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João Nassif
Por João Nassif 17/06/2019 - 13:20

O futebol brasileiro produziu dois gênios incomparáveis. Incomparáveis com outros jogadores e com eles mesmos. Pelé e Garrincha, Garrincha e Pelé. Qual o melhor? As opiniões desde muito se dividem, mas cada qual no seu estilo foi o máximo que já se viu no futebol mundial. À medida que crescia a admiração do povo por estes seus ídolos, ambos iam se tornando inimigos públicos de seus companheiros de profissão. Estava declarada aberta a temporada de caça ao Pelé e à Garrincha. 

Como cada um tinha um estilo e reagia de acordo com seu temperamento. Pelé quando caçado, derrubado e pisado levantava-se com os olhos ardendo e fulminava o brucutu do outro time e partia para o revide também sem contemplação.

Gênios do futebol

Garrincha pelo contrário, na sua pureza não reagia, levava a pancada, caía, apalpava as pernas para sentir se algo estava quebrado, levantava-se e ficava pronto para novo pontapé. Nem olhava para seu algoz. Quando muito, quando se levantava perguntava inocentemente: “que foi que lhe fiz?”

Esta inocência fez Garrincha inventar a mais pura jogada do futebol brasileiro: a bola fora quando um adversário se machuca.  Garrincha inventou esta jogada num Botafogo e Fluminense. O zagueiro Pinheiro ao rebater uma bola estourou o músculo da coxa. A bola sobrou para Garrincha que foi livre para a área. Podia fazer o gol, mas ao ver Pinheiro caído jogou para lateral como se fizesse a coisa mais natural do mundo.  Quando o lateral do Fluminense foi bater o lateral, compreendeu que tinha que retribuir. Aquela bola era do Botafogo e não do Fluminense. 

O fair-play, criação de Garrincha tornou-se tradição no futebol brasileiro e hoje é praticado em todos os cantos do planeta.
 

João Nassif
Por João Nassif 16/06/2019 - 11:05

Um dos jornalistas mais folclóricos do Brasil foi inegavelmente o saudoso Joao Saldanha. Quando foi técnico da seleção brasileira nas eliminatórias para a Copa do Mundo do México em 1970 e o regime vigente na época era a ditadura militar, o presidente de plantão era Garrastazu Médici que invocando seus poderes exigiu a convocação do atacante Dario, o Dadá Maravilha, um dos maiores artilheiros do país em atividade.

Joao Saldanha lascou: “quando o Médici escala seus ministros não dou palpite, então ele que não se meta a escalar a seleção”.

Não foi a primeira vez no Brasil em que houve este conflito. Em 1927 numa partida entre paulistas e cariocas disputadas em São Januário, ao lado das 50 mil pessoas que se espremiam pelas arquibancadas estava na tribuna de honra de casaca e cartola o então presidente da República Washington Luís.

Pres. Washington Luís em São Januário-1927

Jogo vai, jogo vem e foi marcado um pênalti contra os paulistas que indignados iam abandonar o campo. Jogo parado, o presidente chama seu oficial de gabinete e manda uma ordem para que o jogo continue. Ordem do presidente da República. O oficial obedece, desce até o gramado e a notícia do reinicio do jogo se espalha por todo o estádio.

Um jogador da seleção paulista, Feitiço que nem era capitão do time deu a resposta curta e grossa: “o doutor Washington Luís manda lá em cima, na tribuna de honra, aqui em baixo sou eu é quem manda”. E para mostrar que não era conversa fiada tirou de campo todo o time paulista. Ao presidente da República não restou alternativa que não ir para casa ofendidíssimo. 

Por causa deste episódio o Brasil não foi às Olimpíadas de 1928, pois Washington Luís negou a subvenção à CBD.
 

João Nassif
Por João Nassif 15/06/2019 - 11:29

Não é comum assistirmos em Copas do Mundo resultados extravagantes que se transformam em goleadas. O futebol nos dias atuais está muito equilibrado e a expressão “não tem mais nenhum bobo no mundo”, cabe perfeitamente pelo que estamos vendo. As nações com futebol emergente têm exportado seus principais jogadores que vão adquirindo experiência e aprendendo como jogar contra equipes do primeiro mundo.  

Por isso os resultados são mais apertados com a diferença de qualidade diminuindo a cada dia. Pesquisando as Copas do Mundo, encontrei poucas goleadas ao longo da história, mesmo na época em que a diferença entre as seleções era bem maior. 

O maior resultado, se apontarmos para a diferença de gols aconteceu na Copa de 1982 disputada na Espanha. A Hungria aplicou um contundente 10x1 na seleção de El Salvador, tornando este placar a maior goleada registrada nas 21 edições do torneio. 

Ainda pela diferença de gols a história registra dois 9x0, o primeiro em 1954 da Hungria sobre a Coréia do Sul e da Iugoslávia em cima do Zaire em 1974.

8x0 aconteceu também em três edições do mundial. Em 1938 a Suécia venceu Cuba, 1950 o Uruguai detonou a Bolívia e em 2002 a Alemanha fez o mesmo com a Arábia Saudita.

Com uma diferença de sete gols, as Copas registraram 7x0 em três oportunidades: em 1954, vitória da Turquia sobre a Coréia do Sul, em 1974 da Polônia sobre o Haiti e em 2010 a vitória de Portugal sobre a Coreia do Norte.

O jogo que mais teve gols numa Copa do Mundo foi entre Áustria e Suíça em 1954, com vitória dos austríacos por 7x5. Com 11 gols, também em 1954 a Hungria venceu a Alemanha Ocidental por 8x3.
 

João Nassif
Por João Nassif 14/06/2019 - 12:07

Garrincha, batizado Manoel dos Santos, nasceu com as pernas tão tortas que até impressionaram a parteira dona Leonor. Seu nascimento foi no dia 28 de outubro de 1933 na Rua do Chiqueiro em Pau Grande, município de Magé no Estado do Rio de Janeiro.

Garrincha foi o quinto filho de Amaro Francisco dos Santos que era guarda da Companhia América Fabril que sustentava toda Pau Grande. O menino, bisneto de índios fulniôs, cresceu solto, andando descalço pelo mato, montando cavalo em pêlo e nadando no rio Inhomirim.

Amaro, o pai, era um homem simples, mas extravagante. Suas duas maiores paixões eram mulher e bebida. Além dos nove filhos de seu casamento, estima-se que ele era pai de, no mínimo, 25 crianças na região. Mulheres solteiras ou casadas, jovens ou idosas, nada escapava da volúpia do seu Amaro. Que, certamente, passou essas duas paixões para seu filho Garrincha.

As matas de Paulo Grande eram povoadas de garrinchas, para alegria de Manoel, cuja maior diversão era matar passarinhos. Garrincha é o nome que, no Nordeste, se dá à cambaxirra, pequeno pássaro marrom que canta bonito, mas não se adapta ao cativeiro.

Campo onde Garrincha deu seus primeiros dribles-Pau Grande/RJ

Aos 14 anos o moleque começou a trabalhar na América Fabril. Começou como varredor, passou a carregador de equipamento, mas nunca chegou a ser um bom funcionário. Faltava muito, chegava atrasado e tinha o hábito de dormir nas caixas de algodão.

O primeiro teste de Garrincha em um time grande aconteceu em 1950 quando ele foi levado ao Vasco da Gama por um diretor da América Fabril. Ele tinha 17 anos. Mas, esta já é uma história que fica para outra vez.
 

João Nassif
Por João Nassif 13/06/2019 - 12:06

O atacante argentino Mario Kempes e o técnico César Luís Menotti protagonizaram na Copa do Mundo de 1978 um episódio muito simples, mas que mostra com clareza como a superstição convive com o futebol.

Na época do Mundial Kempes usava um elegante bigode em forma de ferradura e cabelos longos e soltos. O técnico preocupado pelo fato de seu atacante titular não ter marcado um gol sequer na fase de grupos, lhe fez uma sugestão.

Menotti frisou que quando visitou o atacante na Espanha antes da Copa estava barbeado e sem bigode e marcava seguidos gols pelo Valencia. Sugeriu que Kempes tirasse o bigode para ver se lhe traria sorte naquela Copa.

Dito e feito, Kempes acatou a sugestão de seu treinador, tirou o bigode e desandou a marcar gols nas fases seguintes do Mundial. Na segunda fase marcou logo dois contra a Polônia na vitória por 2x0 e fez mais dois naquele misterioso jogo contra o Peru quando os donos da casa venceram por 6x0.

Kempes no Mundial 1978 

Na decisão contra a Holanda Mário Kempes marcou mais dois ser tornando o artilheiro daquela Copa do Mundo.

Meses depois Kempes comentou que o seu bigode tinha que ser esquecido e o Mundial foi um novo capítulo em sua vida.
 

João Nassif
Por João Nassif 12/06/2019 - 11:41

Uma das superstições do futebol é a lenda do “sapo enterrado” quando um time fica anos sem ganhar um campeonato.

Esta história do “sapo enterrado” vem desde o final de 1937 quando jogaram no dia 29 de dezembro pelo campeonato estadual o pequeno Andarahy, em seu campo, contra o já poderoso Vasco da Gama.

Os vascaínos demoraram algumas horas para chegar ao local do jogo em virtude do ônibus ter quebrado. Os dirigentes do Andaray não quiseram pedir W.O. e esperaram a chegada do adversário numa noite chuvosa.

O jogo do "sapo enterrado"

Arubinha, ponteiro esquerdo do time da casa pediu antes do jogo que os jogadores do Vasco retribuíssem a gentileza e não humilhassem o Andarahy. De nada adiantou o Vasco foi implacável e venceram por 12x0 sem piedade dos oponentes que esperaram tanto tempo debaixo de chuva.

Arubinha, enfurecido, ajoelhou-se no campo e pediu aos céus que o Vasco ficasse 12 anos sem ganhar um título, como punição pelo ato espúrio daquela noite. E assim aconteceu o Vasco não ganhou mais nada a partir daquele dia. A cada título perdido vinha a lembrança do Arubinha.

De repente veio a sugestão que Arubinha havia enterrado um sapo no gramado de São Januário. O campo foi literalmente revirado e nada do sapo aparecer. O Vasco procurou o próprio Arubinha para que ele revelasse a localização do sapo.

O jogador afirmou que não havia enterrado nenhum sapo, mas retirou a praga. No mesmo ano, 1945 o Vasco foi campeão carioca e o sapo nunca foi encontrado.
 

João Nassif
Por João Nassif 11/06/2019 - 15:41Atualizado em 11/06/2019 - 15:41

Reza a lenda que na reunião do conselho arbitral que definiria o regulamento do Campeonato Paulista de 1943, os presidentes dos times debateram normas e mais normas, detalhes após detalhes e encerraram a discussão. 

Foi então que um dirigente ou repórter teria afirmado que nada daquilo seria necessário, que bastaria jogar ao ar uma moeda para definir o vencedor daquele ano. 

Se ao cair desse cara, o campeão seria o Corinthians, se desse coroa, o Palmeiras. até então os tradicionais favoritos para a conquista do título.

Após esta manifestação alguém perguntou pelo São Paulo um clube da capital paulista que ainda não havia adquirido o status de grande time. Diz a lenda que um dos jornalistas presentes ou alguém que representava o São Paulo havia dito que o Tricolor só seria campeão se a moeda caísse de pé.

Ofendidos os dirigentes são-paulinos correram para contratar vários reforços de primeiro nível do futebol brasileiro e um argentino de nome Sastre que foi o condutor do time até a partida final.

No dia 03 de outubro de 1943 depois de grande campanha o São Paulo empatou em 0x0 com o Palmeiras no Pacaembu e a moeda caiu em pé. O São Paulo foi campeão paulista pela segunda vez em sua história, a primeira havia sido em 1935.
 

João Nassif
Por João Nassif 10/06/2019 - 20:32Atualizado em 11/06/2019 - 15:36

O Campeonato Acreano de Futebol teve a primeira edição com equipes profissionais somente a partir de 1989. Até então os campeonatos estaduais eram disputados por equipes amadoras cujos campeões não participavam de competições nacionais promovidas pela CBF.

O primeiro campeão foi o Juventus, clube de Rio Branco capital do Estado que foi eliminado na primeira fase pelo Rio Negro do Amazonas.

Na era amadora do futebol acreano as duas primeiras competições foram organizadas pela Liga Riobranquense de Futebol em 1919 e 1920.

Atlético Acreano-campeão em 2018

A partir de 1921 até 1946 foi a Liga Acreana de Esportes Terrestres quem organizou os campeonatos com todos os clubes sediados na capital Rio Branco.

Com a criação da Federação Acreana de Desportos a partir de 1947 os campeonatos foram sendo organizados por esta entidade até que em 1989, já como Federação de Futebol do Estado do Acre, iniciou a era profissional, inclusive com a inscrição na CBF no ano de sua fundação.

Este ano o campeonato contou com a participação de 10 clubes e o Atlético Acreano foi o campeão, clube que está disputando a série C do campeonato brasileiro.

Dos 10 clubes que participaram do campeonato sete são da capital Rio Branco, os demais são de Porto Acre, Plácido de Castro e Cruzeiro do Sul.  
 

João Nassif
Por João Nassif 09/06/2019 - 23:52Atualizado em 10/06/2019 - 05:56

A FIFA extinguiu a Copa das Confederações que vinha sendo disputada nos anos que antecediam às Copas do Mundo como forma de testar estádios e instalações do país sede que abrigaria o Mundial.

A primeira Copa por este motivo foi disputada na Coréia do Sul e no Japão como preparação para o Mundial de 2002 com a participação dos campeões das seis Confederações filiadas à FIFA, além do último campeão mundial e o representante do país sede.

França campeã da Copa das Confederações 2001

Com o final do torneio a FIFA determinou que o Mundial de Clubes é que será o evento teste para o Mundial e será disputado no país que receberá as seleções para a Copa do Mundo.

O Mundial de Clubes a partir de 2020 será disputado no Catar, da mesma forma que o de 2021, este no ano que antecederá a 22ª Copa do Mundo. Os Catar os torneios usados para eventos testes serão disputados entre novembro e dezembro, justamente no mesmo período em que será realizado a Copa do Mundo. 

A partir de 2021 o Mundial de Clubes será disputado a cada quatro anos num formato diferente com a participação de 24 clubes.

O motivo será sempre o de testar todas as instalações no país que irá sediar as Copas do Mundo.

João Nassif
Por João Nassif 08/06/2019 - 22:48Atualizado em 10/06/2019 - 05:51

O campeonato catarinense de 1959 foi disputado por 26 clubes no formato da época que dividia e estado em regiões e cada uma delas selecionava dois representantes para a fase estadual do campeonato.

Pela Zona Oeste os classificados foram o Comercial de Joaçaba e o Independente de Curitibanos.

Pela Zona Norte se classificaram o América e o Caxias, ambos de Joinville.

Foram para a segunda fase os classificados pela Zona Leste, Carlos Renaux de Brusque e Paula Ramos de Florianópolis

Finalmente pela Zona Sul passaram para a fase seguinte do campeonato estadual, um octogonal o Hercílio Luz de Tubarão e o Atlético Operário de Criciúma.

Só para registro além do Atlético Operário o outro representante de Criciúma foi o Comerciário eliminado na primeira fase. O Metropol campeão da década seguinte em 1959 inexistia no profissionalismo.

Paula Ramos-campeão 1959

O octogonal decisivo do campeonato catarinense de 1959 disputado em turno e returno terminou somente em abril de 1960 com o Paula Ramos campeão com 20 pontos conquistados.

O Caxias foi o segundo com 19, o América ficou em terceiro com 17 e o Atlético Operário terminou na quarta colocação com 16 pontos ganhos.  
 

Tags: Paula Ramos

João Nassif
Por João Nassif 07/06/2019 - 12:29

O Campeonato Mundial de Futebol sub-20 é uma competição organizada pela FIFA para atletas com idade até 20 anos. A primeira edição em 1977 teve como sede a Tunísia e foi vencida pela antiga União Soviética. 

Alguns jogadores que marcaram seus nomes no cenário internacional tiveram passagem pelo torneio como Diego Maradona campeão com a Argentina em 1979, Davor Suker em 1987 campeão pela antiga Iugoslávia e Luís Figo português em 1991.

O torneio a partir de 1977 vem sendo disputado em anos impares e tem na Argentina seu maior campeão com seis títulos. Com cinco títulos o Brasil é o segundo maior vencedor do torneio.

Campeã Mundial sub-20 em 2003

A seleção brasileira foi campeã pela primeira vez em 1983 no México e bicampeã em 1985 na União Soviética. Os outros três títulos do Brasil foram conquistados em 1993 na Austrália, nos Emirados Árabes em 2003 e na Colômbia em 2011.

Mesmo com quatro seleções da CONMEBOL com vaga no Mundial sub-20 a seleção brasileira não se classificou para o Mundial deste ano que está sendo disputado na Polônia.

As quatro seleções da América do Sul são Equador, Argentina, Uruguai e Colômbia.

A última seleção campeã do Mundial sub-20 foi a Inglaterra que venceu em 2017 o torneio disputado na Coréia do Sul.
 

João Nassif
Por João Nassif 06/06/2019 - 11:30

Mal terminou a edição da Champions League desta temporada com o título do Liverpool, a UEFA já tem programada a competição da temporada 2019/2020 com 79 clubes e com a final marcada para do dia 30 de maio de 2020 no Estádio Olímpico Atatürk em Istanbul capital da Turquia.

Será a 65ª edição do torneio e a 28ª desde que a competição deixou de ser chamada de Copa dos Clubes Campeões da Europa e passou a chamar-se Ligas dos Campeões da UEFA.

Participarão do torneio da próxima temporada clubes de 54 das 55 Federações filiadas com exceção de Liechtenstein que não organiza um campeonato local. O ranking das Federações é baseado no coeficiente do país que é usado para determinar o número de participantes nos últimos anos.

Feronikeli campeão de Kosovo

A Champions 2019/2020 irá começar no próximo dia 25 de junho com a rodada preliminar disputada por quatro clubes campeões das Federações com o menor coeficiente no ranking. São eles, Lincoln Red Impus de Gibraltar, Santa Coloma de Andorra, Ter Penne de San Marino e Feronikeli de Kosovo.

O sobrevivente se juntará às equipes que participarão da primeira pré-eliminatória e assim as equipes irão sendo classificadas em confrontos diretos até a fase de grupos.

A fase de grupos da Champions tem início previsto para o dia 17 de setembro e somente nesta fase é que entram os gigantes do futebol europeu. 
 

João Nassif
Por João Nassif 05/06/2019 - 13:29

A Copa Verde de Futebol é uma competição regional brasileira disputada desde 2014, entre equipes da Região Norte e Centro-Oeste, mais o Espírito Santo. 

Nas duas primeiras edições, o campeão do torneio ganhou uma vaga na Copa Sul-Americana do ano seguinte. Atualmente, a competição assegura uma vaga nas oitavas de final da Copa do Brasil. 

Organizada pela CBF, o torneio tem formato similar ao da Copa do Brasil, com partidas de ida e volta, em mata-mata, utilizando oito datas do calendário oficial do futebol brasileiro entre janeiro a fevereiro.

Em 2019 a Copa Verde será disputada em sua 6ª edição e terá início no dia 24 de julho com 24 clubes escolhidos a partir do desempenho nos campeonatos estaduais e pela posição no ranking de clubes da CBF.

Nas cinco edições anteriores a Copa Verde teve quatro campeões. O Brasília venceu o torneio em sua primeira edição. Na segunda o campeão foi o Cuiabá, o Paysandu é bicampeão, venceu em 2016 e 2018 e o Luverdense foi o campeão da edição de 2017.
 

Tags: Copa Verde

João Nassif
Por João Nassif 04/06/2019 - 16:25

A antiga Confederação Brasileira de Desportos, atual CBF, resolveu em 1978 promover um torneio que almejava aumentar a renda dos clubes e que seria inserido no calendário oficial como um segundo torneio de caráter nacional.

O torneio chamado de Copa dos Campeões do Brasil teria a participação dos campeões a partir de 1971 quando foi implantado o campeonato nacional.

Com a desistência do Palmeiras campeão em 1972/1973 que alegou cansaço de seus jogadores e a exclusão por decisão da CBD do Internacional campeão em 1975/1976, o torneio teve a participação de apenas três clubes, o Atlético Mineiro campeão em 1971, do Vasco da Gama campeão de 1974 e o São Paulo campeão em 1977.

Com apenas três participantes a CBD promoveu uma semifinal em ida e volta cujo vencedor enfrentaria o São Paulo em partida única que caso terminasse empatada seria decidida por pênaltis.

Assim o Atlético Mineiro eliminou o Vasco depois de vencer em Belo Horizonte por 2x1 e empatar em 1x1 no Rio de Janeiro.

Na decisão do torneio, depois de empatar em 0x0 no tempo regulamentar o Atlético derrotou o São Paulo por 4x2 nos pênaltis e se tornou campeão do primeira e única Copa do Campeões do Brasil inventada pela CBD. 
 

João Nassif
Por João Nassif 03/06/2019 - 16:01

São várias projeções que indicam qual a pontuação necessária na série B para um clube alcançar o acesso, quase todas prevendo ao redor de 64 pontos.

Vou projetar meu cálculo que poderá ser o objetivo de todos os 20 clubes que sonham em chegar à série A baseado na sugestão de um amigo dirigente de um grande clube. 

O cálculo é simples, divide-se o campeonato de 38 rodadas em grupos de seis jogos (rodadas) e o objetivo é a obtenção de 10 pontos em cada um destes seis grupos. 

Estes grupos são as mini-metas que caso tenham sido atingidos os objetivos resultam num total de 60 pontos. Os pontos que faltam terão que ser alcançados nos dois jogos que completam as 38 rodadas do campeonato.

Se algum clube não alcançar o objetivo em uma mini-meta se obriga a compensar em outra para manter a média de 10 pontos em cada uma. 

Caso um clube ultrapasse o objetivo nas seis mini-metas fica mais fácil a conquista do acesso.

Vou acompanhar com vocês cada mini-meta que o Criciúma finalizar no campeonato. Verão que na primeira ficou devendo, pois conseguiu apenas cinco pontos nas seis primeiras rodadas.
 

 

Tags: Mini-metas

João Nassif
Por João Nassif 03/06/2019 - 11:35

O VAR foi introduzido no futebol para corrigir possíveis erros de arbitragem e dar maior transparência aos jogos. Aqui no Brasil a utilização do equipamento é recente, por isso ainda não bem utilizado, mas que já alterou várias decisões mostrando que veio para melhorar o futebol.

Durante o passar dos anos fomos assistindo várias situações em que os erros de arbitragem decidiram jogos e campeonatos.

Um dos mais emblemáticos aconteceu em 2005 quando Márcio Rezende de Freitas que fazia seu último jogo como árbitro de futebol interferiu escandalosamente no resultado do jogo entre Corinthians e Internacional que praticamente decidiu o título de campeão brasileiro ao clube paulista.

Quando o placar apontava 1x1, Tinga jogador colorado foi derrubado pelo goleiro Fábio Costa num pênalti claro não assinalado. Além de não marcar o pênalti o árbitro ainda expulsou o jogador por reclamação.

O campeonato daquele ano teve 11 jogos anulados pelo comprovado esquema de manipulação de resultados que também ajudou o Corinthians que teve vários jogos repetidos e conseguiu reverter alguns resultados.

Tivesse o VAR naquele tempo, certamente a história do campeonato teria sido outra. 
 

João Nassif
Por João Nassif 02/06/2019 - 23:18Atualizado em 03/06/2019 - 06:21

Conforme foi combinado hoje é dia de falar sobre o segundo ciclo do técnico Telê Santana no comando da seleção brasileira.

Telê foi demitido logo após a eliminação pela Itália na Copa do Mundo de 1982, sendo substituído por Carlos Alberto Parreira que durou pouco no cargo. Mais rápida  ainda foi a passagem de Evaristo de Macedo que havia sido contratado para substituir Parreira e ficou no comando menos de um mês.

As eliminatórias para o Mundial de 1986 estavam próximas e a solução encontrada pela direção da CBF foi chamar novamente Telê Santana que teve apenas duas semanas para preparar a equipe para disputar a vaga para a Copa do Mundo.

Numa chave com Bolívia e Paraguai a seleção brasileira se classificou com duas vitórias por 2x0 fora do Brasil e empatou duas vezes em 1x1 jogando com o Paraguai no Maracanã e com a Bolívia no Morumbi.

Depois de vários amistosos preparatórios para a Copa do Mundo no dia 01 de junho o Brasil estreou no Mundial vencendo a Espanha por 1x0. Fechou a primeira fase invicta com vitórias sobre a Argélia por 1x0 e sobre a Irlanda do Norte por 3x0.

Venceu a Polônia por 4x0 nas oitavas de final e foi eliminada pela França nas quartas de final na decisão por pênaltis depois de empatar 1x1 no tempo normal e prorrogação. 

Neste jogo Zico perdeu um pênalti ainda no segundo tempo do tempo regulamentar.

Com esta nova derrota em Copa do Mundo Telê foi novamente demitido e em seu lugar entrou Carlos Alberto Silva.
 

João Nassif
Por João Nassif 01/06/2019 - 14:13Atualizado em 03/06/2019 - 06:16

O ex-técnico Telê Santana trabalhou no comando da seleção brasileira em duas oportunidades e em ambas dirigiu o time em Copas do Mundo.

Seu primeiro ciclo começou em abril de 1980 substituindo Cláudio Coutinho que terminou invicto o Mundial de 1978 e continuou no cargo até outubro do ano seguinte.

Telê fez seu primeiro jogo como técnico da seleção principal do Brasil vencendo por 7x1 uma partida amistosa contra uma seleção brasileira de novos, começando os trabalhos visando as eliminatórias para o Mundial da Espanha.

Depois de vários amistosos e ficar em segundo lugar no Mundialito do Uruguai, Telê finalmente comandou o time numa competição oficial, as eliminatórias de 1981 para a Copa de 1982.

Contra a Venezuela e Bolívia foram quatro vitórias em quatro jogos e o passaporte foi carimbado para a Espanha.

Ainda em 1981 a seleção percorreu os principais centros do futebol europeu e venceu na sequência amistosos contra Inglaterra, França, Alemanha Ocidental e Espanha, este jogo foi na Fonte Nova em Salvador.

Mais alguns amistosos pelo país até a estreia na Copa do Mundo no dia 14 de junho de 1982 com vitória sobre a União Soviética por 2x1. Depois de uma fase de grupo com três vitórias, na segunda fase uma vitória sobre a Argentina e logo em seguida a tragédia do Sarriá que causou a desclassificação da seleção favorita para vencer o Mundial.  

Com a perda da Copa Telê foi demitido e substituído por Carlos Alberto Parreira.

Amanhã aqui neste espaço foi relatar o segundo ciclo de Telê Santana como técnico da seleção brasileira,   
 

João Nassif
Por João Nassif 31/05/2019 - 11:29

O pesquisador Marcelo Leme de Arruda fez um levantamento em que cada jogador é contabilizado por tantos clubes quantos ele tenha atuado nas ocasiões em que defendeu a Seleção Brasileira.

Os jogadores recordistas neste critério são dois: Márcio Santos e Ronaldinho Gaúcho. Os dois foram convocados para a seleção brasileira quando atuavam por sete clubes diferentes. 

Márcio Santos

O zagueiro foi convocado pela primeira vez quando jogava pelo Novorizontino do interior do Estado de São Paulo. As outras convocações de Márcio Santos aconteceram quando atuava pelo Internacional de Porto Alegre, pelo Botafogo do Rio de Janeiro, pelo Bordeaux, pela Fiorentina, pelo holandês Ajax e pelo Atlético Mineiro.

Já Ronaldinho Gaúcho foi convocado pela primeira quando atuava pelo Grêmio. Na segunda convocação Ronaldinho estava sem clube devido ao impasse de sua transferência para o PSG. A terceira convocação aconteceu quando já estava jogando pelo clube francês. Depois, Ronaldinho foi convocado quando defendia o Barcelona, o Milan, o Flamengo e o Atlético Mineiro.  

Por seis clubes diferentes foram convocados para a seleção brasileira, Branco, Ricardo Rocha, Ronaldo Fenômeno e Roque Júnior.
 
 

João Nassif
Por João Nassif 30/05/2019 - 11:25

A competição de futebol mais antiga que se tem notícia na América do Sul foi disputada pela primeira vez em 1900 e reuniu times da Associação Argentina com sede em Buenos Aires, times de Rosário Central também na Argentina e times da Associação Uruguaia de Futebol.

O torneio foi chamado de Competição do Tie-Cup – Primeira Divisão e o troféu uma doação de Mr. Francis Boutell presidente da Associacao Argentina de Futebol no ano de estreia do torneio.

O torneio foi disputado até 1919, à exceção de 1910 e o maior vencedor foi Alumni Athletic Club de Buenos Aires que foi fundado em 1898 e extinto 15 anos depois.

O primeiro título do Alumni foi conquistado na segunda edição do torneio em 1901, foi novamente campeão dois anos depois e a partir de 1906 iniciou uma série de quatro títulos, chegando ao tetra campeonato em 1909.

Argentino Belgrano no início do século XX

O torneio teve 19 edições e os argentinos foram 13 vezes campeões. Além do Alumni o Rosário venceu três vezes, Belgrano, Boca Juniors, River Plate e San Isidro ganharam uma vez cada um.

Os uruguaios foram seis vezes campeões. O Montevideo Wanderers venceu três, o Nacional duas e o Peñarol apenas uma vez.  
 

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