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* as opiniões expressas neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do 4oito
Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 07/04/2020 - 07:04Atualizado em 13/04/2020 - 16:52

Busquei, na edição que circulou na semana de 7 a 14 de março de 1964, do nosso saudoso semanário Tribuna Criciumense, os tópicos de publicações que dão um mergulho no passado e se transformam na Crônica da Cidade de hoje.

A capa da edição em tela foi toda ocupada por notícias dependentes da manchete: CARVÃO – A MAIS SÉRIA DAS CRISES – novamente o nosso carvão estava em crise, daquelas crises costumeiras. O Brasil consumia pouco carvão de Santa Catarina e os mineradores queriam cotas maiores. Os mineiros queriam salários mais expressivos. E, costumeiramente, o governo não aumentava as cotas e os mineradores alegavam que não podiam pagar o que os mineiros reivindicavam. Era estabelecida a crise. Depois, a greve. Depois, o aumento das cotas. Depois, o aumento salarial. Era o costume da época.

ESTATUTO DOS SERVIDORES MUNICIPAIS – Na edição epigrafada é iniciada a publicação da Lei nº 1/63-L, promulgada pelo presidente da Câmara, vereador Pedro Guidi, instituindo o estatuto dos funcionários civis do município de Criciúma. O projeto fora apresentado por vereadores e aprovado pela Câmara. O prefeito Arlindo Junkes não apôs a sua assinatura de sanção e o Presidente da Câmara o promulgou. Até no número, estava errado: ao invés de se buscar o número sequencial das leis ordinárias e complementares, a Câmara inventou um número: 1/63-L. Sem comentários.

EXÉRCITO ENTRE NÓS – Uma movimentação de tropas do Exército em nossa cidade, deixou parte da população curiosa e  apreensiva. Diversas interrogações foram feitas depois que, na última quarta-feira, foram vistas fardas verdes circulando em nosso meio, provocando várias versões. Conforme as palavras do delegado regional de polícia, senhor Zelindro Serafim, tão logo ele soube da presença de tais militares enviou uma comissão ao chefe das tropas para saber o motivo, recebendo como resposta que os mesmos estavam a passeio. É preciso lembrar que Criciúma não possuía quartel do Exército e, evidentemente, grupos de soldados vestindo a gloriosa farda verde oliva suscitava imaginações mil. Coincidentemente, eles voltariam ao final do mês, dia 31 de março.

ADEUS AO PADRE PAULO – E Tribuna registra a partida, para os Estados Unidos, do ilustre sacerdote, Padre Paulo Petruzzelis, diretor do Bairro da Juventude. A viagem obedecia mandamento da congregação Rogacionista.

E eu retornarei amanhã. Até lá amigos e um abraço do meu tamanho!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 06/04/2020 - 10:55Atualizado em 16/04/2020 - 11:03

Parece que, a partir de hoje, Santa Catarina retomará o caminho da normalidade do cotidiano, abalada com o “andaço” do Covid-19. Muita gente vai se achar enquadrada nos dispositivos do decreto de Moisés, o governador, e alcançará as ruas: “Todo mundo é encanador”, um dos profissionais liberados.

Aos idosos, como este comentarista, é melhor ficar fazendo nada dentro de casa, pois a nonna já nos dizia: cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém.

Já perdi a conta de quantos dias ficamos trocando os cômodos dentro de casa, afundando o assoalho: quarto, sanitário, cozinha, copa, área de serviço e sala com tv, ida e volta, diariamente, o dia todo. Madonna Mia!

E nesse confinamento, fomos poucos os que nos lembramos que há um exército de profissionais que ficou trabalhando, para que tivéssemos um mínimo de conforto. Os colonos, os granjeiros, os donos de galinheiros, os fruticultores, os caminhoneiros, os lixeiros, os garis, os motoristas de ambulâncias, os jornalistas e os radialistas, o açougueiro, o padeiro, os supermercadistas, os donos de armazéns, o pessoal das funerárias – e dos cemitérios -, o pessoal da Celesc, e o da Casan, e o da Internet, o pessoal do governo municipal, a turma da saúde – e aqui temos a obrigação de incluir desde os porteiros até os dirigentes de nossas casas de saúde, passando pelo corpo de enfermagem e pelo corpo clínico. É nosso dever não voltarmos à normalidade do dia-a-dia, brecada com a chegada dessa praga do Novo Coronavirus, sem deixar consignado um agradecimento especial e profundo a esses profissionais todos. Com certeza estavam - e estão - correndo risco com mais intensidade do que nós outros, recolhidos ao recôndito de nossas casas. 

Agora, vamos adentrar ao terreno das suposições: como você aí, que me dá a honra da audiência, também tenho recebido muitas mensagens com depoimentos de técnicos e de pseudos técnicos, alguns defendendo o recolhimento e muitos defendendo a liberdade do ir e vir, com cuidados especiais aos idosos e doentes crônicos. Igual a cada um de vocês, eu também balanço entre defender este ou aquele ponto de vista. Há manifestações favoráveis ao que diz o presidente Bolsonaro, relativamente à praga, e há as que defendem o proselitismo da mídia televisiva maior que, não raras vezes, nos deixa a impressão de que defende a política do “quanto pior melhor”, divulgando tudo o que é ruim e sonegando as informações positivas relativas aos bons resultados colhidos pela medicina nacional, relativamente a essa doença.

Tenho certeza de que todos queremos voltar à normalidade. O Brasil pede para voltar à normalidade. Só Deus saberia responder de quanto tempo precisaremos para retomar o caminho da produção e retornar ao status quo derrubado pela Covid-19 que, o país inteiro estava acompanhando, era de fortalecimento de nossa economia.

Os de minha geração e de gerações periféricas, devemos nos manter recolhidos às nossas casas. Os de idade inferior, que vão tocar o Brasil pra frente, que tenham a responsabilidade de se cuidar a ponto de não trazerem, para nós, os confinados, esse vírus desqualificado.

E que todos comecemos o dia como queremos termina-lo! Bom dia!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 06/04/2020 - 07:07Atualizado em 13/04/2020 - 16:53

Busquei, na edição que circulou na semana de 29 de fevereiro a 7 de março, de 1964, do nosso saudoso semanário Tribuna Criciumense, os tópicos de publicações que dão um mergulho no passado e se transformam na Crônica da Cidade de hoje.

IMIGRANTES TERÃO MONUMENTO – Há alguns anos que Criciúma dedicou, aos Imigrantes, uma Praça. Esse lugar público foi arborizado e iluminado porém faltava um monumento, uma placa que traduzisse a homenagem do nosso povo ao nosso fundador. Agora, por iniciativa da UESC, acatada pela prefeitura, grupos de homens tem trabalhado, diariamente na Praça erigindo um monumento que, através da pedra, vai manifestar o agradecimento de Criciúma aos imigrantes. Os diretores da União dos Estudantes de Grau Médio de Criciúma entenderam de dar a sugestão e de ir buscar as pedras mós que moíam o milho na primeira atafona da cidade, de propriedade de Benjamin Bristot. Aquelas pedras estavam em Treze de Maio, abandonadas no que restava de uma velha atafona. Os estudantes Júlio Wessler, Carlos Roberto Amante e Luiz Carlos Búrigo, num caminhão caçamba do governo municipal, foram a Treze de Maio e trouxeram as pedras. São as que estão erguidas na pracinha do Imigrante, início da Rua Seis de Janeiro.

NOVO SALÁRIO MÍNIMO – O presidente João Goulart acaba de assinar decreto fixando os valores do salário mínimo para todo o território nacional. O valor variava de estado para estado e dentro do próprio estado. Assim, em Santa Catarina, havia duas regiões: a primeira, formada por Florianópolis, Blumenau, Brusque, Campos Novos, Concórdia, Criciúma, Gaspar, Ilhota, Itajaí, Joinville, Joaçaba, Lages, Lauro Muller, Orleans, Tubarão e Urussanga. Para estes municípios o valor foi de Cr$ 35.600,00. A outra região compreendia todos os demais municípios catarinenses e o valor foi de Cr$ 31.800,00.

NOTÍCIAS DE FUTEBOL – O Esporte Clube Próspera foi a Tubarão e enfrentou ao Hercílio Luz, na noite de quarta-feira. Ao final dos 90 minutos o marcador era de 2 x 1 para os prosperanos. Nordestino e Poeira marcaram para os escarlates e Gonzaga para os hercilistas. Com bom desempenho atuou, no amistoso, o juiz Urias Correa, presidente do quadro de árbitros da nossa cidade. Após o encontro o apitador foi, vergonhosamente, atingido por alguns torcedores tubaronenses.
O E. C. Boa Vista seguirá, domingo, para Araranguá onde jogará contra a equipe do Arati F. C., dessa cidade.
Seguiu, na manhã de ontem, para o Paraná, a delegação do E. C. Metropol. A primeira apresentação do tri campeão deverá acontecer na cidade de Paranaguá.

E eu retornarei amanhã. Até lá amigos e um abraço do meu tamanho!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 03/04/2020 - 10:40Atualizado em 16/04/2020 - 10:41

Sextou, diriam os trabalhadores que têm, na sexta-feira, a porta para o final de semana e a geladinha indispensável à comemoração de mais uma etapa vencida.  Só que, hoje, sextar não representa absolutamente mais nada, haja vista o isolamento a que fomos induzidos, por conta dessa maldita praga que assola o mundo, chamada Covid-19. Nenhuma diferença entre sexta, terça, quinta, domingo: ficou tudo igual.

Mas eu quero falar, mesmo, é do domingo vindouro, depois de amanhã. Os cristãos celebraremos o Domingo de Ramos, porta da Semana Santa, festa móvel do cristianismo celebrada no domingo antes da Páscoa.

O Domingo de Ramos celebra a entrada triunfal de Jesus Cristo em Jerusalém e é preciso que nos lembremos de que, à época, as cidades eram cercadas e nelas se entrava por determinadas portas. Uma delas era a dourada e teria sido por ela que Cristo adentrara à maior cidade do Oriente Médio, montado em um jumento, e recebido pelo povo que Lhe acenava com folhas de palmeiras. Evidentemente que todos sabiam de Sua chegada: os próprios discípulos de Cristo teriam se encarregado de transmitir sua chegada àquela cidade. 

Aí ficamos nos perguntando por quê montado num jumento e não num cavalo?

É que, pela cultura oriental, o jumento é lembrado como um animal da paz, ao contrário do cavalo, que seria um animal de guerra. Segundo a tradição, quando o rei chegava montado num cavalo esta afirmando que queria guerrear.

Um dos evangelistas, contadores da história de Cristo, nos transmite que, ao ver a cidade, Jesus teria chorado, já prevendo o que O esperava.

A tradição nos traz, até hoje, a exibição de ramos folhas de palmeiras, em suas variadas espécies e tamanhos, para lembrar aquela entrada do Mestre na cidade que O executaria. 

Não há nenhuma orientação canônica determinando o tipo do ramo a ser exibido no cerimonial que lembra a entrada de Jesus Cristo em Jerusalém.

Lembro de um costume muito divulgado entre os católicos da Região e intrinsicamente ligado ao Domingo de Ramos: ramos de oliveira e de outras plantas, assim como folhas de pequenas palmeiras eram levados, pelas famílias, para as comemorações sacras do Domingo de Ramos. Ali eram abençoadas, coletivamente, pelo sacerdote oficiante e, depois, levadas para casa onde eram guardadas com muito cuidado, geralmente dependuradas num cantinho de um cômodo qualquer. Na de meus pais, aqueles ramos eram fracionados e queimados nos momentos das grandes intempéries, acreditando-se que, a fumaça dele originada, diminuía e/ou afugentava os raios, tão comuns em tempestades. Como a fé remove montanhas...

Em algumas paróquias esses ramos são disponíveis à entrada do respectivo templo facilitando a exortação dos fiéis durante a cerimônia religiosa. Noutras, esses ramos são guardados e incinerados: colhidas as cinzas, estas são armazenadas para serem aplicadas na cerimônia da Quarta-Feira de Cinzas.

Depois de amanhã será Domingo de Ramos, dia de reflexão sobre a paixão e morte de Jesus Cristo e seu significado para os cristãos. Dia de reflexão sobre as consequências da praga que castiga a humanidade: o Covid-19.

E que todos comecemos o dia como queremos termina-lo. Bom dia!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 03/04/2020 - 06:59Atualizado em 13/04/2020 - 16:54

Busquei, na edição que circulou na semana de 22 a 29 de fevereiro, de 1964, do nosso saudoso semanário Tribuna Criciumense, os tópicos de publicações que dão um mergulho no passado e se transformam na Crônica da Cidade de hoje.

APOSENTADORIA DOS MINEIROS – Na última semana, o presidente João Goulart, despachando no Palácio das Laranjeiras, na cidade do Rio de Janeiro, presente o ministro do Trabalho, assinou decreto que regula a aposentadoria especial aos 15, 20 e 25 anos de atividades aos trabalhadores que exercem funções consideradas insalubres e, por isso, nocivas à saúde. O decreto presidencial está baseado em dispositivos da Lei Orgânica da Previdência Social, que regula a matéria. E essa aposentadoria especial que alcançava aos nossos mineiros só sofreu alteração com a recente reforma trabalhista.

RINCÃO IATE CLUBE – Na capa, Sebastião Humberto Pieri, fez publicar extensa matéria relacionada à criação do Rincão Iate Clube, a ser construído junto à Lagoa dos Esteves. 

TRILHOS PARA A FERROVIA – O Jornal do Brasil informa que está a caminho de nosso país, o cargueiro polonês, Nordwind, transportando trilhos adquiridos pela Rede Ferroviária Federal. Esse cargueiro destina-se ao porto de Imbituba trazendo duas mil e quinhentas toneladas de trilhos para a Estrada de Ferro Dona Teresa Cristina.

PORTUGUESA NÃO VIRÁ A CRICIÚMA – Estava previsto para amanhã mais um jogo sensacional. A Portuguesa de Desportos estaria em nossa cidade apresentando um ótimo futebol ao torcedor criciumense. Também traria à nossa cidade grandes personagens do futebol, como o famoso técnico Aimoré Moreira e o segundo Pelé paulista, Ivair que, há tempos, vem dando um novo ânimo para a torcida portuguesa em São Paulo. Viria, também, o famoso massagista Mário Américo que sempre acompanha a seleção brasileira. O Metropol, por sua vez, deveria apresentar-se com grande esquadrão podendo, até mesmo surpreender ao clube paulista. Por não completarem 72h entre o jogo contra o Grêmio Porto-alegrense, a Portuguesa não veio a Criciúma.

E eu retornarei segunda-feira. Até lá amigos e um abraço do meu tamanho!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 02/04/2020 - 10:19Atualizado em 16/04/2020 - 10:43

Covid 19 – está aqui o nome pelo qual os cientistas denominam essa maldita doença infecciosa causada pelo Novo Coronavirus. Sobre o nome da doença e sobre o seu causador, temos ouvido e lido o dia inteiro, todos os dias.

Uma das primeiras notificações que nos foi ensinada é a de que a doença é infecciosa e transmissível através de contato com outra pessoa, infectada, a qual transmite o vírus por meio de tosse, gotículas de saliva ou coriza. Tosse, febre, dores no corpo e pneumonia, são os sintomas indicadores da possibilidade da contaminação. 

Não tocar no rosto, evitar cumprimentos através de beijos, e lavar as mãos com frequência, as primeiras indicações para dela se afastar.

Muito bem!

Para proteger, com mais segurança, a população, as autoridades constituídas e as que cuidam especificamente da saúde pública, recomendam o recolhimento de todos às suas casas e isto foi o que ocorreu conosco em todo o território nacional (presume-se). 

Mas aí, prisioneira de si própria, uma fração da população se manifestou contrária a tal confinamento e não faltou meia dúzia de “infratores” que saíram e saem para caminhadas, para o trabalho a portas fechadas, e para outras atividades ao ar livre, colocando em cheque o que nos determinam os preceitos sanitários. São os que se autoproclamam acima dos seus semelhantes, sem a consciência de que, com tais gestos, põem em cheque as pessoas com as quais se encontram e com aquelas com as quais coabitam. E justificam ser muito estranha essa contaminação, pois “sair para ir à farmácia, não pega; sair ao mercado, não pega; sair ao posto de combustível, não pega; ir à lotérica, não pega; ir ao banco, não pega; passar e pagar o pedágio nas rodovias, não pega. Só pega para sair para o trabalho?”

Não deixa de ser um questionamento lógico e curioso, certamente. Todavia, ainda assim, com tais aberturas, a medicina que cuida especificamente de males dessa natureza insiste em nos indicar que o confinamento continua sendo o remédio mais eficaz contra o contágio.

Temos aqui, na Covid-19, uma desgraçada doença que, não cuidada a tempo leva a óbito. E o óbito só não é pior do que a determinação de que o velório da pessoa assim falecida deva se resumir aos seus pais e irmãos em evento de pouquíssimas horas, isto é, sem tempo e permissão para as cenas de última despedida, de parentes e amigos.

E o que temos presenciado, pela mídia que dá e mostra a notícia, é a pandemia se alastrando mundo a fora até aos seus recônditos menos habitados e os selvagens, em alta velocidade, não respeitando pessoas saudáveis, doentes, ricos, pobres, sexo, raças e etnias.
- Mais quantos dias de confinamento, sem a volta às atividades normais? 
- O necessário para poderemos contar esta história aos nossos descendentes. Os apressados poderão não ter essa oportunidade.

E que todos comecemos o dia como queremos termina-lo! Bom dia!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 02/04/2020 - 07:06Atualizado em 13/04/2020 - 16:54

Busquei, na edição que circulou na semana de 15 a 22 de fevereiro, de 1964, do nosso saudoso semanário Tribuna Criciumense, os tópicos de publicações que dão um mergulho no passado e se transformam na Crônica da Cidade de hoje.

UMA FIRMA EM EXPANSÃO – Há organizações que acompanham o progresso de Criciúma, crescem com a cidade, ampliam suas instalações para poderem se manter no ritmo da atualidade e oferecer cada vez melhor serviço ao público. Assim, a Firma Irmãos Manique que, na última quinta-feira, dia 13, inaugurou suas novas dependências na Travessa Padre Pedro Baldoncini. Aos atos de inauguração, dessa casa comercial, estiveram presentes diversas autoridades e muitos convidados. Coube ao prefeito municipal, Arlindo Junkes, o corte da fita inaugural. A bênção foi procedida pelo Padre Gregório Locks. Representando o firma falou o senhor Adhemar Costa. Também usou a palavra o empresário Algemiro Manique Barreto que encerrou o seu discurso convidando a todos para se servirem de um coquetel. Isso era comum: os empresários, ao se estabelecerem, levavam as autoridades do município e singular número de convidados para o evento da inauguração que  terminava, sempre, com um coquetel.

CÂMARA DE SIDERÓPOLIS – No último dia 4 reuniu-se a Câmara Municipal de Siderópolis para a primeira sessão do ano e eleição da nova Mesa diretora. Esta ficou assim constituída: Presidente Valmor Freccia, Vice-Presidente Renato Melilo, 1º Secretário Raulino Cesa e, 2º Secretário Plinio Bonassa. Sem desmerecer aos vereadores que os sucederam, nem aos atuais, mas deu para ver a estatura dos vereadores sideropolitanos, de então? Só feras.

JUIZ DE DIREITO – Tribuna Criciumense tem o grato prazer de felicitar a comarca de Criciúma pela posse efetiva, no cargo de Juiz da 2ª, do Juizado de Direito local, do Doutor Ayres Gama Ferreira de Mello. Posteriormente o Dr. Ayres foi nomeado desembargador e, nessa condição, presidente do Tribunal de Justiça de Santa Catarina. Há magistrados que afirmam que a Justiça de SC possui dois tempos bem distintos: antes do Dr. Ayres e depois do Dr. Ayres. E ele foi o nosso Juiz, morou aqui em Criciúma.

SANTOS, SEM PELÉ, NÃO IMPRESSIONOU – O jogo Metropol x Santos, que prometia ser o maior espetáculo futebolístico do ano, não impressionou a quantidade de torcedores e curiosos que se dirigiram, na tarde do último sábado, ao estádio Euvaldo Lodi, para ver as jogadas que fizeram, do time santista, Campeão Mundial de Clubes. A ausência de Pelé foi, sem dúvida, o primeiro fator de decepção.

E eu retornarei amanhã. Até lá amigos e um abraço do meu tamanho!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 01/04/2020 - 10:50Atualizado em 16/04/2020 - 10:46

Finalmente a praga chegou ao final. Já podemos ir para as ruas, praças e logradouros públicos, Os restaurantes já abriram e estão a pleno vapor. Os ônibus trafegam pra lá e pra cá levando e trazendo gente de toda parte para toda parte. Os escolares tomam as calçadas e, com suas algazarras, chegam às suas escolas. Uber e 99 deixaram as garagens e transportam idosos e jovens por todos os lados. Já não há mais restrições ao ir e vir. As diaristas já estão chegando. As igrejas de todos os credos estão repletas de seus fiéis. Acaba de ser sepultado o causador da maior crise que o mundo contemporâneo vivenciou: morreu o novo coronavirus!

Ah se isto fosse verdade!

Hoje é primeiro de abril e fica meio estranho dizermos “um de abril”. Mais do que qualquer outro primeiro dia de mês, o de abril – obrigatoriamente – é chamado de Primeiro de Abril. E a ele adicionado: O Dia da Mentira.
Por que?

O calendário que nos orienta desde 1582, é o Gregoriano, instituído pelo Papa Gregório XIII, através da bula papal Gravíssimas, em substituição ao Calendário Juliano, instituído pelo imperador romano Júlio Cesar, no ano 46, antes de Cristo.

Pelo calendário antigo o ano começava no dia 1 de abril e foi o rei Carlos IX, da França, que determinou que o ano começasse dia 1 de janeiro. Muitos franceses, no entanto, resistiram à mudança e continuaram a festejar o início de um novo ano no dia 1 de abril.

Os gozadores – e onde não os temos? – passaram, então, a ridicularizarem os conservadores e, no dia 1 de abril, enviavam – a eles – presentes estrambóticos, esquisitos, e convites para festas inexistentes. 

Nascia o Dia da Mentira!

No Brasil, o “Primeiro de Abril” começou a ser conhecido a partir de Minas Gerais onde, em 1828, circulou um periódico denominado “A Mentira”. Em seu primeiro número, que circulou dia 1 de abril daquele ano, era noticiada a morte de Dom Pedro I, desmentida no dia seguinte.

Aquele jornal circulou, pela última vez, dia 14 de setembro de 1849, convocando todos os seus credores para um acerto de contas no dia 1 de abril do ano seguinte, dando como referência um endereço inexistente.

Hoje é “Primeiro de Abril” e não podemos deixar de nos lembrar de grandes peças aplicadas, mentirosamente, nesta data. 

Em meio à pandemia que nos trancafia em nossas próprias residências, que – segundo instruções médico-sanitárias – é a única forma de evitarmos a contaminação com o coronavirus, uma mentirinha como essa que fiz abrindo este comentário, nos antecipa o alívio do seu final.

Certamente não haverá um dia especial para o fim dessa praga, ele, o fim, será paulatinamente registrado. Então, a mentira que proferi é compreensível, espero, porque provocou a explicação do porquê hoje ser o Dia da Mentira.

Tomemos cuidado! Os mentirosos contumazes estão de plantão. Hoje eles fazem a festa!

E que todos comecemos o dia como queremos termina-lo! Bom dia!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 01/04/2020 - 07:01Atualizado em 13/04/2020 - 16:55

Busquei, na edição que circulou na semana de 8 a 15 fevereiro de 1964, do nosso saudoso semanário Tribuna Criciumense, os tópicos de publicações que dão um mergulho no passado e se transformam na Crônica da Cidade de hoje.

Na capa, com manchete em letras garrafais: CONCLUSÃO DA BR-59 EM SANTA CATARINA – Quando o ministério da Viação e Obras Públicas determinou ao Departamento Nacional de Estradas de Rodagem que abrisse a BR-59, cortando o litoral de Santa Catarina de Norte a Sul, os catarinenses vibraram de satisfação. Os trabalhos foram iniciados e, em pouco tempo, alguns rtrechos ficaram concluídos. O barriga-verde assistia ao trabalho das máquinas e dos homens removendo terra, com indisfarçável entusiasmo de um povo cansado das péssimas estradas esburadas que caracterizavam Santa Catarina. Mas, a alegria dutou pouco, pois a BR ficou na sua fase inicial. DSe sua extensão total de 404,5 km em território catarinense foram concluídos apenas 258,1km.
Sentindo, como todos, a necessidade da conclusão da rodovia, o Deputado federal Diomício Freitas, em 14 de agosto, proferiu discurso na Câmara Federal solicitando imediatas providências no sentido de serem reencetados os trabalhos nos trechos Araranguá-Criciúma e Laguna-Florianópolis.

Aqueles 258km que restaram a serem abertos, estavam exatamente no sul do Estado que, até a duplicação e construção de obras de arte, foi preterido para o lado do Norte. Segundo jornal, Diomício Freitas, além do discurso, foi ao ministro da Viação e Obras Públicas e, em nome do sul catarinense, exigiu que os trabalhos fossem recomeçados imediatamente. A BR chegou a trocar de nome, de 59 passou a ser denominada 101, mas a bronca de Diomício Freitas fez pouco efeito porque, em abril, o Brasil tomaria outro rumo e os responsáveis por aquele estado de coisa desapareceram do serviço público.

NOTÍCIAS DO RIO MAINA – CINE GUARANY – O Cine Guarany é alvo de críticas por suas más condições de higiene. É a única casa de espetáculos do Distrito e, no entanto, as suas instalações sanitárias estão muito descuidadas. O problema do Cine Guarany já foi levado ao conhecimento dos responsáveis, mas nada ficou resolvido. Alguém se lembra do C ine Guarany, do Rio Maina? Ou melhor: alguém sabia que o Rio Maina tinha um cinema?

E eu retornarei amanhã. Até lá amigos e um abraço do meu tamanho!

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