Ir para o Conteúdo da página Ir para o Menu da página
Carregando Dados...
* as opiniões expressas neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do 4oito
Denis Luciano
Por Denis Luciano 15/09/2020 - 17:23Atualizado em 15/09/2020 - 17:31

Mais cedo, veio a informação de que Moacir Fernandes não vai mais colocar seu nome à disposição para ser presidente do Criciúma a partir de 2021. Agora, veio mais um anúncio. O empresário Gilmar Cechet distribuiu nota informando que não irá apresentar um projeto de gestão para o Criciúma. A exemplo de Moacir, a posição da família pesou na decisão de Cechet. Leia a nota:

Boa tarde amigos e parceiros que me apoiaram até aqui nesta caminhada postulando a Presidência do nosso glorioso Criciúma Esporte Clube, 
Em conversa FAMILIAR, concluo que não posso assumir essa missão tão dignificante de encaminhar o nosso time ao lugar que merece.
Me coloco como sempre me coloquei na condição de ajudar, porém sem cargo diretivo.
Obrigado a todos que me apoiaram e certamente ficarão chateados com essa decisão, vida que segue.

No último dia 2, em entrevista ao 4oito, Cechet havia antecipado uma parte do que pretendia propôr para o futuro do Criciúma. Ele pensava em sugerir uma espécie de Criciúma S/A, uma empresa de capital fechado com 5 mil acionistas para manter o clube.

Cechet participou do ato de lançamento do projeto do advogado Alexandre Farias, que ocorreu na tarde desta terça-feira, 15, na Sociedade Recreativa Mampituba. Farias confirmou o seu projeto e o está entregando em minutos ao presidente do Conselho Deliberativo do Tigre, Carlos Henrique Alamini.

O projeto de Farias será o segundo formalizado junto ao clube. O primeiro, entregue ontem, é de um grupo de fora da cidade. A tendência, então, é que fiquem esses dois projetos para apreciação. Eles serão abertos na manhã desta quarta, 16, em reunião da diretoria do Criciúma, e expostos aos conselheiros no dia 28, em reunião já marcada para eleição do novo vice-presidente de Administração do clube.

Denis Luciano
Por Denis Luciano 15/09/2020 - 14:11Atualizado em 15/09/2020 - 14:13

Tudo se encaminha para a confirmação de sete candidaturas à prefeitura de Criciúma. Dos sete cabeças de chapa encaminhados, quatro já contam com candidatos a vice-prefeito. Restam os outros três.

Clésio Salvaro (PSDB) repete a dobradinha com Ricardo Fabris (PSD). Dr Anibal chancela na convenção desta terça, 15, a parceria com Lisiane Tuon (DEM). Chico Balthazar oficializou, no fim de semana, o vice Júlio Bittencourt, também do PT. Ederson da Silva vai confirmar, na convenção desta quarta, 16, a chapa pura do PSTU, com o vice Pedro Ângelo.

O próximo que deve anunciar o vice é Rodrigo Minotto. O deputado vai, em chapa pura, contar com um vice também filiado ao PDT. "Vai ser alguém completamente fora das especulações", garantiu fonte ligada ao partido. "Vocês vão se surpreender com o nome que vamos apresentar", confidenciou Minotto em conversas nas últimas horas. Minotto marcou uma live para as 19h desta terça para anunciar seu vice.

É questão de horas, também, para a confirmação do vice de Júlia Zanatta. Era para ter sido na noite desta segunda, 14, na convenção do PL. Júlia levou o nome do marido Guilherme Colombo, mas algumas resistências fizeram minar a indicação. "Não estavam me oferecendo outra alternativa, e o Guilherme é de minha confiança", justificou a candidata, em entrevista ao Programa Adelor Lessa nesta terça. Mas em seguida Júlia anunciou que há outro nome indicado: o do pastor Lucas Alexandre, filiado ao PL e que não estava mapeado para concorrer à Câmara. Lucas é filho do pastor e vereador Jair Alexandre, e a exemplo do pai milita na Igreja do Evangelho Quadrangular.

E tem o vice do PSL ainda. Dr Allison Pires confirmou candidatura no fim de semana, e a vaga de vice ficou em aberto para um possível aliado. A bola da vez é o Podemos, que poderia indicar o Coronel Cosme Manique Barreto, ainda mantido como pré-candidato a prefeito. Se Cosme confirmar a candidatura própria do Podemos, o que ainda é uma possibilidade, ele teria como vice, também pelo Podemos, o ex-vereador Pedro César Faraco. Neste caso, Allison buscaria no próprio PSL um vice, talvez um dos vereadores do partido, Júlio Kaminski ou Edson Paiol. Mas há uma chance maior, de fato, de parceria entre PSL e Podemos.

Os martelos serão batidos até o apagar das luzes desta quarta-feira. Lembrando que hoje estão faltando exatamente dois meses para as eleições.

Denis Luciano
Por Denis Luciano 10/09/2020 - 14:44Atualizado em 10/09/2020 - 14:48

O SBT voltará a ter experiência com o futebol. E experiência das boas. A partir de agora, e incluindo as temporadas de 2021 e 2022, a Taça Libertadores da América terá transmissão exclusiva para o Brasil, em TV aberta, pelo Sistema Brasileiro de Televisão, que tirou proveito do recente rompimento da Globo com a Conmebol para fechar o acordo. Fica claro que Sílvio Santos tomou gosto pela bola rolando na tela depois do impasse envolvendo Globo e futebol carioca. Entrou na decisão do Carioca e, com o Fla-Flu, liderou a audiência.

Em nota publicada nesta quinta-feira, 10, o SBT saudou o acordo com a Conmebol. "É muito bom poder anunciar esta parceria", comemorou o CEO do SBT, José Roberto dos Santos Maciel.

A estreia do SBT será na próxima quarta-feira, 16, com dois jogos: Bolívar x Palmeiras, na Bolívia, e Universidad Católica x Grêmio, no Chile.

Na decisão do Carioca vencida pelo Flamengo, em 15 de julho, o SBT marcou, durante a bola rolando, com média de 27,2 pontos de audiência e pico de 34,6 pontos.

Abaixo, o comunicado da Conmebol sobre o acordo com o SBT:

A CONMEBOL chegou a um acordo com uma das redes de TV Aberta mais importantes do Brasil, o SBT - Sistema Brasileiro de Televisão para a cessão de direitos de transmissão para as temporadas de 2020 a 2022.

 

A venda destes direitos foi realizada depois que o Grupo Globo rescindiu o contrato de direitos, cuja vigência ia até 2022.

 

"Temos o prazer de apresentar o SBT como novo detentor dos direitos televisivos da CONMEBOL Libertadores para o Brasil. Esta aliança nos permitirá levar a emoção da Glória Eterna a mais torcedores no território brasileiro", expressou Juan Emilio Roa, Diretor Comercial da CONMEBOL.

 

"É muito bom poder anunciar esta parceria. Sabemos que o futebol é o esporte mais popular no Brasil e, como somos também uma emissora popular, nada melhor do que podermos voltar às transmissões nacionais com um torneio como a Conmebol Libertadores. Esperamos corresponder às expectativas dos fãs do futebol, do mercado publicitário e de todos aqueles que torcem pelo SBT", diz José Roberto dos Santos Maciel - CEO do SBT.

 

O acordo com o SBT, para a plena satisfação de ambas as partes, garante mediante tv aberta, o acesso da enorme torcida esportiva brasileira aos jogos do torneio de clubes mais importante do continente.

 

O cronograma da rodada 3 da Fase de Grupos da Libertadores começa na próxima semana, e no dia 16 de setembro o SBT fará a transmissão dos dois primeiros jogos entre Universidade Católica versus Grêmio e Bolivar versus Palmeiras."

Denis Luciano
Por Denis Luciano 08/09/2020 - 18:11Atualizado em 08/09/2020 - 18:22

A terça-feira, 8, começou com um contratempo para os usuários da Via Rápida: o deslizamento que deixou o trânsito em meia pista no sentido Criciúma/BR-101, nas proximidades do acesso ao Santuário do Sagrado Coração Misericordioso de Jesus.

O trecho com o deslizamento foi limpo nesta tarde / Fotos: Luana Mazzuchello / 4oito

Era muito barro na pista. Eis que uma equipe a serviço da Secretaria de Estado da Infraestrutura foi ao local e efetuou a limpeza. Ou melhor, a remoção da lama. Ainda há sujeira por ali a exigir atenção redobrada dos condutores. E há visíveis riscos de novos deslizamentos na encosta, que ficou exposta e visível. Quem passou por ali nesse fim de tarde ficou com a impressão de que novos deslizamentos poderão ocorrer.

E quem passa pela Via Rápida pode anotar outra conclusão preocupante: a quantidade de lixo no entorno. As fotos comprovam. São garrafas, copos, papeis, plásticos, sujeira de toda a ordem.

Lixo na Via Rápida hoje

Cabe lembrar que a Via Rápida, estadualizada recentemente, é uma rodovia com nem três anos completos mas que já é vítima de burocracia. A Celesc prometeu iluminar, o tempo passou, a promessa ficou no ar e até agora, nada.

A Via Rápida requer cuidados. Providências são urgentes. Abaixo, mais fotos do lixo nas margens da rodovia:

 

Denis Luciano
Por Denis Luciano 08/09/2020 - 13:55Atualizado em 08/09/2020 - 14:01

A lista de pré-candidatos a prefeito de Criciúma sofre um enxugamento. Nesta terça-feira, 8, em reunião no fim da tarde, o advogado e ex-vereador Douglas Mattos vai anunciar que retira seu nome para a disputa à prefeitura em 15 de novembro. Ele era o nome apontado pelo PCdoB como um possível candidato.

Atual presidente estadual do PCdoB, Douglas quer continuar empenhado no projeto de eleição proporcional do partido em Criciúma, na mesma linha do que vem participando em outras cidades de Santa Catarina nas quais os comunistas trabalham para reforçar suas representações.

"Estamos com uma boa nominata, de mais de 20 nomes para a Câmara em Criciúma, trabalhando para retomar um assento no Legislativo", informa Douglas. A última vez que o PCdoB teve um vereador em Criciúma foi justamente com Douglas, na legislatura 2005 a 2008. Em 2013, ele foi candidato a vice-prefeito na chapa encabeçada pelo então deputado Ronaldo Benedet (MDB).

PCdoB com Minotto

O PCdoB deve anunciar apoio à candidatura de Rodrigo Minotto (PDT). "Das propostas que temos aí colocadas é a que mais se afina conosco", justifica. Ele admite que houve conversas com o MDB, do candidato Dr. Anibal, para uma possível aliança. "Mas a conversa não evoluiu", observa.

Questionamos Douglas sobre uma possível parceria com o PT, que lançou o advogado Chico Balthazar para prefeito. "Estamos em momentos distintos. O PT está muito inclinado a trabalhar pela defesa do seu passado, da sua história, que é um direito legítimo do PT. Nós estamos olhando para a frente, para propostas de futuro, para o amanhã", argumenta.

Em contato com o blog na semana passada, Rodrigo Minotto já havia comentado que o PCdoB estava no possível arco de alianças do PDT para a disputa em 15 de novembro. A bola da vez para a coligação de Minotto é o PSL, que está em vias de anunciar o acerto para indicar o candidato a vice da chapa.

O cenário

Sem o PCdoB na lista - ele já era apontado como um candidato pouco provável, embora a insistência dos comunistas de mante-lo nessa condição - a relação de candidaturas em Criciúma vai nesse embalo, faltando oito dias para o término do período de convenções:

Clésio Salvaro (PSDB) - Com apoios de PSD, PP, Republicanos, Patriota, Solidariedade e Avante

Dr. Anibal (MDB) - com o apoio do DEM

Júlia Zanatta (PL) - com possível apoio do PTB e Podemos

Cosme Manique Barreto (Podemos) - ou possível coligação com o PL

Rodrigo Minotto (PDT) - possível coligação com PSL e PCdoB

Allison Pires (PSL) - ou possível coligação com o PDT

Chico Balthazar (PT) - possível coligação com o PCB

Ederson da Silva (PSTU)

Denis Luciano
Por Denis Luciano 08/09/2020 - 07:16Atualizado em 08/09/2020 - 07:20

Na semana passada, reunimos no Agora, na Som Maior, três ex-vereadores de Criciúma para um bom bate papo sobre a cidade. Foi produtivo trocar ideias com Vânio de Oliveira, Itaci de Sá e Sérgio Pacheco.

Pois para hoje montamos mais um time desse porte. Estarão reunidos das 9h às 10h, no estúdio da Som Maior, os ex-vereadores Tadeu Mosmann, José Paulo Serafim e Itamar da Silva. Tadeu foi vereador pelo MDB, Zé Paulo representou o PT no Legislativo e Itamar foi do PDS e da sua mais recente versão, o PP, foi do PSDB e até do PRN.

Nossa intenção: lembrar algumas histórias do passado, avaliar o presente e projetar o futuro de Criciúma com a experiência de quem já viveu a cidade a partir da Câmara. Todos convidados a acompanhar!

Denis Luciano
Por Denis Luciano 02/09/2020 - 15:45Atualizado em 02/09/2020 - 15:55

Quando o Comerciário foi fundado, em 1947, Rubens Costa era um jovem de 21 anos e trabalhava na primeira agência da Caixa Econômica Federal na cidade, onde atuou por dois anos.

Já envolvido com as coisas da cidade, Rubens participou, três anos antes, aos 18, em 1944, da fundação da Associação Comercial e Industrial de Criciúma, a atual Associação Empresarial de Criciúma (ACIC). 

Inquieto por natureza, ele continuou seu rumo. Em 1949, ano em que o Comerciário ganhou seu primeiro título, Rubens Costa deixou a Caixa e foi ser executivo da Cerâmica Santa Catarina, a Cesaca, isso com 23 anos. Seu pai havia sido um dos iniciadores da empresa. Tornou-se tabelião em 1957, assumindo no lugar de seu sogro, Elias Angeloni, e uma década depois fundou, com sócios, a Forauto Veículos.

Divulgação

No meio de todo esse bonito histórico, finalizado na última segunda-feira, 31, com seu óbito aos 94 anos, seu Rubens foi um grande colaborador do futebol criciumense. Era sócio patrimonial do Criciúma e, como tal, merece a homenagem que está lá, no estádio Heriberto Hülse, desde esta terça-feira, 1: a bandeira do Criciúma encontra-se hasteada a meio mastro, em memória do saudoso torcedor.

Mais uma homenagem

Pinçamos aqui mais uma justa homenagem a Rubens Costa. Fomos buscar, do acervo do colega Marciano Bortolin, uma matéria que ele escreveu em 2019, nos eventos de 75 anos da Acic, e que resultou de uma entrevista com o empresário. Confira:

Da união, o surgimento de uma das maiores instituições do estado

 

Dia 18 de junho de 1944. Às 10 horas o sino tocou, estava encerrada mais uma tradicional missa de domingo. Excepcionalmente desta vez, Rubens Costa, de 18 anos de idade, não iria imediatamente para casa. Havia um compromisso antes e ele rumou, junto com outras cerca de 100 pessoas, ao Cine Rovaris. 

 

Aos poucos a sala foi sendo tomada por comerciantes. No comando da assembleia estava o prefeito, Elias Angeloni. Em debate, a constituição da Associação Comercial de Cresciúma. Após conversas e deliberações, foi confeccionado o primeiro documento da Acic: a ata de fundação, que contou com 117 assinaturas, entre elas a do jovem Rubens Costa. 

Foto: Lucas Colombo / Especial

 

A constituição de uma associação comercial seguia o exemplo do que já acontecia em algumas capitais do Brasil e tinha o papel de buscar novos horizontes e perspectivas econômicas a cidade que crescia pela demanda do carvão. “Fomos para o Cine Rovaris depois da missa. Eu tinha 18 anos. A sala estava cheia e me chamara para assinar a ata mesmo com a minha pouca idade”, relata.
 

Costa, hoje com 94 anos, é o único daqueles que assinaram o documento que está vivo. Além dele, personalidades como Heriberto Hülse, que viria a ser governador de Santa Catarina, e de Cincinato Naspolini, ex-prefeito de Criciúma, também deixaram as suas assinaturas.

 

Da assembleia, saiu eleita a primeira diretoria da Acic, que teve como presidente Antônio Roque Júnior que passou a deliberar em uma sala em um dos edifícios da Praça Nereu Ramos, que foi emprestada por Célio Rolim. “O comércio, que também crescera, por conta da indústria carbonífera, sentiu a necessidade de uma organização social que o representasse. Nesse período, mais precisamente em 1943, já se instalava a Comarca de Criciúma, com ela assume os seus profissionais, entre eles, o promotor público Francisco de Oliveira, ao tomar conhecimento da reivindicação dos empresários da área comercial, organizou os estatutos para a formação da Associação Comercial de Criciúma sob a presidência do empresário Antônio Roque Júnior que mais tarde, em 1952, sob a presidência do advogado José Pimentel, foi incluído à entidade os industriários, passando a chamar-se Associação Comercial e Industrial de Criciúma”, explica o historiador, Mário Belolli.

Foto: Lucas Colombo / Especial

 

Empreendedor desde jovem e no ramo automobilístico desde 1967, Rubens Costa mostra que tem acompanhado o desenvolvimento da entidade ao citar presidentes como Jayme Zanatta e César Smielevski e o envolvimento da associação com a comunidade da região. “Todos os presidentes foram importantes”, fala Costa que hoje dá nome a uma das salas da sede da Acic, localizada no Bairro Próspera.

Denis Luciano
Por Denis Luciano 01/09/2020 - 19:17Atualizado em 01/09/2020 - 20:56

Tem casos em que há desculpa para tudo. Mas nesse, de fato, não há como culpar o Governo do Estado. Era para já estar em andamento a obra de revitalização da Rodovia Jorge Lacerda, no acesso Sul a Criciúma.

Mas acontece, como é praxe de obras de governo, que houve recurso. Quem perde na licitação acha motivos para ir à Justiça. É frequente isso. Quase uma regra. E isso, por si só, já gera amarras, mas nesse caso foi um pouco pior.

Em entrevista ao Ponto Final, na Som Maior, faz poucos minutos, o secretário de Estado da Infraestrutura, Thiago Vieira, revelou a razão do atraso para o começo efetivo dos trabalhos: o desembargador que vai analisar o caso no Tribunal de Justiça se aposentou. É verdade.

"Homologamos a licitação com a empresa vencedora, uma outra entrou com ação judicial que ainda não foi julgada. Ganhou uma liminar, o Estado se manifestou de forma célere faz bastante tempo, mas o desembargador que analisa o caso pediu aposentadoria. Precisa ser distribuído, estamos aguardando essa decisão judicial", contou o secretário.

O Estado fez a sua parte. Quando da citação do recurso pelo TJSC, respondeu rapidamente. "Já fizemos os contatos e todas as medidas judiciais. Acreditamos no Judiciário, esperamos que seja célere essa resposta", reforçou.

O que o secretário quer, e logo, é poder tocar a obra. Se tiver que fazer nova licitação, por conta do recurso encaminhado, ele fará. "Se homologada, dar a ordem de serviço. Senão, lançar de novo e colocar as obras no terreno o mais rápido possível. É a nossa intenção", destacou.

Uma das muitas saliências no castigado asfalto da Rodovia Jorge Lacerda
Foto: Denis Luciano / 4oito / Arquivo

O impasse é o seguinte. A empresa JR Construções venceu a licitação. A segunda colocada, recorreu, alegando problemas no atestado técnico apresentado pela vencedora do certame. 

O contrato com a JR, de R$ 15,7 milhões, havia sido anunciado com pompa no começo de julho, diante da expectativa de início das obras no fim daquele mês. Mais de trinta dias se passaram do prazo aguardado e, até agora, nada. Os dez quilômetros que ganharão asfalto novo seguem lá, esburacados e precários.

Denis Luciano
Por Denis Luciano 01/09/2020 - 15:08Atualizado em 01/09/2020 - 15:17

Já houve tentativas de unir as forças e fazer Tubarão chegar mais longe no futebol com uma camisa só. A atitude mais cristalina, certamente, foi a do Tubarão Futebol Clube. Ele foi, inicialmente, o novo nome do velho Ferroviário a partir de 1992. Depois, no fim de 95, um protocolo de intenções com o Hercílio Luz tornava esse Tubarão o time da cidade, mandando seus jogos no Anibal Costa, a casa do antigo rival. 

O clássico Ferro-Luz passava a ser coisa do passado, então. E os resultados vieram. Fez de 1998 o seu grande ano, com o vice-campeonato do Catarinense e o título da Copa Santa Catarina. Foi sexto na Série C do Brasileiro em 2001 e, com grande campanha, fechou a Copa Sul Minas na quinta posição em 2002. O declínio começou em 2003, com o rompimento da parceria com o Hercílio pelo uso do estádio e, posteriormente, o licenciamento em 2005.

Houve, ainda, outras tentativas mais tímidas de aproximar os clubes. Hoje, cada um segue o seu rumo, do seu jeito, mas sem grandes resultados. O Tubarão lambe as feridas de um recente rebaixamento no Catarinense, e vai disputar a Série D do Brasileiro. O Hercílio, envolvido na construção de seu novo estádio, joga a Série B estadual como um dos candidatos ao acesso, já que três equipes subirão para a elite em 2021.

Agora, uma conversa, mas que nada tem a ver com fusão, gera sempre um frisson nos bastidores. O Eduardo Ventura noticia no Esporte de Primeira sobre uma conversa entre os presidentes para que os times se enfrentem em jogos-treinos, um em cada estádio. Seria algo simples, em rivalidades menores, mas até isso é complicado no futebol de Tubarão. Confira a nota:

Uma aproximação provocada pelo presidente do Tubarão, Joca Zapolli ao presidente do Hercilio Luz, Fábio Mendonça, é algo sadio e importante para o desenvolvimento do futebol na Cidade Azul.

 

Por mais que alguns não gostem e não vão gostar do que vou escrever, seria interessante para a preparação dos dois clubes disputarem jogos-treinos, um em cada estádio.  O primeiro tem pela frente uma competição nacional que é a disputa da Série D, já o outro a busca pelo acesso.

 

São competições distintas, e buscar esse contato demonstra a maturidade entre os dirigentes, em que a rivalidade tem que ser entre os torcedores, mas sem exageros, fora de campo, um pode colaborar muito um com o outro.

 

Além de economizar para ambos, essa aproximação é importante após o mundo ser afetado de forma direta pelo coronavírus.

Em campo

O Tubarão estreia na Série D no dia 19, em casa, contra o São Luiz (RS). Está no Grupo 8 ao lado de sete equipes. Já o Hercílio está em preparação à Série B estadual, que enfrentou algumas mudanças de datas. Está, agora, programada para novembro, com o Hercílio estreando em casa contra o Barra. Serão dez equipes, entre as quais o Próspera, na disputa.

Denis Luciano
Por Denis Luciano 31/08/2020 - 19:46Atualizado em 31/08/2020 - 19:48

O Debate Aberto deixou sua marca nos começos de tarde do rádio sul catarinense. O nosso debate de todos os dias na Rádio Som Maior, com uma mesa eclética e uma turma super qualificada - tive a alegria de apresenta-lo a partir de outubro de 2018 - vai dar o ar da graça nesta terça-feira, abrindo o mês de setembro em alto estilo no nosso programa Agora, o matinal de jornalismo que apresentamos das 9h às 10h na FM 100,7.

Nesta terça, para reativar alguns daqueles marcantes debates, recebo três das figuras marcantes do nosso Debate Aberto. Estarão no estúdio para conversar com a gente o Anderlei Antonelli, o Vinícius Schambeck e o Marcelo Zarur, representando o time bom daquela mesa nem sempre calma, nem sempre tranquila, mas sempre antenada e muito bem informada. E polêmica também.

A pauta? De tudo um pouco. Nesta terça, a partir das 9h, o Debate Aberto dá o ar da graça no Agora. Todos convidados!

Denis Luciano
Por Denis Luciano 31/08/2020 - 07:58Atualizado em 31/08/2020 - 08:02

A placa de reinauguração do Parque Centenário Altair Guidi está diferente. No fim de semana, foram removidas as letras com os nomes que pautaram Ação Civil Pública movida no decorrer deste ano pelo Ministério Público (MPSC).

A denúncia citava inauguração de obra inacabada e também autopromoção do prefeito, em função do conteúdo da placa. Na posterior decisão judicial, veio a determinação de remoção da placa. Depois, houve o acordo para a retirada somente das letras.

O prefeito Clésio Salvaro defendeu-se quando a denúncia veio à tona, em julho. Ele apontava tranquilidade diante da acusação de improbidade administrativa. "Quando o Altair Guidi fez essa prefeitura em 1980, tem a placa com o nome dele aqui", comentou, na ocasião. "Eu refiz essa prefeitura e eu coloquei a placa. Tem placa com o meu nome em hospital, creche, UPA, postos. É normal isso", argumentou.

A inauguração do parque com a placa, em 6 de janeiro

A placa continua lá. Sem as letras. E o Parque Centenário, quase oito meses depois da reinauguração - completa oito meses no domingo -, é um sucesso de público. Só não tem mais frequentadores pelas limitações impostas por conta da pandemia de Covid-19.

Denis Luciano
Por Denis Luciano 26/08/2020 - 17:05Atualizado em 26/08/2020 - 17:08

A próxima sexta-feira, 28, promete ser importante na ordem dos acontecimentos visando a sucessão do presidente Jaime Dal Farra e da GA no Criciúma. É que um grupo de empresários, torcedores e conselheiros estarão reunidos para tratar de um projeto em comum para o futuro do Tigre.

Entre os nomes confirmados na reunião estão o do ex-presidente Moacir Fernandes, o do advogado Alexandre Farias e o do empresário Anselmo Freitas, que já foi dirigente do Criciúma. No total, umas duas dezenas de convidados vão se encontrar para deliberar sobre o que fazer para o amanhã do Criciúma. Esse é o limite de pessoas que poderão se concentrar no auditório que foi escolhido para acolher o debate.

Conforme a conclusão desse encontro, outros também poderão ser realizados.

Tão logo surgiu a informação da saída de Dal Farra no fim do ano - ele comunicou o Criciúma em maio -, Moacir Fernandes foi o primeiro a se movimentar. Falou publicamente sobre um projeto de reunir um grupo de empresários, cada um com cotas, para financiar um projeto de futebol para o Tigre. Seria um consórcio de investidores para tocar o Criciúma, todos de nível local e regional.

Mais recentemente, veio Alexandre Farias, que também é presidente da Federação Catarinense de Tênis (FCT) com outra ideia. Um projeto que ele planeja entregar ao Conselho Deliberativo na próxima semana consta de presidencialismo sem cogestão do futebol, mas sem fechar portas para eventuais parceiros, com diretoria ampla, forte e local, com um investimento pé no chão e planos ousados para incremento e melhor gestão do patrimônio, com foco em resultados.

Agora é aguardar para ver se as forças locais poderão se reunir em um projeto só. Recentemente, o presidente do Conselho Deliberativo, Carlos Henrique Alamini, nos disse que já havia nove grupos interessados no Criciúma, oito de fora e um daqui.

Denis Luciano
Por Denis Luciano 26/08/2020 - 16:20Atualizado em 26/08/2020 - 16:23

E tem sido assim a cada jogo: tudo termina em pizza no vestiário do Tigre.

No fim do ano passado, o Criciúma formalizou uma parceria com a Dugas Delivery, uma das boas pizzarias da cidade, sucesso de público e crítica por aqui. Pela parceria, o Criciúma recebe, por partida em casa, doze pizzas da Dugas. E os atletas comem no vestiário, logo após as partidas. E isso sempre, ganhando ou perdendo.

Trata-se de uma reposição de energias monitorada. Não é simplesmente comer pizza por comer, como amigos que se reúnem para bater um papo e relaxar em torno de uma - ou no caso, doze - boas pizzas.

"Começamos em janeiro no Campeonato Catarinense. O clube nos chamou, perguntou se queríamos fazer essa parceria, aceitamos na hora", conta Vágner Freitas, um dos cabeças da Dugas. "Todos os jogos em casa são doze pizzas", confirma.

As pizzas da Dugas no vestiário do Majestoso na noite de segunda, depois dos 3 a 1 contra o São Bento

E na hora de pedir os sabores, como faz? O Agenor dá pitaco? E o Alisson Taddei? Que nada. "A nutricionista que pede os sabores. Eles estão pedindo variados, não é um sabor direto, direto", confidencia. "É bem variado", garante.

No jogo contra o São Bento, por exemplo, os jogadores receberam pizzas de frango, de calabresa sem cebola, de alcatra com catupiry e de picanha com gorgonzola. Para arrematar, catuperu também. 

Mas os jogadores estão tentando mexer no cardápio. "Agora eles pediram pizza de búfala com parma, os jogadores que estavam pedindo para a nutricionista", conta Vágner.

Certa vez, quando veio à tona essa história de servir pizza aos jogadores após as partidas, vimos com desconfiança. Daí veio a explicação de que elas são importantes para reposição de energia, e basta uma breve pesquisa para notar que Mundo afora os clubes fazem o mesmo, então... muita pizza da Dugas para empurrar o Criciúma rumo à Série B.

Cabe lembrar que o Criciúma venceu o São Bento na segunda-feira por 3 a 1. Já havia batido o Boa, antes, pelo mesmo placar, e estreou empatando em 0 a 0 com o Londrina. Soma 7 pontos, é segundo colocado do Grupo B da Série C e volta a campo dia 6, em casa, contra o líder Volta Redonda.

Denis Luciano
Por Denis Luciano 26/08/2020 - 11:15Atualizado em 26/08/2020 - 11:46

Era o dia 25 de agosto de 1983. Na esteira do antigo Correio do Sudeste, e se propondo a ser o grande jornal de Criciúma e do sul catarinense - como foi por um bom tempo - o Jornal da Manhã passava a circular. E vinha imponente, com investimentos, tendo à frente o casal João Pedro e Zuleide Herrmann. Com times e mais times de jornalistas de peso ao longo das décadas, usufruiu de confortável liderança no mercado por pares e pares de anos.

Porém, começou um vigoroso declínio nos anos 2000. A crise se acentuou na década atual. De voos em céu de brigadeiro por mais de duas décadas, com faturamentos polpudos e liderança editorial incontestável, viu a ponta ser ameaçada até acabar destronado há pouco mais de uma década pelo A Tribuna e, na sequência, pelo Diário de Notícias, dois que atualmente formam um só, o Tribuna de Notícias.

O JM esteve presente em grandes momentos da história da região. O futebol sempre foi conferido de perto

Em uma das grandes fases que viveu, teve o nosso diretor aqui da Som Maior e 4oito, jornalista Adelor Lessa, como cabeça pensante, líder na administração e no conteúdo. O JM viu surgirem e desaparecerem concorrentes, sem sofrer arranhões. Pelo contrário, vendo circulação crescer e arrecadação, idem.

Em 1996, uma das grandes fases do Jornal da Manhã, tempos de liderança incontestável. Era um dos jornais de maior circulação de Santa Catarina

Porém, a aguda crise financeira, uma série de problemas administrativos e a natural perda de bons valores para a concorrência foram, pouco a pouco, fazendo ruir o JM, que ainda lutou bravamente nos últimos anos. 

Uma das várias passagens de Zuleide Herrmann pelo JM que ela fundou com o marido João Pedro em 1983

Em um cenário com três jornais a partir de 2010, quando o Diário de Notícias, do empresário Edson da Soler, entrou em circulação, e com já nesta época o A Tribuna - descendente do velho Tribuna Criciumense, de 1955 - despontando, o JM teve dificuldades para encontrar espaço no mercado. A publicidade começou a minguar, os adversários apareciam cada vez mais bem estruturados, melhor equipados e com as contas sob controle, e o Jornal da Manhã dava claros sinais de cansaço. Àquela altura, se algum dos periódicos criciumenses deveria sair de cena por questões de sobrevivência, cada dia mais parecida que era o JM o fadado a esse destino.

Por vários anos, inclusive até depois de fechar, o JM manteve essa mídia externa em um outdoor na Rua Rui Barbosa
Foto: Denis Luciano / Arquivo

Mas, claro, o leitor acaba sendo o último a saber quando uma crise dessa corrói um veículo. Até as últimas semanas, as evidentes dificuldades eram mais visíveis para quem efetivamente vivia o mercado. Seja os ex-funcionários, a essa altura credores de uma massa quase falida que se tornaria inviável, seja os funcionários de então, acossados pelos problemas.

Tempos de acirrada rivalidade com o A Tribuna, em 2010

Houve dois momentos em que o Jornal da Manhã poderia ter mudado de mãos na história recente, antes do fechar das portas. Ainda quando a crise era muito mais interna que pública, eram recorrentes as sondagens externas. Houve uma bem adiantada negociação para que a então RBS adquirisse o JM e fizesse dele a sua marca impressa na região. O acordo fez água. Anos depois, na última sobrevida do Jornal da Manhã, o empresário Henrique Salvaro o levou para sua sede de comunicações, na Próspera, ao lado da Rádio Eldorado, e ali o matutino operou por algum tempo, na expectativa de uma adição de recursos e de uma compra pelo Grupo Salvaro, o que por fim não aconteceu.

A antiga sede do JM na Rua 15 de Novembro, no Centro

Seguindo nas mãos do empresário Augusto Cancelier, seu superintendente até o fechamento, o Jornal da Manhã partiu para sua última sede, uma sala no Centro, não muito longe do andar inteiro que ocupou por anos a fio na Rua 15 de Novembro, um prédio que encontra-se até hoje vazio, desde a saída do JM daquele espaço por questões econômicas - sim, a esse tempo já faltava dinheiro para pagar o aluguel -, isso lá por 2016. No fim do mesmo ano, migrou da Próspera para o último endereço onde, um semestre depois, mandaria à gráfica sua última edição.

Mesmo nos últimos tempos, o JM não descansou de investigar e levantar os importantes debates do cotidiano

Foi em 10 de maio de 2017 que o JM saiu às ruas pela última vez. Era a sua edição de número 9.871. Estaria hoje já com mais de 10 mil edições publicadas. Vivia o seu ano 33, fechou pouco mais de três meses antes do trigésimo quarto aniversário. Nesta terça-feira teria completado 37 anos, se circulando estivesse.

A notícia que o JM não deu no impresso: a sua saída de circulação / Reprodução / Twitter
Em agosto de 2015, no penúltimo aniversário do JM em circulação, fizemos essa capa. Fui o editor do dia, e colocamos na capa a dona Beverly Godoy Costa, nome histórico do jornalismo local e do próprio JM, ao lado do então prefeito Márcio Búrigo, cortando o bolo / Instagram / Reprodução

Quando do fechamento, o diretor era Milton Carvalho. Ele avisava ao mercado que se tratava de uma suspensão, que poderia ser breve, conforme os encaminhamentos dados. Não houve como retornar. Os investidores não apareceram, as dívidas se acumularam e já faz mais de três anos que o Jornal da Manhã ficou no passado, como consulta de acervo histórico. E que acervo! Foram grandes e premiadas reportagens, de equipes fantásticas, de editores de alto nível, repórteres qualificados, fotógrafos primorosos, diagramadores habilidosos, colunistas super bem informados e articulados... enfim, uma lacuna importante ficou aberta na história de Criciúma com a extinção do Jornal da Manhã.

JM das várias editorias em suas edições diárias
Representamos o JM na cobertura do impeachment da presidente Dilma em Brasília, em 2016 / Instagram / Reprodução

É muito difícil prever o retorno do JM. Quase impossível. Eu, como colunista que fui em quatro períodos diferentes, e penúltimo editor-chefe da história do JM, não acredito, sinceramente, no retorno. O cenário é outro. Os jornais impressos precisavam se reinventar, e os que não se reinventaram em tempo, naufragaram. Que o diga o Diário Catarinense, grande título do estado, que virou digital fruto do custo do papel. Aqui temos o Tribuna de Notícias, como nosso principal representante da mídia impressa, fazendo seu bom trabalho mas sem concorrente local. É o que o mercado acolhe e permite.

A última capa do JM, em 10 de maio de 2017

Que o acervo do JM esteja bem guardado, em bom lugar. As futuras gerações merecem e precisam saber das coisas de Criciúma e região de 1983 a 2017 pelas linhas sempre bem colocadas do saudoso JM.

Denis Luciano
Por Denis Luciano 24/08/2020 - 17:47Atualizado em 24/08/2020 - 17:49

Ainda não vai ser dessa vez que o Criciúma estreará seu novo patrocinador na camisa. A Alianda Pisos e Azulejos, que acertou a parceria com o Tigre na semana passada - conforme antecipado aqui no blog - formalizou, pelo seu proprietário, empresário Vilmar Guedes, a assinatura do contrato na tarde desta segunda-feira, 24. O anúncio oficial pelo Criciúma veio na sexta-feira, 21.

Vilmar Guedes e a nova camisa do Criciúma, com a marca da Alianda

Mas a prevista estreia da marca ficou para a próxima. "Assinamos o contrato hoje, às 16h. A camiseta com a logomarca da Alianda não vai ficar pronta para este jogo, por conta da logística do fabricante. O contrato está assinado e estaremos na camisa do Tigre no próximo jogo", confirmou Guedes.

Assim, a Alianda aparecerá oficialmente, em campo, com o Tigre, no compromisso do dia 6 de setembro, no Heriberto Hülse, contra o Volta Redonda, já que o compromisso que seria da próxima rodada, frente ao Tombense em Minas Gerais, foi transferido para 30 de setembro. "A Alianda sempre esteve, direta ou indiretamente, envolvida com o Criciúma", lembrou Guedes pela manhã, em entrevista ao Som Maior Esportes. Confira mais detalhes clicando aqui.

O Criciúma encara o São Bento a partir das 20h, no Heriberto Hülse, pela terceira rodada da Série C. A cobertura do Timaço na Som Maior começa às 19h.

 

Denis Luciano
Por Denis Luciano 21/08/2020 - 20:45Atualizado em 21/08/2020 - 20:49

O anúncio do novo patrocinado Criciúma, a Alianda Pisos e Azulejos, faz o Criciúma mudar sua camisa. É necessário achar espaço para o novo parceiro. 

O desenho adaptado para a nova marca já foi projetado. É tudo com a Spieler Sports, a parceira que produz a marca própria Garra 91.

E pintou esse modelo tricolor. A novidade é justamente a marca da Alianda. É assim que o Criciúma deve jogar na segunda-feira contra o São Bento.

Denis Luciano
Por Denis Luciano 20/08/2020 - 19:06Atualizado em 20/08/2020 - 19:10

O Criciúma anuncia nesta sexta-feira o seu mais novo patrocinador. Trata-se, na verdade, de um velho parceiro que está de volta à camisa do Tigre. É a Alianda Pisos e Azulejos, uma marca criciumense, uma empresa consolidada em seu segmento, líder que é, negocia com o Brasil inteiro e representa a cidade com qualidade. Tem à frente o empresário Vilmar Guedes que, além de um vencedor no que faz, é um grande torcedor do Criciúma. Daqueles fanáticos mesmo. Já foi dirigente. Com ele na direção do departamento amador, o Criciúma ganhou um título nacional em 2008, no Paraná.

Entre idas e vindas, a Alianda viveu grandes momentos colocando sua marca na camisa do Tigre. Está de volta agora. Vai ocupar um espaço na parte inferior, na frente da camisa, um pouco abaixo de onde encontra-se atualmente a marca da Resicolor.

Um importante reforço para os cofres do clube, em meio a uma Série C difícil como esta, e com o foco no acesso, é com certeza uma parceria muito bem vinda. No aguardo do anúncio oficial e da nova camisa com a marca da Alianda, que é nossa parceira também no Timaço da Rádio Som Maior.

Denis Luciano
Por Denis Luciano 20/08/2020 - 17:53Atualizado em 20/08/2020 - 17:55

Foram 40 minutos de conversa gravada. E mais algum tempo, razoável e interessante, nos bastidores. Sempre é uma troca de ideias agradável com Alexandre Reis de Farias. Advogado já consagrado, presidente de grandes realizações na Federação Catarinense de Tênis - depois de um grande trabalho no Mampituba -, e torcedor apaixonado pelo Tigre - seu pai, o saudoso Geraldo Farias, foi vice-presidente do clube -, ele está entregando uma novidade à cidade.

Até o começo de setembro, estará nas mãos do presidente do Conselho Deliberativo, Carlos Henrique Alamini, o projeto de Alexandre Farias para ser presidente do Criciúma.

Mas não se trata de cogestão, como a GA. Nem de parceria. "Não, o resultado é para o clube. Eu não vou ganhar um centavo. Acredito no regime presidencialista com uma grande diretoria trabalhando. Assim, o presidente não fica isolado como ficou o presidente Dal Farra agora", observou. Farias já tem em mente um organograma de direção, com 16 diretores auxiliando a presidência. "E já tenho duas a três pessoas para cada diretoria, a grande maioria já aceitou o desafio", contou, empolgado.

Mas claro que, no novo modelo, Farias terá parceiros. "Mas com o Criciúma sempre em primeiro lugar, a instituição precisa ganhar", referiu.

Série A em 2025

Ele já tem uma contabilidade na cabeça. Entende que, jogando a Série C, o Criciúma vive a realidade de uma receita máxima de R$ 700 mil. Se chegar à Série B, no máximo R$ 1,3 milhão mês para tocar o clube. E ele acha que, com esse montante, é possível montar time para subir. E não se importa se tiver que assumir o Tigre numa Série C no ano que vem. "Sem problemas. Dá para fazer time para subir, ficar uns dois ou três anos na B e a nossa meta é estar na Série A em 2025", relatou.

Farias planeja um Criciúma com 5 mil sócios, com 1 mil cadeiras vendidas no HH e com mensalidades mais baratas. "Vamos baratear, vamos colocar 5 mil sócios a R$ 50 e vender mil cadeiras a R$ 100 cada", anunciou. "E vamos lotar os camarotes", garantiu.

Alexandre Farias quer ser presidente do Criciúma / Foto: Vitor Netto / 4oito

Seu projeto não tem vínculos com outros. Nem com o do ex-presidente Moacir Fernandes, nem com o dos investidores de fora que já manifestaram intenção de assumir o Criciúma. "Não, mas as pessoas vão se surpreender. Temos vários apoiadores", afirmou, deixando escapar que até parceiros de fora do país estão afinados com o seu projeto. Contatos que ele fez ao longo dos anos na advocacia e no universo do tênis.

Sobre o tênis, ele não deixará a presidência da Federação. "Meu mandato é até 2024 e vou continuar", destacou.

A entrevista completa, com muitos outros detalhes, vai ao ar nesta sexta-feira, a partir das 9h, no programa Agora, na Som Maior. Confira!

Denis Luciano
Por Denis Luciano 19/08/2020 - 11:17Atualizado em 19/08/2020 - 11:26

Quando veio a pandemia de Covid-19 com maior vigor, em março, foram inúmeros os serviços suspensos. Serviços públicos, então, incontáveis. Adotaram esquemas remotos e fecharam as portas. E o cidadão, que precisou tocar a vida normalmente, ficou a ver navios. 

A mais constrangedora situação, embora existem vários outros exemplos, é a do INSS. São cinco meses de agências fechadas, fazendo com que trabalhadores não consigam encaminhar benefícios, que aposentadorias estejam penduradas na burocracia estatal que, em nível presencial já é lerda, pensem no meio remoto, envolvendo recursos que muitos dos beneficiários não dominam.

Já houve a previsão de algumas datas para reabertura das agências. No começo de julho, a definição era por retorno no começo de agosto, o que não aconteceu. No fim de julho, o Diário Oficial da União publicou portaria informando que as agências continuariam fechadas até 21 de agosto, com previsão de retorno no dia 24. Ou seja, se essa portaria for respeitada, na próxima segunda-feira o INSS volta ao trabalho presencial.

Porém, vem novidade e não muito boa por aí. Em uma live na última segunda-feira, 17, o presidente do INSS, Leandro Rolim, disse a representantes da Federação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social, Fenasps) que a reabertura seria novamente prorrogada, ou para 31 de agosto ou para 8 de setembro. "O presidente do INSS anunciou que iria adiar novamente a reabertura das agências, mas que ainda não tinha data definida", disse Cristiano Machado, diretor da Fenasps, ao Agora São Paulo. O INSS confirmou a reunião mas negou o adiamento. Porém, no encontro virtual, o presidente disse ainda que uma nova portaria seria lançada nos próximos dias.

O tamanho do problema

O INSS ofereceu serviços virtuais para o cidadão, pela internet e pelo telefone. Mas funcionam muito pouco. São lentos. Burocráticos. Atende devagar para questões que, via de regra, exigem urgência. Tratam da sobrevivência das pessoas. E gente pobre, humilde, que precisa de uma aposentadoria, de uma pensão, que têm direito a isso.

Segurados que precisam renovar benefícios, gente que precisa de perícia.

Ficaram atirados à própria sorte, por conta de serviços virtuais de pouca resolutividade, pois os servidores públicos precisam ficar em casa. Mas oras, tantos serviços já sendo retomados, tantos trabalhadores nas ruas, qual a dificuldade de os servidores do INSS voltarem ao trabalho?

Esse excesso de zelo com servidores públicos os coloca em uma classe à parte de boa parte da grande massa. E isso prejudica o atendimento ao cidadão, que é o grande objetivo do serviço público. 

Mas, em síntese, o erro não é do servidor. Ele segue ordens. O erro é de quem dá as ordens. Qual a razão de servidor público ficar mais recolhido na pandemia que o trabalhador privado? Ele é de grupo de risco que não conhecemos? É de vidro? De cristal? De papel?

Não há explicação coerente para isso.

E por conta desse esquema equivocado, o retorno será um caos, com filas quilométricas e atendimento muito ruim. Fora que tem muito trabalhador, beneficiado do INSS, passando necessidades sérias e agravando riscos à saúde por conta dessa operação tartaruga de cinco meses por causa da pandemia.

Erro em cima de erro.

E outros segmentos do serviço público, com maior ou menor gravidade, cometeram o mesmo equívoco.

Repito: o erro não é, em última análise, do servidor. Ele segue ordens. O erro é do ordenador, do chefe, do comandante, que não soube gerir a crise. Falei disso hoje em meu comentário no Agora, na Som Maior. Confira:

Denis Luciano
Por Denis Luciano 19/08/2020 - 07:57Atualizado em 19/08/2020 - 08:03

Na mesma terça-feira em que dezenas e dezenas encararam filas lentas na agência da Celesc em Criciúma, veio de cima a má notícia: a conta de energia vai ficar mais cara em Santa Catarina. O reajuste, na verdade, é nacional, em tem estados em que a coisa vai ser pior ainda. No Amazonas, o salto será de 47%. Em Santa Catarina, pouco mais de 8% para os consumidores.

Mas vamos começar pela fila. Recebi ontem, no fim da tarde, o relato de uma consumidora que foi até o escritório da Celesc em Criciúma às 11h30min. Saiu de lá às 13h20min. Estamos falando de 1h50min para receber um atendimento simples. A fila demorada é piorada por conta de haver apenas dois atendentes ao dispor, "mas a maioria do tempo é uma pessoa só que atende", reclamou a cidadã, que ficou esse tempo todo lá anotando as impressões. Ou seja, é um depoimento fidedigno. Durante a maior parte do tempo em que ela esteve lá, havia de 15 a 20 pessoas na fila, na rua, alguns até sentando na calçada, na Avenida Centenário, fruto da demora. 

"Daí eles recomendam o atendimento online, mas esse é mais demorado ainda. É muito ruim", relatou ela.

Esse pessoal, que ficou quase duas horas na fila da Celesc ontem, vai receber como "presente" uma conta mais alta a partir de sábado

É essa Celesc, que não consegue dar conta de um atendimento ágil à população, que está, seguindo as regras federais, ditando um acréscimo nas contas de energia dos catarinenses. Presente de péssimo gosto para os brasileiros a partir do próximo sábado. Não é momento de subir conta alguma. Ainda mais de estatais cujos funcionários estão, boa parte, em casa, já que para eles (diga-se o caso constrangedor do INSS, por exemplo) valem as regras rigorosas do isolamento, como que fossem uma classe especial da sociedade, acima das demais.

Todos voltamos ao trabalho - ou muitos de nós nem paramos - com a devida proteção, mas tem servidores de estatais, de agências públicas, que vivem nesse mundo paralelo e surreal. O INSS é um exemplo constrangedor e que beira o ridículo, mas Celesc, CASAN e outras também foram nesse embalo, e estão voltando a passos de tartaruga para atender o povão.

Retornemos à conta. Ao justificar o aumento, a Agência Nacional de Energia Elétrica apontou que “ao calcular o reajuste, conforme estabelecido no contrato de concessão, a Aneel considera a variação de custos associados à prestação do serviço, e leva em conta a aquisição e a transmissão de energia elétrica, bem como os encargos setoriais". Ou seja, a população que empobrece na pandemia precisa pagar mais caro pela energia elétrica. Absurdo.

Mas era para ser pior. O reajuste em Santa Catarina ficaria em 15,52%, mas foi enxugado com o empréstimo da Conta-Covid, que permitiu amortizar esse peso.

Para os consumidores residenciais, residenciais baixa renda, rurais, iluminação pública e comércio, atendidos em baixa tensão (Grupo B), que representam 79% do mercado consumidor na área de concessão da Empresa, o efeito médio será de 8,42%. Há outro grupo de consumidores enquadrados nos 8,14%. Para indústrias e unidades comerciais de grande porte (como shopping centers), atendidos em alta tensão (Grupo A), o efeito médio será de 7,67%.

Aumento descabido e fora de hora. Fato.

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13