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* as opiniões expressas neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do 4oito
João Nassif
Por João Nassif 10/11/2019 - 18:31Atualizado em 11/11/2019 - 06:43

A Taça Libertadores da América de 1966 foi a sétima edição do torneio e apresentou uma novidade em relação às edições anteriores. A CONMEBOL, Confederação Sul-Americana de Futebol determinou que os vice-campeões de seus países filiados também participassem da competição. 

Por entender que tal mudança iria descaracterizar o torneio, Brasil e Colômbia não participaram. Por isso esta sétima edição teve a participação de apenas 17 clubes.

A Argentina teve três equipes no torneio, o Boca Juniors campeão nacional em 1965, o River Plate, vice-campeão e o Independiente por ter sido campeão da Libertadores no ano anterior.

A primeira fase foi dividida em três grupos, dois com seis e um com apenas quatro clubes com a classificação dos dois primeiros de cada grupo. A esses classificados se juntou o Independiente que divididos em duas chaves disputaram a fase semifinal. 

Na chave com quatro equipes o River Plate ficou em primeiro e classificado para a decisão. Na outra chave com três clubes o vencedor foi o Peñarol.

Para ser apurado o campeão foram necessárias três partidas. Na primeira jogando em casa o Peñarol derrotou o River Plate por 2x0. Na segunda no Monumental de Nuñez o time argentino deu o troco e venceu por 3x2.

A decisão foi novamente disputada em Santiago do Chile e o Peñarol venceu na prorrogação por 4x2 depois da partida ter terminada empatada em 2x2 no tempo regulamentar.

Com a vitória o Peñarol venceu a Libertadores pela terceira vez e adquiriu o direito de disputar novamente a Copa Intercontinental. 
 

João Nassif
Por João Nassif 10/11/2019 - 08:18Atualizado em 10/11/2019 - 08:28

Não lembro de já ter ouvido o árbitro dizer ao técnico que errou ao não validar o gol que poderia ser o de empate e que ficaria alguns dias sem dormir. Foi o que disse Wagner Reway ao técnico Roberto Cavalo, segundo palavras do próprio treinador quando na entrevista coletiva após o jogo de sábado em Recife.

Muito bem, se falou está registrado e deu amplo direito do Criciúma reclamar pelo ponto que poderia lhe dar maior esperança para escapar do rebaixamento. As polemicas da arbitragem FIFA também poderiam dar ao Sport direito de reclamar pelo gol anulado com a marcação de um impedimento inexistente.

Ilha do Retiro
Foto: 4oito.com.br (Jota Eder)

O pênalti marcado contra o Criciúma em minha opinião não existiu. No lance imediatamente anterior houve um toque no braço do zagueiro do Criciúma e o pênalti não foi marcado. Enfim, vários erros bem distribuídos entre os dois times.

Todos no Criciúma, jogadores, técnicos, dirigentes têm se agarrado numa teoria da conspiração que há uma orquestração para derrubar o time. Ouvi até um retrospecto de seis, sete jogos nos quais o time foi prejudicado.

Já afirmei diversas vezes que minha visão é outra, os erros acontecem em todos os jogos e o Criciúma não é o único prejudicado. Sábado mesmo, no fechamento da rodada o Oeste foi castigado em Pelotas com um pênalti mal marcado aos 52 minutos do segundo tempo.

Desde muito tempo, cinco anos, o Criciúma tem sido mal administrado em seu futebol e aí é que reside o problema. Já escapou do rebaixamento em temporadas anteriores, tanto no brasileiro como no catarinense, e agora quando não vence a nove jogos e está sentindo a realidade de um rebaixamento, tenta justificar nas arbitragens sua incompetência

João Nassif
Por João Nassif 09/11/2019 - 16:37Atualizado em 11/11/2019 - 06:43

A Taça dos Campeões Europeus da temporada 1965/1966 foi a 11ª edição do torneio que teve novamente a participação de 31 clubes. Depois de ter conquistado o título nas cinco primeiras edições o Real Madrid voltou a vencer e se tornou hexacampeão.

Real Madrid campeão europeu 1965/1966

Antes da primeira fase correspondente às oitavas de final foi disputada a fase preliminar que teve como destaque o Benfica de Portugal que impôs duas goleadas ao Dudelange de Luxemburgo. No primeiro jogo em Dudelange o placar foi 8x0 e no jogo de volta em Lisboa o Benfica venceu por 10x0.

Nas oitavas de final o destaque ficou por conta do Anderlecht da Bélgica que derrotou por 9x0 o Derry City da Irlanda do Norte que desistiu de jogar a partida de volta.

Nas semifinais o Real Madrid eliminou a Internazionale de Milão com vitória por 1x0 na Espanha e empate em 1x1 no Giuseppe Meazza.

Na outra semifinal o Partizan da Iugoslávia venceu o Manchester United da Inglaterra por 2x0 em Belgrado e mesmo sendo derrotado por 1x0 no segundo jogo em Manchester adquiriu o direito de disputar a partida final.

A decisão aconteceu no Estádio de Heysel em Bruxelas capital da Bélgica no dia 11 de junho de 1966 e o Real Madrid num jogo duramente disputado perante um público de 55 mil espectadores derrotou de virada o Partizan por 2x1. 

Pela segunda vez o local abrigou uma decisão da Taça dos Campeões. A primeira havia sido na final da temporada 1957/1958 quando o Real Madrid conquistou o tricampeonato derrotando o Milan por 3x2.

Novamente o Real Madrid adquiriu o direito de disputar a Copa Intercontinental contra o campeão da Taça Libertadores.
 

João Nassif
Por João Nassif 09/11/2019 - 09:27

Os resultados de ontem na abertura da rodada 34 deram vida ao Criciúma que hoje poderá até perder como diz a lógica e mesmo assim continuar vivo para escapar do rebaixamento. Irá depender apenas de suas próprias pernas.

E aí é que está o problema. Não tem conseguido fazer principalmente a lição de casa, mas a incompetência dos adversários vai lhe dando sobrevida e a esperança de que consiga nas rodadas finais os pontos para a salvação.

O nível do campeonato é tão baixo que o Criciúma que não vence a oito jogos ainda tem chances matemáticas de salvação. Por que?

Porque o lanterna São Bento com 30 pontos empatou três e perdeu quatro nos últimos sete jogos. Porque o Vila Nova, 18º colocado perdeu quatro e empatou cinco nos últimos nove jogos. Porque o Figueirense o primeiro do Z-4 empatou suas últimas quatro partidas. E porque o Londrina o primeiro fora da zona do rebaixamento foi derrotado nas últimas quatro rodadas.

Perceberam? Mesmo com sua notória incapacidade o Criciúma tem a esperança de escapar beneficiado pelo histórico recente dos seus acompanhantes nesta batalha infeliz. 

João Nassif
Por João Nassif 08/11/2019 - 23:37Atualizado em 08/11/2019 - 23:39

A Copa Intercontinental de 1965 foi decidida novamente pela Internazionale da Itália, campeã da Taça dos Campeões da Europa e o Independiente da Argentina, campeão da Taça Libertadores.

Pela primeira vez houve uma edição com confronto cujos participantes eram os mesmos da edição anterior.

Internazionale x Independiente (1965)

O time italiano que havia vencido o Independiente no ano anterior alimentava a expectativa de se tornar bicampeão., enquanto os argentinos buscavam a revanche.

Para chegar à esta outra decisão a Internazionale derrotou o Benfica por 1x0 na final da Taça dos Campeões da Europa em partida realizada em sua própria casa, o Estádio Giuseppe Meazza em Milão.

Já o Independiente conseguiu a vaga para esta decisão precisou de três jogos para derrotar o Peñarol do Uruguai. Venceu o primeiro em Buenos Aires por 1x0, foi derrotado em Montevideo por 3x1 e se tornou bicampeão da Libertadores vencendo por 4x1 em Santiago do Chile. 

Com a alternância de continentes, o primeiro jogo da Copa Intercontinental foi disputado em Milão e a Internazionale venceu no Giuseppe Meazza por 3x0 perante 60 mil torcedores.

No jogo de volta a Internazionale confirmou o bicampeonato com em empate em 0x0 no Estádio La Dobre Visera em Avellaneda diante de 55 mil espectadores.

Com a conquista da sexta edição da Copa Intercontinental de 1965 a Internazionale igualou-se ao Santos vencendo a disputa por duas vezes consecutivas. 

João Nassif
Por João Nassif 07/11/2019 - 13:38

A Taça Libertadores da América de 1965 foi a sexta edição do torneio e novamente contou com a participação de 10 clubes. O Independiente campeão da edição anterior teve vaga garantida e a Argentina teve dois participantes, pois o Boca Juniors foi o campeão nacional de 1964.

Todos os países da América do Sul estiveram presentes na Libertadores-1965, exceção feita à Colômbia não enviou representante. O Santos campeão em 1964 foi o time brasileiro no torneio.

A primeira fase foi dividida em três grupos de três equipes, ficando o campeão Independiente para entrar somente nas semifinais.

O Grupo 1 teve classificado em primeiro lugar o Boca Juniors que eliminou o The Strongest da Bolívia e o Deportivo Quito do Equador.

No Grupo 2 o classificado foi o Santos enquanto foram eliminados o Universidad de Chile e o Universitario do Peru.

E no Grupo 3 quem se classificou foi o Peñarol e eliminados o Guarani do Paraguai e o Deportivo Galícia da Venezuela. 

No emparceiramento das semifinais ficaram numa perna os dois argentinos com uma vitória para cada um. O Independiente venceu o primeiro jogo por 2x0 e o Boca Juniors o segundo por 1x0. 

Foi necessária uma partida desempate e o Independiente venceu por 4x1 se credenciando para disputar sua segunda final consecutiva da Libertadores.

Na outra semifinal o Peñarol num jogo desempate eliminou o Santos vencendo por 2x1 em Buenos Aires. No primeiro jogo o Santos venceu por 5x4 na Vila Belmiro e o Peñarol deu troco ganhando por 3x2 em Montevideo.

A final da Libertadores de 1965 também foi decidida em três jogos. No primeiro o Independiente venceu por 1x0 em Buenos Aires no estádio de Avellaneda. No segundo o Peñarol derrotou o time argentino por 3x1 em Montevideo.

Na decisão no Estádio Nacional de Santiago no Chile o Independiente conquistou o bicampeonato da Libertadores vencendo o Peñarol por 4x1.

Novamente o Independiente foi para a disputa da Taça Intercontinental enfrentar a Internazionale de Milão.
 

João Nassif
Por João Nassif 06/11/2019 - 09:57Atualizado em 07/11/2019 - 10:00

A Taça dos Campeões Europeus teve sua decima edição na temporada 1964/1965 e pela terceira vez consecutiva um time italiano conquistou o título. A Internazionale de Milão repetindo o Santos se tornou bicampeã derrotando na final o Benfica de Portugal.

Como na Taça dos Campeões o local da partida final é definido com antecedência e coincidentemente havia sido escolhido o Estádio San Siro em Milão, sede do time campeão.

Jair da Costa

O torneio começou com uma fase preliminar que apresentou pela primeira vez um time islandês, o KR Reykjavik que foi fulminado pelo Liverpool da Inglaterra num placar agregado de 11x1. Os ingleses venceram na Islândia por 5x0 e em Liverpool por 6x1. 

A maior goleada num único jogo da fase preliminar foi um 8x3 imposta pelo Lokomotiv Sofia da Bulgária sobre o Malmö da Suécia.

Depois de mais duas fases eliminatórias a Taça do Campeões chegou às semifinais e teve logo um confronto de gigantes. A Internazionale eliminou o Liverpool mesmo perdendo o primeiro jogo na Inglaterra por 3x1. No jogo de volta deu Inter que venceu por 3x0.

A outra semifinal teve o Benfica eliminando o Vasas da Hungria com duas vitórias, 1x0 em Budapest e 4x0 em Lisboa.

Na decisão na casa da Internazionale os italianos venceram os portugueses por 1x0 com gol do brasileiro Jair da Costa. Jair da Costa, ponteiro direito que havia sido bicampeão com a seleção brasileira na Copa do Mundo de 1962 no Chile.

Com o título da Taça dos Campeões da Europa na temporada 1964/1965 a Internazionale novamente se credenciou para a disputa da Taça Intercontinental e assim como havia sido na edição anterior seu adversário foi o Independiente da Argentina, campeão da Libertadores de 1965. 

João Nassif
Por João Nassif 05/11/2019 - 09:48Atualizado em 07/11/2019 - 09:53

A Taça Intercontinental de 1964 disputada entre o campeão da Taça dos Campeões da Europa e o campeão da Taça Libertadores foi a quinta edição do torneio e teve um campeão inédito.

Depois do Real Madrid, do Peñarol e do Santos bicampeão a Internazionale de Milão campeã da temporada europeia 1963/1964 derrotando o Independiente da Argentina campeão da Libertadores.

As duas equipes que decidiram a Taça chegaram pela primeira à final. A Internazionale conquistou o título europeu derrotando na final o Real Madrid por 3x1 em Viena na Áustria.

O Independiente chegou a decisão depois de vencer a Libertadores em duas partidas disputadas contra o Nacional do Uruguai. No primeiro jogo deu empate em 0x0 no Centenário em Montevideo e no jogo de volta os argentinos venceram por 1x0.

Na decisão da Taça Intercontinental a Internazionale precisou disputar uma partida extra com o Independiente para se tornar campeã. A expectativa era de um confronto com muito equilíbrio, pois ambos os clubes estavam pela primeira vez numa final de Mundial de Clubes.

Mantendo o rodizio entre os continentes o primeiro jogo foi disputado em Buenos Aires e o Independiente venceu por 1x0 em Avellaneda.

O jogo de volta foi para o Giuseppe Meazza em Milão e os italianos venceram por 2x0.

O jogo desempate foi disputado em Madrid no Estádio Santiago Bernabeu com 25 mil espectadores. Confirmando o esperado equilíbrio a Internazionale venceu o confronto por 1x0 com um gol marcado aos 05 minutos do segundo tempo da prorrogação.

Desta forma a Inter de Milão conquistou pela primeira vez a Taça Intercontinental.
 

João Nassif
Por João Nassif 04/11/2019 - 10:54

A quinta edição da Taça Libertadores da América foi disputada em 1964 com 11 clubes representantes de todos os países filiados à CONMEBOL. 

O decimo primeiro time foi o Bahia, vice-campeão da Copa do Brasil em 1963. No mesmo ano o Santos foi campeão da Copa do Brasil e como também havia sido campeão da Libertadores entrou apenas nas semifinais, abrindo a vaga brasileira para o time baiano.

Independiente 1964

O Bahia teve que disputar uma fase preliminar e foi eliminado em dois jogos pelo Deportivo Itália, ambos na Venezuela, sede de seu adversário.

A primeira fase do torneio foi disputada em três grupos de três equipes em cada um.

No Grupo 1 o classificado foi o Nacional do Uruguai que deixou eliminados o Cerro Porteño do Paraguai e o Aurora de Cochabamba, Bolívia.

O primeiro colocado do Grupo 2 foi o Independiente da Argentina com o Millonarios da Colômbia em segundo e o Alianza Lima do Peru na terceira colocação.

E no Grupo 3 o Colo-Colo do Chile se classificou para as semifinais, deixando pelo caminho o Barcelona de Guayaquil, Equador e o Deportivo Itália.
Independiente e Santos jogaram uma semifinal e deu o time da Argentina que venceu os dois confrontos, no Maracanã por 3x2 e em Avellaneda por 2x1.

O Nacional foi para a final eliminando o Colo-Colo com duas vitórias por 4x2. A primeira foi em Santiago e a segunda no Estádio Centenário em Montevideo.

O primeiro jogo da decisão foi na capital uruguaia e Nacional e Independiente empataram em 0x0. No jogo da volta em Buenos Aires o Independiente venceu por 1x0 e conquistou pela primeira vez a Libertadores da América.

Neste quinto torneio da Taça Libertadores o Independiente quebrou a hegemonia do Peñarol, campeão em 1960 e 1961 e do Santos, campeão em 1962 e 1963. O time argentino ganhou o direito de disputar a Copa Intercontinental de 1964 com a Internazionale de Milão.
 

João Nassif
Por João Nassif 03/11/2019 - 12:53Atualizado em 03/11/2019 - 12:53

É muito pesada a carga que a torcida do Criciúma tem que carregar para tirar o time do rebaixamento. Tenho acompanhado as entrevistas do técnico e de jogadores conclamando a presença de todos para ajudar o time que tem se mostrado incapaz de dar uma resposta positiva aos torcedores que estão fazendo um trabalho espetacular nas arquibancadas esperando algumas migalhas de dentro do campo.

Cada um que vai ao estádio, seja sócio ou não, mas responde ao chamamento e fazendo sua parte, pressionando árbitros, adversários e quem quer que se intrometa em sua missão. Mesmo assim não vê correspondência para atingir o clímax com uma mísera vitória.

A resposta de sábado foi emblemática. Depois de fazer o que teria que fazer durante os 90 minutos, somente poucos manifestaram contrariedade com vaias e palavras de ordem contra todos do clube ao passo que muitos, muitos mesmos, saíram do estádio resignados pensando que não adianta fazer a parte que lhes cabe e não ser recompensado.

É triste ver o semblante da impotência daqueles que realmente tem verdadeira paixão pela camisa tricolor. E o dono? Não dá para saber de seu sentimento, pois ele que se diz torcedor fica enclausurado no silêncio e não vem dar satisfações a quem realmente ama o Criciúma. 
 

João Nassif
Por João Nassif 03/11/2019 - 10:15Atualizado em 03/11/2019 - 11:13

A Taça dos Campeões Europeus 1963/1964 foi a nona edição do torneio e teve um vencedor inédito. Depois de cinco títulos do Real Madrid, de dois do Benfica e um do Milan, a Taça continuou em Milão com a vitória da Internazionale.

Com o campeão nacional do Chipre estreando na competição o torneio foi disputado por 31 clubes, incluindo o Milan campeão da edição anterior.

Na fase preliminar o destaque ficou com o PSV da Holanda que goleou por 7x1 em Eindhoven o Esbjerg da Dinamarca e do francês Monaco que em casa derrotou o AEK da Grécia por 7x2.

O Milan então campeão europeu foi eliminado nas quartas de final pelo Real Madrid que mesmo perdendo o segundo jogo em Milão por 2x0 conseguiu a classificação por haver vencido na Espanha por 4x1.

No cruzamento das semifinais o Real Madrid despachou o Zurich com duas vitorias, 2x1 na Suíça e 6x0 na Espanha. A Internazionale eliminou o Borussia Dortmund com empate em 2x2 na Alemanha e vitória no San Siro por 2x0. O brasileiro Jair da Costa marcou o segundo gol do time italiano. Jair da Costa havia sido bicampeão mundial com a seleção brasileira no Mundial de 1962 no Chile.

A decisão da Taça dos Campeões Europeus foi jogada no Praterstadion em Viena na Áustria e a Internazionale derrotou o Real Madrid por 3x1 perante 72 mil espectadores.

A Internazionale se credenciou para disputar a Copa Intercontinental de 1964 contra o Independiente da Argentina campeão da Libertadores. 
 

João Nassif
Por João Nassif 02/11/2019 - 10:40

A quarta edição da Copa Intercontinental ocorreu em 1963. Foi disputada em duas partidas regulamentadas e uma de desempate. Participaram, assim como nos outros anos, o campeão da Taça dos Campeões Europeus e o campeão da Taça Libertadores da América.

O Milan foi o primeiro clube italiano a ganhar a Taça dos Campeões da Europa em 1963 e o Santos que havia sido campeão da Libertadores também disputava o título de bicampeão da Copa Intercontinental. 

O Milan chegou à decisão do torneio depois de vencer o atual campeão Benfica na final do torneio europeu. O Santos para decidir com o Milan derrotou na final da Libertadores o Boca Juniors depois de três partidas.

Diferente do passeio do Santos sobre o Benfica na edição anterior, para vencer pela segunda vez a Copa Intercontinental o time paulista teve que disputar um jogo desempate.
Alternando os continentes o primeiro jogo foi na Itália e o Milan venceu por 4x2 no dia 16 de outubro no Estádio San Siro em Milão. Pelé marcou os dois gols do Santos e saiu contundido da partida.

No jogo de volta no Maracanã em 14 de novembro perante 133 mil torcedores numa partida dramática debaixo de muita chuva o Santos conseguiu vencer por 4x2 de virada, depois de estar perdendo por 2x0 no final do primeiro tempo 

Na volta do intervalo dois gols de Pepe, um do Almir Pernambuquinho e um Lima em pouco mais de 20 minutos o Santos definiu sua vitória forçando o jogo desempate dois dias depois.

No dia 16 de novembro em outra partida dramática o Santos conquistou o bicampeonato da Copa Intercontinental ao vencer o Milan por 1x0 com um gol de pênalti marcado pelo lateral Dalmo aos 31 minutos do primeiro tempo.

Somente depois de 18 anos o futebol brasileiro voltaria a ter um clube campeão mundial.
 

João Nassif
Por João Nassif 01/11/2019 - 10:30

A Taça Libertadores da América de 1963 foi a quarta edição do torneio sendo que das três edições anteriores duas foram vencidas pelo Peñarol do Uruguai e uma, a anterior pelo Santos.

A edição de 1963 foi disputada por nove clubes, campeões nacionais dos países filiados à CONMEBOL, exceção à Bolívia e Venezuela que não tiveram representantes. Do Brasil foram dois clubes na competição, o Santos campeão da Libertadores de 1962 e o Botafogo, vice-campeão da Copa do Brasil de 1962.

Final da Libertadores 1963

Na primeira fase oito clubes foram divididos em três grupos, dois grupos com três equipes e um com duas. Jogaram pelo Grupo 1 o Botafogo, o Alianza Lima do Peru e o Millonarios da Colômbia. O Botafogo terminou na primeira colocação.

Pelo Grupo 2 com apenas dois times o Peñarol superou o Everest do Equador. E pelo Grupo 3 o Boca Juniors foi o primeiro, o Olimpia do Paraguai o segundo e o terceiro a Universidad de Chile.

Numa das semifinais o Boca Juniors superou o Peñarol com duas vitórias, por 2x1 em Montevideo e 1x0 na Bombonera.

Na outra semifinal o Santos se classificou depois de empatar com o Botafogo em 1x1 no Pacaembu e golear por 4x0 no Maracanã.

A decisão começou no dia 04 de setembro com o Santos derrotando o Boca Juniors por 3x2 jogando no Maracanã perante 63 mil torcedores. O jogo de volta foi no dia 11 de setembro na Bombonera e o Santos venceu por 2x1 conquistando o bicampeonato da Libertadores.

Com o título o Santos se credenciou para disputar a Copa Intercontinental de 1963 contra o Milan, campeão da Taça dos Clubes Campeões da Europa.
  

João Nassif
Por João Nassif 31/10/2019 - 10:43

Estou fazendo aqui no Almanaque da Bola um resumo da forma como foram disputadas as Taças dos Campeões Europeus de Futebol e a Taças Libertadores desde suas primeiras edições. Temporada a temporada, ano a ano, busquei detalhes dos torneios cujos campeões a partir de 1960 disputaram a Copa Intercontinental.

Hoje é dia de abordar a Taça dos Campeões da Europa da temporada 1962/1963 que é a oitava edição do torneio que até então teve apenas dois vencedores, o Real Madrid campeão cinco vezes e o Benfica duas.

Esta edição começou com 30 clubes e foi necessária uma fase preliminar para que sobrassem 16 que foram para aas oitavas de final, a segunda fase do torneio. O placar mais contundente aconteceu na Inglaterra quando o Ipswich Town goleou o Floriana de Malta por 10x0.

Depois de duas fases, oitavas e quartas, ficaram para as semifinais o Milan, o Benfica, o Dundee da Escócia e o Feyenoord da Holanda. No emparceiramento o Milan eliminou o time escocês depois de vencer em Milão por 5x1 e ser derrotado na Escócia por 1x0.

 

Na outra perna das semifinais o Benfica foi à final empatando em 0x0 na Holanda e vencendo o Feyenoord em Lisboa por 3x1.

A decisão foi para Wembley em Londres e o bicampeão Benfica foi derrotado pelo Milan por 2x1. Mazzola marcou os dois gols dos italianos e Eusébio fez o gol do Benfica.

Com a vitória o Milan se credenciou para disputar a Copa Intercontinental de 1963 contra o Santos, bicampeão da Libertadores. 
 

João Nassif
Por João Nassif 30/10/2019 - 10:06

A terceira edição da Copa Intercontinental ocorreu em 1962. Já revivemos aqui no Almanaque da Bola as duas primeiras edições vencidas pelo Peñarol do Uruguai que só não foi para sua terceira disputa por ter sido derrotado pelo Santos de Pelé na final da Libertadores.

O Santos venceu a decisão da Taça Libertadores de 1962 depois de uma partida extra disputada em Buenos Aires. O placar foi 3x0 para o time brasileiro.

Na decisão regular o Santos venceu o primeiro em Montevideo por 2x1 e foi derrotado na Vila Belmiro por 3x2.

O Benfica, campeão da Taça Europeia de Clubes Campeões foi para a decisão da Intercontinental depois de derrotar o Real Madrid no Estádio Olímpico de Amsterdam por 5x3 na decisão da temporada 1961/1962.

Santos no Estádio da Luz

Se o Santos tinha Pelé, o Rei do futebol, o Benfica contava com Eusébio, o Pantera Negra, seu maior jogador.

O primeiro jogo da Copa Intercontinental foi disputado no Maracanã com mais de 85 mil torcedores e o Santos venceu por 3x2 com dois gols de Pelé e um de Coutinho. Eusébio não marcou e os dois gols do time português foram do meia Santana.

O jogo de volta, em Lisboa no Estádio da Luz, os mais de 70 mil presentes viram uma das maiores exibições de Pelé & Cia. O Santos impôs uma goleada de 5x2 com três gols de Pelé, um de Coutinho e outro do ponteiro esquerdo Pepe. Eusébio e Santana marcaram para o Benfica.

O Santos foi o time brasileiro que conquistou pela primeira vez o título da Copa Intercontinental.  
 

João Nassif
Por João Nassif 29/10/2019 - 20:24

NOVO TORNEIO

A FIFA já decidiu que o Mundial de Clubes a partir de 2021 será disputado por 24 clubes das suas seis Confederações filiadas. As vagas também já foram distribuídas, são oito vagas para a UEFA (Europa), seis vagas para a CONMEBOL (América do Sul), três vagas para a CONCACAF (América do Norte, Central e Caribe), três vagas para a CAF (África), três para AFC (Ásia) e uma vaga que será disputada por um clube da OFC (Oceania) e um clube da China (país anfitrião). O novo Mundial de Clubes irá substituir a Copa das Confederações de será disputado a cada quatro anos, sempre no ano anterior à Copa do Mundo.

CONMEBOL

Abordei a alguns dias que a Confederação Sul-Americana havia definido que quatro das seis vagas seriam dos campeões da Libertadores e da Taça Sul-Americana de 2019 e 2020, ficando em aberto as outras duas que, de acordo com a entidade seriam disputadas num torneio envolvendo todos os clubes campeões da Libertadores desde sua primeira edição. Este torneio chamado de Supercopa da Libertadores seria realizado entre dezembro e janeiro de 2020

CBF

A Confederação Brasileira de Futebol alega falta de datas, pois pelo calendário dezembro é o mês destinado às férias dos jogadores e janeiro é o mês da pré-temporada. Quer dizer, no calendário atual não existe a possibilidade dos 10 clubes brasileiros participarem da Supercopa da Libertadores. A solução é mexer no calendário.
 

CLUBES

Todos os 10 clubes brasileiros que já conquistaram a Libertadores são conscientes que um torneio desta magnitude com grandes confrontos seria altamente rentável, com forte apelo popular, além de maior nível técnico comparando, por exemplo, com os falidos campeonatos estaduais. Então, por que insistir em manter o calendário atual e não o alterar para seguir o modelo aplicado no mundo todo? Os clubes têm obrigação de bater de frente com a CBF e com as Federações que exigem os campeonatos estaduais alegando ser sua única forma de sobrevivência.

OUTROS CLUBES

Existem centenas de clubes pelo país que têm nos estaduais suas únicas competições. Milhares de jogadores dependem dos campeonatos estaduais para suas sobrevivências, acabar com os estaduais criara um enorme problema social. É verdade. O que me deixa intrigado é que a milionária CBF não está nem aí para questões que fogem da seleção brasileira, sua fonte milionária de receita. Com toda esta receita a entidade poderia perfeitamente propor o enxugamento dos estaduais e criar mais divisões no futebol brasileiro para dar calendário a muitas equipes e garantir o emprego de milhares de profissionais.

MATANDO A VACA

Não é justo que os grandes clubes deixem de arrecadar milhões para garantir a sobrevivência de outros. A CBF tem obrigação de cuidar de todos filiados, grandes ou pequenos e adequar um calendário racional à necessidade de todos. E não agradar as Federações cujos presidentes garantem o “status quo” desde muito tempo.
 

João Nassif
Por João Nassif 29/10/2019 - 10:02

A Taça Libertadores da América de 1962, originalmente denominada Copa dos Campeões da América pela CONMEBOL, iniciou-se com nove equipes divididas em três grupos de três equipes cada. A Venezuela não teve representante neste que foi o terceiro torneio da competição. 

Foi a primeira edição a contar com uma fase de grupos. Os campeões de cada grupo avançaram para as semifinais, que contou com a presença do Peñarol, campeão da edição anterior.

Nesta fase de grupos os nove times foram alinhados em três grupos e somente o primeiro colocado avançava para as semifinais.

No Grupo 1 o Santos chegou na frente do Cerro Porteño do Paraguai e do Deportivo Municipal da Bolívia. No Grupo 2 o classificado foi o Nacional do Uruguai, enquanto o Racing da Argentina e o Sporting Cristal do Peru foram eliminados e no Grupo 3 o vencedor foi a Universidad Católica do Chile com Emelec do Equador em segundo e Millonarios da Colômbia em terceiro.

Estes três classificados se juntaram ao Peñarol para disputar as semifinais que indicariam os finalistas. O Santos passou pelo time chileno e no confronto entre os uruguaios quem se deu bem foi o Peñarol.

Finalistas definidos o primeiro jogo da decisão foi em Montevideo e o Santos venceu por 2x1. No jogo de volta na Vila Belmiro o Peñarol deu o troco e venceu por 3s2.

Foi necessária uma partida desempate e no dia 30 de agosto de 1962 no Monumental de Nuñez em Buenos Aires o Santos venceu por 3x0 e se tornou o primeiro time brasileiro campeão da Taça Libertadores. E mais, adquiriu o direito de disputar com o Benfica a Copa Intercontinental de 1962.
 

João Nassif
Por João Nassif 28/10/2019 - 10:25

A Taça dos Campeões de Futebol da Europa da temporada 1961/1962 foi a sétima edição do torneio e disputada por 29 clubes. O Benfica campeão da edição anterior entrou no torneio somente depois da fase preliminar e pela primeira vez o campeão nacional de Malta disputou a competição.

Na fase preliminar o destaque ficou com o B 1913 campeão da Dinamarca que impôs no agregado o placar de 15x2 no Spora Luxemburgo. O jogo de ida terminou em 6x0 na casa do Spora e o da volta foi 9x2 na Dinamarca.

Na primeira fase, as oitavas de final, o Benfica eliminou o Áustria Vienna e o B 1913 goleador na fase anterior sofreu uma estrondosa goleada do Real Madrid que venceu na Dinamarca por 3x0 e em Madrid por 9x0.

Benfica bicampeão europeu

Entre as quatro equipes das semifinais estavam o Benfica campeão da última Taça dos Campeões e o Real Madrid que buscava recuperar o título depois de ter sido campeão cinco vezes consecutivas. 

O Benfica enfrentou o Tottenham da Inglaterra e passou para a final com vitória por 3x1 em Lisboa e derrota em Londres por 2x1. 

Por sua vez o Real Madrid derrotou o Standard Liège da Bélgica com duas vitórias, a primeira no Santiago Bernabeu por 4x0 e no jogo de volta em Liège por 2x0.

A final foi disputada no Estádio Olímpico de Amsterdam na Holanda onde 65 mil espectadores viram o Benfica conquistar o bicampeonato da Taça dos Campeões da Europa. 

Foi uma partida espetacular entre dois especialistas nesta competição. O Real saiu na frente e rapidamente fez 2x0, o Benfica empatou e o time espanhol ficou novamente à frente fazendo 3x2, placar do primeiro tempo.

Na segunda etapa com uma exibição sensacional de Eusébio, o maior jogador português da história, que marcou dois gols o Benfica fechou o marcador em 5x3.

Campeão, novamente o Benfica se credenciou para disputar a Taça Intercontinental de 1962 contra o Santos, campeão da Taça Libertadores.

João Nassif
Por João Nassif 27/10/2019 - 13:27

A segunda edição da Taça Intercontinental foi disputada em 1961 entre o campeão da Taça dos Campeões de Futebol da Europa e o campeão da Taça Libertadores da América.

Para chegar à esta decisão o Benfica campeão europeu pela primeira vez derrotou o Barcelona por 3x2 numa final histórica. O Peñarol venceu a Taça Libertadores pela segunda vez consecutiva derrotando o Palmeiras em dois jogos, vencendo o primeiro por 1x0 em Montevideo e empatando o segundo em 1x1 em São Paulo.

O primeiro jogo da decisão da Taça Intercontinental foi disputado em Lisboa e o Benfica venceu por 1x0.

O segundo jogo foi realizado em Montevideo e o Peñarol imprimiu uma goleada histórica ao vencer por 5x0, depois de fazer 4x0 ainda no primeiro tempo. Com a vitória do time uruguaio houve necessidade de uma partida desempate.

Em 19 de setembro, dois dias após a impressionante goleada, novamente no Estádio Centenário na capital uruguaia perante 60 mil torcedores o Peñarol voltou a vencer, agora por 2x1, placar definido ainda no primeiro tempo.

Suportando na segunda etapa uma forte pressão do time português o Peñarol conseguiu manter a vantagem e conquistou o título de melhor time do mundo em 1961.  
 

João Nassif
Por João Nassif 27/10/2019 - 09:01

Diferente de outros esportes o futebol tem uma imprevisibilidade própria que em questão de minutos, segundos, altera toda a tendência que vai sendo criada no transcurso de uma partida.

O que vi sábado no Scarpelli foi algo impensável pelo que o jogo estava mostrando, jogo aliás de uma pobreza técnica no qual tanto o Figueirense como o Criciúma não mereciam vencer. Erros, muitos erros de ambos mostravam o motivo dos dois times estarem enfiados no Z-4 e sem maiores perspectivas de reação para escapar do rebaixamento.

Foto: Patrick Floriani/FFC

Por razões que somente o futebol proporciona o Figueirense conseguiu fazer o primeiro gol aos 45 minutos no único chute ao gol dos dois times, bonito gol na única jogada lucida em toda primeira etapa. Fez o segundo no início do segundo tempo numa falha do Criciúma pelo lado esquerdo e uma rebatida do goleiro nos pés do atacante deixando a forte impressão de jogo decidido.

Após o segundo gol começou a festa no estádio com os 15 mil torcedores do Figueirense em estado de êxtase, cantando e pulando o tempo todo, o chute do lateral do time na trave do Luiz aumentou ainda mais a euforia e todos davam como certa a vitória e a saída da zona do rebaixamento.

Entrou um atacante, Yuri Mamute, que executou algumas pedaladas para alegria dos torcedores, foi executada a “ola”, celulares acesos em toda extensão das arquibancadas, enfim grande festa no estádio aguardando apenas o apito final.

Faltou combinar com o Léo Gamalho.

Quando faltavam pouco mais de 10 minutos para o final, um chute despretensioso, quase sem convicção desviou num zagueiro e tirou o goleiro da jogada com a bola entrando mansamente e fazendo os torcedores calarem e apagarem os celulares.

O Figueirense sentiu o golpe e numa falta cavada longe da área permitiu ao Criciúma executar a forma única que consegue para chegar ao gol. Bola alta com a zaga adversaria batendo cabeça e o empate trazendo justiça ao péssimo jogo de dois times combalidos nesta reta final de campeonato.

Além do jogo, a briga entre torcedores do Tigre foi a outra nota lamentável de um sábado em um estádio de futebol.
 

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