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João Nassif
Por João Nassif 01/08/2019 - 09:15

O falecido técnico de futebol Cláudio Coutinho classificou a seleção brasileira no Mundial de 1978 como “campeã moral”. Isto porque a seleção não foi derrotada em nenhum dos sete jogos que disputou ficando apenas com o terceiro lugar.

Pelo regulamento daquela Copa do Mundo as 16 seleções classificadas foram divididas em quatro grupos com as duas primeiras de cada grupo passando para a segunda fase.

"Campeã moral" em 1978

Nesta segunda fase as oito seleções voltaram a ser divididas, agora em dois grupos com os primeiros colocados indo para a decisão do título e os segundos colocados disputariam o terceiro lugar.

A seleção brasileira na primeira fase ficou em segundo no seu grupo depois de empatar com a Suécia em 1x1 na estreia. No segundo jogo empatou com a Espanha em 0x0 e na rodada final venceu a seleção da Áustria por 1x0. Os austríacos ficaram na primeira posição, pois venceram seus outros dois adversários.

O Brasil começou a segunda fase vencendo o Peru por 3x0, na segunda rodada empatou com a Argentina em 0x0 e fechou a fase derrotando a Polônia por 3x1. Terminou em segundo lugar para a Argentina que foi a primeira colocada pelo saldo de gols. 

Na decisão do terceiro lugar a seleção brasileira venceu a Itália por 2x1.

A França em 2006 foi outra seleção que terminou invicta o Mundial depois de sete jogos. A diferença com o Brasil de 1978 foi que os franceses foram derrotados pela Itália nos pênaltis na partida final da Copa do Mundo disputada na Alemanha.
 

João Nassif
Por João Nassif 31/07/2019 - 10:31Atualizado em 31/07/2019 - 10:35

Na primeira década do século passado os atletas de remo do Flamengo disputavam a atenção das garotas do Rio de Janeiro com os rapazes que jogavam futebol pelo Fluminense. Eram os esportes da moda com o futebol crescendo assustadoramente em popularidade.

Em 1911 uma briga entre os jogadores do time titular do Fluminense provocou uma dissidência. Os rebeldes queriam ir para o Botafogo, mas a rivalidade entre os clubes na época impediu o acordo.

Primeiro Fla-Flu da história

Foi então que surgiu a ideia de formar um time de futebol dentro do Flamengo. E ela foi aprovada. A rebelião de alguns jogadores do Fluminense foi determinante para o surgimento do Flamengo. 

No primeiro jogo entre eles, o Fluminense mesmo desfalcado de jogadores importantes pela dissidência do ano anterior venceu o recém-criado Flamengo por 3x2 em julho de 1912.

Estava consumado o clássico Fla-Flu, o mais charmoso clássico do futebol mundial.

 

Foram realizados até agora 422 jogos com 153 vitórias do Flamengo, 131 do Fluminense e 138 empates. O Flamengo marcou 610 gols e o Fluminense 556.

Zico é o maior artilheiro do confronto com 19 gols.

A maior goleada do Flamengo foi um 7x0 no dia 10 de junho de 1945 e do Fluminense um 5x1 em 24 de março de 1943.  
 

Tags: Fla-Flu

João Nassif
Por João Nassif 30/07/2019 - 23:55Atualizado em 31/07/2019 - 10:36

A Champions League da temporada 2012/2013 terminou de maneira inédita, pois pela primeira vez na história teve uma final alemã em pleno estádio de Wembley em Londres.

Os dois finalistas, Bayern Munique e Borussia Dortmund chegaram à final depois de despacharem gigantes europeus como Real Madrid e Barcelona com goleadas históricas. 

Bayern x Borussia na final da Champions

O Bayern buscava a taça que havia escapado de suas mãos na temporada anterior quando perdeu para o Chelsea da Inglaterra numa decisão por pênaltis. Para chegar em Wembley superou grandes adversários como o Barcelona num placar agregado por 7x0. 

O Borussia que havia sido campeão europeu em 1997 buscava o bicampeonato com um futebol ofensivo tido até como irresponsável sob o comando do então desconhecido técnico Jurgen Klopp que pelo caminho goleou o Real Madrid no agregado por 4x1.

A decisão, sem favorito, promoveu uma nova invasão alemã em Londres no dia 25 de maio de 2013. Mais de 86 mil pessoas lotaram Wembley, o templo do futebol mundial.

No primeiro tempo o Borussia foi mais ofensivo parando nas mãos do grande goleiro Neuer. O Bayern começou melhor o segundo tempo quando assumiu o controle do jogo e marcou o primeiro gol com Mandzukic.

O Borussia empatou em seguida de pênalti com o volante Gundogan. Quando tudo indicava prorrogação, aos 44 minutos o holandês Robben definiu a vitória do time de Munique.

Em campo nesta decisão muitos jogadores que fariam história na Copa do Mundo do ano seguinte disputada no Brasil: Neuer, Lahm, Schweinsteiger, Thomas Müller, Hummels, entre outros.
 

João Nassif
Por João Nassif 29/07/2019 - 14:15

O Estádio Zenit em Kiev na Ucrânia, hoje abandonado, ainda tem uma coluna localizada nos arredores do gramado. No alto deste totem, há a estátua de um homem musculoso, nu. O herói chuta uma bola ao mesmo tempo em que pisa em uma águia, símbolo dos nazistas.

Durante os últimos anos o antigo palco de futebol da cidade passou a ser utilizado pela população para a prática de atividades físicas o que não significa uma boa manutenção.

FC Start x Flakelf (de branco)

Mais de setenta anos antes, o Estádio Zenit abrigou aquele que ficou eternizado como o ‘Jogo da Morte’. Durante a invasão da União Soviética pelos nazistas, em plena Segunda Guerra Mundial, o futebol teria sido um dos refúgios da população de Kiev. 

Antigos jogadores do Dynamo e mais alguns do Lokomotiv Kiev, que passaram a trabalhar em uma fábrica de pães, formaram o FC Start. E o time se transformaria em um símbolo, ao enfrentar dentro de campo os militares estrangeiros e representações colaboracionistas ucranianas.

O FC Start venceu todos os dez jogos que disputou, quase sempre por goleada. No mais famoso deles, em 9 de agosto de 1942, aceitou a revanche do Flakelf – composto por membros da brigada antiaérea da Luftwaffe, a força aérea germânica – após o triunfo por 5 a 1 no primeiro confronto. 

Mesmo sob supostas ameaças, a equipe ucraniana derrotou os oponentes por 5 a 3 no reencontro. Sinal maior da humilhação, quando poderia ter feito o sexto gol, com a meta adversária aberta, um dos jogadores locais teria afastado a bola para o meio de campo. Foi a deixa para que o árbitro apitasse o final antes dos 90 minutos.

A partir de então, o FC Start transformou-se em um mito poderoso e a escultura nos arredores do Estádio Zenit serve de monumento ao nacionalismo ucraniano.   
 

João Nassif
Por João Nassif 29/07/2019 - 11:10

Thiago Ávila *

Quem acompanhou o GP da Alemanha em Hockenheim neste domingo pode presenciar a corrida mais movimentada desde o Azerbaijão 2017, e ouso a dizer que foi a melhor dos últimos cinco anos. Uma corrida ao estilo Nascar, em que basicamente o treino de sábado não serviu para muita coisa.

E na verdade parecia ser mais um final de semana trágico para a Ferrari. Vettel não conseguiu marcar tempo por problemas no motor e Leclerc teve problemas não revelados na última sessão de classificação e teve que largar em décimo. Desespero tremendo para a equipe de Maranello, que vinha sendo o melhor carro nos treinos livres, e ainda teve que aguentar mais uma pole de Lewis Hamilton.

Domingo chegou, e chuva intensa. Vettel tentando se redimir da tragédia do ano passado, em que, sobre pista molhada, perdeu a prova em casa que era praticamente certa. As Mercedes largaram bem e se mantiveram em P1 e P2. Verstappen, que largou em segundo, demorou demais para sair e caiu para quarto, ficando atrás até da Alfa Romeo de Raikkonen.

O espectador não podia tirar os olhos da corrida sequer um minuto. Logo na segunda volta, Perez roda sozinho e lá vem o primeiro Safety Car. Praticamente todo grid para no box e na volta, Hamilton, Bottas e Verstappen são os três primeiros. Leclerc aparece logo em seguida, Vettel já em oitavo.

Max Verstappen no GP da Alemanha

Uma briga no pelotão intermediário se criava, Vettel e Raikkonen disputam roda a roda a sétima posição. Carlos Sainz e Max Verstappen rodam, mas se mantém vivos na pista, sem danos. Charles Leclerc pula para segundo com a troca ruim de Bottas e a rodada de Max. Mas a felicidade do monegasco dura pouco quando passa reto na penúltima curva e acerta o muro, imitando a infelicidade de Vettel em 2018. Uma volta depois, sob comando do Safety Car, Hamilton erra na mesma curva, bate no muro próximo a Charles, mas consegue chegar aos boxes, passando por cima da grama.

Todos vão ao box de novo, e Verstappen toma a posição de Bottas na saída. Lewis cai para quinto e Sebastian é o nono. Os pilotos da Mercedes, atrás de Hulkenberg e Albon, conseguem retomar tranquilo o segundo e o terceiro posto. Mas aí o alemão da Renault acerta o mesmo muro que Leclerc e Hamilton, e mais uma vez o Safety Car é acionado.

Os carros param no box pela quinta vez para colocar pneus de pista seca, com exceção de Lance Stroll e Daniil Kvyat, que já haviam posto um composto macio mais cedo. Na volta, o canadense era líder, Verstappen caía para segundo e o russo fechava o top-3. Bottas vinha logo atrás, Vettel voltava em nono e Hamilton, cumprindo uma punição por cortar o caminho dos boxes, já era o 12º.

Não durou muito tempo com Stroll na liderança e o holandês voador pega a ponta. Kvyat também não tem dificuldades para passar Lance. O finlandês da Mercedes parte para cima do canadense para pegar um lugar no pódio e pega a parte molhada na curva 1. Ele roda, acerta forte no muro e quebra as duas suspensões dianteiras, além do bico. Mais uma vez o carro de segurança entra na pista.

Na relargada, Vettel é quinto e tem na sua frente Carlos Sainz, que se recuperou bem da batida, Lance Stroll e Daniil Kvyat, além claro de Verstappen, que sumia na frente. A Ferrari #5 não tem dificuldades e passa um a um nas últimas três voltas. 

A mancha laranja que invadiu o autódromo de Hockenheimring faz barulho para comemorar a segunda vitória no ano do holandês voador. Festa também é para a torcida ferrarista, que vibrou demais com o segundo lugar de Seb, se redimindo da melhor forma possível frente ao seu fiel torcedor. A Toro Rosso que curtiu demais o pódio, foi a primeira vez desde Vettel em 2008 que um piloto da escuderia não aparecia no top-3.

No fim das contas, a Mercedes, dona da casa, patrocinadora do evento, que completava 125 anos de corridas, fez o pior resultado desde o GP da Áustria no ano passado. Nem a pintura clássica dos flechas prateadas da década de 30 resolveu.

Mesmo assim, Hamilton segue tranquilo na liderança, pelo jeito não há alguém este ano que tire o hexa do britânico. Verstappen próximo de Bottas vem se tornando o cara do campeonato. E a Ferrari é esperado uma melhora, principalmente depois do excelente desempenho de Vettel.

* Estudante de Jornalismo da PUCRS

João Nassif
Por João Nassif 28/07/2019 - 08:20

O Natal de 1914 ficou marcado na história por um jogo de futebol inusitado que sempre será lembrado como o “Jogo da Trégua”. 

Foi o momento em que os exércitos deixaram as trincheiras da Primeira Guerra Mundial para jogar futebol em pleno front.

Este episódio foi um dos inspiradores do Natal, pois é difícil imaginar soldados correndo atrás de uma bola em uma terra pela qual se matavam. Infelizmente as peladas aconteceram somente em algumas trincheiras e o futebol era um elemento a mais em meio a músicas, cigarros e histórias compartilhadas.

Em uma das trincheiras a história conta que o duelo entre a Alemanha e o Reino Unido foi vencido pelos germânicos por 3x2. Há certeza de momentos de trégua no front Ocidental, como já havia acontecido em momentos anteriores. Eram acordos informais, oportunidade para recuperar feridos, enterrar os mortos e reconstruir proteções.

Um dos militares que viveram o confronto afirmou que foi um momento em que a humanidade prevaleceu sobre a guerra e se apenas os soldados fossem capazes de seguir em frente, talvez aquela trégua marcasse o início do final da guerra.
 

João Nassif
Por João Nassif 27/07/2019 - 08:05

Um dos jogos mais tensos da história do futebol aconteceu nas Olimpíadas de 1952 que teve a Finlândia como sede. O futebol olímpico não era valorizado como deveria em suas primeiras edições após a Segunda Guerra Mundial.

Se o amadorismo travava os países que muitos anos antes haviam aderido ao profissionalismo, os jogadores dos países comunistas eram oficialmente amadores e seus craques se destacavam no cenário olímpico.

Iugoslávia x União Soviética em 1952

A concorrência por medalhas era pesada e o exemplo maior foi exposto nas oitavas de final na Finlândia numa partida entre Iugoslávia e União Soviética, duas grandes forças do futebol daquela época.

O confronto ganhou conotações muito além do gramado. Desde o final da década anterior, soviéticos e iugoslavos haviam rompido relações. O orgulho nacional de Josip Tito pesou e ele não aceitou fazer de seu país um satélite da União Soviética, peitando Joseph Stalin.

Antes da partida na Finlândia, tanto a delegação iugoslava como a soviética receberam telegramas assinados por Tito e Stalin. Ninguém falava sobre táticas ou futebol, somente em política. Era como todos os jogadores estivessem prestes a batalhar e não a jogar futebol.

O jogo foi tenso disputado perante 17 mil espectadores na cidade de Tampere. A Iugoslávia deu um passeio no primeiro e terminou com a vantagem de 3x0. Um clima de terror tomou conta dos soviéticos.

Na volta do intervalo a Iugoslávia foi logo fazendo o quarto gol, os soviéticos diminuíram e viram em seguida o quinto gol dos iugoslavos. O relógio marcava 30 minutos do segundo tempo e o resultado de 5x1 dava como definitiva a vitória da Iugoslávia.

Um medo terrível se apoderou dos soviéticos que passaram a jogar loucamente que passaram a jogar acima da capacidade e do próprio conhecimento. Foram diminuindo a contagem até que aos 44 minutos marcaram o gol de empate.  

Ainda havia a disputa da prorrogação que terminou em 0x0. Tampere entrou para o hall da fama do futebol. A partida extra para definir o classificado foi também disputada em Tampere e a Iugoslávia venceu por 3x1.

Como punição pela derrota o estado soviético dissolveu o time do CSKA Moscou que era o clube do exército, base da seleção da União Soviética.

Na sequência a Iugoslávia derrotou a Dinamarca por 5x3, a Alemanha Ocidental por 3x1, mas não resistiram a Hungria na final sendo derrotada por 2x0.
 

João Nassif
Por João Nassif 26/07/2019 - 11:02

A Copa Sul foi um torneio criado pela CBF em 1999 o qual dava vaga ao campeão para disputar no mesmo ano a Copa CONMEBOL.O torneio foi disputado apenas por clubes dos três estados do Sul do país, cada qual com quatro representantes.

Entraram no torneio pelo Paraná: Atlético, Coritiba, Grêmio Maringá e Paraná. Por Santa Catarina: Avaí, Criciúma, Figueirense e Tubarão e pelo Rio Grande do Sul: Caxias, Grêmio, Internacional e Juventude. 

Os 12 clubes foram divididos em três chaves com quatro times cada um com a classificação dos dois primeiros para a fase seguinte quando foram formadas duas chaves com três times em cada uma e somente os primeiros colocados disputariam o título. 

Passaram para a fase seguinte Coritiba e Grêmio pelo Grupo A, Internacional e Paraná pelo Grupo B e Atlético Paranaense e Juventude pelo C.

Depois de divididos em dois grupos de três, sobraram para a decisão Grêmio e Paraná.

A final seria disputada em dois jogos, mas como cada qual venceu uma vez, foi necessária uma terceira partida para se apurar o campeão.

O jogo de ida foi disputado no Estádio Olímpico em Porto Alegre e o Grêmio venceu por 2x0. No segundo jogo em Curitiba deu Paraná que venceu por 2x1 no Couto Pereira.

O terceiro e decisivo jogo foi também em Curitiba, mas no Estádio Pinheirão e o Grêmio venceu por 1x0, tornando-se campeão da primeira e única Copa Sul do calendário do futebol brasileiro.
 

Tags: Copa Sul

João Nassif
Por João Nassif 25/07/2019 - 11:29

A Copa Intercontinental de 1981 foi a segunda na história disputada em jogo único no Japão. Até 1980 o modelo de disputa era outro com os campeões da América do Sul e da Europa decidindo em dois jogos nos dois continentes.

A decisão de 1981 colocou frente a frente Flamengo e Liverpool, duas equipes com ambições diferentes na competição.

Os ingleses tinham como objetivo mostrar a superioridade do futebol britânico. O Liverpool ganhava vários títulos na época de ouro de sua história, havia conquistado um tri campeonato europeu e parecia que não tinha adversários à sua altura.

O Flamengo foi à campo querendo provar que não era somente o “time do Maracanã”, visto que os principais títulos que conquistou foram no então maior do mundo. 

Se o Flamengo tinha em Zico sua grande estrela, o Liverpool era comandado por Kenny Dalglish. Os dois são até os dias de hoje os maiores jogadores da história dos dois clubes.

O jogo histórico aconteceu no Estádio Nacional de Tóquio no Japão no dia 13 de dezembro de 1981 com arbitragem do mexicano Rúbio Vazques perante 74 mil espectadores.

O Flamengo fulminou o Liverpool no primeiro tempo marcando 3x0, resultado final do jogo. Nunes duas vezes e Adílio sacramentaram a vitória. Zico foi eleito o melhor jogador daquela Copa Intercontinental.

O time campeão treinado por Paulo César Carpegiani era formado pelo goleiro Raul, a zaga com Leandro, Marinho, Mozer e Júnior, no meio campo Andrade, Adílio, Tita e Lico e no ataque Nunes e Zico. 

O Flamengo foi o terceiro clube brasileiro a ganhar um Mundial de Clubes. O primeiro foi o Palmeiras em 1951, o segundo foi o Santos de Pelé, bicampeão em 1962/1963.
 

João Nassif
Por João Nassif 24/07/2019 - 12:32

O futebol tem suas superstições que muitas vezes se transformam em maldições que afetam o imaginário das pessoas, sejam jogadores, dirigentes e torcedores.

Uma das maldições que ficou na história foi o envolvimento dos jogadores da seleção da Austrália com um feiticeiro africano. Depois de não conseguirem classificação para a Copa do Mundo de 1966 na Inglaterra os jogadores australianos contrataram o tal feiticeiro para conseguirem jogar a Copa seguinte no México.

Seleção australiana

O trabalho do feiticeiro, na verdade uma maldição consistia em impedir que as outras equipes vencessem a Austrália durante a fase eliminatória para o Mundial de 1970

E a Austrália começou bem as eliminatórias vencendo a seleção da Rodésia, hoje Zimbábue por 3x1. A maldição tinha um preço, mil libras, valor que os jogadores não tinham em mãos.

O feiticeiro então inverteu a maldição e os australianos não se classificaram nem para a Copa do México e nem para a seguinte na Alemanha Ocidental em 1974. 

E seguiu a maldição que só foi quebrada em 2004 quando um jornalista leu a biografia de Johnnie Warren, um dos jogadores envolvidos na contratação do bruxo, viajou até o Zimbábue e conheceu outro feiticeiro que anulou o que havia sido feito.

Curiosamente a Austrália se classificou para a Copa do Mundo de 2006 e foi segunda colocada no grupo do Brasil, sendo depois eliminada pela Itália nas oitavas de final.
 

João Nassif
Por João Nassif 23/07/2019 - 07:50

Hoje é um dia especial.

Primeiro uma pequena resenha.

Depois de uma rápida conversa com o Adelor retornei aos microfones da Som Maior no dia 17 de agosto de 2017. 

Voltei para as jornadas da rádio com a obrigação de comentar os jogos do Criciúma no Estádio Heriberto Hülse e iniciar no dia seguinte um pequeno programa que chamei de Almanaque das Copas, com informações, curiosidades, áudios e muito mais da história dos Mundiais. 

Por que no dia 18? Por ser uma data simbólica, pois no dia 18 de agosto de 2017 estavam faltando exatamente 300 dias para o início da Copa do Mundo na Rússia.

E assim foi feito até o final do Mundial no dia 15 de julho de 2018 quando foram completados os 300 dias do Almanaque das Copas. Estiquei por mais uma semana o programa que foi finalizado no dia 22 de julho.

Para continuar no espaço que se tornou uma grande audiência, a partir do dia 23 troquei o Almanaque das Copas pelo Almanaque da Bola com o mesmo foco, só que além de histórias dos Mundiais conta também com informações e curiosidades não só do futebol, mas também de todos os esportes.

Agora, por que o dia de hoje é especial? Porque estou completando exatamente um ano de Almanaque da Bola, 365 programas indo para o ar pelas ondas da Rádio Som Maior FM.

Agradeço a todos pela audiência.  
 

João Nassif
Por João Nassif 22/07/2019 - 12:29

Poucos sabem, mas as mulheres já entraram em campo para jogar futebol no final do século XIX na Grã-Bretanha e chegou ao maior momento durante a Primeira Guerra Mundial quando levaram multidões aos estádios quebrando a hegemonia masculina no futebol.

Foi uma época em que as diferenças de gênero foram deixadas de lado em prol dos interesses da coroa britânica. Em 1920 mais de 50 mil pessoas viram uma partida do grande time da época, o Dirk Kerr’s Ladies.

Dirk Kerr’s Ladies

Mas, por culpa do preconceito e da concorrência com o futebol masculino em 1921 elas foram proibidas de jogar pela Football Association, a Federação Inglesa de Futebol.

A desculpa pela proibição foi que o jogo de futebol é totalmente inadequado para o sexo feminino e não deveria ser encorajado.

Este absurdo durou cinco décadas. Em 1971 o impedimento foi interrompido pela Football Association no mesmo ano em que a UEFA, União Europeia de Futebol, recomendou que seus países criassem ligas de futebol feminino, com a Itália sendo a primeira a ter sua própria liga de futebol profissional. 

Daí em diante o esporte cresceu e nos anos 1990 se consolidou até que em 1991 ganhou sua primeira Copa do Mundo. O primeiro Mundial de Futebol Feminino foi disputado na China e teve os Estados Unidos como primeiro campeão com a Noruega em segundo. 
 

João Nassif
Por João Nassif 22/07/2019 - 09:07

O entra e sai de jogadores é uma situação absolutamente normal num campeonato longo de 38 rodadas. O Criciúma está vivendo estas alterações neste momento da competição com lesões e suspensões que não permitem a manutenção do time ideal encontrado pelo técnico Gilson Kleina.

Com plantel enxuto que não deixa muitas opções, principalmente na qualidade dos substitutos a oscilação no desempenho é normal e por isso o time não consegue avançar na classificação apesar do equilíbrio do campeonato.

Se a falta de investimento é uma má notícia, a boa é que todos os participantes estão muito juntos no desempenho e quem conseguir três ou quatro vitórias consecutivas podem alcançar os lideres e entrar na briga pelo acesso. O Criciúma mesmo na 14ª colocação está apenas a seis pontos do G-4. 
 

João Nassif
Por João Nassif 21/07/2019 - 22:25

Durante muito tempo o futebol nos Jogos Olímpicos poderia ser disputado apenas por jogadores amadores. O COI não admitia profissionais que poderiam macular o espirito amador dos Jogos, causando desequilíbrio nos torneios.

Desta forma houve o prevalecimento dos países do bloco socialista cujas seleções eram formadas por amadores em virtude do profissionalismo ainda não ter sido implantado nos países sob domínio da União Soviética. As seleções destes países eram formadas pelos melhores jogadores em atividade, mesmo sendo amadores.

Por isso entre as décadas de 1950 e 1970 os países do bloco socialista ganharam muitas medalhas nas Olimpíadas disputadas naquele período.

Em 1952 a Hungria foi medalha de ouro em Helsinki na Finlândia e a Iugoslávia medalha de prata.

Em 1956 nos Jogos de Melbourne na Austrália o ouro ficou com a União Soviética, a prata com a Iugoslávia e o bronze com a Bulgária.

Iugoslávia campeã olímpica em 1960 

Em 1960 em Roma a Iugoslávia ficou com o ouro na decisão com a Dinamarca e a Hungria com o bronze. A Dinamarca não era do bloco dominado pela União Soviética.

Em 1964 no Japão, domínio total dos países socialistas. Ouro para a Hungria, prata para a Checoslováquia e bronze para a Alemanha Oriental.

No México em 1968 Hungria e Bulgária foram ouro e prata, respectivamente. Hungria bicampeã olímpica.

Nos Jogos dos anos 1970 em Munique, em Montreal e em Moscou em 1980 os amadores do bloco socialista dominaram o futebol olímpico. Polônia, Hungria, União Soviética, Alemanha Oriental e Checoslováquia ganharam todas as medalhas nestas três edições do futebol olímpico.
 

João Nassif
Por João Nassif 20/07/2019 - 14:11

Todo técnico sabe do potencial que tem em mãos para programar seu time e encontrar um sistema de jogo adequado às dificuldades que irá enfrentar. Em Salvador Gilson Kleina optou para começar com Jean Mangabeira no lugar do Wesley, o melhor jogador do time nesta passagem do campeonato.

Foi visível que o técnico procurou jogar um primeiro tempo com cuidados defensivos, a escalação do Mangabeira mostrou esta disposição, e conseguiu amordaçar o Vitória que criou raríssimas chances sem incomodar o goleiro Luís. Em contra partida o Criciúma também não teve capacidade ofensiva e o goleiro do Vitória foi um mero assistente do jogo.

Como o Criciúma não mudou de postura no segundo tempo, o Vitória pressionado pela torcida e por ser o lanterna procurou dominar o jogo de vez e mesmo com maior posse de bola e jogando no campo do Criciúma continuou não ameaçando Luís.

O Criciúma sem mudar sua atitude estava numa zona de conforto, pois via o adversário rondar sua área sem perspectivas do gol. Desta forma o Criciúma poderia ter alteraraso sua forma de jogar e se até então não molestava o Vitória o jogo pedia a saída do volante substituto do Wesley por um jogador no meio com mais qualidade para fazer o ataque jogar. Não era o Caíque que entrou no lugar do Eduardo que faria a diferença.

O Gilson demorou na mexida que estava escancarada e como a bola pune, um erro fatal do zagueiro deu o gol ao Vitória. Quando fez a mudança esperada com a entrada do Cosenday o jogo já estava em 2x0 e a derrota sacramentada.

Diz o velho ditado: “O medo de perder tira a vontade de ganhar”. E ponto final.    
 

João Nassif
Por João Nassif 20/07/2019 - 09:30

Os mais de 102 mil espectadores presentes no Estádio Azteca na Cidade do México viram no dia 17 de junho de 1970 a partida mais alucinante da história das Copa do Mundo.

Itália e Alemanha Ocidental decidiam numa das semifinais o direito de disputar a final contra a seleção brasileira que horas antes havia vencido o Uruguai na outra semifinal.

Itália x Alemanha Ocidental em 1970

Em campo três títulos Mundiais, sob intenso calor o jogo começou com os italianos cheios de fôlego contra os alemães que vinham de uma batalha nas quartas de final contra os ingleses, então campeões mundiais.

Parecia fácil para os italianos que abriram o placar logo aos 8 minutos com Boninsegna. O jogo ia chegando ao final e parecia que os italianos na retranca conseguiram segurar o 1x0.

Engano, Franz Beckenbauer fraturou a clavícula quase no final do jogo. A Alemanha não podia mais fazer substituição e Beckenbauer ao invés de deixar seu time com 10 em campo, voltou enfaixado e sua bravura inspirou os companheiros que conseguiram empatar no minuto final da partida.

E a partir daí, meus amigos o que se viu foram os mais espetaculares 30 minutos da história das Copas do Mundo.

Começou o tempo extra e os alemães exaustos, pois disputavam a segunda prorrogação em três dias marcou com Gerd Müller aos 4 minutos. A Itália empatou aos 8 com Burgnich. Riva fez 3x2 aos 14 e a Itália terminou o primeiro tempo da prorrogação em vantagem.

Na segunda etapa do tempo extra aos 4 minutos novamente Gerd Müller fez de cabeça 3x3, mas um minuto depois Gianni Rivera selou o placar com 4x3 para a Itália.

Na final os italianos exaustos foram presas fáceis para a seleção brasileira.
 

João Nassif
Por João Nassif 19/07/2019 - 11:01

A seleção húngara será sempre lembrada pela equipe histórica dos anos 1950 quando conquistou a medalha de ouro nas Olimpíadas de 1952 em Helsinki na Finlândia e o vice-campeonato na Copa do Mundo de 1954 na Suíça.

A Hungria foi a primeira equipe não britânica que venceu a Inglaterra em solo inglês no Estádio de Wembley, em jogo com resultado de 6x3 em novembro de 1953. Na revanche em Budapeste, pouco antes do Mundial de 1954, outra goleada, a Hungria venceu 7x1.

Inglaterra x Hungria em Wembley

Na partida de Wembley a ovação de 105 mil torcedores presentes consagrou a seleção húngara e viram nascer o 4-2-4 de jogo rápido, envolvente e eficiente que destruiu o esquema WM inglês (3-2-2-3) implantado em 1925 e que viveu seu último ato naquele dia.

A goleada marcou o início do processo de transformação do futebol, começando pelo preparo físico e pelo esquema tático, duas armas letais daquele inesquecível time húngaro. 

Mesmo com duas goleadas impostas, 9x0 sobre a Coréia do Sul e 8x3 sobre a Alemanha Ocidental a fantástica seleção húngara não conquistou a Copa de 1954, a exemplo da Holanda em 1974 e do Brasil em 1982, outras duas seleções que também não foram campeãs, mas fizeram história na disputa dos Mundiais de Futebol.   
 

João Nassif
Por João Nassif 18/07/2019 - 14:23

A Copa Libertadores da América tem no Independiente da Argentina seu maior ganhador com sete títulos. O também argentino Boca Juniors com seis títulos é o segundo clube que mais venceu a competição.

A quase totalidade dos títulos foi conquistada por clubes de maior expressão em seus países e as exceções são bem definidas como ganhadores impensáveis, pequenos em meio aos gigantes do continente.

Um desses pequenos é o Once Caldas da Colômbia que surpreendeu a América ao conquistar o título em 2004.

Once Caldas

A Copa Libertadores de 2004 foi disputada por 36 clubes que na primeira fase foram divididos em nove grupos com quatro clubes em cada um.

O Once Caldas foi o primeiro colocado em seu grupo tendo como adversários o Unión Atlético Maracaibo da Venezuela, o Vélez Sarsfield da Argentina e o Fénix do Uruguai. O Once Caldas terminou a fase com 13 pontos provenientes de quatro vitórias e um empate, sendo derrotado apenas uma vez Vélez jogando na Argentina.

Na segunda fase, oitavas de final o Once Caldas cruzou com o Barcelona de Guayaquil. Empatou as duas partidas, 0x0 em sua sede em Manizalez e em 1x1 jogando no Equador. Decidiu a vaga nos pênaltis e venceu por 4x2.

Nas quartas de final o Once Caldas eliminou o Santos com um empate no primeiro jogo no Brasil e vitória por 1x0 na Colômbia.

Vieram as semifinais e mais um brasileiro sucumbiu à zebra colombiana. Foi a vez do São Paulo que viu os colombianos empataram em 0x0 no Morumbi e vencerem por 2x1 no Estádio Palogrande em Manizalez.

E na decisão da Libertadores de 2004 mais um gigante sul-americano provou da força do time colombiano. O Once Caldas empatou duas vezes com o Boca Juniors, 0x0 na Bombonera e 1x1 na Venezuela. Na decisão por pênaltis a zebra confirmou o título vencendo os argentinos por 2x0.  
 

João Nassif
Por João Nassif 18/07/2019 - 10:13Atualizado em 18/07/2019 - 10:14

Foi uma quarta-feira alucinante de alto teor de adrenalina com as partidas de volta das quartas de final da Copa do Brasil.

Novamente os jogos foram cercados de polêmica com o VAR sendo decisivo num lance capital, mas mesmo com erro de arbitragem num dos jogos os resultados finais fizeram justiça pelo que os classificados jogaram dentro ou fora de casa. 

No início da noite depois de um empate em seus domínios o Grêmio foi a Salvador buscar classificação para mais uma final do torneio. Fez 1x0, teve um pênalti marcado a favor que depois de consultar o VAR o árbitro reverteu e expulsou o jogador do Bahia. Marcações acertadas e o Grêmio classificado.

Em Belo Horizonte, ainda no primeiro horário das partidas o Atlético-MG quase conseguiu empatar a decisão depois de ter tomado 3x0 no jogo de ida. Depois de fazer 1x0 conseguiu o segundo gol nos acréscimos, sem tempo para empatar o confronto e viu o Cruzeiro passar em busca de mais um título da Copa do Brasil.

No Maracanã o cheirinho foi reabilitado. Depois dos 6x1 no Goiás e com novo técnico já idolatrado pela torcida o Flamengo foi em busca da vitória depois de empatar o primeiro jogo em Curitiba. Saiu na frente, tomou o empate e não teve forças para evitar a decisão por pênaltis. Resultado, perdeu três cobranças e frustrou os quase 70 mil torcedores que lotaram o Maracanã. O Athletico Paranaense foi para a semifinal.

E finalmente o jogo no Beira Rio. Aí o grave erro da arbitragem que anulou o gol que daria a classificação ao Internacional ainda no tempo regulamentar. O Inter fez 1x0 no primeiro tempo empatando o confronto, pois o Palmeiras havia vencido em São Paulo. No final da segunda etapa depois da cobrança de um escanteio o gol de cabeça do zagueiro que inexplicavelmente o VAR chamou o árbitro que anulou o gol legitimo. Nos pênaltis a justiça foi feita com a classificação do time gaúcho.

E o Felipão que abra o olho, tem o plantel mais badalado do país, mas continua insistindo em jogadores que não estão entregando o necessário e vai vendo seu time perdendo classificações que teria obrigação de vencer. 


 

João Nassif
Por João Nassif 17/07/2019 - 10:16

No Almanaque da Bola de ontem vimos que Cuba, país caribenho, foi o primeiro representante da CONCACAF, Confederação de Futebol da América do Norte, Central e do Caribe na disputa das Copas do Mundo.

Cuba disputou apenas um Mundial, o de 1938 na França.

Outro representante da CONCACAF, o Canadá país da América do Norte também participou de apenas uma Copa do Mundo, em 1986 no México.

Seleção do Canadá no Mundial do México

O Canadá para chegar ao Mundial disputou as eliminatórias da CONCACAF no grupo 01 da segunda fase enfrentando Guatemala e Haiti. Terminou em primeiro lugar no grupo com três vitórias e um empate.

Venceu o Haiti duas vezes por 2x0, a Guatemala por 2x1 jogando em Vancouver e empatou com a mesma Guatemala em 1x1 em jogo disputado na capital guatemalteca.

Na fase final das eliminatórias Canadá enfrentou Honduras e Costa Rica. Venceu Honduras duas vezes, em casa por 2x1 e fora de casa por 1x0. Empatou duas vezes com Costa Rica, por 0x0 e 1x1. 

Somou seis pontos na fase final e foi para o México. 

A campanha do Canadá na Copa do Mundo de 1986 foi horrível. Fez apenas os três jogos da primeira fase e sofreu três derrotas. Perdeu para a França por 1x0, para a Hungria por 2x0 e também por 2x0 para a União Soviética.

O Canadá saiu da Copa sem marcar um golzinho sequer.
 

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