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Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 04/07/2019 - 18:36Atualizado em 04/07/2019 - 19:33

O Paço Municipal vai encaminhar medidas jurídicas para tentar reaver R$ 7 milhões pagos indevidamente, no governo Márcio Búrigo, a uma empresa de Tubarão. Essa operação envolve Cris Esmeraldino, irmão do secretário de Estado Lucas Esmeraldino, envolvidos em denúncias de ilicitudes em operações com o poder público.

Neste caso, Cris apresentou ao prefeito Márcio, quando ele estava no exercício do mandato em Criciúma, proposta de negociações com a Receita Federal para compensação do INSS, de tributos no valor pago de INSS pelo Criciumaprev, e recebeu comissão para isso. Ele encaminhou as guias e recebeu essa comissão de R$ 7 milhões, mas essa operação não foi reconhecida pela Receita Federal. A prefeitura não teve o ganho, ficou no prejuízo e pagou antecipados esses R$ 7 milhões.

O Ministério Público questionou o prefeito Salvaro, por isso ele acionou sua assessoria jurídica, vai encaminhar medidas para tentar reaver esses valores. A ação deve ser contra a empresa de Tubarão que recebeu os valores. Se ela não pagar, a ação pode ter como alvos Márcio Búrigo e o então secretário da Fazenda municipal, Cloir Da Soler.

Um caso típico e flagrante para motivar uma nova CPI na Câmara em Criciúma.

 

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 03/07/2019 - 18:34Atualizado em 03/07/2019 - 20:53

O deputado estadual Rodrigo Minotto, do PDT, é nome novo no cenário da disputa à prefeitura de Criciúma. Ele quer concorrer, e está de olho no ex-reitor da Unesc, Gildo Volpato, para ser seu candidato a vice. Se o deputado Daniel Freitas não for candidato pelo PSL, o governador Carlos Moisés quer alguém fazer o embate com o prefeito Salvaro, Carlos Moisés deixou claro isso na entrevista para a Som Maior na semana passada. Ele, Rodrigo Minotto, vai então se apresentar ao governador como alternativa. Minotto passa a ser mais um nome.

Tem Clésio Salvaro, candidato à reeleição. Se não tiver um acidente de percurso, Ricardo Fabris deve continuar vice, é a conversa entre as lideranças do PSDB e PSD.

Do outro lado, quem está para o enfrentamento com Salvaro é o empresário Gilson Pinheiro, que se não for candidato a prefeito deve contribuir em uma aliança ampla. Tem o Daniel Freitas, com o pedido do governador para ser candidato. Se não for, ajudará a construir uma alternativa com reais condições para disputar a eleição.

O PT deve ter candidato a prefeito. Décio Góes, que já foi prefeito, pode concorrer a vereador. Zé Paulo Serafim pode ir a vereador também. Seria um processo para tentar recompor o PT em Criciúma. O próprio Laércio Silva, atual presidente do partido em Criciúma e que já foi secretário municipal, também pode ir a vereador. O NOVO também deve ter um candidato a prefeito.

O PP deve apoiar uma candidatura. Ou estará com Daniel Freitas, ou com Minotto ou com uma alternativa nova. No PP, Jorge Boeira é o nome que todos querem como candidato a prefeito, mas ele disse que só se definirá em agosto.

O MDB pretende, evidentemente, colocar seus quadros na rua, mas tem dificuldades para ter um candidato a prefeito. Tem o advogado Jeferson Monteiro, ocupando o espaço, há um vácuo de poder, ele tenta viabilizar a sua candidatura a prefeito.

O que é claro para a eleição do ano que vem é que Salvaro é muito forte, liderança reconhecida. Ele sai como favorito. Para disputar contra Salvaro, se tiver duas ou três candidaturas, o prefeito tem reeleição encaminhada. Se juntar toda a oposição em uma candidatura só, aí pode ficar uma disputa diferenciada e real para a prefeitura.

O quadro está sendo montado. Mas tem muita água para passar debaixo da ponte. Hoje, a situação é essa e os nomes colocados são esses.

 

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 02/07/2019 - 19:55Atualizado em 02/07/2019 - 20:10

Uma bomba em cima da mesa do secretário de Estado Lucas Esmeraldino, do PSL. Dois dias depois de começar a especulação de que Lucas seria substituido na presidência estadual do PSL pelo deputado Fabio Schiochet, caiu essa bomba de que familiares diretos de Lucas estão sendo investigados por corrupção, ilicitudes e improbidade. Os dois irmãos, pai e mãe estariam denunciados. Caiu como uma bomba. Isso não apenas é uma pá de cal para ele no comando estadual do partido, ele que levou o PSL à vitória em Santa Catarina, coordenou os trabalhos. Ele que é daqui do sul e perdeu a segunda vaga ao Senado por poucos votos. Ficou em terceiro, muito próximo de Jorginho Mello, e agora enfrenta isso tudo quando vê seus familiares envolvidos em uma decisão judicial que atrapalha o seu processo político. Queria viabilizar sua candidatura à prefeitura de Florianópolis. É um nome importante da política catarinense que vai deixar a presidência do seu partido, saindo pela porta dos fundos.

 

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 02/07/2019 - 18:29Atualizado em 02/07/2019 - 19:00

Conversei a pouco com o prefeito Joares Ponticelli, de Tubarão. Em uma semana ele define se vai para o PSL, convidado que foi pelo governador Carlos Moisés. Ele está propenso a aceitar. Ele avalia que os partidos tradicionais terão dificuldades nas duas próximas eleições e em Tubarão há um ambiente muito favorável para o governador. Ponticelli e Moisés tem de tubaronenses praticamente o mesmo tempo. O prefeito veio do norte do estado ainda garoto, e Moisés também. Fizeram a vida ali e encaminharam processo político a partir de Tubarão. Os dois estão muito afinados.

Na eleição, estavam em palanques contrários, Joares foi Merisio e muito contundente, Moisés foi eleito governador. O primeiro ato público de Moisés depois de empossado foi prestigiar a posse de Ponticelli na presidência da Fecam. Me dizia o prefeito que é a primeria oportunidade que Tubarão tem de ter governador e prefeito do mesmo partido, em perfeita sintonia, o que pode trazer benefícios para a cidade.

O prefeito está imbuído a seguir o caminho do PSL e se o fizer será o primeiro prefeito de Santa Catarina no partido. Será a maior cidade do estado alinhada ao partido do governador. Evidentemente será o candidato do governador em Tubarão. Esse assédio faz parte do projeto de Moisés de interferir na eleição do ano que vem, elegendo prefeitos nas 30 maiores cidades catarinenses. Em Criciúma, ele defende a candidatura de Daniel Freitas que ou viabiliza outro candidato ou vai para o embate.

Moisés chegou devagar, ao estilo mineiro, meio tímido, reservado, e agora acertou a sintonia e está fazendo política. Ele antecipa para muito mais cedo a sua busca da reeleição.

 

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 01/07/2019 - 23:33

Um fato novo essa carta na manga, uma alternativa gerada pelo grupo do prefeito Salvaro na CPI do Criciumaprev. O líder do governo, Aldinei Potelecki, fez bem o trabalho de líder e apresentou um documento, pedindo adiamento dos trabalhos da comissão. Discutiu a questão do prazo e embaralhou o processo na CPI, que estava se encaminhando para a conclusão. Se nada de novo acontecesse o vereador Ademir Honorato apresentaria o seu parecer em envelope lacrado na próxima sexta-feira, entregaria aos demais vereadores e faria a leitura na segunda-feira. Agora não se sabe por quanto tempo mais vai a CPI. O vereador Potelecki trouxe um documento que, a rigor, diz o seguinte: o dinheiro reservado no governo não poderia ser usado para pagar o Criciumaprev pois aquele dinheiro teria que ficar guardado como garantia para pagamento de precatórios. Se estiver calçado juridicamente, ele pode ter resolvido aí o seu problema na CPI, derrubando o prognóstico do vereador Julio Kaminski. É um fato novo que pode consumar uma reviravolta. Nesta terça, um dia decisivo na CPI, quando será definido o desdobramento, qual será o futuro da CPI a partir desse fato novo. O prefeito Salvaro, com a sua articulação, foi eficiente, rápido e pelo jeito conseguiu uma alternativa competente para evitar o risco de caracterização de improbidade enquanto prefeito. A caracterização da improbidade não levaria a maiores riscos, mas seria um incômodo para quem está no encaminhamento para uma reeleição. Seria um desgaste político. É um fato importante e que terá desdobramentos, que pode consolidar uma reviravolta na CPI do Criciumaprev.

A possível ida do empresário Gilson Pinheiro para o PP e o anúncio do governador Moisés, de adiantamento do pagamento do 13º salário para o funcionalismo estadual, também estão no comentário desta segunda-feira no Ponto Final na Som Maior. Confira!

 

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 01/07/2019 - 19:05

O governador Carlos Moisés definiu nesta segunda-feira, 1º, com seus assessores mais próximos, a programação de pagamento do 13º salário ao funcionalismo estadual. A primeira parcela, de 25%, será quitada ainda neste mês de julho. Outros 25% serão pagos em agosto, perfazendo metade. Os demais 50% serão pagos em dezembro.

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 01/07/2019 - 18:36Atualizado em 01/07/2019 - 18:37

O empresário Gilson Pinheiro, que vem articulando o projeto Renova Criciúma com empresários, profissionais liberais, políticos e não políticos, foi praticamente convencido de que precisa se filiar a um partido político para levar as propostas adiante. Diante disso, ele vem avaliando convites. Nesta segunda-feira, 1º, Gilson almoçou com o vereador Edson Paiol, do PP. Ainda nesta semana, terá conversas com o outro vereador progressista de Criciúma, o presidente do Legislativo, Miri Dagostim, e ainda deverá se reunir com o ex-deputado federal Jorge Boeira, que segue como principal liderança do PP na região. Depois disso, poderá definir por sua filiação ao PP para levar as ideias do Renova Criciúma e, talvez, surgir como alternativa para a eleição à prefeitura em 2020.

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 28/06/2019 - 19:08Atualizado em 28/06/2019 - 19:11

Ninguém é dono da verdade, ninguém sabe tudo. Mas o gestor, quando faz um bom governo, acha que tem solução para todos os problemas, deixa a humildade de lado e faz aquilo que pensa. Às vezes dá certo, às vezes não. Há que se elogiar um gestor que desce à planície e busca ideias, mesmo que esteja fazendo um governo vencedor e marcante. Digo isso para cumprimentar o prefeito Jairo Custódio no Balneário Rincão, que mesmo assim não se faz dono da verdade. Se dispõe a sentar e ouvir, como será no Fórum do Amanhã neste sábado. Depois ele pega tudo isso, põe num liquidificador e coloca as ideias em prática. Isso faz bem para todo mundo, interessa para todo mundo. Só a iniciativa do prefeito já é elogiável. Elogiável também a postura da reitora da Unesc, Luciane Ceretta, que coloca uma máquina a serviço da população e dos municípios, para trabalhar desenvolvimento. Tenho a convicção que será uma manhã valiosa de trabalho, marcante e inesquecível. Serão palestras interessantes, uma dinâmica positiva que a Unesc sabe fazer. Será marcante, mais um Fórum do Amanhã bem feito e com resultado prático.

 

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 27/06/2019 - 18:30Atualizado em 27/06/2019 - 18:47

O vereador Miri foi para Florianópolis com o prefeito Salvaro e o Paiol. Pode não ter sido coincidência a ida do Paiol como o terceiro. Ele é o fiel da balança na CPI do Criciumaprev, que vai concluir seus trabalhos, votando o relatório no dia 24 de julho. Falta menos de um mês para a conclusão dela. Até dez dias o prefeito estava em larga minoria na comissão, praticamente cinco votos a dois. Hoje, isso não está publicamente assumido, mas a impressão que se tem é que o prefeito tirou um voto de lá para cá, hoje o jogo estaria em 4 a 3. Se o prefeito conseguir o voto do Paiol, ou do Zairo, ou do Kaminski ou do Ademir, ele derruba qualquer possibilidade de relatório configurando a improbidade.

Essa possibilidade de impeachment está descartada. O arcabouço jurídico permite mas a Câmara não vai abrir processo. Mas isso pode desgastar. O Paiol pode ser o voto decisivo, pois o prefeito não vai trazer o Kaminski, está em guerra pública com ele, falando de satanás, fraldão, invejoso, olho grande. O Zairo também, sem chance, nem o Ademir, que é o relator. Então pode ser o Paiol, isso são especulações de bastidores, pode ser que sim, pode ser que não. Por coincidência o Paiol viajou hoje com o Salvaro e o Miri, que é aliado do prefeito. As conversas de bastidores existem, e o Paiol é o fiel da balança. Salvaro trabalha de forma intensa nos bastidores e operando na sociedade, onde passa ele fala que a CPI é política e tem fim eleitoreiro, e fala do Kaminski, cria um clima na cidade a seu favor e contra a CPI, para ajudar a mudar opiniões na comissão.

 

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 27/06/2019 - 13:11Atualizado em 27/06/2019 - 13:24

A Rodovia Jorge Lacerda, acesso sul de Criciúma, terá um operação especial para recuperação nos próximos dias e, para 2020, poderá ter uma restauração completa.

A perspectiva foi lançada pelo Secretário de Infraestrutura do Estado, Carlos Hassler, em reunião nesta quinta-feira (27), final da manhã, em Florianópolis, com o prefeito Clésio Salvaro (PSDB), o presidente da Câmara de Vereadores, Miri Dagostim (PP), e o vereador Edson Paiol (PP) representando a comissão de obras da Câmara.

Também participaram duas representantes da comunidade.

O anúncio para a comunidade, com os detalhes sobre os serviços, será feito nesta sexta-feira (28)pelo Diretor Regional do Deinfra, Gustavo Talfembach, durante audiência pública.

O prefeito Salvaro também se comprometeu a apoiar nos serviços.

Mais detalhes no audio abaixo do vereador Miri Dagostim. 

 

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 26/06/2019 - 21:45

Encontrei ontem o governador Carlos Moisés muito seguro, muito firme nas suas considerações. Repercutiu bem a entrevista dele, muitas pessoas bem impressionadas com a postura dele. Ele foi muito claro e objetivo. Mostrei a ele uma foto do último debate que fizemos aqui na Som Maior, o último debate da campanha, ele veio muito ruim, pediu água, estava com tosse e garganta ruim. Ele afirmou que ali teve certeza que ganharia a eleição.

Antes da entrevista, para ver como ele estava em outro clima, de bom astral, acabamos falando dos tempos em que ele era sonoplasta de uma rádio em Florianópolis e eu era operador de áudio em uma rádio em Araranguá. Em outros tempos, hoje com a informatização o operador de áudio tem outra condição.

Enfim, a entrevista gravada que vai ao ar no sábado, estará também transcrita no Tribuna de Notícias do sábado, mostrou um governador com planos, projetos, decidido a cortar o máximo possível e projetando investimentos, e preparado para que 2020 seja o ano de início de investimentos do governo. A entrevista mostra também um governador decidido a fazer política, a interferir nas eleições do ano que vem e candidato a reeleição. Só se acontecer um tsunami no meio do caminho. Ele confirmou também que pretende ajudar a fazer os prefeitos das 30 maiores cidades do estado. O candidato dele em Criciúma é o Daniel Freitas, que já conversou com o governador sobre isso e terão nova conversa na sexta-feira. Ele já está liberado pelo governador a tratar disso em Criciúma.

Moisés falou do porto de Laguna, onde está tudo pronto para operar como porto pesqueiro, e não opera por falta de vontade. Ele disse fora do ar parecer que era interesse de alguém que ele não operasse. Quer fazer funcionar o porto de Laguna, ampliar o aeroporto de Jaguaruna e trazer empresas para a região, de que o sul precisa de um olhar diferenciado. Foi bom ouvir o governador com esta visão muito clara. Bombeiro já tem que ter uma tranquilidade, ser mais calmo e seguro, e ainda ele é especialista em pesca submarina. Ele fica seis minutos debaixo d´água. É um sujeito naturalmente calmo, agora ele raciocina muito, pensa muito, está focado nessas questões.

O Moisés está começando o governo, não tem experiência de gestão, mas vi lá que ele tem projeto e o sul terá tratamento diferenciado. Com relação ao prefeito Salvaro, o entorno do governador diz isso, ele está na lista dos que não estarão com o governo, dos que estão do outro lado da rua. Não acredito que isso vá prejudicar a cidade, mas que um não estará no palanque do outro, é fato consumado. O governador entende que o Salvaro já veio com essa visão depois da eleição, talvez imaginando um governo mais fragilizado, por isso jogou duro no início já com interesse político vislumbrando o Moisés como adversário em 2022, por isso na opinião do governador o Salvaro atravessou a curva no início. O Salvaro, na questão Casan, tem dito que o objetivo é baixar a tarifa, mas o governador disse que a conversa entre eles azedou de vez. Vai ser difícil recompor. Ou o Salvaro rompe de vez, agora não terá mais espaço de negociação, ou terá que se submeter ao padrão anterior sem contar com aquele percentual maior de receita. O que é improvável. Pelo que entendi do governador, Moisés colocou Salvaro no caminho do rompimento com a Casan. Vai ter desdobramento jurídico e político.

 

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 25/06/2019 - 18:32Atualizado em 25/06/2019 - 18:35

O governador Carlos Moisés nos disse nesta terça-feira, quando gravamos uma entrevista exclusiva para a Rádio Som Maior no Centro Administrativo, em Florianópolis, que as negociações da Casan com a prefeitura de Criciúma voltam à estaca zero. Aquela proposta de um percentual de 7% de devolução da receita para o município, essa proposta não existe mais. Foi retirada. Se o Salvaro quiser continuar com a Casan, terá que ser com o sistema normal, os 5% garantidos a todos os municípios. Não há mais tratamento diferenciado, a proposta não está mantida, o governo não vai procurar o prefeito Salvaro. O governo muda a sua postura e vai tocar o barco. Se o Salvaro romper o contrato, o governo vai judicialmente romper o contrato e buscar a indenização, que dá algo em torno de R$ 200 milhões que a prefeitura deveria devolver.

O governador prevê investimentos para o desenvolvimento do sul, para atrair investidores, considerando que a região perdeu muito. Fala de investimentos no aeroporto de Jaguaruna, de alargamento da pista e que depois o aeroporto deverá ser levado à concessão privada para operação

Outra informação do governador, ele confirma que Daniel Freitas é o seu candidato, que ele vai trabalhar por Daniel para prefeito de Criciúma.

Entrevista com o governador Carlos Moisés, exclusiva, a partir das 7h desta quarta-feira, 26, na Som Maior. Ele gravou também uma edição especial do programa Nomes & Marcas.

 

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 24/06/2019 - 18:28Atualizado em 24/06/2019 - 18:55

O Tribunal Regional Federal acaba de informar que o juiz Leandro Pauslen revogou medidas cautelares contra Gean Loureiro. Ou seja, ele pode reassumir suas funções de prefeito de Florianópolis. Ele foi preso na semana passada, de manhã cedo, foi levado até a Polícia Federal (PF) e liberado à noite. No mesmo ato o TRF decidiu afastá-lo por 30 dias. Hoje a Justiça Federal o libera. Se ficar só nisso, quem vai pagar o prejuízo para o prefeito? Se ficar só nisso, não tem nada que o comprometa, tanto que está liberado. Se não tinha motivos para afastar ele por trinta dias, porque afastaram? 

Câmara de Criciúma

Há poucos minutos, na Câmara de Criciúma, o assunto foi aquela declaração do vereador Julio Kaminski, aqui na Som Maior, na terça-feira, quando fizemos programa especial dos 75 anos da Acic. Vereador Kaminski passou por lá, tinha passado por reunião da CPI, perguntei para ele o que pode dar, se já tem alguma impressão, se já podia antecipar. Ele disse "não resta a menor dúvida, está caracterizado o ato de improbidade do prefeito". Isso deu o que falar, e continua dando. Quando você diz que está caracterizado, o que representa: sendo essa a conclusão da comissão, se esse relatório for levado a plenário, e se aprovado no plenário da Câmara, isso pode levar até a um processo de impeachment do prefeito. Improvável, temerário, mas possível. Esse tem que ser o parecer do relator Ademir Honorato para ir adiante. Kaminski, como presidente da CPI, foi pelo menos imprudente, imprevidente, principalmente sendo ele advogado. Ele sabe que membro da CPI não pode antecipar resultado, ela está em andamento, aberta. Há pouco falaram na Câmara vários vereadores, e falaram muito sobre isso. Várias considerações. Ficou muito evidente, em se tratando de presidente da CPI, CPI em curso, há depoimentos a serem colhidos, o presidente antecipou um resultado. Isso não pode. O regimento interno não permite. O vereador Kaminski tem motivos de sobra para renunciar a presidência da CPI, que fica sujeita a nulidade. O vereador Kaminski tem muitos méritos, muito ativo na sua função, é firme na sua atividade, cumpre um bom mandato, um grande fiscal, eficiente, mas neste episódio foi imprudente.

 

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 24/06/2019 - 07:28Atualizado em 24/06/2019 - 07:34

Entramos na semana do Fórum Rincão do Amanhã, no próximo sábado no Balneário Rincão.

Na pauta de hoje, em Laguna, um vereador condenado por estelionato pode perder mandato e direitos políticos. Denúncia por quebra de decoro parlamentar pelo vereador Roberto Alves será levada a plenário. Ele foi condenado pelo TJ por estelionato por vender terrenos que não eram dele.

Em Nova Veneza a Festa da Gastronomia foi um sucesso. Empolgado com os números, prefeito Rogério Frigo anunciou mais um fim de semana de festa, serão dois a partir do ano que vem.

Na Via Rápida ainda não cortaram o mato. Continua alto no trecho que pertence a Içara.

Em Brasília a comissão da Reforma da Previdência deve votar o relatório do deputado Samuel Moreira. O governo vai tentar recolocar no texto o regime de capitalização e regras de transição da proposta original do ministro Paulo Guedes.

Pra começo de conversa...

As rodovias estaduais continuam esburacadas, detonadas. Por aqui e por todo o estado. Desta vez, os problemas continuam, os buracos ficam, demoram para tapar. De vez em quando sai uma operação tapa buracos onde está ruim demais, dependendo do volume de reclamação das pessoas. No geral está muito ruim, os buracos sem manutenção, mato no acostamento, é perigo na estrada e prejuízos com pneus estourados e estragos nos veículos. A única alternativa que se tem é o acordo que está sendo costurado entre os estados e as prefeituras para que elas assumam a conservação e preservação. Para os municípios trata-se de um acordo ruim, os municípios vão ter prejuízos. São muitas rodovias e a manutenção custa cara, considerando a receita dos municípios e o volume que tem que ser gasto para dar manutenção. E depois elas estão em estado deplorável faz tempo, os municípios vão assumir no prejuízo. Além disso, o valor oferecido pelo estado não paga a conta. O pior de tudo é que, se isso for viabilizado, vão municipalizar mais um serviço, mais um custo, e no dia em que apertar o caixa do estado não vão repassar o dinheiro e o município terá que fazer manutenção com o caixa que tem, via de regra, furado. Municípios já assumiram outros serviços que eram estaduais e federais. Definitivamente, um mal negócio. Os prefeitos não podem fechar esse tipo de negócio focando apenas no imediato, tem que pensar no amanhã, no futuro, não podem pensar apenas nos seus mandatos, mas na herança que vão deixar. Tem é que pressionar o governo para cumprir o seu papel de restabelecer o padrão mínimo nas rodovias estaduais, não permitir que elas fiquem assim, abandonadas.

 

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 22/06/2019 - 09:58Atualizado em 22/06/2019 - 10:04

O deputado federal Daniel Freitas (PSL) vai se reunir com o governador Carlos Moisés (PSL), na próxima semana, para tratar objetivamente de sua candidatura a prefeito de Criciúma. Ele pediu a audiência nessa sexta-feira, pela reação ao anúncio de sua provável candidatura. Depois, deve tratar do assunto em Brasília, com o presidente Jair Bolsonaro (PSL). Se for realmente candidato, quer o compromisso de Bolsonaro de vir na cidade para apoiá-lo. Por onde passou nessa sexta-feira, o deputado Daniel Freitas foi questionado sobre a coluna do Tribuna de Notícias, que destacou o apelo do governador Moisés para assumir a candidatura a prefeito de Criciúma em 2020.

Alguns questionaram sobre a renúncia do mandato recém iniciado para disputar uma eleição difícil, tratada por muitos como "aventura". Mas, depois que o deputado esclareceu que não precisa renunciar para disputar, só para assumir a prefeitura (se vencer a disputa), o tratamento era diferente. O fato é que a candidatura de Daniel Freitas a prefeito está na rua, encaminhada pelo governador Moisés. O deputado reagia em aceitar a candidatura a prefeito, queria se dedicar ao mandato, mas mudou de opinião depois da conversa com o secretário da Casa Civil do Governo do Estado, Douglas Borba, na quarta-feira à noite, na posse do desembargador Osmar Nunes Júnior.

O governador insiste na candidatura de Daniel porque já decidiu que será candidato à reeleição em 2022, e por isso quer vencer a eleição de prefeito nos 30 principais municípios do estado em 2020. Dependendo das conversas com o governador Moisés e o presidente Bolsonaro, o deputado Daniel deve começar a tratar com possíveis aliados em Criciúma. Ele pretende fazer uma frente ampla, reunindo todas as forças que não querem a reeleição do prefeito Clésio Salvaro (PSDB). Parte de raciocínio semelhante ao do empresário Gilson Pinheiro, que deverá ser procurando nos próximos quinze dias.

Tratamos desse assunto nesta sexta-feira no comentário no Ponto Final, na Rádio Som Maior. Confira:

 

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 21/06/2019 - 18:59Atualizado em 21/06/2019 - 19:04

O deputado federal Daniel Freitas é o candidato do governador Carlos Moisés a prefeito de Criciúma. O governador tem claro que, primeiro, vai buscar a reeleição. E já está trabalhando para isso. Um dos objetivos é ganhar as eleições para prefeito, ou participar, ou ter candidato do PSL, enfim, quer vencer nos 30 maiores municípios de Santa Catarina. Entende que isso vai dar retaguarda para vencer a eleição em 2022.

Criciúma tem um "que" ainda. O prefeito Clésio Salvaro é tratado como adversário no governo, por isso, mais um adicional para o governador Moisés ter na sua cabeça o objetivo claro de vencer a eleição em Criciúma. Pelas avaliações que o governador fez, o candidato deve ser Daniel Freitas, deputado federal eleito no ano passado, maior votação na cidade que um candidato a federal já conseguiu. Ele está no início do seu mandato e já é tratado no governo como candidato a prefeito ano que vem.

O Daniel está na cidade e durante todo o dia andou pela cidade, onde passou foi questionado sobre isso. Pegou bem a sua candidatura, falei com ele à tarde. Alguns questionavam a renúncia para concorrer, ele respondeu dizendo que não precisa renunciar, se ganhar será prefeito, se perdeu continua deputado. Concluí, depois da conversa, que o Daniel Freitas efetivamente está no jogo, aceitou, atendeu ao pedido do governador. Vai tratar da sua pré-candidatura a prefeito. Terá reunião com o governador Moisés na semana que vem e vai começar a conversar com líderes políticos e partidos.

Ele tem um entendimento com o Julio Kaminski, que poderá ser seu vice ou até seu candidato a prefeito. As conversas começam agora. Até poucos dias tinha uma articulação liderada pelo Gilson Pinheiro. Ele tirou o pé do acelerador. Agora o jogo passa para a mão do Daniel Freitas que está no jogo.

Confira também...

Os 15 anos da morte de Leonel Brizola e o feriadão da Celesc. Ouça no podcast.

 

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 20/06/2019 - 12:34

Foi forte o embate entre Clésio Salvaro e Julio Kaminski nesta quarta-feira, 19. Tudo começou na véspera, quando o vereador, em entrevista à Som Maior, admitiu que já existem elementos para configurar improbidade administrativa do prefeito na questão da falta de repasses da prefeitura ao Criciumaprev.

Ontem pela manhã, Salvaro respondeu. Também na Som Maior reagiu de maneira dura. Disse que estão fazendo politicagem, antecipando o processo eleitoral, criticando Kaminski na presidência da CPI. Chegou a dizer que "achava esse rapaz mais ladino" e que é "olho gordo e inveja" o que está acontecendo. Kaminski contrapôs, afirmando que está cumprindo o seu papel.

Seja como for, o ambiente não ficou agradável na CPI. Entendem os vereadores que o presidente não poderia antecipar o relatório final dessa forma. E que isso pode resultar até em problemas jurídicos. A CPI segue com meta de entrega do relatório final dentro do prazo, em 15 de julho, para apreciação do plenário. Se o relatório apontar pela improbidade, e se o plenário aprovar, até um processo de cassação de mandato de Salvaro pode ser aberto.

O assunto vai render e muito nos bastidores da Câmara nos próximos dias.

(Colaboração: Denis Luciano)

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 19/06/2019 - 18:29Atualizado em 19/06/2019 - 18:58

Os médicos ortopedistas do Hospital São Donato, de Içara, foram surpreendidos na tarde desta quarta-feira, 19, com as dispensas que foram alvo. E o que mais surpreende é que o hospital deve de cinco a seis meses, e mesmo assim ocorreram as saídas de uma hora para a outra. Foi uma surpresa para eles, já que o São Donato precisa de ortopedistas.

Ao que consta, o São Donato estaria encaminhando entendimentos com outro grupo, outra entidade, uma cooperativa de médicos ou algo do gênero. A troca pode ser feita, mas o fundamental é tratar bem as pessoas que tanto trabalharam, que tantas cirurgias fizeram, que tantos anos dedicaram ao trabalho. De uma hora para a outra foram descartados, como se copos plásticos fossem. O respeito é fundamental.

 

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 19/06/2019 - 10:58Atualizado em 19/06/2019 - 12:20

Para a inauguração da rua coberta em Nova Veneza, a prefeitura, por gratidão, e na melhor das intenções, mandou colocar uma placa agradecendo a Caixa pela liberação dos recursos. Mas cometeu o equívoco de não "atualizar" o nome do presidente da Caixa. Colocou o presidente anterior. Uma falha do funcionário que passou os dados para quem fez a placa. A prefeitura mandou retirar a placa e assumiu o erro, por ofício. Não adiantou. A informação chegou em brasília, com o entendimento que houve "saboragem", e foi dada a ordem: "demissão de todos os que possam estar envolvidos com o assunto". Resultado: foram demitidos (perderam a função) numa canetada só o gerente geral da Caixa em Nova Veneza, o superintendente regional de Criciúma, a gerente de Marketing da Regional de Criciúma, o coordenador da área de Habitação de Criciúma, o gerente de Governo da Regional de Florianópolis e o gerente de Habitação da Regional de Florianópolis. Tudo isso por causa de uma placa que a prefeitura mandou fazer, e quem fez errou o nome do presidente da Caixa. Detalhe: a Superintendência da Caixa em Criciúma é primeira em resultado entre os 84 que existem no país.

A placa com o nome de Gilberto Occhi, o ex-presidente da Caixa.
O atual é Pedro Guimarães

 

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 19/06/2019 - 07:35Atualizado em 19/06/2019 - 07:45

Presidente da CPI do Criciumaprev garante que já está configurado ato de improbidade do prefeito Salvaro.

Na Capital, nova operação da Polícia Federal deixou a todos do mundo político desnorteados. Prefeito foi preso no começo da manhã, liberado depois das dez da noite. Romanna Remor, ex-secretária do governo Eduardo Moreira, foi citada como investigada. Foi preso ex-secretário da Casa Civil.

E no Senado, em Brasília, foi derrubado decreto do presidente Bolsonaro sobre porte de armas. Esperidião Amin votou pela derrubada do decreto. Dário Berger e Jorginho Mello votaram pela manutenção do decreto de Bolsonaro.

Pra começo de conversa...

Fiz as contas quando estava vindo para cá. Se somarmos os recursos que vem para Criciúma pelo empréstimo do Fonplata e mais a operação do Finisa, e mais o Avançar Cidades, e mais o empréstimo do Banco do Brasil, e mais o volume que tem em caixa, o volume de recursos que o governo de Criciúma terá para investimentos entre o restante de 2019 e 2020 chegará a R$ 250 milhões, talvez um pouco menos, talvez um pouco mais. E é muito dinheiro. Ainda mais que boa parte do montante será usado para obras de infraestrutura. E a cidade precisa, muito. Sua infraestrutura está castigada, asfalto vencido pelo tempo, ruas apertadas. A infraestrutura viária está precisando. A campanha de mídia que o governo colocou no ar, muito bem produzida por sinal, mostra números importantes do que já foi feito no mandato atual, tem muita pavimentação, e tem muito a fazer. A mostrar que estavam detonadas, abandonadas nossas vias públicas. E não se podem deixar que fiquem assim. É preciso bater o sino, abrir a boca de vez em quando. Depois demora muito para consertar.

O importante é focar no que está sendo feito. E pensando lá na frente, é importante que Criciúma comece a pensar em um novo Anel de Contorno Viário. O primeiro cumpriu o seu papel, tirou o trânsito do Centro e fez fluir melhor o tráfego. Mas está esgotado. Não será um anel, não vai fechar, tem um trecho a fazer até o Rio Maina, mas do Rio Maina à Unesc não vai dar para fazer, pois as áreas por onde passaria o Anel foram ocupadas. O que seria um Anel, será quase um Anel, pois o último trecho não será feito, não vai fechar o Anel. 

A cidade está crescendo, o volume de caminhões está aumentando. Indústrias novas tem que vir, indústrias novas geram emprego e renda e colocam dinheiro novo a circular na cidade. É isso que faz a cidade crescer. Um novo Anel, ou o primeiro Anel de Contorno Viário. A cidade precisa começar a falar nisso.

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