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* as opiniões expressas neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do 4oito
Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 17/06/2020 - 16:05Atualizado em 17/06/2020 - 16:09

Estamos atravessando o ponto alto das festas juninas. E onde estão as tradicionais festas juninas? Ouve-se absolutamente nada a seu respeito. Aquela tradicional fogueira de São Bento Alto, “a maior do mundo”?
O mês é das festas juninas com seu ápice a partir do dia 24, dedicado a São João.

Desde o Século IV, acendem-se fogueiras, em junho, para saudar o verão europeu. O catolicismo associou a celebração ao aniversário de São João. 
No Século XII , portugueses passaram a comemorar, também, São Pedro e Santo Antônio. 

Aqui no Brasil a festança é mais popular no nordeste. No Sul e no Sudeste os estabelecimentos de ensino dão importância singular às festas. Lembram da Festa Junina do Marista?

Numa festa junina destacam-se:

A quadrilha, que vio para o Brasil com a família real, em 1808. Com forte sotaque francês aqui ela se impôs e, festa junina sem quadrilha, não pode receber esse rótulo.
Pau-de-sebo – essa brincadeira de escalar um pau engraxado para apanhar, no seu topo, algum objeto ou o nome de uma mulher com quem o escalador irá se casar, nasceu na China e foi aclimatada nas terras tupiniquins.
Fogueira –para os pagãos a fogueira espantava os maus espíritos, as pestes e as pragas. A origem remonta a Santa Isabel que mandou fazer uma fogueira no topo de um morro para avisar a prima Maria que João Batista nascera. A fogueira e os fogos fazem parte da festa junina de norte a sul do Brasil.
Milho, pamonha, pipoca, canjica, amendoim, pé-de-moleque, batata-doce, doces de goiaba, licores, garapa, quentão, aguardente fazem o cardápio principal da festança do arraiá.
Presentes, também, os balões que surgiram para levar aos céus os pedidos a são João Batista, prática aliás, ilegal desde 1965, para evitar o risco de incêndios.

E as cantigas, as modinhas juninas. Aqui o nosso compositor se esbaldou. Há canções de todos os tamanhos e rimas para saudar e cantar as festas de São João.

Este é o nosso brasilzão. O brazilzão das famosas festas juninas que se multiplicavam em todo o seu território, de Norte a Sul, com ênfase especial no Nordeste onde é tão forte que chega a modificar a pauta das discussões do Congresso Nacional a fim de possibilitar a presença dos deputados quadrilheiros, isto é, amantes da dança da quadrilha, em cidades dessa Região.

A pandemia do coronavirus é a responsável por não estarmos ouvindo baiões e rancheiras que sempre nos levam às tradicionais festas juninas. O ano de 2020 se transforma num ano perdido. Inclusive para as tradicionais festas juninas. Restam as outras quadrilhas, inclusive as que tentam burlar a política de assistência aos desvalidos na pandemia do Covid-19, mas delas se ocupa a Polícia Federal.

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 17/06/2020 - 07:04

Busco, na edição que circulou na semana de 19 a 26 de setembro de 1964, do nosso saudoso semanário Tribuna Criciumense, os tópicos de publicações que dão um mergulho no passado e se transformam na Crônica da Cidade de hoje. 

DARIO COELHO NA RESERVA – O presidente Castello Branco assinou decreto, na pasta da Guerra, transferindo para a reserva de primeira classe, no posto de General do Exército, o General Dario Coelho, comandante da 5ª Região Militar, com sede em Curitiba e jurisdição sobre os estados do Paraná e Santa Catarina. 

METROPOL CAMPEÃO SUL BRASILEIRO – GRÊMIO DESCLASSIFICADO – E o comentarista Milioli Neto utiliza meia página para falar do clássico que envolveu os campeões de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, pela sexta Taça Brasil. No primeiro jogo, em Porto Alegre, houve um empate em zero a zero. O segundo jogo foi realizado em Florianópolis, no campo da Federação Catarinense de Futebol. O primeiro tento da partida surgiu inesperadamente por Madureira e Idézio daria cifras finais À peleja com o Metropol vencendo ao Grêmio por 2 x 0. Com o resultado obtido o Metropol se credenciou a prosseguir na competição e terá como o próximo adversário o Atlético Mineiro, campeão de Minas Gerais. Já na página seguinte, a última capa, a manchete foi esta: METROPOL

EMBARCOU ONTEM PARA BELO HORIZONTE PARA DAR COMBATE AO ATLÉTICO MINEIRO. E os leitores de Tribuna Criciumense tomaram conhecimento da viagem e da relação dos jogadores que compunham a delegação dos metropolitanos, a saber: Dorni, Rubens, Piloto, Paulo Souza, Arpino, Tenente, Gaiola, Silvio, Nadir, Calita, Idézio, Madureira, Galego e Gibi.

E alcançamos a edição de Tribuna Criciumense que circulou na semana de 24 a 31 de outubro e que trouxe, na capa, em letras garrafais: MAURO THIBAU, O MAIS NOVO OPERÁRIO DO CARVÃO CATARINENSE – E transcreve o discurso pronunciado pelo ministro de Minas e Energia de Castello Branco em jantar que lhe foi oferecido, no Criciúma Clube, pelos mineradores da região sul de Santa Catarina. Os empresários do carvão ficaram tão entusiasmados com a fala do ministro que o rotularam de ‘o mais novo mineiro do setor carbonífero catarinense’. 

Esta e as demais crônicas estão no ar na Rádio Som Maior. E eu retornarei a manhã. Até lá amigos e um abraço do meu tamanho!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 16/06/2020 - 10:45

Data vênia peço licença para, hoje, ocupar todo o espaço que a Som Maior me disponibiliza para falar de um empresário que está trocando idade. A simplicidade dele é maior do que ele e o coração dele ultrapassa os limites de seu próprio corpo.
Foi na madrugada fria daquela terça-feira, dia 16 de junho de 1936, que uma parteira aparou, na casa de Seu Humberto, ao seu 6º filho. Dona Jordelina – sua mulher - trazia ao mundo o José. 

Seu Humberto, mineiro da CBCA, trabalhava na Mina Velha e, logo depois, na Mina do Mato. Levou a família para morar perto do local de trabalho: Morro do Bainha.

Em casa seus pais e irmãos o chamavam de Zezo e, na rua, os moleques e as demais pessoas chamavam-no de Zé, como nos dias de hoje. O Zezo, foi esquecido. O Zé continua e, segundo José, soa sonoro aos seus ouvidos.
Como os demais garotos da sua idade, entre 10/11 anos, por imposição da mãe, fez a “Primeira Comunhão”. Das seguintes, não se lembra.

Lembra bem do Padre Agenor Neves Marques que era o organizador do Congresso Eucarístico de 1946. E dos missionários capuchinhos. Inclusive eles foram à sua casa e insistiram com seus pais para que fosse para o seminário para estudar para padre. A Igreja perdeu um talentoso sacerdote, certamente, mas o mundo civil ganhou um mega empreendedor.

Era namorador. Ao pé do Morro do Bainha, no salão do Ademir Faraco, não perdia baile e domingueira e cada vez saia com uma namoradinha. Desde os 14-15 anos!

Ao completar 15 anos de idade o nosso personagem que, até ali, capinava quintais e jardins no centro da cidade, picava lenha para os fogões das madames, implorava uma ocupação, resolveu ter uma conversa de gente grande com o seu pai. Sentados sobre um banco comprido, à mesa da cozinha, já lembrando que os 15 anos foram completados, José abriu o coração para seu Humberto e pediu autorização para deixar a casa dos pais. Queria ganhar o seu dinheirinho para pagar o ingresso nos cinemas. Pretendia começar a construir a sua vida, às suas expensas, sozinho, numa cidade a 224km de distância. E nem era bem em São Francisco de Paula, no estado gaúcho, mas a localidade de Cascata, hoje um grande Parque Turístico no interior do município de Cambará do Sul. Com um agravante: não conhecia nem o caminho nem a cidade. E tinha apenas 15 anos de idade.

E lá se foi o José, pequena mala às costas, com os poucos pertences, rumo ao desconhecido futuro. Queria saber, na prática, o que faz um Ajudante de Pedreiro, profissão que queria abraçar. Aqui, ele confessa, só havia emprego nas minas e ele não tinha idade para ser mineiro.

Permaneceu por lá onze meses, findos os quais retornou à Criciúma e foi chamado para trabalhar como auxiliar dos famosos pintores Bate-Asa e Romão responsáveis pela pintura das casas da CBCA .
Trabalhou com o Departamento Nacional de Estradas de Ferro, com o Dr. Vitor Dequech, na Geologia & Sondagens, com o Dr. Dino Gorini, como administrador da Carbonífera São Marcos, e com Diomício, Dite e Dilor Freitas, na Carbonífera Metropolitana, como topógrafo.

Seu irmão mais velho era topógrafo e trabalhava na construção de redes de transmissão de energia elétrica no Rio Grande do Sul. Cansou e parou. E chamou o Zé para sucede-lo. E ali o empreendedorismo do Zé aflorou e se agigantou: estendeu redes de transmissão em, praticamente, todos os estados do Brasil. De agrimensura, entendia tudo, nos mínimos detalhes.

Resolveu empreender na construção de estradas, não só traçar as coordenadas e as curvas, mas a rasgar o chão abrindo vias de comunicação entre cidades. Hoje é um dos maiores empresários do ramo em todo o sul do Brasil. 
E construiu uma britadeira de pedras para uso da sua empresa e de empresas concorrentes. E dela multiplicou unidades em várias regiões de Santa Catarinas. E fez uma empresa que constrói edifícios, contribui para a beleza urbana de cidades. E não descuidou do meio ambiente, aliás, nesse particular é um apaixonado. Abrindo a rodovia que nos liga a Bagé, na Serra da Rocinha, construiu um horto florestal só com espécimes serranas que são reproduzidas e utilizadas no reflorestamento das áreas rasgadas pelas suas pesadas máquinas rodoviárias.

Casado com Dona Lourdes Somavilla, com quem vive há 63 anos, ele constrói uma vida de intenso e maiúsculo sucesso, armazenando projetos para os próximos vinte anos. 
Sua biografia está escrita e o livro que a reproduz pronto para o prelo. O título? Simplesmente José – como ele se auto intitula.

Eu falo de José Locks, o empreendedor proprietário da Setep, proprietário da Construtora Locks, proprietário da SBM, Sul Brasileira de Mineração; José Locks que, hoje, troca de idade – faz 84 anos - e que se derrete por um sorvete ou picolé de milho verde - mais simples, impossível! Aliás, sua eficiente secretária, Dona Fátima, nunca deixa faltar balas de milho verde no seu ambiente de trabalho.

Ah, vale a lembrança: dos mais de mil empregados, nenhum foi despedido por causa da pandemia do Covid-19. 
Senhor Zéloques, é bom falar no senhor! Feliz aniversário, caríssimo! Parabéns, respeitável amigo!

E que todos comecemos o dia como queremos termina-lo! Bom dia! 

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 16/06/2020 - 06:56

Busco, na edição que circulou na semana de 19 a 26 de setembro de 1964, do nosso saudoso semanário Tribuna Criciumense, os tópicos de publicações que dão um mergulho no passado e se transformam na Crônica da Cidade de hoje. 

METROPOL E GRÊMIO: 2º JOGO – Tira Teima no Adolfo Konder – A delegação do Metropol embarca hoje para Florianópolis onde ficará hospedada no Oscar Palace Hotel, aguardando o cotejo número dois contra o Grêmio de Porto Alegre, pela 6ª Taça Brasil. A expectativa, na capital do estado, é das maiores. Em que pese o Grêmio, reconhecido como grande expressão do futebol nacional o representante barriga-verde está credenciado a um sucesso, na tarde de amanhã, vindo de preparativos voltados com a atenção máxima com o exclusivo objetivo de derrotar o bicampeão gaúcho. A arbitragem será de Agomar Martins e, no caso de novo empate, será realizado um terceiro jogo, terça-feira, no campo da Liga. O técnico Derval Gramacho Filho colocará em campo o mesmo time que empatou em Porto Alegre: Rubens, Piloto, Paulo Souza, Gibi e Tenente; Silvio e Nadir; Calita, Madureira, Idézio e Galego. O Grêmio deverá formar com Alberto, Renato, Airton, Áureo e Ortunho; Cléo e Sérgio Lopes; Alfeu, Joãozinho, Alcindo e Vieira.

EDITAL DE CONCORRÊNCIA – A fim de submeter à presidência da Comissão do Plano do Carvão Nacional, para a necessária aprovação, financiamento e posterior execução, acha-se aberta concorrência pública para a construção de um número variável de 80 a 140 casas, com área aproximada de 59m2 cada uma, em madeira ou climatex, pintadas e com instalações sanitárias. Depois o Edital fala das condições para participar, dos projetos e da localização. Esta está assim distribuída: 80 casas na Cidade dos Mineiros, em Criciúma; 20 casas na Próspera; 10 na Mineração de Içara; 10 na Vila Operária de Lauro Müller; e 10 na Vila Operária de Urussanga. Era o projeto de construções de casas para operários, do Sindicato dos Mineradores. O Edital é assinado pelo presidente Dr.  Sebastião Neto Campos.

ADIADAS AS ELEIÇÕES MUNICIPAIS – Conforme telegrama recebido pelo Juiz Eleitoral da Comarca de Criciúma, o Tribunal resolveu, por unanimidade, adiar as eleições municipais na circunscrição de Santa Catarina, até posterior deliberação. A nota não informa que tipo de eleição nem a data em que seria realizada. Nota capenga...

Esta e as demais crônicas estão no ar na Rádio Som Maior. E eu retornarei a manhã. Até lá amigos e um abraço do meu tamanho!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 15/06/2020 - 11:42Atualizado em 15/06/2020 - 11:44

Faz algum tempo, meses eu diria, que falei, nesta emissora, que as eleições para escolha de prefeitos e vereadores, marcadas para outubro deste ano, não seriam suspensas. E arrematei: podem até ser adiadas para até o mês de dezembro, mas terão que ser feitas neste ano.

Pelo menos duas pessoas me retrucaram, afirmando que seriam suspensas e haveria uma prorrogação de mandatos para fazer coincidir todas as eleições e, ipso facto, coincidir mandatos.

Reafirmei – como reafirmo agora – que eleições municipais de quatro em quatro anos é matéria constitucional e, em o sendo, só uma emenda à Constituição poderia fazer tal cirurgia, o que parece muito distante dos congressistas que gostam que se enroscam de uma eleição.

Portanto, favas contadas: se não for dia 4 de outubro será num outro domingo de novembro ou de dezembro, mas, com absoluta certeza, eleições neste ano de 2020.

E, falando em eleições, passa um filme na minha cabeça – que não é pequena – e me traz à tona detalhes da eleição que levou ao paço municipal o engenheiro Ruy Hülse. Reporto-me às eleições de 1965. Ruy Hülse concorreu contra a maior liderança pessedista de então: Addo Caldas Faraco, candidato da Aliança Social Trabalhista, formada pelo velho PSD e pelo PTB de Getúlio Vargas. Essa Aliança elegia um poste, diria aquele conhecido presidiário da República de Curitiba. E elegia, mesmo. A hegemonia política de Criciúma era representada por esses dois partidos. De 1946 a 1965 essa Aliança elegeu todos os prefeitos de Criciúma, mas em 1965 perdeu para o udenista Ruy Hülse, única eleição vencida pela velha UDN.

O principal ingrediente do período eleitoral, à época, eram os comícios. Isso acontecia, praticamente, todas as noites, nos últimos 15 dias de campanha.

E naquele dia, que já não lembro qual, de muito calor, céu estrelado, o comício da Aliança seria na localidade de São Marcos. Durante o dia, uma Kombi com serviço de som, o Dino do Bá, ao microfone, conclamava o povo da localidade e localidades vizinhas para comparecer ao local pré escolhido para ouvir a pregação do candidato Addo Caldas Faraco. A eleição não era casada com a de vereador, nem com a de deputado. Era solteira.

E nós fomos: o Lucio Nuernberg, o Adair Lima e eu. E ficamos sobre um pequeno monte de pirita, a uns 50 metros da aglomeração, a acompanhar a verborreia. E concluímos: que xaropada! Era tudo igual aos comícios de outras localidades. O mesmo discurso, o mesmo orador, o mesmo caminhão-palco, o mesmo som cheio de microfonia, o cheiro forte da combustão de perita a céu aberto, a mesma penumbra e, pior de tudo, o mesmo povo. Era sempre o mesmo público que, sei lá se com mortadela ou sem, vibrava a cada noite participando daqueles comícios.

Foi a última eleição antes da extinção dos partidos, decretada por Castello Branco. Dali pra frente, durante muito tempo, era Arena e MDB, com suas sublegendas. Aí, os comícios em logradouros públicos acabaram e deram lugar a reuniões em clubes recreativos e centros sociais urbanos. Só não mudou a plateia: a de ontem à noite era a de hoje à noite e seria a de amanhã à noite. Havia gente que recitava o discurso do candidato de ponta a ponta, tantas vezes o ouvira.

Dinheiro grosso envolvido nas eleições, certamente não havia. Os candidatos gastavam muito pouco, mas gastavam sim. Guardadas as proporções e circunstâncias dos pleitos atuais, havia candidato que dispendia volumosas somas para perder ou amargar uma suplência, com uma diferença: não precisava prestar contas, à justiça eleitoral, do que arrecadou e do que gastou no respectivo pleito.

Não sei se aquele processo de então – e volto a me referir a 1965 – era melhor que o de hoje, mas que era mais romântico e de pureza lúdica, não tenho a menor dúvida!

E que todos comecemos o dia como queremos termina-lo! Bom dia!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 15/06/2020 - 07:05

Busco, na edição que circulou na semana de 12 a 19 de setembro de 1964, do nosso saudoso semanário Tribuna Criciumense, os tópicos de publicações que dão um mergulho no passado e se transformam na Crônica da Cidade de hoje. 

PORTARIA Nº 173 – Baixada dia 22 de julho de 1964 essa Portaria descreve: a) Fica expressamente vedada a prestação de obséquios de quaisquer naturezas com viaturas da municipalidade, a pessoas estranhas, quer ou não no horário normal do expediente. B) o motorista transgressor da letra anterior será responsabilizado na forma da lei. Para o mundo que eu quero descer: que porcaria de documento! Prestação de obséquios? O que seria isso? Motorista transgressor de letra? Nunca vi coisa igual.

RAINHA DO GECA – Dia 4 do mês andante foi eleita a Rainha do Grêmio Estudantil Castro Alves – Geca – da Escola Técnica de Comércio, a senhorita Moema Medeiros, com 1.608 votos. A diferença sobre a segunda colocada, Senhorita Marley Lodetti, foi de apenas 54 votos. A rainha eleita irá representar o Geca e a Escola no grande baile de escolha da rainha dos estudantes de Criciúma, na noite de hoje, no Mampituba. Foi uma época de intensa atividade da comunidade estudantil criciumense. A Semana do Estudante era esperada pela cidade como um dos maiores eventos socioculturais da região.

ROLO CAIU DE QUATRO NA VILA FAMOSA – E Milioli Neto descreve, em meia página, o que fora o encontro futebolístico entre o Atlético Operário  x E. C. Metropol. O time de Dite Freitas meteu 4 a zero no Rolo Compressor. 

FUTEBOL DE SALÃO – Classificação: 1º, Jugasa, 2 pontos perdidos; 2º, Samir, 3 pontos perdidos; 3º, Mampituba e Eska, 6 pontos; 4º, Galeria Gigante, 8 pontos perdidos; 5º, Saturno, Sesi, Marista e Inco, 9 pontos; e 6º, AABB, com 13 pontos perdidos. Artilheiros: Zezo do Mampituba, 18 gols; Tim, da Galeria Gigante, 16; Clésio, do Noturno, Antoninho da Jugasa e Uliana, do Samrig, 14 gols cada um. O futebol de salão de Criciúma era uma festa. Nossa cidade marcou época no esporte da bola pesada. Aos poucos  foi perdendo espaço e nem sei se ainda se pratica, em nível de campeonato.

SIDESC – O Diário Oficial da União publica que o presidente da República, Marechal Castello Branco, prorrogou, a partir de 14 de fevereiro de 1964, por mais 360 dias, o prazo para conclusão dos trabalhos da comissão designada para analisar a criação da Siderúrgica de Santa Catarina. Até o senhor, Castello Branco! 

Esta e as demais crônicas estão no ar na Rádio Som Maior. E eu retornarei amanhã. Até lá amigos e um abraço do meu tamanho!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 12/06/2020 - 09:25

Santo Onofre e São Gaspar são comemorados hoje. Dependendo da região, do país ou da cidade, o dia poderá ter santos diferentes. Só há uma unanimidade, amanhã será o dia de Santo Antônio e Santo Antônio é o santo casamenteiro. Vai daí que, na véspera, comemora-se o dia dos namorados, candidatos potenciais ao casamento.

E dois aniversários precisam ser lembrados por mim: o do Cláudio, Cuipa – para os íntimos – aniversariante de hoje e o Dorly, meu irmão número 8, aniversariante de amanhã. A um e ao outro, meus cumprimentos e um abraço do meu tamanho!

No Brasil, a data está relacionada ao frei português Fernando de Bulhões (Santo Antônio). Em suas pregações religiosas, o frei sempre destacava a importância do amor e do casamento. Em função de suas mensagens, depois de ser canonizado, ganhou a fama de “santo casamenteiro”.  

Portanto, em nosso país foi escolhida a data de 12 de junho por ser véspera do dia de Santo Antônio (13 de junho). Assim como em diversos países do mundo, aqui também é tradição a troca de presentes e cartões entre os casais de namorados.

Namorar é um verbo intransitivo – isto é, sem complemento verbal – e explica a paixão de uma pessoa por outra, de um homem por uma mulher e vice-versa. Ao longo do tempo esse verbo intransitivo foi mudando sua coloração: houve um tempo que o namoro simplesmente não existia: ao nascer a menina era prometida a um garoto de outra família e, no momento que os pais concordassem, o casamento era realizado: sem namoro. 

No Egito, a namorada do filho é escolhida por sua mãe. Não raras vezes ele nem sabe de quem se trata, fica conhecendo a namorada por fotografia ou curriculum. Cabe à mãe fazer o contato. Eles só se conhecerão, fisicamente, no dia do casamento. 

Em outras ocasiões o namoro se resumia na troca de olhares, o casamento era marcado e pronto. O ato de “pegar na mão” da namorada implicava em compromisso com o casamento. Namorado nenhum dormia na casa da namorada e o inverso não era concebido de modo algum. Beijar-se, em público, era vergonhoso até para as famílias cujos filhos o fizessem.

Na linguagem popular, transar – embora o verbo namorar seja intransitivo – inconcebível: tal prática, somente depois de jurado o amor eterno à frente de um sacerdote ou outra autoridade religiosa.

E estes pequenos detalhes (pequenos?) diferenciavam o verbo ‘namorar’, de ontem, com o ‘namorar’ de hoje.

Agora, o interessante é que os costumes foram diametralmente modificados, a liberdade dela com ele e dele com ela se avolumou, mas o respeito mútuo, pelo menos aparentemente, continua como dantes.

O costume de hoje acende os semáforos das tantas avós que se preocupam tanto com suas netas. Deixaria nossas nonas rubicundas, com certeza. E a dupla sertaneja afinando a voz: É o Amooooor!

E que todos comecemos o dia como queremos termina-lo! Bom dia!

 

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 12/06/2020 - 06:55

Busco, na edição que circulou na semana de 12 a 19 de setembro de 1964, do nosso saudoso semanário Tribuna Criciumense, os tópicos de publicações que dão um mergulho no passado e se transformam na Crônica da Cidade de hoje.

Inicialmente um lamento: a edição da semana anterior não consta da encadernação de propriedade do nosso Arquivo Público, lamentavelmente. 

Na Capa, um “A Pedido” assim intitulado: DEPUTADO CONSEGUE REMOVER PROFESSORA E PASSA RECIBO...

E começa assim: Por mais estranho que pareça o governo do Estado ainda continua a perseguir os funcionários que não rezam por sua cartilha. Caso lamentável ocorreu dia 31 de agosto quando o governador do Estado, sempre atento às injunções de ordem partidária e para contentar seus correligionários políticos de Siderópolis, a pedido do deputado Waldemar Salles, removeu, do Grupo Escolar de Treviso para a escola isolada de Forquilha, a abnegada e eficiente regente de ensino Dona Zulma Luciano Freccia, esposa do prefeito de Siderópolis e que milita nos quadros da União Democrática Nacional. O A Pedido ocupa um quarto da capa da edição em tela. O quadro era esse mesmo: PSD no comando do estado, professoras da UDN removidas; UDN no governo, professoras do PSD removidas. Era normal. E, não raras vezes, o eleitor votava naquele candidato para ver, logo depois da posse, a mulher de um “amigo” seu amargar um Oeste da vida. Mui amigo!

CUBANA FALA AOS CRICIUMENSES – Apesar da pouca publicidade que se fez em torno da visita de Nélida Garmendia a Criciúma, suas palestras e conferências foram muito concorridas com grande público mantendo atenção e, certamente, aceitando a mensagem democrática que essa professora cubana, no exílio, veio nos trazer. Cubanos no exílio, leia-se em Miami, viajavam o mundo inteiro para explicar a revolução de Fidel Castro e para pedir apoio ao retorno da democracia à ilha caribenha. Mais tarde, certamente, Tribuna divulgará a presença de Juanita, umas das sete irmãs de Fidel Castro que, em iguais condições, veio a Criciúma fazer a sua pregação. Dessa eu lembro bem. Aguardemos.

COMERCIAL DA EDIÇÃO – Jorge Zanatta & Cia. – Grande sortimento de fogões, tintas, encanamento, materiais para construção, materiais para sanitários e ferragem em geral. Rua Cel. Marcos Rovaris, 41, fone 385, Criciúma.

Esta e as demais crônicas estão no ar na Rádio Som Maior. E eu retornarei segunda-feira. Até lá amigos e um abraço do meu tamanho!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 10/06/2020 - 12:55

Busco, na edição que circulou na semana de 15 a 22 de agosto de 1964, do nosso saudoso semanário Tribuna Criciumense, os tópicos de publicações que dão um mergulho no passado e se transformam na Crônica da Cidade de hoje.

LACERDA IMPRESSIONADO – Relativamente ao problema do Iapetc, que estava desligando operários aposentados que continuassem trabalhando, o presidente do Sindicato dos Mineradores, Dr. Sebastião Neto Campos, acaba de receber telegrama do prefeito de Lauro Muller, Gil Losso, dando conta de que, em entrevista com o governador da Guanabara, Carlos Lacerda, o mesmo solicitou ao presidente do Instituto que enviasse médicos à nossa região, para examinar a situação. O governador carioca estava impressionado com a documentação apresentada. A UDN, partido de Calos Lacerda, fazia coisas. O que é que o governador da Guanabara tinha a ver com os mineiros de Criciúma? Foi a maneira de o Jornal falar naquele dignitário udenista que queria ser candidato a presidente da República nas eleições de 1965.

LEI Nº 450 – A 24 de julho de 1964 o prefeito Arlindo Junkes fazia publicar, no Tribuna Criciumense, a Lei nº 450 que dava nova estrutura administrativa para o Município de Criciúma. O projeto foi elaborado por uma equipe de técnicos do Instituto Brasileiro de Administração Municipal, Ibam, e continha 27 artigos. Da estrutura administrativa constava uma Secretaria Geral à qual estavam ligadas cinco diretorias, duas intendências e um serviço geral de oficinas. Ao Gabinete do Prefeito, a procuradoria geral. E mais nada.

CINEMA – PSICOSE – Dia 30, no Cine Milanez, Psicose, com Anthony Perkins. Obra prima de Alfredo Hitchcock. Na chamada era dito: É preciso que você veja Psicose desde o começo. Psicose foi uma das  maiores bilheterias cinematográficas do todo tempo.

METROPOL E MARINGÁ EMPATARAM A PRIMEIRA PELA TAÇA DO BRASIL – Isso pouca gente sabia: a Taça Brasil, de 1964, colocou frente a frente o campeão de Santa Catarina, E. C. Metropol, e o campeão paranaense, o Maringá F. C. O jogo foi no estádio da Liga, o Adolfo Konder, em Florianópolis, e apontou o resultado final de 1 x 1. O segundo encontro entre as equipes se daria em Curitiba na quinta-feira daquela semana. Metropol jogou e empatou formando com Dorni, Piloto, Paulo Souza, Nadir e Tenente; Chico Preto e Silvio; Calita (Arildo), Madureira, Idésio e Galego. Era um timaço!

Esta e as demais crônicas vão ao ar na Rádio Som Maior. E eu retornarei sexta-feira. Até lá amigos e um abraço do meu tamanho!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 10/06/2020 - 10:46Atualizado em 10/06/2020 - 10:50

Pois é, segundo o Tribunal de Justiça da gente barriga-verde, os vereadores de Criciúma não instruíram corretamente o processo de criação da Comissão Especial de Investigação, que tinha como escopo averiguar supostas irregularidades no governo do Município, especialmente na Afasc, e determinou o seu imediato cancelamento.

O povo recebeu esta notícia com tristeza, certamente. O Paço, deve ter patrocinado espetáculo pirotécnico em regozijo e os vereadores, quero acreditar, amargam uma frustração imensurável.

Mas, faz parte do jogo. Isso é assim mesmo. Que comecem tudo de novo, dentro do que recomenda o egrégio Tribunal dos desembargadores do nosso Estado.

E tenho dito! 

Uma notícia realmente alvissareira é esta que dá conta de que as obras do binário do São Luiz foram iniciadas. Ufa, como demorou! Ali serão enterrados milhões de reais e é preciso que a população esteja atenta para a sua aplicação e para a qualidade da obra. Cada morador dali, e daqui, e de acolá, deve se tornar o fiscal diuturno e intransigente no sentido de ver a obra deslanchar sem se esquecer da qualidade. A dinheirada que ali será empregada – mais de 32 milhões de reais - tem que ser bem aplicada e, ao seu final, os criciumenses se vangloriarem dela. 

Certamente haverá inauguração, foguetes e placas. Espera-se que, em tal ato, a obra esteja realmente pronta e não ocorra como num certo parque, inaugurado apressadamente, há mais de seis meses, aos remendos, e – hoje -  ainda inacabada. 

E que a placa diga exatamente que se trata de uma obra construída às expensas do povo, a data de inauguração, e mais nada. Sim, às expensas do povo porque o dinheiro que ali está sendo aplicado é originado em empréstimo que nós pagaremos daqui a pouco.

Temos ali uma obra reclamada pelos moradores do São Luiz – e de todo o município – pelo seu significado - desde muito tempo. A Santos Dumont, quando aberta pelo prefeito Nery Rosa, início da década de 1960, ficava “lá no fim do mundo” e, nos Cafés Rio e São Paulo, motivo de severas críticas, pela sua inutilidade. 

Mas aquele prefeito era visionário. E olha a importância dessa via pública nos dias de hoje!

O binário está às portas. Obras iniciadas que, daqui a pouco, serão concluídas. Ótimo!

Agora, a pergunta que o pessoal do São Luiz e do Michel está fazendo é esta: e a catinga daquele moinho ali existente, que diminuiu, é verdade, mas com frequência entope o nariz dessa população? O inquilino do Paço não foi eleito por ser o prefeito que dá jeito?

E que todos comecemos o dia como queremos termina-lo! Bom dia!

 

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 09/06/2020 - 09:55

In primo loco, permite que eu envie um cumprimento especial a um amigo que, hoje, troca idade. Meus cumprimentos ao Geraldo Cechinel, que conhecemos como Geraldinho, respeitado empresário de nossa Região, o mais perfeito anfitrião das domingueiras tardes de baralho de um simpático grupo de mulheres da cidade. Para ti, Geraldo, neste dia que é só teu, um abraço do meu tamanho! Feliz aniversário!

Dito isto, digo-te, também, que – hoje - poderemos vivenciar momentos nunca dantes vividos no parlamento municipal que conhecemos como Câmara de Vereadores, a de Criciúma.

Uma das principais atribuições determinadas, constitucionalmente, ao vereador, é a de fiscalizar as ações do Poder Executivo, é a de acompanhar o que faz o prefeito, seja ele quem for, analisar o que faz, e – quando for necessário – lembrar que está fazendo, ou que fez, algo errado.
E, para este objetivo, tomar as providências que a legislação lhe impõe.

Os vereadores de nosso Município entenderam que um rosário de agressões às leis estava, ou fora feito na administração da Afasc e, recorrendo à Lei Orgânica Municipal, instauram uma Comissão Especial de Inquérito para apurar tais irresponsabilidades. 
Para justificar a instituição de tal Comissão os vereadores arrolaram oito razões, dentre as quais a contratação irregular de servidores para o serviço público municipal e a denúncia do desvio de alimentos da merenda escolar, conhecido popularmente como a ‘venda de galinha das crianças da Afasc’.

Costumeiramente, a notícia que corre é que todas essas Comissões acabam em pizza, isto é, terminam com os envolvidos reunidos num restaurante qualquer, em festa, dividindo o prazer da pizza.
Não foi o caso, nas últimas CEIs impostas pela nossa edilidade. E certamente não será com essa da Afasc.

Diz-se que o Diabo tem medo mortal da Cruz e compara-se esse medo ao do prefeito de qualquer município: arrota que não teme ser investigado porque nada faz ou fez de errado, mas teme uma CEI tanto quanto o Diabo da Cruz.

A CI da Afasc foi instalada e, na hora de escolher o relator fomos surpreendidos com a lembrança daquela velha fábula do imortal Isopo,
que lembra a contradição de se colocar dois seres adversários, predador e vítima, em um mesmo espaço, sendo, o primeiro, a raposa, responsável pelo segundo, a galinha. Quem conhece ou vive no mundo rural sabe muito bem o estrago que uma raposa pode fazer em um galinheiro.

Foi o que quis, o prefeito que dá jeito, insistindo para que o vereador, seu fiel escudeiro nos dois Poderes – o Executivo e o Legislativo – assumisse a relatoria da Comissão, isto é, fosse investido, por seus Pares, para relatar os fatos apurados.
Somo com os que advogam que tal relatoria devesse ser entregue a vereador descomprometido com o acusado e com o acusador, um vereador isento, um vereador comprometido com a verdade, mas – principalmente - um vereador que não se deixe levar pelos acenos do Paço municipal.

O esperneio, próprio do enforcado, resultou em recurso do preferido do Paço, que será analisado, ou terá o desfecho, na reunião dos nossos vereadores, de logo mais. E uma gaivota me confidenciou que poderemos ter novidades.
Agora, o que não dá para entender é esse medo que o prefeito tem de uma Comissão dessas: afirma que nada fez de errado. Jura que a Afasc é um exemplo de entidade bem administrada. Garante que o motivo principal da CEI é eleitoral. Ora, se nada deve e se tudo vai às mil maravilhas, então teme o quê? Não quer que se descubra o quê? Insiste em colocar a raposa para tomar conta do galinheiro, por quê? 

Ora, ora, quem não deve, não teme. 

Aliás, se não deve, deveria até facilitar o trabalho da investigação, porque insistir na presença da raposa à porta do galinheiro não recomenda à sociedade protetora de animais.
E que todos comecemos o dia como queremos termina-lo! Bom dia!

 

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 09/06/2020 - 06:55

Busco, na edição que circulou na semana de 15 a 22 de agosto de 1964, do nosso saudoso semanário Tribuna Criciumense, os tópicos de publicações que dão um mergulho no passado e se transformam na Crônica da Cidade de hoje.

CATARINENSE NA DIREÇÃO DO BANCO DO BRASIL – Foi recebida, com grande satisfação, em nossa região, a indicação, do presidente Castello Branco e eleição pela assembleia geral de acionistas, do Senhor Paulo Konder Bornhausen para Diretor da Carteira de Crédito Geral do Banco do Brasil S. A. O Dr. Paulo Bornhausen, agora investido num dos mais altos cargos da administração do Banco do Brasil, exercia funções no departamento jurídico do Banco Indústria e Comércio de Santa Catarina – Banco Inco – além de dirigir várias indústrias de nosso estado. É, ele, o primeiro catarinense a ocupar cargo de direção do nosso maior estabelecimento de crédito.

AEROPORTO PODERÁ SER REFORMADO – Conforme informações procedentes de fonte fidedignas o Plano do Carvão estaria disposto a conceder uma verba de Cr$ 2.500.000,00 para reparos na pista de aterrissagem e decolagem do aeroporto Leoberto Leal, de nossa cidade. Atualmente a citada pista está esburacada, causando forte impacto quando da descida ou decolagem das aeronaves. A pista, que deu lugar ao Parque Centenário, era coberta com rejeitos peritosos, só. E uma pedrinha que fosse, fora do lugar, fazia abrir buracos enormes a qualquer chuva. O problema só foi recebido quando o aeroporto trocou de endereço, saindo do Pinheirinho e indo para a localidade de Santa Líbera, local onde se encontra hoje. Mudou até de nome: deixou o Leoberto Leal e passou a se chamar Diomício Freitas. 

CONVITE – City Club convida seus sócios e frequentadores para o monumental Baile das Debutantes que fará realizar dia 29 de agosto, em seus salões. Animação a cargo do Conjunto Melódico Ravena, da cidade de Laguna. Traje para homens: terno preto ou azul. Reserva de mesas com Walmor Silvestre, na Relojoaria Silvestre. O City era o clube do momento. Baile de Debutantes era a coqueluche do ano. Ravena, de Laguna, era garantia de boa música. O ouvinte notou quanta mudança, de lá para cá? Então me responde: onde estão os famosos Bailes de Debutantes?

FRASES ESPARSAS – Na edição em epígrafe colhi algumas, como estas: Há muitas pessoas que leem, mas poucas saber ler. É melhor estar entre dois loucos do que ao lado de um imbecil. 

Esta e as demais crônicas vão ao ar na Rádio Som Maior.
E eu retornarei a manhã. Até lá amigos e um abraço do meu tamanho!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 08/06/2020 - 12:14

Busco, na edição que circulou na semana de 8 a 15 de agosto de 1964, do nosso saudoso semanário Tribuna Criciumense, os tópicos de publicações que dão um mergulho no passado e se transformam na Crônica da Cidade de hoje.

REUNIÕES COM PARLAMENTARES – Repercutiu, favoravelmente, em toda a região, a reunião do senador Antônio Carlos Konder Reis, do deputado federal Diomício Freitas e do deputado estadual Adhemar Ghisi com as lideranças sindicais, dia 2, domingo último. Na oportunidade foi abordado o problema da dispensa em massa de aposentados por parte do Iapetc. Esses parlamentares, no afã de pleitearem um critério mais justo para essas dispensas, vieram à capital do carvão auscultar as classes sindicais e dela obterem as informações necessárias ao êxito do trabalho que estão desenvolvendo no senado, na Câmara e na Assembleia Legislativa visando resolver o magno problema que intranquiliza centenas de famílias no sul de Santa Catarina. À época, era comum um operário da mineração se aposentar, mas continuar trabalhando na mesma empresa mineradora. E o Instituto de Previdência que cuidava dos mineiros, o Iapetc, resolveu brecar aquela prática causando muita preocupação a centenas de mineiros aposentados. Daí as presenças dos políticos citados, todos da UDN, para ouvir a classe mineira e, daqui, levar subsídios para tomada de posição junto aos organismos competentes.

MONOQUINI – O colunista Petrônio publicou sua posição relativamente à novidade da moda praiana da época, o Monoquini. Ele disse: É a primeira manifestação pública de repúdio e ojeriza deste escriba, à indecorosa linha de maiôs compostos de uma só peça, a qual priva a mulher do uso da importante – não menos do que a outra – parte, a superior. Como homem, fisiologicamente falando, gostaria até que voltasse o tempo da folha de parreira. Mas, como componente de uma sociedade integrada num regime puramente cristão, lanço o meu voto litoral à nova linha de verão.
Não sei o que ele quis dizer com o ‘voto litoral’, mas foi castigado pela crítica masculina que lia o nosso Tribuna.

DE FUTEBOL – coluna de Milioli Neto – METROPOL GOLEOU O AVAI: 4 x 1 – Rogério abriu a contagem, Madureira empatou, Idézio marcou o segundo, Silvio o terceiro e Idézio fechou a conta. O Metropol jogou com Dorni, Piloto, Paulo Souza, Hamilton (Nadir) e Tenente; Silvio e Nadir (Chico Preto); Calita, Madureira, Idezio e Galego.

Esta e as demais crônicas vão ao ar na Rádio Som Maior. 
E eu retornarei amanhã. Até lá amigos e um abraço do meu tamanho!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 08/06/2020 - 11:31Atualizado em 08/06/2020 - 11:34

Eu quero acreditar que tudo quanto nos foi transmitido relativamente a essa praga do Covid-19 em terras tupiniquins seja verdadeiro. Eu quero acreditar que o número de mortos pela incidência da referida praga corresponda com a verdade. Eu quero acreditar que as UTIs de tantos hospitais havidos no território nacional tenham mesmo sido ocupadas por pacientes da praga. Eu quero acreditar que os hospitais de campanha erguidos por aí afora tenham alcançado o seu objetivo. Mas está difícil.

O que estamos ouvindo dá conta de que os números são outros, a maioria de mortes atribuídas ao corona não o teve como causa mortis, os hospitais continuam sobrecarregados mas de pacientes de outros males, as UTIs foram sim utilizadas para o tratamento intensivo de pessoas afetadas pelo vírus, mas não na proporção que se alardeia, e que os hospitais de campanha serviram muito pouco à população, haja vista que a rede formal de nosocômios deu e dá conta do recado.

Aqui mesmo, em Criciúma, a Unimed se preveniu e construiu um hospital especialmente para abrigar tais pacientes, e o desativou dias depois. O mesmo ocorreu com autoridades municipais que montaram um hospital especial para atender os deficientes do referido mal, no Rio Maina, mas que não foi utilizado para tal.

Paralelamente a isso tudo, o Brasil, em estado de emergência. Em março passado eu me referia ao estado de emergência ao que acorreram os governos federal, estadual e municipal. Ao declarar estado de emergência, o ente federativo pode manusear o seu orçamento fiscal com transferência de verbas orçamentárias de um para outro projeto, objetivando enfrentar o mal que ocasionou esse estado extraordinário, sem autorização legislativa. E dentre outras facilidades, nesse estado de emergência a obrigação de licitar despesas para aquisições, serviços e obras é dispensada.

O ordenador da despesa pode autorizar tais compras e serviços sem buscar, no mercado local, regional ou nacional, os melhores preços para aquele determinado objetivo. Isso é perigoso.

Esse estado de emergência facilitou tudo e os casos de autoridades que meteram a mão multiplicaram. Se em tempo normal temos ouvido com muita frequência que processos licitatórios são viciados por proteger alguns concorrentes, não é difícil imaginar o que possa ter acontecido, e esteja acontecendo Brasil afora, com autorização para tais despesas sem obediência à lei de licitações.

Nas minhas intermináveis madrugadas de insônia, eu ouço rádio e fico ligado na Bandeirantes de São Paulo. As revelações escabrosas de procedimentos mal feitos nessa área em todo o país são assustadoras. Isso que ocorreu em Santa Catarina, com a compra de respiradores de uma firma inidônea, e pela qual se pagou R$ 33 milhões antecipadamente, ocorreu em valores inferiores, é verdade, em muitas localidades do Brasil.

O pior de Santa Catarina é que as máquinas respiradoras dessa operação não se prestam para combater os efeitos causados por esse vírus, que os italianos estão afirmando que não é vírus, é bactéria, daí a pandemia vira um pandemônio.

Em Itajaí a construção do Hospital de Campanha às custas pelo governo estadual foi superfaturada. No estádio do Pacaembu, em São Paulo, um desses hospitais para 2 mil pacientes, estaria com menos de 200 internados e sem os equipamentos necessários a tais atendimentos. E o pior, há empresas faturando pela manutenção de tal hospital. Uma comissão de deputados foi barrada às portas mas à força conseguiu entrar e ver que não é nada daquilo que se informa por lá.

Tenho a impressão que, genericamente, o day after day nos reserva revelações escabrosas sobre a operação desse estado de emergência, hoje vivido pela administração pública em seus três níveis. Vereadores, deputados estaduais e federais, Ministério Público e Polícia Federal terão muito trabalho pela frente.

E volto a lembrar o que a História nos transmite: à mulher de César, não basta ser honesta, tem que parecer honesta. Lembram? Pois é. Ali na Assembleia Legislativa de Santa Catarina os deputados estão buscando a honestidade da mulher de César.

E que todos comecemos o dia como queremos termina-lo, bom dia!

 

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 05/06/2020 - 12:55

Busco, na edição que circulou na semana de 1 a 9 de agosto de 1964, do nosso saudoso semanário Tribuna Criciumense, os tópicos de publicações que dão um mergulho no passado e se transformam na Crônica da Cidade de hoje.

ENSINO DA CONSTITUIÇÃO É OBRIGATÓRIO -  Na edição em epígrafe está publicada a Lei nº 442, de 15 de junho de 1964, que institui a obrigatoriedade do ensino da Constituição da República nas escolas da rede municipal de ensino. Diz o artigo primeiro: É instituído, em todo o território do município de Criciúma, a obrigatoriedade do ensino e pregação da Constituição Federal, nas escolas públicas municipais. Parágrafo primeiro. A pregação e o ensinamento que menciona no presente artigo deverão ser ministrados por professor do estabelecimento escolar, uma vez por semana e durante um período não inferior a 45 minutos. E a lei segue em mais 3 artigos e diversos parágrafos. Como já falei em outras vezes, há leis que pegam e leis que não pegam. Esta aí, não pegou. Ou estaria, eu, equivocado?

ESPORTIVAS – Francisco Milioli Neto escreveu: Comerciário e Marcílio Dias empataram no majestoso. Em Urussanga zero a zero entre o time local e o Hercílio Luz, de Tubarão. Atlético Operário perdeu de 2 x 1 em Itajaí (e não diz para quem). Metropol suou para vencer o Postal Telegráfico: 4 x 3. Ferroviário abateu o Avaí: 3 x 1. Guatá dobrou o Imbituba: 1 x 0. Em Santana, Minerasil e Figueirense empataram em 0 x 0.

E alcançamos a edição de Tribuna Criciumense que circulou na semana de 8 a 15 de agosto de 1964 e que trouxe, como extensa matéria de capa:

DESMENTIDAS AS ACUSAÇÕES DO DEPUTADO WALDEMAR SALLES – Há poucos dias, em entrevista ao jornal Correio Sulino, de Tubarão, o deputado estadual Waldemar Salles declarou, ratificando o que já falara na Assembleia Legislativa do Estado, que os mineradores deviam mais de um bilhão de cruzeiros ao Iapetc, sem qualquer interesse em saldar tais compromissos. O Sindicato Nacional da Industria da Extração do Carvão, Secção de Santa Catarina, conhecendo a matéria do jornal enviou àquele semanário um ofício esclarecendo os fatos e desmentindo o que o parlamentar afirmara. Havia uma disputa de liderança entre Tubarão e Criciúma e o deputado Salles era de Tubarão. Depreciar a velha capital do carvão fazia parte do jogo, mas o deputado se deu mal e teve de retificar o que afirmara. Havia débito, mas não em tal quantia. 

Esta – e todas as crônicas -  vão ao ar na Rádio Som Maior. E eu retornarei segunda-feira. Até lá amigos e um abraço do meu tamanho!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 05/06/2020 - 11:29Atualizado em 05/06/2020 - 11:29

Não há como não admitir, o Brasil e os brasileiros estamos vivendo uma das piores crises econômicas registradas pela História. E qualquer prognóstico sobre o retorno ao processo de desenvolvimento interrompido por essa praga do corona vírus, é mera especulação fruto de nossa imaginação.

Desconhecemos os parâmetros que pudessem estribar a retomada da evolução desenvolvimentista, até porque nos falta a vivência de momentos tão delicados quanto estes deste ano.

Quando eu era criança pequena ali no meu condado não entendia direito o linguajar dos mais velhos que, nas conversas coloquiais, afirmavam “São Paulo não pode parar”. “Lá não há feriado, lá não há repouso dominical, lá, nem se para - para o almoço”. 

Claro que exageravam, mas cresci com essas afirmações povoando minha cabeça; aos poucos fui entendendo o significado de tais falas e, já na escola secundária, me foi transmitido que “São Paulo é a locomotiva do Brasil”. Já na universidade, na primeira aula de

Introdução à Economia, o professor Gevaerd nos transmitiu: “a economia do Brasil gira em torno de São Paulo”, afirmação que norteou todo o curso de administração na sisuda Esag, em Florianópolis. São Paulo não pode parar, São Paulo é a locomotiva do Brasil.

E isto é tão verdadeiro que um fabricante de palmito em conserva, amigo meu, me garantia: não adianta eu colher o palmito, não há como embalar, porque não há vidro nem embalagem para leva-lo ao mercado. Olha só: uma fabriqueta do interior, paralisando sua produção por falta de insumos que são fabricados aonde? Em São Paulo.

Tudo procede de São Paulo. Realmente tudo gira em torno de São Paulo. E, São Paulo parado, representa o Brasil paralisado. 

Então, para antevermos o fim dessa pandemia desgraçada que nos condena à letargia socioeconômica devemos prestar atenção na curva estatística da incidência desse vírus miserável no estado de São Paulo. Não adianta nossos vagões estarem limpos, asseados, prontos para o embarque, se a locomotiva que os impulsiona não tem força para transporta-los. E, pelo que somos informados, não fecharemos o semestre ouvindo o apito de partida desse trem.

E que todos comecemos o dia como queremos termina-lo! Bom dia! 

 

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 04/06/2020 - 09:19

Realmente, em várias oportunidades, temos cometido o erro de generalizar posições de um, dois, ou meia dúzia de órgãos de imprensa classificando-os como ‘a mídia’. 
Errado! Quando falamos assim, generalizando, estamos nos incluindo e isso não é verdadeiro.

Passo a dar nomes aos bois: discordando da posição de qualquer órgão de imprensa não titubearei em citar o nome desse órgão.
E já vou revelando a minha total discordância ao proselitismo radical, cego e até desumano, por parte da TV Globo, ao se referir ao presidente da República.

Se o ouvinte ainda não prestou atenção, peço que o faça a partir de agora. Em todos os noticiosos dessa emissora, o âmago da questão é Bolsonaro. Aliás, o tempo do jornalismo dessa televisão tem sido repartido entre o Covid-19 e o Bolsonaro. Sobra tempo apenas para o cumprimento final: Bom dia, ou Boa tarde, ou Boa Noite.

A parcialidade da TV Globo desmonta com tudo o que aprendemos sobre jornalismo. Só falta ir buscar o chavão criado por aquele conhecido presidiário da República de Curitiba: nós e eles.

Volto ao que já publiquei noutro dia: os brasileiros conheciam o candidato Jair Bolsonaro e tiveram a oportunidade de avaliar o seu comportamento. Poderiam ter se bandeado para os outros candidatos, mas, na maciça maioria, preferiam a ele, com todos os palavrões, com todos os gestos intempestivos, com todos os rompantes, desde que o principal – que foi e é - a limpeza do Estado, dos métodos e da rotina corruptiva dos governos que o precederam, fosse praticada. 

Cortar privilégios, acabar com as tetas volumosas do governo, não dar trégua ao combate à prática do roubo tem encontrado barreiras quase intransponíveis para o presidente. E a TV Globo é incapaz de enxergar uma virtude que seja: só vê as deficiências, muito apropriadas para um governo que se instala.

Há outros veículos, na mídia nacional, tão sectários quanto a Globo. Mas de todos o mais visível, e que faz repercutir com mais velocidade, é a televisão até porque poucos leem jornais ou revistas.

Agora, isso aí é igual a pandemia do Corona: chegará ao final. Não há mal que dure para sempre. 

E o povo está bem antenado com relação a isso. Aqui em Criciúma, mesmo, no último domingo, uma carreata digna de registro mostrou o seu apreço ao presidente que a Globo odeia.
E esse ódio tem explicação: são dois os motivos. O primeiro deles é a frustração da Globo em não encontrar nenhuma falcatrua, ato de improbidade administrativa, ou prática de corrupção atribuídos a Jair Bolsonaro. Isso deixa a Globo louca de raiva. 

Desde a posse, diuturnamente, sem cessar, ela busca pelo menos um indício que possa incriminar Bolsonaro: não encontra. E fica satanicamente enraivecida.

O outro motivo, são as verbas do governo à divulgação de seus atos e campanhas, que foram pulverizadas a todos os demais canais, em igualdade de condições, estancando a prática então costumeira de dar à Globo o maior percentual, incomparável às frações dirigidas às demais emissoras.

Com absoluta precisão: não dá mais para ver e ouvir os tendenciosos noticiários da Globo! Lembro, contudo: não há males que perdurem para sempre.

E que todos comecemos o dia como queremos termina-lo! Bom dia!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 04/06/2020 - 07:01

Busco, na edição que circulou na semana de 1º a 8 de agosto de 1964, do nosso saudoso semanário Tribuna Criciumense, os tópicos de publicações que dão um mergulho no passado e se transformam na Crônica da Cidade de hoje.

CARVÃO MINERAL – NOVA LEGISLAÇÃO – No último dia 21 o Congresso Nacional aprovou e encaminhou à sanção do senhor presidente da República, nova legislação sobre as atividades relacionadas com o carvão mineral. Especial destaque merece o artigo 6º, que diz o seguinte: Ao Conselho da CPCAN compete estabelecer as quotas de produção e consumo do carvão nacional. Deve-se acentuar que o consumo obrigatório de carvão nacional era de 20%, regulado a uma lei ainda da época do Estado Novo. Com a nova legislação espera-se que, em breve, o presidente do Plano do Carvão Nacional, baixe portaria fixando tal consumo em, pelo menos, 40%.

OPERAÇÃO ESVAZIA PNEUS – A operação ‘esvazia pneu’ lançada pelo Coronel Fontenelle, na Guanabara, poderá vir a ser adotada entre nós, conforme informação colhida junto ao Delegado Regional de Polícia Dr. Helvídio de Castro Velloso Filho. Seria uma tentativa de disciplinar o trânsito de nossa cidade. Conforme é do conhecimento geral a cidade cona com uma nova sinalização para o tráfego e estacionamento de veículos, que não está sendo obedecida. Assim, a partir de hoje, a polícia vai ensinar aos motoristas a obediência aos sinais e, depois de seis dias de orientação, vai adotar, sem dó nem piedade, a medida de esvaziar pneus dos veículos infratores.

DEFICIT TEFÔNICO – Segundo o relatório anual da Ericsson do Brasil, o nosso pais, atualmente, está com um déficit de um milhão de linhas telefônicas. Ainda, segundo tal relatório, o governo federal está tomando sérias providências no sentido de ajudar as empresas nacionais a fim de que sejam superados os problemas econômicos contra os quais lutam tais empresas. Possuir uma linha telefônica, em Criciúma, era um privilégio tão grande que o proprietário declarava tal posse na sua declaração do Imposto de Renda.

CONCURSO AGRICULTOR DO ANO – Em Forquilhinha foi realizado o I Concurso para a escolha do Agricultor do Ano. O resultado apontou: em primeiro lugar o Sr. Dionizio Nuernberg, de Forquilhinha, seguindo-lhe Arnoldo Preis, Joaquim Loch, Marino Gava e Arnaldo Nuernberg. É uma pena que tal concurso tenha desaparecido do nosso calendário: o setor agrícola faz por merecer a eleição em tela!

Esta e as demais crônicas estão no ar na Rádio Som Maior. E eu retornarei amanhã. Até lá amigos e um abraço do meu tamanho!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 03/06/2020 - 09:25

Pois então: Um ministro. E um ex-ministro.

Os dois, decanos.
O ministro é Celso Mello, que está se despedindo do Supremo Tribunal Federal com umas atitudes que deixam rubicundos de raiva muitos brasileiros.

O ex-ministro é Sérgio Moro, que foi da Justiça, o primeiro ministério criado nesta fragmentada República. Deixou o governo e contra esse mesmo governo se posiciona diuturnamente.
O decano da Suprema Corte acaba de negar provimento ao que requereram os partidos de oposição a Bolsonaro que queriam a apreensão do telefone celular do mais alto magistrado da República. O inverso, diga-se de passagem, poderia ocasionar estragos imensuráveis à nação.

E aí os brasileiros perguntamos: por que esses partidos, ou quaisquer outras agremiações, não requereram a apreensão dos celulares daquele indivíduo que deu uma facada na barriga do candidato Bolsonaro? 
Que ódio capital é esse? 

Que força é essa que Bolsonaro possui para ser tão odiado por partidos que não comungam com a sua ideologia?
John Kennedy nos ensinou que, para o exercício da política devamos ser leais amigos e bravos adversários. Tudo no campo das ideias. Sem esse ódio que transborda os limites impostos pela civilização.
Sérgio Moro, o ex-decano da atual administração, por sua vez, abriu a perspectiva de que havia muito de ruim a ser mostrado ao Brasil, no governo que o mantinha no ministério da Justiça, depois da qual eu até comentei: a montanha pariu um rato, haja vista que criou uma enorme expectativa sobre o seu efêmero pronunciamento que se esvaziou tipo balão de enfeite de festa de aniversário de criança.

Aliás, Sérgio Moro está bem nesta comparação: um balão de festa infantil, que se soltou e esvazia fazendo barulho mas sem fazer estrago. E as entrelinhas do noticiário asseguram que vem coisa grossa por aí, contra ele.
Aí, agora, o decano Moro, quer trabalhar, na área da advocacia. Mas foi impedido por uma lei que determina que ex-ministros permaneçam em quarentena, desempregados, durante o período de seis meses. Só que, com salário de ministro, pago pelo tesouro nacional - e isto eu não conhecia. 

Dois decanos, duas histórias, duas vidas públicas que calçam pantufas e vestem pijamas.
Dois epílogos desbotados. 

O do Supremo, vivendo seus derradeiros momentos na magna Corte espargindo sentenças dele nunca esperadas, clara e obstinadamente se posicionando contra a pessoa do atual presidente. 
E o da Justiça, indo embora, descoloridamente, atraindo o sentimento de decepção por parte de grande parcela da população brasileira que o tinha acima de qualquer suspeita.

A que ponto chegamos!
Pobre e combalida República!

E que todos comecemos o dia como queremos termina-lo! Bom dia!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 03/06/2020 - 07:04

Busco, na edição que circulou na semana de 25 de julho a 2 de agosto de 1964, do nosso saudoso semanário Tribuna Criciumense, os tópicos de publicações que dão um mergulho no passado e se transformam na Crônica da Cidade de hoje.

VEREADORES ACUSAM E PEDEM O AFASTAMENTO DO PREFEITO – Dos sete vereadores que integram a bancada da UDN à Câmara Municipal de Araranguá, seis ingressaram com uma peça acusatória na qual pedem o afastamento do prefeito José Rocha do exercício do cargo de prefeito municipal. Pretendiam, os acusadores, o imediato afastamento do chefe do Poder Executivo e a tramitação do processo por crime de responsabilidade. Entre outras, estão as acusações de subversão, uso indevido do dinheiro público, apresentação de prestação de contas fora do prazo à Câmara. Constituiu, o Sr. José Rocha, como seus advogados, os Drs. Ernesto Bianchini Góes e Hélcio Bianchini Góes que militam no foro local. Imediatamente esses causídicos impetraram mandado de segurança que teve acolhida por parte do Dr. Rafael P. Ribeiro, Juiz de Direito da Comarca de Araranguá. O prefeito, que está sendo apoiado pelas bancadas do PSD e PTB, já apresentou sua defesa à Câmara. Olha, vamos aguardar para ver o que nos revelam as futuras edições do nosso Jornal, mas se a memória não me falha esse processo deu em nada.

NOVO BAR – NOVO PROGRAMA – Fazer um programa à noite sempre se constituiu num problema para o criciumense que, quando saía de casa era obrigado a ir ao cinema ou dar uma caminhada, uma vez que os bares estão sempre lotados por turmas que se limitam a ficar no cafezinho. Não existia em Criciúma, até hoje, um bar onde se pudesse reunir com amigos para um bom bate-papo ante um copo de chope. Talvez o leitor estranhe quando escrevemos ‘até hoje’, mas sucede que será aberto, no sábado da corrente semana, um novo bar em Criciúma, o Wand Bar. Proprietário o jovem Wandir Garbelotto. Esse bar estava localizado na Galeria Beneton, com frentes para a Praça Nereu Ramos e para a própria Galeria. Tomou o nome de pizzaria. Durou pouco, mesmo porque, logo em seguida, o Wandir trocou Criciúma por Blumenau.

MANCHETES DO SETOR ESPORTIVO – Milioli Neto informava: CATEGÓRICO TRIUNFO DO METROPOL DIANTE DO HERCÍLIO LUZ, DE TUBARÃO – COMERCIÁRIO PASSOU FÁCIL PELO GUATÁ – BARROSO PARADA DIFÍCIL PARA O ROLO – ITAUNA ENFRENTARÁ O OURO PRETO – METROPOL PODERÁ GOLEAR O POSRTAL TELEGRÁFICO.

Esta e as demais crônicas estão no ar na Rádio Som Maior. E eu retornarei amanhã. Até lá amigos e um abraço do meu tamanho!

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