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DEIXE AQUI SEU PALPITE PARA O JOGO DO CRICIÚMA!
* as opiniões expressas neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do 4oito
Por João Nassif 10/07/2018 - 08:20

* Thiago Ávila

O empolgado torcedor inglês acordou animado neste fim de semana: GP de Silverstone, jogo da Inglaterra... O que só é mais esperado pelos supporters é que seus compatriotas façam o serviço completo. Numa pista que tem um histórico recente de vitórias da Mercedes, o que se espera é Lewis Hamilton faça o dever de casa.

Sofrendo dores na nuca, devido a introdução de ondulações na pista para diminuir a velocidade nas retas, Vettel quase perdeu o treino classificatório, mas horas antes garantiu que estaria tudo certo e que isso não teria problema. E não teve problema mesmo! O alemão fez simplesmente uma volta espetacular, com tempo de 1:25,936, recorde da pista. 

Hamilton voltou à pista nos minutos finais e tinha que fazer a melhor volta da vida para alcançar mais uma pole. Foram quatro milésimos acima no primeiro setor, foi sensacional no segundo, e apesar de ter ido mal no terceiro, baixou o tempo de Vettel em 44 milésimos. Raikkonen chegou perto, foi melhor no setor 1 e 3, mas ficou apenas na terceira posição. 

Comemoração da Mercedes, festa ainda maior dos ingleses depois da vitória de 2x0 para cima da Suécia e a classificação para as semifinais depois de 28 anos.

Mas no domingo a coisa foi outra. Vettel largou bem, ao contrário de Hamilton, que se envolveu em um incidente com Raikkonen e caiu para último, Bottas, esperto, assumiu a segunda posição.

Sebastian Vettel-vencedor em Silverstone

Enquanto Lewis passava um por um lá atrás, quem fazia o alvoroço era Raikkonen, que depois de cair para quinto, ultrapassou Ricciardo e fez uma briga feroz com Verstappen. Ele ainda tomou uma punição de dez segundos pelo incidente no início da prova.

Pit stops feitos, punições pagas, o top-6 seguia na volta 26 com Vettel, Bottas, Verstappen, Ricciardo, Raikkonen e Hamilton. O australiano ainda fez mais uma parada inesperada e caiu para sexto.

O que já vinha ficando interessante, com as ameaças de Kimi a Verstappen e a aproximação de Lewis, ficou ainda melhor com a entrada do Safety Car na volta 32 – devido a batida sozinho de Marcus Ericsson no muro. As duas Ferraris e Verstappen pararam, Bottas assumiu a liderança e Hamilton pulou pra terceiro.

A relargada se deu cinco voltas depois, com Raikkonen e Verstappen fazendo um duelo fenomenal pela quarta posição. Mas não durou muito tempo, já que Grosjean (DE NOVO!), se envolve em um incidente com Sainz e o SC é chamado novamente.

Faltando dez voltas para acabar, a corrida recomeça. Vettel, de pneus macios novos, ameaça Bottas, enquanto que Verstappen e Raikkonen reiniciam o duelo do dia.

Perdendo tempo em relação a Hamilton, Raikkonen se vê na obrigação de ultrapassar Verstappen, e o faz na volta seguinte. Três voltas mais tarde, o holandês roda e perde diversas posições.

Nas cinco voltas finais a emoção se intensifica, com os quatro primeiros separados por menos de um segundo. Vettel ganha a liderança de Bottas, que não aguenta a pressão de Hamilton e Raikkonen e cai para quarto.

Vitória da Ferrari, corrida espetacular de Kimi e recuperação sensacional do piloto da casa. O torcedor inglês pode ter ficado com um gosto amargo pelo resultado, mas certamente valeu a pena.

Isso é Silverstone. Não importa as condições, você nunca sabe o que esperar.

*Thiago Ávila, Estudante de Jornalismo da PUCRS
 

Por João Nassif 12/07/2018 - 18:24

Foi anunciada agora a pouco a venda de Roger Guedes para o futebol chinês. Os valores ainda são imprecisos, mas giram em torno de 9,5 milhões de euros. O Atlético anuncia que negociou com o Palmeiras algo de 27% do valor da transação.

Estou curioso para saber quanto a G.A. vai embolsar com a transação, pois o total dos direitos federativos do jogador foram repassados ao time paulista quando da ida do atacante para o Palmeiras.

Se os direitos federativos não são mais da G.A., esta não tem mais nenhum direito nesta venda.

Se o repasse dos direitos federativos fossem com cláusula de retorno do atleta, aí sim a G.A. e o estafe do Roger Guedes participariam da divisão do bolo.

Vou ficar na espera ado desdobramento desta questão.
 

Por João Nassif 15/07/2018 - 09:10

Willi Backes *

A Nike, produtora de calçados, equipamentos esportivos, roupas e acessórios, a mais famosa no mundo, foi fundada em 25 de janeiro de 1964 com o nome Blue Ribbon Sports pelos americanos Bill Bowerman e Phil Knight. A denominação Nike, Inc., que significa “Deusa Grega da Vitória”, foi adotada em 30 de Maio de 1971.

O valor da marca é avaliada em torno de US$ 30 bilhões. A Nike possui poucas unidades industriais próprias. O sucesso empresarial está na tecnologia empregada e controle absoluto no que se refere aos licenciamentos e franquias para produção e comercialização. O cuidado com a marca Nike.

A empresa de Consultoria BDO Brazil, em 2017, fez levantamentos e estudos para avaliar os valores das marcas de 40 clubes de futebol brasileiros. Foram avaliados o “tamanho e poder de consumo da torcida, representatividade nas redes sociais, receitas totais de transmissão/tv, patrocínios e publicidade, bilheteria, seguidores no facebook e youtube, público médio no estádio”. 

O estudo foi especificamente sobre o valor da MARCA, nada relacionado à valores PATRIMONIAIS. 

Entre os clubes brasileiros, a marca Flamengo em primeiro lugar, foi avaliada em 1,6 bilhão de reais. A Chapecoense em 18ª teve a sua marca avaliada em R$ 65 milhões, promovida e impulsionada pela fatalidade do desastre aéreo. 

O Criciúma Esporte Clube teve a sua marca avaliada em R$ 25,2 milhões, na 27ª posição. Definitivamente a condição de participante da Série B do Campeonato Brasileiro é decisivo para tal posicionamento. 

CT Antenor Angeloni

Evidentemente que o Criciúma como clube e entidade para a prática esportiva semi e profissional, considerando o valor da marca e suas exposições, somadas aos valores patrimoniais como os equipamentos estádio, centro de treinamento, vínculos federativos, bases formadoras e outros, certamente está entre as 15 agremiações mais valorosas do Brasil, na primeira página e série. 

A inserção e desempenho do Criciúma EC nas competições regionais e nacional, elevam ou rebaixam a imagem da marca e mais, são de valor inestimável na promoção da cidade, região e estado. 

Beira ao ridículo e ao imponderável, primeiro entregar e depois cobrar de uma iniciativa individual, responsabilidade de cuidar, consolidar e fazer crescer tão importante ação institucional e promocional da Entidade, marca e patrimônio.

O ato prospectado na década de 80, mudança de nome e cores, antevisão para agrupar interesses, torcida, adesões e sucessão, derrapa nas recentes propositais omissões. A brutalização e ausência da massa torcedora, simpatizante e consumidora, é fato em resposta. 

O patrimônio físico está edificado, responsabilidade de muitas mãos e bolsos abnegados. A MARCA é alvo de apedrejamentos e linchamentos que deixarão marcas indeléveis. Diz a estrofe do hino: “Salve o Criciúma .....”.  

* Sócio patrimonial e publicitário
 

Por João Nassif 15/07/2018 - 21:50 Atualizado em 16/07/2018 - 07:29

Thiago Ávila *

Neste sábado, em Nova York, o piloto francês Jean-Eric Vergne conquistou o título da Temporada 2017/18 da Formula-E, a inovadora categoria de carros elétricos.

Categoria essa que começou no final do ano passado, em Hong Kong, com o mesmo Vergne fazendo a pole position e perdendo a vitória de forma ridícula, com Bird voando (olha o trocadilho!) mesmo tendo que pagar uma punição de drive-thru por quase causar um acidente nos boxes.

Ainda no mesmo fim de semana, um terceiro nome entrou na briga. Na segunda corrida na região independente chinesa, Felix Rosenqvist conquistou um hat-trick (pole, vitória e melhor volta) com a desclassificação de Daniel Abt. Um final de semana terrível para a Audi e para o até então atual vice-campeão Sébastien Buemi

O piloto sueco, que fez uma belíssima temporada passada, parecia ainda mais favorito quando venceu ePrix de Marrakesh e assumiu a ponta. Nelsinho Piquet, com a conquista do quarto lugar, era mais um nome na briga. Enquanto isso, a Audi continuava lá embaixo.

A temporada mais emocionante da pequena história da F-E precisava ainda de uma corrida marcante, na qual a disputa pela vitória seria árdua até o fim, e chegamos no ePrix de Santiago. Prova marcada por dobradinha da Techeetah, mas que teve os carros dos seis primeiros cruzando a linha de chegada enfileirados. Com a vitória, o francês voltou a frente.

Jean-Eric Vergne campeão da Fórmula-E

Mas foi no México que o campeonato começou a se desenhar com a cara de Vergne. Rosenqvist fez a pole, e na corrida mais chata da temporada vencia com tranquilidade... até a volta 34, quando seu carro apagou por problema de energia e viu Daniel Abt conseguir a primeira vitória da Audi nessa temporada. Com o quinto lugar, Vergne ampliava a vantagem para 12 pontos.

Se entre os brasileiros a sorte vinha para Nelsinho Piquet, ela virou em Punta del Este para Lucas Di Grassi. O brasileiro teve uma disputa intensa com líder do campeonato até a última curva, mas não pôde evitar mais uma vitória do francês, que agora abria uma vantagem de 30 pontos para Rosenqvist. Enquanto isso, o outro brasileiro tem problemas no carro e vê seu companheiro Mitch Evans se mostrar um ótimo candidato a brigar por vitórias.

O sonho de Rosenqvist de voltar a brigar pelo título morreu de vez em Roma. Novamente fez a pole, era líder até a 22ª volta, quando teve um problema de suspensão e foi obrigado a abandonar. Sam Bird se aproveitou bem da chance e venceu após ultrapassar André Lotterer. O britânico assumiu a vice-liderança e baixou a diferença de Vergne para 18 pontos. Depois dessa prova, o papa deve ter abençoado a Audi e jogado praga na Mahindra.

O francês colocou uma mão na taça em casa, diante de sua torcida, no glamoroso circuito de Paris. Uma prova vencida com tranquilidade, de ponta a ponta, que teve barbeiragem de Lotterer na última volta e, consequentemente, Di Grassi conquistando o terceiro pódio seguido. Nos construtores, a Audi já era terceira, e o brasileiro pulava para quinto no campeonato de pilotos.

O renascimento da Audi foi coroado com uma dobradinha em Berlim, com Abt conquistando a segunda vitória na carreira e Di Grassi, seu quarto pódio consecutivo. O domínio dos alemães começou a ficar mais evidente depois de Lucas conquistar a vitória em Zurique e fazer mais uma dobradinha neste sábado em Nova Iorque. O time de Alan McNish fez ainda mais festa depois de conquistar o título dos construtores neste domingo.

Mas o que é interesse de todos, na verdade, é o campeonato de pilotos. Jean-Eric Vergne e Sam Bird chegaram na famosa cidade norte-americana separados por 23 pontos. O francês precisava somar sete pontos a mais que Bird para sair com o título uma etapa de antecedência, isso seria como se Vergne ficasse em sexto e Bird em décimo.

Mas Sam pegou um Jean inspirado. Largando de penúltimo, o líder do campeonato passou um por um, teve uma briga boa com Bird e terminou em quinto. O britânico foi só o nono e teve muitas dificuldades na corrida. Com os dez pontos somados de Vergne e os dois de Sam, Vergne aumentou a diferença para 31 pontos, impossibilitando o rival de tirar seu título.

E se não bastasse no futebol, deu França também nos carros elétricos.

* Estudante de Jornalismo da PUCRS
 

Por João Nassif 21/07/2018 - 15:12

Na coletiva pós jogo do Criciúma contra o Londrina um repórter quando chegou sua vez de perguntar, educado deu parabéns ao técnico Mazola Júnior pela vitória de virada e antes da pergunta ouviu volta – “para todos nós”.

Confesso que fiquei incomodado, pois não tem sentido parabenizar alguém por um resultado em que o profissional da imprensa não teve nenhuma participação. Ao que me consta o repórter não fez nenhum gol e nem teve participação no desenrolar do jogo.

Então, por que os parabéns?

Tenho o maior respeito pelo técnico que tem trabalhado com muita dedicação e procurando a cada jogo ajustar seu time nas dificuldades e proferido muitos elogios ao técnico pela forma dedicada como trabalha, pelos resultados que tem conseguido com um grupo extremamente limitado. Perde jogadores a toda hora seja por lesão ou suspensão e tem conseguido equilibrar o time com outros também sem qualidade nesta série B.

Mazola Júnior tem que continuar treinando bem seu time como vem fazendo e não tentar um relacionamento com os repórteres que será prejudicial para o bom andamento dos trabalhos.  
 

Por João Nassif 23/07/2018 - 07:10

Thiago Ávila *

Depois da surpreendente vitória na casa de Hamilton, Vettel chegava em Hockenheim, cerca de 40 km da sua cidade natal Heppenheim, em busca de mais uma vitória na temporada. E o alemão vinha empolgado, sabia que a Ferrari se mostrava superior que o ano passado, o motor passava mais confiabilidade – se mostrando muito bem até nas equipes clientes como Haas e Sauber – e seu principal motivo: nunca ganhou nesse circuito.

Tudo indicava que Hamilton faria a pole, pelo histórico e pelos treinos livres, que mesmo a Red Bull tendo liderado, Ricciardo teria que largar do fim do grid por conta de punições por troca de vários componentes na unidade de potência. Mas Hamilton teve um agravante. No fim do Q1, a tela do volante que mostra a troca de marchas informa um erro e o piloto é forçado a abandonar o carro. Em um ato de desespero, ele tenta empurrar o carro até os boxes, o que é proibido, e acaba desolado. Sem conseguir correr o Q2, o inglês conseguiu apenas a 14ª colocação.

Sobrou para Vettel fazer a pole. Depois de Bottas bater o recorde da pista e voar baixo no setor 3, o alemão foi ainda melhor no primeiro e segundo setores e saiu a 0,2s na frente.

O que já era esperado é que Hamilton iria chegar ao top-5 e ganhar o piloto do dia. Vettel, Bottas, Raikkonen e Verstappen mantinham suas posições de largada, enquanto o britânico da Mercedes e Ricciardo ganhavam múltiplas posições pelo grid. 

Em uma estratégia ousada, Raikkonen para cedo, tira os pneus ultramacios e põe o macio. E funciona! Vettel para na volta 26 atrás de Kimi. Óbvio que a situação não ficaria daquele jeito e algumas mensagens indiretas ao finlandês fez com que ele entendesse o recado de dar passagem ao líder do campeonato.

Na volta 43, Lewis faz sua parada e tudo volta ao normal, com Vettel, Raikkonen, Bottas, Verstappen e ele no top-5. Uma corrida com cara de Vettel, mas que qualquer um dos cinco poderia beliscar a ponta caso tivesse a sorte de os adversários errarem.

Não durou muito a chuva veio e o primeiro a fazer a troca para os intermediários é Verstappen. Vinha andando bem enquanto pode, porque nem dá tempo de a pista molhar o sol reaparece. É forçado a fazer mais uma troca e é o primeiro eliminado da disputa pela vitória.

Numa confusão de retardatários, Bottas faz ultrapassagem em Kimi. Em seguida uma Ferrari encontra o muro. Não, não era Raikkonen. Ainda com um trecho molhado, Vettel passa reto na curva e acerta diretamente o muro. Fim de prova para o líder do campeonato.

Sebastian Vettel depois de encontrar o muro

Safety Car na pista. Bottas faz parada para botar pneus ultramacios novos, mas a equipe, totalmente despreparada, demora demais e cai para terceiro. Sobraram dois na disputa: Kimi e Lewis.

Sabendo que seu pneu não aguentaria a pressão de Hamilton, Raikkonen também decide parar e volta atrás ainda de Valtteri.

É dada a relargada faltando nove voltas para o fim. Bottas pressiona Hamilton, mas é em vão e tira o pé por ordem da equipe. 

Lewis vence na recuperação, na sorte, na estratégia, e assume a liderança do campeonato com 17 pontos de vantagem. Ainda há mais uma corrida antes das férias e Seb vai ter de remar muito se ainda pretende reverter a situação.

* Thiago Ávila, Estudante de Jornalismo da PUCRS
 

Por João Nassif 23/07/2018 - 17:10 Atualizado em 24/07/2018 - 12:16

Depois de quase um ano falando em Copa do Mundo, encerrado o torneio disputado na Rússia, vamos virando a chave e para que continuemos com este espaço agora falando do futebol e sua história que remonta há alguns séculos.

Há controvérsias sobre sua origem, uns falam que na China nos séculos III e II a.C. já se praticava algo parecido com o futebol atual.

Mas, foi no século XIX com as regras do futebol bem definidas que começaram as disputas dos primeiros jogos e torneios. Em 1863 foi fundada na Inglaterra a Football Association que passou a organizar o futebol com a filiação de 11 clubes que jogavam partidas amistosas abrindo terreno para a Copa da Inglaterra que teve início em 1871.

Em 30 de novembro de 1872, Escócia e Inglaterra disputaram o primeiro jogo oficial entre seleções da história. O jogo terminou em 0x0.

A partir daí o futebol se esparramou por países e continentes. Em 1904 foi fundada a FIFA, entidade que comandaria as principais competições entre seleções, inclusive depois de algum tempo as Olimpíadas quando o futebol foi reconhecido como esporte olímpico.

Com o advento Copa do Mundo em 1930, propôs-se que o torneio passaria a ser disputado a cada quatro anos, alternado com as Olimpíadas para que não houvesse superposição das competições.

O futebol foi aos poucos tomando formas que o levaram a ser o esporte mais popular do planeta jogado em todos os países, haja vista que a FIFA tem hoje mais filiados que a própria ONU. 
 

Por João Nassif 24/07/2018 - 08:45

Há semelhanças entre as classificações da série B deste ano e a do ano passado depois de 16 rodadas.

Agora em 2018 o líder é o Fortaleza com 30 pontos, recebeu a companhia do CSA que ontem empatou em Goiânia, e em 2017 quem estava na primeira posição era o América Mineiro com os mesmos 30 pontos.

No G-4 em 2017 apareciam além do América o Guarani com 28, o Juventude com 27 e o Vila Nova com 26. Somente o time mineiro conseguiu o acesso.

América-MG-campeã da série B em 2017

Neste campeonato, sem computar o empate de ontem do CSA, o time alagoano estava com 29 pontos na segunda posição, o Vila Nova com 27 e o Avaí com 26, este o G-4 em 2018 depois de 16 rodadas.

Na zona do rebaixamento em 2017 na 16ª rodada apareciam o Figueirense com 17, Luverdense com 16, ABC com 12 e o Náutico com oito pontos. Somente o Figueirense escapou. Quem caiu junto com os outros três foi o Santa Cruz que na rodada 16 tinha 23 pontos.

Agora dividindo as primeiras posições no Z-4 estão Criciúma e Sampaio Correa com 16 pontos, mais abaixo o Brasil com 15 e o Boa com apenas 10 pontos ganhos.

A diferença em relação a 2017 é que no atual campeonato os times acima do Z-4 estão muito próximos, o Londrina tem 17 e São Bento, Paysandu e CRB têm 18. Quer dizer, tudo muito imprevisível.

Em cima na tabela também estão muito próximos do G-4 os que vêm logo atrás. Atlético-GO, Figueirense, Ponte Preta, Goiás, Coritiba, todos com potencial de crescimento e acesso.

Estarão ainda em jogo 66 pontos nas 22 rodadas que faltam para o final e o quadro ainda é indefinido. Pelo equilíbrio certamente somente a reta final é que irá decidir a sorte dos 20 times na série B-2018. 
 

Por João Nassif 24/07/2018 - 17:45

O futebol chegou ao Brasil no final do século XIX pelas mãos de Charles Miller filho de um funcionário da São Paulo Railway Company que com 10 anos foi mandado para estudar na Inglaterra onde aprendeu a jogar futebol.

Retornou ao Brasil 10 anos depois em 1894 trazendo na bagagem duas bolas usadas, um par de chuteiras, uniformes usados, uma bomba de encher bolas e um livro de regras.

Um ano depois foi realizado primeiro jogo de futebol no Brasil entre o São Paulo Railway, o time de Charles Miller e a Gás Company de São Paulo, vencida pelo Railway por 4x2.

Charles Miller e seu time São Paulo Railway em 1895

A fundação dos primeiros clubes do país no início do século XX era restrita à elite branca. A aristocracia dominava as ligas de futebol enquanto o esporte começava a dominar a várzea. Aos pobres e negros era permitido apenas assistir aos jogos.

Somente a partir dos anos 1920 os negros passaram a ser aceitos e o futebol ia se massificando com a introdução do profissionalismo a partir de 1933.

Alguns clubes, principalmente os fora do eixo Rio-São Paulo ainda resistiam a modernização e continuavam amadores. Diversos clubes tradicionais e consagrados abandonaram a elite do futebol ou até mesmo o esporte por completo.

Em 1899 foi fundado em São Paulo o Sport Club Internacional, primeiro clube destinado exclusivamente ao futebol, já extinto e no mesmo ano foi fundando o Sport Club Germânia, hoje Esporte Clube Pinheiros também em São Paulo;

Com a extinção do departamento de futebol do Germânia, o gaúcho Sport Club Rio Grande é considerado o primeiro clube de futebol ainda em atividade fundado no Brasil.

Em homenagem ao clube a extinta CBD, hoje CBF instituiu o dia 19 de julho como o “Dia do Futebol”. O Sport Club Rio Grande foi fundado no dia 19 de julho de 1899.

A A.A. Ponte Preta, o segundo time em atividade no país foi fundada 23 dias depois no dia 11 de agosto de 1899.
 

Por João Nassif 25/07/2018 - 07:59

Descarregar na arbitragem a culpa por um fracasso é próprio dos incompetentes. Ainda mais quando não houve nenhum lance polêmico que pudesse ter interferido no resultado do jogo.

O Criciúma reclama muito do árbitro em função dos cartões distribuídos a seus jogadores, mas quem viu o jogo sem paixão, desculpe a redundância, percebeu que os cartões foram bem aplicados tanto de um lado como do outro. Os quatro que foram punidos no Criciúma mataram jogadas, foram imprudentes, o mesmo ocorreu com os três do CRB. Justificando a redundância, o nome do árbitro é Alinor Silva da Paixão.

Após o término do jogo o presidente Jaime Dal Farra, indignado esbravejou afirmando que o Criciúma foi roubado, o técnico Mazola Júnior afirmou que há muito tempo vem avisando que na série B é preciso trabalhar forte nos bastidores. São afirmações e insinuações que na verdade servem apenas para desviar o foco e jogar para a torcida.

É estranho pelo que falou o técnico que o CRB tenha mais prestígio que o Criciúma. Não creio que um clube três vezes campeão brasileiro tenha menos influencia que o CRB que é grande em seu estado, mas de pouca representatividade no país.

E o presidente que não investe, que permite um entra e sai de jogadores sem dar ao técnico o mínimo de recursos para formar um plantel mais qualificado falar em “roubo” é lamentável. Fosse menos torcedor e mais gestor certamente o time não estaria neste buraco de onde não consegue sair.

A verdade é que o Criciúma não jogou nada, começou retrancado deixando claro que mais que respeito entrou em campo com medo do adversário que convenhamos é um dos piores times do campeonato. Não que o Criciúma seja melhor, mas apostar em apenas uma bola milagrosa como achou em alguns jogos é pouco para quem tem obrigação de pelo menos honrar a história do clube.
 

Por João Nassif 25/07/2018 - 16:45

Um dos maiores jogadores de todos os tempos, sem dúvida foi o ponteiro direito Garrincha que com suas pernas tortas fez a alegria de tantos quantos tiveram o privilégio de vê-lo jogar.

E o Mané tem também muitas histórias contadas por amigos e por quem teve o prazer de jogar com ele no Botafogo e na seleção brasileira. Quando deixou o time carioca já estava em final de carreira e não mais produzia suas magicas pelo gramados do planeta.

Sua primeira grande vítima foi aquele que viria ser seu melhor amigo e parceiro de tantas glórias: Nilton Santos, a Enciclopédia.

Quando Garrincha chegou em General Severiano, sede do Botafogo, trazido por um dirigente, ninguém deu bola para um pretenso jogador de pernas tortas que jogava pelo lado direito do campo.

Garrincha e Nilton Santos amigos para sempre

Garrincha foi para o treino no time reserva e cruzou com Nilton Santos lateral esquerdo titular. Na primeira bola que chegou ao ponteiro, o primeiro drible no lateral que por pouco não foi ao chão. Na segunda vez a mesma situação e na terceira Nilton Santos desabou.

Acabado o treino Nilton Santos foi correndo até os dirigentes do Botafogo e implorou pela contratação do homem das pernas tortas.

Disse a Enciclopédia: “Contratem, pois não quero nunca mais este torto como adversário”.  
 

Por João Nassif 26/07/2018 - 14:36 Atualizado em 26/07/2018 - 15:32

A partida mais celebre do ponteiro direito Garrincha foi sua estreia na Copa do Mundo de 1958 na Suécia. O Brasil corria riscos de eliminação pela União Soviética na partida final do grupo e o técnico Vicente Feola apostou em seu camisa 11.

Antes do jogo Feola ordenou a Didi que a primeira bola fosse ao Mané. Com 30 segundos de jogo o lateral soviético Kuznetzov já tinha sido driblado por Garrincha e ido ao chão.

A cena seguinte foi ainda mais humilhante. O russo recebeu ajuda de mais dois companheiros que também foram enganados pela ginga de Garrincha e virou comédia os russos tropeçando nas próprias pernas. 

Garrincha contra a URSS

O jornalista francês Gabriel Hanot, o homem que idealizou a Liga dos Campeões da Europa definiu o início daquele jogo na Suécia como os “três melhores minutos da história do futebol”.

Além das peripécias de Garrincha, neste curto intervalo do início do jogo, o mesmo Garrincha e Pelé já haviam acertado as traves russas e Vavá feito o primeiro gol num lançamento de Didi.

A seleção brasileira venceu por 2x0 com outro gol de Vavá e abriu caminho para se tornar campeão mundial pela primeira vez na história.

Garrincha e suas deliciosas e empolgantes histórias será muito lembrado neste espaço.

Por João Nassif 27/07/2018 - 15:35 Atualizado em 27/07/2018 - 15:40

Destacar as façanhas de Pelé ocuparia certamente um espaço digno das maiores enciclopédias já editadas no mundo. São tantas, as maiorias verdadeiras, mas outras que extrapolam as próprias lendas dignas daqueles que fizeram a história da civilização.

Uma história, lenda ou não, diz que quando tinha apenas nove anos de idade, no dia 16 de julho de 1950 viu seu pai, Dondinho chorar quando o Brasil perdeu em casa a Copa do Mundo para o Uruguai no inesquecível “Maracanazo”. O menino viu seu pai chorar e prometeu: “Não chore, papai. Vou ganhar uma Copa do Mundo para o senhor”. Foi aí que Dondinho chorou mesmo. O moleque ganhou três Mundiais.

Dondinho-Pai de Pelé

Dondinho foi jogador profissional e influenciou Pelé que desde pequenino já brincava coma bola.

Pelé ganhou dinheiro pela primeira vez com o futebol quando tinha apenas 10 anos de idade. Recebeu 4.500 réis para jogar pelo Ipiranguinha time amador de Bauru, cidade do interior de São Paulo onde a família residia.

Ainda com 10 anos criou em Bauru o Sete de Setembro e para comprar uniforme e outros apetrechos Pelé e os integrantes do time roubavam amendoim nos trens e vendiam na cidade.

É apenas o começo da trajetória do maior jogador de futebol de todos os tempos, coroado Rei do Futebol.

Vou falar muito de Pelé neste espaço que também vai contar muitas histórias do mundo do futebol.
 

Por João Nassif 28/07/2018 - 14:06

Dia 07 de julho de 1957, Brasil e Argentina jogavam no Maracanã partida valendo pela Copa Roca que foi instituída pelo presidente argentino Júlio Argentino Roca em 1913 e era disputada em dois jogos pelos dois países. A Copa Roca foi percussora do Super Clássico das Américas disputada atualmente.

Pois bem, naquele dia em 1957 o Maracanã recebia um público de apenas 80 mil torcedores, pequeno para os padrões da época, mas mesmo assim não deixava de ser uma tarde importante pela rivalidade entre as seleções.

Brasileiros e argentinos se preparavam para a Copa do Mundo na Suécia que seria disputada no ano seguinte, mas sofriam com desfalques, por isso aproveitaram o confronto para dar espaço a novos jogadores.

Brasil x Argentina-1957 (gol de Pelé)

A Argentina vinha num ótimo momento com a conquista em abril do Campeonato Sul-Americano disputado no Peru. A seleção brasileira com a perda do campeonato tinha como alento a classificação para a Copa do Mundo obtida em abril.

Os grandes clubes cariocas estavam excursionando na Europa o que era comum naquela época e a seleção comandada por Sylvio Pirillo que havia substituído Osvaldo Brandao um mês antes convocou para a Copa Roca uma seleção composta na maioria por jogadores paulistas, entre eles Pelé que com 16 anos já despontava com o grande craque que viria ser.

Não foi por acaso a convocação de Pelé. Chegando ao Santos no ano anterior Pelé já acumulava 25 gols em 34 jogos.

Na partida do dia 07 de julho Pelé entrou no segundo tempo, mas apesar de ter marcado um gol viu o Brasil perder por 2x1. Foi sua estreia com a camisa da seleção brasileira que um ano depois iria consagrar na Suécia. 

Por João Nassif 29/07/2018 - 08:50

Definitivamente o Criciúma encontrou uma forma de jogar que tem lhe dado resultados importantes, principalmente dentro de casa e desta forma sair da zona do rebaixamento.

Neste campeonato de baixíssimo nível o técnico Mazola Júnior que se mostra um profissional estudioso e atento às fraquezas e virtudes dos adversários tem mostrado um sistema que posso dizer, inovador na postura do time em campo.

Na falta de mais qualificação para elaborar um outro esquema de jogo o técnico conseguiu fazer os jogadores entenderem e se dedicarem a inibir os adversários com muito empenho e correria na marcação, amordaçando qualquer qualidade e estrutura que tenham pela frente.

Como para ganhar os jogos não dependem apenas de empenho e correria, há o recurso da bola parada que o Criciúma explora à exaustão. Com dois batedores que tem a virtude única de alçar quase sempre com precisão a bola na área inimiga, um golzinho em cada jogo é sempre bem-vindo. Principalmente quando acontece no final dos jogos, sem tempo para qualquer reação contrária.

Então a saída do rebaixamento tem um plano bem definido. Empenho, dedicação, correria e a santa bolinha parada.
 

Por João Nassif 29/07/2018 - 20:05

Thiago Ávila *

O chefe da Mercedes Toto Wolff já declarou em entrevista que as pistas que ele menos gosta são Mônaco, Singapura e Hungria. Acho que ele mudou de ideia depois de ver seu queridinho piloto tetracampeão fazer a pole e ganhar a corrida com folga numa pista de total domínio de Ferrari e Red Bull.

Um fim de semana que começou com Vettel e Ricciardo liderando os treinos livres e prováveis donos da pole no sábado à tarde na Hungria, ainda mais que o histórico recente favorece as duas equipes... no seco.

O problema é que o tempo começou chuvoso no treino classificatório e variou durante as sessões. No Q1 foi o período com maior variação, misturando todo o grid e tendo os seis principais pilotos quase eliminados. 

Já o Q2 começou seco, sem chuva, e todos vieram de pneu slick, com exceção de Vettel. E o alemão levou sorte, pois começara a chover. Com o tranquilo tempo de 1:28,6, Seb assegurou a liderança da sessão e o favoritismo para a pole. Quem se deu mal foi Daniel Ricciardo, que depois de quase cair no Q1, não foi melhor que o 12º lugar.

A chuva se intensificou ainda mais no Q3 e agora não havia carro que salvasse, tinha que ser no braço. Fazendo uma volta espetacular, Raikkonen atinge a marca de 1:36,1 e se mantém como um dos favoritos na conquista da pole. Vettel não consegue melhorar e fica a dois centésimos atrás. Quando tudo parecia terminar com 1-2 da Ferrari, Bottas faz o melhor segundo setor e supera o tempo de Kimi em 0,2s. “Se Bottas pode, eu também posso”, deve ter pensado Hamilton, e lá foi ele cravar o tempo de 1:35,6 e dizer quem manda.

Um treino classificatório fantástico, corrida nem tanto. Num circuito tradicionalmente de pouquíssimas ultrapassagens, Lewis parecia favorito, ainda mais quando se tem um companheiro servindo de escudo.

Lewis Hamilton-vencedor na Hungria

E assim foi durante toda a corrida. Depois (óbvio) de Raikkonen deixar Vettel passar, o alemão pressionou Bottas sem parar, e enquanto o finlandês segurava, Hamilton ia abrindo vantagem. Nem a estratégia de Sebastian parar mais tarde funcionou.

Faltando cinco voltas para o fim, Vettel foi pra cima e ganhou a posição de Valtteri, que passou demais na curva e acabou acertando a asa dianteira na volta, perdeu até para Kimi. A mais de 20 segundos de Lewis, Seb não conseguiu tirar nem um quarto da diferença até o final da prova e terminou em segundo. Já Bottas sofreu muito com a perda de rendimento e ainda se enroscou com Ricciardo, perdendo mais uma posição.

Agora são férias. Um mês para estudar os erros, descobrir quais são os pontos fortes dos adversários, testar os melhores ajustes para o carro e voltar para a segunda metade com um rendimento melhor ou pior. Lembremos que ano passado a Ferrari terminou o GP da Hungria em alta e terminou o campeonato sendo dizimado pela Mercedes e até pela Red Bull.

* Thiago Ávila, Estudante de Jornalismo da PUCRS
 

Por João Nassif 29/07/2018 - 23:35

O primeiro jogo internacional de futebol foi realizado em 1872 entre Inglaterra e Escócia. Naqueles tempos o futebol raramente era praticado fora do Reino Unido.

Em maio de 1904 foi fundada a FIFA e deu-se o início da expansão do futebol internacional. A FIFA começou formada por sete países do continente europeu, Bélgica, Dinamarca, Espanha, França, Holanda, Suécia e Suíça.

Com a crescente popularidade o futebol tornou-se parte dos Jogos Olímpicos de Verão de 1900, 1904 e 1906 como esporte demonstração, sem direito a medalhas. A seleção amadora da Inglaterra foi campeã em 1908 e 1912.

Como o conceito olímpico não admitia participação de equipes ou atletas profissionais a FIFA aceitou as competições de futebol dos Jogos Olímpicos disputado apenas por amadores a partir de 1920 com a Bélgica se tornando a primeira campeã nos Jogos disputados em Antuérpia (Bélgica).

Uruguai campeão olímpico em 1924-nascia a volta olímpica

Em 1924 e 1928 o campeão foi o Uruguai que até hoje tem sua seleção chamada de Celeste Olímpica. 

Por estas conquistas no congresso da entidade realizado em 1928 em Amsterdam na Holanda ficou decidido que seria realizado um torneio internacional que seria denominado Copa do Mundo e teria como sede o Uruguai em homenagem ao Centenário do país que era o bicampeão olímpico.

Começava um torneio que com o tempo se tornaria o maior evento esportivo do planeta.

Até hoje o futebol é o esporte mais popular do mundo, disputado em todos os países e a FIFA tem mais nações filiadas que a própria ONU.
 

Por João Nassif 30/07/2018 - 20:49

Para quem não sabe o Brasil já foi potência mundial no basquete. No final dos anos 1950 e início dos anos 60 a seleção brasileira foi bicampeã mundial, nos torneios disputados em 1959 no Chile e em 1963 aqui no Brasil.

Naqueles tempos os Estados Unidos e a União Soviética dominavam o cenário mundial e as conquistas brasileiras foram importantes para coroar uma geração talentosa, certamente a primeira e a última do esporte no país.

Wlamir Marques, Pecente e Waldemar Blatskauskas do XV de Piracicaba, Rosa Branca e Jatyr Schall do Palmeiras, Amaury Passos do Sírio, Edson Bispo do Vasco da Gama, Algodão do Flamengo, entre outros que foram os responsáveis para colocar o Brasil no primeiro escalão do basquete mundial. O comando era do técnico Kanela.

É bom frisar que naquela época a seleção dos Estados Unidos era formada somente por amadores ou atletas das faculdades, pois a Federação Internacional de Basquete não permitia a presença de profissionais, portanto jogadores da NBA não podiam participar dos campeonatos mundiais.

Campeões mundiais em 1959-Algodão, Wlamir, Edson, Amaury, Waldemar

Em 1959 o Brasil venceu na final os Estados Unidos por 81x67. Os americanos foram representados por uma equipe de soldados da Aeronáutica).

Para o Mundial de 1963 no Rio de Janeiro alguns remanescentes de 1959 como Amaury Passos, Wlamir Marques, Rosa Branca e Jatyr Schall foram convocados Menon e Sucar do Sírio, Ubiratan do Corinthians, Mosquito do Palmeiras, Paulista do Vasco da Gama, ainda sob o comando de Kanela.

A campanha teve duas vitórias espetaculares sobre a União Soviética por 90x79 e sobre os Estados Unidos por 85x81.

Depois deste bicampeonato mundial a seleção brasileira ainda seria 3ª colocada em 1970 na Iugoslávia e quarta colocada em 1978 no mundial disputado nas Filipinas.
 

Por João Nassif 31/07/2018 - 19:54

Os jogadores do Metropol não podiam dormir. Hospedados em Itajaí para decidir o campeonato estadual de 1960 no dia seguinte passaram a noite atormentados pelos rojões, foguetes e fogos de artifícios disparados pela torcida do Marcílio Dias. O zagueiro Flázio lembra do episódio e afirma que foi infernal.

Mais infernal foi o Metropol na tarde de domingo. O zagueiro conta que depois do segundo gol marcado por Nilzo, “os jogadores do Marcílio comiam a grama de tanta raiva. Ajoelhavam no gramado, socavam a terra e comiam a grama”.

O Metropol venceu por 2x0 e conquistou o primeiro título estadual pela Região Carbonífera. Em 33 anos de história do campeonato catarinense era a primeira vez que um time de Criciúma se sagrava campeão.

Revista circulou em 1988

Foi o primeiro título de muitos que ficaram na região. Depois de 1960 o Metropol ainda venceu o tricampeonato em 1961 e 1962, depois em 1967 e 1969, sem contar o Comerciário que foi campeão em 1968. Seis campeonatos em 10 anos para uma cidade que em mais de 30 anos tinha importância apenas regional.

Mas, o Metropol projetou não somente Criciúma como todo o estado. Tornou-se o maior time de Santa Catarina, campeão Sul-Brasileiro e o primeiro clube do Estado a excursionar pela Europa.

Tudo durante os 10 anos em que foi mantido pelo Grupo Diomício Freitas-Santos Guglielmi.

Este texto do David Coimbra foi tirado da revista O Futebol da Região Mineira que editei em 1988.
 

Por João Nassif 01/08/2018 - 19:48 Atualizado em 02/08/2018 - 11:46

Em 2002 a série B do campeonato brasileiro ainda não era no formato atual, estava inchada com 26 times que lutavam por apenas duas vagas, pois a CBF já estava começando a enxugar a competição para chegar nos 20 times em 2006.

O Criciúma não tinha em seu projeto o acesso em 2002, havia feito um péssimo campeonato catarinense e houve uma reformulação no plantel e na comissão técnica, sendo chamado para técnico Edson Gaúcho, até então desconhecido para a maioria dos torcedores.

Como o futebol é imprevisível, a medida em que o campeonato foi sendo disputado o Criciúma foi acumulando pontos, principalmente dentro de casa onde se tornou imbatível caminhando rapidamente para a classificação.

O regulamento mandava cada time fazer 25 jogos jogando todos contra todos em apenas um turno. O Criciúma jogou 13 partidas fora de casa e 12 no Heriberto Hülse, sendo a última contra o Anapolina quando já estava classificado e em primeiro no somatório geral de pontos. 

Depois do jogo contra o time de Goiás o Criciúma faria a última partida da primeira fase contra o Santa Cruz em Recife.

Uma questão que mexia com a cabeça da comissão técnica dizia respeito aos cartões amarelos, pois vários jogadores estavam pendurados e a fase final está se aproximando.

O time que foi a campo era misto com muitos reservas e alguns titulares que receberam ordem para forçar o cartão amarelo. Não foi difícil, o goleiro Fabiano fez cera no início e foi amarelado. Depois foi a vez do zagueiro Luciano.  

A cada cartão amarelo a torcida vibrava como se fosse gol. O outro zagueiro titular Cametá estava machucado, mas entrou no final, implorou e levou o terceiro cartão.

Faltava o Paulo César, jogador fundamental no esquema do time. O PC suplicou tanto pelo cartão amarelo que acabou levando o vermelho para desespero de todos no estádio.

Mas, nada comprometeu a caminhada do time que empatou com a Anapolina e manteve a invencibilidade em casa, invencibilidade que levou no mata-mata o time ao título e a sua segunda estrela no escudo.
 

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