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* as opiniões expressas neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do 4oito
Denis Luciano
Por Denis Luciano 31/08/2020 - 07:58Atualizado em 31/08/2020 - 08:02

A placa de reinauguração do Parque Centenário Altair Guidi está diferente. No fim de semana, foram removidas as letras com os nomes que pautaram Ação Civil Pública movida no decorrer deste ano pelo Ministério Público (MPSC).

A denúncia citava inauguração de obra inacabada e também autopromoção do prefeito, em função do conteúdo da placa. Na posterior decisão judicial, veio a determinação de remoção da placa. Depois, houve o acordo para a retirada somente das letras.

O prefeito Clésio Salvaro defendeu-se quando a denúncia veio à tona, em julho. Ele apontava tranquilidade diante da acusação de improbidade administrativa. "Quando o Altair Guidi fez essa prefeitura em 1980, tem a placa com o nome dele aqui", comentou, na ocasião. "Eu refiz essa prefeitura e eu coloquei a placa. Tem placa com o meu nome em hospital, creche, UPA, postos. É normal isso", argumentou.

A inauguração do parque com a placa, em 6 de janeiro

A placa continua lá. Sem as letras. E o Parque Centenário, quase oito meses depois da reinauguração - completa oito meses no domingo -, é um sucesso de público. Só não tem mais frequentadores pelas limitações impostas por conta da pandemia de Covid-19.

Denis Luciano
Por Denis Luciano 26/08/2020 - 17:05Atualizado em 26/08/2020 - 17:08

A próxima sexta-feira, 28, promete ser importante na ordem dos acontecimentos visando a sucessão do presidente Jaime Dal Farra e da GA no Criciúma. É que um grupo de empresários, torcedores e conselheiros estarão reunidos para tratar de um projeto em comum para o futuro do Tigre.

Entre os nomes confirmados na reunião estão o do ex-presidente Moacir Fernandes, o do advogado Alexandre Farias e o do empresário Anselmo Freitas, que já foi dirigente do Criciúma. No total, umas duas dezenas de convidados vão se encontrar para deliberar sobre o que fazer para o amanhã do Criciúma. Esse é o limite de pessoas que poderão se concentrar no auditório que foi escolhido para acolher o debate.

Conforme a conclusão desse encontro, outros também poderão ser realizados.

Tão logo surgiu a informação da saída de Dal Farra no fim do ano - ele comunicou o Criciúma em maio -, Moacir Fernandes foi o primeiro a se movimentar. Falou publicamente sobre um projeto de reunir um grupo de empresários, cada um com cotas, para financiar um projeto de futebol para o Tigre. Seria um consórcio de investidores para tocar o Criciúma, todos de nível local e regional.

Mais recentemente, veio Alexandre Farias, que também é presidente da Federação Catarinense de Tênis (FCT) com outra ideia. Um projeto que ele planeja entregar ao Conselho Deliberativo na próxima semana consta de presidencialismo sem cogestão do futebol, mas sem fechar portas para eventuais parceiros, com diretoria ampla, forte e local, com um investimento pé no chão e planos ousados para incremento e melhor gestão do patrimônio, com foco em resultados.

Agora é aguardar para ver se as forças locais poderão se reunir em um projeto só. Recentemente, o presidente do Conselho Deliberativo, Carlos Henrique Alamini, nos disse que já havia nove grupos interessados no Criciúma, oito de fora e um daqui.

Denis Luciano
Por Denis Luciano 26/08/2020 - 16:20Atualizado em 26/08/2020 - 16:23

E tem sido assim a cada jogo: tudo termina em pizza no vestiário do Tigre.

No fim do ano passado, o Criciúma formalizou uma parceria com a Dugas Delivery, uma das boas pizzarias da cidade, sucesso de público e crítica por aqui. Pela parceria, o Criciúma recebe, por partida em casa, doze pizzas da Dugas. E os atletas comem no vestiário, logo após as partidas. E isso sempre, ganhando ou perdendo.

Trata-se de uma reposição de energias monitorada. Não é simplesmente comer pizza por comer, como amigos que se reúnem para bater um papo e relaxar em torno de uma - ou no caso, doze - boas pizzas.

"Começamos em janeiro no Campeonato Catarinense. O clube nos chamou, perguntou se queríamos fazer essa parceria, aceitamos na hora", conta Vágner Freitas, um dos cabeças da Dugas. "Todos os jogos em casa são doze pizzas", confirma.

As pizzas da Dugas no vestiário do Majestoso na noite de segunda, depois dos 3 a 1 contra o São Bento

E na hora de pedir os sabores, como faz? O Agenor dá pitaco? E o Alisson Taddei? Que nada. "A nutricionista que pede os sabores. Eles estão pedindo variados, não é um sabor direto, direto", confidencia. "É bem variado", garante.

No jogo contra o São Bento, por exemplo, os jogadores receberam pizzas de frango, de calabresa sem cebola, de alcatra com catupiry e de picanha com gorgonzola. Para arrematar, catuperu também. 

Mas os jogadores estão tentando mexer no cardápio. "Agora eles pediram pizza de búfala com parma, os jogadores que estavam pedindo para a nutricionista", conta Vágner.

Certa vez, quando veio à tona essa história de servir pizza aos jogadores após as partidas, vimos com desconfiança. Daí veio a explicação de que elas são importantes para reposição de energia, e basta uma breve pesquisa para notar que Mundo afora os clubes fazem o mesmo, então... muita pizza da Dugas para empurrar o Criciúma rumo à Série B.

Cabe lembrar que o Criciúma venceu o São Bento na segunda-feira por 3 a 1. Já havia batido o Boa, antes, pelo mesmo placar, e estreou empatando em 0 a 0 com o Londrina. Soma 7 pontos, é segundo colocado do Grupo B da Série C e volta a campo dia 6, em casa, contra o líder Volta Redonda.

Denis Luciano
Por Denis Luciano 26/08/2020 - 11:15Atualizado em 26/08/2020 - 11:46

Era o dia 25 de agosto de 1983. Na esteira do antigo Correio do Sudeste, e se propondo a ser o grande jornal de Criciúma e do sul catarinense - como foi por um bom tempo - o Jornal da Manhã passava a circular. E vinha imponente, com investimentos, tendo à frente o casal João Pedro e Zuleide Herrmann. Com times e mais times de jornalistas de peso ao longo das décadas, usufruiu de confortável liderança no mercado por pares e pares de anos.

Porém, começou um vigoroso declínio nos anos 2000. A crise se acentuou na década atual. De voos em céu de brigadeiro por mais de duas décadas, com faturamentos polpudos e liderança editorial incontestável, viu a ponta ser ameaçada até acabar destronado há pouco mais de uma década pelo A Tribuna e, na sequência, pelo Diário de Notícias, dois que atualmente formam um só, o Tribuna de Notícias.

O JM esteve presente em grandes momentos da história da região. O futebol sempre foi conferido de perto

Em uma das grandes fases que viveu, teve o nosso diretor aqui da Som Maior e 4oito, jornalista Adelor Lessa, como cabeça pensante, líder na administração e no conteúdo. O JM viu surgirem e desaparecerem concorrentes, sem sofrer arranhões. Pelo contrário, vendo circulação crescer e arrecadação, idem.

Em 1996, uma das grandes fases do Jornal da Manhã, tempos de liderança incontestável. Era um dos jornais de maior circulação de Santa Catarina

Porém, a aguda crise financeira, uma série de problemas administrativos e a natural perda de bons valores para a concorrência foram, pouco a pouco, fazendo ruir o JM, que ainda lutou bravamente nos últimos anos. 

Uma das várias passagens de Zuleide Herrmann pelo JM que ela fundou com o marido João Pedro em 1983

Em um cenário com três jornais a partir de 2010, quando o Diário de Notícias, do empresário Edson da Soler, entrou em circulação, e com já nesta época o A Tribuna - descendente do velho Tribuna Criciumense, de 1955 - despontando, o JM teve dificuldades para encontrar espaço no mercado. A publicidade começou a minguar, os adversários apareciam cada vez mais bem estruturados, melhor equipados e com as contas sob controle, e o Jornal da Manhã dava claros sinais de cansaço. Àquela altura, se algum dos periódicos criciumenses deveria sair de cena por questões de sobrevivência, cada dia mais parecida que era o JM o fadado a esse destino.

Por vários anos, inclusive até depois de fechar, o JM manteve essa mídia externa em um outdoor na Rua Rui Barbosa
Foto: Denis Luciano / Arquivo

Mas, claro, o leitor acaba sendo o último a saber quando uma crise dessa corrói um veículo. Até as últimas semanas, as evidentes dificuldades eram mais visíveis para quem efetivamente vivia o mercado. Seja os ex-funcionários, a essa altura credores de uma massa quase falida que se tornaria inviável, seja os funcionários de então, acossados pelos problemas.

Tempos de acirrada rivalidade com o A Tribuna, em 2010

Houve dois momentos em que o Jornal da Manhã poderia ter mudado de mãos na história recente, antes do fechar das portas. Ainda quando a crise era muito mais interna que pública, eram recorrentes as sondagens externas. Houve uma bem adiantada negociação para que a então RBS adquirisse o JM e fizesse dele a sua marca impressa na região. O acordo fez água. Anos depois, na última sobrevida do Jornal da Manhã, o empresário Henrique Salvaro o levou para sua sede de comunicações, na Próspera, ao lado da Rádio Eldorado, e ali o matutino operou por algum tempo, na expectativa de uma adição de recursos e de uma compra pelo Grupo Salvaro, o que por fim não aconteceu.

A antiga sede do JM na Rua 15 de Novembro, no Centro

Seguindo nas mãos do empresário Augusto Cancelier, seu superintendente até o fechamento, o Jornal da Manhã partiu para sua última sede, uma sala no Centro, não muito longe do andar inteiro que ocupou por anos a fio na Rua 15 de Novembro, um prédio que encontra-se até hoje vazio, desde a saída do JM daquele espaço por questões econômicas - sim, a esse tempo já faltava dinheiro para pagar o aluguel -, isso lá por 2016. No fim do mesmo ano, migrou da Próspera para o último endereço onde, um semestre depois, mandaria à gráfica sua última edição.

Mesmo nos últimos tempos, o JM não descansou de investigar e levantar os importantes debates do cotidiano

Foi em 10 de maio de 2017 que o JM saiu às ruas pela última vez. Era a sua edição de número 9.871. Estaria hoje já com mais de 10 mil edições publicadas. Vivia o seu ano 33, fechou pouco mais de três meses antes do trigésimo quarto aniversário. Nesta terça-feira teria completado 37 anos, se circulando estivesse.

A notícia que o JM não deu no impresso: a sua saída de circulação / Reprodução / Twitter
Em agosto de 2015, no penúltimo aniversário do JM em circulação, fizemos essa capa. Fui o editor do dia, e colocamos na capa a dona Beverly Godoy Costa, nome histórico do jornalismo local e do próprio JM, ao lado do então prefeito Márcio Búrigo, cortando o bolo / Instagram / Reprodução

Quando do fechamento, o diretor era Milton Carvalho. Ele avisava ao mercado que se tratava de uma suspensão, que poderia ser breve, conforme os encaminhamentos dados. Não houve como retornar. Os investidores não apareceram, as dívidas se acumularam e já faz mais de três anos que o Jornal da Manhã ficou no passado, como consulta de acervo histórico. E que acervo! Foram grandes e premiadas reportagens, de equipes fantásticas, de editores de alto nível, repórteres qualificados, fotógrafos primorosos, diagramadores habilidosos, colunistas super bem informados e articulados... enfim, uma lacuna importante ficou aberta na história de Criciúma com a extinção do Jornal da Manhã.

JM das várias editorias em suas edições diárias
Representamos o JM na cobertura do impeachment da presidente Dilma em Brasília, em 2016 / Instagram / Reprodução

É muito difícil prever o retorno do JM. Quase impossível. Eu, como colunista que fui em quatro períodos diferentes, e penúltimo editor-chefe da história do JM, não acredito, sinceramente, no retorno. O cenário é outro. Os jornais impressos precisavam se reinventar, e os que não se reinventaram em tempo, naufragaram. Que o diga o Diário Catarinense, grande título do estado, que virou digital fruto do custo do papel. Aqui temos o Tribuna de Notícias, como nosso principal representante da mídia impressa, fazendo seu bom trabalho mas sem concorrente local. É o que o mercado acolhe e permite.

A última capa do JM, em 10 de maio de 2017

Que o acervo do JM esteja bem guardado, em bom lugar. As futuras gerações merecem e precisam saber das coisas de Criciúma e região de 1983 a 2017 pelas linhas sempre bem colocadas do saudoso JM.

Denis Luciano
Por Denis Luciano 24/08/2020 - 17:47Atualizado em 24/08/2020 - 17:49

Ainda não vai ser dessa vez que o Criciúma estreará seu novo patrocinador na camisa. A Alianda Pisos e Azulejos, que acertou a parceria com o Tigre na semana passada - conforme antecipado aqui no blog - formalizou, pelo seu proprietário, empresário Vilmar Guedes, a assinatura do contrato na tarde desta segunda-feira, 24. O anúncio oficial pelo Criciúma veio na sexta-feira, 21.

Vilmar Guedes e a nova camisa do Criciúma, com a marca da Alianda

Mas a prevista estreia da marca ficou para a próxima. "Assinamos o contrato hoje, às 16h. A camiseta com a logomarca da Alianda não vai ficar pronta para este jogo, por conta da logística do fabricante. O contrato está assinado e estaremos na camisa do Tigre no próximo jogo", confirmou Guedes.

Assim, a Alianda aparecerá oficialmente, em campo, com o Tigre, no compromisso do dia 6 de setembro, no Heriberto Hülse, contra o Volta Redonda, já que o compromisso que seria da próxima rodada, frente ao Tombense em Minas Gerais, foi transferido para 30 de setembro. "A Alianda sempre esteve, direta ou indiretamente, envolvida com o Criciúma", lembrou Guedes pela manhã, em entrevista ao Som Maior Esportes. Confira mais detalhes clicando aqui.

O Criciúma encara o São Bento a partir das 20h, no Heriberto Hülse, pela terceira rodada da Série C. A cobertura do Timaço na Som Maior começa às 19h.

 

Denis Luciano
Por Denis Luciano 21/08/2020 - 20:45Atualizado em 21/08/2020 - 20:49

O anúncio do novo patrocinado Criciúma, a Alianda Pisos e Azulejos, faz o Criciúma mudar sua camisa. É necessário achar espaço para o novo parceiro. 

O desenho adaptado para a nova marca já foi projetado. É tudo com a Spieler Sports, a parceira que produz a marca própria Garra 91.

E pintou esse modelo tricolor. A novidade é justamente a marca da Alianda. É assim que o Criciúma deve jogar na segunda-feira contra o São Bento.

Denis Luciano
Por Denis Luciano 20/08/2020 - 19:06Atualizado em 20/08/2020 - 19:10

O Criciúma anuncia nesta sexta-feira o seu mais novo patrocinador. Trata-se, na verdade, de um velho parceiro que está de volta à camisa do Tigre. É a Alianda Pisos e Azulejos, uma marca criciumense, uma empresa consolidada em seu segmento, líder que é, negocia com o Brasil inteiro e representa a cidade com qualidade. Tem à frente o empresário Vilmar Guedes que, além de um vencedor no que faz, é um grande torcedor do Criciúma. Daqueles fanáticos mesmo. Já foi dirigente. Com ele na direção do departamento amador, o Criciúma ganhou um título nacional em 2008, no Paraná.

Entre idas e vindas, a Alianda viveu grandes momentos colocando sua marca na camisa do Tigre. Está de volta agora. Vai ocupar um espaço na parte inferior, na frente da camisa, um pouco abaixo de onde encontra-se atualmente a marca da Resicolor.

Um importante reforço para os cofres do clube, em meio a uma Série C difícil como esta, e com o foco no acesso, é com certeza uma parceria muito bem vinda. No aguardo do anúncio oficial e da nova camisa com a marca da Alianda, que é nossa parceira também no Timaço da Rádio Som Maior.

Denis Luciano
Por Denis Luciano 20/08/2020 - 17:53Atualizado em 20/08/2020 - 17:55

Foram 40 minutos de conversa gravada. E mais algum tempo, razoável e interessante, nos bastidores. Sempre é uma troca de ideias agradável com Alexandre Reis de Farias. Advogado já consagrado, presidente de grandes realizações na Federação Catarinense de Tênis - depois de um grande trabalho no Mampituba -, e torcedor apaixonado pelo Tigre - seu pai, o saudoso Geraldo Farias, foi vice-presidente do clube -, ele está entregando uma novidade à cidade.

Até o começo de setembro, estará nas mãos do presidente do Conselho Deliberativo, Carlos Henrique Alamini, o projeto de Alexandre Farias para ser presidente do Criciúma.

Mas não se trata de cogestão, como a GA. Nem de parceria. "Não, o resultado é para o clube. Eu não vou ganhar um centavo. Acredito no regime presidencialista com uma grande diretoria trabalhando. Assim, o presidente não fica isolado como ficou o presidente Dal Farra agora", observou. Farias já tem em mente um organograma de direção, com 16 diretores auxiliando a presidência. "E já tenho duas a três pessoas para cada diretoria, a grande maioria já aceitou o desafio", contou, empolgado.

Mas claro que, no novo modelo, Farias terá parceiros. "Mas com o Criciúma sempre em primeiro lugar, a instituição precisa ganhar", referiu.

Série A em 2025

Ele já tem uma contabilidade na cabeça. Entende que, jogando a Série C, o Criciúma vive a realidade de uma receita máxima de R$ 700 mil. Se chegar à Série B, no máximo R$ 1,3 milhão mês para tocar o clube. E ele acha que, com esse montante, é possível montar time para subir. E não se importa se tiver que assumir o Tigre numa Série C no ano que vem. "Sem problemas. Dá para fazer time para subir, ficar uns dois ou três anos na B e a nossa meta é estar na Série A em 2025", relatou.

Farias planeja um Criciúma com 5 mil sócios, com 1 mil cadeiras vendidas no HH e com mensalidades mais baratas. "Vamos baratear, vamos colocar 5 mil sócios a R$ 50 e vender mil cadeiras a R$ 100 cada", anunciou. "E vamos lotar os camarotes", garantiu.

Alexandre Farias quer ser presidente do Criciúma / Foto: Vitor Netto / 4oito

Seu projeto não tem vínculos com outros. Nem com o do ex-presidente Moacir Fernandes, nem com o dos investidores de fora que já manifestaram intenção de assumir o Criciúma. "Não, mas as pessoas vão se surpreender. Temos vários apoiadores", afirmou, deixando escapar que até parceiros de fora do país estão afinados com o seu projeto. Contatos que ele fez ao longo dos anos na advocacia e no universo do tênis.

Sobre o tênis, ele não deixará a presidência da Federação. "Meu mandato é até 2024 e vou continuar", destacou.

A entrevista completa, com muitos outros detalhes, vai ao ar nesta sexta-feira, a partir das 9h, no programa Agora, na Som Maior. Confira!

Denis Luciano
Por Denis Luciano 19/08/2020 - 11:17Atualizado em 19/08/2020 - 11:26

Quando veio a pandemia de Covid-19 com maior vigor, em março, foram inúmeros os serviços suspensos. Serviços públicos, então, incontáveis. Adotaram esquemas remotos e fecharam as portas. E o cidadão, que precisou tocar a vida normalmente, ficou a ver navios. 

A mais constrangedora situação, embora existem vários outros exemplos, é a do INSS. São cinco meses de agências fechadas, fazendo com que trabalhadores não consigam encaminhar benefícios, que aposentadorias estejam penduradas na burocracia estatal que, em nível presencial já é lerda, pensem no meio remoto, envolvendo recursos que muitos dos beneficiários não dominam.

Já houve a previsão de algumas datas para reabertura das agências. No começo de julho, a definição era por retorno no começo de agosto, o que não aconteceu. No fim de julho, o Diário Oficial da União publicou portaria informando que as agências continuariam fechadas até 21 de agosto, com previsão de retorno no dia 24. Ou seja, se essa portaria for respeitada, na próxima segunda-feira o INSS volta ao trabalho presencial.

Porém, vem novidade e não muito boa por aí. Em uma live na última segunda-feira, 17, o presidente do INSS, Leandro Rolim, disse a representantes da Federação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social, Fenasps) que a reabertura seria novamente prorrogada, ou para 31 de agosto ou para 8 de setembro. "O presidente do INSS anunciou que iria adiar novamente a reabertura das agências, mas que ainda não tinha data definida", disse Cristiano Machado, diretor da Fenasps, ao Agora São Paulo. O INSS confirmou a reunião mas negou o adiamento. Porém, no encontro virtual, o presidente disse ainda que uma nova portaria seria lançada nos próximos dias.

O tamanho do problema

O INSS ofereceu serviços virtuais para o cidadão, pela internet e pelo telefone. Mas funcionam muito pouco. São lentos. Burocráticos. Atende devagar para questões que, via de regra, exigem urgência. Tratam da sobrevivência das pessoas. E gente pobre, humilde, que precisa de uma aposentadoria, de uma pensão, que têm direito a isso.

Segurados que precisam renovar benefícios, gente que precisa de perícia.

Ficaram atirados à própria sorte, por conta de serviços virtuais de pouca resolutividade, pois os servidores públicos precisam ficar em casa. Mas oras, tantos serviços já sendo retomados, tantos trabalhadores nas ruas, qual a dificuldade de os servidores do INSS voltarem ao trabalho?

Esse excesso de zelo com servidores públicos os coloca em uma classe à parte de boa parte da grande massa. E isso prejudica o atendimento ao cidadão, que é o grande objetivo do serviço público. 

Mas, em síntese, o erro não é do servidor. Ele segue ordens. O erro é de quem dá as ordens. Qual a razão de servidor público ficar mais recolhido na pandemia que o trabalhador privado? Ele é de grupo de risco que não conhecemos? É de vidro? De cristal? De papel?

Não há explicação coerente para isso.

E por conta desse esquema equivocado, o retorno será um caos, com filas quilométricas e atendimento muito ruim. Fora que tem muito trabalhador, beneficiado do INSS, passando necessidades sérias e agravando riscos à saúde por conta dessa operação tartaruga de cinco meses por causa da pandemia.

Erro em cima de erro.

E outros segmentos do serviço público, com maior ou menor gravidade, cometeram o mesmo equívoco.

Repito: o erro não é, em última análise, do servidor. Ele segue ordens. O erro é do ordenador, do chefe, do comandante, que não soube gerir a crise. Falei disso hoje em meu comentário no Agora, na Som Maior. Confira:

Denis Luciano
Por Denis Luciano 19/08/2020 - 07:57Atualizado em 19/08/2020 - 08:03

Na mesma terça-feira em que dezenas e dezenas encararam filas lentas na agência da Celesc em Criciúma, veio de cima a má notícia: a conta de energia vai ficar mais cara em Santa Catarina. O reajuste, na verdade, é nacional, em tem estados em que a coisa vai ser pior ainda. No Amazonas, o salto será de 47%. Em Santa Catarina, pouco mais de 8% para os consumidores.

Mas vamos começar pela fila. Recebi ontem, no fim da tarde, o relato de uma consumidora que foi até o escritório da Celesc em Criciúma às 11h30min. Saiu de lá às 13h20min. Estamos falando de 1h50min para receber um atendimento simples. A fila demorada é piorada por conta de haver apenas dois atendentes ao dispor, "mas a maioria do tempo é uma pessoa só que atende", reclamou a cidadã, que ficou esse tempo todo lá anotando as impressões. Ou seja, é um depoimento fidedigno. Durante a maior parte do tempo em que ela esteve lá, havia de 15 a 20 pessoas na fila, na rua, alguns até sentando na calçada, na Avenida Centenário, fruto da demora. 

"Daí eles recomendam o atendimento online, mas esse é mais demorado ainda. É muito ruim", relatou ela.

Esse pessoal, que ficou quase duas horas na fila da Celesc ontem, vai receber como "presente" uma conta mais alta a partir de sábado

É essa Celesc, que não consegue dar conta de um atendimento ágil à população, que está, seguindo as regras federais, ditando um acréscimo nas contas de energia dos catarinenses. Presente de péssimo gosto para os brasileiros a partir do próximo sábado. Não é momento de subir conta alguma. Ainda mais de estatais cujos funcionários estão, boa parte, em casa, já que para eles (diga-se o caso constrangedor do INSS, por exemplo) valem as regras rigorosas do isolamento, como que fossem uma classe especial da sociedade, acima das demais.

Todos voltamos ao trabalho - ou muitos de nós nem paramos - com a devida proteção, mas tem servidores de estatais, de agências públicas, que vivem nesse mundo paralelo e surreal. O INSS é um exemplo constrangedor e que beira o ridículo, mas Celesc, CASAN e outras também foram nesse embalo, e estão voltando a passos de tartaruga para atender o povão.

Retornemos à conta. Ao justificar o aumento, a Agência Nacional de Energia Elétrica apontou que “ao calcular o reajuste, conforme estabelecido no contrato de concessão, a Aneel considera a variação de custos associados à prestação do serviço, e leva em conta a aquisição e a transmissão de energia elétrica, bem como os encargos setoriais". Ou seja, a população que empobrece na pandemia precisa pagar mais caro pela energia elétrica. Absurdo.

Mas era para ser pior. O reajuste em Santa Catarina ficaria em 15,52%, mas foi enxugado com o empréstimo da Conta-Covid, que permitiu amortizar esse peso.

Para os consumidores residenciais, residenciais baixa renda, rurais, iluminação pública e comércio, atendidos em baixa tensão (Grupo B), que representam 79% do mercado consumidor na área de concessão da Empresa, o efeito médio será de 8,42%. Há outro grupo de consumidores enquadrados nos 8,14%. Para indústrias e unidades comerciais de grande porte (como shopping centers), atendidos em alta tensão (Grupo A), o efeito médio será de 7,67%.

Aumento descabido e fora de hora. Fato.

Denis Luciano
Por Denis Luciano 18/08/2020 - 12:27Atualizado em 18/08/2020 - 12:29

No dia 18 de agosto do ano passado, o Brusque vencia o Manaus nos pênaltis por 6 a 5 em plena Arena da Amazônia, depois de um empate em 2 a 2 nos 90 minutos, e assegurava o título de campeão brasileiro da Série D. Exatamente um ano depois, para assinalar a conquista, o clube catarinense fez um lançamento que chama a atenção aqui pelo sul.

Acontece que o "Manto Dourado" que o Brusque lançou nas suas redes sociais, no fim da manhã desta terça-feira, 18, se assemelha e muito à recém lançada Carvoeira, a terceira camisa do Criciúma, a mesma que o Tigre utilizou no sábado passado nos 3 a 1 contra o Boa Esporte, em casa, pela Série C. Torcedores do Criciúma estão comentando a semelhança com ênfase nas redes sociais.

Reprodução / Instagram

Abaixo, a Carvoeira, a terceira camisa do Criciúma:

E na sequência a nota do Brusque comunicando a novidade:

Brusque lança "Manto Dourado", em alusão ao título nacional!

 

Do manto que veste o preto dos dias de luta e o ouro dos dias de glória, surge uma camisa especialmente desenvolvida para todos os apaixonados pelo clube. Uma mistura de cores envolvendo milhares de sentimentos e significados, representando o novo terceiro uniforme do Brusque FC, o “Manto Dourado”.

 

Dia 18 de agosto de 2019, marcou a história de um povo batalhador, sonhador, que viveu nessa data um sonho dourado, demonstrando todo o orgulho de carregar no peito as cores de sua cidade e dizer aos quatro cantos: “Eu sou Brusquense”.

 

Estampando no peito uma estrela que nunca se apagará e colocando para sempre no mapa e na história do futebol nacional, o nome do maior clube do Vale, Brusque Futebol Clube. Uma final de apenas 180 minutos que ficará para sempre em cada coração que pulsa pelo Bruscão.

 

A última peça que faltava para completar a sua história, todo o sentimento daquele mágico ano de 2019, expressado em cada detalhe, desde o desenho ao acabamento, uma peça única para relembrar tudo o que passamos. É o vermelho, verde, branco e amarelo que dão espaço para a elegância de um clube vencedor.

 

Essa camisa é para você torcedor quadricolor, que faz questão de lembrar que somos campeões nacionais!

 

As camisas estarão disponíveis para os sócios na pré-venda pelo Whatsapp (47) 99981-0108 no valor de R$ 99,90, para os que ainda não são sócios, o valor fica R$ 119,90, as camisas chegam na loja do Bruscão e nas lojas parceiras até o 10/9, data da 1ª partida da decisão do Campeonato Catarinense, não perca tempo e garanta já a seu “Manto Dourado”!

Denis Luciano
Por Denis Luciano 17/08/2020 - 10:35Atualizado em 17/08/2020 - 10:38

Alguns aspectos interessantes marcaram a vitória do Criciúma no último sábado, 3 a 1 sobre o Boa Esporte, no Heriberto Hülse, pela segunda rodada da Série C. Um deles, ganhar em estreia de camisa. Havia um velho tabu no Majestoso de que "estrear camisa dá azar", mera coincidência com algumas ocasiões do passado em que o Tigre lançava uniforme sem resultado dos melhores em campo.

Fora das quatro linhas, estávamos na cobertura do Timaço da Som Maior para o jogo. Assistimos mas, claro, não ouvimos o DAZN. A transmissão é caprichada, com boas imagens, bons cortes, tecnicamente funciona muito bem. Estamos bem servidos de streaming nessa cobertura da Série B.

Para quem ouviu, uma surpresa bem bacana. A eficiente narração feminina da jovem Natália Lara. Esse universo da narração é extremamente masculinizado. Só por quebrar essa barreira, já é motivo de comemoração. Mas a Natália, pelo visto, chegou chegando. Ela está no DAZN desde outubro e vem aparecendo com frequência nas inúmeras transmissões do canal.

Natália Lara, a narradora que contou a vitória do Criciúma no DAZN

Chamou a atenção de muitos torcedores do Criciúma, que repercutiram nas redes sociais o bom desempenho da narradora. “No dia que o DAZN divulgou as transmissões da Libertadores Feminina, eu recebi uma mensagem do responsável de conteúdo de futebol. Entraram em contato comigo e eu topei”, disse a narradora ao portal Torcedores, em uma entrevista em setembro do ano passado. Natália começou a ganhar mais espaço, inicialmente, nas trasmissões das competições femininas, mas logo migrou para o filão dos jogos dos homens. E com muita habilidade e categoria.

"Dei os parabéns a ela. Ela é muito qualificada e gente boa", elogiou o jornalista Celso da Luz, assessor de imprensa do Criciúma, que trocou uma ideia com Natália após ela contar os 3 a 1 do Tigre no DAZN. "É um desafio bom porque é o que eu gosto de fazer e quero conquistar meu espaço e criar um legado para as próximas gerações de narradoras. Mas ainda existe muita relutância, não só de algumas mídias, mas também de parte do público que consome os esportes”, afirmou, na mesma entrevista ao Torcedores. 

O tempo vai tratar de colocar no lugar comum essa de mulheres narrando futebol. Elas têm qualidades e, com espaço e respeito, estão mostrando isso. “Isso é fruto do preconceito, de não conhecer a narração das mulheres e pelo tradicionalismo das vozes masculinas por tantos anos. É tudo questão de tempo e desconstrução”, emendou ela.

Assista, no vídeo abaixo, os melhores momentos de Criciúma x Boa com a narração de Natália Lara no DAZN:

Denis Luciano
Por Denis Luciano 12/08/2020 - 20:31Atualizado em 12/08/2020 - 20:31

Foi notícia do começo da semana em Criciúma a interdição de um estabelecimento comercial pois o proprietário estava atendendo contaminado pelo novo coronavírus. 

O caso teve novos desdobramentos. Acontece que o tal comerciante - segundo apuramos, da região da Santa Luzia -, foi contaminado, cumpriu o seu isolamento e estava curado.

Ocorre que, no teste ao qual submeteu-se, acusou positivo, sendo essa a razão para a punição ao comerciante. Mas e agora: ele seria um de muitos que contraem o vírus, se curam, o tempo passa e o coronavírus segue aparecendo no teste, mesmo estando morto no organismo e não mais transmitindo. Era assintomático.

Atestando tudo isso, o comerciante será autorizado a reabrir e voltar ao trabalho. Essa questão faz reacender um debate importante: a volta ao trabalho dos curados e a necessidade de diagnosticar. E de não fazer caça às bruxas.

Denis Luciano
Por Denis Luciano 10/08/2020 - 18:02Atualizado em 10/08/2020 - 18:04

Três jogadores estão positivados para Covid-19 no elenco do Criciúma. Detalhe: desses, dois estão em Londrina, concentrados para o jogo das 20h diante do Londrina, pela primeira rodada da Série C do Brasileiro.

"Dois estão com a delegação", confirmou o médico Ricardo Furtado. "Eles foram isolados em seus quartos. Um dos atletas teve pela primeira vez o exame RT PCR positivo, porém o exame sorológico mostra que ele tem IGG positivo, o que significa que ele já tem imunidade para o vírus", detalhou. Confira mais detalhes clicando aqui.

Os contaminados

O Criciúma não anunciou os nomes, nem na nota oficial emitida, nem pelo pronunciamento do médico, mas a reportagem do 4oito apurou que se tratam do meia Léo Ceará e do atacante Eduardo Melo. Ceará deveria ser titular em Londrina, enquanto Eduardo, centroavante oriundo da base, era opção para o banco de reservas. O terceiro com diagnóstico positivo foi Andrew. O atacante ficou em Criciúma, em tratamento por conta de uma lesão.

Sem essas opções, o técnico Roberto Cavalo deve confirmar o time com Agenor, Victor Guilherme, Carlos Alexandre, Maurício Barbosa e Kaíke, Eduardo, Foguinho e Jean Lucas, Thiago Henrique, Jean Dias e Michel.

Tudo de Londrina x Criciúma daqui a pouco, 19h, com o Timaço na Som Maior.

 

 

Tags: Covid-19

Denis Luciano
Por Denis Luciano 08/08/2020 - 21:34Atualizado em 08/08/2020 - 21:35

Uma vitória e uma derrota. O balanço do futebol de Santa Catarina na arrancada da Série B. Neste sábado, na Ressacada, o Avaí aplicou 3 a 1 no Náutico. Mais cedo, em Ponta Grossa, o Figueirense tomou 3 a 1 do Operário.

Avaí arrancou bem / Foto: André Palma Ribeiro / Avaí FC

Neste domingo, às 11h, fechando a primeira rodada, tem a estreia da Chapecoense, visitando o Oeste em Barueri.

A Série B começou na sexta, com o empate em 0 a 0 entre Cuiabá e Brasil de Pelotas, em Cuiabá. Em Aracaju, Confiança e Paraná empataram, 2 a 2. Detalhe para o autor do primeiro gol da Segundona em 2020: Renan Bressan, aquele mesmo, tubaronense que se naturalizou bielorusso e que tantas vezes foi especulado no Criciúma. Está no Paraná, e foi o autor da primeira bola na rede do campeonato.

Renan Bressan, o cara do primeiro gol da Série B / Foto: Albari Rosa / Tribuna do Paraná

Neste sábado, um atacante que brilhou por aqui não faz muito balançou a rede. Léo Gamalho fez para o CRB logo no primeiro minuto, em Caxias do Sul, mas Renato Cajá e Breno anotaram a virada do time de casa: Juventude 2 a 1.

Léo Gamalho, ex-Criciúma, fez o gol do CRB contra o Juventude / Foto: Arthur Dallegrave / EC Juventude

Na vitória do Operário em Ponta Grossa, gols de Douglas, Pereira-contra e Marcelo. Diego Gonçalves descontou para o Figueirense. Na vitória do Avaí, gols de Gaston Rodriguez, duas vezes, e Carlão-contra. Kieza fez para o Náutico.

Figueira tomou 3 a 1 do Operário em Ponta Grossa / Divulgação

O sábado teve, também, os 2 a 1 do Cruzeiro sobre o Botafogo (SP) e o 1 a 0 do Vitória diante do Sampaio Corrêa. Ainda jogam CSA x Guarani e Ponte Preta x América (MG) na noite deste sábado. 

A dupla de Floripa volta a campo na terça-feira. O Avaí visita o Paraná e o Figueirense recebe o Vitória no Orlando Scarpelli. A Chapecoense fará seu segundo jogo - o primeiro em casa - na quarta, diante do CSA.

Denis Luciano
Por Denis Luciano 08/08/2020 - 21:10Atualizado em 08/08/2020 - 21:13

Não poderia ter sido melhor - para os donos da casa - a abertura da Série C do Campeonato Brasileiro neste sábado. Ao menos no Grupo B, a chave do Criciúma. São José de Porto Alegre, Ituano e Brusque, os mandantes, ganharam na arrancada da Terceira Divisão, nos confrontos que envolveram seis dos nove rivais do Tigre na primeira fase.

A bola ainda rola na segunda-feira com Boa Esporte x Volta Redonda às 18h, em Varginha, e Londrina x Criciúma às 20h, em Londrina, com cobertura do Timaço da Som Maior.

Zeca ganhou do Bento

Em Eldorado do Sul, no CT do Grêmio, o São José recebeu o São Bento, o mesmo São Bento que veio da Série B na temporada passada junto com o Criciúma. O São José ganhou, 1 a 0, gol de Rafael Tavares aos 32 minutos do primeiro tempo. 

Foto: Neto Bonvino / Bento TV

A nota curiosa dessa partida foi o esperneio do São José, que usou as redes sociais na sexta-feira para reclamar da prefeitura de Porto Alegre. É que o clube não foi autorizado pela capital gaúcha - nem resposta recebeu -, para mandar sua partida em seu estádio, em Porto Alegre, enquanto o Grêmio foi autorizado a enfrentar o Fluminense no domingo, na mesma cidade. Que feio, Porto Alegre! Fazendo pouco caso do seu time na Série C.

Ituano goleador

Em Osasco, na Grande São Paulo, o Ituano bateu o Tombense por 3 a 0. Como as demais partidas do interior de São Paulo, essa foi levada para o mais próximo possível da Capital. O Ituano parece não ter sentido falta do seu estádio Novelli Júnior e atropelou com gols de Léo Rigo, aos 8 do primeiro; Eduardo Lopes aos 12 e Luiz Paulo, aos 43 minutos da etapa final.

Foto: Miguel Schincariol / Ituano FC

Brusque com emoção

O destaque ficou por conta do Brusque. Nem tanto por placar dilatado, como o Ituano, ou por brigar com a prefeitura, como o São José, mas pela emoção mesmo. O campeão da Série D do ano passado chegou, chegando na Terceirona. Bateu o Ypiranga de Erechim - aquele que quase subiu para a Série B no ano passado - por 2 a 1, com o gol da vitória saindo nos acréscimos. Foi com emoção mesmo no estádio Augusto Bauer.

Uma boa estreia do Brusque na Série C / Foto: Lucas Gabriel Cardoso / Brusque FC

Aos 29 minutos, Zé Mateus cobrou falta da direita, os zagueiros cortaram mas Everton Alemão apanhou o rebote com precisão, mandando para a rede: 1 a 0. O primeiro gol catarinense na Série C de 2020. O Ypiranga buscou o empate ainda na etapa inicial, aos 42, com Cristiano.

Primeiro tempo foi de empate em um gol no Augusto Bauer / Foto: Lucas Gabriel Cardoso / Brusque FC

No segundo tempo, pressão do Brusque, mas a alegria estava reservada para os acréscimos. Aos 50 minutos, Zé Mateus cruzou, Thiago Alagoano dominou a bola que veio rasteira e chutou ainda de fora da área. Deu certo: 2 a 1.

Thiago Alagoano comemorando nos acréscimos / Foto: Lucas Gabriel Cardoso / Brusque FC

Agora, o Brusque terá dois compromissos fora de casa: pega o São Bento na quinta que vem, em Barueri, e na outra quinta, dia 20, visita o São José.

E tem o Grupo A também, no qual, neste sábado, tivemos Paysandu 0 x 0 Santa Cruz e Manaus 1 x 1 Vila Nova. Neste domingo jogam Treze x Imperatriz, Jacuipense x Remo e Ferroviário x Botafogo (PB).

A arrancada provou que o Criciúma vai ter que suar bastante para chegar entre os quatro e avançar ao mata-mata da segunda fase. A Série C veio acelerada.

Denis Luciano
Por Denis Luciano 07/08/2020 - 08:54Atualizado em 07/08/2020 - 08:55

Algum torcedor, certamente inconformado com a fase do Criciúma, mirou no técnico Roberto Cavalo. Foi o que ficou claro com a pichação "Fora Cavalo" vista no estádio Heriberto Hülse a partir da noite desta quinta-feira, 6, na altura do portão 9, o que dá acesso ao time visitante ao Majestoso, pela Rua Almirante Barroso.

A pichação foi feita horas depois da desclassificação do Criciúma na semifinal do Campeonato Catarinense, com a derrota para a Chapecoense nos pênaltis, após a vitória por 1 a 0 no tempo normal da partida de quarta-feira, 5.

Foto: Roberto Lima / Carvoeiro Doente / 4oito

O Criciúma terminou o Campeonato Catarinense em terceiro lugar. Longe de ser um consolo, mas acabou à frente de rivais que estão na Série B, como Avaí e Figueirense, enquanto ele, Tigre, encara a Série C a partir da próxima segunda-feira, 10.

O momento não é dos melhores. Com investimento tímido, sem jogadores conhecidos, o Criciúma entra na Série C como uma verdadeira incógnita. É candidatíssimo a uma vaga no acesso para retornar à Série B por conta do peso da camisa, mas o time não transmite essa confiança. Os altos e baixos no Estadual e as dificuldades vistas no retorno pós pandemia, nos jogos contra Marcílio Dias e Chapecoense, provam isso. Nesse momento, o Tigre não é candidato ao acesso. Terá que provar o contrário dentro de campo.

E Roberto Cavalo? Está em sua terceira passagem pelo Criciúma. É homem de confiança do presidente Jaime Dal Farra. Logo, se não ocorrer algo muito trágico, ele será o técnico até o fim da temporada, quando encerra a parceria do Tigre com a GA. Terá na Série C sua última chance de dar uma volta por cima em uma trajetória que é, no mínimo, acidentada.

Roberto Cavalo no Criciúma
Total - 106 jogos, 40 vitórias, 28 empates e 38 derrotas
Aproveitamento - 46,5%
Dados - Meu Time na Rede

Assumiu a atual passagem no fim de setembro passado. No dia 28 daquele mês, venceu o Botafogo (SP) por 2 a 0. Ele chegou para apagar incêndios e tentar salvar o Criciúma do rebaixamento à Série C, o que não conseguiu. Conseguiu, isto sim, algo raro: caiu e ficou, começando 2020 com um instável Catarinense e sendo eliminado tomando uma goleada logo na estreia da Copa do Brasil contra o Santo André.

Roberto Cavalo em 2019 e 2020

28 jogos, 8 vitórias, 12 empates e 8 derrotas
Aproveitamento - 42,8%

Na segunda passagem, entre 2015 e 2016, foi ele o primeiro técnico da era Dal Farra. Salvou o Criciúma do rebaixamento na B e saiu na temporada seguinte, abatido por denúncias graves feitas por um blog, denúncias que conforme o próprio Cavalo "deram em nada, já que nada foi provado efetivamente contra ele". Na época, Cavalo foi denunciado pelo Blog do Paulinho de embolsar recursos por escalar jogadores no Criciúma. Saiu sob forte pressão, passou um tempo no Oeste e no Botafogo (SP) retornando menos de três anos depois.

Roberto Cavalo em 2015 e 2016

69 jogos, 30 vitórias, 13 empates e 26 derrotas
Aproveitamento - 49,7%

A primeira passagem de Cavalo no Criciúma foi em 2007, com o presidente Moacir Fernandes, durante a Série B daquele ano.

Roberto Cavalo em 2007

9 jogos, 2 vitórias, 3 empates, 4 derrotas
Aproveitamento - 33,3%

Denis Luciano
Por Denis Luciano 06/08/2020 - 15:06Atualizado em 06/08/2020 - 15:17

Os dez jogos da primeira rodada da Série C do Campeonato Brasileiro, que começa no sábado, terão transmissão ao vivo. Serão quatro jogos pelo DAZN e seis pelo MyCujoo, plataformas de streaming que já haviam feito a cobertura de competições nacionais na temporada passada. A tabela apresentada pela CBF não apresentou, ainda, transmissão pela TV Bandeirantes, que já anunciou a intenção de exibir uma partida por rodada, mas somente no eixo Norte-Nordeste, ou seja, no Grupo A.

O Criciúma, que está no Grupo B, enfrentará o Londrina na segunda-feira, 10, às 20h, no estádio do Café, em Londrina. A partida será uma das quatro transmitidas pelo DAZN. 

Confira abaixo a relação dos jogos:

Sábado, 8/8, 15h - São José x São Bento - Porto Alegre, My Cujoo

Sábado, 8/8, 16h - Ituano x Tombense - Itu, My Cujoo

Sábado, 8/8, 17h - Paysandu x Santa Cruz - Belém, DAZN

Sábado, 8/8, 17h - Brusque x Ypiranga - Brusque, My Cujoo

Sábado, 8/8, 19h - Manaus x Vila Nova - Manaus, DAZN

Domingo, 9/8, 16h - Treze x Imperatriz - Campina Grande (PB), My Cujoo

Domingo, 9/8, 18h - Jacuipense x Remo - Riachão do Jacuípe (BA), DAZN

Domingo, 9/8, 20h - Ferroviário x Botafogo (PB) - Fortaleza, My Cujoo

Segunda, 10/8, 18h - Boa Esporte x Volta Redonda - Varginha, My Cujoo

Segunda, 10/8, 20h - Londrina x Criciúma - Londrina, DAZN

Denis Luciano
Por Denis Luciano 05/08/2020 - 10:15Atualizado em 05/08/2020 - 10:22

Não vai ter torcida presente, mas vai ter clima decisivo. A noite desta quarta-feira, 5, era para um público de pelo menos 10 mil pessoas no estádio Heriberto Hülse. A carência do torcedor, sedento em ver o Criciúma ganhando algo, seria o aditivo para, certamente, encher a casa contra a Chapecoense, no jogo das 21h30min que vale uma vaga na decisão do Campeonato Catarinense. Mas há uma pandemia, há as regras, o distanciamento social e, para a história, lembraremos que houve o novo coronavírus a afastar a galera do Majestoso.

Mas o torcedor fez a sua parte. Na noite passada, um grupo, autorizado e devidamente monitorado, sob todos os cuidados, foi até o Heriberto Hülse e preparou o ambiente. Afinal, haverá transmissão em TV aberta e a cobertura do Timaço da Rádio Som Maior para contar tudo de Criciúma x Chapecoense, a partida que definirá o segundo classificado para a finalíssima do Estadual.

As faixas foram dispostas. Não faltou bandeirão atrás do gol, nem as faixas nas arquibancadas laterais e cadeiras. E a Maria de Lourdes Scotti, a dona De Lourdes, que nos deixou esse ano, volta a marcar presença com o seu bonito cartaz, que arrepia ao fazer lembrar da presença constante dela ali, naquele lugar, com o seu radinho, a sua camisa e a sua pontualidade. Era sempre a primeira a chegar e hoje, certamente, estaria cedo no Majestoso para ajudar a empurrar o seu Tigre.

A missão é dura, complicada, mas não impossível. A Chapecoense classificou com muito mais dificuldades que o Criciúma na primeira fase. Claro que há uma pandemia entre a primeira fase e essa rodada de volta da semifinal, muita coisa mudou, os times são praticamente outros em montagem e ajuste. Nunca um Campeonato Catarinense teve um hiato tão grande, e isso interfere demais.

Astral a favor do Tigre

Mas o astral é positivo. Há uma confiança no ar. É possível, sim, acreditar que o Criciúma possa devolver a vantagem de um gol - perdeu por 1 a 0 na Arena Condá, domingo - e garantir uma decisão nos pênaltis. Ou até sapecar um 2 a 0 ou mais, para festejar já nos 90 minutos. E o Tigre entrará em campo sabendo que cruzará com Brusque ou Juventus na finalíssima, em caso de sucesso na sua empreitada.

Confira também - No clima da Carvoeira, Tigre mira a final

É noite para acreditar. O torcedor já fez a sua parte, já marcou seu primeiro gol. E para ajudar a aditivar esse momento de otimismo, na contagem regressiva para a Série C que está chegando, o Criciuma anuncia ainda hoje um novo patrocinador. E o clube está empolgado com as vendas da Carvoeira, a terceira camisa, a lindíssima camisa preta, que já viu esgotar 400 unidades, tem 300 vendidas do segundo lote de 400 que chega na sexta e conta com meta de comercialização de até 3 mil unidades. Um estrondoso sucesso, embalado pela classificação contra o Marcílio Dias. Prova do quanto carente está o torcedor tricolor.

Tigre pode usar a Carvoeira na final

E já há uma meta para o uso da Carvoeira em campo. Se o Criciúma classificar para a final, o diretor comercial e de marketing, Júlio Remor, vai propor ao pessoal do futebol que autorize o uso da camisa preta na decisão em casa, contra Brusque ou Juventus. E se não rolar - seja pela falta da vaga, ou pela falta do aval, vai que rola uma superstição de camisa nova aí... - o Criciúma usará a Carvoeira na sua estreia em casa na Série C, na segunda rodada, contra o Boa Esporte, no dia 15, um sábado, às 17h.

Denis Luciano
Por Denis Luciano 24/07/2020 - 20:39Atualizado em 24/07/2020 - 20:49

O Campeonato Catarinense, que teria bola rolando na próxima semana, na rodada de volta das quartas de final, voltou a sofrer modificação. Tudo por conta do agravamento dos casos de Covid-19. É que o governador Carlos Moisés anunciou, na noite desta sexta-feira, 24, um novo decreto que suspende eventos esportivos em Santa Catarina até 7 de agosto.

Com isso, não tem mais Marcílio Dias x Criciúma na próxima terça-feira, 28, em Itajaí. Nem as demais três partidas que estavam programadas.

Diz a nota:

O Governo do Estado também decretou, nesta sexta-feira, 24, a prorrogação da suspensão de competições e eventos esportivos em todo o Estado até 7 de agosto de 2020. A restrição ao funcionamento de cinemas, teatros, casas noturnas, museus, bem como a realização de eventos, shows e espetáculos que acarretam reunião de público vale até o dia 9 de agosto.

Cria-se um impasse dos mais graves. É que o Catarinense passa a estar autorizado para retornar - podendo sofrer novos adiamentos, claro -, somente a partir de 8 de agosto, justamente a data marcada pela CBF para início do Campeonato Brasileiro. Logo, não há mais datas para o Catarinense. 

O Criciúma tem seu primeiro jogo na Série C marcado para fora de casa, fora do estado inclusive, contra o Londrina no dia 10 de agosto, uma segunda-feira, no Paraná. E depois? Incógnita. Em tese, esse Londrina x Criciúma é a próxima partida do Tigre. E deve ser assim mesmo.

Não há qualquer ideia de como ficará o Campeonato Catarinense, muito menos os jogos do Brasileiro marcados para o território catarinense, se continuarmos nesse embalo. Com a palavra, a atordoada e pressionada Federação Catarinense de Futebol. O presidente Rubens Angelotti, questionado há pouco, não quis se pronunciar antes de fazer um contato por telefone com o secretário de Estado da Saúde, André Mota Ribeiro. Certamente, Rubinho vai cobrar que, novamente, a FCF não foi ouvida pelo Estado.

Voltarão à pauta as ideias, abominadas por Rubinho, de suspensão definitiva, de encerramento do campeonato. A conferir.

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