Por João Nassif
26/03/2018 - 22:59 Atualizado em 27/03/2018 - 07:02
A Nigéria é uma das seleções africanas que mais esteve presente em Copas do Mundo. Participou de cinco das últimas seis edições do torneio.
A estreia dos nigerianos em Mundiais foi fulminante quando venceram a Bulgária por 3x0 e a Grécia por 2x0 na primeira fase da Copa realizada nos Estados Unidos em 1994. Apesar da derrota para a Argentina a Nigéria se classificou para as oitavas de final quando foi eliminada pela Itália por 2x1.
Desde 1994 a Nigéria somente não conseguiu classificação para a Copa de 2006 na Alemanha.
Seleção da Nigéria na Rússia-2018
Nos cinco mundiais em que esteve presente a Nigéria disputou 18 jogos, dos quais venceu cinco, empatou três e foi derrotada 10 vezes, marcando 20 gols e sofrendo 26.
Por eliminatórias africanas a Nigéria disputou 104 partidas com 58 vitórias, 30 empates e 16 derrotas. Marcou 178 gols e sofreu 79.
No Mundial na Rússia a Nigéria estará no Grupo D onde enfrentará Argentina, Islândia e Croácia.
Assim como a Islândia, o Panamá fará na Rússia sua primeira participação em Campeonatos Mundiais.
Conseguiu este feito por ter sido o terceiro colocado no hexagonal final das eliminatórias da CONCACAF. Foi um feito extraordinário, pois obteve classificação superior à seleção dos Estados Unidos de muito mais tradição em Copas do Mundo.
Seleção do Panamá no Mundial-2018
À frente do Panamá nas eliminatórias somente o México e a Costa Rica.
A seleção panamenha disputa as eliminatórias desde 1978 e em toda sua história realizou 94 jogos conseguindo 27 vitórias, empatando 22 vezes e perdendo outras 45 partidas. Nestes jogos a seleção do Panamá marcou 104 gols e sofreu 157.
O Panamá estará na Rússia no Grupo G ao lado da Bélgica, Tunísia e Inglaterra.
Enquanto a maioria das seleções estão usando esta data FIFA, a última antes do início da Copa, para fazer seus últimos testes pré-mundial, a seleção brasileira já tem o time titular definido e apenas está fortalecendo o conjunto para quem sabe confirmar o favoritismo e alcançar seu sexto título.
Ainda sem Neymar seu titular sem contestações, o técnico Tite tem mantido seu time base que sofreu pouquíssimas alterações desde a metade das eliminatórias que classificaram a seleção com larga vantagem e antecedência sobre as demais do continente.
blog do Toninho
O jogo de hoje contra a Alemanha servirá como teste definitivo, pois será a única seleção de grande porte que o Brasil irá enfrentar antes de chegar à Rússia, mesmo que os alemães joguem sem vários titulares. Depois já na reta final da preparação a seleção fará dois amistosos contra Croácia e Áustria.
Com o time titular definido e com algumas dúvidas apenas na complementação do grupo final que será inscrito para o Mundial, o técnico Tite está em busca da consolidação de uma trajetória altamente positiva no comando da seleção. Até agora o Brasil jogou 17 vezes sob o comando do técnico, entre jogos pelas eliminatórias ao Mundial e amistosos. Venceu 13, empatou três e sofreu apenas uma derrota para a Argentina num amistoso na Austrália.
Poderíamos estar assistindo nesta terça-feira uma hipotética semifinal da Copa do Mundo, pois além de Alemanha e Brasil, Espanha e Argentina farão outro jogo amistoso que envolverá duas seleções com potencial para levantar a taça em Moscou no dia 15 de julho.
Ainda falta a rodada final para que tenhamos a posição definitiva dos 10 times que disputam o campeonato catarinense. Apenas um deles, Figueirense x Concórdia, serve apenas para cumprimento de tabela. Os demais têm apelo na luta contra o rebaixamento e para a decisão do terceiro lugar que sem muito valor, motiva os candidatos para vislumbrar uma boa participação no campeonato brasileiro que se aproxima. Senão vejamos.
Ainda não estão livres do rebaixamento Hercílio Luz e Internacional. O Hercílio visita o Criciúma e o Internacional jogará em Brusque. A parada é mais dura para o Hercílio, pois o Brusque irá apenas cumprir tabela e o Criciúma ainda pleiteia o terceiro lugar.
Hercílio Luz e Internacional na luta contra o rebaixamento (Foto: Nilton Wolff)
A briga pela terceira posição será disputada gol a gol, pois o saldo poderá definir o vencedor desta luta. Joinville, Tubarão, Avaí e Criciúma são os candidatos.
Tubarão e Joinville farão confronto direto, enquanto o Avaí receberá a Chapecoense e o Criciúma enfrentará o Hercílio com a corda amarrada no pescoço.
MEUS PALPITES: O Tubarão será o terceiro colocado com o Criciúma na quarta colocação. O Hercílio Luz será rebaixado.
Mas, o mais incrível neste campeonato não é a Chapecoense de melhor campanha, nem o Tubarão por ter um projeto consistente e profissional, mas o Criciúma que protagonizou uma das maiores surpresas dos últimos anos. Sempre favorito quando se fala em campeonato catarinense, brigou que brigou para não ser rebaixado até a antepenúltima rodada e no final poderá ser o terceiro colocado.
Antiga GP2, a principal categoria de acesso à Formula 1 vai dar a largada no próximo final de semana no Bahrein, e a maioria das equipes já confirmaram seus pilotos. Diferente da F1, as equipes têm os mesmos chassis Dallara F2 2018 com motor V6 turbo, então não há carros melhores que outros, e isso ajuda a ter mais igualdade no esporte. Vejamos as equipes confirmadas:
Russian Time
A atual campeã vem forte para essa temporada com um piloto já experiente na categoria e jovem piloto promissor. 01 Artem Markelov – Em seu quinto ano na categoria, o jovem russo de 23 anos foi vice-campeão em 2017 e é piloto de desenvolvimento da Renault. É um candidato forte ao título e pode traçar o mesmo destino de Sergey Sirotkin, hoje na Williams: tem investimento e tem contato, então pode conseguir vaga na F1 no futuro. 02 Tadasuke Makino – Japonês de 20 anos, tem resultados bons nas Formulas 3 e 4 japonesas, mas não teve um ano muito bom na F3 Europeia ano passado. É uma aposta da equipe russa.
Russian Time
Prema
Equipe que revelou os prodígios Pierre Gasly e Antonio Giovinazzi para a F1 em 2016 e Charles Leclerc em 2017, vem para mais um ano forte para brigar pelo título. 03 Sean Gelael – O indonésio de 21 anos não teve resultados muito significativos na categoria até agora. Foram três temporadas sendo a melhor posição um 15º lugar em 2016 e 2017. Acredito que por estar em uma equipe de mais renome, pode tender a fazer uma boa temporada, só depende dele. E outra coisa: foi piloto de testes da Toro Rosso ano passado, pode ter alguma carta na manga. 04 Nyck de Vries – Holandês de 23 anos, é piloto de desenvolvimento da McLaren desde 2010 e foi bem em todas as categorias que disputou, sendo campeão da F-Renault 2.0 em 2014 e terceiro lugar F-Renault 3.5 em 2015. Em 2016 fez uma boa temporada na GP3 e conseguiu o 7º lugar na F2 em 2017, obtendo uma vitória na temporada. É o piloto com melhor potencial para levar a equipe italiana de volta ao topo esse ano.
Prema
DAMS
A lendária equipe francesa multicampeã de categorias de acesso, famosa por revelar nomes como Romain Grosjean e Olivier Panis, vem para essa temporada com dois nomes de peso na categoria, se forem confirmados. 05 ??? – Essa vaga ainda não está confirmada, mas o nome mais provável é o de Alexander Albon, que correu com o carro nos testes de pré-temporada. O tailandês de 22 anos fez uma belíssima temporada na GP3 de 2016, pendendo apenas para Leclerc e ganhando da promessa Antonio Fuoco, que é piloto de desenvolvimento da Ferrari. Em uma equipe de peso, o piloto pode vir a fazer sua melhor temporada na carreira, depois de uma temporada meia boca na ART. 06 Nicholas Latifi – O canadense de 22 anos já tem uma boa bagagem na categoria, com 4 temporadas realizadas e um quinto colocado em 2017 na mesma DAMS. Também é piloto reserva da Force India, uma boa aposta dos franceses.
DAMS
ART Grand Prix
A ART vem para essa temporada com a dupla mais forte de todas, a mais favorita para levar o campeonato de equipes. Pilotos estreantes, mas com uma bagagem vitoriosa nas costas. 07 Jack Aitken – É o piloto reserva da Renault para esse ano, depois da ida de Sirotkin para a Williams, e fez desempenhos espetaculares em categorias anteriores, como o título da F-Renault 2.0 em 2015 e o vice-campeonato da GP3 em 2017. Um dos principais nomes na briga pelo título. 08 George Russell – Piloto de desenvolvimento da Mercedes, é um dos grandes nomes para o futuro da F1. Com apenas 20 anos já foi segundo colocado no Masters de Formula 3 – a principal corrida para jovens pilotos que é realizado anualmente – em 2015, 3º na F3 Europeia em 2016 e campeão da GP3 em 2017. É favoritaço a levantar o caneco esse ano.
ART Grand Prix
MP Motorsport
A equipe holandesa que revelou Sergio Sette Camara ano passado vem para mais uma temporada apenas como franco-atirador. Vamos ver o que se espera deles. 09 ??? – Nada confirmado ainda nesta vaga, mas o experiente Roberto Merhi, que já correu na F1, é o nome mais cotado, inclusive fez testes de pré-temporada na equipe. Se for confirmado, será o piloto mais velho do grid. 10 Ralph Boschung – O jovem suíço de 20 anos não tem lá grandes feitos em outras categorias e foi 19º na F2 do ano passado.
MP Motorsport
Arden
Com o forte patrocínio da BWT, a mesma da Force India, os britânicos vêm mais confiantes para esse ano, com duas jovens promessas que podem fazer a diferença. 11 Maximilian Günther – O alemão de 20 anos teve desempenhos excelentes nas categorias que passou, obtendo um segundo e terceiro lugar na F3 Europeia em 2016 e 2017, respectivamente. Vai brigar pelo título com certeza esse ano. 12 Nirei Fukuzimi – O ousado japonês incomodou demais Leclerc e companhia na temporada 2016 da GP3 e ficou em terceiro no ano passado. Agora vai começar a incomodar na F2.
Arden
Campos Racing
Com um piloto experiente na categoria e um estreante, a equipe espanhola vem para fazer uma temporada melhor que o ano passado. 14 Luca Ghiotto – O promissor italiano de 23 anos é talvez o piloto que tem a evolução mais constante da categoria. Foi 8º com a Trident em seu ano de estreia e quarto na temporada passada. Se continuar nesse crescimento, é candidato forte ao título esse ano. 15 Roy Nissany – O israelita de 23 anos não tem uma bagagem nada vitoriosa, seu desempenho na Formula V8 3.5 foi o principal motivo de conseguir a vaga.
Campos Racing
Trident
Vindo como uma equipe de desenvolvimento da Haas, os italianos chegam para essa temporada com dois novatos. 16 Arjun Maini – O indiano de 20 anos tem resultados nada agradáveis na GP3 e F3 Europeia, mas é piloto júnior da Haas. Deve ter algum porquê de estar aí. 17 Santino Ferrucci – Piloto de testes da Haas desde 2016, o ítalo-americano já correu algumas provas de F2 ano passado e não apresentou grandes resultados. Vamos ver o que esse jovem de 19 anos pode mostrar em uma temporada inteira.
Trident
Carlin
Outra favoritaça ao título de equipes, licenciou-se na temporada passada para se dedicar a F3 Europeia e volta com tudo para esse ano. É outra equipe que também tem história na categoria. 18 Sérgio Sette Camara – Único brasileiro do grid, Sérgio vai ter a experiência mais importante da sua carreira, tendo um companheiro de equipe e rival difícil de bater. Tem dois pódios no Master de Formula 3 e uma quase vitória no Grande Prêmio de Macau – outra corrida importante de Formula 3 – de 2017. 19 Lando Norris – O britânico de apenas 18 anos é, ao lado de George Russell, o principal candidato ao título da temporada. Foi nomeado no início do ano como piloto reserva da McLaren e ameaça a vaga de Stoffel Vandoorne na equipe principal. É o atual campeão da F3 Europeia e segundo colocado no GP de Macau.
Carlin
Charouz
Estreante na categoria, a equipe da República Tcheca vem para essa temporada com duas promessas que decepcionaram na temporada passada. 20 Louis Delétraz – Vice-Campeão da F-Renault 2.0 em 2015 e também vice na F-V8 3.5 em 2016, o suíço de 20 anos estreou na F2 fazendo apenas o 17º lugar no campeonato. É esperado uma melhora dele na nova equipe. 21 Antonio Fuoco – Um dos destaques da GP3 em 2016, foi um fracasso em sua primeira temporada de F2, em que se era esperado que andasse junto com seu companheiro Charles Leclerc. Ainda é piloto júnior da Ferrari, mas está com a corda no pescoço. Mais uma temporada ruim e adeus investimento de uma das equipes mais poderosas da principal categoria.
Se tem alguém que pode comemorar o quarto lugar do Criciúma no campeonato catarinense, este alguém é o técnico Argel Fucks. Não é a diretoria, nem os jogadores e muito menos a torcida acostumada a grandes conquistas que viu este ano um time esfacelado que somente na antepenúltima rodada escapou do rebaixamento. Possivelmente alguns jogadores que a mando do técnico reforçaram o time no returno que podem dizer que cumpriram com seu dever.
Depois de alcançado o objetivo vem a modéstia, Argel dividiu com todos o fato de ter salvado o clube do vexame maior, mas ao mesmo tempo fez questão de frisar reiteradas vezes que quando chegou encontrou um time bagunçado e que com ele encontrou a fórmula certa para o reencontro com as vitórias necessárias para mudar o curso da campanha. Quer dizer, se não viesse o descenso poderia se concretizar.
Argel Fucks (Foto: João Lucas Cardoso)
Não tirando o mérito, pois o time realmente não conseguia vencer na era pré-Argel, as vitórias no returno foram contra times rebaixados, Concórdia e Internacional (em casa e de virada), Hercílio Luz que escapou da degola somente na rodada final e contra Avaí e Joinville que não almejavam mais nada no campeonato.
Na coletiva depois da quarta vitória seguida ficou claro que o Argel é o faz tudo no clube, não só no departamento de futebol como afirmou o demitido Beto Ferreira na entrevista dada no sábado à Som Maior. Foi dando ensinamentos à imprensa, conclamou a torcida se fazer presente no campeonato brasileiro e quase que obrigou os torcedores se associarem para trazer recursos ao clube para futuras contratações. Nem o departamento de marketing tem sido tão eficiente na mobilização para aumentar o público no Heriberto Hülse.
Enfim, este é o estilo Argel Fucks que tem todo respaldo e respeito dos torcedores e da imprensa que clamavam pela sua contratação. Justificou a que veio e fica a expectativa pelo campeonato brasileiro, muito mais qualificado e exigente. E saber se o que o clube projeta em termos de reforços com orçamento limitado será suficiente para fazer uma campanha de melhor rendimento comparando com o que vimos até agora.
Por João Nassif
28/03/2018 - 15:01 Atualizado em 02/04/2018 - 15:06
Depois de 36 anos o Peru volta a disputar uma Copa do Mundo. Estará na Rússia este ano depois de conseguir classificação vencendo na repescagem internacional a Nova Zelândia representante da Oceania. O primeiro jogo em Wellington terminou em 0x0 e na volta a seleção peruana venceu em Lima por 2x0.
A última participação do Peru havia sido em 1982 na Espanha quando foi eliminada na primeira fase.
A seleção peruana ficou marcada na história por ter sido goleada por 6x0 pela Argentina no Mundial de 1978, resultado que permitiu aos donos da casa disputar a final e conquistar sua primeira Copa do Mundo.
Seleção peruana que derrotou a Nova Zelândia
Antes o Peru havia participado do primeiro Mundial em 1930 no Uruguai e em 1970 no México.
Nas quatro Copas que disputou o Peru realizou 15 jogos com quatro vitórias, três empates e oito derrotas. Marcou 19 gols e sofreu 31.
Por eliminatórias o Peru jogou 149 vezes, venceu 43, empatou 37 e perdeu 69. Marcou 164 gols e sofreu 211.
Na Rússia o Peru estará no Grupo C com a França, Austrália e Dinamarca.
Por João Nassif
29/03/2018 - 15:08 Atualizado em 02/04/2018 - 15:12
A Polônia fez um jogo histórico em sua primeira Copa do Mundo no já distante 1938, torneio que teve a França como sede. A partida foi contra a seleção brasileira e os poloneses foram derrotados por 6x5 na prorrogação, depois de empate em 4x4 nos 90 minutos.
A Polônia retornou aos Mundiais somente em 1974 na Alemanha Ocidental quando derrotou a seleção brasileira por 1x0 na decisão do terceiro lugar, o mesmo terceiro lugar que foi conquistado em 1982 na Espanha vencendo a França por 3x2.
Entre estes terceiros lugares a Polônia disputou a Copa de 1978 na Argentina sendo eliminada na segunda fase. Foi ao México em 1986 e perdeu para a seleção brasileira por 4x0 nas oitavas de final.
Depois, somente em 2002 a Polônia retornaria às Copas na Coréia do Sul e Japão e também jogaria em 2006 novamente na Alemanha. Em ambas foi eliminada na primeira fase.
Lewandowski artiheiro polonês na Rússia-2018
Portanto, a Polônia disputou sete Copas do Mundo jogou 31 vezes, venceu 15, empatou 5 e foi derrotada em 11 partidas. Marcou um total de 44 gols e sofreu 40.
Por eliminatórias a Polônia participou de 116 jogos com 60 vitórias, 31 empates e 35 derrotas. Marcou 228 gols e sofreu 141.
Na Rússia a Polônia disputará a primeira fase no Grupo H tendo como adversários Senegal, Colômbia e Japão.
Por João Nassif
30/03/2018 - 15:14 Atualizado em 02/04/2018 - 15:17
Portugal participou pela primeira vez de uma Copa do Mundo em 1966 na Inglaterra quando conseguiu a terceira posição. Depois de vencer na primeira fase a Hungria, Bulgária e Brasil, eliminou a Coréia do Sul nas quartas de final e foi derrotado pelos donos da casa nas semifinais.
Foi para a decisão do terceiro lugar e saiu vitorioso com um 2x1 sobre a União Soviética.
Portugal voltaria aos Mundiais em 1986 no México. Foi eliminado ainda na primeira fase, o mesmo acontecendo em 2002 na Coréia do Sul e Japão.
Atletas da seleção portuguesa na Rússia-2018
A partir deste Mundial Portugal conseguiu classificação em todas as Copas seguintes e sua melhor participação foi em 2006 na Alemanha quando foi novamente terceiro colocado derrotado pelos donos da casa por 3x1. O técnico de Portugal na Copa da Alemanha era Luiz Felipe Scolari.
Nos seis Mundiais que já disputou Portugal realizou 26 jogos com 13 vitórias, quatro empates e nove derrotas. Anotou 43 gols a favor e 29 contra.
Por eliminatórias Portugal disputou 139 jogos, venceu 77, empatou 33 e perdeu 29. Marcou 262 gols e sofreu 139.
No Mundial-2018 na Rússia Portugal estará na chave com a Espanha, Marrocos e Irã.
Por João Nassif
31/03/2018 - 06:33 Atualizado em 03/04/2018 - 06:35
Pelo fato de sediar a 21ª Copa do Mundo a seleção russa não precisou disputar as eliminatórias. O país sede fica fora da disputa por vagas, não pode correr risco de não se classificar.
Como é norma da FIFA a seleção que promover o torneio, independentemente de sua posição no ranking da entidade fica definida como cabeça de chave e incluída no Grupo A do Mundial.
Feito o sorteio além da Rússia as seleções da Arábia Saudita, Egito e Uruguai também fazem parte do Grupo A.
Seleção russa que jogará o Mundial em casa
A história da Rússia em Mundiais de Futebol é pequena com apenas três participações sendo a primeira em 1994 nos Estados Unidos. Apesar de eliminada na primeira fase venceu a seleção de Camarões por 6x1 e neste jogo seu atacante Salenko que marcou cinco gols e detém até hoje o recorde individual de gols em uma única partida de Copa do Mundo.
Depois de 1994 a Rússia disputou os Mundiais de 2002 na Coréia do Sul e Japão e a de 2014 aqui no Brasil sendo eliminadas em ambas na primeira fase.
No total das três participações a Rússia jogou nove vezes com duas vitórias, dois empates e cinco derrotas. Marcou 13 gols e sofreu também 12.
Por eliminatórias a Rússia disputou 62 jogos obtendo 38 vitórias, 14 empates e sofrendo 10 derrotas. Marcou 117 gols e sofreu 41.
Por João Nassif
01/04/2018 - 06:36 Atualizado em 03/04/2018 - 06:39
Nesta retrospectiva para o Mundial-2018 venho refazendo a história de todas as seleções que já participaram de uma Copa do Mundo.
Hoje vou destacar a seleção de Senegal que esteve apenas uma vez num Mundial, em 2002 na Coréia do Sul e Japão.
Foi uma grande surpresa os senegaleses numa Copa do Mundo, primeiro pela classificação, pois eliminou seleções de maior tradição como Marrocos, Egito e Argélia e segundo por ter eliminando Uruguai e França na primeira fase do Mundial de 2002.
Seleção de Senegal
Nas oitavas eliminou a Suécia com vitória por 2x1. Saiu da Copa somente nas quartas de final quando perdeu para a Turquia por 1x0.
Na única Copa em que esteve presente Senegal disputou cinco jogos com duas vitórias, dois empates e apenas uma derrota. Marcou sete gols e sofreu seis.
Em eliminatórias, Senegal disputou 55 jogos dos quais venceu 21, empatou 19 e perdeu 15. Marcou 75 gols e sofreu 51.
Na Rússia Senegal está no Grupo H com Polônia, Colômbia e Japão.
Por João Nassif
02/04/2018 - 06:40 Atualizado em 03/04/2018 - 06:43
A desintegração da República da Iugoslávia permitiu surgirem vários países que se tornaram independentes respeitando suas etnias.
Um deles foi a Sérvia que a FIFA, para efeitos estatísticos é a sucessora da Iugoslávia.
A Iugoslávia disputou nove Copas do Mundo até 1998 na França. Disputou 37 jogos com 16 vitórias, oito empates e 13 derrotas, marcando 60 gols e sofrendo 46.
Seleção da Sérvia
A Sérvia irá à Rússia para seu segundo Mundial. O único até agora foi em 2010 na África quando caiu na primeira fase apesar de ter vencido a Alemanha por 1x0.
Portanto, a Sérvia tem apenas três jogos em Copas do Mundo, com uma vitória e duas derrotas. Marcou dois gols e sofreu três.
Por eliminatórias a Sérvia disputou 30 jogos com 17 vitórias, seis empates e sete derrotas. Marcou 60 gols e sofreu 29.
Na Rússia a Sérvia jogará contra o Brasil, a Suíça e a Costa Rica.
A Suécia, seleção que também estará na Rússia este ano para a disputa da Copa do Mundo é nosso assunto de hoje nesta retrospectiva para o início do Mundial.
Os suecos estiveram presentes em 11 Copas do Mundo e em apenas uma oportunidade disputou a partida final, justamente quando foi sede em 1958. Foram derrotados pela seleção brasileira por 5x2.
Depois de 1958 o mais longe que a Suécia chegou num Mundial foi em 1994 nos Estados Unidos. Foi novamente eliminada pela seleção brasileira na semifinal.
Seleção da Suécia
Nas 11 Copas que disputou a Suécia realizou 46 jogos obtendo 16 vitórias, 13 empates e sofrendo 17 derrotas. Seu ataque marcou 74 gols e a defesa sofreu 69.
Por eliminatórias a Suécia disputou 131 jogos com 80 vitórias, 21 empates e 30 derrotas. Marcou 273 gols e sofreu 121.
Na Copa de 2018 a Suécia fará parte do grupo F com Alemanha, México e Coréia do Sul.
Por João Nassif
04/04/2018 - 18:15 Atualizado em 04/04/2018 - 18:15
Uma das seleções que irá participar do Mundial este ano é a Suíça, destaque de hoje na retrospectiva que faço neste espaço.
A seleção suíça disputou 10 Copas do Mundo com campanhas sem destaque e apenas três vezes conseguiu alcançar a segunda fase do Mundial.
A primeira foi em 1994 nos Estados Unidos quando foi eliminada nas oitavas de final pela Espanha com a derrota por 3x0. A segunda foi em 2006 na Alemanha, eliminada pela Ucrânia nos pênaltis depois de empate em 0x0.
E a terceira foi aqui no Brasil na última Copa do Mundo em 2014 quando foi eliminada pela Argentina.
Seleção da Suíça
Na Rússia em 2018 a Suíça irá enfrentar na primeira fase o Brasil, a Costa Rica e a Sérvia.
Nas 10 Copas que disputou a Suíça realizou 33 jogos com 11 vitórias, seis empates e 16 derrotas. Marcou 45 gols e sofreu 59.
Por eliminatórias a Suíça disputou 132 jogos dos quais venceu 64, empatou 33 e foi derrotada 35 vezes. Marcou 205 gols e sofreu 146.
A Suíça participou do jogo com maior número de gols em toda história das Copa do Mundo. Foi derrotada pela Áustria por 7x5 em 1954 jogando na própria casa.
Por João Nassif
08/04/2018 - 19:22 Atualizado em 08/04/2018 - 19:33
Thiago Ávila *
A Formula 2, antes GP2 e há muito tempo chamada de Formula 3000 e Europeu de F2, é a principal categoria de acesso à F1. Categoria essa que revelou diversos campeões mundiais como Emerson Fittipaldi, Niki Lauda, Keke Rosberg, Fernando Alonso, Nico Rosberg e Lewis Hamilton. Nesse final de semana foi dada a largada para a temporada 2018 da aclamada competição.
Como dito no texto da semana passada, os pilotos Lando Norris, que compete pela Carlin, e George Russell, da ART Grand Prix, são os principais candidatos na briga pelo título da temporada, e corresponderam ao fazer os dois melhores tempos na sexta-feira.
Mas, na corrida dois outros nomes se destacaram: o do brasileiro Sérgio Sette Camara e do russo Artem Markelov. O primeiro largou em sexto e pulou para segundo na largada, que teve George Russell com problemas fazendo fumaça. Norris era o primeiro, seguido de Sérgio, de Vries e Alexander Albon.
Artem Markelov - destaque do final de semana na F2
Já Markelov, que tinha feito apenas o 17º tempo na sexta-feira, não conseguiu alinhar o carro na volta de apresentação e teve que largar dos boxes. Já na terceira volta, o russo era 12º e foi ultrapassando um por um até chegar nos cinco primeiros.
Nyck de Vries começa a sentir o desgaste de seus pneus macios, perde diversas posições e vai aos boxes, voltando atrás de seu companheiro Sean Gelael. Norris já abria nove segundos de vantagem para Sette Camara, que vinha ameaçado por Albon.
Markelov ultrapassa Russell e o tailandês e cola no brasileiro. Em um ‘X’ espetacular, Sérgio manda Artem comer poeira e segura a segunda posição.
Final da primeira corrida tem Lando Norris em primeiro, liderando de ponta a ponta, seguido de Sette Camara e Artem Markelov.
Na segunda corrida, os oito primeiros da prova anterior inverteram suas posições no grid (1º largando em 8º, 2º largando em 7º...). Numa prova mais curta a estratégia ideal era sair de pneus médios para leva-los até o final, mas parece que Nyck de Vries não entendeu o recado de novo.
Largando em terceiro, o holandês da Prema logo assume a ponta e se mantém firme durante metade da corrida. Mas com o desgaste de seus pneus, ele faz uma parada e Markelov assume a liderança, seguido de Günther, Sérgio e Norris. Mas e o Russell? O britânico, juntamente com Albon, tem novamente problemas na largada e cai para as últimas posições, não conseguindo se recuperar durante a corrida.
Nada mudou até o final e os quatro primeiros se mantiveram. Os resultados botaram Lando Norris na liderança do campeonato, com Markelov em segundo e Sette Camara em terceiro. A F2 volta dia 27 de Abril no Azerbaijão.
Por João Nassif
05/04/2018 - 19:59 Atualizado em 08/04/2018 - 20:02
A Tunísia participará pela quinta vez de uma Copa do Mundo. Irá à Rússia enfrentar na primeira fase Bélgica, Panamá e Inglaterra.
Não será fácil para os tunisianos ultrapassar a primeira fase pela primeira vez em sua história. Nas quatro Copas que disputou a Tunísia jamais avançou para a segunda fase.
Sua primeira participação foi em 1978 na Argentina quando conseguiu sua única vitória em quatro edições do Mundial. Derrotou o México por 3x1 e mesmo assim foi eliminada, pois empatou com a Alemanha Ocidental e perdeu para a Polônia.
Seleção da Tunísia
Conseguiu se classificar para três Copas consecutivas, a de 1998 na França, a de 2002 na Coréia do Sul e Japão e para a de 2006 na Alemanha.
No total de suas quatro presenças em Mundiais a Tunísia realizou 12 jogos. Além da vitória sobre o México em 1978 alcançou quatro empates e foi derrotada sete vezes. Seu ataque marcou oito gols e sua defesa sofreu 17.
Por eliminatórias africanas a Tunísia disputou 104 jogos com 57 vitórias, 28 empates e 19 derrotas. Marcou 180 gols e sofreu 84.
Por João Nassif
06/04/2018 - 20:03 Atualizado em 08/04/2018 - 20:06
O destaque de hoje nesta retrospectiva para o Mundial-2018 é dia de falar de uma seleção bicampeã mundial.
Vou tratar do Uruguai que sediou a primeira Copa do Mundo da história em 1930 e conseguiu se tornar campeão. O segundo título Mundial dos nossos vizinhos foi conquistado aqui no Brasil em 1950 quando o Uruguai participou pela segunda vez de uma Copa do Mundo.
Depois deste início fulminante nos Mundiais a seleção uruguaia não conseguiu uma participação continua, tanto que participou de apenas 12 Copas do Mundo ao longo dos tempos.
Seleção do Uruguai
Por três vezes o Uruguai esteve em semifinais, mas não conseguiu decidir outra Copa. Foi derrotado pela Hungria em 1954 na Suíça, pelo Brasil em 1970 no México e em 2010 pela Espanha no Mundial da África do Sul. Foi o mais longe que chegou na história das Copas a Celeste Olímpica como é conhecida a seleção do Uruguai.
Nos 12 Mundiais em que esteve presente o Uruguai disputou 51 jogos com 20 vitórias, 12 empates e 19 derrotas. Marcou 80 gols e sofreu 71.
Por eliminatórias o Uruguai realizou 154 jogos, dos quais venceu 69, empatou 42 e foi derrotado 43 vezes. Marcou 207 gols e sofreu 161.
Na Rússia o Uruguai irá enfrentar no Grupo A da primeira fase os donos da casa, a Arábia Saudita e o Egito.
Por João Nassif
07/04/2018 - 20:09 Atualizado em 09/04/2018 - 16:38
Terminei nesta retrospectiva que faço desde quando faltavam exatos 300 dias para o início do Mundial-2018. Agora vou retornar à repetição de gols de todas as seleções que estarão na Rússia.
Estes gols que irei reproduzir fizeram a alegria de torcedores de todo planeta, mesmo os que tiveram a frustração de ver suas seleções eliminadas durante a disputa das Copas do Mundo.
Vou começar com um gol da Arábia Saudita que em 1994 nos Estados Unidos teve sua melhor participação em Mundiais atingindo a segunda fase, as oitavas de final.
Owairan na Copa de 1994 nos USA
O gol que você ouvirá agora foi do artilheiro saudita Saeed Al Owairan aos cinco minutos do jogo contra a Bélgica, o único gol do jogo. A narração é em holandês.
A Arábia Saudita está no Grupo a do Mundial junto à Rússia, ao Egito e ao Uruguai.
Por João Nassif
08/04/2018 - 08:12 Atualizado em 09/04/2018 - 16:38
A Rússia anfitriã do 21º Mundial de Futebol é a cabeça de chave do Grupo A e terá como adversários o Uruguai, o Egito e a Arábia Saudita.
A história da União Soviética, predecessora da Rússia de acordo com a FIFA, começou em 1958 na Suécia e terminou na Copa de 1990 na Itália, meses antes de sua desintegração.
União Soviética no Mundial de 1982
Por duas vezes a União Soviética caiu na mesma chave da seleção brasileira numa primeira fase do Mundial. A primeira foi em 1958 e a segunda em 1982 na Espanha.
No confronto em solo espanhol a vitória foi brasileira de virada por 2x1. A Rússia fez o primeiro gol num frango do goleiro Waldir Perez. Este gol russo foi narrado desta forma pelo saudoso Fiori Gigliotti da Rádio Bandeirantes de São Paulo.
Depois de uma derrota amarga de Hamilton para Vettel na Austrália, chegamos ao Oriente Médio, para o circuito de Sakhir, Bahrein. A prova foi palco de uma das corridas mais quentes da história em 2005, chegando a 56°C a temperatura da pista. Foi aí também que Nico Rosberg estreou na categoria em 2006, Stoffel Vandoorne estreou marcando seu primeiro ponto em 2016 e Valtteri Bottas fez sua primeira pole na carreira em 2017.
Se na Austrália a Haas brilhou ao alinhar seus carros em quinto e sexto no grid, em Sakhir foi a Toro Rosso que deu show com seu motor Honda, para desespero de Fernando Alonso. É... Desde que chegou na McLaren em 2015 as coisas não andam muito bem, mesmo que venha tendo um desempenho melhor com motor Renault. Pierre Gasly foi quinto e Brendon Harley o 11º, as McLaren conseguiram apenas o 13º e 14º tempo.
Mas, vamos ao que mais interessa: o pole position. Durante os treinos livres, as Ferrari foram melhores, mas ainda havia expectativa de que a pole ficasse nas mãos da Mercedes, mas... Hamilton perdeu cinco posições no grid por trocar a caixa de câmbio. Mesmo assim, Bottas era a aposta da equipe. No Q3, tudo se encaminhava para Raikkonen levar a pole, depois de Hamilton não conseguir fazer um bom tempo, mas Vettel estava lá para pegar a liderança. O finlandês da Mercedes até tentou, mas ficou só com o terceiro tempo.
Sebastian Vettel- Vencedor do GP do Bahrein
Na largada, Bottas assumiu a segunda posição de Kimi e seguiu atrás do alemão da Ferrari. Enquanto isso, Gasly ultrapassava Ricciardo e ganhava a quarta posição. Com problemas, as duas Red Bull abandonam antes da volta 5. Em seguida, Hamilton faz uma ultrapassagem sensacional em Alonso, Ocon e Hulkenberg ao mesmo tempo e assume a sexta posição.
A corrida se mantém monótona depois que que Hamilton alcança facilmente à quarta posição de Gasly, até chegar a hora das paradas. As Ferraris optam por colocarem os pneus macios, enquanto Bottas põe os médios, assustando um pouco os engenheiros da equipe italiana. Enquanto a grande maioria opta por duas paradas, as duas Mercedes apostam apenas em uma troca, o que parecia ser a melhor estratégia.
Tudo parecia dar certo para os flechas prateadas, já que Vettel teria que parar de novo. Raikkonen vai primeiro e tem problemas na troca, é forçado a abandonar. O alemão viria logo em seguida, mas a equipe o manda continuar. Bottas vinha se aproximando e nas três últimas voltas já estava a menos de um segundo atrás. Sebastian segurou como deu, mesmo com seus pneus no limite e conquistou sua segunda vitória na temporada.
Comemoração da Ferrari e, melhor ainda, festa na Toro Rosso com o quarto lugar de Gasly, que também ganhou o prêmio de piloto do dia.
Outra surpresa da corrida foi Marcus Ericsson. O sueco da Alfa Romeo fez uma estratégia parecida com a da Mercedes, só uma parada, mas largando de macios – não os supermacios - e botando o médio, terminou em nono lugar. Marcus não alcançava o top-10 desde o GP da Itália de 2015.
O resultado põe a Ferrari líder com dez pontos na frente da Mercedes e Vettel aumenta a vantagem sobre Hamilton para 17 pontos. Além disso, Alonso é o quarto no campeonato. A F1 volta semana que vem em Shangai.
Natural de Ribeirão Preto, o jornalista esportivo, comentarista e escritor João Nassif Filho trabalha há mais 50 anos com o futebol. Começou na Rádio Clube Jacareí, passou pela Rádio Gaúcha de Porto Alegre e hoje está na Rádio Som Maior FM de Criciúma. Trabalhou também na TV Gaúcha de Porto Alegre, RCE TV Criciúma e na TV Litoral Sul de Criciúma. Foi colunista do Jornal da Manhã e Jornal A Tribuna de Criciúma. Publicou o Almanaque do Criciúma (1986), o Almanaque das Copas (2013) e Fio do Bigode (2014).Conheça outros Blogs