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* as opiniões expressas neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do 4oito
João Nassif
Por João Nassif 09/01/2020 - 09:19

O campeonato carioca de 1958 foi o mais sensacional entre todos os campeonatos estaduais disputados no país em todos os tempos.

Naquela época os campeonatos estaduais eram disputados por pontos corridos em turno e returno e a vitória valia apenas dois pontos.

Participaram do campeonato carioca de 1958 12 equipes e depois de 22 rodadas Flamengo, Botafogo e Vasco da Gama terminaram empatados na primeira posição com 32 pontos. Cada time venceu 14 jogos, empatou quatro e perdeu quatro. Não havia nenhum critério de desempate, por isso foi necessário um torneio entre os três para ser apurado o campeão. Os clubes foram disputar um supercampeonato.

No primeiro jogo em 20 de dezembro o Vasco derrotou o Flamengo por 2x0. No segundo disputado no dia 27 o Flamengo venceu o Botafogo por 2x1 e na terceira partida o Botafogo derrotou o Vasco por 1x0 já em 1959 no dia 03 de janeiro.

Como todos terminaram com dois pontos ganhos foi necessário um novo torneio chamado de super supercampeonato que começou no dia 10 de janeiro com a vitória do Vasco sobre o Botafogo por 2x1.

No dia 14 de janeiro Botafogo e Flamengo empataram em 2x2 de a decisão ficou para o 17 quando com qualquer resultado entre Vasco e Flamengo estaria definido o campeão. O empate favorecia o Vasco.

Na noite de sábado, dia 17 de janeiro de 1959 Vasco da Gama e Flamengo entraram em campo num Maracanã lotado por cerca de 150 mil torcedores. O público pagante foi de 130.901 para uma renda recorde de CR$ 5.621.768,00.

Roberto Pinto abriu o marcador para o Vasco aos 13 minutos do segundo tempo e aos 25 o ponteiro Babá empatou para o Flamengo e o jogo terminou em 1x1.

O Vasco da Gama, super supercampeão carioca de 1958 jogou a partida final com Miguel, Paulinho, Belini, Orlando e Coronel; Écio e Waldemar; Sabará, Almir, Roberto Pinto e Pinga. O técnico, Francisco de Souza Ferreira, o Gradim. 

João Nassif
Por João Nassif 08/01/2020 - 09:41

Definitivamente o Brasil não é uma potência olímpica. Pelo seu gigantismo poderia estar num outro patamar, mas a falta de políticas públicas voltadas para o esporte não permitem que o país desenvolva com qualidade o imenso potencial de talentos que poderiam colocá-lo entre os gigantes do esporte mundial. 

O Brasil participou de 22 Olimpíadas e conquistou um total de 128 medalhas, sendo apenas 30 de ouro, 36 de pratas e 62 de bronze.

Com 23 medalhas o voleibol é o esporte que mais medalhas deu ao país. São 10 medalhas na quadra e 13 na praia, seguido do judô com 22 e a vela com 18 medalhas.

O vôlei também é o esporte com mais medalhas de ouro, com cinco na quadra e três na praia.

O país conquistou a primeira medalha de ouro na primeira Olimpíada em que esteve presente. Foi em 1920 em Antuérpia na Bélgica na modalidade tiro esportivo, pistola rápida 25m, com Guilherme Paraense, tenente do Exército Brasileiro natural de Belém capital do Pará e que era atleta do Fluminense do Rio de Janeiro. 

Além desta medalha de ouro o Brasil em 1920 conquistou mais duas medalhas todas elas no tiro esportivo. Uma de prata, pistola livre 50m, com Afrânio da Costa e uma de bronze por equipes com pistola livre 50m.

O Brasil voltou a ganhar uma medalha de ouro somente nas Olimpíadas de 1952 em Helsinque na Finlândia com Adhemar Ferreira da Silva no salto triplo. O paulista que com 25 anos era atleta do São Paulo em 1952, três anos depois se transferiu para o Rio de Janeiro onde foi estudar na Escola de Educação Física do Exército e trabalhar no jornal Última Hora.

Como atleta do Vasco da Gama foi bicampeão olímpico em 1956 em Melbourne na Austrália. 
 

João Nassif
Por João Nassif 07/01/2020 - 09:31

O campeonato sul-americano de 1959, o 26º da história foi disputado na Argentina e teve os anfitriões como campeões.

Além dos donos da casa outras seis seleções participaram do campeonato: Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai, Peru e Uruguai. A disputa foi em turno único com todas jogando contra todas e o empate em 1x1 na partida final entre Argentina e Brasil deu o título aos argentinos.

O Brasil empatou com o Peru no primeiro jogo e por isso a Argentina tinha a vantagem do empate na rodada final.

Mais que um vice-campeonato o campeonato ficou na história do futebol brasileiro pela batalha campal na partida contra o Uruguai. Foi a famosa “Batalha do Rio da Prata”.

Tudo começou com o brasileiro Almir, o pernambuquinho briguento. A encrenca foi com o zagueiro uruguaio Willian Martinez, outro que não fugia da briga.

Didi e a voadora

Lá pelos 30 minutos do primeiro tempo Almir disputou uma bola pelo alto com o goleiro Leivas e na queda o brasileiro pisou no estomago do uruguaio. Foi o estopim. Gonçalves e Davoine chutaram Pelé que revidou. Willian Martinez que foi à caça de Pelé foi derrubado pelo massagista Mário Américo. Martinez caiu e foi chutado por Pelé e Coronel. 

Gonçalves saiu atrás de Chinezinho e foi derrubado por um soco violento de Paulo Valentim que saiu do banco de reservas. Belini teve o ombro deslocado, Castilho cortou o supercílio e Orlando perdeu dois dentes.

Quando a polícia acabou com a briga o árbitro chileno Carlos Robles expulsou Almir e Orlando do Brasil e Davoine e Gonçalves do Uruguai.

Com nove para cada lado nos segundo tempo o ponteiro uruguaio Escalada abriu a contagem, mas Paulinho Valentim que havia substituído Coronel fez três gols e deu a vitória ao Brasil. 

Quando o árbitro apitou o final do jogo um grupo de jogadores uruguaios cercou o capitão Belini. O atacante Sasia deu-lhe a mão e quando Belini o cumprimentou com a mão direita, o uruguaio com a esquerda deu-lhe um soco violento no rosto.

Surgiu Didi que com uma voadora derrubou o uruguaio e tudo recomeçou até a polícia novamente separar os brigões. Assim acabou a “Batalha do Rio da Prata”. 
 

João Nassif
Por João Nassif 06/01/2020 - 19:59

O Cruzeiro de Belo Horizonte tem torcida, patrimônio e muita história no futebol, mas com tudo isso foi parar na segunda divisão do campeonato brasileiro.

O Criciúma tem torcida, patrimônio e história no futebol, mas com tudo isso foi parar na terceira divisão do campeonato brasileiro.

A situação dos dois clubes é conhecida por todos que acompanham o futebol e sabem que não adianta ter torcida, patrimônio e história se não tiver uma gestão competente e profissional que garanta o mínimo dos objetivos a serem alcançados.

Deixando de lado o time mineiro que não nos interessa, o Criciúma sim tem que ser analisado de maneira mais profunda. De alguns anos para cá a gestão do presidente Jaime Dal Farra tem sido catastrófica e se ainda tem conseguindo manter alguns torcedores abnegados, preservando intacto o patrimônio, está comprometendo toda história do clube.

Um dos motivos que compromete a história é justamente, por mais paradoxal que pareça, se agarrar num saudosismo que não cabe mais no futebol de hoje. As glorias alcançadas pelo plantel há 30 anos estão fazendo mal na segunda década deste século.

Os profissionais que hoje comandam o futebol do clube são os verdadeiros heróis do passado e enquanto insistirem no resgate de uma era vitoriosa terão dificuldades para colocar o clube no caminho de novas vitórias. 

Os tempos são outros, lá atrás os atletas vinham contratados pelo clube e ficavam por aqui por várias temporadas, hoje vêm com prazo de validade orientados pelos empresários e não fincam raízes na cidade. Não estão nem um pouco preocupados com a história e muito menos com os heróis do passado. 

Não serve como conselho, mas apenas como registro dos perigos em insistir no resgate de uma era vitoriosa que não mais será vivida. Pés no chão, nova realidade e vida que segue para tentar devolver ao Criciúma a dignidade perdida por uma gestão incompatível com os anseios de sua grande torcida.  
 

João Nassif
Por João Nassif 06/01/2020 - 09:42

O campeonato brasileiro da série B de 2012 foi o mais difícil em toda história da competição desde que em 2006 foi implantado o sistema de pontos corridos com 20 clubes participantes. Em 2006 o Criciúma se tornou campeão da série C.

Mas, o assunto de hoje é o campeonato de 2012. O Criciúma chegou em segundo com 73 pontos, atrás do Goiás, campeão que somou 78 e à frente de outros três times, Atlético-PR, Vitória e São Caetano, todos com 71 pontos. O São Caetano não conseguiu o acesso pelos critérios de desempate.

Zé do Gol

O Criciúma com o técnico Paulo Comelli realizou 38 jogos com 22 vitórias, sete empates e nove derrotas. Teve o ataque mais positivo com 78 gols e sofreu 57.

Para dar uma ideia do tamanho da presença do atacante Zé Carlos na campanha vitoriosa do Criciúma, o Zé do Gol foi o artilheiro do campeonato com 27 gols. O segundo em toda competição foi Isac do América de Natal que marcou apenas 20.

Nos 19 jogos disputados no Heriberto Hülse o Criciúma venceu 14, perdeu quatro e empatou apenas um. Em casa o time marcou 42 gols e sofreu 29.

Fora de casa foram oito vitórias, cinco derrotas e seis empates. Marcou 36 gols e sofreu 28.

O técnico Paulo Comelli comentou após o acesso destacou a posição obtida no campeonato: “Faltou um pouco para nós em casa, mas a segunda colocação ficou de bom tamanho. Foi um campeonato muito equilibrado e subimos com mérito. Muitas pessoas não dão importância ao vice-campeonato, mas eu dou”.

 

João Nassif
Por João Nassif 05/01/2020 - 23:27

Vocês que me conhecem sabem que além de trabalhar com muita dedicação minha profissão de jornalista esportivo no rádio e televisão, periodicamente também publico livros e revistas que focam o esporte em geral.

Já escrevi livros sobre as Copas do Mundo, frutos de intermináveis pesquisas, livros e revistas sobre o Criciúma desde 1986 quando venceu seu primeiro título até 2012 com a fantástica campanha que colocou o clube novamente na série A do campeonato brasileiro.

Em 2006 e 2007 publiquei a Revista A Bola que mostrou aos leitores o que era feito naqueles anos tanto no futebol profissional como principalmente no esporte amador, quase sempre esquecidos pelos veículos da grande mídia regional.

De 1988 com a Revista o Futebol na Região Mineira, passando por 1992 com a história do Criciúma na Libertadores, até 2012 com a especial sobre o acesso tive vários parceiros da maior competência que ajudaram de forma inestimável a produção deste grande material.

David Coimbra, Ismail Ahmad Ismail, João Lucas Cardoso, Andréia Limas, o Juninho-Olmar Vieira Júnior, fotógrafos, colaboradores, enfim todo um grupo de profissionais que participaram com garra para atender aos leitores de Criciúma e região.

Aos poucos, aqui no Almanaque da Bola tenho mesclado a história registrada nestas várias publicações com eventos onde o esporte tem sua importância. Não só os que têm uma bola como objetivo, mas também aqueles que pela relevância merecem a lembrança de todos nós que gostamos do esporte em suas várias modalidades.


 

João Nassif
Por João Nassif 05/01/2020 - 18:30

O Comerciário EC em 1949 foi o primeiro time de Criciúma na história a participar do campeonato estadual. 

Naqueles velhos tempos não havia o mínimo do que acontece nos dias de hoje em relação ao acompanhamento com detalhes dos jogos que inclusive extrapolam aos resultados e classificação das competições em todos os níveis.

Comerciário EC em 1949

O scout é atualmente uma ferramenta indispensável aos clubes, pois registra qual o percentual da posse de bola em cada jogo, quantos passes um time concluiu, quanto correu cada jogador e todas as informações possíveis numa partida de futebol.

Antigamente, lá nos primórdios dos campeonatos estaduais foram guardadas pouquíssimas informações e assim a dificuldade de hoje para que pudéssemos precisar, no mínimo, de que forma se apuravam os campeões.

O que sabemos e sobrou na memória é que o campeonato estadual catarinense teve sua primeira edição em 1924 disputado apenas por clubes de Florianópolis. Alguns anos depois equipes de Mafra, Blumenau e Joinville também entraram na disputa e somente em 1949 é que entraram times do sul do estado.

Hercílio Luz de Tubarão e Comerciário foram os pioneiros.

A Federação Catarinense de Desporto que depois seria denominada Federação Catarinense de Futebol optou a pedido dos clubes pelo sistema de eliminatórias por zonas. 

Pela Zona Norte jogaram Atlético de São Francisco do Sul, Olímpico de Blumenau, Ipiranga de Canoinhas e Juventus de Porto União.

Pela Zona Sul, Avaí, Hercílio Luz e Comerciário.

O Olímpico derrotou o Juventus na semifinal sagrando-se campeão da Zona Norte e o Avaí que derrotou o Hercílio Luz venceu a Zona Sul.

No confronto dos dois campeões levou a melhor o time de Blumenau que venceu os dois jogos finais. O primeiro em Blumenau por 6x1 e o segundo na capital por 4x1.

Infelizmente não existe registro dos jogos do Comerciário no primeiro campeonato estadual que disputou.
 

João Nassif
Por João Nassif 03/01/2020 - 09:43

Fundado em 13 de maio de 1947 o Comerciário E.C. levou quase duas décadas para conquistar seu primeiro grande título. Até então o time fundado por pessoas do centro de Criciúma detinha somente o título de “Mais querido”, mesmo assim bastante contestado, pois o próprio Lédio Burigo, um dos dirigentes do clube admitiu que alguns votos “foram comprados”. Isto aconteceu lá pelos idos de 1964.

Dois anos depois com Algemiro Manique Barreto na presidência, o Comerciário lançou um plano de vendas de títulos patrimoniais e com a receita conseguiu construir o complexo esportivo com piscina, ginásio de esportes, entre outros.

Mas título de campeão que era bom mesmo, só viria em 1968 quando já parecia que a década de 1960 seria mais uma década perdida.

Comandados pelo técnico Ítalo Alpino o elenco formado por Batista. Ney, Conti, Lili, Toco, Marcos, Oli, Bita, Deda, Sado, Jair, Chiquinho, Alemão, Bossinha, Ivan, Valério e Darlan faria uma campanha vitoriosa culminando com a vitória por 2x0 sobre o Caxias de Joinville no Estádio Adolfo Konder em Florianópolis. Darlan e Jair marcaram os gols do título.

Antes mesmo da final o Comerciário já havia comemorado o título com escola de samba e tudo mais. Mesmo assim teve que fazer um jogo extra contra o Caxias que ganhou um processo na Federação recuperando os pontos de uma partida contra o Guarani de Lages.  

Depois do título, a última grande conquista do Comerciário foi a vitória sobre o Metropol por 2x1 quebrando um velho tabu no dia 04 de maio de 1969.

No ano seguinte, vítima de uma forte crise financeira o clube paralisaria suas atividades no futebol profissional, fortalecendo nos anos de inatividade seu quadro social. O Comerciário retornou ao futebol somente em 1976 e depois com a mudança de nome começaria sua trajetória de grandes conquistas.

Este texto foi retirado da revista “História do Criciúma” que editei em 1992.

João Nassif
Por João Nassif 02/01/2020 - 09:34

Os Jogos Pan-Americanos, evento multi-esportivo tem como base os Jogos Olímpicos e são organizados pela ODEPA (Organização Desportiva Pan-Americana). É uma versão dos Jogos Olímpicos no qual participam apenas os países do continente americano.

São disputados a cada quatro anos e seguem um rodizio entre as três regiões do continente: América do Sul, Central e do Norte. A primeira edição foi realizada em Buenos Aires, capital da Argentina em 1951.

Após as Olimpíadas de 1932 e com a realização dos Jogos Centro Americano e do Caribe alguns membros do Comitê Olímpico Internacional propuseram a realização uma competição regional entre as Américas com o intuito de fortalecer o esporte na região.

Com a realização do I Congresso Esportivo Pan-Americano em 1940 ficou decidido que os Jogos seriam realizados dois anos depois em Buenos Aires.

Com a entrada dos Estados Unidos no final de 1941 na Segunda Guerra Mundial os Jogos não puderam ser realizados. Somente após o conflito e a realização de novo Congresso após as Olimpíadas de 1948, ficou decidido que finalmente os Jogos Pan-Americanos seriam realizados em 1951 com sede em Buenos Aires, como estava inicialmente previsto.

A abertura dos I Jogos Pan-Americanos foi no dia 25 de fevereiro com a participação de 2.513 atletas de 21 países que disputaram as provas em 18 modalidades. A Argentina anfitriã conquistou 47% das medalhas.

O Brasil foi sede dos Jogos duas vezes na história. A primeira em 1963 em São Paulo quando recebeu 1.665 atletas de 22 países. A segunda em 2007 no Rio de Janeiro com a participação de 5.662 atletas oriundos de 42 países que disputaram 332 provas em 41 modalidades.
 

João Nassif
Por João Nassif 01/01/2020 - 10:03

A Copa Libertadores da América, sendo que a denominação oficial é CONMEBOL LIBERTADORES é a principal competição de futebol entre clubes profissionais da América do Sul. A competição é organizada pela Confederação Sul-Americana de Futebol (CONMEBOL) desde 1960.

É a competição de clubes mais importante do continente, sendo um dos torneios mais prestigiados no mundo, juntamente com a Liga dos Campeões da UEFA ou UEFA CHAMPIONS LEAGUE.

O nome do torneio é uma homenagem aos principais líderes da independência das nações da América do Sul: José Artigas, Simon Bolívar, José de San Martin, José Bonifácio de Andrada e Silva, D.Pedro I, Antônio José de Sucre e Bernardo O’Higgins, 

A competição teve vários formatos ao longo de sua história. No início, apenas os campeões nacionais participavam, tanto que nos seus primórdios a competição era chamada de Copa dos Campeões da América, sendo que recebeu o nome atual apena em 1965.

A partir de 1966 os vice-campeões nacionais sul-americanos também passaram se classificar para a competição. Em 1998 as equipes do México foram convidadas a competir até 2017 quando a CONMEBOL instituiu uma reforma no torneio que desencorajou os mexicanos a continuar participando.

No formato atual o torneio é disputado em três etapas, Depois de vários times jogarem a fase eliminatória, os seis classificados se juntam aos 26 pré-classificados e são formados oito grupos de quatro equipes que jogarão a segunda fase.

Com a classificação dos dois primeiros de cada grupo, os 16 sobreviventes jogarão em mata-mata até o confronto final.

O campeão da Libertadores se credencia para disputar a Copa do Mundo de Clubes da FIFA. 
 

João Nassif
Por João Nassif 31/12/2019 - 09:22

Depois que se tornou campeão estadual em 1968 o Comerciário ainda disputou o de 1969 e em seguida encerrou suas atividades no futebol profissional.

O retorno aconteceu em meados de 1976 e somente no ano seguinte é que o clube disputou novamente o campeonato catarinense. Depois de várias etapas o Comerciário conseguiu chegar à fase final, um pentagonal, terminando na terceira posição. 

Comerciário EC - o retôrno

A decisão foi entre Chapecoense e Avaí com o título ficando com a Chapecoense que foi campeã pela primeira vez em sua história.

Somando todas as fases o Comerciário disputou 44 jogos com 20 vitórias, 12 empates e 12 derrotas. Teve, portanto um rendimento de 59%, o quarto melhor do campeonato.

O Joinville que ficou em quarto lugar no pentagonal final foi o terceiro em rendimento com pouco mais de 65%.

O ataque do Comerciário foi o mais positivo de todo campeonato com 64 gols marcados. Sua defesa foi vazada 36 vezes. O Comerciário teve também o artilheiro do campeonato, Ademir Patrício, o Pezão que marcou 27 gols. Ademir seria também artilheiro em 1978 quando marcou 19 gols.

Depois de seu retorno ao futebol o Comerciário já com o nome de Criciúma a partir de 1978 foi consecutivamente três vezes vice-campeão, em 1980, 1981 e 1982, três anos em que o Joinville conquistou o título. O Joinville, aliás, foi octa campeão vencendo ininterruptamente de 1978 até 1985.

O Criciúma conseguiu interromper a série joinvillense em 1986 quando venceu o campeonato com três rodadas de antecedência.

Em breve conterei nesse espaço a história deste primeiro título da história do Criciúma.
 
 

João Nassif
Por João Nassif 30/12/2019 - 09:13

As Olimpíadas Antigas foram uma série de competições atléticas disputadas por atletas das cidades-estados que formavam a Grécia Antiga. As cidades-estado possuíam um alto nível de independência, ou seja, tinham liberdade e autonomia econômica. 

De acordo com registros analisados por historiadores, os Jogos Olímpicos surgiram no ano de 776 a.C. na cidade de Olímpia (região sudoeste da Grécia). Estes jogos foram celebrados até o ano de 393.

As Olimpíadas possuíam uma grande importância para os gregos, pois possuía caráter religioso, político e esportivo. Primeiramente era uma forma de homenagem aos deuses, principalmente Zeus (deus dos deuses).  Era também um momento importante na busca pela harmonia entre as cidades-estados. Servia também como um evento de valorização da saúde e do corpo saudável.

Os jogos ocorriam de quatro em quatro anos. Na época da realização do evento esportivo ocorria uma trégua nas guerras e conflitos. A conhecida "paz olímpica" servia para garantir segurança para os atletas que tinham que se deslocar de suas cidades-estado até Olímpia.

Na antiguidade somente os homens livres que falavam a língua grega podiam participar dos Jogos Olímpicos. Os vencedores das competições eram tratados como heróis em suas cidades-estado. Ganhavam prêmios que simbolizavam a honra e a glória conquistada. Coroas de louro e ramos de palmeira eram dados aos atletas vencedores.

Os atletas disputavam várias modalidades na antiguidade como, por exemplo, arremesso de disco, corrida, natação, pentatlo, boxe, luta, salto à distância entre outros.

Já sobre o domínio do Império Romano cristianizado, os gregos foram proibidos, em 392 pelo imperador Teodósio I, de praticar qualquer manifestação que valorizasse o politeísmo (culto a vários deuses). Desta forma, os últimos Jogos Olímpicos ocorreram em 393 a.C.
 

João Nassif
Por João Nassif 29/12/2019 - 09:37

Existem poucos registros sobre os campeonatos disputados em meados do século passado. Um registro que sobreviveu e que tenho acesso foram os livros que registraram todos os jogos do Metropol na era profissional que foram muito bem guardados pelo saudoso Divino Antônio da Silva. 

Além das fichas técnicas de todos os jogos em alguns são feitos comentários por um cronista não identificado da época.

Um desses comentários fala do primeiro título estadual conquistado pelo Metropol. Foi pelo campeonato catarinense de 1960 que terminou no dia 16 de julho de 1961.

 

A crônica do jogo realizado em Itajaí que teve no apito Iolando Rodrigues da FCF e uma renda de CR$ 192.000,00, diz assim:

“A delegação metropolitana partiu para a cidade praiana afim de cumprir o seu último compromisso no certame estadual catarinense. Por feliz coincidência, naquela cidade, o Metropol se concentrou no Hotel Vitória, nome que antecipou sua conquista.

Os valorosos e voluntariosos rapazes do Clube dos Mineiros entraram em campo debaixo de laranjas e limôes por parte da torcida marcilista num gesto bastante anti-desportivo. Por outro lado, a pequena torcida organizada do Metropol os recebeu com fogos e salva de palmas, incentivando-os para uma vitória consagradora. 

A direção técnica enpregou um sistema completamente diferente já que o empate lhe garantia o título máximo. A batalha foi árdua e disputada, haja vista que o marcador foi movimentado aos 43 minutos da etapa derradeirs, obra cerebral do comandante Nilzo, aproveitada por Chagas que num chute violento da pequena área abriu a contagem no Estádio Dr. Hercílio Luz.

Seis minutos além do tempo regulamentar, Nilzo numa jogada pessoal completava a vitória e consequentemente a conquista do título de Campeão Estadual Catarinense do ano de 1960.

De nada valeu aquela demonstração de laranja e limões, pois justamente delas o Metropol aproveitou para fortalecer a conquista do cetro máximo catarinense.” 

João Nassif
Por João Nassif 28/12/2019 - 10:57

O futebol de Criciúma passou por dois ciclos de dominio no futebol catarinense. O primeiro foi na década de 1960 quando conquistou seis campeonatos estaduais, cinco com o Metropol e o outro com o entao Comerciário. 

Outra década de predominio aconteceu nos anos 1990 com o Criciúma, sucessor do Comerciário vencendo cinco campeonatos catarinenses além de seu primeiro título conquistado em 1986 e depois em 1989.

No total a cidade foi campeã estadual em 15 oportunidades, as cinco do Metropol, a do Comerciário e os nove títulos conquistados pelo Criciúma EC.

Por duas vezes Criciúma foi tricampeã estadual. O Metropol foi campeão em 1960 1961 e 1962 e o Criciúma EC em 1989, 1990 e 1991.

O primeiro título da história do Metropol em 1960 foi conseguido de forma surpreendente. Como era comum naquela época os campeonatos começavam na metade do ano e terminavam quase na metade do ano seguinte. 

O Metropol que já disputava desde alguns anos o regional da LARM foi montado com estrutura profissional em 1960 e disputou sua primeira partida oficial em outubro derrotado pelo Ferroviário por 1x0 jogando no Estádio do Nacional de Capivari em Tubarão.

Com o campeonato seguindo para o ano seguinte a direção do clube, diga-se, Dite Freitas trouxe reforços de vários estados do país e montou um time espetacular que derrubou os adversarios, principalmente o Marcílio Dias de Itajaí, até então a melhor equipe do estado.

Depois de vencer duas vezes o Caxias de Joinville e o Comercial de Joaçaba no quadrangular final a vitória sobre o Marcílio Dias em plena Itajaí o Metropol confirmou seu primeiro título estadual. No primeiro turno Metropol e Marcílio Dias empataram no Estádio Euvaldo Lodi.

João Nassif
Por João Nassif 27/12/2019 - 09:37

Já vimos que o Torneio Rio-São Paulo foi disputado pela primeira vez em 1933. Em 1934 e 1940 foi interrompido......

O torneio retornou para valer em 1950. Promovido pelas Federações do Rio de Janeiro e de São Paulo transformou-se no primeiro campeonato regular de clubes interestaduais jogado no Brasil. 

Roberto Gomes Pedrosa

Em 1954 passou a ser chamado oficialmente de “Torneio Roberto Gomes Pedrosa” em homenagem ao ex-goleiro da seleção brasileira e presidente do São Paulo FC que havia morrido naquele ano.

O crescimento do torneio era esperado e aos poucos foi se tornando mais atraente com a entrada de clubes de outros estados. A partir de 1967 os promotores convidaram clubes de Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul que se interessaram em participar.

Com a ampliaçao o torneio foi apelidado de “Robertão”.

Em 1968, o torneio passou a ser organizado pela CBD (atual CBF),que convidou clubes da Bahia e de Pernambuco e criou um troféu de prata para ser concedido aos campeões (portanto, o torneio também ficou conhecido como "Taça de Prata"). 

Além deste torneio, a CBD também criou as Copas Centro-Sul e Norte-Nordeste, que podem ser vistas, de certa forma, como "uma segunda divisão não oficial", até mesmo porque não existe acesso e nem descenso nesses torneios. 
 

João Nassif
Por João Nassif 26/12/2019 - 09:24

A Copa América conhecida até 1975 como Campeonato Sul-Americano de Futebol é disputado pelas seleções integrantes da CONMEBOL que é a Confederação Sul-americana de Futebol.

Com o encerramento do torneio entre as seleções do Reino Unido disputado anualmente de 1883 até 1984 a Copa América se tornou o torneio de seleções mais antigo do mundo.

O Campeonato Sul-americano de seleções teve início em 1916 quando a Argentina convidou o Uruguai, Brasil e Chile para participar das comemorações do centenário de sua Independência. 

Seleção do Uruguai em 1916

O torneio foi chamado de Campeonato Sudamericano de Fútbol e viria ser a primeira edição da Copa América.

Os jogos foram disputados em Buenos Aires entre os dias 02 e 17 de julho e teve o Uruguai como campeão. A Argentina foi a segunda colocada o Brasil o terceiro e o Chile ficou no último lugar.

No primeiro jogo do torneio o Uruguai goleou o Chile por 4x0 com dois gols do ponteiro direito Gradín. Os chilenos tentaram anular a partida alegando que o Uruguai havia contratado jogadores africanos. Além de Gradín o médio Juan Delgado também era negro. Os dois foram chamados pejorativamente de atletas de carnaval.

Com a confirmação da nacionalidade uruguaia dos dois jogadores a luta contra o racismo ganhou mais um ponto e aos poucos foi sendo aberto o caminho para a introdução definitiva do negro no futebol.

Segundo o jornalista Mário Filho, autor do belíssimo livro “O negro no futebol brasileiro”, no momento em que o futebol brasileiro começava a dar oportunidade ao ingresso de jogadores negros, a crônica especializada sempre se referia à figura do uruguaio Gradín.  
 

João Nassif
Por João Nassif 25/12/2019 - 09:45

O pernambucano Nelson Rodrigues, em sua época, foi um dos mais influentes jornalista e cronista dos costumes e do futebol brasileiro.

Trabalhou em alguns jornais de grande circulação do Rio de Janeiro e suas crônicas eram consumidas com avidez no dia a dia.

Escreveu muito sobre Pelé e uma de suas crônicas foi escrita após um jogo do Santos contra o América no Maracanã.

Disse assim Nelson Rodrigues: “ A confiança em si nunca faltou a Pelé. Apesar de franzino e constituição física aparentemente impropria para uma carreira atlética, já nas velhas fotografias de infância Pelé estampa sempre um ar confiante, que parece ser uma antevisão do que ele viria a viver”.

Segue a crônica do Nelson Rodrigues publicada na Manchete Esportiva: “O meu personagem anda em campo com uma dessas autoridades irresistíveis e fatais. Em suma: - ponham-no em qualquer rancho e sua majestade dinástica há de ofuscar toda corte em derredor”. 

O mais impressionante é que Nelson Rodrigues não fez essa descrição inspirando-se na imagem de Pelé maduro, vitorioso que conquistou o tricampeonato mundial. Quando escreveu sua crônica Pelé era ainda um menino de 17 anos de idade e acabara de brilhar não em palco internacional, mas numa simples partida doméstica. 

 

Naquele jogo o menino Pelé fez quatro gols no respeitado goleiro Pompéia, o mais importante da história do América.

Nelson se espantou, em particular com um gol feito ainda no primeiro tempo. Depois de receber a bola no meio de campo Pelé saiu driblando um a um, seus adversários americanos. “Sem passar a ninguém, sem receber ajuda de ninguém”, descreveu o cronista, ele promoveu a destruição minuciosa e sádica da defesa rubra.

O momento mais celebrado por Nelson, contudo, é exatamente o do gol, quando Pelé dá o último drible no desamparado Pompéia.

Nelson Rodrigues escreve: “Até que chegou o momento em que não havia mais ninguém para driblar. Não existia uma defesa. Ou por outra, a defesa estava indefesa”.

Então, não satisfeito, Pele decidiu, em vez de chutar, ou antes disso, assinar o lance com um último e desnecessário drible no goleiro americano. E, só depois fez seu gol.

Texto retirado do livro: Pelé – os 10 corações do Rei de José Castello.   
 

João Nassif
Por João Nassif 24/12/2019 - 09:36

Em 1933 os clubes do Rio de Janeiro e São Paulo resolveram fazer o primeiro torneio interestadual no país. Com a participação de 12 equipes todas jogariam entre si em turno e returno e pelos pontos acumulados seria apurado o campeão.

Do Rio de Janeiro foram inscritos cinco clubes: Fluminense, Vasco da Gama, Bangu, América e Bonsucesso. De São Paulo os outros sete: Palestra Itália, São Paulo, Corinthians, Portuguesa, Santos, São Bento da capital e Ypiranga.

Nem todos jogavam na mesma rodada, pois havia a necessidade de adaptação do calendário aos campeonatos estaduais, por isso o torneio durou de maio a dezembro quando no dia 10, na última rodada o Palestra Itália venceu o Fluminense por 2x1 jogando no Parque Antártica e se tornou campeão.

 

Palestra Itália campeão em 1933

As Federações de Rio e São Paulo tentaram repetir o torneio em 1934, mas, houve discussão sobre a fórmula. Em princípio seriam formados grupos classificatórios com um mata-mata entre os três primeiros colocados para a decisão.

Palestra Itália e Vasco da Gama não concordaram pelo fato de terem sido campeões estaduais e entendiam que não deveriam disputar jogos eliminatórios. A Federação do Rio de Janeiro cedeu às exigências e decidiu que o Vasco entraria somente na fase final. A Federação Paulista em contrapartida manteve a obrigatoriedade do Palestra Itália disputar a fase classificatória. 

 

Resultado, mesmo já em andamento o torneio acabou cancelado.

Houve nova tentativa para o torneio ressurgir em 1940, mas por muitos desencontros também foi cancelado depois de alguns jogos terem sido realizados.

Somente em 1950 é que Federações e clubes se acertaram e finalmente o torneio Rio-São Paulo foi reabilitado, teve sequência e foi disputado até 1966.

Voltou em 1993 e depois em 1997 sendo disputado até 2002 quando perdeu força, prestigio e com o advento do campeonato brasileiro não mais se falou em Torneio Rio-São Paulo;
 

João Nassif
Por João Nassif 23/12/2019 - 10:06

Mudando a prosa, depois de abordar em detalhes a participação do Criciúma em três edições da série C do campeonato brasileiro, o Almanaque da Bola volta a apresentar histórias do mundo do futebol em todos os quadrantes do planeta. Então, vamos lá!

O primeiro jogo internacional de futebol foi realizado em 1872 entre Inglaterra e Escócia. Naqueles tempos o futebol raramente era praticado fora do Reino Unido.

Em maio de 1904 foi fundada a FIFA e deu-se o início da expansão do futebol internacional. A FIFA começou formada por sete países do continente europeu, Bélgica, Dinamarca, Espanha, França, Holanda, Suécia e Suíça.

Com a crescente popularidade o futebol tornou-se parte dos Jogos Olímpicos de Verão de 1900, 1904 e 1906 como esporte demonstração, sem direito a medalhas. A seleção amadora da Inglaterra foi campeã em 1908 e 1912.

 

Como o conceito olímpico não admitia participação de equipes ou atletas profissionais a FIFA aceitou as competições de futebol dos Jogos Olímpicos disputado apenas por amadores a partir de 1920 com a Bélgica se tornando a primeira campeã nos Jogos disputados em Antuérpia (Bélgica).

Em 1924 e 1928 o campeão foi o Uruguai que até hoje tem sua seleção chamada de Celeste Olímpica. 

Por estas conquistas no congresso da entidade realizado em 1928 em Amsterdam na Holanda ficou decidido que seria realizado um torneio internacional que seria denominado Copa do Mundo e teria como sede o Uruguai em homenagem ao Centenário do país que era o bicampeão olímpico.

Começava um torneio que com o tempo se tornaria o maior evento esportivo do planeta.

Até hoje o futebol é o esporte mais popular do mundo, disputado em todos os países e a FIFA tem mais nações filiadas que a própria ONU.
 

João Nassif
Por João Nassif 22/12/2019 - 09:02

Em 2020 o Criciúma irá viver sua quarta passagem pela série C do campeonato brasileiro. Em duas edições o clube conseguiu retornar imediatamente após o rebaixamento, somente em 2009 não conseguiu o acesso e por pouco não indo parar na quarta divisão.

Nos três campeonatos da série C em que esteve presente o Criciúma disputou um total de 42 jogos e marcou 83 gols contra 54 sofridos.

Criciúma x Brasil em 2018

Em 2006 quando esteve pela primeira vez na série C o Criciúma disputou 32 partidas com 19 vitórias, sete empates e seis derrotas. Foi campeão com aproveitamento foi de 67%.

Em 2009 na segunda passagem pela série C o Criciúma esteve em campo oito vezes com duas vitórias um empate e cinco derrotas. Foi eliminado na primeira fase com 29% de aproveitamento. 

E em 2010 o Criciúma disputou 12 jogos, venceu quatro, empatou cinco e foi derrotado três vezes. Mesmo com rendimento de 47% e eliminado nas semifinais conseguiu o acesso para a série B em 2011.

Por ser uma competição regionalizada em suas primeiras fases o adversário que o Criciúma mais enfrentou foi o Brasil de Pelotas. 

Em oito jogos o Tigre venceu cinco, empatou um e perdeu dois, marcou 14 gols e sofreu sete.

Nos últimos dias fiz um balanço detalhado de todas as participações do Criciúma na série C do campeonato brasileiro. Os dados apresentados são do meu arquivo pessoal, do site www.meutimenarede.com.br do meu amigo Jaime Tibúrcio e da Revista A Bola de 2006. 

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