França e Hungria faziam parte do grupo 1 da Copa do Mundo de 1978 na Argentina. Ambas se enfrentaram em Mar del Plata no dia 10 de junho após terem sido desclassificadas, quer dizer, o jogo era apenas para cumprir tabela.
Ao entraram em campo para cumprir o protocolo, ambas estavam com camisas brancas sob os agasalhos. A FIFA havia comunicado através de uma circular que os húngaros jogariam de branco, mas os franceses não leram o comunicado e levaram para Mar del Plata apenas as camisas brancas deixando as tradicionais azuis em Buenos Aires a 400 km.
França de verde e branco contra a Hungria em 1978
Enquanto o público vaiava o atraso um carro da polícia foi a toda velocidade até o estádio do Club Atlético Kimberley. Trouxe as camisas listradas de verde e branco do clube tradicional de Mar del Plata e a seleção francesa famosa pelo seu azul trocou de cor para vencer por 3x1.
Curioso era que o Kimberley, como qualquer time da época tinha camisas numeradas somente de 1 a 16. O francês Rocheteau marcou um gol com o número 18 no calção e com a camisa de número 7.
Por João Nassif
08/02/2018 - 11:35 Atualizado em 08/02/2018 - 11:42
O jogo de ontem entre os lanternas pela Copa do Brasil só poderia terminar do jeito que começou. Empatado com a vantagem do Criciúma que o regulamento da competição faz valer a velha máxima que empate fora de casa é vitória.
Lanternas em jogo pela Copa do Brasil-2018
Não posso fazer nem um comentário sobre o andamento do jogo. Sem imagens apenas o imaginário fala mais alto e pela escalação ficou evidente que o Criciúma optou por jogar pelo regulamento e se aproveitar, como aconteceu de um erro do São Caetano para conseguir seu gol.
Erro, pelo relato de várias fontes, do experiente volante Cristian que teve uma passagem recente pelo Corinthians depois de anos no futebol turco. O gol do Azulão foi do Rafael Costa, velho conhecido por passagens em vários clubes aqui do estado.
Agora o Criciúma com 1,1 milhão garantidos pela cota de patrocínio espera pelo Cianorte do Paraná pela segunda fase da Copa do Brasil. Jogo no Heriberto Hülse ainda sem data confirmada. O Cianorte que é o terceiro colocado em sua chave no campeonato paranaense se classificou vencendo em sua casa o ABC-RN por 2x1.
Antes, o Criciúma precisa ficar ligado no estadual, pois empunhando uma lanterna tem a obrigação de vencer em Lages no sábado de carnaval. Com vários desfalques e não podendo jogar para segurar o empate o técnico Grizzo terá que inventar uma fórmula para propor o jogo e buscar a vitória, senão pode ter certeza, a chapa vai esquentar de vez.
É um confronto direto, pois o Internacional é o penúltimo colocado dois pontos a mais que o Criciúma.
2012 foi um ano que ficará marcado na história do Criciúma, pois o clube conseguiu pela última vez o acesso para a série A do campeonato brasileiro.
A campanha foi surpreendente, pois o ano começou sem que os torcedores tivessem maiores esperanças devido à má campanha no campeonato estadual e a trágica participação na Copa do Brasil quando foi eliminado na segunda fase pelo Atlético-PR. Os paranaenses venceram no Heriberto Hülse por 2x1 e massacraram por 5x1 no Durival Britto.
Dois técnicos trabalharam o time nas duas competições. Márcio Goiano que havia sido contratado ainda em 2011 e Sílvio Criciúma que sai da base para comandar o time ainda no catarinense e na Copa do Brasil.
Sem participar da fase final do campeonato estadual por ter sido o sétimo colocado, o Criciúma teve um mês de preparação para enfrentar a série B do brasileiro.
Com Waldeci Rampinelli na direção de futebol e com o executivo Rodrigo Pastana foram contratados o técnico Paulo Comelli e o preparador físico Márcio Correa. Chegaram o zagueiro Matheus Ferraz, o lateral Marlon, os volantes França e Fransérgio, o meia Kléber entre outros e com os remanescentes Nirley, Lucca e ZéCarlos foi formada a base que levou o Criciúma a fazer a grande campanha que culminou com o acesso.
O Criciúma disputou 38 jogos, conseguiu 22 vitórias, 07 empates e 09 derrotas, marcou 78 gols e sofreu 57. De quebra teve Zé Carlos, o Zé do Gol, artilheiro da série B com 27 gols.
Um dos jogos mais violentos em toda história das Copas do Mundo foi entre Portugal e Holanda em 2006 na Alemanha.
No dia 25 de junho em Nuremberg portugueses e holandeses faziam jogo decisivo pelas oitavas de final de o perdedor seria eliminado do Mundial.
A cidade de Nuremberg foi palco entre novembro de 1945 e outubro de 1946 do tribunal militar internacional que julgou o alto escalão nazista pelas atrocidades cometidas durante a Segunda Guerra Mundial
Sessenta anos depois a cidade uma das sedes da Copa do Mundo viveria nova noite de horrores proporcionada pelos jogadores de Portugal e Holanda que fizeram de tudo menos um jogo de qualidade mesmo com jogadores de alto nível do futebol mundial. Cristiano Ronaldo,Deco, Figo de um lado, Sneijder, van Persie, Robben do outro.
O show de horrores começou quando a bola começou a rolar e com apenas dois minutos de jogo Mark van Bommel deu uma entrada criminosa em Cristiano Ronaldo e o árbitro russo Ivanov Valentin aplicou apenas o cartão amarelo.
Foi o sinal para que a pancadaria prevalecesse e no total foram distribuídos 16 cartões amarelos e quatro vermelhos.
Portugal treinado pelo Felipão venceu por 1x0 com este gol de Maniche narrado desta forma por Galvão Bueno da Rede Globo.
Com a desintegração da República de Iugoslávia que em 1990 surgiram vários países independentes entre eles a Croácia.
A seleção de futebol da Croácia disputou pela primeira vez as eliminatórias europeias para a Copa do Mundo de 1998 conseguindo classificação e foi uma das calouras do Mundial disputado na França.
E teve uma ótima participação na primeira fase, a fase de grupos, vencendo Jamaica e Japão e perdendo por apenas 1x0 para a Argentina.
Seleção croata em 1998
Nas oitavas de final eliminou a Romênia e nas quartas fez seu melhor jogo derrotando fragorosamente a Alemanha por 3x0.
Nas semifinais foi derrotada de virada pelos donos da casa por 2x1, mas conquistou um inédito terceiro lugar vencendo a Holanda por 2x1.
Contra a França a Croácia saiu na frente no primeiro minuto do segundo tempo com este gol de seu artilheiro Suker narrado desta forma por um locutor croata.
O Ramadão é celebrado todos os anos no nono mês do calendário islâmico. É o mês sagrado durante o qual os mulçumanos praticam seu jejum ritual. O jejum é observado durante todo mês, da alvorada ao pôr do sol.
O Ramadão em 2018 será a partir do início da noite de 15 de maio e terminará no início da noite de 14 de junho, dia do jogo de abertura do Mundial.
O sorteio dos grupos e da tabela de jogos para a Copa do Mundo na Rússia mexeu com cinco países que têm a maioria mulçumana da população.
A Arábia Saudita fará o jogo de estreia na Copa contra a Rússia pelo grupo A, exatamente no dia 14 de junho, dia do encerramento do Ramadão.
O mulçumano Mohamed Salah principal jogador da seleção do Egito (Foto: Trivela-UOL)
Egito, Irã e Marrocos estrearão no dia seguinte, quer dizer farão toda preparação durante o mês do Ramadão. O Egito enfrentará o Uruguai também pelo grupo A enquanto Marrocos e Irã terão confronto direto pelo grupo B.
O outro país mulçumano no Mundial é a Tunísia que estreará somente dia 18 contra a Inglaterra pelo grupo G e que também fará sua preparação durante o mês sagrado para os mulçumanos.
Saberemos somente quando a bola começar a rolar se o período do Ramadão foi ou não prejudicial às estas cinco seleções.
Cada país sede de uma Copa do Mundo define as cores e os motivos que são expostos em seus símbolos promocionais do evento. O pôster oficial da Copa do Mundo na Rússia homenageia Lev Yashin, goleiro lendário que disputou quatro Mundiais, de 1958 a 1970, pela União Soviética e o único goleiro a conquistar uma Bola de Ouro.
A imagem mostra Yashin pulando para defender uma bola, dos tempos em que era jogador, com apenas a mão esquerda, vestido com seu tradicional uniforme todo preto com boinas pretas. Daí surgiu o apelido de “Aranha Negra” que o caracterizava.
Os raios de luz que emanam da bola representam a energia da Copa do Mundo e o círculo verde, os gramados dos estádios que receberão os jogos.
O pôster foi criação do artista Igor Gurovich que se inspirou no construtivismo russo do fim dos anos vinte do século passado.
O estilo soviético do pôsteres pós-construtivismo, dos anos vinte e trinta, tornou-se um dos elementos mais importantes e reverenciados da cultura russa.
Em 30 de Janeiro, o bicampeão da F1, Fernando Alonso, confirmou que vai correr pela Toyota no Mundial de Endurance em 2018. Depois de seu desempenho satisfatório nas 500 Milhas de Indianápolis no ano passado, Alonso agora passa a dar bons olhares para outras categorias fora a F1.
O espanhol já foi confirmado para correr as 21 provas da principal categoria pela McLaren e mais cinco das seis que serão disputadas nesse ano pelo WEC. A única prova que Fernando iria ficar de fora era nas 6 horas de Fuji, conflitante com o GP dos Estados Unidos de F1. Mas aí veio a notícia do diretor da categoria sobre a mudança de data de 7 para 14 de Outubro. Mudança satisfatória para o estreante, mas horrível para outros pilotos.
Fernando Alonso e seu Toyota
A data coincide com a prova de Petit Le Mans, a última etapa da SportsCar, a categoria de Endurance norte-americana. Pilotos como Oliver Pla, Pipo Derani, Bruno Senna, Mike Conway e muitos outros correm nos dois campeonatos e isso poderá gerar muitos desfalques tanto em uma quanto na outra competição.
O francês Oliver Pla, que corre na categoria GT Pro do WEC, foi o primeiro a se manifestar contra a decisão em seu Twitter: “Muito obrigado ao WEC, (...) sua falta de consideração e respeito com os pilotos que já tinham contrato com o IMSA (SportsCar) para correr no mesmo fim de semana é inacreditável. ”
Em defesa da competição, o chefe Gerard Neveu manteve sua decisão e disse que ver a corrida mais importante comercialmente para a Toyota sem seu showman seria inimaginável.
O que eu acho disso tudo? A decisão não será benéfica para nenhuma das duas competições. O WEC provavelmente perderá uma parcela significativa do seu grid, já que a etapa da SportsCar poderá definir o título de algumas categorias.
Já a SportsCar também ficará desfalcada, provavelmente menos que o WEC, mas isso já prejudica. Entendo a posição da Toyota, ter um nome como Fernando Alonso no grid dá um peso maior ao evento, mas prejudicar muitos para beneficiar um vai ser algo difícil de engolir.
A que ponto chegamos. Criciúma e Tubarão disputam ponto a ponto o privilégio de escapar da lanterna, mesmo que estejam na zona do rebaixamento.
Até a terceira rodada o Tubarão ainda estava zerado na pontuação, pois vinha de três derrotas e o Criciúma estava em quinto lugar com quatro pontos conseguidos em casa com vitória sobre o Concórdia e empate com a Chapecoense.
Na quarta rodada o Tubarão conseguiu sua primeira vitória exatamente sobre o Criciúma com um implacável 3x0 saltando para penúltimo e deixando o Concórdia na lanterna com o Criciúma caindo para oitavo.
Comemoração de gol do Tubarão contra o Criciúma (Foto: Comunicação/CA Tubarão)
Na quinta rodada o Criciúma entrou na zona do rebaixamento ficando em penúltimo com o Tubarão na lanterna.
Na rodada de número 6 as posições se inverteram e os dois mantiveram as posições na sétima e última rodada disputada até agora.
Tão ruim como ostentar a lanterna é ver o Criciúma cada vez mais longe dos outros chamados grandes do estado que ocupam as quatro primeiras posições. A incapacidade e a falta de rumo do Criciúma não permitem que ele se credencie na briga por classificação à final, pois os dois primeiros colocados já livram uma enorme vantagem. O Figueirense é líder com 16 pontos e a Chapecoense vem a seguir com 14, distância enorme sobre os cinco pontinhos do Criciúma que conquistou o último com um empate dramático em Lages contra o Internacional agora penúltimo colocado.
Vai cair? Não, não vai, a história, a tradição e a camisa pesam no futebol catarinense e o Criciúma terá pela frente mais 11 jogos. Agora, não faço previsão de quando a nó da gravata irá afrouxar, pois não vejo no modelo atual a possibilidade de uma mudança que possa dar um novo sentido ao time na competição.
Enquanto a direção do clube continuar fomentando a crise que está estabelecida continuarei trabalhando somente com a camisa, história e tradição, fatores que aos poucos vão se esvaindo e denegrindo a imagem do passado de glórias e conquistas.
Por João Nassif
13/02/2018 - 23:10 Atualizado em 21/02/2018 - 08:26
Repetindo a campanha quando venceu seu primeiro campeonato mundial a seleção brasileira chegou à sua segunda final consecutiva depois de ter realizados cinco jogos com quatro vitórias e um empate.
No Chile em 1962 o Brasil começou a trajetória em Viña del Mar no Estádio Sausalito vencendo o México por 2x0. No segundo jogo empatou com a Tchecoslováquia em 0x0 quando Pelé sofreu a contusão na virilha que o tirou da Copa. Terminou a fase com a vitória sobre a Espanha por 2x1 de virada.
O chute que tirou Pelé da Copa de 1962
Nas quartas de final eliminou a Inglaterra com vitória por 3x1 e na semifinal venceu os anfitriões por 4x2.
Na decisão, à exemplo do que ocorrera na Suécia saiu perdendo para a Tchecoslováquia, as teve capacidade e talento para vencer por 3x1 de virada.
O gol da Tchecoslováquia na final em Santiago foi marcado por Masopust, gol que você novamente ouvirá na voz de Fiori Giglioti na época na Rádio Bandeirantes de São Paulo.
Por João Nassif
15/02/2018 - 07:40 Atualizado em 15/02/2018 - 07:41
O quase vazio Heriberto Hülse teve seu momento de glória nesta temporada. Os torcedores enlouqueceram, pularam, gritaram, cantaram a plenos pulmões uma vitória que há muito não acontecia. Parecia a conquista de um título.
Fosse o gol marcado digamos, na metade do segundo tempo não teria o mesmo efeito, ainda que o time precisasse desesperadamente vencer para conseguir fugir da zona do rebaixamento.
Foto: Beto Lima/JEC
O gol foi o divisor do Criciúma no campeonato? Não posso afirmar porque mesmo com a vitória o time mostrou as mesmas deficiências das partidas anteriores. Pouca criatividade e uma enorme dificuldade para finalizar.
O Criciúma começou pilhado com muita vontade, fez um gol numa incrível blitz na abertura do jogo, teve em seguida outra chance clara e quando diminuiu o ritmo permitiu o Joinville equilibrar e chegar ao empate. Resultado justo no primeiro tempo.
O Criciúma tomou conto do jogo em que o Joinville foi no segundo tempo uma caricatura de time de futebol. Muita posse de bola com pouca força ofensiva, inclusive nas inúmeras faltas laterais sem nenhum aproveitamento. Até que no último minuto veio o gol salvador que mudou todo o ambiente do estádio.
Os protestos iniciais estavam há um minuto de serem repetidos. As faixas indesejadas pela arbitragem e seguranças seriam novamente desfraldas e o técnico seria olhado de forma hostil, mesmo com o forte lobby para sua permanência.
Enfim, venceu que era o que importava e a sequência dirá se gol aos 49 do segundo tempo tem o poder magico de mudar o curso da história.
Por João Nassif
14/02/2018 - 21:57 Atualizado em 21/02/2018 - 08:25
A medida do possível tenho resgatado os gols que fizeram a história dos Mundiais de Futebol.
Esta contagem regressiva que faço desde o dia 18 de agosto do ano passado quando faltavam exatos 300 dias para o início da Rússia-2018 já recordou dezenas de gols marcados por diversas seleções que tiveram o privilégio de disputar uma Copa do Mundo.
Muitas vezes ao invés de reproduzir gols narrados na velocidade que o rádio exige, ou no estilo característico dos narradores de televisão, encontro lances simplesmente descritos por locutores dos mais diversos países e por extensão nos mais diversos idiomas.
Encontrei, por exemplo, a descrição do gol mais polêmico de toda história das Copas do Mundo. Foi o gol da Inglaterra marcado na final do Mundial de 1966 contra a Alemanha Ocidental na própria Inglaterra.
Gol da Inglaterra na final da Copa de 1966
Depois de empate em 2x2 no tempo normal, a decisão foi para a prorrogação e no minuto 21 do tempo extra o arbitro suíço Gottfried Dienst validou o gol de Geoff Hurst que chutou no travessão e a bola quicou fora da linha de gol.
Até o locutor inglês foi pego de surpresa com a confirmação do gol. Ouçam...
Por João Nassif
15/02/2018 - 18:09 Atualizado em 21/02/2018 - 08:25
São 54 as seleções europeias que disputaram as eliminatórias para o Mundial-2018.
Estas seleções foram divididas em nove grupos sendo que os primeiros de cada grupo garantiram vaga direta e os oito melhores segundos colocados participaram da repescagem que indicou as outras quatro seleções que irão à Copa. Portanto, a Europa tinha direito a 13 vagas mais a Rússia país sede com participação garantida.
Na fase de grupos a melhor campanha foi da Alemanha primeira colocada do grupo C, com aproveitamento de 100% nos 10 jogos que disputou.
A Alemanha derrotou duas vezes a Irlanda do Norte, a República Tcheca, o Azerbaijão, a Noruega e San Marino.
Seleção de San Marino-2017 (Foto: ESPN)
Os alemães marcaram 43 gols e sofreram apenas 4. Esta avalanche de gols foi marcada com duas goleadas sobre a frágil seleção de San Marino. A primeira em Serravalle por 8x0 e a segunda em Nuremberg por 7x0.
San Marino é um país dentro da Itália, tipo enclave, com 61 km2 e pouco mais de 30 mil habitantes. Serravalle é um dos nove municípios que compõe a República de San Marino.
A seleção da Irlanda do Norte ficou em segundo no grupo da Alemanha, mas ficou fora do Mundial, pois foi derrotada pela Suíça na repescagem.
Por João Nassif
16/02/2018 - 18:38 Atualizado em 21/02/2018 - 08:25
A final do Mundial de 1974 reuniu Alemanha Ocidental e Holanda. O carrossel holandês que encantou o mundo tinha a oportunidade de vencer seu primeiro título mundial, pois era favorita mesmo jogando na casa do adversário.
Na fase anterior, num grupo chamado de grupo da morte os holandeses venceram com muita facilidade o Brasil por 2x0, a Argentina por 4x0, além de derrotar a Alemanha Oriental também por 2x0.
Já a Alemanha Ocidental venceu a Iugoslávia por 2x0, a Suécia por 4x2 e derrotou a Polônia por apenas 1x0 no jogo da classificação.
A final foi disputada no dia 07 de julho em Munique e a Alemanha Ocidental se sagrou bicampeã com vitória de virada por 2x1.
Gol de Neeskens na final de 1974
O começo da Holanda foi arrasador e logo no primeiro minuto numa arrancada desde o meio de campo Johan Cruyff, maestro holandês, sofreu pênalti que Johan Neeskens bateu e abriu o placar.
O gol da Holanda você ouvirá agora na narração de Osmar Santos, então na Rádio Jovem Pan de São Paulo.,
O inchaço da Copa do Brasil e a falta de grandes jogos na sua primeira fase não atrai os torcedores e o público tem sido muito pequeno na maioria das partidas. A ausência nas primeiras etapas do torneio dos oito times brasileiros que disputarão a Libertadores ajuda o esvaziamento de somente as ótimas cotas disponibilizadas pela CBF é que mantém os clubes mobilizados.
Os 40 jogos da primeira fase tiveram a média 2.042 pagantes. O maior público, 5.911 torcedores foi registrado em Campina Grande-PB, jogo em que o Treze local foi eliminado pelo Figueirense.
Como o futebol brasileiro não passa sem uma grande aberração, a de agora vem do Maranhão. Um clube chamado Cordino tem sede em Barra do Corda, município localizado a mais de 450 quilômetros da capital São Luiz.
Plantel do Cordino em 2018 (Foto: Futebol Maranhão)
O glorioso Cordino campeão do primeiro turno do campeonato maranhense em 2017 teve o direito de disputar a Copa do Brasil deste ano. Seu estádio o Leandro Cláudio da Silva (Leandrão) tem capacidade para 5 mil espectadores e não foi aprovado pela vistoria da CBF, por isso teve que mandar seu jogo na primeira fase da Copa do Brasil no Castelão em São Luiz.
Resultado, somente 97 torcedores pagaram ingressos num estádio para 40 mil pessoas. Ah! O Cordino perdeu para o Náutico-PE por 1x0 e foi eliminado do torneio. A renda foi de R$ 1.695,00 e o prejuízo foi de R$ 16.897,61. Menos mal para o time maranhense que abocanhou a cota de R$ 500 mil pela disputa de uma única partida nesta Copa do Brasil.
Por João Nassif
17/02/2018 - 20:47 Atualizado em 21/02/2018 - 08:24
A final da Copa do Mundo de 1970 no México registrou um dos gols mais bonitos de toda história. Nem tanto pelo arremate fatal, mas pela construção da jogada que ficará para sempre na memória dos que tiveram oportunidades de assisti-lo.
A seleção brasileira com o tricampeonato já garantido, pois vencia aos 41 minutos do segundo tempo a Itália por 3x1 com gols de Pelé, Gerson e Jairzinho.
A jogada começou no campo de defesa do Brasil com Clodoaldo, passou por Rivelino, Jairzinho e Pelé até chegar em Carlos Alberto que selou o marcador.
Gráfico do gol de Carlos Alberto em 1970 (Imagens-O Mundo das Copas)
Este gol antológico foi narrado desta forma por Joseval Peixoto da Rádio Jovem Pan de São Paulo.
Por João Nassif
18/02/2018 - 18:53 Atualizado em 21/02/2018 - 08:24
Um dos jogos mais dramáticos da seleção brasileira no Mundial de 1998 na França foi contra a Dinamarca valendo pelas quartas de final.
O Brasil havia eliminado a seleção do Chile por 4x1 nas oitavas e a Dinamarca vencido a Iugoslávia por 2x1.
A partida disputada em Nantes no dia 03 de julho foi recheada de alternativas. A Dinamarca marcou logo aos 2 minutos com Jorgensen, Bebeto empatou aos 10 e Rivaldo aos 25 determinou a virada ainda no primeiro tempo.
Brasil x Dinamarca em 1998
Na segunda etapa Laudrup empatou aos 5 minutos e novamente Rivaldo aos 14 deu número finais à vitória brasileira por 3x2.
O gol de Brian Laudrup e o segundo de Rivaldo você ouvirá agora na narração de Galvão Bueno da Rede Globo.
Por João Nassif
19/02/2018 - 07:20 Atualizado em 19/02/2018 - 07:20
Em dois momentos o atacante, ou o lateral direito, ou o lateral esquerdo, enfim o polivalente Andrew foi o personagem principal em mais um jogo sofrível do Criciúma no campeonato catarinense. O empate contra o Hercílio Luz fez o Criciúma continuar na zona do rebaixamento.
Andrew (Foto: Reprodução)
Primeiro o Andrew numa entrevista mostrou que não tinha conhecimento do regulamento do campeonato. Queria apagar o mau primeiro turno para vencer o segundo e disputar o título. Confirmou o amadorismo de uma direção que não teve a capacidade de avisar seus atletas da fórmula da competição em disputa. Tem que informá-los que contra o Cianorte pela Copa do Brasil é diferente da primeira fase, se houver empate a decisão será nos pênaltis.
Segundo, Andrew é o cara segundo o técnico. Grizzo afirmou após o jogo que a saída prematura do Andrew, na metade do primeiro tempo, deixou o Criciúma sem opções ofensivas.
Sem Andrew o Grizzo não tem munição para tentar vencer. Com Andrew pode vencer com um gol aos 49 do segundo tempo.
Por João Nassif
19/02/2018 - 17:23 Atualizado em 21/02/2018 - 08:24
O Mundial de 1994 foi realizado nos Estados Unidos com a participação de 24 países divididos em seis grupos de quatro seleções.
O regulamento dizia que se classificavam para as oitavas de final os dois primeiros de cada grupo mais os quatro melhores terceiros colocados.
No grupo A a Romênia foi a primeira colocada com a Suíça na segunda posição. Os Estados Unidos, terceiro colocado também se classificou de acordo com o regulamento e somente a Colômbia, quarta colocada, foi desclassificada.
Colômbia x Suíça em 1994 (Foto: Trivela)
Mas, no seu último jogo na Copa, os colombianos conseguiram sua única vitória. Foi sobre a Suíça por 2x0 em São Francisco no Stanford Stadium.
O segundo gol colombiano foi marcado por Harold Lozano no último minuto, gol que você ouvirá novamente na narração de Marco Antônio Matos da Rede Bandeirantes de Televisão.
Uma tradição de quase 70 anos foi quebrada. Em 31 de Janeiro, o novo dono da F1, Chase Carey, anunciou o fim das Grid Girls na largada das corridas, algo muito contraditório vindo de um empresário criado na cultura do showbusiness norte-americano.
Segundo ele “não faz mais sentido essa tal prática nas normas da sociedade atual”. Não faz mais sentido para quem? Para os que ‘lacram’ na internet e nem sequer ligam a televisão para assistir a cinco minutos de uma prova? Porque, segundo uma pesquisa feita pela BBC Sport a respeito desse assunto, 60% dos fãs são contra a retirada das modelos.
Grid Girls no GP dos USA-2017
E tem mais: as próprias agências de modelos são contrárias a decisão, afinal ninguém quer perder o emprego. Nenhuma dali é forçada a trabalhar ou está implorando para sair do meio por estarem sendo “objetificadas”. Óbvio que podem existir casos isolados, de agências que abusam de suas modelos, mas isso quem deve cuidar é a polícia (e não os justiceiros sociais). Elas não precisam dar representatividade às mulheres, elas querem apenas construir uma riqueza através da habilidade delas de exercer uma profissão.
Vendo essa decisão dessa maneira, prevejo que daqui alguns anos desfiles de miss, concursos de beleza, passarelas de moda irão acabar por uma agenda que, ao invés de defender a mulher, acaba prejudicando-a ainda mais. A profissão de modelo poderá entrar em extinção em breve.
É o famoso “quem lacra, não lucra”. Me admira um cidadão, com aquele bigodão irlandês, cheio de panca, um típico empresário criado na indústria norte-americana, que só olha para o próprio bolso, abraçar a causa politicamente correta e acabar perdendo seguidores fiéis. Me desculpa Carey, mas você não vai conseguir atrair o pessoal do politicamente correto, porque eles vão estar ocupados em ‘lacrar’ mais um pouco na internet.
Natural de Ribeirão Preto, o jornalista esportivo, comentarista e escritor João Nassif Filho trabalha há mais 50 anos com o futebol. Começou na Rádio Clube Jacareí, passou pela Rádio Gaúcha de Porto Alegre e hoje está na Rádio Som Maior FM de Criciúma. Trabalhou também na TV Gaúcha de Porto Alegre, RCE TV Criciúma e na TV Litoral Sul de Criciúma. Foi colunista do Jornal da Manhã e Jornal A Tribuna de Criciúma. Publicou o Almanaque do Criciúma (1986), o Almanaque das Copas (2013) e Fio do Bigode (2014).Conheça outros Blogs