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Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 09/07/2019 - 18:39Atualizado em 09/07/2019 - 18:45

Prefeitura de Nova Veneza dará mesmo encaminhamento que a de Criciúma, no sentido de reaver recursos pagos para uma empresa de Tubarão para compensação de INSS que teria sido pago a mais. A tal empresa se comprometeu a conseguir a compensação, no caso de Nova Veneza algo em torno de R$ 3 milhões, com isso a empresa teria 20% de comissão do valor compensado. Mas a comissão foi paga antes de encerrada a operação, e depois a Receita Federal negou a transação. No caso de Nova Veneza, comissão em torno de R$ 500 mil à época, no fim do governo passado. Em Criciúma, muito mais.

O prefeito Rogério Frigo disse que vai ajuizar ação até por exigência do Ministério Público, que cobrou postura do ordenador primário, pois não foi feita a compensação mas foi paga a comissão. Frigo já acionou a assessoria jurídica.

O voto de Geovania

Há muita expectativa sobre o voto da deputada Geovania de Sá na reforma da Previdência. Ela ainda não abriu formalmente o voto, mas é certo, ela vai votar a favor, deve fazer um voto crítico, principalmente em pontos que não quebram privilégios. Geovania vai seguir a orientação partidária, sob pena até de ser punida se não votar. Ela deve anunciar isso até amanhã. Já eram certos os votos de Daniel Freitas e Ricardo Guidi. Os três do sul votarão a favor da reforma.

A condenação no TJ

Saiu decisão do TJ condenando o ex-secretário da Fazenda, Miguel Mastella, e o ex-pró-reitor da Unesc, Dourival Giassi, já exonerado da Unesc, os dois condenados por desvios de recursos do município. Isso foi desvendado por uma CPI feita na Câmara. Mastella era secretário municipal e Dourival era o pró-reitor de questões financeiras. O desvio consolidado em operação entre os dois. A CPI fez sua conclusão, o MP ofereceu denúncia, o juiz deu sentença e os dois estão condenados a devolver R$ 1 milhão.

 

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 08/07/2019 - 19:14Atualizado em 08/07/2019 - 19:18

Vai ter licitação esse ano para o transporte coletivo. Quem está operando o sistema opera desde o fim dos anos 70. É muito tempo. Tem que trazer novas alternativas para a cidade. Isso é salutar para Criciúma e deve trazer benefícios para o usuário. A principal informação da entrevista coletiva do prefeito Clésio Salvaro na manhã desta segunda-feira foi esta, o anúncio da licitação que sai esse ano ainda, entre outubro e novembro.

Pode ser a mesma empresa, podem ser outras empresas, outros consórcios, outras alternativas, enfim, a disputa sempre leva à qualificação.

Transporte coletivo não tem só em Criciúma, mas em Criciúma ele está em crise, o modelo tem que ser revisto, remodelado, tem que ser inovado, trazer tecnologia nova. A licitação anunciada é salutar para o sistema, para a cidade.

Conversei com o prefeito Salvaro faz pouco, uma série de licitações serão feitas para aumentar a competitividade da cidade. A tarifa de ônibus é a mais barata do estado. Há outras questões interessantes nessa briga dele com a Casan. Ele disse que não quer tirar a Casan, quer é baixar a tarifa. Tarifa mais barata de água e esgoto faz a cidade mais competitiva, transporte coletivo, idem. Há outras licitações sendo encaminhadas, deve envolver energia e outras questões importantes. É bom para a cidade que esse tipo de movimento esteja ocorrendo. Vai fazer a cidade melhor para quem vive aqui e mais atraente para quem pode vir para cá.

 

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 08/07/2019 - 17:33Atualizado em 08/07/2019 - 17:37

O vereador Ademir Honorato, MDB, relator da CPI do CriciumaPrev, acaba de pedir licença de suas atividades na Câmara de Vereadores de Criciúma.

Ademir comunicou licença por 10 dias, sem remuneração.

Vai retomar atividades antes de encerrado o prazo para conclusão da CPI.

Mas, o pedido de licença surpreendeu.

Daqui a pouco, mais detalhes sobre o assunto.

 

 

  

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 06/07/2019 - 17:15

O ex-prefeito Márcio Búrigo (PP) reagiu à informação de ação judicial que está sendo montada pela procuradoria do município para cobrar os R$ 7 milhões que foram pagos no seu mandato para uma empresa de Tubarão, por serviço não consumado. Márcio diz que o contrato com a empresa de Tubarão foi assinado pelo prefeito Salvaro, no primeiro mandato, em 2012, e que apenas deu sequência porque o município precisava de "negativas de débito". Acrescentou que o valor pago foi "remuneração pelo trabalho" e que o contrato é "absolutamente legítimo e legal".

Pelo que está dito no Paço, o problema não está na assinatura do contrato. Mas no pagamento da comissão. O contrato previa pagamento de 20% do valor total pago ao INSS que fosse compensado. O processo foi feito para compensação de R$ 35 milhões. Só que a operação não foi aprovada. No final, o município pagou os R$ 7 milhões de comissão e mais os R$ 35 milhões que seriam compensados.

A procuradora do município, advogada Ana Cristina Youssef, e o prefeito Clésio Salvaro vão se reunir na segunda-feira pela manhã para definir o ajuizamento da questão.

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 06/07/2019 - 13:32

A deputada Geovania de Sá (PSDB) é cada vez mais pressionada por onde passa porque ainda não deixou claro como vai votar na Reforma da Previdência. Os outros deputados do sul já escancararam. Daniel Freitas (PSL) e Ricardo Guidi (PSD) vão votar a favor. Geovania estudou o projeto a fundo. Poucos deputados sabem mais que ela sobre o assunto. Ela montou quadros comparativos com a sua assessoria e fez projeções e cálculos. Quando é instada a falar a respeito, faz críticas pontuais ao projeto. Sustenta, por exemplo, que nem todos os privilégios serão eliminados. E aponta onde (e para quais categorias) foi mantido tratamento privilegiado. Diz que os trabalhadores da iniciativa privada devem diminuir os ganhos. Mas garante que ainda não definiu como vai votar. É do conhecimento público a situação que a deputada tem na família. O seu pai, Itaci de Sá, é sindicalista, o principal da região e com mais tempo de comando de sindicato. Além disso, é cabo eleitoral, coordenador de campanha e conselheiro político da deputada. Itaci é contra a reforma, e faz campanha contra. Como a deputada ainda não abriu o voto, Itaci está sendo questionado no movimento sindical. Mas o partido de Geovania fechou questão a favor da reforma. Operação pilotada pelo governador João Dória, o novo comandante do partido e provável candidato a presidência em 2022. No processo político, fechamento de questão é mais ou menos como "ordem unida". Todos têm que seguir. Deputado que não cumprir pode ser punido. É de lei. Ademais, ignorar ou desrespeitar Dória neste momento pode representar ameaça séria ao projeto político de quem está no PSDB. Por tudo isso, Geovania deve esticar a corda enquanto for possível. Valorizar ao máximo a sua posição. Mas, no final, seguir o caminho definido pelo partido. Talvez até fazendo um voto crítico. Mas a favor.

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 05/07/2019 - 18:59Atualizado em 05/07/2019 - 19:08

Duas decisões do Tribunal de Justiça do Estado (TJ-SC) movimentam a região no fim da tarde desta sexta-feira, 5. Para Treviso, o TJ determinou o afastamento da secretária de Administração, Nelísia Uggioni de Azevedo, que é também servidora pública municipal. Nelísia foi condenada por improbidade, fraude e direcionamento em licitação na modalidade de carta-convite. A obra em questão era a reforma do ginásio de esportes. A atual secretária presidia a comissão de licitação do município. Agora, cabe ao prefeito Jaimir Comin (PP) o cumprimento da decisão.

Outro caso envolve Criciúma. Em ação movida pelo Ministério Público (MP-SC) denunciando desvio de recursos do estacionamento rotativo da Festa das Etnias em 2013, o juiz deu sentença confirmando a improbidade administrativa. Os motoristas contaram que pagavam o estacionamento e o responsável colocava o dinheiro no próprio bolso. Os recursos não entraram no caixa da ASTC nem houve prestação de contas. No entendimento do magistrado da causa, o responsável pelo desvio deve pagar multa e ressarcir ao erário o dinheiro desviado.

 

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 04/07/2019 - 18:36Atualizado em 04/07/2019 - 19:33

O Paço Municipal vai encaminhar medidas jurídicas para tentar reaver R$ 7 milhões pagos indevidamente, no governo Márcio Búrigo, a uma empresa de Tubarão. Essa operação envolve Cris Esmeraldino, irmão do secretário de Estado Lucas Esmeraldino, envolvidos em denúncias de ilicitudes em operações com o poder público.

Neste caso, Cris apresentou ao prefeito Márcio, quando ele estava no exercício do mandato em Criciúma, proposta de negociações com a Receita Federal para compensação do INSS, de tributos no valor pago de INSS pelo Criciumaprev, e recebeu comissão para isso. Ele encaminhou as guias e recebeu essa comissão de R$ 7 milhões, mas essa operação não foi reconhecida pela Receita Federal. A prefeitura não teve o ganho, ficou no prejuízo e pagou antecipados esses R$ 7 milhões.

O Ministério Público questionou o prefeito Salvaro, por isso ele acionou sua assessoria jurídica, vai encaminhar medidas para tentar reaver esses valores. A ação deve ser contra a empresa de Tubarão que recebeu os valores. Se ela não pagar, a ação pode ter como alvos Márcio Búrigo e o então secretário da Fazenda municipal, Cloir Da Soler.

Um caso típico e flagrante para motivar uma nova CPI na Câmara em Criciúma.

 

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 03/07/2019 - 18:34Atualizado em 03/07/2019 - 20:53

O deputado estadual Rodrigo Minotto, do PDT, é nome novo no cenário da disputa à prefeitura de Criciúma. Ele quer concorrer, e está de olho no ex-reitor da Unesc, Gildo Volpato, para ser seu candidato a vice. Se o deputado Daniel Freitas não for candidato pelo PSL, o governador Carlos Moisés quer alguém fazer o embate com o prefeito Salvaro, Carlos Moisés deixou claro isso na entrevista para a Som Maior na semana passada. Ele, Rodrigo Minotto, vai então se apresentar ao governador como alternativa. Minotto passa a ser mais um nome.

Tem Clésio Salvaro, candidato à reeleição. Se não tiver um acidente de percurso, Ricardo Fabris deve continuar vice, é a conversa entre as lideranças do PSDB e PSD.

Do outro lado, quem está para o enfrentamento com Salvaro é o empresário Gilson Pinheiro, que se não for candidato a prefeito deve contribuir em uma aliança ampla. Tem o Daniel Freitas, com o pedido do governador para ser candidato. Se não for, ajudará a construir uma alternativa com reais condições para disputar a eleição.

O PT deve ter candidato a prefeito. Décio Góes, que já foi prefeito, pode concorrer a vereador. Zé Paulo Serafim pode ir a vereador também. Seria um processo para tentar recompor o PT em Criciúma. O próprio Laércio Silva, atual presidente do partido em Criciúma e que já foi secretário municipal, também pode ir a vereador. O NOVO também deve ter um candidato a prefeito.

O PP deve apoiar uma candidatura. Ou estará com Daniel Freitas, ou com Minotto ou com uma alternativa nova. No PP, Jorge Boeira é o nome que todos querem como candidato a prefeito, mas ele disse que só se definirá em agosto.

O MDB pretende, evidentemente, colocar seus quadros na rua, mas tem dificuldades para ter um candidato a prefeito. Tem o advogado Jeferson Monteiro, ocupando o espaço, há um vácuo de poder, ele tenta viabilizar a sua candidatura a prefeito.

O que é claro para a eleição do ano que vem é que Salvaro é muito forte, liderança reconhecida. Ele sai como favorito. Para disputar contra Salvaro, se tiver duas ou três candidaturas, o prefeito tem reeleição encaminhada. Se juntar toda a oposição em uma candidatura só, aí pode ficar uma disputa diferenciada e real para a prefeitura.

O quadro está sendo montado. Mas tem muita água para passar debaixo da ponte. Hoje, a situação é essa e os nomes colocados são esses.

 

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 02/07/2019 - 19:55Atualizado em 02/07/2019 - 20:10

Uma bomba em cima da mesa do secretário de Estado Lucas Esmeraldino, do PSL. Dois dias depois de começar a especulação de que Lucas seria substituido na presidência estadual do PSL pelo deputado Fabio Schiochet, caiu essa bomba de que familiares diretos de Lucas estão sendo investigados por corrupção, ilicitudes e improbidade. Os dois irmãos, pai e mãe estariam denunciados. Caiu como uma bomba. Isso não apenas é uma pá de cal para ele no comando estadual do partido, ele que levou o PSL à vitória em Santa Catarina, coordenou os trabalhos. Ele que é daqui do sul e perdeu a segunda vaga ao Senado por poucos votos. Ficou em terceiro, muito próximo de Jorginho Mello, e agora enfrenta isso tudo quando vê seus familiares envolvidos em uma decisão judicial que atrapalha o seu processo político. Queria viabilizar sua candidatura à prefeitura de Florianópolis. É um nome importante da política catarinense que vai deixar a presidência do seu partido, saindo pela porta dos fundos.

 

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 02/07/2019 - 18:29Atualizado em 02/07/2019 - 19:00

Conversei a pouco com o prefeito Joares Ponticelli, de Tubarão. Em uma semana ele define se vai para o PSL, convidado que foi pelo governador Carlos Moisés. Ele está propenso a aceitar. Ele avalia que os partidos tradicionais terão dificuldades nas duas próximas eleições e em Tubarão há um ambiente muito favorável para o governador. Ponticelli e Moisés tem de tubaronenses praticamente o mesmo tempo. O prefeito veio do norte do estado ainda garoto, e Moisés também. Fizeram a vida ali e encaminharam processo político a partir de Tubarão. Os dois estão muito afinados.

Na eleição, estavam em palanques contrários, Joares foi Merisio e muito contundente, Moisés foi eleito governador. O primeiro ato público de Moisés depois de empossado foi prestigiar a posse de Ponticelli na presidência da Fecam. Me dizia o prefeito que é a primeria oportunidade que Tubarão tem de ter governador e prefeito do mesmo partido, em perfeita sintonia, o que pode trazer benefícios para a cidade.

O prefeito está imbuído a seguir o caminho do PSL e se o fizer será o primeiro prefeito de Santa Catarina no partido. Será a maior cidade do estado alinhada ao partido do governador. Evidentemente será o candidato do governador em Tubarão. Esse assédio faz parte do projeto de Moisés de interferir na eleição do ano que vem, elegendo prefeitos nas 30 maiores cidades catarinenses. Em Criciúma, ele defende a candidatura de Daniel Freitas que ou viabiliza outro candidato ou vai para o embate.

Moisés chegou devagar, ao estilo mineiro, meio tímido, reservado, e agora acertou a sintonia e está fazendo política. Ele antecipa para muito mais cedo a sua busca da reeleição.

 

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 01/07/2019 - 23:33

Um fato novo essa carta na manga, uma alternativa gerada pelo grupo do prefeito Salvaro na CPI do Criciumaprev. O líder do governo, Aldinei Potelecki, fez bem o trabalho de líder e apresentou um documento, pedindo adiamento dos trabalhos da comissão. Discutiu a questão do prazo e embaralhou o processo na CPI, que estava se encaminhando para a conclusão. Se nada de novo acontecesse o vereador Ademir Honorato apresentaria o seu parecer em envelope lacrado na próxima sexta-feira, entregaria aos demais vereadores e faria a leitura na segunda-feira. Agora não se sabe por quanto tempo mais vai a CPI. O vereador Potelecki trouxe um documento que, a rigor, diz o seguinte: o dinheiro reservado no governo não poderia ser usado para pagar o Criciumaprev pois aquele dinheiro teria que ficar guardado como garantia para pagamento de precatórios. Se estiver calçado juridicamente, ele pode ter resolvido aí o seu problema na CPI, derrubando o prognóstico do vereador Julio Kaminski. É um fato novo que pode consumar uma reviravolta. Nesta terça, um dia decisivo na CPI, quando será definido o desdobramento, qual será o futuro da CPI a partir desse fato novo. O prefeito Salvaro, com a sua articulação, foi eficiente, rápido e pelo jeito conseguiu uma alternativa competente para evitar o risco de caracterização de improbidade enquanto prefeito. A caracterização da improbidade não levaria a maiores riscos, mas seria um incômodo para quem está no encaminhamento para uma reeleição. Seria um desgaste político. É um fato importante e que terá desdobramentos, que pode consolidar uma reviravolta na CPI do Criciumaprev.

A possível ida do empresário Gilson Pinheiro para o PP e o anúncio do governador Moisés, de adiantamento do pagamento do 13º salário para o funcionalismo estadual, também estão no comentário desta segunda-feira no Ponto Final na Som Maior. Confira!

 

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 01/07/2019 - 19:05

O governador Carlos Moisés definiu nesta segunda-feira, 1º, com seus assessores mais próximos, a programação de pagamento do 13º salário ao funcionalismo estadual. A primeira parcela, de 25%, será quitada ainda neste mês de julho. Outros 25% serão pagos em agosto, perfazendo metade. Os demais 50% serão pagos em dezembro.

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 01/07/2019 - 18:36Atualizado em 01/07/2019 - 18:37

O empresário Gilson Pinheiro, que vem articulando o projeto Renova Criciúma com empresários, profissionais liberais, políticos e não políticos, foi praticamente convencido de que precisa se filiar a um partido político para levar as propostas adiante. Diante disso, ele vem avaliando convites. Nesta segunda-feira, 1º, Gilson almoçou com o vereador Edson Paiol, do PP. Ainda nesta semana, terá conversas com o outro vereador progressista de Criciúma, o presidente do Legislativo, Miri Dagostim, e ainda deverá se reunir com o ex-deputado federal Jorge Boeira, que segue como principal liderança do PP na região. Depois disso, poderá definir por sua filiação ao PP para levar as ideias do Renova Criciúma e, talvez, surgir como alternativa para a eleição à prefeitura em 2020.

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 28/06/2019 - 19:08Atualizado em 28/06/2019 - 19:11

Ninguém é dono da verdade, ninguém sabe tudo. Mas o gestor, quando faz um bom governo, acha que tem solução para todos os problemas, deixa a humildade de lado e faz aquilo que pensa. Às vezes dá certo, às vezes não. Há que se elogiar um gestor que desce à planície e busca ideias, mesmo que esteja fazendo um governo vencedor e marcante. Digo isso para cumprimentar o prefeito Jairo Custódio no Balneário Rincão, que mesmo assim não se faz dono da verdade. Se dispõe a sentar e ouvir, como será no Fórum do Amanhã neste sábado. Depois ele pega tudo isso, põe num liquidificador e coloca as ideias em prática. Isso faz bem para todo mundo, interessa para todo mundo. Só a iniciativa do prefeito já é elogiável. Elogiável também a postura da reitora da Unesc, Luciane Ceretta, que coloca uma máquina a serviço da população e dos municípios, para trabalhar desenvolvimento. Tenho a convicção que será uma manhã valiosa de trabalho, marcante e inesquecível. Serão palestras interessantes, uma dinâmica positiva que a Unesc sabe fazer. Será marcante, mais um Fórum do Amanhã bem feito e com resultado prático.

 

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 27/06/2019 - 18:30Atualizado em 27/06/2019 - 18:47

O vereador Miri foi para Florianópolis com o prefeito Salvaro e o Paiol. Pode não ter sido coincidência a ida do Paiol como o terceiro. Ele é o fiel da balança na CPI do Criciumaprev, que vai concluir seus trabalhos, votando o relatório no dia 24 de julho. Falta menos de um mês para a conclusão dela. Até dez dias o prefeito estava em larga minoria na comissão, praticamente cinco votos a dois. Hoje, isso não está publicamente assumido, mas a impressão que se tem é que o prefeito tirou um voto de lá para cá, hoje o jogo estaria em 4 a 3. Se o prefeito conseguir o voto do Paiol, ou do Zairo, ou do Kaminski ou do Ademir, ele derruba qualquer possibilidade de relatório configurando a improbidade.

Essa possibilidade de impeachment está descartada. O arcabouço jurídico permite mas a Câmara não vai abrir processo. Mas isso pode desgastar. O Paiol pode ser o voto decisivo, pois o prefeito não vai trazer o Kaminski, está em guerra pública com ele, falando de satanás, fraldão, invejoso, olho grande. O Zairo também, sem chance, nem o Ademir, que é o relator. Então pode ser o Paiol, isso são especulações de bastidores, pode ser que sim, pode ser que não. Por coincidência o Paiol viajou hoje com o Salvaro e o Miri, que é aliado do prefeito. As conversas de bastidores existem, e o Paiol é o fiel da balança. Salvaro trabalha de forma intensa nos bastidores e operando na sociedade, onde passa ele fala que a CPI é política e tem fim eleitoreiro, e fala do Kaminski, cria um clima na cidade a seu favor e contra a CPI, para ajudar a mudar opiniões na comissão.

 

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 27/06/2019 - 13:11Atualizado em 27/06/2019 - 13:24

A Rodovia Jorge Lacerda, acesso sul de Criciúma, terá um operação especial para recuperação nos próximos dias e, para 2020, poderá ter uma restauração completa.

A perspectiva foi lançada pelo Secretário de Infraestrutura do Estado, Carlos Hassler, em reunião nesta quinta-feira (27), final da manhã, em Florianópolis, com o prefeito Clésio Salvaro (PSDB), o presidente da Câmara de Vereadores, Miri Dagostim (PP), e o vereador Edson Paiol (PP) representando a comissão de obras da Câmara.

Também participaram duas representantes da comunidade.

O anúncio para a comunidade, com os detalhes sobre os serviços, será feito nesta sexta-feira (28)pelo Diretor Regional do Deinfra, Gustavo Talfembach, durante audiência pública.

O prefeito Salvaro também se comprometeu a apoiar nos serviços.

Mais detalhes no audio abaixo do vereador Miri Dagostim. 

 

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 26/06/2019 - 21:45

Encontrei ontem o governador Carlos Moisés muito seguro, muito firme nas suas considerações. Repercutiu bem a entrevista dele, muitas pessoas bem impressionadas com a postura dele. Ele foi muito claro e objetivo. Mostrei a ele uma foto do último debate que fizemos aqui na Som Maior, o último debate da campanha, ele veio muito ruim, pediu água, estava com tosse e garganta ruim. Ele afirmou que ali teve certeza que ganharia a eleição.

Antes da entrevista, para ver como ele estava em outro clima, de bom astral, acabamos falando dos tempos em que ele era sonoplasta de uma rádio em Florianópolis e eu era operador de áudio em uma rádio em Araranguá. Em outros tempos, hoje com a informatização o operador de áudio tem outra condição.

Enfim, a entrevista gravada que vai ao ar no sábado, estará também transcrita no Tribuna de Notícias do sábado, mostrou um governador com planos, projetos, decidido a cortar o máximo possível e projetando investimentos, e preparado para que 2020 seja o ano de início de investimentos do governo. A entrevista mostra também um governador decidido a fazer política, a interferir nas eleições do ano que vem e candidato a reeleição. Só se acontecer um tsunami no meio do caminho. Ele confirmou também que pretende ajudar a fazer os prefeitos das 30 maiores cidades do estado. O candidato dele em Criciúma é o Daniel Freitas, que já conversou com o governador sobre isso e terão nova conversa na sexta-feira. Ele já está liberado pelo governador a tratar disso em Criciúma.

Moisés falou do porto de Laguna, onde está tudo pronto para operar como porto pesqueiro, e não opera por falta de vontade. Ele disse fora do ar parecer que era interesse de alguém que ele não operasse. Quer fazer funcionar o porto de Laguna, ampliar o aeroporto de Jaguaruna e trazer empresas para a região, de que o sul precisa de um olhar diferenciado. Foi bom ouvir o governador com esta visão muito clara. Bombeiro já tem que ter uma tranquilidade, ser mais calmo e seguro, e ainda ele é especialista em pesca submarina. Ele fica seis minutos debaixo d´água. É um sujeito naturalmente calmo, agora ele raciocina muito, pensa muito, está focado nessas questões.

O Moisés está começando o governo, não tem experiência de gestão, mas vi lá que ele tem projeto e o sul terá tratamento diferenciado. Com relação ao prefeito Salvaro, o entorno do governador diz isso, ele está na lista dos que não estarão com o governo, dos que estão do outro lado da rua. Não acredito que isso vá prejudicar a cidade, mas que um não estará no palanque do outro, é fato consumado. O governador entende que o Salvaro já veio com essa visão depois da eleição, talvez imaginando um governo mais fragilizado, por isso jogou duro no início já com interesse político vislumbrando o Moisés como adversário em 2022, por isso na opinião do governador o Salvaro atravessou a curva no início. O Salvaro, na questão Casan, tem dito que o objetivo é baixar a tarifa, mas o governador disse que a conversa entre eles azedou de vez. Vai ser difícil recompor. Ou o Salvaro rompe de vez, agora não terá mais espaço de negociação, ou terá que se submeter ao padrão anterior sem contar com aquele percentual maior de receita. O que é improvável. Pelo que entendi do governador, Moisés colocou Salvaro no caminho do rompimento com a Casan. Vai ter desdobramento jurídico e político.

 

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 25/06/2019 - 18:32Atualizado em 25/06/2019 - 18:35

O governador Carlos Moisés nos disse nesta terça-feira, quando gravamos uma entrevista exclusiva para a Rádio Som Maior no Centro Administrativo, em Florianópolis, que as negociações da Casan com a prefeitura de Criciúma voltam à estaca zero. Aquela proposta de um percentual de 7% de devolução da receita para o município, essa proposta não existe mais. Foi retirada. Se o Salvaro quiser continuar com a Casan, terá que ser com o sistema normal, os 5% garantidos a todos os municípios. Não há mais tratamento diferenciado, a proposta não está mantida, o governo não vai procurar o prefeito Salvaro. O governo muda a sua postura e vai tocar o barco. Se o Salvaro romper o contrato, o governo vai judicialmente romper o contrato e buscar a indenização, que dá algo em torno de R$ 200 milhões que a prefeitura deveria devolver.

O governador prevê investimentos para o desenvolvimento do sul, para atrair investidores, considerando que a região perdeu muito. Fala de investimentos no aeroporto de Jaguaruna, de alargamento da pista e que depois o aeroporto deverá ser levado à concessão privada para operação

Outra informação do governador, ele confirma que Daniel Freitas é o seu candidato, que ele vai trabalhar por Daniel para prefeito de Criciúma.

Entrevista com o governador Carlos Moisés, exclusiva, a partir das 7h desta quarta-feira, 26, na Som Maior. Ele gravou também uma edição especial do programa Nomes & Marcas.

 

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 24/06/2019 - 18:28Atualizado em 24/06/2019 - 18:55

O Tribunal Regional Federal acaba de informar que o juiz Leandro Pauslen revogou medidas cautelares contra Gean Loureiro. Ou seja, ele pode reassumir suas funções de prefeito de Florianópolis. Ele foi preso na semana passada, de manhã cedo, foi levado até a Polícia Federal (PF) e liberado à noite. No mesmo ato o TRF decidiu afastá-lo por 30 dias. Hoje a Justiça Federal o libera. Se ficar só nisso, quem vai pagar o prejuízo para o prefeito? Se ficar só nisso, não tem nada que o comprometa, tanto que está liberado. Se não tinha motivos para afastar ele por trinta dias, porque afastaram? 

Câmara de Criciúma

Há poucos minutos, na Câmara de Criciúma, o assunto foi aquela declaração do vereador Julio Kaminski, aqui na Som Maior, na terça-feira, quando fizemos programa especial dos 75 anos da Acic. Vereador Kaminski passou por lá, tinha passado por reunião da CPI, perguntei para ele o que pode dar, se já tem alguma impressão, se já podia antecipar. Ele disse "não resta a menor dúvida, está caracterizado o ato de improbidade do prefeito". Isso deu o que falar, e continua dando. Quando você diz que está caracterizado, o que representa: sendo essa a conclusão da comissão, se esse relatório for levado a plenário, e se aprovado no plenário da Câmara, isso pode levar até a um processo de impeachment do prefeito. Improvável, temerário, mas possível. Esse tem que ser o parecer do relator Ademir Honorato para ir adiante. Kaminski, como presidente da CPI, foi pelo menos imprudente, imprevidente, principalmente sendo ele advogado. Ele sabe que membro da CPI não pode antecipar resultado, ela está em andamento, aberta. Há pouco falaram na Câmara vários vereadores, e falaram muito sobre isso. Várias considerações. Ficou muito evidente, em se tratando de presidente da CPI, CPI em curso, há depoimentos a serem colhidos, o presidente antecipou um resultado. Isso não pode. O regimento interno não permite. O vereador Kaminski tem motivos de sobra para renunciar a presidência da CPI, que fica sujeita a nulidade. O vereador Kaminski tem muitos méritos, muito ativo na sua função, é firme na sua atividade, cumpre um bom mandato, um grande fiscal, eficiente, mas neste episódio foi imprudente.

 

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 24/06/2019 - 07:28Atualizado em 24/06/2019 - 07:34

Entramos na semana do Fórum Rincão do Amanhã, no próximo sábado no Balneário Rincão.

Na pauta de hoje, em Laguna, um vereador condenado por estelionato pode perder mandato e direitos políticos. Denúncia por quebra de decoro parlamentar pelo vereador Roberto Alves será levada a plenário. Ele foi condenado pelo TJ por estelionato por vender terrenos que não eram dele.

Em Nova Veneza a Festa da Gastronomia foi um sucesso. Empolgado com os números, prefeito Rogério Frigo anunciou mais um fim de semana de festa, serão dois a partir do ano que vem.

Na Via Rápida ainda não cortaram o mato. Continua alto no trecho que pertence a Içara.

Em Brasília a comissão da Reforma da Previdência deve votar o relatório do deputado Samuel Moreira. O governo vai tentar recolocar no texto o regime de capitalização e regras de transição da proposta original do ministro Paulo Guedes.

Pra começo de conversa...

As rodovias estaduais continuam esburacadas, detonadas. Por aqui e por todo o estado. Desta vez, os problemas continuam, os buracos ficam, demoram para tapar. De vez em quando sai uma operação tapa buracos onde está ruim demais, dependendo do volume de reclamação das pessoas. No geral está muito ruim, os buracos sem manutenção, mato no acostamento, é perigo na estrada e prejuízos com pneus estourados e estragos nos veículos. A única alternativa que se tem é o acordo que está sendo costurado entre os estados e as prefeituras para que elas assumam a conservação e preservação. Para os municípios trata-se de um acordo ruim, os municípios vão ter prejuízos. São muitas rodovias e a manutenção custa cara, considerando a receita dos municípios e o volume que tem que ser gasto para dar manutenção. E depois elas estão em estado deplorável faz tempo, os municípios vão assumir no prejuízo. Além disso, o valor oferecido pelo estado não paga a conta. O pior de tudo é que, se isso for viabilizado, vão municipalizar mais um serviço, mais um custo, e no dia em que apertar o caixa do estado não vão repassar o dinheiro e o município terá que fazer manutenção com o caixa que tem, via de regra, furado. Municípios já assumiram outros serviços que eram estaduais e federais. Definitivamente, um mal negócio. Os prefeitos não podem fechar esse tipo de negócio focando apenas no imediato, tem que pensar no amanhã, no futuro, não podem pensar apenas nos seus mandatos, mas na herança que vão deixar. Tem é que pressionar o governo para cumprir o seu papel de restabelecer o padrão mínimo nas rodovias estaduais, não permitir que elas fiquem assim, abandonadas.

 

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