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Luciano Hang faz discurso político, mas não anuncia candidatura

Mesmo sem partido, empresário prometeu se envolver com a política 
Por Erik Behenck Criciúma - SC, 05/01/2018 - 11:51Atualizado em 05/01/2018 - 13:24
(foto: reprodução)
(foto: reprodução)

O empresário Luciano Hang, dono da Havan, anunciou em coletiva na manhã desta sexta-feira (5) que irá se envolver com a política. Ele era filiado ao PMDB desde 1985, mas rompeu a ligação na quinta-feira (4). Em fala persuasiva, destacou que os políticos não trabalham com metas, falta planejamento e que a maioria é incompetente. 

“As pessoas hoje não querem assumir uma boa causa, uma boa bandeira, hoje existe o tal do politicamente correto. Eu não sou assim, eu digo o que se precisa dizer e por isso a empresa dá certo. Temos um planejamento para 20 anos, coisa que político não sabe fazer. Não tem metas, não sabem nada disso. Estou falando dos maus políticos, porque tem políticos bons”, disse Hang.

De acordo com o empresário, a maioria dos maus políticos só fez isso na vida, e se perderem o cargo, estarão arruinados. Para ele, quem paga as contas são as pessoas, e aceitam isso sem lutar. Hang acredita que os brasileiros são um povo que não aceitam mudanças.

“Sou contra reeleição, isso acabou com o país. Precisamos de um líder, se o país virou de cabeça para baixo, se erramos uma vez ok, duas vezes ok, mas agora é hora da virada. Ninguém quer mais saber do político que rouba mas faz”, afirmou.

Para Hang, a única forma de enriquecer o país é através do capitalismo. Segundo ele, o Brasil possui empresas maravilhosas, mas a carga tributária é alta e a burocracia abusiva, dificultando o trabalho dos empresários. Por outro lado, disse que pretende chegar a 120 lojas em 2018, superando as 200 até 2022.

“Se não mudarmos os rumos de nosso país, estamos eternamente condenados a ser um país pobre. Pobre de dinheiro e de cabeça, que é muito pior. As faculdades estão com um discurso de esquerda, terrível”.

O empresário não anunciou a qual cargo pretende concorrer. Sua desfiliação do PMDB está ligada com a transparência e para que possa se expressar. Disse também que essa era uma forma de homenagear Luiz Henrique da Silveira, que foi seu amigo. Para ele, as pessoas com destaque devem ser premiadas.

“Quando o cara é bom precisamos fazer ele ser líder, ganhar mais dinheiro, crescer na vida. Os maus políticos querem te fazer pobre, para depender deles. Querem que vivemos como um filhote de sabiá, que da comida a cada quatro anos”, analisou.