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CORONAVÍRUS - Saiba mais aqui
* as opiniões expressas neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do 4oito
Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 07/05/2020 - 11:07Atualizado em 07/05/2020 - 11:58

In primo loco, um beijo na Clara, minha segunda bisneta, nascida na madrugada passada, filha da Mari e do Felipe. Sê bem vinda a este vale de lágrimas, menina bonita do biso!

E a montanha pariu um camundongo raquítico!

Para os que queríamos emoções fortes, as temos de sobra – nos últimos dias.

Comecemos pelo episódio da exoneração de Sérgio Moro, do ministério da Justiça e Segurança Pública. Chamou a imprensa, deixou o Brasil na expectativa e sugeriu que o presidente lhe exigira a substituição do diretor geral da Polícia Federal deixando, nas entre linhas, a impressão de que Bolsonaro queria conhecer os meandros das investigações da poderosa PF, para o seu próprio interesse, ou interesse da família. O caso foi pro Supremo que, por mandamento de seu decano, chamou Sérgio Moro a depor à própria Polícia Federal para esmiuçar o que afirmara aos jornalistas alguns dias atrás.

Moro foi à sede da Polícia Federal, em Curitiba, mesmo local que o notabilizou em nível mundial, ao proferir as sentenças condenatórias de políticos e empresários nunca dantes imaginados em corrupção e ladrões do nosso dinheiro. Condenou e mandou o poderoso ex-presidente Lula para o xadrez. Agora estava ali, na mesma sala onde ouvia as oitivas de muitos réus, para prestar os seus esclarecimentos, o seu depoimento.

E o Brasil, escutando as emissoras de rádio, sintonizado nos canais de televisão, à espera do depoimento do ex-ministro.

E ele falou. Mais de oito horas. E terminou como na fábula de Isopo que, numa de suas criações, simulou a gravidez de uma montanha de onde se esperava um filho proporcional ao seu tamanho, mas, na hora que a montanha dava à luz, no meio de gemidos medonhos, e expectativa geral, ela pariu um rato.

A expectativa foi frustrada. Imaginava-se uma avalanche de denúncias acompanhadas das respectivas provas e o que se viu foram declarações que precisaram ser interpretadas por terceiros, eivadas de evasivas. Em outras palavras: a montanha pariu um ridículo camundongo.

E, entre uma audiência e outra na Suprema Corte, entre dois ou três discursos nas duas casas do Congresso, entre uma e outra edições do Diário Oficial da União, entre a língua solta do presidente contra jornalistas de conhecido canal de televisão, imagens de cemitérios sepultando gente por atacado e a pandemia do coronavirus, carregada de infodemia, Santa Catarina entra na pauta como o segundo episódio das grandes emoções dos últimos dias. 

Este, todavia, será dissecado na edição de amanhã.

Fiquemos com a montanha que pariu um minúsculo e raquítico camundongo.

E que todos comecemos o dia como queremos termina-lo! Bom dia!

 

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 07/05/2020 - 07:16

Busquei, na edição que circulou na semana de 23 a 30 de maio de 1964, do nosso saudoso semanário Tribuna Criciumense, os tópicos de publicações que dão um mergulho no passado e se transformam na Crônica da Cidade de hoje.

SUPERINTENDENTE DO BNDE NA REGIÃO CARBONÍFERA – O Dr. Sebastião Neto Campos, presidente do Sindicato dos Mineradores, dirigiu, ao Dr. Genivaldo dos Santos, superintendente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico, convite oficial para conhecer a zona carbonífera de Santa Catarina. Idêntico convite também foi formulado pelos cinco presidentes dos cinco sindicatos de mineiros bem como pelo presidente da Sotelca.

FORQUILHINHA: ILUMINAÇÃO A MERCÚRIO – A Avenida 25 de Julho e a Rua João José Back vão mesmo receber iluminação a mercúrio, prometida pelo prefeito Arlindo Junkes. Informações obtidas pelo senhor Intendente nos dão conta de que já se acha em seu poder parte do material para aquele fim e que, até o dia 25 de julho, todo o trabalho estará realizado e a obra pronta para ser inaugurada.

VIAGEM DE AVIÃO É LUXO – Desde o último sábado as passagens aéreas, domésticas, estão com um novo valor. O aumento das tarifas foi de 50% para todo o território nacional. Assim, a passagem de ida-e-volta, de Criciúma a Florianópolis, está custando Cr$ 9.920,00.  Criciúma a Porto Alegre, Cr$ 18.470,00. Criciúma a São Paulo, Cr$ 43.910,00. Decididamente, viajar de avião tornou-se um luxo que só poucos poder ao usufruir.

MOSTEIRO SERÁ CONSTRUÍDO EM FORQUILHINHA – A Ordem das Irmãs Clarissas fará construir um mosteiro no distrito de Forquilhinha, único no estado de Santa Catarina. O local foi escolhido pelo bispo diocesano. O terreno já foi escolhido e visitado por um engenheiro, do Rio de Janeiro, sendo que, em breve, será iniciada a construção. Deve-se lembrar que a Ordem das Clarissas leva uma vida de completa reclusão e só possui conventos em São Paulo, Porto Alegre, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.

COMERCIAL DA EDIÇÃO – Adquira sua lambreta, em ótimas condições de pagamento, na Santa Fé Comércio e Indústria revendedor autorizado para esta praça. Rua João Pessoa, 22, Galeria Benjamin Bristot.

CINEMA – HOJE E AMANHÃ NOS CINES ROVARIS E MILANEZ – O GRANDE MOTIM – A maior e mais fascinante

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 06/05/2020 - 11:13Atualizado em 06/05/2020 - 11:16

Faz poucos dias e falei da facilidade de corromper um processo licitatório em tempo de regime de emergência. Falei do processo que poderá apear do governo o comandante Moises, o caso dos 33 milhões. Cheguei a dizer que ainda não conhecíamos nada nos âmbitos da União e do Município.

Pois foi só falar e a encrenca emergiu. Na prefeitura - do “prefeito que dá jeito” - andaram apressando processos de contratação, mas disso me ocuparei oportunamente.

Meu caro Dênis:

Começou como um surto, passou para epidemia e alcançou o patamar de pandemia e deixou, no rastro, outras nomenclaturas que despertaram e despertam nossa curiosidade.

Tenho ouvido os médicos Renato Matos e Avani Nunes falarem, diariamente, sobre o Covid-19, e citarem tais designações: eles, volta e meia, se reportam a surto, epidemia, endemia, pandemia e, agora, aparece a Infodemia e embaralha, ainda mais, o nosso conhecimento, quase elementar, sobre essa matéria.

Imagino que a minha dificuldade em conhecer cada uma dessas situações seja igual ou superior à do meu prezado ouvinte, e – como o que abunda não prejudica – fui buscar suas explicações, no Dr. Google, e as trago para a grande legião de ouvintes que nos dá o privilégio da audiência.

Vejamos:

Surto – Lembremos a nossa infância: volta e meia aparecia um “andaço de piolho” ou “de sarna” que chegava a suspender as aulas por dois, três dias, para que o problema desaparecesse. Esse andaço era o Surto, que acontece quando há um aumento inesperado do número de casos de determinada doença em uma região específica, num bairro específico. Em algumas cidades, a dengue, por exemplo, é tratada como um surto e não como uma epidemia, pois acontece somente ali. Esse surto aí, dos piolhos, é chamado de Pediculose e, o da sarna, de Escabiose.

Agora, se esse surto passar a ocorrer em vários bairros atingindo praticamente todo o território municipal, ele tomará o nome de Epidemia. Seria uma epidemia municipal. Se atingir vários municípios, será uma epidemia estadual, ou poderá se transformar numa Epidemia.

A epidemia em nível municipal é aquela que ocorre quando diversos bairros apresentam certa doença; em nível estadual ocorre quando diversas cidades registram casos iguais; e em nível nacional, quando a doença ocorre em diferentes regiões do país. 

A endemia não está relacionada a uma questão quantitativa. É uma doença que se manifesta com frequência e somente em determinada região, de causa local. A Febre Amarela, por exemplo, é considerada uma doença endêmica da região norte do Brasil.

Praticamente ausente aqui na Região Sul.

A pandemia, em uma escala de gravidade, é o pior dos cenários. Ela acontece quando uma epidemia se estende em níveis mundiais, ou seja, se espalha por diversas regiões do Planeta Terra. Em 2009, a gripe A (ou gripe suína) passou de uma epidemia para uma pandemia quando a Organização Mundial da Saúde começou a registrar casos nos seis continentes do mundo. E, em 11 de março de 2020, o COVID-19 também passou de epidemia para uma pandemia, que é esta praga que está mandando todo mundo ficar em casa.

E agora, se já não bastassem essas... demais em abundância, aparece a Infodemia.

O que é a infodemia? 

Com os surtos, epidemias, endemias e pandemias, sofremos uma chuva de informações: notícias falsas e verdadeiras se misturam e surgem a cada minuto, causando profunda desinformação e uma sensação de pânico terrível. É difícil entender quais medos são racionais e o que é pânico. A sensação que vivemos é cunhada como “infodemia“: a quantidade absurda de informações na mídia que nos deixa terrivelmente aflitos e o pânico desmesurado se instala na população.

Era isso!

E que todos comecemos o dia como queremos termina-lo! Bom dia!

 

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 06/05/2020 - 06:55

Busquei, na edição que circulou na semana de 9 a 16 de maio de 1964, do nosso saudoso semanário Tribuna Criciumense, os tópicos de publicações que dão um mergulho no passado e se transformam na Crônica da Cidade de hoje.

DELEGACIA DA SUNAB EM CRICIÚMA – Reunidos em nossa cidade, na semana que passou, Sindicatos Operários, órgãos de classe, entidades civis decidiram dar apoio ao governo na solução do problema do congelamento de preços. Na ocasião as entidades autorizaram os senhores Raul Clemente Pereira e José Antônio Gonçalves, respectivamente, presidentes do Sindicato dos Metalúrgicos e da Construção e Mobiliário de Criciúma, a representa-los, em Florianópolis, onde entrariam em contato com as autoridades da Sunab objetivando a instalação, em nossa cidade, de uma delegacia do referido órgão. A Sunab era a sigla da Superintendência Nacional do Abastecimento que monitorava os preços dos gêneros alimentícios em todo o país.

MINEIROS DISCUTEM AUMENTO SALARIAL – Atendendo solicitação do ministro do Trabalho, Arnaldo Sussekind, realizou-se, na quinta-feira passada uma reunião, no Sindicato dos Mineiros, com as presenças de todos os presidentes dos Sindicatos da região carbonífera catarinense, visando o aumento salarial de todas as categorias profissionais da mineração de carvão, uma vez que o convênio anterior já se encontra expirado. Passou a ser assim, negociação amigável, nem se falava mais em greve.

E alcançamos a edição de Tribuna Criciumense que circulou na semana de 23 a 30 de maio de 1964 que trouxe, na cabeça de capa: MINEIROS – NOVO AUMENTO – Trazendo boas notícias para os trabalhadores do carvão, regressou, da Guanabara, o Dr. Sebastião Neto Campos, presidente do Sindicato dos Mineradores. O Conselho do Plano do Carvão Nacional, em suas reuniões de quinta e sexta-feira últimas, resolveu dar cobertura de um aumento geral de 35% sobre os atuais salários, a partir de junho.

EM CRICIÚMA O GENERAL DARIO COELHO – O comandante da Quinta Região Militar, com sede em Curitiba, General Dario Coelho, esteve em visita a Criciúma na última terça-feira, aqui chegando em avião especial da Força Aérea Brasileira. Do aeroporto o General dirigiu-se diretamente ao Sindicato dos Mineradores onde se reuniu com as classes produtoras do município.  Ao meio dia o prefeito Arlindo Junkes homenageou o militar e sua comitiva com um almoço no Restaurante Capri. No início da tarde o Comandante empreendeu viagem à cidade de Joinville.

E eu retornarei amanhã. Até lá amigos e um abraço do meu tamanho

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 05/05/2020 - 10:23Atualizado em 05/05/2020 - 10:25

Profetas do bem e do mal, psicólogos consagrados e não, sociólogos de todos os gêneros, papas do mundo empresarial, católicos e ortodoxos, pastores e pecadores, todos, ao seu lugar, afirmam que o momento seguinte à passagem desta praga chamada Coronavirus, será uma catástrofe. No exagero, afirmam que não sobrará pedra sobre pedra.

Evidentemente que cada um possui a sua imaginação e, em cima dela, pronuncia o seu pensamento.

Claro que um novo tempo se avizinha.

Está mais do que claro que muitos fenômenos nos aguardam no pós corona.

A quebradeira poderá não ter a dimensão do que já se imaginou, mas não estamos escapes dela. O medo generalizado é o pior sentimento que poderíamos esposar. O medo!  E quem não o temos?

Neste confinamento o que não falta é conjecturar: passada a praga eu farei isso, farei aquilo, melhorarei aqui, ali, não farei mais isso. E, em muitos casos: vou sair desta, vou me reerguer, darei a volta por cima. Tudo, todavia, acompanhado pelo medo. Aqui estão os desempregados, os que desempregaram, os estabelecidos sem condições de pagar seus compromissos, os que estão caindo, os que caíram. Aqui estão os que estão borrados de medo.

O dia seguinte ou o tempo seguinte amedronta. Mas vamos nos lembrar de tuas coisas: a primeira, cair faz parte da aposta do sucesso e só se levanta quem cai. A segunda: não há como voltar atrás, temos que ir em frente. E o levantar depende exclusivamente de nós, não cai do céu. O medo há que dar lugar à coragem, afinal, somos todos inteligentes e capazes.

Osho, o filósofo hindu, na sua composição literária, O RIO E O OCEANO nos diz alto e bom som e esta se transforma numa injeção de ânimo aos medrosos. Ele narra:

Diz-se que, mesmo antes de um rio cair no oceano ele treme de medo. Olha para trás, para toda a jornada, os cumes, as montanhas, 
o longo caminho sinuoso através das florestas, através dos
povoados, e vê à sua frente um oceano tão vasto que entrar
nele nada mais é do que desaparecer para sempre.
Mas não há outra maneira. O rio não pode voltar.
Ninguém pode voltar. 
Voltar é impossível na existência. Você pode apenas ir em frente.
O rio precisa se arriscar e entrar no oceano.
E somente quando ele entra no oceano é que o medo
desaparece.
Porque - apenas então - o rio saberá que não se trata de
desaparecer no oceano, mas tornar-se oceano.
Por um lado é desaparecimento e por outro lado é
renascimento.
Assim somos nós.
Só podemos ir em frente e arriscar.
Coragem! Avance firme e torne-se Oceano!

Com certeza haveremos de nos encontrar nos novos tempos impostos por essa maldita praga que acaba de cingir o ciclo de nossa existência dividindo-o em dois períodos: antes do Covid-19 e depois do Covd-19. Este é o oceano que nos aguarda aí na frente.

Ninguém é tão fraco que não possa proclamar, alto e bom som: eu reagi, eu me reanimei, sacudi o medo, eu venci, estou vivo, meus negócios recomeçaram. Não desapareci na crise, mas me reoxigenei e me tornei mais forte do que antes. Como disse o filósofo da Índia, tornei-me oceano.

E que todos comecemos o dia como queremos termina-lo! Bom dia!

 

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 05/05/2020 - 07:13

Busquei, na edição que circulou na semana de 2 a 9 de maio de 1964, do nosso saudoso semanário Tribuna Criciumense, os tópicos de publicações que dão um mergulho no passado e se transformam na Crônica da Cidade de hoje.

TRIBUNA COMEMORA SEU DÉCIMO ANIVERSÁRIO – E, com direito a um clichê com a foto da capa da primeira edição, Brigite Gorini Lienert, então diretora, descrevia os dez anos passados do nosso principal jornal semanário. As campanhas, as bandeiras, as notícias, o compromisso com o progresso de Criciúma descritos pela ilustre jornalista num editorial extenso. E o compromisso de fazer circular, em que pesem as dificuldades, o nosso Jornal semanalmente. A página três, e parte da página seis, foram ocupadas por matéria assinada por José Pimentel, fundador do hebdomadário aniversariante que fez um relatório, ano a ano, da vida do nosso Tribuna Criciumense.

FRISULCA CÉLERE NO CAMINHO DA CONCRETIZAÇÃO – Está aprestes a ser iniciada a construção, em Forquilhinha, de um dos maiores e mais modernos frigoríficos do país. Trata-se do Frigorífico Sul Catarinense – Frisulca. Para tanto, o local e o anteprojeto do mesmo, já foram aprovados pelo ministério da Agricultura. A terraplenagem já foi executada pela prefeitura municipal de Criciúma, o projeto definitivo está pronto e o início das obras em breve. 

ELEIÇÕES EM RIO MAINA – Será efetuada, dias 4 e 5, a eleição para a nova diretoria do Sindicato dos Mineiros de Rio Maina. As chapas estão sendo encabeçadas pelos senhores Juventino M. Honorato, pela chapa oficial, e por José Andrade, pela chapa oposicionista.

CAMPEONATO ESTADUAL DE FUTEBOL – ESTATÍSTICAS – JOGOS EFETUADOS: 45 partidas com 149 gols marcados. ATAQUE MAIS POSITIVO – Metropol, com 26 gols seguido pelo Barroso, com 15 tentos. ATAQUE MENOS POSITIVO: Atlético Operário com 4, seguido de Avaí e Minerasil, com 6. DEFESA MENOS VASADA – Hercílio e Barroso com 2, seguidos por Atlético Operário, com 4 gols. DEFESA MAIS VASADA: Postal Telegráfico com 18 gols seguido de Guatá e Urussanga com 16. ARTILHEIROS DO CAMPEONATO: 1º Idésio, do Metropol, com 8 gols, seguido por Boca, do Ferroviário, que assinalou 6 vezes.

E eu retornarei amnhã, dia 4 de maio. Até lá amigos e um abraço do meu tamanho

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 04/05/2020 - 10:29Atualizado em 04/05/2020 - 10:31

In primo loco meus cumprimentos especiais ao 28 GAC que, hoje, completa mais um ano de existência. Aos oficiais, aspirantes, soldados e, especialmente, ao comandante Coronel Brito Júnior, meus respeitosos cumprimentos.

A praga que se abateu sobre a humanidade levou muitos países, através de seus respectivos governantes, a declarar estado de emergência. E o Brasil se insere em tal contexto desde o dia 4 de fevereiro quando, reconhecida e oficialmente, se proclamou vítima desse pandemia que se abate sobre o mundo.

E os brasileiros perguntamos: o que vem a ser o Estado de Emergência?

O estado de emergência é um termo usado em situações extraordinárias e têm de ser declarada pelo governo, face à uma ameaça direta que pode causar instabilidade no país, em casos de desastres naturais, crises financeiras ou econômicas, situações de guerra ou epidemias, como é o caso do novo coronavírus.

O governo federal fez tal declaração no dia 4 de março. O governador Moisés, no dia 17 de março e o prefeito de Criciúma, no dia 18 de março. Estamos sendo governados, excepcionalmente, no regime de estado de emergência.

Ao declarar estado de emergência, o ente federativo pode manusear o seu orçamento fiscal objetivando enfrentar o mal que ocasionou esse estado extraordinário, sacrificando projetos e metas estabelecidos para outros setores, naquele período.

Por exemplo: a obrigação de licitar despesas para aquisições, serviços e obras, é dispensada. O ordenador da despesa pode autorizar tais compras e serviços sem buscar, no mercado local, regional ou nacional, os melhores preços para aquele determinado objeto. E isto é perigoso.

Diz o adágio que “a ocasião faz o ladrão” e dizia Konder Reis que “a permissividade é a ante sala da corrupção”.

Em tempo normal, temos ouvido com muita frequência, que processos licitatórios são viciados por protegerem alguns concorrentes formalizando as exigências, de tal sorte, que apenas aquela determinada empresa poderá participar. E essa empresa o faz superfaturando o valor do objeto da licitação. Aí se conclui: se em tempo normal, obediente à legislação e à fiscalização interna e de tribunais, já há vícios nesses processos, imaginemos o que poderá ocorrer se, para fazer iguais despesas, fique dispensado o tal processo de licitação!

Nos planos federal e municipal, não se tem notícia de que tal procedimento tenha se desvirtuado, mas olhemos o que fez a secretaria da Saúde do governo o Estado. Tudo o que se relaciona ao processo, desde a seleção do fornecedor, o seu endereço, a sua capacidade técnica, o valor, o prazo de entrega e o pagamento, foi tudo errado e, pelo que nos diz a mídia, desonestamente errado.

E já havia um precedente: a construção do hospital de campanha de Itajaí, às custas do governo estadual. Ali o sinal já fora avançado escandalosamente e, certamente não teria ocorrido se obedecidos os preceitos legais que regulam as licitações. Agora, essa compra de 33 milhões de reais, com pagamento antecipado, sem a entrega da mercadoria adquirida. Não é um fato grave. É gravíssimo e os catarinenses esperamos uma explicação convincente por parte do governo do estado ainda que através da secretaria da Saúde.

“À mulher de  Cesar não basta ser honesta, tem que parecer honesta”, A estória é bastante conhecida e foi pronunciada pelo próprio Imperador Júlio Cesar, no ano 62 a.C. “A mulher de César deve estar acima de qualquer suspeita” e este provérbio se encaixa nessa história maluca patrocinada pela secretaria da Saúde que pagou 33 milhões de reais por uma aquisição suspeita, de uma empresa suspeita, de endereço suspeito, de capacidade técnica suspeita, e sem receber o material adquirido. A explicação há que ser convincente o suficiente a evitar processo indesejado pelo governador junto à Assembleia Legislativa.

E que todos comecemos o dia como queremos termina-lo! Bom dia!

 

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 04/05/2020 - 07:05

Busquei, na edição que circulou na semana de 25 de abril a 2 de maio de 1964, do nosso saudoso semanário Tribuna Criciumense, os tópicos de publicações que dão um mergulho no passado e se transformam na Crônica da Cidade de hoje, falando de futebol:

HERCILIO GARANTIU A PONTA – Sete jogos movimentaram o extra de profissionais na sua sexta rodada. Comerciário perdeu a vice-liderança e o Metropol venceu o Avaí enquanto o Atlético empatou em Urussanga. Este era o ‘olho’ da notícia cuja manchete está aí em destaque. Depois, Milioli Neto, diretor da página esportiva, disse: ATLÉTICO EMPATOU -    na capital do vinho, o Rolo Compressor, que fora em busca da reabilitação, conseguiu resultado dos mais satisfatórios. O time da Vila, em jornada regular, sofreu o tento de empate aos 41 minutos do tempo final. Sua defesa jogou sério e Catito esteve numa grande tarde. Aldo marcou para os atleticanos e Maneca para os uruçanguenses. O Atlético formou com Catito, Eromi, Monge, Zequinha e Foguinho; Rui e Ari Neves; Paulinho, Aldo e Peixe. O Urussanga, com Sandrini, Elmo, Gilberto (Antoninho), Gibi e João Paulo; Carlinhos e Valmir; Célio, Maneca, Bibi e Evaldo. METROPOL GOLEOU – O Metropol aplicou a goleado de 5 a zero sobre o Avaí. Idésio, 2, Chico Preto, Galego e Arlindo marcaram para o Metropol que jogou assim: Dorni, Motini, Amilton (Zé Eduardo), Paulo Souza (Hamilton) e Tenente; Chico Preto e Nadir; Calita, Arildo, Idézio e Galego. COMERCIÁRIO DECEPCIONOU – Jogou contra o Figueirense e não foi além de um empate em um tento, assinalado por Nivaldo. Para os florianopolitanos marcou Ronaldo. HERCILIO 3 A ZERO NO MINERASIL – Marcaram Leonel, Tarcísio e Gonzaga. FERROVIÁRIO 4 X 1 GUATÁ – O jogo foi nas Oficinas, em Tubarão. Marcaram para o Ferrinho: Boca, duas vezes, Brasinha e J. Sorato. BARROSO 1 X 0 NO POSTAL – Fantoni, o autor do único gol. IMBITUBA DERROTADO EM ITAJAÍ – Jogando contra o Marcilio Dias, o Atlético de Imbituba perdeu por 3 x 2.

CLASSIFICAÇÃO DO CAMPEONATO ESTADUAL, por pontos perdidos: Hercílio Luz, em 1º, com 2 pp; seguem: Metropol e Barroso, em segundo, com 3 pp; Comerciário, com 4; Marcilio  Dias e Ferroviário, com 5; Urussanga com 6; Atlético, Avaí e Guatá, com 7 pp; em 7º Postal Telegráfico e Figueirense, com 8pp; em 8º o Minerasil, com 9 e, em 9º e último lugar o Imbituba com 10 pontos perdidos.

E eu retornarei amanhã. Até lá amigos e um abraço do meu tamanho!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 30/04/2020 - 12:35

Busquei, na edição que circulou na semana de 2 a 9 de maio de 1964, do nosso saudoso semanário Tribuna Criciumense, os tópicos de publicações que dão um mergulho no passado e se transformam na Crônica da Cidade de hoje.

TRIBUNA COMEMORA SEU DÉCIMO ANIVERSÁRIO – E, com direito a um clichê com a foto da capa da primeira edição, Brigite Gorini Lienert, então diretora, descrevia os dez anos passados do nosso principal jornal semanário. As campanhas, as bandeiras, as notícias, o compromisso com o progresso de Criciúma descritos pela ilustre jornalista num editorial extenso. E o compromisso de fazer circular, em que pesem as dificuldades, o nosso Jornal semanalmente. A página três, e parte da página seis, foram ocupadas por matéria assinada por José Pimentel, fundador do hebdomadário aniversariante que fez um relatório, ano a ano, da vida do nosso Tribuna Criciumense.

FRISULCA CÉLERE NO CAMINHO DA CONCRETIZAÇÃO – Está aprestes a ser iniciada a construção, em Forquilhinha, de um dos maiores e mais modernos frigoríficos do país. Trata-se do Frigorífico Sul Catarinense – Frisulca. Para tanto, o local e o anteprojeto do mesmo, já foram aprovados pelo ministério da Agricultura. A terraplenagem já foi executada pela prefeitura municipal de Criciúma, o projeto definitivo está pronto e o início das obras em breve. 

ELEIÇÕES EM RIO MAINA – Será efetuada, dias 4 e 5, a eleição para a nova diretoria do Sindicato dos Mineiros de Rio Maina. As chapas estão sendo encabeçadas pelos senhores Juventino M. Honorato, pela chapa oficial, e por José Andrade, pela chapa oposicionista.

CAMPEONATO ESTADUAL DE FUTEBOL – ESTATÍSTICAS – JOGOS EFETUADOS: 45 partidas com 149 gols marcados. ATAQUE MAIS POSITIVO – Metropol, com 26 gols seguido pelo Barroso, com 15 tentos. ATAQUE MENOS POSITIVO: Atlético Operário com 4, seguido de Avaí e Minerasil, com 6. DEFESA MENOS VASADA – Hercílio e Barroso com 2, seguidos por Atlético Operário, com 4 gols. DEFESA MAIS VASADA: Postal Telegráfico com 18 gols seguido de Guatá e Urussanga com 16. ARTILHEIROS DO CAMPEONATO: 1º Idésio, do Metropol, com 8 gols, seguido por Boca, do Ferroviário, que assinalou 6 vezes.

E eu retornarei segunda-feira, dia 4 de maio. Até lá amigos e um abraço do meu tamanho

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 30/04/2020 - 11:07Atualizado em 30/04/2020 - 11:07

Um prefeito pode tudo, no município que administra. Certo?
Errado! Um prefeito pode muito, mas não pode tudo!

Eu já havia cantado a pedra. E o foi, em cima do lance, no momento em que ocorreu. No dia 7 de janeiro do corrente ano, com Denis comandando o programa, falei, no Programa Adelor Lessa, sobre as obras inauguradas, no dia anterior, no Parque Centenário que tomava o nome de Altair Guidi.
E não deixei margens para dúvidas: o que tivemos a oportunidade de ver, no dia anterior, o 6 de janeiro da fundação de nosso município, estava escancarando irregularidades.

Eu nem sabia que há lei municipal, sancionada pelo prefeito que nos governa, proibindo a inauguração de obras inacabadas. Mas chamei a atenção para o fato de que ali o bom senso não se fazia presente eis que se inauguravam obras de um parque, visível e agressivamente, visto como inacabado.

E, depois, aquele painel. Nem se trata de uma placa inaugural como de costume: não; é um painel, um verdadeiro outdoor que, em letras garrafais cita os nomes do prefeito, do seu vice e de todos os componentes do seu staff administrativo. A citação daquele rosário de pessoas concorre com a própria designação do logradouro. Apelo puramente personalista, demagógico e eleitoreiro. As obras devem ser impessoais, diz a lei. E ali isso não foi respeitado.

Falei isso, no dia 7 de janeiro, um dia depois da tal inauguração. E, ao finalizar, lembrei, textualmente:
“Competiria ao Ministério Público determinar que a despesa seja glosada e aquele painel pago pelo próprio prefeito, por ter todo o formato de propaganda pré-eleitoral. Ou não?”

E o Ministério Público de SC, por sua representação local, entendeu de instruir processo nessa direção e está questionando nossas autoridades municipais exatamente sobre os pontos que levantei.

Um prefeito, realmente, pode muito, inclusive aquele que dá jeito, mas não pode tudo!

E que todos comecemos o dia como queremos termina-lo! Bom dia!

 

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 29/04/2020 - 19:19Atualizado em 29/04/2020 - 19:22

A inimigos não se mandam flores!

Uma perguntinha que não quer calar: olhando para trás, quantos Juízes, ministros, deputados, senadores, jurisconsultos, jornalistas, jornais, emissoras de rádio e televisão, etc e tal, criticaram Michel Temer por ele ter indicado o seu amigo Alexandre de Moraes para ocupar uma cadeira vitalícia do Supremo Tribunal Federal? Quantos? Quem? Quando? Aonde?

E quantas vozes foram ouvidas contra a presidente Dilma Rousseff, por ter proposto o nome da sua amiga Rosa Webber, e do seu amigo Luiz Fuks, ambos em 2011, do seu amigo Luiz Roberto Barroso, em 2013, e de Edson Fachin, em 2015, para a mesma Corte?

Alguém que me ouve ouviu alguma crítica ao presidente Lula por ter indicado e nomeado Carmen Lucia e Ricardo Lewandowski, ambos amigos da corte, e ambos em 2006? E a indicação e nomeação, por Lula, de Dias Toffoli, em 2009, cujo predicado maior, no seu curriculum, era ter sido advogado do Diretório Nacional do PT? Quem ouviu alguma crítica, algum pedido de impugnação?

E eu poderia continuar nomeando e perguntando acerca das nomeações havidas desde Sarney, passando por Collor e Fernando Henrique Cardoso. Nunca, em nenhuma oportunidade, tais nomeações foram questionadas.

Hoje questiona-se a indicação do ministro da Justiça e do Diretor Geral da Polícia Federal porque ambos são amigos do presidente Jair Bolsonaro.
Mas como é que é: dois pesos e duas medidas?

E os ministros das equipes de Sarney, de Collor, de FHC, de Lula, de Dilma e de Temer não eram amigos de cada presidente, ao seu tempo? Quem não o era? E quem foi questionado?
Então para eles podia e para Bolsonaro é nomear para se auto blindar? 
E fazem questão de assinalar, quando noticiam as nomeações: amigos de Bolsonaro.

Mas escuta: seria normal nomear inimigo para tão importantes funções?

Meu caro ouvinte: se não deixarmos o homem trabalhar e os ministros mostrarem suas competências, não podemos cometer essa injustiça de fazer a crítica tão somente porque são amigos da família do Presidente

Em novembro Celso Mello, o decano da suprema corte, deixará o STF e caberá ao presidente Bolsonaro indicar o seu substituto. Será que habita a massa encefálica de algum mortal que ele indicará um advogado inimigo dele ou da família dele, por exemplo, o advogado que defendeu o criminoso que lhe deu uma facada em Juiz de Fora?

Ora, ora, a inimigos não se mandam flores.

Sem sabermos da competência de gestão pública de André Mendonça, no ministério da Justiça, e de Alexandre Ramagem, na direção da Polícia Federal, estaremos sendo injustos se, graciosamente, os criticarmos. Se for pecado ser amigo da família do Presidente, Julia Zanatta está no limbo!

 

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 29/04/2020 - 06:55

Busquei, na edição que circulou na semana de 25 de abril a 2 de maio de 1964, do nosso saudoso semanário Tribuna Criciumense, os tópicos de publicações que dão um mergulho no passado e se transformam na Crônica da Cidade de hoje, falando de futebol:

HERCILIO GARANTIU A PONTA – Sete jogos movimentaram o extra de profissionais na sua sexta rodada. Comerciário perdeu a vice-liderança e o Metropol venceu o Avaí enquanto o Atlético empatou em Urussanga. Este era o ‘olho’ da notícia cuja manchete está aí em destaque. Depois, Milioli Neto, diretor da página esportiva, disse: ATLÉTICO EMPATOU - na capital do vinho, o Rolo Compressor, que fora em busca da reabilitação, conseguiu resultado dos mais satisfatórios. O time da Vila, em jornada regular, sofreu o tento de empate aos 41 minutos do tempo final. Sua defesa jogou sério e Catito esteve numa grande tarde. Aldo marcou para os atleticanos e Maneca para os uruçanguenses. O Atlético formou com Catito, Eromi, Monge, Zequinha e Foguinho; Rui e Ari Neves; Paulinho, Aldo e Peixe. O Urussanga, com Sandrini, Elmo, Gilberto (Antoninho), Gibi e João Paulo; Carlinhos e Valmir; Célio, Maneca, Bibi e Evaldo.

METROPOL GOLEOU – O Metropol aplicou a goleado de 5 a zero sobre o Avaí. Idésio, 2, Chico Preto, Galego e Arlindo marcaram para o Metropol que jogou assim: Dorni, Motini, Amilton (Zé Eduardo), Paulo Souza (Hamilton) e Tenente; Chico Preto e Nadir; Calita, Arildo, Idézio e Galego. COMERCIÁRIO DECEPCIONOU – Jogou contra o Figueirense e não foi além de um empate em um tento, assinalado por Nivaldo. Para os florianopolitanos marcou Ronaldo. HERCILIO 3 A ZERO NO MINERASIL – Marcaram Leonel, Tarcísio e Gonzaga.

FERROVIÁRIO 4 X 1 GUATÁ – O jogo foi nas Oficinas, em Tubarão. Marcaram para o Ferrinho: Boca, duas vezes, Brasinha e J. Sorato. BARROSO 1 X 0 NO POSTAL – Fantoni, o autor do único gol. IMBITUBA DERROTADO EM ITAJAÍ – Jogando contra o Marcilio Dias, o Atlético de Imbituba perdeu por 3 x 2.

CLASSIFICAÇÃO DO CAMPEONATO ESTADUAL, por pontos perdidos: Hercílio Luz, em 1º, com 2 pp; seguem: Metropol e Barroso, em segundo, com 3 pp; Comerciário, com 4; Marcilio  Dias e Ferroviário, com 5; Urussanga com 6; Atlético, Avaí e Guatá, com 7 pp; em 7º Postal Telegráfico e Figueirense, com 8pp; em 8º o Minerasil, com 9 e, em 9º e último lugar o Imbituba com 10 pontos perdidos.

E eu retornarei amanhã. Até lá amigos e um abraço do meu tamanho!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 28/04/2020 - 10:35Atualizado em 28/04/2020 - 10:42

In primo loco, permito-me lamentar que a FENACA foi cancelada. Refiro-me à Festa Nacional da Cachaça que estava programada para 17 a 19 de julho, na capital da cachaça de santa catarina, cidade de Luiz Alves. Essa festa reune os maiores produtores de cachaça do Brasil e os apreciadores dessa bebida, em três dias de intensa programação sócio-econômico-social, paralelamente à Festa da Banana. Mais um evento cancelado por conta dessa praga que castiga o mundo inteiro. E cumprimentos ao prefeito Marcos Pedro Veber e ao nosso amigo Leandro, presidente da Associação Nacional dos Produtores de Cachaça, que cuidam com muito carinho desse importante evento.

Dênis, meu ínclito amigo,

Volto às redes sociais e nelas encontro a pauta do meu comentário de hoje. Podemos afirmar que mais de 70% do que recebemos, em forma de texto e/ou imagens, são lixo. As imagens falam por si, dispensam ser olhadas uma vez que, ao abri-las, já se sabe o que retratam. Com os textos eu falo o seguinte: filtro a origem, isto é, quem me mandou e leio um ou dois parágrafos: se encontrar erro de correção de linguagem, não dou sequência e descarto. Posso garantir: sobra pouco.

Nesse pouco que sobra, não raras vezes, nos deparamos com textos que nos empurram para a reflexão e tomo a liberdade de fazer a leitura de um, postado num dos grupos de que faço parte,  que diz assim:

Nunca se justifique para ninguém, porque a pessoa que gosta de você não precisa que você faça isso e a pessoa que não gosta de você não acreditará no que você disser.

De manhã, quando você acorda, você tem duas opções: voltar a dormir e continuar sonhando ou, levantar e correr atrás de seus sonhos...

Nós fazemos chorar aqueles que se importam conosco
Nós choramos por aqueles que nunca se importam conosco
E nós nos importamos com aqueles que nunca vão chorar por nós.
Esta é a vida... é estranho, mas é verdade.
Assim que você perceber isso, nunca será tarde demais para mudar.

Não faça promessas quando estiver alegre,
Não responda quando estiver triste
Não tome decisões quando estiver zangado
Pense duas vezes... aja com sabedoria.

O tempo é como o rio: você nunca poderá tocar a mesma água duas vezes porque a água que passou nunca passará novamente.

Aproveite cada minuto da sua vida...

Se você sempre diz que está ocupado, então nunca estará livre.
Se você sempre diz que não tem tempo, então nunca terá tempo.
Se você sempre diz que vai fazer tal coisa amanhã, então o amanhã nunca chegará...

E que todos comecemos o dia como queremos termina-lo! Bom dia!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 28/04/2020 - 06:59

Continuo buscando, na edição que circulou na semana de 11 a 18 de abril de 1964, do nosso saudoso semanário Tribuna Criciumense, os tópicos de publicações que dão um mergulho no passado e se transformam na Crônica da Cidade de hoje.

ESPORTES – HERCILIO LUZ PUXA O BLOCO Nº 1: METROPOL DERROTADO – 1 X 0; ATLÉTICO 0 X 0 MINERASIL: FIASCO – COMERCIÁRIO EM 4º DOBROU O GUATÁ: 2 x 1 – FIGUEIRENSE 2, ATLÉTICO DE IMBIBUTA 1 – URUSSANGA 2, FERROVIÁRIO 1 – POSTAL ENGANOU O MARCILIO DIAS:1 a zero – BARROSO IMPETUOSO 4 A UM NO AVAÍ. Bonsucesso campeão do torneio início da segunda divisão, no campo do Catarinense. O time da Mina do Mato jogou com Romeu, Valdenir, Venâncio e Valdemar; Adilton, Antônio e Rocilon; Geno, Ezequiel, Divo e Manoel. Renda excelente: ultrapassou Cr$ 70.000,00.

E chegamos à edição de Tribuna Criciumense que circulou na semana de 25 de abril a 2 de maio de 1964. Da capa eu destaquei: EMBAIXADOR LINCOLN GORDON EM FLORIANÓPOLIS – Está sendo esperado para o dia 27 à tarde, ao aeroporto Hercílio Luz, viajando em avião da Força Aérea dos Estados Unidos da América do Norte, o embaixador Lincoln Gordon, em sua primeira visita oficial ao estado de Santa Catarina. A viagem do embaixador atende a convite que lhe foi formulado pelo governo catarinense. O embaixador visitará, também, as cidades de Itajaí e Blumenau. Gordon foi intitulado, durante muito tempo, como o mentor intelectual da derrubada de João Goulart da presidência da República.

UM QUARTEL PARA A CAPITAL DO CARVÃO – E foi a primeira vez que se ouviu falar na possibilidade de trazer, para Criciúma, uma unidade do Exército Nacional. Os mineradores chegaram a oferecer o terreno para a sua construção e este assunto tomou grande fração do espaço da capa da edição em tela. Mas o quartel esperaria até a década de 1970 quando o prefeito Algemiro Manique Barreto o fez construir e disso nos ocuparemos ao tempo certo.

NOVA ERA PARA O PAÍS – O Gal. Castello Branco não sucede, apenas, ao presidente João Goulart que, a seu turno, sucedera ao presidente Jânio Quadros, tudo isto dentro de um quinquênio governamental. A solenidade de sua posse, em Brasília, teve, inegavelmente, um sentido muito mais profundo, pois formalizou o início de uma nova era.

E eu retornarei amanhã. Até lá amigos e um abraço do meu tamanho.

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 27/04/2020 - 10:20Atualizado em 27/04/2020 - 10:22

Naquele dia - que não me lembro qual - a mídia nacional dava conta de que Sérgio Moro fora convidado e aceitara ser ministro da Justiça do futuro governo Jair Bolsonaro. Era voz unânime, de norte a sul, que Bolsonaro começava a formar bem a sua equipe.

E o nosso ilustre diretor, José Adelor Lessa, no seu programa, de chofre, me perguntou: o que achas desse convite e do aceite do Moro? E, de chofre, eu respondi: não gostei. E senti, pela reação do Lessa, que eu seria a voz dissonante a tudo que o se propalava naquele momento. Sérgio Moro “era o cara”.

E era! Um juiz competente e acima de qualquer suspeita.

Mas uma coisa é ser juiz acima de qualquer suspeita e outra coisa é esse juiz ocupando o cargo de ministro de Estado dos Negócios da Justiça e da Segurança Pública. 

Moro assumiu mas não assumiu, parece que ficou com medo do ‘tomar decisões’. O ministério o enxergava como um super ministro e, aos poucos, o próprio ministério foi vendo que se enganara: o super ministro se escondia atrás do biombo do “O que é que estou fazendo aqui?”. 

Uma coisa era comandar a República de Curitiba, pronunciando sentenças sobre processos muito bem instruídos, e outra, bem diferente, era a necessidade de tomar iniciativas e providências acerca dos negócios impostos à sua Pasta, a mais longeva da República. É ali que residem os assuntos da Justiça, com todos os seus matizes, e a Segurança, com a inatingível Polícia Federal. Moro se apequenou, ficou escondido, deixou de ser O ministro para ser mais Um ministro. E quando viu que seria fritado por todos, fez o que fez: o ventilador se encarregou de pulverizar

Com certeza não era a hora de fazê-lo. 

A tarefa de desemparelhar a administração pública, não sei se concluiu sua empreitada. Se o fez, Bolsonaro continuará nos governando. Caso contrário, corremos o risco de mais um desastre político com a substituição do titular da chefia do Poder Executivo. O Brasil não merece!

Como me disse o meu amigo Laércio:  atearam fogo no serpentário.

E que todos comecemos o dia como queremos termina-lo! Bom dia!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 27/04/2020 - 07:04

Dou sequência, buscando na edição que circulou na semana de 11 a 18 de abril de 1964, do nosso saudoso semanário Tribuna Criciumense, os tópicos de publicações que dão um mergulho no passado e se transformam na Crônica da Cidade de hoje. 

A edição epigrafada foi a segunda, depois do espetacular 31 de março de 1964, cantado por uns, chorado por outros. Como na edição anterior esta também ocupou toda a capa com notícias vinculadas à deposição do governo de João Goulart. E eu transcrevo:

ATO INSTITUCIONAL JÁ ESTÁ EM VIGOR – O Ato Institucional foi proclamado pelos ministros militares e justificam o mais importante documento como sendo, o mesmo, necessário para assegurar a reconstrução econômica, política e moral do país. O artigo 10 diz o seguinte: No interesse da paz e da honra nacional, e sem limitações previstas na Constituição Federal, os comandantes em chefe que editam o presente ato, poderão suspender os direitos políticos pelo prazo de dez anos e cassar os mandatos legislativos federais, estaduais e municipais, excluída a apreciação judicial desses atos.

DETIDAS, EM CRICIÚMA, 27 PESSOAS – Desde o dia 3 de abril, estão sendo detidas e interrogadas diversas pessoas de nossa cidade. Dos detidos pelas tropas do Exército, oito foram levados à capital do estado e foram alojados no Quinto Distrito Naval. 
Enquanto isso, no acampamento das tropas do Exército, em Criciúma, encontram-se mais de 19 pessoas detidas

CASTELO B RANCO – NOME COTADO PARA A PRESIDÊNCIA – O nome do General Humberto de Alencar Castello Branco para a presidência da República, tem encontrado a mais ampla ressonância em todos os meios políticos. Castello Branco é cearense, nasceu no dia 20 de setembro de 1900. E Tribuna descreve o curriculum vitae do militar em referência.

NOVOS MINISTROS – É a seguinte a relação dos ministros pertencentes ao governo de Ranieri Mazzilli, já empossados: Luiz Antônio da Gama e Silva, ministro da Justiça, cumulativamente com o ministério da Educação e Cultura; Octávio Gouveia de Bulhões, da Fazenda; Vasco Leitão da Cunha, das Relações Exteriores; Arnaldo Sussekind, do Trabalho; General Arthur da Costa e Silva, da Guerra; Almirante Augusto Hamann Rademaquer Grunewald, da Marinha; e o Brigadeiro Francisco Assis Corrêa de Melo, Aeronáutica. E o nosso hebdomadário registra o perfil biográfico de três deles: o do Itamaraty, o da Fazenda e o do Trabalho.

E eu retornarei amanhã. Até lá amigos e um abraço do meu tamanho

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 24/04/2020 - 19:15

O nosso colega Nei Manique mandou-me uma mensagem lembrando que deixei passar o 21 de abril, de Tiradentes e de Brasília, como fizera com o Dia do Índio. Então, vou me redimir, agradecendo o privilégio da audiência.

Era o final de 1959. Eu acabara de ser eleito presidente do Grêmio Cultural Cid Rocha Amaral, da nossa escola, em Florianópolis, e já me encontrava em casa, ali no meu condado, para o início das férias. E ali aparece o secretário municipal Hercílio Amante, a procura de meu pai. Ele trazia a notícia de que eu deveria retornar a Florianópolis, no dia seguinte, para viajar ao Rio de Janeiro e, de lá, a Brasília, a convite do ministro Clóvis Salgado, da Educação. Seria incorporado a um grupo formado por lideranças estudantis das escolas federais, de todos os níveis, para ir conhecer as obras de construção da nova capital do Brasil, num projeto paralelo que levaria, também, lideranças sindicais.

Dois dias depois estava à frente do Professor Sezefredo Blascke, diretor, que me entregava uma passagem e algum dinheiro para empreender a viagem à capital, cidade do Rio de Janeiro. Leozir Müllmann, de Blumenau, viajaria comigo mas não compareceu.

Depois de desembarcar no Santos Dumont fui levado à base aérea e, lá incorporado a uma porção de colegas, do Brasil inteiro, embarcamos num Hercules, de bancos paralelos à fuselagem da aeronave, e fomos conhecer o desconhecido: as obras da nova capital. 

Ônibus nos aguardavam junto à pista de aterrissagem e, neles, embarcados, partimos para a descoberta. Começamos pelo Catetinho, um sobradinho de madeira, em meio a um pequeno bosque, onde fomos recebidos por um militar cheio de medalhas ao peito que anunciou: “com vocês o presidente da República”. E Juscelino Kubitschek veio à varanda para nos dar as boas-vindas num rápido discurso e, com uma antena de rádio de automóvel, mostrava, num grande mapa, as obras da nova capital do Brasil.

A cena não apaga do meu subconsciente: eu via um presidente da República que recebera o voto do meu pai e dos meus irmãos mais velhos. Não sabia se cuidava dos detalhes revelados pelo mapa ou se cuidava dos gestos e da fala do presidente. 

Simplesmente inimaginável, em poucos dias a eleição para o grêmio da escola, o início das férias, o reencontro com a família, o Rio de Janeiro e agora, Brasília. E eu com os meus 16 anos vivendo aquilo tudo.

Depois de um suco de caju – outra novidade – o ônibus foi nos levar a conhecer as obras de tudo o que se construía em Brasília. Quando chegamos à esplanada dos ministérios já se cuspia tijolo, tal o volume da poeira levantada das ruas e das obras em construção, algumas em fase final. O Teatro Nacional e a catedral já praticamente prontos. A praça dos três poderes, o Palácio da Alvorada. Tudo em fase de acabamento. Simplesmente deslumbrante.

Fomos hospedados no Hotel Alvorada, incendiado há poucos anos, pertinho do palácio do mesmo nome. Depois de acomodados e de um banho reconfortante, saí, para ver o Alvorada à noite. Maravilhosamente lindo, bem iluminado, esperando a família de JK que, meses depois, ali se alojaria, era a casa oficial da presidência da república. No dia seguinte visitamos um colégio apelidado de Elefante Branco, na W-3, o Setor Hoteleiro, a península das embaixadas, o Lago Paranoá, a vila denominada Gama, onde residiam os candangos; e uma capela católica, no Eixo Monumental, as avenidas largas que não se encontravam, os elevados, as enormes quadras cobertas de vegetação rasteira. Depois de um novo pernoite, o retorno.

De lá para cá estive muitas vezes em Brasília e inclusive, durante um certo período, ali residindo durante dois anos.

Brasília fez 60 anos, bela, imponente, formosa, moderna, epicentro do poder – e da corrupção – desmentindo todas as afirmações dos oposicionistas e orixás da desgraça que juravam que Brasília não vingaria. O mundo se curva à beleza e ao significado de nossa capital, que eu tive o privilégio de conhecer ainda em obras e ser ciceroneado pelo presidente que a construiu: Juscelino Kubitschek de Oliveira, o JK.

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 24/04/2020 - 12:15

Busquei, na edição que circulou na semana de 11 a 18 de abril de 1964, do nosso saudoso semanário Tribuna Criciumense, os tópicos de publicações que dão um mergulho no passado e se transformam na Crônica da Cidade de hoje. 

A edição epigrafada foi a segunda, depois do espetacular 31 de março de 1964, cantado por uns, chorado por outros. Como na edição anterior esta também ocupou toda a capa com notícias vinculadas à deposição do governo de João Goulart. E eu transcrevo:
DEMOCRACIA APLAUDIDA EM CRICIÚMA – Grande massa popular participou e aplaudiu o desfile realizado no último domingo, dia 5, em regozijo à vitória das forças democráticas e em prol da paz e da liberdade. A Praça Nereu Ramos foi pequena para abrigar a multidão que se fez presente às manifestações. Aos sons dos tambores e marchas desfilaram as valorosas tropas do Exército, seguidas por grande número de populares que davam vivas à democracia. Habitantes dos municípios vizinhos para cá se deslocaram abrilhantando, assim, uma festa que, antes de ser criciumense, ou catarinense, era do povo brasileiro. Na oportunidade diversas pessoas discursaram. E o nosso Semanário reproduz parte dos discursos proferidos pelo Senhor Dr. Ernesto Bianchini Góes e pelo prefeito Arlindo Junkes. 

O desfile, realmente reuniu milhares de pessoas. Naquele momento todos queriam estar ao lado dos vencedores, não ficou ninguém em casa. Eu, particularmente, vi tudo da sacada do 2º andar do edifício São Joaquim, onde estava localizada a sede da Uesc. Era gente!
PRISÕES NA GUANABARA – Prosseguem, as autoridades das Forças Armadas e do Dops, na campanha anticomunista que vem realizando na Guanabara. Calcula-se que já foram efetivadas mais de 2.500 prisões, estando, o navio transporte Ari Parreiras totalmente lotado, ancorado ao largo da baia, servindo de navio-presídio, com elementos civis e militares. Além das prisões cerca de 500 pessoas pediram asilo político em embaixadas sul-americanas. 

MAZZILLI ASSINA NOVAS NOMEAÇÕES – O presidente Ranieri Mazzilli designou, hoje, dia 8 de abril, novos ocupantes para postos chave da administração pública do país. General Oswaldo Pinto da Veiga, para a presidência da Cia. Siderúrgica Nacional. Para Diretor do Plano do Carvão o Tenente Coronel Lauro Cunha Campos, e o Coronel Varonil Albuquerque Lima para a presidência das Centrais Elétricas Brasileiras.

E eu retornarei segunda-feira. Até lá amigos e um abraço do meu tamanho!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 23/04/2020 - 20:39

Dou sequência buscando, na edição que circulou na semana de 4 a 11 de abril de 1964, do nosso saudoso semanário Tribuna Criciumense, os tópicos de publicações que dão um mergulho no passado e se transformam na Crônica da Cidade de hoje. A edição epigrafada foi a primeira, depois do espetacular 31 de março de 1964, cantado por uns, chorado por outros. Como venho falando, significativo espaço da edição em tela foi dedicado à derrubada de Jango. Na Crônica de ontem retratei alguns registros da edição em epígrafe, todos eles voltados aos acontecimentos que derrubaram o governo de João Goulart, aos quais junto estes: 

Aqui em nossa região as notícias eram as mais desencontradas, uma vez que parte ouvia as emissoras da Libertação Nacional e, outra parte, sintonizava a Rede da Legalidade. Enquanto uma emissora solicitava calma e volta normal ao trabalho, a outra incitava às armas e à marcha contra os estados sublevados. Assim, o deputado Brizola dizia que Minas queria derramamento de sangue e que organizara um movimento golpista, direitista e reacionário e procurava levar o povo brasileiro a uma luta fraticida.

O Jornal Última Hora, de Porto Alegre noticiava que tropas do III Exército marchavam de Curitiba a São Paulo onde Amaury Kruel havia colocado o II Exército a serviço do golpismo e da subversão da ordem democrática. Enfim, havia uma palavra que as emissoras de ambos os lados repetiam: DEMOCRACIA.

Mas outros assuntos também permearam a edição que estamos enfocando, como esta: BANDA MUSICAL CRUZEIRO DO SUL – NOVA DIRETORIA – Em assembleia geral realizada no último dia 18 foi eleita a nova diretoria da Banda Musical Cruzeiro do Sul, a qual está assim constituída: Presidente, Augusto José Fermino, Vice-Presidente, Gilberto Machado Vieira, 1º Secretário Humberto Machado Vieira, 2º Secretário, Aldo Lima, 1º Tesoureiro, Francisco Faraco, 2º Tesoureiro, Ernandes João Scott, Orador, Dr. Ernesto Bianchini Góes e Fiscal, Manoel Alfredo Dias.

NOTAS ESPORTIVAS – HERCILIO LUZ FIRME NA LIDERANÇA. POSTAL TELEGRÁFICO: A PÁSCOA COMERCIARINA – MARCILIO DIAS E BARROSO, RENDA DE Cr$ 845.000,00 – GUATÁ FUZILOU MINERASIL – ATLÉTICO CAIU NA CAPITAL – IMBITUBA DERROTADO – METROPOL E URUSSANGA NÃO JOGARAM.

E lá no cantinho inferior esquerdo, da última capa, esta nota: ULTIMA HORA – Criciúma amanheceu guardada por tropas do Exército Nacional, da guarnição de Santa Catarina, que aqui vieram com o objetivo de manter a ordem. 

E eu retornarei amanhã. Até lá amigos e um abraço do meu tamanho!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 23/04/2020 - 11:28

Dezenove de abril, último domingo, foi o Dia do Índio.

Então, vou falar do indígena, para não ser acusado de não tê-lo feito, na sua data.

Não por causa da comemoração, em si, mas pelo significado desse ser humano praticamente varrido do globo terrestre.

Começo por recomendar aos estabelecimentos de ensino de todos os níveis e de todos os graus, daqui e de qualquer lugar, que incentivem a pesquisa sobre a cultura e o modus vivendi dos nossos primeiros habitantes. Ao mesmo tempo, que procurem agendar uma visita ao sítio rural do engenheiro químico Sidnei Roque Périco – que trabalhava nas empresas Rio Deserto – no qual encontrarão o mais completo museu indigena norte-americano da américa latina.

Ali as nações indígenas daquele país afloram: são as fotos dos seus grandes guerreiros, dos grandes caciques, das grandes índias... São os textos de discursos proferidos por líderes dos povos que foram perseguidos à exaustão naquele território, é o Código de Ética de um povo massacrado.

Enfim, visitando aquele Rancho e analisando o que ali está exposto amealha-se um pouco de conhecimento sobre o cidadão que foi festejado, oficialmente, domingo passado.

Agora, há o seguinte: nós também tivemos nossos índios. No primeiro momento, escravisados pela coroa portuguesa e seus asseclas aqui plantados.

Num segundo momento, violentados no que tinham de mais significativo: seus hábitos, seus costumes, suas crenças, sua fé, pelo padre jesuíta que se achou dono da verdade e do único Deus e arrebatou-lhe isso tudo.

Finalmente, pelas colonizações que foram se plantando em todo o território nacional, espulsando os verdadeiros donos deste imenso país cada vez para mais longe do litoral ao ponto de varre-lo do nosso meio.

É preciso que meditemos um pouco sobre essa barbaridade cometida pelo homem branco, tido como civilizado, e rendamos um tributo àquele que, agredido e apreendido, outra alternativa não teve que não aceitar o seu próprio extermínio. E olha: dele nada sobrou... muito pouca coisa se reúne do primeiro brasileiro, especialmente aqui em nossa região.

O engenheiro químico Sidnei Roque Périco, que o diga.

Da dificuldade de buscar resquícios daquela civilização e, especialmente, da sua cultura e da sua história, é que Périco montou um templo sagrado, no alto da Serrra Geral, ali em Bom Jardim da Serra, em homenagem ao agredido – e agora festejado – índio americano.

Por aqui, gratificava-se bem aos “caçadores de bugres”, como eram denominados os matadores dos nossos indígenas, pagos por pares de orelhas, trazidos da caçada, que apresentassem à autoridade.

Inominável barbaridade que empurrou os índios do litoral para o interior, dos nossos povoados ao Costão da Serra, e do Costão à morte, ao extermínio.

19 de abril, Dia do Índio! É para festejar ou para lamentar?

E que todos comecemos o dia como queremos termina-lo! Bom dia!

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