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* as opiniões expressas neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do 4oito
Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 29/05/2020 - 10:39Atualizado em 29/05/2020 - 10:45

Pois então: 29 de maio, sexta-feira. Saudades daquelas sextas em que se apressava o final do expediente para o encontro com amigos naquele bar e degustar umas geladas consagradoras de mais uma semana vencida. Ficou tudo igual: a segunda e a terça, a quinta e o sábado, tanto faz, e ninguém mais faz postagens lembrando que “sextou”.

Segunda-feira já será junho. 

A velocidade do tempo é imensurável e nos deixa até assustados. 
Pensei que, em virtude do confinamento a que fomos condenados, o tempo se eternizasse semanalmente, haja vista a monotonia das paredes dos poucos cômodos de nossa casa, nos quais passamos a conviver: ledo engano. Meu sentimento é o de que a velocidade foi acelerada e os dias estão passando num piscar de olhos: segunda-feira já será junho, minha gente. Meio ano se contabilizando.

Mas quero aproveitar esta última participação de maio, deste cinzento ano de 2020, para declarar que não estou gostando do que ocorre em nível nacional. 

A disputa do Poder, a falta de harmonia entre os Poderes, a intromissão intransigente e teimosa de ministros do supremo em particularidades do Poder Executivo, a língua desenfreada do nosso presidente, as atitudes pueris dos seus filhos, a alta taxa de desempregos e a antevisão de dias duros para fechar o ano, nos remetem a um raciocínio muito adequado ao caótico status quo econômico e político do país.

Se não houver serenidade, se o radicalismo não der lugar à harmonia – a começar pelos mais altos dignitários da República –, se o patriotismo não aflorar, as nuvens escuras que povoam o céu do Brasil poderão provocar tempestades, indesejáveis pela maioria dos brasileiros.

A cada dia se avoluma o exército dos desempregados, aumenta o número de iniciativas produtivas cerrando suas portas, de empreendedores jogando a toalha.
Sobrará o quê?

A indústria não produz porque não tem a quem vender. O comerciante não adquire mercadorias porque o freguês desapareceu. O desempregado não compra, pois não tem dinheiro. Os ônibus param porque não há passageiros. Às mesas sentam-se pessoas famintas que, desempregadas, não possuem dinheiro para a compra de alimentos.

Saco vazio não para de pé, diz o adágio popular. 

E quando a fome aperta, os horizontes deixam de existir, o racional dá lugar ao estômago que reclama comida e aí o Homem é capaz de tudo.
Não pretendo, não quero, ser o profeta da desgraça, mas urge que nossos governos nos acenem com projetos que nos animem para não esmorecer.

A continuar assim, tudo parado, tudo estagnado e só o número de desempregados aumentando, e entraremos naquela máxima que nos avisa:  salve-se quem puder!

Hoje é sexta-feira. Segunda-feira será junho. Junho de 2020, um ano perdido!
E que todos comecemos o dia como queremos termina-lo! Bom dia!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 28/05/2020 - 12:15

Continuo buscando, na edição que circulou na semana de 4 a 11 de julho de 1964, do nosso saudoso semanário Tribuna Criciumense, os tópicos de publicações que dão um mergulho no passado e se transformam na Crônica da Cidade de hoje.

PROIBIDOS FOGOS DE ARTIFÍCIO – Medida das mais acertadas acabam de ser tomadas por ordem do Sr. Alcides Bastos de Araújo, diretor fiscal de armas, munições e produtos inflamáveis, do município, que proibiu, terminantemente, o uso de fogos de artifício em campo de futebol. Determina, ainda, que os infratores serão punidos na forma da lei e as casas de comércio poderão ter seus direitos comerciais cassados. De pronto aquela determinação foi acatada, mas – logo em seguida – tais normas foram relaxadas e, a cada jogo, havia duas competições: uma no gramado, por conta dos jogadores; outra, na assistência, de torcida contra torcida, no perigoso espetáculo de fogos de artifício.

ODEC NÃO É ASSOCIAÇÃO, É MOVIMENTO – O texto é de Fernando Búrigo e diz assim: Art. 1º A Organização Democrática Estudantil Cristã, fundada em 18 de outubro de 1962, por ocasião do I Encontro Estadual, realizado em Florianópolis, é pessoa jurídica de caráter privado, destituída de preconceitos político-partidários, de cor e de sexo e nacionalidade e se regerá por estatutos próprios.
Art. 2º A Organização Democrática Estudantil Cristã, obedecendo a sigla Odec, tem essência cristã e democrática repudiando qualquer extremismo de ordem socioeconômica e suas diretrizes estão contidas em sua Carta de Princípios. Estes dois artigos mostram, claramente, que a Odec não é uma associação de estudantes e, sim, uma organização de fato. Foi uma época de posições radicais da direita e da esquerda, na política estudantil, tendo, sempre, a assistência de organismos extra escolares, especialmente do clero mantenedor de muitos estabelecimentos escolares em todo o território nacional. 

CIDADANIA HONORÁRIA – E o nosso hebdomadário escreve dois projetos de resolução, assinados por todos os vereadores, concedendo o título honorífico da cidadania honorária de Criciúma para duas autoridades eclesiásticas: Padre Pedro Baldoncini e Dom Joaquim Domingues de Oliveira. O primeiro fora vigário da Paróquia São José e, o segundo, era o arcebispo metropolitano de Florianópolis. Tais projetos eram muito escassos: não mais que dois ou três por legislatura, isto é, a cada quatro anos. Bem diferente dos dias atuais. 

Esta crônica vai ao ar na Rádio Som Maior. E eu retornarei amanhã. Até lá amigos e um abraço do meu tamanho!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 28/05/2020 - 10:10Atualizado em 28/05/2020 - 10:22

Estamos caminhando, com muita velocidade às eleições de 2020. A nossa responsabilidade – que cresce a cada pleito eleitoral – hoje é histórica. Nunca se precisou tanto de homens capazes como nos dias atuais.
Houve tempo em que, independentemente de quem nos governasse, Criciúma só cresceria. Agora é diferente: se não houver competência, visão administrativa e muito planejamento, políticos e eleitores seremos cobrados pelas gerações que nos sucedem. 

Tudo começa no partido político, haja vista que não é admitido, na legislação eleitoral brasileira, a candidatura avulsa, isto é, candidatura sem partido. Então, a agremiação política tem o dever de nos apresentar candidatos à altura de uma cidade que se autoproclama polo macro regional, centro de gravitação de tudo quanto acontece em todo o grande Sul catarinense.

É preciso que os partidos questionem os pretendentes, façam com eles uma sabatina sobre política, com P maiúsculo, sobre conhecimentos gerais, sobre a diferença que há entre o público e o privado, sobre governo calçado em planejamento, sobre a História da cidade.

Aquele que se apresentar sem tais credenciais e/ou sobre estes temas não demonstrar domínio, não merece ser oferecido ao povo para o sufrágio eleitoral.

Está na hora, Criciúma, de elegermos um prefeito comprometido com o amanhã, uma pessoa que governe pensando nas gerações futuras, um prefeito que rompa com o faz de conta, um prefeito que abra o mapa do município à frente dos técnicos e exija-lhes soluções práticas e viáveis para o caos do trânsito, para a educação, para a saúde, para o sistema viário, para os aspectos urbanos da cidade.

É preciso que tenhamos um prefeito que, como qualifica o povo, seja peitudo o suficiente para propor as desapropriações imobiliárias que o progresso reclama a fim de abrir vias públicas alternativas, afim de estimular a construção de edifícios garagens. Um prefeito peitudo, sim, que aceite o desafio de entregar o município ao sucessor com 100% do povo alfabetizados, com 100% das crianças nas escolas, com atendimento nos postos de saúde sem necessidade de marcar consulta e, especialmente, sem estúpidas filas.

Parece utopia, mas não é. Parece que essa pessoa com tais características, não existe. Mas existe. Na década de 1950, Porto Alegre teve Loureiro da Silva. Na seguinte, São Paulo teve Faria Lima. No início deste milênio, Florianópolis teve Ângela Amin. 

Por que o nosso não aflora? 

Os partidos que olhem para dentro de si próprios e nos apresentem candidatos com esse perfil, buscando a renovação de pessoas e métodos de administrar.

Ou não tenho razão?
E que todos comecemos o dia como queremos termina-lo! Bom dia!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 27/05/2020 - 13:49Atualizado em 27/05/2020 - 13:50

O frio às portas. Convite para bebidas quentes e para leitura. Falemos dela, então!

Há uns livros que, a exemplo de alguns filmes, é impossível não ler.  E, quando estamos fazendo a leitura respectiva há um impulso natural que faz a gente enterrar a cabeça no dito cujo querendo, a cada linha, descobrir o que ocorrerá na seguinte.

Li, faz mais de 50 anos, um romance denominado “A Filha do Diretor do Circo”. Era o livro de dorso mais volumoso que a livraria Fátima vendia àquela época. E a leitura decorreu de uma aposta feita comigo mesmo: não acreditava que alguém lesse, de verdade, todas as páginas de um livro de, por exemplo, 200 páginas. Aquele, uma brochura pobre, continha umas 500. Devorei aquela história em menos de uma semana. Ainda recordo os nomes dos personagens principais.

Na festa de final de ano de 1998, com a revelação de amigo secreto, fui presenteado com um livro intitulado Deixados Para Traz. Mais de 300 páginas, folha de gramatura fina, letra com corpo 10, se tanto. Pensei: o vereador Sandro Barcelos Paulo – que fora o meu amigo presenteador – está querendo me castigar com a leitura desse livro. 

Meio ano depois, puxei aquele exemplar da prateleira e fui ler. Só parei ao finalizar e, na mesma semana, adquirir a sequência eis que faz parte de uma série: li até o volume oito e releria cada um deles tão empolgante é a narrativa do seu autor.

Faz 25 anos que tive a grata oportunidade de ler “Pássaros Feridos”. No seu formato editorial incomum às produções rotineiras, contava 470 páginas. Devorei no período compreendido entre 24 a 31 de dezembro. É impossível não recordar a beleza da história nele contida, a saga de uma família imigrante.

Faz alguns anos, depois de quatro dias, dei cabo na história que narra a perseguição havida a um garoto de 12 anos, judeu, ao final da II Guerra Mundial. Refiro-me a “Perseguição Implacável”. Está aí uma obra literária que não nos dá sossego antes de sabermos o final. A cada página, a cada capítulo, numa narrativa eloquente e descomplicada, os detalhes minuciosos de cada passo daquele militar afugentando o pequeno judeu das garras dos nazistas.

Perseguição Implacável entra no índice de bons livros contemporâneos que, com absoluta tranquilidade, recomendo aos prezados ouvintes. Aliás, recomendo os quatro:
Pássaros Feridos, a Filha do Diretor do Circo, Deixados Para Traz e Perseguição Implacável.

Para os dias frios que o inverno anuncia, nada melhor que uma boa leitura.

E que todos comecemos o dia como queremos termina-lo! Bom dia!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 27/05/2020 - 06:59Atualizado em 28/05/2020 - 10:29

Continuo buscando, na edição que circulou na semana de 27 de junho a 4 de julho de 1964, do nosso saudoso semanário Tribuna Criciumense, os tópicos de publicações que dão um mergulho no passado e se transformam na Crônica da Cidade de hoje.

GOVERNO FOI MODERADO NAS CASSAÇÕES – Em rápida entrevista concedida ao nosso Jornal o ex-governador Irineu Bornhausen teceu alguns comentários sobre a situação do país. Sobre as cassações o Sr. Irineu declarou serem elas necessárias e que o governo fora muito moderado em suas listas. Perguntado se esta a posição de um revolucionário Irineu respondeu que se integrava no movimento revolucionário, mas que julgara moderadas as atitudes de nossos militares quanto às cassações. Quanto à sucessão estadual o ex-governador foi de opinião ser muito prematuro fazer-se qualquer previsão, uma vez que teremos de aguardar o novo código eleitoral para saber se as eleições são diretas ou indiretas. Já se pensava em eleger presidente e governadores por colégios eleitorais, mas em 1965 o pleito ainda foi direto, Irineu não concorreu – mas apoiou seu sobrinho Antônio Carlos Konder Reis que perdeu aquela eleição para o deputado Ivo Silveira.

EDITAL Nº 81 – De ordem do Senhor Prefeito Municipal e na forma da lei, faço público a quem interessar possa que está aberta, pelo prazo de quinze dias, a contar desta data, concorrência pública para a aquisição de uma área de terra de dez a quinze hectares, nas proximidades da área urbana de Forquilhinha, por preço não superior a cinco milhões de cruzeiros, destinada à construção de um Posto Agropecuário, em convênio com a secretaria da Agricultura do estado de Santa Catarina. Ass. Adair Lima, Oficial de Gabinete. Era assim, simples assim.

E alcançamos a edição do Tribuna Criciumense que circulou na semana de 4 a 11 de julho de 1964 que, dentre outras matérias, publicou na capa: ESTUDO SOBRE CARVÃO NAS ESCOLAS – Dada a repercussão alcançada pela matéria publicada em nossa última edição passamos a publicar o anteprojeto de lei elaborado pelo nosso colaborador Rodeval José Alves, funcionário do Sindicato dos Mineradores. Art. 1º É obrigatório, nas escolas públicas o Município, o ensino de matéria sobre o carvão mineral e outros minerais do país. E Tribuna publica os demais artigos, em número de oito, disciplinando a matéria. Como falei na edição passada tal assunto não saiu do papel nem naquele 1964, nem nos anos seguintes, até hoje.

Esta crônica vai ao ar na Rádio Som Maior. E eu retornarei amanhã. Até lá amigos e um abraço do meu tamanho!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 26/05/2020 - 09:35

Pax Domini sit semper vobiscum! Era uma das tantas saudações do sacerdote celebrante de missas e outros atos litúrgicos da Santa Madre Igreja, até João XXIII. Dito em latim, a língua oficial da Igreja de Roma, quer dizer: A Paz do Senhor esteja sempre convosco, e disso nos recordamos os que fomos coroinhas de tantos padres.

Devo ter recebido, por baixo, uma centena de mensagens aprovando o comentário aqui pronunciado no programa de ontem, quando falei do vídeo daquela famigerada reunião do ministério do presidente Bolsonaro. É inacreditável a velocidade com que repercutem determinados assuntos. Não mais do que meia hora depois e eu era brindado com manifestações originadas em Portugal, Estados Unidos, México, Itália e França, de brasileiros residentes nesses países. E recebi, também, duas mensagens, criticando o que comentei.

Faz parte do jogo. 

Agradeço aos primeiros e agradeço aos segundos. Antes de tudo a democracia nos ensina isso: ouvir e respeitar a opinião do próximo, ainda que divergente. Ser ouvido pelas duas correntes é um privilégio! E alto e bom som proclamo: Pax Domini sit semper vobiscum!

Mas hoje, meu caro Dênis, quero voltar a um assunto que já está maçante: a pandemia e seus efeitos. E venho fazê-lo para cumprimentar as autoridades do nosso município, Criciúma, que, rápida e responsavelmente – agiram a favor da população.
Foi muito estranho, ainda em março, ou final de fevereiro, recebermos a recomendação de não sairmos de casa e, se o fizéssemos, sempre com máscara escondendo a boca e o nariz. Estranho – mesmo - foi ir à janela, olhar para a rua à frente de nossa casa, e não vermos ninguém e apenas um ou dois automóveis usando sua pista de rolamento.

Junto à perplexidade dessa prática, a mídia mostrando a praga tomando conta do mundo e, consequentemente, causando pânico junto a cada uma das famílias aqui residentes.

E foi prometido que isso duraria até o final de março; depois, até o final de abril; agora, até o final de maio; e há vozes por aí afirmando que entraremos ao segundo semestre convivendo com a pandemia do Covid-19.

E a gente fica olhando para outras cidades do porte - e maiores do que Criciúma - e constatando que, aqui, a encrenca ficou de menor tamanho e não há como não render homenagem - e gratidão - às nossas autoridades municipais que cuidaram de todos os pormenores que pudessem evitar a contaminação e a morte em grande escala.

Aliás, o Acélio Casagrande, com o know-how adquirido em longos anos dedicados à saúde pública, liderando uma equipe altamente qualificada, e com todas as limitações impostas pelo próprio serviço público, mostrou que conhece os meandros da área e nos transfere segurança.

E não deixo de estender cumprimentos ao prefeito do nosso município que se rendeu às sábias orientações do secretário municipal de Saúde, dando-lhe cartas brancas para todas as ações dessa área - deixando mais tranquila a população.

E agora meu propósito é só voltar a falar dessa pandemia satânica quando tudo tiver voltado ao normal. E espero que seja logo!

E que todos comecemos o dia como queremos termina-lo! Bom dia! 

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 26/05/2020 - 07:02Atualizado em 28/05/2020 - 10:28

Busco, na edição que circulou na semana de 27 de junho a 4 de julho de 1964, do nosso saudoso semanário Tribuna Criciumense, os tópicos de publicações que dão um mergulho no passado e se transformam na Crônica da Cidade de hoje.

FABULOSA FORTUNA DO PRESIDENTE DEPOSTO – Publica, o vespertino O Globo, do Rio de Janeiro, a seguinte nota: “O Conselho de Segurança Nacional está realizando, com a colaboração de técnicos do Banco do Brasil, o levantamento de todos os bens do presidente deposto. Os trabalhos se desenvolvem em sigilo; ao que apuramos, pelos cálculos já feitos, sabe-se que a fortuna do Senhor João Goulart ascende a mais de sete bilhões de cruzeiros, incluindo terras de sua propriedade no Rio Grande do Sul, um luxuoso apartamento em Copacabana e diversos outros imóveis. Aqueles cálculos, conforme apuramos, baseiam-se em documentos e escrituras públicas. É provável que, ao final do levantamento, o Conselho de Segurança Nacional faça a divulgação do patrimônio de Jango.” E a nota se estende por mais de meia página da capa da edição em exame.

CARVÃO SERÁ ESTUDO OBRIGATÓRIO – Será apresentado, em breve, na Câmara Municipal de Criciúma, um projeto de lei instituindo o estudo de matéria sobre o carvão mineral e outros minerais do país, nas nossas escola públicas. O projeto ainda prevê que estes estudos seriam exequíveis nas aulas de geografia, que teriam um dia específico no qual as professoras ficariam obrigadas a dar noções sobre a história do carvão em Santa Catarina a importância do mineral para a nação, para o estado e para o nosso município. Essa matéria também é extensa e aqui reproduzimos para lembrar que existem leis que pegam e leis que não pegam. Essa aí, por exemplo, não pegou. E eu concluo que não tenha obtido sucesso por falta de material didático sobre o assunto. Tais conhecimentos não eram do domínio de nossos professores de geografia, como o queria o projeto de lei em referência. Morreu na casca, como diriam os criciumenses de então. Lamentavelmente!

DECRETO Nº 257 – Art. 1º Fica expressa e categoricamente vedado, salvo nas exceções previstas neste decreto, o uso de veículos pertencentes à Prefeitura municipal, em horário estranho ao do expediente normal. Arlindo Junkes queria frear o uso indevido de caminhões que, aos finais de semana, atendiam a pedidos de aterro particular em qualquer lugar do município. Não foi atendido.

Esta crônica vai ao ar na Rádio Som Maior. E eu retornarei amanhã. Até lá amigos e um abraço do meu tamanho!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 25/05/2020 - 10:18Atualizado em 25/05/2020 - 10:20

Honestamente – perguntaram-me – o que achaste do vídeo da reunião ministerial?

Olha – respondi – realmente a liturgia de uma reunião ministerial foi quebrada. Igual a mim, o presidente foi curto e grosso: ou manda ou despede, isto é, ou a sua voz de comando é respeitada e acatada, ou os incomodados que se retirem.
E acrescento: é bem provável que, em reuniões ministeriais de presidentes pretéritos, e não tão longevos, alguns ministros tivessem recebido sinalização para permanecerem no local por mais algum tempo, ao fim delas. E daí, em petit comitê a técnica da corrupção tenha norteado o papo. E ninguém se importou com a liturgia de tais encontros. Liturgia? Pra Portugal de navio, ora pois!

O que é preciso ficar patente, em letras garrafais, é que os tempos são outros e o que se vê foi o que se pediu. Nenhum brasileiro, dos tantos milhões de votos, votaram nele para que continuasse na prática do toma lá dá cá; nenhum eleitor votou nele homenageando os bons costumes; nenhum brasileiro votou nele pensando que, na liturgia de reunião com seus auxiliares, os parâmetros até então estabelecidos fossem respeitados. Nenhuma pessoa maior de 16 anos, que foi às urnas para elegê-lo, o fez para que falasse bonito: não, nenhum deu-lhe o voto para que não usasse palavras de baixo calão quando defendesse o Brasil. Nenhum!

Todos foram conscientes de que, com ele, haveria mudanças. Em tudo. Até na liturgia de uma reunião ministerial.

Temos ali, brasileiros que me honram com a sintonia, um homem angustiado com o próprio tempo: quer soluções imediatas para problemas que atravessam séculos e, apesar do peso mal criado dos seus mandamentos e falas, teimosamente dormem na gaveta do amanhã.
Temos ali um presidente pressionado por todos os meios porque estancou a vazão das fartas tetas mamadas por inescrupulosos que se locupletavam do poder, a favor de seus bolsos. Temos ali um presidente que está pouco se lixando para a liturgia de uma reunião ministerial, especialmente quando ordena e não é obedecido.

Os brasileiros não votamos nele para ele ser mais um. Não! Depositamos o voto a seu favor para que ele acabasse com aquele estado de coisas. 

O que mais incomoda os que criticam a quebra de normas civilizadas para conduzir uma reunião, é que ninguém, do seu gabinete, sai de restaurante carregando mala com um monte de dinheiro, dinheiro de propina; é que ninguém põe a sua digital em licitações viciadas; é que ninguém é denunciado por meter a mão no nosso dinheiro, ali da Petrobras; é que ninguém pode acusa-lo de um mensalão. É que nenhum dos seus ministros guarda fortuna de dinheiro sujo, em seu apartamento, em quantidades absurdas. 

A quebra dessa liturgia é que incomoda os apeados do poder que procuram brechas, desde a posse, para desaloja-lo da presidência da República. Essa prática litúrgica quebrada é que dá o desconforto aos que foram deixados para trás.

Em resumo, os que advogam a obediência à liturgia do favor, votaram noutro candidato e não se conformam com a derrota que lhe impôs um presidente casca grossa que mandou à liturgia de reunião ministerial às favas. Democracia é assim: das urnas sai a vontade da maioria. E a maioria quis o rompimento radical com o modus operandi dos governos anteriores. Cabe ao vencido dar-se por preterido e aplaudir o vencedor: é da democracia.

Obedientes à liturgia reclamada estão os outros que disputaram aquele pleito, o principal deles, lecionando em São Paulo e que, inconformado por ter sido derrotado por um candidato mal criado, quebrador de protocolo, turrão e avesso à liturgias impostas, não raras vezes sai por aí espumando sua raiva e vociferando contra o povo que não o elegeu.

E que todos comecemos o dia como queremos termina-lo! Bom dia!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 25/05/2020 - 06:54

Continuo buscando, na edição que circulou na semana de 20 a 27 de junho de 1964, do nosso saudoso semanário Tribuna Criciumense, os tópicos de publicações que dão um mergulho no passado e se transformam na Crônica da Cidade de hoje.

DE ROUPA NOVA AS RUAS DA CIDADE – Novo e moderno método de sinalização acaba de ser posto em prática na cidade de Criciúma. As ruas estão enfeitadas por postes coloridos, que fazem parte da decisão de nossa polícia de disciplinar, de uma vez por todas, o trânsito na capital do carvão. Este sistema de sinalização é parte de um convênio celebrado pelo governo do Estado com a empresa paulista de publicidade Totó que tem se encarregado desse trabalho em diversos estados. Em Santa Catarina, além de Florianópolis,  outras cidades foram servidas pela empresa Totó: são elas Joinville, Lages, Blumenau e Rio do Sul. Agora, em Criciúma. Será que o ouvinte está pensando o que eu também penso? Empresa Totó? Empresa de publicidade cuidando do trânsito? Muito estranho.

AS ÚLTIMAS DO/ FUTEBOL – Milioli Neto escrevia: a artilharia do campeonato estadual aponta os principais goleadores: Gonzaga do Hercílio Luz, 11 tentos; Tarcísio do Hercílio e Dufles, do Marcilio Dias, 10 tentos; Idézio do Metropol, Ratinho do Marcilio e Zé Paulo do Guatá, com 9 tentos. CLASSIFICAÇÃO POR PONTOS PERDIDOS: 1º Hercílio Luz, com 5 pp; 2º Marcilio Dias, com 7 pp; 3º Barroso de Itajaí, com 8 pp; 4º Comerciário e Metropol, com 9 pp; 5º Ferroviário, de Tubarão, com 10 pontos perdidos.

FUTEBOL DE SALÃO – Está confirmada a realização do campeonato criciumense de futebol de salão, ficando anotado para o próximo dia 3 de julho a efetivação do torneio início que contará com a participação de dez agremiações. Os jogos serão disputados na quadra Pedro Benedet – fundos da Galeria Benetton – e a temporada salonista desde já desperta grande interesse em nosso meio esportivo. Não tínhamos um ginásio de esportes, sequer. Essa quadra aí, além de acanhada, era totalmente descoberta. Era a Quadra do Gita, descendente direto do coronel Pedro. A iluminação era fraca. Mas, cada jogo levava muita gente para assistir. Os jogos começavam por volta das 20h00 e se estendiam, às vezes, até madrugada a dentro.

ESTADUAL DE FUTEBOL: SEGUNDA ETAPA. Após o encerramento do turno, com o Hercílio Luz ponteando a classificação, teremos, na tarde de amanhã, o reinício do campeonato, com sete encontros, assim programados: em Tubarão, Hercílio x Marcilio; em Itajaí, Barroso x Minerasil; em Florianópolis, Postal x Ferroviário; em Guatá, Guatá x Metropol; em Urussanga, Urussanga x Comerciário; em Imbituba, Imbituba x Avaí e, em Criciúma, Atlético x Figueirense.

Esta crônica está no ar também na Rádio Som Maior. E eu retornarei amanhã. Até lá amigos e um abraço do meu tamanho!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 22/05/2020 - 11:38

Busquei, na edição que circulou na semana de 20 a 27 de junho de 1964, do nosso saudoso semanário Tribuna Criciumense, os tópicos de publicações que dão um mergulho no passado e se transformam na Crônica da Cidade de hoje.

NOVO INCO ABRE SUAS PORTAS – E o nosso semanário discorre em largo espaço de capa sobre a inauguração da nova agência do Banco Indústria e Comércio de Santa Catarina S. A. conhecido pela sigla Inco. Era o Banco da UDN, eis que de propriedade da família Konder Bornhausen. A agência, até então, estava localizada num imóvel da família Bortoluzzi, na rua João Pessoa. Agora seriam inauguradas as modernas instalações, em prédio próprio, na esquina da Rua Cel. Pedro Benedet com a Rua Rui Barbosa, terreno no qual existia a casa de moradia, depois estabelecimento comercial, do próprio Pedro Benedet. Hoje o prédio é de propriedade da Carbonífera Metropolitana e seu térreo é ocupado pela Casas Pernambucanas. A construção levou mais de dez anos para ser concluída.

BANQUETE AO INCO – A Associação Comercial e Industrial de Criciúma, presidida pelo Senhor Wilson Barata, promoveu, em data de ontem, um jantar, no Restaurante Pigalle, em homenagem à diretoria do Banco Inco, em regozijo pela inauguração de sua magnífica sede desta praça.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS DE FUTEBOL – CLÓVIS CUSTOU 150 MIL AO ROLO – O meia Clóvis, ligado ao Irati do Paraná, acaba de ser contratado pelo Atlético Operário pelo valor de 150 mil cruzeiros. BEZERRA desligou-se do Metropol. GIOVAN, ex-juvenil do Vasco da Gama e titular do Olaria, acaba de acertar com o Rolo Compressor. O carioca ALBERTO, que não ficou no Comerciário, acertou com o Itaúna, de Siderópolis. O Comerciário, silenciosamente, quer trazer Hélio de volta: falta apenas o Internacional concordar. VALDIR deixou o Metropol e acertou com o Ouro Preto. O METROPOL JOGARÁ um amistoso com o Ouro Preto e apresentará as duas novidades trazidas por Derval Gramacho, do Rio de Janeiro: Edgar e Fernando. No Ouro Preto, Valdir Paulo Berg, Valter, Sabiá, Zezinho e Flásio que acertaram rescisão com o Verde e Branco da Metropolitana e agora defendem as cores do Fantasma.

SOCIEDADE – Na crônica de Beverly Godoi Costa esta notícia: O casal Vidal de Oliveira convidando para o enlace matrimonial de sua filha Elga com o Sr. Sérgio Cabral, a realizar-se dia 27, às 16h30, na capela do Ginásio Madre Teresa Michel.

Esta crônica está no ar também na Rádio Som Maior. E eu retornarei segunda-feira. Até lá amigos e um abraço do meu tamanho!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 22/05/2020 - 09:20

Hoje serei sucinto. Rápido. 
    1. A conferência havida ontem, entre os chefes do Poder Executivo da União e dos Estados, demonstra que, quando se quer, é possível. Veio em bom tempo.
    2. O Comandante Moisés que ousou pensar que os votos amealhados nas últimas eleições foram por seus méritos pessoais, está vendo que, realmente, há diferença entre gerir um Corpo de Bombeiros e um Estado. Como diria um meteorologista muito conhecido de nós, Moisés está enrascado.
    3. Não confunda Borba Gato com Gato Borba. Borba Gato foi um bandeirante paulista que ajudou a levar a fronteira do nosso país para o Oeste. Gato Borba...

Aí me perguntaram, em tom de deboche: Archimedes, não estás achando que há muito cheiro de militares no governo do Bolsonaro?
Aí me lembrei de um ditado muito usado ali no meu condado: as respostas a provocações devem ter dois pilares a saber: curto e grosso.
De pronto respondi: olha, pode até ser verdadeira esta tua observação, de que há muito cheiro de militares no governo federal, mas 
Prefiro o cheiro dos militares ao perfume dos corruptos. 
Prefiro o cheiro dos militares ao odor dos ladrões. 
Prefiro o cheiro dos militares à fragrância dos dilapidadores do patrimônio público. 
Prefiro o cheiro dos militares ao aroma da quadrilha que foi desbancada do planalto.
Simples assim! De leve! Curto e grosso!
E que todos comecemos o dia como queremos termina-lo! Bom dia!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 21/05/2020 - 09:33

Com tua permissão abro o comentário, in primo loco, enviando cumprimentos especiais ao Mateus Zuchinalle, nosso ouvinte contumaz, para quem deixo um abraço do meu tamanho!
Obrigado pela sintonia, Mateus!

“Quando eu vejo alguns discursos dessas pessoas, falando, quando eu vejo, sabe, essas pessoas acharem bonito que tem que vender tudo que é público, que o público não presta nada… Ainda bem que a natureza, que a natureza, contra a vontade da humanidade, criou esse monstro chamado coronavírus. Porque esse monstro está permitindo que os cegos enxerguem, que os cegos comecem a enxergar, que apenas o Estado é capaz de dar solução a determinadas crises”, disse o ex-presidente Lula.
Falar essa barbaridade, dizer esse disparate, render homenagem à situações ruins, faz parte da linguagem do ex-presidente. O que não se concebe é observar que a mídia nacional, a grande imprensa – rádio, jornal e televisão – não repercutirem essa heresia pronunciada pelo condenado à espera da reclusão.

Apenas pálidas alusões a essa desgraçada fala desse indivíduo que por duas vezes elegemos para nos presidir.

Será que seria esse o comportamento dessa mesma imprensa se isso fosse dito por um outro político?

Ele prega o socialismo, ele propaga o comunismo, zombando dos tombados pela pandemia do Covid-19. “Ainda bem que a natureza criou esse monstro chamado coronavirus” – teve o topete de afirmar.
E as famílias de brasileiros sepultados no anonimato, por causa da praga que ele homenageia, chorando os seus mortos abatidos pela referida pandemia.

E quando prega o comunismo, e quando advoga o socialismo, ele diz que somos um bando de idiotas que não vê o que ocorre em Cuba, na Venezuela, na Bolívia.
Um ex-presidente afirmar que “ainda bem que a natureza criou esse monstro chamado coronavirus” para justificar o socialismo e o comunismo, é estupidamente criminoso, é crime de lesa pátria. E a repercussão junto à grande mídia foi pífia.
E falam em democratizar a notícia! 

Lula, dizendo uma barbaridade dessas, merecia voz de prisão incontinenti. Aliás, ele mesmo reconheceu a barbaridade que pronunciou a ponto de ir ao Correio Brasiliense e pedir desculpas pela insensatez do que afirmou. 
E eu pergunto: receberá o perdão das famílias enlutadas pelas tantas mortes ocasionadas pelo coronavirus que ele abençoa?
“Ainda bem que a natureza, que a natureza, contra a vontade da humanidade, criou esse monstro chamado coronavírus.”

O estranho mesmo, é que a mídia nacional ouviu e achou conforme, deu descolorida repercussão, e daí a parcialidade dos nossos órgãos de imprensa fica evidenciada, escancarada, carimbada: aqui vale tudo, desde que não se critiquem as lideranças de esquerda.
Ainda assim, Brasil, nós não desistiremos de ti!

E que todos comecemos o dia como queremos termina-lo! Bom dia!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 21/05/2020 - 06:57

Continuo buscando, na edição que circulou na semana de 13 a 20 de junho de 1964, do nosso saudoso semanário Tribuna Criciumense, os tópicos de publicações que dão um mergulho no passado e se transformam na Crônica da Cidade de hoje.

MEC PEDE O FIM DA UNE – O ministro da Educação sugeriu ao presidente da República, hoje, a extinção da União Nacional dos Estudantes. O Sr. Flávio Suplicy de Lacerda pediu ao chefe do governo o envio de mensagem ao Congresso Nacional fechando todas as entidades estudantis, de nível superior ou médio, existentes no território nacional. Em um bem fundamentado projeto de lei, o titular da pasta da Educação sugeriu: a) criação de diretórios acadêmicos em cada faculdade; b) diretório central de estudantes em cada universidade; c) diretório estadual de estudantes em cada estado ou território onde haja mais de um estabelecimentos de ensino de grau médio ou superior. A fim de redemocratizar tais representações a proposta do ministro diz que “todo estudante é obrigado a votar sem o que não poderá prestar exames finais, Prevê, ainda, que nenhum estudante reprovado ou dependente poderá exercer cargo de direção nos diretórios e que as representações estudantis não poderá promover manifestação ou propaganda política, nem estimular ou participar de movimentos grevistas de estudantes. Bom, a Une e a UBES acabaram sendo extintas e indo para a clandestinidade. Ainda assim as duas entidades promoviam os seus congressos ocasionando prisões por atacado.

PAULINO BURIGO PERDEU A INVENCIBILIDADE – Vindo de um empate, em casa, contra o Minerasil, o Comerciário foi batido, em Tubarão, pelo Ferroviário quando mais necessitava da reabilitação. Jogando horrivelmente a equipe celeste foi, durante os 90 minutos, uma equipe desencontrada, não merecendo melhor sorte. Conheceu, assim, o treinador Paulino Búrigo, a sua primeira derrota no certame diante de uma esquadra de modestos recursos técnicos, porém voluntariosa ao extremo. Marcaram: Boca e Mauro, este duas vezes. 2 x 1 para o Ferroviário. O Comerciário jogou com Edival, Valtair, Erasmo, Neri e Gerson; Mário Araújo e Leo; Nivaldo, Mauro, Almerindo e Rubens. O Ferroviário: Valdir, Bira, João Carlos, Zilton e Rubens; Ênio e Tóia; Dico, Boca, Bracinho e J. Lima. Eu desconhecia que Paulino Búrigo fora técnico de futebol. Comerciante, sim. Político, deputado estadual, também. Mas técnico de futebol? Novidade!

Esta crônica está no meu blog, no Portal 4oito.com.br. E eu retornarei amanhã. Até lá amigos e um abraço do meu tamanho!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 20/05/2020 - 11:20Atualizado em 20/05/2020 - 11:41

Quero permissão para, in primo loco, mandar um abraço do meu tamanho ao Fefê Damiani, que hoje troca idade! Somos amigos desde 1954, estudando no Curso Particular Póvoas Carneiro. E temos nos visto amiúde por aí e, especialmente, no seu restaurante, o El Camino, da melhor polenta de Nova Veneza. Pra ti, Fefê, filho do Esperandino Damiani, o Seu Ouro, e Dona Loli, os sinceros votos de um feliz aniversário, ao lado da tua Lili! Parabéns, Fefê!

Dito isto, digo também que – ontem - tomei conhecimento de que Geovane de Godoi colocou seu nome à disposição da agremiação partidária a que está filiado para concorrer ao cargo de prefeito municipal de Forquilhinha a 4 de outubro deste ano.
E essa comunicação me trouxe para o Planeta Terra, novamente. Estava alienado, no mundo do novo corona vírus, e já esquecendo de que no Brasil, a 4 de outubro, deste ano, teremos eleições para prefeito e vereador, de todas a mais charmosa, a mais empolgante, a mais discutida, a mais disputada, a mais aguerrida eleição.

A quarentena provocada por essa praga do Covid-19 nos levou a essa letargia: não se fala e nem se ouve nada além do Corona. Desde o alvorecer, das 6horas, até o boa noite final, das 23h: é só corona, máscara, saúde, óbito, internação, cloroquina, roubo em licitações fraudadas, não se fala noutra coisa.

E as eleições municipais de outubro, oh! no esquecimento!

Aterrissei, acordei, despertei, voltei ao mundo dos vivos: teremos eleições, sim senhor! Como falei – preteritamente - a eleição pode até ser adiada para novembro ou dezembro: mas será feita neste ano, com absoluta certeza.
Por onde andam os candidatos? E os Partidos: aonde está a organização para o pleito? Salvo traição da memória as convenções de escolhas desses candidatos começarão a ser realizadas no mês de junho, dentro de poucos dias, portanto. 

Em anos anteriores, no mês de maio, nossos ouvidos já estariam entupidos de tantas informações a respeito do pleito que, como afirmei, é o mais importante e isso se justifica: 
na eleição de presidente vota-se numa pessoa que, dificilmente, teremos a oportunidade de conhecer. 
Quase em iguais condições, as eleições para governador e senador da República. 

Um pouquinho diferente e mais atraente, é a de deputados estadual e federal. O eleitor vota mas sabe que só terá contato com o eleito passados quatro anos.
Agora, a de prefeito, vice-prefeito e vereador, não! O eleitor vota sabendo exatamente em quem está votando: conhece o candidato para cada cargo. Esse candidato mora perto da sua casa, conversa com ele com frequência, sabe da sua vida, acompanha o seu trabalho, e acompanha o desenvolvimento da campanha, tomando parte do staff torcedor desta ou daquela candidatura e é aí que reside a disputa mais eloquente.

E que bom que seja assim!

A notícia que veio de Forquilhinha me trouxe ao mundo dos mortais: neste ano teremos eleições! Eleições que começam a tomar corpo. Eleições para os novos dignitários do nosso município. Nenhuma é mais quente e atraente do que essa.

E que todos comecemos o dia como queremos termina-lo! Bom dia!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 20/05/2020 - 07:02

Busquei, na edição que circulou na semana de 13 a 20 de junho de 1964, do nosso saudoso semanário Tribuna Criciumense, os tópicos de publicações que dão um mergulho no passado e se transformam na Crônica da Cidade de hoje.

DEVASSA E PUNIÇÃO PARA GOVERNADOR PAULISTA – Telegrama procedente de São Paulo informa que, consumada a cassação do mandato e suspensão dos direitos políticos do Sr. Juscelino Kubitschek, tem-se como certo, agora, em círculos revolucionários, que será também ultimado o processo de devassa e punição do Sr. Adhemar de Barros. Comenta-se, nos círculos políticos – anuncia o vespertino A Notícia – que o expurgo atingirá o atual governador bandeirante, apesar de ter, ele, aderido ao movimento de 31 de maço. O dossiê a respeito de sua antiga aliança com os comunistas já se encontra em poder das autoridades militares. Do mesmo modo os inquéritos e processos sobre escândalos no ministério da Saúde ao tempo da administração de Mário Pinotti, que pertencia ao partido de Adhemar, vem sendo detidamente vasculhados e avalizados. E Adhemar de Barros realmente não foi poupado. Seus mandato de governador foi cassado e seus direitos políticos suspensos por dez anos.

NOTÍCIA DE URUSSANGA: ESCRITÓRIO DA ACARESC – Será inaugurado, oficialmente, no próximo domingo, dia 14, o escritório local da Acaresc que terá como sede a antiga coletoria federal. Para o ato estará presente, além das autoridades locais, o diretor executivo desse Serviço no estado, engenheiro agrônomo Glauco Olinger. Será cumprida a seguinte programação: 10h30 bênção das instalações, pelo Monsenhor Agenor Neves Marques, vigário da paróquia de Urussanga; às 11h00 corte da fita inaugural pelo prefeito municipal; 11h30, coquetel aos presentes oferecido pela prefeitura municipal; 12h00 almoço às autoridades, no. Prédio do ginásio municipal, oferecido pela prefeitura local. Como mudaram os tempos: escritório da Acaresc, hoje, não teria essa programação para sua inauguração. Coquetel oferecido pela prefeitura, nem pensar. Almoço oferecido pela prefeitura, hoje, cassa o mandato do prefeito. Os tempos são outros.

COMERCIAL DA EDIÇÃO – Dr. Luiz Fernando Gyrão, cirurgia em geral. Clínica e cirurgia da tireoide. Cirurgia do estômago, das vias biliares e das varizes. Atende das 7h00 às 12h00 no Hospital São José.

Esta crônica está no meu blog, no Portal 4oito.com.br. E eu retornarei amanhã. Até lá amigos e um abraço do meu tamanho!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 19/05/2020 - 10:14Atualizado em 19/05/2020 - 10:15

No dia 4 do corrente mês, neste espaço, descrevi o que vem a ser um Estado de Emergência e alertei sobre os perigos das facilidades impostas por tal estado, citando, especificamente, a prática das compras e contratações – no serviço público – sem licitações.
Fui mais longe e lembrei: a ocasião faz o ladrão.
E agora eu pergunto aos que me acompanham: estão vendo o que está ocorrendo norte a sul do Brasil, nas prefeituras e governos estaduais?
Estão metendo a mão sem dó!

Até na santa, pura, bela e virgem Catarina, a ética foi desbancada. Desavergonhadamente entabularam negociações nos porões palacianos e acabaram acertando a compra de respiradores artificias a preços estratosféricos. Pior: de empresa fictícia.

Ao tempo que prestei serviços ao governo do estado, a Casa Civil fazia parte do Gabinete do Governador. Este era formado pelas Casas Civil e Militar e tudo o que se imagina que possa ocorrer ou que ocorre, nos intestinos governamentais, transita por ali. Portanto, o secretário da Casa Civil, ou o Chefe da Casa Civil, o demissionário, não estava só na encrenca que polarizou.
Mas isso fica a cargo dos senhores deputados que, na assembleia legislativa do estado, trabalham numa Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga, exatamente, o alcance da famigerada aquisição de máscaras, por 33 milhões de reais, fatura já liquidada sem o recebimento da mercadoria. Absurdo dos absurdos.

E a mídia está aí, praticamente em todos os seus informativos, a denunciar a mesma prática – em volumes infimamente inferiores, é bem verdade – sendo repetida em diversos municípios deste e de outros tantos estados brasileiros.
Quando a quadrilha do ex presidente Lula foi desbaratada e o Brasil vestiu a camisa do escândalo, os brasileiros imaginávamos que a corrupção teria sido varrida da administração pública em todos os seus degraus: federal, estadual e municipal. Imaginávamos ter chegado ao fundo do poço com os brutais e escandalosos desvios de dinheiro dos cofres da Petrobras.
Imaginação inocente. 

Claro que em grau menor, evidente que em quantias inferiores, sem dúvida envolvendo menos pessoas. 
Mas a pandemia da corrupção continua presente, aqui, ali e lá, isto é, no município, no estado e na união.

É endêmico – me dizia um amigo – isto faz parte do DNA dos políticos.
Parece que ele tem razão. 

E Bezerra da Silva já nos ensinava, ao som da sua composição musical: se gritar Pega Ladrão, não fica um meu irmão...
Exagerado o Bezerra, não é bem assim. Mas os fatos que vem sendo denunciados aqui e algures nos levam a dar crédito nos versos dele.

Pior de tudo: quando o administrador não mete a mão é taxado de incompetente.
Meu Deus, aonde chegamos!

E que todos comecemos o dia como queremos termina-lo! Bom dia!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 19/05/2020 - 06:59

Busquei, na edição que circulou na semana de 13 a 20 de junho de 1964, do nosso saudoso semanário Tribuna Criciumense, os tópicos de publicações que dão um mergulho no passado e se transformam na Crônica da Cidade de hoje.

DECRETO Nº 256 – Arlindo Junkes, prefeito municipal, no uso de suas atribuições, etc., decreta: Art. 1º São instituídas em todas as escolas primárias, sessões cívicas semanais, a serem realizadas todos os sábados, de conformidade com as instruções baixadas pela secretaria de Educação, Saúde e Assistência Social do município. Isso aí fora recomendação das autoridades militares acantonadas em nossa cidade. Mas, aos sábados, Professor Arlindo!

ESTRADA DE FERRO: NOVO SUPERINTENDENTE – Foi empossado, no Rio de Janeiro, como novo Superintendente da Estrada de Ferro Dona Teresa Cristina, o General Francisco das Chagas Mello Soares que vem substituir o Sr. Rolf Max Becke. O Sr. Rolf Becke foi inteiramente dedicado à solução dos problemas da ferrovia e, durante o seu mandato, apresentou um nítida compreensão dos problemas do Sul catarinense. A Teresa Cristina era interessante: tinha seu diretor empossado no Rio de Janeiro, sua sede em Tubarão, e vivia do transporte de carvão de Criciúma, Siderópolis, Lauro Müller e Urussanga.

JK CASSADO – Logo após ter, a Voz do Brasil, divulgado a cassação do mandato do senador Juscelino Kubitscheck, este distribuiu uma nota aos jornais, nos seguintes termos: “No instante em que a iniquidade se consuma e me obriga ao silêncio, cassando o mandato de senador e retirando-me os direitos políticos, quero pedir aos brasileiros que não se deixem, um só momento, impressionar com as calúnias e as mentiras que os inimigos jurados da democracia certamente hão de atirar sobre mim. Estou pagando o crime de ter lutado indeterminadamente pela independência econômica do meu país; o crime de ter governado isento de ódios; o crime de não ter perseguido quem quer que seja; o crime de ter proporcionado a esta nação cinco anos de paz, de garantias constitucionais, de cuidados administrativos; o crime maior de ter feito nascer, no coração dos brasileiros, a esperança e o sentimento de grandeza. Silenciado pela tirania, restarão documentos irrefutáveis, restará a reparação que a História oferece, dignificando os que forem sacrificados pela má fé, pela incompreensão e pelo ódio. Não aceito o julgamento dos que, agora, me julgam. Só aceito o julgamento do povo, pois nele reconheço o juiz das minhas ações”.

Esse era o presidente Juscelino, agora, senador goiano. Seu maior crime foi aprovar a indicação do seu nome às eleições presidenciais de 1965 que foram suspensas e o presidente passou a ser eleito por colégio eleitoral.
Esta crônica está no meu blog, no Portal 4oito.com.br. E eu retornarei amanhã. Até lá amigos e um abraço do meu tamanho!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 18/05/2020 - 10:50Atualizado em 18/05/2020 - 10:51

Permita que, in primo loco, eu envie meus sinceros cumprimentos ao ex comandante do 28 GAC, Coronel de Artilharia Marcio Cesar Ribas Cerqueira, que conhecemos como Coronel Ribas, o qual, por Portaria do Comandante do Exército Nacional, foi designado para exercer o cargo de Adido de Defesa Naval, do Exército e da Aeronáutica, junto à representação diplomática do Brasil nos Estados Unidos Mexicanos, na cidade do México. Para o Coronel Ribas, os sinceros cumprimentos deste comentarista.

Dito isto, digo-te, também:
quando reclamo que já ultrapassei a casa dos 77 anos, sou acarinhado por terceiros que me asseguram: idoso, sim, mas muito mais sabedoria, muito mais experiência, muito mais capacidade de discernimento. E eu até concordo. Se é verdade que o tempo nos deixa velhos e murchos, também é verdade que o tempo nos acumula com muita experiência e, geralmente, com mais sabedoria.
E isto eu esperava do ministro decano da suprema corte de Justiça da República brasileira.
O respeitável ministro Celso de Mello, o mais antigo do Supremo, poderia ter evitado algumas expressões quando determinou a três ministros do governo, todos ex-militares, para que fossem depor no inquérito que investiga se o presidente Bolsonaro tentou aparelhar, politicamente, a Polícia Federal. No seu despacho, Celso de Mello – é o meu entendimento – foi até grosseiro quando determinou a oitiva de tais ministros, usando a expressão “debaixo de vara”, como quem diz: se não vierem por bem, virão à força, debaixo de vara.
Calma, Dr. Celso: o senhor está falando com três ministros de Estado que, coincidentemente, são generais do Exército embora na reserva. E o senhor sabe, mais do que nós todos juntos, que - para alcançar as estrelas do generalato - há todo um caminho a ser percorrido, sem qualquer favorecimento político -  e em tal patente não cabem incompetentes. Ali, está o coroamento de uma vida de estudos e pesquisas, de comando e de obediência. Em última análise, três defensores da nação brasileira em adjetivos que podemos catalogar no superlativo.
“Debaixo de vara”, senhor ministro Celso Mello?
O senhor escrever uma grosseria desta? Mas logo a generais das nossas gloriosas Forças Armadas?
Afinal de contas, senhor ministro Celso de Mello, sua ordem busca a harmonia entre os poderes ou o senhor é advogado do “quanto pior melhor”?
Sinceramente, os brasileiros não esperávamos uma expressão tão baixa daquele que é o mais antigo ocupante de cadeira da mais alta corte de justiça tupiniquim.

Agora, há o seguinte: com todos esses tropeços e provocações, devemos continuar acreditando nas instituições democráticas, na obediência à Constituição Federal e no regime democrático. Nem que seja “debaixo de vara”.
E que todos comecemos o dia como queremos termina-lo! Bom dia!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 15/05/2020 - 10:17Atualizado em 15/05/2020 - 10:20

Em meio a tanta patifaria, em meio a tantos desmandos, em meio a tanta safadeza – de toda ordem e em todos os sistemas administrativos - o poema de Rui Barbosa, que passo a ler, é de impressionante atualidade. Nosso saudoso governador Antônio Carlos Konder Reis  gostaria de tê-lo ouvido.
Diz assim: 

“Sinto Vergonha de Mim! 
Sinto vergonha de mim, por ter sido educador de parte desse povo, 
por ter batalhado sempre pela justiça, 
por compactuar com a honestidade,  
por primar pela verdade 
e por ver este povo já chamado varonil enveredar pelo caminho da desonra. 

Sinto vergonha de mim,
por ter feito parte de uma era que lutou pela democracia, 
pela liberdade de ser, 
e ter que entregar aos meus filhos, 
simples e abominavelmente, 
a derrota das virtudes pelos vícios, 
a ausência da sensatez no julgamento da verdade,  
a negligência com a família, célula mater da sociedade, 
a demasiada preocupação com o "eu" feliz a qualquer custo, 
buscando a tal "felicidade" em caminhos eivados de desrespeito para com o seu próximo.  

Tenho vergonha de mim, 
pela passividade em ouvir, sem despejar meu verbo 
a tantas desculpas ditadas pelo orgulho e pela vaidade;
a tanta falta de humildade para reconhecer um erro cometido;
a tantos "floreios" para justificar atos criminosos;
a tanta relutância em esquecer a antiga posição de sempre contestar, 
voltar atrás e mudar o futuro.   

Tenho vergonha de mim, 
pois faço parte de um povo que não reconheço, 
enveredando por caminhos que não quero percorrer...
Tenho vergonha da minha impotência, 
da minha falta de garra, 
das minhas desilusões e do meu cansaço.

Não tenho para onde ir, pois amo este meu chão, 
vibro ao ouvir meu hino
e jamais usei a minha bandeira para enxugar o meu suor 
ou enrolar  meu corpo na pecaminosa manifestação de nacionalidade. 
Ao lado da vergonha de mim, 
tenho tanta pena de ti, povo brasileiro!
De tanto ver triunfar as nulidades,
de tanto ver prosperar a desonra, 
de tanto ver crescer a injustiça, 
de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, 
o homem chega a desanimar da virtude, 
a rir-se da honra, 
a ter vergonha de ser honesto!"

E que todos comecemos o dia  como queremos termina-lo! Bom dia!

 

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 15/05/2020 - 06:58

Busquei, na edição que circulou na semana de 13 a 20 de junho de 1964, do nosso saudoso semanário Tribuna Criciumense, os tópicos de publicações que dão um mergulho no passado e se transformam na Crônica da Cidade de hoje.

DECRETO Nº 256 – Arlindo Junkes, prefeito municipal, no uso de suas atribuições, etc., decreta: Art. 1º São instituídas em todas as escolas primárias, sessões cívicas semanais, a serem realizadas todos os sábados, de conformidade com as instruções baixadas pela secretaria de Educação, Saúde e Assistência Social do município. Isso aí fora recomendação das autoridades militares acantonadas em nossa cidade. Mas, aos sábados, Professor Arlindo!

ESTRADA DE FERRO: NOVO SUPERINTENDENTE – Foi empossado, no Rio de Janeiro, como novo Superintendente da Estrada de Ferro Dona Teresa Cristina, o General Francisco das Chagas Mello Soares que vem substituir o Sr. Rolf Max Becke. O Sr. Rolf Becke foi inteiramente dedicado à solução dos problemas da ferrovia e, durante o seu mandato, apresentou um nítida compreensão dos problemas do Sul catarinense. A Teresa Cristina era interessante: tinha seu diretor empossado no Rio de Janeiro, sua sede em Tubarão, e vivia do transporte de carvão de Criciúma, Siderópolis, Lauro Müller e Urussanga.

JK CASSADO – Logo após ter, a Voz do Brasil, divulgado a cassação do mandato do senador Juscelino Kubitscheck, este distribuiu uma nota aos jornais, nos seguintes termos: “No instante em que a iniquidade se consuma e me obriga ao silêncio, cassando o mandato de senador e retirando-me os direitos políticos, quero pedir aos brasileiros que não se deixem, um só momento, impressionar com as calúnias e as mentiras que os inimigos jurados da democracia certamente hão de atirar sobre mim. Estou pagando o crime de ter lutado indeterminadamente pela independência econômica do meu país; o crime de ter governado isento de ódios; o crime de não ter perseguido quem quer que seja; o crime de ter proporcionado a esta nação cinco anos de paz, de garantias constitucionais, de cuidados administrativos; o crime maior de ter feito nascer, no coração dos brasileiros, a esperança e o sentimento de grandeza. Silenciado pela tirania, restarão documentos irrefutáveis, restará a reparação que a História oferece, dignificando os que forem sacrificados pela má fé, pela incompreensão e pelo ódio. Não aceito o julgamento dos que, agora, me julgam. Só aceito o julgamento do povo, pois nele reconheço o juiz das minhas ações”.

Esse era o presidente Juscelino, agora, senador goiano. Seu maior crime foi aprovar a indicação do seu nome às eleições presidenciais de 1965 que foram suspensas e o presidente passou a ser eleito por colégio eleitoral.

E eu retornarei segunda-feira. Até lá amigos e um abraço do meu tamanho!
 

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