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Choradeira sem lágrimas

Continua no buraco
João Nassif
Por João Nassif 25/07/2018 - 07:59

Descarregar na arbitragem a culpa por um fracasso é próprio dos incompetentes. Ainda mais quando não houve nenhum lance polêmico que pudesse ter interferido no resultado do jogo.

O Criciúma reclama muito do árbitro em função dos cartões distribuídos a seus jogadores, mas quem viu o jogo sem paixão, desculpe a redundância, percebeu que os cartões foram bem aplicados tanto de um lado como do outro. Os quatro que foram punidos no Criciúma mataram jogadas, foram imprudentes, o mesmo ocorreu com os três do CRB. Justificando a redundância, o nome do árbitro é Alinor Silva da Paixão.

Após o término do jogo o presidente Jaime Dal Farra, indignado esbravejou afirmando que o Criciúma foi roubado, o técnico Mazola Júnior afirmou que há muito tempo vem avisando que na série B é preciso trabalhar forte nos bastidores. São afirmações e insinuações que na verdade servem apenas para desviar o foco e jogar para a torcida.

É estranho pelo que falou o técnico que o CRB tenha mais prestígio que o Criciúma. Não creio que um clube três vezes campeão brasileiro tenha menos influencia que o CRB que é grande em seu estado, mas de pouca representatividade no país.

E o presidente que não investe, que permite um entra e sai de jogadores sem dar ao técnico o mínimo de recursos para formar um plantel mais qualificado falar em “roubo” é lamentável. Fosse menos torcedor e mais gestor certamente o time não estaria neste buraco de onde não consegue sair.

A verdade é que o Criciúma não jogou nada, começou retrancado deixando claro que mais que respeito entrou em campo com medo do adversário que convenhamos é um dos piores times do campeonato. Não que o Criciúma seja melhor, mas apostar em apenas uma bola milagrosa como achou em alguns jogos é pouco para quem tem obrigação de pelo menos honrar a história do clube.
 

4oito

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