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João Nassif
Por João Nassif 05/10/2018 - 17:55

A Copa América que terá o Brasil como sede em 2019 será a 46ª edição do torneio.

No início a competição que envolve as seleções da América do Sul foi denominada de Campeonato Sul-Americano de Futebol. Este campeonato teve início em 1916 e em 1975 passou a ter a denominação atual. O primeiro torneio teve como sede na Argentina e o campeão foi o Uruguai.

O torneio determina o campeão da América do Sul e vale vaga para a Copa das Confederações disputadas a cada quatro anos no país sede da Copa do Mundo no ano seguinte.

A partir de 1993 o torneio passou a contar com 12 seleções, todas as 10 da CONMEBOL e duas convidadas de outras Confederações. Neste mesmo ano o México passou a fazer parte da disputa com mais uma seleção da CONCACAF exceto em 1999 quando o convidado foi o Japão.

Nos primórdios do Campeonato Sul-Americano não havia uma frequência para sua disputa, somente nos últimos anos é que a Copa América é disputada a cada quatro anos.

A exceção foi em 2016 quando foi disputada a Copa América do Centenário com sede nos Estados Unidos. A competição foi ampliada e além das 10 seleções da CONMEBOL, foram convidadas mais seis, todas da CONCACAF.

O Chile foi o campeão da Copa América do Centenário ao vencer a Argentina nos pênaltis por 4x2 depois de empate em 0x0 no tempo regulamentar e na prorrogação. Chile aliás, que um ano antes quando foi sede também derrotou a Argentina na decisão por pênaltis por 4x1. A Copa América de 2015 foi disputada seguindo a frequência do torneio.

O Brasil tem oito títulos da competição, sendo o último conquistado em 2007 quando a sede foi na Venezuela. 
 

João Nassif
Por João Nassif 04/10/2018 - 18:51

De 1930 até 1942, Palmeiras e Corinthians dominavam o futebol paulista. Dos 133 campeonatos estaduais disputados o Palestra Itália/Palmeiras ganhou seis e o Corinthians cinco.

Dizia-se naquela época que para dar outro campeão só se a moeda caísse em pé. Claro que a moeda não caiu em pé, mas o tabu foi quebrado em outubro de 1943 quando o São Paulo conquistou o primeiro título de sua história.

São Paulo FC campeão paulista de 1943
Em pé da esq. p/ dir. Zarzur, Piolim, King, Virgílio, Zezé Procópio, Noronha
Agachados: Luizinho, Sastre, Leônidas da Silva, Remo e Pardal

O São Paulo já havia conquistado o campeonato de 1931, mas este título foi incorporado mais tarde, pois sua fundação oficial foi em 1935.

Como resposta aos dirigentes alviverdes e alvinegros a torcida são-paulina desfilou com carro alegórico exibindo uma moeda em pé.

O título só veio na última rodada, num campeonato disputado por pontos corridos. O São Paulo chegou com 32 pontos contra 30 de Palmeiras e Corinthians que tinham chances de ganhar o título. Naquela época vitória valia somente dois pontos e o São Paulo jogaria contra o Palmeiras por um simples empate.

E foi o que aconteceu. O empate em 0x0 no Estádio do Pacaembu deu o título ao tricolor comandado por Leônidas da Silva.

O time foi chamado de “rolo compressor”, pois não tomava conhecimento de quem viria pela frente.

Num campeonato com 11 clubes a campanha do campeão foi de 20 jogos com 15 vitórias, três empates e somente duas derrotas.
 

João Nassif
Por João Nassif 03/10/2018 - 17:36

Ontem registramos aqui no Almanaque da Bola a maior goleada aplicada na história do Maracanã. O recorde aconteceu pelo campeonato carioca de 1956 quando o Flamengo venceu o São Cristóvão por 12x2.

No Almanaque de hoje vou destacar as maiores goleadas aplicadas pelo Santos FC ao longo de sua história.

As duas maiores foram pelo placar de 12x1. A primeira no dia 03 de maio de 1927 sobre o Ypiranga da capital paulista e jogo válido pelo campeonato estadual. O destaque foi Araken Patuska que marcou sete gols. O palco foi a Vila Belmiro.

A segunda aconteceu também no estádio santista no dia 19 de novembro de 1959. A vítima foi a Ponte Preta pelo campeonato paulista com destaque para o centro avante Coutinho que marcou cinco dos 12 gols. Neste campeonato o Santos disputou 41 jogos e marcou 155 gols. O artilheiro foi Pelé com 45 gols.

Por falar Pelé, faltava o maior artilheiro do clube aparecer numa grande goleada. O Rei marcou oito gols na vitória sobre o Botafogo de Ribeirão Preto por 11x0 também na Vila Belmiro pelo campeonato paulista no dia 21 de novembro de 1964.

Em competições nacionais a maior goleada realizada pelo Santos foi pela Copa do Brasil de 2010. Esta edição marcou o primeiro título do Peixe na competição. Treinado por Dorival Júnior o Santos venceu por 10x0 o Naviairense do Mato Grosso do Sul.
 

João Nassif
Por João Nassif 02/10/2018 - 18:20

O campeonato carioca de 1956 foi disputado por 12 times em regime de pontos corridos jogando todos contra todos em turno e returno. Começou em julho e foi finalizado às vésperas do Natal.

O Vasco da Gama foi campeão na penúltima rodada ao vencer o Bangu por 2x1 no Maracanã. O técnico era Martim Francisco.

Apesar do Vasco ter sido campeão o grande feito daquele campeonato foi a goleada imposta pelo Flamengo ao São Cristóvão por 12x2. Foi o maior placar registrado no Maracanã até os dias de hoje. O Flamengo que terminou o campeonato em quarto lugar teve o ataque mais positivo com 60 gols.

Na goleada histórica o grande nome foi o centro avante Evaristo que marcou cinco gols. Índio marcou quatro, enquanto Luís Roberto, Paulinho e Joel completaram o massacre.

Quando da disputa da Copa das Confederações em 2013 aqui no Brasil, assim que a tabela foi divulgada havia forte expectativa sobre o jogo Espanha x Taiti marcado para o Maracanã. 

Pela brutal diferença técnica entre as seleções muitos apostavam que os espanhóis campeões do mundo pudessem imprimir nos taitianos um placar mais elástico que o conseguido pelo Flamengo em 1956, fazendo a maior goleada da história do estádio.

Os espanhóis não conseguiram, pois fizeram apenas um 10x0, somente igualando a diferença de gols.

João Nassif
Por João Nassif 01/10/2018 - 18:39

A Taça das Bolinhas, prêmio oferecido pela Caixa Econômica Federal ao primeiro clube que conquistasse três vezes consecutivas ou cinco alternadas o campeonato brasileiro é até hoje motivo de discussão entre Flamengo e São Paulo que se acham no direito de ficar com o troféu. Em outra oportunidade voltarei à polemica.

O título que abriu a discussão foi o do São Paulo em 2007. Foi o quinto título do tricolor que venceu o campeonato da série A de maneira irrepreensível. Tornou-se campeão no dia 31 de outubro com quatro rodadas de antecedência ao derrotar o América do Rio Grande do Norte por 3x0 em pleno Morumbi com 70 mil pagantes.

O São Paulo ficou 16 rodadas sem perder, da 13ª até a 28ª rodada, nove jogos sem tomar gols e ficou 22 rodadas consecutivas na ponta da tabela. Além de tudo isso ainda terminou a campanha com 15 pontos à frente do Santos, segundo colocado.

Motivo de discórdia entre São Paulo e Flamengo

A comemoração dos são-paulinos foi ainda maior porque o rival Corinthians foi um dos rebaixados para a segunda divisão naquele ano.

A campanha do São Paulo somou 77 pontos com 23 vitórias, oito empates e sete derrotas, duas após a conquista do título. O ataque marcou 55 gols e a defesa sofreu 19. O aproveitamento final foi de 68%.

O time base campeão em 2007 tinha o goleiro Rogério Ceni, André Dias, Breno e Miranda; Souza, Hernanes, Richarlyson, Dagoberto e Jorge Wagner; Borges e Aluísio. O técnico era Muricy Ramalho.
 
 

João Nassif
Por João Nassif 01/10/2018 - 16:50

O técnico Mazola Júnior lembra minha avó fazendo um bolinho de fubá.

Sem nenhum ingrediente a não ser o básico para um bolo devorado pela turma lá de casa sempre pedíamos que a vó repetisse a receita.

Bolo de fubá da vó

Sem nenhuma estrela que poderia ser referência no time, os torcedores e críticos pedem que o técnico repita a estratégia para o time escapar do rebaixamento.

Os dois sempre fizeram o simples, por isso a vó que já foi há muito tempo deixou um legado muito bem seguido pelas mulheres da família.

Por isso o Mazola deve continuar da mesma forma para que as vitórias continuem e o Criciúma possa alcançar objetivo traçado por ele.

A diferença é que a vó não mascava chiclete à beira do fogão.
 

João Nassif
Por João Nassif 01/10/2018 - 15:10

Thiago Ávila *

Há muito tempo venho defendendo a ideia do jogo de equipe. Não que eu ache que seja algo que ajude o esporte, mas que em algumas ocasiões há necessidade, é aceitável. Digo isso porque ainda vejo muita hipocrisia por parte dos comentaristas da Rede Globo, que uma hora falam que é uma atitude totalmente anti-desportiva e outra falam que é aceitável.

A verdade é que o automobilismo é um esporte coletivo, pode ser individual na parte de pilotos, mas é na montagem do melhor carro que se desenvolve o jogo. Isso é desde a primeira temporada da F1, quando a Alfa Romeo construía o imbatível 158, que venceu todas as etapas europeias do calendário. Lógico que naquela época havia embate entre pilotos da mesma equipe, já que o momento permitia, era como a Mercedes de Hamilton e Rosberg. Mas já no ano seguinte, na disputa contra a Ferrari de Ascari, a Alfa Romeo foi obrigada a priorizar Fangio para conquistar o bicampeonato.

Hamilton a Bottas no pódio em Sochi-Rússia

Aqui no Brasil, os maiores críticos do tal "jogo de equipe" são Galvão Bueno e sua turma de comentaristas. Vejamos alguns exemplos:

* Em 2002, no GP da Áustria, Schumacher liderava o campeonato com folga, mas era Barrichello que vencia a corrida. Vindo mais rápido, o alemão se aproximava do brasileiro e esperava um comando da Ferrari para passar a frente. Aquele momento permitia a briga entre os pilotos, não era necessário pedir para que desse passagem. Cléber Machado entoou a famosa frase "Hoje não, hoje sim", vendo  Rubinho abrir na reta final.
* Em 2007, Hamilton, Alonso e Raikkonen chegaram no Brasil com chances de título. Massa fez a pole position e liderava a prova até a parada dos boxes, quando Raikkonen assumiu a ponta. Claramente era uma estratégia da equipe para que o finlandês levasse o título. Era necessária, seria egoísta deixar Massa ganhar apenas porque o brasileiro era melhor naquela corrida e perder o campeonato.
* Entre 2010 e 2013, a Ferrari era a segunda força do grid, perdendo para a Red Bull, que tinha um carro extremamente superior. A dupla da escuderia italiana era Fernando Alonso e Felipe Massa. O espanhol claramente era melhor, fazia os melhores tempos, obtinha as melhores posições de corrida e o único que podia bater de frente com Vettel. Mas o que se comentava na transmissão da Globo era que "estão prejudicando Massa", desqualificando totalmente o mérito de Fernando. Óbvio que houve corridas na qual o brasileiro teve que entregar para dar vitória ao companheiro, mas que eram necessárias para a equipe continuar na briga pelo título. O mais criticado foi a vez do "Fernando is faster than you", no GP da Alemanha de 2010. Realmente Alonso era mais rápido e, vendo Vettel se aproximar, era necessário que Massa abrisse para ele assumir a ponta, já que o espanhol era candidato forte na briga pelo título. O espanhol foi duramente criticado pela imprensa britânica na época, mas o que podia fazer?
* Em 2016, agora em uma intriga extra-pista, Felipe Nasr corria pela Sauber com seu companheiro Marcus Ericsson. A Sauber vinha em último colocado no campeonato sem marcar nenhum ponto, o carro era muito ruim. Mas a imprensa brasileira, principalmente o comentarista Lito Cavalcanti alegava, sem nenhuma prova, que a equipe suíça beneficiava o sueco e prejudicava o brasileiro por causa dos patrocinadores de Ericsson. A verdade é que não fazia nenhum sentido a equipe prejudicar um de seus pilotos quando precisava ganhar pontos para receber um maior prêmio da FIA.

O que há de comum entre todos esses? Todos brasileiros. Ano passado, no GP da Hungria, uma situação parecida aconteceu. Bottas deixou Hamilton passar para colar em Raikkonen. Luis Roberto falou que esse tipo de comportamento era natural de uma equipe que briga por título. Tudo bem que ao fim da corrida, as posições retornaram como antes, mas aí fica a pergunta: Por que uma hora é totalmente anti-desportivo e outra é aceitável? Acho que a torcida anda falando mais alto...

Neste fim de semana, a situação foi muito parecida com a do GP da Áustria de 2002. Hamilton não precisava daquela vitória, pela sua expressão ao fim da corrida nem era de seu interesse. É certo que Vettel já se aproximava de Lewis e era necessária a inversão para mantê-lo atrás, mas não desfazer foi uma atitude lamentável. Hamilton não teve culpa, a Mercedes teve.


* Thiago Ávila, Estudante de Jornalismo da PUCRS
 

João Nassif
Por João Nassif 30/09/2018 - 11:44Atualizado em 01/10/2018 - 14:47

O primeiro grande ídolo do futebol brasileiro em Copas do Mundo, nasceu no dia 06 de setembro de 1913. Filho de um marinheiro e uma cozinheira, Leônidas da Silva teve uma infância simples com muitas escapadas do colégio para jogar bola.

Aos nove anos viu seu pai morrer e acabou sendo adotado pelos patrões da mãe. Estres montaram um bar perto do campo do São Cristóvão, onde jogou nas categorias de base. Passou por vários times do subúrbio carioca até ser contratado pelo Sírio Libanês aos 17 anos.

Em 1931 que teve início sua brilhante carreira. Foi convocado para a seleção carioca para jogar um amistoso contra o Ferencvaros, campeão húngaro quando marcou um gol. No mesmo ano conquistou o Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais.

Disputou as Copas de 1934 e 1938. Foi o artilheiro do Mundial na França sete gols e ajudou o Brasil na conquista do terceiro lugar.

Leônidas jogou em três dos grandes times do futebol carioca, Vasco da Gama, Botafogo e Flamengo. Fez mais de 200 jogos pelo São Paulo entre 1942 e 1950 conquistando cinco campeonatos paulistas. Teve também uma rápida passagem pelo futebol uruguaio jogando pelo Peñarol onde marcou 28 gols em 25 jogos. 

Sua popularidade era tão grande que a Lacta resolveu criar um chocolate com um apelido que ganhou no Uruguai. Surgiu o Diamante Negro.  

Leônidas da Silva pendurou as chuteiras em 1950 com 37 anos. Depois de tentar e rapidamente desistir de ser treinador trabalhou como comentarista esportivo em vários rádios até parar em 1974 depois de cobrir a Copa do Mundo na Alemanha.

Neste ano foi diagnosticado com Mal de Alzheimer doença que o abateu e com a qual conviveu até morrer em 2004 no dia 24 de janeiro com 90 anos.
 

João Nassif
Por João Nassif 29/09/2018 - 12:58

Quando Pelé surgiu para o futebol declarou que seu grande ídolo, depois de seu pai Dondinho era um jogador chamado Thomaz Soares da Silva, conhecido como Zizinho, nascido em 14 de setembro de 1921 em São Gonçalo cidade do Estado do Rio de Janeiro.

No início de carreira, Mestre Ziza como ficou conhecido, teve de vencer a desconfiança e superar o então maior ídolo do futebol brasileiro. No primeiro treino no Flamengo teve a dura missão de substituir Leônidas da Silva machucado e jogou os 10 minutos finais.

Zizinho à esq. com Leônidas da Silva e Didi

Na primeira bola que recebeu foi desarmado. Na segunda, partiu para cima, driblou três jogadores e tocou no contrapé do goleiro. Marcou ainda outro gol para confirmar a aposta rubro negra.

Zizinho foi espetacular na seleção brasileira e só não foi contemplado com o título mundial. Participou da fatídica Copa de 1950 e mesmo vice-campeão foi escolhido o melhor jogador do torneio.

A maestria com que jogava lhe rendeu o apelido justamente durante a Copa, apelido dado por um jornalista italiano do Gazzetta dello Sport que escreveu: “o futebol de Zizinho me faz recordar Da Vinci pintando alguma coisa rara”.

Jogou pelo Flamengo de 1939 até 1950. Foi para o Bangu onde ficou até 1957 quando foi contratado pelo São Paulo onde jogou uma temporada. De 1958 até 1962 atuou pelo Audax Italiano do Chile onde encerrou a carreira. 

Pelo Flamengo foi campeão em 1939 e tricampeão em 1942/43/44. Foi também campeão paulista em 1957.

Pela seleção brasileira ganhou uma Copa Roca em 1945, uma Copa América em 1949 e um Pan-americano em 1952.

João Nassif
Por João Nassif 28/09/2018 - 18:27

São vários os erros de arbitragem no futebol e alguns ficaram gravados na memória por terem decididos torneios e campeonatos.

Até em Copa do Mundo os erros podem ser decisivos como, por exemplo, na final de 1966 quando foi validado um gol da Inglaterra, anfitriã contra a Alemanha Ocidental. O gol que mudou a história do Mundial.

No Brasil podemos lembrar de alguns erros que também mudaram a história como em 1995 com o árbitro Márcio Rezende de Freitas que validou um gol impedido do Botafogo que decidiu o título.

A decisão da Copa do Brasil de 2002 entre Corinthians e Brasiliense quando o árbitro Carlos Simon anulou um gol legitimo do Brasiliense e validou o gol da vitória corintiana numa jogada irregular.

Mas, nada que se compara ao que fez o árbitro Armando Marques na decisão do campeonato paulista de 1973. Foi o erro mais grotesco da história do futebol brasileiro. 

Santos e Portuguesa decidiam o título no Morumbi. Cada time havia vencido um turno e foram para o jogo final. Dois 0x0, no tempo normal e na prorrogação e a decisão foi para os pênaltis.

O Santos perdeu a primeira e converteu as outras duas. A Portuguesa perdeu as três primeiras, mas ainda tinha chances de empatar. Quando errou o terceiro pênalti Armando Marques se confundiu na contagem e encerrou as cobranças. Festa do Santos.

A confusão foi resolvida logo depois com o árbitro reconhecendo o erro e os dirigentes da Federação Paulista queriam recomeçar as cobranças. Os jogadores da Portuguesa rapidamente deixaram o estádio e houve consenso com os dois times sendo considerados campeões. 

Foi o erro mais grotesco do futebol brasileiro, responsável por colocar asterisco na lista dos campeões paulistas de todos os tempos.

João Nassif
Por João Nassif 27/09/2018 - 18:49

O dia 28 de janeiro de 1951 ficou marcado na história pelos títulos conquistados por Vasco da Gama e Palmeiras em seus campeonatos estaduais. Os campeonatos naquela época normalmente começavam num ano e terminava no ano seguinte, assim os dois campeonatos referentes a 1950 coincidentemente terminaram no mesmo dia.

No Rio de Janeiro o Vasco teve como adversário o América, time que fez história no campeonato carioca, uma competição por pontos corridos e o jogo na última rodada definiu o campeão. O Vasco venceu por 2x1, dois gols de Ademir de Menezes que foi o artilheiro do campeonato com 27 gols.

O jogo foi violento ao extremo e teve quatro jogadores expulsos, dois de cada lado.

No campeonato paulista que começou em agosto, a decisão foi épica. O São Paulo que era o bicampeão largou na frente sempre perseguido pelo Palmeiras que no final do primeiro turno venceu o confronto direto por 2x0 e assumiu a ponta.

Campeão Paulista de 1950

Quando os dois times chegaram à rodada final o Palmeiras estava um ponto à frente, portanto jogava pelo empate. E foi o que aconteceu.

Mas, antes do jogo caiu um temporal sobre a capital paulista que castigou bastante o gramado do Pacaembu. A partida ficou conhecida como “Jogo da Lama”. Mesmo assim o juiz deu condições para o jogo e o São Paulo saiu na frente logo aos quatro minutos. Gol de Teixeirinha.

O Palmeiras foi empatar somente aos 15 do segundo tempo com o gol do centro avante Aquiles. Foi o gol do título.

28 de janeiro de 1951, data histórica para as torcidas do Vasco da Gama e Palmeiras.

João Nassif
Por João Nassif 26/09/2018 - 18:46

A regra atual determinada pela FIFA permite que um atleta com dupla nacionalidade mude de seleção apenas se não tiver atuado em partidas oficiais por outro país.
Em tempos passados não havia esta regulamentação, por isso Luís Monti que disputou o 1º Mundial pela Argentina pode se tornar campeão mundial no segundo defendendo a Itália em 1934.

Outros que disputaram Copas do Mundo por dois países diferentes foram Puskaz que jogou em 1954 pela Hungria e em 1962 pela Espanha, José Santamaria pelo Uruguai em 1954 e Espanha em 1962, José Altafini, o Mazzola que jogou pelo Brasil a Copa de 1958 e pela Itália em 1962 e finalmente Prosinecki que disputou a Copa de 1990 pela Iugoslávia e a de 1998 pela Croácia.

Robert Prosinecki

Lembrando que a Croácia surgiu como país pela desintegração da Iugoslávia em 1992.

Um exemplo atual permitido pela FIFA é o brasileiro Diego Costa naturalizado espanhol. Diego Costa disputou somente alguns amistosos pela seleção brasileira e quando fez a opção foi liberado para atuar em Copas do Mundo pela seleção espanhola.

A FIFA, entretanto, poderá revisar este conceito atual. Como o mundo globalizado está mudando com a questão imigração muito forte existem problemas de nacionalização em todo o mundo, principalmente na África, Ásia e países da CONCACAF.

Uma das opções é permitir que atletas que atuaram no máximo em duas partidas oficiais por um país possam optar por outro e adquirir condições de participar em competições oficiais.

A discussão é grande sem data para definição.

João Nassif
Por João Nassif 25/09/2018 - 18:29

A numeração nas camisas dos times de futebol foi aplicada pela primeira vez em 1933 na decisão da Copa da Inglaterra. O jogo foi entre Everton e Manchester City. Os jogadores do Everton usaram camisas numeradas de 1 a 11 e os do Manchester de 12 a 22.

Até então havia muita resistência por partes dos próprios atletas em usar camisas numeradas nas costas, pois alegavam que ficavam parecidos com presidiários. Somente depois de muito tempo é que se deram conta que não havia nenhum problema em repetir os números nos dois times.

O eterno camisa 10

No Brasil a numeração nas camisas dos jogadores tornou-se obrigatório em 1947 por proposta da Federação Paulista de Futebol quando foi disputado o campeonato brasileiro de seleções.

Em competições internacionais a numeração nas camisas dos jogadores passou a ser obrigatória a partir da Copa do Mundo de 1950 disputada aqui no Brasil.

Até 1994 as camisas não apresentavam o nome dos jogadores. Em razão da Copa do Mundo daquele ano ser nos Estados Unidos, para agradar os torcedores norte-americanos a FIFA obrigou as seleções identificar seus jogadores com o nome nas costas da camisa.

Esta determinação que permanece até hoje facilita bastante a vida de locutores e fotógrafos esportivos ao identificar os jogadores em campo. 

João Nassif
Por João Nassif 24/09/2018 - 18:58

Um dos maiores domínios de um clube no futebol brasileiro foi protagonizado pelo Santos que ao longo de 15 temporadas venceu 11 campeonatos paulistas.

O reinado começou em 1955, ainda sem Pelé e em 1956 o Peixe foi bicampeão. Não conseguiu o tri em 1957 vencido pelo São Paulo, mas já com Pelé foi campeão em 1958.

Em 1959 disputou e perdeu o supercampeonato para o Palmeiras para se tornar tricampeão nos anos seguintes.

Foi novamente interrompida a sequencia em 1963 com o Palmeiras campeão. O Santos retomou a hegemonia se tornando bicampeão em 1964 e 1965. Novamente o Palmeiras se intrometeu e foi campeão em 1966.

Finalmente o Santos encerrou o ciclo extremamente vitorioso em 1969 com um tricampeonato. Somente depois de nove temporadas, em 1978 o Santos voltaria a ganhar um campeonato paulista.

Em pé da esq. p/ dir. Lima, Zito, Dalmo, Calvet, Gylmar, Mauro
Agachados: Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé, Pepe

Durante esta fase de domínio quase que completo no futebol paulista o time da Vila Belmiro com o Rei do Futebol à frente venceu duas Libertadores, dois Mundiais de Clubes, ambos em 1962 e 1963. 

Foi também campeão do Torneio Rio-São Paulo em 1959, 1963 e 1964, pentacampeão da Taça Brasil de 1961 até 1965, campeão do Torneio Roberto Gomes Pedrosa que foi a 1ª Taça de Prata em 1968.

Sem contar com diversos títulos de torneios disputados ao redor do mundo.

Se começou lá em 1955 e com o surgimento de Pelé o Santos reinou por muitos anos no futebol brasileiro e quando teve oportunidade de enfrentar as grandes europeias também foi destaque no cenário mundial.

João Nassif
Por João Nassif 24/09/2018 - 17:16Atualizado em 24/09/2018 - 17:22

Terminou a instantes a cerimônia de premiação dos melhores do ano na temporada do futebol mundial.

Toda expectativa era para sabermos quais jogadores seriam contemplados no masculino e no feminino.

Entre as mulheres a vencedora foi a brasileira Marta que aos 32 anos ganhou o prêmio pela sexta vez. Depois de vencer por cinco anos consecutivos desde 2010 a brasileira não era premiada.

E entre os homens deu o esperado. Luka Modric quebrou a interminável sequencia de Lionel Messi e Cristiano Ronaldo e se tornou o primeiro croata a ganhar o prêmio.

A seleção da temporada escolhida foi: De Gea, Dani Alves, Varane, Sergio Ramos, Marcelo; Kante, Modric, Messi, Hazard; Mbappe, Cristiano Ronaldo.
 

João Nassif
Por João Nassif 24/09/2018 - 07:40

Cheguei para trabalhar em Criciúma em 1986 e rapidamente aprendi que os torcedores são exigentes ao extremo e assim fizeram a história vencedora de um clube que havia sofrido bastante em anos anteriores vendo o rival, Joinville, reinar absoluto no futebol catarinense.

Esta mentalidade exigente por vitórias e títulos mudou o patamar do futebol estadual e tornou o Tigre respeitado em todo território nacional, culminando com o título da Copa do Brasil e o primeiro catarinense a conquistar no campo o direito de disputar a Libertadores da América.

Depois de sucessos e fracassos ao longo dos anos a torcida foi perdendo a força do passado e fruto das últimas más gestões se tornou resignada quando escapar do rebaixamento em competições é o máximo que se exige.

Derrotar em casa um Hercílio Luz, por exemplo, é motivo de festa, pois estes três pontos servem para manter o time na primeira divisão do campeonato estadual. 

No campeonato brasileiro, ganhar um pontinho fora de casa é também é motivo de festa, pois está fugindo do rebaixamento, mesmo que seja contra adversários da pior qualidade. A torcida deve pensar, não é necessária ambição pela vitória, vamos na segurança para não perder. Com este pensamento a torcida abandonou o estádio e hoje temos uma média de público ridícula, uma das piores de todos os tempos. 

E assim temos acompanhado o Criciúma nesta trajetória de recuperação comandada por um técnico que fez o time crescer somente a ponto de escapar da zona de rebaixamento. O campeonato tem mostrado que pelo equilíbrio entre todos, um perde e ganha sem fim, arriscando um pouco mais poderia levar o Criciúma mais para perto dos líderes e assim fazer o torcedor retornar ao Heriberto Hülse, além de resgatar sua mentalidade vencedora.  
 

João Nassif
Por João Nassif 23/09/2018 - 19:35Atualizado em 24/09/2018 - 06:41

O xadrez é um esporte, também considerado uma arte e uma ciência. Não definimos como atletas o enxadrista, mas tem que ter o necessário grau de concentração que observamos em atletas de alto rendimento e de esportes que têm o corpo como exigência para alcançar os melhores resultados.

Certamente é a modalidade que exige o maior QI (quociente de inteligência) de seus participantes, por isso os maiores enxadristas estão entre as pessoas de maior QI de todo planeta.

Gary Kasparov, considerado maior jogador de xadrez de todos os tempos, nasceu no Azerbaijão em 1963, tem, portanto, 55 anos, se tornou campeão mundial em 1985, com 22 anos, derrotando o russo Anatoli Karpov. Kasparov reinou absoluto até o ano 2000 e nenhum outro jogador ficou tanto tempo no topo do xadrez mundial. 

Gary Kasparov

Kasparov com QI de 192 pontos aparece na lista das pessoas vivas mais inteligentes do mundo. 

Há controvérsias sobre quando e onde surgiu o xadrez. Existem várias teorias sobre sua origem. Uma delas afirma que o xadrez foi criado na China em 204-203 a.C. Outra afirma que o xadrez nasceu na Índia, enfim controvérsias que atendem aos interesses de cada historiador.

Aos poucos as foram regras foram sendo modificadas e em 1475 deram origem ao jogo assim como o conhecemos nos dias atuais.

O atual campeão mundial é o norueguês Magnus Carlsen que conquistou o título em novembro de 2014 ao derrotar em Sochi na Rússia o então campeão, o indiano Vishy Anand.

Um pouco da história do xadrez que se não tem uma bola em disputa é um esporte praticado em todos os cantos do planeta.
 

João Nassif
Por João Nassif 22/09/2018 - 18:50

Foi lamentável a atitude do técnico Mazola Júnior ao abandonar o jogo em Belém ainda na metade do segundo tempo. Tenho coberto o treinador de elogios pela forma com vem conduzindo o time e do modo como saiu do rebaixamento, mas não posso concordar com atitudes covardes como de hoje contra um adversário de pouquíssimos recursos técnicos e habitante da zona do rebaixamento.

O Paysandu tem no conhecido Pedro Carmona seu articulador e não tivesse chutado uma bola na trave passaria totalmente desapercebido enquanto esteve em campo. E com a agravante de não completar um contra-ataque de três contra um no único vacilo da zaga do Criciúma. Patética atuação a exemplo do Alex Maranhão que de bom fez apenas a cobrança de escanteio que o Liel aproveitou para empatar. Os dois que se pretendiam armadores foram substituídos. 

A mudança deu mais volume de jogo ao Paysandu, mas a insistência na bola aérea esbarrou naquilo que o Criciúma tem de mais forte que é a força antiaérea. Sandro e Nino foram consagrados mais uma vez.  

Quando Mazola começou a colocar jogadores de velocidade à espera de um milagroso contra-ataque o Criciúma veio para trás com a visível preocupação de garantir o empate. Empate contra time do Z-4, convenhamos, mostrou que o técnico está muito mais preocupado com sua série invicta do que propriamente mostrar coragem para ganhar. 

Poderia com mais de vontade emplacar a quarta vitória seguida, sequência que times conseguiram nesta série B.

Agora fico em dúvida se contra o Boa na próxima rodada o espirito será o mesmo. Só lembrando que o Boa está desde a primeira rodada na zona do rebaixamento e a mais de 20 na lanterna da série B.

Não esqueci que o Criciúma mandou uma bola na trave e tomou duas do Paysandu. Bola na trave não é parâmetro para análise de comportamento. 
 

João Nassif
Por João Nassif 22/09/2018 - 14:55Atualizado em 22/09/2018 - 18:58

A Taça dos Campeões Europeus de futebol, embrião da hoje UEFA Champions League, foi disputada pela primeira vez na temporada 1955/1956.

O torneio teve a participação de 16 clubes e o campeão foi o Real Madrid que venceu na decisão o time francês Stade de Reims no Parc des Princes em Paris.

Os clubes participantes foram escolhidos pela revista francesa L’Equipe baseados na representatividade e prestigio dos clubes na Europa. Um dos escolhidos foi o Chelsea da Inglaterra que foi impedido pela Liga de Futebol Inglesa que via o torneio como intruso nas competições locais.

Entre os clubes convidados estava um representante do Sarre, protetorado desde o final da Segunda Guerra Mundial era administrado pelo França e somente em 1957 é que retornaria à República Federal Alemã. 

Na primeira fase, as oitavas de final, o Saarbrucken, clube do Protetorado do Sarre enfrentou o Milan da Itália e mesmo vencendo o primeiro jogo por 4x3 foi eliminado na partida de volta com a derrota por 4x1.

Depois de duas fases, numa das semifinais o Real Madrid eliminou o Milan depois de vencer em Madrid por 4x2 e ser derrotado na Itália por 2x1. Na outra o Stade de Reims passou pelo Hibernian da Escócia com duas vitórias, por 2x0 na França e 1x0 em território escocês.

Na final disputada em Paris em jogo único o Real Madrid venceu o Stade de Reims por 4x3.

No primeiro torneio dos Campeões da Europa foram marcados 127 gols em 29 jogos com a média de 4,38 gols por partida. Milos Milutinovic do Partizan da Iugoslávia foi o artilheiro com oito gols.
 

João Nassif
Por João Nassif 21/09/2018 - 23:44Atualizado em 21/09/2018 - 23:44

Do rebaixamento ao título foi a manchete da matéria assinada pela jornalista Michele Picolo na edição nº 2 da revista A BOLA que editei em novembro de 2006.

A matéria dizia que depois da conquista do estadual de 2005, a esperança da torcida foi reavivada. Quem sabe em breve o retorno à elite do futebol brasileiro. Não foi o que aconteceu.

Contratações equivocadas, trocas no comando técnico e falta de planejamento fizeram o tricolor ser rebaixado para a série C. O clube sofria seu maior revés.

No dia 10 de setembro de 2005 o Criciúma terminou sua participação na série B de forma melancólica. Já rebaixado perdeu para o CRB em casa por 2x1. Gritos de protesto vindos das arquibancadas ecoavam no Estádio Heriberto Hülse. Foram três meses sem futebol no Majestoso.

A matéria seguiu detalhando a temporada 2006 com o fracasso no campeonato estadual, a eliminação pelo Vasco da Gama na Copa do Brasil depois de uma virada espetacular sobre o São Caetano e a frustração pela derrota em casa para o Marcílio Dias na semifinal da criada Divisão Especial Catarinense.

Lance de Criciúma x Vitória em 2006

Depois de reformular o plantel no início do ano e com contratações pontuais antes da disputa da série C, o Criciúma iniciou sua caminhada para o retorno à segunda divisão do campeonato brasileiro. As dificuldades eram muitas, pois o campeonato foi inchado e 63 clubes entraram na disputa por apenas quatro vagas de acesso.

A fase final foi disputada por oito times com jogos em turno e returno. O time comandado por Guilherme Macuglia estava entrosado e foi vencendo seus jogos principalmente fora de casa para conquistar o acesso acompanhado do título que veio com uma estrondosa goleada sobre o Vitória da Bahia.

Um 6x0 no Heriberto Hülse com direito ao gol de Zé Carlos, goleiro que bateu com precisão uma falta e se tornando o único goleiro do clube a marcar um gol.


 

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