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É preciso se preparar para ser prefeito e vereador

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 18/08/2020 - 11:40Atualizado em 18/08/2020 - 11:42

A verborréia está prestes a começar. Aliás, já teve seu início. Estamos recebendo pelas redes sociais uma série enorme de mensagens de pessoas que se autoproclamam pré-candidatas a postos eletivos às eleições de 15 de novembro. Tanto de Criciúma quanto dos municípios por ela polarizados.

Diversos signatários são figuras carimbadas de cada pleito. Sempre que houver eleição, seus nomes figuram entre os candidatos. Outros, de pessoas conhecidas que pretendem adentrar à nação dos políticos portando a bandeira da renovação. Há os terceiros dos quais nunca ouvimos falar, e como os temos.

Já falei em comentários pretéritos que, de todos os pleitos, o mais charmoso, o mais discutido, o mais disputado, o que desperta o maior interesse é esse deste ano, a eleição para prefeito, vice-prefeito e vereador. E a seleção já vai sendo feita na medida em que são ouvidas as pretensões de cada um. Pelo rol de promessas o eleitor já vai tomando a sua decisão de que em quem não votar.

Há candidatos a prefeito completamente despreparados. Não sabem sequer distinguir os limites dos poderes constituídos no município que pretendem administrar. E fazem declarações e promessas impossíveis de serem cumpridas, eis que avançam competência de que não são do Poder Executivo.

Para a Câmara Municipal, então, a ignorância cresce geometricamente. E aqui eu somo com os que defendem que a Justiça Eleitoral, ou sei lá que organismo, deveria ministrar aulas a pré-candidatos ao Legislativo, preparando-os sobre a conjugação do verbo verear, a competência do Legislativo, as particularidades do processo legislativo, a técnica legislativa, os desdobramentos do poder de legislar.

Não podemos exigir uma Câmara composta apenas por profissionais liberais. Não. A Câmara é a representação da população eleitoral do município, e nessa população há pessoas semi-analfabetas, há os que cursam nível médio, há os que são graduados e pós-graduados no ensino superior. Então, se a Câmara é a representação do povo, há que se compreender que todas as frações sociais da população devam marcar presença na edilidade. Agora, isso não representa dizer que o candidato não deva saber o básico do papel de uma Câmara de Vereadores.

Para sintetizar: o meu candidato a vereador deve saber igual ou mais do que eu, haja vista que ele me representará. Deu para entender?

E que todos comecemos o dia como queremos termina-lo. Bom dia!

4oito

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