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* as opiniões expressas neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do 4oito
João Nassif
Por João Nassif 03/02/2020 - 09:11

Os jogos Pan-Americanos de 1963 foi a quarta edição do evento e teve São Paulo como cidade anfitriã. Participaram dos Jogos 22 países com um total de 1.665 atletas que competiram em 21 modalidades.

A delegação brasileira contou com 385 atletas que conquistaram 52 medalhas, sendo 14 de ouro, 20 de prata e 18 de bronze. O Brasil ficou em segundo lugar na classificação geral somente atrás dos Estados Unidos que conquistaram um total de 199 medalhas.

Seleção brasileira no Pan

Uma das medalhas de ouro conquistada pelo Brasil foi no futebol. Competiram apenas cinco seleções, além do Brasil a Argentina, Chile, Uruguai e Estados Unidos que ficaram em último lugar.

Não era permitido que profissionais atuassem no torneio, a seleção brasileira era formada por jogadores das categorias de base, quer dizer amadores. O time era basicamente composto por atletas do Rio de Janeiro como Carlos Alberto Torres do Fluminense e Jairzinho do Botafogo que sete anos mais tarde se tornaram tricampeões na Copa do México.

Além deles, outros jogadores como o zagueiro Zé Carlos do Botafogo e os atacantes Airton do Flamengo, além de Arlindo e Othon Valentim também do Botafogo.

O centro avante Airton fez sete gols na partida contra os Estados Unidos e detém até hoje o recorde de gols marcados numa única partida pela seleção brasileira.

A seleção brasileira terminou o torneio invicta vencendo o Chile por 3x0, o Uruguai por 3x1 e os Estados Unidos por 10x0. Empatou em 2x2 com a Argentina que ficou com a medalha de prata.
 

João Nassif
Por João Nassif 02/02/2020 - 10:27

Conquistar a Taça Libertadores da América de uns tempos para cá virou obsessão dos times brasileiros e certamente de muitos grandes clubes do futebol sul-americano.

Além do prestígio e de alguns dólares, digo alguns se compararmos com a Champions League europeia, a maior competição de clubes do planeta, a Libertadores indica o campeão sul-americano que irá disputar o Mundial de Clubes no final do ano com o gigante campeão europeu. Desde que nenhum africano intruso elimine os favoritos.

Lá nos primórdios da Libertadores não havia tanto desespero dos clubes, principalmente os brasileiros para vencê-la, pois o Mundial de Clubes ainda era incipiente no formato em que o campeão europeu enfrentava o sul-americano em jogos de ida e volta.

Na terceira edição do torneio em 1962 o Santos de Pelé foi o campeão numa decisão contra o Peñarol depois de três jogos intensamente disputado.

O primeiro jogo foi em Montevideo e o Santos venceu por 2x1 com dois gols do Coutinho contra um de Spencer dos uruguaios.

Quando se esperava uma vitória tranquila dos brasileiros no jogo da volta na Vila Belmiro, o Peñarol conseguiu empatar o confronto vencendo por 3x2. Dorval e Mengálvio marcaram para o Peixe, enquanto Sasia e Spencer duas vezes deram a vitória dos visitantes.

É bom lembrar que Pelé não jogou nestas duas partidas ainda se recuperando da lesão na virilha sofrida na Copa do Mundo do Chile.

O Rei do Futebol voltou para a partida decisiva que foi jogada em Buenos Aires no final do mês de agosto. Com Pelé o Santos fez o Peñarol presa fácil de conquistou sua Libertadores com a vitória por 3x0. Pelé fez dois e o zagueiro uruguaio Caetano marcou contra.

O Santos jogou com Gylmar, Lima, Mauro e Dalmo. Zito e Calvet; Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe.

Na decisão do Mundial o Santos venceu o Benfica de Portugal por 3x2 no Maracanã e por 5x2 em Lisboa sagrando-se o primeiro time brasileiro campeão mundial de clubes.   
 

João Nassif
Por João Nassif 01/02/2020 - 09:27

Entre jogos do campeonato catarinense de 1961 quando buscava o bicampeonato, o Metropol disputava em paralelo o regional da LARM.

No dia 22 de junho de 1961 o Metropol enfrentou o Atlético Operário e nos livros históricos do clube, além da ficha técnica da partida tem o comentário do jogo feito por alguém próximo do clube.

Está escrito o seguinte: “Mais um compromisso foi cumprido pelo Metropol, desta feita pelo campeonato regional da LARM frente ao Atlético Operário, saindo-se vencedora a equipe dos Mineiros da Metropolitana pelo alto escore de cinco tentos a um.

Um marcador que não deixa dúvidas, visto a supremacia do futebol empregado pelo onze dirigido pelo técnico Ivo Andrade. Entretanto, o Metropol, apesar de sobrepujar amplamente o seu adversário, não apresentou aquele bonito futebol que aplicou na equipe da Manchester Catarinense no domingo último.

O Metropol jogou o suficiente para vencer de forma categórica o Atlético Operário que não vem se apresentando muito bem na atual temporada. No final do cotejo Veloso, defensor atleticano foi expulso e Canela saiu do gramado contundido não podendo mais retornar a campo”.

O jogo foi estádio Euvaldo Lodi com uma renda de Cr$ 13.800,00.

O árbitro foi Virgílio Jorge auxiliado por Arnoldo Amboni e Afonso Câmara Ávila.

Metropol: Dorni, Zezinho, Jorge e Tenente (Flázio); Sabiá e Walter; Márcio, Chagas, Waldir, Pedrinho e Canela.

Atlético: Pavei, Veloso, Uca, Monge e Foguinho; Dino e Santinho; Agenor, Aldo, Gelson e Jorginho.

Márcio duas vezes, Pedrinho, Sabiá e Waldir marcaram para o Metropol e Jorginho fez o gol do Atlético Operário.
 

João Nassif
Por João Nassif 31/01/2020 - 20:40Atualizado em 31/01/2020 - 20:44

Thiago Ávila *

O ano de 2021 deve marcar o início de uma nova era na Fórmula 1. Com um novo regulamento técnico e mexidas importantes na parte financeira que reduzirá os gastos da atual geração, possivelmente reduzindo a distância entres os carros do topo do grid com seu restante, equilibrando a disputa.

Enfim, esse novo modelo já fora apresentado há três meses pela Liberty Media, proprietária da F1 desde 2017. O objetivo da empresa americana é transformar o esporte mais competitivo, possibilitando com que as equipes de trás do grid também possam brigar com os carros da frente.

Mudanças de regulamento, diferentes eras sempre existiram na F1, sempre encaminhado de um domínio – muitas vezes supremo – de uma determinada equipe. Foi assim com a Mercedes, a Red Bull de Vettel, a Ferrari de Schumacher, a McLaren de Senna e Prost... Mudanças essas geralmente acompanhadas principalmente pela troca de motor.

A diferença é que não isso não está presente no novo regulamento. Os motores 1.6 V6 Turbo Híbrido seguirão nos novos carros. Segundo a FIA, a unidade de potência chegou a sua perfeição entre os motores à combustão, já que teve significantes contribuições na tecnologia híbrida em todo o mundo e ainda é menos poluente.

Entre as mudanças técnicas, a mais interessante é na aerodinâmica. Segundo a FIA, atualmente os carros tem uma perda de downforce entre 40 a 50%, gerando um ar sujo que dificulta a aproximação de carros atrás. O novo regulamento apresenta uma redução para 10%, o que deve gerar um ar limpo que deve facilitar a aproximação dos carros e criar mais disputas de posição.

Por fim, a novidade mais empolgante: um teto de gastos de 175 milhões de dólares. Atualmente, o que faz distanciar equipes de ponta das demais é o dinheiro investido. Mercedes, Ferrari e Red Bull gastam em média 400 milhões de dólares por ano, enquanto a equipe mais fraca, a Williams, tem um investimento de quatro vezes menos.

Essas propostas são extremamente animadoras e vem atraindo pilotos, marcas e equipes novas. Agora é esperar o ano que vem para realmente descobrir o que essas mudanças nos aguardam.

* Jornalista de automobilismo
 

João Nassif
Por João Nassif 31/01/2020 - 14:52

“Botafogo, Botafogo, campeão desde 1910″. A frase composta por Lamartine Babo abre o hino do Botafogo de Futebol e Regatas. 

Este é realmente o primeiro título oficial do alvinegro, até que em 1996, foi reconhecido o título de 1907, dividido com o Fluminense.

O título de 1910, que completou 109 anos, foi conquistado de forma magistral, com nove vitórias em dez jogos. Foram 66 gols marcados contra apenas nove sofridos. 

Entre as goleadas aplicadas, 15 a 1 no Riachuelo e 11 a 0 no Haddock Lobo. O poderio ofensivo se mostrou também na decisão, quando o Fogão atropelou o Fluminense por 6 a 1. O grande destaque do time foi Abelardo Delamare, artilheiro do campeonato com 22 gols.

Nas manchetes do dia seguinte, estampava o Botafogo como “Glorioso campeão de 1910″. Daí surgiu o apelido que o clube carrega até hoje.

Alceu Mendes de Oliveira Castro, primeiro historiador do Botafogo descreveu assim a vitória do dia 25 de setembro sobre o Fluminense: “O primeiro tempo teve um sensacional transcurso e Abelardo Delamare, o formidável meia alvinegro, sob o delírio do público, enviou três bolas às redes tricolores. Iniciado o segundo tempo, em uma investida de Cox, Lulu querendo passar a bola a Coggin, vasa nossas próprias redes. 

O Fluminense se alegra, mas em pura perda, pois o Botafogo reage como um leão, reassume o controle do jogo e mais três bolas magistrais, duas de Décio e uma de Mimi, vão dormir nas redes de Waterman, definindo a estrondosa contagem de 6x1. Estava o Botafogo vencedor e campeão, sob o delírio de uma multidão verdadeiramente alucinada! Nascia, com esta notável façanha, o ‘Glorioso’!” 
 

João Nassif
Por João Nassif 31/01/2020 - 07:21

Ao final do hoje ontem a noite no Heriberto Hülse a pequena torcida do Tubarão saiu do estádio gritando: “Fica Dal Farra, fica Dal Farra” para em seguida declarar: “Te amo Dal Farra”.

Esta manifestação tem muito a ver com a verborragia do dirigente após o jogo de Jaraguá do Sul que ecoou pelo estado e pelo país. A humilhação feita pelos torcedores mostra que a forma como o Criciúma vem sendo tratado pelo seu presidente é percebida por muitos, inclusive pelos adversários.

Se tem este lado cômico, a tragédia que se vê é com o comportamento do time em campo. O volante Eduardo foi preciso ao declarar ao final do jogo que o Criciúma ataca como um bando de índios. 

Na entrevista coletiva o técnico Roberto Cavalo/Wilsão admitiu o fraco futebol do time que foi dominado pelo Tubarão em grande parte do jogo. Ao mesmo tempo transferiu a desorganização ao pouco tempo de trabalho e principalmente ao grande peso da camisa do clube que ainda não foi assimilada pelos contratados e pelos garotos que vieram da base. Ontem, inclusive foi frisado o mau rendimento de alguns jogadores que deverão perder a titularidade.

Em todas as entrevistas as explicações se repetem, mas o que se vê é realmente um time que deveria ao menos mostrar algo parecido com um padrão de jogo o que não é o caso. 

Desde o ano passado as desculpas pós jogo têm recaído sobre árbitros e jogadores quando na verdade os técnicos não conseguem fazer o time jogar. A insistência neste comando poderá ser fatal aos objetivos do clube na temporada.  

João Nassif
Por João Nassif 30/01/2020 - 13:53

Hoje é dia em que vou falar sobre um dos grandes goleiros produzidos pelo futebol brasileiro.

Geraldo Pereira de Matos Filho, conhecido por Mazaropi, nascido em Além Paraíba-MG foi formado na base do Vasco da Gama e prestou serviços em vários clubes do futebol brasileiro.

Depois de 10 anos atuando pelo clube de São Januário, com passagens por empréstimo para Coritiba, Grêmio e Náutico, em 1984 foi contratado em definitivo pelo clube gaúcho onde jogou por sete temporadas.

Depois de entrar na política e ser eleito vereador em Porto Alegre, Mazaropi abandonou a Câmara para ser treinador de goleiros no Japão permanecendo por lá por oito anos. Quando retornou ao Brasil foi técnico de alguns times do interior do Rio Grande do Sul e hoje é comentarista na Rádio Grêmio, emissora que transmite todos os jogos do clube. 

Conto estes detalhes da carreira de Mazaropi, pois ele é detentor de um recorde mundial que poucos têm conhecimento. 

Quando ainda goleiro do Vasco da Gama, entre 1977 e 1978 Mazaropi ficou 1.816 minutos sem levar um golzinho sequer. É recorde mundial conquistado em competições oficiais reconhecidas pela FIFA. Na contagem de tempo são considerados apenas os minutos em campo se serem levados em conta intervalos e acréscimos dados nos jogos.

A série começou na penúltima partida do primeiro turno do campeonato carioca de 1977 quando o Vasco venceu o Americano de Campos por 3x0 e só foi quebrada no ano seguinte.

O recorde de Mazaropi é reconhecido pela Federação Internacional de História e Estatísticas de Futebol. 
 

João Nassif
Por João Nassif 30/01/2020 - 08:40

Duas campanhas surpreendem depois das três rodadas iniciais do campeonato catarinense. 

Uma é do Juventus de Jaraguá do Sul que chegou a sete pontos depois de enfrentar três times historicamente com potencial de título. No primeiro jogo empatou com o Figueirense no Scarpelli, depois em casa derrotou o Criciúma e ontem venceu em Chapecó. 

Se conseguir manter o rendimento contra os pequenos será a grande sensação do campeonato. Lembrando que o Juventus entrou no campeonato pela desistência do Almirante Barroso.

A segunda surpresa é a péssima campanha da Chapecoense com um início muito ruim de apenas dois pontos em nove disputados. Empatou o primeiro jogo na Arena Condá contra o Avaí, resultado normal, em seguida empatou em Concórdia e ontem perdeu para o Juventus.

De favorita ao título a Chapecoense terá que correr muito para terminar a fase pelo menos na quarta posição e poder decidir em casa o primeiro mata-mata. É o destaque negativo neste início de campeonato.

O Criciúma que entrará em campo hoje a noite na 5ª colocação, em caso de vitória sobre o lanterna Tubarão poderá terminar em 3º com seis pontos logo abaixo do Figueirense e do Juventus que têm sete.  

João Nassif
Por João Nassif 29/01/2020 - 09:50

A UEFA Champions League, conhecida com Liga dos Campeões da UEFA é o um torneio totalmente europeu disputado pelos principais times de cada um dos países que compõe a Federação Europeia de Futebol.

Começou a ser disputada na temporada 1955/1956 com o nome de Taça dos Clubes Campeões Europeus, com a participação de apenas 16 clubes, todos eles campeões em seus países.

Real Madrid nos anos 1960

O Real Madrid foi o primeiro campeão e não por acaso, como melhor time da Europa conquistou também os quatro torneios seguintes sendo até os dias atuais o único a conquistar um pentacampeonato. 

Com o passar dos anos outros clubes, não somente os campeões de cada país, foram sendo incorporados e a partir da década de 1990 o formato da competição foi expandido e hoje vários clubes das principais Ligas Europeias participam da Champions.

O maior vencedor é o Real Madrid 13 títulos. Além do pentacampeonato nos primórdios do torneio o time espanhol venceu na sequência três dos últimos quatro torneio. Além das 13 conquistas o Real Madrid foi três vezes vice-campeão. Participou, portanto de 16 finais nos 63 torneios já disputados.  

Depois do Real Madrid, o italiano Milan foi quem mais venceu, são sete títulos no total sendo o último na temporada 2006/2007.

Por país, a Espanha é a maior ganhadora da Champions com 18 títulos. Além dos 13 do Real Madrid, o Barcelona foi cinco vezes campeão.

O segundo país que mais venceu o torneio é a Inglaterra com 13 conquistas. As seis do Liverpool, mais três do Manchester United, duas do Nottingham Forrest, uma do Leeds United e outra do Chelsea.

João Nassif
Por João Nassif 28/01/2020 - 09:23

O Campeonato Pan-Americano de 1956 foi disputado na Cidade do México. O Brasil foi representado por uma seleção com jogadores que atuavam apenas no Rio Grande do Sul. Sob o comando do polêmico técnico Teté o Brasil foi o campeão.

Seleção brasileira/gaúcha

O campeonato que teve a participação de seis seleções: México, Costa Rica, Argentina, Brasil, Chile e Peru foi disputado em turno completo jogando todos contra todos.

A seleção brasileira venceu invicta com quatro vitória e um empate. Derrotou o Chile por 2x1, o Peru por 1x0, o México por 2x1 e Costa Rica por 7x1. Empatou apenas seu último jogo em 2x2 com a Argentina que ficou em segundo com sete pontos, dois atrás do Brasil.

O artilheiro da seleção brasileira foi Larry Pinto de Farias que marcou cinco dos 14 gols da seleção.

No jogo contra o Peru um lance inusitado. O Brasil vencia por 1x0 e os peruanos dominavam o jogo no segundo tempo ameaçando a vitória brasileira. O massagista Moura entrara em campo para atender Ênio Rodrigues e ainda estava por perto da área quando o atacante peruano Félix Castillo driblou três brasileiros e estava frente a frente com o goleiro Sérgio na iminência de marcar o gol de empate.

Moura, da linha de fundo, simplesmente lançou sua maleta nas pernas do peruano que caiu e não conseguiu chutar para o gol. A partida foi interrompida, houve socos e pontapés, Moura foi expulso, mas seu gesto antidesportivo diminuiu o ímpeto dos peruanos e o Brasil manteve a vantagem até o final.

João Nassif
Por João Nassif 27/01/2020 - 14:05

Pouca gente sabe que no final da década de 1940 a Colômbia criou uma Liga Pirata e levou para lá alguns dos principais jogadores de futebol da América do Sul.

O profissionalismo ainda não havia de todo tomado conta do futebol e a própria FIFA ainda engatinhava, por isso os colombianos criaram em 1948 a Liga Dymaior, independente da FIFA que mesmo assim ameaçou os rebeldes com banimento. O apelido Pirata veio logo depois e acabou pegando. 

Di Stéfano craque argentino

A movimentação nas contratações de grandes craques sul-americanos e europeus ganhou o nome de El Dorado. Com muito dinheiro para investir o recém-criado Millonarios levou para a Colômbia três dos maiores craques sul-americanos da época: os argentinos Di Stéfano, Adolfo Pedernera e Nestor Rossi e com eles venceu quatro títulos nacionais de 1949 a 1953, consagrando a era mais vitoriosa do clube.

Heleno de Freitas, um dos melhores jogadores brasileiros da época também foi contratado, por isso ficou fora da seleção que disputou o Mundial de 1950.

A Liga Pirata deu tão certo que em 1951 a Federação Colombiana resolveu regularizar sua situação junto a FIFA.

Os jogadores estrangeiros até então em situação irregular puderam atuar até 1954 e depois voltaram a seus clubes de origem sem custos. Justamente neste ano a presença de estrangeiros chegou praticamente a zero, dando fim ao El Dorado colombiano. 
 

João Nassif
Por João Nassif 27/01/2020 - 08:47

No calor da derrota o presidente Jaime Dal Farra teve arroubos de quem não está preparado para ocupar um dos três cargos mais importantes da cidade, além do prefeito e o do Bispo. 

Numa linguagem de botequim expôs todo seu despreparo, palavrões e ameaças, se comportando como dono do Criciúma, que na verdade é, pois o órgão que seria superior pelo organograma, o Conselho Deliberativo é totalmente omisso e conivente se agarrando à um contrato que trata do futebol e seu entorno. 

A imagem do clube, cada vez mais desgastada com a atual gestão é simplesmente ignorada pelo Conselho que fecha olhos e ouvidos e deixa o Criciúma se apequenar cada vez mais.

Quando todos envolvidos transferem para a arbitragem seus fracassos se percebe um processo digno de clubes menores que reclamam quando entendem ser prejudicados em favor dos grandes. O Juventus mostrou esta face contra o Criciúma, quando reclamou ao final do primeiro tempo uma penalidade não marcada a seu favor.

Citei o Juventus como exemplo, mas o Criciúma pela sua história e tradição teria que saber superar eventuais erros de arbitragem com um futebol de time grande. Não é o caso há alguns anos desde que a atual gestão se infiltrou no clube. 

Times ruins, falta de um projeto consistente, trocas incessantes de técnicos, poucos investimentos, enfim uma gestão desastrosa que não reconhece seus fracassos e transfere os insucessos.
    
 

João Nassif
Por João Nassif 26/01/2020 - 14:40

Thiago Ávila *

Aerodinâmica é a chave do sucesso. Isso foi claramente comprovado pelo menos nos últimos seis anos de F1. A Mercedes faturou tudo, nas três primeiras ainda continha um motor melhor, depois perdeu nesse quesito para a Ferrari, mas nem por isso deixou de continuar dominando.

Ferrari 2019

Com o regulamento técnico mantido do ano passado para esse ano, a Ferrari há de focar seu progresso que começou em Singapura 2019, com novas melhorias no pacote aerodinâmico. O que não se esperava, nem mesmo os engenheiros, é que o novo carro, batizado no momento de projeto 671, apresentaria "falhas aerodinâmicas" mais graves do que no ano passado.

A informação veio da revista alemã 'Auto Bild', que por meio de fontes de dentro da equipe, o carro não teve bons resultados nos testes no túnel de vento.

Apesar dos problemas, o projeto 671 é muito animador para os torcedores ferraristas, já que apresenta além de um motor rápido de reta, correções na aerodinâmica que aumentam a velocidade nas curvas, principal defeito do carro no ano passado. Basta saber se essas falhas realmente existirão nos testes de pré-temporada, só assim para o público ter impressões claras do carro.

A apresentação da nova Ferrari está programada para dia 11 de fevereiro e os testes em Barcelona acontecerão dia 19 do mesmo mês. 

* Jornalista de automobilismo
 

João Nassif
Por João Nassif 26/01/2020 - 07:52

Hoje, quero abordar outro tema sobre o Criciúma e sua trajetória coberta de glórias ao longo da história. Houve diversos dissabores que devem ficar no esquecimento, pois os sucessos sempre serão lembrados com muito orgulho pelos torcedores e pela comunidade do sul catarinense.

O jogo contra o Flamengo em 1982 foi sem dúvida o primeiro grande momento na história do clube. O Comerciário ficou alguns anos afastado do futebol profissional e no seu retorno teve as dificuldades naturais de um time desacostumado das competições mais exigentes. 

Mesmo assim em seu primeiro campeonato estadual disputado depois do retorno ficou na terceira colocação para no ano seguinte trocar de nome com o surgimento do Criciúma EC.

Sem nenhum brilho nas temporadas seguintes, veio 1982 e o amistoso contra o Flamengo, então o campeão mundial de clubes. E foi uma grande comoção no estado. 

Com a presença de todos os campeões, com o fanatismo da torcida rubro negra o Heriberto Hülse acolheu o primeiro grande público de sua história e todos puderam ver uma atuação de gala dos comandados de Lori Sandri que venceram por 4x2. 

Foi a primeira grande vitória do clube que com o passar dos anos se tornaria multi campeão, mas aquela vitória está até hoje no coração de todos quantos tiveram o privilégio de presenciá-la.
 

João Nassif
Por João Nassif 25/01/2020 - 08:05

Hoje me veio à cabeça a Copa América de 1979. Podem perguntar o que tem a ver a competição de mais de 40 anos atrás?

Lembrei por ter sido a primeira vez que pude participar ao vivo de uma jornada pela Rádio Gaúcha de um jogo oficial da seleção brasileira. Sim, pela Copa América de 1979 o Brasil foi jogar no Paraguai com partida valendo pelas semifinais do torneio.

Paraguai campeão da América em 1979

Na primeira fase a seleção comandada pelo Cap. Cláudio Coutinho que ainda sofria a frustração de um terceiro lugar na Copa de 1978, enfrentou em sua chave Bolívia e Argentina.

Com uma vitória e uma derrota para os bolivianos e uma vitória e um empate contra a Argentina o Brasil terminou em primeiro lugar credenciando-se para enfrentar os paraguaios na fase semifinal.

O primeiro jogo, este que veio à lembrança foi disputado no Defensores del Chaco, tradicional estádio em Assunção e os donos da casa venceram por 2x1. Lembro que o atacante Palhinha cria do Cruzeiro de Minas que em 1979 jogava pelo Corinthians fez o gol brasileiro.

No jogo da volta no Maracanã as seleções empataram em 2x2 e o Brasil foi desclassificado por um Paraguai que se tornaria campeão da Copa América vencendo o Chile na decisão do título. 

Mas, aquele jogo no Defensores del Chaco que marcou minha estreia internacional na Rádio Gaúcha jogaram pela seleção brasileira: Leão (Vasco), Toninho (Flamengo), Amaral (Corinthians), Edinho (Fluminense) e Pedrinho (Palmeiras); Chicão (São Paulo). Falcão (Internacional), Jair (Internacional) e Palhinha; Tarciso (Grêmio), Sócrates (Corinthians) e Eder (Grêmio) Zé Sérgio (São Paulo).
 

João Nassif
Por João Nassif 24/01/2020 - 13:17

Em 1992 editei a revista HISTÓRIA DO CRICIÚMA com a trajetória do único time catarinense a vencer uma Copa do Brasil e o primeiro que disputou a Taça Libertadores da América.

Numa das matérias, o jogo pela competição sul-americana contra o San José da Bolívia, cujo textos dizia o seguinte:

Criciúma na Libertadores

“Pela primeira vez em sua história o Criciúma jogava uma partida oficial no exterior. Pior, na Bolívia a 2.000 metros de altitude. O adversário: o San José de Oruru, vice-campeão boliviano.

Não eram poucos os que acreditavam que o Criciúma tremeria na base ao enfrentar o compromisso. Qual nada. Suportou altitude, torcida adversaria e ainda venceu o jogo. Está certo que o time não fez uma grande partida, mas o suficiente para vencer.  

O primeiro gol foi marcado por Gelson cobrando pênalti sofrido por Jairo Lenzi. Mas, quase não deu tempo para comemorar, logo em seguida o San José empatou também de pênalti.

Mas, no finalzinho o Criciúma mostrou que não estava para brincadeiras. Roberto Cavalo fez um lançamento primoroso para Jairo Lenzi que arrancou pela esquerda e fez um golaço.

Estava começando a nascer a principal estrela do Criciúma em sua história que, por diversas vezes esteve cotado para servir a seleção brasileira ainda quando vestia a camisa do Tigre”. Este texto foi escrito por Ismail Ahmad Ismail.

O técnico Levir Culpi mandou a campo este time: Alexandre, Jairo Santos, Vilmar, Wilson e Itá; Roberto Cavalo, Gelson e Grizzo; Vanderlei (Adilson Gomes), Zé Roberto (Paulo da Pinta) e Jairo Lenzi.

João Nassif
Por João Nassif 24/01/2020 - 08:10

O campeonato catarinense começou dentro do esperado. Baixa qualidade, pouquíssimos gols e entre os postulantes ao título somente o Criciúma conseguiu vencer. Enquadro o Criciúma nesta projeção, pois mesmo sofrendo com um longo jejum, é um dos grandes do estado.

O Tigre com dois gols nesta rodada inicial foi o único que conseguiu marcar. Chapecoense e Avaí no primeiro confronto direto do campeonato e o Figueirense não conseguiram sair do zero colaborando para a média de apenas um gol por jogo. O Concórdia que perdeu para o Criciúma marcou um, enquanto Marcílio Dias e Joinville conseguiram fazer um gol contra Brusque e Tubarão, respectivamente.

O esperado baixo nível nesta primeira rodada tem muito a ver com o pouco tempo de pré-temporada dos times que são favoritos ao título. Os demais que começaram os trabalhos a mais tempo não têm a qualidade que poderiam dar neste começo de campeonato.

Espero que a segunda rodada possa apresentar um padrão melhor para encaminhar uma competição com bom nível técnico. Com a palavra os grandes de Santa Catarina.   
 

João Nassif
Por João Nassif 23/01/2020 - 13:08

Depois de três anos de estreias com derrotas no campeonato catarinense o Criciúma finalmente conseguiu vencer na abertura do estadual. 

Nos três anos em que foi derrotado o Criciúma enfrentou equipes que brigam pelo título, Avaí e duas vezes o Figueirense e agora pegou pela frente um time que disputa o campeonato apenas para permanecer na primeira divisão estadual.

4oito.com.br

Foi visível a dificuldade do Criciúma em encaixar um jogo mais consistente em razão das muitas estreias e o natural desentrosamento entre suas linhas. Mostrou algumas novidades interessantes como o lateral Victor Guilherme, o meia Alisson Taddei e o atacante Jajá.

A partir desses três com os remanescentes Foguinho e Andrew é possível se pensar num time mais encorpado para a continuidade da temporada. Ainda falta arrumar o posicionamento do volante Adenílson que teve uma estreia modesta e acertar o entrosamento dele com os zagueiros, principalmente na cobertura aos laterais.

São apenas conjecturas, mas a amostra inicial foi dentro do previsto, agora o trabalho é aumentar o reforço físico e acertar a harmonia entre as linhas para o Criciúma poder brigar com adversários mais fortes.

E haverá tempo para tal, pois os próximos três jogos também serão contra equipes do segundo escalão do futebol catarinense, sendo dois deles no Heriberto Hülse. A tabela do campeonato foi boa para o Criciúma.  
 

João Nassif
Por João Nassif 23/01/2020 - 09:13

Vocês já sabem que os livros que contam a trajetória de jogos do Metropol estão em meu poder cedidos que foram pelo saudoso Divino Antônio da Silva.

Nestes livros estão registradas todas as fichas técnicas das partidas realizadas pelo time profissional idealizado por Dite Freitas e escritas por um autor não identificado. 

Muitas dessas fichas não trazem a escalação do adversário do Metropol, mas muitas são acompanhadas de comentários sobre os jogos numa visão própria de torcedor que sempre exalta com paixão as vitórias e quase sempre culpa a arbitragem pelos tropeços naturais que o futebol proporciona.

Comerciário dos anos 1960

Hoje vou reproduzir a ficha da primeira partida do Metropol profissional contra seu maior adversário, o Comerciário, mas infelizmente sem a crônica sobre o que foi o jogo vencido pelo time da região Mineira.

O palco do confronto foi o Heriberto Hülse no dia 23 de outubro de 1960 valendo pelo campeonato catarinense com renda de Cr$ 23.000,00.

O árbitro foi Afonso Câmara Ávila auxiliado por Adamastor Martins da Rocha e Abílio Zoile Thomé.

Escalação do Metropol: Dorni, Zezinho, Tenente (Flázio) e Walter; Sabiá e Bolognini; Márcio, Chagas, Almerindo, Pedrinho e Santinho.

Não há registro da escalação do Comerciário.

O Metropol venceu por 2x1 com gols de Pedrinho e Chagas. 

Este foi o primeiro confronto entre as duas equipes começando uma rivalidade que durou até quase o final dos anos 1960, quando encerraram as atividades. 

O Comerciário retornou em 1976 e o Metropol ficou apenas na lembrança de quem pode acompanhar sua trajetória vitoriosa pelos gramados do estado, país e também pelo exterior.

João Nassif
Por João Nassif 22/01/2020 - 09:10

Em julho de 1983 o Grêmio foi a La Plata enfrentar o Estudiantes pela Libertadores, uma partida decisiva que encaminharia o vencedor para a disputa final do torneio. O jogo terminou empatado e o Grêmio para se classificar ficou na dependência do América de Cali não ser derrotado pelo time argentino no último jogo da chave.

Era muito ruim a relação Brasil-Argentina, pois no final de junho alguns aviões ingleses que se dirigiam às Ilhas Falkland foram abastecidos em Canoas e Florianópolis reavivando os boatos que o Brasil deu apoio aos aviões britânicos durante a Guerra das Malvinas um ano antes.

Este conflito diplomático e a má reputação dos Estudiantes pelo anti-jogo que promovia em seus domínios criou um ambiente hostil para a delegação gremista, inclusive para jornalistas e torcedores que se deslocaram para o local da partida.

De acordo com o esperado o Grêmio foi recebido com extrema violência pelos torcedores e pelos próprios jogadores do Estudiantes que provocaram os gremistas ao extremo bem antes do jogo começar. O atacante argentino Trobbiani recebeu cartão amarelo antes do jogo começar.

Com a bola rolando dois jogadores argentinos foram expulsos, mas mesmo com nove jogadores o Estudiantes fez 1x0 aos 38 e aos 44 o meia Osvaldo empatou.

O atacante gremista Caio sofreu uma pancada violenta quando se dirigia ao vestiário e teve que ser substituído por César que marcou o segundo gol aos oito minutos e aos 18 Renato Gaúcho fez 3x1.

O Estudiantes teve mais dois expulsos e mesmo assim com apenas sete jogadores conseguiu empatar em 3x3 acalmando a fúria de todos no estádio em La Plata.

Diz a lenda que a pressão de todos os brasileiros no local do jogo, além da própria polícia obrigou o técnico Valdir Espinosa ordenar que seu time permitisse o empate. 

O jogo ficou conhecido como a “Batalha de La Plata”.

O América de Cali segurou o empate com o Estudiantes e este resultado classificou o Grêmio que se tornaria campeão da Libertadores de 1983 no confronto contra o Peñarol.