Ir para o Conteúdo da página Ir para o Menu da página
Carregando Dados...
CORONAVÍRUS - Saiba mais aqui
* as opiniões expressas neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do 4oito
João Nassif
Por João Nassif 08/02/2020 - 17:02

Carlos Alberto Parreira que comandou a seleção brasileira tetracampeã mundial em 1994 é o técnico brasileiro que esteve mais vezes no comando de seleções estrangeiras. Parreira teve 10 passagens por seis seleções diferentes, inclusive em algumas que sob seu comando participaram de Copas do Mundo. 

Carlos Alberto Parreira é formado em Educação Física pela Escola Nacional do Rio de Janeiro em 1966 e no ano seguinte foi enviado pelo Itamaraty para Gana treinar a seleção local numa missão diplomática onde ficou por um ano.

Em Gana fez alguns contatos com a delegação alemã que foi fazer alguns amistosos por lá e quando terminou sua missão diplomática foi estudar na Alemanha.

Na então Alemanha Ocidental ficou conhecendo o técnico Helmut Schön que viria ser o técnico campeão mundial em 1974. Após um convite do treinador acompanhou alguns treinamentos da seleção alemã e assistiu ao amistoso com a seleção brasileira em 1968 quando reencontrou um velho amigo que lhe fez um convite que mudou o rumo de sua carreira.

Admildo Chirol, preparador físico da seleção brasileira convidou Parreira para fazer parte da comissão técnica que preparava a seleção para o Mundial de 1970 no México.

Campeão do Mundo na campanha do tri, Parreira seguiu carreira e em 1994 foi o comandante do tetra nos Estados Unidos. Foi também técnico do Brasil em 2006 no Mundial da Alemanha quando foi eliminado pela França nas quartas de final.

Além da seleção brasileira Carlos Alberto Parreira foi técnico de seleções em outros Mundiais: do Kuwait em 1982 na Espanha, dos Emirados Árabes em 1990 na Itália, da Arábia Saudita em 1998 na França e da África do Sul anfitriã em 2010.

Treinou também vários clubes grandes do futebol brasileiro: Fluminense, três vezes, São Paulo, Atlético Mineiro, Santos, Internacional e Corinthians.
 

João Nassif
Por João Nassif 07/02/2020 - 09:23

No sul da Inglaterra, um modesto clube da quarta divisão de nome Exeter City, tem como orgulho de seus torcedores o fato de ter enfrentado a seleção brasileira numa excursão que realizou ao país.

Este pequeno time que nunca chegou à elite do futebol inglês possui um lugar de honra na história do futebol brasileiro, pois em 21 de julho de 1914 no Estádio das Laranjeiras no Rio de Janeiro foi o primeiro adversário da Seleção Brasileira de Futebol.

Depois de uma excursão pela Argentina, o Exeter City, representante da terceira divisão inglesa, mas com status de clube profissional o que ainda não existia no Brasil aceitou o convite de Fluminense e Paysandu para realizar um amistoso contra uma seleção da Federação Brasileira de Sports.

A Federação Brasileira representada por um pool de cartolas chamou para o amistoso os melhores jogadores do Rio de Janeiro e São Paulo, fazendo nascer a primeira Seleção Brasileira de Futebol.

O resultado da partida é contestado por alguns jornais ingleses. A história diz que a Seleção Brasileira venceu por 2x0 com gols de Osvaldo Gomes e Osman. A mídia inglesa da época afirma que houve empate em 3x3. 

Mas, prevalece a informação dos jornais do Rio de Janeiro que sacramentou a vitória brasileira por 2x0. Sendo assim, Osvaldo Gomes que viria ser presidente da Federação Brasileira, foi o autor do primeiro gol da história da seleção brasileira. 

João Nassif
Por João Nassif 06/02/2020 - 08:13

No dia 21 de junho de 1970, no México a seleção brasileira alcançava o tricampeonato mundial ao bater a Itália por 4x1.

Exatos 16 anos depois, também em 21 de junho, um sábado o Brasil era eliminado do Mundial de 1986 derrotado pela França nas quartas de final na cobrança de pênaltis, acordando do sonho do tetra campeonato.

Seleção brasileira na Copa de 1986

Lembro bem que já naqueles anos se discutia o calendário do futebol brasileiro, com os gigantismos dos campeonatos nacionais, os conchavos para realização dos campeonatos estaduais e a pouca seriedade dos tribunais esportivos. 

Décadas depois continua o estrangulamento do calendário ainda pelos campeonatos estaduais, os tribunais com leis ultrapassadas continuam atendendo interesses fora do campo de jogo e a principal competição do país sendo esculhambada pela superposição com Copa do Brasil e Libertadores e as datas FIFA que tira dos clubes seus principais jogadores em momentos decisivos das competições.

Voltando a 1986, a seleção brasileira que havia fracassado quatro anos antes na Espanha, tinha todas as condições de buscar mais um título. Mas, quis o destino que ainda no tempo regulamentar Zico perdeu um pênalti deixando o jogo empatado em 1x1 gols de Careca e Platini.

Além do pênalti perdido, Careca e Müller acertaram as traves francesas e nas penalidades máximas Sócrates e Júlio César desperdiçaram para a eliminação da seleção comandada mais uma vez pelo técnico Telê Santana.

A carga pela desclassificação caiu como sempre no colo do treinador, como se as incidências do jogo, pênaltis perdidos e bolas na trave não tivessem nenhuma influência na eliminação. 

Que a baderna vigente no futebol brasileiro não tivesse alguma culpa, pois a CBF estava acéfala com a renúncia do presidente Giulite Coutinho que saiu por não ter conseguido trazer o Mundial para o Brasil, deixando a entidade nas mãos de seus vices, Nabi Abi Chedid e José Maria Marin.

Enfim, a desorganização do futebol brasileiro impediu que craques como Zico, Sócrates, Júnior para citar os mais talentosos se tornassem campeões mundiais. Há quem diga, por pura maldade, que esta geração tenha nascido para perder.
 

Tags: França Zico Copa-86

João Nassif
Por João Nassif 05/02/2020 - 19:11Atualizado em 05/02/2020 - 19:11

Esta é a palavra que define o comportamento da dupla Roberto Cavalo/Wilsão. Escalar três zagueiros sem treinamento, com apenas um leve trabalho na véspera do jogo, não poderia ter outro resultado. Uma derrota vergonhosa sem apelação de um time que não sabe de que forma jogar pela falta de um esquema de jogo que já vem desde muito.

A goleada em Santo André é consequência de uma temporada sofrível que o Criciúma vem vivendo na temporada. Até agora são cinco jogos e ao invés de evoluir o time vem decaindo jogo a jogo. As mudanças propostas dão a clara impressão da falta de convicção dos treinadores que não sabem o que fazer numa demonstração clara de falta de capacidade para dar ao time o crescimento na temporada.

Não adianta o tiroteio contra o presidente Jaime Dal Farra que tem contrato em vigência e tem que ser cumprido. As questões que têm que ser atacadas começam pelo problema técnico. A comissão está totalmente descontrolada sem saber por onde arrumar e não adianta apenas assumir a culpa de acordo com a palavra dos responsáveis. 

Agarrar-se ao passado e mostrar um presente completamente negativo pode perfeitamente comprometer o futuro.
 

João Nassif
Por João Nassif 05/02/2020 - 09:19

O primeiro campeonato brasileiro foi disputado em 1971 depois da CBD ter extinguida a Taça de Prata, colocando 20 clubes na competição. Como a moda daquela época era o formulismo, foram formadas duas chaves de 10 com 10 times em cada uma. 

Pelo regulamento na primeira fase os times se enfrentaram si e a classificação era na própria chave. Quer dizer cada time fez 19 jogos com a classificação dos seis primeiros de cada grupo.

Telê Santana campeão com o Galo

Na segunda fase os 12 classificados foram divididos em três grupos de quatro equipes e o enfrentamento foi dentro do próprio grupo com jogos em turno e returno.

Somente os primeiros colocados de cada grupo é que decidiram o título num triangular em turno único.

No grupo A da segunda fase o São Paulo foi o primeiro colocado eliminando Corinthians, América do Rio de Janeiro e Cruzeiro.

No grupo B quem se classificou foi o Atlético Mineiro que deixou de fora Internacional, Santos e Vasco da Gama.

E no grupo C o classificado foi Botafogo com Grêmio, Palmeiras e Coritiba eliminados.

Na decisão do título o Atlético Mineiro derrotou o São Paulo por 1x0 no primeiro jogo com gol do Oldair. O São Paulo venceu o Botafogo por 4x1 e na decisão no dia 19 de dezembro o Galo Mineiro que jogava pelo empate derrotou o Botafogo por 1x0 no Maracanã. Dario fez o gol do título.

O time do Atlético treinado por Telê Santana foi campeão com Renato, Humberto Monteiro, Grapete, Vantuir e Oldair; Vanderlei e Humberto Ramos; Ronaldo, Lola, Dario e Tião.
 

João Nassif
Por João Nassif 04/02/2020 - 09:30

Poucos sabem a origem do campeonato brasileiro de futebol. 

Tudo começou em 1933 com a criação pelas Federações de São Paulo e do Rio de Janeiro do Torneio Rio São Paulo que com dizia o nome somente participavam clubes dos dois estados.

Depois de ter sido disputado outras duas vezes em 1934 e em 1940, somente a partir de 1950 é que foi inserido no calendário anual das duas Federações. 

Em 1954 passou a ser denominado Torneio Roberto Gomes Pedrosa em homenagem ao ex-goleiro da seleção brasileira que disputou a Copa do Mundo de 1934 e que faleceu em 1954 quando era presidente da Federação Paulista.

Em 1967 o torneio foi ampliado com a participação de clubes de outros estados, abandonando o nome popular de Torneio Rio-São Paulo passando a ser denominado apenas Torneio Roberto Gomes Pedrosa, chamado popularmente de “Robertão”.

Devido a sua ampliação e com caráter nacional, foi encampado pela então CBD passando a ser denominado Taça de Prata e a partir daí passou a ser considerado edições do Campeonato Brasileiro.

Em 1971 a CBD estendeu o direito de participação a todos os estados do país interessados e foi formado o Campeonato Nacional, a primeira competição oficial que premiou os vencedores com o título de “Campeão do Brasil”.

O Campeonato Nacional durou até 1999, pois em 2000 depois de uma longa batalha judicial foi disputada a Taça João Havelange com 108 times divididos em quatro módulos, Verde, Amarelo, Azul e Branco.

Com a normalização em 2001 a competição passou a ser denominada Campeonato Brasileiro que aos poucos foi ganhando credibilidade e hoje é disputado em quatro divisões com acesso e descenso respeitados.
 

João Nassif
Por João Nassif 03/02/2020 - 09:50

Em todas as entrevistas pós jogo o técnico Roberto Cavalo pede paciência e afirma que com o tempo o time vai melhorar e chegar ao ideal. Só não deu prazos para que tal aconteça. Os jogos vão acontecendo e não se percebe nenhum crescimento técnico e tático em relação ao jogo anterior.

As justificativas, além das questões de arbitragem são sempre as mesmas, o plantel foi montado com atraso, pouco tempo para treinamento, muitos jogadores da base, muitas estreias que sentem o peso da camisa, toda sorte de argumentos para mascarar a dificuldade em dar um melhor padrão ao time e desta forma a campanha fica comprometida.

A primeira parte, com quatro rodadas, a teórica barbada de enfrentamento aos times do segundo escalão ficou para trás. Agora virão confrontos mais pesados contra times que brigarão pelo título, sem contar o próximo jogo contra o Santo André pela Copa do Brasil.
 

João Nassif
Por João Nassif 03/02/2020 - 09:11

Os jogos Pan-Americanos de 1963 foi a quarta edição do evento e teve São Paulo como cidade anfitriã. Participaram dos Jogos 22 países com um total de 1.665 atletas que competiram em 21 modalidades.

A delegação brasileira contou com 385 atletas que conquistaram 52 medalhas, sendo 14 de ouro, 20 de prata e 18 de bronze. O Brasil ficou em segundo lugar na classificação geral somente atrás dos Estados Unidos que conquistaram um total de 199 medalhas.

Seleção brasileira no Pan

Uma das medalhas de ouro conquistada pelo Brasil foi no futebol. Competiram apenas cinco seleções, além do Brasil a Argentina, Chile, Uruguai e Estados Unidos que ficaram em último lugar.

Não era permitido que profissionais atuassem no torneio, a seleção brasileira era formada por jogadores das categorias de base, quer dizer amadores. O time era basicamente composto por atletas do Rio de Janeiro como Carlos Alberto Torres do Fluminense e Jairzinho do Botafogo que sete anos mais tarde se tornaram tricampeões na Copa do México.

Além deles, outros jogadores como o zagueiro Zé Carlos do Botafogo e os atacantes Airton do Flamengo, além de Arlindo e Othon Valentim também do Botafogo.

O centro avante Airton fez sete gols na partida contra os Estados Unidos e detém até hoje o recorde de gols marcados numa única partida pela seleção brasileira.

A seleção brasileira terminou o torneio invicta vencendo o Chile por 3x0, o Uruguai por 3x1 e os Estados Unidos por 10x0. Empatou em 2x2 com a Argentina que ficou com a medalha de prata.
 

João Nassif
Por João Nassif 02/02/2020 - 10:27

Conquistar a Taça Libertadores da América de uns tempos para cá virou obsessão dos times brasileiros e certamente de muitos grandes clubes do futebol sul-americano.

Além do prestígio e de alguns dólares, digo alguns se compararmos com a Champions League europeia, a maior competição de clubes do planeta, a Libertadores indica o campeão sul-americano que irá disputar o Mundial de Clubes no final do ano com o gigante campeão europeu. Desde que nenhum africano intruso elimine os favoritos.

Lá nos primórdios da Libertadores não havia tanto desespero dos clubes, principalmente os brasileiros para vencê-la, pois o Mundial de Clubes ainda era incipiente no formato em que o campeão europeu enfrentava o sul-americano em jogos de ida e volta.

Na terceira edição do torneio em 1962 o Santos de Pelé foi o campeão numa decisão contra o Peñarol depois de três jogos intensamente disputado.

O primeiro jogo foi em Montevideo e o Santos venceu por 2x1 com dois gols do Coutinho contra um de Spencer dos uruguaios.

Quando se esperava uma vitória tranquila dos brasileiros no jogo da volta na Vila Belmiro, o Peñarol conseguiu empatar o confronto vencendo por 3x2. Dorval e Mengálvio marcaram para o Peixe, enquanto Sasia e Spencer duas vezes deram a vitória dos visitantes.

É bom lembrar que Pelé não jogou nestas duas partidas ainda se recuperando da lesão na virilha sofrida na Copa do Mundo do Chile.

O Rei do Futebol voltou para a partida decisiva que foi jogada em Buenos Aires no final do mês de agosto. Com Pelé o Santos fez o Peñarol presa fácil de conquistou sua Libertadores com a vitória por 3x0. Pelé fez dois e o zagueiro uruguaio Caetano marcou contra.

O Santos jogou com Gylmar, Lima, Mauro e Dalmo. Zito e Calvet; Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe.

Na decisão do Mundial o Santos venceu o Benfica de Portugal por 3x2 no Maracanã e por 5x2 em Lisboa sagrando-se o primeiro time brasileiro campeão mundial de clubes.   
 

João Nassif
Por João Nassif 01/02/2020 - 09:27

Entre jogos do campeonato catarinense de 1961 quando buscava o bicampeonato, o Metropol disputava em paralelo o regional da LARM.

No dia 22 de junho de 1961 o Metropol enfrentou o Atlético Operário e nos livros históricos do clube, além da ficha técnica da partida tem o comentário do jogo feito por alguém próximo do clube.

Está escrito o seguinte: “Mais um compromisso foi cumprido pelo Metropol, desta feita pelo campeonato regional da LARM frente ao Atlético Operário, saindo-se vencedora a equipe dos Mineiros da Metropolitana pelo alto escore de cinco tentos a um.

Um marcador que não deixa dúvidas, visto a supremacia do futebol empregado pelo onze dirigido pelo técnico Ivo Andrade. Entretanto, o Metropol, apesar de sobrepujar amplamente o seu adversário, não apresentou aquele bonito futebol que aplicou na equipe da Manchester Catarinense no domingo último.

O Metropol jogou o suficiente para vencer de forma categórica o Atlético Operário que não vem se apresentando muito bem na atual temporada. No final do cotejo Veloso, defensor atleticano foi expulso e Canela saiu do gramado contundido não podendo mais retornar a campo”.

O jogo foi estádio Euvaldo Lodi com uma renda de Cr$ 13.800,00.

O árbitro foi Virgílio Jorge auxiliado por Arnoldo Amboni e Afonso Câmara Ávila.

Metropol: Dorni, Zezinho, Jorge e Tenente (Flázio); Sabiá e Walter; Márcio, Chagas, Waldir, Pedrinho e Canela.

Atlético: Pavei, Veloso, Uca, Monge e Foguinho; Dino e Santinho; Agenor, Aldo, Gelson e Jorginho.

Márcio duas vezes, Pedrinho, Sabiá e Waldir marcaram para o Metropol e Jorginho fez o gol do Atlético Operário.
 

João Nassif
Por João Nassif 31/01/2020 - 20:40Atualizado em 31/01/2020 - 20:44

Thiago Ávila *

O ano de 2021 deve marcar o início de uma nova era na Fórmula 1. Com um novo regulamento técnico e mexidas importantes na parte financeira que reduzirá os gastos da atual geração, possivelmente reduzindo a distância entres os carros do topo do grid com seu restante, equilibrando a disputa.

Enfim, esse novo modelo já fora apresentado há três meses pela Liberty Media, proprietária da F1 desde 2017. O objetivo da empresa americana é transformar o esporte mais competitivo, possibilitando com que as equipes de trás do grid também possam brigar com os carros da frente.

Mudanças de regulamento, diferentes eras sempre existiram na F1, sempre encaminhado de um domínio – muitas vezes supremo – de uma determinada equipe. Foi assim com a Mercedes, a Red Bull de Vettel, a Ferrari de Schumacher, a McLaren de Senna e Prost... Mudanças essas geralmente acompanhadas principalmente pela troca de motor.

A diferença é que não isso não está presente no novo regulamento. Os motores 1.6 V6 Turbo Híbrido seguirão nos novos carros. Segundo a FIA, a unidade de potência chegou a sua perfeição entre os motores à combustão, já que teve significantes contribuições na tecnologia híbrida em todo o mundo e ainda é menos poluente.

Entre as mudanças técnicas, a mais interessante é na aerodinâmica. Segundo a FIA, atualmente os carros tem uma perda de downforce entre 40 a 50%, gerando um ar sujo que dificulta a aproximação de carros atrás. O novo regulamento apresenta uma redução para 10%, o que deve gerar um ar limpo que deve facilitar a aproximação dos carros e criar mais disputas de posição.

Por fim, a novidade mais empolgante: um teto de gastos de 175 milhões de dólares. Atualmente, o que faz distanciar equipes de ponta das demais é o dinheiro investido. Mercedes, Ferrari e Red Bull gastam em média 400 milhões de dólares por ano, enquanto a equipe mais fraca, a Williams, tem um investimento de quatro vezes menos.

Essas propostas são extremamente animadoras e vem atraindo pilotos, marcas e equipes novas. Agora é esperar o ano que vem para realmente descobrir o que essas mudanças nos aguardam.

* Jornalista de automobilismo
 

João Nassif
Por João Nassif 31/01/2020 - 14:52

“Botafogo, Botafogo, campeão desde 1910″. A frase composta por Lamartine Babo abre o hino do Botafogo de Futebol e Regatas. 

Este é realmente o primeiro título oficial do alvinegro, até que em 1996, foi reconhecido o título de 1907, dividido com o Fluminense.

O título de 1910, que completou 109 anos, foi conquistado de forma magistral, com nove vitórias em dez jogos. Foram 66 gols marcados contra apenas nove sofridos. 

Entre as goleadas aplicadas, 15 a 1 no Riachuelo e 11 a 0 no Haddock Lobo. O poderio ofensivo se mostrou também na decisão, quando o Fogão atropelou o Fluminense por 6 a 1. O grande destaque do time foi Abelardo Delamare, artilheiro do campeonato com 22 gols.

Nas manchetes do dia seguinte, estampava o Botafogo como “Glorioso campeão de 1910″. Daí surgiu o apelido que o clube carrega até hoje.

Alceu Mendes de Oliveira Castro, primeiro historiador do Botafogo descreveu assim a vitória do dia 25 de setembro sobre o Fluminense: “O primeiro tempo teve um sensacional transcurso e Abelardo Delamare, o formidável meia alvinegro, sob o delírio do público, enviou três bolas às redes tricolores. Iniciado o segundo tempo, em uma investida de Cox, Lulu querendo passar a bola a Coggin, vasa nossas próprias redes. 

O Fluminense se alegra, mas em pura perda, pois o Botafogo reage como um leão, reassume o controle do jogo e mais três bolas magistrais, duas de Décio e uma de Mimi, vão dormir nas redes de Waterman, definindo a estrondosa contagem de 6x1. Estava o Botafogo vencedor e campeão, sob o delírio de uma multidão verdadeiramente alucinada! Nascia, com esta notável façanha, o ‘Glorioso’!” 
 

João Nassif
Por João Nassif 31/01/2020 - 07:21

Ao final do hoje ontem a noite no Heriberto Hülse a pequena torcida do Tubarão saiu do estádio gritando: “Fica Dal Farra, fica Dal Farra” para em seguida declarar: “Te amo Dal Farra”.

Esta manifestação tem muito a ver com a verborragia do dirigente após o jogo de Jaraguá do Sul que ecoou pelo estado e pelo país. A humilhação feita pelos torcedores mostra que a forma como o Criciúma vem sendo tratado pelo seu presidente é percebida por muitos, inclusive pelos adversários.

Se tem este lado cômico, a tragédia que se vê é com o comportamento do time em campo. O volante Eduardo foi preciso ao declarar ao final do jogo que o Criciúma ataca como um bando de índios. 

Na entrevista coletiva o técnico Roberto Cavalo/Wilsão admitiu o fraco futebol do time que foi dominado pelo Tubarão em grande parte do jogo. Ao mesmo tempo transferiu a desorganização ao pouco tempo de trabalho e principalmente ao grande peso da camisa do clube que ainda não foi assimilada pelos contratados e pelos garotos que vieram da base. Ontem, inclusive foi frisado o mau rendimento de alguns jogadores que deverão perder a titularidade.

Em todas as entrevistas as explicações se repetem, mas o que se vê é realmente um time que deveria ao menos mostrar algo parecido com um padrão de jogo o que não é o caso. 

Desde o ano passado as desculpas pós jogo têm recaído sobre árbitros e jogadores quando na verdade os técnicos não conseguem fazer o time jogar. A insistência neste comando poderá ser fatal aos objetivos do clube na temporada.  

João Nassif
Por João Nassif 30/01/2020 - 13:53

Hoje é dia em que vou falar sobre um dos grandes goleiros produzidos pelo futebol brasileiro.

Geraldo Pereira de Matos Filho, conhecido por Mazaropi, nascido em Além Paraíba-MG foi formado na base do Vasco da Gama e prestou serviços em vários clubes do futebol brasileiro.

Depois de 10 anos atuando pelo clube de São Januário, com passagens por empréstimo para Coritiba, Grêmio e Náutico, em 1984 foi contratado em definitivo pelo clube gaúcho onde jogou por sete temporadas.

Depois de entrar na política e ser eleito vereador em Porto Alegre, Mazaropi abandonou a Câmara para ser treinador de goleiros no Japão permanecendo por lá por oito anos. Quando retornou ao Brasil foi técnico de alguns times do interior do Rio Grande do Sul e hoje é comentarista na Rádio Grêmio, emissora que transmite todos os jogos do clube. 

Conto estes detalhes da carreira de Mazaropi, pois ele é detentor de um recorde mundial que poucos têm conhecimento. 

Quando ainda goleiro do Vasco da Gama, entre 1977 e 1978 Mazaropi ficou 1.816 minutos sem levar um golzinho sequer. É recorde mundial conquistado em competições oficiais reconhecidas pela FIFA. Na contagem de tempo são considerados apenas os minutos em campo se serem levados em conta intervalos e acréscimos dados nos jogos.

A série começou na penúltima partida do primeiro turno do campeonato carioca de 1977 quando o Vasco venceu o Americano de Campos por 3x0 e só foi quebrada no ano seguinte.

O recorde de Mazaropi é reconhecido pela Federação Internacional de História e Estatísticas de Futebol. 
 

João Nassif
Por João Nassif 30/01/2020 - 08:40

Duas campanhas surpreendem depois das três rodadas iniciais do campeonato catarinense. 

Uma é do Juventus de Jaraguá do Sul que chegou a sete pontos depois de enfrentar três times historicamente com potencial de título. No primeiro jogo empatou com o Figueirense no Scarpelli, depois em casa derrotou o Criciúma e ontem venceu em Chapecó. 

Se conseguir manter o rendimento contra os pequenos será a grande sensação do campeonato. Lembrando que o Juventus entrou no campeonato pela desistência do Almirante Barroso.

A segunda surpresa é a péssima campanha da Chapecoense com um início muito ruim de apenas dois pontos em nove disputados. Empatou o primeiro jogo na Arena Condá contra o Avaí, resultado normal, em seguida empatou em Concórdia e ontem perdeu para o Juventus.

De favorita ao título a Chapecoense terá que correr muito para terminar a fase pelo menos na quarta posição e poder decidir em casa o primeiro mata-mata. É o destaque negativo neste início de campeonato.

O Criciúma que entrará em campo hoje a noite na 5ª colocação, em caso de vitória sobre o lanterna Tubarão poderá terminar em 3º com seis pontos logo abaixo do Figueirense e do Juventus que têm sete.  

João Nassif
Por João Nassif 29/01/2020 - 09:50

A UEFA Champions League, conhecida com Liga dos Campeões da UEFA é o um torneio totalmente europeu disputado pelos principais times de cada um dos países que compõe a Federação Europeia de Futebol.

Começou a ser disputada na temporada 1955/1956 com o nome de Taça dos Clubes Campeões Europeus, com a participação de apenas 16 clubes, todos eles campeões em seus países.

Real Madrid nos anos 1960

O Real Madrid foi o primeiro campeão e não por acaso, como melhor time da Europa conquistou também os quatro torneios seguintes sendo até os dias atuais o único a conquistar um pentacampeonato. 

Com o passar dos anos outros clubes, não somente os campeões de cada país, foram sendo incorporados e a partir da década de 1990 o formato da competição foi expandido e hoje vários clubes das principais Ligas Europeias participam da Champions.

O maior vencedor é o Real Madrid 13 títulos. Além do pentacampeonato nos primórdios do torneio o time espanhol venceu na sequência três dos últimos quatro torneio. Além das 13 conquistas o Real Madrid foi três vezes vice-campeão. Participou, portanto de 16 finais nos 63 torneios já disputados.  

Depois do Real Madrid, o italiano Milan foi quem mais venceu, são sete títulos no total sendo o último na temporada 2006/2007.

Por país, a Espanha é a maior ganhadora da Champions com 18 títulos. Além dos 13 do Real Madrid, o Barcelona foi cinco vezes campeão.

O segundo país que mais venceu o torneio é a Inglaterra com 13 conquistas. As seis do Liverpool, mais três do Manchester United, duas do Nottingham Forrest, uma do Leeds United e outra do Chelsea.

João Nassif
Por João Nassif 28/01/2020 - 09:23

O Campeonato Pan-Americano de 1956 foi disputado na Cidade do México. O Brasil foi representado por uma seleção com jogadores que atuavam apenas no Rio Grande do Sul. Sob o comando do polêmico técnico Teté o Brasil foi o campeão.

Seleção brasileira/gaúcha

O campeonato que teve a participação de seis seleções: México, Costa Rica, Argentina, Brasil, Chile e Peru foi disputado em turno completo jogando todos contra todos.

A seleção brasileira venceu invicta com quatro vitória e um empate. Derrotou o Chile por 2x1, o Peru por 1x0, o México por 2x1 e Costa Rica por 7x1. Empatou apenas seu último jogo em 2x2 com a Argentina que ficou em segundo com sete pontos, dois atrás do Brasil.

O artilheiro da seleção brasileira foi Larry Pinto de Farias que marcou cinco dos 14 gols da seleção.

No jogo contra o Peru um lance inusitado. O Brasil vencia por 1x0 e os peruanos dominavam o jogo no segundo tempo ameaçando a vitória brasileira. O massagista Moura entrara em campo para atender Ênio Rodrigues e ainda estava por perto da área quando o atacante peruano Félix Castillo driblou três brasileiros e estava frente a frente com o goleiro Sérgio na iminência de marcar o gol de empate.

Moura, da linha de fundo, simplesmente lançou sua maleta nas pernas do peruano que caiu e não conseguiu chutar para o gol. A partida foi interrompida, houve socos e pontapés, Moura foi expulso, mas seu gesto antidesportivo diminuiu o ímpeto dos peruanos e o Brasil manteve a vantagem até o final.

João Nassif
Por João Nassif 27/01/2020 - 14:05

Pouca gente sabe que no final da década de 1940 a Colômbia criou uma Liga Pirata e levou para lá alguns dos principais jogadores de futebol da América do Sul.

O profissionalismo ainda não havia de todo tomado conta do futebol e a própria FIFA ainda engatinhava, por isso os colombianos criaram em 1948 a Liga Dymaior, independente da FIFA que mesmo assim ameaçou os rebeldes com banimento. O apelido Pirata veio logo depois e acabou pegando. 

Di Stéfano craque argentino

A movimentação nas contratações de grandes craques sul-americanos e europeus ganhou o nome de El Dorado. Com muito dinheiro para investir o recém-criado Millonarios levou para a Colômbia três dos maiores craques sul-americanos da época: os argentinos Di Stéfano, Adolfo Pedernera e Nestor Rossi e com eles venceu quatro títulos nacionais de 1949 a 1953, consagrando a era mais vitoriosa do clube.

Heleno de Freitas, um dos melhores jogadores brasileiros da época também foi contratado, por isso ficou fora da seleção que disputou o Mundial de 1950.

A Liga Pirata deu tão certo que em 1951 a Federação Colombiana resolveu regularizar sua situação junto a FIFA.

Os jogadores estrangeiros até então em situação irregular puderam atuar até 1954 e depois voltaram a seus clubes de origem sem custos. Justamente neste ano a presença de estrangeiros chegou praticamente a zero, dando fim ao El Dorado colombiano. 
 

João Nassif
Por João Nassif 27/01/2020 - 08:47

No calor da derrota o presidente Jaime Dal Farra teve arroubos de quem não está preparado para ocupar um dos três cargos mais importantes da cidade, além do prefeito e o do Bispo. 

Numa linguagem de botequim expôs todo seu despreparo, palavrões e ameaças, se comportando como dono do Criciúma, que na verdade é, pois o órgão que seria superior pelo organograma, o Conselho Deliberativo é totalmente omisso e conivente se agarrando à um contrato que trata do futebol e seu entorno. 

A imagem do clube, cada vez mais desgastada com a atual gestão é simplesmente ignorada pelo Conselho que fecha olhos e ouvidos e deixa o Criciúma se apequenar cada vez mais.

Quando todos envolvidos transferem para a arbitragem seus fracassos se percebe um processo digno de clubes menores que reclamam quando entendem ser prejudicados em favor dos grandes. O Juventus mostrou esta face contra o Criciúma, quando reclamou ao final do primeiro tempo uma penalidade não marcada a seu favor.

Citei o Juventus como exemplo, mas o Criciúma pela sua história e tradição teria que saber superar eventuais erros de arbitragem com um futebol de time grande. Não é o caso há alguns anos desde que a atual gestão se infiltrou no clube. 

Times ruins, falta de um projeto consistente, trocas incessantes de técnicos, poucos investimentos, enfim uma gestão desastrosa que não reconhece seus fracassos e transfere os insucessos.
    
 

João Nassif
Por João Nassif 26/01/2020 - 14:40

Thiago Ávila *

Aerodinâmica é a chave do sucesso. Isso foi claramente comprovado pelo menos nos últimos seis anos de F1. A Mercedes faturou tudo, nas três primeiras ainda continha um motor melhor, depois perdeu nesse quesito para a Ferrari, mas nem por isso deixou de continuar dominando.

Ferrari 2019

Com o regulamento técnico mantido do ano passado para esse ano, a Ferrari há de focar seu progresso que começou em Singapura 2019, com novas melhorias no pacote aerodinâmico. O que não se esperava, nem mesmo os engenheiros, é que o novo carro, batizado no momento de projeto 671, apresentaria "falhas aerodinâmicas" mais graves do que no ano passado.

A informação veio da revista alemã 'Auto Bild', que por meio de fontes de dentro da equipe, o carro não teve bons resultados nos testes no túnel de vento.

Apesar dos problemas, o projeto 671 é muito animador para os torcedores ferraristas, já que apresenta além de um motor rápido de reta, correções na aerodinâmica que aumentam a velocidade nas curvas, principal defeito do carro no ano passado. Basta saber se essas falhas realmente existirão nos testes de pré-temporada, só assim para o público ter impressões claras do carro.

A apresentação da nova Ferrari está programada para dia 11 de fevereiro e os testes em Barcelona acontecerão dia 19 do mesmo mês. 

* Jornalista de automobilismo
 

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13