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* as opiniões expressas neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do 4oito
Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 28/10/2020 - 06:54Atualizado em 28/10/2020 - 08:04

Tenho ouvido desde ontem que o relatório da Polícia Federal pode absolver Carlos Moisés no Tribunal Especial do Impeachment e permitir sua volta ao cargo em pouco tempo.

Mesmo que isso se firme como tendência, soa estranho.

Afinal, Gaecco, Ministério Público e Polícia desnudaram a fraude dos r$ 33 milhões, nos mínimos detalhes.

A CPI da Assembléia responsabilizou o Governador, porque é ordenador primário.

E nada disso mudou.

O relatório da Polícia Federal registra que não foram encontradas provas que Moisés participou diretamente da operação dos respiradores.

Mas, Policia Federal não condena, nem absolve.
Polícia Federal não julga, não tem poder para isso.
Polícia Federal busca provas, levanta indícios, que vão para o inquérito, que vai servir de base para Ministério Público e Judiciário.

A Polícia Federal não encontrou a digital do Governador na operação, ele não teria apertado o botão, não fez a ordem de pagamento, mas ele é o ordenador primario, é o chefe do governo.

Se no governo foi feita operação com um grupo criminoso para desviar com r$ 33 milhoes dos caixa do estado, ele também é responsável.

Se o governador não apertou o botão, mas o seu governo fez a operação, é porque ele não tinha controle/comando do governo. Então, não tinha capacidade para governar.
Ele é o responsável final pelo governo. É o avalista, quem vai pagar a conta se der problema.

Na iniciativa privada, se dá prejuizo na empresa, o dono paga a conta.
Na gestão pública, os gestores são instados a pagar.

Quase todos os ex-prefeitos da região estão respondendo na justiça por processos que apuram prejuízos aos cofres publicos, ou já estão condenados a pagar.

Além disso, de acordo de novo com Gaecco e Ministério Público, o mesmo grupo que fez a operação que desviou os r$ 33 milhões também havia pilotado a operação do hospital de campanha de Itajai, que evolveria mais r$ 80 milhões.

E tem mais desvios e ilicitudes anotadas e denunciadas.

Moisés está sendo julgado por tudo isso, pelo chamado conjunto da obra.

Além dos r$ 33 mlhões, e do hospital de campanha, tem as decisões tomadas de forma isolada, sem ouvir ninguém, que colocaram em risco segmentos importantes do setor produtivo e ameaçaram a economia do estado.


Enfim, não há fato novo que tenha alterado a situaçãp de Moisés.
Pode ter alterado a circunstância política depois da posse da vice, Daniela Reinehr como governadora. Mas isso é outra coisa. Não em relação com os fatos que ameaçam Moisés.

Se ele estava na linha de tiro, ele continua na mesma condição.

A conclusão da Polícia Federal não elimina o prejuízo, não traz de volta os r$ 33 milhões, nem dá anistia para ninguém.

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 27/10/2020 - 18:19Atualizado em 27/10/2020 - 18:52

Fazia tempo que o governador afastado Carlos Moisés não terminava o dia com uma boa notícia do ambiente político. Hoje, ele teve duas.

A primeira, saiu da Assembléia Legislativa.

Foram elegeitos os cinco deputados que vão integrar o segundo processo de impeachment, que vai tratar do caso dos respiradores.

Entre eles, um do sul - deputado José Milton Scheffer, PP.

A principal leitura da comissão, no entanto, é que a sua composição tem deputados "mais de leve" com Moisés. Não tem os deputados de oposição mais agressivos, mais contundentes.

A segunda boa notícia, e melhor que a primeira, veio de Brasília.

A Polícia Federal concluiu o inquérito solicitado pelo Superior Tribunal de Justiça e afirmou em telatório “inexistência de indícios de crime por parte do governador”.

Isso enfraquece a denúncia contra Moisés no caso dos respiradores, que motiva o segundo pedido de impeachment.

Pelo seu conteúdo, também deve neutralizar os efeitos da CPI dos Respiradores.

A partir das duas boas notícias, já há quem projete retorno de Moisés ao cargo no início de 2021.

 

 

 

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 27/10/2020 - 16:08Atualizado em 27/10/2020 - 16:50

A Assembléia Legisltiva acabou de eleger os deputados que farão parte do segundo Tribunal do Impeachment.

Neste caso, o governador Carlos Moisés, já afastado do cargo, será julgado pela fraude dos respiradores.

Na votação nominal feita no plenário da Assembléia, cada deputado votou em cinco nomes. Os mais votados foram os designados.

Como foi projetado antes pelo blog, os eleitos foram os seguintes:

Fabiano da Luz,  PT - 33 votos

José Milton Scheffer, PP - 33 votos

Valdir Cobalchini, MDB - 36 votos

Laércio Schuster, PSB - 32 votos

Marcos Vieira, PSDB - 33 votos

O deputado Sargento Lima, PSL, não participou da sessão.

Foi dele o polêmico voto divergente dos demais deputados no primeiro Tribunal especial, que retirou do processo a vice, Daniela Reinert, garantindo a sua posse como governadora.

 

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 27/10/2020 - 09:50Atualizado em 27/10/2020 - 14:56

A leitura mais fácil da pesquisa do Instituto IPC sobre intenção de votos do eleitor de Içara é que os dois adversários de Dalvânia Cardoso, PP, estão dividindo o percetual de votos que Murialdo Gastaldon, MDB, teve na eleição de 2016, quando foi reeleito.

Em 2016, Murialdo teve 61,63% dos votos validos.  Dalvânia teve 34,02% e Gilmar Axé, PSOL, contabilizou 4,35%. A oposição a Murialdo fez 38,37%.

Hoje, Dalvânia é única candidatira de oposição e está na faixa de 40% das intenções de votos desde a primeira pesquisa, quando ainda não estavam definidos os candidatos. Está numa situação confortável. Por méritos dela e trabalho politico desde a eleição de 2016.

Com pequenas oscilações de uma pesquisa para outra, todas dentro da margem de erro, Dalvânia mantêm firme 1/4 do eleitorado desde o início do processo.

Mas, é beneficiada também pelo fato de os dois adversários dividirem quase ao meio o restante.

E os dois, Arnaldinho Lodeti, MDB, e Alex Michels, PSD, saíram do governo de Murialdo.

Alex era o candidato que Murialdo queria que o MDB apoiasse.

Arnaldo é o candidato que venceu a disputa interna no MDB, derrotando inclusive o prefeito.

Murialdo não conseguiu construir uma candidatura para a sua sucessão. Não liderou o processo.

Fez ensaios para um lado, mas não articulou "em casa", e acabou beneficiando a adversária.

Na pesquisa feita para Som Maior e 4oito, divulgada ontem, Alex tem 28,8% e Arnaldinho 23,2%.

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 26/10/2020 - 19:58Atualizado em 26/10/2020 - 20:01

A governadora interina Daniela Reinehr, que assume efetivamente o cargo a partir desta terça-feira, 27, com a saída de Carlos Moisés por conta do processo de impeachment, já tem alteração à vista para o primeiro escalão do governo. Ela chama para a chefia da Casa Civil o general Ricardo Miranda Aversa.

O general Miranda comandou a 14a Brigada de Infantaria Motorizada até o começo do ano, e também exerceu papeis de destaque no comando do Exército Brasileiro no Comando Militar do Sul.

Daniela e Moisés estarão reunidos com o secretariado nesta terça para alinhar outras possíveis alterações no secretariado.

(Colaboração: Denis Luciano)

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 26/10/2020 - 17:29Atualizado em 26/10/2020 - 17:39

A posse de Daniela Reinehr como governadora acaba de ser confirmada para amanhã, 10h.

A assessoria de imprensa do Governo do estado comunicou que a primeira entrevista coletiva de Daniela já como governadora será às 10h30, no Centro Administrativo do Governo.  

Neste momento, a governadora e o governador afastado, Carlos Moisés,  estão reunidos com sectetários e outros integrantes do colegiado estadual.

Na coletiva, ela deve anunciar os primeiros atos do seu período de governo e pode anunciar alguns dos novos secretários.

É provável que anuncie pelo menos o novo chefe da Casa Civil. Especulações apontam para um ex-deputado com trânsito na Assembléia Legislativa.

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 26/10/2020 - 16:13Atualizado em 26/10/2020 - 16:29

O Tribunal de Justiça acaba de sortear os desembargadores que passarão a integrar o tribunal especial que vai tratar do segundo impeachment contra o Governador Moisés.

Cinco desembargadores sorteados se declararam "suspeitos" e declinaram de participar. Novos sorteios tiveram que ser feitos.

O presidente Ricardo Roesler chegou a suspender os trabalhos para consultar um desembargador sorteado e não estava na sessão para saber se não tinha nenhum impedimento.

Os desembargadores que vão intregrar o segundo tribunal especial são:

Luiz Zanelato, Sonia Maria Scchimitt (que já juíza em Criciúma e Araranguá), Rosane Portela Wolf, Luiz Antônio Forneroli e Roberto Lucas Pacheco.

Amanhã à tarde, a Assembléia Legislativa fará eleição dos cinco deputados que farão parte do tribunal.

O presidente do Tribunal de Justiça, desemebargador Ricardo Roesler, será o presidente também deste segundo tribunal especial. Ele já anunciou a primeira reunião para a próxima sexta-feira, quando será feito o sorteio do relator.

Neste caso, o Governador será julgado pelo caso dos respiradores e o pedido de impeachment está assinado com quase duas dezenas de advogados e empresários. 

 

 

 

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 26/10/2020 - 15:44Atualizado em 26/10/2020 - 15:58

O governador afastado Carlos Moisés e a vice, Daniela Reinehr, que será empossada governadora amanhã, farão reunião com todos os secetários e integrantes do colegiado estadual daqui a pouco, às 17h.

Será o primeiro compromisso oficial de Daniela desde a sessão do tribunal especial do impeachment, quando ela virou governadora.

Em principio, a reunião deve cumprir o papel de "passagem de bastão".

Os secretérios colocar os cargos a disposição, mas sem saída coletiva para não comprometer o andamento da gestão.

A governadora devem fazer mudanças aos poucos, durante os próximos dias.

Alguns dos atuais secretários podem ficar.

Representantes dos Bolsonaro, como o advogado Admar Gonzaga,  já estão em Florianópolis para auxiliar na transição e nos contatos.

 

 

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 25/10/2020 - 09:42Atualizado em 26/10/2020 - 07:21

Sai Carlos Moisés, assume Daniela Reinehr o governo catarinense.

A mim, nunca pareceu convincente a tese de afastamento da Vice no processo de impeachment.

Disse e escrevi sobre isso muitas vezes.

Quanto a Moisés, ele ainda terá pela frente o processo mais grave, com um pedido de impeachment.
O novo tribunal especial para julgamento agora só de Moisés pelo caso dos respiradores será montado até amanhã.
Hoje, o Tribunal de Justiça vai fazer sorteio dos cinco desembargadores.
Amanhã, a Assembléia vai eleger os cinco deputados. 

A volta de Moisés ao comando do estado, é improvável.
Daniela tem reais possibilidades de ser efetivada no cargo e terminar o mandato.
Vai depender apenas dela. Das suas atitudes, e da postura.

Até aquí, Daniela sempre foi mais acessível e manteve ótima relação com todos.

Olhando Moisés, Daniela sabe o que não fazer, como não agir.

E vale frisar o olhando, porque ela praticamente só olhou o governo de Moisés.
Porque nao participou dele, Foi ignorada.

Moisés se isolou e ignorou outros poderes e entidades. Não ouviu o setor produtivo, não ouviu a voz das ruas.
Fez um governo de poucos, para poucos.

Daniela terá que construir pontes.
E para isso, precisará se mostrar descolada e distanciada de moisés.

Daniela terá 180 dias para refazer a conexão do governo com o estado, ouvir as entidades e preservar boa relação, respeitosa e republicana com os poderes constituídos

Terá pela frente, já de imediato, a missão de reanimar o estado, aditivar a auto-estima dos catarinenses, passar confiança e segurança aos empreendedores, e fazer a "virada" pós pandemia.

E fazer um governo transparente de fato, aberto, sem atropelos, e sob controle.
Sem manobras, nem operações suspeitas.

E que ela tenha sucesso.

Porque Santa Catarina precisa retomar sua posição de destaque positivo no país
Santa Catarina nao merece ser manchete por operação escabrosa como a dos respiradores, ou a do hospital de campanha.

 

 

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 25/10/2020 - 09:10Atualizado em 25/10/2020 - 09:43

Depois de uma semana quente no ambiente do MDB, o prefeito Murialdo Gastaldon se viu na obrigação de fazer um gesto firme, objetivo, a favor do candidato do partido a prefeito, Arnaldinho Lodeti.

O prefeito se juntou a Arnaldinho e o vice, Valdelir Darolt, PSDB, durante campanha de rua no bairro Elizabeth, pegou o microfone e fez um discurso enfático, sem espaço para sentido duplo.

"A cidade tem que continuar crescendo e se desenvolvendo. Para isso, tem um número na eleiç!ao. Esse número é o15. É o número que representa caminhar nesta trajetória. E sse número tem nome, que é Arnaldo e Darolt. No dia 15, é para votar no 15. Sem dúvida".

A militância do MDB e os coordenadores da campanha de Arnaldinho comemoraram o dsicurso como um gol em final de campeonato.

Durante a semana, duas declarações do prefeito haviam colocado fogo no ambiente do MDB.

A princial foi uma declaração do prefeito no programa de rádio do candidato do PSD, Alex Michels, com elogios ao candidato, destacando as suas qualidade e sua capacidade como político.

O prefeito tomou a iniciativa de informar que a gravação era antiga, antes do período eleitoral, quando Michels era vereador aliado na Câmara Municipal.

Aliados informaram que Murialdo acertou com a campanha do PSD que a gravacão seria retirada do ar.

Antes disso, o prefeito publicou um vídeo com críticas contundentes contra a candidata Dalvânia Cardoso, PP, e terminou dizendo que Içara precisa continuar avançando, mas sem indicar nenhum candidato.

Desta forma, o video gerou duvidas sobre possivel "apoio branco" para Michels.

Agora, a situação deve se acalmar no MDB e na campanha de Arnaldinho.

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 24/10/2020 - 08:27Atualizado em 24/10/2020 - 09:56

Sessão de ontem do Tribunal Especial, que começou 9h, terminou depois das 2 da madrugada de hoje e decidiu pelo afastamento do Governador Moisés e a posse da Vice, Daniela Reinert. 

O que já pode ser dito é que o grande derrotado do processo é o governador Carlos Moisés.

Foi afastado pelos equívocos cometidos.

Foi a decisão da maioria do Tribunal especial, composto por deputado e desembargadores.

Daniela chegou cedo na Assembléia, acompanhou toda a sessão, não arredou o pé, e foi embora Governadora.

Agora, de fato, o bolsonarismo assume o poder no estado.

Moisés foi eleito pela onda Bolsonaro, em 2018, mas logo depois de assumir tratou de se afastar de Bolsonaro e dos seus representantes politicos no estado.

Dos 6 deputados eleitos com ele, pelo PSL e fechados com Bolsonaro, ele perdeu 4.

Daniela, desde que Moisés se afastou de Bolsonaro, fez questão de deixar público que continuava fiel e alinhada com o Presidente.

No ano passado, em novembro, quando o deputado Eduardo Bolsonaro esteve em Criciúma, ela veio encontrá-lo no estúdio da Som Maior para comunicar:

"fui eleita por Bolsonaro, estou com o Presidente, sou liderada do Presidente".

Naquele momento, Daniela rompeu politicamente com Moisés.

Agpra, ela assume o governo catarinense em perfeita sintinua com Brasilia, o Planalto e o Presidente. Moisés não tinha nada disso.

Mas, Daniela precisará ter muita habilidade para conseguir sustentação política e condições básicas de governabilidade. O que Moisés também não tinha mais. Teve em 2019, mas perdeu, pela sua postura.

Daniela teve seis votos a seu favor na sessão de ontem, mas teve cinco contra (pelo seu afastamento).

Dos deputados, ela teve 4 contra e 1 a favor. Dos desembargadores, teve 1 contra e 5 a favor. Margem apertada.

Foi retirada do processo pelo voto do único deputado bolsonarista do Tribunal especial, Sargento Lima, PSL. Ele foi o único a "repartir" o voto.

Votou pelo afastamento de Moisés e preservação de Daniela.

Daniela terá 180 dias para se mostrar diferente, fazer a conexão do governo com o estado, ouvir as entidades e preservar uma boa relação, respeitosa e repubicana com os poderes constituidos.

Terá pela frente, já de imediato, missão de reanimar o estado, aditivar a auto-estima dos catarinenses, passar confiamça e segurança aos empreededores, e fazer a "virada" pós pandemia.

 

 

 

 

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 24/10/2020 - 01:40Atualizado em 24/10/2020 - 06:46

O resultado do Tribunal especial, que negou afastamento da Vice-governadora, Daniela Reinert, e a fez Governadora do estado por pelo menos 180 dias, teve a digital do Palácio do Planalto e dos Bolsonaro.

O deputado Sargento Lima, PSL, bolsonarista, votou faz poucos dias no plenário da Assembléia Legislativa pelo afastamento do Governador e da Vice.

Agora, no Tribunal especial, mudou o voto. Decidiu salvar a Vice. E a fez governadora.

Pela manhã, o deputado Jessé Lopes, que não faz parte do Tribunal especial, disse durante entrevista na rado Som Maior: "minha torcida é para que caia Moisés e fique Daniela".

Era o primeiro sinal de mudança de posição dos deputados bolsonaristas, que, a pedido de Brasilia, haviam decidido "salvar" a Vice.

A vice-governadora se movimentou muito, circulou muito, conversou muito, foi na Assembléia conversar com deputados várias vezes, e fez questão de registrar em todas as manfestações que estava fazendo sua defesa apartada do Governador Moisés.

Na véspera do julgamento, ela foi na Assembléia para mais uma rodada de conversas e assegurar que estabeleceria uma nova relação com os deputados.

Ela acompanhou a votação na Assembléia do inicio ao fim. Chegou antes de começar a sessão e só saiu depois de proclamado o resultado, emocionada, entre abraços e cumprimentos, aos prantos em vários momentos.

Começou a se emocionar quando ficou evidente que o voto do desembargador Ricardo Roesler seria favorável.

A longa sessão do Tribunal especial teve dois fatos novos decisivos nos ultimos votos.

Primeiro, o voto do deputado Sargento Lima.

Segundo, o voto do desembargador Luis Felipe Schuch, o mais jovem, e que estava de aniversário. 

Foi o único desembargador que votou pelo afastamento do Governador e da Vice. E o seu voto consolidou a situação de Moisés.

Hoje, Daniela já fará primeira reunião para tratar da equipe de governo e primeiras ações.

Tomará posse na terça-feira.

O Tribunal cria uma circunstância politica totalmente nova no estado.

Com a posse de Daniela, é o segundo vice bolsonarista que assume como Governador. O primeiro foi o vice do Rio de Janeiro.

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 24/10/2020 - 00:23Atualizado em 24/10/2020 - 00:59

O voto do desembargador Luiz Felipe Schuch, divergente dos demais desembargadores no Tribunal Especial, praticamente antecipou o afastamento do Governador Moisés por 180 dias.

Só falta o deputado Laércio Schuster, PSB, que está votando agora, manter posição que teve na votação de dias atrás na Assembléia, pelo afastamento do Governador a Vice, Daniela Reinert.

O desembargador Schuch votou pelo afastamento do Governador e da Vice. Sua declaração de voto terminou aos 37 min da madrugada.

Com o voto de Schuch, e se o deputado Laercio anunciar voto contra Moisés e Daniela, serão consagrados os seis votos necessários para afastamento do Governador.

Em relação à Daniela, no entanto, se o deputado Schuster votar também pelo seu afastamento, vai se dar o empate (5 x 5), e será necessário o voto de minerva do presidente do Tribunal, desembargador Ricardo Roesler.

Isso porque o deputado Sargento Lima, PSL, votou contra Moisés, mas a favor de Daniela.

Votação deve terminar depois das 2h da madrugada.

 

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 23/10/2020 - 18:24Atualizado em 23/10/2020 - 20:22

Está se firmando no Tribunal Especial a tendência de arquivamento do processo de impeachment do governador Carlos Moisés e da vice, Daniela Reinert.

A sessão prossegue, mas os desembargadores estão votando seguindo a mesma linha de raciocínio, pela falta de fundamentação jurídica.

O desembargador Sergio Rizelo, por exemplo, que fez carreira do Ministério Público, portando acusador, fez no seu voto a defesa do Governador de forma tão veemente e eficiente quando o advogado de Moisés.
A sinalização é que os cinco desembargadores devem votar pelo arquivamento do processo e os cinco deputados pelo impeachment do Governdor e da Vice.
Sendo assim, a decisão será por voto de minerva do presidente do Tribunal, desembargador Ricardo Roesler, que é o presidente do Tribunal de Justiça.

E o presidnete da Corte não deve votar diferente dos demais desembargadores. Ficaria muito estranho.

Assim sendo, a se confirmar a tendência que está evidenciada, o Governador ganhará nova vida, sendo salvo pelos operadores da justiça catarinense.
Ele deverá sair maior do episódio.

O bom senso indica que ele se reinvente, e repense a forma de agir para dar a volta por cima.
Deve assimilar o episódio, admitir equívocos, e iniciar o segundo tempo do governo.
Terá uma segunda oportunidade para comandar o governo catarinense.
Mesmo que o segundo impeachment esteja vindo aí, agora só contra Governador, pelo caso dos respiradores, será possivelmente com outro ambiente/clima.
Principalmemte se Moisés lembrar os seus tempos de "bombeiro", e tratar de apagar incêndios. E construir pontes.

 

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 23/10/2020 - 08:25Atualizado em 23/10/2020 - 09:40

Lamentável para o estado o que está acontecendo.

O tribunal especial formado por deputados e desembargadores está decidindo sobre afastamento do governador Carlos Moisés e da vice, Daniela Reinert, para julgamento em processo de impeachment.
O tribunal tem maioria de desembargadores, o que representa que a decisão será deles.

Santa Catarina sempre foi destaque nacional pelo setor produtivo, pelo agro-negócio, pelo turismo.
Já ganhou espaço na mídia nacional pelas conquistas do Tigre.

Sempre foi um estado diferenciado, com ótima imagem.

Mas, hoje está sendo manchete e terá amplo espaço na mídia nacional porque Governador e Vice estão sendo julgados, e podem ser afastados para julgamento de impeachment.

Nunca aconteceu isso aqui.

Uma pagina da historia política do estado está sendo escrita. Uma pagina ruim, negativa.

Muito foi feito para chegar nesse ponto. Muita coisa errada.

Mas, pensando nos interesses do estado, e dos cidadãos, já que chegamos a esse ponto, que esse episódio seja logo vencido.

O estado catarinense precisa passar por isso o mais rápido possível e que comece amanhã um novo tempo. Independente do resultado da sessão do tribunal especial e do que venha a ser decidido pela maioria dos deputados e desembargadores.

É preciso que se inicie um novo tempo.

Com Moisés, ou sem Moisés, que o governo refaça a sua conexão com o estado.  Com o setor produtivo, com os poderes, com as entidades.
Que o governo abra os ouvidos para todos e ouça o grito dos desamparados.
Que seja transparente, aberto e acessível.

Para Santa Catarina voltar a ser destaque apenas por boas noticias.

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 23/10/2020 - 07:05Atualizado em 23/10/2020 - 09:21

O prefeito Murialdo Gastaldon, MDB, acaba de participar do horário eleitoral gratuito. O detalhe é que ele participou do programa de Alex Michels, candidato do PSD.

Murialdo fez depoimento com elogios veementes à trajetória de Michels.

O MDB, partido de Murialdo, tem Arnaldinho Lodeti como candidato a prefeito.

A posição de Murialdo em relação aos dois candidatos é cada vez mais dúbia.

Primeiro, ele apoiou Michels.

Depois, seguiu deliberação do partido e fez declaracão de apoio para Arnaldo.

Durante a semana, ele gravou o vídeo com criticas a candidata do PP, Dalvania Cardoso, e não citou nenhum candidato a prefeito.

Hoje, participou do programa de Michels.

Agora pela manhã, o prefeito Murialdo informou que não gravou para o programa de Alex Michels. "Pegaram uma declaração passada minha e puseram no programa", escreveu em mensagem ao blog.

Não informou, no entanto, se vai pedir que retirem do ar a gravação.

Abaixo, o programa de Alex com a declaração do Prefeito:

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 22/10/2020 - 16:57Atualizado em 22/10/2020 - 17:01

Mais uma tentativa de suspensão da votação de amanhã no tribunal do impeachment que não deu em nada.

O presidente do Tribunal especial, desembargador Ricardo Roesler,  que é presidente do Tribunal de Justiça, indeferiu os dois requerimentos formulados pelos advogados Marcos Probst e Ana Blasi, que rerpesenam Governador Moises e a Vice, Daniela Reinert.
Eles pleitearam a suspensão da sessão de julgamento argumentando que há relação de interdependência entre a reclamação em discussão no Grupo de Câmaras de Direito Público do Tribunal de Justiça e a deliberação a ser tomada no Tribunal Especial de Julgamento.
A decisão do magistrado:
“O adiamento não se justifica… A independência de instâncias autoriza, em princípio, a concorrência de demandas a despeito da convergência em torno do objeto comum… Isso posto, indefiro o pedido”

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 22/10/2020 - 10:53Atualizado em 22/10/2020 - 16:45

Da sessão histórica do tribunal especial do impeachment, nesta sexta-feira, que vai definir em definitivo pelos afastamentos ou não do governador Carlos Moises e da Vice, Daniela Reinart, o que se pode dizer é a hora que vai começar e como será o rito processual. Fora isso, nenhum sinal do que deve acontecer.

Os votos dos cinco deputados é possível apostar que serão pela confirmação dos afastametnos, porque eles votaram assim faz poucos dias.

Mas, quanto aos desembargadores, nenhum indicativo.

Os desembargadores tem poder para decidir a votação porque são maioria no tribunal especial. São os cinco que foram sorteados e mais o presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Roesler, que vota em caso de empate.

A sessão começará às 9h, sem prazo para terminar. Algumas projeções são feitas para tomada de decisão próximo das 18h. Outras calculam que vai entrar noite adentro. E há quem acredite que vai se estender até o sábado.    

Logo depois de aberta a sessão, o deputado Kenney Nunes, PSD, relator do tribunal, vai ler o seu parecer.

Depois os advogados de acusação, Ralf Zimmer e Leandro Maciel, e os advogados de defesa, Marcos Probst (representando o Governador) e Ana Blasi (da Vice-governadora)  terão espaço para suas manifestações.

Na seqüência, os membros do tribunal vão justificar suas posições e votar. Não há tempo limite para declaração de voto.

A ordem de votação seguirá o critério da antiguidade entre os desembargadres, e do numero de mandatos e idade entre os deputados, intercalando um deputado e um desembargador.

Desta forma, a ordem dos votantes fica assim:

Deputado Kennedy Nunes - Relator
Desembargador Carlos Alberto Civinski (TJSC)
Deputado Mauricio Eskudlark (PL)
Desembargador. Sérgio Antônio Rizelo (TJSC)
Deputado Sargento Lima (PSL)
Desembargadora Claudia Lambert de Farias (TJSC)
Deputado Luiz Fernando Vampiro (MDB)
Desembargador Rubens Schulz (TJSC)
Deputado Laércio Schuster (PSB)
Desembargador Luis Felipe Schuch (TJSC)

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 21/10/2020 - 19:44Atualizado em 21/10/2020 - 20:04

Depois de anunciar em discurso contundente na sessão da Câmara de Urussanga, na terça-feira à noite, o vereador Beto Cabeludo, MDB, levou a denúncia hoje ao Ministério Público Federal.

O vereador protocolou pedido para que o Ministério Público apure a aaplicação de recursos do FINISA em obras na cidade de Urussanga.

Deopois, ele justificou:

"O Prefeito não respondeu o meu questionamento. Nem tocou no assunto. Quem cala, consente! Como pode uma  Prefeitura pagar 500 horas de Trator de Esteira Fantasma? Quero ver apenas uma foto de um Trator de Esteira na obra do asfalto da rua no final do Bairro da Estação ? Vergonha! Dinheiro Público roubado!".

Segundo o vereador,  Urussanga poderia ter o dobro de asfalto se não houvesse desvio de dinheiro público. E emendou:

"É fácil pegar dinheiro emprestado no banco, fazer obras e deixar a conta para outros pagarem. Agora roubar, aí já é demais! Queremos respeito com o dinheiro público!" .

 

O outro lado

O prefeito Gustavo Cancelier, PP, candidato a reeleição, foi procurado para se manifestar sobre a denúncia do vereador Beto Cabeludo, e mandou um audio onde diz que isso é do período eleitoral, de um vereador de oposição, e que foi uma coisa armada.

Na seqüência, falou das realizações do seu governo, mas não respondeu e não fez nenhum comentário sobre a denúncia efetiva.

Novo pedido foi feito para ele se manifestar a respetio do fato em si, e ele ainda não deu retorno.

 

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 21/10/2020 - 17:06Atualizado em 21/10/2020 - 17:27

O prefeito de Içara, Murialdo Gastaldon, MDB, que não é candidato à reeleição, gravou vídeo com pronunciamento contundente contra a candidata do PP, Dalvania Cardoso.

Citou passagens de Dalvania em prefeituras de outros municipios da região e disse que todos os casos são exemplos de má gestão.

Ele incluiu depoimento do prefeito Clésio Salvaro, de Criciúma, com criticas duras ao governo que o antecedeu, onde Dalvania foi secretária de Administração.

O prefeito começa dizendo no vídeo que já chamou a atenção outras vezes e pede que as pessoas fiquem atentas a situação política de mometo no municipio.

Depois de fazer comnetários sobre Dalvania, termina defendendo que "Içara continue na trajetória do desenvolvimento, para frente".

Ele não defende nominalmente nenhum candidato a prefeito.

O MDB, partido do prefeito tem Arnaldinho Lodeti como candidato a prefeito.

O outro candidato, Alex Michels, PSD, é o candidato que Murialdo tentou fazer apoiado pelo MDB, e onde tem vários integrantes do governo envolvidos na campanha.

Assista o vídeo abaixo:

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