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Bandeirão a meio mastro no Majestoso

São mais algumas das muitas justas homenagens ao saudoso Rubens Costa
Denis Luciano
Por Denis Luciano 02/09/2020 - 15:45Atualizado em 02/09/2020 - 15:55

Quando o Comerciário foi fundado, em 1947, Rubens Costa era um jovem de 21 anos e trabalhava na primeira agência da Caixa Econômica Federal na cidade, onde atuou por dois anos.

Já envolvido com as coisas da cidade, Rubens participou, três anos antes, aos 18, em 1944, da fundação da Associação Comercial e Industrial de Criciúma, a atual Associação Empresarial de Criciúma (ACIC). 

Inquieto por natureza, ele continuou seu rumo. Em 1949, ano em que o Comerciário ganhou seu primeiro título, Rubens Costa deixou a Caixa e foi ser executivo da Cerâmica Santa Catarina, a Cesaca, isso com 23 anos. Seu pai havia sido um dos iniciadores da empresa. Tornou-se tabelião em 1957, assumindo no lugar de seu sogro, Elias Angeloni, e uma década depois fundou, com sócios, a Forauto Veículos.

Divulgação

No meio de todo esse bonito histórico, finalizado na última segunda-feira, 31, com seu óbito aos 94 anos, seu Rubens foi um grande colaborador do futebol criciumense. Era sócio patrimonial do Criciúma e, como tal, merece a homenagem que está lá, no estádio Heriberto Hülse, desde esta terça-feira, 1: a bandeira do Criciúma encontra-se hasteada a meio mastro, em memória do saudoso torcedor.

Mais uma homenagem

Pinçamos aqui mais uma justa homenagem a Rubens Costa. Fomos buscar, do acervo do colega Marciano Bortolin, uma matéria que ele escreveu em 2019, nos eventos de 75 anos da Acic, e que resultou de uma entrevista com o empresário. Confira:

Da união, o surgimento de uma das maiores instituições do estado

 

Dia 18 de junho de 1944. Às 10 horas o sino tocou, estava encerrada mais uma tradicional missa de domingo. Excepcionalmente desta vez, Rubens Costa, de 18 anos de idade, não iria imediatamente para casa. Havia um compromisso antes e ele rumou, junto com outras cerca de 100 pessoas, ao Cine Rovaris. 

 

Aos poucos a sala foi sendo tomada por comerciantes. No comando da assembleia estava o prefeito, Elias Angeloni. Em debate, a constituição da Associação Comercial de Cresciúma. Após conversas e deliberações, foi confeccionado o primeiro documento da Acic: a ata de fundação, que contou com 117 assinaturas, entre elas a do jovem Rubens Costa. 

Foto: Lucas Colombo / Especial

 

A constituição de uma associação comercial seguia o exemplo do que já acontecia em algumas capitais do Brasil e tinha o papel de buscar novos horizontes e perspectivas econômicas a cidade que crescia pela demanda do carvão. “Fomos para o Cine Rovaris depois da missa. Eu tinha 18 anos. A sala estava cheia e me chamara para assinar a ata mesmo com a minha pouca idade”, relata.
 

Costa, hoje com 94 anos, é o único daqueles que assinaram o documento que está vivo. Além dele, personalidades como Heriberto Hülse, que viria a ser governador de Santa Catarina, e de Cincinato Naspolini, ex-prefeito de Criciúma, também deixaram as suas assinaturas.

 

Da assembleia, saiu eleita a primeira diretoria da Acic, que teve como presidente Antônio Roque Júnior que passou a deliberar em uma sala em um dos edifícios da Praça Nereu Ramos, que foi emprestada por Célio Rolim. “O comércio, que também crescera, por conta da indústria carbonífera, sentiu a necessidade de uma organização social que o representasse. Nesse período, mais precisamente em 1943, já se instalava a Comarca de Criciúma, com ela assume os seus profissionais, entre eles, o promotor público Francisco de Oliveira, ao tomar conhecimento da reivindicação dos empresários da área comercial, organizou os estatutos para a formação da Associação Comercial de Criciúma sob a presidência do empresário Antônio Roque Júnior que mais tarde, em 1952, sob a presidência do advogado José Pimentel, foi incluído à entidade os industriários, passando a chamar-se Associação Comercial e Industrial de Criciúma”, explica o historiador, Mário Belolli.

Foto: Lucas Colombo / Especial

 

Empreendedor desde jovem e no ramo automobilístico desde 1967, Rubens Costa mostra que tem acompanhado o desenvolvimento da entidade ao citar presidentes como Jayme Zanatta e César Smielevski e o envolvimento da associação com a comunidade da região. “Todos os presidentes foram importantes”, fala Costa que hoje dá nome a uma das salas da sede da Acic, localizada no Bairro Próspera.

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