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O projeto de Gilmar Cechet para o Criciúma

Empresário procura o Tigre e apresenta a ideia de uma S/A para o futuro do clube
Denis Luciano
Por Denis Luciano Criciúma, SC, 02/09/2020 - 14:28Atualizado em 02/09/2020 - 14:35
Empresário Gilmar Cechet pensa em uma S/A para gerir o Criciúma / Arquivo / 4oito
Empresário Gilmar Cechet pensa em uma S/A para gerir o Criciúma / Arquivo / 4oito

Depois dos projetos do ex-presidente Moacir Fernandes e do advogado Alexandre Farias, uma terceira alternativa local aparece para o futuro do Criciúma. O empresário Gilmar Cechet procurou o Conselho Deliberativo para expor uma ideia e procurar informações sobre os passos a seguir para apresentar uma ideia de gestão do clube.

"Essa possibilidade surgiu há uns quinze dias. Conversei com amigos, desenhamos algo para fazer pelo Criciúma. Daí surgiu o Alexandre (Farias) e o Moacir (Fernandes), a gente deixou em stand by. Depois, analisando e conversando, achamos que é necessário um projeto melhor para o Tigre", afirmou Cechet, que é empresário dos ramos financeiro, de hotelaria e lotérico. "Estamos aí para ajudar, se pudermos incorporar todos os projetos em um só, ótimo. Não que os projetos deles não sejam positivos, acredito que sejam. Mas precisamos de perenidade à gestão do Criciúma", apontou. Ou seja, para Cechet é preciso que o clube defina um projeto a longo prazo, pensando na sua manutenção.

"Fui conversar com o Alamini (Carlos Henrique, presidente do Conselho", confirmou. "Temos algumas pessoas que também nos apoiam, não estamos em voo suicida nem sozinhos. Pensamos em desenvolver algo diferente para dar perenidade ao clube", citou. Cechet reuniu-se duas vezes com o presidente Alamini, e voltará a ter uma conversa nesta quinta-feira, 3. "Não precisa ser tão audacioso, mas precisa ser perene. Não estou falando nem de Série A, B ou C, estamos falando de futuro", relatou.

Cechet já foi conselheiro do Criciúma. Atualmente, não participa do Conselho Deliberativo. "Mas sou torcedor, vou aos jogos, acompanho o Criciúma", relatou. "E vendo essa situação atual, vemos a possibilidade de implementar uma gestão profissional mas também voltada ao clube e ao torcedor. Falamos em perenidade sob o aspecto financeiro. O Jaime (Dal Farra) tocou o clube praticamente sozinho. O empresariado tem que dar atenção ao Criciúma", salientou.

O projeto: Criciúma S/A

Cechet antecipou ao 4oito a síntese do seu projeto para o Criciúma. "Queremos aglutinar forças, lideranças políticas e financeiras, e oferecer um projeto de uma S/A para tocar o Criciúma", afirmou. "Temos alguns patrocinadores em vista, mas a ideia é montar uma empresa, como a GA, paralela ao clube, mas diferente no formato. Uma S/A, de capital fechado. Nós abriríamos a possibilidade de integralização de sócios. A ideia inicial, ainda incipiente, seria de angariar 5 mil acionistas para o clube, essa S/A teria a gestão nos moldes atuais da GA, mas abriríamos esse capital para o torcedor participar", resumiu.

Para o empresário, o importante é fazer do torcedor um investidor que se sinta parte do processo. "O torcedor tem que ser pai da criança, tem que se envolver, ser dono do time. Se tiver bônus, terá bônus com o lucro da S/A. Se tiver ônus, compartilha o ônus", observou. "Não dá mais para fazer nos moldes atuais, senão vai acabar quebrando", emendou.

Ele pensa em 5 mil torcedores acionistas da S/A, cada um pagando R$ 500 por mês. "Um empresário pode comprar dez ações, vinte, quantas quiser. Mas o torcedor que puder comprar uma ação de R$ 500 mensais, participa também", salientou. 

O contraponto

Daí, ele faz o contraponto com um dos projetos atuais, o de Moacir Fernandes. "Honestamente, quem vai colocar R$ 1 milhão no time? Não consigo ver esses projetos dando certo. Vamos ser racionais, pé no chão", comentou. 

"Sobre o Farias, que quer um time voltado ao torcedor, ele está muito certo. Time sem torcida não funciona. Mas tem que fazer com que o cara se sinta dono do time, não somente torcedor", sublinhou o empresário. "Devemos muito ao Moacir, o Alexandre é bem intencionado, meu amigo, mas temos que mudar o foco do negócio. Não estou vendo saída no que eles lançaram", emendou.

Patrocinadores

Cechet cita, também, possíveis patrocinadores para o time. "Nada certo ainda, mas temos algumas conversações com a Havan, para colocar a Havan no Criciúma, é uma marca nossa, catarinense. É uma referência", revelou. "O Sicoob é uma possibilidade que temos conversado com algumas lideranças. Tudo dentro de cada realidade, na Série C é uma coisa, na Série B é outro patamar", avaliou.

O empresário planeja, nos próximos dias, formalizar a entrega do projeto ao Conselho do Criciúma.