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CORONAVÍRUS - Saiba mais aqui
* as opiniões expressas neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do 4oito
Denis Luciano
Por Denis Luciano 23/04/2020 - 16:14Atualizado em 23/04/2020 - 16:15

Aquelas imagens das portas do Shopping Neumarkt sendo reabertas nesta quarta-feira, 22, em Blumenau, rodaram o Brasil. É que havia muita gente entrando simultaneamente, furando todas as regras referentes a isolamento social, que seguem valendo com a ameaça da pandemia de coronavírus no ar.

Era muita gente na fila. De todas as idades. A maioria com máscara, é bem verdade, mas em um flagrante desrespeito às determinações das autoridades sanitárias. Distanciamento de 1,5 metro entre as pessoas? Zero.

Confira também - Em Blumenau, fila para entrar no shopping

As imagens chamaram a atenção do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), que entrou em ação. Foi instaurado um termo circunstanciado para apurar se houve crime contra a saúde pública na reabertura do shopping. Obviamente que o estabelecimento, do Grupo Almeida Júnior - mesmo que detém o Nações, em Criciúma - se embasa nas providências tomadas junto aos seus funcionários e na liberação, pelo Governo do Estado, para esse tipo de atividade, que vinha suspensa desde o início da pandemia.

A 11ª Promotoria de Justiça de Blumenau constatou, em análise preliminar do vídeo, uma série de afrontas às medidas protetivas determinadas pelo Estado. Diz a nota do MPSC:

A análise primária das imagens permite visualizar, por exemplo, o aglomero de clientes e funcionários no corredor de entrada do local, inclusive para acesso ao álcool gel disponibilizado, e a presença de um músico, desprovido de qualquer equipamento de segurança, tocando um instrumento de sopro, o qual pode lançar partículas de saliva no ar.

As medidas de segurança sanitária estabelecidas pelo Governo do Estado, por sua vez, exigem o uso de máscaras e a distância mínima de 1,5 metro entre clientes e funcionários.

Como primeira medida, a Promotora de Justiça Cristina Nakos requisitou a instauração de procedimento de investigação para a Polícia Civil a fim de apurar se os administradores do shopping center cometeram o crime de infração de medida sanitária preventiva, tipificado no artigo 268 do Código Penal como "infringir determinação do poder público, destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa". A pena prevista na lei é detenção de um mês a um ano e multa.

A Delegacia Regional de Blumenau comunicou ao Ministério Público que a notícia de fato foi distribuída para a 1ª Delegacia de Polícia de Blumenau para o andamento das investigações.

Enquanto isso, a reabertura dos shoppings em Criciúma foi marcada por calmaria. No Nações Shopping até havia clientes aguardando, mas nada das filas que foram registradas em Blumenau.

Denis Luciano
Por Denis Luciano 22/04/2020 - 17:05Atualizado em 22/04/2020 - 17:06

Mais uma prova de que, em muitas regiões do estado, a vida não é fácil para as autoridades em saúde defensoras do isolamento pleno, da distância entre as pessoas, das regras de convivência para evitar propagação do coronavírus. As imagens da reabertura do Neumarkt, em Blumenau, mostram uma fila com muita gente entrando. A fila chega a ser dupla em alguns momentos. É gente de toda a idade. 

Todos com máscara, é bem verdade. E o ritmo é festivo, naturalmente. Afinal, um desafogo para os lojistas, que vinham sufocados pelos decretos que mantinham o comércio fechado. E de alívio para os muitos consumidores, que voltam a ganhar uma boa opção de entretenimento, nesses tempos de quarentena.

O shopping - as imagens deixam claro - fez sua parte. Paramentou seus funcionários, os lojistas de máscara, nada indicando qualquer infração. Mas e o controle das aglomerações em locais públicos, como faz? A preocupação levantada pela Igreja Católica ao definir pela não retomada das missas com fieis, embora os decretos liberem, ganhou fôlego na interpretação das imagens do shopping de Blumenau. É difícil controlar o público, e a consciência precisa ser muito mais individual mesmo. Como culpar o comerciante? O empresário? E o padre, caso a igreja tivesse suas missas?

Detalhe: o Neumarkt é do mesmo grupo do Nações Shopping, o Almeida Júnior. Em Criciúma, como o 4oito já mostrou, o movimento de retorno foi bem mais tranquilo.

Confira também

Uma rotina diferente nos shoppings de Criciúma

Restaurantes abrem, mas movimento ainda é fraco

Denis Luciano
Por Denis Luciano 22/04/2020 - 15:42Atualizado em 22/04/2020 - 15:44

Um vereador pediu uma licença não remunerada na Câmara de Morro da Fumaça. E não conseguiu. Com cinco votos contrários e apenas dois favoráveis, o Legislativo fumacense vetou a licença, mas que ele não fosse receber salários durante a ausência. É que Jerson Maragno (PP), o vereador conhecido popularmente como Sabão, tem mais de 60 anos e teve um filho submetido, recentemente, a um transplante de rins. Por esses agravantes, ele quer se poupar em tempos de Covid-19 - Morro da Fumaça tem quatro casos confirmados e dois pacientes curados até agora -.

Sabão vai à Justiça para conseguir a licença da Câmara. E ele usou as redes sociais para desmentir o que chamou de fake news, uma postagem na qual referiam o desejo do parlamentar, de ficar dois meses sem trabalhar às custas do povo, sob o rótulo "Mais liso que Sabão".

Confira abaixo o texto postado pelo indignado vereador:

Nessa última semana solicitei aos assessores da camara de vereadores para preencherem o meu pedido de licença, SEM REMUNERAÇÃO, pelo prazo de 60 dias pois estou com mais de 60 anos e tenho um filho que passou por um transplante de rim a pouco tempo atrás.

A licença é para que eu não corra riscos e principalmente, não coloque a minha família em risco.

A mesma licença que eu solicitei, outros vereadores solicitaram no decorrer do mandato.

Infelizmente, minha solicitação foi reprovada pela maioria dos vereadores de forma politiqueira e irresponsável.

Eles não podem me tirar o direito de preservar a minha saúde e de minha família.

Vou entrar judicialmente solicitando essa licença.

E se não bastasse isso, tem canalhas, pessoas de mal caráter espalhando mentiras e dizendo que eu ficaria recebendo o salário de vereador. Não existe isso. Minha licença é SEM REMUNERAÇÃO.

Desde o início sempre briguei pela economia da camara e a minha índole não permite tamanha safadeza ao contrário de muitos.

Peço a população me que informe quem são as pessoas que estão espalhando essas mentiras que também irão responder judicialmente.

Fico triste com a decisão maldosa da maioria dos vereadores e principalmente com as pessoas que ficam espalhando informações erradas e falsas.

Denis Luciano
Por Denis Luciano 22/04/2020 - 15:13Atualizado em 22/04/2020 - 15:22

Uma importante página da comunicação de Santa Catarina foi virada nesta quarta-feira, 22. Faleceu em Florianópolis, aos 84 anos, o empresário Mário Petrelli. Fundador do Grupo RIC no Paraná e em Santa Catarina, do qual faz parte a NDTV, afiliada à Rede Record em Santa Catarina, e o jornal Notícias do Dia, em Florianópolis, além do portal RIC Mais. Em Curitiba, a RIC mantém a RIC TV e a Rádio Jovem Pan.

Petrelli submeteu-se a uma cirurgia no joelho em São Paulo, há um mês, e vinha em franca recuperação, mas ele sofreu um sangramento que, convertido em hemorragia, acabou sendo fatal.

O empresário, filho único de Alice e Leonardo Petrelli, nasceu em Florianópolis em 31 de maio de 1935, fez ensino primário em Itajaí e Laguna, o ginasial no Colégio Catarinense, em Florianópolis, e graduou-se em Direito em 1959 na Universidade Federal do Paraná.

No vídeo, uma entrevista na qual Mário Petrelli contou um pouco da sua vida.

Denis Luciano
Por Denis Luciano 22/04/2020 - 14:40Atualizado em 22/04/2020 - 14:43

A flexibilização dos decretos do governador Carlos Moisés em relação a três áreas em Santa Catarina permitiu a reabertura de muitas e muitas portas nesta quarta-feira, 22. E portas que andavam nervosas, ansiosas, necessitadas pelos ares da reabertura em meio à pandemia de Covid-19. Foi o caso dos shoppings centers, galerias e centros comerciais, dos restaurantes e bares e das academias.

Nos shoppings, muito álcool gel, prevenção por toda a parte, limpeza constante, mesas arredadas e áreas demarcadas nas praças de alimentação. Ainda há muito sinal de restrição no ar. Um grupo de amigos não pode tomar conta de uma mesa em um shopping. É proibitivo. Ir no cinema, nem pensar. "Tem problema de ventilação, né", lembrou ontem o secretário de Estado da Saúde, Helton Zeferino, quando indagado, confirmando a manutenção da restrição das salas de cinema.

E os shoppings viram-se como podem para tentar atrair de novo uma clientela ainda tímida, e mais acanhada por conta do dinheiro que, naturalmente, encurtou. O Nações Shopping preparou uma recepção especial quando reabriu suas portas às 12h desta quarta. Com a equipe a postos, todos a caráter com suas máscaras, o hino nacional entoado ao fundo e aplausos, muitos aplausos aos clientes que, depois de semanas, puderam pisar por aqueles corredores. A notar que a clientela passava a porta com máscaras, mais uma prova do quanto a população está aderindo à necessária proteção.

Dos restaurantes, vieram relatos do capricho dos vários que abriram, também carentes do faturamento que vinha ausente, embora muitos estivessem recorrendo à tele-entrega para manter suas cozinhas com algum movimento. Em restaurantes com buffet, os proprietários respeitaram a necessidade da assepsia logo na entrada, na porta, a repetição na ponta do buffet e a oferta de luvas para os clientes. E, claro, a indispensável máscara. Os restaurantes passaram no teste, mas os clientes ainda não apareceram em grande quantidade, A aguardar como será o movimento dos noturnos, dos que servem jantares. Se a saudade de um bom jantar vence o temor do vírus e as dificuldades impostas pelas regras novas de convivência.

Há, ainda, a distância de 1,5 metro entre as mesas, desafios para os restaurantes que funcionam em espaços menores, compactos.

E das academias, o que mais chama a atenção nessas primeiras horas de reabertura, é a impossibilidade de uso de celulares enquanto o frequentador malha. O decreto prevê isso. Vai malhar? Sem celular. Muitos se queixam, já que o celular torna-se um "parceiro de conteúdo" para o decorrer da malhação, seja com música, seja com vídeo, seja até com texto. 

Mas ao menos toda essa turma voltou ao trabalho. Para estancar um pouco da sangria que vivem esses segmentos.

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Denis Luciano
Por Denis Luciano 22/04/2020 - 10:31Atualizado em 22/04/2020 - 10:32

A liberação do uso de parques em Santa Catarina - eles estavam fechados para evitar aglomerações em meio à pandemia de Covid-19 - veio acompanhada de inúmeras dúvidas. E cada município vai, ao seu modo, as esclarecendo, diante do conteúdo do decreto do governador Carlos Moisés anunciado no fim da tarde passada.

Em Criciúma, usuários dos parques das Nações, Centenário Altair Guidi e Imigrantes estavam ansiosos. Afinal, para quem está em efetiva quarentena o passeio pelos parques oferece um desafogo. E a informação é de que as pistas de caminhada e as ciclovias estão liberadas para, claro, atividades individuais. 

O secretário de Estado da Saúde, Helton Zeferino, bateu com persistência nessa tecla: "atividades físicas ao ar livre, desde que sem concentração de pessoas, é possível. Para usar parques, que usem, sem concentração, e feita a atividade que voltem para casa". É nessa linha que Criciúma está trabalhando. Ou seja, aparelhos que não sejam as pistas de caminhada e as ciclovias seguirão fechados. Quer levar a criança para brincar no parquinho? Não é possível. Quer usar a academia ao ar livre? Também não.

Para o uso das praias, também ficou uma interpretação semelhante. Aquele passeio com a família para relaxar na beira da praia - a previsão é de tempo muito bom no fim de semana - não é possível. Mas a prática individual de alguma atividade, tudo bem. Tanto que a Polícia Militar publicou, na manhã desta quarta-feira, um comunicado nesse sentido direcionado aos surfistas:

SURF LIBERADO!
A portaria nº 258 de 21 de abril de 2020 autorizou a prática de surf, kitesurf e remo nas praias catarinenses. Mas não esqueça da prevenção: nada de aglomeração e distância de 2 metros entre todos! As praias seguem FECHADAS, então vá para o mar e depois CASA!

Tags: Coronavírus

Denis Luciano
Por Denis Luciano 20/04/2020 - 12:01Atualizado em 20/04/2020 - 12:02

O aniversário da pediatra Clarissa Ines Almeida não poderia ter sido melhor. Foi brindada com saúde. A alta do Hospital da Unimed, onde lutou intensamente pela vida, foi cercada de simbolismos para a médica de 63 anos. Um mês depois da internação, e depois de um tenso período na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), Clarissa teve alta na manhã desta segunda-feira, 20. Saiu do hospital sob aplausos e ouvindo um sonoro "parabéns a você".

Confira também - Após 20 dias sedada, pediatra recebe alta

Vice-presidente da Unimed Criciúma, ela participou de uma reunião de planejamento das ações de combate à Covid-19 em um dia e, no dia seguinte, estava sendo hospitalizada. A doença foi agressiva com ela. Em algumas das entrevistas durante a convalescência da sua vice, o presidente Leandro Avany Nunes não escondia a apreensão. Ela foi submetida a tratamento com hidroxicloroquina. Teve picos de reação, mas momentos em que o ar faltou e o respirador tornou-se mais que necessário.

A emoção de Clarissa nesta manhã, na Som Maior, ajudou a confirmar algumas perspectivas importantes dessa pandemia: ela não guarda classe social, ela não poupa ninguém e todos estamos sujeitos. Quem está de alguma forma encarando de perto o problema não consegue ficar à margem dos alertas em relação ao perigo que se corre. Tanto que outro dia registramos aqui, também, a alta de uma paciente de 57 anos do Hospital São José. Tratava-se de uma auxiliar de Enfermagem - também profissional da saúde, como Clarissa - e que foi a primeira paciente internada no HSJ pela doença. Relembre no link abaixo:

Confira também - As vitórias na luta contra a Covid-19

Criciúma contabiliza, hoje, vinte pacientes recuperados em um universo de 62 casos confirmados. No vídeo abaixo, a emoção de Clarissa e dos seus amigos e da equipe da Unimed em sua alta nesta manhã. Vale assistir:

Tags: Coronavírus

Denis Luciano
Por Denis Luciano 20/04/2020 - 11:19Atualizado em 20/04/2020 - 11:24

Foi notícia neste domingo, aqui no 4oito, que a semana começaria sem a atuação dos monitores, os amarelinhos, que cobram o estacionamento rotativo nas ruas centrais de Criciúma. Fruto de uma liminar expedida pelo juiz Pedro Aujor Furtado Júnior, a cobrança não poderia ser realizada. "Fui informado sobre esta liminar, e que deveria suspender as atividades até segunda ordem", confirmou ontem o coordenador do Criciúma Rotativo, Frank Bez Fontana.

A orientação inicial, portanto, era para que os amarelinhos não atuassem enquanto a liminar era analisada pela procuradoria do Município.

Acontece que eles foram às ruas na manhã desta segunda-feira, 20. Pelo menos na Rua Rui Barbosa eles foram vistos. Idem na Marcos Rovaris. Vários foram os criciumenses que nos referiram, entre 8h e 10h, que viram os monitores de caneta em punho e seus bloquinhos sendo preenchidos com as notificações.

Eis que, ali por 11h, flagramos aqui do Due Fratelli (décimo segundo andar, sede da Som Maior) um grupo de quatro dos monitores voltando para a sede da Diretoria de Trânsito e Transportes (DTT), aqui na Marcos Rovaris. Finalmente chegou, depois de análise da situação, a orientação do setor jurídico da prefeitura para que o trabalho fosse suspenso, atendendo os efeitos da liminar.

Monitores do Criciúma Rotativo voltando para a DTT por volta das 11h
Foto: Luana Mazzuchello / 4oito

De agora em diante, enquanto persistir a liminar, não se paga para estacionar na área monitorada do Centro.

Denis Luciano
Por Denis Luciano 15/04/2020 - 23:04Atualizado em 15/04/2020 - 23:11

Como pano de fundo, o milionário investimento em um hospital de campanha em Itajaí. 

Azedou de vez o clima entre o governador e a vice. Aquela harmonia entre o Carlos Moisés que tirou férias no fim do ano para a Daniela Reinehr governar o Estado é coisa do passado. Ele chegou a encarar pedido de impeachment naquela licença. 

Mas o momento é outro. A crise por si só, da luta contra o coronavírus, já é por demais pesada. E não é que o pesado investimento para montar um hospital de campanha detonou uma bronca danada?

Daniela foi às redes sociais denunciar possível abuso. Moisés retrucou. Primeiro, ela:

Em razão da contestação e questionamentos já levantados, inclusive pela mídia em geral, acerca da instalação do Hospital de Campanha em Itajaí e por responsabilidade do cargo que ocupo, apresento aos catarinenses minhas considerações, que visam acelerar a instalação de hospitais de emergência em Santa Catarina, com integridade e transparência, visto que não se pode correr o risco do contrato ser cancelado ou interrompido. Há grande preocupação com a lisura e transparência do processo, evitando qualquer tipo de suspeição que possa trazer sérias consequências, como a não efetivação do serviço.

 

Com esses objetivos, expedi ao Governador Ofício que, no seu bojo, apresenta minhas preocupações com ações do Governo de Santa Catarina em momento tão delicado. Os agentes da administração pública, são os responsáveis pelas decisões atuais e serão julgados no presente e no futuro. E não podem pairar dúvidas sobre os contratos firmados.

 

Os catarinenses não podem aguardar eventuais discussões quando precisamos de atendimento emergencial, ainda mais quando se trata de uma crise como esta e em havendo outras possibilidades. Cabe ao Governador, o discernimento para atender da melhor maneira as necessidades que poderão surgir nos próximos meses, trazendo transparência e celeridade em todos os processos e segurança na execução dos contratos, não deixando pairar dúvidas a respeito de diferenças com valores ou nos procedimentos ora facilitados em razão da calamidade.

Depois, ele:

O momento é de união e não de fazer política. Há pessoas morrendo pelo coronavírus. Há empreendedores sofrendo com a crise econômica que é mundial. Usar este momento para promover embate político é lamentável. 

 

Denis Luciano
Por Denis Luciano 14/04/2020 - 17:08Atualizado em 14/04/2020 - 17:16

Um protesto barulhento contra o governador Carlos Moisés foi realizado na tarde desta terça-feira, 14, em Balneário Camboriú. Centenas de manifestantes, na maioria comerciantes, foram até a Avenida Atlântica, a principal da orla, e em carreata rumaram até a Câmara de Vereadores da cidade. Eles pedem a abertura plena do comércio e defendem o impeachment de Moisés. Eles reclamam do impacto econômico dos decretos de isolamento social que estão sendo adotados desde o início da pandemia de coronavírus em Santa Catarina.

Recentemente, uma carreata do gênero estava sendo organizada em Criciúma, mas acabou abortada por solicitação do Ministério Público à Polícia Militar. Na ocasião, em Criciúma, uma das lembranças era que realizar uma carreata atentaria contra o regime de isolamento social, por proporcionar aglomeração de pessoas.

Confira, no vídeo, parte da mobilização em Balneário Camboriú:

Denis Luciano
Por Denis Luciano 14/04/2020 - 16:14Atualizado em 14/04/2020 - 16:15

Não é de hoje que aparece defasada a relação que o Governo do Estado publica, todo fim de tarde, com a relação dos municípios e seus casos de Covid-19. Tanto que, na relação desta segunda-feira, 13, Criciúma apareceu com 48 registros. Àquela altura, o número da Vigilância Epidemiológica municipal estava em 48 e, dali a poucas horas, seria atualizado para 52 registros positivos da doença.

Outro exemplo regional tem a ver com Siderópolis. Por dias a fio, dois casos pertencentes ao município apareciam na lista de Criciúma. Demorou para vir a correção. Isso sem falar de Içara, que o próprio prefeito Murialdo Gastaldon avisava havia dias que não era um caso. De um dia para outro, a relação içarense saltou para oito, mas na estadual aparecem sete casos na cidade vizinha a Criciúma.

Confira também - Os números do coronavírus em Santa Catarina

E uma mais curiosa ainda veio à tona nesta tarde de terça-feira. Santa Rosa de Lima, município no extremo norte da Amurel, quase na vizinhança dos costados da Grande Florianópolis, vem aparecendo há alguns dias na lista da Secretaria de Estado da Saúde. Primeiramente, com um caso, que já chamou a atenção, pois a cidade distante 104 quilômetros de Criciúma conta com diminuta população, apenas 2 mil habitantes. Na relação de ontem, a situação piorou: dois casos de Covid-19 na cidade.

Claro que o dado alarmou. Tanto que a prefeitura tratou de emitir uma nota esclarecendo que, de fato, não há casos na cidade. Já foi avisado ao Estado que um dos dois referidos é, na verdade, de Santa Rosa do Sul, também no sul catarinense, mas na Amesc, ali entre Sombrio e São João do Sul. E o outro caso? Ninguém sabe de onde é.

A área central da pequena Santa Rosa de Lima, na Amurel

Claro que a Secretaria de Estado da Saúde vem realizando um mastodôntico trabalho de orientar os serviços sanitários em tempos de uma pandemia histórica em Santa Catarina, mas que é preciso uma melhor atenção com os dados municipais, isso é. Afinal, alardes desnecessários podem estar sendo gerados. Imaginem o falatório em uma cidade de 2 mil habitantes que supostamente teria dois casos de coronavírus? É tão impactante quanto se houvesse 200 casos em Criciúma. A conta é simples: 2 casos entre 2 mil habitantes de Santa Rosa de Lima seria o mesmo que 200 casos entre 200 mil habitantes de Criciúma. Corrigindo: Santa Rosa tem zero, Criciúma tem 52. Ao menos até a próxima atualização.

Abaixo, a nota da prefeitura de Santa Rosa de Lima:

Nota de Esclarecimento

 

A Vigilância Epidemiológica do Município de Santa Rosa de Lima esclarece que, até a presente data, 14 de abril de 2020, não foi registrada na abrangência de seu território a ocorrência de qualquer caso positivo para Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus (Sars-Cov-2).

 

O Governo do Estado, por meio de seus canais de comunicação, tem divulgado equivocadamente a ocorrência de dois casos positivos em Santa Rosa de Lima. Um desses casos já foi identificado como sendo originalmente do município de Santa Rosa do Sul, pertencente à Amesc (Associação de Municípios do Extremo Sul Catarinense). O segundo caso ainda não foi identificado de onde seria. Porém, a Vigilância Epidemiológica e a Secretaria Municipal de Saúde reforçam que até o momento não há nenhuma notificação, seja de hospitais públicos ou de clínicas particulares da região, de Covid-19 para Santa Rosa de Lima.

 

Em março, o município chegou a apresentar dois casos suspeitos. Porém, após exames realizados pelo Lacen (Laboratório Central do Estado), os resultados deram negativo para coronavírus. A Secretaria de Estado da Saúde já foi comunicada deste erro e o município de Santa Rosa de Lima, agora, aguarda pela correção dos dados.

 

Por fim, a Vigilância Epidemiológica municipal solicita aos órgãos de imprensa da região e do estado, que têm desempenhado importante papel no combate a esta pandemia, que ao divulgarem informações a respeito do contágio em cada cidade, atentem para esta situação. Também, de imediato, o órgão se compromete a dar publicidade por meio dos canais de comunicação oficiais do município caso qualquer suspeita ou confirmação de Covid-19 ocorra na área de sua abrangência.

 

Santa Rosa de Lima, 14 de abril de 2020
Vigilância Epidemiológica Municipal
Secretaria Municipal de Saúde

Denis Luciano
Por Denis Luciano 14/04/2020 - 11:38Atualizado em 14/04/2020 - 11:40

Em um vídeo que fez circular na manhã desta terça-feira, 14, a Diretoria de Comunicação da prefeitura de Criciúma reforçou medidas, diversas, que devem ser adotadas para garantir a saúde da população mesmo com a liberação de várias atividades. Uma das medidas realçadas é a distância mínima de 1,5 metro entre as pessoas em locais onde há, por exemplo, formação de filas.

Santander da Centenário, ontem

As fotos que ilustram essa postagem são de filas diante de duas agências bancárias de Criciúma nesta segunda-feira, 13. Essa acima, no Banco Santander da Avenida Centenário, nota-se que as pessoas estão muito próximas. Pela extensão da fila, não há a marcação no chão, que os bancos providenciaram para, digamos, os primeiros lugares das filas. Quando a quantidade aumenta, os demais não estão orientados pelo sinal no chão. O vídeo da prefeitura sublinha essa importante orientação: 1,5 metro entre cada um da fila.

Mensagem no chão em uma agência do Bradesco na Centenário, na Próspera

A outra foto, a de baixo, é das cercanias do Banco do Brasil, também agência da Centenário, também nesta segunda. A fila começa diante da agência, na avenida, e entra na Rua 15 de Novembro em direção à Rui Barbosa. Bastante gente, poucos de máscara ainda, embora o número de "mascarados" nas ruas de Criciúma esteja aumentando, e já corra entre as pessoas um olhar desconfiado em direção aos que não estão de máscara.

A lembrar que já foi notícia aqui no 4oito que o Procon vem apertando o cerco contra bancos em Criciúma. A fiscalização vem atuando.

Banco do Brasil da Centenário, ontem

"Vamos só voltar à rotina ou melhorar a rotina?". A pergunta, grifada no mesmo vídeo da prefeitura já citado aqui, e disponível logo abaixo, é muito pertinente. Não basta voltar à rotina, é preciso um novo procedimento diante da desafiadora rotina de driblar um inimigo invisível que já infectou 52 criciumenses e já matou quatro pessoas por aqui.

Tags: Coronavírus

Denis Luciano
Por Denis Luciano 10/04/2020 - 18:48Atualizado em 10/04/2020 - 18:52

Fazendo uso de suas redes sociais, a CDL de Criciúma fez uma dura cobrança ao governador Carlos Moisés na tarde desta sexta-feira, 10. Na postagem, a entidade afirmou que "é imprescindível que a gente volte a trabalhar neste dia 13", apontando a segunda-feira como fundamental para retorno das atividades comerciais. Diz a nota, ainda, que a sobrevivência do varejo depende deste retorno.

Na sua fala no fim da tarde desta sexta, Moisés não especificou quais medidas tomará em relação ao comércio. Reforçou, apenas, que se pronunciará a respeito neste sábado, às 12h, mas deixou claro que shoppings centers não deverão ser autorizados a funcionar.

Ao final da postagem da CDL na rede social, foram marcados o governador Carlos Moisés, a vice Daniela Reinehr e o secretário de Comunicação, Ricardo Dias. Confira:

Nós entendemos que num cenário, como o atual, a tomada de decisão não é simples. A vida está em jogo. Lidar com uma pandemia exige atitudes que nem sempre são compreensíveis. O que não se entende, sr. Governador, é porque alguns segmentos comerciais tenham que sofrer mais do que outros as restrições deste momento. O risco está posto para todos. Portanto, é imprescindível que a gente volte a trabalhar neste dia 13/4. Não podemos esperar mais sob pena de que o varejo não resista, principalmente os pequenos negócios.

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Denis Luciano
Por Denis Luciano 09/04/2020 - 21:25Atualizado em 09/04/2020 - 21:28

Criciúma estava com 38 casos de covid-19 confirmados. Mais nove pacientes entraram na conta no fim da tarde desta quinta-feira e, agora, são 47 contaminados pelo novo coronavírus na cidade.

Em contraponto, 11 casos são considerados recuperados.

As autoridades reconhecem que o número de casos seguirá aumentando, com a chegada dos testes rápidos nas redes pública e privada.

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Denis Luciano
Por Denis Luciano 08/04/2020 - 23:45Atualizado em 09/04/2020 - 00:25

O dia 8 de abril entrou com tudo na lista do monitoramento dos casos de Covid-19 em Criciúma. 

No fim da tarde, o governador Carlos Moisés anunciava a lista dos registros e relatava 29 positivados em Criciúma. Era o registro mais atualizado da Vigilância Epidemiológica. 

Até que a noite chegou e, com ela, vieram nove confirmações. Sim, a cidade passou a ter mais nove casos de contaminação por coronavírus confirmados. Isso deveu-se, conforme a Vigilância, à chegada dos primeiros mil testes rápidos comprados pela prefeitura e que começaram a ser aplicados. Por eles, foram identificados esses nove diagnósticos positivos.

Até o prefeito Clésio Salvaro submeteu-se ao teste, recebendo o resultado negativo para Covid-19.

Criciúma ostenta agora 38 casos. A lista dos regionais apurados por aqui também saltou. Foram mais quatro, chegando a 21 no total.

Criciúma se consolida no terceiro lugar entre as cidades catarinenses, atrás apenas de Florianópolis e Blumenau em casos registrados. O governador Carlos Moisés chegou a lembrar que o empate até então verificado com Joinville já era preocupante, por se tratar da maior cidade do estado na comparação.

E uma máxima que veio à tona: quanto mais testes, mais diagnósticos, levando-se em conta que 80% dos pacientes são assintomáticos. 

Abaixo, a nota da prefeitura comunicando os novos casos:

Segue *Informe Epidemiológico* desta quarta-feira (8), com atualizações dos casos de Covid-19 em Criciúma. 

 

*Hoje, vários serviços de saúde iniciaram a realização de testes rápidos e foram notificados 09 novos casos de COVID-19 de residentes de Criciúma, além de outros 04 casos de pacientes residentes de municípios vizinhos. São 07 pacientes entre 20 e 40 anos e 02 pacientes de 60 a 70 anos, sendo 04 homens e 05 mulheres. A Vigilância Epidemiológica de Criciúma reforça que estão sendo tomadas as devidas medidas de prevenção e controle referentes a estes casos, tal qual ocorre com os casos notificados pelas instituições hospitalares.*

 

*DECOM | Diretoria Executiva de Comunicação"

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Denis Luciano
Por Denis Luciano 06/04/2020 - 15:32Atualizado em 06/04/2020 - 15:36

Causou repercussão a matéria do Estadão que referiu, nesta segunda-feira, 6, a proposta do empresário Jaimes Almeida Júnior, que estaria disposto a repassar respiradores ao Governo do Estado, para reforçar a estrutura para os pacientes de Covid-19, condicionando à reabertura dos shoppings que o grupo mantém em Santa Catarina, inclusive um em Criciúma.

Em nota publicada faz poucos instantes, assinada pelo próprio CEO do Grupo Almeida Júnior, é mencionada sim uma carta enviada ao governador do Estado, explicando a busca pelos aparelhos e citando um mal entendido. Confira:

COMUNICADO

 

A Almeida Junior esclarece que jamais condicionou a doação de respiradores à reabertura dos shoppings no Estado de Santa Catarina. Em carta enviada ao governador do Estado, Jaimes Almeida Junior, fundador e presidente da companhia, lista as ações que a empresa está tomando para auxiliar no combate à Covid-19. Uma delas era a busca de 12 respiradores. A redação da carta pode gerar um mal entendido, por afirmar que os respiradores seriam doados no primeiro mês após a reabertura do comércio. A Almeida Junior lamenta o mal entendido e reforça que as doações de respiradores e outras atitudes de combate ao Covid-19 não dependem de qualquer atitude do governador ou de outra autoridade pública. O grupo está comprometido a atenuar o impacto do Covid-19 na saúde do povo catarinense e na economia do Estado em parceria com governo e prefeituras.

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Denis Luciano
Por Denis Luciano 06/04/2020 - 13:58Atualizado em 06/04/2020 - 14:08

Santa Catarina poderá ganhar um reforço na oferta de respiradores para assistência aos pacientes, em tempos de pandemia de coronavirus. 

O empresário Jaimes Almeida Júnior encaminhou proposta ao governador Carlos Moisés. Ele ofereceu dois respiradores por shopping que opera em Santa Catarina. A informação é do jornal O Estado de São Paulo. Confira abaixo:

Dono de rede de shoppings oferece respiradores em troca de reabertura de lojas em SC

O CEO da administradora de shoppings centers Almeida Júnior, Jaimes Almeida Júnior, ofereceu 12 respiradores à Secretaria de Saúde de Santa Catarina caso o estado aceite proposta para reabertura das suas seis lojas no Estado. Em e-mail enviado ao governador Carlos Moisés (PSL), o grupo se propõe a disponibilizar vagas de estacionamento cobertas para realização de testes em massa e diz que o funcionamento dos estabelecimentos seguiria medidas de segurança, como afastamento mínimo entre mesas e controle de fluxo de pessoas.

A oferta é de dois respiradores para cada shopping instalado no Estado, com previsão de entrega em até um mês após a reabertura das lojas. “O governador ainda não se posicionou. As propostas que o grupo Almeida Junior fez ao Governo de Santa Catarina para a reabertura dos shoppings irão trazer muita segurança aos consumidores”, afirmou Jaimes Almeida Júnior ao Estado.

Questionado sobre como faria para realizar a compra e a entrega dos equipamentos, já que há uma grande demanda mundial por esses suprimentos, o CEO responde que “a empresa já está avaliando no mercado oportunidades da compra e entrega dos respiradores após a abertura dos shoppings”.

“Adquiri ao longo dos 40 anos que fundamos a Almeida Júnior um espírito público provocado naturalmente pelo nosso negócio – shopping centers são equipamentos privados de alma publica”, diz trecho da mensagem encaminhada ao governador. O grupo emprega cerca de 16 mil pessoas em seis estabelecimentos funcionando em cinco cidades: São JoséCriciúmaBalneário CamboriúBlumenau e Joinville.

Estado apurou que a proposta estaria sob análise do Centro de Operações de Emergência em Saúde (Coes), que esteve reunido neste fim de semana para avaliar a reabertura de alguns segmentos já a partir da próxima semana. O Estado procurou o governador Carlos Moisés para falar sobre a proposta, mas, até o momento, a assessoria de comunicação não respondeu aos pedidos de entrevista.

Denis Luciano
Por Denis Luciano 06/04/2020 - 13:41

Não vamos nomina-los. Afinal, o objetivo não é polemizar. Longe disso. O objetivo é reproduzir - o mais fielmente possível - a dura realidade de quem vive de vender. A pandemia do coronavírus foi um golpe em cheio tanto naqueles que vinham movidos da esperança de tempos melhores na economia quanto daqueles pessimistas que ainda não viam um cenário positivo no horizonte.

"O golpe foi duro", reconheceu um proprietário de posto de combustível com quem conversei. Setor muito sensível nesses tempos bicudos da economia, a revenda de combustíveis vive de uma complexa cadeia que começa lá na produção - se um barril de petróleo muda de preço na Arábia Saudita o sujeito vai sentir no bico da bomba de um posto em qualquer lugar por aqui -, essa cadeia multiplica idas e vindas de preços tão flutuantes quanto o humor do mercado nacional e internacional. A Petrobrás dita, o distribuidor "empacota" e o revendedor entrega o prato pronto para o cliente, servindo de para-choque para um sistema que pesa no consumidor.

Mas e o que revende? Se ele já sofria com magra margem de erro para ter um preço competitivo, que equilibrasse custeio e algum ganho, como vai se virar agora, com esse encurtamento das vendas? "Eu tive que dispensar vários funcionários, coloquei outros em férias, estou trabalhando com o contingente mínimo para manter o negócio operando", contou o empresário que compartlhou conosco a sua agonia. "Agora, em abril, a gente ainda vai conseguir pagar salários, com alguma reserva que tínhamos. Mas e em maio? Continuando esse ritmo das coisas, não fazemos ideia de como será honrar com os compromissos", salientou.

Quem ainda consegue baratear a gasolina, faz uma métrica entre os estoques antigos, o disponível e o empurrar para baixo de um mercado sufocado. Há revendedor que calcule queda de até 80% no movimento dos postos. "Disso para um pouco menos, mas é uma queda brutal, que leva junto para baixo o resultado financeiro. Se antes a gente quase que pagava para manter o posto aberto, agora sim vamos pagar mesmo", observou o empresário. "Justo agora, que a economia parecia reagir, a gente tinha uma expectativa boa para o resto do ano. Agora, o ano está perdido, se é que o ano que devem também não estará comprometido por causa disso", comentou, sem esconder o desânimo.

Com base nesse depoimento e em outros mais, acostume-se então a ver pátios de postos cada vez mais vazios, com menos funcionários, e de quebra aumenta a chance de você ser atendido até pelo proprietário do posto. "Sim, estamos colocando nossas famílias para trabalhar, nessas horas o negócio fica mais familiar ainda", reconheceu o empresário. 

Trata-se, segundo muitos que vivem de revender combustíveis, um momento também para refletir sobre união da classe. "Nessa hora vemos que não adianta deslealdade no nosso mercado. Estamos todos no mesmo barco. É questão de sobrevivência para manter os empregos e continuar girando a economia, o que está cada vez mais difícil de fazer", desabafou.

Esse empresário repete o discurso de tantos outros quando o assunto é o início do caminho para a retomada. "Vamos comprar no mercado local, gente. Compre um par de tênis, compre uma camisa, Compre o que você puder no mercado local, é o jeito de o dinheiro circular aqui, para que tantas empresas não fechem as portas e para que tantos empregos não desapareçam", apontou.

Em breve, vamos transitar do posto de combustível para outra área do varejo, também duramente impactada pelo coronavírus.

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Denis Luciano
Por Denis Luciano 03/04/2020 - 16:20Atualizado em 03/04/2020 - 16:31

Em postagem faz poucos minutos no Twitter, o governador Carlos Moisés admitiu a possibilidade de flexibilizar a quarentena para mais categorias profissionais. Estarão em estudo, durante o fim de semana, a liberação ao trabalho de autônomos, profissionais liberais, consultórios de saúde e clínicas. Nesta semana já houve a retomada da construção civil, obras e lojas de materiais de construção, mesmo com a pandemia de coronavírus ainda por aí. Santa Catarina conta, conforme o último registro oficial, com 281 casos confirmados e cinco mortes. Em Criciúma são 21 casos e um óbito.

O governador vai se pronunciar às 18h desta sexta-feira, 3. A Rádio Som Maior estará transmitindo.

Confira abaixo a postagem do governador:

Reprodução / Twitter

 

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Denis Luciano
Por Denis Luciano 01/04/2020 - 15:33Atualizado em 01/04/2020 - 15:37

O ICMS de Santa Catarina deve cair 50% em abril, e pelos próximos meses. Essa é uma das várias informações que circulam pelas redes sociais nas últimas horas compartilhada por lideranças empresariais, algumas que teriam participado de uma das rodadas de reuniões com a área econômica do governo Carlos Moisés, encontros que acontecem todos os inícios de tarde em Florianópolis. Essa preocupante notícia veio à tona por intermédio do jornalista Moacir Pereira, da NSC.

Do "resumo da conversa com o secretário Paulo Eli (secretário de Estado da Fazenda" que está sendo compartilhado, constam ainda:

- O Estado não vai ajudar os municípios;
- Cartórios fechados não terá ITBI entre outros;
- Nos próximos 3 meses o estado terá um fluxo negativo;
- Cada município precisa verificar quanto o ICMS representa para ver a queda que cada um terá;
- FPM deve ser repassado o mesmo valor de 2019;
- Existe uma grande possibilidade dos convênios feitos com o estado não serão pagos, nem emendas impositivas, os únicos que serão pagos será os referentes a saúde, enquanto tiver dinheiro no caixa...
- O estado não tem fluxo de caixa nem para garantir o pagamento da folha de Abril...e meses subsequentes...
- Estado vai prorrogar os impostos do simples por três meses, mas não vai prorrogar o ICMS das empresas normais;
- As demissões já começaram a acontecer na indústria e no comércio;
- O estado não vai prorrogar as datas de pagamento do IPVA;
- Possibilidade de reabertura do comércio já na segunda-feira, dia 06, para dar tempo do comércio vender os estoques de Páscoa.

Essa preocupante lista, atribuída ao secretário da Fazenda, vai na linha da previsões pessimistas das lideranças municipalistas. Tudo na esteira das dificuldades resultantes da chegada da pandemia de coronavírus e - dirão os críticos do atual status de Santa Catarina -, do impacto do isolamento social que segue imperando.

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