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CORONAVÍRUS - Saiba mais aqui
* as opiniões expressas neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do 4oito
Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 04/05/2020 - 10:29Atualizado em 04/05/2020 - 10:31

In primo loco meus cumprimentos especiais ao 28 GAC que, hoje, completa mais um ano de existência. Aos oficiais, aspirantes, soldados e, especialmente, ao comandante Coronel Brito Júnior, meus respeitosos cumprimentos.

A praga que se abateu sobre a humanidade levou muitos países, através de seus respectivos governantes, a declarar estado de emergência. E o Brasil se insere em tal contexto desde o dia 4 de fevereiro quando, reconhecida e oficialmente, se proclamou vítima desse pandemia que se abate sobre o mundo.

E os brasileiros perguntamos: o que vem a ser o Estado de Emergência?

O estado de emergência é um termo usado em situações extraordinárias e têm de ser declarada pelo governo, face à uma ameaça direta que pode causar instabilidade no país, em casos de desastres naturais, crises financeiras ou econômicas, situações de guerra ou epidemias, como é o caso do novo coronavírus.

O governo federal fez tal declaração no dia 4 de março. O governador Moisés, no dia 17 de março e o prefeito de Criciúma, no dia 18 de março. Estamos sendo governados, excepcionalmente, no regime de estado de emergência.

Ao declarar estado de emergência, o ente federativo pode manusear o seu orçamento fiscal objetivando enfrentar o mal que ocasionou esse estado extraordinário, sacrificando projetos e metas estabelecidos para outros setores, naquele período.

Por exemplo: a obrigação de licitar despesas para aquisições, serviços e obras, é dispensada. O ordenador da despesa pode autorizar tais compras e serviços sem buscar, no mercado local, regional ou nacional, os melhores preços para aquele determinado objeto. E isto é perigoso.

Diz o adágio que “a ocasião faz o ladrão” e dizia Konder Reis que “a permissividade é a ante sala da corrupção”.

Em tempo normal, temos ouvido com muita frequência, que processos licitatórios são viciados por protegerem alguns concorrentes formalizando as exigências, de tal sorte, que apenas aquela determinada empresa poderá participar. E essa empresa o faz superfaturando o valor do objeto da licitação. Aí se conclui: se em tempo normal, obediente à legislação e à fiscalização interna e de tribunais, já há vícios nesses processos, imaginemos o que poderá ocorrer se, para fazer iguais despesas, fique dispensado o tal processo de licitação!

Nos planos federal e municipal, não se tem notícia de que tal procedimento tenha se desvirtuado, mas olhemos o que fez a secretaria da Saúde do governo o Estado. Tudo o que se relaciona ao processo, desde a seleção do fornecedor, o seu endereço, a sua capacidade técnica, o valor, o prazo de entrega e o pagamento, foi tudo errado e, pelo que nos diz a mídia, desonestamente errado.

E já havia um precedente: a construção do hospital de campanha de Itajaí, às custas do governo estadual. Ali o sinal já fora avançado escandalosamente e, certamente não teria ocorrido se obedecidos os preceitos legais que regulam as licitações. Agora, essa compra de 33 milhões de reais, com pagamento antecipado, sem a entrega da mercadoria adquirida. Não é um fato grave. É gravíssimo e os catarinenses esperamos uma explicação convincente por parte do governo do estado ainda que através da secretaria da Saúde.

“À mulher de  Cesar não basta ser honesta, tem que parecer honesta”, A estória é bastante conhecida e foi pronunciada pelo próprio Imperador Júlio Cesar, no ano 62 a.C. “A mulher de César deve estar acima de qualquer suspeita” e este provérbio se encaixa nessa história maluca patrocinada pela secretaria da Saúde que pagou 33 milhões de reais por uma aquisição suspeita, de uma empresa suspeita, de endereço suspeito, de capacidade técnica suspeita, e sem receber o material adquirido. A explicação há que ser convincente o suficiente a evitar processo indesejado pelo governador junto à Assembleia Legislativa.

E que todos comecemos o dia como queremos termina-lo! Bom dia!

 

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 04/05/2020 - 07:05

Busquei, na edição que circulou na semana de 25 de abril a 2 de maio de 1964, do nosso saudoso semanário Tribuna Criciumense, os tópicos de publicações que dão um mergulho no passado e se transformam na Crônica da Cidade de hoje, falando de futebol:

HERCILIO GARANTIU A PONTA – Sete jogos movimentaram o extra de profissionais na sua sexta rodada. Comerciário perdeu a vice-liderança e o Metropol venceu o Avaí enquanto o Atlético empatou em Urussanga. Este era o ‘olho’ da notícia cuja manchete está aí em destaque. Depois, Milioli Neto, diretor da página esportiva, disse: ATLÉTICO EMPATOU -    na capital do vinho, o Rolo Compressor, que fora em busca da reabilitação, conseguiu resultado dos mais satisfatórios. O time da Vila, em jornada regular, sofreu o tento de empate aos 41 minutos do tempo final. Sua defesa jogou sério e Catito esteve numa grande tarde. Aldo marcou para os atleticanos e Maneca para os uruçanguenses. O Atlético formou com Catito, Eromi, Monge, Zequinha e Foguinho; Rui e Ari Neves; Paulinho, Aldo e Peixe. O Urussanga, com Sandrini, Elmo, Gilberto (Antoninho), Gibi e João Paulo; Carlinhos e Valmir; Célio, Maneca, Bibi e Evaldo. METROPOL GOLEOU – O Metropol aplicou a goleado de 5 a zero sobre o Avaí. Idésio, 2, Chico Preto, Galego e Arlindo marcaram para o Metropol que jogou assim: Dorni, Motini, Amilton (Zé Eduardo), Paulo Souza (Hamilton) e Tenente; Chico Preto e Nadir; Calita, Arildo, Idézio e Galego. COMERCIÁRIO DECEPCIONOU – Jogou contra o Figueirense e não foi além de um empate em um tento, assinalado por Nivaldo. Para os florianopolitanos marcou Ronaldo. HERCILIO 3 A ZERO NO MINERASIL – Marcaram Leonel, Tarcísio e Gonzaga. FERROVIÁRIO 4 X 1 GUATÁ – O jogo foi nas Oficinas, em Tubarão. Marcaram para o Ferrinho: Boca, duas vezes, Brasinha e J. Sorato. BARROSO 1 X 0 NO POSTAL – Fantoni, o autor do único gol. IMBITUBA DERROTADO EM ITAJAÍ – Jogando contra o Marcilio Dias, o Atlético de Imbituba perdeu por 3 x 2.

CLASSIFICAÇÃO DO CAMPEONATO ESTADUAL, por pontos perdidos: Hercílio Luz, em 1º, com 2 pp; seguem: Metropol e Barroso, em segundo, com 3 pp; Comerciário, com 4; Marcilio  Dias e Ferroviário, com 5; Urussanga com 6; Atlético, Avaí e Guatá, com 7 pp; em 7º Postal Telegráfico e Figueirense, com 8pp; em 8º o Minerasil, com 9 e, em 9º e último lugar o Imbituba com 10 pontos perdidos.

E eu retornarei amanhã. Até lá amigos e um abraço do meu tamanho!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 30/04/2020 - 12:35

Busquei, na edição que circulou na semana de 2 a 9 de maio de 1964, do nosso saudoso semanário Tribuna Criciumense, os tópicos de publicações que dão um mergulho no passado e se transformam na Crônica da Cidade de hoje.

TRIBUNA COMEMORA SEU DÉCIMO ANIVERSÁRIO – E, com direito a um clichê com a foto da capa da primeira edição, Brigite Gorini Lienert, então diretora, descrevia os dez anos passados do nosso principal jornal semanário. As campanhas, as bandeiras, as notícias, o compromisso com o progresso de Criciúma descritos pela ilustre jornalista num editorial extenso. E o compromisso de fazer circular, em que pesem as dificuldades, o nosso Jornal semanalmente. A página três, e parte da página seis, foram ocupadas por matéria assinada por José Pimentel, fundador do hebdomadário aniversariante que fez um relatório, ano a ano, da vida do nosso Tribuna Criciumense.

FRISULCA CÉLERE NO CAMINHO DA CONCRETIZAÇÃO – Está aprestes a ser iniciada a construção, em Forquilhinha, de um dos maiores e mais modernos frigoríficos do país. Trata-se do Frigorífico Sul Catarinense – Frisulca. Para tanto, o local e o anteprojeto do mesmo, já foram aprovados pelo ministério da Agricultura. A terraplenagem já foi executada pela prefeitura municipal de Criciúma, o projeto definitivo está pronto e o início das obras em breve. 

ELEIÇÕES EM RIO MAINA – Será efetuada, dias 4 e 5, a eleição para a nova diretoria do Sindicato dos Mineiros de Rio Maina. As chapas estão sendo encabeçadas pelos senhores Juventino M. Honorato, pela chapa oficial, e por José Andrade, pela chapa oposicionista.

CAMPEONATO ESTADUAL DE FUTEBOL – ESTATÍSTICAS – JOGOS EFETUADOS: 45 partidas com 149 gols marcados. ATAQUE MAIS POSITIVO – Metropol, com 26 gols seguido pelo Barroso, com 15 tentos. ATAQUE MENOS POSITIVO: Atlético Operário com 4, seguido de Avaí e Minerasil, com 6. DEFESA MENOS VASADA – Hercílio e Barroso com 2, seguidos por Atlético Operário, com 4 gols. DEFESA MAIS VASADA: Postal Telegráfico com 18 gols seguido de Guatá e Urussanga com 16. ARTILHEIROS DO CAMPEONATO: 1º Idésio, do Metropol, com 8 gols, seguido por Boca, do Ferroviário, que assinalou 6 vezes.

E eu retornarei segunda-feira, dia 4 de maio. Até lá amigos e um abraço do meu tamanho

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 30/04/2020 - 11:07Atualizado em 30/04/2020 - 11:07

Um prefeito pode tudo, no município que administra. Certo?
Errado! Um prefeito pode muito, mas não pode tudo!

Eu já havia cantado a pedra. E o foi, em cima do lance, no momento em que ocorreu. No dia 7 de janeiro do corrente ano, com Denis comandando o programa, falei, no Programa Adelor Lessa, sobre as obras inauguradas, no dia anterior, no Parque Centenário que tomava o nome de Altair Guidi.
E não deixei margens para dúvidas: o que tivemos a oportunidade de ver, no dia anterior, o 6 de janeiro da fundação de nosso município, estava escancarando irregularidades.

Eu nem sabia que há lei municipal, sancionada pelo prefeito que nos governa, proibindo a inauguração de obras inacabadas. Mas chamei a atenção para o fato de que ali o bom senso não se fazia presente eis que se inauguravam obras de um parque, visível e agressivamente, visto como inacabado.

E, depois, aquele painel. Nem se trata de uma placa inaugural como de costume: não; é um painel, um verdadeiro outdoor que, em letras garrafais cita os nomes do prefeito, do seu vice e de todos os componentes do seu staff administrativo. A citação daquele rosário de pessoas concorre com a própria designação do logradouro. Apelo puramente personalista, demagógico e eleitoreiro. As obras devem ser impessoais, diz a lei. E ali isso não foi respeitado.

Falei isso, no dia 7 de janeiro, um dia depois da tal inauguração. E, ao finalizar, lembrei, textualmente:
“Competiria ao Ministério Público determinar que a despesa seja glosada e aquele painel pago pelo próprio prefeito, por ter todo o formato de propaganda pré-eleitoral. Ou não?”

E o Ministério Público de SC, por sua representação local, entendeu de instruir processo nessa direção e está questionando nossas autoridades municipais exatamente sobre os pontos que levantei.

Um prefeito, realmente, pode muito, inclusive aquele que dá jeito, mas não pode tudo!

E que todos comecemos o dia como queremos termina-lo! Bom dia!

 

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 29/04/2020 - 19:19Atualizado em 29/04/2020 - 19:22

A inimigos não se mandam flores!

Uma perguntinha que não quer calar: olhando para trás, quantos Juízes, ministros, deputados, senadores, jurisconsultos, jornalistas, jornais, emissoras de rádio e televisão, etc e tal, criticaram Michel Temer por ele ter indicado o seu amigo Alexandre de Moraes para ocupar uma cadeira vitalícia do Supremo Tribunal Federal? Quantos? Quem? Quando? Aonde?

E quantas vozes foram ouvidas contra a presidente Dilma Rousseff, por ter proposto o nome da sua amiga Rosa Webber, e do seu amigo Luiz Fuks, ambos em 2011, do seu amigo Luiz Roberto Barroso, em 2013, e de Edson Fachin, em 2015, para a mesma Corte?

Alguém que me ouve ouviu alguma crítica ao presidente Lula por ter indicado e nomeado Carmen Lucia e Ricardo Lewandowski, ambos amigos da corte, e ambos em 2006? E a indicação e nomeação, por Lula, de Dias Toffoli, em 2009, cujo predicado maior, no seu curriculum, era ter sido advogado do Diretório Nacional do PT? Quem ouviu alguma crítica, algum pedido de impugnação?

E eu poderia continuar nomeando e perguntando acerca das nomeações havidas desde Sarney, passando por Collor e Fernando Henrique Cardoso. Nunca, em nenhuma oportunidade, tais nomeações foram questionadas.

Hoje questiona-se a indicação do ministro da Justiça e do Diretor Geral da Polícia Federal porque ambos são amigos do presidente Jair Bolsonaro.
Mas como é que é: dois pesos e duas medidas?

E os ministros das equipes de Sarney, de Collor, de FHC, de Lula, de Dilma e de Temer não eram amigos de cada presidente, ao seu tempo? Quem não o era? E quem foi questionado?
Então para eles podia e para Bolsonaro é nomear para se auto blindar? 
E fazem questão de assinalar, quando noticiam as nomeações: amigos de Bolsonaro.

Mas escuta: seria normal nomear inimigo para tão importantes funções?

Meu caro ouvinte: se não deixarmos o homem trabalhar e os ministros mostrarem suas competências, não podemos cometer essa injustiça de fazer a crítica tão somente porque são amigos da família do Presidente

Em novembro Celso Mello, o decano da suprema corte, deixará o STF e caberá ao presidente Bolsonaro indicar o seu substituto. Será que habita a massa encefálica de algum mortal que ele indicará um advogado inimigo dele ou da família dele, por exemplo, o advogado que defendeu o criminoso que lhe deu uma facada em Juiz de Fora?

Ora, ora, a inimigos não se mandam flores.

Sem sabermos da competência de gestão pública de André Mendonça, no ministério da Justiça, e de Alexandre Ramagem, na direção da Polícia Federal, estaremos sendo injustos se, graciosamente, os criticarmos. Se for pecado ser amigo da família do Presidente, Julia Zanatta está no limbo!

 

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 29/04/2020 - 06:55

Busquei, na edição que circulou na semana de 25 de abril a 2 de maio de 1964, do nosso saudoso semanário Tribuna Criciumense, os tópicos de publicações que dão um mergulho no passado e se transformam na Crônica da Cidade de hoje, falando de futebol:

HERCILIO GARANTIU A PONTA – Sete jogos movimentaram o extra de profissionais na sua sexta rodada. Comerciário perdeu a vice-liderança e o Metropol venceu o Avaí enquanto o Atlético empatou em Urussanga. Este era o ‘olho’ da notícia cuja manchete está aí em destaque. Depois, Milioli Neto, diretor da página esportiva, disse: ATLÉTICO EMPATOU - na capital do vinho, o Rolo Compressor, que fora em busca da reabilitação, conseguiu resultado dos mais satisfatórios. O time da Vila, em jornada regular, sofreu o tento de empate aos 41 minutos do tempo final. Sua defesa jogou sério e Catito esteve numa grande tarde. Aldo marcou para os atleticanos e Maneca para os uruçanguenses. O Atlético formou com Catito, Eromi, Monge, Zequinha e Foguinho; Rui e Ari Neves; Paulinho, Aldo e Peixe. O Urussanga, com Sandrini, Elmo, Gilberto (Antoninho), Gibi e João Paulo; Carlinhos e Valmir; Célio, Maneca, Bibi e Evaldo.

METROPOL GOLEOU – O Metropol aplicou a goleado de 5 a zero sobre o Avaí. Idésio, 2, Chico Preto, Galego e Arlindo marcaram para o Metropol que jogou assim: Dorni, Motini, Amilton (Zé Eduardo), Paulo Souza (Hamilton) e Tenente; Chico Preto e Nadir; Calita, Arildo, Idézio e Galego. COMERCIÁRIO DECEPCIONOU – Jogou contra o Figueirense e não foi além de um empate em um tento, assinalado por Nivaldo. Para os florianopolitanos marcou Ronaldo. HERCILIO 3 A ZERO NO MINERASIL – Marcaram Leonel, Tarcísio e Gonzaga.

FERROVIÁRIO 4 X 1 GUATÁ – O jogo foi nas Oficinas, em Tubarão. Marcaram para o Ferrinho: Boca, duas vezes, Brasinha e J. Sorato. BARROSO 1 X 0 NO POSTAL – Fantoni, o autor do único gol. IMBITUBA DERROTADO EM ITAJAÍ – Jogando contra o Marcilio Dias, o Atlético de Imbituba perdeu por 3 x 2.

CLASSIFICAÇÃO DO CAMPEONATO ESTADUAL, por pontos perdidos: Hercílio Luz, em 1º, com 2 pp; seguem: Metropol e Barroso, em segundo, com 3 pp; Comerciário, com 4; Marcilio  Dias e Ferroviário, com 5; Urussanga com 6; Atlético, Avaí e Guatá, com 7 pp; em 7º Postal Telegráfico e Figueirense, com 8pp; em 8º o Minerasil, com 9 e, em 9º e último lugar o Imbituba com 10 pontos perdidos.

E eu retornarei amanhã. Até lá amigos e um abraço do meu tamanho!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 28/04/2020 - 10:35Atualizado em 28/04/2020 - 10:42

In primo loco, permito-me lamentar que a FENACA foi cancelada. Refiro-me à Festa Nacional da Cachaça que estava programada para 17 a 19 de julho, na capital da cachaça de santa catarina, cidade de Luiz Alves. Essa festa reune os maiores produtores de cachaça do Brasil e os apreciadores dessa bebida, em três dias de intensa programação sócio-econômico-social, paralelamente à Festa da Banana. Mais um evento cancelado por conta dessa praga que castiga o mundo inteiro. E cumprimentos ao prefeito Marcos Pedro Veber e ao nosso amigo Leandro, presidente da Associação Nacional dos Produtores de Cachaça, que cuidam com muito carinho desse importante evento.

Dênis, meu ínclito amigo,

Volto às redes sociais e nelas encontro a pauta do meu comentário de hoje. Podemos afirmar que mais de 70% do que recebemos, em forma de texto e/ou imagens, são lixo. As imagens falam por si, dispensam ser olhadas uma vez que, ao abri-las, já se sabe o que retratam. Com os textos eu falo o seguinte: filtro a origem, isto é, quem me mandou e leio um ou dois parágrafos: se encontrar erro de correção de linguagem, não dou sequência e descarto. Posso garantir: sobra pouco.

Nesse pouco que sobra, não raras vezes, nos deparamos com textos que nos empurram para a reflexão e tomo a liberdade de fazer a leitura de um, postado num dos grupos de que faço parte,  que diz assim:

Nunca se justifique para ninguém, porque a pessoa que gosta de você não precisa que você faça isso e a pessoa que não gosta de você não acreditará no que você disser.

De manhã, quando você acorda, você tem duas opções: voltar a dormir e continuar sonhando ou, levantar e correr atrás de seus sonhos...

Nós fazemos chorar aqueles que se importam conosco
Nós choramos por aqueles que nunca se importam conosco
E nós nos importamos com aqueles que nunca vão chorar por nós.
Esta é a vida... é estranho, mas é verdade.
Assim que você perceber isso, nunca será tarde demais para mudar.

Não faça promessas quando estiver alegre,
Não responda quando estiver triste
Não tome decisões quando estiver zangado
Pense duas vezes... aja com sabedoria.

O tempo é como o rio: você nunca poderá tocar a mesma água duas vezes porque a água que passou nunca passará novamente.

Aproveite cada minuto da sua vida...

Se você sempre diz que está ocupado, então nunca estará livre.
Se você sempre diz que não tem tempo, então nunca terá tempo.
Se você sempre diz que vai fazer tal coisa amanhã, então o amanhã nunca chegará...

E que todos comecemos o dia como queremos termina-lo! Bom dia!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 28/04/2020 - 06:59

Continuo buscando, na edição que circulou na semana de 11 a 18 de abril de 1964, do nosso saudoso semanário Tribuna Criciumense, os tópicos de publicações que dão um mergulho no passado e se transformam na Crônica da Cidade de hoje.

ESPORTES – HERCILIO LUZ PUXA O BLOCO Nº 1: METROPOL DERROTADO – 1 X 0; ATLÉTICO 0 X 0 MINERASIL: FIASCO – COMERCIÁRIO EM 4º DOBROU O GUATÁ: 2 x 1 – FIGUEIRENSE 2, ATLÉTICO DE IMBIBUTA 1 – URUSSANGA 2, FERROVIÁRIO 1 – POSTAL ENGANOU O MARCILIO DIAS:1 a zero – BARROSO IMPETUOSO 4 A UM NO AVAÍ. Bonsucesso campeão do torneio início da segunda divisão, no campo do Catarinense. O time da Mina do Mato jogou com Romeu, Valdenir, Venâncio e Valdemar; Adilton, Antônio e Rocilon; Geno, Ezequiel, Divo e Manoel. Renda excelente: ultrapassou Cr$ 70.000,00.

E chegamos à edição de Tribuna Criciumense que circulou na semana de 25 de abril a 2 de maio de 1964. Da capa eu destaquei: EMBAIXADOR LINCOLN GORDON EM FLORIANÓPOLIS – Está sendo esperado para o dia 27 à tarde, ao aeroporto Hercílio Luz, viajando em avião da Força Aérea dos Estados Unidos da América do Norte, o embaixador Lincoln Gordon, em sua primeira visita oficial ao estado de Santa Catarina. A viagem do embaixador atende a convite que lhe foi formulado pelo governo catarinense. O embaixador visitará, também, as cidades de Itajaí e Blumenau. Gordon foi intitulado, durante muito tempo, como o mentor intelectual da derrubada de João Goulart da presidência da República.

UM QUARTEL PARA A CAPITAL DO CARVÃO – E foi a primeira vez que se ouviu falar na possibilidade de trazer, para Criciúma, uma unidade do Exército Nacional. Os mineradores chegaram a oferecer o terreno para a sua construção e este assunto tomou grande fração do espaço da capa da edição em tela. Mas o quartel esperaria até a década de 1970 quando o prefeito Algemiro Manique Barreto o fez construir e disso nos ocuparemos ao tempo certo.

NOVA ERA PARA O PAÍS – O Gal. Castello Branco não sucede, apenas, ao presidente João Goulart que, a seu turno, sucedera ao presidente Jânio Quadros, tudo isto dentro de um quinquênio governamental. A solenidade de sua posse, em Brasília, teve, inegavelmente, um sentido muito mais profundo, pois formalizou o início de uma nova era.

E eu retornarei amanhã. Até lá amigos e um abraço do meu tamanho.

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 27/04/2020 - 10:20Atualizado em 27/04/2020 - 10:22

Naquele dia - que não me lembro qual - a mídia nacional dava conta de que Sérgio Moro fora convidado e aceitara ser ministro da Justiça do futuro governo Jair Bolsonaro. Era voz unânime, de norte a sul, que Bolsonaro começava a formar bem a sua equipe.

E o nosso ilustre diretor, José Adelor Lessa, no seu programa, de chofre, me perguntou: o que achas desse convite e do aceite do Moro? E, de chofre, eu respondi: não gostei. E senti, pela reação do Lessa, que eu seria a voz dissonante a tudo que o se propalava naquele momento. Sérgio Moro “era o cara”.

E era! Um juiz competente e acima de qualquer suspeita.

Mas uma coisa é ser juiz acima de qualquer suspeita e outra coisa é esse juiz ocupando o cargo de ministro de Estado dos Negócios da Justiça e da Segurança Pública. 

Moro assumiu mas não assumiu, parece que ficou com medo do ‘tomar decisões’. O ministério o enxergava como um super ministro e, aos poucos, o próprio ministério foi vendo que se enganara: o super ministro se escondia atrás do biombo do “O que é que estou fazendo aqui?”. 

Uma coisa era comandar a República de Curitiba, pronunciando sentenças sobre processos muito bem instruídos, e outra, bem diferente, era a necessidade de tomar iniciativas e providências acerca dos negócios impostos à sua Pasta, a mais longeva da República. É ali que residem os assuntos da Justiça, com todos os seus matizes, e a Segurança, com a inatingível Polícia Federal. Moro se apequenou, ficou escondido, deixou de ser O ministro para ser mais Um ministro. E quando viu que seria fritado por todos, fez o que fez: o ventilador se encarregou de pulverizar

Com certeza não era a hora de fazê-lo. 

A tarefa de desemparelhar a administração pública, não sei se concluiu sua empreitada. Se o fez, Bolsonaro continuará nos governando. Caso contrário, corremos o risco de mais um desastre político com a substituição do titular da chefia do Poder Executivo. O Brasil não merece!

Como me disse o meu amigo Laércio:  atearam fogo no serpentário.

E que todos comecemos o dia como queremos termina-lo! Bom dia!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 27/04/2020 - 07:04

Dou sequência, buscando na edição que circulou na semana de 11 a 18 de abril de 1964, do nosso saudoso semanário Tribuna Criciumense, os tópicos de publicações que dão um mergulho no passado e se transformam na Crônica da Cidade de hoje. 

A edição epigrafada foi a segunda, depois do espetacular 31 de março de 1964, cantado por uns, chorado por outros. Como na edição anterior esta também ocupou toda a capa com notícias vinculadas à deposição do governo de João Goulart. E eu transcrevo:

ATO INSTITUCIONAL JÁ ESTÁ EM VIGOR – O Ato Institucional foi proclamado pelos ministros militares e justificam o mais importante documento como sendo, o mesmo, necessário para assegurar a reconstrução econômica, política e moral do país. O artigo 10 diz o seguinte: No interesse da paz e da honra nacional, e sem limitações previstas na Constituição Federal, os comandantes em chefe que editam o presente ato, poderão suspender os direitos políticos pelo prazo de dez anos e cassar os mandatos legislativos federais, estaduais e municipais, excluída a apreciação judicial desses atos.

DETIDAS, EM CRICIÚMA, 27 PESSOAS – Desde o dia 3 de abril, estão sendo detidas e interrogadas diversas pessoas de nossa cidade. Dos detidos pelas tropas do Exército, oito foram levados à capital do estado e foram alojados no Quinto Distrito Naval. 
Enquanto isso, no acampamento das tropas do Exército, em Criciúma, encontram-se mais de 19 pessoas detidas

CASTELO B RANCO – NOME COTADO PARA A PRESIDÊNCIA – O nome do General Humberto de Alencar Castello Branco para a presidência da República, tem encontrado a mais ampla ressonância em todos os meios políticos. Castello Branco é cearense, nasceu no dia 20 de setembro de 1900. E Tribuna descreve o curriculum vitae do militar em referência.

NOVOS MINISTROS – É a seguinte a relação dos ministros pertencentes ao governo de Ranieri Mazzilli, já empossados: Luiz Antônio da Gama e Silva, ministro da Justiça, cumulativamente com o ministério da Educação e Cultura; Octávio Gouveia de Bulhões, da Fazenda; Vasco Leitão da Cunha, das Relações Exteriores; Arnaldo Sussekind, do Trabalho; General Arthur da Costa e Silva, da Guerra; Almirante Augusto Hamann Rademaquer Grunewald, da Marinha; e o Brigadeiro Francisco Assis Corrêa de Melo, Aeronáutica. E o nosso hebdomadário registra o perfil biográfico de três deles: o do Itamaraty, o da Fazenda e o do Trabalho.

E eu retornarei amanhã. Até lá amigos e um abraço do meu tamanho

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 24/04/2020 - 19:15

O nosso colega Nei Manique mandou-me uma mensagem lembrando que deixei passar o 21 de abril, de Tiradentes e de Brasília, como fizera com o Dia do Índio. Então, vou me redimir, agradecendo o privilégio da audiência.

Era o final de 1959. Eu acabara de ser eleito presidente do Grêmio Cultural Cid Rocha Amaral, da nossa escola, em Florianópolis, e já me encontrava em casa, ali no meu condado, para o início das férias. E ali aparece o secretário municipal Hercílio Amante, a procura de meu pai. Ele trazia a notícia de que eu deveria retornar a Florianópolis, no dia seguinte, para viajar ao Rio de Janeiro e, de lá, a Brasília, a convite do ministro Clóvis Salgado, da Educação. Seria incorporado a um grupo formado por lideranças estudantis das escolas federais, de todos os níveis, para ir conhecer as obras de construção da nova capital do Brasil, num projeto paralelo que levaria, também, lideranças sindicais.

Dois dias depois estava à frente do Professor Sezefredo Blascke, diretor, que me entregava uma passagem e algum dinheiro para empreender a viagem à capital, cidade do Rio de Janeiro. Leozir Müllmann, de Blumenau, viajaria comigo mas não compareceu.

Depois de desembarcar no Santos Dumont fui levado à base aérea e, lá incorporado a uma porção de colegas, do Brasil inteiro, embarcamos num Hercules, de bancos paralelos à fuselagem da aeronave, e fomos conhecer o desconhecido: as obras da nova capital. 

Ônibus nos aguardavam junto à pista de aterrissagem e, neles, embarcados, partimos para a descoberta. Começamos pelo Catetinho, um sobradinho de madeira, em meio a um pequeno bosque, onde fomos recebidos por um militar cheio de medalhas ao peito que anunciou: “com vocês o presidente da República”. E Juscelino Kubitschek veio à varanda para nos dar as boas-vindas num rápido discurso e, com uma antena de rádio de automóvel, mostrava, num grande mapa, as obras da nova capital do Brasil.

A cena não apaga do meu subconsciente: eu via um presidente da República que recebera o voto do meu pai e dos meus irmãos mais velhos. Não sabia se cuidava dos detalhes revelados pelo mapa ou se cuidava dos gestos e da fala do presidente. 

Simplesmente inimaginável, em poucos dias a eleição para o grêmio da escola, o início das férias, o reencontro com a família, o Rio de Janeiro e agora, Brasília. E eu com os meus 16 anos vivendo aquilo tudo.

Depois de um suco de caju – outra novidade – o ônibus foi nos levar a conhecer as obras de tudo o que se construía em Brasília. Quando chegamos à esplanada dos ministérios já se cuspia tijolo, tal o volume da poeira levantada das ruas e das obras em construção, algumas em fase final. O Teatro Nacional e a catedral já praticamente prontos. A praça dos três poderes, o Palácio da Alvorada. Tudo em fase de acabamento. Simplesmente deslumbrante.

Fomos hospedados no Hotel Alvorada, incendiado há poucos anos, pertinho do palácio do mesmo nome. Depois de acomodados e de um banho reconfortante, saí, para ver o Alvorada à noite. Maravilhosamente lindo, bem iluminado, esperando a família de JK que, meses depois, ali se alojaria, era a casa oficial da presidência da república. No dia seguinte visitamos um colégio apelidado de Elefante Branco, na W-3, o Setor Hoteleiro, a península das embaixadas, o Lago Paranoá, a vila denominada Gama, onde residiam os candangos; e uma capela católica, no Eixo Monumental, as avenidas largas que não se encontravam, os elevados, as enormes quadras cobertas de vegetação rasteira. Depois de um novo pernoite, o retorno.

De lá para cá estive muitas vezes em Brasília e inclusive, durante um certo período, ali residindo durante dois anos.

Brasília fez 60 anos, bela, imponente, formosa, moderna, epicentro do poder – e da corrupção – desmentindo todas as afirmações dos oposicionistas e orixás da desgraça que juravam que Brasília não vingaria. O mundo se curva à beleza e ao significado de nossa capital, que eu tive o privilégio de conhecer ainda em obras e ser ciceroneado pelo presidente que a construiu: Juscelino Kubitschek de Oliveira, o JK.

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 24/04/2020 - 12:15

Busquei, na edição que circulou na semana de 11 a 18 de abril de 1964, do nosso saudoso semanário Tribuna Criciumense, os tópicos de publicações que dão um mergulho no passado e se transformam na Crônica da Cidade de hoje. 

A edição epigrafada foi a segunda, depois do espetacular 31 de março de 1964, cantado por uns, chorado por outros. Como na edição anterior esta também ocupou toda a capa com notícias vinculadas à deposição do governo de João Goulart. E eu transcrevo:
DEMOCRACIA APLAUDIDA EM CRICIÚMA – Grande massa popular participou e aplaudiu o desfile realizado no último domingo, dia 5, em regozijo à vitória das forças democráticas e em prol da paz e da liberdade. A Praça Nereu Ramos foi pequena para abrigar a multidão que se fez presente às manifestações. Aos sons dos tambores e marchas desfilaram as valorosas tropas do Exército, seguidas por grande número de populares que davam vivas à democracia. Habitantes dos municípios vizinhos para cá se deslocaram abrilhantando, assim, uma festa que, antes de ser criciumense, ou catarinense, era do povo brasileiro. Na oportunidade diversas pessoas discursaram. E o nosso Semanário reproduz parte dos discursos proferidos pelo Senhor Dr. Ernesto Bianchini Góes e pelo prefeito Arlindo Junkes. 

O desfile, realmente reuniu milhares de pessoas. Naquele momento todos queriam estar ao lado dos vencedores, não ficou ninguém em casa. Eu, particularmente, vi tudo da sacada do 2º andar do edifício São Joaquim, onde estava localizada a sede da Uesc. Era gente!
PRISÕES NA GUANABARA – Prosseguem, as autoridades das Forças Armadas e do Dops, na campanha anticomunista que vem realizando na Guanabara. Calcula-se que já foram efetivadas mais de 2.500 prisões, estando, o navio transporte Ari Parreiras totalmente lotado, ancorado ao largo da baia, servindo de navio-presídio, com elementos civis e militares. Além das prisões cerca de 500 pessoas pediram asilo político em embaixadas sul-americanas. 

MAZZILLI ASSINA NOVAS NOMEAÇÕES – O presidente Ranieri Mazzilli designou, hoje, dia 8 de abril, novos ocupantes para postos chave da administração pública do país. General Oswaldo Pinto da Veiga, para a presidência da Cia. Siderúrgica Nacional. Para Diretor do Plano do Carvão o Tenente Coronel Lauro Cunha Campos, e o Coronel Varonil Albuquerque Lima para a presidência das Centrais Elétricas Brasileiras.

E eu retornarei segunda-feira. Até lá amigos e um abraço do meu tamanho!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 23/04/2020 - 20:39

Dou sequência buscando, na edição que circulou na semana de 4 a 11 de abril de 1964, do nosso saudoso semanário Tribuna Criciumense, os tópicos de publicações que dão um mergulho no passado e se transformam na Crônica da Cidade de hoje. A edição epigrafada foi a primeira, depois do espetacular 31 de março de 1964, cantado por uns, chorado por outros. Como venho falando, significativo espaço da edição em tela foi dedicado à derrubada de Jango. Na Crônica de ontem retratei alguns registros da edição em epígrafe, todos eles voltados aos acontecimentos que derrubaram o governo de João Goulart, aos quais junto estes: 

Aqui em nossa região as notícias eram as mais desencontradas, uma vez que parte ouvia as emissoras da Libertação Nacional e, outra parte, sintonizava a Rede da Legalidade. Enquanto uma emissora solicitava calma e volta normal ao trabalho, a outra incitava às armas e à marcha contra os estados sublevados. Assim, o deputado Brizola dizia que Minas queria derramamento de sangue e que organizara um movimento golpista, direitista e reacionário e procurava levar o povo brasileiro a uma luta fraticida.

O Jornal Última Hora, de Porto Alegre noticiava que tropas do III Exército marchavam de Curitiba a São Paulo onde Amaury Kruel havia colocado o II Exército a serviço do golpismo e da subversão da ordem democrática. Enfim, havia uma palavra que as emissoras de ambos os lados repetiam: DEMOCRACIA.

Mas outros assuntos também permearam a edição que estamos enfocando, como esta: BANDA MUSICAL CRUZEIRO DO SUL – NOVA DIRETORIA – Em assembleia geral realizada no último dia 18 foi eleita a nova diretoria da Banda Musical Cruzeiro do Sul, a qual está assim constituída: Presidente, Augusto José Fermino, Vice-Presidente, Gilberto Machado Vieira, 1º Secretário Humberto Machado Vieira, 2º Secretário, Aldo Lima, 1º Tesoureiro, Francisco Faraco, 2º Tesoureiro, Ernandes João Scott, Orador, Dr. Ernesto Bianchini Góes e Fiscal, Manoel Alfredo Dias.

NOTAS ESPORTIVAS – HERCILIO LUZ FIRME NA LIDERANÇA. POSTAL TELEGRÁFICO: A PÁSCOA COMERCIARINA – MARCILIO DIAS E BARROSO, RENDA DE Cr$ 845.000,00 – GUATÁ FUZILOU MINERASIL – ATLÉTICO CAIU NA CAPITAL – IMBITUBA DERROTADO – METROPOL E URUSSANGA NÃO JOGARAM.

E lá no cantinho inferior esquerdo, da última capa, esta nota: ULTIMA HORA – Criciúma amanheceu guardada por tropas do Exército Nacional, da guarnição de Santa Catarina, que aqui vieram com o objetivo de manter a ordem. 

E eu retornarei amanhã. Até lá amigos e um abraço do meu tamanho!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 23/04/2020 - 11:28

Dezenove de abril, último domingo, foi o Dia do Índio.

Então, vou falar do indígena, para não ser acusado de não tê-lo feito, na sua data.

Não por causa da comemoração, em si, mas pelo significado desse ser humano praticamente varrido do globo terrestre.

Começo por recomendar aos estabelecimentos de ensino de todos os níveis e de todos os graus, daqui e de qualquer lugar, que incentivem a pesquisa sobre a cultura e o modus vivendi dos nossos primeiros habitantes. Ao mesmo tempo, que procurem agendar uma visita ao sítio rural do engenheiro químico Sidnei Roque Périco – que trabalhava nas empresas Rio Deserto – no qual encontrarão o mais completo museu indigena norte-americano da américa latina.

Ali as nações indígenas daquele país afloram: são as fotos dos seus grandes guerreiros, dos grandes caciques, das grandes índias... São os textos de discursos proferidos por líderes dos povos que foram perseguidos à exaustão naquele território, é o Código de Ética de um povo massacrado.

Enfim, visitando aquele Rancho e analisando o que ali está exposto amealha-se um pouco de conhecimento sobre o cidadão que foi festejado, oficialmente, domingo passado.

Agora, há o seguinte: nós também tivemos nossos índios. No primeiro momento, escravisados pela coroa portuguesa e seus asseclas aqui plantados.

Num segundo momento, violentados no que tinham de mais significativo: seus hábitos, seus costumes, suas crenças, sua fé, pelo padre jesuíta que se achou dono da verdade e do único Deus e arrebatou-lhe isso tudo.

Finalmente, pelas colonizações que foram se plantando em todo o território nacional, espulsando os verdadeiros donos deste imenso país cada vez para mais longe do litoral ao ponto de varre-lo do nosso meio.

É preciso que meditemos um pouco sobre essa barbaridade cometida pelo homem branco, tido como civilizado, e rendamos um tributo àquele que, agredido e apreendido, outra alternativa não teve que não aceitar o seu próprio extermínio. E olha: dele nada sobrou... muito pouca coisa se reúne do primeiro brasileiro, especialmente aqui em nossa região.

O engenheiro químico Sidnei Roque Périco, que o diga.

Da dificuldade de buscar resquícios daquela civilização e, especialmente, da sua cultura e da sua história, é que Périco montou um templo sagrado, no alto da Serrra Geral, ali em Bom Jardim da Serra, em homenagem ao agredido – e agora festejado – índio americano.

Por aqui, gratificava-se bem aos “caçadores de bugres”, como eram denominados os matadores dos nossos indígenas, pagos por pares de orelhas, trazidos da caçada, que apresentassem à autoridade.

Inominável barbaridade que empurrou os índios do litoral para o interior, dos nossos povoados ao Costão da Serra, e do Costão à morte, ao extermínio.

19 de abril, Dia do Índio! É para festejar ou para lamentar?

E que todos comecemos o dia como queremos termina-lo! Bom dia!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 22/04/2020 - 12:15

Dou sequência, buscando na edição que circulou na semana de 4 a 11 de abril de 1964, do nosso saudoso semanário Tribuna Criciumense, os tópicos de publicações que dão um mergulho no passado e se transformam na Crônica da Cidade de hoje. A edição epigrafada foi a primeira, depois do espetacular 31 de março de 1964, cantado por uns, chorado por outros. Como venho falando, significativo espaço da edição em tela foi dedicado à derrubada de Jango. Na edição de ontem vimos as principais manchetes daquela semana.

Nos quartéis, a hierarquia era quebrada e marinheiros paralisavam suas ações para pressionar o governo na busca de melhorias e, até, na nomeação de seus chefes. O presidente, ao invés de tomar pulso firme na busca de solução, curvava-se à vontade dos subalternos chegando a mudar o ministro da Pasta, o que revoltou todo o comando superior da Marinha.

Tribuna Criciumense retratava, todavia, os acontecimentos que antecederam à derrubada de João Goulart como o comunicado da Agência Nacional, que, através de rede nacional de rádio e televisão, informava: “A nação pode permanecer tranquila. O governo federal manterá inatingíveis a unidade nacional, a ordem constitucional e os princípios democráticos e cristãos com que ele se inspira, pois conta com a fidelidade das forças armadas e com o patriotismo do povo brasileiro”. 

Neste meio tempo o povo procurava se inteirar dos acontecimentos, porém a única voz que se ouvia era a da Guanabara, da Rádio Mayrink Weiga, que, sabidamente, era ligada aos partidários do governo de Goulart. Rádios paulistas informavam que o governador Adhemar de Barros estava solidário com o movimento eclodido em Minas e o General Kruel tomado posição dizendo que as armas do II Exército estavam à disposição do General Mourão Filho.

Em Brasília o senador Áureo Soares de Moura Andrade manifestava-se sobre os acontecimentos e dizia que os atos desencadeados sobre a nação constituem uma grande agressão à Constituição Federal, que precisa ser repelida. A sorte da democracia, da federação e da República está, inarredavelmente, ligada pela Constituição, à sorte das Forças Armadas. A nação deve, pois, reunir-se em torno de suas Forças Armadas. Devemos exigir que se respeite a sua hierarquia e que não se subverta a sua disciplina.

E eu retornarei amanhã. Até lá amigos e um abraço do meu tamanho!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 22/04/2020 - 10:13Atualizado em 22/04/2020 - 10:19

Neste período de confinamento, é natural que as emoções e a paciência atinjam patamares nunca dantes imagináveis. E, como temos todo o tempo do mundo para utilizar como quisermos, no ambiente domiciliar, a fuga para o whatsApp tem se constituído uma das maiores armas para nos ocuparmos. Comunicar, aprender, ler, aprovar, discordar, discutir e ignorar um universo de mensagens de todos os tons e sabores, tem sido o lenitivo para não ver o tempo passar.

Ontem recebi uma dessas peças feitas e retransmitidas às centenas, que me cativou. Foi-me enviada pelo meu amigo, do Facebook, Jorge Henrique Nunes, a quem renovo agradecimentos pela postagem, de autoria de um psicólogo de nome Augusto Cury, que diz assim:

“Dez técnicas de gestão e emoção para evitar a virose mental, em tempo de virose pelo Coronavirus ou Covid-19. 
1ª - aplauda sempre quem não seja apontador de falhas, pois o apontador de falhas está apto para consertar máquinas e não para construir belas histórias de amor. 
2ª – Saiba que ninguém muda ninguém, temos o poder de piorar os outros e não de muda-los. 
3ª – Não cobre demais de si e dos outros, pois quem é cobrador está apto para trabalhar numa financeira e não para promover emoções saudáveis. 4ª – Elogie três vezes por dia quem você ama e aprenda a ver um charme em seus defeitos suportáveis. E se você escolheu uma pessoa difícil para viver, provavelmente você não deve ser tão fácil. Seja leve! Relaxe! Somos imperfeitos convivendo com pessoas imperfeitas.  
5ª – Faça a oração dos sábios, quando alguém te contrariar: o silêncio. É comum alguém me dizer: nunca leve desaforo para casa. E eu respondo: claro, você é um desiquilibrado: não leva os desaforos para a sua casa física, mas os acumula em sua casa mental. 
6ª – Treine ser bem humorado, pois viver com uma pessoa pessimista - e que reclame o dia todo - é quase insuportável, esgota o cérebro. 
7ª – Garimpe ouro no solo de quem está ao seu redor. Indague: o que posso fazer para lhe tornar mais feliz? Quais são seus sonhos e seus medos? Encoraje seus filhos, parceiro ou parceira, a expressarem seus sentimentos.
8ª – Namore sua vida antes de namorar alguém, pois se você não for capaz de se abraçar e de dar risadas de alguns de seus erros, será um carrasco de si mesmo. 
9ª – Traga à sua memória aquilo que lhe traga esperança. Saiba que os medicamentos que estão sendo testados, os inúmeros laboratórios procurando a vacina e as medidas sanitárias adequadas, certamente farão o sol brilhar sobre a humanidade. 
10ª – Treine não sofrer por antecipação, pois quem sofre pelo futuro faz o velório antes do tempo e, portanto, adquire virose mental.” 

Impossível não retransmitir essa mensagem. Ela nos deixa surdos de tão alto que fala.
E que todos comecemos o dia como queremos termina-lo! Bom dia!

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Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 20/04/2020 - 10:25Atualizado em 20/04/2020 - 10:37

Já estamos perdendo a conta de quantos dias estamos trancafiados em nossas casas por conta dessa pandemia infernal. E se não tivéssemos o que fazer, certamente utilizaríamos nosso tempo imaginando como será o retorno à vida normal. 

Moro num edifício em cujo andar térreo há inúmeros escritórios, lojas e afins. Nossa síndica me prestou algumas informações a respeito de como estão operando tais estabelecimentos. 

E ontem, com a rua completamente vazia, dei uma passeada à frente delas todas, para imaginar como será o tal retorno às atividades normais.

Há uma pizzaria e uma lanchonete de produtos naturais. Duas lojas de cosméticos, uma das quais trabalha com a internet. Uma imobiliária. Dois escritórios de engenharia. Uma financeira. Uma loja de eletrodomésticos e uma de móveis residenciais. Três ou quatro de decoração de interiores e de material para tal.

 Todos fechados. Ou a meia porta atendendo um e outro em intervalos tão largos que, eu acho, ganhariam mais se não abrissem nem essa meia porta.

A pizzaria, estou sabendo, faz e vende por moto-entrega.

Do restaurante não se ouve falar. A financeira abre e um funcionário fica fazendo ligações e pedindo explicações aos correntistas inadimplentes. As de cosméticos, continuam sendo muito procuradas, sendo que, aquela que vende por site continua praticamente no mesmo ritmo. A imobiliária sequer tirou um aviso, na porta, dizendo que retornaria ao expediente normal no dia 1 de abril. Nos escritórios de engenharia nota-se que há pessoas desenvolvendo algum trabalho. A loja de eletrodomésticos e a loja de móveis residenciais, com poeira em suas paredes envidraçadas. Aquelas que se ocupam de comercializar objetos e materiais de decoração nem as lâmpadas internas são lembradas de serem acendidas.

O freguês desapareceu. Mesmo que, teimosamente, esses estabelecimentos abram, não há comprador, nem cliente, nem freguês, nem ninguém.

Afora os salões de beleza e as barbearias e as lotéricas e os bancos e as prefeituras e as câmaras municipais e as funerárias e os postos de combustível, pela própria natureza de seus negócios, está indo todo mundo para a vala comum e o espectro é de quebradeira geral. Até os templos religiosos terão dificuldade para reunir seus fiéis como o faziam antes da praga.

Com certeza um dia retomaremos o curso normal interrompido pelo coronavirus mas é impossível antever quando isso ocorrerá.

Uma lição essa quarentena nos deu e dá: como administrar nosso tempo e como administrar nosso dinheiro. Este, então, que já era curto, tornou-se perigosamente curto. Já estava difícil com as operações financeiras seguindo o curso da normalidade, agora, o tal do vil metal simplesmente desapareceu.

Viagens, passeio, lazer, visitas... isso parece que só será levado a sério em tempo não inferior a um ano.

Mas há a contrapartida: as lições da crise, a necessária reação, o ressurgimento. E disto me ocuparei noutro dia!

E que todos comecemos o dia como queremos termina-lo! Bom dia!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 20/04/2020 - 07:01

Dou sequência buscando, na edição que circulou na semana de 3 a 11 de abril de 1964, do nosso saudoso semanário Tribuna Criciumense, os tópicos de publicações que dão um mergulho no passado e se transformam na Crônica da Cidade de hoje. A edição epigrafada foi a primeira, depois do espetacular 31 de março de 1964, cantado por uns, chorado por outros. Como venho falando, a capa da edição em tela foi toda dedicada à derrubada de Jango. Além do que já publiquei, em tal capa são lidas diversas notas, como esta: EM SÃO PAULO, GRANDE DESFILE – Na capital de São Paulo que, com seu governador Adhemar de Barros, teve participação decisiva nos acontecimentos, será realizado, na próxima segunda-feira, um grande desfile da vitória com a participação de um milhão de pessoas. Não recordo do número de tantas pessoas, mas foi um dos maiores desfiles vistos na capital paulista.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS – No aeroporto de Congonhas foram detidos os senhores Vilson Fadul, Osvaldo Lima Filho e Amaury Silva. Notícias do Rio dão conta de que o Sr. Brizola está em Montevidéu, onde chegou num avião particular.
Faz três edições que a Crônica da Cidade se ocupa, exclusivamente, do que publicou a capa da edição em epígrafe. Mas, nas páginas seguintes o assunto continuou sendo abordado, com ênfase. Na página dois, por exemplo: RADIOGRAFIA DA CRISE – MANCHETES DA SEMANA, NA IMPRENSA: GOVERNO CEDEU ÀS EXIGÊNCIAS DOS MARINHEIROS AMOTINADOS – CHEFES DA ARMADA E O CLUBE NAVAL CONDENAM, DE MANEIRA VEEMENTE, A SOLUÇÃO DADA À CRISE – NOVO MINISTRO DA MARINHA RECONHECE: MINHA NOMEAÇÃO FOI FEITA CONTRA A VONTADE DE TODO O ALMIRANTADO – EM DOIS DIAS ESTARÁ RESOLVIDA TODA A SITUAÇÃO – ÚLTIMA DO CLUBE NAVAL: OU OS MARINHEIROS SÃO PUNIDOS OU OS OFICIAIS NÃO VOLTAM AOS SEUS POSTOS – SÃO PAULO E MINAS REBELADOS PARA DERRUBAR JANGO – GOVERNADOR MINEIRO AFIRMA: O MOVIMENTO DEFLAGRADO NÃO TEM CARÁTER SEPARATISTA. Essas manchetes revelam o ‘animus’ que havia no Brasil, antes e durante a crise de 31 de março.

E eu retornarei amanhã, reproduzindo mais informações colhidas na edição que se reportou à derrubada do governo de João Goulart, a 31 de março de 1964. Até lá amigos e um abraço do meu tamanho! 

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 17/04/2020 - 13:06Atualizado em 17/04/2020 - 13:07

5.570 municípios fazem parte da República Federativa do Brasil, 295 dos quais em Santa Catarina. O primeiro deles, São Francisco do Sul, em 1660. O segundo, Laguna, em 1714. O terceiro, Florianópolis, em 1726.

Em 1925, quando Criciúma foi emancipada de Araranguá havia, aqui no Sul, 7 municípios: Laguna, Tubarão, Jaguaruna, Orleans, Imaruí, Urussanga e Araranguá.

E o processo emancipatório de cada um deles seguiu sempre um ritual muito assemelhado um aos outros. Era criado um distrito, dentro do território municipal e esse distrito, com seu crescimento natural, passava a pleitear a sua independência. Foi assim por aqui e pelo Brasil afora. Só que, nesse “Brasil afora” o processo não foi bem assim. Famílias poderosas, econômica e politicamente falando, para dar empregos vitalícios aos seus membros, desmembravam vilas e vilarejos que sobrevivem às custas do Fundo de Participação dos Municípios, do governo federal.

Há municípios de grandes populações e expressivas vidas econômico-financeiras e há aqueles que, além de possuírem populações baixas, não arrecadam o suficiente para o custeio de seus serviços. 

Paulo Guedes viu isto e inspirou a lavra de um projeto que pretende corrigir a anomalia. Nasceu a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 188/2019, do Pacto Federativo, apresentada ao Congresso Nacional, dia 5 de novembro do ano passado, que repercutiu, adormeceu, e deve retomar os holofotes da imprensa nacional, agora, no ápice da discussão de alternativas a fortalecer a receita de cada município brasileiro.

Dentre outros assuntos, o texto prevê critérios para extinção e fusão de Municípios. 

Pela redação, Entes municipais com menos de cinco mil habitantes que tiverem arrecadação própria – Imposto sobre Serviços (ISS), Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) – abaixo de 10% da sua receita total, até 30 de junho de 2023, perderão autonomia e estrutura administrativa, sendo incorporados a um vizinho. Dormindo nos bastidores legislativos, a Pec poderá subir à tona e ser discutida durante este duro período de vacas magras no parlamento nacional.

Seria, a olhos apressados, uma boa alternativa essa de fundir municípios, incorporando-os àqueles do quais se emanciparam – ou não. Mas isso só pode ocorrer após feita ampla consulta plebiscitária às populações envolvidas. Deverão ser ouvidos os habitantes do município deficitário e aqueles do município que incorporará o filho pobre. Vai daí que não será com duas conversas que a matéria ganhará corpo a ponto de ser votada nos próximos dias.

Essa PEC abre caminho para que mais de 1.200 municípios no Brasil deixem de existir em 2025. Pela proposta, o processo começaria em 2023, quando se verificariam quais deles seriam extintos. Com isso, não haveria eleição municipal em 2024 e a incorporação seria formalizada no ano seguinte. O governo alega que os municípios menores não têm sustentabilidade financeira e não atendem de forma satisfatória a população. 

Para especialistas em finanças públicas, a redução de localidades permitiria uma distribuição mais justa do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e eliminaria despesas públicas administrativas. 

Só de agentes políticos cada município desses se obriga a pagar um prefeito, um vice-prefeito e nove vereadores. Somem-se a estes, os agentes públicos assim entendidos os secretários e diretores municipais, os assessores, os detentores de cargos comissionados e todos os demais servidores públicos que ali exercem suas atividades laborais. 

No grande Sul catarinense são poucos os que seriam alcançados por essa PEC, não mais do que dois, provavelmente. Mas quando o assunto chega a São Paulo, Minas, Bahia, Goiás, Mato Grosso e a todos os estados nordestinos, o assunto encrespa. Feudos e feudos foram levados à categoria de município independente, para oficializar o coronelato familiar dos poderosos.

Enfim, temos aí um assunto que poderá movimentar o parlamento nacional nos próximos dias 

E que todos comecemos o dia como queremos termina-lo! Bom dia!

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 17/04/2020 - 06:59

Dou sequência buscando, na edição que circulou na semana de 3 a 11 de abril de 1964, do nosso saudoso semanário Tribuna Criciumense, os tópicos de publicações que dão um mergulho no passado e se transformam na Crônica da Cidade de hoje. A edição epigrafada foi a primeira, depois do espetacular 31 de março de 1964, cantado por uns, chorado por outros. Como falei ontem, a capa da edição em tela foi toda dedicada à derrubada de Jango. Além do que publiquei ontem, em tal capa são lidas diversas notas, como esta: JANGO EM MONTEVIDÉU – Uma rádio de Montevidéo informou que o governo do Uruguai, exatamente às 15h56 da tarde de ontem havia recebido pedido de asilo do presidente João Goulart.

LACERDA – O governador Carlos Lacerda fez uma dramática proclamação dirigida aos fuzileiros navais e advertiu: Não te aproximes! Não te queremos matar, mas estamos prontos para repelir os que aqui te mandaram e, se tu atirares, morrerão também. Não queremos matar, mas não estamos dispostos a morrer na hora da vitória! É que, no Palácio Guanabara, sede do governo do estado de mesmo nome, chegara a notícia de que os fuzileiros navais continuavam fiéis ao presidente Jango e iriam ao Palácio para depor Carlos Lacerda. Não foram!

MARIA TERESA EM MADRI – Foi anunciado que a Sra. Maria Teresa Goulart encontra-se em Madri, acompanhada de seus filhos João Vicente e Denise. Era a família de Jango. Maria Teresa era a bonita primeira dama do Brasil. 

MAGALHÃES PINTO – O governador Magalhães Pinto foi um dos líderes da rebelião contra o governo federal, movimento este que conseguiu a solidariedade de todos os estados brasileiros e acabou por derrubar, da presidência da República, o Sr. João Goulart.

MAZZILLI NA PRESIDÊNCIA – O deputado Ranieri Mazzilli, presidente da Câmara Federal, assumiu a presidência da República, interinamente, segundo os ditames da Constituição brasileira. Caberá ao Congresso Nacional a escolha do novo presidente, uma vez que João Goulart renunciou e não se sabe, oficialmente, onde se encontra. Aqui, uma mentira, ou duas: 1. Jango não renunciou e 2. o mundo inteiro sabia que ele deixara Brasilia rumo a Porto Alegre e, dali, para Montevidéu.

COMANDANTES – O presidente Ranieri Mazzilli nomeou e manteve frente ao I Exército, o Gal. Otacílio Terra Ururai, no II Exército, o Gal. Amaury Kruel, no III Exército, o Gal. Mário Figueiredo e, no IV Exército, o Gal. Justino Alves Bastos.

Continuarei com este resgate na Crônica da Cidade de segunda-feira. Até lá amigos e um abraço do meu tamanho!

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