa”.

E eu retornarei amanhã! Até lá amigos e um abraço do meu tamanho!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 08/05/2020 - 10:37Atualizado em 08/05/2020 - 10:41

Ontem, dissecando o episódio de depoimento à Polícia Federal, do ex-ministro da Justiça Sérgio Moro, falei da fábula de Isopo que tem como desfecho: a montanha pariu um rato. E eu prometia adentrar num outro episódio que fez e está fazendo a ordem do dia dos acontecimentos políticos de Santa Catarina.

Não vou mais citar o triste episódio daquela compra macabra de respiradores artificiais pelos quais o Estado pagou 33 milhões de reais, antecipadamente, a uma empresa desconhecida, de endereço muito suspeito, e que – até ontem – ainda não havia entregue a mercadoria adquirida.

No bate-boca envolvendo as três personagens principais, os secretários da Saúde, da Casa Civil e a servidora chefe do setor específico na secretaria da Saúde, ficou patente o amadorismo de seus operadores em uma ação eivada de crassos erros. Chefiar um governo não é tarefa para amadorista e isto ficou bem patente no episódio em tela. Parto do pressuposto de que a boa-fé tenha animados o secretários e a servidora. Imagino que a figura da propina passou à distância.

Cesar Augusto, o imperador romano, 62 anos antes de Cristo, ao condenar a sua própria mulher, foi categórico: à mulher de Cesar, não basta ser honesta, precisa parecer honesta.

E isto ficou faltando nas mútuas acusações envolvendo os personagens em epígrafe.

Mostra a falta de comando, a falta de uma pessoa que fale com altivez, com conhecimento e que diga: no meu governo qualquer secretário e/ou servidor não basta ser honesto, precisa mostrar, aparentar que é honesto.

E sou obrigado a retornar à campanha eleitoral de outubro de 2018, quando um desconhecido coronel da reserva, do Corpo de Bombeiros, emprestou seu nome para o ‘sacrifício’ de completar uma chapa de um inexpressivo partido político e disputar a chefia do governo do Estado barriga-verde. Evidentemente que aproveitava o embalo da gigantesca onda da renovação advogada por Jair Bolsonaro, na qual foi eleito. Qualquer um o seria.

Um de seus adversários – que, com ele, disputou o segundo turno, Gelson Merisio - num dos derradeiros programas de televisão, foi enfático em lembrar um provável risco e falou mais ou menos assim: Imaginemos que estamos voando numa grande aeronave e que, de repente, somos informados que o comandante do avião é um curioso que não conhece a tecnologia da aviação. Na primeira tempestade, o avião cairá – com certeza. E sua tripulação e passageiros morrerão.

Merisio quis dizer que política é para políticos e que seria um risco grande apostar no coronel da reserva do Corpo de Bombeiros. Santa Catarina, imediatamente, sentiria a falta da experiência própria dos que fazem política diuturnamente.

Pelo andar da carruagem, Merisio estava com a razão. Os catarinenses apostamos errado. O piloto desconhece as variações das condições climáticas e suas turbulências e falece de conhecimento ao uso da alavanca que desliza para frente e para trás, usada para controlar e comandar uma aeronave, especialmente em manobras de descida e subida, o manche.

Acho até que fora apenas uma figura de linguagem, do Merisio: nem ele imaginou que seria tão assim...
Piloto que desconhece a utilidade do manche é suicida e assassino: mata a si próprio e aos seus passageiros.

A passagem de Moisés pela chefia do Poder Executivo catarinense é pífia, não sabendo encarnar a primeira das virtudes de um bom político: a humildade. Se não sabe, pergunta. Se não há, ao redor, a quem perguntar, busque esse alguém no universo que governa.
Mas isso é predicado dos grandes!

Arrisco a afirmar que, Carlos Moisés, quando descobrir que sentou-se à cadeira de Lauro Severiano Müller, quando a ficha cair e ele se der conta de que já foi nosso governador, tomará um susto.

E que todos comecemos o dia como queremos termina-lo! Bom dia!

 

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