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Denis Luciano
Por Denis Luciano 18/03/2019 - 22:07Atualizado em 18/03/2019 - 22:17

A passagem de Gilson Kleina pela Chapecoense deixou algumas marcas. Uma delas, a firme parceria com o diretor executivo João Carlos Maringá, agora reeditada em Criciúma. E os contatos lá feitos, muitos. Nesse momento de necessidades de contratações do Tigre, não é surpresa que nomes com os quais o treinador tenha trabalhado lá pelo Verdão apareçam agora como especulados por aqui.

Cabe lembrar que, dos dois primeiros acertados na nova era tricolor - o volante Wesley e o atacante Vinícius, que chegaram hoje -, o segundo trabalhou com Kleina na Chape.

No início da noite, o colega Rodrigo Goulart do jornal Diário do Iguaçu, um dos amigos bem informados da mídia de Chapecó, informou via Twitter que o zagueiro Nery Bareiro e o atacante Tiago Luís poderão estar nos planos de Maringá e Kleina.

Tiago Luís está com 30 anos. Alguns gols marcou contra o Criciúma em seus tempos de Chapecoense, entre 2013 e 2015. Depois rodou por Joinville, América (MG), Paysandu, Goiás e, por último, no São Bento. 

Atacante Tiago Luís defendeu a Chape entre 2013 e 2015

Nery Bareiro, 31 anos, é natural do Paraguai e chegou na Chapecoense no começo do ano passado. Entre clubes paraguaios e colombianos que recheiam o seu currículo, teve uma passagem pelo Coritiba em 2016. A aguardar.

Bareiro trabalhou com Kleina na Chapecoense

 

Denis Luciano
Por Denis Luciano 18/03/2019 - 06:25

Logo no seu retorno ao futebol profissional, no ano passado, o Próspera foi campeão catarinense da Série C, conquistando o direito de disputar a Série B nesta temporada e, por consequência, brigar por uma das duas vagas na elite estadual de 2020.

E a base vai junto. Enquanto não chega a Série B profissional, é o sub-17 quem entra em ação. O Catarinense da categoria começou neste fim de semana, e o Time da Raça já arrancou bem. O Próspera foi a Lages e, na tarde deste domingo, goleou o Internacional por 4 a 0 em pleno estádio Vidal Ramos Júnior. Cabe lembrar que o Leão Baio veio da Série A, da qual foi rebaixado na temporada passada. É um bom sinal.

Os gols dos meninos do Próspera no Tio Vida foram de Lucas, aos 11, Paulo Ricardo, aos 16, e Ricardo, aos 21 do primeiro tempo, e Vinícius, aos 46 da etapa final. O técnico do time é Alfredo Lima, um dos filhos do Mário Lima, e já com bons trabalhos em diversas partes, agora emprestando seu talento ao Próspera.

A primeira rodada teve, ainda, os jogos Fluminense de Joinville 1x5 Almirante Barroso, Juventus 3x2 Barra e Concórdia 3x2 Blumenau. Na segunda rodada, sábado que vem, o Próspera folga: Camboriú x Concórdia, Blumenau x Juventus, Barra x Fluminense e Barroso x Inter.

No dia 30 de março o sub-17 prosperano faz seu primeiro jogo em casa na Série B da categoria. Encara o Camboriú no Mário Balsini. Depois pega Barroso (fora), Barra (fora), Blumenau (em casa), Concórdia (fora), Juventus (em casa) e Fluminense (em casa). Os quatro primeiros passam à semifinal de onde pintam os dois finalistas.

Denis Luciano
Por Denis Luciano 17/03/2019 - 23:58Atualizado em 18/03/2019 - 00:17

Se o confronto com a Chapecoense na terceira fase da Copa do Brasil já era perigoso, ficou um pouco mais agora. A demissão do técnico Claudinei Oliveira, anunciada pelo clube na noite deste domingo após a derrota em casa para o Joinville por 2 a 1 pelo Campeonato  Catarinense, coloca a Chape diante de uma perspectiva de mudança que é a mesma que o Criciúma enfrenta agora.

"Toda troca de técnico é uma mudança de filosofia, e nós conhecíamos a forma de a Chapecoense jogar com o Claudinei", reconhece o técnico Gilson Kleina, do Criciúma, com quem conversamos na noite deste domingo no Programa Papo de Bola, na RTV. "O Claudinei era um treinador mais defensivista, assim foi contra nós aqui no domingo passado. Ele primeiro defende para depois atacar com segurança, foi exatamente assim que ele ganhou do Criciúma", avalia.

Logo, Kleina entende que a Chapecoense tende a se remotivar e logo, já que dá o mesmo valor que o Tigre aos confrontos da Copa do Brasil. O confronto de ida, na Arena Condá, será daqui a duas quartas-feiras, com a volta marcada para 10 de abril no Heriberto Hülse.

Gilson Kleina esteve conosco na noite deste domingo na RTV.
Nesta segunda, ele participa do Debate Aberto às 12h na Som Maior.
É a primeira entrevista de rádio dele nessa volta ao Criciúma.

O técnico tricolor reforçou a confiança na chegada de reforços já para os confrontos com a Chape. "Depois do terceiro jogo veremos as carências. Vamos dar oportunidades, mas o grupo sabe e eu sei que será importante qualificar". 

Citamos dois nomes na conversa, e um deles não foi descartado por Kleina como uma possibilidade de reforço: o atacante Vinícius, com quem ele trabalhou na Chapecoense. "É um grande nome, levei para Chapecó, teve azar lá, sofreu uma lesão séria. Mas é um atacante insinuante, de enfrentamento, se vier vai ajudar muito essa molecada aqui". Ao que tudo indica - e esse comentário ajuda nessa conclusão -, Vinícius deve mesmo ser a primeira contratação para o elenco pós chegadas de Kleina e João Carlos Maringá.

Muito mais a gente vai conferir nesta segunda, 12h, quando Gilson Kleina é o convidado especial do Debate Aberto. Ele começa na Som Maior a sua série de visitas às emissoras de rádio. Estarão conosco na mesa da FM 100,7 os craques João Nassif, Lucas Renan Domingos, Capitão Itá e Antônio Sérgio Fernandes. Até lá!

Denis Luciano
Por Denis Luciano 17/03/2019 - 21:23Atualizado em 17/03/2019 - 21:26

Duas provas, nesta rodada, de que mudar pode fazer muito bem. Criciúma e Joinville, com vitórias fora de casa, conquistaram o fôlego que os permite respirar melhor no Campeonato Catarinense. E isso graças a uma rodada de vitórias fora de casa e combinações a favor.

Enquanto o Tigre bateu o Tubarão por 1 a 0 no Domingos Gonzales - mesmo não jogando bem, importa é ganhar -, o Joinville fez mais difícil: ganhou da Chapecoense por 2 a 1 em plena Arena Condá. Quebrou um tabu de quase um ano sem ganhar uma partida sequer fora de Joinville.

Foto: Júlio César / JEC

Como o Marcílio Dias tropeçou no sábado, perdendo por 1 a 0 para o Brusque, a disputa pelo quarto lugar embolou. Bom para o campeonato. Marcílio, Brusque ou Criciúma, qualquer um desses três pode fechar a próxima rodada completando o G-4. O JEC está a quatro pontos, mas também já ronda o grupo.

Futebol Interior / Reprodução

O Criciúma ainda não teve Gilson Kleina na casamata. O terá na quinta-feira, no Augusto Bauer, diante do Brusque. E a vitória nesse jogo poderá colocar o Criciúma no G-4, caso na véspera o Marcílio tropece contra o Avaí na Ressacada. Tudo possível. O ânimo da chegada do novo técnico já dá um melhor astral ao Tigre. Abaixo, os melhores momentos da vitória do Tigre na casa do Tubarão, com imagens da FC Play.

O Joinville estreou o técnico Felipe Surian, e a vitória foi dramática em Chapecó. Saiu na frente, com um gol de Marlon aos 20 minutos. Tomou o empate aos 34, com Everaldo, e fechou a conta com Hugo Almeida, em uma cobrança de falta aos 48 minutos. Assista os gols abaixo, com imagens da FC Play.

O adversário do Criciúma na quinta-feira vem embalado, com o 1 a 0 deste sábado diante do Marcílio Dias. Até porque o gol saiu aos 45 minutos da etapa final, anotado por Everton Dias. O time do técnico Marcelo Caranhato está a apenas um ponto do Marcílio. Cabe lembrar que, no turno, o Brusque ganhou do Criciúma em pleno Heriberto Hülse. Bronca.

Brusque ganhou do Marcílio / Foto: Lucas Gabriel Cardoso / Brusque FC

Avaí e Figueirense fizeram o clássico da rodada, com mais de 14 mil pessoas na Ressacada conferindo o empate em 0 a 0 e a despedida do meia Marquinhos. Pela segunda vez - agora ele jura que definitivamente -, o ídolo avaiano se despediu. O Figueira, sem querer saber, garantiu o décimo terceiro jogo de invencibilidade no Estadual.

Clássico sem gols na Ressacada / Foto: Hermes Bezerra / Figueirense FC

E na parte de baixo da tabela, uma sacudida importante. O Tubarão ficou em situação ainda mais grave a partir da sua derrota para o Criciúma pois, na véspera, o Metropolitano derrotou o Hercílio Luz por 3 a 1 no estádio do Sesi, gols de Júnior Pirambu, duas vezes, e Thiago Henrique. O Hercílio ainda saiu na frente com Victor Guilherme. Hoje não temos uma zona de rebaixamento 100% tubaronense graças ao saldo de gols.

Metropolitano venceu o Hercílio / Foto: Sávio Pereira / CA Metropolitano

 

Denis Luciano
Por Denis Luciano 15/03/2019 - 23:11Atualizado em 15/03/2019 - 23:13

Na 13º rodada da Série B o Criciúma vai visitar o São Bento no estádio Walter Ribeiro, em Sorocaba. E isso já sabendo que o adversário jogará a Série A-2 do Campeonato Paulista no ano que vem. É que o São Bento, único time dos adversários do Tigre que ainda não venceu na temporada, foi rebaixado no Campeonato Paulista na noite desta sexta-feira.

Com fraca campanha, o descenso já vinha se encaminhando fazia tempo. Foi matematicamente consumado com os 3 a 2 que o time do técnico Silas - ex-Tubarão e Avaí - tomou do Red Bull Brasil - aquele mesmo Red Bull que quer comprar um time na Série B, especulou Criciúma, Bragantino e tenta loucamente o Oeste - que é a sensação do Paulistão. O São Bento caiu com quatro empates e sete derrotas, e ainda tem um jogo a cumprir, na sua despedida da elite, quarta-feira, em casa, contra o Bragantino. Para o São Bento foi o meia Alex Maranhão, ex-Criciúma.

Fizemos um apanhado do aproveitamento até aqui, nos Estaduais, dos times da Série B 2019. E o Criciúma é o quinto pior. Só faz campanha melhor, com seus 38,9% de aproveitamento, que Bragantino, Brasil de Pelotas e Botafogo de Ribeirão Preto, além do rebaixado São Bento. Desses, os dois últimos correm risco de cair nos seus Estaduais, o Brasil no Gauchão e o Botafogo no Paulistão. Vale conferir a tabela abaixo:

Time Aproveitamento no Estadual
1.Cuiabá 90,5% no Matogrossense
2.América 77,8% no Mineiro
3.Sport 75,0% no Pernambucano
4.Atlético (GO) 73,3% no Goiano
5.Figueirense 72,2% no Catarinense
6.CRB 72,2% no Alagoano
7.Vila Nova 60,0% no Goiano
8.Paraná 57,1% no Paranaense
9.Coritiba 55,5% no Paranaense
10.Vitória 54,2% no Baiano
11.Ponte Preta 53,3% no Paulista
12.Guarani 46,7% no Paulista
13.Operário 45,8% no Paranaense
14.Londrina 42,8% no Paranaense
15.Oeste 40,0% no Paulista
16.Criciúma 38,9% no Catarinense
17.Bragantino 30,3% no Paulista
18.Brasil (RS) 25,9% no Gaúcho
19.Botafogo (SP) 23,2% no Paulista
20.São Bento 12,1% no Paulista

Relembre a tabela completa da Série B clicando aqui.

Denis Luciano
Por Denis Luciano 13/03/2019 - 15:26Atualizado em 13/03/2019 - 15:30

Anunciada no fim da manhã pelo Criciúma, cerca de uma hora antes de oficializada a contratação do técnico Gilson Kleina, a saída de Ricardo Rocha da assessoria de futebol da presidência foi comentada pelo próprio ex-jogador. No Twitter, ele postou um comentário dizendo-se feliz pelo que realizou mas triste pela fase que o Criciúma passa.

Comentou que, quando convidado pelo presidente Jaime Dal Farra, levava a disposição de usar influência e contatos para ajudar, e aponta que assim o fez. Registrou, porém, que não tinha condições de dedicar mais tempo ao clube, o que dificultou a sua situação.

Da foto da apresentação de Ricardo Rocha, só restou Jaime Dal Farra / Foto: Lucas Renan Domingos / A Tribuna / Arquivo

Na semana passada, questionamos o presidente em entrevista coletiva sobre o papel que Ricardo Rocha vinha desempenhando  no clube, logo após as demissões do técnico Doriva e do diretor executivo Nei Pandolfo. "Ele veio desde o começo para me assessorar, pelo trabalho dele no São Paulo. Ele trabalha muito forte nas relações públicas para nós. Ele conseguiu liberar a última parcela do Brasileiro do ano passado, R$ 600 mil na CBF", dizia Dal Farra na terça-feira da semana passada. Assista o comentário do presidente sobre o seu então assessor de futebol no vídeo abaixo.

Há uma nítida relação, fácil de perceber, entre a contratação de João Carlos Maringá e a saída de Ricardo Rocha menos de 48 horas depois. Maringá pediu autonomia no futebol, e ficaria difícil ter essa liberdade com Ricardo Rocha tendo abertura total com o presidente. A vinda de Gilson Kleina, por total influência de Maringá, é outro sinal claro de que, a essa altura, faltou espaço para o ex-zagueiro continuar dando assessoria a Dal Farra.

Abaixo, a postagem de Ricardo Rocha no Twitter após sua despedida do Criciúma:

 

Denis Luciano
Por Denis Luciano 13/03/2019 - 15:07Atualizado em 13/03/2019 - 15:11

O grave atentado em uma escola de Suzano, em São Paulo, onde dois homens invadiram o estabelecimento em um caso que resultou em dez mortes, foi um dos destaques do Debate Aberto desta quarta-feira na Rádio Som Maior.

A discussão sobre a possível bitributação na cobrança da Cosip, a taxa de iluminação pública, envolvendo moradores de condomínios, também foi lembrada. O controverso projeto de rebaixamento da Avenida Centenário, em trecho próximo à Estação Rodoviária, teve destaque. A pauta incluiu ainda a situação do Criciúma, que havia acabado de dispensar o assessor de futebol Ricardo Rocha e, até aquela altura, ainda não havia definido a contratação do técnico Gilson Kleina, o que veio a se confirmar depois.

Participaram desta edição os debatedores Plácido Pizzetti, Jonathas Roberge e Joni Márcio. Confira!

 

Denis Luciano
Por Denis Luciano 13/03/2019 - 13:50Atualizado em 13/03/2019 - 13:53

Gilson Kleina tem um histórico de 41 jogos pelo Criciúma, entre maio de 2003 e fevereiro de 2004. O Tigre foi o terceiro clube da carreira do treinador, que antes havia trabalhado no Vila Nova de Goiás e no Iraty, do Paraná. Mais de uma década e meia e outros 17 clubes depois, Kleina retorna para encarar o tricolor em uma fase difícil.

E, ao que tudo indica, o técnico chega com moral. Vem como, provavelmente, o mais elevado investimento do Criciúma da era Dal Farra em um treinador. Em uma lista grande de 2015 para cá, que começou com Roberto Cavalo e passou por Deivid, Luiz Carlos Winck, Beto Campos, Lisca, Argel Fucks, Mazola Júnior e Doriva.

E Kleina acerta no mesmo dia em que o clube encerrou o vínculo com Ricardo Rocha, até então assessor de futebol da presidência. Logo, está claro que o diretor executivo de futebol João Carlos Maringá "chegou, chegando".

Kleina teve experiências como assistente técnico entre 2000 e 2001 no Coritiba, Olympique de Marselha da França e Atlético (MG). Seu primeiro time como técnico efetivo foi o Vila Nova goiano, em 2001. Voltou a ser auxiliar em 2002, no Botafogo, e depois engatou a vida autônoma de treinador, a partir do Iraty paranaense em 2002 e chegando ao Criciúma em 2003.

Pegou o time no Campeonato Brasileiro da Série A na décima rodada, após a queda de Edson Gaúcho que, em nove jogos no Nacional, computava duas vitórias, três empates e quatro derrotas. Caiu em um empate, 1 a 1 diante do Vitória no Heriberto Hülse. Veio Kleina que estreou em 25 de maio daquele 2003, vencendo o Goiás por 2 a 0 fora de casa. No primeiro jogo no HH, em 8 de junho, ganhou do Internacional, 1 a 0. Fechou aquele Brasileirão com um honroso 14º lugar com 60 pontos, à frente de times como Corinthians, Vitória, Vasco, Juventude, Fluminense e Grêmio.

Kleina no Criciúma

41 jogos

17 vitórias

8 empates

16 derrotas

47,9% de aproveitamento

Em 2004 começou o Campeonato Catarinense, pelo qual fez apenas seis jogos despedindo-se em 18 de fevereiro, em um 1 a 1 diante do Avaí no Heriberto Hülse. Do Tigre migrou para o Paraná, clube que acabou comandando três vezes. Depois, rodou por Caldense (MG), Cianorte (PR), Paysandu, Coruripe (AL), Gama, Ipatinga (duas vezes), Caxias, Duque de Caxias (RJ, duas vezes), Boavista (RJ), Ponte Preta (três vezes), Palmeiras, Bahia, Avaí, Coritiba, Goiás e Chapecoense.

Em 2011, subiu a Ponte Preta para a Série A do Brasileiro. No ano seguinte, foi semifinalista do Paulistão pelo mesmo time. Em setembro de 2012 fechou com o Palmeiras, para tentar evitar o rebaixamento. Não conseguiu. Encarou 2013 e ganhou a Série B pelo alviverde paulista. Deixou o clube em maio de 2014, quando ganhava por produtividade. Chegou ao Avaí em 2015, no qual trabalhou de março a novembro. Salvou o Goiás de uma queda à Série C em 2016 e trabalhou na Chapecoense de outubro de 2017 a agosto de 2018.

O anúncio oficial da contratação de Gilson Kleina saiu faz poucos minutos.

Denis Luciano
Por Denis Luciano 11/03/2019 - 16:46Atualizado em 11/03/2019 - 16:48

O incidente de ontem, quando nos minutos finais o hino do Criciúma foi disparado nos alto falantes enquanto a torcida fazia um protesto contra o presidente Jaime Dal Farra, motivou um pedido oficial de desculpas pelo clube na tarde desta segunda-feira.

Em nota postada no site, o Criciúma lamenta o ocorrido e o rotula como um equívoco. Não houve a identificação, até agora, do autor do pedido para que o hino fosse executado abafando a ação dos torcedores.

O grupo de oposição no Conselho Deliberativo, Apenas Criciúma, prometeu encaminhar ainda hoje um pedido de esclarecimentos. Leia abaixo a nota oficial do Criciúma:

O Criciúma Esporte Clube, por meio desta, pede desculpas aos seus sócios, torcedores e simpatizantes e lamenta pelo ocorrido no sistema de som do Estádio Heriberto Hulse ontem durante o jogo. O equívoco não se repetirá, e as circunstâncias que levaram ao fato serão discutidas, e os processos internos de comunicação corrigidos.

Denis Luciano
Por Denis Luciano 11/03/2019 - 12:12Atualizado em 11/03/2019 - 12:16

O ex-jogador João Carlos Maringá é o novo diretor executivo de futebol do Criciúma. A contratação foi anunciada pelo clube no final da manhã desta segunda-feira. Maringá será apresentado às 16h na Sala de Imprensa Clésio Búrigo, no estádio Heriberto Hülse.

Maringá chega para suceder Nei Pandolfo, demitido na noite da última segunda-feira. O contratado já teve experiências em direção de futebol na Chapecoense, da qual saiu em julho do ano passado, e Joinville, clube pelo qual marcou época como atleta. Enquanto jogador ele passou também pelo Criciúma nas temporada de 1994.

Denis Luciano
Por Denis Luciano 10/03/2019 - 21:55Atualizado em 10/03/2019 - 21:59

O caso atípico deste domingo segue repercutindo. O grupo Apenas Criciúma, que faz oposição ao presidente Jaime Dal Farra no Conselho Deliberativo, encaminhará nesta segunda-feira um pedido formal de esclarecimentos sobre a ordem disparada por alguém da direção do Criciúma - ainda não conseguimos determinar o autor do "pedido" - para que o hino do clube fosse disparado no sistema de som para abafar o protesto da torcida nos minutos finais do jogo contra a Chapecoense.

A situação veio à tona depois que o próprio operador, o radialista Renato Teixeira, postou em sua rede social que estava se desligando do clube por não concordar com a ordem.

A direção ainda não se manifestou sobre o incidente. Diz a nota do grupo Apenas Criciúma:

O Grupo Apenas Criciuma. 

 

Grupo esse opositor a gestão da GA de Jaime Dalfara, composto por conselheiros, eleitos no Conselho Deliberativo do Criciuma Esporte Clube, vem manifestar o seu descontentamento com a posição da direção da GA em obrigar o sonoplasta do estádio Heriberto Hülse a aumentar o som e usar o hino do Clube,para abafar o protesto legítimo de uma torcida cansada da maneira amadora que a empresa gestora, conduz, as ações do Criciúma Esporte Clube. 
Reiteramos nosso compromisso com o clube e não com a Gestora. 
Vamos protocolar ainda na segunda um pedido de explicações:
Queremos saber da Gestora e do Presidente do conselho, de quem partiu a ordem e quais medidas serão tomadas. 
Qual a posição da Gestora e Também  do presidente do conselho deliberativo do Criciúma Esporte Clube, Sr. Carlos Henrique Alamini em relação ao desrespeito ao torcedor, e ao uso indiscriminado do Hino do Criciúma Esporte Clube. 
Reiteramos nosso compromisso com a Instituição Criciuma Esporte Clube. 

 

Assina 

Apenas Criciúma. 
Devolvam nosso Tigre.

Denis Luciano
Por Denis Luciano 10/03/2019 - 18:43Atualizado em 10/03/2019 - 19:37

Não bastou perder dentro de campo. O Criciúma teve um domingo dos mais atrapalhados fora dele. Antes da partida, em uma entrevista coletiva ainda pouco compreensível, o vice-presidente Arlindo Rocha convidou a torcida a colaborar com o clube usando os canais abertos e diretos, e destacou que a diretoria era a ponte com a GA e o presidente Jaime Dal Farra.

Mas bastou o Tigre estar perdendo para a Chapecoense que, no final da partida, um protesto colocou por terra a abertura do discurso. O Criciúma mandou executar o hino do clube, ainda com o jogo em andamento, enquanto os torcedores protestavam diante do camarote aos gritos de "fora, Dal Farra".

Foto: Daniel Búrigo / A Tribuna

A execução do hino ou qualquer música no sistema de som com a bola rolando é passível de advertência ou punição, mas para isso precisa constar em súmula. Para sorte do Criciúma, o árbitro Bráulio da Silva Machado não anotou isso na súmula online publicada faz pouco pela Federação Catarinense de Futebol:

Mas para piorar, o até então responsável pela operação técnica do sistema de som do Heriberto Hülse publicou a pouco uma nota revoltado com a ordem para executar o hino. O radialista Renato Teixeira, que há anos atua no clube, anunciou o seu desligamento da função por conta da ordem de abafar o protesto com o hino. Mais uma trapalhada do Criciúma. Confira abaixo a postagem do Renato Teixeira:

Foi a gota d'água!
Meu amor pelo Criciúma só não é maior que a minha dignidade.
Por conta do acontecido de hoje me desligo do Criciúma Esporte Clube como Freelancer e sigo como torcedor.
Uma ordem vinda de algum setor da direção dizia que em caso de protesto da torcida se deveria colocar o hino do clube.
Logo após o gol sofrido o protesto começou, o telefone tocou para que a ordem fosse executada e contra a minha vontade tocar o hino do Criciúma que normalmente toca nos finais dos jogos vencidos
Foi uma mistura de sentimentos. Revolta, chateação e raiva com essa decisão que marca o Criciúma por censurar a torcida.

Denis Luciano
Por Denis Luciano 10/03/2019 - 15:46Atualizado em 10/03/2019 - 15:49

Foi de difícil interpretação a entrevista coletiva que, em nome da direção do Criciúma, o  vice-presidente Arlindo Rocha concedeu a poucos minutos no estádio Heriberto Hülse. Ficou no ar uma interpretação que o clube tenta se antecipar ao protesto que, é sabido, vai às ruas daqui a alguns dias contra o atual modelo de gestão do Tigre. Ficou no ar a ideia de que o Criciúma buscou uma "vacina antecipada" ao protesto que vem aí.

Tanto é que, lás pelas quantas do seu pronunciamento, Rocha teceu comentários, do ponto de vista jurídico, sobre o molde de relação entre GA e Criciúma. "Discutimos esse modelo há muito tempo. A minha vinda é para modernizar e corrigir as distorções. Isso numa relação civil seria o locador e o locatário, nunca vi no mundo jurídico, foi uma construção feita para possibilitar o negócio, e que está continuando. Não se confunda clube, gestor e GA. Estamos aqui representando o clube enquanto instituição, e o clube precisa ser elevado, precisa ser preservado".

A torcida arrecadou cerca de R$ 2 mil nos últimos dias para instalar, pela cidade e região, outdoors de protesto contra o modelo de administração do Criciúma. Segundo um dos líderes do movimento, o torcedor Roberto Lima, o recurso está garantido na coleta feita junto à torcida e quatro outdoors serão instalados.

"Os locais alguns já sabem, mas ainda vamos guardar em sigilo. Serão quatro outdoors, temos dois modelos. O objetivo não é pegar pesado nem bater de frente, mas sim marcar a posição da torcida e que estamos atentos", enfatizou Roberto, minutos depois da manifestação do vice-presidente.

E o Criciúma vai para o jogo de daqui a pouco pelo Catarinense ainda com técnico interino e sem diretor executivo de futebol. Esses assuntos não foram tratados na coletiva da diretoria. O presidente Dal Farra segue em silêncio.

Denis Luciano
Por Denis Luciano 10/03/2019 - 15:32Atualizado em 10/03/2019 - 16:33

A direção do Criciúma convocou uma entrevista coletiva para esta tarde, pouco antes do jogo contra a Chapecoense. De pronto, foi comunicado que nada se trataria sobre contratações do treinador e do diretor executivo de futebol, prioridades do clube após as dispensas recentes de Doriva e Nei Pandolfo.

Estiveram na Sala de Imprensa Clésio Búrigo o vice-presidente de Administração, Arlindo Rocha, o vice-presidente de Finanças, Valcir Montovani, e o presidente do Conselho Deliberativo, Carlos Henrique Alamini.

"Essa coletiva vem da direção. Estamos tentando preservar a GA e o presidente Jaime Dal Farra. O Criciúma pensa parecido com a torcida e quase igual à nossa torcida. O nosso saco enche, mas precisamos ter tranquilidade, sabedoria e entendimento, enxergando o que está errado", disse Rocha, que falou em nome dos dirigentes.

Em um longo pronunciamento, Rocha elencou o trabalho da GA e a separação de funções entre a empresa parceira e a direção do clube. "Esse modelo de gestão é muito próximo de um arrendamento, GA tem a direção de todo o ativo e passivo, temos investimento de mais de R$ 20 milhões anuais, arrecadação que pouco supera os R$ 7 milhões, essa diferença é de responsabilidade do gestor. o presidente do clube é o mesmo dono da GA. Esse modelo parece um pouco diferente mas foi aceito pelos sócios e tem vigência até 2022 com multa estabelecida de R$ 10 milhões. Logo, nem o clube, nem a direção, nem arrendatário, torcida nem imprensa querem o mal do clube", apontou.

O pedido de unidade entre torcida, imprensa e em torno do clube e da GA foi realçado. "Tem muita gente que não quer o sucesso do Criciúma. Todas as forças positivas não podem deixar contaminar o nosso ambiente de trabalho. O futebol não é tratado pela direção e Conselho, isso é condição do contrato com a GA, é de responsabilidade da GA e do presidente Jaime Dal Farra. Precisamos de ajuda, contamos com a imprensa e esperamos contar muito mais. Aceitamos a crítica para construir e não enfraquecer. O Criciúma está muito bem administrado do ponto de vista patrimonial e econômico. Mas estamos descontentes também", enfatizou.

Rocha deixou uma certa crítica ao modelo de gestão do Criciúma do ponto de vista jurídico. Cabe lembrar que, além de prefeito de Maracajá, ele é dos mais conceituados advogados da região. "Discutimos esse modelo há muito tempo. A minha vinda é para modernizar e corrigir as distorções. Isso numa relação civil seria o locador e o locatário, nunca vi no mundo jurídico, foi uma construção feita para possibilitar o negócio, e que está continuando. Não se confunda clube, gestor e GA. Estamos aqui representando o clube enquanto instituição, e o clube precisa ser elevado, precisa ser preservado".

Arlindo Rocha na eleição e posse com Valcir Montovani, Jaime Dal Farra e Vilmar Casagrande

O vice-presidente destacou que "estamos propondo a abertura de um canal direto com o torcedor, para levar as opiniões diretamente com a GA. E o canal com a GA somos nós, opinando até sobre a demissão do técnico. A GA está nos dando essa abertura e estamos zelando". "Essa nossa iniciativa diz respeito a registrar, de vez, que a direção do clube, o clube enquanto Criciúma é um, a GA é outra, enquanto clube precisamos ter a união de todos, conversar com todos, a GA não. A GA precisa cuidar do futebol e dar resultados. Nós temos que cobrar da GA. Estamos todos juntos, não há diversidade, isso precisa ser bem esclarecido. Torcedor, imprensa, investidores, comunidade, venham, vamos nos abraçar, vamos nos fortalecer, ninguém é mais forte que todos juntos"

No principal momento da fala, Rocha enfatizou que o Criciúma não tem outra opção atual a não ser a GA e o presidente Dal Farra. "Eu não tenho um segundo Jaime Dal Farra, um segundo Antenor Angeloni. Se houver um rompimento desse contrato nesse momento, e não ouvi falar disso, o que vai acontecer com o Criciúma? Não conheço ninguém que tenha uma proposta melhor ao Criciúma que a GA. O presidente Dal Farra está aberto a qualquer proposta".

Ficou no ar uma certa dúvida sobre o real objetivo da fala. Talvez, um pedido de trégua da torcida e das críticas da imprensa, em momentos em que torcedor organiza protestos até com arrecadação de recursos para outdoors pela cidade. Enquanto isso, o time vai de técnico interino e sem executivo de futebol encarar a Chapecoense daqui a pouco pelo Catarinense.

Ouça a entrevista do vice-presidente Arlindo Rocha no podcast:

 

Denis Luciano
Por Denis Luciano 09/03/2019 - 00:17Atualizado em 09/03/2019 - 00:22

A desfiliação do PSL na semana passada já fez avolumar as especulações, embora tenha no partido do presidente Jair Bolsonaro o seu filho, Jessé Lopes, recentemente eleito ao primeiro mandato de deputado estadual. Nesta semana, o pedido de tempo ao convite do prefeito Clésio Salvaro para assumir, pela quarta vez, a presidência da Fundação Cultural de Criciúma (FCC). Agora, finalmente, ele fez o prometido - a princípio para segunda-feira - e divulgou faz poucos minutos, por volta de 0h15min, a Carta aos Catarinenses.

Nela, o dentista Julio César Lopes anuncia que é o presidente da executiva provisória da renascida União Democrática Nacional (UDN) em Santa Catarina. Cabe lembrar que a UDN foi dos três partidos mais fortes do Brasil entre 1945 e 1966, quando o governo militar instituiu o bipartidarismo e os udenistas tiveram que compartilhar da Arena com grande soma de oriundos do PSD e de outras agremiações de menor porte da época.

Lopes já vinha dando alguns indícios do seu caminho rumo à UDN. Nesta semana, em entrevista à Rádio Som Maior, chegou a mencionar o novo partido que estava se estruturando para se manter na órbita do PSL e do presidente Bolsonaro. Logo, será base de apoio ao governo. Abaixo, a Carta aos Catarinenses assinada por Julio Lopes.

Carta aos Catarinenses

 

“Política é como nuvem, você olha e ela está de um jeito. Olha de novo e ela já mudou.” É com essa frase do famoso Udenista, Magalhães Pinto, que abro esta CARTA AOS CATARINENSES.

Digo o que sinto em meu coração conservador, que é a constante busca pelo ideal de aperfeiçoamento político. Para tanto, entro na abertura da reconstrução de uma nova UDN, mas conservando tudo aquilo que ela sempre foi, com seus valores e sua história. 

Com isso, sigo meus ideais democráticos, sempre homenageando meu avô, Major José Lupércio Lopes, e meu eterno amigo, Diomicio Manoel de Freitas. Também quero homenagear os governadores Udenistas de Santa Catarina que marcaram época, Irineu Bornhausen, Heriberto Hülse e Antonio Carlos Konder Reis. 

Claramente, temos como objetivo ser um partido de direita conservador dentro do contexto democrático que é o nosso país, buscando apoiar o maior representante conservador da nação, Jair Messias Bolsonaro.

É na qualidade de Presidente do Diretório Estadual (provisório) da UDN e membro do Conselho Político Nacional que venho conclamar todos aqueles udenistas históricos, descendentes e simpatizantes, para que, como soldados dessa missão, resgatemos o nosso partido. 

Fico pessoalmente à disposição para recolhimento de suas assinaturas de apoio para homologação do partido, não havendo, com suas assinaturas, qualquer vinculação ou filiação. 

Por fim, registro aqui meus votos de admiração pela brilhante iniciativa do atual Conselho Político da UDNacional e o agradeço, pois me delegou essa tarefa, ciente de que “missão dada é missão cumprida.”

Saudações UDNistas.
Dr. Julio Cesar Lopes.
Presidente da UDN Catarinense.
Membro do Conselho Político da UDNacional

Denis Luciano
Por Denis Luciano 08/03/2019 - 17:00Atualizado em 08/03/2019 - 17:32

A CBF confirmou nesta tarde as datas dos confrontos da terceira fase da Copa do Brasil. A etapa começará na próxima quarta-feira, 13, com os jogos Botafogo (PB ) x Londrina e Ceará x Corinthians. O Avaí visitará o Vasco no dia 14, quinta-feira.

No dia 27 de março, quarta-feira, jogam Chapecoense x Criciúma na Arena Condá, em Chapecó, às 21h30min. A partida de volta está marcada para 10 de abril, quarta-feira, às 19h15min no Heriberto Hülse. No mais recente confronto, pelo primeiro turno do Campeonato Catarinense e sob forte chuva, a Chape venceu o Tigre por 1 a 0. No próximo domingo os dois times volta a se enfrentar pelo Estadual.

Conforme a tabela da CBF, as duas partidas terão televisionamento. Esta fase volta a contar com jogos de ida e volta, mas sem o saldo qualificado para o desempate. Logo, em caso de resultados iguais haverá decisão da vaga nas oitavas de final nos pênaltis. Na etapa seguinte restam dez times que brigarão pelas cinco vagas nas oitavas de final, onde ingressarão as equipes oriundas da Taça Libertadores e outras competições.

Confira abaixo a tabela completa da terceira fase.

 

Denis Luciano
Por Denis Luciano 06/03/2019 - 22:58Atualizado em 06/03/2019 - 23:03

Surgiu lá do oeste a informação no início da noite. Que o Criciúma está de olho em Gilson Kleina para o seu treinador e Rui Costa para assumir como executivo de futebol. O colega Pedro Rocha, da NSC, veio com essa. Com as fontes de que até pouco tempo atrás lidou com esses dois profissionais na rotina da Chapecoense.

Em um primeiro momento, causou surpresa por aqui, já que seria uma guinada bastante grande em uma certa modéstia financeira do Criciúma.

Mas houve quem lembrasse da declaração do presidente Jaime Dal Farra no decorrer da coletiva desta terça-feira, quando, ao comentar as demissões de Doriva e Nei Panfolfo, ele chegou a dizer que "dinheiro não é problema".

A guinada é grande. Afinal, contratar Waguinho Dias do Marcílio Dias e Júlio Rondinelli do Tubarão para treinador e executivo, respectivamente, isso tem um preço. Agora, trazer Kleina e Costa, é outro preço. Bem mais alto. Difícil que dê menos de R$ 200 mil essa conta do novo investimento. E mais: não bastará trazer Kleina e Costa. Virão reforços. O técnico exigirá. Ele é padrão Série A, não vai jogar seu nome em um projeto no qual não vê futuro.

Dal Farra foi advertido por gente próxima sobre o custo dessa operação, mas mandou congelar as negociações com Waguinho e Rondinelli. Ele está mesmo entusiasmado com a ideia de trazer Kleina que, cabe lembrar, já trabalhou no Criciúma, em 2003. E o presidente Jaime já havia especulado ele no ano passado. Não deu negócio.

As próximas horas, antes da possível reunião desta quinta com o técnico pretendido, serão de cálculos e pensamentos para o presidente. Certamente, ele está calculando o risco do investimento, e o quanto pode dar certo. Aquela velha conta: quanto custa estar na Série A e quanto se ganha chegando nela?

E mais: Dal Farra pode estar ousando com base no caixa que fez com Róger Guedes e no caixa que vai engordar com a possível venda de Gustavo. Chegou a hora de apostar, deve estar pensando ele na solidão e na responsabilidade do cargo que ocupa.

O que parecia ser um pensamento utópico torna-se a mais palpável realidade: sim, o Criciúma pode contratar o caro Gilson Kleina para seu técnico, e o não menos caro Rui Costa, ex-Grêmio e Chapecoense, para seu executivo. Seria um enorme passo. As próximas horas serão decisivas. E o Waguinho? Passou a plano B, ainda mais depois da informação do Marcílio Dias sobre multa rescisória.

O assunto estará detalhado nesta quinta-feira no Jornal A Tribuna e trataremos na Rádio Som Maior.

Denis Luciano
Por Denis Luciano 06/03/2019 - 20:27Atualizado em 06/03/2019 - 20:33

A América não conhecia o Criciúma. Não conhecia até aquela sexta-feira, 6 de março de 1992, quando 21.345 torcedores curtiram o confronto brasileiro que abriu aquela Taça Libertadores da América. E foi empolgado, mobilizado e jogando muita bola que o Criciúma passou por cima do São Paulo: 3 a 0 no estádio Heriberto Hülse.

"Bota ponta, Telê", relembrava o jornalista Carlos Eduardo Lino, na ocasião repórter da RBS TV Santa Catarina que veio produzir o material que foi ao ar no dia seguinte com a cobertura do jogo para os telespectadores catarinenses. Telê não botou ponta e seu time foi amordaçado pelo Tigre desde os primeiros instantes.

Jairo Lenzi abriu o placar aos 41 minutos do primeiro tempo. Gelson, aos 5, e Adilson Gomes, aos 44 da etapa final, completaram. O Criciúma do técnico Levir Culpi abriu o caminho da sua histórica campanha internacional jogando com Alexandre, Sarandi, Vilmar, Wilson e Itá, Roberto Cavalo, Gelson e Grizzo, Vanderlei (Soares), Zé Roberto (Adilson Gomes) e Jairo Lenzi. 

Depois, o Tigre, em campanha impecável, garantiria a vaga nas oitavas de final, chegaria às quartas e acabaria, no detalhe, eliminado pelo São Paulo. Ainda assim, garantiu um quinto lugar inédito em Libertadores para o futebol catarinense. Relembre aquele Criciúma 3x0 São Paulo no vídeo:

 

Denis Luciano
Por Denis Luciano 06/03/2019 - 12:36Atualizado em 06/03/2019 - 12:47

Sensação do Campeonato Catarinense, o Marcílio Dias tem o seu técnico como o número 1 da lista para treinar o Criciúma. E ele sabe disso. "Não houve contato nem proposta ainda, mas eu sei do interesse do Criciúma", confirmou Waguinho Dias a pouco, em entrevista ao Debate Aberto na Rádio Som Maior.

Mas ele coloca algumas condições. "Gostaria muito de terminar o campeonato aqui no Marcílio Dias", pontua. "A cidade está numa grande expectativa, é estádio lotado todo jogo, fizemos a campanha do acesso e agora estamos diante de dar um calendário nacional ao Marcílio".

Outra situação: além de aguardar uma proposta ele desejaria, claro, conhecer o projeto do Criciúma para a Série B. "Tem que ver reforços e outras situações", comentou.

Mas Waguinho não escondeu o sonho. "Eu já trabalhei na Série B no Guarani e, nessa minha vinda para Santa Catarina, trabalhei com a expectativa de chegar ao Criciúma e fazer uma Série B. É meu sonho trabalhar no Criciúma". Antes do Marcílio, ele fez boas campanhas no Inter de Lages e Atlético Tubarão.

O Joinville pode assediar o treinador. "Sim, um conselheiro deles me procurou e pediu para conversar com o presidente do Marcílio". O JEC vem em má fase e ontem anunciou a demissão do técnico Zé Teodoro.

No fim da conversa, nas saudações finais, lasquei um "espero te ver em Criciúma em breve, Waguinho". Ele respondeu: "eu também". Disse tudo sobre a vontade de vir. Agora, é com o Criciúma. Na lista atual do Tigre, ainda, os técnicos Rogério Zimmermann e Léo Condé. Entre as opções para a gerência de futebol, o número 1 agora é Júlio Rondinelli, do Atlético Tubarão.

No podcast, o papo com Waguinho. Confira!

 

Denis Luciano
Por Denis Luciano 06/03/2019 - 01:05Atualizado em 06/03/2019 - 01:12

Nas 24 horas seguintes à demissão do técnico Doriva pelo Criciúma, promovemos duas enquetes nas nossas redes sociais. Perguntamos: "o Criciúma acertou ou errou ao demitir o técnico Doriva?".

Nos dois levantamentos, o apoio à decisão da diretoria preponderou. Via Twitter, houve equilíbrio maior. O "sim, acertou" alcançou 52% dos votos, enquanto o "não, errou" teve 48%.

Reprodução / Twitter

No Facebook, o apoio à demissão foi um pouco maior: 57% a 43%.

Reprodução / Facebook

Mas chama a atenção, nas duas enquetes, o bom respaldo que Doriva mantinha. Os votos no "não", reprovando a demissão, chegaram a estar à frente a certa altura do levantamento no Twitter. Os dois levantamentos, somados, recolheram 488 votos únicos de internautas.

Doriva foi dispensado pelo Criciúma após 13 jogos. Estreou perdendo para o Figueirense, 1 a 0 em 17 de janeiro, e despediu-se no sábado, 2 de março, no empate em casa, 1 a 1 com o Marcílio Dias. Caiu com aproveitamento de 46,1%.

Foto: Caio Marcelo / Criciúma EC

 

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