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Denis Luciano
Por Denis Luciano 02/01/2020 - 18:12Atualizado em 02/01/2020 - 18:13

O Podemos, antigo PTN, partido pelo qual o senador paranaense Álvaro Dias concorreu à presidência da República em 2018, está se reforçando em Santa Catarina. Robustecido com a adesão do ex-deputado federal Paulo Bornhausen e aliados seus que vão deixando o PSB, o Podemos poderá ter candidato a prefeito em Criciúma em 2020.

O colunista Upiara Boschi citou nesta quinta-feira, 2, no NSC Total, que entre os nomes que o Podemos mapeia para concorrer a prefeito em outubro está o do coronel Cosme Manique Barreto em Criciúma. O coronel vem dando sinais de que busca ocupar um espaço.

Embora demonstre afinidade com o deputado federal Daniel Freitas, a quem apoiou em 2018, o vereador Julio Kaminski, ainda filiado ao PSDB, tem atuado também de olho na montagem do Podemos, que pode ser seu abrigo em 2020 no projeto que tem, de também disputar a prefeitura. Mas ao que tudo indica, Kaminski deverá encontrar abrigo no DEM. Já conversou com lideranças nacionais do partido em Brasília.

Com o coronel Cosme e sem Kaminski, o Podemos poderia ainda alinhar com o prefeito Clésio Salvaro (PSDB). Há quem especule a chance de o partido tentar indicar o vice, mas há de se levar em conta que o PSD está fechado com Salvaro, e conta com a vaga para a manutenção de Ricardo Fabris na chapa.

Coronel Cosme pode ser candidato a prefeito de Criciúma pelo Podemos

Ainda com Cosme, há um discurso afinado ao do presidente Jair Bolsonaro, em cuja onda o comandante da 6a Região Policial Militar poderia tentar surfar. O coronel concede entrevistas ácidas, polêmicas, ataca a esquerda com veemência e tem sido bastante frequente na mídia. Mais sinais claros de que quer criar um espaço político para uma possível candidatura. A mais recente dele foi uma postagem em um grupo de WhatsApp sobre consumo de drogas, em especial maconha, em locais onde se pratica skate.

Ele foi visto, faz algumas semanas, em um encontro de lideranças do Podemos em Blumenau, onde esteve Álvaro Dias e onde o partido pretende um grande trunfo para esse ano, filiar o prefeito Mário Hildebrant, mais um ex-PSB.

As articulações do Podemos passam ainda por Florianópolis, Joinville, São José e Lages, além de tentar filiar o prefeito Fabrício de Oliveira, de Balneárioo Camboriú, mais um afinado ao grupo de Paulo Bornhausen.

Denis Luciano
Por Denis Luciano 02/01/2020 - 17:23

Um ato às 10h30min desta sexta-feira, 3, formaliza a entrega pela Câmara para a Prefeitura de R$ 7,7 milhões em recursos. São as sobras do chamado duodécimo, o montante legal que o Legislativo recebe anualmente do Executivo para o custeio das suas despesas, soma que equivale a 5% do orçamento municipal. A devolução será feita pelo vereador Miri Dagostim (PP) para o prefeito Clésio Salvaro (PSDB).

Será o penúltimo gesto prático e público de Dagostim enquanto presidente da Câmara. É que ele convoca para o dia 7 uma sessão extraordinária na qual serão votados alguns projetos e, também, haverá a eleição da nova Mesa Diretora da Câmara, cuja formação está encaminhada. O vereador Tita Beloli (MDB) lançará oficialmente seu nome, com o vice-presidente Aldinei Potelecki (Republicanos) e o primeiro secretário Paulo Ferrarezi (MDB), faltando definir o segundo secretário. O arco de apoiadores é amplo: conta com o grupo dos nove (os 4 do MDB, mais os 2 do PP e um voto de PSC, PSB e Republicanos, além do apoio do PSDB, que será o fiel da balança). 

Ainda sobre o duodécimo, o vereador Miri havia dado detalhes da devolução em entrevista a nós na Som Maior no dia 27. Confirmou os R$ 7,7 milhões de devolução mas tangenciou quando questionado se essa sobra não seria a prova de que o repasse é grande e poderia diminuir, dentro do que reivindicam Observatório Social e ForCri, que encaminharam um documento recente sugerindo o corte pela metade da transferência de recursos do Executivo para o Legislativo.

Confira também - Legislativo devolve R$ 7,7 milhões ao Executivo

Miri não vê, também, necessidade de cortes de gastos na Câmara em relação a assessores. Atualmente são 33, dois por vereador à exceção de Zairo Casagrande (PSD), que conta com um assessor. Mas reconhece que há problemas com as aposentadorias, que precisam ser equacionados. Contou que, faz pouco, o contador do Legislativo aposentou-se com salário superior a R$ 25 mil, e que a reforma da previdência servirá para corrigir acúmulos que levam a vencimentos como este, que contam com amparo legal, embora a exorbitância dos valores.

E o ato desta sexta tem outro simbolismo. Se o PP não tiver candidato a prefeito mas Miri continuar no partido, ele é apoiador de primeira hora para que a sigla entre na coligação de reeleição do prefeito Salvaro. Mas antes disso Miri garante que gostaria de ver o ex-deputado Jorge Boeira candidato, daí sim ele fica com a majoritária do PP. E, de mais a mais, o vereador já apontou para a possibilidade de mudar de partido. Mas há o PP do vereador Paiol, que não afina com o Paço e exerceu um papel de oposição em relação a Salvaro em várias oposições. Mais problemas à vista para os progressistas de Criciúma.

Abaixo, a recuperação da entrevista que fizemos com o vereador Miri, com um balanço da sua gestão na presidência da Câmara.

 

Denis Luciano
Por Denis Luciano 30/12/2019 - 10:15

Aninha Scarpato (PSD) deve mesmo ser a candidata de Ademir Magagnin (PP) na eleição de outubro em Cocal do Sul. O prefeito, que vem de dois mandatos e usufruindo de boa aceitação, vai apostar na sua vice-prefeita. Mas tem um porém. O PSD em Cocal do Sul ainda tem pouca expressão, por isso há algumas investidas para que Aninha transfira-se para o PP, com pessedistas e o PDT na coligação. Enquanto isso, o MDB deve voltar a lançar suas fichas no ex-gerente regional de Saúde, Fernando de Faveri. 

Denis Luciano
Por Denis Luciano 30/12/2019 - 09:13Atualizado em 30/12/2019 - 09:14

Houve várias concordâncias – e algumas discordâncias – sobre a reflexão aqui feita na semana passada a respeito da maior concorrência para 2020 na eleição de Criciúma: não é por qualquer cabeça de chapa de outro partido que não o PSDB, mas sim pela condição de vice de Clésio Salvaro. Nos bastidores já é a mais acirrada disputa colocada, já que os demais, fora os tucanos e aliados, apegam-se em seus poucos nomes para tentar compor uma concorrência ao atual prefeito.

O vice de Clésio Salvaro será o atual. Ricardo Fabris (PSD) vai à reeleição. A garantia foi dada pelo líder maior dos pessedistas em Santa Catarina, o deputado estadual Júlio Garcia. O presidente da Alesc esteve entre as várias lideranças que no sábado passaram pelo Sambão do Adelor, a já tradicional festa de fim de ano que o nosso diretor da Som Maior, Adelor Lessa, promove no Balneário Arroio do Silva. Lá indagado por este interino, Júlio não titubeou: “pelo PSD, o vice do Clésio é o Ricardo Fabris. E ponto”.

O prefeito e Júlio têm um acordo: o apoio do PSD à reeleição de Salvaro passa pela manutenção de Ricardo Fabris na chapa. E a fina sintonia entre o prefeito e o vice ajudam a sustentar esse acordo. Não haverá dificuldades para Salvaro continuar atuando com um vice que ele não perde a chance de elogiar por sua discrição e fidelidade. Assim foi na semana passada, quando em entrevista à coluna, o prefeito reforçou a simpatia pelo vice.

A experiência de Júlio Garcia aponta para outra clara situação: Salvaro não tem outras alternativas mais viáveis, que robustecessem mais a sua chapa, para concorrer em 2020. É com esse entendimento que o ocorrido na semana passada – os três votos contrários do PSD à reforma da previdência promovida por Salvaro – perde força diante da composição majoritária que vem aí. Até porque o olhar de Júlio e de Ricardo Fabris pode estar também – e é legítimo – lá em 2022, quando Salvaro buscar a eleição estadual e o PSD tiver o caminho aberto para assumir a prefeitura de Criciúma.

Denis Luciano
Por Denis Luciano 29/12/2019 - 14:58Atualizado em 29/12/2019 - 15:04

Mais uma pedra no sapato para a Criciúma Construções. Está encaminhado ao juiz titular da 1a Vara da Fazenda Pública de Criciúma, Rafael Spillere, o pedido de falência da construtora encaminhado pelo Banco do Brasil. O banco alega que o plano de recuperação judicial não está sendo cumprido, já que pagamentos estabelecidos em acordo não foram honrados pela empresa.

Cabe lembrar que a recuperação judicial, iniciada em 2016, está sendo declarada encerrada pelo juiz, já que a empresa expôs que fez acordos para quitar todos os seus débitos. A recordar, ainda, que a recuperação começou com dois anos de carência e necessidade de pagamentos a partir de 2019, sempre com a exigência de que os acordos deveriam ser cumpridos, para que não houvesse risco de falência.

A defesa do banco encaminhou embargos de declaração com efeitos infringentes, questionando justamente a validade do fim da recuperação, alegando não cumprimento de alguns pagamentos, e expondo até um cronograma na ação judicial. Os embargos foram o instrumento jurídico encontrado pela defesa do Banco do Brasil para recorrer, já que o juiz definiu pelo fim da recuperação. Se ele acolher a reclamatória, decreta a falência da construtora.

Conversamos a pouco com o gestor judicial da Criciúma Construções, Zanoni Elias. Ele confirmou que de fato houve o pedido do Banco do Brasil, mas demonstrou plena confiança, Diz que a reclamatória se baseia em diferenças mínimas. Chegou a citar que uma das ações reclama diferença de R$ 5, outra cita R$ 1 mil, valores considerados irrisórios e passíveis de acordos de fácil definição. 

Uma falência colocaria em cheque todos os acordos estabelecidos até aqui. Mas se o juiz acolher o que reclama o Banco do Brasil, cabe à Criciúma Construções enquadrar-se novamente.

Voltaremos ao assunto nesta segunda-feira, a partir das 7h, na Som Maior.

Denis Luciano
Por Denis Luciano 27/12/2019 - 09:56Atualizado em 27/12/2019 - 10:00

Ou o PP incrementa a sua nominata de pré-candidatos a vereador ou o atual presidente da Câmara deixará o partido. Essa possibilidade foi admitida pelo vereador Miri Dagostim em entrevista à Rádio Som Maior na manhã desta sexta-feira, 27. Situação delicada para o PP, que tem duas cadeiras no Legislativo e pode se ver ainda mais reduzido. PP que viveu resgate recente com Márcio Búrigo vice e depois prefeito, caindo em desgraça após a cisão com o ex-aliado Clésio Salvaro (PSDB).

Mas esse ex pode se tornar de novo aliado dos progressistas. É que, além de um PP reforçado para buscar cadeiras na Câmara, Miri vê no possível apoio à candidatura de Salvaro à reeleição uma boa alternativa para o PP. Ele reconheceu que, caso o ex-deputado Jorge Boeira não acene com confirmação de candidatura ao Paço, Salvaro é o nome para ter o aval progressista em 2020. Essa retomada da parceria de 2008 e 2012 se vê menos complicada a partir da saída do grupo de Márcio Búrigo do PP. Hoje, o ex-prefeito está no PL e articula uma pré-candidatura a deputado estadual em 2022. Não tem qualquer pretensão de bater chapa para a prefeitura no ano que vem.

A impressão ainda é de que Miri quer continuar no PP, com Boeira candidato e uma nominata confiável de 26 nomes à Câmara. A preocupação dele é que o partido tenha dificuldades de alcançar legenda, já que não está lá muito organizado (na visão dele) pensando no pleito de 2020. Chegou a citar, na fala à Som Maior, "que o partido hoje tem eu e o Paiol (vereador Edson Nascimento) e não pode ir só com dois ou três candidatos. É pouco". 

Mas caso não dê certo a continuidade no PP, Miri poderia encontrar abrigo no PSL ou até no PSD (segundo informou a colega Karina Manarin ontem, em seu blog). Do PSL pouco se sabe a respeito do futuro, com essa saída em massa dos bolsonaristas. Do PSD, o próprio Miri fez questão de falar, e com certa gravidade. "O PSD vive seu pior momento, pois tem três vereadores que não votaram com o prefeito na reforma da Previdência", lembrou, citando a saia justa do partido do vice-prefeito Ricardo Fabris, que tem Camila do Nascimento, Salésio Lima e Zairo Casagrande no Legislativo mas nenhum votou com o Paço na acirrada sessão extraordinária de segunda-feira.

Seja como for, o presidente da Câmara - que entregará o bastão para o sucessor Tita Beloli (MDB) a partir do dia 7 de janeiro - ainda não sabe qual será seu futuro político em 2020.

Denis Luciano
Por Denis Luciano 24/12/2019 - 17:25Atualizado em 24/12/2019 - 17:33

Atualmente, quem faz a viagem de ida e volta entre Florianópolis e Porto Alegre passa por cinco praças de pedágio (somando as cobranças em dois sentidos). No ano que vem esse número triplicará. Em fevereiro deve entrar em operação a nova praça, no município gaúcho de Três Cachoeiras. Depois, ainda em 2020, serão quatro praças, totalizando oito cobranças, no sul de Santa Catarina. No fim das contas, prevalecendo o valor de R$ 5,19 por praça no trecho catarinense, serão 15 pagamentos na soma dos dois trechos, um total de R$ 73,32.

Quem sai de Floripa encara, inicialmente, a praça de Paulo Lopes, onde a tarifa para veículo de passeio está em R$ 2,70. Depois, feito o leilão programado pelo Governo Federal para 2020, haverá uma praça no quilômetro 298,5 da BR-101, em Laguna, com tarifa de R$ 5,19 (valor sugerido para o certame. Pode baixar um pouco). Após, no quilômetro 345,4 em Tubarão, no 405,8 em Araranguá e no 458,7, em São João do Sul, cada um também a R$ 5,19.

Chegando ao Rio Grande do Sul, está a praça de Três Cachoeiras, em construção (80% concluída) e que deverá entrar em operação em fevereiro. Ali, a tarifa será de R$ 4,40. Na BR-290, em Gravataí, nova cobrança de R$ 4,40 antes da chegada a Porto Alegre. Daí já foram sete pagamentos.

Pedágios - Florianópolis / Porto Alegre

Paulo Lopes - R$ 2,70

Laguna - R$ 5,19

Tubarão - R$ 5,19

Araranguá - R$ 5,19

São João do Sul - R$ 5,19

Três Cachoeiras - R$ 4,40

Gravataí - R$ 4,40

Iniciada a viagem de volta a partir da capital gaúcha, são duas praças na BR-290, a Free Way: em Gravataí (mais R$ 4,40) e em Santo Antônio da Patrulha (R$ 8,80). Depois, ainda no trecho gaúcho, essa de Três Cachoeiras que começa a funcionar em fevereiro: mais R$ 4,40. Entrando em Santa Catarina, de volta as praças de São João do Sul, Araranguá, Tubarão e Laguna, cada uma aos R$ 5,19 já citados. Daí é Paulo Lopes a R$ 2,70 para então chegar a Florianópolis. São oito nesse sentido, uma a mais do lado oposto já que há a cobrança - a mais cara de toda a extensão - na cidade gaúcha de Santo Antônio da Patrulha.

Pedágios - Porto Alegre / Florianópolis

Gravataí - R$ 4,40

Santo Antônio da Patrulha - R$ 8,80

Três Cachoeiras - R$ 4,40

São João do Sul - R$ 5,19

Araranguá - R$ 5,19

Tubarão - R$ 5,19

Laguna - R$ 5,19

Paulo Lopes - R$ 2,70

Sobre o trecho catarinense a ser leiloado, o arremate está marcado para ocorrer em São Paulo, em fevereiro próximo, e envolve investimento de R$ 3,4 bilhões mais custo operacional de R$ 4 bilhões e o trecho vai do quilômetro 244,6, em Paulo Lopes, até o quilômetro 465,1, na divisa entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Daqui a um ano, no Natal de 2020, a realidade descrita acima deverá realmente acontecer entre as capitais gaúcha e catarinense. A judicialização do leilão no trecho sul de Santa Catarina, especulada após a confirmação do certame, está fora do radar das lideranças. Agora é esperar por um milagre de uma tarifa semelhante à adotada no trecho norte, em vez dos R$ 5,19 propostos. Nada mais além disso.

Confira também - Não judicializar o pedágio na BR-101 Sul

Denis Luciano
Por Denis Luciano 24/12/2019 - 16:17Atualizado em 24/12/2019 - 16:25

A equipe que trabalha com sinalização de trânsito em Criciúma está passando maus bocados nas madrugadas. Principalmente a turma que pinta faixas nas vias asfaltadas. Munidos de tintas amarela e branca e com seus pincéis, são eles que viabilizam os sinais que demarcam as pistas e orientam os motoristas. Mas eles estão sendo alvo de brincadeiras de gosto duvidoso nas ruas.

Conforme um dos funcionários da equipe de sinalização, condutores desrespeitam os cones colocados nos pontos demarcados onde a pintura é feita durante a noite. O mais recente incidente ocorreu na madrugada passada na Avenida Universitária. O pessoal da DTT estava em um ponto da via pintando as faixas quando um motorista de ônibus passou por cima das faixas recém pintadas e esparramou a tinta fresca, colocando a perder o trabalho e gerando desperdício das tintas. Esse caso foi por volta das 2h30min. Seria interessante identificar o "responsável" e chamar a atenção. Um claro e evidente desrespeito.

Denis Luciano
Por Denis Luciano 18/12/2019 - 18:37Atualizado em 18/12/2019 - 18:39

Somente no último sábado, 298 pessoas assinaram o livro de visitas da casinha do Papai Noel, no Balneário Rincão. "Ou seja, recebemos umas 600 pessoas aqui", comemora o próprio Papai Noel. Encarnado por Gilberto Taraskevicius para o público rinconense, o bom velhinho faz parte do grupo de Voluntários para o Desenvolvimento do Balneário Rincão (VDBR), responsável por boa parte das belezas que, desde a temporada passada, estão chamando a atenção.

É que foi o VDBR - e o Gilberto entre eles - que em 2018, então restritos a menos de 30 pessoas, conseguiram estender oito quilômetros de mangueiras iluminadas pelo Rincão, principalmente na fachada de residências da orla e até em uma antena de telefonia, fazendo as luzes do Natal passado no Rincão. "A gente começaria com um ou dois quilômetros de mangueiras, mas o projeto cresceu", lembra Gilberto.

Casas iluminadas no Rincão, dentro do projeto do VDBR / Divulgação

E foi ao acaso que ele tornou-se o bom velhinho do Rincão. "É que a gente conseguiu aquela casa emprestada, a transformamos na casinha do Papai Noel mas faltava alguém para ser o Papai Noel. Até contratamos um para a estreia, mas ele só foi na primeira noite. E como, entre os voluntários, eu era o único com barba, acabei virando o Noel aqui do Rincão mesmo", conta.

Gilberto, o Papai Noel, com as crianças / Divulgação

De uma iniciativa tímida em 2018, a casinha virou um case de sucesso. Nessa temporada, tem recebido uma média de 150 pessoas em seu horário diário de funcionamento, das 19h às 22h30min. Gilberto, de Papai Noel, está toda a noite ali, com balinhas para distribuir. E não são somente crianças que vivem o encanto do Natal com ele. "Que nada. Já atendi senhoras e senhores, gente de idade que se emociona ao receber um pacote de balinhas, gente que emocionada nos diz que nunca ganhou um presente na vida. Fazemos uma recepção não somente para crianças, mas para todos que querem viver a magia do Natal", afirma Gilberto, plenamente investido do que o Papai Noel precisa para brilhar.

Muita gente diante da casinha do Papai Noel no Rincão / Divulgação

Acompanhando o clima natalino, o Rincão está iluminado. Devem ser estendidos até 15 quilômetros de mangueiras luminosas nas casas da Avenida Beira Mar, compreendendo todo o espaço do calçadão, foram outros pontos da cidade. O único ponto que não terá repetição da decoração passada é a plataforma norte. "É que ali notamos que as mangueiras sofreram corrosão muito rapidamente, por conta do contato com o mar, com as ondas que batem ali. Então decidimos não colocar esse ano", revela Gilberto que, além de Papai Noel, é um dos mais de 130 ativos participantes atuais do VDBR, também preocupado com a iluminação da praia.

Denis Luciano
Por Denis Luciano 18/12/2019 - 18:06

Separados por poucos metros, dois pontos da Gabriel Zanette, a popular Avenida Chile, em Criciúma, guardaram por muito tempo a mesma dificuldade: a assimilação dos motoristas a um dispositivo interessante de humanização do trânsito. Não parece ser muito fácil a inúmeros condutores assimiliar o uso correto da rótula, alternativa aos semáforos em cruzamentos de movimento mais denso. 

Não faz muitos anos, uma rótula foi instalada no encontro da Gabriel Zanette com a Rua Cardeal Arco Verde. Para quem não se localizou, esta fica muito próxima daquele morro do São Cristóvão. No início foi uma polêmica danada, com muita reclamação. Depois, os motoristas se acostumaram a tal ponto que hoje ela se tornou indispensável.

Mas a outra rótula, a do debate atual, é mais problemática. Ela está no encontro da Gabriel Zanette com a Rua Estevão Emílio de Souza, aquela que passa defronte à Unimed e ao Criciúma Shopping. Quem vem da Via Rápida e opta não por ingressar na cidade pela Avenida Centenário, mas sim segue em direção ao Batalhão da Polícia Militar e à Próspera (esse trecho a Via Rápida deixa de ser Rodovia Aristides Bolan e passa a Rua Vereador Martinho Ricardo Paz) vai se colocar diante de um funil ali, atrás do shopping, perto do Parque das Nações.

Esse funil, porém, foi "extinto" recentemente, com a abertura de mais uma faixa da avenida. Havia um estrangular indicado por sinalização no asfalto, e este foi removido. A estratégia da Diretoria de Trânsito e Transportes (DTT) era oferecer uma faixa para conversão à direita em direção ao shopping (para quem entra em Criciúma por ali) e a outra pista para seguir em frente, à esquerda do tráfego. O mesmo acontece no sentido contrário, nas faixas de Criciúma para Içara.

A vista de quem vem de Içara pela Via Rápida ao chegar na rótula da Gabriel Zanette / Foto: Luana Mazzuchello / 4oito

No começo, essa determinação foi criticada, mas agora, de dias para cá, parece ter sido melhor assimilada. O trânsito já fui, está mais disciplinado no trecho. Não que os engarrafamentos sejam fatos do passado, longe disso. Eles seguirão ocorrendo, em especial em horários de pico e principalmente nos retornos das praias. Porém, ainda persiste para tantos outros condutores a tese de que o melhor seria fechar aquela rótula e permitir trânsito livre, possibilidade descartada pela DTT com base no isolamento que isso criaria ao hospital ali próximo instalado, por exemplo.

Mas a rótula da Chile com a Via Rápida seguirá rendendo barulhentos debates, principalmente nos próximos e previsíveis engarrafamentos.

Denis Luciano
Por Denis Luciano 03/12/2019 - 09:44Atualizado em 03/12/2019 - 09:51

O presidente Jaime Dal Farra deve anunciar novidades na entrevista coletiva das 11h no CT Antenor Angeloni. Uma delas, a possível contratação do diretor executivo de futebol Ocimar Bolicenho. O profissional estava no Londrina, rebaixado à Série C a exemplo do Tigre.

Bolicenho jantou com Dal Farra ontem. O martelo ainda não estava batido na noite passada, mas a conversa evoluiu. Sendo anunciado, Bolicenho terá a missão de remontar o time e a comissão técnica depois do rebaixamento. O presidente gostaria de manter o técnico Roberto Cavalo, mas a questão ainda não está fechada.

Bolicenho foi presidente do Paraná. Depois, como executivo de futebol, trabalhou no Bahia, Athletico Paranaense, Santos, Ponte Preta e outros clubes.

O Criciúma abre 2020 no dia 22 de janeiro, na primeira rodada do Campeonato Catarinense em casa, contra o Concórdia. 

A Som Maior transmite a entrevista do presidente Dal Farra a partir das 11h.

Denis Luciano
Por Denis Luciano 02/12/2019 - 15:43Atualizado em 02/12/2019 - 15:46

Depois de um longo período, finalmente o presidente Jaime Dal Farra voltará a conceder uma entrevista. E já com hora e local marcados. Será nesta terça-feira, 3, a partir das 11h, no CT Antenor Angeloni. Vai ser a primeira manifestação do dirigente depois de consumado o rebaixamento do Criciúma para a Série C do Campeonato Brasileiro. Era para ter sido em Barueri essa fala, depois da vitória de sexta-feira contra o Oeste, 2 a 1, na despedida da Série B, mas Dal Farra preferiu voltar de viagem, organizar as ideias para então fazer essa fala.

Difícil prever o que Dal Farra falará. Ele, certamente, fará uma retrospectiva dos investimentos, lembrará que começou a Série B trazendo jogadores conhecidos, apostando em uma comissão técnica experiente, tendo à frente Gilson Kleina, e confiando em João Carlos Maringá como diretor executivo. É possível arriscar, também, que o presidente lamentará a falta de apoio e desfiará dados sobre o déficit. Ele tem dito que a GA fechará o ano com prejuízo de R$ 8 milhões.

A expectativa, agora, reside também no 2020. O que Dal Farra anunciará de planos projetando a próxima temporada? As respostas, nesta terça. O que se sabe é que a GA continua com contrato de gestão do futebol do Criciúma até março de 2022, e sem qualquer intenção de rompimento. O Conselho Deliberativo vai se reunir no próximo dia 10 e, na pauta, o momento do futebol do Criciúma e os futuros investimentos.

Arquivo / 4oito

Teve carta

Numa temporada em que poucas vezes se dirigiu verbalmente aos torcedores, Dal Farra já fez uso até de carta. No dia 27 de setembro, ele tornou público um texto no qual relacionou os investimentos feitos - àquela altura o Tigre já vinha em maus lençóis na Série B -, mencionava mudanças e a busca por profissionais identificados com o clube.

A carta de Dal Farra foi publicada na véspera da estreia do técnico Roberto Cavalo, que começou sua campanha vencendo o Botafogo (SP) por 2 a 0 no Heriberto Hülse, acendendo a esperança de permanência na Série B. Com ele, estavam o auxiliar Wilson Vaterkemper e o assessor de futebol Vanderlei Mior.

Confira também - A carta de Dal Farra para a torcida

Denis Luciano
Por Denis Luciano 27/11/2019 - 17:52Atualizado em 27/11/2019 - 17:57

O edital publicado nesta quarta-feira, 27, convocando os conselheiros para reunião do Conselho Deliberativo do Criciúma no próximo dia 10, tem causado repercussão nas últimas horas. É que na nota, logo após a relação de itens que estarão em pauta, consta uma observação no mínimo curiosa e pouco comum em documentos do gênero. O edital cita que "só terão acesso à reunião os conselheiros adimplentes". Ou seja, conselheiro que não estiver em dia com suas obrigações de sócio patrimonial - uma das condições para ocupar assento no Conselho - não terá direito a participar do encontro.

Acontece que alguns conselheiros estão chamando a atenção para a contrariedade entre esse dispositivo do edital e o que consta do Estatuto do Criciúma. Em postagem na sua rede social, o conselheiro Guilherme Búrigo publicou que "Essa "Obs" vai contra o estatuto, que prevê que as reuniões serão abertas (artigo 72). E duvido que o orçamento já esteja à disposição dos conselheiros na secretaria do clube (artigo 69)".

Carlos Alamini, presidente do Conselho do Criciúma / Arquivo / 4oito

Ou seja, de uma tacada só o conselheiro mencionou, na verdade, duas irregularidades na conduta do presidente do Conselho, Carlos Henrique Alamini, que é quem assina o edital. Ele "enxertou" uma observação (Obs) no edital mencionando reuniões fechadas, quando elas devem ser abertas, e também indagou sobre a falta de um orçamento ao dispor dos conselheiros para análise antecipada.

Em uma das respostas da postagem, o conselheiro Luciano Fernandes foi buscar o artigo 72 do Estatuto, o mesmo que prevê que as reuniões sejam abertas. Confira abaixo:

Ainda não se tem ideia do que efetivamente será apresentado em termos de futebol do Criciúma para 2020 nessa reunião do dia 10, a primeira após a confirmação do rebaixamento do Tigre à Série C do Campeonato Brasileiro. Se terá uma ideia mais aproximada do que vem por aí na sexta-feira, após o jogo contra o Oeste, em Barueri, na última rodada da Série B. É que o presidente Jaime Dal Farra estará na Arena Barueri e deverá quebrar um longo silêncio, se manifestando oficialmente sobre a campanha, o descenso e o futuro tricolor. A Rádio Som Maior estará com sua equipe em Barueri conferindo.

Confira tambémO Tigre de 2020 na pauta do Conselho

Em uma entrevista à Rádio Som Maior no fim de setembro - quando o rebaixamento já era uma ameaça, mas longe de estar consumado -, o presidente do Conselho fez declarações curiosas. Disse que o Criciúma estava tratando da busca de um investidor e comentou que julgava o presidente Jaime Dal Farra "um azarado" pelo que vinha acontecendo com o time dentro de campo. Ele revelou, ainda, que um grupo de trabalho vinha atuando na revisão do contrato com a GA e na busca de modelos para a parceria futura a ser estabelecida, após vencida a atual que vigorará até março de 2022.

Confira também - Tigre espera um investidor em outubro, revela dirigente

Denis Luciano
Por Denis Luciano 27/11/2019 - 16:04Atualizado em 27/11/2019 - 16:14

Há um grupo de WhatsApp dos conselheiros do Criciúma. Nele, foi postada ontem - terça, 26 - a informação de que o Conselho Deliberativo do clube estava sendo convocado para uma reunião no próximo dia 10. "Das mais importantes, de emergência", chegaram a espalhar. Nesta quarta, o Tribuna de Notícias divulga - como manda a regra - o edital de convocação. A priori, ele é burocrático: anuncia detalhes da vida econômica do clube e apresenta o habitual "Assuntos Gerais". Confira abaixo:

Mas é nos "Assuntos Gerais" que a curiosidade repousa. Até por eles virem na sequência da apresentação do orçamento para 2020 e do planejamento do futebol profissional e da base para a próxima temporada. Há quem especule sobre o futuro da GA à frente do departamento de futebol tricolor. O presidente Jaime Dal Farra segue "pouco comunicável". Até especularam que ele andaria fora do circuito e da ordem do dia no clube por razões de saúde. Nada disso. Andou em viagem de negócios mesmo, e estará em São Paulo para conferir o jogo de sexta-feira contra o Oeste. A informação, inclusive, é que Dal Farra vai quebrar o silêncio após a partida na Arena Barueri, na despedida da Série B. O Timaço da Som Maior estará lá para contar e transmitir e entrevistar o presidente do Criciúma. 

O pior da década

É inegável o difícil momento que Dal Farra deve estar enfrentando na esfera pessoal também. O Criciúma vive sua pior fase da década - em 2009 e 2010, jogou a Série C, voltando à Série B na temporada de 2011 -. E na atual fase tricolor, a situação dentro de campo está intimamente ligada ao desempenho do presidente à frente da GA. E também por culpa dele, que imprimiu um caráter personalista à gestão, não criando a figura de um diretor de futebol forte, nem se cercando de demais dirigentes com autonomia suficiente para servir de pára-choques. Tudo rebatia nele o tempo inteiro. Fora que o seu temperamento não ajudou em diversas oportunidades. E somando-se a isso o resultado de campo, o resultado foi explosivo.

Dal Farra e o futuro imediato, na Terceira Divisão de 2020

As possibilidades

Dal Farra poderá, na sexta-feira à noite, anunciar um investimento reforçado para 2020, sabendo que a Série C é "menos difícil" que a Série B. É o mais provável. Ou poderá, caso fique em 17º, dizer que o clube vai à Justiça Desportiva pedir a vaga do Figueirense. Ou - bem menos provável - que a GA está à venda (embora ele esteja sempre no mercado em busca de um parceiro, não um comprador da sua empresa). Ele tem um contrato até março de 2022 e tudo leva a crer que vai cumprir.

Alguns próximos ao presidente confidenciam isso, que passado o susto do descenso, o foco de Dal Farra é na montagem de um time em condições de ser campeão da Série C. Ele aposta que seria uma "volta por cima", com uma taça na mão, para calar os críticos e cativar de vez a simpatia que faltou até agora.

Para quem assumiu em 2015 com a promessa de, em três anos, estar na Série A, entrar no quinto ano de gestão na Terceira Divisão é a prova do quanto futebol é investimento de risco.

Denis Luciano
Por Denis Luciano 27/11/2019 - 00:35Atualizado em 27/11/2019 - 00:46

Revelação do Criciúma, o atacante Reinaldo conseguiu uma boa oportunidade, mesmo com o rebaixamento do Tigre para a Série C. O jogador vai, por empréstimo, defender o Athletico Paranaense em 2020. A informação é do repórter Jota Éder, do Timaço da Rádio Som Maior.

Reinaldo tem 18 anos, é natural de Criciúma e foi revelado na base tricolor. Ele assinou seu primeiro contrato profissional no ano passado.

O atacante entrou em campo 35 vezes pela equipe principal em 2019. Participou de 7 vitórias, 14 empates e 14 derrotas, e não fez gols. Tomou quatro cartões amarelos. 

Reinaldo foi aproveitado em 22 jogos do Campeonato Brasileiro, 12 do Campeonato Catarinense e 1 da Copa do Brasil. Ele despediu-se dos colegas nesta terça-feira no CT Antenor Angeloni.

Ainda sobre atacantes, o Criciúma estuda uma possível permanência de Reis e há o interesse de Léo Gamalho, que gostaria de continuar no clube para 2020.

O Criciúma despede-se da Série B na sexta-feira, fora de casa, contra o Oeste.O Tigre já está rebaixado ao lado de Londrina, São Bento e Vila Nova.

Denis Luciano
Por Denis Luciano 25/11/2019 - 15:54Atualizado em 25/11/2019 - 15:57

A Série B pode não acabar no sábado. E pode não ter o Criciúma entre os quatro rebaixados. Essa tese dos sonhos de torcedores, fora da realidade para muitos, está no foco do próprio clube. Isso se o Tigre conseguir terminar a competição em 17º lugar. E somente neste caso. É que o Criciúma, caso confirme essa posição, deve ir à Justiça Desportiva reivindicar a vaga do Figueirense na Série B de 2020.

"Seja quem for o 17º, deve ir para essa briga", afirma o diretor jurídico do Criciúma, Albert Zilli dos Santos. "O Criciúma hoje é o 19º. Primeiro, temos que ficar em 17º, depois pensaremos no que fazer", tangencia. Mas a ideia está sendo fundamentada e avaliada internamente no clube. "Existe sim a chance, juridicamente é possível no mínimo levar isso para a discussão do STJD", reconhece. "Mas isso pressupõe ao interessado ficar em 17º. Seja quem for, deve fazer", reforça, colocando Londrina, São Bento e Vila Nova na mesma perspectiva.

O argumento contra o Figueirense é simples: o WO do jogo de 20 de agosto contra o Cuiabá, pelo primeiro turno da Série B. "O fundamento seria o artigo 203, parágrafo 2º, que prevê literalmente que dado o WO, e do WO resultar prejuízo desportivo a terceiro, o órgão pode apurar exclusão da competição", cita o advogado. "Isso não poderia ainda ser apreciado pois o prejuízo a terceiro não estaria configurado, teria que haver alteração na tabela e a classificação final já estar apontada", observa. "É muito prematuro afirmar qualquer coisa antes do resultado de campo", completa. Mas o advogado ressalta que, caso o Criciúma consiga ganhar duas posições na última rodada, vai sim recorrer. "Eu acho que sim, a decisão em última análise é do presidente", ameniza.

Para chegar lá, o Tigre terá que vencer o Oeste em Barueri e torcer por tropeços de Londrina e São Bento, que encaram Guarani em casa e América fora de casa, respectivamente. Ainda sobre a ação contra o Figueirense, o Cuiabá é citado como parte interessada. "O Cuiabá levou três pontos gratuitamente. Ele pode ter ficado em posição superior ou inferior? Tem outras questões a serem apreciadas", reforça Albert. "É garantido um resultado positivo? Claro que não. O artigo fala em poderá...", lembra. 

Existe uma segunda tese, diferente da exclusão do Figueirense do campeonato por ter dado o WO: a perda de mais três pontos. "É outra tese, já perdeu 3, e perderia mais 3 pelos prejuízos causados a terceiros, no caso o Cuiabá e o 17º", sublinha. Não há jurisprudência. "E nunca vi caso igual. Teve um time que deu WO na Série C uma vez, mas nem estamos indo com muita sede ao pote pois primeiro precisa ser o 17º", repete.

O que precisa

Os quatro últimos colocados - e rebaixados pelo Figueirense desde sexta-feira, quando o alvinegro empatou em 0 a 0 com o CRB em Maceió - estão com 36 pontos. Os jogos da última rodada que os envolvem são Londrina x Guarani, América (MG) x São Bento, Oeste x Criciúma e Cuiabá x Vila Nova. Caso o Tigre empate com o Oeste, deverá torcer por derrotas de Londrina e São Bento e para que o Vila Nova no máximo empate o seu compromisso. Caso vença, o Criciúma será o 17º com tropeços de Londrina e São Bento.

Denis Luciano
Por Denis Luciano 22/11/2019 - 14:56Atualizado em 22/11/2019 - 16:37

O asfalto é novo. A necessidade era antiga. A comunidade da Mina do Toco mal comemora as melhorias da Rodovia Archimedes Naspolini, importante ligação com os bairros da região da Mina do Mato, quando foram surpreendidos pela passagem um tanto destrutiva de um caminhão evidentemente mais pesado que o normal para uma via daquele porte. Pois o tal caminhão, transportando uma máquina, acabou escavando o asfalto. O calor forte da tarde deve ter colaborado para o dano causado.

O sindicalista Djonatan Elias, presidente do Sindicato dos Mineiros de Criciúma, distribuiu a imagem em alguns grupos de WhatsApp nesta sexta. "Um amigo repassou, e a pessoa que estava lá vendo ainda advertiu o motorista, de que estava estragando o asfalto. Nem sabemos de quem é esse caminhão ou essa máquina, mas o estrago está feito", lamentou.

 

Denis Luciano
Por Denis Luciano 19/11/2019 - 21:41Atualizado em 19/11/2019 - 21:44

O Criciúma ainda não caiu. Ainda. Mas a matemática para a permanência depois do 1 a 1 desta terça-feira, em casa, contra o Paraná, é complexa demais. É digna de matemáticos dos mais gabaritados. E desse emaranhado de projeções, é muito mais simples cravar que sim, o Criciúma vai cair. Ou na quinta, ou na sexta-feira.

A galera fez a sua parte / Foto: Jota Éder / Timaço / Rádio Som Maior

Parou nos 36 pontos. Pode chegar a 39, com 8 vitórias, caso vença o Oeste em Barueri no dia 30. Para escapar, depende de duas derrotas do Figueirense (contra CRB fora e Operário em casa), que o Londrina some no máximo dois pontos (contra São Bento fora e Guarani em casa), que o Vila Nova some no máximo quatro pontos nas duas rodadas finais (contra Oeste em casa e Cuiabá fora) e que o São Bento não ganhe de Londrina em casa e América fora.

Torcedores saindo desolados do HH / Foto: Heitor Araújo / 4oito

O Tigre precisa ultrapassar dois desses times aí. Mas tem que secar os demais citados, pois mesmo com 39, pode ser ultrapassado por Vila e São Bento.

Ainda assim, dá para escapar na matemática. Mas tudo pode acabar na quinta-feira. Se o Londrina ganhar do São Bento na quinta, acabou, o Tigre caiu. Mas se o São Bento faturar o jogo, vem uma sobrevida para o Criciúma até sexta. Mas se na sexta o Figueirense não perder para o CRB (o empate basta), pronto, caiu o Criciúma.

E o torcedor, hein? Deu um banho. Compareceu, 8 mil pessoas, incentivou, apoiou, empurrou e até perdeu a disposição de protestar. Limitou-se ao clássico "ei, Dal Farra, vai tomar no c*". E a galera poupou os jogadores. Aplaudiram, reconheceram o esforço.

Um torcedor detido no tímido protesto do pós jogo / Foto: Marco Búrigo / 4oito

No fim, apenas alguns poucos no pátio reclamando, um torcedor detido e até a saída do público confirma esse fim de feira danado que vive o Criciúma, a caminho da Série C em 2020.

Denis Luciano
Por Denis Luciano 07/11/2019 - 17:41Atualizado em 07/11/2019 - 17:42

Os delegados regionais de Polícia Civil foram apanhados de surpresa com a notícia desta quinta-feira, 7, de que o governador Carlos Moisés está criando delegacias e coordenadorias regionais especializadas em combate à corrupção. Naturalmente que a ideia é boa, porém os moldes postos preocupam autoridades Santa Catarina afora.

Ocorre que o governador anunciou que as novas estruturas não criarão despesas, as unidades - cinco regionais - terão delegados de carreira como titulares, ou seja, os que já estão na ativa e ocupam outras delegacias acumularão esta nova também. Na sua justificativa, Carlos Moisés apelou à competência dos policiais e delegados. "O que o Governo está fazendo é dar as condições necessárias para que eles exerçam essa função", lascou o governador, no comunicado distribuído à imprensa nesta tarde.

Mas não é bem assim. Sobrecarregados, com poucos policiais e muito a investigar, os delegados terão trabalho a mais, e sem as condições materiais para isso. Na contramão do que disse o governador. A criação de tais delegacias segue uma normativa federal, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, mas ainda vem carregada de dúvidas, já que foi feita de cima para baixo, sem esse necessário diálogo com quem opera a Polícia Civil nas regiões que desconhece o projeto em detalhes.

Delegados garantem que sem contratações de agentes, sem ampliação de estrutura será impossível tocar as novas delegacias. E que a turma que a academia de Polícia Civil está formando nos próximos meses se destina a suprir as demandas represadas em todas as regiões.

E tem mais: esse projeto certamente atropela uma iniciativa que ao menos a Regional de Criciúma tinha, de criar outras especializadas, como a de crimes ambientais. Fica, certamente, impossível acenar para outras áreas que atenderiam demandas regionais.

E há mais um abacaxi a ser descascado nesse caminho. Serão cinco regionais. A do sul concentrará Criciúma, Araranguá, Tubarão e Laguna. Onde ela ficará? Até o momento, ninguém sabe.

Denis Luciano
Por Denis Luciano 01/11/2019 - 18:00

Vai ter pedágio. E o mês do pedágio chegou. Está no radar do governo Bolsonaro o lançamento, neste mês, do edital que concede à exploração privada o trecho sul da BR-101, entre Paulo Lopes e Passo de Torres. São 220 quilômetros, e a previsão das praças em Laguna, Tubarão, Araranguá e São João do Sul. Houve até audiências públicas e, desde o início, o discurso foi um só: é muita praça, é muito pedágio. O valor sugerido ficará em torno de R$ 5, um pouco mais provavelmente. A meta do governo é captar um investimento de R$ 6,5 bilhões para os próximos 30 anos.

Mas precisa tanto para manter a rodovia em dia? O fato é que, poucos anos depois de efetivamente entregue – mas ainda não 100% concluída – a duplicação do trecho sul, com dinheiro público, caberá ao privado cuidar e ganhar em cima. Houve, ao longo de outubro, um frisson com a informação obtida pelos parlamentares catarinenses junto à ANTT de que seria possível suspender o edital e deixar o debate para o ano que vem. Mas no último dia 23 o ministro Tarcisio de Freitas, da Infraestrutura, jogar um balde de água fria, confirmando os quatro pedágios e o lançamento para novembro.

É questão de dias. É contagem regressiva. O mês decisivo chegou. E tudo indica que a essa altura, no ano que vem, já teremos pago bastante para andar pela BR-101.

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