Por João Nassif
28/01/2018 - 21:23 Atualizado em 29/01/2018 - 17:53
A seleção das Índias Holandesas, hoje a Indonésia, participou uma única vez de uma Copa do Mundo.
Com a divisão das seleções para a disputa das eliminatórias por critérios geográficos, a Ásia teve apenas as Índias Holandesas presente no Mundial de 1938 na França.
O grupo 12 das eliminatórias foi formado por apenas duas seleções, as Índias Holandesas e o Japão.
Com a desistência do Japão, as Índias Holandesas foram para seu primeiro e único Mundial da história.
Índias Holandesas em 1938
As 16 seleções foram divididas em oito chaves e as Índias Holandesas tiveram como adversária a Hungria.
Em jogo único nas oitavas de final a seleção das Índias Holandesas foram goleadas por 6x0 encerrando sua participação em Mundiais de futebol.
Em toda sua história as Índias Holandesas, ou melhor a Indonésia, disputaram 88 jogos pelas eliminatórias com 24 vitórias, 18 empates e 46 derrotas. Marcou 105 gols e sofreu 132.
No início do ano aqui no blog falei sobre esperança e incertezas que há algum tempo fazem parte do sentimento dos torcedores do Criciúma.
Menos de um mês depois as esperanças foram perdidas e as incertezas se materializaram em frustrações pelo sentimento da falta de rumo em mais uma temporada.
Enquanto a direção do clube ficar esperando por ajuda sem investir o mínimo necessário para montar um time que possa ao menos devolver a esperança o Criciúma viverá sempre o inferno das crises constantes que têm levado os torcedores à grandes frustrações.
A derrota para o Tubarão simboliza a total falta de capacidade do clube em fazer um futebol decente. A semana foi prodiga em más notícias. Primeiro foi a saída prematura do diretor executivo que quando chegou sinalizava finalmente um projeto efetivo e profissional. Com ele vieram técnico e preparador físico que se não era o preferido era também da confiança do treinador. Não durou muito e saiu sem nenhuma explicação, foi a segunda má notícia.
Como crises são acúmulos de situações negativas, o Lisca sem seus dois parceiros não conseguiu encontrar um caminho consistente e efetivo para colocar em Tubarao um time que pudesse responder positivamente contra o lanterna do campeonato que certamente vinha numa crise de maiores proporções depois de três derrotas nas três primeiras rodadas.
A aposta em alguns garotos no jogo do meio de semana contra a poderosa Chapecoense deu resultado e o técnico optou pela repetição, inclusive acrescentando outros talvez entendendo que contra o lanterna qualquer formação seria vitoriosa.
Goleiro Luís (Foto: Criciúma EC)
Foi fragorosamente derrotado, passando pelo vexame da goleada e tendo novamente seu goleiro como grande nome do time. Luís, aliás, que desabafou após o jogo e no alto de seus 200 jogos com a camisa do Criciúma e de vários milagres ao longo de sua trajetória detonou os torcedores que o vaiaram após o jogo. Com autoridade de capitão também desandou críticas aos jogadores que poderão alimentar ainda mais a crise estabelecida.
E para completar o Lisca, tão eloquente sem suas entrevistas fugiu da coletiva e deixou o vácuo ocupado pelo gerente Emerson Almeida que não decidiu o futuro do técnico deixando a bola para o presidente que hoje deverá tomar uma decisão.
Lembro que o último técnico a não participar de uma coletiva foi Beto Campos que já demissionário empatou contra o Náutico na antepenúltima rodada da série B em 2017.
Depois de definido o Brasil como sede da quarta Copa do Mundo a FIFA teve que negociar bastante para convencer os países a mandar suas seleções para o torneio em 1950.
A Itália bicampeã estava em reconstrução após o término da Segunda Guerra Mundial e havia pouco interesse dos italianos de se inscreverem. Depois de convencida surgiu rumores que a FIFA bancou a viagem da Azurra até o Brasil.
O Japão ainda sob ocupação e a Alemanha ocupada e dividida não tiveram permissão para participar da Copa. A região do Sarre ocupada pelos franceses foi aceita pela FIFA vários meses antes da Federação da Alemanha Ocidental ser reinstalada. A Alemanha Oriental ainda demoraria para instalar sua Federação.
Ficou decidido que o campeonato britânico serviria de eliminatória para o quarto Mundial classificando duas seleções. A Inglaterra ficou em primeiro e a Escócia, segunda colocada desistiu, pois só participariam se tivessem ficado na primeira colocação.
Depois de conseguir classificação Turquia e Índia desistiram. França e Portugal declinaram do convite. A França inicialmente aceitou, mas depois alegou que teria que viajar mais de 3.000 quilômetros para jogar as partidas de seu grupo. Só viria ao Brasil se houvesse novo sorteio das chaves.
A Federação Brasileira não concordou e por isso das 16 seleções previstas apenas 13 participaram da Copa do Mundo no Brasil em 1950.
Por João Nassif
29/01/2018 - 17:19 Atualizado em 29/01/2018 - 17:25
Lisca fora do Criciúma era pedra cantada.
A fuga da coletiva em Tubarão já era sinal claro de sua saída. As alegações foram de praxe, sem resultados satisfatórios, as saídas do diretor e do preparador físico, todos ingredientes que fazem parte de um enredo próprio do futebol.
Agora fica a grande questão. O que fazer com os jogadores indicados que não conseguiram responder de maneira positiva? Será que ainda sem completar um turno do campeonato já tem uma barca de plantão? E o Grizzo, hem? Funciona como tapa buracos sem ainda ganhar a confiança da própria direção para ter continuidade.
Assume interinamente outra vez numa roubada.
Quando comprou a G.A. no final de 2015 Jaime Dal Farra contratou para técnico seu companheiro de fé Roberto Cavalo e deu continuidade, tanto que Roberto Cavalo durou até o final da temporada seguinte. Terminou o catarinense na terceira colocação, foi eliminado na primeira fase da Copa do Brasil pelo Operário de Ponta Grossa-PR e terminou a série B em 8º lugar.
Em 2017 o Criciúma começou a temporada com o técnico Deivid que também terminou em terceiro lugar no campeonato estadual, na Copa do Brasil foi eliminado na terceira, mas não suportou o início lamentável da série B com três derrotas nos três primeiros jogos.
Luiz Carlos Winck (Foto: 90 goals)
Luiz Carlos Winck veio na sequência e tirou o Criciúma da zona do rebaixamento. Durou até a 24ª rodada quando mesmo em oitavo lugar dava esperanças de acesso pela qualidade do trabalho. Por estas questões absurdas que o futebol proporciona o então diretor Edson Gaúcho resolveu demiti-lo e o time perdeu consistência com Beto Campos no comando e terminou com Grizzo como técnico nas duas últimas rodadas. O Criciúma terminou em 13º muito próximo da zona do rebaixamento.
Agora as fichas foram jogadas sobre o Lisca que não durou mais que quatro rodadas no campeonato estadual. O entra e sai de diretores, lembro de alguns, Skinner, Pelaipe, Edson Gaúcho, Chumbinho não permite que seja feito um planejamento acima de mais nada profissional. E tem o Emerson Almeida circulando pelo departamento desde a chegada do Dal Farra.
Não acredito em cabeça de burro enterrada no CT ou no Heriberto Hülse.
Acredito que existe algo muito forte nas entranhas do Criciúma, algo que não vem à público e que impede o futebol de seguir seu curso normal em busca de bons resultados.
Pode não ser apenas as dificuldades financeiras proclamadas em todo e qualquer pronunciamento do presidente.
Por João Nassif
30/01/2018 - 14:30 Atualizado em 30/01/2018 - 14:40
*Thiago Ávila
Com o anúncio de Sergey Sirotkin como novo piloto da Williams, o grid da F1 já está completo para 2018. Vejamos os nomes:
A tetracampeã Mercedes nada mudou. O também tetracampeão Lewis Hamilton está feliz na equipe e afirma que quer continuar na escuderia por bastante tempo. Já Bottas está com a corda no pescoço, depois de uma temporada abaixo das expectativas, e está a um passo de ser mandado embora. A equipe ainda não confirmou um piloto reserva, mas a vaga deve ser de George Russell e Pascal Wehrlein.
Lewis Hamilton
A vice-campeã Ferrari também mantém o mesmo time. Vettel deve continuar na equipe por muito tempo ainda, enquanto Raikkonen se mantém na equipe até que Ricciardo ou Verstappen terminem seu vínculo com a Red Bull. Daniil Kvyat fica na reserva.
A Red Bull continua igual. A dupla mais desejada das duas maiores equipes vai se manter por pelo menos mais um ano. Ricciardo tem contrato até 2019, já Verstappen vai até 2020. Pierre Gasly e Sebastian Buemi devem ser os pilotos suplentes.
Mais outra equipe que não muda: a Force India. O mexicano Sérgio Pérez ficou triste depois de a Ferrari desistir de contratá-lo e agora tem futuro incerto. Já Esteban Ocon segue feliz na equipe de Vijay Mallya, já que tem futuro quase certo na Mercedes. O canadense Nicholas Latifi já foi confirmado como o piloto de testes.
A Williams vocês já devem saber: Lance Stroll e Sergey Sirotkin. A história sobre essa nova contratação está no texto “A Novela Williams”, que está aqui no blog.
A Renault já conhece seus pilotos desde o final da temporada passada. Nico Hulkenberg manteve-se como principal piloto da escuderia. Junto a ele, o espanhol Carlos Sainz, ex-Toro Rosso e que chegou a correr na equipe francesa no final de 2017, fecha a dupla. Nenhum nome ainda foi anunciado para a reserva.
A Toro Rosso, agora com motores Honda, vem com um time novo, mas conhecido do torcedor taurino. Pierre Gasly e Brandon Hartley já correram no final da temporada passada e esperam fazer um ano mais satisfatório agora com os novos motores. Sean Gelael deve pegar o posto de reserva.
A norte-americana Haas não tem novidades. Romain Grosjean e Kevin Magnussen permanecem na equipe por mais um ano mas ainda têm futuro incerto. Santino Ferrucci deve ser o piloto de testes.
A gloriosa McLaren, que vive tempos difíceis, também vem de motores novos e é apontada como favorita a ser uma das cinco grandes da temporada. Fernando Alonso e Stoffel Vandoorne seguem no time, sendo que o espanhol afirma estar muito confiante para esse ano e espera brigar inclusive por vitórias. O britânico Lando Norris foi confirmado como o piloto reserva.
Fernando Alonso
A Sauber agora está de cara nova e se tornou Alfa Romeo. A nova equipe também confirmou seus dois pilotos. O primeiro é Marcus Ericsson, que se mantém na casa para o seu terceiro ano consecutivo. O outro é o campeão da F2 Charles Leclerc, piloto de desenvolvimento da Ferrari. Antonio Giovinazzi fica como suplente.
A grande perda foi Pascal Wehrlein. Depois de fazer duas ótimas temporadas pelas piores equipes do grid, é triste ele ver ele perdendo espaço para Marcus Ericsson e Sergey Sirotkin. Mas a F1 é assim, quem paga mais leva. Agora o alemão deve buscar outros ares, quem sabe na Formula E.
Não conheço o trabalho do novo diretor executivo do Criciúma, Nei Pandolfo. Tenho somente boas referências que me foram passadas pelo técnico Argel Fucks que trabalhou o ano passado no Vitória-BA quando o Nei Pandolfo estava no Bahia. Um amigo comum proporcionou a aproximação e o Argel tem o Nei na conta de um bom profissional. Até aí, tudo bem.
Nei Pandolfo (Foto: Gazeta Esportiva)
O que causa espanto é a participação efetiva do empresário Genivaldo Santos nas decisões do futebol do Criciúma. Foi o Genivaldo que fez o contato com o Argel para a possibilidade de sua contratação.
Pergunto: se o Criciúma tem o Genivaldo que faz contato com técnico e indica jogadores para o clube, por que um diretor executivo? Mesmo com a proximidade do Nei Pandolfo com o Argel é o Genivaldo que foi em busca do técnico.
Talvez aí se explique o entra e sai de diretores que com autonomia poderiam montar um projeto essencialmente profissional num clube onde seus dirigentes aprimoram cada vez mais o amadorismo.
Que venha o Argel técnico do desejo da torcida e que o Nei Pandolfo exija autonomia plena para montar um time que possa devolver a dignidade ao clube.
Por João Nassif
30/01/2018 - 16:10 Atualizado em 31/01/2018 - 07:14
No Mundial de 1950 o grupo 1 da primeira fase foi formado com Brasil, México, Suíça e Iugoslávia.
A seleção brasileira estreou goleando o México por 4x0 no Rio de Janeiro. Fez o segundo jogo em São Paulo contra os suíços e terminou com vitória por 2x0 contra a Iugoslávia no Maracanã.
Brasil x Suíça em 1950
Revoltados com o empate por 2x2 contra a Suíça torcedores que haviam bebidos demais se confundiram com a grafia e descontaram no rival errado. Invadiram a Embaixada da Suécia, no Rio de Janeiro, e quebraram vidros e janelas.
Os suecos também estavam na Copa e dias depois foram adversários do Brasil na fase final quando foram goleados por 7x1.
A França foi uma das duas seleções que encantaram o mundo na Copa do Mundo de 1982 na Espanha. A outra, indiscutível foi a seleção brasileira. Por ironia do futebol as duas não conseguiram chegar à final.
A seleção francesa participou de uma das partidas mais polemicas daquele Mundial. O príncipe do Kuwait, Fahd Al-Ahmed Al-Jaber Al-Sababe, presidente da Federação do Kuwait assistia ao jogo nas tribunas.
Príncipe do Kuwait invadindo o campo na Copa de 1982
Inconformado com a marcação do quarto gol francês desceu ao gramado e intercedeu junto ao árbitro alegando que seus jogadores haviam desistido do lande por terem ouvido um apito vindo das arquibancadas. Foi atendido e o gol foi anulado.
Mas, não adiantou. A França fez o quarto gol no final do jogo e venceu por 4x1.
O zagueiro Nino não sabe o que está acontecendo, o Kalil disse que é zika, o Wallacer descobriu que quem faz mais gols vence o jogo, a segunda derrota consecutiva contra times do baixo clero do futebol catarinense deixou os jogadores atrás dos motivos que geraram esta crise no início da temporada.
Enquanto os atletas buscam explicações técnicas ou supersticiosas a visão que tenho é que esta crise se estabeleceu por absoluta falta de planejamento e por consequência de gestão.
Chega uma hora em que os erros cometidos ao longo dos últimos anos cobram uma conta que desgasta por completo a imagem e mancham a história de um clube vencedor de três competições das quatro maiores do futebol brasileiro.
Não gosto de viver do passado, mas a trajetória do Criciúma em nível nacional em tempos passados merece um mínimo de respeito dos atuais dirigentes que teriam a obrigação de manter acesa a chama vencedora do clube. Mesmo que não repetissem as conquistas, mas que dessem todos os motivos para que os torcedores mantivessem o orgulho de desfilar com o manto sagrado tricolor.
Ouvi a informação que o novo diretor Nei Pandolfo irá almoçar com o técnico Argel Fucks em Florianópolis nesta quinta-feira. Ora, o Genivaldo Santos que também funciona como dirigente já fez o contato e a pedida salarial foi comunicada. Então, estão esperando o que? Que o Argel baixa a pedida, esqueçam.
Técnico Argel Fucks
A torcida quer, Argel seria um fato novo e um choque de motivação para os próprios torcedores. Domingo é contra o Avaí, no meio da semana que vem tem Copa do Brasil e pelo próprio histórico do técnico, sua especialidade é tirar times do buraco.
E o buraco por aqui é enorme, depois de cinco rodadas o Criciúma está na penúltima colocação na zona de rebaixamento.
Já que é difícil um choque de gestão no Criciúma, então que se dê um choque no ambiente contratando o técnico que é objeto de desejo da imensa maioria dos torcedores.
De uns tempos para cá os sorteios das chaves para a primeira fase das Copas do Mundo obedecem a critérios eminentemente técnicos. Por isso algumas vezes definem grupos com seleções de primeira linha chamados de “grupos da morte”.
O sorteio para a Copa do Mundo de 1998 na França não apresentou nenhum destes grupos, mas causou apreensão pelo fato de Irã e Estados Unidos caírem na mesma chave. Os dois países eram rivais históricos no campo diplomático.
Porém, antes do jogo o clima foi de total cordialidade com as duas seleções posando juntas para as fotos e os iranianos entregaram flores aos americanos representando a paz.
Com a bola rolando o Irã venceu por 2x1, mas as duas seleções não conseguiram avançar para as oitavas de final. Alemanha e Iugoslávia foram as classificadas.
Em 1958 a seleção brasileira já havia abandonado as camisas brancas em seu uniforme e adotado a “Canarinho Amarela”.
Na final do Mundial a adversaria era a Suécia, dona da casa, que usava o mesmo amarelo em sua camisa. Houve um sorteio e a Suécia ganhou o direito de jogar com seu uniforme titular.
Sem uma segunda cor a delegação brasileira se apressou e comprou um jogo de camisas azuis como sendo seu segundo uniforme.
Seleção brasileira campeã em 1958
Os jogadores ficaram desconfiados, mas o chefe da delegação, Paulo Machado de Carvalho apelou para a fé dos brasileiros. Disse que azul era o manto de Nossa Senhora, Padroeira do Brasil.
A cor parece ter dado sorte e o Brasil venceu por 5x2 conquistando seu primeiro título Mundial.
Por João Nassif
02/02/2018 - 10:20 Atualizado em 02/02/2018 - 10:24
As limitações financeiras mostram que o Criciúma dificilmente buscará destaque nas competições que terá pela frente em 2018.
Esta falta de recursos ficou escancarada com a não contratação do técnico Argel Fucks, objeto de desejo dos torcedores e a possibilidade de reversão do sofrível quadro técnico atual que em apenas cinco rodadas do campeonato estadual colocou o time na zona do rebaixamento.
Como não existe no mercado outro nome forte para assumir o Tigre, o Argel deve ter percebido a necessidade e imposto como condição tempo de contrato e multa elevada para se garantir em qualquer demissão.
Além da busca de reforços que acrescentariam qualidade o que convenhamos custaria acima dos padrões definidos pelo clube.
Festa do último título do Criciúma-2013 (Foto:Criciúma EC)
Quer dizer, num bom português, a direção do Criciúma não está muito preocupada com o futuro talvez pensando que os adversários no estadual não estão muito acima tecnicamente e mesmo não lutando pelo título o rebaixamento é impensável. Concordo, em nenhum momento trabalho com a possibilidade do time ser rebaixado.
É pouco, mas a modéstia financeira não permite investimentos mais ousados, portanto vamos continuar na mesma choradeira de sempre com o presidente implorando por ajuda para poder fazer um time competitivo.
Como ninguém se habilita a colocar dinheiro no negócio de outro viveremos rodeados de incertezas sobre o futuro do Criciúma.
A maior zebra da história das Copas do Mundo aconteceu no dia 29 de junho de 1950. O jogo era válido pelo grupo 2 do Mundial disputado no Brasil. Perante pouco mais de 13 mil espectadores Inglaterra e Estados Unidos se enfrentaram o Estádio Independência em Belo Horizonte.
Os ingleses tidos como inventores do futebol chegaram ao Brasil com a característica soberba na certeza que ganhariam a Copa que disputavam pela primeira vez. O Mundial de 1950 no Brasil foi o quarto da história.
Havia quase uma certeza de todos que a Inglaterra levaria a Jules Rimet, pois em 30 jogos preparatórios haviam vencido 23 e contava com craques consagradas naquela época como Billy Wright, Alf Ramsey, Stanley Matthews entre outros.
Depois da vitória sobre o Chile por 2x0 os ingleses enfrentaram os Estados Unidos, uma seleção formada por amadores que tinha em seu elenco professor, mecânico, lavador de pratos, carteiro e até um motorista de carro funerário e um ex-médico na Segunda Guerra Mundial.
Mas, o futebol tem seus imponderáveis e aos 38 minutos do primeiro tempo um haitiano, Gaetjens marcou o gol que selaria a vitória dos Estados Unidos e produziria a maior zebra de toda história dos Mundiais de futebol.
Por João Nassif
03/02/2018 - 11:13 Atualizado em 04/02/2018 - 11:15
Em 1986 na fase final da preparação da seleção brasileira para disputar o Mundial no México surgiu um problema de imensa gravidade que privou o time de um de seus principais jogadores.
Os dois ausentes no Mundial de 1986
Renato Gaúcho, em plena forma e que certamente seria titular no time do técnico Telê Santana saiu da concentração sem autorização e foi cortado da delegação.
Junto com Renato estava o lateral Leandro que não foi punido pelo Telê.
Em solidariedade ao ponteiro, Leandro decidiu não se apresentar ao grupo para a viagem ao México. Outro motivo que fez Leandro abdicar do Mundial foi o fato de querer jogar de não e não de lateral direito como vinha sendo escalado.
A seleção viajou sem os dois possíveis titulares e foi eliminada pela França nas quartas de final. Depois empate em 1x1 no tempo normal e prorrogação os franceses venceram nos pênaltis por 4x3.
Com o final da Segunda Grande Guerra a Alemanha ocupada foi dividida em quatro partes administradas pelos Aliados: Estados Unidos, Inglaterra, França e União Soviética.
O fim da Guerra trouxe também uma tensão crescente entre Estados Unidos e União Soviética num período entre 1945 e 1991, conhecido como Guerra Fria.
No futebol o bloco dos aliados ficou conhecido como Alemanha Ocidental e o bloco soviético como Alemanha Oriental.
Seleçao da Alemanha Oriental em 1974
A reunificação da Alemanha ocorreu em outubro de 1990, logo após o Mundial disputado na Itália.
Desde que retornou às Copas em 1954 a Alemanha Ocidental venceu três Mundiais, em 1954 na Suíça, em 1974 jogando em casa e em 1990.
A Alemanha Oriental disputou uma única vez a Copa do Mundo, justamente em 1974 na vizinha Alemanha Ocidental. Por ironia, na primeira fase enfrentou os anfitriões e venceu por 1x0. Dizem que os alemães ocidentais entregaram o jogo para fugir do grupo da Holanda e Brasil na segunda fase.
A Alemanha Oriental foi eliminada nesta segunda fase do Mundial e a Alemanha Ocidental derrotou a Holanda na final de 1974.
Por João Nassif
07/02/2018 - 15:38 Atualizado em 07/02/2018 - 16:39
No Mundial de 1998 na França a seleção holandesa tentava repetir a campanha de 1974 na Alemanha Ocidental quando apresentou ao mundo a famosa “Laranja Mecânica”, que a levou pela primeira vez ao vice-campeonato de uma Copa do Mundo.
Em solo francês a Holanda encaminhou sua classificação com vitória por 5x0 sobre a Coréia do Sul e dois empates contra Bélgica e México.
Nas oitavas de final derrotou a Iugoslávia por 2x1 e nas quartas eliminou a Argentina com a vitória também por 2x1. Na semifinal foi derrota pela seleção brasileira nos pênaltis e na decisão do terceiro lugar perdeu para a Croácia por 2x1.
Holanda e Argentina no Estádio Velodrome em Marseille em 1998
A vitória sobre a Argentina foi sofrida e somente aos 45 minutos do segundo tempo a Holanda conseguiu marcar o gol da vitória. E não foi um gol qualquer. O lançamento de mais de 50 metros do zagueiro Frank de Boer foi pelo alto em diagonal. Já na área argentina o atacante Dennis Bergkamp dominou, driblou um zagueiro e arrematou cruzado para classificar a Holanda.
O gol você ouvirá agora na narração emocionante de um locutor holandês.
Depois de mais um desempenho fantástico em Marrakesh, o líder do campeonato Felix Rosenqvist foi a Santiago esse final de semana para disputar a quarta etapa da Formula E, na esperança de sair com mais um triunfo.
As Audis saíram da última etapa arrasadas. Daniel Abt, que almejava a vitória, veio ao Chile menos confiante. Lucas Di Grassi ainda tentava buscar seu primeiro ponto, mesmo sabendo que tomaria dez pontos de punição por trocar um componente do carro que é selado pela FIA.
Sebastien Buemi, Jean-Éric Vergne, Sam Bird e o próprio Di Grassi cumpriram a missão de botar seus respectivos carros no Superpole, mas a grande surpresa foi André Lotterer. O alemão, que ficara rondando as últimas posições nas três primeiras corridas, fez o melhor tempo na fase de grupos.
Jean-Eric Vergne-Líder da Fórmula E (Foto: Motorsport.com)
Vergne fez a pole, com Buemi em segundo e Lucas em terceiro. Bird errou em uma das curvas e não conseguiu marcar tempo, deixando Lotterer em quarto. Com o brasileiro tomando a punição, Nelsinho Piquet herdou a quinta posição. Mas, e Rosenqvist? O sueco foi apenas o décimo quarto, mostrando a cada corrida que essa temporada é a mais disputada.
Chega às 17 horas e é dada a largada para o EP de Santiago, bem na hora do fim das eleições para a presidência do Corinthians. Nelsinho larga muito bem e pula para segundo, Lotterer assume o terceiro lugar, com Buemi e Bird ficando para trás. Pechito López bate no muro e o Safety Car é acionado.
Nesse momento a transmissão da Fox Sports é interrompida para mostrar definição do novo presidente do clube paulista. E aqui vai minha crítica ao pessoal do jornalismo esportivo da Fox, que reclama tanto da má entrega de produto que a Globo faz com a Formula 1, mas desrespeita os fãs da Formula E quando interrompe uma transmissão para tratar de outro assunto.
A corrida retorna na volta 14, sem grandes mudanças. Di Grassi e Rosenqvist seguiam em sétimo e oitavo, respectivamente. Antes ainda das paradas, Lotterer ultrapassa Piquet e coloca as duas Techeetahs na frente.
É hora das trocas de carro, e uma novidade: é a primeira corrida que não se tem mais obrigação de ficar um tempo mínimo nos boxes. Tudo parece voltar ao normal, nenhuma mudança de posições. Olhando para a tabela de classificação, Flávio Gomes percebe a ausência de Di Grassi no pelotão da frente, até que o trio de comentaristas encontra o brasileiro na décima sexta posição. O carro deu apagão, fim de prova para as Audis mais uma vez.
Enquanto isso, duas brigas se intensificavam lá na frente: Buemi ultrapassara Piquet e Lotterer se aproximava de Vergne. Faltando menos de dez voltas para acabar, Nelsinho voltava a pressionar Sebastien e tentou uma última cartada para buscar o pódio, mas se afobou. Passou reto na curva e bateu no muro, tendo que ver Rosenqvist e Bird passarem a sua frente.
A paz dentro da Techeetah não reinava e o alemão conseguiu grudar o bico do carro na traseira do francês, parecia que Vergne estava servindo de carro reboque. O pelotão de trás cola nos três e a briga pela vitória agora chegava a cinco pilotos. O sueco pressionava o suíço e Lotterer tentava fechar a frente dos dois o quanto podia. Nelsinho já havia conseguido tirar a diferença de seis segundos e também entrava na briga.
Mas nada mudou. Os seis passaram a linha de chegada enfileirados, com dobradinha da Techeetah e decepção para Felix Rosenqvist, que perde a liderança para Jean-Éric Vergne. Agora, além do francês, do sueco e de Sam Bird, Sebastien Buemi entra na briga pelo título da temporada, que volta daqui duas semanas na Cidade do México.
O zagueiro Nino, no alto da sua inexperiência chamou para si a responsabilidade ao final do jogo assumindo totalmente a culpa pela derrota. Livrou o presidente, a comissão técnica e todos do Criciúma num gesto que pode parecer demagógico, mas que retrata o desequilíbrio emocional dos atletas nesta fase difícil depois de três derrotas consecutivas num campeonato de baixíssimo nível técnico.
O Nino não é culpado de nada, aliás é vítima como todos os profissionais do clube que estão à mercê de uma administração completamente amadora e sem nenhuma perspectiva de mudar a forma de fazer um futebol de melhor nível.
Zagueiro Nino (Foto: Criciúma EC)
Podemos discutir a qualidade do plantel, mas pergunto: algum jogador exigiu ser contratado? Qual a culpa de cada um em vestir a camisa do Tigre? Quem vai assumir a responsabilidade? O que não pode é um jogador, ainda garoto se sentir culpado por um fracasso quando o time teve mais de 90 minutos para reverter o resultado.
Grizzo, o técnico tampão afirmou antes do jogo que a qualidade era pequena e somente com muito suor e transpiração o time poderia conseguir a recuperação depois das duas derrotas fora de casa. O que se viu foi um time lutador ao extremo que em momento algum fugiu das divididas, algumas vezes até com excessos, mas não teve a capacidade de traduzir em gols a superioridade e algumas situações que foram criadas.
Nas coletivas nem falo do técnico, mas o diretor Nei Pandolfo, que tem a sombra do Genivaldo ficou rodeando as explicações sem nenhuma objetividade com relação ao futuro. Ninguém poderia esperar algo diferente, é mais um que chega para organizar, mas sem recursos cairá na vala comum de outros que recentemente passaram por aqui.
Somente o presidente pode mudar o cenário, desde que assuma a responsabilidade e como dono do time faça os investimentos necessários para qualificação do plantel.
Sem voltar muito no tempo o Criciúma tem neste início de campeonato o pior rendimento da década. Quatro pontos em seis rodadas não têm similar desde 2011. Mais próximo que o time chegou foi em 2012 e 2015 quando conquistou sete pontos nos seis primeiros jogos.
Em todos estes anos a gestão é da G.A. que conquistou apenas um título estadual, em 2013 quando nas seis primeiras rodadas o time havia conquistado oito pontos. O ano passado foram 10 pontos, em 2011 e 2014, 11 pontos e o melhor rendimento foi obtido em 2016 com 14 pontos nos seis primeiros jogos.
Perceberam? Não há nada similar mostrando um Criciúma na lanterna sem nenhuma perspectiva para o futuro. Claro que não será rebaixado, a camisa e a história têm seu peso mesmo com a força que faz a direção para jogar no lixo toda esta tradição.
Ou muda o orçamento e a direção se vira para buscar recursos ou iremos ver um time sem técnico e qualidade, até quando confesso que não sei.
Por João Nassif
05/02/2018 - 07:05 Atualizado em 06/02/2018 - 07:16
Apenas quatro jogadores entre os milhares que disputaram as Copas do Mundo tiveram o privilégio de marcar gols em duas finais de Mundiais.
O primeiro foi o brasileiro Vavá que marcou dois gols em 1958 na Suécia quando a seleção brasileira se sagrou campeã e em 1962 no Chile na conquista do bicampeonato. Em 1958 o Brasil venceu os donos da casa por 5x2 e em 1962 a vitória foi sobre a Tchecoslováquia por 3x1.
Outro brasileiro, Pelé marcou dois gols na final de 1958 e fez um na final contra a Itália em 1970. O Brasil se tornou tricampeão com a vitória por 4x1.
Pelé comemorando gol em 1970
O alemão Paul Breitner fez um gol de pênalti na decisão do Mundial de 1974 na própria Alemanha Ocidental e também marcou na final de 1982 na Espanha contra a Itália. Em 1974 a Alemanha Ocidental ganhou sua segunda Copa vencendo a Holanda por 2x1 e na Espanha ficou com o vice, derrotada pela Itália por 3x1.
Paul Breitner marcando de pênalti contra a Holanda em 1974
O quarto jogador a marcar gols em duas finais de Copa do Mundo foi o francês Zinedine Zidane. Fez dois contra o Brasil na decisão em 1998 quando a França ganhou seu único título Mundial e outro na final de 2006 na Alemanha. Neste jogo a França foi derrotada nos pênaltis e viu a Itália conquistar pela quarta vez uma Copa do Mundo.
Cabeçada de Zidane para um gol da França na final de 1998
Natural de Ribeirão Preto, o jornalista esportivo, comentarista e escritor João Nassif Filho trabalha há mais 50 anos com o futebol. Começou na Rádio Clube Jacareí, passou pela Rádio Gaúcha de Porto Alegre e hoje está na Rádio Som Maior FM de Criciúma. Trabalhou também na TV Gaúcha de Porto Alegre, RCE TV Criciúma e na TV Litoral Sul de Criciúma. Foi colunista do Jornal da Manhã e Jornal A Tribuna de Criciúma. Publicou o Almanaque do Criciúma (1986), o Almanaque das Copas (2013) e Fio do Bigode (2014).Conheça outros Blogs