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* as opiniões expressas neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do 4oito
João Nassif
Por João Nassif 05/05/2020 - 09:58

O futebol fez parar a Primeira Grande Guerra no Natal de 1914. Com apenas alguns meses de conflito no dia 25 de dezembro ingleses e alemães pararam de se matar para disputarem um bom jogo de futebol.

“A bola apareceu de algum lugar, não sei de onde, mas veio do lado deles – não do nosso lado. Eu acho que tinha uns 200 soldados participando, não havia juiz nem placar para registro, foi apenas uma pelada”. O depoimento foi do soldado britânico Ernie Williams em 1938 em uma rede de televisão inglesa e descreve um dos momentos mais significativos da Primeira Guerra travada em solo europeu entre 1914 e 1918. 

A Primeira Grande Guerra Mundial tinha de um lado a Tríplice Entente (França, Rússia, Grã-Bretanha além de outros aliados’) e do outro as Potencias Centrais (Alemanha, Áustria-Hungria, Império Otomano e Bulgária).

Dois terços da linha britânica se envolveram em alguma forma de trégua ou confraternização com os alemães. Entre trocas de souvenires, comida, bebida e cânticos natalinos, algumas peladas foram disputadas em vários pontos diferentes do front.

campos eram os espaços entre as trincheiras chamados de Terra de Ninguém.

O cessar fogo durou até os primeiros dias de 1915. Quando as autoridades maiores souberam das notícias as tréguas foram proibidas. Depois de alguns meses a guerra foi ficando mais dura e ficaram na memória somente os dias de paz com o futebol disputado na Terra de Ninguém.

João Nassif
Por João Nassif 04/05/2020 - 21:59

É absolutamente compreensível a ânsia dos dirigentes de futebol em retomar o campeonato o mais rápido para evitar que os clubes se afundem em prejuízos irrecuperáveis. O pleito de clubes e Federação junto ao governo do Estado foi feito com promessas de máximo cuidado com os profissionais envolvidos, mas não obtiveram sucesso e a atividade fica paralisada até segunda ordem. Ainda mais com a chegada do inverno, estação ideal para a propagação do vírus.

Venho afirmando desde o início do confinamento que enquanto houvesse riscos, o retorno das atividades seria inviável, mesmo se fossem obedecidos todos os protocolos de segurança nos pré-jogos. Cheguei a frisar que o risco era enorme e a vida é muito mais importante que qualquer receita que os clubes receberiam para jogar as partidas finais do campeonato. 

Claro que vai haver desemprego, aliás já vem ocorrendo em vários clubes, seja de atletas ou funcionários, mas a pandemia não é seletiva e todos os segmentos da economia sofrem do mesmo problema. O futebol não pode ser diferente e temos que conviver ainda muito com esta tragédia da humanidade, infelizmente. 
 

João Nassif
Por João Nassif 04/05/2020 - 09:02

Depois de seu retorno ao futebol em meados de outubro de 1976 o Comerciário EC no ano seguinte voltou a disputar um campeonato catarinense. Se tornou o único representante de Criciúma no estadual, pois o Próspera único sobrevivente depois que os outros times da cidade encerraram suas atividades, foi rebaixado em 1975 e também fechou seu departamento de futebol. 

O campeonato de 1977 foi disputado por 20 clubes de todo o estado e dividido em várias etapas até a fase final. Como fica muito extenso nomear os clubes em cada fase do campeonato, vamos seguir apenas pelo regulamento.

Na primeira fase os times foram divididos em três grupos, dois com seis e um com oito equipes que apuravam os melhores para a fase seguinte. O Comerciário foi o 5º colocado em seu grupo e foi deslocado para uma repescagem na segunda fase.

Enfrentou na repescagem o Juventus de Rio do Sul, o Paysandu de Brusque, o Operário de Mafra e o Juventus de Jaraguá do Sul, terminando na primeira colocação e se qualificando para a fase seguinte.

Na terceira fase 10 equipes disputaram três vagas para a fase final. Foram classificados Joinville, Avaí e Comerciário. Foi formada nova repescagem que classificou o Paysandu de Brusque para o pentagonal decisivo. A Chapecoense já havia conquistado a vaga por ter sido primeira colocada na primeira fase.

No pentagonal final Chapecoense e Avaí terminaram empatados na primeira colocação e partiram para a decisão em confronto direto com vitória da Chapecoense por 1x0. Jogo único no Índio Condá, pois prevaleceu a melhor campanha.

O Comerciário no seu ano de volta ao campeonato catarinense foi o terceiro colocado.

João Nassif
Por João Nassif 03/05/2020 - 09:23

A Copa Mercosul foi uma competição oficial da CONMEBOL disputada anualmente de 1998 a 2001 por clubes dos países membros do Mercado Comum do Sul. Faziam parte do Mercosul quando da montagem do torneio Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, além do Chile. 

A Copa foi formada com 20 clubes convidados dos países que compunham o Mercosul, somente a Bolívia que também pertencia ao bloco não teve nenhum representante convidado.

Palmeiras campeão da MERCOSUL-1998

Todas as quatro edições do torneio foram disputadas por 20 times que se dividiram em cinco grupos de quatro em cada grupo. Para a segunda fase se classificavam os dois primeiros colocados de três grupos e somente o primeiro dos outros dois grupos.

O regulamento era conhecido de todos antes do sorteio que definiam os times em cada grupo.

O critério para convidados era aleatório e em algumas edições clubes com maior número de torcedores de acordo com pesquisas da época tinham preferencia com outros melhores colocados no ranking técnico da CONMEBOL.

Na primeira edição o SBT teve exclusividade de televisionamento para o Brasil e as últimas três foram exclusivas da Band.

Palmeiras, Flamengo, Vasco da Gama e San Lorenzo da Argentina foram na sequência os campeões das quatro edições da Copa Mercosul.   

João Nassif
Por João Nassif 02/05/2020 - 09:18

O Criciúma voltou a disputar a primeira divisão do campeonato brasileiro em 2003 com a conquista do título da série B em no ano anterior. Entre as 24 equipes que participaram da série A o Tigre ficou na 14ª colocação com 60 pontos, produto de 17 vitórias e nove empates, perdendo 20 jogos dos 46 que disputou.

Foi um campeonato longo que começou no dia 30 de março e só foi terminar em 13 de dezembro. Na estreia o Criciúma derrotou o Fluminense no Heriberto Hülse por 2x0 e pelo mesmo placar foi derrotado pelo Coritiba no Couto Pereira no encerramento da competição.

Grêmio x Criciúma-2003

A permanência na série A teve muito a ver com a série de seis vitórias consecutivas conquistas na parte final do primeiro turno. A sequência de vitórias começou no dia 29 de junho nos 2x0 sobre o Paysandu no Heriberto Hülse. 

Depois de vencer na sequência o Fortaleza por 1x0 no Presidente Vargas na capital cearense o Criciúma voltou para casa e enfrentou três jogos vencendo todos e acumulando cinco vitórias seguidas.

Venceu o Atlético Mineiro por 1x0, o Juventude por 3x0 e o Flamengo por 4x3, depois de ter feito 4x0 no primeiro tempo.

Encerrou a sequência de vitórias no dia 24 de julho quando fez 2x0 no Grêmio em pleno Estádio Olímpico.

Foi a maior série de vitórias consecutivas do Criciúma em toda sua história nos campeonatos brasileiros que disputou.

João Nassif
Por João Nassif 01/05/2020 - 09:01

Enquanto esteve dividida, até 1990, eram duas as Alemanha que disputava as competições oficiais de futebol. De um lado do muro de Berlim a Alemanha Ocidental, do outro a Alemanha Oriental.

Em se tratando de Copa do Mundo a Ocidental disputou o torneio em sete edições e foi campeã em três, enquanto a Oriental esteve presente apenas uma vez sendo eliminada na segunda fase em 1982. Após a reunificação a Alemanha esteve presente em todos os Mundiais e foi campeã apenas uma vez.

Alemanha Oriental-1982

Para efeito da estatística da FIFA a Alemanha Oriental ficou à parte enquanto a Alemanha atual é sucessora da Ocidental, por isso que os alemães são tetracampeões mundiais.

Os títulos foram conquistados na Suíça em 1954, na própria Alemanha Ocidental em 1974 e na Itália em 1990, última Copa do país dividido.

A quarta conquista foi somente 24 anos depois aqui no Brasil quando a Alemanha derrotou a Argentina na final por 1x0, gol marcado na prorrogação.

Nestas quatro edições em que os alemães foram campeões, apenas em uma delas enfrentaram a seleção brasileira. Foi na trágica semifinal de 2014 quando aplicaram o 7x1, a maior derrota do Brasil em Copas do Mundo.

A Alemanha Oriental na única Copa que participou também enfrentou a seleção brasileira. Foi na segunda fase do torneio na Espanha e o Brasil venceu por 1x0.

João Nassif
Por João Nassif 30/04/2020 - 13:01

A 15ª Copa do Mundo de 1994 foi disputada nos Estados Unidos e detém até hoje a maior média de público da história. Estiveram presentes nas nove sedes do torneio um total de 3.587.538 espectadores que assistiram os 52 jogos resultando na média de 68.991 pessoas por jogo.

 

Rose Bowl

O maior dos nove estádios que abrigaram jogos do Mundial é o Rose Bowl, localizado em Pasadena, subúrbio de Los Angeles que recebeu 93.689 espectadores no jogo em que os Estados Unidos derrotaram a Colômbia por 2x1. Foi o jogo de estreia dos anfitriões. 

O zagueiro colombiano Escobar que marcou um gol contra e dias depois foi assassinado em seu país.

A final da Copa entre Brasil e Itália também foi jogada no Rose Bowl. O público presente foi o maior do Mundial, com 94.194 espectadores que viram Roberto Baggio perder o pênalti que deu o tetracampeonato à seleção brasileira. 

O menor público foi registrado no Cotton Bowl na cidade de Dallas. Apenas 44.132 pessoas assistiram a Nigéria derrotar a Bulgária por 3x0.  

Foi o último Mundial com 24 seleções, pois a partir de 1998 a FIFA aumentou para 32 países presentes numa Copa do Mundo. 

João Nassif
Por João Nassif 30/04/2020 - 08:14Atualizado em 30/04/2020 - 08:30

Thiago Ávila *

Na semana passada reuni as cinco melhores equipes dos últimos dez anos, elencando com seu melhor carro, chefe, engenheiro e pilotos. Hoje complementaremos esse grid com as outras cinco filas restantes.

WILLIAMS
A pior década da história da Williams, sem sombra de dúvidas. Apenas uma vitória (bem isolada, inclusive) e no máximo três anos correndo bem. Isso configura o time de Frank em sexto lugar.
- Carro: FW36 (2014). O carro mais lindo da década, praticamente sem bico, foi brilhante no início da era híbrida. Ali parecia ser o reinício de uma das equipes mais vitoriosas do grid. Foram 9 pódios e uma pole histórica com Felipe Massa, que colocaram o time de Grove em terceiro nos construtores.
- Chefe e Engenheiro: Patrick Head e Pat Symonds. Head durou apenas até 2013 na equipe, mas chefiou a única vitória do time, com Pastor Maldonado na Espanha em 2012. Diferente de Claire, que levou uma equipe promissora para o fundo do poço. Já Symonds fez os três melhores carros do time, entre 2014 e 2016 e depois que saiu, a equipe foi por duas vezes a pior.
- Pilotos: Valtteri Bottas e Felipe Massa. A dupla que marcou a melhor época da Williams. O finlandês carregou o time nos quatro anos que passou, que culminou na sua ida a Mercedes. Já Massa foi extremamente importante na reconstrução do time a voltar aos resultados positivos.

FORCE INDIA
A equipe de Vilaj Mallya entrou em falência na metade de 2018 e nesse período conquistou cinco pódios e uma crescente constante que os levou a ser o sétimo lugar da nossa lista.
- Carro: VJM10 (2017). Apesar de nesse ano a equipe não ter conquistado nenhum pódio, foi quando conseguiu os melhores resultados. Foi quarto lugar nos construtores com folga para o restante do grid, com Pérez e Ocon ocupando, respectivamente, os sétimo e oitavo lugares.
- Chefe e Engenheiros: Otmar Szafnauer e Andrew Green. A parceria entre o executivo e o engenheiro iniciou em 2010 com um projeto de colocar a equipe indiana nas cabeças do grid. Não chegou até lá, mas na segunda metade da década, pôs constantemente o nome da equipe entre as cinco melhores equipes do campeonato. A dupla ainda permanece, agora na nova Racing Point, chefiada por Lawrence Stroll.
- Pilotos: Sergio Perez e Nico Hulkenberg. Foram os dois pilotos que mudaram o cenário da Force India. A equipe de fim de pelotão só começou a brigar por pódios graças a essa dupla. Pérez é idolatrado pelo time – tanto pela Force India, quanto pela Racing Point – foi o cara que deu os cinco pódios para a equipe e a grana de seu patrocinador foi o que manteve o time vivo por tanto tempo, já que Mallya era um homem procurado pelo governo indiano com uma longa dívida de 900 milhões de libras. Nico foi uma das primeiras apostas de Otmar e correu bem no período que esteve por lá em 2012 e entre 2014 e 2016.

RENAULT
A Renault conseguiu um feito de sair e voltar da categoria em menos de cinco anos. Nesse período foram quatro pódios, todos na primeira leva da equipe, que configuram no oitavo lugar da lista.
- Carro: 2010. Mais um carro criado por James Alisson. Eu digo, esse cara é um semi-gênio. Os franceses até hoje respiram de uma boa temporada em 2010, na época em que Kubica ainda tinha dois braços para correr e guiava que era uma maravilha. Nesse ano conquistaram três pódios e terminaram em quinto lugar, dois anos antes de ser vendido para a Lotus.
- Chefe e Engenheiro: Cyril Abiteboul e Bob Bell. A dupla foi fundamental no retorno dos franceses à categoria em 2016. Ainda não chegaram aonde queriam, mas o máximo que conseguiram foi terminar em quarto em 2018, um crescimento meteórico para quem tinha acabado de retornar. Apesar disso, ainda existe muitas críticas em relação aos dois, principalmente a Cyril, que constantemente coloca as expectativas acima da realidade.
- Pilotos: Daniel Ricciardo e Robert Kubica. A Renault troca demais seus pilotos. Para se ter uma ideia, em nenhum ano a dupla existiu uma dupla repetida. Escolhi os dois que melhor representa essa instabilidade. Ricciardo teve apenas um ano na equipe e não foi tão mal. O carro era fraco e por isso os resultados podem não ter sido os melhores, mas terminou em nono, atrás apenas de pilotos que correram em carros superiores e de Sainz. Já o polonês também durou apenas um ano e logo já conquistou três pódios para a equipe, além de manter seu desempenho espetacular contra equipes visivelmente mais fortes.

SAUBER
Por agora temos a Sauber, que não viveu suas melhores épocas, tanto que foi comprada duas vezes nesse período. Com quatro pódios conquistados, eles ficam na nona posição da lista.
- Carro: C31 (2012). 2012 foi a temporada mais equilibrada da história da F1. Não é à toa que seis equipes diferentes venceram. A Sauber não foi uma dessas, mas conquistou seus quatro pódios nessa época, com uma das duplas mais promissoras do grid: Sergio Pérez e Kamui Kobayashi.
- Chefe e Engenheiro: Peter Sauber e Matt Morris. O fundador do time até hoje foi o melhor manager que a equipe já teve, o único problema foi manter as contas até 2013. Mas se não fosse por ele e James Key, os resultados em 2012 não seriam tão satisfatórios. Já Morris esteve na equipe em seus melhores anos, entre 2011 e 2013, inclusive fazendo o carro deste último, o resultado mais expressivo do time desde então.
- Pilotos: Kamui Kobayashi e Felipe Nasr. Koba era um excelente piloto, pena que não teve tanta oportunidade depois de 2012. Conseguiu um pódio em casa na época, formando uma das duplas mais promissoras do grid com Sergio Pérez. Já o brasileiro foi o único, além de Leclerc, que teve resultados importantes na pior fase da equipe, com o quinto lugar na estreia, sexto lugar na Rússia...

TORO ROSSO
A equipe B da Red Bull fecha a lista. E só está graças aos dois pódios de 2019, senão perderia para a Haas.
- Carro: STR14 (2019). Não poderia ser outro. Foi a temporada mais competitiva da equipe, ainda mais no segundo ano do motor Honda. Kvyat, Albon e Gasly foram fundamentais para manter a equipe na zona de pontuação em praticamente todas as corridas, ainda conquistando dois pódios.
- Chefe e Engenheiro: Franz Tost e James Key. Essa dupla esteve presente na equipe durante desde 2012 e de lá para cá a equipe só evoluiu. James Key inclusive foi contratado para a McLaren em 2020 para desenvolver o carro deste ano, depois da saída do renomado engenheiro Pat Fry.
- Pilotos: Jean-Éric Vergne e Pierre Gasly. Foi complicado fazer essa escolha, já que a STR já teve dez pilotos em dez anos. Vegne foi escolhido pelos seus bons três anos na equipe, na verdade injustíssimo ter sido preterido por Kvyat em 2015 quando uma vaga na Red Bull surgiu. Poderia ter feito o mesmo sucesso que Ricciardo, já que ambos travaram bons duelos em 2012 e 2013. Já Gasly é o piloto que representa a raça taurina. Quando corria na Red Bull foi péssimo, só foi voltar a dar um carro ruim que o cara faz um pódio, vai entender... E ainda teve seu ano de estreia como titular, quando conseguiu um quarto lugar na segunda corrida.

* Jornalista

João Nassif
Por João Nassif 29/04/2020 - 09:33

Vimos no Almanaque da Bola de ontem que Dario, o Dadá Maravilha, é o maior goleador do futebol brasileiro numa única partida de futebol. Marcou pelo Sport Recife 10 gols na vitória por 14x0 sobre o Santo Amaro pelo campeonato pernambucano de 1976.

Vimos também que Dalmar do Cruzeiro em 1966 marcou nove gols na vitória sobre o Renascença por 16x0 pelo campeonato mineiro.

Depois destes dois vem Pelé com artilharia pesada sobre o Botafogo de Ribeirão Preto. O Rei marcou oito gols em 21 de novembro de 1964 pelo campeonato paulista.

O recorde de gols numa única partida pelo campeonato brasileiro é do atacante Edmundo quando defendia o Vasco da Gama. Em 11 de setembro de 1997 Edmundo marcou todos os seis gols da vitória do Vasco sobre o União São João de Araras em São Januário.

No futebol mundial o recordista de gols em um único jogo é o atacante da Austrália Archie Thompson que marcou 13 gols na partida contra Samoa Americana na vitória da Austrália por 31x0 no dia 11 de abril de 2001. Esta partida foi pelas eliminatórias para a Copa de Mundo de 2002.
 

João Nassif
Por João Nassif 28/04/2020 - 18:54

No pronunciamento de final de tarde o Governador Carlos Moisés atualizou os números dos infectados e mortos pelo COVID-19 e não tocou na questão do futebol que tem deixada aflita a comunidade do esporte em Santa Catarina. 

Federação, clubes, políticos e grande parte da mídia exercem pressão para o retorno do campeonato, invocando a entrada de recursos para os clubes e minimizando o prejuízo que já atinge valores que não conseguimos calcular.

Vamos lá! Retornando o campeonato os clubes irão receber a segunda parcela da televisão, o patrocínio da publicidade estática nos estádios e também na camisa dos atletas. Dá para mensurar o quanto isto representa para cada clube? Possivelmente cada um já tem o cálculo pronto.

Não sei dos valores, mas fui informado pelo presidente da FCF, Rubens Angelotti que os clubes grandes receberão da televisão algo em torno de R$ 200 mil. Não tenho conhecimento das outras receitas que dependem do pagamento dos patrocinadores (anunciantes) que pelo momento não devem estar com bom fluxo de caixa. Penso que o valor total é muito pequeno pelos riscos que todos irão correr.

Os clubes e vejo pelo Criciúma que já dispensou, não renovou com vários atletas, já demitiu um grande número de funcionários tentando se adequar às dificuldades surgidas nos últimos 40 dias. Então, sem futebol, creio que todos já fizeram o enxugamento necessário. 

Sem novas receitas deverão antecipar outras medidas, mas mesmo que o campeonato seja completado, ao final todos ficarão sem calendário. A menos que a CBF atropele o protocolo e faça a bola rolar sem público nos estádios.

Vale a pena o risco?
 
 

João Nassif
Por João Nassif 28/04/2020 - 09:51

No futebol brasileiro o atacante Dario, o Dadá Maravilha, é o autor do maior número de gols em uma partida. 

O recorde foi estabelecido no dia 07 de abril de 1976 na Ilha do Retiro quando Dario defendia o Sport e seu time venceu o Santo Amaro pelo placar de 14x0 em jogo válido pelo campeonato pernambucano. Dario marcou 10 gols neste jogo. O técnico do Sport era Mario Travaglini.

Numa entrevista, anos depois, Dario confessou que conhecia alguns jogadores do Santo Amaro e afirmou que eles trabalhavam durante o dia para jogar à noite e se alimentavam de sanduiches.

O técnico, cheio de táticas, faz isso, faz aquilo e o Dario disse; “Seu Mário, por favor, como é que um time que trabalha o dia todo e se alimenta de sanduiches pode jogar contra a gente? Marcamos por pressão, deu câimbras neles, aí eu fiz 10 gols. Os caras ficaram com fome, abatidos, tadinhos”, disse Dario numa entrevista no Roda Viva da TV Cultura em 1987. 

Em 1976 Dario não conseguiu o título estadual, pois foi vendido para o Internacional de Porto Alegre antes de acabar o campeonato pernambucano.

Depois de Dario o jogador com maior número de gols numa única partida foi Dalmar que em 1966 marcou nove gols contra o Renascença no dia 20 de novembro pelo Cruzeiro em jogo válido pelo campeonato mineiro.

João Nassif
Por João Nassif 27/04/2020 - 09:15

Depois de duas Copas consecutivas serem jogadas na Europa, Suíça em 1954 e Suécia em 1958, a competição retornou à América do Sul, 12 anos depois se ter sido disputado no Brasil. 

Escolhido pela FIFA, o Chile começou os trabalhos para montar a infraestrutura necessária para sediar o evento, liderado pelo brasileiro naturalizado chileno Carlos Dittborn, então presidente da Confederação Sul Americana de Futebol. 

Brasil x México no Estádio Sausalito

O Estádio Nacional teve sua capacidade aumentada para 75 mil espectadores e foi construído um novo estádio em Viña Del Mar, o Saulsalito. 

Quando os preparativos estavam no auge, em maio de 1960 o país foi pego de surpresa por um terremoto que registrou 9.5 pontos na escala Richter, o maior registrado na história recente. O tremor que deixou mais de cinco mil mortos e 25 por cento da população chilena desabrigada colocou dúvidas sobre a capacidade do Chile em sediar o Mundial depois da tragédia. 

Em face dos problemas, Carlos Dittborn pronunciou a frase que seria o slogan não oficial da Copa: “Porque não temos nada, faremos tudo”. A FIFA lhe deu um voto de confiança e as obras foram terminadas em tempo recorde. 

Por ironia do destino, Carlos Dittborn faleceu 32 dias antes do início do Mundial vítima de parada cardíaca. O estádio de Arica foi batizado em sua homenagem. 

Cinquenta e seis países se inscreveram para as eliminatórias. Novamente havia 14 vagas disponíveis, pois, o Chile país anfitrião e o Brasil, último campeão estavam automaticamente classificados.

A Copa foi disputada com 10 seleções europeias, cinco sul-americanas e o México.
 

João Nassif
Por João Nassif 26/04/2020 - 10:19

A primeira edição da Copa do Brasil foi realizada em 1989. A CBF instituiu o torneio buscando a integração dos clubes de todo país, privilegiando os campeões estaduais. Em Federações com maior representatividade os vice-campeões também foram convidados a participar.

A competição foi disputada por 32 clubes divididos em 16 grupos de dois times cada, enfrentando-se em jogos de ida e volta. Os mandos das partidas de volta na primeira fase foram dos campeões das Federações que obtiveram maior renda bruta ao longo dos respectivos campeonatos em 1988.

A Copa do Brasil de 1989 foi disputada em cinco fases, depois da primeira vieram as oitavas de final, as quartas, semifinais e final. Como critério de desempate caso houvesse nos confrontos empate em pontos e no saldo de gols passava a valer o gol marcado fora de casa, o chamado gol qualificado.

Santa Catarina foi representada por Avaí e Blumenau, campeão e vice do estadual de 1988. Na primeira fase o Avaí foi logo eliminado pelo Vitória da Bahia. Os baianos venceram o jogo de ida por 2x0 jogando em Salvador. De nada adiantou o Avaí ter vencido o segundo jogo na Ressacada por 1x0.

Já o Blumenau conseguiu passar de fase com um empate em 1x1 jogando no Estádio do SESI e vitória por 1x0 contra o Operário de Campo Grande no Mato Grosso do Sul.

Nas oitavas de final o Blumenau foi derrotado duas vezes por 3x1 pelo Flamengo com o segundo jogo sendo realizado no Maracanã.

O Grêmio foi o campeão da I Copa do Brasil derrotando na final o Sport Recife. No primeiro jogo 0x0 na Ilha do Retiro e na volta os gaúchos venceram no Estádio Olímpico por 2x1.   

João Nassif
Por João Nassif 25/04/2020 - 08:41

Poucos sabem que o jogo de abertura e a final do Mundial de 2022 no Qatar serão realizados numa cidade que ainda está em construção. 

Lusail City será uma das sedes da Copa do Mundo e foi planejada para receber uma população de até 450 mil pessoas com um custo de 45 bilhões de dólares, cerca de 170 bilhões de reais na cotação atual.

A cidade terá áreas habitacionais, resorts, distritos comerciais, shoppings, centros de lazer, um campo de golfe e muitas outras instalações.

Atualmente, além da rodovia que leva até a cidade que não existe, Lusail City já tem uma grande arena onde foi realizado o Mundial de handebol de 2015, um centro de tiro e um autódromo onde são realizadas provas de MotoGP no país.

O projeto da nova cidade foi iniciado em 2004, seis anos antes do Qatar ser escolhido para sediar o Mundial-2022. A rede hoteleira já tem mais de 20 hotéis em funcionamento e vários outros em construção.

A Lusail City será finalizada em 2020 e está localizada no norte do país a 23 quilômetros da capital Doha. O Lusail Iconic Stadium, palco da abertura e da final da Copa do Mundo terá capacidade para 86 mil espectadores.

Qatar tem uma extensão territorial de apenas 11.571 km² e uma população de 2,7 milhões de habitantes, fazendo com que os jogos aconteçam em lugares próximos uns dos outros, diferente dos últimos Mundiais, pois tanto no Brasil como na Rússia os deslocamentos entre as cidades-sede eram muito mais demorados.

João Nassif
Por João Nassif 24/04/2020 - 13:08

A IV Copa do Mundo em 1950 foi a primeira depois da Segunda Grande Guerra que terminou em 1945. Depois de 12 anos a FIFA voltava a promover o torneio, depois da França ter sediado o terceiro Mundial em 1938.

Havia no Brasil grande expectativa pela conquista do primeiro título de uma Copa do Mundo. A seleção brasileira ainda não havia tido uma chance tão grande, jogando em casa e com o apoio de uma torcida prá lá de fanática.

Em 1950, o maior do mundo

Para fugir ao domínio alemão o presidente da FIFA, Jules Rimet, havia transferido a sede da entidade da ocupada França para a neutra Suíça, onde se encontra até hoje. Destruídos e abalados pela longa guerra, nenhum dos países europeus tinha condições de sediar a IV Copa do Mundo.

As autoridades brasileiras resolveram construir no Rio de Janeiro, capital da República, o maior estádio do mundo, o Maracanã com capacidade para 200 mil espectadores.

Pela primeira vez o troféu da Copa passaria a ter o nome do presidente da FIFA, Jules Rimet, um dos principais responsáveis pela existência dos Mundiais. Também pela primeira vez as seleções usariam números nas camisas dos jogadores.

33 países se inscreveram para a disputa das eliminatórias com a Argentina ficando de fora pelo mau relacionamento com os dirigentes de futebol do Brasil.

A FIFA decidiu que as 16 seleções classificadas seriam divididas em quatro grupos com quatro seleções em cada grupo. Com a desistência da Escócia, Turquia e Índia o número de participantes ficou reduzido a apenas 13.

A Inglaterra fazia sua estreia numa Copa do Mundo e o Uruguai voltaria a participar depois de ter vencido o título em 1930.

Depois de 22 jogos e 88 gols marcados o Uruguai derrotou a seleção brasileira no último jogo da fase final e se sagrou bicampeão mundial de futebol.
 

João Nassif
Por João Nassif 23/04/2020 - 14:57

Em tempos passados a seleção brasileira não se reunia com a frequência de hoje, não havia superposição do calendário e muito menos se falava em datas FIFA. 

A seleção pouco viajava para enfrentar adversários europeus e os confrontos eram muitos mais entre os sul-americanos. Poucos amistosos, mas muitos jogos valendo pelo campeonatos sul-americanos e disputas valendo taças com alguns países da vizinhança. 

Seleção brasileira nos anos 1960

Contra o Uruguai a seleção brasileira disputava a Copa Rio Branco, contra os argentinos a Copa Roca, contra o Paraguai a Taça Osvaldo Cruz e contra o Chile o troféu Bernardo O’Higgins.   

Em todos estes torneios a seleção brasileira levou vantagem, inclusive no Superclássico das Américas disputado contra a Argentina em substituição à Copa Roca.

Em sete edições do troféu Bernardo O’Higgins de 1955 até 1966 o Brasil venceu quatro e o Chile duas, com o empate na última edição as duas seleções foram declaradas vencedoras. 

Contra o Paraguai na disputa da Taça Osvaldo Cruz entre 1950 e 1976 a seleção brasileira venceu todas as oito edições que foram realizadas.

A Copa Rio Branco foi disputada entre 1931 e 1976. O Brasil venceu sete das 11 edições e como aconteceu no Bernardo O’Higgins em 1967 o título ficou dividido, pois Brasil e Uruguai empataram os três jogos realizados.

Finalmente a disputa com a Argentina entre 1914 e 2014 resultou em 11 vitórias da seleção brasileira e apenas quatro dos argentinos. Estão computados os jogos pela Copa Roca e pelo Superclássico das Américas. Em 1971 o título também foi dividido. 

João Nassif
Por João Nassif 22/04/2020 - 19:02

Em janeiro de 2010 o Criciúma entrava num processo falimentar e dois meses depois, em pleno campeonato estadual estava em vias de perder pela inadimplência todo seu plantel e o desastre com o fechamento de suas portas era iminente. O Criciúma estava presente pelo segundo ano consecutivo na série C do campeonato brasileiro.

Depois de muitas articulações veio para o palco o “ex-várias vezes presidente” Antenor Angeloni que fez um alto aporte financeiro e rapidamente colocou o clube em condições de seguir na temporada.

Sem chances de vencer o campeonato catarinense Antenor Angeloni jogou todas suas fichas no técnico Argel Fucks com o objetivo de subir para a série B. Ao mesmo tempo zerou todas as pendencias, inclusive as tributarias e foi fazendo captação no Ministério do Esporte para conclusão do CT que viria ser modelo no país.

Disputou a série B do campeonato brasileiro em 2011, ainda no auge da lua-de-mel com a torcida e com enorme crescimento do quadro de sócios que com o acesso em 2012 atingiu a incrível marca de 15 mil, prometendo uma série A de qualidade. 

Começou 2013 com o gerente Cícero Souza, com o técnico Vadão e depois de oito temporadas voltou a ser campeão catarinense. Manteve-se na série A e deslumbrava uma sequência inédita em função da ótima gestão e da aplicação financeira no futebol com a contratação de jogadores identificados com a primeira divisão nacional.

Quando tudo parecia caminhar para muitos anos de glória, o presidente idolatrado pela comunidade cometeu um pecado que se tornou mortal em pouco tempo. Deixou de lado a gestão profissional no futebol e apostou em amadores que sem qualquer experiencia foram enfiando os pés pelas mãos e levando o barco para águas profundas. Sempre com a benção do presidente.

A queda para a segunda divisão e a desilusão com a própria maneira de continuar no clube, quase no final de 2015 vendeu a empresa e o clube foi aos poucos retornando aos velhos tempos de insucessos.

Quem comprou, Jaime Dal Farra, ou não tinha o suporte financeiro do ex-dono ou apenas viu a possibilidade de entrar num mercado que hoje é um dos maiores do mundo.

Sem uma gestão profissional aos poucos foi perdendo sócios, receitas e chegou até a pedir ajuda a todos como se não fosse simplesmente o dono de um grande negócio. Ninguém põe dinheiro no negócio alheio.

E hoje, depois do retorno à série C e afetado por uma pandemia o clube viverá seu pior momento da década sem que haja perspectiva de uma pequena luz no final do túnel. Mas, se serve como consolo, não é privilegio apenas do Criciúma, a crise que vive o futebol brasileiro e mundial irá afetar clubes grandes e pequenos sem previsão de como será o futuro.

    

João Nassif
Por João Nassif 22/04/2020 - 08:59

A seleção brasileira foi a única do planeta que esteve presente em todas as 21 Copas do Mundo que foram disputadas até hoje. 

Nestas 21 edições a seleção brasileira penta campeã mundial foi comanda por 15 treinadores sendo que apenas um permaneceu no cargo após ter conquistado o título de campeão.

Mário Jorge Lobo Zagallo, campeão em 1970 na campanha do tri no México foi o comandante em 1974 na Alemanha Ocidental onde foi somente o quarto colocado.

Vicente Feola, o primeiro campeão mundial no comando da seleção brasileira em 1958 foi substituído por Aymoré Moreira que ganhou o bicampeonato em 1962 no Chile. Feola retornou ao comando em 1966 na Inglaterra quando a seleção fez sua pior campanha sendo eliminada na primeira fase.

Depois de Zagallo em 1974 a seleção teve no comando Telê Santana em duas Copas, 1982 e 86 e Sebastião Lazaroni em 1990. Ambos não tiveram sucesso e o Brasil só foi de tornar tetra campeão em 1994 sob o comando de Carlos Alberto Parreira.

Parreira cedeu lugar para que Zagallo novamente assumisse o comando técnico, mas como fracassou na França em 1998 abriu caminho para que Luiz Felipe Scolari conquistasse o penta campeonato em 2002 no Japão e na Coréia do Sul.

A partir deste Mundial e nos próximos quatro seguintes a seleção brasileira nunca mais foi a mesma e abriu passagem para que a Europa voltasse a comandar o futebol mundial vencendo quatro Copas na sequência.  
 

João Nassif
Por João Nassif 21/04/2020 - 19:24

A pandemia cujo prazo para o final é absolutamente incerto irá ferir o futebol sem nenhuma complacência. Ferimento que levará à falência um percentual muito grande de clubes.

Sem receitas, pois os patrocinadores também sofrem com a pandemia, os sócios torcedores vão perdendo seus empregos e não pagam as mensalidades, sem jogos as televisões não repassarão as cotas programadas e aqueles clubes que conseguiram cumprir seus compromissos neste primeiro mês de quarentena não terão receitas para manter o fluxo de caixa.

Sem contar que mesmo antes do COVID-19 muitos já estavam inadimplentes com atletas, funcionários e fornecedores. Poucos irão sobrevier ao mês de maio. Por isso a insistência no retorno dos campeonatos até com portões fechados. 

Penso que de nada irá adiantar se os órgãos responsáveis permitirem a retomada do futebol, pois não vejo como clubes e federações conseguirão receitas para cumprir seus compromissos, além do risco iminente de contágios que certamente ocorrerão pelo envolvimento de centenas de pessoas em cada jogo.

Faço este comentário com muita tristeza, pois também sou profissional do futebol trabalhando num segmento importante nesta área, mas não posso concordar com qualquer retorno enquanto o vírus estiver circulando entre nós.

Se os que pleiteiam o retorno fazem questão de frisar que a prioridade é a vida, que a vida seja preservada e não colocada em risco com a retomada das competições.   

 

Tags: Futebol COVID-19

João Nassif
Por João Nassif 21/04/2020 - 09:01

Um incidente em 1920 deu início à grande rivalidade entre Brasil e Argentina que perdura até nos dias de hoje.

O estopim foi a partida amistosa marcada para o dia 06 de outubro no Campo do Barracas em Buenos Aires.

Na véspera um jornal argentino publicou um desenho da seleção brasileira como macacos e alguns jogadores se recusarem a entrar em campo e a partida foi iniciada com a equipe brasileira integrada por apenas sete jogadores e completada por quatro argentinos.

O público argentino presente no Campo protestou contra os reforços argentinos e a partida foi disputado com apenas sete jogadores de cada lado.

Por esse motivo, muitas publicações não consideram como oficial o jogo de 06 de outubro de 1920.

Osvaldo Gomes que ainda jogava pelo Fluminense estava com a delegação brasileira apenas como dirigente e entrou em campo para completar o time brasileiro.

O jogo com sete para cada lado terminou com a vitória dos argentinos por 3x1. O gol brasileiro foi marcado pelo atacante Castelhano. 

Apesar do nome, Castelhano era brasileiro nascido na cidade gaúcha de Santana do Livramento. Seu nome Cipriano Nunes da Silveira. Como tinha sotaque de quem morava em Rivera no Uruguai ganhou o apelido de Castelhano.

Na época do amistoso em Buenos Aires, Castelhano jogava pelo Santos o segundo time de sua carreira. Ele que começou no 14 de julho de sua terra natal. 

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