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* as opiniões expressas neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do 4oito
João Nassif
Por João Nassif 13/11/2020 - 13:47Atualizado em 13/11/2020 - 13:53

Thiago Ávila *

Nesse final de semana a Porsche Cup termina sua temporada do campeonato de Sprint, em Interlagos. O nosso piloto criciumense André Gaidzinski busca a melhor posição possível na classificação. 

No momento, ele é o sétimo colocado, muito próximo na pontuação de Georgios Frangulis e Danilo Menossi. Essa etapa também é muito especial para o criciumense, que em 2018 conquistou o segundo lugar na preliminar do GP do Brasil, e ficou muito próximo de subir no degrau mais alto do pódio para mais de 50 mil pessoas.

Por conta da pandemia, foi um ano atípico para o esporte à motor como um todo, mas na Porsche Cup foram dez corridas realizadas ao longo de três meses. Tudo para preencher o calendário que ficou parado por quase meio ano. 

“Nas últimas três etapas da Sprint estamos fazendo três corridas por etapa, isso ficou corrido, os pilotos sentiram também, porque tem um desgaste muito grande. Tem treinos na quinta-feira, sexta de manhã, duas sessões de classificação, depois sábado mais duas corridas”, comentou o piloto.

André também falou sobre seu treino no simulador e como isso ajuda nas pistas. “Hoje o simulador é praticamente um cockpit de um carro de corrida. Mesmo sendo virtual, ele tem uns toques muito realistas, a própria imagem que a gente enxerga no para-brisa de dentro do carro para fora é bem perfeito. Ele ainda passa todas as ondulações, e tudo o que acontece na pista a gente sente na mão, como se estivesse guiando um carro de verdade”.

A classificação acontece nessa sexta à uma da tarde, com a primeira corrida às 16:15. E no sábado, a partir das 10 da manhã tem a segunda corrida com transmissão do SporTV.

* Jornalista
 

João Nassif
Por João Nassif 13/11/2020 - 09:25

Um dos jornalistas mais folclóricos do Brasil foi inegavelmente o saudoso Joao Saldanha. Quando foi técnico da seleção brasileira nas eliminatórias para a Copa do Mundo do México em 1970 e o regime vigente na época era a ditadura militar, o presidente de plantão era Garrastazu Médici que invocando seus poderes exigiu a convocação do atacante Dario, o Dadá Maravilha, um dos maiores artilheiros do país em atividade.

Joao Saldanha lascou: “quando o Médici escala seus ministros não dou palpite, então ele que não se meta a escalar a seleção”.

Presidente da Republica só manda na tribuna

Não foi a primeira vez no Brasil em que houve este conflito. Em 1927 numa partida entre paulistas e cariocas disputadas em São Januário, ao lado das 50 mil pessoas que se espremiam pelas arquibancadas estava na tribuna de honra de casaca e cartola o então presidente da República Washington Luís.

Jogo vai, jogo vem e foi marcado um pênalti contra os paulistas que indignados iam abandonar o campo. Jogo parado, o presidente chama seu oficial de gabinete e manda uma ordem para que o jogo continue. Ordem do presidente da República. O oficial obedece, desce até o gramado e a notícia do reinício do jogo se espalha por todo o estádio.

Um jogador da seleção paulista, Feitiço que nem era capitão do time deu a resposta curta e grossa: “o doutor Washington Luís manda lá em cima, na tribuna de honra, aqui em baixo sou eu é quem manda”. E para mostrar que não era conversa fiada tirou de campo todo o time paulista. Ao presidente da República não restou alternativa que não ir para casa ofendidíssimo. 

Por causa deste episódio o Brasil não foi às Olimpíadas de 1928, pois Washington Luís negou a subvenção à CBD.
 

João Nassif
Por João Nassif 12/11/2020 - 12:10

Não é comum assistirmos em Copas do Mundo resultados extravagantes que se transformam em goleadas. O futebol atualmente está muito equilibrado e a expressão “não tem mais nenhum bobo no mundo”, cabe perfeitamente pelo que estamos vendo. As nações com futebol emergente têm exportado seus principais jogadores que vão adquirindo experiência e aprendendo como jogar contra equipes do primeiro mundo.  

Por isso os resultados são mais apertados com a diferença de qualidade diminuindo a cada dia. Pesquisando as Copas do Mundo, encontrei poucas goleadas ao longo da história, mesmo na época em que a diferença entre as seleções era bem maior. 

O maior resultado, se apontarmos para a diferença de gols aconteceu na Copa de 1982 disputada na Espanha. A Hungria aplicou um contundente 10x1 na seleção de El Salvador, tornando este placar a maior goleada registrada nas 21 edições do torneio. 

Ainda pela diferença de gols a história registra dois 9x0, o primeiro em 1954 da Hungria sobre a Coréia do Sul e da Iugoslávia em cima do Zaire em 1974.

8x0 aconteceu também em três edições do mundial. Em 1938 a Suécia venceu Cuba, 1950 o Uruguai detonou a Bolívia e em 2002 a Alemanha fez o mesmo com a Arábia Saudita.

Com uma diferença de sete gols, as Copas registraram 7x0 em três oportunidades: em 1954, vitória da Turquia sobre a Coréia do Sul, em 1974 da Polônia sobre o Haiti e em 2010 a vitória de Portugal sobre a Coreia do Norte.

O jogo que mais teve gols numa Copa do Mundo foi entre Áustria e Suíça em 1954, com vitória dos austríacos por 7x5. Com 11 gols, também em 1954 a Hungria venceu a Alemanha Ocidental por 8x3.

João Nassif
Por João Nassif 12/11/2020 - 08:25

Thiago Ávila *

A Fórmula 1 retorna a Istambul neste final de semana, para a 14ª etapa da temporada, o GP da Turquia. O circuito está fora do calendário desde 2011 e retornou devido a pandemia do coronavírus, que forçou a categoria a trazer pistas que não estavam previstas.

Felipe Massa é o recordista de vitórias, com 3 triunfos entre 2006 e 2008, incluindo sua primeira vitória na carreira. A pista tem 5.300 metros e 14 curvas, com 58 voltas de prova, e a volta ideal deve ficar em torno de 1m24s.

Lewis Hamilton poderá ser campeão já neste final de semana. São 85 pontos de vantagem sobre Valtteri Bottas, com 104 pontos em disputa. O hexacampeão precisa manter uma margem de pelo menos 78 pontos sobre o finlandês para confirmar o hepta com três provas de antecedência. Para o ‘padrão Hamilton’, a tarefa é simples: terminar à frente de Bottas em qualquer circunstância. Isso ele já vem fazendo há três provas seguidas, e durante o ano inteiro perdeu apenas três vezes. Se Bottas vencer a corrida, Lewis precisa terminar em segundo com a volta mais rápida, e assim encerra todas as chances mínimas do “plano infalível de Valtteri”.

Em situação totalmente oposta, temos Alex Albon. O tailandês não pontua desde o GP da Rússia, quando teve um discreto 10º lugar. Christian Horner, chefe de equipe da Red Bull, já afirmou que Alex precisa mostrar resultados nas últimas corridas se quiser permanecer na equipe para 2021, já que pilotos experientes como Nico Hulkenberg e Sergio Pérez já estão em negociação para pegar o segundo assento na equipe austríaca. 

Não só para permanecer na equipe, mas para continuar na Fórmula 1. Yuki Tsunoda, 3º na Fórmula 2, é um forte candidato para pegar a vaga na AlphaTauri, que seria o único carro disponível para Albon caso não fique na Red Bull. Portanto, essas quatro últimas provas são essenciais para o futuro do tailandês.

* Jornalista

João Nassif
Por João Nassif 11/11/2020 - 11:16Atualizado em 11/11/2020 - 11:16

Quem já teve oportunidade de assistir a um jogo da Chapecoense há de concordar comigo sobre a força defensiva do time comandado por Umberto Louzer. Não existe no país um time que sofre menos gol que a Chape, não por acaso nesta temporada a melhor defesa do futebol brasileiro. Na série B são apenas cinco gols sofridos em 21 jogos.

Umberto Louzer (Foto: Globo Esporte)

Esta muralha defensiva começa com os atacantes marcando atrás da chamada linha da bola, normalmente no campo de defesa. Os volantes e meias povoam a intermediária e saem para dobrar a marcação pelos lados dificultando o ataque adversário chegar à linha de fundo. Isto obriga, pela falta de paciência, cruzamentos da linha intermediaria para consagração dos zagueiros, duas torres imbatíveis pelo alto.

E como também não falta ambição, na retomada da bola a saída é executada com muita velocidade e quase sempre com espaços para os alas e meias encontrarem os atacantes em condições de finalização.

O ataque não é muito positivo, são até agora apenas 22 gols, mas a Chapecoense já acumula 12 vitórias sendo nove por 1x0, oito empates e apenas uma derrota. Na Arena Condá a Chapecoense sofreu apenas um gol e somente uma vez sofreu dois gols num mesmo jogo. Foi em Cuiabá na única derrota quando perdeu por 2x1. 

O modelo é simples, idealizado pelo técnico. Os jogadores compraram a ideia e a executam com muita entrega. Com 44 pontos já tem uma distância de 13 pontos sobre o quinto colocado, quer dizer, com o acesso praticamente garantido e muito provável como campeão da série B.
 

João Nassif
Por João Nassif 11/11/2020 - 08:50

Garrincha, batizado Manoel dos Santos, nasceu com as pernas tão tortas que até impressionaram a parteira dona Leonor. Seu nascimento foi no dia 28 de outubro de 1933 na Rua do Chiqueiro em Pau Grande, município de Magé no Estado do Rio de Janeiro.

Campo da Cia. América Fabril-Pau Grande

Garrincha foi o quinto filho de Amaro Francisco dos Santos que era guarda da Companhia América Fabril que sustentava toda Pau Grande. O menino, bisneto de índios fulniôs, cresceu solto, andando descalço pelo mato, montando cavalo em pêlo e nadando no rio Inhomirim.

Amaro, o pai, era um homem simples, mas extravagante. Suas duas maiores paixões eram mulher e bebida. Além dos nove filhos de seu casamento, estima-se que ele era pai de, no mínimo, 25 crianças na região. Mulheres solteiras ou casadas, jovens ou idosas, nada escapava da volúpia do seu Amaro. Que, certamente, passou essas duas paixões para seu filho Garrincha.

As matas de Paulo Grande eram povoadas de garrinchas, para alegria de Manoel, cuja maior diversão era matar passarinhos. Garrincha é o nome que, no Nordeste, se dá à cambaxirra, pequeno pássaro marrom que canta bonito, mas não se adapta ao cativeiro.

Aos 14 anos o moleque começou a trabalhar na América Fabril. Começou como varredor, passou a carregador de equipamento, mas nunca chegou a ser um bom funcionário. Faltava muito, chegava atrasado e tinha o hábito de dormir nas caixas de algodão.

O primeiro teste de Garrincha em um time grande aconteceu em 1950 quando ele foi levado ao Vasco da Gama por um diretor da América Fabril. Ele tinha 17 anos. Mas, esta já é uma história que fica para outra vez.
 

João Nassif
Por João Nassif 10/11/2020 - 16:54Atualizado em 10/11/2020 - 16:58

O diretor executivo, ex-técnico, Edson Gaúcho tem muito a recordar de suas várias passagens pelo Criciúma, mas certamente a que mais marcou sua carreira, para não dizer sua vida foi em 2002 quando conquistou de forma inquestionável o campeonato brasileiro da série B.

Pude, juntamente com o Denis Luciano e o Mário Lima, conversar longamente com ele na Rádio Som Maior FM e depois da resenha habitual com quem tem história no clube, falamos sobre seu retorno e os desafios que terá pela frente.

Foto: Luana Mazzuchello / 4oito

Voltou a pedido do presidente Jaime Dal Farra que mais uma vez delega as explicações sobre o momento do time e com muita fé na classificação para a segunda fase do campeonato, mesmo sabendo das dificuldades em conquistar as quatro vitórias necessárias para se colocar em definitivo no G-4 da chave.

Sua experiência pode ser um motivador aos atletas, o próprio Edson afirmou que sentem a pressão e que a falta de resultados vai aumentando esta pressão absurda sobre um time que era tido como classificado pela baixa qualidade dos adversários. No andamento da competição o Criciúma também entrou na rota das derrotas e agora a situação beira as raias do desespero.

Mas, com muita fé no trabalho, principalmente do técnico Itamar Schülle, e na retomada das vitórias o diretor executivo acredita numa classificação e depois a disputa final para o retorno do time a série B do campeonato brasileiro.

João Nassif
Por João Nassif 10/11/2020 - 11:50

Thiago Ávila *

A Fórmula 1 confirmou na manhã desta terça-feira o calendário de corridas para 2021. Serão 23 etapas, um número recorde, iniciando dia 21 de março em Melbourne, na Austrália, e encerrando em Abu Dhabi dia 5 de dezembro.

Sobre o GP do Brasil, depois de muita demora, Rio de Janeiro foi descartada do planejamento. O autódromo de Deodoro, que estava orçado em mais de R$ 800 milhões, não havia sequer começado a ser construído. Outra situação são as questões ambientais. Segundo o estudo de impacto ambiental, a região cedida pelo exército em Deodoro é uma área de mata atlântica, a Floresta do Camboatá, que tem 170 hectares, dos quais 55 deverão virar área construída, totalizando 70 mil árvores derrubadas. A Fórmula 1, então, optou por manter o tradicional circuito de Interlagos.

Em relação às novas pistas, teremos Zandvoort, na Holanda, e Jeddah, que irá realizar o GP da Arábia Saudita. Vietnã, que estava previsto para o calendário deste ano, agora foi excluída por questões políticas e deve ser substituída por Istambul, Ímola ou Portimão.

* Jornalista

João Nassif
Por João Nassif 10/11/2020 - 08:30

O atacante argentino Mario Kempes e o técnico César Luís Menotti protagonizaram na Copa do Mundo de 1978 um episódio muito simples, mas que mostra com clareza como a superstição convive com o futebol.

Na época do Mundial Kempes usava um elegante bigode em forma de ferradura e cabelos longos e soltos. O técnico preocupado pelo fato de seu atacante titular não ter marcado um gol sequer na fase de grupos, lhe fez uma sugestão.

Menotti frisou que quando visitou o atacante na Espanha antes da Copa, Kempes estava barbeado e sem bigode e marcava seguidos gols pelo Valencia. Sugeriu que Kempes tirasse o bigode para ver se lhe traria sorte naquela Copa.

Dito e feito, Kempes acatou a sugestão de seu treinador, tirou o bigode e desandou a marcar gols nas fases seguintes do Mundial. Na segunda fase marcou logo dois contra a Polônia na vitória por 2x0 e fez mais dois naquele misterioso jogo contra o Peru quando os donos da casa venceram por 6x0.

Na decisão contra a Holanda Mário Kempes marcou mais dois se tornando o artilheiro daquela Copa do Mundo.

Meses depois Kempes comentou que o seu bigode tinha que ser esquecido e o Mundial foi um novo capítulo em sua vida.
 

João Nassif
Por João Nassif 09/11/2020 - 12:59

Thiago Ávila *

A Nascar realizou a sua final neste final de semana. Depois de 36 corridas disputadas ao longo de nove meses, quatro pilotos chegaram ao oval de Phoenix com chances iguais de levar o título.

Joey Logano, de 30 anos, piloto do Ford Mustang #22 da Penske, campeão de 2018; Brad Keselowski, 36 anos, #2, também da Penske, campeão de 2012; Danny Hamlin, 39, pilotando um Toyota Camry #11 da Joe Gibbs, vice-campeão de 2010; e Chase Elliott, de 24 anos, correndo com o Camaro #9 da Hendrick Motorsports, pela primeira vez disputando uma decisão da Nascar Cup Series.

Este último largaria na pole position se não tivesse sido pego com uma irregularidade na inspeção pré-corrida e obrigado a largar em penúltimo. Saindo de 38º, o piloto do #9 simplesmente voou e em menos de 20 voltas já estava entre os dez primeiros. Enquanto isso, Logano, Hamlin e Keselowski dividiam a liderança bem à frente dos demais.

O piloto do carro #22 venceu o primeiro segmento de ponta a ponta, só que não teria tanta facilidade na segunda parte. Depois da saída do Safety Car, Elliott relargou em oitavo e não demorou para estar entre os quatro líderes. Com 45 voltas de segmentos, Logano perdeu o rendimento do carro e Hamlin se aproximou. O piloto do #9 fez dupla ultrapassagem e assumiu a liderança pela primeira vez.

Keselowski cresceu no final do segmento. Depois de uma bandeira amarela provocada pela batida de James Davison há 30 voltas do fim da segunda parte, o piloto do carro #2 pulou de sexto para segundo e duelou com Elliott até conseguir assumir a liderança na última volta antes da bandeira amarela programada. O ‘bad Brad’ foi extremamente inteligente na ultrapassagem, ficando na cola de Chase por dez voltas e dando o bote apenas na última curva para levar o segmento.

Porém nas últimas 100 voltas da corrida não teve outro, foi Elliott quem mandou. Ele até chegou a perder posição para Logano nos boxes, mas com um carro extremamente veloz, logo retomou a liderança. Novamente o piloto do #2 cresceu na reta final, assumiu a vice-liderança e tirou a diferença que chegou a ser de cinco segundos, mas ninguém chegou perto de tirar a vitória do jovem de 24 anos.

O seu dia chegou, Chase Elliott! Em cinco temporadas como piloto titular da Nascar Cup Series, ele repete o feito do pai Bill Elliott 32 anos depois. 

Com 24 anos e 11 meses, ele é o terceiro piloto mais jovem a levar um título da principal categoria da Nascar, ficando atrás de Bill Rexford e o tetracampeão Jeff Gordon.

Se um jovem campeão surge, um histórico hepta se vai. Jimmie Johnson, aos 45 anos, se retirou das pistas da Nascar neste domingo com uma quinta colocação, e agora se junta ao grid da Fórmula Indy para disputar a temporada 2021 pela equipe Chip Ganassi..

* Jornalista


 

João Nassif
Por João Nassif 09/11/2020 - 08:02

Uma das superstições do futebol é a lenda do “sapo enterrado” quando um time fica anos sem ganhar um campeonato.

Esta história do “sapo enterrado” vem desde o final de 1937 quando jogaram no dia 29 de dezembro pelo campeonato estadual o pequeno Andarahy, em seu campo, contra o já poderoso Vasco da Gama.

Os vascaínos demoraram algumas horas para chegar ao local do jogo em virtude do ônibus ter quebrado. Os dirigentes do Andarahy não quiseram pedir W.O. e esperaram a chegada do adversário numa noite chuvosa.

Arubinha, ponteiro esquerdo do time da casa pediu antes do jogo que os jogadores do Vasco retribuíssem a gentileza e não humilhassem o Andarahy. De nada adiantou o Vasco foi implacável e venceram por 12x0 sem piedade dos oponentes que esperaram tanto tempo debaixo de chuva.

Arubinha, enfurecido, ajoelhou-se no campo e pediu aos céus que o Vasco ficasse 12 anos sem ganhar um título, como punição pelo ato espúrio daquela noite. E assim aconteceu o Vasco não ganhou mais nada a partir daquele dia. A cada título perdido vinha a lembrança do Arubinha.

De repente veio a sugestão que Arubinha havia enterrado um sapo no gramado de São Januário. O campo foi literalmente revirado e nada do sapo aparecer. O Vasco procurou o próprio Arubinha para que ele revelasse a localização do sapo.

O jogador afirmou que não havia enterrado nenhum sapo, mas retirou a praga. No mesmo ano, 1945 o Vasco foi campeão carioca e o sapo nunca foi encontrado.
 
 

João Nassif
Por João Nassif 08/11/2020 - 13:38

Reza a lenda que na reunião do conselho arbitral que definiria o regulamento do Campeonato Paulista de 1943, os presidentes dos times debateram normas e mais normas, detalhes após detalhes e encerraram a discussão. 

Foi então que um dirigente ou repórter teria afirmado que nada daquilo seria necessário, que bastaria jogar ao ar uma moeda para definir o vencedor daquele ano. 

Se ao cair desse cara, o campeão seria o Corinthians, se desse coroa, o Palmeiras. até então os tradicionais favoritos para a conquista do título.

Após esta manifestação alguém perguntou pelo São Paulo um clube da capital paulista que ainda não havia adquirido o status de grande time. Diz a lenda que um dos jornalistas presentes ou alguém que representava o São Paulo havia dito que o Tricolor só seria campeão se a moeda caísse de pé.

Ofendidos os dirigentes são-paulinos correram para contratar vários reforços de primeiro nível do futebol brasileiro e um argentino de nome Sastre que foi o condutor do time até a partida final.

No dia 03 de outubro de 1943 depois de grande campanha o São Paulo empatou em 0x0 com o Palmeiras no Pacaembu e a moeda caiu em pé. O São Paulo foi campeão paulista pela segunda vez em sua história, a primeira havia sido em 1935.

João Nassif
Por João Nassif 08/11/2020 - 09:19

Ficar depois de cada jogo do Criciúma repetindo os desastres que têm sido vistos, cansa e não se observa nada que possa gerar algum comentário positivo.

O técnico Itamar Schülle tem exaltado os muitos treinamentos e o esforço dos jogadores, mas ao mesmo tempo em suas manifestações deixa nas entrelinhas a falta de qualidade no momento decisivo do arremate ao gol adversário. Por isso ainda espera um reforço para o ataque.

Volta Redonda x Criciúma (Foto: Celso da Luz/CEC

Deixando de lado o aspecto técnico que não sugere melhoras, pois o ritmo do time é o mesmo em todo campeonato, quero frisar o que é necessário para o futuro não se transformar numa catástrofe definitiva.

Com apenas 17 pontos e um aproveitamento de 40% em 14 jogos, na sexta posição, o Criciúma terá obrigatoriamente que vencer os quatro jogos que restam para ultrapassar no limite os 28 pontos que têm sido a pontuação necessária para a classificação, de acordo com o histórico da chave do sul do campeonato brasileiro da série C.

Qualquer tropeço que não permita o time chegar aos 28 pontos, para avançar no campeonato o Criciúma ficará na dependência de tropeços de seus adversários diretos, o que convenhamos não o deixa numa situação confortável.

A tabela deixa ainda mais dúvidas sobre o futuro. Com três jogos por fazer no Heriberto Hülse, apenas um é confronto direto, o Ituano na próxima rodada. O time paulista é o quinto colocado e mesmo vencendo o Criciúma não terminará a rodada 15 no G-4. Os outros jogos serão contra Ypiranga e Brusque que estão muito próximos da classificação. O Ypiranga tem 24 e o Brusque 27 pontos e um jogo a menos.

No único jogo que fará fora de casa o Criciúma enfrentará o São José em Porto Alegre
 

João Nassif
Por João Nassif 07/11/2020 - 08:59

O Campeonato Acreano de Futebol teve a primeira edição com equipes profissionais somente a partir de 1989. Até então os campeonatos estaduais eram disputados por equipes amadoras cujos campeões não participavam de competições nacionais promovidas pela CBF.

Atlético Acreano

O primeiro campeão foi o Juventus, clube de Rio Branco capital do Estado que foi eliminado na primeira fase pelo Rio Negro do Amazonas.

Na era amadora do futebol acreano as duas primeiras competições foram organizadas pela Liga Riobranquense de Futebol em 1919 e 1920.

A partir de 1921 até 1946 foi a Liga Acreana de Esportes Terrestres quem organizou os campeonatos com todos os clubes sediados na capital Rio Branco.

Com a criação da Federação Acreana de Desportos a partir de 1947 os campeonatos foram sendo organizados por esta entidade até que em 1989, já como Federação de Futebol do Estado do Acre, iniciou a era profissional, inclusive com a inscrição na CBF no ano de sua fundação.

Os 10 clubes que participam do campeonato sete são da capital Rio Branco, os demais são de Porto Acre, Plácido de Castro e Cruzeiro do Sul.  

João Nassif
Por João Nassif 06/11/2020 - 11:12

O campeonato catarinense de 1959 foi disputado por 26 clubes no formato da época que dividia e estado em regiões e cada uma delas selecionava dois representantes para a fase estadual do campeonato.

Paula Ramos

Pela Zona Oeste os classificados foram o Comercial de Joaçaba e o Independente de Curitibanos.

Pela Zona Norte se classificaram o América e o Caxias, ambos de Joinville.

Foram para a segunda fase os classificados pela Zona Leste, Carlos Renaux de Brusque e Paula Ramos de Florianópolis

Finalmente pela Zona Sul passaram para a fase seguinte do campeonato estadual, um octogonal o Hercílio Luz de Tubarão e o Atlético Operário de Criciúma.

Só para registro além do Atlético Operário o outro representante de Criciúma foi o Comerciário eliminado na primeira fase. O Metropol campeão da década seguinte em 1959 inexistia no profissionalismo.

O octogonal decisivo do campeonato catarinense de 1959 disputado em turno e returno terminou somente em abril de 1960 com o Paula Ramos campeão com 20 pontos conquistados.

O Caxias foi o segundo com 19, o América ficou em terceiro com 17 e o Atlético Operário terminou na quarta colocação com 16 pontos ganhos.  
 

João Nassif
Por João Nassif 06/11/2020 - 08:01

Thiago Ávila *

Depois de 35 corridas disputadas, a Nascar chegou à sua final, com apenas quatro postulantes ao título. Diferente das categorias tradicionais, que mantém um sistema de pontuação homogêneo para todas as etapas e premiando o maior pontuador geral como campeão, a Nascar adota há um bom tempo o sistema de playoffs, que é muito comum em praticamente todos os esportes americanos.

Joey Logano, Chase Elliott, Brad Keselowski e Danny Hamlin formam o quarteto que disputará o título em Phoenix neste final de semana. Os 40 carros que compõem o grid tradicional da Nascar também disputam a prova, estes valendo posições da 5ª colocação para baixo, e quem entre os quatro finalistas chegar na frente vai se sagrar o campeão.

Quem ficou de fora dessa final foi Kevin Harvick. O piloto da Stewart-Haas foi campeão da temporada regular e fez seu melhor ano, com nove vitórias. Mas, por conta das três últimas corridas ter um rendimento tão ruim, acabou ficando sem pontos suficientes para chegar à final. Isso acontece porque o sistema de playoffs é dividido em quatro fases, em que a cada três provas quatro pilotos são eliminados. Apesar de Harvick ter ido bem nas fases anteriores, deixou muito a desejar no Texas e Martinsville e os concorrentes não perdoaram.

Já na Xfinity Series, os finalistas são Chase Briscoe, Justin Allgaier, Justin Haley e Austin Cindric. Destes, apenas Allgaier está acostumado a disputar finais. O restante é a turma jovem, pessoal que está há apenas dois anos na categoria. Haley tem 21, Cindric, 22, e Briscoe, 25 anos. Este último é o grande favorito a levar o caneco, visto a grande fase que se encontra, com nove vitórias na temporada.

E por último tem a Truck Series, com os postulantes ao título sendo: Sheldon Creed, Grant Enfinger, Brett Moffitt e Zane Smith, este último ainda é estreante na categoria. Papando seguimentos em praticamente todas as corridas da temporada, Creed vem com tudo para levar o seu primeiro título nacional da Nascar. 

Olhos atentos na sexta, sábado e domingo nos canais Fox Sports e ESPN!

* Jornalista

Tags: Nascar

João Nassif
Por João Nassif 05/11/2020 - 10:08

A antiga Confederação Brasileira de Desportos, atual CBF, resolveu em 1978 promover um torneio que almejava aumentar a renda dos clubes e que seria inserido no calendário oficial como um segundo torneio de caráter nacional.

O torneio chamado de Copa dos Campeões do Brasil teria a participação dos campeões a partir de 1971 quando foi implantado o campeonato nacional.

Com a desistência do Palmeiras campeão em 1972/1973 que alegou cansaço de seus jogadores e a exclusão por decisão da CBD do Internacional campeão em 1975/1976, o torneio teve a participação de apenas três clubes, o Atlético Mineiro campeão em 1971, do Vasco da Gama campeão de 1974 e o São Paulo campeão em 1977.

Com apenas três participantes a CBD promoveu uma semifinal em ida e volta cujo vencedor enfrentaria o São Paulo em partida única que caso terminasse empatada seria decidida por pênaltis.

Assim o Atlético Mineiro eliminou o Vasco depois de vencer em Belo Horizonte por 2x1 e empatar em 1x1 no Rio de Janeiro.

Na decisão do torneio, depois de empatar em 0x0 no tempo regulamentar o Atlético derrotou o São Paulo por 4x2 nos pênaltis e se tornou campeão da primeira e única Copa do Campeões do Brasil inventada pela CBD. 
 

João Nassif
Por João Nassif 05/11/2020 - 08:25

Não deixa de ser surpreendente para trabalhar nos bastidores as duas recentes contratações do Criciúma quando vai se aproximando o final do contrato do clube com G.A.

Primeiro Ocimar Bolicenho, que é diretor executivo, que chegou como uma espécie de assessor do presidente Jaime Dal Farra. Bolicenho foi contratado no final de agosto. Agora Edson Gaúcho que veio como diretor executivo para ocupar um cargo vago desde a saída de Evandro Guimarães que foi demitido um mês atrás.

É surpreendente, mas vejo um caminho lógico para as contratações destes profissionais. 

O presidente está em final de mandato, pois já anunciou sua renúncia ao final da temporada. A G.A., pelo contrato, é proprietária de todos os ativos (jogadores) do plantel, tanto dos profissionais como da base. Pela sua profissão, Ocimar Bolicenho tem contatos por todo país o que explica a venda e/ou empréstimos de jogadores revelados no CT Antenor Angeloni. Veio para acelerar o desmanche neste final de mandato.

Com relação ao Edson Gaúcho que ocupou o cargo há três anos e teve uma demissão traumática, sua chegada mostra que haverá um choque no vestiário como última tentativa de fazer o time voltar a vencer e alcançar a classificação que está ficando cada vez mais distante. O Jaime aposta no estilo xerifão do ex-técnico campeão brasileiro em 2002.
 

João Nassif
Por João Nassif 05/11/2020 - 07:24

Thiago Ávila *

A MotoGP chega à Valencia este final de semana, para a disputa da antepenúltima etapa da temporada, o GP da Europa e o líder do campeonato Joan Mir ainda busca a sua primeira vitória. O espanhol de 23 anos vem em uma fase extremamente regular com cinco pódios nas últimas seis corridas, mas ainda falta um triunfo para abrilhantar o provável título.

Joan Mir

E a Suzuki tem moto para isso, visto que Álex Rins venceu em Aragão na primeira corrida e bateu na trave na segunda. Em contrapartida, as Yamahas vivem um grande dilema. Embora Morbidelli tenha vencido o GP de Teruel, Fabio Quartararo não vem rendendo o esperado, mesmo com duas poles nas últimas três etapas, mas resultados tenebrosos nas corridas, como o 18º lugar em Aragão.

A vitória de Mir em Valência não confirma seu título em nenhuma hipótese, mas o deixa a um passo dele e muito mais confortável historicamente, já que caso contrário ele seria o primeiro da classe rainha a ser campeão sem nenhum triunfo.

Valentino Rossi deve ficar de fora da prova mais uma vez. O multicampeão testou positivo para o COVID-19 pela segunda vez e deverá ser substituído pelo norte-americano Garrett Gerloff. O piloto fez sua estreia este ano pela Yamaha no mundial de Superbike conquistou um bom 11º lugar geral, e agora será a primeira vez que guiará uma YZR-M1.

Na Moto2, o britânico Sam Lowes vem varrendo as últimas etapas com três vitórias consecutivas e assumiu a liderança do campeonato. Luca Marini, que vinha liderando até o GP da França, sofreu um forte acidente em Le Mans, e não retornou com o desempenho que tinha antes e fez apenas cinco pontos nas últimas três provas. Quem deve ser o adversário de Lowes nessa reta final é Enea Bastianini, atrás apenas por sete pontos.

Na Moto3 há muito equilíbrio, mas Albert Arenas segue na frente, apesar de não ganhar há mais de dois meses. 19 pontos atrás vêm Ai Ogura, seguido muito próximo de Vietti e Masiá.

A Fox Sports transmite todos os treinos e corridas. A prova principal vai ao ar às 10 horas neste domingo.

* Jornalista
 

João Nassif
Por João Nassif 04/11/2020 - 09:34

O VAR foi introduzido no futebol para corrigir possíveis erros de arbitragem e dar maior transparência aos jogos. Aqui no Brasil a utilização do equipamento é recente, por isso ainda não bem utilizado, mas que já alterou várias decisões mostrando que veio para melhorar o futebol.

Durante o passar dos anos fomos assistindo várias situações em que os erros de arbitragem decidiram jogos e campeonatos.

Um dos mais emblemáticos aconteceu em 2005 quando Márcio Rezende de Freitas que fazia seu último jogo como árbitro de futebol interferiu escandalosamente no resultado do jogo entre Corinthians e Internacional que praticamente decidiu o título de campeão brasileiro ao clube paulista.

Quando o placar apontava 1x1, Tinga jogador colorado foi derrubado pelo goleiro Fábio Costa num pênalti claro não assinalado. Além de não marcar o pênalti o árbitro ainda expulsou o jogador por reclamação.

O campeonato daquele ano teve 11 jogos anulados pelo comprovado esquema de manipulação de resultados que também ajudou o Corinthians que teve vários jogos repetidos e conseguiu reverter alguns resultados.

Tivesse o VAR naquele tempo, certamente a história do campeonato teria sido outra. 
 

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