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João Nassif
Por João Nassif 27/07/2019 - 08:05

Um dos jogos mais tensos da história do futebol aconteceu nas Olimpíadas de 1952 que teve a Finlândia como sede. O futebol olímpico não era valorizado como deveria em suas primeiras edições após a Segunda Guerra Mundial.

Se o amadorismo travava os países que muitos anos antes haviam aderido ao profissionalismo, os jogadores dos países comunistas eram oficialmente amadores e seus craques se destacavam no cenário olímpico.

Iugoslávia x União Soviética em 1952

A concorrência por medalhas era pesada e o exemplo maior foi exposto nas oitavas de final na Finlândia numa partida entre Iugoslávia e União Soviética, duas grandes forças do futebol daquela época.

O confronto ganhou conotações muito além do gramado. Desde o final da década anterior, soviéticos e iugoslavos haviam rompido relações. O orgulho nacional de Josip Tito pesou e ele não aceitou fazer de seu país um satélite da União Soviética, peitando Joseph Stalin.

Antes da partida na Finlândia, tanto a delegação iugoslava como a soviética receberam telegramas assinados por Tito e Stalin. Ninguém falava sobre táticas ou futebol, somente em política. Era como todos os jogadores estivessem prestes a batalhar e não a jogar futebol.

O jogo foi tenso disputado perante 17 mil espectadores na cidade de Tampere. A Iugoslávia deu um passeio no primeiro e terminou com a vantagem de 3x0. Um clima de terror tomou conta dos soviéticos.

Na volta do intervalo a Iugoslávia foi logo fazendo o quarto gol, os soviéticos diminuíram e viram em seguida o quinto gol dos iugoslavos. O relógio marcava 30 minutos do segundo tempo e o resultado de 5x1 dava como definitiva a vitória da Iugoslávia.

Um medo terrível se apoderou dos soviéticos que passaram a jogar loucamente que passaram a jogar acima da capacidade e do próprio conhecimento. Foram diminuindo a contagem até que aos 44 minutos marcaram o gol de empate.  

Ainda havia a disputa da prorrogação que terminou em 0x0. Tampere entrou para o hall da fama do futebol. A partida extra para definir o classificado foi também disputada em Tampere e a Iugoslávia venceu por 3x1.

Como punição pela derrota o estado soviético dissolveu o time do CSKA Moscou que era o clube do exército, base da seleção da União Soviética.

Na sequência a Iugoslávia derrotou a Dinamarca por 5x3, a Alemanha Ocidental por 3x1, mas não resistiram a Hungria na final sendo derrotada por 2x0.
 

João Nassif
Por João Nassif 26/07/2019 - 11:02

A Copa Sul foi um torneio criado pela CBF em 1999 o qual dava vaga ao campeão para disputar no mesmo ano a Copa CONMEBOL.O torneio foi disputado apenas por clubes dos três estados do Sul do país, cada qual com quatro representantes.

Entraram no torneio pelo Paraná: Atlético, Coritiba, Grêmio Maringá e Paraná. Por Santa Catarina: Avaí, Criciúma, Figueirense e Tubarão e pelo Rio Grande do Sul: Caxias, Grêmio, Internacional e Juventude. 

Os 12 clubes foram divididos em três chaves com quatro times cada um com a classificação dos dois primeiros para a fase seguinte quando foram formadas duas chaves com três times em cada uma e somente os primeiros colocados disputariam o título. 

Passaram para a fase seguinte Coritiba e Grêmio pelo Grupo A, Internacional e Paraná pelo Grupo B e Atlético Paranaense e Juventude pelo C.

Depois de divididos em dois grupos de três, sobraram para a decisão Grêmio e Paraná.

A final seria disputada em dois jogos, mas como cada qual venceu uma vez, foi necessária uma terceira partida para se apurar o campeão.

O jogo de ida foi disputado no Estádio Olímpico em Porto Alegre e o Grêmio venceu por 2x0. No segundo jogo em Curitiba deu Paraná que venceu por 2x1 no Couto Pereira.

O terceiro e decisivo jogo foi também em Curitiba, mas no Estádio Pinheirão e o Grêmio venceu por 1x0, tornando-se campeão da primeira e única Copa Sul do calendário do futebol brasileiro.
 

Tags: Copa Sul

João Nassif
Por João Nassif 25/07/2019 - 11:29

A Copa Intercontinental de 1981 foi a segunda na história disputada em jogo único no Japão. Até 1980 o modelo de disputa era outro com os campeões da América do Sul e da Europa decidindo em dois jogos nos dois continentes.

A decisão de 1981 colocou frente a frente Flamengo e Liverpool, duas equipes com ambições diferentes na competição.

Os ingleses tinham como objetivo mostrar a superioridade do futebol britânico. O Liverpool ganhava vários títulos na época de ouro de sua história, havia conquistado um tri campeonato europeu e parecia que não tinha adversários à sua altura.

O Flamengo foi à campo querendo provar que não era somente o “time do Maracanã”, visto que os principais títulos que conquistou foram no então maior do mundo. 

Se o Flamengo tinha em Zico sua grande estrela, o Liverpool era comandado por Kenny Dalglish. Os dois são até os dias de hoje os maiores jogadores da história dos dois clubes.

O jogo histórico aconteceu no Estádio Nacional de Tóquio no Japão no dia 13 de dezembro de 1981 com arbitragem do mexicano Rúbio Vazques perante 74 mil espectadores.

O Flamengo fulminou o Liverpool no primeiro tempo marcando 3x0, resultado final do jogo. Nunes duas vezes e Adílio sacramentaram a vitória. Zico foi eleito o melhor jogador daquela Copa Intercontinental.

O time campeão treinado por Paulo César Carpegiani era formado pelo goleiro Raul, a zaga com Leandro, Marinho, Mozer e Júnior, no meio campo Andrade, Adílio, Tita e Lico e no ataque Nunes e Zico. 

O Flamengo foi o terceiro clube brasileiro a ganhar um Mundial de Clubes. O primeiro foi o Palmeiras em 1951, o segundo foi o Santos de Pelé, bicampeão em 1962/1963.
 

João Nassif
Por João Nassif 24/07/2019 - 12:32

O futebol tem suas superstições que muitas vezes se transformam em maldições que afetam o imaginário das pessoas, sejam jogadores, dirigentes e torcedores.

Uma das maldições que ficou na história foi o envolvimento dos jogadores da seleção da Austrália com um feiticeiro africano. Depois de não conseguirem classificação para a Copa do Mundo de 1966 na Inglaterra os jogadores australianos contrataram o tal feiticeiro para conseguirem jogar a Copa seguinte no México.

Seleção australiana

O trabalho do feiticeiro, na verdade uma maldição consistia em impedir que as outras equipes vencessem a Austrália durante a fase eliminatória para o Mundial de 1970

E a Austrália começou bem as eliminatórias vencendo a seleção da Rodésia, hoje Zimbábue por 3x1. A maldição tinha um preço, mil libras, valor que os jogadores não tinham em mãos.

O feiticeiro então inverteu a maldição e os australianos não se classificaram nem para a Copa do México e nem para a seguinte na Alemanha Ocidental em 1974. 

E seguiu a maldição que só foi quebrada em 2004 quando um jornalista leu a biografia de Johnnie Warren, um dos jogadores envolvidos na contratação do bruxo, viajou até o Zimbábue e conheceu outro feiticeiro que anulou o que havia sido feito.

Curiosamente a Austrália se classificou para a Copa do Mundo de 2006 e foi segunda colocada no grupo do Brasil, sendo depois eliminada pela Itália nas oitavas de final.
 

João Nassif
Por João Nassif 23/07/2019 - 07:50

Hoje é um dia especial.

Primeiro uma pequena resenha.

Depois de uma rápida conversa com o Adelor retornei aos microfones da Som Maior no dia 17 de agosto de 2017. 

Voltei para as jornadas da rádio com a obrigação de comentar os jogos do Criciúma no Estádio Heriberto Hülse e iniciar no dia seguinte um pequeno programa que chamei de Almanaque das Copas, com informações, curiosidades, áudios e muito mais da história dos Mundiais. 

Por que no dia 18? Por ser uma data simbólica, pois no dia 18 de agosto de 2017 estavam faltando exatamente 300 dias para o início da Copa do Mundo na Rússia.

E assim foi feito até o final do Mundial no dia 15 de julho de 2018 quando foram completados os 300 dias do Almanaque das Copas. Estiquei por mais uma semana o programa que foi finalizado no dia 22 de julho.

Para continuar no espaço que se tornou uma grande audiência, a partir do dia 23 troquei o Almanaque das Copas pelo Almanaque da Bola com o mesmo foco, só que além de histórias dos Mundiais conta também com informações e curiosidades não só do futebol, mas também de todos os esportes.

Agora, por que o dia de hoje é especial? Porque estou completando exatamente um ano de Almanaque da Bola, 365 programas indo para o ar pelas ondas da Rádio Som Maior FM.

Agradeço a todos pela audiência.  
 

João Nassif
Por João Nassif 22/07/2019 - 12:29

Poucos sabem, mas as mulheres já entraram em campo para jogar futebol no final do século XIX na Grã-Bretanha e chegou ao maior momento durante a Primeira Guerra Mundial quando levaram multidões aos estádios quebrando a hegemonia masculina no futebol.

Foi uma época em que as diferenças de gênero foram deixadas de lado em prol dos interesses da coroa britânica. Em 1920 mais de 50 mil pessoas viram uma partida do grande time da época, o Dirk Kerr’s Ladies.

Dirk Kerr’s Ladies

Mas, por culpa do preconceito e da concorrência com o futebol masculino em 1921 elas foram proibidas de jogar pela Football Association, a Federação Inglesa de Futebol.

A desculpa pela proibição foi que o jogo de futebol é totalmente inadequado para o sexo feminino e não deveria ser encorajado.

Este absurdo durou cinco décadas. Em 1971 o impedimento foi interrompido pela Football Association no mesmo ano em que a UEFA, União Europeia de Futebol, recomendou que seus países criassem ligas de futebol feminino, com a Itália sendo a primeira a ter sua própria liga de futebol profissional. 

Daí em diante o esporte cresceu e nos anos 1990 se consolidou até que em 1991 ganhou sua primeira Copa do Mundo. O primeiro Mundial de Futebol Feminino foi disputado na China e teve os Estados Unidos como primeiro campeão com a Noruega em segundo. 
 

João Nassif
Por João Nassif 22/07/2019 - 09:07

O entra e sai de jogadores é uma situação absolutamente normal num campeonato longo de 38 rodadas. O Criciúma está vivendo estas alterações neste momento da competição com lesões e suspensões que não permitem a manutenção do time ideal encontrado pelo técnico Gilson Kleina.

Com plantel enxuto que não deixa muitas opções, principalmente na qualidade dos substitutos a oscilação no desempenho é normal e por isso o time não consegue avançar na classificação apesar do equilíbrio do campeonato.

Se a falta de investimento é uma má notícia, a boa é que todos os participantes estão muito juntos no desempenho e quem conseguir três ou quatro vitórias consecutivas podem alcançar os lideres e entrar na briga pelo acesso. O Criciúma mesmo na 14ª colocação está apenas a seis pontos do G-4. 
 

João Nassif
Por João Nassif 21/07/2019 - 22:25

Durante muito tempo o futebol nos Jogos Olímpicos poderia ser disputado apenas por jogadores amadores. O COI não admitia profissionais que poderiam macular o espirito amador dos Jogos, causando desequilíbrio nos torneios.

Desta forma houve o prevalecimento dos países do bloco socialista cujas seleções eram formadas por amadores em virtude do profissionalismo ainda não ter sido implantado nos países sob domínio da União Soviética. As seleções destes países eram formadas pelos melhores jogadores em atividade, mesmo sendo amadores.

Por isso entre as décadas de 1950 e 1970 os países do bloco socialista ganharam muitas medalhas nas Olimpíadas disputadas naquele período.

Em 1952 a Hungria foi medalha de ouro em Helsinki na Finlândia e a Iugoslávia medalha de prata.

Em 1956 nos Jogos de Melbourne na Austrália o ouro ficou com a União Soviética, a prata com a Iugoslávia e o bronze com a Bulgária.

Iugoslávia campeã olímpica em 1960 

Em 1960 em Roma a Iugoslávia ficou com o ouro na decisão com a Dinamarca e a Hungria com o bronze. A Dinamarca não era do bloco dominado pela União Soviética.

Em 1964 no Japão, domínio total dos países socialistas. Ouro para a Hungria, prata para a Checoslováquia e bronze para a Alemanha Oriental.

No México em 1968 Hungria e Bulgária foram ouro e prata, respectivamente. Hungria bicampeã olímpica.

Nos Jogos dos anos 1970 em Munique, em Montreal e em Moscou em 1980 os amadores do bloco socialista dominaram o futebol olímpico. Polônia, Hungria, União Soviética, Alemanha Oriental e Checoslováquia ganharam todas as medalhas nestas três edições do futebol olímpico.
 

João Nassif
Por João Nassif 20/07/2019 - 14:11

Todo técnico sabe do potencial que tem em mãos para programar seu time e encontrar um sistema de jogo adequado às dificuldades que irá enfrentar. Em Salvador Gilson Kleina optou para começar com Jean Mangabeira no lugar do Wesley, o melhor jogador do time nesta passagem do campeonato.

Foi visível que o técnico procurou jogar um primeiro tempo com cuidados defensivos, a escalação do Mangabeira mostrou esta disposição, e conseguiu amordaçar o Vitória que criou raríssimas chances sem incomodar o goleiro Luís. Em contra partida o Criciúma também não teve capacidade ofensiva e o goleiro do Vitória foi um mero assistente do jogo.

Como o Criciúma não mudou de postura no segundo tempo, o Vitória pressionado pela torcida e por ser o lanterna procurou dominar o jogo de vez e mesmo com maior posse de bola e jogando no campo do Criciúma continuou não ameaçando Luís.

O Criciúma sem mudar sua atitude estava numa zona de conforto, pois via o adversário rondar sua área sem perspectivas do gol. Desta forma o Criciúma poderia ter alteraraso sua forma de jogar e se até então não molestava o Vitória o jogo pedia a saída do volante substituto do Wesley por um jogador no meio com mais qualidade para fazer o ataque jogar. Não era o Caíque que entrou no lugar do Eduardo que faria a diferença.

O Gilson demorou na mexida que estava escancarada e como a bola pune, um erro fatal do zagueiro deu o gol ao Vitória. Quando fez a mudança esperada com a entrada do Cosenday o jogo já estava em 2x0 e a derrota sacramentada.

Diz o velho ditado: “O medo de perder tira a vontade de ganhar”. E ponto final.    
 

João Nassif
Por João Nassif 20/07/2019 - 09:30

Os mais de 102 mil espectadores presentes no Estádio Azteca na Cidade do México viram no dia 17 de junho de 1970 a partida mais alucinante da história das Copa do Mundo.

Itália e Alemanha Ocidental decidiam numa das semifinais o direito de disputar a final contra a seleção brasileira que horas antes havia vencido o Uruguai na outra semifinal.

Itália x Alemanha Ocidental em 1970

Em campo três títulos Mundiais, sob intenso calor o jogo começou com os italianos cheios de fôlego contra os alemães que vinham de uma batalha nas quartas de final contra os ingleses, então campeões mundiais.

Parecia fácil para os italianos que abriram o placar logo aos 8 minutos com Boninsegna. O jogo ia chegando ao final e parecia que os italianos na retranca conseguiram segurar o 1x0.

Engano, Franz Beckenbauer fraturou a clavícula quase no final do jogo. A Alemanha não podia mais fazer substituição e Beckenbauer ao invés de deixar seu time com 10 em campo, voltou enfaixado e sua bravura inspirou os companheiros que conseguiram empatar no minuto final da partida.

E a partir daí, meus amigos o que se viu foram os mais espetaculares 30 minutos da história das Copas do Mundo.

Começou o tempo extra e os alemães exaustos, pois disputavam a segunda prorrogação em três dias marcou com Gerd Müller aos 4 minutos. A Itália empatou aos 8 com Burgnich. Riva fez 3x2 aos 14 e a Itália terminou o primeiro tempo da prorrogação em vantagem.

Na segunda etapa do tempo extra aos 4 minutos novamente Gerd Müller fez de cabeça 3x3, mas um minuto depois Gianni Rivera selou o placar com 4x3 para a Itália.

Na final os italianos exaustos foram presas fáceis para a seleção brasileira.
 

João Nassif
Por João Nassif 19/07/2019 - 11:01

A seleção húngara será sempre lembrada pela equipe histórica dos anos 1950 quando conquistou a medalha de ouro nas Olimpíadas de 1952 em Helsinki na Finlândia e o vice-campeonato na Copa do Mundo de 1954 na Suíça.

A Hungria foi a primeira equipe não britânica que venceu a Inglaterra em solo inglês no Estádio de Wembley, em jogo com resultado de 6x3 em novembro de 1953. Na revanche em Budapeste, pouco antes do Mundial de 1954, outra goleada, a Hungria venceu 7x1.

Inglaterra x Hungria em Wembley

Na partida de Wembley a ovação de 105 mil torcedores presentes consagrou a seleção húngara e viram nascer o 4-2-4 de jogo rápido, envolvente e eficiente que destruiu o esquema WM inglês (3-2-2-3) implantado em 1925 e que viveu seu último ato naquele dia.

A goleada marcou o início do processo de transformação do futebol, começando pelo preparo físico e pelo esquema tático, duas armas letais daquele inesquecível time húngaro. 

Mesmo com duas goleadas impostas, 9x0 sobre a Coréia do Sul e 8x3 sobre a Alemanha Ocidental a fantástica seleção húngara não conquistou a Copa de 1954, a exemplo da Holanda em 1974 e do Brasil em 1982, outras duas seleções que também não foram campeãs, mas fizeram história na disputa dos Mundiais de Futebol.   
 

João Nassif
Por João Nassif 18/07/2019 - 14:23

A Copa Libertadores da América tem no Independiente da Argentina seu maior ganhador com sete títulos. O também argentino Boca Juniors com seis títulos é o segundo clube que mais venceu a competição.

A quase totalidade dos títulos foi conquistada por clubes de maior expressão em seus países e as exceções são bem definidas como ganhadores impensáveis, pequenos em meio aos gigantes do continente.

Um desses pequenos é o Once Caldas da Colômbia que surpreendeu a América ao conquistar o título em 2004.

Once Caldas

A Copa Libertadores de 2004 foi disputada por 36 clubes que na primeira fase foram divididos em nove grupos com quatro clubes em cada um.

O Once Caldas foi o primeiro colocado em seu grupo tendo como adversários o Unión Atlético Maracaibo da Venezuela, o Vélez Sarsfield da Argentina e o Fénix do Uruguai. O Once Caldas terminou a fase com 13 pontos provenientes de quatro vitórias e um empate, sendo derrotado apenas uma vez Vélez jogando na Argentina.

Na segunda fase, oitavas de final o Once Caldas cruzou com o Barcelona de Guayaquil. Empatou as duas partidas, 0x0 em sua sede em Manizalez e em 1x1 jogando no Equador. Decidiu a vaga nos pênaltis e venceu por 4x2.

Nas quartas de final o Once Caldas eliminou o Santos com um empate no primeiro jogo no Brasil e vitória por 1x0 na Colômbia.

Vieram as semifinais e mais um brasileiro sucumbiu à zebra colombiana. Foi a vez do São Paulo que viu os colombianos empataram em 0x0 no Morumbi e vencerem por 2x1 no Estádio Palogrande em Manizalez.

E na decisão da Libertadores de 2004 mais um gigante sul-americano provou da força do time colombiano. O Once Caldas empatou duas vezes com o Boca Juniors, 0x0 na Bombonera e 1x1 na Venezuela. Na decisão por pênaltis a zebra confirmou o título vencendo os argentinos por 2x0.  
 

João Nassif
Por João Nassif 18/07/2019 - 10:13Atualizado em 18/07/2019 - 10:14

Foi uma quarta-feira alucinante de alto teor de adrenalina com as partidas de volta das quartas de final da Copa do Brasil.

Novamente os jogos foram cercados de polêmica com o VAR sendo decisivo num lance capital, mas mesmo com erro de arbitragem num dos jogos os resultados finais fizeram justiça pelo que os classificados jogaram dentro ou fora de casa. 

No início da noite depois de um empate em seus domínios o Grêmio foi a Salvador buscar classificação para mais uma final do torneio. Fez 1x0, teve um pênalti marcado a favor que depois de consultar o VAR o árbitro reverteu e expulsou o jogador do Bahia. Marcações acertadas e o Grêmio classificado.

Em Belo Horizonte, ainda no primeiro horário das partidas o Atlético-MG quase conseguiu empatar a decisão depois de ter tomado 3x0 no jogo de ida. Depois de fazer 1x0 conseguiu o segundo gol nos acréscimos, sem tempo para empatar o confronto e viu o Cruzeiro passar em busca de mais um título da Copa do Brasil.

No Maracanã o cheirinho foi reabilitado. Depois dos 6x1 no Goiás e com novo técnico já idolatrado pela torcida o Flamengo foi em busca da vitória depois de empatar o primeiro jogo em Curitiba. Saiu na frente, tomou o empate e não teve forças para evitar a decisão por pênaltis. Resultado, perdeu três cobranças e frustrou os quase 70 mil torcedores que lotaram o Maracanã. O Athletico Paranaense foi para a semifinal.

E finalmente o jogo no Beira Rio. Aí o grave erro da arbitragem que anulou o gol que daria a classificação ao Internacional ainda no tempo regulamentar. O Inter fez 1x0 no primeiro tempo empatando o confronto, pois o Palmeiras havia vencido em São Paulo. No final da segunda etapa depois da cobrança de um escanteio o gol de cabeça do zagueiro que inexplicavelmente o VAR chamou o árbitro que anulou o gol legitimo. Nos pênaltis a justiça foi feita com a classificação do time gaúcho.

E o Felipão que abra o olho, tem o plantel mais badalado do país, mas continua insistindo em jogadores que não estão entregando o necessário e vai vendo seu time perdendo classificações que teria obrigação de vencer. 


 

João Nassif
Por João Nassif 17/07/2019 - 10:16

No Almanaque da Bola de ontem vimos que Cuba, país caribenho, foi o primeiro representante da CONCACAF, Confederação de Futebol da América do Norte, Central e do Caribe na disputa das Copas do Mundo.

Cuba disputou apenas um Mundial, o de 1938 na França.

Outro representante da CONCACAF, o Canadá país da América do Norte também participou de apenas uma Copa do Mundo, em 1986 no México.

Seleção do Canadá no Mundial do México

O Canadá para chegar ao Mundial disputou as eliminatórias da CONCACAF no grupo 01 da segunda fase enfrentando Guatemala e Haiti. Terminou em primeiro lugar no grupo com três vitórias e um empate.

Venceu o Haiti duas vezes por 2x0, a Guatemala por 2x1 jogando em Vancouver e empatou com a mesma Guatemala em 1x1 em jogo disputado na capital guatemalteca.

Na fase final das eliminatórias Canadá enfrentou Honduras e Costa Rica. Venceu Honduras duas vezes, em casa por 2x1 e fora de casa por 1x0. Empatou duas vezes com Costa Rica, por 0x0 e 1x1. 

Somou seis pontos na fase final e foi para o México. 

A campanha do Canadá na Copa do Mundo de 1986 foi horrível. Fez apenas os três jogos da primeira fase e sofreu três derrotas. Perdeu para a França por 1x0, para a Hungria por 2x0 e também por 2x0 para a União Soviética.

O Canadá saiu da Copa sem marcar um golzinho sequer.
 

João Nassif
Por João Nassif 16/07/2019 - 16:41Atualizado em 16/07/2019 - 16:41

A implantação do vídeo arbitragem foi feita depois de muito se estudar a respeito do fim dos debates pós jogos sobre os erros dos árbitros na condução de um jogo de futebol.

Resumindo, o VAR veio para dirimir dúvidas e acabar com a discussão. Aqui no Brasil quando o VAR entra em ação alimenta dúvidas e suspeitas pela incapacidade dos árbitros brasileiros.

Resumindo ainda mais, o VAR veio para acabar com a discussão e as discussões continuam. Não é o caso de tirar o VAR de nossas competições?
 

Tags: VAR

João Nassif
Por João Nassif 16/07/2019 - 11:31

Cuba foi o primeiro país caribenho a disputar uma Copa do Mundo. 

Por ser o beisebol o esporte mais popular do país, somente nos últimos anos com o incentivo do ex-presidente Fidel Castro que percebeu que o futebol serve como elemento educador é que Cuba vem aumentando sua participação em competições da CONCACAF, a Confederação de Futebol da América do Norte, Central e do Caribe.

Para disputar seu único Mundial em 1938 na França, Cuba se classificou por ter sido a única inscrita para as eliminatórias de sua Confederação.

Como a Copa do Mundo de 1938 com 16 seleções, pelo regulamento foram formados na primeira fase oito grupos em eliminatórias diretas, Cuba pelo sorteio enfrentou a seleção da Romênia e empatou em 3x3.

Foi necessária uma partida desempate e os cubanos venceram por 2x1 passando às quartas de final. O adversário foi a Suécia que venceram por 8x0 eliminando Cuba do Mundial.

Nas eliminatórias para o último Mundial disputado na Rússia, Cuba enfrentou a seleção de Curaçao na segunda fase e foi eliminada. Empatou os dois jogos, o primeiro em zero Willemstad, capital de Curaçao e depois em 1x1 em Havana. Por ter levado um gol jogando em casa ficou fora da disputa das vagas para a Copa de 2018.

Como curiosidade em junho de 2011 foi feito um convite para que o brasileiro Sócrates, que era adepto do regime cubano, assumisse como técnico a seleção cubana. Sócrates não aceitou.
 

João Nassif
Por João Nassif 15/07/2019 - 10:25

Um dos clássicos de maior rivalidade no futebol sul-americano tem como palco o Estádio Centenário em Montevidéu. 

Peñarol e Nacional proporcionaram ao longo da história jogos históricos e decisivos tanto em competições locais como também em torneios sul-americanos.

Um jogo em especial realizado em 1949 ficou marcado até hoje como um dos capítulos históricos dessa rivalidade do futebol uruguaio.

No dia 09 de outubro o Estádio Centenário pulsava com a emoção das duas apaixonadas torcidas na esperança de uma grande partida.

Peñarol e árbitros no "Clássico da fuga"

Apesar da rivalidade o todo poderoso Peñarol, uma maquina de jogar futebol estava no auge o que tornava a empreitada do Nacional uma missão praticamente impossível como para qualquer time do mundo.

Porém, numa rivalidade ninguém se dá por vencido antes do confronto. O Nacional foi para a batalha sabendo que enfrentaria armas como Varella, Ghiggia, Hohberg, Miguez, Schiaffino, Vidal entre outras que no ano seguinte seriam conhecidas pelos torcedores brasileiros.

O Nacional nove anos antes havia goleado o inimigo por 6x0, uma derrota doida que pedia vingança.

No confronto de 1949 o Peñarol saiu na frente com gol de Ghiggia. Pouco antes do intervalo o segundo gol marcado por Vidal depois de um pênalti que gerou a expulsão de Tejera, zagueiro do Nacional.

Em meio a comemoração uma grande confusão que terminou com a expulsão de Walter Gómez, jogador do Nacional.

Em um dos intervalos mais longos do clássico, emoções divididas. De um lado, euforia e esperança de uma goleada homérica. Do outro, indignação com o árbitro e um misto de sentimentos: Medo ou revolta?

Após o retorno do Peñarol ao campo, todos esperavam o a volta Nacional. Retorno que nunca aconteceu. Estava definido o “Clássico da Fuga”. Até hoje ambas as torcidas discutem tal episódio. Talvez o mais marcante do clássico gigante.
 

João Nassif
Por João Nassif 14/07/2019 - 21:15

Thiago Ávila *

A quinta temporada da principal categoria de carros elétricos chegou ao fim nesse final de semana. O campeonato, extremamente equilibrado, com sete vencedores diferentes em 13 etapas, terminou novamente com francês Jean-Éric Vergne como campeão.

Jean-Éric Vergne

A temporada 2018-19 iniciou com um domínio evidente da equipe BMW, com o português António Felix da Costa vencendo a primeira prova, na Arábia Saudita, em uma boa disputa com Vergne. Em Marrakesh, o português tinha tudo para repetir o resultado, até se enroscar com seu companheiro de equipe e entregar a vitória para Jerome D’Ambrosio, da Mahindra.

No Chile, um novo integrante apareceu na disputa: Sam Bird e o motor Audi. O inglês foi brilhante em Santiago e botou a Virgin nas cabeças do campeonato. A Audi continuou surpreendendo, com um belo desempenho de Lucas Di Grassi, que venceu Pascal Wehrlein na linha de chegada no México. A Mahindra, a Virgin e a Audi agora assumiam o posto de equipes a serem batidas no momento.

Aí veio a virada do campeão na China. Vergne foi o sexto vencedor diferente em seis provas e entrava na disputa. Com Mahindra e BMW em decadência, foi a vez das asiáticas Techeetah e Nissan entrarem em ação. As equipes dividiram o posto de pole position em seis corridas consecutivas. Nesse período, o francês campeão do ano passado venceu mais duas e chegou a prova decisiva em Nova York com 32 pontos de vantagem sobre o brasileiro Lucas Di Grassi.

Na rodada dupla americana – ou seja, uma corrida no sábado e outra no domingo – oito pilotos de seis equipes diferentes ainda tinham chances matemáticas de serem campeões. Os favoritos eram claramente Vergne e Di Grassi, experientes, ambos buscavam o inédito bicampeonato da categoria.

Na primeira prova, corrida perfeita de Sebastien Buemi, o segundo campeão da Formula-E, que volta a vencer uma corrida depois de dois anos, e ainda entregou a primeira vitória para a equipe Nissan. O neozelandês Mitch Evans foi o segundo, com Di Grassi o quinto. Vergne abandonou depois de um enrosco com Felipe Massa.

O título do francês foi adiado para o dia seguinte. Agora a briga pelo caneco se reduziu a quatro pilotos (os quatro citados anteriormente). Buemi era o mais distante, precisava fazer outra pole e vencer a corrida, e Di Grassi, o vice-líder, precisava de uma vitória e torcer para que Vergne ficasse atrás de sétimo.

O suíço bateu na trave, foi o terceiro lugar no classificatório e caiu fora da disputa. Evans, Di Grassi e Vergne ficaram enfileirados na 9ª, 10ª e 11ª posições. A prova, muito movimentada, teve Buemi sofrendo com o carro para se manter na terceira colocação e confirmar o vice-campeonato. O holandês Robin Frinjs volta a colocar a Virgin no topo, com Alex Sims em segundo.

Evans e Di Grassi brigavam com Daniel Abt pela quinta colocação no final da prova até se tocarem na última volta e jogar todas as esperanças, que já eram quase zero, no lixo. O francês se aproveita, faz uma prova limpíssima e termina em sétimo. Di Grassi cai para terceiro na classificação e Frinjs assume a quarta.

Jean-Eric Vergne, que ano passado venceu com certa folga, porém não convenceu muito os fãs, este ano foi brilhante, e mesmo com o campeonato superequilibrado, foi sem dúvidas o mais regular e o mais preparado para levantar a taça. Além do mais, seu time, a Techeetah, também levou o campeonato de equipes, coroando ainda mais o desempenho.

No balanço geral, uma temporada deprimente para os brasileiros. Além de Nelsinho Piquet e Felipe Nasr, que desistiram durante a temporada, Felipe Massa foi péssimo. Conquistou um pódio em Mônaco em uma corrida de exceção e foi constantemente derrotado por seu companheiro Edoardo Mortara. Lucas Di Grassi foi o que teve melhor desempenho, com o terceiro lugar, mas perdeu duas rivalidades importantes, contra Vergne e principalmente para Buemi, que foi muito irregular.

E assim terminamos mais uma temporada para os carros elétricos, com um equilíbrio jamais visto no esporte a motor, e se espera muito mais da temporada 6.

* Estudante de Jornalismo da PUCRS

João Nassif
Por João Nassif 14/07/2019 - 08:41

O futebol é o único esporte coletivo que produz resultados surpreendentes que se constituem em verdadeiras zebras para usar o vocabulário popular. Quase sempre o futebol mostra casos reais de vitória de times pequenos contra gigantes que ajuda a explicar porque o jogo é tão apaixonante com suas surpresas e incoerências.

Em se tratando de Copa do Mundo, a primeira grande zebra foi a vitória dos Estados Unidos sobre a Inglaterra em 1950 na primeira Copa do Mundo realizada no Brasil.

Gaetjens herói da vitória dos EUA

A preparação da seleção americana que viria ao Brasil começou com uma reunião de jogadores amadores desconhecidos e que partiram para o Mundial sem nenhuma manifestação, mostrando o desinteresse dos norte-americanos pelo futebol.

No Estádio Independência em Belo Horizonte os Estados Unidos enfrentaram a Inglaterra, país dos inventores do futebol e que pela primeira vez disputariam uma Copa do Mundo.

No futebol existem vários clichês, como por exemplo, “futebol é uma caixinha de surpresas”, “o jogo se define dentro do campo”, “quem morre na véspera é o peru”, “futebol são onze contra onze”, entre tantas expressões que mostram de que forma a zebra passeia pelos gramados do planeta.

E não é que a zebra cavalgou por Belo Horizonte! 

Perante pouco mais de 10 mil espectadores no dia 29 de junho em jogo valendo pelo grupo 2 da Copa do Mundo de 1950, com um gol do haitiano Gaetjens aos 38 minutos do primeiro tempo os amadores dos Estados Unidos venceram os profissionais ingleses.

Este resultado abalou a seleção inglesa que na sequencia perdeu para a Espanha e foi eliminada do Mundial.
 

João Nassif
Por João Nassif 13/07/2019 - 09:12Atualizado em 13/07/2019 - 09:12

João Saldanha, jornalista não costumava levar desaforo para casa. Chamado de “João Sem Medo”, o comunista assumido participou de guerrilhas e greves. 

Um de seus atos mais polêmicos foi quando aceitou assumir a seleção brasileira que disputaria o Mundial do México em 1970 em meio a uma ferrenha ditadura militar.

João Saldanha

Política à parte, Saldanha era capaz de sacar uma arma e atirar contra o goleiro de seu time do coração que inclusive foi indicado por ele para o clube. Foi como ficou marcada uma das histórias mais incríveis do futebol.

Haílton Corrêa de Arruda, conhecido como Manga, participava da comemoração do título de campeão carioca na sede náutica do Botafogo no dia 19 de dezembro de 1967. 

Havia insinuações que o goleiro estaria vendido no jogo final, apesar da vitória do Botafogo por 2x1 contra o Bangu. O suposto suborno teria sido oferecido por Castor de Andrade, então presidente do Bangu.

Depois de uns dias de discussão no programa Roda Viva da TV Cultura quando o comentarista João Saldanha desconfiou de algumas saídas erradas do goleiro e insinuou que poderiam ter corrompido o goleiro, não com dinheiro, mas ameaçando de morte seus familiares. Saldanha afirmou que Manga estava aterrorizado.

Antes da festa a imprensa cobrava satisfação do goleiro e o clima era de apreensão. Saldanha não iria à festa, mas foi convencido por um jornalista que combinou uma armação com seguranças que o segurariam para que Manga o agredisse.

João Saldanha foi e levou dois revólveres para garantir sua segurança. Quando chegou no Mourisco, local do evento, o barulho das conversas era intenso e foi diminuindo à medida que Saldanha adentrava o recinto. 

Quando ficou frente a frente com Manga, João Saldanha sacou um dos revólveres, deu dois tiros no chão e o que se viu foi uma corrida desabalada do goleiro que saltou um muro de três metros de altura para fugir das balas.

Foi um dos episódios marcantes deste botafoguense que faleceu na Itália após a final da Copa do Mundo de 1990 aos 73 anos, vítima de um enfisema pulmonar.
 

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