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Os problemas trazidos pela falta de gosto pela leitura

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 24/08/2020 - 10:15Atualizado em 24/08/2020 - 10:18

Em 1954, no dia 24 de agosto, com um disparo de arma de fogo acionada por si, em seu próprio peito, partia para a eternidade o presidente Getúlio Dorneles Vargas. Eu era aluno do curso particular Póvoas Carneiro preparando-me para a admissão ao curso ginasial. Tenho presente o momento em que a professora Zulcema Carneiro adentrou à sala de aula e, chorando copiosamente, deu-nos a informação.

Hoje quero falar de um grande mal entendido, para alguns!

Não é novidade que a maioria, a grande maioria – reforço - das pessoas, não gosta de ler. Nem nos livros, nem nas revistas, nem nos jornais e, principalmente, nas redes sociais. Nestas, quando o texto for grande a resposta que abunda é esta: “Ah, vou esperar o filme”, ou meia dúzia de palminhas, ou do dedo apontando positivo – ou negativo – ou carinha de desconfiança.

Uns apressados leem duas ou três linhas e se dão por satisfeitos imaginando o desfecho do texto. E aí, quebram a cara.

Fiz um teste, publicando, na minha homepage, no face, um texto que nem é meu. Foi às 22h de sexta-feira. Na texto é dito que dia 1º de setembro o Brasil será trocado – pelo signatário - por Portugal, país onde passará a residir. Afirma que o projeto é antigo e que tudo foi esquematizado silenciosamente para que não houvesse possibilidade de qualquer entrave.

Discorre sobre a impossibilidade de despedida pessoal dos amigos, razão pela qual se despede via virtual. Promete que, talvez em cinco anos, esteja de regresso.

A síntese é essa aí.

Mas termina dizendo: esse texto não é meu, esta mensagem foi escrita por um tal de Bastião Silva. Gostei da narrativa e quis compartilhar com os amigos. Boa viagem Tião!

Não fazes ideia do que aprontei divulgando isso na minha página do face book. Houve muito kkk, centenas de curtidas, pessoas informando terem levado um susto, outras protestando por eu deixar o Brasil e, uma grande maioria, me desejando sucesso na nova empreitada.

Dio Madonna! Um conterrâneo, lá de Lisboa, falando do seu contentamento em me receber. Um outro patrício, de Roma, reclamando e perguntando: por que não na Itália? Um terceiro lamentando que eu tivesse brigado com o Lessa e deixado a emissora. Muitos lamentando a minha saída do teu programa onde me ouvem diariamente.

Digo-te, Dênis, que a pandemia do Covid-19 é a responsável por eu ter abortado um projeto nessa direção mas, agora, devidamente acomodado aqui e em Balneário Camboriú, tal proposta está depositada num dos boxes da Lemos Self Storage.

Esta é a prova provada de que não gostamos de ler. Nem sei se o tal de Bastião Silva existe e, se existir, se viajará mesmo, dia 1 de setembro para Portugal.

Evidentemente que fiquei lisonjeado com tantas manifestações, inclusive de algumas que me desejaram boa viagem no sentido de me verem longe daqui. Mas somo com os que defendem a necessidade de só nos reportarmos a qualquer texto depois lido integralmente. Exatamente por falta disso é que se originou essa barafunda toda.

Agora texto bem lido e bem compreendido é este: estocar documentos antigos, móveis em desuso, utensílios inservíveis, é com a Lemos Mudanças que cobra um preço justo para guardar isso tudo, com o máximo de cuidado contra pragas e o máximo de segurança, sem burocracia, sem impostos, e com monitoramento permanente. Lemos Mudanças.

E que todos comecemos o dia como queremos termina-lo! Bom dia!

4oito

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