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CORONAVÍRUS - Saiba mais aqui
* as opiniões expressas neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do 4oito
João Nassif
Por João Nassif 13/03/2020 - 09:17

Quando se aproxima uma Copa do Mundo um dado histórico que sempre vem à tona é a goleada da Hungria sobre El Salvador por 10x1, a maior goleada registra nos 21 Mundiais já realizados. O jogo foi realizado em Elche na Espanha no dia 15 de junho de 1982.

Se a partida entre Hungria e El Salvador ficou na história como a maior goleada, em 1954 na Suíça aconteceu a partida com o maior número de gols marcados em um único jogo em todas as Copas já realizadas. No dia 26 de junho a Áustria bateu os anfitriões por 7x5.

Estes placares extravagantes não se comparam ao que aconteceu nas eliminatórias da Oceania para a Copa do Mundo de 2002. Em Coffs Harbour na Austrália os donos da casa massacraram a seleção de Samoa Americana por 31x0.

As Eliminatórias da Oceania foi toda disputada em território australiano com cinco seleções atrás de apenas uma vaga que dava direito ao vencedor de disputar a repescagem intercontinental contra uma seleção sul-americana.

Obviamente a Austrália ficou na primeira posição vencendo seus quatro jogos sem sofrer gols e marcando um total de 66. Além da vitória sobre Samoa Americana os australianos venceram Tonga por 22x0, Samoa por 11x0 e tiveram dificuldades para vencer a seleção de Fiji por apenas 2x0. 

Na repescagem a Austrália perdeu a vaga para o Uruguai mesmo tendo vencido o primeiro jogo por 1x0 em Melbourne. Na partida de volta perdeu em Montevidéu por 3x0. 

João Nassif
Por João Nassif 12/03/2020 - 17:35Atualizado em 13/03/2020 - 07:04

O Coronavírus chegou com força e mexeu no calendário do futebol mundial.

Na Europa jogos das Ligas e dos torneios de clubes estão sendo realizados com portões fechados e muitos deverão ser cancelados por conta da pandemia.

O mesmo acontece na América do Sul e a Conmebol suspendeu os jogos da Libertadores que seriam jogados a semana que vem e também as partidas pelas Eliminatórias do Mundial de 2022. 

Desta forma o calendário do futebol brasileiro que já está estrangulado pela absoluta falta de datas em razão dos estaduais, Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro exigirá da CBF uma grande engenharia para acomodar todas as competições dentro dos limites impostos na preservação dos jogadores.

Claro que quando o calendário é montado o que menos importa é a questão física dos atletas que não têm direito à uma pré-temporada com qualidade e rapidamente são expostos nos campeonatos estaduais e agora com o necessário remanejamento das datas das competições a superposição de jogos será inevitável. 

Creio que a folga do calendário pela disputa da Copa América irá para o espaço.   
 

João Nassif
Por João Nassif 12/03/2020 - 09:17

Argentina e Uruguai dominaram o futebol sul-americano no início do século passado. A hegemonia começou em 1916 com a disputa do primeiro Campeonato Sul-Americano de Seleções vencido pelo Uruguai na casa dos rivais.

O torneio foi um quadrangular que além de Argentina e Uruguai teve também as participações de Brasil e Chile. Jogaram todos contra todos em turno único.

Uruguai campeão em 1916

A seleção brasileira empatou com o Chile e Argentina, dois jogos em 1x1 e foi derrotada pelos uruguaios por 2x1.

A tabela marcou para o último jogo o encontro entre os dois rivais com o Uruguai jogando pelo empate. 

Todas as partidas do torneio foram disputadas no estádio do Gimnasia y Esgrima no distrito de Palermo em Buenos Aires com capacidade para 17 mil espectadores.

A partida final foi interrompida logo aos 5 minutos, pois houve briga generalizada sem condições de segurança para que o jogo tivesse continuidade.

Com a suspensão da partida foi marcado no jogo para o dia seguinte com a mudança de local. O jogo foi para o estádio do Racing em Avellaneda com arbitragem do chileno Carlos Fanta.

Terminou empatado em 0x0 e o Uruguai foi consagrado como o primeiro campeão sul-americano de futebol.

Até a primeira Copa do Mundo de 1930 foram disputados 11 Campeonatos Sul-Americanos com cinco títulos do Uruguai, quatro da Argentina e dois do Brasil, em 1919 e 1922.

João Nassif
Por João Nassif 11/03/2020 - 09:26

A primeira edição da Copa Libertadores da América foi realizada em 1960 com a participação de apenas sete clubes todos campeões dos países convidados pela Confederação Sul-Americana de Futebol.

Um ano antes quando a competição foi anunciada ainda não existia no Brasil um torneio que pudesse indicar o campeão para representar o país na Libertadores.

Por isso a CBD, precursora da CBF resolveu criar ainda em 1959 a Taça Brasil, uma disputa entre os campeões de alguns estados do país. Um total de 16 clubes participaram da primeira edição do torneio, Santa Catarina foi representada pelo Hercílio Luz de Tubarão que havia sido campeão estadual em 1958.

Ainda no embrião a I Taça Brasil foi regionalizada, ainda não havia a facilidade de deslocamentos da atualidade e também a cobertura dos custos, pois o futebol brasileiro ainda engatinhava no profissionalismo.

Na decisão da Zona Norte a disputa foi entre o Bahia e o Sport Recife. Os baianos venceram em casa o primeiro jogo por 3x2 e foram goleados em Pernambuco por 6x0. Como à época não havia saldo de gols no terceiro jogo, também em Recife o Bahia venceu por 2x0.

O Grêmio foi campeão da Zona Sul derrotando na final o Atlético Mineiro duas vezes, por 4x1 em Minas e por 1x0 em Porto Alegre.

O regulamento privilegiava os campeões estaduais em 1958 de São Paulo e Rio de Janeiro, por isso Santos e Vasco da Gama entraram somente nas semifinais. 

Nas semifinais o Santos eliminou o Grêmio com vitória por 4x1 na Vila Belmiro e empate em 0x0 no Olímpico. O Bahia passou pelo Vasco depois de vencer por 1x0 no Maracanã e perder em casa por 2x1. No jogo extra o Bahia foi para a final com vitória por 1x0 na Fonte Nova.

Na decisão deu Bahia sobre o Santos de Pelé. Novamente houve necessidade de um terceiro jogo. No primeiro em Santos o Bahia venceu por 3x2. No segundo deu Santos, 2x0 em Salvador.

No jogo final disputado no Maracanã o Bahia venceu por 3x1 e se tornou o primeiro campeão da Taça Brasil.

João Nassif
Por João Nassif 10/03/2020 - 09:04

Tentar entender o regulamento da Copa João Havelange que substituiu o campeonato brasileiro em 2000 é uma árdua tarefa, pois somente o futebol brasileiro foi capaz de inventar uma competição disputada por 116 equipes divididas em quatro módulos.

Fui em frente e consegui o básico para poder explicar a vocês.

O módulo azul, tipo a primeira divisão foi disputado por 25 clubes classificando-se 12 para a fase final.

No módulo amarelo participaram 36 equipes divididas em duas chaves com a classificação para a próxima fase dos oito primeiros de cada chave. Os 16 times que passaram para a segunda fase disputaram as oitavas de final com a classificação dos dois finalistas mais o de melhor campanha que foi eliminado nas semifinais. Portanto passaram três clubes para a fase final.

Os módulos verde e branco contaram com 28 e 27 clubes, respectivamente e depois de várias fases se misturaram e sobrou apenas um classificado para a fase final.

Portanto, 12 clubes do módulo azul, três do amarelo e um do confronto entre o verde e o branco sobraram 16 que foram para disputa final em busca do título.

A fase final do campeonato começou com as oitavas de final em jogos eliminatórios até o confronto entre Vasco da Gama e São Caetano que sobraram para a decisão do título.

O primeiro jogo foi em São Paulo no estádio Palestra Itália e houve empate em 1x1.

A partida final foi disputada em São Januário no dia 30 de dezembro e foi suspensa devido à queda do alambrado que deixou mais de 150 feridos.

Foi marcado novo jogo para o dia 18 de janeiro de 2001 e o Vasco da Gama no Maracanã venceu por 3x1. Foi o quarto título do Vasco no campeonato brasileiro. O time da Cruz de Malta já havia sido campeão em 1974, 1989 e 1997.

Fiz um resumo da competição que teve 1.065 jogos e a marcação de 2.970 gols com a boa média de 2,79 gols/jogo.

O artilheiro foi o atacante Adhemar do São Caetano que marcou 22 gols. 

João Nassif
Por João Nassif 09/03/2020 - 09:34

Ontem registrei aqui como surgiu a expressão “rolo compressor”, apelido dado ao time do Internacional que reinou no campeonato gaúcho na década de 1940.

Alguns anos depois a expressão foi repetida com a ascensão do time do Flamengo que em 1953 iniciou a conquista do segundo tricampeonato da sua história.

O ataque rubro negro ganhou a denominação por ter goleado o Vasco da Gama, seu arquirrival, por 4x1 na decisão do campeonato carioca. O jogo foi disputado no dia 10 de janeiro de 1954 no Maracanã com público de 132.500 torcedores.

O título foi conquistado com uma rodada de antecedência, pois na rodada anterior o Fluminense que ainda tinha chances matemáticas para se tornar campeão foi derrotado pelo Bangu deixando o Flamengo a uma vitória do título.

O campeonato carioca daquele ano foi disputado em duas etapas por 12 equipes que jogaram a primeira fase em turno e returno com a classificação dos seis primeiros para a fase final.

Os quatro grandes mais América e Bangu foram para a última etapa do campeonato. O Flamengo terminou a primeira fase na primeira colocação com 36 pontos ganhos.

Na fase final com os seis classificados jogando em turno único o Flamengo foi campeão invicto vencendo todos os jogos que realizou. Por isso foi também chamado de “rolo compressor”.  Ganhou do Fluminense por 2x1, do América por 2x0, mesmo placar na vitória sobre o Bangu, fez 4x1 no Vasco e terminou a campanha vencendo o Botafogo por 1x0.

O artilheiro do campeonato foi também do Flamengo, o paraguaio Benitez que marcou 22 gols. 

João Nassif
Por João Nassif 09/03/2020 - 06:20

Thiago Ávila *

No próximo final de semana, os carros mais badalados e velozes do mundo estarão de volta às pistas para o início da nova temporada da Formula 1, para o GP da Austrália, em Melbourne. Como de costume aqui no blog, faremos uma análise de como as equipes chegam para o ano e enumeraremos do melhor ao pior carro de 2020.

1º MERCEDES

Os flechas prateadas tem totais condições de levar o heptacampeonato e se reafirmar o seu enorme domínio na era dos motores híbridos. Foram excelentes na pré-temporada, com Bottas chegando a fazer tempo de pole position em um dos dias. Para completar, eles têm o melhor piloto do grid, Lewis Hamilton, que está há um passo de quebrar todos os recordes de Michael Schumacher. A única coisa que pode impedir de isso acontecer é a confiabilidade do motor, que quebrou algumas vezes nos testes de Barcelona.

2º RED BULL

A parceria Red Bull-Honda funcionou bem no ano passado, com Max Verstappen conseguindo vencer três corridas. Tudo indica que a equipe de energéticos dará um passo à frente em relação a 2019 e será a principal adversária da Mercedes. A única dúvida é que não sabemos de praticamente nada sobre o carro deste ano, a Red Bull em nenhum momento se mostrou brigar por altos tempos durante os testes de pré-temporada. Mas uma coisa é certa: o carro não apresentou nenhum problema, e parece ser o mais confiável até o momento.

3º FERRARI

Carro lento nos testes, confiabilidade baixa, aerodinâmica pior que no ano passado, chefe de equipe admitindo publicamente que o carro não é bom, e agora mais acusações de ilegalidade no motor de 2019. Tudo dá errado para a equipe de Maranello! Mesmo com diversos problemas, ainda é uma equipe de ponta, por conta de todo o dinheiro investido, e tem dois pilotos excelentes, Sebastian Vettel e Charles Leclerc, que ainda vão (sim, estou afirmando) colocar os italianos nas cabeças. O chefe de equipe, Mattia Binotto, já afirmou que pretende encerrar o desenvolvimento do carro mais cedo este ano para focar em 2021, quando o regulamento vai sofrer diversas alterações.

4º RACING POINT

A equipe de Lawrence Stroll tem tudo para fazer a melhor temporada desde a entrada em 2018. Nos testes, impressionou após os tempos muito próximos à Mercedes e principalmente ao design extremamente parecido com o dos alemães em 2019, dando o apelido de ‘Mercedes Rosa’. A equipe deve andar muito próxima a Ferrari neste início de temporada, podendo ficar até na frente, quem sabe.

5º MCLAREN

Não há muita diferença entre o carro de 2019 para o deste ano. A equipe de Carlos Sainz e Lando Norris deve se manter no pelotão do meio com uma boa disputa com a Racing Point pelo quarto lugar.

6º RENAULT

Com a boa melhora na reta final do ano passado e um desempenho interessante nos testes dessa temporada, os franceses devem ser os principais rivais da McLaren e Racing Point na disputa pelo melhor do resto.

7º ALFA ROMEO

A Alfa Romeo promete uma boa evolução para o carro deste ano. Só na pré-temporada, a equipe satélite da Ferrari liderou duas sessões de testes, com Kimi Raikkonen e o piloto de testes Robert Kubica. A chegada do polonês, com um bom dinheiro, aliada com a ajuda da Ferrari no design do carro, os alvirrubros devem ser um dos destaques positivos do novo ano, podendo competir mais no pelotão intermediário. Os problemas são os pilotos, um velho demais e o outro a esperança (ou desesperança) Antonio Giovinazzi.

8º ALPHATAURI

A antiga Toro Rosso, agora uma marca de roupa exclusiva da Red Bull, deve seguir na mesma linha que terminou 2016, com cores novas. Pierre Gasly e Daniil Kvyat seguem no páreo, são dois pilotos com boa rodagem na equipe, e que devem fechar bem o quinteto de equipes médias da F1. O novo carro é um modelo que lembra a Red Bull do ano passado, será que os resultados também?

9º WILLIAMS

Tudo o que vier é lucro. Essa é a filosofia da equipe de Grove no momento depois da pior temporada da história em 2019. E não foram maus nos testes de Barcelona. Russell e Latifi andaram no mesmo ritmo de equipes como a McLaren e Renault, e com certeza dessa vez irão voltar a ser competitivas.

10º HAAS

Estão indo de mal a pior. Depois de um ano desastroso em 2019, a equipe não conseguiu se encontrar na pré-temporada. Foram piores que a Williams e o carro parece um Formula 2. A equipe de Gunther Steiner deve ser ocupar o lugar que era dos britânicos ano passado, claro, ainda sendo competitivos. A situação é tão complicada que Gene Haas, proprietário da equipe, já pensa em se retirar da categoria na próxima temporada.

* Jornalista

João Nassif
Por João Nassif 08/03/2020 - 21:30

Hoje em dia o futebol é regido por protocolos e um deles é a obrigatoriedade dos técnicos darem entrevistas coletivas após os jogos. Ganhem ou percam os comandantes têm que vir à sala de imprensa para justificar o comportamento de seus times.

Aqui no Heriberto Hülse as coletivas são dadas pelo Roberto Cavalo tendo sempre o Wilsão a seu lado. Os dois treinam e escalam o time, mas somente um é que fala.

Desde o primeiro jogo, lá pela metade de janeiro, quer dizer a quase dois meses as explicações dadas pelo Roberto Cavalo são as mesmas. Time que começou tarde, ainda em formação, a camisa é pesada e os jogadores novos ou mais experientes sentem pressão jogando em casa, por isso os resultados são ruins.

Seria mais logico se o técnico dissesse que desde o ano passado quando levou o clube ao rebaixamento não teve capacidade para encontrar uma escalação e muito menos um esquema, mesmo com um plantel de baixa qualidade. 

Depois de nove jogos na temporada contando o vexame na Copa do Brasil, ouvi do técnico após o jogo contra o Figueirense que o time evoluiu, afinal ficou no 0x0 e conseguiu uma difícil classificação. Lembrando que a dificuldade era ficar entre os oito num campeonato com 10 clubes.

É uma pena a coletiva do treinador ser obrigatória.
 

João Nassif
Por João Nassif 08/03/2020 - 08:25

O termo “rolo compressor” surgiu na década de 1940 quando o Internacional impôs indiscutível superioridade sobre seus adversários no Rio Grande do Sul e frequentes humilhações ao Grêmio, seu maior rival.

Rolo compresso na metade do século passado

O Inter foi hexa campeão de 1940 a 1945 e depois emendou um bicampeonato nas temporadas 1947/1948 e foi tetra entre 1950/1953. Nesta última série já não estavam mais presentes as grandes estrelas do “rolo”, sendo as principais delas os atacantes Tesourinha e Carlitos.

Tesourinha, que mesmo jogando no Rio Grande do Sul, portanto distante dos grandes centros foi eleito o melhor jogador do Brasil numa enquete popular da época, conhecida como “Craque Melhoral”. 

Para muitos jornalistas e historiadores Tesourinha é considerado o melhor jogador do Inter em todos os tempos. Lesionou-se às vésperas da Copa do Mundo de 1950 quando era titular absoluto da seleção nacional.

Carlitos, por sua vez, é até hoje o maior artilheiro da história do clube, tendo marcado 324 gols em 384 jogos entre 1938 e 1951, período em que vestiu a camisa colorada.

O time base do “rolo compressor” era formado pelo goleiro Ivo, os zagueiros Nena e Alfeu, os médios Assis, Ávila e Abigail e os atacantes Tesourinha, Russinho, Villalba, Ruy e Carlitos.

João Nassif
Por João Nassif 07/03/2020 - 12:19

O campeonato brasileiro teve sua primeira edição em 1971 e o campeão foi o Atlético Mineiro que derrotou Botafogo e São Paulo no triangular final.

Era época do formulismo a CBF e as Federações mudavam os regulamentos todos os anos e muitas vezes imperava a política que privilegiava clubes que não conseguiam permanecer nas divisões principais e as viradas de mesa eram constantes.

Em 1975, por exemplo, o campeonato foi disputado por 42 equipes divididas em quatro grupos. Dois o A e o B com 10 cada um e dois o C e o D com 11 na primeira fase. Naquela época não existia o ranking da CBF de clubes e Federações e a divisão dos clubes era aleatória.

Passaram para a segunda fase cinco equipes de cada grupo, portanto 20 se classificaram e foram novamente divididos, agora em dois grupos de 10 times em cada um. Os seis primeiros colocados de cada grupo passaram para a terceira fase.

Os 22 que não conseguiram classificação na primeira fase foram disputar uma repescagem divididos em quatro grupos. Os primeiros colocados se credenciaram para disputar a terceira fase do campeonato.

Chegamos, portanto a terceira fase com 16 clubes, novamente divididos, agora em duas chaves com oito em cada uma. Os dois primeiros de cada chave foram para o enfrentamento na fase semifinal.

Num grupo o primeiro colocado foi o Fluminense com o Cruzeiro em segundo. No outro o Santa Cruz de Recife chegou em primeiro com o Internacional na segunda colocação.

As semifinais foram disputadas em jogo único com os primeiros colocados tendo o privilégio de jogar em casa. O Internacional derrotou o Fluminense no Maracanã por 2x0 e o Cruzeiro venceu em Recife por 3x2.

A decisão foi no Beira Rio e o Internacional ganhou seu primeiro campeonato brasileiro vencendo o Cruzeiro por 1x0 com público de mais de 82 mil pessoas.
 

João Nassif
Por João Nassif 06/03/2020 - 09:19

Com a popularização do futebol no final do século 19, a Europa viu nascer vários clubes que priorizaram o futebol e foram se tornado potencias no decorrer dos anos.

Na Espanha, mais precisamente em Barcelona foi fundado um clube que hoje é um dos gigantes do futebol mundial. O Fútbal Club Barcelona.

Camp Nou

A ideia da formação do clube na Catalunha foi de um suíço, Hans Gamper que convocou um grupo de torcedores de futebol mediante um anúncio publicado na revista Los Deportes em outubro de 1899. Atenderam a intimação os 12 fundadores do clube, seis espanhóis, três ingleses, dois suíços e um alemão. O mais velho entre eles, o inglês Walter Wild foi escolhido para ser o primeiro presidente.

No dia 29 de novembro foi fundado o FC Barcelona. Dizem os antigos que a escolha do azul e grená foi uma homenagem ao Basel da Suíça, onde Gamper jogou antes de chegar à Catalunha.

No início a dificuldade em encontrar um lugar para treinar e jogar. Durante os 10 primeiros anos o Barcelona perambulou por quatro lugares diferentes, pois a cidade crescia muito e encontrar espaços adequados era de imensa dificuldade.

Somente em 1957 é que foi inaugurado o Camp Nou, estádio que hoje comporta quase 100 mil pessoas e que se tornou a casa do Barcelona.

Os torcedores do Barcelona são chamados de culés desde a década de 1910. Naqueles anos o time jogava no campo de uma indústria e já popular levava grandes públicos ao estádio. Desde a rua se via como estavam sentados, de costas, os torcedores localizados na parte mais alta da arquibancada.

A imagem vista da rua era uma grande quantidade de traseiros (culos em espanhol), por esta razão os torcedores do Barcelona começaram a ser chamados de culés.
 
 

João Nassif
Por João Nassif 05/03/2020 - 09:29

O campeonato brasileiro de 1996 foi disputado por 24 clubes. O regulamento previa que todos jogariam entre si apenas em partidas de ida com a classificação dos oito primeiros que jogariam a segunda fase, as quartas de final. O primeiro enfrentaria o oitavo colocado, o segundo jogaria contra o sétimo e assim por diante.

Pela ordem a classificação final ficou assim depois de cada time ter feito 23 jogos: Cruzeiro primeiro colocado com 44 pontos, Guarani em segundo com 43 mesma pontuação do Palmeiras que ficou em terceiro por ter uma vitória a menos, o quarto foi o Atlético-PR, em quinto ficou o Atlético-MG seguido do Grêmio sexto colocado,  Goiás em sétimo e finalmente a Portuguesa em oitavo.

O Criciúma ficou em 21º com 23 pontos à frente do Bahia e dos rebaixados Fluminense e Bragantino.

Voltando às quartas de final, os quatro primeiros colocados foram eliminados. O primeiro colocado Cruzeiro foi eliminado pela Portuguesa, o Guarani pelo Goiás, o Palmeiras pelo Grêmio e no confronto dos Atléticos o classificado foi o Mineiro.

Nas semifinais o Grêmio passou pelo Goiás com vitória no Serra Dourada por 3x1 e empate em 2x2 no Olímpico e a Portuguesa eliminou o Atlético Mineiro com vitória no Canindé por 1x0 e empate no Mineirão em 2x2.

A final foi dramática. No primeiro jogo em São Paulo a Portuguesa venceu por 2x0 com gols de Gallo e Rodrigo Fabri.

No jogo em Porto Alegre o Grêmio precisava vencer por dois gols de diferença para confirmar o título. E foi logo abrindo o placar com gol de Paulo Nunes aos três minutos. Daí em diante o Grêmio partiu para o segundo gol e a Portuguesa conseguiu segurar o ímpeto gremista até aos 39 do segundo tempo quando Aílton fez o gol que valeu o campeonato.

Perante mais de 42 mil torcedores o Grêmio treinado pelo Felipão jogou com Danrlei, Arce, Rivarola (Luciano), Mauro Galvão e Roger; Dinho (Aílton), Luiz Carlos Goiano, Emerson (Zé Afonso) e Carlos Miguel; Paulo Nunes e Zé Alcino.   
 

Tags: Portuguesa

João Nassif
Por João Nassif 04/03/2020 - 09:12

O dia 13 de dezembro de 1981 ficará gravado para sempre na memória dos torcedores do Flamengo, pois foi nesse dia que o time ganhou seu primeiro e até agora único título mundial.

O jogo contra o Liverpool foi realizado no Estádio Nacional de Tóquio no Japão perante 74 mil espectadores. O Flamengo venceu por 3x0 com arbitragem do mexicano Rúbio Vazques. A disputa era chamada de Copa Intercontinental, também conhecida como Copa Toyota.

Para chegar ao Japão o Flamengo teve que vencer a Taça Libertadores. Campeão e vice do campeonato nacional de 1980 Flamengo e Atlético Mineiro se encontraram na fase de grupos, a primeira fase da competição.

Houve dois empates em 2x2, no Maracanã e Mineirão. Houve necessidade de um jogo desempate no Serra Dourada em Goiânia. Aos 37 minutos quando ainda estava 0x0 o jogo foi encerrado, pois o Atlético ficou apenas com seis jogadores em campo. Éder, Reinaldo, Chicão, Palhinha e Cerezo foram expulsos pelo árbitro José Roberto Wright.

Na segunda fase, semifinal, o Flamengo passou invicto em jogos de ida e volta contra o Deportivo Cali da Colômbia e o Jorge Wilstermann da Bolívia. Na decisão com o Cobreloa o Flamengo ganhou no Rio de Janeiro por 2x1 e foi derrotado em Santiago do Chile por 1x0. Na partida decisiva venceu por 2x0 em Montevidéu.

Na vitória do Mundial no Japão, Nunes marcou dois gols e Adílio fez o outro, todos no primeiro tempo.

O time campeão: Raul, Leandro, Marinho, Mozer e Júnior; Andrade, Adílio e Zico; Tita, Nunes e Lico. O técnico: Paulo César Carpeggiani.

João Nassif
Por João Nassif 03/03/2020 - 09:49

O primeiro gol da história das Copas do Mundo foi do francês Lucien Laurent no Estádio Pocitos, Montevidéu no dia 13 de julho de 1930. A França derrotou o México por 4x1. O gol histórico foi marcado aos 19 minutos do primeiro tempo.

No mesmo dia e ao mesmo tempo os Estados Unidos enfrentavam a Bélgica no Parque Central, também em Montevidéu e o norte americano Bart McGhee marcou o primeiro gol do jogo aos 23 minutos do primeiro tempo. Portanto, com quatro minutos de diferença Laurent entrou para a história.  

Infelizmente o estádio palco do jogo histórico não existe mais. Estádio Pocitos foi inaugurado em 1921 e pertencia ao Peñarol que no jogo inaugural empatou com o River Plate da Argentina em 1x1.

Com a inauguração do Estádio Centenário o Peñarol começou a usa-lo e o Pocitos foi demolido em 1933.

Com a urbanização o espaço do antigo estádio foi sendo ocupado por ruas e edificações. Em meados do ano 2000 um arquiteto uruguaio foi em busca do local exato onde foi marcado o primeiro gol da história das Copas.

Somente em 2006 é que foi confirmado com exatidão o local e ali erguido um monumento para registrar onde ficava a meta defendida pelo goleiro mexicano.  

João Nassif
Por João Nassif 02/03/2020 - 16:32

O dia 21 de novembro de 1965 entrou para a história do futebol brasileiro pelo fato da seleção ter jogado duas vezes em estádios diferentes contra duas seleções europeias.

O time titular treinado por Vicente Feola, campeão mundial em 1958, enfrentou a União Soviética no Maracanã e na mesma hora uma seleção formada apenas por jogadores que atuavam no futebol paulista, comandada por Aimoré Moreira, campeão mundial em 1962, jogou contra a Hungria no Pacaembu em São Paulo.

A seleção principal empatou com os russos em 2x2 depois de estar vencendo por 2x0 com gols de Gerson e Pelé. Duas falhas do goleiro Manga permitiram o empate. Na primeira o goleiro bateu o tiro de meta na cabeça do atacante adversário e a bola voltou para o gol. Na segunda saiu jogando errado deu a bola nos pés de um russo que empatou o jogo.

Este jogo marcou a despedida da seleção do zagueiro Bellini, capitão que ergueu a Taça Jules Rimet na Suécia no primeiro título mundial do Brasil.

No Pacaembu a seleção B, o combinado paulista deu um show e derrotou os húngaros por 5x3. Foi um jogaço com um Pacaembu abarrotado com mais de 40 mil pessoas. Servílio marcou dois gols, Lima, Abel e Nair completaram o placar para os brasileiros.

Menos de um ano depois na Copa do Mundo na Inglaterra, do combinado paulista apenas Lima, volante do Santos, participou do Mundial. O Brasil perdeu para a Hungria por 3x1 e foi eliminado na primeira fase. 
 

João Nassif
Por João Nassif 01/03/2020 - 22:42

O Brusque veio confirmar porque é na atualidade o melhor time de Santa Catarina. A vitória sobre o Criciúma foi indiscutível, mesmo com as reclamações de sempre com relação à arbitragem que vai se tornando comum quando dos tropeços do time da G.A.

Não tive da cabine do Timaço da Som Maior a visão limpa do lance, pela velocidade e pela distância, mas independente de ter sido ou não pênalti, o Criciúma não mostrou absolutamente nada para impedir a derrota.

Festa do Brusque no Heriberto Hülse
Foto: Rádio Cidade

Ainda conseguiu sair em vantagem ao final do primeiro tempo, mas na volta do vestiário foi simplesmente engolido pelo Brusque que fez três e pelo volume de jogo poderia ter conseguido uma goleada histórica em pleno Heriberto Hülse.

A atual sensação catarinense tem um time bem treinado com jogadores que sabem se posicionar em campo, que têm qualidade e muita velocidade quando parte ao ataque e acima de tudo um técnico inteligente que explora com eficiência a característica de cada um de seus comandados.

Ao contrário do Criciúma que tem dois técnicos que não conseguem dar o mínimo de padrão tático a jogadores de técnica individual discutível. Com duas semanas apenas de treinamentos o time regrediu em relação aos dois jogos anteriores quando conquistou quatro pontos que praticamente garantiram a classificação para a próxima fase.

Na coletiva Roberto Cavalo reconheceu a superioridade do adversário e assim com alguma inteligência deve ter assistido e assimilado gratuitamente uma aula de futebol.    
 

João Nassif
Por João Nassif 01/03/2020 - 09:12

O termo Tríplice Coroa é aplicado no Brasil de forma geral ao time que consiga três títulos em um único ano. Durante um período os times brasileiros que disputavam a Copa Libertadores da América foram impedidos de disputar a Copa do Brasil, portanto a Tríplice Coroa não pode ser considerada nos moldes da forma como é tratada na Europa.

Nos moldes europeus a leva-se em consideração competições nacionais e a Copa Europeia dos Campeões. O termo Tríplice Coroa é mais frequentemente aplicado para clubes que conquistam três títulos em competições de toda temporada, portanto se excluem o Mundial de Clubes e competições de um único confronto como as Recopas e Supercopas.  

EC Bahia primeiro campeão da Tríplice Coroa

A Tríplice Coroa brasileira envolve duas competições nacionais e uma regional. Há ainda as Tríplices Coroas Genéricas que registram a conquista de três títulos numa mesma temporada.

Os clubes brasileiros que possuem a Tríplice Coroa são: Bahia, Santos, Flamengo, São Paulo, Palmeiras, Grêmio, Paysandu, Cruzeiro e Internacional.

O Bahia foi o primeiro clube a conquistar a Tríplice Coroa Brasil. Em 1959 os baianos foram venceram o Campeonato Baiano, o Torneio Norte-Nordeste e o Campeonato Brasileiro (Taça Brasil).

O Santos foi o primeiro clube que venceu a Tríplice Coroa Genérica por duas vezes consecutivas. O time da Vila Belmiro foi campeão em 1962 e 1963 do Campeonato Brasileiro, então Taça Brasil, da Copa Libertadores e do Mundial de Clubes.
 

João Nassif
Por João Nassif 29/02/2020 - 21:25

Thiago Ávila *

Neste sábado, a Formula E voltou às ruas de Marrakesh para a disputa da 5ª etapa da temporada. E contou com um domínio altíssimo da DS Techeetah e da BMW, as equipes que vem mandando na categoria de carros elétricos nesses dois últimos anos.

Mas não podemos atribuir a pole position de António Félix da Costa única e exclusivamente pelo carro. O português estava no primeiro grupo da classificação, no período onde a pista ainda é fria e menos emborrachada, o que dificulta os pilotos deste grupo de lutar pela pole. António teve dificuldades, mas conseguiu passar para a Superpole – a etapa final da classificação. Ali ainda teve de enfrentar Max Günther, piloto da BMW, mas se saiu 0,069s melhor e largou na frente.

Festa portugues em Marrocos

Mitch Evans, um dos favoritos para ganhar a corrida, teve problemas no treino, demorou demais para sair e perdeu o tempo de abrir volta rápida. Com isso, largou em último lugar. Lucas Di Grassi foi o 13º e Felipe Massa o 20º. Jean-Éric Vergne, que conseguiu a 11ª posição, estava gripado e passou o dia sem treinar. O francês tinha suspeita de coronavírus, mas foi liberado pelos médicos, depois de os exames reportarem que não havia risco.

Na largada, Da Costa e Günther sumiram na frente e logo em duas voltas já estavam a mais de dois segundos na frente do terceiro Andre Lotterer.

O atual bicampeão Vergne, deixou a gripe de lado e foi escalando o pelotão volta a volta, tão logo ele já era o sexto, em menos de 15 minutos. Dali, ultrapassou Buemi na volta seguinte; aproveitou que Mortara saiu da pista para pegar o modo ataque e assumiu a quarta posição; e da mesma maneira roubou o terceiro lugar de Lotterer.

No meio do pelotão, Di Grassi vinha numa disputa intensa com Calado, d’Ambrosio e Bird, que durou praticamente toda a corrida. Num duelo entre os quatro, o brasileiro, com modo ataque, ultrapassa dois e assume a nona posição. Mais atrás, Evans vinha caçando seus adversários e ganhara oito posições desde a largada.

Na metade da corrida, Günther força ultrapassagem em Da Costa na chicane, e duas curvas depois leva a primeira posição. Esperto, na volta seguinte o português pega o modo ataque, parte para cima do alemão e retoma com tranquilidade a liderança. Uma revanche do que ocorreu em Santiago.

Há dez minutos do fim, Evans já havia passado todo o pelotão do meio e era décimo, com Di Grassi sendo a próxima vítima.

Vergne, em quarto preso atrás de Lotterer pega o modo ataque e parte para uma volta voadora. Ele ultrapassa o alemão da Porsche e na mesma volta, tira a diferença de quatro segundos para o vice-líder. Na primeira curva após a grande reta, o francês leva a melhor sobre o piloto da BMW.

A briga pela segunda posição durou até a última volta, Da Costa já estava com a vitória na mão a sete segundos dos rivais e esperava uma dobradinha da Techeetah. Na penúltima curva, Vergne tinha 0,3% de bateria contra 1% de Günther e não conseguiu segurar, o alemão aproveitou a vantagem e levou a posição do francês.

Evans, magistralmente foi o sexto, de longe o melhor piloto da corrida; Di Grassi foi sétimo e Massa apenas o 17º.

O resultado pôs o português na liderança do campeonato, 11 pontos à frente de Evans e 20 à frente de Alexander Sims, da BMW. Günther pula para quarto e Vergne é oitavo. Nos construtores, a Techeetah assume a ponta com 98 pontos, com oito de vantagem sobre a BMW.

A Formula E volta dia 4 de abril, nas ruas de Roma.

* Jornalista

João Nassif
Por João Nassif 29/02/2020 - 09:58

Uma das figuras mais folclóricas do futebol brasileiro foi o massagista Eduardo Santana, nascido em Andrelândia Minas Gerais em 1934.

Conhecido como Pai Santana tornou-se personagem famoso quando foi trabalhar no Vasco da Gama em 1953. Além de massagista era pai de santo e um ex-lutador de boxe que começou na Bahia. No futebol passou pelo Bahia, Botafogo e Fluminense antes de chegar em São Januário. Foi também durante muitos anos massagista da seleção brasileira.

 

Sua imagem ficou fortemente ligada ao Vasco da Gama, especialmente por ter feitos “trabalhos espirituais” com os quais afirmava ter ajudado o time e prejudicado seus adversários nas décadas de 1970, 80 e 90. Foi inclusive treinador interino do time num torneio em Curitiba em 1974, inclusive ganhando o título.

Pai Santana tinha alguns rituais como acender velas no vestiário vascaíno e estender a bandeira do Vasco no gramado, ajoelhando-se e beijando-a.

Logo depois de deixar o clube em 2006 sofreu um Acidente Vascular Encefálico. Passou a ter dificuldade de fala e respiração, vindo a falecer em 2011 de insuficiência respiratória decorrente de uma pneumonia.

Pai Santana foi incluído na seção de ídolos do site oficial do Vasco da Gama.
 

João Nassif
Por João Nassif 28/02/2020 - 09:26

Faz mais de 42 anos que a Chapecoense comemorou seu primeiro título estadual. Título cercado de muita polemica extracampo, mas confirmado pela Federação Catarinense de Futebol.

O pivô de toda confusão foi o lateral Cosme da Chapecoense que foi expulso em um amistoso contra o Joaçaba no dia 16 de setembro de 1977. O Avaí afirmou que o lateral não poderia atuar no primeiro jogo da decisão em Florianópolis que terminou em 1x1.

A Chapecoense enviou para a Federação uma súmula onde não aparecia o nome de Cosme e sim registrava a expulsão de Elói. O segundo jogo em Chapecó, com Cosme em campo terminou com a vitória dos donos da casa por 4x3.

O Avaí que havia pedido no tribunal a impugnação do primeiro jogo, solicitou o mesmo para o segundo. No tapetão ficou decidido que haveria um terceiro jogo, também em Chapecó, pois o time da casa tinha a melhor campanha no pentagonal final. Além dos finalistas disputaram a fase final o Comerciário que ficou em terceiro, o Joinville e o Paysandu de Brusque.

A partida final terminou com a vitória da Chapecoense por 1x0, gol do atacante Jaime aos 40 minutos do segundo tempo.

Independente da polêmica valeu a decisão de campo e a grande festa realizada em Chapecó. A Associação Chapecoense de Futebol criada dois anos antes mostrava que chegou para se inserir no grupo dos grandes do futebol catarinense.
 

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