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Um novo dono para a GA?

Denis Luciano
Por Denis Luciano 28/02/2018 - 19:03Atualizado em 28/02/2018 - 19:14

O comentário é forte nos bastidores do Criciúma. E ganhou mais fôlego com a presença no estádio Heriberto Hülse, no último domingo, do desembargador aposentado Gilvan de Pinho Tavares, 78 anos. Há décadas ligado ao Cruzeiro, do qual foi presidente, firmou amizade recente com Jaime Dal Farra, de quem foi convidado de honra no camarote da presidência na partida em que o Tigre perdeu para o Figueirense por 1 a 0.

Amigos em comum aproximaram Tavares e Dal Farra. Como o ex-dirigente do Cruzeiro representa um grupo poderoso, e com ambições de ampliar investimentos no futebol, foi natural que das conversas surgisse a possibilidade de um namoro com o Criciúma. Ao conhecer o modelo de gestão do Tigre, Tavares, que recentemente presidiu a Primeira Liga, percebeu a oportunidade de gerir um clube de torcida, com história, com peso de camisa e potencial.

Dal Farra está fora do ar esta semana. Ainda no domingo à noite partiu para Porto Alegre, onde descansa por recomendação de amigos e até de médicos, tamanho era o nível do seu esgotamento. Mas os contatos, ele não deixa de fazer. Hoje, conversou duas vezes por telefone com Róbson Izidro, que deverá na próxima segunda-feira ser empossado assessor da presidência. Trocaram ideias, estabeleceram pautas e Dal Farra combinou que na sexta-feira reaparece em Criciúma, no sábado estará em Concórdia para assistir o jogo e na próxima segunda-feira reúne-se com Izidro para aprofundar futuras medidas. Izidro garante que não sabe do negócio com Tavares e que em momento algum o presidente tratou disso com ele.

Mas as informações são vistosas, de boas fontes e algumas citam até um valor: R$ 17 milhões. Seria este o investimento de Tavares para adquirir a GA de Dal Farra. Mas no meio disso há muita água a correr debaixo da ponte: é preciso a aprovação do Conselho Deliberativo e o acerto com Antenor e Arnaldo Angeloni, os proprietários originais da empresa. E mais: o futuro parceiro estaria requerendo contrato até 2030, o que é considerado demasiado por conselheiros e lideranças do Criciúma. Prazo menor, ele não quer.

Se onde há fumaça, há fogo, está claro que Dal Farra chega no limite do seu investimento. Há quem diga que "o dinheiro acabou", tanto que o Criciúma requereu, há pouco, antecipação de R$ 500 mil dos R$ 6,8 milhões de cota de TV na Série B do Brasileiro a que tem direito. Mas uma conclusão é clara: se o negócio não sair, Dal Farra pode não vender a GA, mas ganhou um parceiro que poderá ajudar com jogadores e, quem sabe, intermediando algum patrocínio.

Enquanto isso, o técnico Argel espera pelos reforços. Zé Carlos? Em Curitiba comenta-se que o salário de R$ 100 mil dele no Paraná será, em caso de vinda, metade pago pelos paranistas, metade pelo Criciúma. Topará Dal Farra arcar com R$ 50 mil mensais para um atacante de 35 anos cuja última passagem não agradou? Pesa a favor o histórico anterior, de artilheiro em 2012. Sem se abalar por isso, o Tigre vai a Concórdia precisando ganhar em nome da digna permanência na Primeira Divisão.

4oito

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