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* as opiniões expressas neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do 4oito
João Nassif
Por João Nassif 26/06/2020 - 09:45

A seleção de Marrocos é a que mais disputou em toda história partidas pelas eliminatórias às Copa do Mundo pela Confederação Africana de Futebol. Desde 1962 a seleção marroquina tem um total de 109 jogos com 51 vitórias, 38 empates e 20 derrotas. Nestes 109 jogos Marrocos marcou 148 gols e sofreu 76.

Seleção de Marrocos

Nas disputas de 1962, Marrocos enfrentou na primeira fase a Tunísia e cada um venceu por 2x1 jogando em casa. Foi necessário um terceiro jogo que foi disputado em Palermo na Itália que terminou empatado em 1x1 e a seleção marroquina venceu nos pênaltis. 

Como a seleção de Gana foi a vencedora em seu grupo os dois países se enfrentaram para decidir o classificado da Confederação Africana.

No primeiro jogo em Accra, capital de Gana empate em 0x0, no segundo também em Palermo, pois o estádio em Casablanca estava interditado, Marrocos venceu por 1x0 e se qualificou para disputar de acordo com o regulamento uma repescagem contra a Espanha.

Marrocos foi derrotado nas duas partidas. Na primeira voltou a jogar em Casablanca e o resultado foi 1x0 para os espanhóis. No jogo da volta em Madri nova vitória da Espanha, desta feita por 3x2 e Marrocos ficou fora do Mundial do Chile.

Marrocos participou se cinco Copas do Mundo. Em 1970, 1994, 1998 e 2018 foi eliminado na primeira fase. Somente no Mundial de 1986 no México é que conseguiu alcançar a segunda fase sendo eliminado pela Alemanha Ocidental que venceu por 1x0.que da 

João Nassif
Por João Nassif 25/06/2020 - 09:38

San Marino é um país situado na região dos Apeninos e um enclave totalmente envolvido pela Itália. É um microestado europeu com área de 61 Km2 com a menor população da Comunidade Europeia estimada em 30 mil habitantes.

A Federação de Futebol de San Marino é uma das mais antigas da Europa fundada em 1931, mas somente em 1988 se filiou à FIFA e à UEFA.

Em 1990 participou pela primeira vez de uma competição oficial quando disputou as eliminatórias para a Eurocopa de 1992. A partir daí começou sua participação em eliminatórias para Copas do Mundo e nunca conseguiu se classificar.

Nas sete Copas do Mundo que tentou classificação a seleção de San Marino disputou 66 jogos e não venceu nenhum. Conseguiu apenas dois empates, 0x0 contra a Turquia para o Mundial de 1994 e 1x1 contra a Letônia valendo pelas eliminatórias para a Copa de 2002 na Coréia e Japão.

Portanto, sofreu 64 derrotas, marcou apenas 11 gols e sofreu 310. Sua média de gols sofridos é de 4,7 gols/jogo.

A seleção sanmarinense é também chamada de La Serenissima e tem registradas algumas goleadas sofridas ao longo de suas campanhas. 

Na estreia para a Copa de 1994 apanhou da Noruega por 10x0, mesma derrota que sofreu contra a Polônia visando o Mundial de 2010. Outra foi para a Bélgica por 10x1 nas eliminatórias para a Copa de 2002.

Tags: San Marino UEFA FIFA

João Nassif
Por João Nassif 24/06/2020 - 09:40

Nas olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro o Brasil conquistou a inédita medalha de ouro no futebol masculino. Era o título que faltava à seleção brasileira, campeã em todas as outras competições que disputou.

Antes do ouro o Brasil já havia chegado por três vezes à final sendo medalha de prata nas três oportunidades.

Seleção "gaúcha" brasileira-1984

A primeira foi em Los Angeles, Estados Unidos em 1984 quando foi representado pelo time titular do Internacional de Porto Alegre reforçado de Gilmar Pipoca do Flamengo que foi eleito o melhor jogador do torneio. Foi derrotado pela França por 2x0.

A segunda foi nas Olimpíadas seguintes em 1988 disputada em Seul na Coréia do Sul. Depois de terminar invicta na primeira fase derrotando a Nigéria, Austrália e Iugoslávia a seleção brasileira eliminou a Argentina nas quartas de final, a Alemanha Ocidental nas semifinais e foi para a decisão com a União Soviética. Depois de empatar em 1x1 no tempo normal os soviéticos venceram por 1x0 na prorrogação.

A terceira medalha de prata da seleção brasileira em Olimpíadas foi em 2012 em Londres, Inglaterra. Novamente o Brasil terminou invicto a primeira fase vencendo pela ordem o Egito, a Bielorrússia e a Nova Zelândia. 

Nas quartas de final derrotou a seleção de Honduras e nas semifinais a Coréia do Sul, se qualificando para decidir o título com o México. Nova derrota numa final olímpica. O México venceu por 2x1 no Estádio de Wembley na capital inglesa. 

João Nassif
Por João Nassif 23/06/2020 - 08:48

A primeira edição da Copa do Brasil foi realizada em 1989 e o Criciúma não esteve presente. Avaí campeão e Blumenau vice no campeonato catarinense de 1988 foram os representantes do estado.

O Avaí foi eliminado na primeira fase pelo Vitória da Bahia. No jogo de ida os baianos venceram por 2x0 e mesmo ganhando o jogo da volta na Ressacada por 1x0 o Avaí foi eliminado pelo saldo de gols.

Já o Blumenau conseguiu ultrapassar a primeira fase no confronto contra o Operário do Mato Grosso do Sul. A primeira partida foi em Blumenau e terminou em 1x1, na volta em Campo Grande os catarinenses se classificaram com vitória por 1x0.

Na segunda fase o Blumenau deu azar por cruzar com o Flamengo e deu a lógica. Duas derrotas por 3x1 em Blumenau e no Rio de Janeiro. Foi a única experiencia do time na competição nacional.

O Criciúma fez sua estreia na segunda edição do torneio em 1990 por ter sido campeão estadual no ano anterior. O Joinville, vice-campeão também disputou pela primeira vez a Copa do Brasil. 

E esta segunda edição serviu como preparativo para o Criciúma conquistar o título no ano seguinte. O time foi longe eliminando o Internacional de Porto Alegre na primeira fase, o Coritiba na segunda fase, as oitavas de final, o São Paulo nas quartas e caiu somente na semifinal derrotado pelo Goiás na decisão por pênaltis.

João Nassif
Por João Nassif 22/06/2020 - 09:16

O primeiro campeonato gaúcho foi disputado pela primeira vez em 1919 dividido por regiões e jogado por equipes amadoras, o profissionalismo só chegou no Rio Grande do Sul em 1942.

Daí em diante somente o Grêmio e Internacional dividiam os títulos até 1998 quando o Juventude de Caxias do Sul quebrou a hegemonia da dupla Grenal.

Mas, teve um intruso nesta sequência de tantos títulos da dupla. O Sport Club Renner de Porto Alegre foi campeão em 1954 quando o campeonato ainda era dividido por regiões.

Torcida do Renner campeão gaúcho

O Renner foi fundado por funcionários da A.J. Renner em 1931 empresa sediada na Zona Norte da capital gaúcha. Seu estádio era o Tiradentes com capacidade para 6 mil torcedores plantado entre as avenidas Sertório e Farrapos.

A equipe formada por jogadores encostados no São José, no Internacional e no Grêmio, chamados de “refugos” que não deram muito certo nestes times. Dois jogadores deste time se tornaram personagens do futebol brasileiro. O goleiro Waldir de Moraes e o meia Ênio Andrade. 

O Renner aplicou duas goeladas históricas, ganhando de seis do Grêmio e de quatro do Internacional, terminando invicto a fase Metropolitana do campeonato. 

O título estadual foi decidido num triangular com a participação, além do Renner, do Brasil de Pelotas campeão da Região Litoral Sul e do Ferro Carril de Uruguaiana, campeão da Região Fronteira.

O Renner também venceu o triangular de forma invicta, derrotando o Ferro Carril duas vezes, por 2x1 em Uruguaiana e 1x0 em Porto Alegre. Contra o Brasil o Renner empatou em 1x1 jogando em Pelotas e no jogo final venceu por 3x0 em Porto Alegre.

Renner campeão gaúcho invicto em 1954.

João Nassif
Por João Nassif 21/06/2020 - 10:01

O campeonato catarinense de futebol foi disputado pela primeira vez em 1924 e teve o Avaí como campeão. Avaí, aliás que reinou soberano na década de 1920.

Nos sete campeonatos disputados durante aquela década o Avaí venceu cinco com um vice-campeonato em 1925 quando o campeão foi o Externato, time do Colégio Catarinense. Outro campeão na década foi o Caxias de Joinville em 1929.

Avaí em 1924

Com o passar dos anos outras equipes conseguiram o título, muitas do interior do Estado como o Lauro Muller, o CIP (Cia. Ind. de Phosphoros) de Itajaí, Ipiranga de São Francisco do Sul, mas Avaí e Figueirense continuaram com a hegemonia estadual.

A partir de 1947 com o título do América de Joinville o eixo das conquistas mudou para o interior. Além do América, o Olímpico de Blumenau, Carlos Renaux de Brusque, Caxias e Operário de Joinville, Hercílio Luz e Ferroviário de Tubarão, Metropol e Comerciário de Criciúma, Marcílio Dias de Itajaí, Internacional de Lages, Perdigão de Videira, todos campeões estaduais.

Somente em 1972 a capital recuperou a hegemonia com Figueirense e Avaí ganhando quatro títulos alternadamente, até que surgiu o Joinville que a partir de 1976 dominou o estado sendo campeão nove vezes em 10 campeonatos.

A partir de 1986 o Criciúma derrubou a hegemonia do Joinville tornando-se a maior força de Santa Catarina. Daí em diante é uma outra história que será contada em breve aqui neste espaço. 

João Nassif
Por João Nassif 20/06/2020 - 09:54

A primeira Taça Brasil, embrião da atual Copa do Brasil foi disputada em 1959 e o EC Bahia foi o primeiro campeão.

Para conquistar o título o tricolor baiano disputou 14 jogos obtendo nove vitórias, dois empates e foi derrotado em apenas três oportunidades. Seu ataque marcou 25 gols e sua defesa sofreu 18.

Na primeira fase o Bahia superou o CSA de Alagoas com duas vitórias, 5x0 em Maceió e 2x0 em Salvador.

Venceu a decisão do Grupo Nordeste depois de empatar com o Ceará em 0x0 jogando em Fortaleza e 2x2 em Salvador. No terceiro jogo, também em casa o Bahia venceu por 2x1.

Vencedor do Grupo Nordeste o Bahia foi para a decisão da Zona Norte contra o Sport Recife. Primeiro jogo vitória dos baianos em Salvador por 3x2. No segundo o Sport venceu de goleada, 6x0. No terceiro jogo disputado também em Recife o Bahia conseguiu a vitória por 2x0.

Nas semifinais o Bahia enfrentou o Vasco da Gama, campeão do Estado da Guanabara. Venceu em São Januário por 1x0, perdeu em Salvador por 2x1 e no jogo desempate venceu novamente em Salvador por 1x0.

Finalmente a decisão do torneio contra o melhor time brasileiro naqueles tempos, o Santos de Pelé & Cia. O primeiro jogo foi na Vila Belmiro e o Bahia surpreendeu vencendo por 3x2. No jogo da volta deu a lógica, Santos 2x0 em Salvador.  

A partida decisiva foi jogada no Maracanã no dia 29 de março de 1960 e o Bahia conquistou o título da primeira Taça Brasil da história vencendo o poderoso Santos por 3x1. 

 

João Nassif
Por João Nassif 19/06/2020 - 08:59

O assunto hoje é tênis, aqui no Almanaque da Bola vou destacar os Grand Slam que são os torneios mais importante do esporte tanto em termos de pontos no ranking mundial, como nos valores em dinheiro e principalmente na atenção do público.

Em cada temporada são quatro torneios chamados em Grand Slam, o Austrália Open, Roland Garros, Wimbledon e US Open que são disputados nesta ordem. O primeiro e o último são jogados em quadras duras, de concreto, asfalto ou acrílico, Roland Garros é jogado no saibro e Wimbledon na grama.

O maior vencedor entre os homens no Austrália Open é o sérvio Novak Djokovic com oito títulos e entre as mulheres a inglesa Margaret Court venceu 11 vezes o torneio ainda na era amadora dos Grand Slam.

Quem mais venceu em Roland Garros foi o espanhol Rafael Nadal com 12 títulos e entre as mulheres a maior vencedora foi a norte-americana Chris Evert com sete conquistas.  

Em Wimbledon o maior vencedor é o suíço Roger Federer que venceu na grama em oito oportunidades. Martina Navratilova com nove títulos é a maior vencedora entre as mulheres nas quadras de Wimbledon.

Finalmente no US Open, tivemos vários tenistas norte-americanos vencendo o torneio na era amadora. Na era moderna os maiores vencedores entre os homens são também dois norte-americanos Jimmy Connors, Peter Sampras e o suíço Roger Federer com cinco títulos cada um. 

Na era moderna as norte-americanas Chris Evert e Serena Williams são as maiores vencedoras com seis títulos.

João Nassif
Por João Nassif 18/06/2020 - 11:20

A Recopa Sul-Americana, cujo nome oficial é CONMEBOL RECOPA foi disputada pela primeira vez em 1989 entre o campeão da Copa Libertadores da América e o campeão da Supercopa dos Campeões da Libertadores por serem os dois torneios mais antigos da América do Sul.

Com o término da Supercopa dos Campeões em 1998 a Recopa neste formato foi encerrada. Voltou a ser disputada em 2003 entre o campeão da Libertadores e o campeão da Copa Sul-Americana.

A primeira edição em 1989 foi vencida pelo Nacional do Uruguai, campeão da Libertadores de 1988 que derrotou o Racing da Argentina, campeão da Supercopa também de 1988.

No primeiro formato três brasileiros conquistaram a Recopa. O São Paulo foi bicampeão em 1993/1994, o Grêmio em 1996 e o Cruzeiro em 1998.

No formato atual o maior brasileiro vencedor da Recopa é o Internacional campeão em 2007 e 2011. Santos, Corinthians, Atlético Mineiro e Grêmio venceram uma edição cada um.
Juntando as duas formas em que a Recopa Sul-Americana foi disputada o maior vencedor é o Boca Juniors campeão em 1990, 2005/2006 e 2008.
 

Tags: CONMEBOL RECOPA

João Nassif
Por João Nassif 17/06/2020 - 20:30

O que disse hoje no Som Maior Esporte, o superintendente do Criciúma, Serginho Lopes, foi em minha opinião a posição mais sensata entre os profissionais do futebol. Não tem como o campeonato estadual retornar no próximo dia 08 como a própria Federação confeccionou a tabela.

Mesmo sendo povoado de dúvidas, um decreto do governo estadual proibiu atividades coletivas até o dia 05/07, portanto não poderá haver treinos coletivos até lá e com apenas três dias à frente fica impossível a retomada. Poderá ser revertida esta determinação, mas no momento as atividades coletivas estão proibidas.

E aí continuo perguntando por que da decisão de apressar a volta do campeonato quando todo país está ainda cumprindo a quarentena?

É muito chato insistir no que chamo de uma precipitação inconsequente, pois a pandemia está avançando no Sul do país e querer jogar visando uma receita que tenho certeza é insuficiente para resolver a saúde financeira dos clubes é de uma total falta de noção com a realidade que estamos vivendo a mais de 90 dias. 

Só lembrando que um jogo dia 08/07 não será o primeiro no país e continente, nesta quinta-feira o Flamengo entrará em campo contra o Bangu pelo campeonato carioca. É outro que não está dando valor à vida numa cidade segunda colocada em número de infestados no país.

Santa Catarina não terá o privilégio de ser a primeira na mídia esportiva. Então, prestem atenção!!!
 

João Nassif
Por João Nassif 17/06/2020 - 14:14

Saindo da frequência de ser disputada de quatro em quatro anos, a Copa América foi disputada em 2016 em comemoração ao centenário do torneio tendo os Estados Unidos como país anfitrião.

No início apenas algumas seleções da América do Sul participavam do torneio que teve como vencedoras as seleções da Argentina, Uruguai e Brasil. Somente em 1939 é que houve um vencedor fora deste trio, o Peru venceu quando sediou o torneio.

Com o correr dos anos às seleções sul-americanas foram incorporadas outras que não pertencem à CONMEBOL e hoje quem disputa são as 10 do continente mais duas convidadas de outras Confederações.

Na Copa América do Centenário por ser um torneio comemorativo, além das sul-americanas foram seis seleções convidadas, todas da CONCACAF: Estados Unidos, Costa Rica, Haiti, Jamaica, México e Panamá.

As 16 seleções foram divididas em quatro grupos com a classificação das duas primeiras de cada grupo para as quartas de final. Daí em diante, semifinais e final Além da decisão do terceiro lugar.

A seleção brasileira foi eliminada na primeira fase com apenas a vitória sobre o Haiti por 7x1, o empate em 0x0 com o Equador e a derrota por 1x0 para o Peru.

Na decisão do terceiro lugar a Colômbia derrotou os Estados Unidos por 1x0 e na final o Chile se tornou campeão. Empatou com a Argentina em 0x0 no tempo regulamentar e na prorrogação e venceu nos pênaltis por 4x2.

João Nassif
Por João Nassif 16/06/2020 - 19:50

Cada vez mais me convenço que é somente atrás de mídia pelo ineditismo a desesperada iniciativa do futebol catarinense em retornar com o campeonato em meio a segunda semana de julho em plena pandemia no país.

Querem porque querem dirigentes da Federação e da SC Clubes com aval do governo do estado e das prefeituras, serem os primeiros a retomar os jogos em todo país, certamente os holofotes estarão todos acesos para Santa Catarina. 

Ouvi ontem no Som Maior Esporte o presidente da Associação de Clubes, Francisco Battistotti e pelo que disse o retorno é apenas para buscar a receita de R$ 1,5 milhões que os clubes iriam receber da televisão, placas de publicidade e patrocínio nos uniformes, lembrando que os jogos serão sem público, portanto os sócios que ainda estão pagando as mensalidades não terão acesso aos estádios.

São oito clubes que ainda estão vivos no campeonato, podemos somar a eles Tubarão e Concórdia que disputarão o descenso, portanto 10 e cada um irá receber na proporção menos de R$ 200 mil. Já perguntei aqui no blog a alguns dias e ao próprio Battistotti se valerá a pena correr o risco por tão pouco?

Ele afirmou que mesmo assim os jogos deverão acontecer.

Prolonguei a questão sobre a logística dos clubes, hospedagem, alimentação e os cuidados necessários antes dos jogos. Respondeu que tudo está dentro de um protocolo feito para o reinício do campeonato. Inclusive que a questão da hospedagem cada profissional ficaria nas viagens concentrado em um apartamento pela baixa taxa de ocupação dos hotéis nesta época de pandemia.

Os argumentos não me convenceram. Ainda continuo insistindo que tudo passa pela busca das manchetes do futebol pelo Brasil por sair na frente e os dirigentes não estão nem aí para a previsão de aumento do número de infectados em toda região Sul. Paraná e Rio Grande do Sul recuaram na flexibilização de vários segmentos e Santa Catarina não pode ser diferentes dos dois Estados limítrofes.

Adoro futebol, sou um dos mais fanáticos por este esporte, mas não sou deslumbrado como se mostram os dirigentes que vendem a ideia do zelo pela vida, mas na verdade não estão nem aí para saúde de seus funcionários.

Que o futebol só retorne quando esta pandemia for estancada.  
 
 

João Nassif
Por João Nassif 16/06/2020 - 08:53

Durante muitos anos a seleção brasileira principal enfrentou em jogos amistosos times nacionais e estrangeiros, combinados e muitas vezes seleções estaduais como forma de preparação para as Copas do Mundo que se aproximavam.

Alguns jogos chamam a atenção, seja pelos resultados ou pelas dificuldades que um time com os melhores jogadores do Brasil encontrava para superar a pegada e força de vontade dos adversários.

Querem saber? Para o Mundial de 1950 a seleção brasileira que perderia a decisão para o Uruguai em pleno Maracanã penou para derrotar uma seleção gaúcha por 6x4. Ainda às portas da abertura da Copa outra vitória difícil contra uma seleção paulista por 4x3.

Em 1970, pouco antes de viajar para o México a seleção empatou em 1x1 com o modesto time do Bangu do Rio de Janeiro.

Na preparação para a Copa de 1974 na Alemanha, já na Europa o time treinado por Zagallo empatou em 1x1 com o Estrasburgo na França e sofreu para vencer por 3x2 uma seleção formada jogadores do Sudoeste da Alemanha Ocidental.

Por último depois de perambular por gramados da Ásia e Europa a seleção brasileira que foi à Copa da Argentina em 1978 disputou dois amistosos aqui no Brasil contra seleções estaduais.  

Empatou os dois jogos, 0x0 contra a seleção pernambucana em Recife e 2x2 contra os gaúchos em Porto Alegre. Neste jogo a seleção se despediu do Brasil para se tornar terceira colocada no Mundial. Terminou o torneio invicta e veio com a marca de campeã moral. 
 

João Nassif
Por João Nassif 15/06/2020 - 09:27

Em 1981 foi disputada pela primeira vez a 3ª divisão do futebol brasileiro, torneio denominado de Taça de Bronze.

As 24 equipes envolvidas no torneio foram divididas em 12 grupos de dois times que em caráter eliminatório deixaram apenas 12 vivos na competição. O mesmo valeu para a segunda fase quando os 12 sobreviventes foram novamente divididos, agora em seis grupos cujos vencedores foram para a terceira fase que constou de dois grupos com três times em cada um.

Festa do Olaria

Os dois primeiros colocados de cada grupo decidiram o título e apenas o campeão foi promovido para a segunda divisão em 1982. A final foi jogada entre o Olaria do Rio de Janeiro e o Santo Amaro de Pernambuco. O time carioca foi o campeão, venceu em Marechal Hermes por 4x0 e foi derrotado no Arruda em Recife por 1x0. 

Mesmo campeão o Olaria não disputou a 2ª divisão no ano seguinte, pois foi rebaixado no campeonato carioca, sendo substituído pelo Americano de Campos dos Goytacazes.

Santa Catarina teve dois representantes na Taça de Bronze de 1981, o Figueirense e o Joaçaba. 

O Joaçaba foi eliminado pelo São Borja do Rio Grande do Sul na primeira fase depois de empatar como visitante em 0x0 e ser derrotado em casa por 3x1. O mesmo São Borja eliminou o Figueirense na segunda fase do torneio. No Scarpelli o Figueirense venceu por 1x0, mas foi derrotado por 3x0 como visitante.

Na primeira fase o Figueirense havia eliminado o Matsubara do Paraná, pois venceu fora de casa por 1x0 e empatou em 0x0 em Florianópolis.  

João Nassif
Por João Nassif 14/06/2020 - 09:19

No Almanaque de hoje vou terminar de contar um pouco das Copas do Brasil, torneio que teve início em 1989 e neste ano será disputada sua 31ª edição.

O Cruzeiro é o maior vencedor com seis títulos, o primeiro foi em 1993 e o último em 2018 quando inclusive venceu pela segunda vez consecutiva.

Fred

O Grêmio vem em segundo com cinco títulos conquistados. O time gaúcho foi campeão do primeiro torneio em 1989 e venceu pela última vez em 2016. Cruzeiro e Grêmio são os que mais vezes foram finalistas da Copa do Brasil. Cada um participou de oito decisões.

Flamengo, Corinthians e Palmeiras venceram a competição em três oportunidades. O time carioca participou de sete finais do torneio.

Algumas zebras conseguiram erguer o troféu ao longo destas 30 edições. Primeiro o Criciúma em 1991, depois o Juventude de Caxias do Sul em 1999, o Santo André em 2004, o Paulista de Jundiaí em 2005 de o Sport Recife em 2008.

Por federações, São Paulo é a primeira com nove títulos. Rio Grande do Sul e Minas Gerais tem sete cada uma, Rio de Janeiro cinco e Santa Catarina e Pernambuco um título cada uma.

O maior artilheiro em uma única edição é o atacante Fred que marcou 14 gols em 2005 jogando pelo Cruzeiro.

João Nassif
Por João Nassif 13/06/2020 - 09:25

Hoje vou continuar contando mais algumas curiosidades da Copa do Brasil, torneio implantado pela CBF em 1989 e que tem o Cruzeiro seu maior vencedor com seis títulos conquistados em suas 30 edições.

Na Copa do Brasil de 2006, houve a primeira final entre dois clubes do mesmo estado: Flamengo e Vasco da Gama, e o time rubro negro foi o campeão. 

A segunda final entre dois times do mesmo estado ocorreu em 2014, e envolveu Atlético Mineiro e Cruzeiro. O Atlético se sagrou campeão após duas vitórias (2 a 0 e 1 a 0) sobre o rival. 

A terceira final entre dois times do mesmo estado ocorreu em 2015, e envolveu o Palmeiras e Santos. O Palmeiras se sagrou campeão após ter perdido por 1 a 0 e ter ganhado por 2 a 1 nas duas partidas, vencendo a posterior decisão por pênaltis pelo placar de 4 a 3. Nesse ano pela primeira vez a Copa do Brasil foi decidida nos pênaltis.

Ao marcar o gol que resultou na conquista do título da Copa do Brasil de 2007 pelo Fluminense, seu quarto título nessa competição, Roger Machado, que já havia conquistado três Copas do Brasil pelo Grêmio, tornou-se o jogador recordista em conquistas da Copa do Brasil. 

A partir de 2008, a Copa do Brasil instituiu uma nova taça, e neste mesmo ano o Sport tornou-se o primeiro, e até agora único clube de fora da Região Sudeste e da Região Sul a conquistar a competição. A Região Norte foi a única que não teve representante em finais até agora. 

A exemplo dos anos anteriores, a CBF comissionou ao artista plástico Holoassy Lins de Albuquerque a criação de uma escultura troféu, dando seguimento à tendência da confederação de presentear os clubes ganhadores dos maiores campeonatos brasileiros com esculturas criadas exclusivamente para os eventos por artistas brasileiros ao invés de usar troféus padronizados.

Em 2010, o Santos estabeleceu um novo recorde de gols em uma única edição da Copa do Brasil: 39 gols ao todo.

João Nassif
Por João Nassif 12/06/2020 - 09:29

Como o assunto nos últimos dias aqui no Almanaque da Bola tem sido a Copa do Brasil, vou contar algumas das curiosidades deste torneio que é a segunda competição mais importante do futebol brasileiro.

Alcindo 

A primeira edição da Copa do Brasil ocorreu em 1989 e o primeiro gol de sua história foi marcado por Alcindo Sartori, na vitória por 2 a 0 do Flamengo sobre o Paysandu. O Grêmio foi o seu primeiro campeão, qualificando-se por isso a disputar a Libertadores da América de 1990.

Na Copa do Brasil de 1991, no dia 4 de março ocorreu a maior goleada da história da competição, no Estádio Independência, em Belo Horizonte, quando o Atlético Mineiro aplicou 11 a 0 no Caiçara do Piauí. O placar do estádio só possuía espaço para registrar um algarismo por clube, por isso parou de contar quando jogo ainda estava 9 a 0. 

Na Copa do Brasil de Futebol de 1993, quando ainda não havia a regra da "ida e volta restrita", o Internacional ganhou por 6 a 0 (2 de abril) e 9 a 1 (6 de abril) do Ji-Paraná de Rondônia, somando 15 a 1, a maior soma de resultados da Copa do Brasil.

De 1989 a Copa do Brasil de 1993 o campeão de cada ano ficava com o troféu. A partir de 1994 o clube que vencesse a Copa do Brasil por três vezes teria posse definitiva da taça. Isto ocorreu em 2001 com o Grêmio (após as conquistas de 1994, 1997 e 2001).

Sendo assim, na Copa do Brasil de 2002 foi colocado em disputa um novo troféu, que permaneceu até 2007, mesmo sem nenhum clube conquistar sua posse definitiva.

Ao conquistar a Copa do Brasil de 2003 e o Campeonato Brasileiro em 2003, o Cruzeiro conseguiu o ineditismo de se sagrar campeão brasileiro e da Copa do Brasil no mesmo ano, feito que ainda permanece inédito, e de quebra ganhou a Tríplice Coroa com o título do Campeonato Mineiro em 2003, outro fato inédito. 

João Nassif
Por João Nassif 11/06/2020 - 12:16

Hoje aqui no Almanaque da Bola vou contar um pouco da história da Copa do Brasil que teve sua primeira edição em 1989. 

A competição foi criada para aplacar o descontentamento das federações de estados com menor tradição no futebol nacional, cujos representantes dificilmente teriam a oportunidade de enfrentar um "clube grande" durante o ano, após a diminuição do número de participantes do Campeonato Brasileiro de Futebol de 1987, com a criação da Copa União, competição que reunia apenas grandes clubes do futebol brasileiro.

A criação dessa competição então, visava valorizar a maioria dos campeonatos estaduais das regiões Norte, Nordeste e Centro Oeste, campeonatos estes que não tinham mais representatividade no Campeonato Brasileiro e voltaram a crescer em importância para os clubes médios e pequenos dessas regiões, por eles terem novamente chances até de chegarem, pelo menos teoricamente, à Copa Libertadores da América. 

O número de times participantes variou muito em sua história, sempre classificados pelo resultado das competições das federações estaduais. De 1989 a 1994 participaram 32 times. Número que foi aumentado em 1995 para 36 times, em 1996 para 40 times, e em 1997 para 45 times. Em 1998 foram 42 times participantes. Em 1999 foram 65 times. E em 2000 foram 69 participantes.

De 2001 a 2012 o formato se consolidou com 64 times participantes, sem a presença dos times que participavam da Libertadores da América no mesmo ano, devido ao conflito de datas.

Em 2013, a CBF apresentou um novo modelo de taça. Mais encorpada, ela substituiu o troféu em disputa desde 2008. O campeão fica com a posse definitiva do troféu atual e para o próximo ano uma nova e idêntica taça será produzida. Em 2013, também, o formato foi novamente ampliado, chegando a 87 times, número que se manteve em 2014 e 2015.

Com o novo formato, os times participantes da Libertadores da América voltaram disputar a Copa do Brasil, entrando no torneio nacional diretamente nas oitavas de final. A partir de 2016 esse número ficou em 86 participantes e a partir de 2017 está sendo disputada por 91 participantes.
 

João Nassif
Por João Nassif 10/06/2020 - 12:22

O Troféu Bravo  é uma premiação anual entregue pela revista italiana Guerin Sportivo ao melhor jogador jovem da Europa.

Anderson

O prêmio começou a ser entregue em 1978, e o primeiro vencedor foi o inglês Jimmy Case. Até 1992, apenas jogadores abaixo de 23 anos que participassem de uma das três copas europeias de clubes (Liga dos Campeões da UEFA, Copa da UEFA, Taça dos Clubes Vencedores de Taças) concorriam ao prêmio. Desde então, qualquer jogador abaixo de 21 anos e de qualquer liga europeia concorre ao prêmio.

O Golden Boy é uma premiação anual entregue pelo jornal italiano Tuttosport desde 2003, destinada ao melhor jogador com idade abaixo de 21 anos atuando na Europa. É similar ao Trofeo Bravo, entregue pela Guerin Sportivo, porém o Golden Boy foi fundado mais recentemente. 

Poucos brasileiros foram escolhidos nas duas premiações. Primeiro foi Ronaldo Fenômeno que ganhou por duas vezes consecutivas o Trofeo Bravo. A primeira foi aos 21 anos em 1997 quando atuava pelo Barcelona e a segunda quando defendia e Internazionale de Milão.

Pelo troféu Golden Boy foram contemplados outros dois brasileiros. Com 20 anos o meia Anderson, revelado pelo Grêmio ganhou o troféu quando jogava pelo Manchester United da Inglaterra.

Alexandre Pato foi o Golden Boy de 2009 atuando pelo Milan da Itália.

João Nassif
Por João Nassif 09/06/2020 - 22:33

O desespero é grande e a FCF e a SC Clubes estão forçando a barra para reiniciar o campeonato no início de julho. O desespero não é pela competição em si, mas para ser aclamado como o primeiro campeonato a retornar ainda em meio a pandemia. O futebol catarinense será notícia no Brasil inteiro e certamente em vários outros países.

É necessário? Valerá a pena?

Tenho abordado este assunto em outros comentários e insistido que o risco é enorme, pois ainda não sabemos até que ponto o protocolo anunciado pelos responsáveis poderá conter a contaminação num esporte onde o contato entre os atletas é frequente.

E mais, de que forma serão feitos os testes, pois a informação é que não existem testes suficientes nas unidades de saúde para um exame mais completo, os testes rápidos não são de todo confiáveis de acordo com a Anvisa.

Além de todo conjunto de profissionais envolvidos na competição que ainda necessita de seis datas para o final, não podemos esquecer dos agregados que chegam aos milhares que também terão que ser testados.

Enfim, é forçar uma barra mesmo se estiverem pensando na questão financeira. A receita que a fase final poderá gerar com portões fechados é infinitamente pequena comparada com os riscos de uma atitude precipitada.

A conta poderá ser grande, caso haja uma contaminação por pequena que seja os agentes que querem jogo assumirão a responsabilidade? 
 

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