Ir para o Conteúdo da página Ir para o Menu da página
Carregando Dados...
João Nassif
Por João Nassif 07/02/2019 - 07:32

Com a iminente saída do zagueiro Nino para o Fluminense, a reposição se dá em dose dupla. Derlan e Federico Platero já estão com as situações regularizadas e a comissão técnica fará a opção para a estreia destas atletas. Não conheço, por isso não posso opinar, só espero que não sejam como dezenas de outros que vieram, jogaram pouco, não entregaram o esperado e rapidamente foram embora.

ESTRANHEZA
Agora o que fica estranho é que o Derlan foi liberado por falta de espaço no Fluminense que leva um zagueiro mais que titular do Criciúma. Como entender esta lógica? O futebol tem situações que mexem com nosso imaginário e somente o tempo é que pode responder esta e muitas outras questões.

BANANA BOWL
É um dos principais torneios de tênis do mundo para a categoria infanto-juvenil e que tem Criciúma como sede pela terceira vez seguida. Esta é a 49ª edição do torneio e terá novamente como a Sociedade Recreativa Mampituba. O evento vale pontuação para o ranking mundial da International Tennis Federation (ITF) e tem entrada gratuita.

O TORNEIO
Conversei com Alexandre Farias, presidente da Federação Catarinense de Tênis e organizador do torneio que confirmou a presença de atletas de 38 países nas chaves masculina e feminina. As maiores delegações são os Estados Unidos, França, Espanha, Argentina, Canadá e Brasil. Os jogos pré-classificatórios começaram ontem e irão até amanhã. Sábado começam os classificatórios e a partir de segunda, dia 11 até dia 16, acontecerão os jogos da chave principal com os 48 melhores do mundo nas chaves masculina e feminina.

AS FERAS
No feminino a francesa Diane Perry como cabeça de chave nº 1 e a norte-americana Hurricane Tyga Black cabeça de chave nº 2. No masculino o espanhol Nicolas Alvarez Carona é o cabeça de chave nº 1 e o francês Arthur Cazaux é o cabeça de chave n 2. Os principais jogadores brasileiros são: Nathan Rodrigues 37º, Pedro Boscardin 90º e Bruno Oliveira 109º do mundo. Ana Luiza Cruz é a melhor brasileira que estará no Banana Bowl, ela é a 117ª do mundo.

ACREDITEM SE QUISER
O Banana Bowl movimenta a cidade em vários segmentos, só para citar dois, hotelaria e gastronomia. São mais de 200 pessoas entre atletas, dirigentes e equipe de apoio, que ficam por aqui por mais de uma semana. A Prefeitura Municipal de Criciúma não disponibilizou um misero centavo para um torneio desta magnitude. E não é somente a receita dos impostos que engordam o cofre da Prefeitura, a cidade por ser anfitriã do evento é destaque na mídia de todo planeta.   

MEMÓRIA
07/02/2007 – “RESPEITO EXCESSIVO”
Faço este comentário para decifrar o comportamento do técnico Gelson da Silva na preparação do time para o jogo de domingo em Brusque. Apesar de ter enfrentado um dos times de pior rendimento no campeonato, começou com os tais três zagueiros e três volantes. Justificou antes do jogo que tinha informações do adversário e por isso toda esta preocupação defensiva. Entendi que não foi somente em função do Brusque, convenhamos, mas muito também pela baixa qualidade do time que tem em mãos. E com outro componente, o Criciúma historicamente encontra dificuldades no Augusto Bauer e o técnico se propôs a acabar com esta sina.
 

João Nassif
Por João Nassif 06/02/2019 - 13:29

Durante muitos anos a seleção brasileira principal enfrentou em jogos amistosos times nacionais e estrangeiros, combinados e muitas vezes seleções estaduais como forma de preparação para as Copas do Mundo que se aproximavam.

Alguns jogos chamam a atenção, seja pelos resultados ou pelas dificuldades que um time com os melhores jogadores do Brasil encontrava para superar a pegada e força de vontade dos adversários.

Querem saber? Para o Mundial de 1950 a seleção brasileira que perderia a decisão para o Uruguai em pleno Maracanã penou para derrotar uma seleção gaúcha por 6x4. Ainda às portas da abertura da Copa outra vitória difícil contra uma seleção paulista por 4x3.

Em 1970, pouco antes de viajar para o México a seleção empatou em 1x1 com o modesto time do Bangu do Rio de Janeiro.

Na preparação para a Copa de 1974 na Alemanha, já na Europa o time treinado por Zagallo empatou em 1x1 com o Estrasburgo na França e sofreu para vencer por 3x2 uma seleção formada jogadores do Sudoeste da Alemanha Ocidental.

Por último depois de perambular por gramados da Ásia e Europa a seleção brasileira que foi à Copa da Argentina em 1978 disputou dois amistosos aqui no Brasil contra seleções estaduais.  

Empatou os dois jogos, 0x0 contra a seleção pernambucana em Recife e 2x2 contra os gaúchos em Porto Alegre. Neste jogo a seleção se despediu do Brasil para se tornar terceira colocada no Mundial. Terminou o torneio invicta e veio com a marca de campeã moral. 
 

João Nassif
Por João Nassif 06/02/2019 - 10:00

Thiago Ávila *

7º MAX VERSTAPPEN

Esse menino tem apenas 21 anos e já tem uma das maiores torcidas da F1. Seu jeito marrento e suas atitudes polêmicas, ao estilo Nelson Piquet e até seu pai Jos Verstappen, vem dando certo ao showbusiness da F1. Fora isso, o estilo de pilotagem ousado e muito agressivo, à lá Nigel Mansell, colocou o holandês na Red Bull logo no seu segundo ano na categoria (com direito a vitória na estreia!). Max também impressionou a todos no GP do Brasil em 2016. No meio a uma chuvarada sem fim, ele saiu de 11º e chegou em terceiro, lembrando Ayrton Senna.

6º DANIEL RICCIARDO

Mais um que iniciou a sua trajetória durante esse recorte de dez anos, e que, logo após duas boas temporadas de Toro Rosso, foi promovido a substituto de Mark Webber na Red Bull. Para surpresa de muitos, ainda venceu o, na época, recém tetracampeão Sebastian Vettel, terminando em terceiro no campeonato. Dois anos mais tarde, agora companheiro de Verstappen, o sorridente australiano venceu mais duas disputas diretas contra o companheiro e só perdeu este ano, quando o holandês fez sua melhor temporada.

5º JENSON BUTTON

O inglês já começa estes dez anos com um excelente título em 2009, pilotando a surpreendente Brawn GP, superando seu companheiro Rubens Barrichello e a jovem promessa da época Sebastian Vettel. Em seguida, Jenson foi para a McLaren, para fazer uma dupla dos sonhos com Lewis Hamilton: a experiência e a juventude. Por mais que tenha perdido duas vezes para o jovem britânico, Button viveu seu auge em 2011, chegando em segundo lugar no campeonato e batendo, além de seu companheiro, Fernando Alonso e Mark Webber, que na época era companheiro de Vettel na Red Bull. Com a saída de Hamilton para a Mercedes, Button massacrou os substitutos Sergio Pérez e Kevin Magnussen, em 2013 e 2014, respectivamente. Em final de carreira, agora na nova parceria McLaren-Honda e ao lado de Fernando Alonso, Button teve duas temporadas fracas, com carros ruins, mas não pode se tirar todo o mérito de campeonatos anteriores.

4º NICO ROSBERG

O campeão de 2016 fez uma carreira de grande destaque e sempre muito focado nos objetivos. A começar com o 2009 fantástico, de Williams, que o colocou em sétimo colocado, há 34 pontos em relação ao seu companheiro Kazuki Nakajima. Foi para a Mercedes no ano seguinte, onde ‘arregaçou’ o lendário Michael Schumacher por três anos consecutivos (vamos dar um arrego ao Schumi, ele só fez isso para pagar uma ‘dívida’ a Mercedes). Ao lado de Lewis Hamilton, vimos uma disputa intensa dentro e fora das pistas. Rumores dizem que Nico era um ótimo acertador de carro e Lewis queria ‘roubar’ essas informações. Não é à toa que em 2014, duas equipes foram formadas dentro da Mercedes, um tentando esconder informações do outro. Rosberg foi líder de poles no ano, mas Hamilton venceu mais vezes. O 2015 foi mais tranquilo para inglês, mas em 2016, o alemão entrou fundo no objetivo de vencer o campeonato e exigiu o seu máximo para conquistar. O esforço e a pressão foi tanta que encerrou a carreira semanas depois.

* Estudante de jornalismo da PUCRS

João Nassif
Por João Nassif 06/02/2019 - 07:50

Ao longo destes 19 anos do século XXI o futebol catarinense teve uma mudança substancial na supremacia dos clubes que se envolvem nas competições estaduais e nacionais. Avaí, Figueirense são constantes no posicionamento enquanto o Joinville que começou o século como forte concorrente foi perdendo espaço que foi ocupado com qualidade pela Chapecoense. O Criciúma não consegue retomar um lugar que já ocupou tempos atrás. Com uma pequena pesquisa podemos fazer um histórico da participação destes cinco clubes ao longo de todos estes anos.

ASCENÇÃO E QUEDA
O Joinville foi o primeiro campeão do século em 2001, aliás, bicampeão pois já havia conquistado o título em 2000. Foi o último título de um time que havia conquistado 10 títulos em 12 campeonatos, de 1976 até 1987. Passou por altos e baixos, saiu de uma série “D” em 2010 e numa trajetória fulminante chegou à elite em 2015. Da mesma forma como subiu veio morro abaixo e hoje está novamente na quarta divisão do futebol brasileiro. Seu espaço entre os grandes do estado foi ocupado pela Chapecoense.

O MELHOR
No século passado o Verdão do Oeste foi campeão apenas em duas oportunidades, em 1976 e 1996. Demorou mais de 10 anos para recuperar o título, sendo vitorioso em 2007 e depois em 2011 derrotando duas vezes o Criciúma na decisão. Foi bicampeã em 2016/2017 e só não conseguiu o tri por ter sido derrotada pelo Figueirense na decisão do ano passado em plena Arena Condá. No campeonato brasileiro sua subida foi vertiginosa, depois de passar pela série “D” em 2009 foi subindo de divisão, alcançou a elite em 2014 e de lá até agora permanece na primeira divisão do futebol brasileiro. É hoje o grande time de Santa Catarina.

TIGRE FERIDO
O Criciúma que no final dos anos 1980 e até metade da década seguinte dominou o futebol do estado, a partir de seu último título no século XX transformou-se numa verdadeira gangorra em nível nacional com acessos e quedas que escancararam a falta de um projeto consistente para retomar a hegemonia estadual. Tanto nos campeonatos catarinenses como nos campeonatos brasileiros. Nos estaduais ganhou apenas dois títulos no século, em 2005 e 2013. Em se tratando de campeonato brasileiro tem ficado no entra e sai da série “A”, com tempo maior de permanência na “B”, com direito à algumas passagens pela “C”. Perdeu o trem da história.

RIVALIDADE COM SUPREMACIA
O domínio maior no campeonato estadual é do Figueirense que conquistou oito campeonatos e oscilou bastante entre as séries “A” e “B” do campeonato brasileiro. O mesmo vale para o Avaí na gangorra da competição nacional. Em Santa Catarina apenas três títulos no século XXI com direito à um bicampeonato em 2009/2010, sendo campeão também em 2012. Sem muitos arroubos vão se equilibrando na própria história.

MEMÓRIA
06/02/2006 – “RECORDE”

Costa do Marfim e Camarões fizeram uma decisão histórica em jogo válido pelas quartas de final da Copa da África. Foram 24 cobranças de pênaltis e em nenhuma delas os goleiros tocaram na bola. Por ironia do destino, os dois principais jogadores em campo protagonizaram as cobranças finais. O atacante Samuel Eto’o, camaronês do Barcelona chutou para fora sua segunda cobrança e Drogba, atacante do Chelsea definiu a classificação da Costa do Marfim. Apesar dos goleiros, foi a decisão mais longa e emocionante da história recente do futebol.

João Nassif
Por João Nassif 05/02/2019 - 12:29

Em 1981 foi disputada pela primeira vez a 3ª divisão do futebol brasileiro, torneio denominado de Taça de Bronze.

As 24 equipes envolvidas no torneio foram divididas em 12 grupos de dois times que em caráter eliminatório deixaram apenas 12 vivos na competição.

O mesmo valeu para a segunda fase quando os 12 sobreviventes foram novamente divididos, agora em seis grupos cujos vencedores foram para a terceira fase que constou de dois grupos com três times em cada um.

Os dois primeiros colocados de cada grupo decidiram o título e apenas o campeão foi promovido para a segunda divisão em 1982. 

A final foi jogada entre o Olaria do Rio de Janeiro e o Santo Amaro de Pernambuco. O time carioca foi o campeão, venceu em Marechal Hermes por 4x0 e foi derrotado no Arruda em Recife por 1x0. 

Olaria com o troféu da Taça de Bronze

Mesmo campeão o Olaria não disputou a 2ª divisão no ano seguinte, pois foi rebaixado no campeonato carioca, sendo substituído pelo Americano de Campos dos Goytacazes.
Santa Catarina teve dois representantes na Taça de Bronze de 1981, o Figueirense e o Joaçaba. 

O Joaçaba foi eliminado pelo São Borja do Rio Grande do Sul na primeira fase depois de empatar como visitante em 0x0 e ser derrotado em casa por 3x1.

O mesmo São Borja eliminou o Figueirense na segunda fase do torneio. No Scarpelli o Figueirense venceu por 1x0, mas foi derrotado por 3x0 como visitante.

Na primeira fase o Figueirense havia eliminado o Matsubara do Paraná, pois venceu fora de casa por 1x0 e empatou em 0x0 em Florianópolis.  
 

João Nassif
Por João Nassif 05/02/2019 - 10:00

Thiago Ávila *

A internet abriu o ano de 2019 com uma brincadeira muito interessante chamada #10YearsChallenge – o desafio dos dez anos, traduzindo – onde as pessoas relembram fotos, momentos e a evolução, comparando como eram em 2009 e como estão hoje em 2019.

Partindo dessa ideia, resolvi montar uma lista dos dez melhores pilotos de Formula 1, fazendo esse recorte de dez anos. Os critérios utilizados para a escolha da lista foram os desempenhos contra companheiros de equipe, títulos, seus principais rivais e como se saíram frente às dificuldades (ou qualidades) do carro. SPOILER: Não há nenhum brasileiro na lista.

10º SERGIO PÉREZ

O mexicano da Racing Point/Force India começou sua jornada em 2011, formando na Sauber com Kobayashi uma das duplas mais agressivas em termos de pilotagem, na época. Nesse tempo, Sergio faturou três pódios e uma vaga na McLaren no ano seguinte. Fazendo a temporada mais fraca de sua carreira, Pérez foi apenas 11º e foi dispensado. Ganhou uma chance na Force India, onde, ao lado de Nico Hulkenberg, pôs a equipe no top-5 dos construtores, além de vencer por duas vezes a disputa contra o companheiro. Nesse período, Sergio acumulou oito pódios em 152 corridas.

9º KIMI RAIKKONEN

Os últimos dez anos da carreira do ‘homem de gelo’ é marcada por pilotagens menos agressivas do que em sua era de McLaren e a primeira passagem pela Ferrari. O finlandês ficou dois anos de fora da F1 até voltar a Lotus, em 2012, num retorno sem grandes expectativas por parte dele. Na equipe inglesa, Kimi conseguiu duas vitórias e chegou a ficar em terceiro logo na sua temporada de volta. Os bons resultados o levaram a Ferrari em 2014, onde o deixaram à sombra de Alonso, num primeiro momento, e Vettel, por quatro anos. Raikkonen voltou a vencer em 2018 e conseguiu o terceiro lugar na classificação final.

8º VALTTERI BOTTAS

Se você começou a acompanhar F1 ou voltou a assistir nessas duas últimas temporadas, pode ter a sensação que esse finlandês não é nada demais, é medíocre, está totalmente à sombra de Hamilton. Mas sugiro a vocês acompanharem os anos do finlandês de Williams, entre 2014 e 2016, principalmente as corridas da Austrália, Áustria e Abu Dhabi em 2014; do Canadá, Grã-Bretanha e Rússia em 2015; e Rússia, Canadá e Itália em 2016. O finlandês também deixou Felipe Massa no chinelo por três anos consecutivos. Se a imprensa diz que Valtteri é medíocre, então Felipe é muito pior que isso... Bottas fez por merecer seu espaço na Mercedes, e se ele ainda continua lá, mesmo com resultados ruins, é porque Toto Wolff ainda acredita que ele possa colher bons frutos, ou você acha que Barrichello na Ferrari também era ruim?

* Estudante de jornalismo da PUCRS

João Nassif
Por João Nassif 05/02/2019 - 07:57

Os mais otimistas irão dizer que a campanha deste ano é superior à de 2018 e que com todos problemas enfrentados no campeonato passado o Criciúma escapou do rebaixamento e terminou num honroso quarto lugar. Na sexta rodada em 2018 o Criciúma ostentava a lanterna com apenas quatro pontos conquistados, uma única vitória, três gols marcados e sete sofridos. Os números são parecidos, a diferença está na pontuação, são seis pontos atualmente produtos de duas vitórias e o sexto lugar na classificação. Cá entre nós, são dois momentos ridículos vividos por um time que já foi referência em Santa Catarina.

TEMPO PERDIDO
Abdicar do catarinense e entrar com força na série B do campeonato brasileiro pode ser a estratégia montada pela direção do clube. Esperar que terminem os campeonatos estaduais pelo país para filtrar jogadores que possam qualificar o time é uma forma de fazer futebol. Posso não concordar, por isso mostro meu desagrado, mas ao mesmo tempo, como não tenho nada com isso faço apenas meu dever como comentarista que tem compromisso com muitos ouvintes e leitores. Gostaria que tudo fosse levado mais a sério no entendimento do que o Criciúma representa para milhares de torcedores que aos poucos vão se afastando e perdendo a ilusão na espera por dias melhores.  

MOEDOR
Tenho sempre afirmado que os campeonatos estaduais são distorções inseridos no calendário do futebol brasileiro. Ocupam datas que poderiam ser melhor utilizadas para uma pré-temporada mais eficiente e com outro formato aliviariam clubes e atletas desta infinidade de jogos ao longo do ano. E mais, são verdadeiros moedores de treinadores, pois quando não são alcançados resultados imediatos estes profissionais são simplesmente descartados. Outros vêm e ocupam os espaços vagos e se não derem respostas imediatas também são crucificados. Em seis rodadas do catarinense já foram demitidos três técnicos. Paulo Baier do Brusque, Silas do Tubarão e Mabília do Metropolitano. O Doriva que fique esperto, se não ganhar no sábado poderá ser o próximo a ser moído.

MONOPÓLIO NO ESPAÇO
Com a forte entrada da Fox e do Facebook no mercado do futebol a Globo perdeu o monopólio dos jogos da Libertadores para este ano. Até 2018 a emissora mandava e desmandava na tabela do torneio tendo à sua disposição duas partidas em seu horário nobre das 21:45hs nas quartas feiras podendo escolher as praças que receberiam as imagens destas partidas. Agora com a forte concorrência terá direito a apenas uma partida que terá que ser exibida para todo o país. A Globo já declarou preferência para a transmissões dos jogos de Flamengo e Palmeiras, portanto estados como  Minas Gerais e Belo Horizonte poderão ficar sem ver suas equipes na grade da emissora.

MEMÓRIA
05/02/2003 – “RESERVAS”

Reposição é o que não falta para o técnico Abel Ribeiro. O Criciúma tem hoje dois jogadores para cada posição e mesmo sem três titulares poderá apresentar um time qualificado para o jogo do final de semana em Ibirama. Acima de qualquer esquema tático, será muito importante o espírito de luta. O jogo será num gramado de dimensões reduzidas o que exigirá uma pegada muito forte. Depois de ficar com dois jogadores a menos e segurar o Figueirense que buscava o empate, o grupo do Criciúma mostrou de novo garra e motivação, entrou de vez no campeonato e poderá com a mesma vontade conquistar a primeira vitória fora de casa.

João Nassif
Por João Nassif 04/02/2019 - 11:58

No Almanaque de hoje vou terminar de contar um pouco das Copas do Brasil, torneio que teve início em 1989 e neste ano será disputada sua 31ª edição.

O Cruzeiro é o maior vencedor com seis títulos, o primeiro foi em 1993 e o último em 2018 quando inclusive venceu pela segunda vez consecutiva.

O Grêmio vem em segundo com cinco títulos conquistados. O time gaúcho foi campeão do primeiro torneio em 1989 e venceu pela última vez em 2016.

Cruzeiro e Grêmio são os que mais vezes foram finalistas da Copa do Brasil. Cada um participou de oito decisões.

Flamengo, Corinthians e Palmeiras venceram a competição em três oportunidades. O time carioca participou de sete finais do torneio.

Algumas zebras conseguiram erguer o troféu ao longo destas 30 edições. Primeiro o Criciúma em 1991, depois o Juventude de Caxias do Sul em 1999, o Santo André em 2004, o Paulista de Jundiaí em 2005 de o Sport Recife em 2008.

Por federações, São Paulo é a primeira com nove títulos. Rio Grande do Sul e Minas Gerais tem sete cada uma, Rio de Janeiro cinco e Santa Catarina e Pernambuco um título cada uma.

maior artilheiro em uma única edição é o atacante Fred que marcou 14 gols em 2005 jogando pelo Cruzeiro.
 

João Nassif
Por João Nassif 04/02/2019 - 07:35

Vale a pena ficar discutindo o time do Criciúma? Peço desculpas por ter acreditado que poderia haver evolução desde o início e que hoje o Criciúma estaria numa situação mais confortável com boa campanha e sinalizando a possibilidade de classificação. O aproveitamento de 33% depois de seis rodadas é uma simples repetição dos últimos anos quando ao invés de confirmar seu favoritismo o vexame das campanhas tem sido a constante que cada vez mais escancara a falta de capacidade dos gestores em fazer um time compatível com a história do clube. Então, ou faz time ou ficará a vida toda sempre apanhando contra adversários de todos os níveis. 

PÉ NO FREIO
A campanha do Figueirense no campeonato deu uma freada depois de um início fulminante com quatro vitórias em quatro jogos. Os empates nas duas últimas rodadas, mesmo que ainda em primeiro tem companhia na pontuação, sendo líder apenas nos critérios de desempate. A Chapecoense chegou junto e o confronto entre os dois na oitava rodada na Arena Condá irá definir a liderança do primeiro turno.

PELAS BEIRADAS
Novamente sem ser brilhante como era sugerido antes do início do campeonato a Chapecoense que começou com a marcha muito lenta vai aos poucos assumindo a condição de favorita ao título continua invicta e já está junto com o Figueirense liderando a classificação. Como terá o confronto direto em casa o Verdão do Oeste tem tudo para terminar o primeiro turno como líder.

CONFRONTOS QUE VALEM POUCO
Se considerarmos que o Joinville um dos maiores em SC está na pior fase de sua história podemos listar cinco times sempre com potencial para ganhar o campeonato. Os confrontos entre eles dizem muito com relação ao título, mas vencer os menores é obrigação para que não se perca o contato com os demais. Um campeonato em turno e returno é democrático e premia os que tenham maior regularidade. Por aqui não é bem assim. 

SOMENTE “MATA”
Infelizmente, mesmo com o calendário espremido os times conseguem datas extras, seja iniciando mais cedo a competição, seja na parte final para que os primeiros colocados joguem as semifinais e depois a decisão do título. Quer dizer, um time pode ficar em quarto lugar muitos pontos atrás do líder e mesmo assim ser o campeão. Por isso o início do campeonato não tem a mesma exigência, serve somente para uma melhor preparação visando os jogos que valem realmente.

ESTREIA INTERNACIONAL  
O arbitro catarinense Braúlio da Silva Machado fará na próxima quinta-feira, dia 07, sua primeira aparição em jogos da CONMEBOL. Agora com o escudo FIFA irá apitar Deportivo Santani (Paraguai) x Once Caldas (Colômbia) em Assunção, tendo como auxiliar Kléber Lucio Gil outro catarinense FIFA.

MEMÓRIA
04/02/2010 – “FOI DE DERRETER”

Olhei no relógio e levei um susto. Eram oito e meia e comecei a coluna já na cabine do Futebol em Dobro e a temperatura passava dos 30 graus. A tarde foi a mais quente do estado, bateu nos 42 graus e à noite o estádio respirava calor em todos seus cantos. Tive que escrever afastado do computador, pois se ficasse mais perto o suor escorreria pelo teclado. Não havia uma única alma que ficava sem reclamar do calor, sejam os companheiros daqui como os amigos de Chapecó. Fico pensando nos jogadores, terem que correr os 90 minutos num verdadeiro inferno. O consolo é que o jogo é a noite, à tarde morreria alguém.


 

João Nassif
Por João Nassif 03/02/2019 - 12:49Atualizado em 04/02/2019 - 06:53

Hoje vou continuar contando mais algumas curiosidades da Copa do Brasil, torneio implantado pela CBF em 1989 e que tem o Cruzeiro seu maior vencedor com seis títulos conquistados em suas 30 edições.

Na Copa do Brasil de 2006, houve a primeira final entre dois clubes do mesmo estado: Flamengo e Vasco da Gama, e o time rubro negro foi o campeão. 

A segunda final entre dois times do mesmo estado ocorreu em 2014, e envolveu Atlético Mineiro e Cruzeiro. O Atlético se sagrou campeão após duas vitórias (2x0 e 1x0) sobre o rival. 

A terceira final entre dois times do mesmo estado ocorreu em 2015, e envolveu o Palmeiras e Santos. O Palmeiras se sagrou campeão após ter perdido por 1x 0 e ter ganhado por 2x1 nas duas partidas, vencendo a posterior decisão por pênaltis pelo placar de 4x3. Nesse ano pela primeira vez a Copa do Brasil foi decidida nos pênaltis.

Ao marcar o gol que resultou na conquista do título da Copa do Brasil de 2007 pelo Fluminense, seu quarto título nessa competição, Roger Machado, que já havia conquistado três Copas do Brasil pelo Grêmio, tornou-se o jogador recordista em conquistas da Copa do Brasil. 

A partir de 2008, a Copa do Brasil instituiu uma nova taça, e neste mesmo ano o Sport tornou-se o primeiro, e até agora único clube de fora da Região Sudeste e da Região Sul a conquistar a competição. A Região Norte foi a única que não teve representante em finais até agora. 

A exemplo dos anos anteriores, a CBF comissionou ao artista plástico Holoassy Lins de Albuquerque a criação de uma escultura troféu, dando seguimento à tendência da confederação de presentear os clubes ganhadores dos maiores campeonatos brasileiros com esculturas criadas exclusivamente para os eventos por artistas brasileiros ao invés de usar troféus padronizados.

Em 2010, o Santos estabeleceu um novo recorde de gols em uma única edição da Copa do Brasil: 39 gols ao todo.
 

João Nassif
Por João Nassif 02/02/2019 - 21:21

Como o assunto nos últimos dias aqui no Almanaque da Bola tem sido a Copa do Brasil, vou contar algumas das curiosidades deste torneio que é a segunda competição mais importante do futebol brasileiro.

A primeira edição da Copa do Brasil ocorreu em 1989 e o primeiro gol de sua história foi marcado por Alcindo Sartori, na vitória por 2 a 0 do Flamengo sobre o Paysandu. O Grêmio foi o seu primeiro campeão, qualificando-se por isso a disputar a Libertadores da América de 1990.

Alcindo Sartori com seu filho, também jogador da base do Flamengo

Na Copa do Brasil de 1991, no dia 4 de março ocorreu a maior goleada da história da competição, no Estádio Independência, em Belo Horizonte, quando o Atlético Mineiro aplicou 11 a 0 no Caiçara do Piauí. O placar do estádio só possuía espaço para registrar um algarismo por clube, por isso parou de contar quando jogo ainda estava 9 a 0. 

Na Copa do Brasil de Futebol de 1993, quando ainda não havia a regra da "ida e volta restrita", o Internacional ganhou por 6 a 0 (2 de abril) e 9 a 1 (6 de abril) do Ji-Paraná de Rondônia, somando 15 a 1, a maior soma de resultados da Copa do Brasil.

De 1989 a Copa do Brasil de 1993 o campeão de cada ano ficava com o troféu. A partir de 1994 o clube que vencesse a Copa do Brasil por três vezes teria posse definitiva da taça. Isto ocorreu em 2001 com o Grêmio (após as conquistas de 1994, 1997 e 2001).[11]

Sendo assim, em Copa do Brasil de 2002 foi colocado em disputa um novo troféu, que permaneceu até 2007, mesmo sem nenhum clube conquistar sua posse definitiva.

Ao conquistar a Copa do Brasil de 2003 e o Campeonato Brasileiro em 2003, o Cruzeiro conseguiu o ineditismo de se sagrar campeão brasileiro e da Copa do Brasil no mesmo ano, feito que ainda permanece inédito, e de quebra ganhou a Tríplice Coroa com o título do Campeonato Mineiro em 2003, outro ineditismo. 
 

João Nassif
Por João Nassif 02/02/2019 - 19:17Atualizado em 02/02/2019 - 19:20

Avaí e Criciúma que se enfrentarão domingo correm sérios riscos de terminarem a rodada 6 fora do G-4, atropelados por times do baixo clero que estão fazendo boas campanhas. Na hipótese de vitória do Marcílio Dias sobre o Metropolitano e do Brusque sobre o Tubarão, se houver um empate na Ressacada Marcílio dias e Brusque entrarão na zona de classificação desalojando o Avaí e deixando o Criciúma ainda mais da semifinal.

MARCA PASSO INICIAL
Alguns times entre os chamados grandes do futebol brasileiro começaram a temporada de forma a deixar dúvidas em relação ao futuro. Por causa de uma pré-temporada mais curta, sem tempo de uma preparação mais adequada, em alguns dos estaduais mais importantes do país vemos que times com potencial de título estão jogando muito abaixo da expectativa. São tidos como gigantes em seus estados e também no país, uns com grande potencial de investimento, outros nem tanto, mas com muitas boas histórias no futebol brasileiro.

PAULISTAS
O São Paulo que foi ao mercado com dinheiro da venda de alguns jogadores formados no próprio clube, investiu forte e ainda não conseguiu decolar no campeonato como era previsto. O Corinthians que trouxe de volta o técnico Fábio Carille é outro que fez boas contratações, mas ainda sofre com a falta de maior entrosamento e encaixe dos novos reforços. O primeiro está com apenas 50% e o segundo com 33% de aproveitamento.

CARIOCAS 
No Rio de Janeiro a decepção é o Botafogo que após quatro rodadas é o último colocado em seu grupo com apenas um ponto e sem mais chances de disputar as semifinais da Taça Guanabara. Tem que abrir os olhos pelo risco de rebaixamento.

GAÚCHOS
Em no Rio Grande do Sul a campanha do Internacional é mais que vexatória. Somente quatro pontos conquistados em quatro jogos colocou o time na sétima colocação numa tabela que classifica oito times para as disputas finais. Claro que a história na sua totalidade mostra que dificilmente um dos grandes gaúchos fiquem de fora dos mata-mata, mas começar desta forma um time que até quase o final brigou pelo título do brasileiro do ano passado é no mínimo preocupante.

REBAIXADOS
O campeonato cearense deste ano começou no dia 05 de janeiro e antes de terminar o mês dois clubes foram rebaixados. Na primeira fase oito clubes estavam envolvidos sem os que disputam a Copa do Nordeste e depois de sete rodadas Iguatu e Guarani de Juazeiro ficaram nas duas últimas posições e caíram para a série B. É fantástico o  futebol brasileiro com a CBF atendendo as Federações insistem num modelo de calendário que resulta em times profissionais modestos do interior do Brasil formar plantel para disputar uma competição oficial em menos de 30 dias. 

MEMÓRIA
02/02/2008 ¬– “E DÁ-LHE ÁGUA”

A chuva nesta semana, às vésperas do carnaval, além de prejudicar aqueles que procuram o litoral catarinense também atrapalha os planos das equipes que estão engalfinhadas no campeonato estadual e têm compromisso no domingo quando acontecerá a sexta rodada da competição. Os treinos e deslocamentos estão prejudicados e a própria presença de público nos estádios está comprometida. Mesmo que hoje haja uma melhora do tempo, de acordo com as previsões, os planos estão traçados e dificilmente haverá movimentação de torcedores para acompanhar seus times preferidos. 


 

João Nassif
Por João Nassif 01/02/2019 - 11:29

Hoje aqui no Almanaque da Bola vou contar um pouco da história da Copa do Brasil que teve sua primeira edição em 1989. 

A competição foi criada para aplacar o descontentamento das federações de estados com menor tradição no futebol nacional, cujos representantes dificilmente teriam a oportunidade de enfrentar um "clube grande" durante o ano, após a diminuição do número de participantes do Campeonato Brasileiro de Futebol de 1987, com a criação da Copa União, competição que reunia apenas grandes clubes do futebol brasileiro.

A criação dessa competição então, visava valorizar a maioria dos campeonatos estaduais das regiões Norte, Nordeste e Centro Oeste, campeonatos estes que não tinham mais representatividade no Campeonato Brasileiro e voltaram a crescer em importância para os clubes médios e pequenos dessas regiões, por eles terem novamente chances até de chegarem, pelo menos teoricamente, à Copa Libertadores da América. 

O número de times participantes variou muito em sua história, sempre classificados pelo resultado das competições das federações estaduais. De 1989 a 1994 participaram 32 times.

Número que foi aumentado em 1995 para 36 times, em 1996 para 40 times, e em 1997 para 45 times. Em 1998 foram 42 times participantes. Em 1999 foram 65 times. E em 2000 foram 69 participantes.

De 2001 a 2012 o formato se consolidou com 64 times participantes, sem a presença dos times que participavam da Libertadores da América no mesmo ano, devido ao conflito de datas.

Troféu de 2014 - Cruzeiro campeão

Em 2013, a CBF apresentou um novo modelo de taça. Mais encorpada, ela substituiu o troféu em disputa desde 2008. O campeão fica com a posse definitiva do troféu atual e para o próximo ano uma nova e idêntica taça será produzida. Em 2013, também, o formato foi novamente ampliado, chegando a 87 times, número que se manteve em 2014 e 2015.

Com o novo formato, os times participantes da Libertadores da América voltaram disputar a Copa do Brasil, entrando no torneio nacional diretamente nas oitavas de final. A partir de 2016 esse número ficou em 86 participantes e a partir de 2017 está sendo disputada por 91 participantes.
 

João Nassif
Por João Nassif 01/02/2019 - 07:35

Quando se faz bem o dever de casa não há obrigação de vitória jogando fora de sua base. O Criciúma não conseguiu vencer o Brusque no Heriberto Hülse, aliás foi derrotado e assim terá obrigatoriamente que vencer domingo na Ressacada para não ver seus adversários escaparem na tabela de classificação. Tenho desde o início afirmado que o time do Doriva poderia perfeitamente passar a primeira fase dentro do G-4 e alcançar as semifinais, só que as três derrotas em cinco rodadas o colocam fora desta zona e ameaçado por outros com a mesma pontuação que estão atrás pelos critérios. 

VELOCIDADE  
Pode não parecer, mas o campeonato é muito rápido, foram cinco rodadas somente em janeiro e no dia 20 de fevereiro estará terminado o primeiro turno, intercalando com a estreia na Copa do Brasil. São jogos em cima de jogos com mudanças no time pelos mais variados motivos, lesões, suspensões, saídas que colocam em risco o alcance dos objetivos. Para atingi-los a reação do Criciúma terá que ser rápida.

REPETECO  
No tópico MEMÓRIA aí embaixo reproduzo minha coluna em A TRIBUNA em 2006 e podem perceber que tem alguma semelhança como o momento atual do Criciúma. Como existe um teto salarial incompatível com o futebol atual, gasta-se muito sem buscar soluções ao passo que investindo em menor quantidade, mas com qualidade alguns problemas seriam solucionados. Só lembrando que em 2006 o Criciúma não tinha dono.

JOGANDO PELO TROCO
Incrível, mas verdadeiro. O Flamengo tem levado ao Maracanã um público espetacular em seus jogos pelo campeonato carioca. Terça-feira contra o Boa Vista mais de 32 mil torcedores estiveram presentes e a renda que passou dos R$ 700 mil deixou para o rubro-negro um prejuízo de R$ 208 mil. Contra o Bangu na estreia com quase 44 mil pessoas e renda de mais de um milhão de reais o saldo positivo foi de apenas R$ 13 mil.

MAIS PREJUÍZOS
As altas taxas de custeio e operação do estádio impedem o Flamengo de alcançar os lucros compatíveis com a força de sua torcida. E pior, o contrato com a gestora do Maracanã tem vigência de dois anos e meio com a obrigação do time jogar por lá no mínimo 35 partidas por ano.

UTOPIA
A CBF está estudando implantar o fair play financeiro para clubes da série A a partir de 2020. Dificilmente irá conseguir, pois são tantos os que gastam mais do que arrecadam que se for realmente adotado alguns terão dificuldades em se manter na elite do futebol brasileiro. A cultura da grande maioria dos clubes é do calote, não pagar as compras que fazem, ficar inadimplente com salários e obrigações tributarias. E falta fiscalização, tanto do governo como de órgãos que impõe as regras do desporto. Sem chance do projeto ser implantado. 

MEMÓRIA
01/02/2006 – “ESTRATÉGIA”

No momento em que todos dentro do HH descobriram que falta um atacante estilo centro avante, aquele de presença na área, um verdadeiro matador, fico pensando no tempo e dinheiro perdidos pelo Criciúma ao longo dos últimos três anos, com dezenas de contratações inconsequentes que visaram apenas a possíveis negócios em detrimento do aspecto técnico, cujo índice baixíssimo jogou o time para o fundo do poço.

João Nassif
Por João Nassif 31/01/2019 - 11:29

Em 2019 será disputada a 31ª edição da Copa do Brasil que irá começar no dia 05 de fevereiro com 91 clubes com encerramento para o dia 11 de setembro.

São 20 datas disponíveis e o torneio terá oito fases, sendo que as duas primeiras serão em jogos únicos e o campeão estará classificado para a Copa Libertadores da América de 2020.

Santa Catarina terá sete representantes no torneio deste ano quatro classificados nas competições oficiais da Federação e três credenciados pelo Ranking Nacional de Clubes da CBF.

Pelas competições estaduais catarinenses estarão na Copa do Brasil de 2019 o Figueirense, campeão da série A em 2018, a Chapecoense vice-campeã, o Tubarão 3º colocado e o Brusque, campeão da Copa Santa Catarina, troféu Milioli Neto. Pelo Ranking mais três, o Avaí 21º colocado, o Criciúma 29º e o Joinville 39º.

São Raimundo-PA adversário do Criciúma na 1ª fase

Brusque e Joinville farão suas estreias no próximo dia 06, Figueirense, Chapecoense, Avaí e Criciúma no dia 13, o Tubarão no dia 14.

Entre todos somente Brusque e Tubarão é que jogarão a primeira fase como mandantes. Como as duas fases iniciais serão em jogos únicos, os visitantes jogarão pelo empate para chegar à fase seguinte. 

Só lembrando que Santa Catarina teve um único campeão da Copa do Brasil na história. O Criciúma ganhou o título na decisão contra o Grêmio com dois empates, 1x1 no Estádio Olímpico e 0x0 no Heriberto Hülse. 
 

João Nassif
Por João Nassif 31/01/2019 - 07:20

Jogou como nunca e perdeu como sempre. Ouvi de alguns mais ligados ao clube que o Criciúma fez um bom jogo e esbarrou no goleiro e nas traves e desta forma sofreu a segunda derrota dentro de casa no campeonato. O sucesso no futebol depende somente de gols, o mais é pura viagem para justificar os fracassos. Com a certeza da competência do técnico Doriva tenho projetado um time mais forte à medida do andamento do campeonato, mas se os resultados não são alcançados a pressão vai aumentando e o futuro fica incerto. 

SE NÃO CONTRATAR, JÁ ERA
Colocar na arbitragem e no dilúvio a derrota em Chapecó, nas traves e no goleiro a derrota para o Brusque são desculpas que não condizem com o futebol que o Criciúma vem apresentando. No início vi no Doriva um técnico capaz de fazer um time limitado jogar um futebol de bom nível, mas me rendo que se não houver investimento não haverá milagre. Ou abre o presidente abre o cofre ou já era também em 2019.  

SOLTARAM A ZEBRA
A quinta rodada foi recheada de surpresas, os grandes do estado foram surpreendidos pelo baixo clero em quatro jogos que apresentaram escores impensáveis. Empate da Chapecoense com o Tubarão e do líder Figueirense em casa como o Metropolitano que até então não havia marcado um gol sequer, vitória do Marcílio Dias sobre o Avaí e do Brusque em Criciúma. 

100%
Somente dois times estão com aproveitamento total nos principais campeonatos do país. Se me permitem, listo cinco competições da mais alta importância no futebol brasileiro, os campeonatos paulista, carioca, mineiro e gaúcho e podem discutir o catarinense, afinal estamos por aqui e são cinco candidatos ao título que o fazem ser uma competição do maior equilíbrio. Os times com 100% de aproveitamento são o Vasco da Gama com quatro vitórias em quatro jogos no carioca e o Santos em São Paulo. O Santos está com três vitórias em seus três primeiros jogos e hoje irá enfrentar o Bragantino para igualar a marca time vascaíno. O Figueirense perdeu o rendimento total ao empatar com o Metropolitano dentro do Scarpelli. No empate em 1x1 o time de Blumenau fez na quinta rodada seu primeiro gol no campeonato.

O SUPER HERÓI
Os exames feitos no jogador Neymar confirmaram a gravidade de sua lesão que o afastará dos gramados por pelo menos 10 semanas. O Tite deve ter ficado descabelado com o tamanho do desfalque que sofrerá a seleção brasileira. Mas, o atleta está conformado e postou uma mensagem dizendo que parece filme de Super Herói. Começa dando errado, aí vem o final que mostra quando se luta por seus objetivos vem a vitória. 

MEMÓRIA
31/01/2003

Não é muito correto, mas a cada jogo do Criciúma lembramos do passado recente quando o time correspondia, a direção respaldava e o comando do grupo era muito forte. Agora a diretoria respalda, o comando não é firme e o time não corresponde. Comando ou time, onde está a diferença? O time é o mesmo, até reforçado, então penso que o comando é que está fazendo a diferença. Não adianta ter os melhores profissionais se o comandante não consegue trazê-los para si. Em qualquer segmento, seja na loja, na fábrica, na rádio ou no jornal, sem uma voz competente as equipes não produzem. Infelizmente hoje, o Criciúma não tem esta voz forte e por isso está em situação delicada num campeonato.

João Nassif
Por João Nassif 30/01/2019 - 12:00

O Troféu Bravo  é uma premiação anual entregue pela revista italiana Guerin Sportivo ao melhor jogador jovem da Europa.

O prêmio começou a ser entregue em 1978, e o primeiro vencedor foi o inglês Jimmy Case. Até 1992, apenas jogadores abaixo de 23 anos que participassem de uma das três copas europeias de clubes (Liga dos Campeões da UEFA, Copa da UEFA, Taça dos Clubes Vencedores de Taças) concorriam ao prêmio. Desde então, qualquer jogador abaixo de 21 anos e de qualquer liga europeia concorre ao prêmio.

O Golden Boy é uma premiação anual entregue pelo jornal italiano Tuttosport desde 2003, destinada ao melhor jogador com idade abaixo de 21 anos atuando na Europa. É similar ao Trofeo Bravo, entregue pela Guerin Sportivo, porém o Golden Boy foi fundado mais recentemente. 

Poucos brasileiros foram escolhidos nas duas premiações. Primeiro foi Ronaldo Fenômeno que ganhou por duas vezes consecutivas o Troféu Bravo. A primeira foi aos 21 anos em 1997 quando atuava pelo Barcelona e a segunda quando defendia e Internazionale de Milão.

Anderson e o Troféu Golden Boy

Pelo troféu Golden Boy foram contemplados outros dois brasileiros. Com 20 anos o meia Anderson, revelado pelo Grêmio ganhou o troféu quando jogava pelo Manchester United da Inglaterra.

Alexandre Pato foi o Golden Boy de 2009 atuando pelo Milan da Itália.
 

João Nassif
Por João Nassif 30/01/2019 - 07:39

Nos últimos anos o público tem sido muito pequeno nas partidas disputadas em casa pelo Criciúma. Como o time não tem correspondido às ansiedades de seus torcedores a tendência é que cada vez mais fica difícil aumentar a média que hoje gira em torno de 3 mil pessoas por jogo. Pouco para quem já teve quase 15 mil sócios e já alcançou a média de 10 mil por partida. Como a direção do clube não investe para montar times competitivos o torcedor não aparece, se brigar por títulos e acessos a casa voltará a encher. 

APELOS
Mesmo com vários tipos de promoções que já foram feitas, até troca de chopp por ingresso, sem time não tem torcida. Até parece que os dirigentes não enxergam o obvio. Mas, fazer o que? O clube tem um dono que teima em determinar um teto salarial que hoje é incompatível com qualidade, por isso o time vai vivendo de lampejos e sofrendo para vencer qualquer adversário mesmo quando joga em casa. E não adianta falar.

MATADOR
Se falarmos em Hélio Alves da Silva Júnior poucos ou ninguém saberá que é. Agora se falarmos em Hélio Paraíba certamente quem acompanha o futebol catarinense dirá que é o artilheiro do campeonato estadual com quatro gols marcados em quatro jogos jogando com a camisa do Brusque adversário do Criciúma hoje à noite no Heriberto Hülse. O atacante veio para o Criciúma depois de se destacar pelo Guarani da Palhoça no estadual de 2016. Ficou por aqui até o primeiro semestre de 2017, fez um total de 20 jogos e marcou apenas cinco gols. Pelo momento que vive terá que ser muito bem cuidado pela defesa do Criciúma. 

TREM DA ALEGRIA
Desfrutando as benesses do poder e com o argumento de observar jogadores a cúpula da comissão técnica da seleção brasileira está na Europa e na agenda o acompanhamento de vários jogos das mais diversas Ligas. Foram anunciados os jogos que terão os olhos do técnico Tite e seus auxiliares. Os jogadores que irão ver são todos conhecidos e já convocados, inclusive vários titulares. Enquanto isso o futuro do futebol brasileiro está empenhado no sul-americano sub-20 e ninguém do staff principal da CBF está presente. Afinal, ninguém é de ferro, se posso viajar para a Europa às custas da CBF, que se dane os garotos, o Chile não tem o mesmo glamour.

COINCIDÊNCIA
Os dois finalistas da Copa da Ásia que está sendo disputada nos Emirados Árabes Unidos estarão, como convidados, presentes no Brasil em junho para a disputa da Copa América. Japão e Qatar são os finalistas, o primeiro já venceu quatro vezes o torneio, enquanto o segundo disputará a decisão pela primeira vez. A final será no sábado e será interessante observarmos o que os dois poderão apresentar na competição sul-americana.

MEMÓRIA
30/01/2010 – “DECISÃO INDIGESTA”

O Criciúma foi à Jaraguá para sua primeira decisão na temporada. Ocupa com o Juventus a última posição na classificação do campeonato e está no penúltimo lugar apenas pelos critérios de desempate. As duas equipes conquistaram apenas um ponto em 12 disputados. Finalmente nesta quinta rodada posso dizer que o Criciúma é favorito para vencer uma partida no estadual. Mesmo com seu baixo rendimento o Criciúma deverá vencer o jogo, pois duvido que seja pior que o Juventus. Além de tudo tem a hierarquia no futebol catarinense. Claro que história não ganha jogo, mas convenhamos a distância é enorme.

João Nassif
Por João Nassif 29/01/2019 - 11:29

Falando um pouco mais de Mário Filho, jornalista e escritor, irmão do também escritor e jornalista Nelson Rodrigues, foi na literatura esportiva que Mário se tornou referência nacional.

São seis obras publicadas tendo como tema futebol e a maior delas foi “O negro no futebol brasileiro” em que Mário Filho aborda a dificuldade da inserção do negro neste esporte que durante os primeiros anos do século passado era praticado somente por brancos e mais, das famílias tradicionais do Rio de Janeiro.

Por ser um cronista dos principais jornais da então Capital Federal, o foco de sua grande obra foi abordando os negros do futebol carioca.

Mário Filho faz uma descrição minuciosa abordando jogadores em particular, até que o futebol passou a ser um esporte de alta competição e a inserção do negro em seu meio foi inevitável.

Muitos clubes resistiram, outros preferiram encerrar as atividades, mas a força dos negros acabou prevalecendo e alguns se tornaram os maiores craques do futebol brasileiro. 

Pelé em família

Numa passagem do livro, já analisando a participação dos negros na seleção brasileira e por times de outros estados que fizeram história, Mário Filho cunhou uma frase sobre o maior jogador de futebol de todos os tempos. “Dondinho era preto, preta dona Celeste, preta vovó Ambrosina, preto o tio Jorge, pretos Zoca e Maria Lúcia. Como se envergonhar da cor dos pais, da avó que lhe ensinara a rezar, do bom tio Jorge que pegava o ordenado e entregava-o à irmã para inteirar as despesas da casa, dos irmãos que tinha de proteger? A cor dele era igual. Tinha de ser preto. Se não fosse preto não seria Pelé”
 

João Nassif
Por João Nassif 29/01/2019 - 07:48

Recebemos no Debate Aberto de ontem na Som Maior o Diretor Comercial e de Marketing do Criciúma, Júlio Remor. Adiantou o novo plano para captação de sócios com a campanha “Juntos com alma, garra e coração”. É mais uma entre tantas tentativas do clube em aumentar seu quadro associativo hoje em torno 3,1 sócios. É uma boa iniciativa, mas se não for feito um time competitivo que traga o torcedor de volta de nada adiantará somente a boa vontade. Time forte é melhor que qualquer iniciativa de marketing.  

CLUBE FORMADOR
Meu amigo Plácido fica indignado quando ouve que as crias talentosas do Criciúma são emprestadas ou vendidas para clubes grandes do país. Entendo a indignação, mas não concordo. O Criciúma tem a missão de revelar e repassar estes jogadores como forma de conseguir recursos para ir se equilibrando na sua trajetória pelo futebol brasileiro. A questão é saber como repor, não somente vender o que tem no momento, mas ir revelando novos atletas para manter um padrão que faça girar com sucesso a engrenagem do mercado.

GANGORRA DA RIVALIDADE
Com dois times na série “A” do campeonato catarinense Tubarão já desde o ano passado vive um forte clima de rivalidade entre seus dois representantes na competição. Em 2018 o Tubarão começou mal o campeonato, mas reagiu e conseguiu ao final ficar na terceira colocação. Em contrapartida o Hercílio Luz ficou o tempo todo rondando a zona de rebaixamento e terminou uma posição acima escapando pelo melhor saldo de gols que o Internacional de Lages que foi rebaixado.
Este ano o Hercílio começou melhor, está colado no G-4 enquanto o Tubarão é o lanterna depois de quatro rodadas.

PURA DEMAGOGIA 
Quando soube da possível nova cirurgia que será feita no pé direito de Neymar, o mesmo fraturado meses antes do Mundial na Rússia, o técnico Tite não perdeu a oportunidade de mais uma vez proferir frases de efeito, aproveitando que o jogador é referência na seleção e também na mídia mundial. “Neymar não vai pagar o preço por causa da saúde. Perco meu emprego, mas não vou carregar essa responsabilidade de convoca-lo”. Mas, Cristo, já viram algum treinador convocar jogador machucado, ainda mais para jogos amistosos. Os franceses não entendem a demagogia e da embromação do treinador brasileiro.

PEITO ESTUFADO
O Vitória da Bahia acabou de vender para o alemão Hoffenheim o zagueiro Lucas Ribeiro de apenas 20 anos. O jogador fez apenas 16 jogos pelo time principal do clube baiano e vai imediatamente para a Bundesliga. O contrato tem um termo de confidencialidade e não permite a divulgação do valor recebido pelo Vitória que afirma ser a maior venda da História do futebol nordestino. 

MEMÓRIA
29/01/2009 – “LUZ AMARELA”

A CBF divulgou ontem em seu site os estádios que receberão jogos da Copa do Brasil e que ainda não foram aprovados pela vistoria feita pela entidade. O Heriberto Hülse é um deles. De acordo com o site, até as 18 horas de terça-feira faltavam os laudos da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros. Para que as equipes não fiquem impedidas de jogar em casa todos terão que estar em ordem até amanhã no final da tarde. O estádio do Tupi, adversário do Criciúma na primeira fase da competição também tem pendências da PM e da Vigilância Sanitária. A promessa é que ainda hoje o Criciúma obterá os laudos para aprovação do HH.

6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18