Por João Nassif
15/01/2018 - 11:24 Atualizado em 16/01/2018 - 11:28
Os países do Reino Unido participaram pela primeira vez das eliminatórias para a Copa do Mundo de 1950 no Brasil.
Na primeira edição em 1930 os ingleses declinaram do convite feito pelo Uruguai, pois a Football Association denominação da Federação Inglesa ainda não era filiada a FIFA.
Para o Mundial de 1934, pela visão de membros da Federação Inglesa era preferível que a Escócia, a Inglaterra, a Irlanda e País de Gales disputassem seus próprios campeonatos internacionais que entendiam ser muito melhor que qualquer competição disputada em Roma.
O terceiro Mundial foi disputado na França em 1938 e os países do Reino Unido continuaram olhando para seus próprios campeonatos e desdenhando a Copa do Mundo.
A Áustria que estava classificada desistiu da disputa pois havia sido anexada pela Alemanha e a FIFA convidou a Inglaterra para substituir a Áustria. Novamente os ingleses declinaram do convite. O Mundial foi disputado por 15 seleções.
Seleção inglesa no Mundial de 1950
Depois de 17 anos de autoexílio a Federação Inglesa finalmente se filiou à FIFA e em 1950 os países do Reino Unido disputaram as eliminatórias numa única chave com a classificação dos dois primeiros colocados.
A Inglaterra ficou em primeiro e a Escócia em segundo, mas os escoceses resolveram não vir ao Brasil, pois só disputariam a Copa do Mundo se fossem os primeiros na competição interna.
No dia 24 de junho de 1958 o Brasil enfrentou a França pela semifinal da Copa do Mundo disputada na Suécia.
Até aquele jogo, depois das equipes terem ultrapassado a fase de grupos e também as quartas de final, a seleção brasileira ainda não havia sofrido um único gol e a francesa era dona do ataque mais positivo com 15 gols marcados.
Didi e o francês Jonquet antes da semifinal na Copa de 1958
O prenúncio era de um grande jogo e até mesmo uma final antecipada do Mundial.
Só que finalmente a seleção brasileira desencantou e com uma atuação magistral do garoto Pelé que seria coroado pelos franceses como o “Rei do Futebol”, o placar de 5x2 não deixou dúvidas sobre qual era a melhor seleção do planeta.
Pelé marcou três gols e seu segundo, o quarto da seleção brasileira foi narrado desta forma por Edson Leite da Rádio Bandeirantes de São Paulo.
A Copa do Mundo de 1954 disputada na Suíça foi a que apresentou a maior média de gols com 5,4 gols por jogo. Foram marcados 140 gols em 26 jogos.
Uma das goleadas aconteceu na primeira fase com a Hungria vencendo a Alemanha Ocidental por 8x3. As duas seleções se encontraram na decisão do Mundial.
Prevaleceu o pragmatismo alemão contra a melhor seleção do mundo naqueles tempos. A Alemanha Ocidental venceu por 3x2 de virada e conquistou seu primeiro dos quatro títulos mundiais que possui em sua história.
Alemanha Ocidental x Hungria em 1954
Na decisão de 1954 o primeiro gol do jogo foi marcado pelo húngaro Puskas quando eram decorridos apenas seis minutos de jogo.
O Criciúma tem colocado no imaginário de seu torcedor este duplo sentimento pela forma como administrou seu futebol nos últimos anos. Desde 2013 quando conquistou pela última vez o campeonato estadual e conseguiu se manter na elite do futebol brasileiro uma onda de fracassos tomou conta do clube deixando sua torcida cada vez mais descrente de um futuro promissor.
Em todas estas quatro temporadas, esperanças de títulos e acessos rodeadas de incertezas e no final a frustração de mais um ano perdido.
Agora em 2018 se renovam as esperanças por finalmente o clube ter buscado uma gestão profissional para seu futebol, mas ainda prevalecem as incertezas mesmo com contratações pontuais desejadas pelo técnico e atendida pelo comando apesar do orçamento limitado.
Todo esforço em qualquer clube com maior ou menor poderio financeiro depende da bola entrar ou não para definir o sucesso de uma campanha.
O Criciúma está inserido neste contexto e hoje começará sua caminhada pela temporada no futebol brasileiro rodeado de esperanças, mas também com as incertezas naturais de quem necessita resgatar seu passado de glórias com a máxima urgência.
Diferente do que disse o técnico Lisca no final do jogo pelo que vi no Scarpelli ontem à noite o Criciúma poderia ter sido goleado não fosse a atuação espetacular do goleiro Luís.
Posso até entender que o técnico procurou blindar seus jogadores falando que o time jogou bem, teve boa presença no campo do Figueirense, acertou o travessão no minuto final, enfim tentou tirar o foco da péssima atuação do time que sofreu defensivamente pela falta de marcação do meio campo. Foi impotente ofensivamente porque os meias não jogaram nada e estreou o Eltinho totalmente fora de forma que foi inapelavelmente batido pelo Maikon Leite autor do gol.
O Criciúma deu apenas dois chutes ao gol do Figueirense, no primeiro tempo com Dodi da intermediaria que o goleiro desviou para escanteio e a falta cobrada pelo Carlos Eduardo que foi ao travessão. Ah! O Lisca afirmou que o Criciúma poderia ter empatado.
Confesso que esperava um pouco mais mesmo dando o desconto do pequeno tempo de treinamento, da questão física ainda não a ideal e a ausência de alguns contratados que irão acrescentar opções na montagem final do time.
Ao mesmo tempo a presença em campo de sete jogadores que estavam no time o ano passado sugeria no mínimo mais entrosamento e a possiblidade de algumas novas jogadas com os estreantes. Dos quatro que começaram o jogo destaco apenas o zagueiro Sandro que não comprometeu o setor. Wallacer e Siloé jogaram pouco e Eltinho foi o sofreu com a velocidade do Maikon Leite.
Como na temporada passada o Criciúma viveu apenas da atuação do goleiro Luís que fez cinco defesas espetaculares e da expectativa de uma bola parada, a tal “bola bandida”, quer dizer, não trouxe absolutamente nenhuma novidade. Até o Barreto foi o mesmo destemperado de sempre e outra vez expulso pela variedade de ponta pés que distribuiu ao longo dos jogos. É um caso a ser tratado com a devida urgência pela direção de futebol.
Possivelmente as entradas de um Maylson, de um Lucas Coelho, de um João Paulo agreguem mais qualidade e o técnico possa mostrar variações para encontrar os resultados que coloquem o time na busca da classificação.
Por João Nassif
18/01/2018 - 10:55 Atualizado em 23/01/2018 - 11:00
Depois de ter disputado duas Copas do Mundo sem sua força máxima por questões politicas entre Rio de Janeiro e São Paulo, finalmente em 1938 o Brasil enviou o que havia de melhor para o Mundial da França.
Foram convocados os principais jogadores em atividade no país e a seleção pela primeira vez jogar uma semifinal e teve como adversaria a temível Itália campeã da Copa anterior.
O jogo foi cercado de muita polemica com a marcação de um pênalti contra o Brasil que determinou a vitória italiana. A seleção brasileira venceu a Suécia na decisão do terceiro lugar.
Domigos da Guia à esquerda contra a Itália em 1938
O pênalti contra a Itália foi cometido pelo zagueiro Domingos da Guia que depois de alguns anos deu este depoimento sobre o lance.
Por João Nassif
19/01/2018 - 11:01 Atualizado em 23/01/2018 - 11:07
A Alemanha foi para o Mundial de 1994 nos Estados Unidos defender o título conquistado quatro anos antes na Itália.
Os alemães passaram sem dificuldades pela primeira fase, a fase de grupos com vitória sobre a Bolívia e empate frente a Espanha e fecharam o grupo enfrentando a Coréia do Sul no Estádio Cotton Bowl em Dallas.
Seleção da Alemanha em 1994
A vitória sobre os coreanos garantiu o primeiro lugar na chave classificando a seleção alemã para as oitavas de final.
O placar do jogo foi 3x2 e o primeiro gol alemão foi marcado pelo artilheiro Klinsmann, gol que você ouvirá agora na narração de Maurício Torres.
Por João Nassif
20/01/2018 - 11:09 Atualizado em 23/01/2018 - 11:14
No Mundial de 1994 nos Estados Unidos a seleção brasileira enfrentou a Holanda nas quartas de final e venceu por 3x2 no dia 09 de julho.
No dia 10 a Suécia que seria adversaria do Brasil na semifinal venceu a Romênia nos pênaltis por 5x4. No tempo regulamentar a Suécia saiu na frente e levou o empate nos minutos finais.
Seleção da Romênia em 1994
Na prorrogação foi o inverso a Romênia fez primeiro e a Suécia empatou no final fechando o placar em 2x2.
O primeiro gol sueco foi marcado pelo atacante Brolin aos 33 minutos do segundo tempo, gol narrado desta forma por Galvão Bueno da Rede Globo.
Por João Nassif
21/01/2018 - 11:15 Atualizado em 23/01/2018 - 11:21
Em fevereiro de 1981 a seleção brasileira começou a disputa das eliminatórias para a Copa da Espanha no ano seguinte e havia grande preocupação com a partida contra a Bolívia pelos quase 4 mil metros da altitude de La Paz.
A Venezuela era a outra adversaria no grupo do Brasil.
Tive a oportunidade de acompanhar toda a preparação para este jogo, preparação que começou quase um mês antes com um amistoso na Colômbia nos 2.600 metros de Bogotá.
Depois deste amistoso fomos até Caracas onde o Brasil venceu os donos da casa por 1x0.
Da Venezuela fomos ao Equador completar a preparação para La Paz com outro amistoso nos 3.600 metros de Quito.
Sócrates contra a Bolívia em 1981
Finalmente o final da viagem com o jogo contra a Bolívia. Foi difícil pela altitude, mas a seleção brasileira conseguiu a vitória por 2x1.
O primeiro gol brasileiro foi marcado por Sócrates logo aos seis minutos de jogo, gol narrado desta forma por Luciano do Valle.
Por João Nassif
22/01/2018 - 11:22 Atualizado em 23/01/2018 - 11:28
Das 20 edições de Copas do Mundo disputadas até agora, duas tiveram o maior número de gols marcados. Em 1998 na França e em 2014 no Brasil foram marcados 171 gols.
Mas, não são as Copas com a melhor média de gols. Tanto em 1998 como em 2014 foram realizados 64 jogos, portanto a média foi de 2,67 gols/jogo.
Até o Mundial de 1958 na Suécia a média de gols superou a marca de três gols por jogo.
Em 1930 foram 70 gols em 18 jogos, média de 3,89 gols/jogo.
Em 1934 novamente 70 gols, mas em 17 jogos, média de 4,12.
Em 1938, 84 gols em 18 jogos com a média de 4,67 gols/jogo.
Em 1950 foram marcados 88 gols em 22 partidas, média de exatos 4 gols/jogo.
A bola que mais vezes na média foi às redes numa Copa do Mundo
E em 1954 na Suíça aconteceu a Copa com a maior média de gols da história, 5,4 com 140 gols marcados em 26 jogos.
Depois das seis primeiras Copas do Mundo a maior média de gols foi registrada em 1970 no México. Foram marcados 95 gols em 32 jogos com a média de 2,97 gols/jogo.
Desde o anúncio da aposentadoria de Felipe Massa, a Williams ainda não havia anunciado quem faria dupla com Lance Stroll para 2018. Nesta terça-feira o nome foi divulgado, e até que foi uma surpresa.
Começamos essa novela na volta das férias da temporada 2017. Com resultados ruins do brasileiro, a equipe britânica cogitou substituí-lo e preparou uma espécie de vestibular pela sua vaga. Os primeiros nomes na disputa eram o de Paul Di Resta - piloto reserva e que já havia substituído Massa na Hungria – e Robert Kubica - que não pilotava um F1 desde 2011, quando sofrera um acidente de Rali dias antes da estreia da temporada seguinte.
No início tudo apontava que o brasileiro iria seguir no time, já que o britânico não mostrava confiança e o braço direito danificado do polonês assustava. Mas aí veio o GP do Brasil e minutos antes o piloto revelou em um vídeo que estava de saída em definitivo da categoria.
Legenda
De saída da Sauber, o piloto revelado nas categorias de base da Mercedes, Pascal Wehrlein, entrou na briga. Junto com ele, Daniil Kvyat, que fora demitido da Toro Rosso no meio da temporada também vinha forte. O maior problema que afetava ambos era a idade, 23 anos. Como o patrocinador máster da equipe é a Martini, um cidadão com menos de 25 anos não pode fazer propaganda para uma marca de bebidas alcoólicas na Inglaterra. Mas o próprio time de Grove revelou que o caso seria solucionado se contratassem alguém mais jovem.
Depois do GP de Abu Dhabi vieram os testes de pós-temporada. A Williams resolveu testar Kubica pela primeira vez em um carro de 2018, juntamente com o russo Sergey Sirotkin, de 22 anos, piloto reserva da Renault. Depois de 128 voltas, o polonês foi mais veloz e dias depois assinou um contrato com Claire Williams.
Semanas depois, o pai de Lance, o multibilionário Lawrence Stroll, falou que iria reduzir a folha de pagamento e o time britânico precisava agora não mais de apenas um piloto competente, mas com grana. Kubica perdera vaga para Sirotkin e Kvyat, os russos que vinham com um apoio financeiro tremendo, sendo o primeiro oferecendo uma verba de 15 milhões de Euros.
Não houve outra escolha. Ainda no ano passado o nome de Sergey já era dado como certo na imprensa mundial e apenas uma confirmação da equipe era esperada. Depois de quase um mês de silêncio o nome do russo foi revelado, talvez pelo fato de a equipe estar negociando o acordo de idade da patrocinadora com a lei britânica.
Sirotkin não tem um histórico muito bom com as equipes de F1. Em 2014 era quase certo para substituir Hulkenberg na Sauber, mas foi preterido nas vésperas da temporada, entrando Sutil ao seu lugar. Nunca chegou a brigar por títulos na GP2 e foi por dois anos consecutivos reserva da Renault – perdendo espaço para Jolyon Palmer, um grande fiasco na categoria. Agora, se foi uma boa aposta para a Williams, isso só 2018 dirá.
Por João Nassif
23/01/2018 - 08:36 Atualizado em 24/01/2018 - 08:41
Depois da derrota para a Itália na Copa do Mundo de 1982, a CBF demitiu o técnico Telê Santana e colocou em seu lugar Carlos Alberto Parreira que perdeu a Copa América de 1983 e cedeu lugar à Edu Antunes, irmão do Zico.
Edu trabalhou em alguns amistosos em 1984 e no ano seguinte foi substituído por Evaristo de Macedo.
Evaristo de Macedo
Depois de alguns amistosos e duas derrotas numa excursão da seleção brasileira à Colômbia e Chile Evaristo foi demitido e o então presidente da CBF, Giulite Coutinho, às vésperas das eliminatórias para o mundial de 1986 chamou de volta o técnico Telê Santana.
Sob o comando de Telê a seleção brasileira venceu seus dois jogos fora de casa contra Bolívia e Paraguai e jogando no Brasil conseguiu se classificar apesar de ter empatado contra os mesmos adversários.
Em Assunção o Brasil venceu por 2x0 gols de Casagrande e Zico.
O gol do Galinho foi uma pintura e narrado desta forma por Galvão Bueno da Rede Globo.
Islândia e Panamá são as duas seleções que estrearão em Copas do Mundo agora em 2018.
A Islândia disputou rodada após rodada com a Croácia que ficou em segundo numa chave que teve também as presenças da Ucrânia, Turquia, Finlândia e Kosovo que participou pela primeira vez das eliminatórias europeias.
Seleção da Islândia
A Islândia terminou a classificação com 22 pontos venceu sete jogos, empatou somente uma vez e foi derrotada em duas partidas.
Panamá representante da CONCACAF-Confederação da América do Norte, Central e do Caribe entrou apenas na quarta fase das eliminatórias ficando em segundo lugar numa chave que teve a Costa Rica em primeiro e pelo regulamento o terceiro colocado Haiti e o quarto a Jamaica foram eliminados.
Seleção do Panamá
Na quinta fase foi formado um único grupo composto do México, Honduras, Estado Unidos e Trinidad e Tobago, além de Costa Rica e Panamá onde os três primeiros se classificaram diretamente par o Mundial da Rússia.
Depois de jogarem todos contra todos Panamá ficou na terceira colocação, atrás do México campeão do grupo e da Costa Rica que foi a segunda colocada.
Por João Nassif
24/01/2018 - 09:54 Atualizado em 24/01/2018 - 09:55
O diretor executivo de futebol do Criciúma foi contratado pelo Vasco da Gama.
A indicação foi do Rodrigo Caetano, hoje no Flamengo que havia sido sondado pelo time da Cruz de Malta, mas não aceitou e sugeriu ao novo presidente vascaíno o nome do Newton “Chumbinho” Drumond.
Por João Nassif
24/01/2018 - 12:00 Atualizado em 24/01/2018 - 17:27
Não surpreende a saída do Newton Drummond da direção de futebol do Criciúma.
Profissional competente e de ótimo relacionamento no mercado, além de ser gestor de alto nível que o cargo exige.
Newton Drummond
Veio par o Criciúma no final da temporada passada sabendo das várias limitações financeiras que impedem o exercício da atividade com mais qualidade. Isto inclui contratações de jogadores e até a montagem de uma estrutura profissional nos vários departamentos que hoje o futebol exige.
Levando também em conta o salário que deve estar em consonância com a carestia que vive o clube, no Vasco certamente a remuneração será muito maior e com competições de visibilidade na temporada.
Reposição? Em princípio Emerson Almeida volta a ser o homem forte do futebol, até que um novo profissional seja contratado.
E assim caminha o Criciúma. Sem dinheiro, sem projeto vivendo de esperança e das incertezas que se estabeleceram no Heriberto Hülse há muito tempo. ¬¬¬
Pode parecer paradoxal, mas o resultado do jogo Criciúma e Chapecoense tem que ser comemorado por todos no Heriberto Hülse e pela torcida do Tigre.
Se empatar em casa nunca é bom o jogo deixou boas perspectivas para o futuro, além do adversário ter sido a poderosa Chapecoense favorita ao título e hoje o grande time de Santa Catarina.
O técnico Lisca promoveu a entrada de quatro garotos puxados da base e todos se comportaram como gente grande, não sentiram a pressão que seria natural pela experiência e pelo adversário e mostraram potencial para evolução e até mesmo para a titularidade.
O volante Jean Mangabeira que foi o melhor da partida. Christian, zagueiro, foi colocado na lateral direita. Caio na segunda linha pela direita foi o mais discreto, mas nada que não permita continuidade e finalmente o lateral Chico que já havia jogado no domingo.
Jean Mangabeira (Foto: Difusora AM910)
São ativos do clube que devem ter feito o presidente Jaime Dal Farra comemorar bastante a possibilidade de buscar reforço de caixa num futuro não muito distante.
O presidente tem que encontrar uma forma de fazer o Criciúma viver com suas próprias pernas e não ficar implorando ajuda de empresários para fazer um time competitivo e viabilizar um possível título estadual e um eventual acesso no final da temporada.
Com esta garotada que está no clube e com o comando do técnico Lisca o Criciúma pode montar um time forte que deverá trazer os torcedores de volta ao estádio.
Time de qualidade representa mais sócios e assim mais receita. Se abrir mais o cofre para potencializar o orçamento trará mais qualidade ao plantel e o retorno será inevitável.
E tem mais, que os departamentos comercial e marketing trabalhem com mais eficiência. É assim que funciona.
Por João Nassif
25/01/2018 - 11:30 Atualizado em 26/01/2018 - 11:33
Sem considerarmos os dois primeiros Mundiais em 1930 e 1934 a Copa do Mundo de 2006 na Alemanha foi a que apresentou o maior número de seleções que pela primeira vez participaram do evento.
Todos em 1930 eram estreantes em Mundiais, em 1934 outras 10 seleções jogaram a Copa primeira vez e em 2006 foram oito as seleções que debutaram na competição.
Seleção da República Tcheca em 2006
Uma delas foi a República Tcheca que surgiu pela divisão da antiga Tchecoslováquia. A outra foi a Sérvia e Montenegro que se tornou república pela desintegração da Iugoslávia. Montenegro que ainda em 2006 separou-se da Sérvia.
Além destas duas seleções outras quatro se classificaram pela primeira vez oriundas das eliminatórias africanas: Angola, Gana, Costa do Marfim e Togo.
Finalmente para completar o grupo das oito seleções calouras em Copas do Mundo tivemos a Ucrânia pertencente à UEFA, União Europeia de Futebol e Trinidad e Tobago filiada à CONCACAF, Confederação da América do Norte, Central e do Caribe.
Nos primórdios da Copa do Mundo era comum vários países se inscreverem para a disputa das eliminatórias com muitos desistindo de participar facilitando a classificação daqueles que consideravam o torneio importante para a disseminação do futebol.
Para o Mundial de 1938 foram inscritos 37 países que disputaram 14 vagas, pois pela primeira vez o campeão da Copa anterior estava automaticamente classificado.
Seleção de Cuba em 1938
Portanto a Itália vencedora em 1934 e a França país sede não disputaram as eliminatórias.
Com a desistência Espanha envolvida na sua guerra civil os 34 países restantes foram divididos em 12 grupos baseados em considerações geográficas.
A Europa ficou com 11 vagas disputadas por 23 seleções incluindo Egito e Palestina.
América do Sul com uma vaga disputada por duas seleções.
América do Norte, Central e Caribe com uma vaga disputada por sete seleções, incluindo a Colômbia.
E finalmente a Ásia que ficou com uma vaga disputada por duas seleções.
Duas seleções em 1938 participaram de uma Copa do Mundo apenas uma vez na história. Cuba que ficou com a vaga da América do Norte e as Índias Holandesas com a vaga da Ásia. Estas duas seleções não precisaram disputar um único jogo das eliminatórias pela desistência dos demais países.
Por João Nassif
28/01/2018 - 14:11 Atualizado em 28/01/2018 - 19:07
Os políticos brasileiros que parecem não têm nada por fazer ficam fabricando leis que não modificam em nada a situação dos cidadãos.
Inclusive se infiltram no esporte e principalmente no futebol querendo enfiar goela abaixo dos torcedores algo que não ajudam os eventos em absolutamente nada.
Um projeto de lei do senador Cristóvão Buarque que eu esperava fosse mais atuante contra a corrupção, modus operandi de muitos de seus pares, obriga a execução do Hino Nacional eventos esportivos oficiais teve seu texto final aprovado em dezembro de 2016.
A relatora do projeto foi a senadora Ana Amélia Lemos que afirmou que a execução do hino na abertura dos eventos esportivos despertará um sentimento de nacionalidade nas pessoas. Pura balela de quem poderia fazer melhor para o bem das pessoas.
O Hino está sendo desrespeitado desde quando a lei entrou em vigor. Em cada estádio se toca de um jeito, às vezes orquestrado, outras cantado por artistas da moda, até com gaita e violão, enfim cada qual da forma como bem entende o mandante do espetáculo. E o povo nem aí, ouvimos enquanto o Hino está sendo tocado as torcidas cantando seus gritos de guerra, vaias, enfim todo tipo de manifestação e em nenhum momento o respeito à um dos símbolos da Pátria.
E nas variantes da lei, alguns absurdos. Em alguns estados é obrigatório a execução do Hino Estadual, e o absurdo em São Paulo quando obrigatoriamente o Hino Nacional é tocado orquestrado nas suas duas partes.
Esta lei estúpida não serviu para despertar o tal sentimento de nacionalidade e virou um pesadelo para os jogadores que são obrigados a ficar por minutos perfilados e estáticos diminuindo toda adrenalina acumulada na preparação para os jogos.
Bom seria se os senadores e deputados parassem com a ladroagem e fizessem leis que melhorariam a vida dos brasileiros.
Por João Nassif
27/01/2018 - 14:17 Atualizado em 28/01/2018 - 14:20
A seleção de Cuba participou uma única vez de uma Copa do Mundo.
Com a divisão das seleções para a disputa das eliminatórias por critérios geográficos, a América do Norte, Central e Caribe teve apenas Cuba presente no Mundial de 1938 na França.
França na Copa de 1938
O grupo 11 das eliminatórias foi formado com Estados Unidos, México, Costa Rica, El Salvador, Guianas Holandesas, Cuba e Colômbia que pela proximidade foi incluída neste grupo.
Todas desistiram das eliminatórias à exceção de Cuba que foi para seu primeiro e único Mundial da história.
As 16 seleções foram divididas em oito chaves e Cuba teve como adversaria a Romênia. As duas seleções empataram em 3x3 sendo necessário um jogo desempate. Cuba venceu por 2x1 e se classificou para a segunda fase.
Nas quartas de final enfrentou a Suécia e foi massacrada por 8x0.
Em toda sua história Cuba disputou 68 jogos pelas eliminatórias com 20 vitórias, 19 empates e 29 derrotas. Marcou 85 gols e sofreu 102.
Natural de Ribeirão Preto, o jornalista esportivo, comentarista e escritor João Nassif Filho trabalha há mais 50 anos com o futebol. Começou na Rádio Clube Jacareí, passou pela Rádio Gaúcha de Porto Alegre e hoje está na Rádio Som Maior FM de Criciúma. Trabalhou também na TV Gaúcha de Porto Alegre, RCE TV Criciúma e na TV Litoral Sul de Criciúma. Foi colunista do Jornal da Manhã e Jornal A Tribuna de Criciúma. Publicou o Almanaque do Criciúma (1986), o Almanaque das Copas (2013) e Fio do Bigode (2014).Conheça outros Blogs